terça-feira, 6 de outubro de 2026

Motor de avião pega fogo após colisão com pássaro no Grande Recife (PE)

Incidente foi filmado por moradores de Piedade, no Grande Recife, e ocorreu na tarde desta segunda (5). Aeronave voltou à capital pernambucana e aterrissou. Caso será investigado pelo Cenipa.


O motor do Boeing 737-8EH (WL), prefixo PR-GXL, da Gol Transportes Aéreos, pegou fogo no ar sobre o Grande Recife nesta segunda-feira (5), após colisão com um pássaro. Moradores de diversas regiões filmaram a aeronave no céu e as chamas. Também é possível ouvir algumas explosões durante a passagem (veja vídeo aqui).

O avião pertence à Gol Linhas Aéreas, e o motor direito foi a parte afetada pelo problema. A aeronave pousou no Aeroporto do Recife às 13h47. Ela havia saído da capital pernambucana em direção a Guarulhos (SP) e precisou retornar à capital pernambucana.

O vídeos foram gravados por pessoas que moram em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que vai investigar o caso.

Motor de avião em chamas durante voo em Pernambuco (Foto: Reprodução/X)
De acordo com a Gol Linhas Aéreas, a ocorrência é conhecida como "birdstrike", após a colisão de um pássaro com o motor do avião. A aeronave, então, fez um procedimento para queimar combustível para pousar mais leve no Aeroporto do Recife.

Segundo a Aena Brasil, que administra o aeroporto, o voo era o GLO1587. O piloto solicitou retorno ao aeroporto de origem, mas não foi declarada emergência. Após a aterrissagem, os passageiros foram desembarcados.

A Gol informou que o pouso "ocorreu normalmente, sem intercorrências". Segundo a companhia, depois de aterrissar, a aeronave seguiu para manutenção. A empresa afirmou também que "todas as ações referentes a esse voo foram tomadas com foco na segurança".

Um dos passageiros do avião, o programador Thiago Lima disse que ficou sem entender quando começou a ouvir o barulho.

"A gente só escutou estrondos, tipo uns barulhos. E de repente parou de fazer o barulho, foi só estrondos e depois parou. Eu não sei qual foi o procedimento que o piloto fez. A gente ficou sem entender se era o trem de pouso, se era o motor, mas tentei manter a calma", contou.

"Depois de uns 20 minutos, disseram a aeronave iria pousar. Do lado direito, dava para ver o fogo e o pessoal começou a gritar 'fogo, fogo, fogo'. Aí todo mundo começou a gritar e a se desesperar. Mas a comissária de bordo disse para todo mundo se acalmar, ficar quieto, porque o piloto estava fazendo as manobras que precisava. Depois de uns 20 minutos, ele avisou que a aeronave tinha segurança para pousar e que ele iria retornar para pousar", disse o administrador Serafim Baquim, um dos passageiros.

A professora Gorete Alves afirmou que a aeronave chegou a balançar e ela sentiu medo. "Até que fiquei calma, mas a minha nora está muito nervosa. O piloto informou que teve um problema técnico e que a gente iria retornar para o Recife, deu umas voltas para poder pousar", disse.

Avião que pousou no Recife após motor pegar fogo (Foto: Reprodução/TV Globo)
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Cenipa foi notificado sobre o ocorrido e disse que, após a coleta inicial e análise técnica dos dados disponíveis, a ocorrência foi classificada como "incidente aeronáutico".

O caso, de acordo com a FAB, será tratado conforme o Anexo 19 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional e a Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica, que dispõe sobre os Protocolos de Investigação de Ocorrência Aeronáuticas da Aviação Civil.

"As informações relativas à ocorrência encontram-se em fase de consolidação e serão oportunamente disponibilizadas por meio de reporte no Painel SIPAER, acessível no site do Cenipa", afirmou o órgão.

Entenda o 'birdstrike'


Em tradução livre o termo significa 'colisão com ave', e de acordo com a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), é todo choque entre uma aeronave e aves durante o voo ou em operações em solo.

O incidente é comum no Brasil, de acordo com a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) ocorreram no primeiro semestre do ano passado 1.100 casos confirmados, aumento de 33% em comparação à 2024.

Via g1, UOL, CNN e ASN

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