quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Aconteceu em 15 de janeiro de 1976: A colisão do avião da Taxi Aereo el Venado em cordilheira na Colômbia

Um DC-3 da Taxi Aéreo El Venado, a empresa envolvida no acidente
Em 15 de janeiro de 1976, a aeronave Douglas C-54A-5-DC (DC-4), prefixo HK-172, da empresa Taxi Aéreo El Venado, estava em um voo charter doméstico do Aeroporto Eldorado, em Bogotá, para o Aeroporto de La Macarena, ambos na Colômbia, levando a bordo três tripulantes e dez passageiros.

A aeronave decolou às 11h37 e o piloto comunicou sua decolagem e disse que pararia no próximo ponto de reporte sobre El Boqueron. Nada mais foi ouvido da aeronave, apesar das tentativas do Controle de Tráfego Aéreo de contatá-los.

Três horas depois, as autoridades locais de Chipaque relataram que uma aeronave havia atingido um dos picos da Cordilheira Ocidental a uma altura de 3.540 m (11.610 pés), que havia sido ocultado por nuvens.

O avião havia se acidentado a 50 km (31 milhas) de Bogotá quando atingiu uma montanha e foi destruído matando todos os 13 ocupantes a bordo.


O quadrimotor Douglas DC-4, ex-militar Douglas C-54E, registrado HK-127, foi construído nos Estados Unidos pela Douglas em Chicago, sob o número de série 10280. A aeronave foi entregue à Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (USAAF) em 26 de janeiro de 1944 e foi vendida após a guerra para a Pan Am e, depois, a Avianca, até ser vendida em 1972 para a Taxi Aereo el Venado.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN

Aconteceu em 15 de janeiro de 1966: Voo Avianca 03 Queda no mar da Colômbia

Um Douglas C-54 da Avianca semelhante ao envolvido no acidente
Às 20h50 do dia 15 de janeiro de 1966, a aeronave Douglas C-54B-1-DO (DC-4), prefixo HK-730, da Avianca, estava programada para realizar o voo 03, um um voo de passageiros de Cartagena para Bogotá, ambas cidades da Colômbia.

Levando 60 passageiros e quatro tripulantes a bordo, a aeronave foi liberada para decolagem. O avião atingiu 70 pés (21 metros) após a rotação. Quando atingiu os 100 pés (30,5 m), a aeronave estolou e caiu no mar, em águas rasas, a 1.300 metros da pista do aeroporto. Das 64 pessoas a bordo, apenas 8 sobreviveram.

Jornal El Tiempo, 15.01.1966
Após uma investigação de 14 meses, O acidente foi atribuído a um erro de manutenção decorrente de inspeções periódicas, diárias, noturnas e de trânsito inadequadas e consistiu na não observação da ausência de folga de um pino e/ou ausência de uma porca que une os elos de torção do trem de pouso esquerdo. 

Um possível fator contribuinte para o acidente foi o erro do piloto, que consiste na negligência involuntária em observar ou interpretar erroneamente os instrumentos da aeronave durante a decolagem, no momento da passagem do voo VFR para IFR e/ou perda de controle da aeronave pelo piloto. em comando ao verificar a causa de uma falha no poço do trem de pouso e no motor nº 2.

A aeronave envolvida era um Douglas C-54, a versão militar do Douglas DC-4 produzido durante a Segunda Guerra Mundial , registrado HK-730 para a Avianca. A aeronave envolvida foi produzida em 1944; por necessidades militares, foi equipado com tanques de combustível maiores, o que permitia voos intercontinentais de passageiros.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, baaa-acro e ASN

Aconteceu em em 15 de janeiro de 1958: Acidente com avião da Channel Airways em Kent, na Inglaterra


Em 15 de janeiro de 1958, o avião 
de Havilland DH.104 Dove, prefixo G-AOCE, da Channel Airways (foto acima), operava um voo do Aeroporto Zestienhoven, em Rotterdam, na Holanda, com destino ao Aeroporto de Southend, no condado de Essex, na Inglaterra. 

A aeronave havia sido fabricada em agosto de 1947 e originalmente entregue a outra companhia aérea, que a vendeu para a Channel Airways em junho de 1955. Na época do acidente, ela havia atingido um total de 8.680 horas de voo em serviço. Esta aeronave operou o primeiro voo da Channel Airways de Rotterdam para Southend.

A aeronave operava um voo internacional regular de passageiros da Holanda para o Reino Unido. O voo estava programado para partir do Aeroporto Zestienhoven de Rotterdam e pousar no Aeroporto de Southend, no condado de Essex. 

O tempo em Zestienhoven estava nublado, e foi relatado que a situação em Southend era a mesma. O voo sofreu atraso na partida de Zestienhoven. Quando finalmente partiu, transportava dois tripulantes e cinco passageiros. Devido à neblina em Southend, decidiu-se desviar para Lydd Ferryfield, um aeroporto no condado de Kent.

Foram feitas duas tentativas de pouso em Ferryfield, mas em ambas as tentativas foi realizada uma arremetida, seguindo instruções do operador do aeroporto. Na terceira aproximação, o motor da asa direita falhou e parou, seguido pouco depois pelo motor da asa esquerda. 

A aeronave caiu na praia de seixos de Dungeness, a 1.100 metros (1.200 jardas) ao norte do Farol de Dungeness. A parte dianteira da aeronave ficou severamente danificada e a asa direita foi arrancada. 

Todos a bordo escaparam, embora o piloto tenha sofrido ferimentos moderados. Os passageiros foram levados para Ferryfield, onde receberam uma refeição e foram interrogados pela polícia de Kent antes de serem levados para casa.


O acidente foi investigado pelo Departamento de Investigação de Acidentes, que constatou que o tanque de combustível de bombordo tinha bastante combustível, mas o tanque de estibordo estava vazio. Os motores falharam num ponto crítico da aproximação à aterragem, não dando ao piloto tempo suficiente para avaliar a situação. A má gestão do sistema de combustível (levando à falta de combustível) foi a causa do acidente.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e baaa-acro

Hoje na História: 15 de janeiro de 2002 - O primeiro voo do Airbus A318


O Airbus A318 é um avião civil de passageiros da Airbus, o consórcio europeu de fabricação de aeronaves. É o menor membro da família A320, pelo qual às vezes se denomina o Mini-Airbus ou Baby-bus. 

Durante o desenvolvimento foi conhecido como A319M3, o que indica que é um derivado do A319 mas com 3 seções de fuselagem a menos. A aeronave é 6 metros mais curta e 14 toneladas mais leve que seu predecessor. Sua menor longitude faz com que deva ter um estabilizador vertical 80 cm mais alto que o resto da família A320 (os Airbus A319, A320 e A321 respectivamente).

O A318 pode levar 117 passageiros numa configuração de 2 classes. Foi criado para substituir os velhos DC-9, Fokker 100 e os primeiros modelos do Boeing 737, bem como competir com os atuais Boeing 737-600 e Boeing 717.

O A318 está disponível em várias versões com diferentes pesos máximos na decolagem (entre 59 e 68 toneladas) e alcances (2750 km a 6000 km), o que lhe permite operar rotas regionais economicamente sacrificando o alcance, ou complementar os outros membros maiores da família em rotas de médio alcance de baixa densidade. 

Ainda que devido ao seu menor peso pode realizar rotas que o A320 não pode, as companhias o usam principalmente para rotas curtas entre cidades médias.


Durante o processo de projeto do avião a Airbus se tropeçou com diversos problemas. O maior sem dúvida foi a diminuição da demanda de novas aeronaves após os ataques de 11 de setembro de 2001; outro foi o projeto dos motores turbofan Pratt & Whitney PW6000, que deviam propulsar à aeronave: queimavam mais combustível do que o previsto tendo que ser reprojetados, pelo que teve que usar um da CFMI (o CFM56-5) ao princípio até que a versão da Pratt & Whitney fosse otimizada e estivesse pronta. Atualmente há versões com ambos os motores.

Hoje na História: 15 de janeiro de 2001 - Fundação da Gol Linhas Aéreas Inteligentes

GOL: veja a evolução da companhia desde o seu primeiro ano de operações.

Via Aeroflap

(Foto: Gabriel Melo)
Neste dia 15 de janeiro, a GOL Linhas Aéreas está completando mais de duas décadas de operações, esta que foi a primeira companhia aérea sob o conceito de low cost e low fare do país, mudou diversas práticas para os passageiros brasileiros. Neste artigo vamos falar um pouco sobre a trajetória da ‘laranjinha’ e mostrar o cenário atual.

Destinos e cidades atendidas


Lançada oficialmente em agosto do ano 2000, fez o seu primeiro voo em 15 de janeiro de 2001 com um Boeing 737-700 partindo de Brasília para Congonhas em São Paulo ás 06h56 da manhã.

Propaganda de lançamento da GOL (Imagem: Aviaçãocomercial.net)
A GOL iniciou suas primeiras rotas para 10 cidades, sendo São Paulo no Aeroporto de Congonhas e também em Campinas, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife. A empresa encerrou 2001 com 17 cidades atendidas.

Ainda no ano de 2001, a empresa conseguia autorização do DAC, na época, para operar na maior rota do país, a ponte aérea Rio-São Paulo.


Pouco mais de um ano depois, a companhia fundada por Constantino de Oliveira Júnior já realizava voos para todas as regiões do Brasil. Em 2004, a empresa chegava a sua primeira base internacional sendo Buenos Aires na Argentina.

Em 2005, a GOL já atendia a todas as capitais do Brasil, e consolidava seu hub nos Aeroportos de Brasília, São Paulo (CGH), Rio de Janeiro (GIG). A expansão internacional continuava chegando a mais cidades na Argentina, assim como Santiago no Chile e Santa Cruz de la Sierra na Bolívia.

A medida que os anos passavam, a GOL abria novas bases domésticas e forçava seus hubs assim como para a malha internacional. Em 2009 começou a realizar seus primeiros voos durante a alta temporada para Aruba no Caribe, a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Também foram acrescentadas bases em Caracas, Barbados e Punta Cana.

Ainda em 2009, permitia seus clientes a voarem para a Europa através do acordo de parceria com a Air France/KLM em voos de codeshare e também em acordo com a American Airlines. A empresa buscava alçar voos ainda maiores em 2012 com o início dos voos para os EUA com uma escala em Santo Domingo.

Nos dias de hoje, a malha doméstica da GOL atende mais de 72 bases no Brasil, incluindo rotas regionais. A companhia também atende a 14 destinos internacionais em voos próprios em 10 países.

Hoje o Aeroporto de Brasília e o Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, possuem voos para todas as capitais do país através da malha da GOL, consolidando dois grandes hubs da empresa.

Frota


A GOL iniciou sua trajetória com uma frota nova e moderna, com apenas o Boeing 737-700 de modelo. Inicialmente eram sete aeronaves, sendo boa parte delas novas de fábrica.

Durante alguns anos o 737-700 continuava a ser a principal aeronave da companhia, em 2002 os primeiros 737-800 começavam a chegar mas ainda estava longe de ser a principal aeronave.

Ao final de 2002, a frota da GOL chegava a 19 aeronaves, sendo 15 737-700 e 4 737-800. A frota ganharia um ‘novo avião’ para ajudar na expansão da empresa a partir de 2004, com a chegada do Boeing 737-300 que viria para ‘tampar’ buraco durante algum tempo.

Boeing 737-700 em Congonhas (Foto: Aeroprints.com via Wikimedia)
Com um lucro invejável, uma operação enxuta, a ‘laranjinha’ em 2005 fez a maior encomenda de uma companhia aérea brasileira, o pedido foi para 63 aeronaves Boeing 737. Pedido este que tempos depois, seria elevado para 101 novas aeronaves.

Os novos aviões começavam a chegar em 2006, já com o inovador pacote Short Field Performance que permitiriam a empresa a operar no Aeroporto Santos Dumont com maior capacidade e liderar a oferta de assentos.

Frota crescia com o Boeing 737-800 (Imagem: Aviaçãocomercial.net)
Em pouco tempo, o Boeing 737-800 se tornava a espinha dorsal da frota da GOL, número que foi elevado para 41 aeronaves ao final de 2007, superando o número da versão -700 na frota.

Com a aquisição da Varig em 2007, a companhia também passava a contar com aeronaves widebody pela primeira vez em sua história, o Boeing 767 com as versões -200 e -300 agora estavam na frota da empresa.

Boeing 767 da Varig que já operou voos para a GOL (Foto: Ricardo Rodrigues via Planespotters)
Com isso também foi elevado o número de aeronaves 737-300 que foram herdados da Varig, aeronave esta que a GOL estava devolvendo gradativamente em razão de seus custos operacionais.

O Boeing 737-800 continuava soberano na frota ano após ano, chegando a GOL a operar mais de 100 aeronaves do tipo em 2013. Os 767s deixaram a frota em 2011, o mesmo ano que a companhia aérea recebia o primeiro exemplar do 737 com o novo Sky Interior.

Alguns 737-700 começaram a serem devolvidos, assim como alguns 737-800 mais antigos e substituídos por novos e com o pacote SFP. Em 2018, a GOL recebia o seu primeiro Boeing 737 MAX 8.

O novo avião permitiria a empresa a retomar seus planos de fazer voos para os EUA, porém com um alcance maior, o 737 MAX permitiu a GOL fazer voos diretos para Miami e Orlando a partir de Brasília seu hub e também de Fortaleza.

Boeing 737 MAX da GOL (Foto: Pedro Viana)
Com o aterramento da frota mundial de 737 MAX, a GOL honrou os bilhetes de seus passageiros mas em alguns casos realizava uma escala técnica em Punta Cana, tanto no trecho de ida como o de volta. Em 2020, foi a primeira no mundo a realizar voos com a aeronave após a nova certificação e deu iniciou seu plano de modernização de frota.

Em 2022, a empresa passaria a utilizar pela primeira vez em sua história, uma aeronave totalmente dedicada ao transporte de cargas. Utilizando antigos 737-800, a GOL realizou a conversão e colocou de novo em operação, porém como cargueiros em parceria com o Mercado Livre.

Atualmente, a GOL possui aeronaves dos modelos 737-700, 737-800, 737-8 MAX e 737-800 BCF. Os aviões operam rotas no Brasil, na América do Sul, na América do Norte e no Caribe, levando o conforto do padrão GOL pelo continente.

Curiosidades


  • Em apenas 6 meses de operação, a GOL atingiu a marca de um milhão de passageiros transportados.
  • Foi a primeira companhia aérea a vender passagens na internet.
  • A GOL já foi a 4ª empresa aérea mais lucrativa do mundo, o fato ocorreu em 2004.
  • Foi a primeira no mundo a operar o Boeing 737 com o pacote de melhorias operacionais, o Short Field Performance.
  • Foi a primeira companhia aérea a utilizar o serviço de reconhecimento facial para realizar o check-in.
  • A GOL lançou em 2020 o processo de check-in pelo aplicativo WhatsApp, e também o aplicativo de tradução de libras a bordo.
  • Foi a primeira empresa a realizar um voo com internet via Wi-Fi a bordo.
  • A GOL é uma das 13 companhias aéreas do mundo a ser reconhecida com certificado de estágio 1 da IATA em Avaliação Ambiental.
  • Há 10 anos é a transportadora e patrocinadora oficial da Seleção Brasileira de futebol, com três aeronaves temáticas.
  • Durante a pandemia de Covid-19, foi a primeira companhia aérea brasileira a oferecer gratuidade aos profissionais da saúde.
  • Em diversas ocasiões, a GOL lançava promoções das cidades de aniversário, com o valor de apenas R$ 1 real no trecho da volta.
  • Sob o conceito de baixo custo e baixa tarifa, a companhia já chegou a operar com a tarifa mais baixa do mercado por um bom tempo, obrigando as concorrentes a reduzir seus valores.
  • Para a manutenção de sua frota, a GOL conta com sua unidade de manutenção de aeronaves com unidades em Confins, Congonhas e Brasília chamada GOL Aerotech.
  • Para ter uma melhor operação, a GOL retirava de sua frota os fornos da galleys, tendo mais espaço para colocar assentos. O serviço de bordo era inédito no Brasil, com barrinhas de cereal e bebidas que logo evoluíram para sanduiches quentes.
Veja algumas pinturas especiais feitas pela companhia aérea ao longo dos anos, clicando aqui.

Veja toda a história da GOL, a primeira companhia low cost do Brasil, clicando aqui.

Férias: veja como um voo longo impacta a saúde do corpo humano

Viagens com trajetos grandes de avião podem influenciar o desenvolvimento de trombose, desidratação, jet lag e maior exposição a doenças.


As férias chegaram e, de acordo com a Infraero, o movimento nos aeroportos deve aumentar 45% durante os meses de dezembro e janeiro. Se a ideia é uma viagem longa, existem alguns cuidados com a saúde para levar em consideração. Voos compridos, com mais de oito horas, podem ser responsáveis pelo desenvolvimento, por exemplo, de desidratação e trombose.

A médica intensivista Adele Vasconcelos, do Hospital Santa Marta, em Brasília, explica como um voo longo pode impactar a saúde do corpo e destrincha formas de lidar com grandes viagens. Confira:

1. Desidratação


Em longos trajetos de avião, é comum que o passageiro se desidrate. O interior do transporte aéreo é seco e a alta altitude não possui a mesma umidade de condições normais, e Adele acrescenta que a despressurização da cabine faz com que o interior fique ainda mais seco.

“É recomendado sempre que o indivíduo consuma mais líquido do que o normal. É interessante levar uma garrafinha para se hidratar dentro dos voos”, afirma a médica. Outra dica é não beber muito álcool ao longo do caminho, pois a bebida é um diurético que resulta no aumento do fluxo urinário, causando desidratação.

2. Influência nos ouvidos, respiração, intestino e sono


Adele lembra que a pressão é diferente dentro da cabine e os gases do corpo reagem de acordo. Eles se expandem conforme a aeronave sobe e a pressão diminui, e o contrário ocorre quando o avião desce. Por isso, podem acontecer, por exemplo:
  • Dores de ouvido, que acontecem quando a pressão do ar nos dois lados do tímpano é diferente;
  • Dores de cabeça, que podem ser causadas pela expansão do ar preso nos seios da face;
  • Problemas intestinais, como soltar mais gases.
A viagem também pode causar sono, visto que o corpo não é capaz de absorver tão bem o oxigênio do ar na altitude quanto no solo. Logo, ficar sonolento é a forma do organismo se proteger.

3. Trombose


Ficar entre 8 e 12 horas sentado sem se movimentar aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos nas pernas, problema conhecido como trombose venosa profunda (TVP). O ideal é fazer caminhadas pequenas dentro do avião, respeitando os momentos adequados.

Adele sugere levantar pelo menos de hora em hora e evitar mais do que 90 minutos sentado, especialmente no caso de pessoas cardiopatas, que já têm alguma doença cardiológica prévia.

“Antes de viajar, esse paciente deve procurar seu cardiologista para orientar as medidas necessária de voo para evitar trombose”, diz a médica. Ela destaca os principais grupos de risco para o quadro:
  • Idosos;
  • Obesos;
  • Pacientes com histórico anterior ou familiar de coágulos;
  • Pessoa com câncer;
  • Índivíduo com imobilização ou cirurgia recente;
  • Gestantes;
  • Pessoas que fazem terapia de reposição hormonal ou pílula anticoncepcional oral.

4. Jet Lag


A confusão no horário biológico, que causa distúrbio temporário no sono, é o efeito jet-lag, segundo a médica. “Sair de um ambiente à noite, viajar muitas horas e chegar em outro país onde ainda é noite nos faz perder a noção. E aí acontece esse efeito rebote, de não conseguir dormir mesmo depois de muitas horas acordado”, explica.

A alteração do nosso ciclo circadiano normal, ritmo em que o organismo realiza suas funções ao longo do dia, causa a fadiga. A confusão é mais comum em voos longos.

5. Maior exposição à Covid-19


A exposição a doenças dentro da cabine é maior. Qualquer vírus, como o coronavírus ou outra infecção respiratória, se propaga com mais facilidade em ambientes fechados e com permanência prolongada.

Adele chama a atenção para a utilização dos filtros hepa, que são tecnologias de separação de partículas, por parte das companhias aéreas. “Eles diminuem a propagação de vírus, bactérias e fungos dentro dos ambientes fechados”, analisa.

No entanto, o passageiro ainda fica muito próximo das outras pessoas e usar máscara diminui a propagação e contaminação por doenças como a Covid-19.

Via João Vítor Reis (Metrópoles) - Foto: Getty Images

Acidentes, recorde e quase fusão: o que marcou o ano na aviação?

(Foto: Alexandre Saconi)
Veja quais foram os principais destaques do ano na aviação:

Janeiro


Baterias de lítio reacendem debate: No início de 2025, um incêndio a bordo de um voo na Coreia do Sul, causado por uma bateria portátil de lítio a bordo, provocou evacuação de 176 passageiros e destruição da aeronave. Isso chamou a atenção global para os riscos desses dispositivos em voos comerciais.

Autoridades aeronáuticas em vários países implementaram restrições mais rigorosas para baterias de potência elevada na cabine, enquanto companhias aéreas intensificaram campanhas de comunicação sobre o transporte seguro de dispositivos eletrônicos.

Azul e Gol tentam combinar negócios: As empresas anunciaram um memorando de entendimento para avaliar combinação de negócios e integração operacional, abrindo discussão sobre possível fusão no mercado brasileiro.

Voos supersônicos mais próximos: O avião demonstrador XB-1 da Boom Supersonic tornou-se a primeira aeronave comercial privada a ultrapassar a barreira do som, alcançando Mach 1,1 (1 Mach equivale a uma vez a velocidade do som) em voo de teste sobre o deserto de Mojave (EUA), um marco no caminho para o desenvolvimento do futuro jato comercial supersônico Overture.

Fevereiro


Crescimento da aviação brasileira: Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostraram que os aeroportos brasileiros registraram crescimento de 10% no movimento de passageiros nos primeiros meses de 2025 em comparação com 2024, com expectativa de fechar o ano com recorde histórico de 130 milhões de viajantes. O resultado refletiu a recuperação acelerada da demanda doméstica e internacional após a pandemia, impulsionando turismo, emprego e receitas aeroportuárias.

Março


Incidente em Heathrow paralisa operações: Em 20 de março, um incêndio em uma subestação elétrica em Hayes, nos arredores de Londres, provocou a interrupção das operações no aeroporto de Heathrow, um dos maiores do mundo, por cerca de 16 horas. Mais de 1.000 voos foram cancelados, afetando cerca de 200 mil passageiros em todo o mundo nos dias seguintes.

Caso Ingrid Guimarães provoca debate: A atriz Ingrid Guimarães relatou ter sido forçada a trocar de assento durante um voo, episódio que repercutiu nas redes e na mídia e reacendeu discussões sobre políticas comerciais de assentos e atendimento ao passageiro em voos comerciais.

Voepass para de voar: A companhia aérea parou de voar em março após determinação da Anac, que encontrou irregularidades na operação da aérea. Em abril, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial, que foi aprovado pelos credores em novembro.

Novo helicóptero da Robinson: A Robinson Helicopter Company apresentou o R88, seu novo helicóptero monomotor de grande porte com capacidade para até oito passageiros. Este é o primeiro modelo totalmente novo em cerca de 15 anos da empresa.

Abril


Pedágio para aeronaves causa polêmica:Uma proposta de cobrança de "pedágio" para aviões que utilizam o Aeroporto de Sorocaba (SP) gerou reação negativa por parte de pilotos, empresas de táxi aéreo e representantes do setor. Críticos alertaram que a medida poderia prejudicar o desenvolvimento da aviação geral na região e reduzir a competitividade de rotas executivas e de pequeno porte.

Maio


Tarifaço e pressões no transporte aéreo: No Brasil, o impacto do chamado "tarifaço", imposto pelo governo de Donald Trump (EUA), gerou preocupação no setor aéreo. Uma das principais afetadas seria a Embraer, que conseguiu escapar devido à sua relevância no mercado dos Estados Unidos.

Azul em crise: A Azul entra com pedido de Chapter 11 nos EUA, similar à recuperação judicial no Brasil. O objetivo é reestruturar dívidas bilionárias, mantendo as operações e buscando novo aporte financeiro. Diversas aeronaves serão devolvidas ao longo dos meses.

Boeing 747 do Qatar para Trump: O governo dos Estados Unidos aceitou um Boeing 747-8 de luxo como presente oferecido pelo Qatar. A aeronave é avaliada em cerca de US$ 400 milhões, que pode ser usado como avião presidencial enquanto o programa de substituição dos VC-25 (usado como Força Aérea Um) prossegue. A oferta gerou questionamentos sobre constitucionalidade, segurança e influência estrangeira na gestão do político, já que o presente não foi dado ao país, mas ao acervo de Trump.

Junho


Paris Airshow é sucesso: Uma das mais tradicionais feiras de aviação do mundo foi um sucesso para as fabricantes, mesmo com participação discreta da Boeing após o recente acidente na Índia. A Airbus acumulou mais de US$ 21 bilhões em pedidos firmes e acordos.

A brasileira Embraer anunciou acordos relevantes, com um pedido significativo da norte-americana SkyWest Airlines para a família E175 e acordos de defesa com a Lituânia para o cargueiro KC-390, impulsionando suas ações no mercado nacional.

Voo 171 da Air India: Em 12 de junho, o voo AI171 da Air India caiu poucos segundos após a decolagem de Ahmedabad (Índia), resultando em 260 mortes, entre passageiros e vítimas no solo, e um único viajante sobreviveu. O acidente foi o primeiro com mortes envolvendo um Boeing 787 Dreamliner desde sua introdução em 2011 e motivou revisões de procedimentos de segurança em operadoras e fabricantes.

Julho


Angara Airlines sofre acidente fatal na Rússia: No final de julho, o voo 2311 da Angara Airlines, um Antonov An-24, caiu na região de Tynda, matando os 48 ocupantes. O episódio ressaltou desafios de segurança nas rotas domésticas em condições meteorológicas adversas.

Agosto


Aviação executiva no Brasil atinge novos patamares: Durante a Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), tradicional feira do setor de aviação executiva, foi divulgado um dado otimista sobre o crescimento na quantidade de aeronaves no país. Houve uma alta de 18% na quantidade de jatos, 13% na de turboélices e 10% na de helicópteros a turbina, primeiro crescimento de dois dígitos registrado desde a criação da feira há mais de 20 anos.

Setembro


Latam quer jatos Embraer E195-E2: O grupo Latam oficializou um plano para fortalecer a conectividade na América do Sul por meio da aquisição de até 74 jatos Embraer E195-E2, incluindo 24 encomendas firmes e 50 opções de compra. A frota será inicialmente utilizada pela Latam Brasil, com entregas previstas a partir da segunda metade de 2026. Atualmente, apenas a Azul opera o modelo no Brasil.

Azul e Gol desistem de se união: A Azul anunciou o fim das negociações com o grupo Abra, controlador da Gol, para unirem os negócios no Brasil.

Outubro


Governo vai estudar radiação cósmica em aeronautas: O governo federal, por meio da Fundacentro, em conjunto com o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), anunciou a criação de um acordo de cooperação técnica para estudar os efeitos da radiação cósmica em comissários e pilotos. A iniciativa visa ampliar o conhecimento sobre a exposição a partículas ionizantes em voos de grande altitude e possíveis implicações à saúde dessas categorias, apoiando políticas de proteção ocupacional e atualização de normas de segurança no Brasil.

Deputado quer armas em voos domésticos: No início de outubro, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, apresentou um projeto de lei que propõe autorizar o embarque armado em aeronaves civis para passageiros que possuam porte de arma de fogo válido em todo o território nacional. O texto prevê que a arma seja levada desmuniciada e desalimentada pelos tripulantes, com exceção de agentes públicos em missão autorizada pela autoridade aeroportuária.

Novembro


Crise global do Airbus A320: A fabricante europeia Airbus emitiu recall para cerca de 6.000 aeronaves da família A320 devido a falhas em software de controle de voo, gerando impacto em operações globais de companhias aéreas no início da alta temporada e pressão logística em centros de manutenção. Poucos dias depois, os problemas estavam sendo contornados e as operações foram se normalizando aos poucos.

Air Transat virá ao Brasil: A companhia aérea canadense Air Transat recebeu autorização para operar voos regulares ao Brasil, com rotas que contemplam destinos turísticos importantes entre os dois países, fortalecendo a conectividade internacional no setor. A empresa foi eleita como a melhor companhia aérea de lazer do mundo, segmento dedicado às aéreas que têm como foco voar para destinos turísticos mundo afora.

Dezembro


Gripen (finalmente) realiza disparos: A FAB (Força Aérea Brasileira) concluiu importantes testes com o caça F-39E Gripen, incluindo disparo do míssil Meteor e uso de seu canhão integrado, demonstrando avanço operacional e de capacidades de defesa aérea no país.

Flybondi expande frota e inaugura o A220 na região: Em dezembro, a companhia low cost argentina Flybondi rompeu sua estratégia de frota única e encomendou até 35 aeronaves, incluindo 15 Airbus A220-300 com opção para cinco adicionais e 10 Boeing 737 MAX 10 com opções para mais cinco aeronaves. Com isso, a empresa deve ser a primeira a operar o Airbus A220 na América Latina, com entregas previstas entre 2027 e 2029 para o A220 e até 2030 para o 737 MAX 10.

eVTOL ("carro voador") brasileiro decola: A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, completou com sucesso o primeiro voo do protótipo em escala real de seu eVTOL (veículo de decolagem e pouso vertical) não tripulado em Gavião Peixoto (SP). Foi feito um voo pairado, que confirmou a integração de sistemas essenciais e marca o início da fase de testes em voo da aeronave elétrica, com vistas à certificação e entrada em serviço prevista para 2027.

Recorde de passageiros: O ano de 2025 deve bater um recorde de 130 milhões de passageiros transportados, segundo projeção do Ministério de Portos e Aeroportos. Até novembro, foram 117,8 milhões de pessoas viajando de avião. Apenas na quantidade de passageiros internacionais, foram 25,5 milhões de passageiros nos 11 primeiros meses do ano. Entre os países com maior fluxo de viagens, se destacam:
  1. Argentina: 4,3 milhões de passageiros
  2. Estados Unidos: 4,2 milhões de passageiros
  3. Chile: 3,1 milhões de passageiros
  4. Portugal: 2,7 milhões de passageiros
  5. Espanha: 1,3 milhões de passageiros
  6. Panamá: 1,2 milhões de passageiros
  7. França: 1,1 milhões de passageiros
  8. Itália: 930 mil passageiros
  9. Colômbia: 874 mil passageiros
  10. Peru: 820 mil passageiros
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)