Em 16 de agosto de 1986, o avião Fokker F-27 Friendship 400M, prefixo ST-ADY, da Sudan Airways (foto acima), realizava um voo doméstico regular de passageiros de Malakal (no atual Sudão do Sul) para Cartum, no Sudão.
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domingo, 16 de agosto de 2026
Aconteceu em 16 de agosto de 1986: 60 mortos no abate de um Fokker F-27 da Sudan Airways
Em 16 de agosto de 1986, o avião Fokker F-27 Friendship 400M, prefixo ST-ADY, da Sudan Airways (foto acima), realizava um voo doméstico regular de passageiros de Malakal (no atual Sudão do Sul) para Cartum, no Sudão.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Aconteceu em 24 de julho de 1987: O sequestro do voo Air Afrique 056 por um terrorista libanês
Em 24 de julho de 1987, o avião McDonnell Douglas DC-10-30, prefixo TU-TAL, da Air Afrique, estava operando o voo 056, na rota Brazzaville (Congo) – Bangui (República Centro-Africana) – Roma (Itália) – Paris (França), levando a bordo 143 passageiros e 15 tripulantes.
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| Os passageiros conseguiram escapar doDC-10 da Air Afrique pela porta traseira |
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Aconteceu em 23 de julho de 1968: O sequestro do voo 426 da El Al
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| Boeing 707-458, prefixo 4X-ATA, da El Al, o avião sequestrado |
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| Celebração após o acordo para libertação dos reféns |
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| O Boeing de volta a Israel após o sequestro |
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Aconteceu em 22 de julho de 1970: O sequestro do voo Olympic Airways 255 pela Frente Popular para a Libertação da Palestina
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| Um Boeing 727 da Olympic Airways, semelhante ao envolvido no sequestro |
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| Aristóteles Onassis, proprietário da companhia aérea, desce de um Boeing da Olympic Airways no início dos anos 70 (Foto: Domínio Público) |
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Aconteceu em 20 de julho de 1973: O sequestro do voo Japan Airlines 404
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| Sheik Mohammed Bin Rashid |
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| Passageiros libertados do vôo 404 sequestrado da Japan Airlines saem de um avião na chegada ao Aeroporto Internacional de Atenas em 26 de julho de 1973 |
domingo, 19 de julho de 2026
Relembre casos em que aviões civis foram brutalmente abatidos
Voo 752 da Ukraine International Airlines (2020)
Voo da Malaysia Airlines (2014)
Antes da aeronave ucraniana abatida nesta semana, o último caso registrado foi em 17 de julho 2014. O voo MH17 da Malaysia Airlines foi atingido por um míssil russo. 298 pessoas estavam a bordo, e, segundo relatos, foi como uma chuva de corpos. O acidente é o mais mortal até hoje.
Acidente em Balad (2007)
Em 9 de janeiro de 2007, um Antonov An-26 caiu ao tentar pousar na Base Aérea de Balad, no Iraque. Embora o mau tempo seja responsabilizado pelas autoridades, testemunhas afirmam que viram o avião sendo abatido, e o Exército Islâmico no Iraque assumiu a responsabilidade. 34 dos 35 passageiros civis a bordo morreram.
Voo 1812 da Siberia Airlines (2001)
Voo 602 da Lionair (1998)
Voo 655 da Iran Air (1988)
Ataques de aviões Sukhumi (1993)
Em setembro de 1993, três aviões pertencentes à Transair Georgia foram abatidos por mísseis e tiros em Sukhumi, Abkhazia, Geórgia. O primeiro, um Tupolev Tu-134, foi abatido em 21 de setembro de 1993 por um míssil durante o pouso. O segundo avião, um Tupolev Tu-154, foi abatido um dia depois também durante a aproximação. Um terceiro foi bombardeado e destruído no chão, enquanto os passageiros estavam embarcando.
Voo 007 da Korean Airlines (1983)
Aconteceu em 19 de julho de 1994: Atentado terrorista a bomba derruba o voo Alas Chiricanas 901 no Panamá
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| A descrição do terrorista que teria explodido o avião e morrido junto com os outros ocupantes |
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Aconteceu em 17 de julho de 2014: Voo 17 da Malaysia Airlines - Avião abatido no céu da Ucrânia
Em uma postagem profundamente perturbadora no Facebook, um passageiro carregou uma fotografia do avião com a legenda: “Caso ele desapareça, é assim que se parece” (imagem acima).
A Malásia e a Austrália também enviaram grandes equipes de investigação. O conselho de segurança holandês foi selecionado para liderar a chamada Equipe de Investigação Conjunta (JIT).
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| Clique na imagem para ampliá-la |
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| Memorial às vítimas do ataque ao voo MH17 |
quarta-feira, 8 de julho de 2026
História: O voo em que mala sem dono explodiu e mudou regras da aviação para sempre
Em 1988, um avião da Pan Am caia em Lockerbie, na Escócia, matando todas as 259 pessoas a bordo e mais 11 no solo. Uma mala que havia sido transferida de outro voo e estava sem o seu dono explodiu, causando a queda. Desde então, a segurança na aviação passou por mudanças que continuam até hoje.
Atentado de Lockerbie: Destroços do Boeing 747 do voo 103 da Pan Am que caiu após
mala sem dono explodir durante voo (Imagem: Roy Letkey/AFP)
O que aconteceu?
Em 21 de dezembro de 1988, um Boeing 747 da companhia aérea norte-americana Pan Am realizava um voo de Londres (Inglaterra) com destino a Nova York (EUA).
O artefato foi confeccionado com um explosivo plástico sem odor, o que dificultava sua detecção. Ele estava dentro de um toca-fitas armazenado dentro de uma mala.
A explosão causou estragos na fuselagem do avião, que se desintegrou no ar. Pedaços do 747 ficaram espalhados por uma área de aproximadamente 2 km².
Todos os 243 passageiros e 16 tripulantes morreram na queda. Onze pessoas morreram atingidas por destroços no solo e 21 casas ficaram destruídas.
Como a bomba chegou ali?
A bomba teria chegado ao avião que caiu após ser transferida de um voo que havia partido de Frankfurt (Alemanha) feito por um Boeing 727. Os passageiros e bagagens foram transferidos para o avião maior, o 747, na Inglaterra, de onde partiriam para Nova York.
Antes disso, a bagagem teria saído de Malta com destino ao aeroporto na Alemanha. Após essa etapa, ela viajou desacompanhada, sem registro de a qual passageiro ela pertencia, chegando a Londres e sendo colocada dentro do avião que faria o voo até Nova York sem nenhuma identificação.
Motivação do ataque
O atentado contra o voo 103 da Pan Am remonta a uma disputa entre os Estados Unidos e a Líbia desde o início da década de 1980 ao menos.
Em 1981, dois aviões líbios foram derrubados no Golfo de Sidra, na costa da Líbia, por aviões dos EUA. Em 1986, os Estados Unidos atacaram e afundaram barcos sírios na mesma região.
Como retaliação, a Líbia teria ordenado o atentado à discoteca La Belle, em Berlim (Alemanha), local frequentado por militares dos EUA. Três pessoas morreram e 30 ficaram gravemente feridas.
Em mais uma escalada do conflito, poucos dias após o ataque à discoteca, os EUA atacaram as cidades de Trípoli e Benghazi, na Líbia. Os bombardeios mataram 39 pessoas, e tinham como objetivo eliminar o líder do país, Muammar Kadafi.
Uma das vítimas seria filha adotiva de Kadafi, Hana, de apenas um ano de idade. Apesar de ter o corpo exibido para a imprensa, muitas pessoas não acreditavam nessa versão da história, alegando que ela, inclusive, seria uma médica formada atualmente.
Décadas depois, o governo líbio organizou um festival batizado em homenagem a Hana. Kadafi sempre dizia que a morte de Hana era um motivo de profunda tristeza para ele e para sua família.
O atentado envolvendo o voo 103 teria sido motivado por essas razões. A maior parte dos passageiros era composta por norte-americanos.
Culpados
Investigações inicialmente apontavam que os líbios Abdel Baset Ali al-Megrahi e Lamen Khalifa Fhimah seriam os responsáveis diretos pelo atentado. Ambos eram funcionários do governo daquele país.
Megrahi em um hospital na Líbia: Único condenado pelo atentado de Lockerbie
morreu em 2012 (Imagem: Sabri Elmhedwi/Efe)
Apenas em 1999 a Líbia concordou em entregar ambos para um julgamento. A medida ocorreu após negociações para redução de sanções impostas ao país em troca dos dois acusados.
Após um julgamento, Fhimah foi inocentado, enquanto Megrahi foi condenado à prisão. Em 2009, após ser diagnosticado com um câncer, ele foi solto e voltou para o seu país, onde morreu em 2012.
O governo da Líbia concordou em 2003 em pagar uma compensação financeira aos familiares dos mortos no atentado. Em 2004, aceitou pagar US$ 35 milhões para algumas das vítimas do atentado à discoteca em Berlim em 1986.
Com isso, em 2006, os EUA retomaram relações diplomáticas com o país, após sanções que haviam sido impostas anteriormente serem abandonadas.
Suspeito preso em 2022 nos EUA
Um dos possíveis envolvidos no atentado ainda não foi julgado. Abu Agila Masud foi acusado de ser o responsável por confeccionar a bomba que explodiu no avião da Pan Am.
Em dezembro de 2022, o ex-agente líbio, então com 71 anos de idade, foi preso pelo governo dos EUA. Ele agora deve enfrentar as acusações sob a custódia dos norte-americanos.
Mudanças nas regras da aviação
O atentado de Lockerbie causou grandes mudanças na aviação mundial. A principal delas se refere ao reforço na segurança e como as bagagens são tratadas nos voos.
Uma mala não pode viajar desacompanhada. Caso uma pessoa despache a bagagem, mas não se apresente no avião, ela deve ser retirada para garantir a segurança.
A bagagem só pode viajar sem seu dono se ela for despachada como carga. Com isso, ela tem de passar por procedimentos diferenciados de segurança, para garantir que não oferecerá nenhum risco.
Outra situação é em caso de malas extraviadas. Quando uma bagagem se perde de seu dono, ela pode viajar sozinha em outro voo, já que a culpa não é do passageiro.
Desde antes do atentado de Lockerbie, algumas dessas medidas já vinham sendo adotadas. Entretanto, após a queda do voo 103, elas passaram por revisões e se tornaram obrigatórias em várias partes do mundo.
Via Alexandre Saconi (UOL)








































