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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Avião cai com 15 pessoas a bordo na Colômbia; todos os ocupantes morreram


O avião Beechcraft 1900D, prefixo HK-4709, da SATENA, operando para a SEARCA - Servicio Aéreo de Capurgana, que havia desaparecido com 15 pessoas a bordo hoje (29) foi encontrado perto da fronteira da Colômbia com a Venezuela. Ninguém sobreviveu. Entre as vítimas está um candidato à Câmara Baixa, informou à AFP a autoridade aérea colombiana nesta quarta-feira (28).

Aeronave foi localizada por agricultores em uma área rural do município de La Playa de Belén. Segundo o site Noticias Caracol, moradores da região ouviram um estrondo antes de acharem a aeronave no solo. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o avião destruído e fumaça saindo das estruturas da aeronave.

Imagem do site FlightRadar24 mostra trajeto do voo da Satena que havia desaparecido 
em 28 de janeiro de 2026 (Foto: Reprodução/FlightRadar24)
Avião transportava 13 passageiros e 2 tripulantes. O Ministério de Transportes da Colômbia e a Aeronáutica Civil, que supervisiona os voos no país, afirmaram que a rota da aeronave era entre Cúcuta e Ocaña, cidades da região de Santander, nordeste colombiano. A companhia aérea estatal Satena disse que havia dois tripulantes a bordo.

A aeronave decolou da cidade fronteiriça de Cúcuta às 11h42 (13h42 no horário de Brasília) para um voo de cerca de 23 minutos. A plataforma de monitoramento de voos FlightRadar registrou a saída do avião. Porém, a torre de controle perdeu o contato com o avião minutos antes do pouso, por volta do meio-dia (14h00 de Brasília).

"Não há sobreviventes", disse à AFP um funcionário da Aeronáutica Civil Colombiana, autoridade aérea do país. O governo mobilizou a Força Aérea para buscar o avião e recuperar os corpos no local do acidente, uma área do norte de Santander, com vastas regiões controladas pela guerrilha do ELN (Exército de Libertação Nacional).


Ainda não se sabe a causa do acidente, informou o Ministério de Transportes colombiano. À imprensa, a ministra María Fernanda Rojas disse que a pasta acionou todos os protocolos necessários para investigar o caso.

Satena divulgou a lista dos passageiros e tripulação. A empresa comunicou que outras informações serão comunicadas pelos canais oficiais da companhia após confirmação pelas autoridades.


Passageiros
  • María Álvarez Barbosa
  • Carlos M. Salcedo
  • Rolando Peñaloza Gualdrón
  • María Díaz Rodríguez
  • Maira Avendaño Rincón
  • Anayisel Quintero
  • Karen Parales Vera
  • Anirley Julio Osório
  • Gineth Rincón
  • Diógenes Quintero Amaya
  • Natalia Acosta Salcedo
  • Maira Sánchez Criado
  • Juan Pacheco Mejía
Equipe
  • Capitão Miguel Vanegas
  • Capitão José de la Vega
Aeronave é um modelo Beechcraft 1900 de matrícula HK4709, da companhia Satena. A empresa disse tratar do assunto com autoridades e disponibilizou um telefone para contato de familiares de pessoas que embarcaram no avião.

Ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, lamentou as mortes.

Diógenes Quintero e Natalia Acosta morreram no acidente aéreo
(Imagem: Reprodução/Instagram/@diogenesqa)
Partido Social de Unidade Nacional lamentou a morte de Diógenes Quintero, candidato da sigla liberal à Câmara dos Representantes. "Foi um líder comprometido com a sua região, com um uma firme vocação de serviço e um profundo sentimento de responsabilidade pública", escreveram. Quintero foi eleito para representar a região de Catatumbo no processo de paz para o mandato legislativo entre 2022 e 2026, e esperava ser reeleito nas legislativas de março.

Natalia Acosta Salcedo, membro da equipe de Quintero, também estava no voo e morreu. "Foram juntos, trabalhando pelo que acreditavam, andando pela terra que tanto amavam. Às suas famílias, o nosso abraço infinito", divulgou a equipe de Quintero na página dele no Instagram.

Outra vítima foi Carlos Salcedo. Ele era candidato a uma vaga parlamentar.

Com informações do UOL, AFP, Notícias Caracol e ASN

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Empresa paga R$ 150 por hora para pessoas se jogarem em escorregadores avião nos EUA

Cerca de 120 pessoas, com diferentes pesos e idades, foram selecionadas para fazer os testes.

Cerca de 120 voluntários testam os escorregadores (Foto: Reprodução/aero_in/X)
Uma empresa norte-americana selecionou cerca 120 voluntários para deslizar por um escorregador de evacuação de avião, usado para manobras de emergência. Eles ganharam US$ 30 (cerca de R$ 150) por hora para participar de testes controlados.

A ação ocorreu no Arizona, nos Estados Unidos, e foi promovida pela Collins Aerospace, empresa que fabrica equipamentos aeronáuticos, especialmente, sistemas infláveis de evacuação de emergência. Os escorregadores são testados com frequência, para garantir que os passageiros consigam sair da aeronave em até 90 segundos, conforme as normas de aviação.

Uma empresa de recrutamento foi contratada para fazer a seleção de pessoas com diferentes portes físicos e idades. Os voluntários precisaram se equipar com capacete e joelheiras para conseguir descer o mais rápido possível dos escorregadores.


O equipamento, apesar de inflável, conta uma uma tecnologia altamente inteligente que detecta o solo e se ajusta automaticamente ao comprimento para favorecer a evacuação de emergência. Segundo a empresa, eles conseguem inflar em até seis segundos.

As normas da Federal Aviation Administration (FAA) exigem que os escorregadores sejam capazes de inflar e ser usados mesmo sob condições extremas de vento, chuva e temperatura.

Via Terra e Aeroin

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Autoridades da Indonésia encontram destroços de avião desaparecido com 11 pessoas a bordo

Aeronave de vigilância da pesca perdeu contato no sábado em área montanhosa; buscas por tripulantes e passageiros continuam.


Autoridades da Indonésia informaram neste domingo (18) que localizaram os destroços de um avião de vigilância da pesca que havia desaparecido na província de Sulawesi do Sul, perto de uma montanha coberta por neblina. As equipes de resgate ainda buscam as 11 pessoas que estavam a bordo.

O turboélice ATR 42-512, prefixo PK-THT, pertencente ao grupo de aviação Indonesia Air Transport, perdeu contato com o controle de tráfego aéreo no sábado (17), por volta das 13h30 no horário local (3h da madrugada, em Brasília), na região de Maros, em Sulawesi do Sul.

Havia oito tripulantes e três passageiros a bordo da aeronave, que havia sido fretada pelo Ministério de Assuntos Marítimos e Pesca da Indonésia para realizar vigilância aérea da atividade pesqueira. Os passageiros eram funcionários do ministério.

Avião estava desaparecido na Indonésia (Imagem: Reprodução/X)
O chefe da agência de resgate de Sulawesi do Sul, Muhammad Arif Anwar, afirmou à televisão local que, após a localização dos destroços, os socorristas mobilizariam cerca de 1.200 profissionais nas buscas pelos passageiros e tripulantes desaparecidos.

“Nossa prioridade é procurar as vítimas, e esperamos que haja algumas que possamos evacuar com vida”, disse.
O chefe do Comitê Nacional de Segurança nos Transportes da Indonésia, Soerjanto Tjahjono, afirmou que houve um "voo controlado contra o terreno".

"O piloto conseguiu controlar a aeronave e a queda não foi intencional", disse Soerjanto à imprensa local.

Os investigadores ainda não determinaram a causa do acidente, acrescentou.

A KNKT não respondeu ao pedido de comentário da Reuters.

Enquanto isso, a Indonesia Air Transport afirmou em comunicado que a aeronave apresentou problemas técnicos, mas foi declarada aeronavegável antes de voar para Makassar.

"Houve um problema de engenharia, mas o corrigimos e testamos a aeronave na sexta-feira. O voo do aeroporto de Halim, em Jacarta, para Semarang e Yogyakarta ocorreu sem problemas", disse Edwin, diretor de operações da companhia.

Especialistas em aviação afirmam que a maioria dos acidentes é causada por uma combinação de fatores.

O ATR 42-500, fabricado pela empresa franco-italiana ATR, é uma aeronave turboélice regional com capacidade para transportar entre 42 e 50 passageiros.

O site de rastreamento de voos Flightradar24 informou que a aeronave de vigilância sobrevoava o oceano em baixa altitude, o que limitava sua cobertura de rastreamento, e que o último sinal foi recebido às 04h20 GMT, a cerca de 20 km a nordeste do aeroporto de Makassar.

Foi o primeiro acidente fatal com um ATR 42 na Indonésia em mais de uma década. Em 2015, um ATR 42-300 da Trigana Air Service caiu em uma encosta na região de Papua, na Indonésia, matando todas as 54 pessoas a bordo.

Via g1 e CNN

Roda se desprende de avião durante pouso em Orlando; vídeo viraliza nas redes

Jato com cerca de 200 passageiros apresentou falha mecânica após aterrissagem brusca na Flórida, segundo a companhia aérea.


Um avião da United Airlines perdeu o trem de pouso dianteiro durante um pouso considerado brusco no Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, no domingo (18). Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o momento em que uma das rodas se desprende e rola pela pista logo após a aterrissagem da aeronave, que transportava cerca de 200 passageiros.

As imagens, compartilhadas no X, indicam que o Airbus A321neo tocou inicialmente a pista com as rodas traseiras, quicou e, em seguida, inclinou-se para a frente. Durante a tentativa dos pilotos de estabilizar o avião, uma roda foi vista se soltando e seguindo em direção à área gramada ao lado da pista.

Falha mecânica após aterrissagem


A aeronave havia partido do Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, às 8h55, e pousou em Orlando pouco depois das 12h30, no horário local. Em nota à revista People, um porta-voz da United afirmou que o avião apresentou um problema mecânico durante o pouso. Já um representante da aviação federal dos Estados Unidos informou que a aeronave foi considerada “inapta” para continuar operando após o incidente.

Além dos passageiros, seis tripulantes estavam a bordo. Todos desembarcaram em segurança e foram levados de ônibus até o terminal do aeroporto. Não houve registro de feridos, e uma investigação foi aberta para apurar as causas da falha. O episódio provocou atrasos de cerca de 45 minutos em voos no aeroporto de Orlando no fim da tarde de domingo.

A roda rolou pelo asfalto em direção a um pedaço de grama adjacente
(Foto: Captura de tela/Redes sociais/X)
O caso ocorre em meio a outros incidentes recentes na aviação comercial. Em julho, um Boeing 767-400 precisou retornar a Los Angeles após chamas serem vistas sob um dos motores durante a decolagem rumo a Atlanta. Em agosto, um avião da Iberia que seguia para Paris-Orly teve a parte frontal destruída após colisão com pássaros, impacto que também danificou um dos motores do jato.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Avião desaparece dos radares na Indonésia e é encontrada ao pé do Monte Bulusaraung por alpinistas

Segundo a mídia local, a aeronave transportava 11 pessoas e era pilotada pelo Capitão Andy Dahananto. O avião pertence ao Ministério de Assuntos Marinhos e Pescas da Indonésia. Destroços foram encontrados há pouco.

Avião está desaparecido na Indonésia (Imagem via FlightRadar24)
O avião de ATR 42-512, prefixo PK-THT, da Indonesia Air, fretado pelo Ministério de Assuntos Marinhos e Pescas da Indonésia está desaparecido, após perder contato com a torre de controle durante um voo de Yogyakarta para Makassar, neste sábado (17).

Segundo a imprensa local, durante a aproximação ao Aeroporto Sultan Hasanuddin, o controle de tráfego aéreo identificou que a aeronave não estava na trajetória correta de pouso e instruiu a tripulação a ajustar a posição.

Foto do avião desaparecido (Foto: Eric Page Lu)
Foram emitidas novas orientações para o avião retornar ao curso previsto. Após a última instrução, a comunicação foi perdida, levando a declarar fase de emergência e acionar as equipes de busca.

A aeronave, pertencente à companhia aérea Indonesia Air Transport, transportava 11 pessoas e era pilotada pelo capitão Andy Dahananto. A empresa oferece voos fretados de avião e helicóptero para setores públicos e privados.

O avião é um ATR 42-500, segundo a ATR, fabricante francês desse tipo de aeronaves de transporte regional turboélice, com sede em Toulouse.

"Os peritos da ATR estão totalmente empenhados em colaborar com as autoridades indonésias e a companhia", indicou a empresa francesa em um comunicado.

✈️ O ATR 42-500 é um avião turboélice regional projetado para operações eficientes em rotas curtas e médias, com capacidade padrão para 48 passageiros em configuração comercial. A aeronave mede cerca de 22,67 metros de comprimento, possui envergadura de 24,57 metros e área de asa de 54,5 m², dimensões que favorecem a estabilidade e o desempenho em aeroportos menores. O modelo alcança velocidade máxima de cruzeiro de aproximadamente 556 km/h

✈️ De acordo a empresa, esse modelo é reconhecido no setor pela combinação de economia operacional, confiabilidade e capacidade de operar em pistas curtas — característica valorizada por companhias regionais.

Explosão e fumaça na encosta da montanha


Segundo Doni Ismanto, assessor especial do ministério para Relações Públicas e Comunicação Social, entre os ocupantes da aeronave estão servidores do Ministério de Assuntos Marinhos e Pescas.

O chefe da agência local de busca e resgate, Muhammad Arif Anwar, declarou que suas equipes foram destacadas para uma área montanhosa da região de Maros, a cerca de 42 quilômetros de Makassar, com base na última posição conhecida da aeronave. A Força Aérea, a polícia e voluntários participam nas buscas, acrescentou.

Por sua extensão e caráter insular, a Indonésia depende muito do transporte aéreo para comunicar suas ilhas.

O país não tem um bom histórico em segurança aérea. Em setembro de 2025, um helicóptero com seis passageiros e dois tripulantes caiu pouco depois de decolar do sul da ilha de Bornéu, sem sobreviventes.

Menos de duas semanas depois, quatro pessoas morreram na queda de outro helicóptero no distrito de Ilaga, na ilha da Papua.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram possíveis destroços, além de nevoeiro intenso e pertences pessoais espalhados. Até o momento, porém, não há confirmação de que as imagens sejam recentes ou que estejam relacionadas ao avião desaparecido.

Aeronave ATR 42-500 encontrada ao pé do Monte Bulusaraung, Pangkep, registrada por alpinistas


Imagens de vídeo de alpinistas mostram partes de uma aeronave ATR 42-500
pertencente à Indonesia Air Transport no pico Bulusaraung, em Pangkep
Uma aeronave ATR 42-500 pertencente à Indonesia Air Transport foi encontrada, segundo relatos, no sopé do Monte Bulusaraung, na Regência de Pangkep , Sulawesi do Sul, na tarde de sábado (17/01/2026).

O avião foi encontrado há cerca de uma hora. Um dos alpinistas registrou os destroços do avião na montanha. O alpinista filmou os pedaços em chamas do avião. A equipe BPBD de Pangkep deslocou 6 membros para o local onde o avião estava. "A equipe saiu há uma hora", disse Herianti Tualle, do BPBD de Pangkep .

"Estamos a caminho do local (suspeito de ser o local onde o avião perdeu contato) na área de Leang Leang, em Maros . Cinco pessoas foram enviadas para uma avaliação, seguidas por outras 15. Depois, mais 40 pessoas, dependendo dos recursos disponíveis", disse Andi Sultan, chefe da Seção de Operações da Makassar Basarnas. Basarnas também utilizou um drone nas buscas.

Informações recebidas por Basarnas do Escritório de Serviços de Navegação, filial MATSC da AirNav Indonesia, em Makassar, indicam que a aeronave perdeu contato nas coordenadas 04*57'08” S 119*42'54”E. O avião transportava 3 passageiros e 8 tripulantes.

Via g1 com informações da agência de notícias AFP e makassar.tribunnews.com

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Aconteceu em 29 de dezembro de 2024: Voo Jeju Air 2216 Saída da pista e explosão em aeroporto na Coreia do Sul


Em 29 de dezembro de 2024, a aeronave Boeing 737-8AS (WL), prefixo HL8088, da empresa sul-coreana Jeju Air (foto abaixo), transportando 175 passageiros e seis tripulantes saiu da pista, bateu em um muro do Aeroporto Internacional de Muan, na Coreia do Sul, e explodiu matando 179 pessoas das 181 a bordo.

Aeronave


A aeronave envolvida, fabricada em 2009, era um Boeing 737-8AS de 15 anos e equipado com dois motores CFM International CFM56-7B26. Foi adquirida pela Jeju Air em 2017, após ter operado anteriormente para a Ryanair. Menos de um mês antes do acidente, a Jeju Air havia retomado os serviços internacionais regulares no Aeroporto Internacional de Muan, após uma suspensão causada pela pandemia de COVID-19, e a companhia aérea operava quatro voos semanais entre Muan e Bangkok,um serviço que a Jeju Air iniciou em 8 de dezembro.

Nas 48 horas que antecederam o acidente, a aeronave completou 13 voos que incluíram escalas em Muan, Ilha de Jeju e Incheon, bem como em Pequim, Bangkok, Kota Kinabalu, Nagasaki e Taipei. Nenhum problema foi encontrado na verificação prévia de segurança da aeronave antes de seu voo final, de acordo com a Jeju Air.

Inicialmente, a Jeju Air afirmou que a aeronave acidentada não havia se envolvido em nenhum incidente anterior, mas dados da Korea Airports Corporation mostraram que, em fevereiro de 2021, a aeronave foi danificada quando sua cauda atingiu a pista durante a decolagem do Aeroporto Internacional de Gimpo, em Seul, causando danos estruturais à aeronave. Por esse motivo, a Jeju Air foi multada em 2,2 bilhões de won (US$ 1,5 milhão) pelo Ministério da Terra, Infraestrutura e Transporte por violação das normas de segurança. 

Em meio às críticas sobre a omissão do incidente pela companhia aérea, a Jeju Air declarou que "o incidente de três anos atrás foi menor e, portanto, classificado como um 'evento' em vez de um 'acidente' de acordo com a legislação aeronáutica, razão pela qual não foi considerado parte do histórico de acidentes da aeronave".

Passageiros e tripulantes

Dos 175 passageiros, dois eram cidadãos tailandeses e os outros 173 eram sul-coreanos. O mais velho a bordo nasceu em 1946 e o ​​mais novo em 2021. Nove membros da mesma família, incluindo a criança de três anos, também estavam a bordo. Das 181 pessoas a bordo, 82 eram homens e 93 eram mulheres. Havia cinco passageiros com menos de 10 anos de idade. O capitão era funcionário da Jeju Air desde 2019 e tinha acumulado mais de 6.820 horas de experiência de voo, incluindo 6.096 horas no Boeing 737; o primeiro oficial tinha mais de 1.650 horas, sendo 1.339 delas no Boeing 737.A tripulação também incluía quatro comissários de bordo.

A maioria dos passageiros estava voltando para casa de uma excursão de Natal de cinco dias em Bangkok. Treze passageiros eram ou foram funcionários do governo em nível provincial ou local/municipal, oito eram ou foram funcionários públicos do Condado de Hwasun e cinco eram funcionários administrativos do Escritório Provincial de Educação de Jeonnam. Havia 81 passageiros residentes em Gwangju, enquanto outros 76, incluindo um cidadão tailandês, residiam na Província de Jeolla do Sul. Os demais passageiros eram originários da Província de Jeolla do Norte, Província de Gyeonggi, Seul, Ilha de Jeju, Província de Gyeongsang do Sul e Província de Chungcheong do Sul.

Acidente


Trajetória de voo do voo 2216 da Jeju Air
A aeronave decolou do Aeroporto Suvarnabhumi às 2h28 ICT (UTC+7), realizando o voo JJA 2216. Kerati Kijmanawat, diretor dos Aeroportos da Tailândia, afirmou que nenhuma anormalidade relativa à aeronave ou à pista foi relatada.

Às 8h54 KST (UTC+9), o avião foi autorizado a pousar no Aeroporto Internacional de Muan, na pista 01. Enquanto o avião se preparava para pousar, foi alertado às 8h57 sobre o potencial de colisão com pássaros.


Às 8h58min56s, os pilotos transmitiram um alerta de emergência e informaram que iriam arremeter. Isso foi seguido por uma solicitação às 9h00 para pousar na pista oposta, a pista 19, após o trem de pouso não ter sido acionado. Essa solicitação foi autorizada às 9h01.

O acidente ocorreu às 9h03 quando a aeronave pousou de barriga, tocando o solo a 1.200 metros (3.900 pés) da pista. Ela ultrapassou o limite da pista, com imagens de vídeo mostrando a aeronave deslizando pela pista sobre as nacelas dos motores com uma atitude sustentada de nariz para cima. Ela continuou por 250 metros (820 pés) além da cabeceira da pista e explodiu após colidir com o talude que sustenta o localizador do sistema de pouso por instrumentos.  


Ambos os motores ficaram presos na estrutura do talude, enquanto a cauda continuou para a frente, capotando e permanecendo invertida. Destroços da fuselagem dianteira foram encontrados de 20 a 300 m (66 a 984 pés) além do talude, e danificaram parcialmente o muro perimetral.


Moradores locais disseram ter visto chamas e faíscas saindo da asa direita da aeronave e ouvido explosões e "rangidos de metal" antes do impacto. Alguns relataram ter visto um bando de pássaros sendo sugado pelo motor direito, causando um incêndio.

Os únicos sobreviventes foram dois tripulantes resgatados da seção da cauda da aeronave.


O dono de um restaurante local ouviu "estrondos altos" que soavam como o estouro de um motor de motocicleta, o que o levou a correr para o telhado do restaurante e gravar um vídeo de 54 segundos em seu celular da descida e queda da aeronave, que posteriormente viralizou (abaixo).


Os serviços de emergência receberam vários chamados por volta das 9h03 e o corpo de bombeiros emitiu um alerta de emergência de nível 3, o mais alto. De acordo com a Agência Nacional de Bombeiros e o Ministério da Defesa Nacional, 1.562 pessoas, incluindo 490 bombeiros, 500 militares e 455 policiais, foram mobilizadas. 

Um dos sobreviventes foi resgatado às 9h23 e o outro foi resgatado da seção da cauda às 9h50.

Equipes de emergência atendendo à ocorrência do acidente
O incêndio foi extinto em 43 minutos após a queda e os gravadores de voo foram recuperados no mesmo dia. O gravador de dados de voo (FDR) foi encontrado parcialmente danificado, sem um conector que ligasse sua unidade de armazenamento de dados à fonte de alimentação, enquanto o gravador de voz da cabine (CVR) estava intacto.

As duas comissárias de bordo sentadas nos assentos auxiliares traseiros foram as únicas sobreviventes do acidente e permaneceram conscientes durante a queda. Equipamento hidráulico foi usado para resgatar uma das sobreviventes, que havia sido prensada por um armário que caiu. Ambas sofreram ferimentos de moderados a graves, uma com fraturas nas costelas, omoplata e parte superior da coluna vertebral, e a outra com ferimentos no tornozelo e na cabeça. Ambas receberam tratamento médico em hospitais diferentes em Mokpo antes de serem transferidas para um hospital em Seul. Ambas as sobreviventes pareciam estar desorientadas e não conseguiam se lembrar do que havia acontecido imediatamente após o pouso.

Às 13h36, os bombeiros passaram a realizar operações de busca para recuperar corpos. Um necrotério temporário foi montado em um hangar do aeroporto para lidar com os corpos recuperados dos destroços, e uma sala de espera foi criada para os familiares dos ocupantes no aeroporto, com funcionários públicos designados para cada família para dar apoio enquanto aguardavam notícias do acidente.

Tendas também foram erguidas dentro do aeroporto para abrigar temporariamente os familiares que chegavam. Mais tarde, à noite, os familiares foram acomodados temporariamente nos dormitórios da Universidade Nacional de Mokpo. As operações regulares do Aeroporto Internacional de Muan foram suspensas. 

Na altura do acidente, as obras em curso tinham encurtado o comprimento da pista de 2800 para 2500 metros (9200 para 8200 pés); as autoridades do Ministério da Terra, Infraestruturas e Transportes descartaram a possibilidade de o comprimento relativamente curto da pista ter contribuído para o acidente. Previa-se que a única pista do aeroporto permaneça fechada ao tráfego comercial até 1 de janeiro de 2026. Os voos de emergência e de treino foram retomados no aeroporto a 24 de fevereiro de 2025.

Vítimas


Um total de 179 pessoas tiveram suas mortes confirmadas, incluindo 4 dos 6 tripulantes e todos os 175 passageiros. Autoridades locais de combate a incêndios disseram que os passageiros foram ejetados da aeronave após ela colidir com uma barreira no final da pista, deixando poucas chances de sobrevivência.

Os bombeiros disseram que alguns corpos estavam espalhados a 100 a 200 m (330 a 660 pés) do local do acidente, enquanto outros foram encontrados mutilados ou queimados entre os destroços. 

Autoridades policiais previram que levaria mais de uma semana para identificar os restos mortais recuperados. Alguns familiares forneceram amostras de DNA às autoridades no aeroporto para ajudar na identificação dos mortos. 

Três horas após o acidente, o governador da província de Jeolla do Sul, Kim Yung-rok, disse que 120 corpos haviam sido identificados; as impressões digitais de 39 corpos adicionais haviam sido coletadas e os 20 restantes seriam identificados por meio de amostras de DNA.

Em 31 de dezembro, todos os mortos, exceto cinco, haviam sido identificados, incluindo 32 por meio de comparação de DNA. Todas as 179 vítimas foram identificadas até 1º de janeiro de 2025, e as operações de busca terminaram formalmente em 5 de janeiro.

Investigação


O acidente começou a ser investigado pelo Conselho de Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários da Coreia do Sul (ARAIB), com assistência do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB), da Administração Federal de Aviação (FAA) e da Boeing.

Oito investigadores chegaram ao local do acidente em 31 de dezembro. A GE Aerospace, que coproduziu os motores do avião em sua joint venture CFM International, juntou-se à investigação.

No dia do acidente, em uma coletiva de imprensa, Lee Jeong-hyun, chefe dos bombeiros do condado de Muan, disse que a causa da falha do trem de pouso foi presumida como sendo o clima adverso combinado com uma colisão com pássaro; o clima ao redor do aeroporto no momento do acidente era favorável, com quase nenhum vento, chuva ou nuvens, e a visibilidade era de 9 quilômetros (5,6 mi).

Os dois gravadores de voo, o gravador de voz da cabine (CVR) e o gravador de dados de voo (FDR), foram recuperados e levados para o Aeroporto Internacional de Gimpo para análise.

Em 11 de janeiro, o ARAIB afirmou que tanto o CVR quanto o FDR pararam de gravar quatro minutos antes da queda da aeronave. Os investigadores dizem que o corte pode ter resultado da perda de toda a energia elétrica, incluindo a de reserva.


Em 1 de janeiro de 2025, os dados iniciais do CVR foram extraídos e a transcrição do CVR foi criada em 4 de janeiro. O gravador de dados de voo danificado foi enviado para Washington, DC, Estados Unidos, para análise em 6 de janeiro. Um relatório preliminar foi divulgado em 27 de janeiro.


Em 7 de janeiro, o diretor do ARAIB renunciou. O chefe da política de aviação do Ministério dos Transportes foi afastado da investigação do conselho e de todas as suas atividades.

Em 8 de janeiro, a Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou uma moção para criar uma comissão parlamentar com duas subcomissões, investigação e prevenção, e apoio às famílias e projetos memoriais, colocadas sob a égide do painel.

Colisão de pássaro

Seis minutos antes da queda e um minuto antes de os gravadores de dados de voo e de voz pararem de gravar, o controle de tráfego aéreo do aeroporto emitiu um alerta sobre pássaros próximos, um perigo para a aeronave. Pouco depois, os pilotos reconheceram a presença de um bando de pássaros voando abaixo da aeronave. Ambos os gravadores de voo pararam de funcionar às 8h58min50s. Às 8h58min56s, o piloto declarou socorro.


As autoridades disseram que uma colisão com pássaros pode ter causado uma falha que afetou o sistema hidráulico que controla o trem de pouso e que não houve tempo suficiente para os pilotos acionarem o trem de pouso manualmente.

Em 7 de janeiro de 2025, o ARAIB confirmou que o voo 2216 havia sofrido uma colisão com pássaros após penas terem sido encontradas em um de seus motores. O Aeroporto Internacional de Muan tem a maior taxa de colisões com pássaros entre os 14 aeroportos regionais da Coreia do Sul, com uma taxa de 0,09%. 

Antes do acidente, dez casos de colisões com pássaros haviam sido registrados em Muan desde 2019. Embora o número absoluto de colisões seja pequeno em termos estatísticos, a taxa de colisões de 0,09% dos voos é significativamente maior do que a de outros grandes aeroportos, como Gimpo (0,018%) e Jeju (0,013%).


O aeroporto foi construído perto de importantes habitats e áreas de alimentação de aves, como o lago Yeongsan e os bancos de lama da costa sudoeste. O desenvolvimento das terras próximas fez com que as aves locais adotassem rotas cada vez mais erráticas, e as mudanças climáticas levaram muitas espécies de aves migratórias a se tornarem aves residentes.

O Chosun Ilbo relatou que as avaliações de impacto ambiental recomendaram a instalação de canhões de som, lasers e luzes de advertência no aeroporto, mas sua implementação foi adiada devido às obras de extensão da pista.

As avaliações também expressaram preocupação com os planos de expansão do comprimento da pista do aeroporto de 2.800 para 3.160 metros (9.190 para 10.370 pés) até 2025, e com a existência de três habitats de aves adjacentes ao aeroporto, com uma população de até 1.760 aves. 


Os regulamentos oficiais exigem que uma única pista operada por nove horas ou menos necessite de um mínimo de quatro pessoas para afugentar as aves, mas constatou-se que apenas uma pessoa estava de serviço no dia do desastre.

O Korea Times, citando um funcionário da sede de investigação, informou que a investigação também examinará o impacto da redução do comprimento da pista (de 2.800 para 2.500 metros).

Kim In-gyu, diretor do Centro de Educação de Voo da Universidade Aeroespacial da Coreia , afirmou que era incomum que os três trens de pouso falhassem e que "é difícil concluir que apenas uma colisão com pássaro foi responsável". Outros especialistas disseram que, mesmo que um motor falhasse, o segundo motor deveria ter sido capaz de fornecer energia para baixar o trem de pouso.


Os investigadores encontraram sangue e penas de aves dentro dos dois motores no local do acidente, que foram identificadas como pertencentes ao marreco-de-baikal, uma espécie de pato migratório. Dezessete amostras, incluindo algumas manchas de sangue e penas, foram analisadas pela Agência Nacional de Recursos Biológicos (NBRA). O investigador Lee Seung-yeol, chefe da Comissão de Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários (ARAIC), afirmou que confirmaram a ocorrência de uma colisão com uma ave.

Em 6 de fevereiro de 2025, o governo sul-coreano ordenou que todos os aeroportos do país fossem equipados com câmeras de detecção de pássaros e radares de imagem térmica a partir de 2026. Também ordenou a remoção de lixões e outros itens que pudessem atrair pássaros ao redor dos aeroportos.

Reversores de empuxo e flaps de asa

O professor Choi Kee-young, da Universidade Inha, observou que o reversor de empuxo e os flaps das asas aparentemente não funcionaram. Após analisar as imagens do acidente, o professor Shawn Pruchnicki, da Universidade Estadual de Ohio, comentou que "um reversor de empuxo, usado para desacelerar o avião na aterrissagem, parecia estar em uso em apenas um motor, o que é incomum". 

Keith Tonkin, da Aviation Projects em Brisbane, Austrália, disse que os flaps das asas não foram estendidos durante a aterrissagem e que a aeronave estava se deslocando na pista a uma velocidade superior à velocidade típica de aterrissagem.

Kim Kwang-il, professor de Ciências Aeronáuticas na Universidade de Silla em Busan, Coreia do Sul, observou o curto intervalo entre o pedido de socorro e o momento da queda, dizendo que "O piloto provavelmente julgou que tentar um pouso era mais seguro do que tentar permanecer no ar sem potência do motor". 

Outros especialistas expressaram a crença de que a decisão de um pouso de barriga apressado foi influenciada pelos gases que entraram na cabine e pelas preocupações com o incêndio do motor, mas que a falha em queimar o combustível antes contribuiu para a gravidade do acidente.

Barreira do aeroporto

Estrutura de suporte do localizador de concreto quebrado
Kim Kwang-il também criticou a presença da barreira na qual a aeronave colidiu, dizendo que o pouso de emergência foi feito de maneira habilidosa e que a aeronave "poderia ter deslizado mais e parado naturalmente" se não fosse pela barreira, que, segundo ele, violava as normas internacionais de segurança da aviação contra a presença de uma obstrução sólida. 

David Learmount, um especialista em segurança da aviação, destacou na Sky News que a aeronave "ainda estava intacta" após o pouso e permaneceu assim até atingir a barreira, acrescentando: "Esse tipo de estrutura não deveria estar lá. Isso é horrível. Isso é inacreditavelmente horrível. Ter um objeto rígido a cerca de 200 metros ou menos da área de escape, nunca vi nada parecido em lugar nenhum."

A barreira consistia em uma estrutura de concreto dentro de um aterro de terra a 250 metros (820 pés) do final da pista. A estrutura suportava um localizador, um conjunto de antenas para o sistema de pouso por instrumentos (ILS) que auxilia a navegação da aeronave. A estrutura, o aterro e o localizador tinham uma altura combinada de 4 metros (13 pés). 

Autoridades aeroportuárias disseram que o localizador foi elevado ao nível da pista para garantir seu funcionamento adequado devido ao terreno inclinado no final da pista. O aterro e os pilares de concreto existiam desde a inauguração do aeroporto, mas em 2023 a estrutura foi modificada com a adição de uma laje de concreto no topo.


Observações no manual de operação do aeroporto, publicado pela Korea Airports Corporation em 9 de maio de 2024, afirmavam que a barreira estava muito próxima do final da pista e recomendavam uma revisão da localização do equipamento.

Simon Hatfield, um consultor de segurança da aviação, criticou o uso de um talude para posicionar o localizador na altura correta, afirmando que a aeronave simplesmente teria atravessado o localizador e parado se este tivesse sido posicionado em um terreno mais plano.

Comparações também foram feitas com localizadores no Aeroporto Internacional de Gimpo, onde são instalados diretamente ao nível do solo, e no Aeroporto Internacional de Incheon, cujos localizadores são montados a menos de 7,5 centímetros (3 polegadas) acima do solo. 

Além disso, os localizadores em ambos os aeroportos são colocados em estruturas projetadas para serem frágeis, ou seja, para se romperem com o impacto, o que é considerado a melhor prática global. Um funcionário do Ministério dos Transportes disse que havia planos para avaliar a segurança de estruturas de suporte de localizadores semelhantes em outros aeroportos.


As diretrizes da OACI exigem uma área de segurança de 90 metros (300 pés) no final das pistas, recomendando também uma área de segurança de 240 metros (790 pés) no final das pistas, devido aos riscos de acidentes associados a estruturas próximas às pistas.

O aterro envolvido ficava a 250 metros (820 pés) além do final da pista. De acordo com autoridades sul-coreanas, a pista havia sido construída de acordo com os padrões. As autoridades sul-coreanas também citaram aeroportos na Europa e na América do Norte, observando que eles possuíam estruturas semelhantes às do Aeroporto Internacional de Muan. 

As diretrizes da OACI, que eram revisadas regularmente, foram amplamente adotadas pelos principais aeroportos. Geoffrey Thomas, editor do site de aviação 42,000 Feet, afirmou que os localizadores e outros equipamentos aeroportuários necessários não eram uma causa importante de ultrapassagens de pista, declarando: "Vejam o Aeroporto de Sydney: eles têm localizadores e todo tipo de equipamento em ambas as extremidades da pista, e em alguns casos... a pista desemboca no oceano... Se uma aeronave toca o solo onde deveria, não há problema."

Ele observou que a aeronave sobrevoou a maior parte da extensão da pista, perdendo velocidade apenas ao tocar o solo quase na metade da pista. Acrescentou que, mesmo que a barreira estivesse ausente, a aeronave poderia ter colidido com um sistema de navegação de aço, uma estrada ou uma vala além da pista, afirmando: "Ela teria atingido aquilo e o resultado teria sido praticamente o mesmo... Essa foi a tragédia final em uma série de erros e problemas em cascata."

O Wall Street Journal relatou, em sua cobertura sobre a questão da barreira, que os Estados Unidos recomendam uma área de segurança de pista maior do que as diretrizes da OACI. De 2000 a 2024, os Estados Unidos gastaram mais de US$ 3 bilhões na melhoria de mais de 1.000 áreas de segurança de pista; esse esforço foi acelerado pelo acidente de 1999 com o voo 1420 da American Airlines, no qual 11 pessoas morreram depois que a aeronave não conseguiu parar e colidiu com um sistema de iluminação de aproximação não frangível. 

Em 22 de janeiro de 2025, foi anunciado que a estrutura seria removida e uma nova, feita de materiais facilmente quebráveis, seria instalada em seu lugar.

Desligamento incorreto do motor


Em julho de 2025, a mídia sul-coreana relatou que o ARAIB atribuiu o acidente a um dos pilotos ter desligado por engano o motor esquerdo intacto, em vez do motor direito, que havia sido atingido pela colisão com pássaros. A ideia foi criticada pelo sindicato dos pilotos da Jeju Air e pelas famílias das vítimas, que acusaram o ARAIB de ignorar outras causas possíveis, como a barreira do aeroporto. A divulgação do relatório, que estava prevista, foi posteriormente cancelada após protestos das famílias.

Busca e apreensão policial

Em 2 de janeiro, a Agência de Polícia Provincial de Jeonnam realizou "operações de busca e apreensão" no aeroporto de Muan, em um escritório regional de aviação e na sede da Jeju Air em Seul. O CEO da companhia aérea, Kim E-bae, também foi proibido de viajar para o exterior. 

No dia seguinte, as autoridades começaram a remover os destroços da aeronave, começando pela seção da cauda. As autoridades também começaram a realizar análises forenses digitais em 107 telefones celulares recuperados do local do acidente, após aprovação das famílias das vítimas.

Consequências


Woo Won-shik, Presidente da Assembleia Nacional, no memorial às vítimas em 30 de dezembro no Parque Desportivo de Muan. O governo declarou Muan uma zona de desastre especial e decretou luto nacional até 5 de janeiro de 2025. Também foram erguidos 90 altares memoriais em 17 cidades de todo o país para manifestações públicas de luto, com uma estimativa de público de quase 158.000 pessoas. 

O presidente e primeiro-ministro interino Choi Sang-mok, que assumiu a presidência dois dias antes do acidente, após o impeachment de seu antecessor interino Han Duck-soo, ordenou esforços de resgate e auxílios emergenciais para os familiares das vítimas. Em menos de duas horas, o Ministério do Interior e Segurança ativou seu Quartel-General Central de Contramedidas de Desastres e Segurança (중앙재난안전대책본부). 

Dois dias após o acidente, Ko Ki-dong, o ministro do Interior interino, visitou Muan. A Korail anunciou um serviço de trem KTX dedicado, partindo de Seul para Mokpo às 15h, gratuito para os familiares dos passageiros chegarem ao aeroporto de Muan.

A Ordem dos Advogados de Gwangju criou uma força-tarefa de apoio jurídico para auxiliar os afetados pelo desastre. Mensagens de condolências e oferendas rituais foram deixadas por transeuntes no perímetro do aeroporto de Muan. A bandeira na embaixada tailandesa em Seul foi hasteada a meio mastro em luto pelas vítimas.

Uma reunião informativa foi realizada em uma sala de conferências no Aeroporto Internacional de Muan, onde os socorristas do Corpo de Bombeiros de Muan forneceram informações aos familiares dos passageiros. Vários participantes expressaram indignação por não receberem atualizações de hora em hora prometidas por autoridades governamentais, por não terem permissão para se aproximarem do local do acidente e por receberem informações inconsistentes sobre quais passageiros haviam falecido. 

Muitos também expressaram indignação com a Jeju Air por realizar sua coletiva de imprensa em Seul, sem a presença de representantes da empresa na reunião informativa do Aeroporto de Muan. O presidente interino e primeiro-ministro interino Choi Sang-mok visitou o local do desastre, onde vários familiares dos passageiros expressaram sua insatisfação com a falta de atualizações em tempo real para os afetados. Ele também visitou um altar memorial para as vítimas em Muan em 30 de dezembro.

O governo de Gwangju decretou um período de luto de uma semana, de 29 de dezembro a 4 de janeiro de 2025, com o cancelamento de vários eventos e celebrações de Ano Novo. Os governos de Jeonju, do Condado de Jangheung , do Condado de Wando , do Condado de Haenam e da Província de Jeolla do Sul também cancelaram seus eventos regionais associados à véspera de Ano Novo e instituíram períodos de luto em resposta à tragédia. 

O anúncio da direção da política econômica da Coreia do Sul para 2025 foi adiado devido ao desastre.Quatro audiências da Assembleia Nacional da Coreia do Sul sobre a crise da lei marcial na Coreia do Sul em 2024, marcadas para 30 de dezembro, também foram adiadas, assim como um comício em massa agendado para 31 de dezembro em Seul, em apoio à destituição do presidente Yoon Suk Yeol, que havia sofrido impeachment. 

O Governo Metropolitano de Seul reduziu as atividades para o Ano Novo. Também impôs uma suspensão de seis meses das operações à operadora de cruzeiros Hyundai Cruise por realizar um espetáculo de fogos de artifício em 30 de dezembro, apesar dos pedidos para que não o fizesse. A empresa pediu desculpas, afirmando que não podia cancelar o evento porque já havia sido reservado com antecedência. Os meios de comunicação sul-coreanos reduziram a programação de entretenimento para o ano novo, enquanto várias figuras do K-pop adiaram o lançamento de músicas e outros materiais nas redes sociais.

Após o acidente, a Jeju Air registrou um aumento nos cancelamentos de reservas, com 33.000 reservas de voos domésticos e 34.000 reservas internacionais canceladas até as 13h do dia 30 de dezembro. No mesmo dia, um Boeing B737-800 operado pela Jeju Air como voo 7C101 apresentou problemas no trem de pouso logo após decolar do Aeroporto Internacional de Gimpo com destino a Jeju às 6h37, o que o obrigou a retornar a Gimpo às 7h25. Vinte e um passageiros desistiram de embarcar em um voo de conexão oferecido uma hora depois. Posteriormente, a Jeju Air anunciou uma redução de 10 a 15% nos voos para a temporada de inverno para realizar trabalhos de manutenção.

Em 30 de dezembro, as autoridades ordenaram a inspeção de todas as aeronaves Boeing 737-800 operadas por companhias aéreas sul-coreanas e uma revisão ampliada dos padrões de segurança da Jeju Air. As inspeções deveriam ser concluídas até 3 de janeiro de 2025, mas o prazo foi prorrogado por uma semana. A Força Aérea da República da Coreia e a Marinha da República da Coreia também realizaram inspeções especiais de seus ativos aéreos após ordens do Ministério da Defesa.

As famílias das vítimas formaram um grupo de apoio e disseram que nenhum funeral para seus parentes seria realizado até que todos fossem identificados. Depois que todas as vítimas fatais foram identificadas em 1º de janeiro, o primeiro funeral das vítimas foi realizado no dia seguinte. Mais de 5.500 pessoas, incluindo representantes de dez organizações, se voluntariaram para ajudar as famílias afetadas no aeroporto de Muan. Pelo menos 18.000 pessoas visitaram um altar memorial conjunto montado no aeroporto.

Em 20 de janeiro de 2025, o governo estabeleceu formalmente uma força-tarefa sediada na cidade de Sejong para apoiar os familiares das vítimas, composta pelos ministérios dos transportes, do interior e do bem-estar social, pelo governo provincial de Jeolla do Sul, pelo governo da cidade metropolitana de Gwangju, pelo condado de Muan e pela Korea Airports Corporation.

Em 21 de janeiro de 2025, Son Chang-wan, ex-presidente da Korea Airports Corporation de 2018 a 2022, foi encontrado morto, presumivelmente por suicídio. Ele supervisionou a modernização das instalações, que incluiu a instalação de barreiras de concreto.

Em 22 de janeiro de 2025, foi anunciado que as barreiras de concreto usadas para navegação em sete aeroportos coreanos seriam substituídas. As áreas de segurança da pista nesses aeroportos também serão modificadas após uma revisão abrangente de todos os aeroportos realizada após o acidente. As medidas propostas incluem a substituição das bases de concreto por estruturas leves ou o seu enterramento. 

No Aeroporto Internacional de Muan, os montes de concreto serão removidos completamente, com o localizador reinstalado usando estruturas quebráveis. Em 23 de janeiro, o governo anunciou que iria endurecer as regulamentações sobre as companhias aéreas de baixo custo e aumentar as penalidades para as companhias aéreas que não cumprirem os padrões de segurança operacional aprimorados.

Na sequência do desastre, pelo menos oito pessoas foram detidas na Coreia do Sul sob suspeita de terem feito publicações online depreciativas e difamatórias relativamente às vítimas e às suas famílias, tendo 427 dessas publicações sido removidas.

Em abril de 2025, uma série de novas medidas de segurança foram anunciadas na sequência do acidente. Estas incluíam penalidades contra companhias aéreas por acidentes fatais, novas regras sobre a localização e fragilidade do equipamento localizador, requisitos de pistas mais longas, sistemas de frenagem para absorver energia cinética em pistas mais curtas, pessoal extra e sistemas de monitorização para evitar colisões com aves, um raio maior para a proibição de usos do solo que possam atrair aves, requisitos mais rigorosos de manutenção e qualificação de técnicos, requisitos de formação mais rigorosos para tripulações de voo e medidas para reduzir a fadiga dos pilotos.

Em 30 de junho de 2025, entrou em vigor a Lei Especial sobre o Alívio e Apoio aos Danos do Desastre do Avião de Passageiros de 29 de Dezembro.

Em 15 de outubro de 2025, as famílias das vítimas do acidente entraram com uma ação judicial contra a Boeing perante o Tribunal Superior do Condado de King em Seattle, Washington, acusando a empresa de responsabilidade por múltiplas falhas em equipamentos críticos de pouso que contribuíram para o acidente.

Em 19 de novembro de 2025, o Ministério da Terra, Infraestrutura e Transporte anunciou que o ARAIB realizará uma audiência pública nos dias 4 e 5 de dezembro para anunciar os resultados provisórios da investigação. 

Reações


Doméstico

Choi Sang-mok, presidente interino e vice-primeiro-ministro, realiza uma reunião de emergência com Kim Yung-rok (governador da província de Jeolla do Sul), Kang Gi-jung (prefeito de Gwangju) e Kim San (prefeito de Muan).

O presidente suspenso Yoon Suk Yeol, que havia sofrido impeachment por sua desastrosa imposição da lei marcial no início do mês, expressou suas condolências por meio das redes sociais. Tanto seu Partido do Poder Popular quanto o Partido Democrático da oposição concordaram em 7 de janeiro de 2025 em estabelecer um comitê especial conjunto para investigar o acidente.

A Jeju Air divulgou um comunicado em seu site pedindo desculpas pelo acidente e removeu temporariamente os links para compra de passagens. Seu CEO, Kim E-bae, divulgou um pedido de desculpas no site da Jeju Air. Chang Young-shin, presidente do grupo Aekyung, controlador da Jeju Air, também emitiu um pedido de desculpas. A companhia aérea mobilizou 260 funcionários para auxiliar as famílias das vítimas em Muan. Dados do Ministério da Terra, Infraestrutura e Transporte revelaram que a Jeju Air registrou uma queda de 26,8% no número de passageiros na semana seguinte ao acidente.

Uma mensagem de texto de emergência foi enviada pelo Ministério do Interior e Segurança duas horas e quarenta e cinco minutos após o desastre, levando a críticas dos moradores do Condado de Muan devido ao seu atraso e a um pedido de desculpas por parte das autoridades do condado. Duas mensagens de texto de emergência enviadas pelo governo do Condado de Yeonggwang também foram criticadas por transmitirem informações irrelevantes, incluindo mensagens de condolências e apoio em vez de informações sobre o desastre e a resposta, conforme padronizado pelo Ministério do Interior e Segurança.

Internacional

O primeiro-ministro tailandês, Paetongtarn Shinawatra, expressou condolências e ordenou ao Ministério das Relações Exteriores da Tailândia que auxiliasse os familiares das vítimas tailandesas do acidente. Condolências também foram expressas por diversos líderes mundiais e seus respectivos governos, bem como pela União Europeia e pelas Nações Unidas. Diversas missões diplomáticas na Coreia do Sul e a empresa Boeing também expressaram suas condolências às famílias das vítimas.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, g1, UOL, Daily Mail e ASN

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Avião 'desaparecido' há 13 anos é encontrado em aeroporto na Índia e gera multa de estacionamento para a companhia

Aeronave que pertencia à Air India é um Boeing 737-200.

Boeing foi 'esquecido' em aeroporto na Índia (Foto: X/@flyingTrini)
A companhia aérea Air India localizou uma aeronave modelo Boeing 737-200, que havia desaparecido dos registros internos da empresa, e estava perdida há 13 anos. O avião de 30,5m de comprimento e envergadura de cerca de 28 metros estava esquecida em um canto remoto do Aeroporto de Kolkata desde 2012, de acordo com relatos da imprensa internacional desta nesta quinta-feira. A descoberta, que provocou curiosidade, gerou ainda uma multa de milhões de rúpias para a empresa.

O jato comercial, construído há cerca de 43 anos e registrado como VT-EHH, foi originalmente operado pela Indian Airlines, que se fundiu com a Air India em 2007. Posteriormente, o avião foi alugado para a Indian Post como aeronave de carga, antes de ser desativado e estacionado no aeroporto.

Com o tempo, falhas na gestão de registros e trocas de pessoal fizeram com que o avião "sumisse" dos sistemas de controle da companhia aérea, de modo que a Air India não sabia que ainda possuía o Boeing. Só após uma notificação das autoridades do aeroporto, exigindo a remoção da aeronave, é que a empresa tomou ciência da posse do bem, durante uma auditoria interna.

A redescoberta da aeronave não se encerrou apenas como um fato pitoresco para a companhia aérea, que foi multada em quase 10 milhões de rúpias indianas (cerca de R$ 610 mil) referente a taxas de estacionamento acumuladas durante o período em que o avião ficou parado no aeroporto, sem uso.

O futuro da aeronave desaparecida já foi definido. Ela será transportada por estrada até Bengaluru, onde será usada como plataforma de treinamento terrestre para equipes e técnicos de manutenção — um destino mais próximo de suas ocupações nos últimos 13 anos em solo, longe dos tempos em que riscou os céus da Índia.

Via O Globo, com agências internacionais

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Piloto morre após caça da Índia cair durante demonstração aérea em Dubai

Um avião de combate da Índia caiu nesta sexta-feira (21) durante uma demonstração no Dubai Air Show.


A aeronave, o caça HAL Tejas LCA Mk 1, prefixo LA-5026, utilizado pela Força Aérea Indiana, caiu enquanto realizava um voo de demonstração para o público que participava do Dubai Air Show, uma demonstração de aviões que era acompanhada por centenas de pessoas.

Segundo a organização do evento, o piloto não conseguiu se ejetar e morreu na queda.

Vídeos nas redes sociais mostraram o momento em que o piloto perde o controle do avião e tenta pousar a aeronave, que acaba explodindo ao tocar o solo.


Uma fumaça preta subiu sobre o Aeroporto Internacional Al Maktoum, o segundo maior aeroporto de Dubai, que sediava a demonstração. Sirenes de evacuação foram acionadas no local.

O HAL Tejas LCA Mk 1 é um avião de combate de fabricação nacional indiana, construído pela estatal Hindustan Aeronautics Limited. A fabricante ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.


O plano do governo indiano é que a aeronave reforce a frota de caças da Índia, que está debilitada, em meio ao avanço da presença militar da China expande sua presença militar no Sul da Ásia, inclusive fortalecendo os laços de defesa com o Paquistão, rival da Índia.

Em setembro, o Ministério da Defesa da Índia assinou um contrato com a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) para a aquisição de 97 jatos Tejas para a Força Aérea. As entregas devem começar em 2027.

O governo indiano também assinou um acordo com a HAL em 2021 para 83 aeronaves Tejas. As entregas, previstas para o ano passado, foram adiadas principalmente devido à escassez de motores que precisam ser importados dos Estados Unidos.

Imagem de outubro de 2025 mostra caça indiano HAL Tejas, que caiu durante uma demonstração aérea em Dubai em 21 de novembro de 2025 (Foto: Francis Mascarenhas/ Reuters)
Via g1 e ASN

Sequência de fotos mostra momento em que motor de avião se desprendeu da asa e causou acidente

Órgão de investigação dos EUA divulga relatório preliminar da ocorrência que resultou na queda do MD-11 cargueiro. Catorze pessoas morreram.

Motor número 1 se separa da estrutura da asa do MD-11 da UPS (NTSB/Divulgação)
O Conselho Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (NTSB) divulgou suas conclusões preliminares sobre o acidente aéreo da UPS em Louisville, que resultou na morte de 14 pessoas, incluindo os 3 pilotos a bordo, quando o motor esquerdo da aeronave supostamente se separou da asa durante uma rotação, em 4 de novembro.

O relatório detalhou que o voo 2976 da UPS (United Parcel Service), operado por um McDonnell Douglas MD-11F com destino a Honolulu, foi destruído após o motor esquerdo e o suporte da asa se desprenderem momentos depois do início da decolagem da pista 17R, por volta das 17h15.


Imagens de câmeras de segurança do aeroporto registraram a sequência dramática que mostra o motor esquerdo se separando da asa, provocando um incêndio que continuou enquanto a aeronave subia brevemente a cerca de 9 metros acima do nível do solo antes de se chocar contra vários prédios ao sul do aeroporto.

“O avião inicialmente subiu, mas não ultrapassou cerca de 30 pés acima do nível do solo, de acordo com os dados de altitude obtidos por rádio”, afirmou o relatório do NTSB.

Asa esquerda do MD-11F sem o motor número 1 (Reprodução)
A aeronave ultrapassou a barreira de proteção da pista, mas atingiu um armazém da UPS Supply Chain Solutions com o trem de pouso principal esquerdo antes de colidir com um pátio de estocagem, uma instalação de reciclagem de petróleo e outros edifícios.

Os destroços se espalharam por cerca de 900 metros e foram em grande parte consumidos pelo fogo, acrescentou o relatório.

Investigadores do NTSB encontraram evidências de “trincas de fadiga” na fixação traseira do pilone esquerdo, que conecta o motor à asa, segundo o relatório. O rolamento esférico que ajuda a fixar essa conexão havia sofrido uma fratura circunferencial, de acordo com o exame do laboratório de materiais, informa o LEX18.

O acidente apresenta semelhanças com a queda do voo 191 da American Airlines em Chicago, em 1979, quando o motor esquerdo de um DC-10 também se desprendeu durante a decolagem, matando 273 pessoas. O MD-11 foi desenvolvido a partir do projeto do DC-10.

A UPS e a FedEx suspenderam todas as operações de sua frota de MD-11 em 7 de novembro como medida de precaução. A Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu diretrizes de emergência proibindo novos voos de aeronaves MD-11 e DC-10 até que as inspeções e ações corretivas sejam concluídas, de acordo com o relatório.

A aeronave havia acumulado 92.992 horas de voo e 21.043 ciclos no momento do acidente. Os registros de manutenção mostraram que as inspeções especiais detalhadas obrigatórias dos componentes do pilone não haviam sido concluídas, embora ainda não estivessem vencidas com base na contagem de ciclos da aeronave.

Tanto o gravador de voz da cabine quanto o gravador de dados de voo foram recuperados e analisados ​​com sucesso. A investigação continua em andamento.