terça-feira, 19 de maio de 2026

Hoje na História: 19 de maio de 1986 - 'Noite dos discos voadores' no Brasil completa 39 anos envolta em mistério

Luzes vistas da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos (SP),
na 'noite oficial dos óvnis' (Imagem: Divulgação/Jackson Luiz Camargo)
A noite de 19 de maio de 1986 representa um marco na aviação e na ufologia brasileiras. Há 39 anos, acontecia o que ficou conhecida como a "noite oficial dos óvnis", ou "a noite dos discos voadores", quando objetos luminosos foram flagrados voando em diversas rotas aéreas.

Os registros da época feitos pela Aeronáutica revelam que esse fenômeno ocorreu em São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Paraná. Como não se sabe até hoje o que eram esses objetos, eles foram classificados como óvnis (objetos voadores não identificados).

Uma das coisas mais espantosas, segundo relatos, era que sempre que um avião se aproximava, as luzes fugiam. Os objetos chegavam a atingir velocidades superiores à do som, e voavam em zigue-zague, algo praticamente impossível a altas velocidades. 

Além da sólida documentação e do grande número de testemunhos, houve registro nos radares. Apenas objetos sólidos e de um certo tamanho são captados por esses sistemas, o que torna todo o mistério envolvendo essas luzes mais impressionante.

Mapa mostra alguns dos pontos onde os óvnis foram observados entre 19h30 e 21h na
noite de 19 de maio de 1986 (Imagem: Jackson Luiz Camargo/Divulgação)

37 anos depois 


O pesquisador em ufologia (área da investigação de fenômenos relacionados aos óvnis) Jackson Luiz Camargo se dedicou a pesquisar o tema nos últimos anos, e realizou um levantamento com informações além das que já constam nos relatórios oficiais. A pesquisa de Camargo trouxe novas revelações sobre aquela noite de maio de 1986. 

São sete horas de gravação entre os pilotos da Aeronáutica e os centros e torres de controle naquele dia. Com as informações contidas nos diálogos, Camargo fez um mapa do posicionamento dos objetos, apontando velocidade e deslocamento dos óvnis. 

Ainda segundo o pesquisador, houve mais desses objetos e em mais regiões além daqueles registrados pela Aeronáutica. Apenas em Minas Gerais, há registros de avistamentos dessas luzes por moradores de Araxá e Uberlândia, por exemplo. 

Um piloto que sobrevoava a região relatou que um dos óvnis voou na direção de seu avião, o que lhe causou um grande susto. Camargo também apurou que, no mesmo período, caças do Uruguai perseguiram esses objetos luminosos pelos céus do país. 

Sobre o tamanho dos objetos, eles chegariam a cem metros de diâmetro, segundo o pesquisador. A informação foi constituída a partir dos dados de radar fornecidos pelos pilotos dos caças F-5 da FAB. Esse tamanho é maior que o dos aviões Boeing 747 e Airbus A380, alguns dos maiores aviões de passageiros do mundo.

"Ainda hoje, 36 anos depois, não tem nenhuma aeronave que consiga reproduzir as manobras que foram documentadas naquela noite. O que a gente pode dizer é que esses objetos não são tecnologia terrestre, de nações da terra", diz Camargo. 

O pesquisador ainda informou que vários dos óvnis se moviam a velocidades que chegavam a 15 vezes a do som, fazendo movimentos de zigue-zague. O avião mais rápido construído pelo homem, o North American X-15, não chega a sete vezes a velocidade do som.

Como foi aquela noite


A "noite oficial dos óvnis" teve entre seus primeiros relatos registrados o momento em que um controlador de tráfego aéreo disse ter detectado pontos luminosos no céu e, em seguida, na tela do radar da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos (SP). 

Vários pilotos também passaram a informar que observaram luzes semelhantes. As informações registradas na época descreviam os objetos como de cor predominantemente vermelha e com alterações para amarelo, verde e alaranjado. 

Como esses pontos acabaram sendo detectados pelos radares da Aeronáutica, teriam tamanho suficiente para colocar em risco os aviões que trafegavam por onde eles apareciam. Devido a isso, foram acionados os caças F-5 e Mirage da FAB (Força Aérea Brasileira) para interceptar essas luzes. 

Os aviões partiram do Rio de Janeiro e de Anápolis (GO) e perseguiram os pontos luminosos por cerca de quatro horas. Um dos pilotos das aeronaves interceptadoras descreveu o que via como um objeto que emitia forte luz branca, a uma altitude de cerca de cinco quilômetros. 

O piloto acompanhou o objeto até uma altitude de dez quilômetros, quando sua cor mudou para vermelha, depois para verde e para branca mais uma vez, permanecendo assim.

'Festival dos discos voadores'


Visivelmente impressionado, em um momento das gravações, o controlador de voo que observava as luzes disse no rádio: "[Centro de Controle de Área de] Brasília? Boa noite e bem-vindos ao festival dos discos voadores! Tá uma loucura isso aqui, cara!". 

O mesmo tipo de relato sobre pontos luminosos ocorreu também em outros estados brasileiros naquela noite, até que as luzes sumiram definitivamente dos radares e da vista dos pilotos.

Possibilidade de "inteligência"


O relatório final de ocorrências, apresentado à época ao Ministério da Aeronáutica, reunia as seguintes informações sobre os objetos: 
  • Sua altitude oscilava entre menos de 1,5 km e mais de 12 km; 
  • Eram visualizados pelos pilotos devido às cores branca, verde e vermelha, mas também se movimentavam com as luzes apagadas; 
  • Eram capazes de acelerar e desacelerar de maneira brusca.
Relatório de ocorrência datado de 2 de junho de 1986, poucos dias após a "noite oficial dos óvnis", em 19 de maio de 1986. O documento é assinado pelo Brigadeiro-do-Ar José
Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (Imagem: Arquivo Nacional)
O relatório concluiu apontando a possibilidade de haver inteligência por trás daqueles objetos. 

"Como conclusão dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentações, este Comando é de parecer, que os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também voar em formação, não forçosamente tripulados".

Os relatos da noite de 19 de maio de 1986


O controlador de voo Sérgio Mota disse ao comando em Brasília que um piloto havia visto um objeto acompanhar o avião com movimentos sincronizados. 

Mota relata o momento em que o óvni some e aparece de novo: "Pô, cara, ele é bonito, rapaz." 

"Com toda segurança, vi umas três ou quatro vezes esses objetos com uma certa clareza", disse o controlador de voo. 

Visivelmente impressionado, Mota contata Brasília com o cumprimento "boa noite e bem-vindos ao festival dos discos voadores".


Arquivo Nacional reúne documentos


Para ter acesso a todo o conteúdo disponibilizado pela Aeronáutica, acesse o site do Sistema de Informações do Arquivo Nacional, faça um cadastro, vá em favoritos e, em seguida, clique em "Objetos Voadores Não Identificados". Lá, é possível encontrar áudios, relatórios, imagens e dossiês de todos os registros de aparições de óvnis feitos até hoje no Brasil, inclusive o dossiê sobre a "noite oficial dos óvnis".

Via Alexandre Saconi (UOL)

7 dicas para quem se sente desconfortável no avião


Viajar de avião pode ser uma experiência desagradável para muitas pessoas, seja por medo, desconforto ou mesmo por enjoar. No entanto, existem alguns truques que podem ajudar a tornar a viagem mais tranquila e agradável. Neste artigo, vamos partilhar consigo 7 dicas para quem não gosta de andar de avião.

A verdade é que o avião é o transporte mais seguro do mundo, mas voar não é algo que nos seja natural. Por isso, há quem se sinta desconfortável a andar de avião. Se é o seu caso, estas 7 dicas são para si.

1. Escolha bem o seu lugar


O lugar que ocupa no avião pode fazer toda a diferença na sensação que tenha de segurança e conforto.

Se tem medo da turbulência que por vezes acontece, prefira os lugares junto às asas, que são mais estáveis. A turbulência e os poços de ar podem mesmo ser um problema, pelo que o melhor é ter o cinto de segurança colocado sempre que está na cadeira.

Se tem claustrofobia, opte pelos lugares junto às janelas ou às saídas de emergência, que oferecem mais espaço e visibilidade.

Se tem problemas de circulação ou de movimento, escolha os lugares junto ao corredor, que facilitam o acesso à casa de banho e à movimentação pelo avião.

2. Prepare-se para o voo.


Antes de embarcar, procure informar-se sobre as condições meteorológicas, a duração do voo e o horário de partida e chegada. Assim, poderá ajustar as suas expectativas e evitar surpresas desagradáveis.

Além disso, faça uma mala leve e prática com os itens essenciais para a viagem, como documentos, medicamentos, roupa confortável e um livro ou um dispositivo eletrónico para se distrair.

3. Relaxe antes e durante o voo.


Uma das melhores formas de combater o medo e o stress de andar de avião é relaxar o corpo e a mente.

Antes do voo, evite consumir bebidas alcoólicas, cafeína ou alimentos pesados, que podem aumentar a ansiedade e causar mal-estar.

Em vez disso, beba água, chá ou sumos naturais, que hidratam e acalmam o organismo

Durante o voo, respire fundo e lentamente, faça alongamentos e massagens nas pernas e nos braços, ouça música relaxante ou medite.

4. Distraia-se com algo que goste


(Foto: Ethan Hu /Unsplash.com)
Outra forma de aliviar o medo e o tédio de andar de avião é distrair-se com algo que lhe dê prazer e interesse. Pode aproveitar para ler um livro, ver um filme ou uma série, jogar um jogo ou fazer um puzzle.

Também pode conversar com o seu companheiro de viagem ou com os outros passageiros, se se sentir à vontade. O importante é manter a sua atenção focada em algo positivo e divertido.

5. Informe-se sobre a segurança dos aviões


Muitas vezes, o medo de andar de avião está relacionado com a falta de conhecimento sobre a segurança dos aviões e dos voos.

Por isso, pode ser útil informar-se sobre os procedimentos de segurança que são seguidos pelas companhias aéreas e pelos pilotos, bem como sobre as estatísticas que mostram que andar de avião é um dos meios de transporte mais seguros do mundo.

Assim, poderá ter uma perspectiva mais racional e realista sobre os riscos envolvidos.

O avião é o transporte mais seguro do mundo

6. Recorra à ajuda profissional se necessário


Se o seu medo ou desconforto de andar de avião for muito intenso ou interferir com a sua vida pessoal ou profissional, pode ser necessário recorrer à ajuda de um profissional de saúde mental.

Existem terapias específicas para tratar a fobia de voar, que podem envolver técnicas cognitivo-comportamentais, hipnose ou exposição gradual ao estímulo temido.

Também pode consultar o seu médico para saber se pode tomar algum medicamento que alivie os sintomas físicos ou psicológicos da ansiedade.

Outra hipótese é integrar um dos programas específicos que algumas companhias disponibilizam para quem tem medo de voar, como é o caso da TAP, com o seu Ganhar Asas.

7. Encare o voo como uma oportunidade


Por fim, uma forma de mudar a sua atitude em relação ao voo é encará-lo como uma oportunidade

Pense que se não voasse não conseguia dar aquele passo importante na sua carreira profissional ou que nunca teria as férias com que andava já há muito tempo a sonhar.

Voar não nos é natural e há muita gente que sente desconforto ou mesmo fobia. Mas existem pequenos truques que nos permitem ficar mais confortáveis.

Via Jorge Montez (Techenet)

Sete regras de etiqueta que você não deveria quebrar em um avião

Se você não quer ser o motivo do incômodo de alguém, então siga estas regras de etiqueta.


Viajar de avião é mais rápido, confortável e econômico que a maioria dos meios de transporte disponíveis no Brasil. No entanto, é importante garantir que algumas regras de etiqueta dos aviões sejam seguidas para otimizar sua experiência.

1 - Não mergulhe no perfume antes de viajar

Pode parecer uma boa ideia, mas usar perfumes em demasia dentro de aviões, por ser um ambiente fechado, é deselegante. Além disso, pode irritar pessoas que tenham alergia a cheiros intensos.

2 - Não tomar banho antes do voo

Pelo mesmo motivo do mencionado acima, assim como usar perfumes em demasia pode soar deselegante, ir com maus odores corporais também é. Por isso, tomar um bom banho e usar desodorante é a melhor opção para viajar em ambientes fechados.

3 - Não ocupe o portão de embarque se não estiver na sua hora

É muito comum que haja aglomerações nos espaços próximos ao embarque, em virtude da ansiedade de viajar ou ainda pelo medo de perder o horário do embarque. No entanto, ficar próximo ao local não significa que se deve obstruir a passagem!

4 - Não usar fones de ouvidos bem encaixados nas orelhas

Outra coisa comum é a utilização de fones de ouvido de forma errada. Enquanto a pessoa escuta música, é possível ver que os fones estão deslocados do canal auditivo, permitindo que o áudio ecoe no ambiente fechado e incomode os demais.

5 - Não ser paciente com as crianças dos outros

Crianças têm resistência a ambientes fechados e que as obriguem a ficar quietas ou sentadas por longos períodos. Desse modo, é comum ver que estão agitadas, irritadas e chorosas. Assim, tenha paciência com elas, pois os pais estão fazendo o melhor para acalmá-las.

6 - Ignorar a regra: O assento do meio recebe os dois descansadores de braço

Sim! É isso que você leu! Os assentos do meio têm direito a ambos os descansadores de braço.

7 - Não peça a ninguém para trocar de lugar com você para que você fique próximo à janela

É constrangedor para quem pede e constrangedor para quem recebe a proposta. Então fique no local que você escolheu ao comprar a sua passagem.

O que são briefings piloto e por que são importantes?

Em uma aeronave de tripulação múltipla, espera-se que os pilotos informem os outros pilotos sobre o que eles farão nas fases críticas do voo.

(Imagem: ainonline.com)
As cuecas são um elemento essencial quando se trata de pilotar aeronaves. Em uma aeronave de tripulação múltipla, espera-se que os pilotos informem os outros sobre o que farão nas fases críticas do voo. Na maioria das companhias aéreas, existem dois tipos principais de briefings. São eles:
  • Briefings de partida
  • Briefings de chegada
Um briefing de partida é realizado assim que a aeronave é preparada para o voo, e o briefing de chegada ocorre logo antes de a tripulação iniciar a descida. Às vezes, um briefing de cruzeiro também pode ser necessário se procedimentos especiais estiverem envolvidos durante essa fase do voo.

O que é um briefing e por que ele é importante?


Um briefing é realizado para garantir que ambos os pilotos tenham um modelo mental compartilhado do processo ou operação que será realizada. Como em uma aeronave multitripulação, há dois pilotos, e é fundamental que tanto o Pilot Flying (PF) quanto o Pilot Monitoring (PM) tenham uma visão clara ou uma ideia do que vai acontecer. Se ambos os pilotos não estiverem na mesma página em relação aos procedimentos operacionais, pode haver confusão no cockpit durante o voo, levando a uma situação perigosa e insegura.

Pilotos trabalhando em um Airbus A320 da Thai (Foto: Pattharapong Sittirach)
Hoje em dia, os briefings são altamente interativos. Ou seja, ambos os pilotos estão envolvidos no briefing. Tradicionalmente, a PF informa ao PM como irá pilotar a aeronave. Houve pouco ou nenhum envolvimento ativo do PM no processo de briefing. Nos briefings modernos, PM e PF têm seus respectivos pontos de discussão e preocupações que serão levantadas.

Isso consegue duas coisas. Uma delas é que dá aos pilotos mais liberdade sobre o que dizer durante o briefing, em vez de seguir um briefing pré-aprendido do manual. Em segundo lugar, como o PM tem uma palavra a dizer no briefing, é necessária boa escuta de ambas as partes durante a realização do briefing, para que comentários ou perguntas possam ser feitos.

Como humanos, tendemos a ficar entediados, esquecer as coisas e nos tornar complacentes, especialmente se não estivermos fazendo algo fisicamente. Um briefing que envolve dois pilotos evita que tais coisas aconteçam.

A integração do gerenciamento de ameaças e erros (TEM) é um aspecto significativo dos briefings modernos. Um TEM adequado requer a observação das várias ameaças que podem afetar a segurança do voo em um determinado momento, além de encontrar maneiras de combatê-las ou mitigá-las.

Um Airbus A350 pousando no aeroporto de Helsinque (Foto: Dzerkach Viktar/Shutterstock)
Então, o que são ameaças? O clima pode ser uma ameaça; um novo aeroporto pode ser uma ameaça; pressões de cronograma, fadiga, atrasos, etc., podem ameaçar a operação. Compreender esses perigos e falar sobre eles pode ajudar a mitigá-los. Por exemplo, se você estiver cansado, pode avisar o outro piloto para que ele fique de olho no seu desempenho. Isso aumenta a segurança da operação.

Quais são os tipos de briefing?


Briefing de partida

O briefing de partida é realizado antes da decolagem . E a primeira parte envolve a discussão de gráficos. Os gráficos necessários para uma partida específica incluem os gráficos de táxi e Partida por instrumento padrão (SID). Normalmente, a PF discute o quadro com o PM. Durante a discussão do gráfico, o número do gráfico, a data efetiva e o SID designado ou esperado devem ser incluídos. Todas as restrições de altitude nos vários waypoints do SID também devem ser verificadas para garantir que as altitudes e waypoints do gráfico correspondam ao que foi inserido no sistema de gerenciamento de voo.

Ao verificar a tabela de táxis, as áreas de perigo particular devem ser observadas se estiverem presentes na rota de táxi esperada ou liberada. Essas áreas são chamadas de pontos quentes e são marcadas nas cartas pelas autoridades aeroportuárias. Isso garante que ambos os pilotos estejam vigilantes ao passar por essas áreas.

(Foto: Thiago B Trevisan/Shutterstock)
Os pilotos também devem discutir qualquer necessidade extra de combustível e tempo. Além disso, eles devem elaborar um plano sobre o que fazer se ocorrer uma falha logo após a decolagem. Isso pode envolver o retorno ao aeroporto ou a diversificação para outro aeródromo adequado. Aqui, o peso da aeronave torna-se importante, pois dependendo da natureza da falha, pode ser necessário realizar um pouso com excesso de peso.

Por último, quaisquer operações especiais devem ser observadas. Uma operação especial pode se referir a qualquer coisa fora da norma. Por exemplo, um item adiado pode exigir que os pilotos façam algo que normalmente não fariam em um voo. Um exemplo pode ser um gerador elétrico inoperante que requer operação de APU durante todo o voo.

Após todos os pontos acima terem sido informados e compreendidos, a tripulação de voo pode discutir quaisquer ameaças adicionais e formas de evitá-las.

Dois pilotos trabalhando na cabine de comando (Foto: Yakobchuk Viacheslav/Shutterstock)
Briefing de chegada

O objetivo do briefing de chegada é discutir a aproximação e o pouso da aeronave. Semelhante ao briefing de partida, o primeiro assunto para briefings de chegada é olhar para gráficos específicos. Muitos aeroportos têm cartas de rota padrão de chegada ao terminal (STAR) que mostram como uma aeronave pode se juntar para a aproximação. Juntamente com uma carta STAR, deve ser analisada a carta de aproximação, que é específica para cada pista e tipo de aproximação. Por fim, os pilotos devem ler atentamente a carta de táxi do aeródromo de destino.

Uma carta de aproximação LPV para a pista 08 do aeroporto de Paris (Gráfico de Jeppesen)
Itens críticos durante um briefing de chegada incluem uma discussão sobre o tipo de aproximação e pista de pouso – por exemplo, a aproximação VOR para a pista 32. Em seguida, a tripulação de voo deve confirmar o mínimo de aproximação do gráfico e discutir a trajetória de arremetida.

Quando se trata de necessidades de aeronaves, deve-se destacar a configuração de flap , empuxo reverso e nível de freio automático (se disponível). Os pilotos também devem observar o comprimento restante da pista após o lançamento do pouso.

Pouso do Airbus A330neo da Delta Air Lines (Foto: viper-zero/Shutterstock)
Quanto ao táxi, a tripulação deve considerar a saída planejada da pista. E como o briefing de partida, todos os pontos quentes devem ser anotados. Semelhante ao briefing de partida, qualquer operação não normal ou especial deve ser discutida antes do pouso.

Finalmente, os pilotos devem reconhecer quaisquer ameaças e sua mitigação durante a aproximação e pouso.

Briefing de cruzeiro

Um briefing de cruzeiro pode ser necessário se procedimentos específicos forem necessários durante o voo. Um exemplo pode ser um voo sobre um terreno elevado. Nesses casos, uma falha como despressurização ou falha de motor pode exigir que a aeronave siga uma rota de fuga pré-planejada para um destino adequado para evitar terreno durante a descida para um nível mais baixo, obrigatório para pressurização ou falhas de motor.

Uma aeronave se aproximando para um pouso com montanhas ao fundo (Foto: Aeroporto Internacional de Ontário)
Com informações do Simple Flyiing