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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Avião com cantor Rey Vaqueiro pega fogo após sair da pista em pouso no interior do RN

Ninguém ficou ferido no acidente, que aconteceu na madrugada deste domingo (13) em Parelhas. Além do cantor, outros cinco passageiros estavam na aeronave, além de dois tripulantes.


O jato executivo Cessna 550 Citation Bravo, prefixo PP-WMO, com o cantor Rey Vaqueiro pegou fogo após sair da pista durante um pouso na madrugada deste domingo (13) na cidade de Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte, onde o artista tinha apresentação marcada.

Estavam na aeronave o cantor e outras cinco pessoas, além do piloto e copiloto. Ninguém ficou ferido. A aeronave pertence ao empresário Yvens Watila Oliveira da Silva, irmão do cantor Wesley Safadão.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
O avião ficou destruído. O Corpo de Bombeiros informou que acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para investigar a causa do acidente.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave, de matrícula PP-WMO, é do modelo 550 Bravo, da Cessna, com capacidade para oito passageiros. Ele foi fabricado em 2006.

Rey Vaqueiro havia se apresentado na cidade de Moreno, em Pernambuco, horas antes e tinha apresentação marcada em Parelhas às 2h30.

Cantor, equipe e tripulação foram levados para o Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica. Eles conseguiram deixar a aeronave antes do fogo se espalhar.

Acidente avião Rey Vaqueiro em Parelhas, RN (Foto: Divulgação)
Nas redes sociais, o prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, publicou uma foto com o artista e também parte da equipe de saúde que o atendeu.

"Hoje, diante de uma situação que ninguém esperava viver, profissionais de saúde e toda uma equipe se mobilizaram para cuidar, acolher e fazer o possível diante de uma emergência tão delicada", disse o prefeito.

Em nota nas redes sociais, o cantor informou que ele e a equipe estão bem e que receberam "todos os cuidados médicos necessários".

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Por conta do acidente, o cantor cancelou os shows deste domingo (13) nas cidades de Custódia e Canhotinho, em Pernambuco. Novas datas serão divulgadas em breve.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas turbinas ficaram em chamas no acidente. Ao todo, foram cinco horas de combate ao fogo.

"As equipes realizaram o combate ao incêndio e o resfriamento das turbinas, enquanto o combustível remanescente era consumido", informou, em nota, a corporação.

O pouso acontecia no aeródromo de uma mineradora em Parelhas. Minutos antes, uma primeira aeronave com parte da equipe do cantor já havia pousado sem nenhuma intercorrência.

(Foto: Divulgação)
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a pista no local estava apta e não apresentava problemas para pouso ou decolagem.

O Registro Aeronáutico Brasileiro também indica que a aeronave estava regular para voo e com certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2027.

Nove bombeiros atuaram no combate às chamas. Além de apagar o fogo da aeronave, a equipe trabalhou para evitar que as chamas se espalhassem pela área da mata.

PERFIL: Quem é Rey Vaqueiro, cantor que se envolveu em acidente aéreo no RN


Via Leonardo Erys, g1 RN

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Avião de pequeno porte cai em região isolada de MT e deixa três mortos

De acordo com o delegado responsável pela ocorrência, pelas condições da aeronave, não há sobreviventes.


O avião de pequeno porte Cessna 402B, prefixo N401NA, caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa (MT), nesta quinta-feira (10). O Corpo de Bombeiros informou que três pessoas foram encontradas mortas no local. A identidade delas não foi divulgada.

De acordo com o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, pelas condições da aeronave, não há sobreviventes. Também não foi possível identificar a origem, o destino e quantas pessoas ao todo estavam na aeronave.

"O estado em que a aeronave foi encontrada impossibilitou, inicialmente, sua identificação. Por esse motivo, não foi possível, até o momento, confirmar informações sobre eventual plano de voo, local de origem ou destino da aeronave, tampouco a identidade das pessoas que estavam a bordo", disse.

Em um vídeo gravado no local, é possível ver que a aeronave foi destruída pelo fogo (veja acima). O avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

(Foto: Reprodução)
Uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou o combate das chamas no local. A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi comunicado e deverá participar dos trabalhos periciais complementares, juntamente com os demais órgãos responsáveis pela investigação.
(Foto: Corpo de Bombeiros)
Via g1, UOL e ASN

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Avião monomotor cai e pega fogo na Grande BH

Segundo os bombeiros, o piloto e único ocupante, de 29 anos, teria saído após a queda e populares que estavam no local o retiraram em segurança. Ele foi levado para uma UPA em Mateus Leme.


O avião monomotor de pequeno porte Cirrus SR-22 G3 Grand, prefixo PR-VMI, da WA1 Aeronaves Compartilhadas Ltda., caiu no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na manhã desta terça-feira (25). Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a aeronave teria pegado fogo antes de cair em uma área de mata.

(Foto: TV Globo/Reprodução)
Ainda segundo os bombeiros, o piloto, de 29 anos, era o único ocupante e teria sido socorrido por populares após a queda. Ele foi conduzido para uma UPA de Mateus Leme e, em seguida, transferido para o Hospital João XXIII, na capital mineira.


No vídeo é possível ver o momento em que a aeronave já esta caindo com o sistema de paraquedas ativado (veja acima) e muita fumaça sendo liberada. Este sistema é um equipamento de série deste modelo de aeronave que ajuda a reduzir o impacto de eventual queda. Após cair no solo, o monomotor pega fogo por completo.

Avião de pequeno porte cai e pega fogo na Grande BH (Imagem: Reprodução)
Ainda segundo os bombeiros, a aeronave saiu do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e seguia para Bom Despacho.


O g1 entrou em contato com a Motiva, que informou que "o monomotor decolou por volta das 7h45. Durante a operação, não houve qualquer comunicação entre o piloto e a Torre de Controle do Aeroporto da Pampulha relatando emergência, pane ou outra ocorrência".

Cirrus Design SR22



A aeronave de prefixo PR-VMI, um Cirrus Design SR22, aparece com situação normal no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O avião é de uso particular e tinha o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 26 de setembro de 2026. O cadastro informa ainda que não havia nenhuma restrição registrada para a aeronave.

O Cirrus SR22 de 2013 conta com um sistema de paraquedas para toda a aeronave, chamado CAPS (Cirrus Airframe Parachute System). Ele é equipamento de série nos modelos SR da Cirrus.

O avião foi fabricado em 2013 e tem cinco assentos, com espaço para um piloto e quatro passageiros. A aeronave tem peso máximo de decolagem de 1.633 kg e é equipada com um motor. O registro informa também que o avião está autorizado a operar de acordo com as regras previstas no RBAC 91.

Entenda como funciona o paraquedas que reduziu a velocidade da queda de avião na Grande BH


O sistema, chamado CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), é integrado à fuselagem do Cirrus Design SR22, mesmo modelo da aeronave de prefixo PR-VMI envolvida no acidente. Por meio de um foguete balístico, o paraquedas é lançado para fora da aeronave e aberto.


Quando aberto totalmente, o avião continua descendo, mas com uma velocidade menor. A ideia é reduzir a força do impacto e aumentar as chances de sobrevivência de quem está a bordo.

Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o equipamento só pode ser usado em emergências, como perda de motor sem possibilidade de pouso imediato, incapacitação do piloto e outras situações em que não será possível pousar a aeronave com segurança.

Equipe do Cenipa recolhe destroços e coleta vestígios onde avião caiu e pegou fogo na Grande BH


Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) esteve nesta quarta-feira (26) no local onde o avião Cirrus SR22 caiu e pegou fogo, na zona rural de Mateus Leme, na Grande BH. O sistema de paraquedas da aeronave reduziu o impacto da queda e fez com que o piloto, Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos, saísse praticamente ileso (veja vídeo acima).

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), os investigadores avaliaram os danos causados ao monomotor e ao entorno, coletaram informações que vão ajudar na análise do caso e recolheram destroços. A apuração do órgão serve para evitar que acidentes semelhantes aconteçam.

"Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências", explicou a FAB, em nota.

Piloto Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos, saiu praticamente ileso de
queda de avião após acionar paraquedas de aeronave (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O piloto era o único ocupante do avião, que caiu na manhã de terça-feira (25). Ele foi socorrido, inicialmente, por lavradores da região, a quem pediu água.

"Foi bom ver que ele não tinha se machucado. Ele conversou e pediu água. Demos a ele água", contou Mateus Macieira, que ajudou no resgate.

Segundo o Corpo de Bombeiros, Gustavo Couto de Salles Victor Filho foi levado para atendimento médico consciente e orientado, sem queixas de dores ou escoriações. Ele foi transferido da UPA de Mateus Leme para o Hospital João XIII, em Belo Horizonte, onde recebeu oxigênio devido à inalação de fumaça e ficou em observação, tendo alta no mesmo dia.

"O sentimento é só de agradecer a Deus por ter dado toda a iluminação e dar tudo certo, a porta estar aberta na hora certa, eu poder respirar, o paraquedas ter funcionado, tudo certo. É só agradecer a Deus mesmo por mim e pela minha família", disse Gustavo em entrevista à TV Globo.


Via Maria Carolina Martins, Francielly Santiago, TV Globo, BH24 horas, Metrópoles e ASN

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Vídeo: O voo proibido


Essa é a história do PP-SRE — um acidente pouco contado, que aconteceu num bairro residencial de São Paulo, atingiu uma trabalhadora chamada Etelvina Ramalho e antecipou em mais de uma década os problemas que o CRM (Crew Resource Management) só iria nomear anos depois.

Vídeo: O acidente com Luciano Huck e Família


Neste vídeo, você vai entender como um avião tecnicamente inoperante decolou, por que a tripulação não diagnosticou corretamente a pane seca, e como decisões mal treinadas colocaram todos os ocupantes em risco.

No dia 24 de maio de 2015, um EMB-820C Carajá decolou da Estância Caiman rumo a Campo Grande. A bordo estavam Luciano Huck, Angélica, seus três filhos, duas babás e os dois tripulantes. Mas o que era para ser apenas o fim de uma viagem em família acabou se tornando um acidente grave — causado por uma cadeia de falhas humanas, operacionais e estruturais.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Aconteceu em 20 de agosto de 1926: Avião da Força Pública de SP é avariado ao pousar em Guatapará (SP)

Primeira Página da Folha da Manhã de 21 de agosto de 1926
O aviador Orton Hoover, que havia partido de São Paulo rumo a Formosa, em Goiás, participando da esquadrilha de aeronaves da Força Pública, precisou retornar para a capital paulista devido à necessidade de substituir um dos aviões dessa viagem.

A aeronave Curtiss JN-4D "Jenny", da Força Pública de São Paulo, com motor de 210 hp, foi avariada ao realizar um pouso na localidade de Guatapará (na região de Ribeirão Preto), no interior paulista, em uma parada no percurso.

Quando retomar essa viagem, o aviador deverá levar o secretário estadual de Justiça de São Paulo, Bento Bueno, que pretende inspecionar as forças paulistas que estão em operação.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Queda de helicóptero perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio, mata 3 turistas colombianas e o piloto

Bombeiros foram acionado às 11h11 para a ocorrência. O Robinson R44 PP-MFS caiu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso.


Pelo menos 4 pessoas morreram em uma queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto. Não houve sobreviventes.

O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a ocorrência. Destroços da aeronave, o Robinson R44 Raven, prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.

Bombeiros trabalham para chegar até a área onde caiu um helicóptero perto da Vista Chinesa,
na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
O ponto da queda fica em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. As vítimas eram avó, mãe e filha.

Os mortos são:
  • Alessandro Rocha, piloto;
  • Rocio Cubillos, turista colombiana;
  • Sofia Murillo, turista colombiana;
  • Wendy Manrique, turista colombiana.

Familiares aguardavam no hangar


As três turistas colombianas que morreram na queda do helicóptero faziam a primeira viagem ao Brasil. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram avó, filha e neta.

Elas chegaram ao Rio na segunda-feira e permaneceriam no país até terça-feira. Durante a viagem, fizeram passeios pela cidade e também estiveram em Búzios, na Região dos Lagos.

As três estavam no Rio com outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, a esposa dele Daniela Castañeda, e a filha do casal de 15 anos.

Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Depois do acidente, Victor, Daniela e a filha que também participariam do passeio ficaram no hangar aguardando informações.

Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um “pouso forçado” e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias.

A viagem da família era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura.

Ocupantes carbonizados


O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo.

Os 4 ocupantes morreram carbonizados.

Alessandro Rocha era o piloto do helicóptero que caiu no sábado (8) no Rio
(Foto: Reprodução redes sociais)
A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.

“A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

“Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, emendou.

“Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje”, disse.

Detalhes do modelo do helicópterio Robinson R44. — Foto: Arte/g1

Fotos do acidente


Bombeiros avançam por área de mata em resgate após queda de helicóptero
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Bombeiros chegam na área onde helicóptero caiu na mata perto da Vista Chinesa,
na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
Bombeiros estacionam na Vista Chinesa para resgate após queda de helicóptero (Foto: Reprodução)
Carros dos bombeiros na área da Vista Chinesa (Foto: Reprodução/TV Globo)

O que é a Vista Chinesa


A Vista Chinesa é um dos mirantes mais conhecidos do Rio de Janeiro. Fica no Parque Nacional da Tijuca, na região do Alto da Boa Vista, entre as zonas Sul e Norte da cidade, e oferece uma vista ampla de cartões-postais como o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema e Leblon, o Jardim Botânico e parte da Baía de Guanabara.

Vista Chinesa é um ponto frequentado por turistas e atletas (Foto: Reprodução/TV Globo)
O local é marcado por um pavilhão em estilo oriental, construído no início do século 20 em homenagem aos imigrantes chineses que tiveram participação no cultivo de chá no Rio durante o período colonial. A estrutura, com telhado típico da arquitetura chinesa, tornou-se um dos pontos mais fotografados da cidade.

Além do valor histórico e paisagístico, a Vista Chinesa é muito procurada por turistas, ciclistas, corredores e praticantes de esportes ao ar livre, especialmente ao amanhecer, quando a visibilidade costuma ser melhor e a vista ganha destaque com a luz da manhã. A estrada que leva ao mirante atravessa a Floresta da Tijuca, cercada por Mata Atlântica preservada.

O trecho da Estrada da Vista Chinesa em frente ao mirante foi interditado para o trabalho de resgate. As trilhas daquele setor do Parque Nacional da Tijuca foram fechadas.

Vista Chinesa, no Rio (Foto: Reprodução)

Em junho, colisão entre helicópteros matou 6


Em 14 de junho, seis pessoas morreram depois que dois helicópteros se chocaram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. As aeronaves eram um Eurocopter AS 350 B2, conhecido como Esquilo, e outro helicóptero de prefixo PR-DJJ.

Entre as vítimas estavam o cantor e produtor americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.

Segundo testemunhas, as aeronaves se chocaram durante o voo. Os helicópteros caíram em um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um deles explodiu ao atingir o solo, e as chamas se espalharam por veículos elétricos que estavam no local. Destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de pelo menos 100 metros.

Prefeito pede fiscalização


O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul.

Cavaliere afirmou que enviou um ofício à agência e disse que a ANAC pode avaliar até mesmo uma suspensão temporária desse tipo de voo.

“Então fiz questão de ligar pra presidente da ANAC. A gente encaminhou imediatamente um ofício, encaminhamos um comunicado da Prefeitura do Rio direcionado à ANAC para que tome providências imediatamente em relação aos voos no Rio de Janeiro”, informou.

Cavaliere afirmou que recebeu do presidente da ANAC a informação de que a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos.

O prefeito citou a possibilidade de interromper temporariamente os voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais ampla.

"Eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou por duas semanas, para fazer uma fiscalização mais intensa nos helipontos, nas aeronaves na manutenção dessas aeronaves”

Questionado sobre a possibilidade de suspensão, o prefeito ressaltou que a decisão cabe à ANAC, por se tratar de uma competência federal.


Via 
Por Eduardo Pierre, Rafael Nascimento, g1 Rio, ASN e ANAC

Avião anfíbio com duas pessoas cai no Lago Corumbá de Caldas Novas (GO)

Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas estavam a bordo e foram resgatadas. Após a queda, a aeronave afundou no lago.


Um avião anfíbio ultraleve Amphibious ultralight 2 seater, caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas, nesta segunda-feira (3), segundo o Corpo de Bombeiros. Dois homens de 25 e 33 anos estavam a bordo e foram resgatados. Após a queda, a aeronave afundou no lago.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
De acordo com o tenente Fábio Carneiro Mesquita, os ocupantes não apresentavam ferimentos aparentes. Um deles, no entanto, apresentava sinais de hipotermia e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caldas Novas.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Após o resgate das vítimas, uma equipe de mergulhadores localizou pedaços da aeronave submersos.


O Corpo de Bombeiros retirou, na terça-feira (04.08), o ultraleve anfíbio que caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas. A aeronave estava submersa a aproximadamente 30 metros de profundidade desde a ocorrência registrada na segunda-feira (3). Veja o vídeo abaixo.


Via g1, Metrópoles e ASN

Avião de pequeno porte cai em rio no AM; piloto diz à polícia que iria buscar drogas

Homem foi encontrado ferido às margens do rio, em Tonantins, no interior do estado. Segundo a polícia, ele afirmou não ter habilitação nem documentação para operar a aeronave.


Um avião de pequeno porte caiu em um rio próximo à comunidade do Caeté, em Tonantins, no interior do Amazonas, na noite de domingo (2). O piloto ficou ferido e afirmou à polícia que não tinha habilitação para pilotar a aeronave e que seguia para buscar drogas quando ocorreu o acidente.

Imagens gravadas na região mostram a aeronave sendo rebocada por uma embarcação após a queda. 


Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), uma equipe da Base Fluvial Arpão I foi acionada para atender a ocorrência. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o piloto às margens do rio com ferimentos causados pela queda.

O homem recebeu os primeiros atendimentos e foi levado para o hospital do município, onde permanece internado com ferimentos pelo corpo. O estado de saúde dele é estável.

Durante a abordagem, ele informou aos policiais que não possuía habilitação nem a documentação necessária para operar a aeronave. Ainda conforme o relato, o destino era a comunidade Jesus do Solimões, onde buscaria uma carga de entorpecentes.

Imagem mostra avião sendo rebocado após cair em rio no Amazonas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Os agentes realizaram buscas na aeronave e na área do acidente, mas nenhum material ilícito foi encontrado.

O piloto foi encaminhado a uma unidade de saúde no município, onde permanece internado. Ele teve ferimentos O estado de saúde dele é estável

O caso foi registrado no 54º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Tonantins. A SSP-AM informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Via g1 AM, Portal do Holanda e ASN

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Avião agrícola cai perto de avenida em Mato Grosso; piloto é socorrido

(Fotos: Redes Sociais / Corpo de Bombeiros)
O avião agrícola 
Air Tractor AT-802A, prefixo PR-RON, da Rondon Aviação Agrícola Ltda.caiu em uma área de vegetação entre a Avenida Brasil e o Anel Viário, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na manhã de quarta-feira (29). O piloto foi retirado da aeronave e levado para atendimento médico.

A queda ocorreu nas proximidades do Condomínio Ipanema. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso informou, em nota, que foi acionado pelo telefone de emergência 193 e que teve dificuldade para localizar o ponto exato da ocorrência. Como a aeronave estava em meio à vegetação, a equipe utilizou um drone para fazer o reconhecimento aéreo da área e encontrar o avião.

O piloto já havia sido retirado da aeronave quando os bombeiros chegaram. Ele foi encaminhado para atendimento médico por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Não houve princípio de incêndio nem vazamento de combustível. Segundo os bombeiros, também não foi identificado outro risco que comprometesse a segurança da operação.

A aeronave sofreu danos em uma das asas, no trem de pouso e na hélice. Representantes da empresa proprietária do avião estavam no local e fizeram a preservação da área e o controle de acesso, segundo informou o Corpo de Bombeiros.

O local foi mantido preservado para os procedimentos de investigação. A causa da queda ainda não foi informada oficialmente.

Investigadores da FAB (Força Aérea Brasileira )vão coletar dados, verificar os danos e levantar informações sobre a queda. A Força informou, em resposta ao UOL, que a ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-RON foi notificada hoje ao Cenipa. A ação inicial inclui "a coleta e confirmação de dados" e "a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave".

O material reunido vai subsidiar as próximas fases da investigação. Segundo a FAB, o trabalho busca identificar possíveis fatores contribuintes para o acidente e pode resultar em recomendações de segurança para prevenir novas ocorrências.

Via UOL e ASN

Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim (SP)

Piloto, de 25 anos, atuava como instrutor de uma escola de aviação. Aeronave foi fabricada em 2004.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O avião de pequeno porte INPAER Conquest, prefixo PU-DON, caiu e pegou fogo em Mogi Mirim (SP), por volta das 16h30 desta quarta-feira (29), na Rodovia Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, na zona rural da cidade. O piloto, um instrutor de escola de aviação, morreu carbonizado.


O dono da escola, Gerson Martinez, afirmou que Leonardo teria abastecido o avião com quantidade de combustível um pouco maior do que o necessário para um voo local e, em seguida, teria perdido o controle e entrado em uma atitude anormal.


A aeronave de dois lugares, modelo Conquest, tinha prefixo PU-DON e foi fabricada em 2004.

Martinez também afirmou que a escola funcionava regularmente e que o estabelecimento irá prestar os esclarecimentos necessários e apoio à família.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local para coletar dados e verificar os danos causados. "A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)", informou.

Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim (Foto: Reprodução/EPTV)
A delegada Emília de Oliveira Araújo, da Polícia Civil de Mogi Mirim, informou que a perícia está sendo realizada para que a vítima seja formalmente identificada. A causa do acidente será investigada.

O Corpo de Bombeiros controlou as chamas.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local do acidente para a coleta e confirmação de dados, além de verificar os danos causados. A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Leia na íntegra abaixo:

"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta quarta-feira (29/07), investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), com sede em São Paulo (SP), foram acionados para realizar a Ação Inicial de uma ocorrência envolvendo uma aeronave em Mogi Mirim (SP).

Durante a Ação Inicial, realizada logo após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências."

Via Por Gustavo Biano, Bárbara Camilotti, EPTV e g1 Campinas e Região e ASN

terça-feira, 28 de julho de 2026

Aconteceu em 28 de julho de 1968: Acidente com avião da Força Aérea dos EUA na Paraíba deixa 10 mortos


A aeronave 
Douglas C-124C Globemaster II, prefixo 51-5178, da Força Aérea dos Estados Unidos da América, partiu de Paramaribo, capital do Suriname com destino ao aeroporto internacional do Recife, voo este que nunca chegou ao destino final, tudo aconteceu no final de tarde, por volta das 18h00, no domingo dia 28 de julho de 1968, com dez militares a bordo.

Em rota, já na divisa entre os estados da Paraíba e Pernambuco, às 20h00min, a aeronave colidiu contra uma montanha a 1.890 pés de altura, na localidade de Sítio Sapucaia, no município de Umbuzeiro, na Paraíba, a cerca de 130 km de Recife, o aeroporto de destino. Os dez ocupantes da aeronave morreram no acidente. Segundo relatos, dez corpos foram encontrados junto aos destroços da aeronave.

As principais causas apontadas pela investigação foram erro de comunicação entre o piloto da aeronave e a torre do comando, narrado no momento do voo: “Vamos para 1890 pés.... alta colina durante a descida.” Disse o piloto. (1890 pés, (576 metros), exatamente a altura da colina na qual a aeronave militar se chocou naquele momento).

De acordo com a versão de uma moradora, o avião bateu em uma pedra, situada área rural, “Ele bateu na pedra e voou para o outro lado, pedaços de ferros, embaixo dos destroços do avião, havia uma grande quantidade de sangue e corpos espalhados”.

Ainda foi informado que os moradores ouviram tiros, uma forte explosão, subiu uma enorme chama de fogo, que supostamente eram as armas transportadas na aeronave. Ainda a moradora disse: “Ouvia-se várias explosões em sequência, haja veículos chegar ao local”.


No momento do acidente o clima estava propício ao nevoeiro, junto ao sereno que diante o fato a moradora contou na entrevista que a polícia esteve imediatamente no local. As mulheres junto com outras conhecidas foram vê o acidente e de imediato se assustou com os corpos estendidos no chão. De imediato foram embora para as suas residências assustadas com o que viram.

Várias partes do avião ficaram estendidas pelo chão, quando a polícia chegou isolou a área e impediu que curiosos se aproximassem do local.

Um helicóptero esteve no local para remover os corpos dos militares, segunda a versão da moradora, pedaços de paraquedas foram rasgados para ajudar na remoção dos corpos do local. No momento do impacto uma parte da hélice da aeronave foi lançada contra uma árvore chegando a partir um pedaço do galho.

A informação que o avião seguia para reparo, quando passou pela cidade de Umbuzeiro Paraíba, vizinha de Orobó, os moradores avistaram a aeronave pegando fogo, que na verdade eram faíscas de fogo que soavam pelos ares como se fosse um escapamento de um veículo, na verdade não era um defeito no avião.

Quando passou em Umbuzeiro, os moradores naquela época constataram a aeronave passando em baixa altitude, foi exatamente um erro de comunicação entre torre de Recife, entre Carpina e Campina houve essa confusão que provocou a queda do avião.

Carpina situada no Estado de Pernambuco, região plana, situada a cerca de 45 quilômetros do Recife.

Campina Grande situada no Agreste da Paraíba, região montanhosa, situada próxima com a divisa com o estado de Pernambuco e distante do Recife a 189 quilômetros.

Os fatos constatados extraídos da caixa preta foi um erro do piloto, entre Carpina e Campina Grande, confundiu o tripulante que levou a queda de imediato.

O avião perdeu altitude, motivado porque Recife é situado em baixa altitude, Orobó é localizada 578 metros acima do nível do mar, o avião começou a perder altitude e chocou-se contra a montanha.

Acredita-se que o avião bateu de papo, saiu se arrastando e bateu nas pedras provocando uma forte explosão, bem ao lado morava um agricultor que por pouco escapou da tragédia.

"Outrora todos os anos avião americano fazia a mesma rota e passava baixo quem viveu aí lembra de tudo".Disse Robélia Fernades ao blog Casinhas Agreste

Com informações do Site Desastres Aéreos e de Edmilson Arruda (Blog Casinhas Agreste) - Imagens: Folha de S.Paulo, 30.07.1968

Aconteceu em 28 de julho de 1950: Queda do voo 099 da Panair do Brasil no Morro do Chapéu, em Sapucaia do Sul


No dia 28 de julho de 1950, 
o voo Panair do Brasil 099 decolou da Base Aérea do Galeão às 15h47min, com seis horas de atraso em relação ao horário de embarque inicialmente agendado, devido a um defeito em um dos motores da aeronave, que precisou ser substituído e testado em voo de inspeção. O pouso deveria ocorrer na Base Aérea de Canoas (à época chamada de Base Aérea de Gravataí), nos arredores de Porto Alegre, às 18h40min.


O avião que operava o voo era o Lockheed L-049 Constellation, prefixo PP-PCG, da Panair do Brasil (foto acima), fabricado em meados de 1945, na planta de Burbank, na Califórnia. A aeronave, que havia sido encomendada pela Pan American World Airways e receberia o registro NC88862, não chegou a prestar serviços para a companhia norte-americana. 


A aeronave foi enviada para a Panair do Brasil (na época controlada pela Pan Am, mas já em processo de transferência de ações para controladores brasileiros), onde receberia o prefixo PP-PCG. Fez a inauguração do Voo Brasil-Itália, no dia 3 de outubro de 1946, entre o Rio de Janeiro e Roma, com escalas em Recife, Dakar e Lisboa, perfazendo 5339 milhas ao longo de 24 horas.

O Constellation transportava 44 passageiros (muitos dos quais em férias no Rio de Janeiro, que havia sediado a Copa do Mundo de 1950) e seis tripulantes, sendo pilotado pelo comandante Eduardo Martins de Oliveira (prestes a completar 10 mil horas de voo em sua carreira, era conhecido como Comandante Edu, um dos fundadores e porta estandarte do famoso Clube dos Cafajestes).

O Clube se notabilizava por suas extravagâncias boêmias, pela vida “dissoluta” e pelas bebedeiras homéricas em que seus membros pregavam peças memoráveis uns nos outros – e em qualquer outra pessoa também.


Segundo boletins meteorológicos, havia uma frente fria estacionária entre Porto Alegre e Florianópolis, causando grandes turbulências e chuva leve na capital gaúcha.

Após algum atraso em rota, causado pelas condições climáticas desfavoráveis, o Constellation iniciou os procedimentos de aproximação para pouso na Base Aérea de Canoas às 18h45min. O pouso, porém, foi abortado, seguindo-se uma arremetida. 

Durante a segunda tentativa de aterrissagem, perdeu-se contato com a torre, seguindo-se nova arremetida. Na sequência, o Constellation chocou-se contra o Morro do Chapéu (localizado atualmente entre os municípios de Gravataí e Sapucaia do Sul), por volta das 19h25min, explodindo logo em seguida, vitimando todos os tripulantes e passageiros.

Lista dos passageiros vítimas do acidente
Tripulantes vítimas do acidente
As turmas de resgate – militares, policiais, médicos, enfermeiros, voluntários, curiosos, repórteres – que seguiram para o local da tragédia seguiam por caminhos íngremes, escuros, tortuosos e escorregadios, abaixo de uma chuva inclemente. Eles foram guiados pelo agricultor Emilio Cassel, um dos proprietários daquelas terras e conhecedor da área. 

A caravana – com muitos jipes militares – levou mais de uma hora para alcançar o Morro do Chapéu, onde enormes labaredas ainda se alteavam contra o céu escuro. No topo do morro foram encontrados quatro corpos – duas mulheres, um homem e uma criança. Junto ao corpo da moça – que não apresentava tantas queimaduras – estava um exemplar do livro “Corrente”, do escritor austríaco Stefan Zweig, conforme anotou o repórter do Correio do Povo. 


A forte cerração atrapalhava a visibilidade, o que só foi possível solucionar com os poderosos geradores de eletricidade e refletores trazidos pelos militares do Décimo Nono Regimento de Infantaria de São Leopoldo. Os praças imediatamente fizeram um cordão de isolamento. 

No comando da operação estava o coronel Olimpio Mourão Filho – que, em 1964, saindo de Juiz de Fora com suas tropas rumo ao Rio de Janeiro, deflagraria o Movimento militar que depôs o presidente João Goulart. Também estava presente – orientando o resgate – o major Jefferson Cardim de Alancar Osório, comandante do primeiro Batalhão do Sexto Regimento de Obuses 105. 

O Morro do Chapéu com seus 290 metros de altura
Os repórteres, em não menores dificuldades, tiveram que abandonar seus veículos e fazer cerca de cinco quilômetros a pé, passando por chácaras e peraus, para alcançar o morro. O acesso era feito pela estrada que ligava a Fazenda São Borja a Esteio. Ao chegarem ao local, encontraram enormes labaredas e muita fumaça.

Os trabalhos de remoção dos corpos e limpeza da área, levaram vários dias, devido à extensão da área em que foram espalhados os destroços.

(Foto: Prefeitura Municipal de Sapucaia do Sul/Divulgação)
Afonso Apolinário da Silva, hoje aposentado, tinha apenas 9 anos quando viu o avião cair nos fundos da sua casa. Como estava chovendo durante a noite, ele foi até o local apenas na manhã seguinte. “Era um cenário cheio de gente. Tinha gente lá embaixo do morro, mais de mil pessoas (trabalhando). Gente morta para todos os lados, notícias de 50 pessoas que morreram. Ficava nervoso”, relembra.

Ainda segundo a memória de Afonso, foram dois dias de chamas e um mês de trabalho para retirada dos corpos e dos destroços da aeronave. O acidente trouxe diversas mudanças para a aviação. 



Dona Mary Lúcia Viezzer tinha 11 anos em 1950 e recorda bem do velório no Juvenil. À época, o pai, José Viezzer, era ecônomo do clube, e a família, completada pela mãe Cecília Florian Viezzer e pela irmã Vera, morava no prédio. 

"O Balduíno D’Arrigo veio (do Rio de Janeiro) para assumir a presidência do clube. A Irma Valiera tinha ido visitar a dona Angelina (filha de Abramo Eberle e esposa de Caetano Pettinelli, que moravam no Rio à época). Os três foram velados lá dentro", conta. 

À época do acidente, muitos voos eram direcionados para a Base Aérea de Canoas porque ela possuía pistas longas e pavimentadas, que comportavam aviões de grande porte como os Constellation, mas operava apenas em condições visuais. Em contraste, o Aeródromo de São João, localizado em Porto Alegre, contava com instrumentos para auxílio aos pousos, mas não possuía pistas pavimentadas.


A comoção gerada com o desastre foi tamanha, que o Aeródromo de São João seria rebatizado Aeroporto Salgado Filho, sendo reiniciadas obras de melhorias que haviam sido paralisadas durante o período da 2ª Guerra Mundial. Com isso o Aeroporto Salgado Filho foi dotado de um novo terminal de passageiros e de pistas pavimentadas, acabando com as dificuldades de operação de grandes aeronaves.


Dois dias depois do episódio, morreria, num outro acidente aéreo ocorrido no Rio Grande do Sul, o político Joaquim Pedro Salgado Filho, que não havia embarcado no voo 099 devido a falta de lugar.

Hoje mais conhecido como Morro Sapucaia, o Morro do Chapéu é, atualmente, local de esportes radicais e detem a condição de ponto culminante do município, com 295 metros de altitude.


Os compositores Fernando Lobo e Paulo Soledade escreveram a canção Zum-Zum, em homenagem ao Comandante Edu, interpretada por Dalva de Oliveira no carnaval de 1951. Foi considerado, então, o pior acidente aéreo do Brasil.


O livro "Acidente no Morro do Chapéu", de Abraão Aspis (2007), relata que o piloto solicitou tentar a aproximação para a cabeceira oposta (pista 29), mas não foi autorizado pelo controlador da Torre.

Quanto à Panair do Brasil, notabilizou-se como uma das empresas pioneiras na aviação comercial brasileira, a qual dominou durante décadas. Pertencente à companhia Pan American, aos poucos foi sendo vendida a empresários brasileiros. 

A Panair acabou durante o regime militar, aparentemente uma conspiração comercial capitaneada por figurões do regime e pele direção da concorrente Varig.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreoscom Wikipedia, ASN, Correio do Povo, GZH e Agência GBC