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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Avião de pequeno porte faz pouso forçado em Barreirinhas, no Maranhão; ninguém ficou ferido

Na aeronave estavam três passageiros, sendo dois adultos e uma criança, além do piloto. O pouso foi realizado em uma pista no bairro Vila Sertãozinho.


O avião de pequeno porte Cessna 172D Skyhawk, prefixo PT-CAA, da Voar Voos Panorâmicos, fez um pouso forçado no início da manhã desta quinta-feira (26), na cidade de Barreirinhas, na região dos Lençóis Maranhenses. O incidente aconteceu por volta das 6h50.


Na aeronave estavam três passageiros, sendo dois adultos e uma criança, além do piloto. Ninguém ficou ferido. O pouso foi realizado em uma pista no bairro Vila Sertãozinho e ainda não há informações sobre o que causou o pouso forçado (vídeo).


Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão foram no local para realizar as primeiras vistorias. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a situação da aeronave é normal e ela não possui autorização para fazer Táxi Aéreo.


🔎 O Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) é o sistema oficial, gerido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que funciona como um “cartório” da aviação no Brasil. Ele centraliza o registro, a matrícula (marcas como PT, PR e PP), a nacionalidade, a propriedade e a aeronavegabilidade de aeronaves civis, garantindo a segurança jurídica e a regularidade para voar no país.

Via g1 e ANAC - Fotos: Divulgação / Defesa Civil de Barreirinhas

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Aconteceu em 25 de fevereiro de 1960: Colisão Aérea sobre a Baia da Guanabara


A colisão aérea no Rio de Janeiro em 1960 foi uma colisão aérea entre duas aeronaves na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro de 1960. Um Douglas R6D-1 da Marinha dos Estados Unidos estava voando do Aeroporto de Ezeiza, Buenos Aires, Argentina, para a Base Aérea do Galeão quando colidiu perto do Pão de Açúcar, com o Douglas DC-3 da Real Transportes Aéreos, prefixo PP-AXD, operando o Voo Real Transportes Aéreos 751, do Aeroporto de Campos dos Goytacazes no Espírito Santo, para o Aeroporto Santos Dumont.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Vídeo: O Mistério de 94: Piper Seneca Encontrado uma Década Depois


O que aconteceu com o PT-OEK? Em 1994, um voo partiu de Blumenau e desapareceu dos radares. O mistério só começaria a ser desvendado 10 anos depois. Neste vídeo, analisamos a história do Piper Seneca de matrícula PT-OEK. Uma jornada que começou sob as regras de voo visual (VFR) no litoral brasileiro e terminou em um silêncio absoluto que durou uma década.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Aconteceu em 15 de fevereiro de 1964: Acidente com o DC-3 da Paraense Transportes Aéreos - Inferno Verde, 8 dias para o Resgate


Em 15 de fevereiro de 1964, a aeronave Douglas C-47A-30-DK (DC-3), prefixo PP-BTU, da Paraense Transportes Aéreos (PTA) (foto abaixo), operava um voo de passageiros entre Manaus, no Amazonas, e Porto Velho, em Rondônia, levando 34 pessoas a bordo.


Sem radar, sem GPS e enfrentando uma tempestade tropical, a tripulação se viu completamente fora da rota, com combustível diminuindo e nenhuma referência visual.

A aeronave fez um pouso forçado na selva amazônica, a 40 km de Tabajara, em Rondônia. Todos os 30 passageiros e 4 tripulantes foram resgatados oito dias depois. A aeronave foi considerada perda total.

Jornal do Brasil, 19.02.1964 - Pag.8
Como causa provável do acidente foi apontado: Erro da tripulação - desorientação ao realizar um voo IFR sobre uma região com pouca assistência à navegação.


Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com ASN e Canal Aviões e Músicas com Lito Souza

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Avião agrícola faz pouso forçado em área de vegetação em Mendonça, no interior de SP

Um avião agrícola fez um pouso forçado em uma área de vegetação na quinta-feira (12) em Mendonça (SP). Segundo o boletim de ocorrência, o piloto de 24 anos saiu ileso.


Ainda de acordo com o registro policial, o piloto disse à polícia que decolou pela terceira vez no dia para a pulverização da plantação onde estava trabalhando. No entanto, percebeu que o motor da aeronave Air Tractor AT-401B apresentou falha e perdeu a força.


Diante disso, o piloto afirmou que executou os procedimentos operacionais para tentar restabelecer o funcionamento, porém sem êxito, o que fez com que ele precisasse buscar um local seguro para a aterrissagem de emergência.

Ela não sofreu ferimentos e disse não saber explicar as causas para o problema, uma vez que a aeronave passa por manutenção periódica. O avião ficou destruído com o impacto.


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou ao g1 que os investigadores do Seripa IV, órgão regional, foram chamados no local, onde coletarão dados para a investigação dos fatores contribuintes para o acidente e verificarão os danos causados à aeronave.

Via g1 - Fotos: Arquivo pessoal

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Avião agrícola cai na BR-070, mata piloto e interdita estrada em MT

Segundo o Corpo de Bombeiros, apesar da queda na estrada, nenhuma veículo foi atingido.

(Foto: Reprodução)
O piloto do avião agrícola Embraer EMB-202A Ipanema, prefixo PT-AOM, da Rambo Aviação Agrícola, morreu após a queda da aeronave no km 291 da BR-070, em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (11). Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu no cruzamento da BR-070 com a MT-130.

Veja o momento da queda no vídeo abaixo:


De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ocorrência foi registrada por volta das 13h45, nas proximidades da rodovia. Inicialmente, o piloto, identificado como Patrick Gabriel Grundler, de 23 anos, foi socorrido em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

Apesar da queda na estrada, nenhuma veículo foi atingido. Os destroços do avião, incluindo o motor que se soltou, ficaram espalhados pela pista, que foi interditada.


Segundo a empresa Rambo Aviação Agrícola, Patrick Gabriel trabalhou por quatro anos como auxiliar e este era o primeiro ano atuando como piloto.

Patrick Gabriel Grundler, piloto morto na queda da aeronave (Foto: Instagram/reprodução)
A equipe da PRF entrou em contato com o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), órgão responsável por investigar acidentes com aeronaves.

Via g1, Olhar Direto

Aconteceu em 12 de fevereiro de 1990: Voo TAM 540 Desastre em Bauru


Em 12 de fevereiro de 1990, a cidade de Bauru, no interior de SP, vivenciou o maior acidente aéreo já registrado no limite urbano do município. Um Fokker 27/500, da companhia aérea Brasil Central, operado pela TAM Linhas Aéreas, caiu logo após uma tentativa frustrada de pouso no aeródromo da cidade.

Durante uma tentativa de arremetida após não conseguir frear, a aeronave levantou voo por mais 500 metros após o final da pista e caiu sobre cinco casas na Rua João Poleti, no bairro Villa Guedes de Azevedo, três ruas à frente da cabeceira da pista.

A aeronave foi evacuada, mas o piloto ficou preso às ferragens. Ele conseguiu se soltar, mas morreu quase um mês após o acidente, no hospital, por complicações devido à inalação de fumaça. Uma mulher de 29 anos e seu filho de quatro anos estavam em um veículo que passava pela rua no momento da queda. O carro foi atingido pela aeronave, e os dois morreram no local.

Jornal da Cidade noticia queda de avião Fokker 27 em Bauru (Foto: Gabriel Pelosi/TV TEM)
A história do voo 540 da TAM em Bauru marcou a aviação na cidade, gerou debates sobre a segurança da aviação comercial em meio aos centros urbanos e impactou as vidas de pessoas que, voluntária ou involuntariamente, se envolveram nesse episódio.

Em 1990, Bauru era uma cidade em desenvolvimento, com pouco mais de 240 mil habitantes. Apesar do tamanho menor se comparado às metrópoles da época, a localização do município favorecia a presença de vários modais de transporte, com o entroncamento de ferrovias, a proximidade dos portos intermodais do Rio Tietê e o transporte aeroviário.

Os voos para a cidade se concentravam no aeródromo municipal, que hoje recebe o nome de João Ribeiro de Barros, e engloba o aeroclube da cidade.

O Fokker F-27 Friendship 200, prefixo PT-LCG, da Brasil Central,
meses antes do acidente em Bauru (SP) (Foto: Reprodução/Airlines.net)
O local recebia voos comerciais de companhias aéreas de todo o Brasil. Naquela segunda-feira, o Fokker F-27 Friendship 200, prefixo PT-LCG, da Brasil Central, operado pela TAM, operando o voo 540, partiu de Congonhas (CGH), em São Paulo, e faria paradas em Bauru, Marília, Araçatuba e Rondonópolis, com destino final em Cuiabá (MT).

Segundo o relatório final que investigou o acidente aéreo, elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o voo ocorreu normalmente até a aproximação com a pista 32 do aeródromo de Bauru.


No comando da aeronave, fabricada em 1962, de prefixo PT-LCG, que já havia sido parte da frota de companhias aéreas de Moçambique, estavam o piloto e o copiloto, que era um profissional em fase de instrução para se tornar comandante da companhia.

O copiloto, inclusive, ocupava fisicamente a cadeira esquerda da cabine, destinada a quem controla integralmente o avião, enquanto o piloto ocupava a cadeira direita, normalmente destinada ao copiloto.

Durante a aproximação e o contato com a torre de controle de Bauru, a cerca de 400 pés de altitude, por volta das 9h40, o plano de voo foi cancelado e a aeronave iniciou uma aproximação direta para a pista — algo não recomendado, mas comum e que já havia sido feito com sucesso diversas vezes.

A altura de descida não foi suficiente e, segundo o relatório do Cenipa, o piloto em instrução alertou que eles estavam muito altos para a manobra. No entanto, o piloto instrutor assumiu o comando da aeronave e continuou a descida.

A perda de altura foi muito acentuada, e o toque na pista aconteceu próximo ao centro, deixando a aeronave sem possibilidade de frenagem.

Diante da situação, uma arremetida foi tentada, mas a aeronave não tinha potência suficiente e entrou em condição de estol, quando perde sustentação e cai de forma abrupta.

(Foto: Quioshi Goto/Jornal da Cidade/Reprodução)
Edson Mitsuya, hoje com 60 anos, é piloto comercial, professor de aviação e era aluno do aeroclube de Bauru na época do acidente.

Ele contou que estava junto de outros colegas no alojamento para alunos, que fica anexo ao aeroporto, assistindo aos pousos e decolagens, quando se tornou uma testemunha ocular do acidente.

"O Fokker-27 tinha um barulho bem ensurdecedor. Incomodava boa parte da cidade naquela época, e a gente gostava de apreciar pousos e decolagens, então nós estávamos em uma área assistindo. Eu acompanhei da lateral da pista esse acidente", lembra o professor.

Edson Mitsuya nos dias de hoje (Foto: Reprodução)
Como especialista em aeronaves, ele explica que a manobra de aproximação direta era muito comum na época.

"O avião chegou alto demais. O copiloto percebeu isso, e o ideal seria fazer um circuito de tráfego, dar uma volta ao redor do aeroporto para perder altitude e realizar um pouso mais seguro. Mas o cancelamento do voo por instrumentos e a aproximação direta não são procedimentos recomendáveis — até hoje não são. Sabíamos que isso acontecia às vezes na cidade, mas, nesses casos, a altitude costumava estar correta", explica.

"Ele comeu bastante pista, tocou do meio para frente. E aí não tinha condições de frenagem da aeronave. Ele tentou arremeter, mas a aeronave entrou em estol, fora da performance da aeronave, e caiu", lembra.

Aeródromo de Bauru (Foto: Reprodução/TV TEM)
Na aeronave estavam 36 passageiros e três tripulantes. Vinte e cinco passageiros ficaram ilesos após a queda e 11 tiveram que ser encaminhados ao hospital com ferimentos, alguns com mais gravidade.

Dois tripulantes também ficaram feridos, sendo copiloto e piloto, que recebeu atendimento médico por 27 dias, mas morreu em decorrência da inalação de fumaça tóxica.

Jornais noticiam mortes de Gisele e Guilherme, mãe e filho, após acidente aéreo em Bauru
(Imagem: Paulo Piassi/g1)
Em solo, no veículo atingido, estava a bancária Gisele Marie Savi Pinto, de 29 anos, e seu filho Guilherme, de apenas quatro anos. Os dois morreram no local com o impacto, segundo relatos das autoridades.

A princípio, imaginava-se que o veículo estava estacionado, e apenas após o avião ser içado, retirado do local, foi que os corpos foram encontrados.

José do Carmo Seixas Pinto Neto, de 71 anos, era marido de Gisele e pai de Guilherme. Trinta e cinco anos após o acidente, ele conversou sobre esse dia 12 de fevereiro de 1990, que, segundo ele mesmo, "ainda não acabou" (clique aqui e assista a entrevista).

José contou que se lembra que, na época, teve um pressentimento de que algo ruim estava para acontecer e que, quando recebeu a ligação de que um avião havia caído na cidade, já foi logo ao local.

"Eu tinha uma premonição de que algo muito ruim estava para acontecer, eu só não conseguia detectar o que era, nem quando era", lembra.

"No dia do acidente, ela me deixou no escritório e foi buscar meu filho na fonoaudióloga. Por volta de umas 9h30, 10h, um amigo me ligou e falou que houve um acidente. Eu na hora saí correndo para a rua, peguei um táxi e foi assim que eu tive a notícia", completa.

(Imagem: Paulo Piassi/g1)
José explica que é muito difícil falar em indenização, apesar de, no contexto, sua mulher e filho terem morrido na tragédia. Mas viu em seus outros dois filhos a força para seguir em frente e mover uma ação contra a TAM pelo acidente.

"Eu senti que tinha a obrigação, pelos meu filhos, de sete e um ano na época. Mas é muito duro, eu queria minha mulher e meu filho."

Todo o processo judicial demorou 26 anos e só terminou com um acordo firmado entre José e a companhia aérea. Ele lembra que foram muitos embargos tentando travar o processo no Judiciário.

A principal dificuldade da ação era a característica de um acidente de trânsito, já que sua mulher e filho não estavam no avião, mas, sim, em um carro. Segundo José, a TAM por muitas vezes quis "colocar Gisele e Guilherme no avião".

José do Carmo, viúvo de Gisele e pai de Guilherme, tentou decisão judicial por 26 anos
após acidente da TAM em Bauru (SP) (Foto: Gabriel Sato/TV TEM)
"A ação é acidente de trânsito. Um avião cai em cima de um carro, matando duas pessoas. Minha mulher não comprou passagem para andar de avião, eles queriam colocar minha mulher dentro do avião, como se ela fosse uma passageira e ter direito a um seguro", conta José.

A terceira vítima do acidente foi o piloto, Paulo Sérgio Espósito, que ficou preso às ferragens, inalou fumaça e morreu no hospital, no dia 10 de março de 1990, 27 dias após o acidente.

Em 2012, a TAM Linhas Aéreas se juntou à companhia chilena LAN, formando a LATAM.


Muito rapidamente, após o impacto, uma multidão se formou no local do acidente. Os bombeiros foram acionados sob o comando do então sargento Nicanor de Camargo Neto.

Também em entrevista, hoje coronel da reserva, Nicanor lembra que estava interinamente comandando o quartel e, em uma situação inédita, toda a equipe estava presente no momento em que as sirenes tocaram, já que uma foto coletiva havia sido marcada para a manhã daquele dia.

"Eu tinha marcado uma foto coletiva, com isso, estávamos com 100% do efetivo no quartel, algo raro de acontecer. Por isso, considero uma providência divina, já que normalmente só a prontidão do dia estaria presente", lembra o coronel.

Coronel Nicanor estava de capacete branco durante a operação de resgate ao piloto em
Bauru (Foto: Rede Globo Oeste Paulista/Reprodução/Arquivo)
Nicanor também lembra que, ao chegar ao local, os passageiros já haviam sido retirados do avião, e apenas o piloto permanecia a bordo, preso às ferragens.

"Quando cheguei ao local, vi que a porta traseira estava aberta. Olhei para o interior da aeronave e não havia ninguém — todos os passageiros e até o copiloto já tinham saído. Apenas o piloto permanecia a bordo, preso nas ferragens", conta.

Neste primeiro momento, ainda não se sabia que o avião estava em cima de um veículo com duas pessoas dentro.

Equipes jornalísticas também chegaram ao local, sendo a primeira a da Rede Globo Oeste Paulista (hoje a TV TEM), com o repórter Kleber Santos. O jornalista relembra o que viu.

"Era uma cena de filme. Fomos os primeiros a chegar: cheiro de querosene, fumaça por toda parte, sirenes soando. O que mais me chamou a atenção foram os vizinhos, que, solidários, corriam com baldes de água para tentar apagar o fogo", conta Kleber em entrevista ao g1.

Acidente do voo 540 da TAM em Bauru (SP) (Foto: Rede Globo Oeste Paulista/Reprodução/Arquivo)
Nicanor explica que havia vários pontos de atuação para o Corpo de Bombeiros, já que, além do fogo no avião e o resgate do piloto preso às ferragens, havia focos de incêndio nas casas atingidas. Por sorte, ninguém nas residências se feriu.

"A parte mais difícil foi lidar com o incêndio enquanto tentávamos resgatar o piloto, que estava preso pelas pernas e não conseguia sair. Precisávamos acessar onde ele estava, então começamos a cortar a fuselagem. Ao mesmo tempo, tentávamos mantê-lo consciente e evitar que respirasse fumaça. Como ele estava próximo à janela, conseguimos lhe entregar uma máscara para que respirasse ar puro, mas ele já havia inalado fumaça quente, o que acabou causando queimaduras internas", lembra o bombeiro.

No entanto, o ponto mais tenso de todo o dia de trabalho dos profissionais envolvidos foi, em consenso, o içamento do avião e a descoberta do carro com dois corpos.

"Um momento tenso, algo que nunca vou esquecer. Estávamos transmitindo ao vivo, e eu narrava a cena, quando o guindaste começou a levantar o avião. Foi então que alguém gritou 'tem alguém dentro, tem algo embaixo'. Era uma mulher, uma mãe, abraçada com o filho. Infelizmente, naquele momento, os dois morreram ali, abraçados", conta o jornalista.

(Foto: Bureau of Aircraft Accidents Archives)
O trabalho no episódio teve grande repercussão no Corpo de Bombeiros, que, segundo Nicanor, estudou o caso para aperfeiçoar as práticas da corporação, já que, em muitos pontos, houve falhas estruturais, como uma serra que não foi suficiente para cortar a estrutura do Fokker.

"Não teve outro igual, foi uma ocorrência muito diferente. Esse acidente marcou muito os bombeiros, principalmente porque todo o efetivo estava presente, e cada um teve sua participação, colaborando da melhor forma possível. Tínhamos várias frentes de trabalho, e, se não estivéssemos unidos e sincronizados, não conseguiríamos vencer essa demanda", finaliza o bombeiro da reserva.

O relatório final do Cenipa não aponta culpados. Cabe à Justiça utilizar as informações do documento para chegar a uma conclusão.

A dinâmica do acidente foi confirmada pelo copiloto da aeronave, Minoru Kawakubo. Ele ficou internado por alguns dias após o acidente, com fraturas na coluna, mas conseguiu se recuperar e voltou a voar.


O comandante Kawakubo morreu em 2022. Seu filho, Maurício, e a esposa, Ana Maria, contaram ao g1 que o piloto sempre se lembrava do ocorrido, mas isso não o impediu de continuar voando.

Minoru Kawakubo era piloto em instrução durante acidente da TAM em Bauru (Foto: Arquivo pessoal)
Minoru foi desligado da TAM seis meses após o acidente. Durante esse período, permaneceu afastado para cuidar da saúde e participar das investigações aeronáuticas.

"Ele sempre dizia que, na aproximação, comentou com o comandante Espósito que estavam com velocidade e altitude acima do permitido para um pouso seguro. O comandante respondeu que estava no comando e que o correto seria arremeter e fazer uma nova aproximação", conta Ana Maria.

A família também lembra que a TAM não prestou nenhuma assistência diferenciada a eles.

"A TAM nunca ligou para avisar nada. Não disponibilizou um voo para minha mãe ir para Bauru. Foi um casal de amigos nossos que nos levou para lá. Ele recebeu apoio da companhia, mas não recebeu nenhuma indenização", diz Maurício.

Maurício seguiu os passos do pai. Hoje, é comissário de voo de uma companhia aérea dos Estados Unidos, onde mora com a mãe.

"A carreira dele teve grande influência para que eu me tornasse comissário também. Comecei com 19 anos no Brasil, passei por duas empresas brasileiras e, depois, fui para os Estados Unidos, onde moro atualmente. Trabalhei em outra companhia aérea aqui e, agora, estou na Delta Airlines, também como comissário. Para mim, ele foi uma grande influência e isso despertou ainda mais minha paixão pela aviação", relata o filho.

Maurício Kawakubo é comissário de bordo e filho de Minoru Kawakubo (Foto: Arquivo pessoal)
Em 2006, 16 anos após o acidente com o avião da TAM em Bauru, foi inaugurado o Aeroporto de Bauru-Arealva Moussa Nakhl Tobias, que concentrou os voos comerciais de companhias aéreas na região, hoje operado pela Rede VOA.

"Sou um defensor dos aeroportos centrais. Em São Paulo, por exemplo, temos Guarulhos, Congonhas e Campo de Marte, que ficam dentro da cidade. Os aeroportos, tradicionalmente, são indutores de desenvolvimento e geram recursos para a região", finaliza o professor.

Aeroporto Moussa Tobias em Bauru (Foto: Reprodução/TV TEM)

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com informações do g1, TV TEM, ASN, Canal Aviões e Músicas

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Aconteceu em 8 de fevereiro de 1979: O Mistério do Voo TAM 573 - O Parafuso Que Mudou Tudo


Na noite de 8 de fevereiro de 1979, o voo 573 da TAM decolou de Bauru com destino a São Paulo, levando a bordo dois tripulantes e 16 passageiros.

A aeronave era o Embraer EMB-110 Bandeirante, prefixo PT-SSB, da TAM Transportes Aéreos Regionais. Apenas 11 minutos depois, a aeronave se chocou contra o solo em Agudos (SP).

A aeronave do acidente. Na foto com o logo da VASP. Foi adquirida pela TAM em 1976 (Foto: PlanePictures)
O estabilizador horizontal desprendeu-se e a tripulação não pode controlar o aparelho que acabou batendo em árvores e explodindo, matando os dois tripulantes e dezesseis passageiros.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com ASN e Aviões e Músicas

Avião de pequeno porte cai após pane mecânica perto da Lagoa do Catu, em Aquiraz (CE)

Bombeiros atuaram no atendimento da ocorrência (Foto: Corpo de Bombeiros)
O avião de pequeno porte Piper J-3C-90 Cub, prefixo PU-DBL, caiu na tarde de sexta-feira (7), em um terreno próximo à Lagoa do Catu, no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O incidente ocorreu por volta das 16h, logo após a decolagem da aeronave na pista do Clube de Aviação Desportiva (Catuleve).

O avião era pilotado por um desembargador, de 61 anos, que tem a aviação como hobby há cerca de 30 anos.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, a aeronave apresentou uma possível pane mecânica, o que levou o piloto a realizar um pouso forçado de emergência em uma área próxima à lagoa, nas margens dos aguapés.



A parte frontal da aeronave ficou praticamente afundada na vegetação. Apesar do susto, o piloto não teve ferimentos.

Três equipes foram acionadas: salvamento, resgate e uma equipe de combate a incêndio (ABTS). A vítima foi resgatada sem ferimentos, sendo registrados apenas danos materiais.

“A ocorrência foi classificada como resolvida, com apenas danos materiais e sem vítimas”, informou o Corpo de Bombeiros em nota.

Por medida de segurança, equipes foram mobilizadas e, após verificação da área, o local foi liberado. A aeronave foi retirada e encaminhada para reparos.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Aconteceu em 7 de fevereiro de 2025: Avião King Air F90 cai em avenida movimentada em São Paulo


Em 7 de fevereiro de 2025, o avião Beechcraft F90 King Air, prefixo PS-FEM, da empesa Maxima Inteligência Operações Estruturadas e Emp., realizava um voo partindo do Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, em direção ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). A bordo estavam o piloto e um empresário.

A aeronave saiu do Campo de Marte às 7h17 e, cerca de um minuto depois, tentou fazer um pouso de emergência na avenida Marquês de São Vicente, uma das mais movimentadas avenidas da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. 

Ao tentar pousar no local, ele atingiu um ônibus e houve uma explosão. Um empresário gaúcho e o piloto do avião morreram. Outras sete foram socorridas em solo.

O acidente aconteceu na Avenida Marquês de São Vicente, na altura do número 1.874, que está interditada. A CET reforça a necessidade de as pessoas evitarem circular pela região. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, foram encontrados dois corpos carbonizados dentro da aeronave. O modelo do avião é um King Air F90, que tem capacidade para oito pessoas.

Entre os feridos, há um motociclista que passava na via foi atingido por um destroço do avião e uma senhora que estava no ônibus. Outras cinco pessoas foram socorridas e levadas para hospitais da região, incluindo o motorista do ônibus, que foi atendido com uma crise de ansiedade.

A aeronave momentos antes do acidente
Na queda, a aeronave atingiu um ônibus e foi ouvida uma explosão. Uma grande nuvem de fumaça preta pôde ser vista à distância pela cidade. (Veja vídeo aqui).

Aeronave caiu por volta das 7h20, na altura do condomínio Jardim das Perdizes, depois de sair do Campo de Marte, na esquina com a avenida Pompeia. Ela arrancou árvores, placas de trânsito e bateu na traseira de um ônibus, que estava parado para embarque e desembarque de passageiros, na Praça José Vieira de Carvalho Mesquita. O veículo da linha 8500 Terminal Pirituba-Barra Funda estava a 5 km do aeroporto.

Ônibus atingido por aeronave pega fogo na Av. Marquês de São Vicente, em SP
Uma testemunha que estava no local na hora contou que, antes da queda, viu o avião bater no que encontrou pela frente. "Ele pegou na árvore, pegou na placa e começou a despejar querosene", afirmou o engenheiro João Lucas da Silva Amaral. "Na hora que bateu no chão, ele explodiu e corremos".

Na hora da batida, formou-se uma bola de fogo, segundo Genival Dantas Arraes, que também passava na região.

Local de queda de avião na Avenida Marques de São Vicente, Zona Oeste de São Paulo
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
"Eu ia pegar o acesso para a avenida Sumaré e pegar o retorno. De repente, desceu pela avenida o avião e só vi tudo voando e a bola de fogo. Explodiu na hora. Todo mundo ficou paralisado. O avião foi arrancando palmeiras e placas. Passou muito rápido", contou.

O personal trainer Adriano Rolim disse que chegou a ver a aeronave perdendo altitude. "O piloto tentou pousar na Marques de São Vicente, foram muitos carros desviando, felizmente. Mas o avião bateu na traseira do ônibus e acabou explodindo. O impacto foi muito grande, muito assustador", afirmou.

O motorista do ônibus passa bem, mas foi socorrido porque está em estado de choque. Um motociclista foi atendido após ter se assustado e atingido uma placa de trânsito. Uma idosa bateu a cabeça dentro do ônibus e fez um corte. Outras três pessoas no ponto ou dentro do ônibus também ficaram feridas, disse Kléber Vitor Santos, médico do corpo de Bombeiros.

"O ônibus foi para frente e brecou [quando o avião bateu], então esse foi o impacto. Não foram as peças do avião que atingiram [essas vítimas]. Elas tiveram ferimentos leves, que não causam risco à vida neste momento".


Uma mulher que estava no ônibus disse só percebeu a queda após a batida. A auxiliar operacional Yasmin Dias, 20, estava sentada. "Quando o avião estava caindo, ninguém viu nada", relatou. "Quando caiu no chão, exatamente atrás do nosso ônibus, o impacto foi muito forte, então o ônibus foi para frente com tudo. O motorista ainda freou para entender o que estava acontecendo, porque ninguém sabia até então que era um avião."

(Imagem: Oslaim Brito/Thenews2/Folhapress)
"O motorista achou que era uma placa que tinha caído ou um carro que tivesse batido, mas só quando saímos que vimos que era um avião. A gente só começou a se desesperar quando teve o impacto e o ônibus parou, a gente olhou para trás e viu o fogo do avião. Aí foi que começou mesmo o desespero das pessoas, achando que o ônibus estava pegando fogo. Todo mundo começou a gritar 'abre a porta', só que que tinha uma grade do lado e não dava para abrir a porta", disse Yasmin Dias.

Piloto Gustavo Medeiros e o dono da aeronave, Márcio Carpena (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O advogado gaúcho Márcio Louzada Carpena morreu na queda de um avião de pequeno porte na zona oeste de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (7). A segunda vítima é o piloto da aeronave, Gustavo Medeiros.

Sócio de um escritório de advocacia e professor de direito. Márcio Louzada Carpena era professor da Escola de Direito da PUC-RS (Pontifícia Católica do Rio Grande do Sul) e sócio do Carpena Advogados Associados, escritório de advocacia fundado em 1980 na capital gaúcha. O empresário é bacharel em ciências jurídicas e sociais e mestre em direito processual civil pela PUC-RS.

Aeronave que caiu era do advogado. O avião está registrado em nome da empresa Máxima Inteligência Operações Estruturadas e Empreendimentos Ltda. Um dos sócios da empresa era Carpena. O avião tinha capacidade para transportar até oito pessoas, incluindo o piloto, e não tinha autorização para fazer táxi aéreo, segundo o sistema da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A aeronavegabilidade (estado de segurança da aeronave), porém, estava em situação normal.

O avião de pequeno porte que caiu, foi fabricado em 1981 e tinha capacidade para 8 pessoas. Há ao menos dois mortos e dois feridos.

A aeronave é um modelo King Air F90 que tem 4,6 metros de altura e 12,1 metros comprimento. O peso máximo de decolagem é de 4.967 kg e a velocidade máxima a que a F90 pode checar é de 463 km/h.


O Cenipa investiga o incidente, mas outro piloto disse que ouviu Medeiros se comunicar com a torre pedindo para voltar imediatamente e que nada mais foi ouvido depois. "Torre, solicito retorno imediato", teria dito.

(Imagem: FlightRadar24 via Aeroin)
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, postou em uma rede social que várias equipes foram atender a ocorrência da queda do avião: "Nossas equipes estão empenhadas na ocorrência da queda de um avião bimotor na Av. Marquês de São Vicente, em São Paulo. O Corpo de Bombeiros fez o controle das chamas. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica também apoiam a ocorrência."

Aeronave que caiu em São Paulo partiu do Campo de Marte (identificado no mapa como RTE) e caiu na avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste (identificado no mapa com SJDD) (Imagem: Reprodução/FlightAware)


Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN, Aeroin, g1 e ANAC

Aconteceu em 7 de fevereiro de 2009: Queda de avião da Manaus Aerotáxi deixa 24 mortos no Amazonas


O acidente da Manaus Aerotáxi ocorreu no estado do Amazonas, em 7 de fevereiro de 2009, quando um turboélice Embraer EMB-110P1 Bandeirante, operando como um voo de táxi aéreo de Coari a Manaus, caiu no Rio Manacapuru, cerca de 80 quilômetros a sudoeste de seu destino, matando os dois tripulantes e 22 dos 26 passageiros a bordo.

Acidente



O bimotor Embraer EMB-110P1 Bandeirante, prefixo PT-SEA, da Manaus Aerotáxi (foto acima), com número de série 110352, transportava vinte e oito pessoas, embora fosse certificado para apenas vinte e uma. Estavam a bordo 26 passageiros e dois tripulantes.

A aeronave decolou do Aeroporto Municipal Danilson Cirino Aires da Silva, em Coari, município amazonense localizado a 363 Km da capital, em direção ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.
 
Pouco antes do acidente, o piloto teria tentado voltar para Coari devido a fortes chuvas, mas teve que fazer um pouso de emergência no rio Manacapuru, um afluente do Rio Amazonas, localizado entre Santo Antonio e Montecristo. 

O avião, então, mergulhou no rio em um ponto a cerca de 500 metros de uma pista abandonada, e a 20 minutos de seu destino pretendido, Manaus, e submergiu a uma profundidade de cinco a sete metros.


Das 28 pessoas a bordo, 24 morreram no acidente. Os quatro sobreviventes (três adultos e uma criança de nove anos), estavam sentados na parte traseira do avião e conseguiram abrir uma saída de emergência e chegar à superfície, sem ferimentos graves, e nadar com segurança até a costa.

Brenda Dias Morais, 21, Eric Evangelista da Costa Pessoa, 23, Yan da Costa Liberal, 9, e Ana Lúcia Reis Láurea, 43, foram encaminhados para o hospital Lázaro Reis, em Manacapuru.

Segundo Marcelo Alves Cabral, diretor do Hospital Regional de Manacapuru, onde os sobreviventes foram atendidos, todos passam bem. "Eles tiveram apenas escoriações e estavam muito nervosos, mas conversando bem, não estavam em estado de choque. O Érick teve um corte mais profundo nas costas, mas todos foram medicados e já liberados", afirmou Cabral.

"Eles me contaram que ouviram quando um dos motores parou e a aeronave perdeu altitude, teria batido em alguma coisa e depois entrou de bico na água. Como eles estariam no fundo do avião, conseguiram se salvar saindo pela porta de emergência", contou Cabral.

Programada para ser uma grande festa, com a presença de toda família e amigos, o aniversário do empresário Omar de Melo Júnior, o "Omarzinho", acabou em tragédia com a morte de 20 familiares que estavam entre os 28 passageiros do avião da Manaus Aerotaxi, que caiu na tarde de sábado, no rio Manacapuru, na localidade denominada Boca de Santo Antônio (a 20 quilômetros acima de Manacapuru).

De uma família de 11 irmãos, cinco morreram no acidente - Mercicleide Oliveira Melo conhecida como "Cristina", Hosana, Jonas, Daniel, Merciclei, todos de souza Melo, além de Janete Melo dos Santos a "Neca".

Mas a tragédia estendeu-se sobre a família central: os Melo, como se seguisse seus descendentes. Mercicleide morreu junto das filhas menores: Camile e Maria Eduarda; Hosana com o filho Anads Júnior, Daniel estava com a mulher Thamara e o filho Daniel Júnior, Janete com o marido Adalto Santos, os filhos Emanuel e Júlia, além do neto Laio; Merciclei estava com o marido Evandro Costa e o filho Emanuel, de apenas sete meses de idade. O cunhado de Evandro, João Liberal, também estava no vôo e morreu com as filhas Stephanie e Natália. Yan e Erick, conseguiram sobreviver. Jonas Melo, outro irmão de Omarzinho, também morreu no acidente.


Resgate


Quase quarenta equipes de resgate, incluindo nove mergulhadores e oficiais da defesa civil, passaram a noite procurando sobreviventes na selva.

As equipes de resgate foram capazes de recuperar todos os vinte e quatro corpos; todas as mortes foram atribuídas a afogamento. As vítimas foram quinze passageiros adultos, sete crianças e os dois tripulantes.

O avião estava lotado com membros de uma família a caminho de Manaus para comemorar o aniversário de um parente. Quinze das vítimas fatais e dois sobreviventes pertenciam a esta família.


Paulo Roberto Pereira, porta-voz da companhia charter envolvida, inicialmente relatou erroneamente o número de pessoas a bordo, dizendo que havia vinte e dois passageiros e dois tripulantes a bordo, mas posteriormente aumentou esse número para vinte e seis passageiros e dois membros da tripulação. Mais tarde, ele confirmou o envolvimento de oito crianças pequenas, das quais uma sobreviveu.


Cerca de 20 mil pessoas acompanharam o enterro de 22 das 24 vítimas do acidente, 18 delas pertenciam à mesma família. A multidão se reuniu no ginásio Geraldo Grangeiro e Natanael Brasil e seguiu em cortejo para o Cemitério Santa Terezinha, em Coari, onde foram enterradas as vítimas.

A empresa Manaus Aerotaxi, proprietária da aeronave, divulgou no início da tarde a lista com os nomes das pessoas que estavam a bordo. Confira abaixo a lista de passageiros (o grau de parentesco entre as vítimas foi passado pelo secretário da Casa Civil). A família iria participar de uma festa de aniversário de um empresário identificado apenas como Omar.

1 - Julia Caiane Melo Duarte (sobrinha de Omar)
2 - Laio Neto Melo Pinheiro (filho de Julia)
3 - Adalto Santos dos Santos (cunhado de Omar)
4 - Luis Eduardo Melo Santos (filho de Adalto)
5 - Tamara Maria da Silva (sobrinha de Omar)
6 - Hosana de Souza Melo (irmã de Omar)
7 - Anads Junior (filho de Hosana)
8 - Daniel de Souza Melo (sobrinho de Omar)
9 - Daniel de Melo (filho de Daniel)
10 - Janete Melo dos Santos (irmã de Omar)
11 - Merciclei de Souza Melo (irmã de Omar)
12 - Evandro da Costa (marido de Merciclei)
13 - Emanuel de Melo (filho de Merciclei e Evandro)
14 - Jonas de Souza Melo (irmão de Omar)
15 - Micicleide de Oliveira (irmã de Omar)
16 - Maria Eduarda Melo (filha de Micicleide)
17 - Camile Almeida Melo (filha de Micicleide)
18 - Mateus Dantas da Silva (convidado da festa)
19 - João Liberal Neto (parente distante de Omar)
20 - Erick da Costa Liberal (filho de João) - sobrevivente
21 - Natalia da Costa Liberal (filha de João)
22 - Yan da Costa Liberal (filho de João) - sobrevivente
23 - Stephanie da Costa Liberal (filha de João)
24 - Joelma Aguiar
25 - Ana Lucia Reis Laurea - sobrevivente
26 - Brenda Dias Moraes - sobrevivente

Tripulantes:

27 - Piloto - César Leonel Grieger , 47 anos, gaúcho
28 - Copiloto - Danilson Cirino Ayres da Silva, 23 anos, amazonense

Investigação


Os sobreviventes relataram que viram uma das hélices do avião parar de girar antes do acidente.

O motor e os componentes do avião foram retirados do fundo do rio e levados de balsa a Manaus para averiguações dos peritos do Cenipa. A empresa proprietária do avião transportou a carcaça da aeronave para um hangar na capital amazonense, para averiguação pelo Cenipa. Após a liberação do órgão de investigação, o que restou da aeronave foi desmontado e, posteriormente mandado para reciclagem.


O Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) do Brasil investigou o acidente e divulgou seu relatório final em 30 de julho de 2010. 

O CENIPA concluiu que a aeronave bimotor turboélice decolou com excesso de peso e seu motor esquerdo falhou durante a rota. Incapaz de manter o voo nivelado em um único motor em sua condição de excesso de peso, a aeronave caiu ao tentar executar um pouso de emergência.


Segundo o CENIPA, a aeronave decolou de Coari com 549,7 kg acima de seu peso máximo de decolagem certificado, com 28 pessoas a bordo, incluindo dois tripulantes e 26 passageiros, enquanto a aeronave foi certificada para no máximo dois tripulantes e 19 passageiros. 


Havia apenas 18 assentos de passageiros instalados na aeronave, portanto, oito passageiros viajaram como “crianças de colo”, situação que o CENIPA chamou de “inconsistente com a realidade” (situação que não condizia com a realidade). 

O CENIPA observou que quando o piloto em comando contatou o controle de tráfego aéreo do Centro Amazônico por rádio, ele relatou 20 pessoas a bordo, em vez das 28.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN, O Curumim e Folha de S.Paulo