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domingo, 1 de novembro de 2026

Ultraleve cai após falha no motor e deixa casal ferido em Benevides, na Grande Belém (PA)

Segundo o piloto, a aeronave apresentou problemas no motor quando estava a cerca de 90 metros de altitude. Casal foi socorrido e encaminhado ao Hospital Metropolitano.


Um avião de pequeno porte, do tipo ultraleve, caiu na manhã deste sábado (31/10), na rua Salmo 23, perto da Passagem Constância, no distrito de Murinin, em Benevides, Região Metropolitana de Belém. 

Duas pessoas, identificadas como Adeiko Garcia, de 53 anos, e Aline Gabriela Trindade, 41, estavam na aeronave, que saiu de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, e sobreviveram. Segundo moradores, nenhuma casa foi atingida. De acordo com a Prefeitura de Benevides, o piloto relatou falha no motor. No fim da manhã, uma empresa particular realizou a retirada da aeronave da via.

(Fotos: TV Liberal)
Nas redes sociais, vídeos foram compartilhados sobre o caso. Em algumas filmagens, é possível ver os residentes correndo até o local da queda do avião para ajudar os ocupantes da aeronave. Fotos mostram o avião destruído após a queda. “Uma rua bem estreita. Para vocês terem uma ideia, é uma curva e tem essas fiações (elétricas)", comenta um cinegrafista amador, que também registra o estado que a aeronave ficou.


Avião cai em Benevides. (Foto: Carmem Helena | O Liberal)

Em nota, a Prefeitura de Benevides disse que o piloto afirmou que fazia um passeio quando o episódio ocorreu. “De acordo com o relato do piloto, eles estavam fazendo um passeio quando, a 300 pés de altitude, a aeronave apresentou falhas no motor. A área do acidente foi isolada por conta da fiação elétrica que foi danificada", comunicou.


(Foto: Divulgação)
Conforme a gestão municipal, Adeiko e Aline foram socorridos e encaminhados ao Hospital Metropolitano, com sinais vitais estáveis e suspeita de fraturas. O 39º Batalhão de Polícia Militar (39º BPM), junto com as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Segurança do Município de Benevides, foi acionado para atender ocorrência.

Relato de moradores

A cabeleireira Alcione Braga dos Santos, de 40 anos, viu o momento em que o episódio aconteceu por volta das 8h40. “Estava no portão de casa e vim comprar tapioca. Vi o avião sobrevoando a minha casa e suspeitei que fosse cair. Vi ele descendo em câmera lenta até cair no meio da rua. Não atingiu casa nenhuma. Parecia que o motor tivesse parado. Tentei filmar a queda com o meu celular, mas não consegui. Fiquei apavorada", afirmou.

“O marido e a esposa estavam em um voo de passeio. Ele (piloto) foi muito bom em pousar na rua, porque não atingiu nenhuma casa. Eles não conseguiram falar o que aconteceu, porque estavam em estado de choque”, disse Alcione.


O caminhoneiro Wiliam Barbosa, morador do distrito de Murinin, teve a cerca de sua residência, onde mora com a família, danificada pelo avião. “Foi por volta das 7h30, que era o horário em que já estava de pé. Eu passava pelo corredor da casa quando aconteceu a queda. Inclusive, ouvi o grito do piloto pedindo por socorro. Foi um grande livramento de Deus, aconteceu bem em frente à minha residência", contou.

“O avião levou a cerca (da minha casa), além dos postes de energia e internet. Os parentes deles (ocupantes) estão prestando todo apoio em relação ao que foi destruído”, continuou.

Possível problema no combustível

O piloto e mecânio Marcos Miranda é amigo das vítimas. Ele contou que Aline teve apenas escoriações na perna, enquanto Adeiko sentiu dor na lombar. “Um amigo reportou que ele (Adeiko) sofreu esse acidente, por possível parada de motor, e que o avião estava quebrado. É um avião anfíbio. Se tivesse água, com certeza teria pousado na água", disse.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Em sua experiência, Mirando tem uma suspeita do que pode ter ocasionado a queda do avião. A principal hipótese para ele é falha no motor baseada em combustível. “Pela distância de voo, o avião tem bastante autonomia de chegar com gasolina (em Benevides). Vamos averiguar a contaminação de combustível. Com esse teor alto de álcool no combustível, usamos gasolina amarela. São motores de 96 octanos (medida que indica a resistência do combustível à detonação dentro da câmara de combustão do motor) e é um motor nosso desse avião”, disse.

Força Aérea Brasileira

Às 15h20 deste sábado, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou à reportagem do Grupo Liberal que, “até o momento, não recebeu notificação oficial sobre a possível ocorrência de um incidente ou acidente aeronáutico na localidade e na data mencionadas”.

“No entanto, os dados relacionados à possível ocorrência estão sendo coletados, com o objetivo de avaliar as circunstâncias do evento e eventual atuação do CENIPA no âmbito do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER)”, diz o comunicado enviado a esta redação.

(Fotos: Carmem Helena | O Liberal)
Via O Liberal, UOL e g1

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Avião da Gol retorna ao Aeroporto de Maringá (PR) após fumaça a bordo: ‘condições de urgência’

Problema técnico aconteceu logo após a decolagem da aeronave sair do Paraná em direção da Congonhas (SP), segundo companhia, medida foi por segurança.


O Boeing 737-8EH, prefixo PR-GTH, da Gol, que o operava o voo 1137, com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, precisou retornar ao Aeroporto de Maringá, no Paraná, em condições de urgência após a decolagem do avião devido à presença de fumaça a bordo. A informação foi confirmada em posicionamento divulgado pela Prefeitura de Maringá. 


Equipes de socorro foram acionadas para atender à ocorrência. Segundo o comunicado, todos os passageiros desembarcaram em segurança e não houve necessidade de atendimento médico. 

Após as vistorias realizadas pelas equipes do aeroporto, as demais operações foram retomadas normalmente. A causa da fumaça e o número de passageiros que estavam na aeronave não foram informados.


Veja a nota da Prefeitura de Maringá na íntegra: "O Aeroporto de Maringá informa que o voo 1137 da Gol, com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, retornou ao terminal em condições de urgência após a decolagem, devido à presença de fumaça a bordo. Equipes de socorro foram acionadas para atender à ocorrência. Todos os passageiros desembarcaram em segurança e não houve necessidade de atendimento médico. As equipes do Aeroporto realizaram as vistorias necessárias, e as demais operações foram retomadas normalmente."

A GOL também se posicionou por meio de nota: "A Gol informa que o voo G3 1137, que partiu do aeroporto de Maringá (MGF) com destino a Congonhas (CGH), na manhã desta segunda-feira (26/10), precisou retornar ao aeroporto de origem logo após a decolagem, devido à presença de fumaça a bordo. A aeronave pousou sem intercorrências e os passageiros a bordo e a tripulação foram desembarcados em segurança. Todos os Clientes estão recebendo as facilidades previstas pela resolução 400 da ANAC. A Gol reforça que todos os procedimentos foram realizados com foco total na Segurança, valor número 1 da Companhia."



Via GMC Online, flightradar24.com e Bom Dia Paraná

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Avião de pequeno porte cai no rio Tapajós, em Belterra, no Pará

Aeronave foi avistada no meio do rio Tapajós, em frente às comunidades de Pindobal, Porto Novo e Anumã. Não há confirmação de feridos ou desaparecidos.


O avião de pequeno porte EDRA Super Petrel LS foi encontrado caído dentro d'água por populares que navegavam no meio do rio, em frente às comunidades de Pindobal, Porto Novo e Anumã em Belterra, no oeste do Pará.

Em vídeos gravados por pessoas que passavam de lancha pela área, é possível acompanhar o momento em que a aeronave é avistada na água. Nas gravações, os ocupantes da embarcação destacam a urgência de pedir socorro e acionar as equipes de resgate.

"A gente ia passando e a gente viu ele aqui, tá aqui dentro d'água caído (...). Conversa para agilizar, por causa que a gente não sabe sobre bombeiro daqui", relata uma das testemunhas nos vídeos.


Em outro trecho do registro, passageiros orientam o contato imediato com a Capitania dos Portos para checar a situação no local e verificar se havia ocupantes a bordo.

A Marinha do Brasil informou por nota que foi acionada e enviou equipes para averiguar a situação na área marítima/fluvial. O Corpo de Bombeiros também acompanha a ocorrência no local com mergulhadores.

Até o momento, não há registros confirmados de feridos ou pessoas desaparecidas. As autoridades competentes trabalham na apuração das causas do acidente e na identificação da aeronave.

Via g1, Espaço do Povo, ASN e @us7noticias

domingo, 25 de outubro de 2026

Voo que saía de Confins para SP é cancelado após ameaça de bomba

Avião tinha previsão de decolar às 20h25 desta quinta-feira (22), com destino a São Paulo. Depois de vistorias, Polícia Federal descartou qualquer suspeita de ataque.


Um voo que sairia do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Grande BH, foi cancelado após uma ameaça de bomba na noite desta quinta-feira (22). 

O Airbus A320-271N, prefixo PR-XBX, da Latam, tinha previsão de decolar às 20h25, com destino a São Paulo, mas ficou no pátio do terminal por cerca de cinco horas. Depois de vistorias, a Polícia Federal descartou qualquer suspeita de ataque (veja matéria aqui).

"A PF foi acionada diante de uma situação de risco e adotou todos os procedimentos de segurança necessários diante do cenário verificado, não restando comprovação das suspeitas", informou a corporação, em nota.

Conforme apurado pelo g1, a suspeita sobre a bomba começou depois que funcionários encontraram uma carta no banheiro da aeronave com supostas ameaças. Todos os passageiros precisaram desembarcar e passaram por revista com as bagagens. O conteúdo do documento não foi divulgado.

A viagem era operada pela Latam. O pouso do avião estava previsto para ocorrer por volta das 21h40, no Aeroporto de Congonhas.

Procurada pelo g1, a companhia aérea afirmou que solicitou o apoio das autoridades antes da decolagem do voo LA3045.

"A companhia reforça que a segurança é um valor inegociável em todas as suas atividades e que segue rigorosamente os mais elevados padrões internacionais para garantir uma operação segura a todos", completou a empresa.

Já a BH Airport, concessionária responsável pelo terminal, disse que acionou os protocolos de segurança previstos no plano de emergência do aeroporto e as autoridades competentes.

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (Foto: BH Airport/Divulgação)
Via g1 e @aeroradar_live

Piloto morre em confronto após incendiar avião durante tentativa de interceptação pela FAB em MT

Piloto foi localizado em uma área de mata após pousar em pista clandestina e incendiar a aeronave durante ação integrada.


O piloto suspeito de incendiar um avião na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, morreu neste sábado (24) durante um confronto com forças de segurança. O homem que não teve identidade divulgada havia pousado em uma pista clandestina após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), após pousar, o piloto ateou fogo na aeronave e em materiais ilícitos que transportava. Ele foi localizado no início da manhã, escondido em uma área de mata, e teria reagido à abordagem dos agentes. O suspeito recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.


Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista aqui).




De acordo com o Gefron, as equipes atuavam de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar (PM) na ocorrência, que envolve suspeita de tráfico de drogas por via aérea. O caso é investigado.

Veja também:


Via g1, SBT News - Fotos: Reprodução

Avião agrícola cai dentro de creche em Campo Verde (MT); piloto fica ferido

Aeronave atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos; piloto de 28 anos foi socorrido e encaminhado ao hospital.


Um avião agrícola monomotor Piper PA-25 Pawnee caiu nas dependências da Creche Cora Coralina, em Campo Verde (a 134 km de Cuiabá), em Mato Grosso, na tarde de sexta-feira (23). 

A aeronave atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. O piloto, de 28 anos, ficou ferido, mas nenhuma criança ou funcionário da unidade sofreu ferimentos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 14h30, em uma área localizada a aproximadamente 400 metros da pista de decolagem, nos fundos da creche (veja vídeo).


Equipes da 11ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (11ª CIBM) foram acionadas e encontraram o piloto, de 28 anos, consciente, sentado e fora da área de impacto. Ele apresentava um ferimento na lateral esquerda da cabeça, inchaço, dor e uma deformidade no tórax.

O homem recebeu os primeiros socorros, foi imobilizado e encaminhado ao Hospital Municipal Coração de Jesus. Conforme nota divulgada pela Prefeitura de Campo Verde, o piloto passa bem.

A Secretaria Municipal de Educação informou que a aeronave atingiu uma parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. A Creche Coralina atende 183 crianças, com idades entre 1 e 5 anos, e conta com 40 profissionais, sendo 25 professores e os demais integrantes da equipe escolar.

Apesar da queda dentro das dependências da unidade, nenhuma criança, professor ou outro funcionário ficou ferido. O piloto foi a única vítima do acidente.


Com o impacto, houve vazamento de combustível da aeronave. Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para a ocorrência, com apoio de uma unidade de suporte básico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os militares isolaram a área e adotaram medidas preventivas para reduzir os riscos provocados pelo combustível. Uma equipe de combate a incêndio permaneceu de prontidão durante o atendimento.

A ocorrência também contou com apoio da Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil e Secretaria de Mobilidade Urbana, que auxiliaram no isolamento e na segurança do local.

Representantes da empresa responsável pela aeronave estiveram na creche para acompanhar os trabalhos e adotar as providências necessárias. Segundo a Prefeitura de Campo Verde, as autoridades responsáveis já iniciaram as investigações para apurar as causas da queda.

Confira na íntegra a nota emitida pela Secretaria Municipal de Educação:


Via Olhar Alerta, g1, SBT Jornalismo

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

FAB neutraliza avião que voava clandestinamente em Roraima

Aeronave voava sem plano de voo e sem matrícula e foi interceptada no âmbito da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), em Roraima.


A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, no início da manhã desta quinta-feira (22/10), umo helicóptero Robinson R44 Raven II, prefixo PR-HTC, vindo da Venezuela que sobrevoava o território nacional sem plano de voo e sem matrícula. A ação ocorreu no âmbito da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), no Estado de Roraima, região Norte do País.

A aeronave irregular voava em baixa altitude quando foi detectada. O piloto do caça A-29 Super Tucano, acionado pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), realizou os procedimentos de averiguação e reconhecimento, como parte das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA).

O piloto da aeronave suspeita não colaborou com a Defesa Aérea e forçou o pouso a cerca de 100 km de Boa Vista (RR). Em seguida, um helicóptero H-60 Black Hawk, do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV) – Esquadrão Pelicano, foi mobilizado para realizar a verificação no local, onde a aeronave foi encontrada abandonada e sem tripulante.

Uma equipe da Força Nacional de Segurança Pública também foi deslocada para a região com o objetivo de adotar as providências cabíveis, dentre elas, a destruição da aeronave suspeita.

A FAB reitera que trabalha diuturnamente para garantir a segurança da navegação e a soberania do espaço aéreo brasileiro.

Via Tenente Michelle Daniel COMAE, ASN e ANAC - Foto: Força Nacional

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

"PAN PAN": Motor de avião é desligado no ar e piloto faz pouso de emergência em Porto Alegre

Caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (22); entenda o que significa PAN PAN.


“PAN PAN, PAN PAN”, informou o piloto do Airbus A320-271N, prefixo PR-XBC, da Latam, à torre após ter que desligar um dos motores e precisar fazer um pouso de emergência. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (22), no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre.

O avião operava o voo LA3146, que decolou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante a comunicação, o piloto informou que precisou desligar o motor 2, o direito, do avião de forma preventiva, pedindo prioridade no pouso.

(Imagem: Câmera Aeroporto BRAmigos/Reprodução)
O PAN PAN é um sinal de urgência de padrão internacional, usado quando alguém em um veículo precisa de ajuda, independente de ser um avião, uma embarcação ou um automóvel, por exemplo. O código indica uma emergência menor que Mayday, que é um pedido de socorro.

A aeronave pousou em segurança por volta das 8h23 de hoje, segundo a Fraport, que administra o Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Avião da Azul que saiu do Galeão com destino a Curitiba retorna ao Rio após pane elétrica e perda de comunicação

Segundo um passageiro, aeronave decolou por volta das 4h e retornou ao aeroporto por volta das 6h; equipes dos bombeiros aguardavam o avião.


O avião Embraer ERJ-190-400STD (E195-E2), prefixo PS-AEK, da Azul, que saiu do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Curitiba precisou retornar após uma pane elétrica. A cabine alegou ter perdido comunicação com a torre de controle. (veja o vídeo)

O voo era o AD4208. A aeronave decolou por volta das 5h desta quinta-feira (22) e voltou ao Galeão por volta das 6h.

(Via flightradar24.com)
O flightradar24 e o FlightAware, sites que acompanham o tráfego aéreo no mundo, rastrearam o avião. É possível ver que o avião seguia pelo oceano quando, na altura de Paraty, na Costa Verde, abortou o percurso.

O piloto deu voltas a baixa altitude sobre a Zona Oeste do Rio e a Baixada Fluminense antes de aterrissar no Galeão.

(Via FlightAware)
Passageiros não notaram nada de anormal até o comandante avisar do retorno.

“Após 1 hora de decolagem, a tripulação e os passageiros foram formados que que tinha ocorrido uma pane elétrica, que o avião estava sem comunicação, e que voltaríamos para o aeroporto de origem, o Galeão”, narrou uma passageira.

“Quando a gente aterrissou, tinha uma equipe da brigada aguardando. O avião se apagou, ficou tudo escuro, senti um cheiro forte de queimado dentro do avião. E aí nós taxiamos bem devagar para o terminal de desembarque”, descreveu.

Veículos de serviço na pista do Galeão (Foto: Reprodução)
O que diz a Azul

“A Azul informa que, por questões técnicas, o voo AD4208 (Galeão-Curitiba) retornou ao aeroporto do Rio de Janeiro, declarando, preventivamente, protocolo de emergência. O pouso e o desembarque dos Clientes aconteceram normalmente e em total segurança.

Os Clientes impactados estão recebendo a devida assistência, conforme determina a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e foram reacomodados em outro voo da Companhia.

A Azul lamenta eventuais transtornos e ressalta que medidas como essas são necessárias para garantir a segurança de suas operações, valor primordial para a Companhia.”

Via g1 e flightradar24

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Avião com cinco pessoas a bordo cai após decolar em Carutapera, no MA

Aeronave caiu perto do Rio do Engenho, na área urbana do município. Todos os ocupantes foram socorridos e encaminhados a um hospital de Carutapera.


O avião de pequeno porte Van’s RV-10 LSA, prefixo PS-BIT, caiu cerca de um minuto após decolar de Carutapera, no interior do Maranhão, na manhã desta segunda-feira (19). O acidente aconteceu nas proximidades do Rio do Engenho, dentro da área urbana do município. Cinco pessoas estavam a bordo da aeronave, entre elas, uma criança. Todas tiveram apenas ferimentos leves.

A aeronave tem capacidade para quatro pessoas, mas transportava cinco no momento do acidente. A bordo estavam o empresário dono do avião, a esposa e o filho do casal, além do piloto e do copiloto.

(Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Ao g1, Renan Aragão, secretário municipal de Meio Ambiente de Carutapera, informou que uma mulher sofreu uma lesão no rosto e os demais ocupantes tiveram ferimentos leves. Todos foram encaminhados ao Hospital Municipal de Carutapera, onde receberam atendimento médico.

A aeronave teria chegado ao município por volta das 10h30 e decolado novamente por volta das 11h10, pouco antes do acidente. Policiais e uma equipe do Centro Tático Aéreo (CTA) foram mobilizados para o local da queda.

(Foto: Divulgação/SETMA)
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave pertence à empresa Ambiental Participações Ltda., com sede em São Luís, e está em situação regular. No entanto, o avião não tem autorização para realizar serviços de táxi aéreo.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, equipes de Bombeiros Civis e da secretaria estão no local fazendo o isolamento da área.

Em nota ao g1, a Prefeitura Municipal de Carutapera informou que as circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.


Via g1 e ASN

domingo, 18 de outubro de 2026

Avião com 4 pessoas faz pouso de emergência em rio em Santa Rosa do Purus, no interior do Acre

Emergência ocorreu próximo à Aldeia Nova Moema, em Santa Rosa do Purus. Passageiro relatou que a aeronave planou por cerca de 4 minutos com vazamento de óleo até pousar.


Um avião monomotor Embraer EMB-711C Corisco, prefixo PT-NLE, precisou fazer um pouso de emergência em um rio na manhã deste sábado (17), próximo à Aldeia Nova Moema, em Santa Rosa do Purus, no interior do Acre. Quatro pessoas estavam na aeronave e sobreviveram (vídeo).

O apresentador Marcos Bergson, que estava no voo, informou à Rede Amazônica que o avião teve vazamento de óleo e uma pane no motor, e planou por cerca de quatro minutos até encontrar o rio para o pouso forçado. Ainda segundo ele, o piloto teve fraturas nas costelas e deslocou um ombro.

"Estávamos retornando para Manoel Urbano, 15 minutos após a decolagem, o motor começou a apresentar falha. Não dava tempo de voltar e tivemos que pousar no rio", informou.

A aeronave é utilizada em uma operação independente na região, que não tem ligação por terra com o restante do estado. Conforme apurado pela Rede Amazônica, o avião estava em situação normal, mas não possui autorização para táxi aéreo. 

Testemunhas filmaram avião afundando no rio após o pouso forçado,
todos os 4 ocupantes sobreviveram (Foto: Reprodução)
Bergson e o cinegrafista Jean Andrade foram a Santa Rosa do Purus para uma gravação e, de Manoel Urbano, retornariam à capital Rio Branco de carro. Além deles e do piloto, uma outra passageira estava no avião. Na sexta-feira (16), o apresentador Marcos Bergson publicou um vídeo mostrando o avião durante a viagem para a entrega de um prêmio de R$ 220 mil do AcreCap Legal.

Marcos Bergson estava na aeronave com o cinegrafista Jean Silva e outros ocupantes (Foto: Reprodução)
O pouso de emergência ocorreu por volta das 9h. Após a emergência, moradores da região ajudaram os ocupantes da aeronave.

Ainda de dentro do rio, o piloto Douglas Campos fez um vídeo no qual relatou a pane sofrida pelo avião. Conforme o comandante, a aeronave teve perda do motor a 3,5 mil pés, o que equivale a mais de 1.066 metros.


"Nós fizemos o que deu, perdemos o motor 3,5 mil pés em cima da nuvem, teto fechado, mas deve estar com teto aí 800, mil pés. Até a hora que consegui ter o visual com o solo, nós estávamos ali nos mil pés, pouco tempo para achar um local para pouso, viemos para o rio", explicou.

Apresentador Marcos Bergson registrou saída do local de pouso forçado (Foto: Reprodução)
No momento do registro, os ocupantes ainda aguardavam resgate e o piloto diz ter ouvido o som de um motor de barco.

"Graças a Deus, todo mundo vivo, tivemos a perda financeira, bagagem, pouca coisa, nada comparado com todo mundo que está dentro", avaliou.

(Foto: rede social/reprodução)
Os quatro ocupantes da aeronave foram resgatados pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER). 
O resgate ocorreu em uma área próxima ao local do acidente. Após serem localizados, os ocupantes foram retirados da região e começaram o deslocamento para a capital acreana.


À época, o avião era pilotado pelo dono da aeronave. Os quatro passageiros e o tripulante ficaram bem.

Via g1, Terra,ac24horas, A Gazeta do Acre e ASN

sábado, 17 de outubro de 2026

Avião de pequeno porte cai no interior de SP e mata duas pessoas; vídeo

Queda de avião no interior de SP: erro em manobra acrobática pode ter causado acidente com mortes.

Imagens do acidente sugerem que aeronave não tinha altitude e velocidade suficientes para manobra, avalia professor da USP. Duas pessoas morreram em Orlândia (SP) na sexta-feira (16).


O avião Van's RV-7A, prefixo PP-ZLC, caiu na zona rural de Orlândia (SP), na região de Ribeirão Preto (SP), na tarde desta sexta-feira (16), e causou duas mortes. Segundo informações da prefeitura, o Corpo de Bombeiros chegou a socorrer o piloto e o copiloto. Eles foram levados ao Hospital Beneficente Santo Antônio, mas não resistiram.

Segundo informações da Polícia Civil, as vítimas são: Victor Simões da Silva, de Manaus (AM) e José Ricardo Santana, de São Paulo (SP). Os dois chegaram à região por volta das 13h para participar de um evento de hipismo.


Um vídeo de câmera de segurança de uma empresa registrou o momento da queda por volta das 17h30. Uma pessoa que estava perto da pista também filmou o acidente (assista aqui).

No vídeo é possível ver quando a aeronave subiu, ficou de barriga para cima, voltou à posição regular, perdeu altitude e chocou-se contra o solo.

O acidente aconteceu logo após a decolagem do aeródromo de Orlândia.

(Foto: Corpo de Bombeiros)
Um erro em uma manobra acrobática pode ter sido a causa do acidente com um avião de pequeno porte que matou duas pessoas ao cair na tarde desta sexta-feira (16) em Orlândia (SP).

Vídeos analisados pelo professor de aeronáutica James Waterhouse, da USP em São Carlos (SP), mostram que a aeronave estava a uma baixa velocidade e não ganhou altura suficiente. Ela tinha acabado de decolar do aeródromo de Orlândia.

“Era um avião experimental, um bom avião e nitidamente o piloto fez uma manobra acrobática após a decolagem, a uma baixa altura e a uma velocidade muito baixa. Isso foi um fator decisivo para o acidente.”


Apesar de considerar a manobra um fator determinante, o professor ainda considera a hipótese de falha no motor do avião.

O modelo era um RV-7A, fabricado em 2011 e que estava com a documentação em ordem, segundo informações consultadas no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“No entanto, existe outra questão a ser investigada que é o motor do avião. Ele pode ter falhado durante a manobra acrobática, porque a hélice apresenta indícios de baixa potência na hora do impacto. Isso pode ter sido devido a uma redução de potência imediatamente antes do impacto ou eventualmente a uma falha do motor que tenha contribuído para o problema.”


Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que a aeronave estava com a situação regular. O modelo é um RV-7A fabricado em 2011.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) foi acionado.

A perícia da Polícia Civil esteve no local. A área foi preservada para o trabalho do SERIPA.

Os corpos das vítimas serão levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Franca (SP).

Via g1, ASN e ANAC

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Azul investiga avião que decolou pouco antes do fim da pista no Aeroporto de Congonhas em SP

Jato com destino a Belo Horizonte (MG) levantou voo perto do fim da pista e passou em baixa altitude sobre sistema de emergência instalado para conter aeronaves.


A companhia aérea Azul abriu uma investigação interna para apurar a decolagem de um avião Embraer ERJ-190-400STD (E195-E2), prefixo PS-AEK, que percorreu quase toda a pista do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e passou em baixa altitude sobre o sistema EMAS (Engineered Materials Arresting System), instalado no fim da pista para ajudar a parar aeronaves que ultrapassem seus limites.

O voo AD4797 decolou na tarde de domingo (11), com destino a Belo Horizonte (MG). O avião deixou o solo depois de passar pela marca na pista usada como referência para o ponto de toque durante pousos na direção oposta. Em condições habituais, a aeronave já estaria no ar nesse trecho.

Pista de escape em Congonhas (Foto: Abraão Cruz/TV Globo)
Esse tipo de decolagem não é comum. Os voos são planejados para que o avião consiga levantar voo com segurança dentro da extensão disponível da pista. Usar quase todo o espaço disponível pode reduzir a margem para interromper a decolagem e frear em caso de emergência.

Já passar em baixa altitude sobre o EMAS chama a atenção pela proximidade com o fim da pista, onde o sistema ajuda a conter aviões que não conseguem parar a tempo (entenda mais abaixo).

Em nota, a Azul afirmou que abriu uma investigação interna para apurar o caso e ressaltou que suas operações seguem os padrões nacionais e internacionais de segurança, que, segundo a companhia, é seu valor primordial.


Piloto pode usar toda a pista para decolar?


Toda a extensão disponível da pista pode ser utilizada na decolagem, desde que a operação respeite os limites de segurança e os cálculos necessários para aquele voo. No entanto, uma aeronave que percorre quase toda a pista antes de sair do chão pode chamar a atenção e exige uma análise das circunstâncias da manobra.

O sistema EMAS é uma estrutura de segurança instalada no fim da pista, especialmente útil em aeroportos onde não há espaço suficiente para uma área de escape convencional. Ele é formado por blocos de materiais projetados para se deformar sob o peso das rodas do avião, absorvendo energia e ajudando a desacelerá-lo caso ultrapasse o limite da pista.

Em maio de 2024, outro avião da Azul decolou pouco antes do fim da pista de Congonhas. O caso foi classificado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) como incidente. Na aviação, a classificação abrange ocorrências que afetam ou podem afetar a segurança da operação, mesmo quando não há consequências graves.

Na ocasião, especialistas ouvidos pelo g1 explicaram que uma decolagem tão próxima do fim da pista é considerada atípica, mas isso não significa, necessariamente, que o procedimento tenha sido incorreto.

"Toda a extensão da pista pode ser utilizada para a decolagem. É um procedimento correto, diante de algumas circunstâncias que desconhecemos. Pode ser considerada uma decolagem anormal, mas não incorreta porque utilizou a pista disponível. Lógico que foi diferente e os fatores que levaram a isso devem ser estudados e esclarecidos", afirmou Roberto Peterka, especialista em segurança de voo.

O piloto Henrique Hacklaender, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, também destacou a necessidade de uma investigação aprofundada antes de se chegar a conclusões sobre ocorrências desse tipo.

Outro especialista ouvido pelo g1, porém, avaliou que uma decolagem nessas condições pode ser considerada um incidente grave, pois é importante manter espaço suficiente para frear caso surja algum problema antes de o avião levantar voo.

O que pode fazer um avião decolar tão perto do fim da pista?


Centro de Controle de Aproximação de São Paulo, que fica em Congonhas (Foto: Divulgação/FAB)
Há diferentes fatores que podem influenciar o momento em que uma aeronave consegue sair do chão. Entre eles estão:
  • Condições meteorológicas: vento, temperatura e outras condições do momento podem influenciar o desempenho do avião.
  • Peso da aeronave: passageiros, bagagens, carga e combustível afetam o desempenho durante a decolagem.
  • Cálculos operacionais: a extensão da pista disponível, a altitude do aeroporto e a potência necessária para a manobra são considerados no planejamento.
  • Técnica de pilotagem: a forma como a decolagem é executada também pode influenciar o momento em que o avião levanta voo.
Antes de cada voo, a equipe responsável pelo planejamento operacional calcula as condições necessárias para uma decolagem segura. O cálculo leva em conta fatores como o comprimento e a inclinação da pista, a altitude do aeroporto, a temperatura, o vento e o peso da aeronave.

O peso inclui passageiros, bagagens, carga e combustível. Esses dados ajudam a determinar a velocidade necessária para levantar voo e a distância de pista exigida para a manobra. Por isso, não existe uma distância única que sirva como referência para todas as aeronaves.


Via g1 e 
flightradar24.com