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domingo, 11 de outubro de 2026

Avião da PM cai perto de Ipatinga (MG) e deixa três mortos no Vale do Aço

Aeronave fazia um voo de recheque quando caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço. Três militares morreram no acidente.


O avião bimotor Beechcraft B300 King Air, prefixo PP-EJO, da Polícia Militar de Minas Gerais, batizado "Pegasus 17", caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, entre Ipatinga e Santana do Paraíso, na tarde desta sexta-feira (9). Três integrantes da corporação morreram no acidente. 

De acordo com a Polícia Militar, o avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e chegado ao Aeroporto Regional do Vale do Aço pouco antes da queda. Informações da corporação apontam que a aeronave saiu da capital mineira às 15h16 e pousou na região às 16h02.

As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, a tenente Alice dos Santos Almeida e a tenente Gabriela Emília Soares Resende. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado (ComAvE) da Polícia Militar.

Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, tenente Alice dos Santos Almeida e tenente Gabriela Emília Soares Resende são as vítimas do acidente com o avião da PMMG no Vale do Aço (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Durante coletiva de imprensa realizada após o acidente, a Polícia Militar informou que a tripulação realizava um voo de recheque de habilitação. Segundo a corporação, esse tipo de voo faz parte dos procedimentos periódicos exigidos na atividade aeronáutica para manutenção das certificações e avaliação das condições operacionais dos pilotos.

A aeronave havia passado por um processo de retrofit, que consiste na modernização de equipamentos e sistemas. Segundo a PMMG, a manutenção e as revisões estavam em dia, assim como as habilitações dos pilotos. A documentação do avião estava regularizada até abril de 2027.

Fabricada em 1986, a aeronave tinha capacidade original para nove passageiros e um piloto. A Polícia Militar a utilizava em missões de segurança, transporte de tropas especiais e autoridades, além do transporte aeromédico de órgãos para transplantes.

(Fotos: Redes sociais)
Segundo representantes da corporação, o avião estava com a documentação regular, manutenção em dia e havia passado por processos de atualização e modernização de equipamentos. A Polícia Militar ressaltou que os três militares possuíam habilitação para a atividade e que uma das vítimas, o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, era um dos profissionais mais experientes da aviação da corporação.

As causas do acidente ainda não foram divulgadas oficialmente.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável por apurar ocorrências aeronáuticas, ficará encarregado da investigação. Peritos da Polícia Civil e equipes da Aeronáutica também atuam na ocorrência.

Avião da PM que caiu era usado no transporte de órgãos e fazia voo de recheque no momento do acidente; entenda


Questionada sobre uma eventual comunicação de emergência feita pela tripulação antes da queda, a Polícia Militar informou que ainda não dispõe dessas informações e que qualquer conclusão neste momento seria precipitada.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado na tarde desta sexta-feira para atender a ocorrência na BR-458, na altura do km 43, em Santana do Paraíso. Duas equipes foram mobilizadas para o atendimento.

Vídeos gravados por moradores e pessoas que estavam próximas ao aeroporto mostram uma grande coluna de fumaça preta após a queda da aeronave.


Em pronunciamento à imprensa, o coronel Flávio Santiago lamentou a perda dos militares.

"A informação que nós temos, infelizmente, é de três óbitos, de companheiros da nossa corporação", afirmou.

O oficial também destacou o momento de luto vivido pela instituição.

"No primeiro momento, segue a lamentação e a consternação de toda a Polícia Militar pelo falecimento de três combatentes desses asas indomáveis da nossa corporação", disse.

A área do acidente permanece isolada para os trabalhos de perícia e investigação. Até a última atualização desta reportagem, as autoridades não haviam informado o que pode ter provocado a queda da aeronave.

Rastreamento do voo acidentado (Imagem via flightaware)
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), lamentou a morte dos três militares em uma publicação nas redes sociais.

Na mensagem, Cleitinho afirmou ter recebido com "profunda tristeza" a notícia da queda da aeronave da Polícia Militar nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço e manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.

O governador eleito também prestou apoio à corporação e desejou conforto aos familiares dos militares.

"Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares e amigos das vítimas, bem como a todos os integrantes da nossa Polícia Militar. Que Deus conforte os corações de todos que sofrem com essa tragédia", escreveu.


Via g1, O Tempo, Metrópoles, ASN e ANAC

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Avião cai e pega fogo sobre os trilhos de estação de trem em BH; piloto morreu

Aeronave saiu do Aeroporto da Pampulha e sofreu queda próximo à Estação São Gabriel, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (9). O piloto morreu carbonizado.


O avião monomotor Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, prefixo PT-VHE, caiu e pegou fogo próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (9). O piloto morreu carbonizado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, na queda, a aeronave colidiu contra uma estrutura do galpão do Metrô BH, concessionária responsável pelo serviço metroviário na capital, e atingiu a fiação elétrica dentro do pátio de manutenção.

Monomotor pega fogo em linha férrea de estação em Belo Horizonte (Foto: TV Globo)
Até a última atualização desta reportagem, a identidade da vítima ainda não havia sido divulgada pelas autoridades. O avião tinha capacidade para quatro pessoas, sendo três passageiros, mas apenas o piloto estava a bordo.

O monomotor, de matrícula PT-VHE e modelo Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, havia decolado do Aeroporto da Pampulha (conheça aqui o modelo). A aeronave faria um pouso em Juatuba, na Grande BH, retornando em seguida para o mesmo local.


Ela é de propriedade de uma empresa de produção agrícola baiana e foi comprada pela marca em 2020. O UOL entrou em contato com a Bello Fruit Importação e Exportação para saber informações sobre o piloto e sobre a viagem que o avião faria, e aguarda retorno sobre o assunto.

Pedaço da aeronave ficou preso em poste após queda de
monomotor em Belo Horizonte (Imagem: CBMMG/Reprodução)
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar as causas do acidente.

(Imagens cedidas a Itatiaia)
"Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", afirmou o órgão.


Conforme Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião estava em situação regular e tinha certificado de inspeção válido até outubro de 2027. Ele estava registrado para uso privado e não possuía autorização para operações comerciais, como táxi aéreo ou transporte regular de passageiros.


Segundo o superintendente de Operação e Manutenção do Metrô BH, Roberto Fischer Machado, não houve registros de funcionários feridos ou vagão na linha férrea danificado. A circulação dos trens seguiu normalmente.

De acordo com a Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais (Cemig), não foram registrados danos à rede de distribuição de energia na região da estação São Gabriel.

Para permitir o trabalho de bombeiros militares, apenas a eletricidade do pátio de manutenção foi desligada.


Origem e produção da linha Corisco


O Corisco nasceu de um acordo de cooperação firmado em 1974 entre a fabricante brasileira Embraer e a norte-americana Piper Aircraft. O objetivo da parceria era modernizar o parque aéreo do país e reduzir a dependência da importação de aviões de pequeno porte, permitindo a fabricação sob licença em solo nacional.

A versão EMB-711ST Corisco II Turbo chegou às pistas no início da década de 1980, trazendo aperfeiçoamentos aerodinâmicos e estruturais. A principal mudança externa foi a adoção da empenagem em T, desenho em que o estabilizador horizontal fica instalado na extremidade superior do estabilizador vertical, afastando as superfícies de comando do fluxo de ar gerado pela hélice.

Especificações técnicas e motorização

A presença do turbocompressor no motor Continental de seis cilindros garantiu uma vantagem competitiva relevante para o modelo. Enquanto propulsores convencionais aspirados perdem rendimento conforme a altitude aumenta, o sistema turbo manteve a entrega de potência em níveis elevados, assegurando melhor desempenho em pistas com ar rarefeito e climas quentes.

O monomotor apresenta características operacionais que o tornaram frequente em aeroclubes e empresas de transporte privado:
  • capacidade para transportar até quatro pessoas, incluindo os tripulantes;
  • motor com 200 hp de potência acoplado a hélice de passo variável;
  • trem de pouso retrátil operado por sistema eletro-hidráulico;
  • velocidade de cruzeiro estimada em 270 km/h;
  • teto de serviço que pode ultrapassar 5.000 metros de altitude;
  • alcance operacional de até 1.300 quilômetros com reserva técnica.
Com essa autonomia de voo, o monomotor realizava rotas interestaduais sem paradas para reabastecimento. A cabine contava com instrumentação apta para voos visuais e operações por instrumentos, atendendo pilotos que buscavam progressão na carreira ou empresários em deslocamentos regionais.

Longevidade da aeronave no mercado brasileiro

Mesmo com o encerramento da produção há décadas, unidades do modelo seguem em operação regular pelo Brasil. A permanência do avião no mercado decorre da robustez estrutural da fuselagem e da grande disponibilidade de oficinas autorizadas para reparos no território nacional.

Para manter a autorização de voo junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cada exemplar precisa passar por rigorosas vistorias anuais e trocas de componentes por tempo de uso. As causas técnicas e meteorológicas ligadas ao acidente na capital mineira passam por apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Nota: O modelo específico da aeronave envolvida no acidente em Belo Horizonte é datado de 1988. Este artigo apresenta informações sobre o Embraer Corisco II Turbo como contexto da aviação geral brasileira.

Via g1, UOL, Itatiaia, Estado de Minas e ASN

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Motor de avião pega fogo após colisão com pássaro no Grande Recife (PE)

Incidente foi filmado por moradores de Piedade, no Grande Recife, e ocorreu na tarde desta segunda (5). Aeronave voltou à capital pernambucana e aterrissou. Caso será investigado pelo Cenipa.


O motor do Boeing 737-8EH (WL), prefixo PR-GXL, da Gol Transportes Aéreos, pegou fogo no ar sobre o Grande Recife nesta segunda-feira (5), após colisão com um pássaro. Moradores de diversas regiões filmaram a aeronave no céu e as chamas. Também é possível ouvir algumas explosões durante a passagem (veja vídeo aqui).

O avião pertence à Gol Linhas Aéreas, e o motor direito foi a parte afetada pelo problema. A aeronave pousou no Aeroporto do Recife às 13h47. Ela havia saído da capital pernambucana em direção a Guarulhos (SP) e precisou retornar à capital pernambucana.

O vídeos foram gravados por pessoas que moram em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que vai investigar o caso.

Motor de avião em chamas durante voo em Pernambuco (Foto: Reprodução/X)
De acordo com a Gol Linhas Aéreas, a ocorrência é conhecida como "birdstrike", após a colisão de um pássaro com o motor do avião. A aeronave, então, fez um procedimento para queimar combustível para pousar mais leve no Aeroporto do Recife.

Segundo a Aena Brasil, que administra o aeroporto, o voo era o GLO1587. O piloto solicitou retorno ao aeroporto de origem, mas não foi declarada emergência. Após a aterrissagem, os passageiros foram desembarcados.

A Gol informou que o pouso "ocorreu normalmente, sem intercorrências". Segundo a companhia, depois de aterrissar, a aeronave seguiu para manutenção. A empresa afirmou também que "todas as ações referentes a esse voo foram tomadas com foco na segurança".

Um dos passageiros do avião, o programador Thiago Lima disse que ficou sem entender quando começou a ouvir o barulho.

"A gente só escutou estrondos, tipo uns barulhos. E de repente parou de fazer o barulho, foi só estrondos e depois parou. Eu não sei qual foi o procedimento que o piloto fez. A gente ficou sem entender se era o trem de pouso, se era o motor, mas tentei manter a calma", contou.

"Depois de uns 20 minutos, disseram a aeronave iria pousar. Do lado direito, dava para ver o fogo e o pessoal começou a gritar 'fogo, fogo, fogo'. Aí todo mundo começou a gritar e a se desesperar. Mas a comissária de bordo disse para todo mundo se acalmar, ficar quieto, porque o piloto estava fazendo as manobras que precisava. Depois de uns 20 minutos, ele avisou que a aeronave tinha segurança para pousar e que ele iria retornar para pousar", disse o administrador Serafim Baquim, um dos passageiros.

A professora Gorete Alves afirmou que a aeronave chegou a balançar e ela sentiu medo. "Até que fiquei calma, mas a minha nora está muito nervosa. O piloto informou que teve um problema técnico e que a gente iria retornar para o Recife, deu umas voltas para poder pousar", disse.

Avião que pousou no Recife após motor pegar fogo (Foto: Reprodução/TV Globo)
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Cenipa foi notificado sobre o ocorrido e disse que, após a coleta inicial e análise técnica dos dados disponíveis, a ocorrência foi classificada como "incidente aeronáutico".

O caso, de acordo com a FAB, será tratado conforme o Anexo 19 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional e a Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica, que dispõe sobre os Protocolos de Investigação de Ocorrência Aeronáuticas da Aviação Civil.

"As informações relativas à ocorrência encontram-se em fase de consolidação e serão oportunamente disponibilizadas por meio de reporte no Painel SIPAER, acessível no site do Cenipa", afirmou o órgão.

Entenda o 'birdstrike'


Em tradução livre o termo significa 'colisão com ave', e de acordo com a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), é todo choque entre uma aeronave e aves durante o voo ou em operações em solo.

O incidente é comum no Brasil, de acordo com a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) ocorreram no primeiro semestre do ano passado 1.100 casos confirmados, aumento de 33% em comparação à 2024.

Via g1, UOL, CNN e ASN

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Avião de pequeno porte cai na zona rural do Tocantins; duas pessoas morrem

Acidente aconteceu próximo ao Assentamento Mulher Cidadã, em Divinópolis. Técnicos da Força Aérea foram enviados para investigar o acidente.


O avião Embraer EMB-810D Seneca III, prefixo PT-RSN, da Prime Administração Ltda., caiu na tarde de quarta-feira (30), na zona rural de Divinópolis do Tocantins, na região oeste do estado. O acidente foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros. Duas pessoas morreram, segundo apuração da TV Anhanguera.

As duas vítimas da queda de um bimotor em Divinópolis do Tocantins, na região oeste do estado, foram identificadas como o piloto Diego Arantes Rezende, de 38 anos, e o empresário Ebert Rodrigues Sousa, de 45 anos. 

Piloto e empresário morreram em acidente aéreo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Ebert Rodrigues Sousa era empresário e morava em Goiânia. Ele atuava com empresas do ramo de comunicação visual, montagem e instalação de sistemas e equipamentos de iluminação e sinalização.

Diego Arantes Rezende aparece no Registro Aeronáutico (RAB) como proprietário da aeronave. 

O acidente aconteceu na região do assentamento Mulher Cidadã. A aeronave é um bimotor EMB-810D de prefixo PT-RSN. Imagens publicadas pela página Onlines de Paraíso mostram os destroços em meio à vegetação.

(Foto: Onlines de Paraíso/Reprodução)

O presidente da associação dos assentados, Francisco, contou ao g1 que moradores relataram que viram o avião voando baixo e, depois, ouviram um forte barulho de impacto.

Militares da Polícia Militar estiveram na região durante a tarde para fazer buscas pela aeronave. O Corpo de Bombeiros informou que foi chamado por volta de 13h10, após relatos da queda. A aeronave foi localizada às 17h36.

A perícia e a Polícia Militar estão no local. Devido à posição da aeronave, a equipe dos bombeiros ainda não conseguiu confirmar o número de vítimas.

(Foto: Bombeiros/Divulgação)
O registro aeronáutico aponta que a aeronave estava em situação normal com registro válido até novembro de 2026. O avião era privado e não possuía licença para taxi aéreo.

O g1 pediu posicionamento para o operador da aeronave, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou que investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) — órgão regional do CENIPA, com sede em Brasília (DF) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-RSN, no município de Divinópolis do Tocantins (TO).

Via g1, TV Nacional e ASN

Avião cai em São José do Rio Claro, no Médio Norte do Mato Grosso e feridos são socorridos


O acidente com o monomotor Montaer MC-01, prefixo 
PS-FLO, ocorreu na quarta-feira (30/09) às margens da rodovia MT-010, em São José do Rio Claro (270 km de Sinop). O piloto e um passageiro foram socorridos, por bombeiros, e levados à unidade médica. Ambos estavam conscientes e foram levados em uma ambulância.

O atendimento inicial foi de um bombeiro lotado em Tapurah, que estava de folga, e passava pelo local no momento da ocorrência com auxílio de um brigadista florestal. O militar atuou na estabilização das duas vítimas até a chegada das equipes de socorro do Corpo de Bombeiros.


O local foi totalmente isolado para garantir a segurança da área e prevenir novos riscos. O impacto da queda também provocou o rompimento da fiação elétrica, a intervenção da concessionária de energia para o corte da rede foi necessária. O curto-circuito gerou princípio de incêndio em uma plantação de palha de milho próxima, que acabou se extinguindo de forma natural.


Não foi confirmado quem é o dono do avião, onde decolou e o seu destino. A aeronave teve danos na parte inferior da fuselagem, um trem de pouso se desprendeu e parte da asa teve avarias no toque com o solo.

Via Só Notícias, Site Muvuca Popular e ASN

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Tragédia com avião da Gol há 20 anos mudou a investigação de acidentes aéreos

Colisão entre Boeing e jatinho no Mato Grosso matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006.

Empresa mantém memorial com caixa-preta do voo 1907; relatório do Cenipa isentou companhia aérea.

Destruições do avião da Gol na Serra do Cachimbo, no Mato Grosso; tragédia que matou 154 pessoas foi um divisor de águas nas investigações de acidentes aéreos (Foto: Jorge Araújo - 19.abri.2007/Folhapress)
No hall do oitavo andar da sede da companhia aérea Gol na zona sul de São Paulo há duas estruturas de acrílico de tamanhos iguais. Uma está vazia. A outra guarda uma das caixas-pretas (na verdade, é laranja) do Boeing 737 de matrícula PR-GTD. Há 20 anos, uma investigação no ar com esse avião causou a segunda maior tragédia da aviação brasileira , com 154 mortos.

Em 29 de setembro de 2006, o voo 1907 foi de Manaus para o Rio de Janeiro, com escala em Brasília . O avião colidiu no ar com um jato executivo Embraer Legacy 600, de matrícula americana, que voava de São José dos Campos (SP) para Fort Lauderdale (EUA). Nenhuma das pessoas a bordo do 737 sobreviveu.

O choque ocorreu a cerca de 37 mil pés de altitude, na região da Serra do Cachimbo, no norte de Mato Grosso.

O Legacy perdeu parte da ponta da asa e sofreu outros danos, mas ocorreu controlável e pousou na base aérea do Cachimbo, no sul do Pará. Os dois pilotos foram condenados, mas não cumpriram pena e moram nos Estados Unidos. Havia mais cinco pessoas na aeronave e todos sobreviveram.

O Boeing ficou sem cerca de um terço da asa esquerda. Incontrolável, se desintegrou durante a queda, em uma área de mata fechada.

A Gol não se manifesta oficialmente sobre a caixa preta exposta. Mas a reportagem viu o memorial durante visita à empresa em junho.

Há uma menção no local. “Que as lições aprendidas nesse acidente reafirmam nosso compromisso com a segurança de nossos clientes, colaboradores e parceiros”, diz texto em uma placa junto à estrutura.

O final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Força Aérea Brasileira) não incluiu falhas da tripulação da Gol ou da companhia que contribuíram para as seções.

Memorial com caixa preta de Boeing da Gol manter pela empresa em
sua sede na zona sul de São Paulo (Foto: Fábio Pescarini/Folhapress)
Mas essa tragédia ajudou a provocar mudanças na forma como esses acidentes são investigados no Brasil.

A purificação inclui uma cadeia de fatores que contribuíram para a queda, principalmente relacionada à operação do Legacy e ao controle de tráfego aéreo.

O Cenipa já tinha a missão de identificar causas e prevenir novas ocorrências, mas a queda do avião da Gol em 2006 reforçou a necessidade de separar essa apuração das investigações relacionadas a crimes e responsabilidades.

A mudança foi incorporada ao Código Brasileiro de Aeronáutica pela Lei 12.970, de 2014. Desde então, ficou mais claro que o Cenipa investiga as causas dos acidentes para definir medidas que ajudem a prevenir novas tragédias.

Enquanto isso, a polícia, o Ministério Público e a Justiça apuram possíveis responsabilidades legais, inclusive na esfera criminal. Em 2024, o STF confirmou a validade do modelo.


A partir de investigação da polícia e de denúncia do MPF (Ministério Público Federal), controladores de voo (militares) foram condenados a pelo menos dois anos de reclusão e excluídos das forças armadas.

“O caso marcou um precedente inédito no país. Foi a primeira responsabilização criminal com esse formato na história da aviação brasileira”, disse o especialista em segurança de voo Douglas Avedecian.

Para ele, o acidente do Gol 1907 produziu efeitos importantes, inclusive mundialmente.
No Brasil, ele destaca o aumento gradual do número de controladores de tráfego aéreo, investimentos em radares, softwares e sistemas de comunicação, e a prosperidade do processo de contribuições da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) como órgão regulador.

"Conforme a recomendação do Cenipa, foram ajustados treinamentos e reciclagens dos motoristas com ênfase na proficiência da língua inglesa, do inglês técnico [para pilotos e motoristas]", diz.

Para Avedikian, o acidente mostrou falhas que envolveram não apenas os pilotos, mas também o controle de tráfego aéreo, equipamentos e procedimentos.

Entre os pontos centrais estavam a perda do sinal do transponder do Legacy, que tirou o avião do radar e o fato dos pilotos não perceberam os alertas de que o equipamento e o sistema anticolisão TCAS estavam fora de operação.

No caso do jatinho, o transponder passou para o modo de espera sem que os pilotos percebessem. O sinal de altitude deixou de aparecer no radar e o TCAS não funcionou como deveria.

O especialista diz que a investigação sobre o acidente levou a melhorias na ergonomia das cabines e nos alertas de sistemas críticos a bordo, além de reforço nos treinamentos em simuladores.

À Folha, a Força Aérea afirma que a investigação do acidente recomenda atualização nos manuais de voo e mais rigor com as ordens dadas aos pilotos.

O QUE MUDOU


Investigação

Ajudou a consolidar o modelo no qual o Cenipa faz uma investigação voltada à prevenção, separada da apuração criminal.

Tecnologia

Leve as recomendações específicas para tornar mais evidente a perda da capacidade do transponder/TCAS e melhorar a proteção contra colisões em voo.

Controle do tráfego aéreo

Mostrou uma necessidade de ocorrência imediata à perda de transponder, às discrepâncias de altitude e às falhas de comunicação e coordenação.

Legislação

O acidente ajudou a desencadear a CPI do Apagão Aéreo e mudou o Código Brasileiro de Aeronáutica.

Aos 70 anos, na reserva e atualmente piloto de acrobacias, o major-brigadeiro Jorge Kersul Filho lembra aqueles dias hoje em que ocorre um acidente aéreo.

Ele estava prestes a assumir o comando do Cenipa, e a queda do Boeing acelerou a transição, que também alterou uma mudança na legislação.

Kersul havia acabado de chegar em casa do trabalho no fim da tarde de 29 de setembro, quando o telefone tocou com a ordem para voltar à base, pois havia um avião comercial desaparecido —o choque ocorreu às 16h56.

Como era o oficial disponível no momento no Comaer (Comando de Aeronáutica), foi escalado para ficar à frente de um possível resgate.

No início do dia seguinte, um sábado, ele embarcou para a Serra do Cachimbo.


A transição de comando do Cenipa ocorreu enquanto Kersul estava na região do acidente, onde foi responsável por toda a cooperativa de resgate dos corpos.

“Saí de Cachimbo na quinta-feira para assumir oficialmente às 9h da sexta [em Brasília] e já voei de volta”, conta.

O oficial coordenou toda a logística e infraestrutura, desde a abertura da primeira clareira para pouso de helicópteros até a organização na fazenda Jarinã, a 40 milhas do local da queda do avião, onde a Aeronáutica montou um centro de operações, e na base aérea do Cachimbo, no sul do Pará.

Ao todo, a operação levou 54 dias até o resgate do corpo do banco Marcelo Paixão Lopes, o último a ser retirado do local. “Deus colocou as melhores pessoas do meu lado”, afirma o ex-comandante do Cenipa.

As memórias do oficial estão no livro "Ninguém Ficou para Trás: A Operação de Busca e Resgate do Voo 1907", escrito há dez anos por sua irmã, a jornalista Maria Tereza Kersul.


Em nota, a Gol diz que a memória e o respeito aos passageiros e tripulantes do voo G3 1907 e aos seus familiares permaneceram na empresa, 20 anos depois.

“O aprendizado gerado por este trágico evento, causado pela atuação irresponsável de outro operador aéreo, está presente na aviação e na companhia, orientando continuamente nosso compromisso com a segurança, valor número 1 da Gol”, diz o trecho.

“A Gol, em seus 25 anos de atuação, sempre adotou padrões internacionais de segurança e fortalece seus processos e sua cultura de segurança operacional continuamente”, afirma. "Nossa história de atuação sempre esteve em conformidade com os procedimentos operacionais e de segurança vigentes. Acreditamos que a segurança na aviação é missão coletiva e deve ser integrada por todos os agentes do setor."

sábado, 26 de setembro de 2026

Acidente com avião planador deixa piloto ferido em Getúlio Vargas, no norte do RS

Aeronave caiu perto da cabeceira da pista depois de bater em fios da rede elétrica.


O planador IPE KW-1 Quero-Quero prefixo PP-FTG, da Associação Aerodesportiva de Getúlio Vargas - AAGV, caiu na tarde deste sábado, 26, em Getúlio Vargas, no Norte do RS, e deixou o piloto ferido. O acidente aconteceu por volta das 15h15min, nas proximidades da cabeceira do aeroporto do município.


Conforme o Corpo de Bombeiros, a aeronave, que não possui motor e utiliza correntes de ar para permanecer em voo, decolou do aeroporto e caiu após atingir fios da rede elétrica.


Apenas o piloto estava a bordo. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital São Roque, em Getúlio Vargas. Até a publicação da reportagem, o estado de saúde não havia sido divulgado.

Os bombeiros informaram que não havia risco de incêndio no local, pois não foi identificada presença de combustível na aeronave.

Via grupoahora.net.br, abcmais.com e ANAC - Fotos: Corpo de Bombeiros Militar de Getúlio Vargas (RS)

Avião faz pouso às pressas em aeroporto de Joinville (SC), mobiliza bombeiros e fecha pista

Aeronave que decolou de Itapoçu precisou de apoio dos bombeiros durante pouso; pista ficou fechada por cerca de 35 minutos no aeroporto de Joinville, no Norte de SC.

Aeronave precisou de acompanhamento dos bombeiros durante pouso de emergência
no Aeroporto de Joinville (Foto: Diego Ronchi/Reprodução/ND Mais)
O avião Cirrus SR22T, prefixo PP-AOA, precisou de acompanhamento do Corpo de Bombeiros durante um pouso de emergência nesta sexta-feira (25), no Aeroporto de Joinville, no Norte de Santa Catarina. A princípio, ninguém ficou ferido.

A aeronave havia decolado de Itapoçu, próximo a Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte catarinense. Pela comunicação de rádio, foi possível acompanhar a situação, mas ainda não há confirmação sobre o que motivou a necessidade de auxílio.

Uma das possibilidades é que o procedimento tenha relação com um problema no pneu, mas não foi esclarecido se a situação foi identificada antes ou depois do pouso.


Os bombeiros acompanharam todo o procedimento. Logo depois, a aeronave conseguiu se deslocar sozinha até o pátio do aeroporto.

Em nota ao ND Mais, a assessoria do Aeroporto de Joinville confirmou a ocorrência envolvendo uma aeronave da aviação geral e o acionamento dos bombeiros para apoio operacional. “Não houve registro de vítimas ou de ocorrência grave”, informou a assessoria.

A pista permaneceu fechada durante o procedimento, e o aeroporto ficou sem operações por aproximadamente 35 minutos. Após a avaliação e a liberação da pista, os voos foram retomados normalmente.

Via ND Mais e ASN

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Avião de pequeno porte faz pouso forçado, na Grande João Pessoa

Pouso forçado de avião não registrou feridos na área de Aeroporto localizado em Santa Rita, na Grande João Pessoa.


A aeronave de pequeno porte Cessna 152, prefixo PR-CHF, de responsabilidade do Aeroclube de Pernambuco, fez um pouso forçado na tarde desta quinta-feira (24), na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Duas pessoas estavam dentro do avião, o piloto e uma aluna. Ninguém ficou ferido.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 15h30 para a região do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto. A aeronave fez o pouso em uma região de mato nas proximidades de um viaduto do bairro Tibiri.

Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, não houve registro de fogo na aeronave e as pessoas que estavam dentro não precisaram passar por atendimento médico. A aeronave vinha da cidade de Igarassu, em Pernambuco, e com destino para o Rio Grande do Norte.

O Corpo de Bombeiros informou ainda que na tentativa de pouso forçado, a aeronave chegou a encostar em fios de internet, mas danos maiores não foram registrados.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Pelo registro da aeronave junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião era registrado para treinamento de pilotos por parte da Escola de Aviação do Aeroclube de Pernambuco. Em nota, a entidade disse, inclusive, que "todos os ocupantes estão bem e em segurança" e que reforça o "compromisso com a segurança operacional e com a formação de pilotos".

O aeroclube também disse que autoridades competentes já foram informadas sobre o ocorrido. A situação da aeronave está registrada como "normal" no site da Anac.

Via g1

Avião indo para o Rio tem problema e volta a MG; Gol teve 2 falhas em 1 dia

(Imagem: flightradar24)
O 
Boeing 737-8EH, prefixo PR-GUJ, da Gol, que seguia do Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para o Rio de Janeiro precisou retornar à cidade mineira após apresentar problemas técnicos na manhã do dia 23.

A aeronave faria o voo G3 2023 para o Aeroporto do RIOgaleão, no Rio de Janeiro. A companhia aérea, no entanto, disse que ela apresentou problemas técnicos e retornou, aterrissando às 11h58, sem intercorrências.

O trajeto foi registrado pelo FlightAware. O registro mostra que o avião deixou Confins e chegou a avançar, mas realizou algumas voltas na região próxima a Belo Horizonte antes de retornar.

Os clientes foram acomodados em voos seguintes. "Todas as ações referentes à operação foram tomadas com foco na Segurança, valor número 1 da GOL", escreveu a empresa em nota.

Ontem à noite, um outro avião da companhia teve a viagem cancelada. A aeronave, que faria o voo G3 1747 com destino ao Aeroporto Internacional de Brasília, apresentou uma falha técnica em um dos motores durante a decolagem no Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia.

Via UOL e flightradar24

Avião de carga faz pouso de emergência em Viracopos após colidir com um pássaro

Cargueiro da FedEx retornou em segurança ao terminal em Campinas, destacou a empresa. Site de monitoramento de voos mostrou o avião sobrevoando Holambra (SP) e Jaguariúna (SP) antes do pouso.


Um avião de carga da FedEx fez um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (24). Segundo a empresa, a aeronave precisou retornar após colidir com um pássaro.

"A aeronave pousou em segurança e não houve qualquer incidente durante o retorno. A empresa está avaliando os danos e trabalhando para minimizar eventuais impactos nos prazos de entrega das cargas decorrentes dessa ocorrência", informou em nota.

(Foto: Reprodução/Flight Radar)
Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, a aeronave partiu do terminal para os Estados Unidos, mas retornou e pousou em segurança às 17h57.

Imagens do site de monitoramento de voos FlightRadar mostram o avião realizando manobras sobre a região de Campinas antes do pouso, sobrevoando as cidades de Holambra (SP) e Jaguariúna (SP).


A concessionária informou que todos os procedimentos previstos para situações de emergência foram adotados.

Via g1

Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

Aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT (Foto: Reprodução)
O avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União), Neiva EMB-810D Seneca III, prefixo PT-VOD, realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã da terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

"Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado", informou a empresa de táxi aéreo.

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (VEJA O VÍDEO AQUI). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

Via g1

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Motor de avião pega fogo durante decolagem no aeroporto de Goiânia

Problema mecânico em motor obrigou o cancelamento de voo com destino a Brasília na noite desta quarta-feira (23). Aeroporto ficou fechado temporariamente para pousos e partidas.


O motor do Boeing 737-8EH, prefixo PR-GUJ, da companhia aérea Gol, teve problemas técnicos durante a decolagem, na noite de quarta-feira (23), no Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia. Um passageiro filmou o fogo (veja vídeo aqui). Com isso, a pista de pousos e decolagens ficou temporariamente fechada.

De acordo com a companhia aérea, o voo tinha como destino o aeroporto de Brasília (BSB) e apresentou problemas técnicos em um dos seus motores. A companhia esclareceu ainda que o voo foi cancelado.

"Todas as ações referentes à operação foram tomadas dentro dos protocolos e com foco na Segurança, valor número 1 da Gol", disse a Gol.

Avião pega apresentou fogo em um dos motores (Foto: Reprodução)
De acordo com a Gol, todos os passageiros do voo G3 1747, que sairia de Goiânia com destino a Brasília desembarcaram em segurança. A Gol disse ainda que os passageiros impactados receberão as tratativas previstas pela resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e serão acomodados em próximos voos da Companhia.

A administração do aeroporto de Goiânia disse que a pista ficou fechada entre 18h40 e 20h17. Esclareceu ainda que depois de concluir os procedimentos de segurança necessários pela equipe do aeroporto, como limpeza e inspeção da pista, as operações foram retomadas.

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Via g1 e flightradar24

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cantor Rick e mais 4 morrem após queda de helicóptero em SC

Destroços são encontrados. Informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros no começo da tarde desta terça-feira (22), cerca de 24 horas após o desaparecimento.


Os destroços do helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR, da JTA Empreendimentos e Urbanismo, com o cantor Rick, da dupla com Renner, que desapareceu na Serra de Santa Catarina, foram encontrados nesta terça-feira (22) na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici. Cinco corpos foram localizados, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Destroços do helicóptero que levava Rick e outros 4 (Foto: Reprodução/NSC TV)
Após o avistamento dos destroços pelo ar, as equipes terrestres levaram cerca de três horas de caminhada desde o ponto em que as viaturas pararam até o local do acidente, em área de mata fechada e íngreme, informou o Corpo de Bombeiros Militar.

As seguintes pessoas estavam no helicóptero:
  • cantor Rick Sollo;
  • empresário Bruno Avelar;
  • videomaker Paulo Soares;
  • piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo;
  • copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Mortos em queda de helicóptero: cantor Rick, empresário Bruno Avelar, videomaker Paulo Soares, piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e copiloto Leopoldo Barros Teixeira (Foto: Reprodução)
Em função da região de difícil acesso, a retirada dos corpos foi feita de forma aérea, com uso de cordas.

A área de Santa Bárbara, onde caiu o helicóptero, tem muitos morros e mata fechada. O caminho até o acesso mais próximo é por estrada de terra, bloqueadas pela PM por questão de segurança.

A altitude na região se aproxima de 1.700 metros, uma das mais altas de Santa Catarina, informou o prefeito, Leandro de Souza Corrêa. "Realmente é só quem conhece o local lá, que anda a cavalo, para chegar nas matas, nas trilhas", declarou o prefeito.

Nevoeiro em região de buscas por helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)
Segundo a FAB, toda a região registrava teto baixo (nuvens baixas) no dia do acidente. O local também apresentava chuva forte e ventos intensos que, combinados ao relevo do terreno, causam forte turbulência.

Os corpos foram retirados dos destroços com auxílio de cordas e chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis por volta das 18h, segundo a Polícia Científica.

Chegada dos corpos a Florianópolis de vítimas de queda de helicóptero
(Foto: Polícia Científica/Divulgação)
A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21) após decolar de Porto Belo, no Litoral Norte, durante a manhã. O destino era São Joaquim, na Serra, em uma viagem de cerca de 190 quilômetros.

A região onde os destroços foram encontrados tem áreas que variam entre montanha, planície e mata fechada.

A operação de buscas contou com uma aeronave, que encontrou os destroços, aproximadamente 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas, e drones com capacidade de identificação térmica.

Em função da região de difícil acesso, a retirada foi feita de forma aérea, com uso de cordas. Após a remoção, os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis, onde vão passar pelos exames periciais.

O helicóptero envolvido no acidente (Foto: JCSPOTTER/JetPhotos)
O helicóptero é um Bell 430, fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está com a situação regular e tem certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027.

Quem foi Rick Sollo

Geraldo Antônio de Carvalho, o Rick, nasceu no Tocantins em 5 de dezembro de 1966. Ele se mudou com a família para Brasília aos seis anos e começou a cantar em bares aos nove, ao lado de uma das irmãs, chegando a ter problemas com o Juizado de Menores por sua pouca idade. Ele faria 60 anos em dezembro.

A dupla Rick e Renner foi formada nos anos 1980, em Brasília, e começou a fazer sucesso nos anos 1990, antes da explosão do chamado sertanejo universitário, que renovou o estilo.

Entre os principais sucessos da dupla estão "Ela é demais" (do refrão "uma deusa, uma louca, uma feiticeira") e "Nos bares da cidade".

Como Rick e Renner se conheceram

A dupla Rick e Renner foi formada em meados dos anos 1980. O parceiro de Rick era Ivair Reis Gonçalves, o Renner, nascido em Brasília em 19 de novembro de 1971.

Renner começou a cantar rock aos 14 anos. Aos 16, tornou-se pai e passou a ajudar a sustentar a família com o dinheiro que ganhava com a música.

Rick e Renner começaram a carreira se apresentando em bares e chegaram a gravar um LP independente. A dupla recebeu ajuda de Zezé Di Camargo e Luciano, que os apresentaram ao produtor Manoel Nenzinho Pinto.

A parceria abriu caminho para a gravação do primeiro disco pela gravadora Continental. Entre os destaques do álbum estavam músicas como "Preciso te Encontrar", "Você Decide", "Olhando nos Teus Olhos", "Mal de Amor" e "A Gente Sempre se Entende".

Depois do primeiro trabalho, os dois se mudaram para São Paulo para dar continuidade à carreira artística.

Via g1 e Metrópole