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Um avião que transportava o deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) precisou fazer um pouso forçado neste sábado (18/7). O caso foi relatado pelo próprio deputado nas redes sociais.
O avião de pequeno porte Neiva EMB-810D Seneca III, prefixo PT-VQG, registrado para a empresa Imperamaq Locações e Construções Ltda., que transportava o deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) realizou um pouso de emergência na tarde deste sábado (18) em uma fazenda na zona rural de Timon, no leste do Maranhão. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. As informações foram confirmadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão ao Cidadeverde.com.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave apresentou falha em um dos motores logo após decolar de Teresina, no Piauí. O piloto conseguiu realizar um pouso forçado em segurança em uma propriedade rural localizada no município maranhense.
Além do deputado, estavam a bordo dois pilotos e outros dois passageiros. Conforme o Corpo de Bombeiros, todos saíram ilesos e não houve necessidade de atendimento médico.
Segundo as informações repassadas ao Cidadeverde.com pelo Corpo de Bombeiros do Maranhão, equipes da corporação foram acionadas para a ocorrência e constataram que o pouso ocorreu sem vítimas. As circunstâncias que provocaram a falha mecânica deverão ser investigadas pelos órgãos responsáveis pela aviação civil.
Em vídeo publicado nas redes sociais após o incidente, Hildo Rocha afirmou que todos os ocupantes da aeronave saíram ilesos e agradeceu pelas mensagens de apoio.
"Graças a Deus foi apenas um susto, uma aterrissagem forçada no avião que eu vinha de Teresina para a cidade de Balsas. Minha agenda continua normalmente. Agradeço a Deus pelo dom da vida e por não ter tido nenhum mal sequer a qualquer pessoa, nem aos tripulantes, nem aos passageiros que estavam dentro do avião", afirmou o deputado.
A aeronave havia partido de Bacabal (MA), fez uma parada para abastecimento em Teresina e seguia viagem quando apresentou o problema técnico. Após o incidente, o deputado Hildo Rocha e os demais ocupantes seguiram viagem por outros meios para cumprir agenda política em São Pedro dos Crentes, no sul do Maranhão.
O caso será apurado para identificar as causas da falha no motor que levou ao pouso de emergência.
Aeronave aterrissou de forma emergencial no quintal de uma residência após apresentar problema mecânico durante o voo.
O helicóptero Aérospatiale AS 350B2 Ecureuil, prefixo PR-CNS, registrado para a empresa Canopus Construções Ltda., teve que realizar um pouso forçado no quintal de uma residência no povoado Canastra, zona rural de José de Freitas, no Norte do Piauí, na manhã desta quinta-feira (16). Apesar do susto, ninguém ficou ferido. A informação foi confirmada ao Portal O Dia pelo secretário municipal de Segurança Pública de José de Freitas, George Lancaster. A aeronavem pertence a uma construtora.
Segundo as primeiras informações, uma peça da aeronave teria se desprendido durante o voo. Ao perceber o problema mecânico, o piloto manteve o helicóptero em baixa altitude e procurou um local seguro para realizar o pouso de emergência, conseguindo aterrissar no quintal de uma residência da comunidade.
As pessoas que estavam a bordo (seis, segundo informações de populares) seriam moradores de Teresina e de União. As causas do incidente ainda deverão ser apuradas. Até o momento, não há informações sobre o que provocou o desprendimento da peça nem sobre as condições da aeronave após o pouso. Equipes do 16º Batalhão da Polícia Militar também foram deslocadas para a área.
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) vem por meio desta nota informar que o pouso forçado registrado na manhã desta quinta-feira (16), entre os municípios de União e José de Freitas, envolveu um helicóptero particular após a identificação de um problema técnico.
Esclarece ainda que, o secretário da Segurança Pública, Antonio Luiz, estava em um helicóptero da Polícia Militar do Piauí, distinta da envolvida na ocorrência, e que o pouso da aeronave da PM-PI se deu apenas para prestar apoio.
Funcionário da fazenda onde o pouso foi feito avisou a polícia quando viu o avião pegando fogo. Foram encontrados cerca de 300 kg escondidos na mata.
Um avião Cessna carregado de cocaína fez um pouso forçado em uma fazenda em Itarumã, na região sudoeste de Goiás. De acordo com apuração da TV Anhanguera, o caseiro da propriedade viu o avião pegando fogo e acionou a polícia, que encontrou cerca de 300 kg de cocaína escondidos em uma área de mata perto de onde o avião fez o pouso. O piloto não foi encontrado.
O pouso aconteceu nesta quarta-feira (15), na zona rural do município. O Batalhão Rural foi acionado por causa do incêndio, mas quando chegou ao local encontrou a aeronave e a carga de droga escondida na mata.
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Nas imagens, a parte central do avião aparece completamente destruída pelas chamas. De acordo com apuração do repórter Cássio Ramos, a hipótese da polícia é que o piloto escondeu a droga logo depois que o avião começou a pegar fogo e fugiu.
Uma perícia ainda deve identificar o tipo de aeronave que pegou fogo, para onde estava indo, de onde partiu e quem seria o destinatário da carga de droga.
A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos relatou que a aeronave declarou emergência e o pouso ocorreu de forma segura às 9h41, deste sábado (11).
Voo AD2943 declarou emergência e retornou para Viracopos, em Campinas (Imagem: FlightRadar24/reprodução)
O avião Airbus A320-251N, prefixo PR-YYA, da Azul, que decolou de Campinas (SP) e tinha como destino Manaus (AM), fez um pouso de emergência às 9h41 deste sábado (11), no aeroporto Viracopos. A informação foi confirmada pela concessionária Aeroportos Brasil Viracopos.
Em nota ao g1, a Azul negou que se tratava de um pouso de emergência. Segundo a empresa, era uma solicitação, de forma preventiva, de prioridade para pouso. A companhia ainda disse que o pouso foi motivado por motivos técnicos na aeronave, mas não citou quais.
"Assim que piloto do voo AD2943 declarou emergência, o aeroporto acionou imediatamente todos os protocolos de contingência", afirma a concessionária do aeroporto.
Nos áudios obtidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, o piloto disse à torre de pouso que estava com uma "falha no sistema hidráulico amarelo" da aeronave e pediu para realizar um checklist no equipamento — escute no áudio abaixo.
"Pan-Pan, estamos com falha do sistema hidráulico amarelo da aeronave, a gente vai manter essa posição, ainda não sei quantas esferas ainda vamos fazer na presente posição", disse o piloto à equipe do aeroporto de Campinas.
Devido à falha, o piloto declarou PAN-PAN, um código usado para informar que há um problema operacional e solicitar prioridade para pouso.
Diferentemente do Mayday, que indica uma emergência grave e risco iminente, o PAN-PAN sinaliza uma situação que exige atenção, mas que não coloca a aeronave em perigo imediato.
A concessionária também informou que apenas um voo foi impactado por causa da ocorrência, sendo desviado para o Aeroporto de Guarulhos e que a operação de pousos e decolagens foi retomada normalmente após o pouso da aeronave.
A Azul afirmou que os clientes impactados receberam a assistência e foram reacomodados em outra aeronave, que decolou com destino a Manaus, e lamentou eventuais transtornos.
O avião monomotor Cessna 172A Skyhawk, de prefixo PT-BGW, da Aerosae Serviço Aéreo Especializado Ltda., operado pela Topocart realizou um pouso forçado na tarde de quarta-feira (8) na rodovia estadual PI-229, no trecho entre os municípios de Jaicós, na região da Chapada do Vale do Itaim, e Campo Grande do Piauí, no sudeste do estado. Os dois ocupantes da aeronave saíram ilesos após a manobra.
A ocorrência foi registrada por volta das 16h, nas proximidades das fábricas de cerâmica, a cerca de cinco quilômetros da sede de Jaicós, no sentido Campo Grande do Piauí. O pouso chamou a atenção de motoristas que trafegavam pela rodovia no momento da operação.
De acordo com informações preliminares, a aeronave havia decolado de Caruaru, no Agreste Central de Pernambuco, e tinha como destino o Aeroporto Regional de Picos. Durante o deslocamento, o piloto identificou uma situação de emergência elétrica e precisou alterar para realizar um pouso seguro.
Segundo os relatos iniciais, o piloto chegou a tentar realizar o pouso no aeródromo de Jaicós, mas, diante das circunstâncias e da necessidade de uma intervenção rápida, não houve tempo suficiente para concluir a aproximação até a pista do local. Com isso, a decisão foi direcionar a aeronave para um trecho da PI-229 que apresentava condições mais adequadas para a realização do pouso forçado.
A manobra foi realizada com sucesso e os dois ocupantes não sofreram ferimentos. Não houve registro de colisão com outros veículos ou danos a terceiros que utilizavam a rodovia no momento da ocorrência.
Relatos preliminares indicam que a condução do piloto foi determinante para a realização de um pouso controlado. A escolha do local e a execução da manobra evitaram maiores consequências diante da situação enfrentada durante o voo.
Após o pouso, equipes da 3ª Companhia do 20° Batalhão Polícia Militar foram acionadas e estiveram no local para auxiliar na organização do trânsito, garantir a segurança dos motoristas e acompanhar os procedimentos iniciais relacionados à aeronave.
O caso deverá ser acompanhado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável por apurar ocorrências envolvendo aeronaves civis, que irá analisar as condições do voo, identificar possíveis fatores contribuintes e verificar.
Caso, que ocorreu dia 1º de junho, está sendo investigado pelo Cenipa.
Um fragmento compatível a uma peça de drone foi encontrada no Boeing 737-8SH, prefixo LV-GGK, da Aerolíneas Agentinas, que pousou no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte, na última semana, informou o RIOgaleão neste domingo (5).
O caso ocorreu no último dia 1º de junho, no avião que fez o voo AR-1268. Segundo a concessionária que administra o aeroporto, a equipe de manutenção da companhia aérea reportou a identificação do um fragmento compatível com peça de drone na aeronave.
"Não é possível determinar em que momento do voo ocorreu o possível impacto. Na data, não havia nenhuma operação autorizada com drones na área do aeroporto. O caso está sendo investigado pelo CENIPA", acrescentou o Riogaleão.
Fragmento de drone foi encontrado em avião da Aeroníneas Argentinas no Galeão (Foto: Reprodução/SpotterPrado)
O Cenipa informou que já foi notificado da ocorrência. "Após a coleta e a análise técnica dos dados, a ocorrência foi classificada como incidente aeronáutico e tratada em conformidade com os protocolos estabelecidos no Anexo 19 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional e na Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-13, que estabelece os Protocolos de Investigação de Ocorrências Aeronáuticas da Aviação Civil Conduzidas pelo Estado Brasileiro", informou o Centro.
Aeronave apresentou falha técnica na pista antes da decolagem; voo foi cancelado 40 minutos depois.
Um voo da Latam com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi cancelado na madrugada desta segunda-feira (6) após a aeronave apresentar uma pane técnica durante o procedimento de decolagem no Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina.
O voo estava programado para partir às 2h40, mas a decolagem foi interrompida após uma frenagem brusca ainda na pista. Em seguida, o comandante informou aos passageiros que havia sido identificada uma falha técnica na aeronave.
Após o incidente, os ocupantes permaneceram cerca de 40 minutos dentro do avião enquanto a companhia realizava avaliações junto à equipe técnica. Ao fim da análise, a Latam optou por cancelar o voo por questões de segurança.
A interrupção da viagem provocou apreensão entre os passageiros, que relataram momentos de tensão durante a tentativa de decolagem. Segundo relatos, a expectativa era de que a aeronave levantasse voo, mas a frenagem inesperada causou preocupação entre quem estava a bordo.
Segundo um passageiro, “o avião foi decolar e de repente teve uma freada brusca. O piloto avisou que estava com problema técnico, aguardamos por cerca de 40 minutos dentro da aeronave e em contato com São Paulo resolveram cancelar o voo por medida de segurança”, disse o passageiro, que estava com a família decolando de Teresina para São Paulo.
Segundo ele, foram momentos bastante apreensivos. “Pensei que não sairia vivo, foram instantes de muita tensão”, disse.
Após o cancelamento, a companhia informou que os passageiros receberiam novas opções de voos para seguir viagem ao destino final.
Até publicação desta reportagem, a Latam ainda não havia divulgado a causa da pane técnica nem informações sobre quando a aeronave será liberada para operar.
Tripulação seguiu os protocolos de segurança da empresa e pousou normalmente em Guarulhos, destino final do voo.
(Imagem: flightradar24)
A aeronave Airbus A320-214, prefixo PR-MYN, da companhia aérea Latam, se chocou com um animal de pequeno porte no aeroporto de Ilhéus, na Bahia, durante o procedimento de decolagem do voo LA 4603 nesta sexta-feira (3).
Em contato com a Jovem Pan, a empresa afirmou que a tripulação seguiu os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, mas não precisou alterar o plano de voo.
Ainda segundo a companhia, o avião pousou normalmente em Guarulhos e dentro do horário esperado, sem causar inconvenientes para os passageiros da aeronave.
Confira a nota da Latam na íntegra:
“A LATAM Airlines Brasil informa que a aeronave que operou o voo LA 4603 (Ilhéus–São Paulo/Guarulhos), nesta sexta-feira (03/07), colidiu com um animal de pequeno porte durante o procedimento de decolagem.
Em conformidade com os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, a tripulação informou os órgãos de controle de tráfego aéreo envolvidos e a companhia. O voo prosseguiu normalmente até São Paulo/Guarulhos. O pouso ocorreu dentro do horário previsto e em total segurança, assim como o desembarque dos passageiros.
A LATAM reforça que todas as decisões operacionais são sempre tomadas com base em rigorosos protocolos de segurança, preservando, em todos os momentos, a integridade de seus clientes e tripulantes.”
A trajetória do voo nessa tarde de hoje (Imagem: AirNav Radar)
Um avião que decolou do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, nesta tarde de terça-feira, dia 30 de junho, foi logo desviado e levado para um pouso de volta na origem.
No vídeo disponibilizado a seguir, que mostra a live diária do canal “Golf Oscar Romeo” no YouTube, é possível assistir ao pouso buscando o horário de 16h37:
Como visto nas cenas acima, o voo era o LA-3244, feito pelo Airbus A321-231 de matrícula PT-MXN, da LATAM Brasil. Ele decolou de Guarulhos às 16h06, mas, quando estava chegando a 8 mil pés de altitude, a subida foi interrompida e a trajetória de voo foi alterada.
Os pilotos colocaram o avião em trajetória de espera em voo (órbita), porém, 10 minutos depois, já direcionaram o A321 de volta para o aeroporto.
Apesar do retorno, o pouso foi realizado sem intercorrências, às 16h38, e sem nenhum chamado de prioridade, como quando é declarada urgência (“PAN PAN”) ou emergência (“MAYDAY”).
O AEROIN entrou em contato com a LATAM para solicitar mais informações e a companhia reportou o seguinte:
“A LATAM Airlines Brasil informa que o voo LA3244 (São Paulo/Guarulhos–Porto Seguro), desta terça-feira (30/6), precisou retornar ao aeroporto de origem após um episódio de bird strike (colisão com pássaro), fato totalmente alheio ao controle da companhia. Após a substituição da aeronave, o voo prosseguiu viagem, com previsão de chegada a Porto Seguro às 20h38 (horário local). A companhia ressalta que segue rigorosamente os mais elevados padrões técnicos e operacionais, tendo a segurança dos clientes e tripulantes como prioridade absoluta.”
O Brasil vivia a ressaca do título na Copa do México, mas esse assunto não podia estar mais distante da cabeça dos quatro jovens de 19 a 24 anos que se reuniram na Praça Quinze, no Centro do Rio, para dar o passo que mudaria suas vidas pra sempre.
Dez dias após o "capitão do Tri", Carlos Alberto Torres, levantar a taça Jules Rimet no Estádio Azteca, em 1970, os namorados Colombo Vieira e Jessie Jane e os irmãos Eiraldo e Fernando de Palha Freire só pensaram em um voo da companhia Cruzeiro do Sul com destino a Buenos Aires. Não porque queria curtir um tango na Argentina. Armados com dois revólveres e uma pistola, eles pretendiam concluir a viagem ouvindo mambo em Cuba.
A missão havia sido iniciada uma semana antes, no apartamento onde Colombo morava, na Rua Doutor Sardinha, no bairro de Santa Rosa, em Niterói. De passagens em mãos, eles se encontraram na Praça Quinze e partiram para o Aeroporto do Galeão. Os dois revólveres, de calibres 38 e 45, estavam sob o vestido de Jessie, enquanto uma pistola Bereta fora escondida num sapato de Eiraldo.
Como a segurança nos aeroportos era quase inexistente, era fácil embarcar no avião Sud Aviation SE-210 Caravelle VI-N, prefixo PP-PDX, da Cruzeiro do Sul (foto acima), com as armas.
A aeronave estava pronta para operar o voo 105, um voo internacional de passageiros do Rio de Janeiro com destino a Buenos Aires, na Argentina, com escala programada em São Paulo, levando a bordo sete tripulantes e 30 passageiros.
A tripulação era composta por: Harro Cyranka (comandante), Herman Schindler (1° oficial), Wilson Fernandes Sanches (2.° oficial), Irene Alves de Medeiros, Maria Nilma Moreira, Luís Carlos Valença e Rossini de Medeiros (comissários).
No momento em que o grupo sequestrador invadiu a cabina de comando do PP-PDX, o comandante Harro Cyranka já estava prevenido, através de informações de uma das comissárias, de que havia a bordo alguns passageiros em atitudes suspeitas.
A possibilidade do desvio da rota, que naquele instante se confirmava, foi realmente levantada pela aeromoça. Eram 10h50m quando foi dada, através do painel do avião, a ordem de desafivelar os cintos, ocasião em que a comissária faria a sua primeira distribuição de bombons, chicletes, algodão e saquinhos plásticos para contra enjoo.
Preocupou-se com uma conversa que julgou suspeita de dois dos passageiros, que discutiam moderadamente detalhes de uma operação qualquer. Em princípio, ela apenas se interessou por causa de observações que um fazia ao outro à sua passagem. Por causa disso, voltou ao local onde os dois estavam, por algumas vezes, levando refrigerantes e outras bebidas, até ter fortalecida a sua suspeita inicial.
Colombo e Jessie estavam sentados na parte da frente, enquanto os irmãos Palha Freire se acomodaram nos fundos. O grupo esperou quinze minutos após a decolagem para agir.
O voo já se aproximava de São Paulo, quando Jessie foi ao banheiro, tirou os revólveres do vestido e entregou o calibre 38 para o namorado. O rapaz se está, foi até a cabine do piloto e, indicou a arma, ordenou que o comandante retornasse para o Galeão, enquanto a parceira, de pé diante da cabine, dava ordens aos passageiros para ninguém reagir.
Começava o sequestro do Caravelle PP-PDX. Os quatro envolvidos no sequestro eram integrantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), principal grupo de combate armado criado para enfrentar a ditadura militar. O plano deles era trocar todos os passageiros do voo por 40 presos políticos do regime, entre eles, o pai de Jessie, Washington Alves, e a irmã de Colombo, Iná Medeiros. Depois, fugiriam todos para Cuba.
Na época, não era algo raro que guerrilheiros tomassem o controle de voos comerciais para buscar abrigo na ilha de Fidel Castro. Mas os jovens ambiciosos (e ingênuos) que protagonizaram a ação no Caravelle queriam levar com eles dezenas de combatentes tirados de circulação pelos organismos de repressão militar.
Ao dar meia volta, o comandante Harro Cyranka informou à torre de controle que o avião estava sendo sequestrado e começou a transmitir conforme as exigências dos quatro guerrilheiros. Eles desejavam, além de trocar passageiros por presos políticos, a leitura de um manifesto em cadeia nacional de rádio.
Segundo um depoimento de da sequestradora Jessie, o piloto chegou a alertar o grupo de que eles conseguiram mais chance de vencer em seu plano se fosse para um aeroporto como o de Manaus, onde o aparato de segurança era menor. No Galeão, ele disse, os militantes certamente seriam presos pelos órgãos de coerção. Ainda de acordo com a própria sequestradora, isso mostra o quão despreparados eles estavam.
O avião cercado por forças de segurança, que tentam entrar na aeronave durante o sequestro, em 1970 (Foto: Arquivo/Agência O Globo)
A chefia do Galeão, então, acionou as tropas da Força Aérea Brasileira (FAB) que vinham recebendo treinamento específico para aquele tipo de situação. Às 10h45, quando o Caravelle parou sobre a pista no Rio, a primeira coisa que os militares fizeram foi metralhar o trem de pouso. Não havia forma mais clara de dizer que as autoridades não permitiriam que a aeronave decolasse de novo.
O avião foi completamente cercado por carros do Corpo de Bombeiros, além de viaturas ansiosas, duas vítimas e dezenas de agentes da repressão. A partir de então, todas as exigências feitas pelos guerrilheiros paravam na decisão das autoridades, que se negavam a negociar.
Enquanto isso, dentro do avião, a tensão aumentou junto com o calor, já que o ar condicionado estava desligado. Alguns passageiros se ofereciam para ajudar na negociação, outros passavam mal. Para aliviar os ânimos, o comediante Renato Corte Real, parceiro de Jô Soares, assumiu o interfone de bordo e realizou um show de cerca de dez minutos, com piadas que arrancaram risos até dos terroristas.
O clima no terminal de passageiros, ainda vazio, era de tensão entre funcionários da Cruzeiro do Sul e das outras empresas. A aeromoça Sônia, que voou no dia anterior com o comandante Cyranka, tentou chegar até a aeronave para encorajá-lo, sendo obstada pela segurança da pista. Harro Cyranka, primeiro piloto a cobrir a rota Rio-Porto Alegre em voo direto, segundo a aeromoça, estaria reagindo calmamente.
"Ele é o terceiro comandante mais voado do mundo. E sua calma é impressionante. Cyranka é o piloto mais antigo da empresa, talvez o mais hábil entre os comandantes brasileiros", declarou Sônia.
Na pista, às 14h40m – a 20 minutos do fim do prazo dado pela FAB – oficiais começaram a andar por baixo da aeronave, dando a entender que buscavam meios de penetrar. O comandante Cyranka, percebendo o movimento sob a cabina, fez gestos largos, sugerindo que eles deveriam se afastar. Cinco minutos depois, mais duas ambulâncias rodeavam o avião.
Apenas duas aeronaves se encontravam na pista prontas para levantar voo: uma da TAP, com saída prevista para Lisboa às 15h15m e outra da Pan American – voo 202 – para Brasília, Port of Spain e Nova Iorque.
Quarenta e um passageiros, muitos deles irritados, esperavam este último voo. A Pan American pressionada, e após retardar bastante o voo 202, decidiu consultar a Base Aérea do Galeão sobre a possibilidade de autorizar o embarque.
Um oficial pediu que a companhia esperasse alguns minutos, “meia hora, no máximo”, porque o avião da Cruzeiro do Sul seria logo liberado. A empresa transmitiu a informação aos passageiros e despachou as bagagens.
Ás 15h10m, para surpresa dos que se achavam na estação de passageiros, a aeronave sequestrada começou a ser lavada com água ejetada por pequenas mangueiras. E, à distância, pode-se observar um homem subir na fuselagem do Caravelle.
"O presidente Médici deu ordem para a tripulação não decolar. O avião ficará na pista até o resgate dos passageiros". A frase do operador de tráfego Bezoni prenunciou o ataque ao Caravelle.
Tropas lançam fumaça química antes de tentar pegar aeronave (Foto: Arquivo/Agência O Globo)
Às 15h10m, todos entenderam a razão da lavagem: a água ejetada na fuselagem, uma espécie de cola, serviria como fixador da espuma marrom com que a aeronave seria banhada. As mangueiras de lona, desenroladas dos tratores, começaram a espalhar sobre o dorso do aparelho, em jatos fortíssimos, grande quantidade de espuma. A aeronave, em poucos minutos, ficou coberta por uma camada marrom, como se fosse chocolate.
Segundo o pessoal da FAB isso impediria que os sequestradores alvejassem alguém do lado de fora, pois lhes anularia a visão; os passageiros, igualmente, nada veriam. Somente o comandante Cyranka e o primeiro-oficial Schindler, através da janela da cabine, podiam ver o que se passava na pista.
Coberta a aeronave, praças e oficiais da FAB forçaram as portas de emergência, para arrombá-las. Os agentes tentaram invadir o Caravelle, mas não conseguiram tirar as portas de emergência.
O mesmo plano foi repetido uma segunda vez, mas, de novo, sem sucesso. Só na terceira tentativa, os militares entraram na aeronave.
Como os sequestradores não podiam ver o que estava ocorrendo fora, sete pontos do aparelho foram atacados simultaneamente: as duas portas da frente, próximas da cabina de comando; as quatro saídas de emergência, duas de cada lado, sobre as asas; e a porta traseira.
Empunhando porretes, quebravam os vidros das janelas, para lançar pó químico dentro do avião. Um mulato, de camisa azul, após galgar a asa esquerda, esmurrou as portas, furiosamente. Outro, louro e magro, dava coronhadas na fuselagem. Nuvens de fumaça branca, que atingiam 10 metros de altura, escondiam parte do avião, bloqueando a visão do pessoal confinado na varanda da estação. Quando se dissipavam, outras nuvens eram formadas.
Dentro desse clima, três ônibus penetraram na pista, em intervalos regulares, para recolher passageiros, e levá-los ao setor militar do aeroporto. Ouviu-se três tiros: um surdo como se ecoasse dentro do avião e os outros mais fortes.
Um homem trajando macacão verde desceu ferido, e foi carregado para uma ambulância. Duas outras ambulâncias, recolhendo outras pessoas, seguiram em alta velocidade para o setor militar.
E novas nuvens de fumaça, menos espessas, foram lançadas sobre a área, sobrevoada por dois caças. Houve um murmúrio de espanto quando, do alto da escada interna, junto da cabina, um homem de camisa clara, parecendo membro da tripulação, se atirou no cimento da pista, de cabeça.
Às 15h40m, água pura ejetada por mangueiras dos bombeiros lavou a fuselagem do Caravelle, parecendo que tudo havia terminado. As portas do avião, escancaradas após a operação, voltaram a ser fechadas pelos praças da FAB. Das 12 viaturas dos bombeiros, quatro se retiraram lentamente, fazendo soar as sirenas. E alguns funcionários do aeroporto, antes mantidos à distância, foram olhar o Caravelle sem ser molestados.
Durante a tomada do avião, um dos terroristas feriu-se gravemente na cabeça e alguns passageiros sofreram pancadas e contusões, entre eles o comediante Renato Corte Real. O comandante Harro Cyranka recebeu ferimento perfurante numa das pernas (há relatos que ele recebeu um tiro disparado por Jessie Jane, que teria feito dois disparos, tendo o outro atingido de raspão um dos passageiros).
Houve tiroteio intenso, no qual Eiraldo de Palha Freire foi baleado. Ele morreu três dias depois. Segundo a Aeronáutica, o guerrilheiro faleceu devido ao tiro, mas, durante a Comissão Nacional da Verdade, em 2014, ficou preso que o integrante da ALN foi um óbito em decorrência da tortura após ser capturado.
Finda a operação militar, todos, sem exceção, foram levados para o hospital, tripulantes e passageiros. Nenhum militar foi ferido, mas todos foram também para o hospital, fiscalizando o atendimento.
Foram medicados: um passageiro, ferido de leve na perna, que logo liberado para o depoimento na Base Aérea; o ator Renato Corte Real, com ferimento leve na altura da boca – que o fez perder a dentadura – e crise nervosa, logo sanada, a ponto de fazê-lo agradecer e pedir desculpas aos oficiais; o comandante Cyranka, que foi imediatamente levado para a sala de operações; o segundo-oficial Wilson, ferido no rosto; a comissária Nilma, também levemente ferida na testa; e o sequestrador que foi identificado mais tarde como sendo o passageiro Eiraldo Palha Freire.
Esse chegou ao hospital dado como morto. Veio deitado em decúbito dorsal, com a própria camisa enrolada no pescoço amparando o sangue que lhe escorria. Foi levado às pressas para a mesa de operações e verificou-se que a bala não atravessou o crânio, tendo entrado pelo ouvido, batido provavelmente num osso, e descido pelo pescoço.
A mulher do grupo sequestrador, Jessie Jane, – que recebeu cinco pontos na nuca – chegou enrolada numa toalha, pois no desembarque, empurrada de um para outro lado, teve as roupas rasgadas. Apenas esses tiveram maiores cuidados médicos, reduzindo-se o tratamento dos demais a doses fortes de calmante.
Por volta das 20 horas é que eles foram, então, levados para depor sobre a tentativa do sequestro. À medida que iam sendo liberados, podiam escolher o hotel de preferência. A bagagem, enquanto se sucediam os acontecimentos, foi levada para o interior do aeroporto. Acalmada a situação, alguns oficiais comentavam mais serenos que fora outra vitória do Brasil.
Jessie, Fernando e Colombo à esquerda, no banco dos réus, durante o julgamento, em 1970 (Foto: Arquivo/Agência O Globo)
Os quatro sequestradores foram levados ao Centro de Investigações da Aeronáutica (CISA), na Base Aérea do Galeão, onde tiveram início como sessões de interrogatório mediante tortura. Na madrugada de 2 de julho de 1970, foram transferidos ao Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), na Tijuca, onde as sevícias continuaram.
De acordo com Jessie Jane, os agentes pensavam que Eiraldo era seu namorado, e, portanto, a colocavam de frente para ele, na tentativa de confirmar informações. Mas a guerrilheira, que depois da ditadura se tornou professora de História, conto que ambas ficaram o tempo todo em silêncio.
O Ministério Público pediu pena de morte para os três militantes que sobreviveram, alegando que os disparos foram para eles no momento da reação militar que causou a morte de Eiraldo. O Conselho Especial de Justiça da Aeronáutica, porém, não suspeitou com a tese e, em novembro de 1970, os condenou à prisão: 24 anos de prisão para Colombo, 18 anos para Jessie e 12 anos para Fernando.
Nos primeiros anos, Jessie e Colombo permaneceram presos em locais distintos: ela no Presídio Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e ele no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. O contato entre os namorados se dava apenas por cartas, até que, em 1972, a dupla conseguiu autorização judicial para se casar e, em 1975, obtiveram permissão para visitas íntimas. Em 1976, nasceu Leta Vieira de Sousa, filha do casal, que viveu os primeiros meses de vida no presídio, até ser enviada para a casa da avó. Hoje, ela é arquiteta e urbanista.
Jessie e Colombo foram libertados em 1979, quando o regime militar deu início à flexibilização política e foi aprovado a Lei da Anistia. Nos anos seguintes, o ex-guerrilheiro foi assessor da Aquidiocese de Volta Redonda e do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda. Ele morreu em 25 de abril de 2021, aos 71 anos. Já sua companheira se formou em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem mestrado pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual é, hoje, professora.
Colombo e Jessie dando entrevista após deixarem prisão, em 1979 (Foto: Wilson Alves/Agência O Globo)
O casal de sequestradores e o episódio do sequestro e seus aperfeiçoamentos são tema da série documental do Globoplay "Jessie e Colombo".
Boeing 737-200 da Vasp, de matrícula PP-SMU, fotografado em 1997 no aeroporto de Guarulhos (SP): Modelo é o que esteve envolvido no sequestro do voos 280 (Imagem: Kambui/via Wikimedia Commons)
Em 16 de agosto de 2000, um avião da extinta Vasp foi sequestrado no Paraná enquanto realizava o voo 280, saindo de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba. O objetivo era levar R$ 5 milhões em malotes bancários que estavam a bordo.
Mais tarde, novas condenações por tráfico de drogas elevaram sua pena total para mais de cem anos de prisão.
Em 2020, ele foi solto por decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que determinou sua ida para a prisão domiciliar sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. Palermo rompeu o dispositivo e estava foragido desde então.
Hoje, o magistrado é investigado por suspeita de ter agido em conluio com o sequestrador, que também é apontado como ligado ao PCC.
Relembre o sequestro a seguir.
O voo
O voo 280 era operado por um Boeing 737 da Vasp, que havia partido do aeroporto de Foz do Iguaçu com destino a São Luís, no Maranhão. Ele faria escalas em Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília antes do destino final.
A bordo estavam 61 passageiros e seis tripulantes, além de nove malotes de dinheiro do Banco do Brasil transportados no porão, sob custódia de uma empresa de transporte de valores. Metade das pessoas a bordo era composta por passageiros estrangeiros, principalmente italianos, alemães e espanhóis, que estavam a turismo na região.
A carga tinha valor estimado em cerca de R$ 5,56 milhões, segundo a Justiça Federal. O dinheiro estava sendo levado em uma operação de rotina, mas se tornou o alvo principal da quadrilha.
Cerca de 20 minutos após a decolagem, o avião foi tomado por cinco criminosos armados. Eles renderam a tripulação e obrigaram o comandante a desviar a rota.
O sequestro
Sob ameaça, os pilotos foram forçados a pousar em Porecatu, no norte do Paraná, cidade na divisa com São Paulo. Lá, a quadrilha completou o roubo dos malotes e contou com o apoio de duas caminhonetes Ford Ranger que já aguardavam os criminosos no aeródromo.
A ação foi rápida e planejada para explorar a vulnerabilidade da carga em um voo comercial. Os sequestradores colocaram os malotes nos veículos e fugiram rapidamente.
Apesar do terror vivido por passageiros e tripulantes, não houve mortes nem feridos no episódio. A aeronave foi liberada e, após perícias no aeroporto de Londrina, os passageiros foram remanejados aos seus destinos.
Condenações
O crime foi investigado pela Polícia Federal e levou à prisão de alguns envolvidos, embora nem todos tenham sido identificados à época. Palermo acabou preso em São Paulo, e a Justiça Federal o apontou como um dos autores do sequestro.
Palermo foi condenado a 20 anos em regime fechado. Ele é apontado como um dos chefes do grupo criminoso PCC.
Outro dos condenados foi Marcelo Borelli, que morreu aos 38 anos enquanto estava preso no Paraná em decorrência de complicações da Aids. À época, o governo do estado disse que ele se recusava a passar por tratamentos médicos.
Palermo
Foragido há seis anos, Palermo deixou a Bolívia no último dia 27 (Imagem: Cedido ao UOL/Jornal El Deber)
Antes do sequestro, Gerson Palermo já tinha histórico ligado à aviação e ao tráfico. Em outras oportunidades, ele foi descrito como ex-piloto e já havia sido preso em 1991 sob acusação de tráfico de drogas, o que ajuda a explicar por que seu nome voltou a aparecer in investigações de narcotráfico internacional.
Em 2019, ele havia recebido nova condenação por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, somando 59 anos e nove meses à sua ficha criminal naquele momento.
Em 2020, já preso em um presídio federal de segurança máxima, Palermo foi colocado em prisão domiciliar por decisão judicial. Pouco depois, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu, permanecendo foragido até ser capturado na Bolívia em maio de 2026.
Caso aconteceu nesta terça-feira, em Alegrete. Piloto identificou problema técnico durante o voo.
O avião agrícola Air Tractor AT-502B, prefixo PR-WGC, da Granja Ceolin, precisou realizar um pouso de emergência no aeroporto de Alegrete, na Fronteira Oeste do RS, pouco antes das 14h desta terça-feira (23), após o piloto identificar um problema técnico durante o voo (vídeo).
De acordo com informações do aeroporto da cidade, o piloto comunicou pelo rádio uma falha no profundor (peça responsável por controlar a altitude da aeronave) e avisou que tentaria aterrissar em segurança.
O avião era conduzido por Fábio Lima Prado, de 43 anos, funcionário da Granja Ceolin, em Uruguaiana.
(Foto: Imagens cedidas/ Flaviane Antolini)
Conforme os proprietários da empresa, ele havia saído de São Sepé, onde a aeronave passou por manutenção preventiva e seguia viagem de retorno.
Após o pouso, o piloto foi socorrido e levado para a Santa Casa de Alegrete. Ele teve escoriações e sofreu uma fratura no pé direito. Segundo a empresa, o estado de saúde é considerado estável.
Um caça F-5 da FAB (Força Aérea Brasileira) fez história no Rio de Janeiro há oito anos: ele pousou "sozinho" com poucos danos durante um treinamento na Base Aérea de Santa Cruz.
F-5 foi o avião responsável pelo pouso solo (Imagem: Força Aérea Brasileira)
O caso ocorreu por volta das 18h40 do dia 5 de junho de 2016. A aeronave já estava em fase de aproximação final. Naquele momento, foi detectada uma falha, que não permitiria que o pouso fosse realizado em segurança.
Os dois pilotos que estavam na aeronave direcionaram o caça para uma área desabitada próxima à base aérea, e ele "pousou sozinho", ficando praticamente íntegro com o pouso.
Para evitar um acidente mais grave, os dois pilotos se ejetaram antes de aterrissar. Ninguém foi atingido na queda.
Em nota divulgada à imprensa na época, a FAB afirmou que "a ejeção era mandatória nesse caso e ocorreu de forma controlada, com a aeronave direcionada a uma região desabitada, não ocorrendo danos pessoais ou materiais no solo."
Um dos aspectos que mais chamaram atenção na época é que, nas fotos divulgadas após o acidente, o avião aparecia praticamente intacto no solo. Apenas o nariz — estrutura frontal da aeronave — teria ficado danificada.
O caça não é produzido desde o final da década de 1980. A Folha de S.Paulo apurou na época que o valor estimado do modelo era entre 20 e 25 milhões de dólares, o que naquele ano valeria algo em torno de R$ 66 milhões e R$ 83 milhões.
Em 2018, o então Ministério da Defesa lançou uma concorrência internacional para contratar uma empresa para realizar o reparo estrutural do caça. Curiosamente, naquele ano outro caça do mesmo modelo passou por uma situação semelhante. A aeronave caiu na cidade de Itaguaí (RJ) após decolar da Base Aérea de Santa Cruz.
Os dois pilotos conseguiram se ejetar antes da queda. Diferentemente do caso anterior, o avião pegou fogo. Os sobreviventes foram socorridos e encaminhados para uma unidade de saúde da FAB.
O avião podia chegar em uma velocidade máxima de 2.112 km/h e alcançava cerca de 15,7 mil metros de altitude. O modelo foi desativado em 2022.
Aeronave precisou voltar ao aeroporto de Campinas cerca de uma hora após a decolagem; veículo guincho precisou ser acionado para retirar a aeronave da pista.
O avião Airbus A330-243, prefixo PR-AIV, da Azul, que seguia de Campinas para Orlando precisou retornar ao Aeroporto Internacional de Viracopos na manhã deste domingo (7) após apresentar um problema técnico.
Segundo a companhia aérea, o voo AD8706 decolou normalmente, mas precisou voltar ao aeroporto de origem “por questões técnicas”. A empresa afirmou que a aeronave pousou “em total segurança”.
De acordo com dados do site Flightradar, o voo saiu de Viracopos às 9h50. Cerca de uma hora depois da decolagem, a aeronave realizou uma conversão sobre a região de Campina Verde antes de retornar para Campinas.
O aeroporto informou que o pouso ocorreu às 11h23 e que não houve impactos nas operações de pousos e decolagens durante a ocorrência. Segundo a concessionária, um veículo guincho precisou ser acionado para retirar a aeronave da pista.
Já a Azul informou que os passageiros receberam assistência conforme prevê a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil e foram reacomodados em outro voo da companhia.
Ainda segundo informações do Flightradar, uma nova aeronave da Azul para Orlando decolou às 14h25 deste domingo. A expectativa é de pouso nos Estados Unidos às 21h55.
Em nota enviada à CNN Brasil, a companhia afirmou que “medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia”.
O copiloto da aeronave Embraer ERJ-190-400STD (E195-E), prefixo PS-AET, da companhia aérea Azul, que operava o voo AD2966 de Curitiba para Viracopos, em Campinas (SP), precisou de atendimento médico ao apresentar sinais de convulsão na noite do último dia 3 de junho, necessitando que o avião realizasse um pouso de emergência.
O profissional recebeu atendimento médico ainda na aeronave, de um médico que estava a bordo do voo no momento da ocorrência.
Em nota, a Azul alegou que o voo prosseguiu normalmente e pousou no aeroporto de Viracopos em segurança.
O Aeroporto Internacional de Viracopos informou à CNN Brasil que a pista de pouso foi reservada às 21h27 para atendimento das equipes do aeroporto para a ocorrência e a aeronave pousou às 21h38 sem maiores intercorrências.
Após a equipe médica conseguir acessar o interior do avião, concluíram que o copiloto encontrava-se estável. Contudo, ele foi encaminhado para o ambulatório do aeroporto para avaliações médicas.
O tripulante foi liberado na mesma noite após os atendimentos médicos.