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terça-feira, 28 de julho de 2026
Autor de 'O Pequeno Príncipe' era piloto, voou no Brasil e morreu em queda
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Aconteceu em 24 de junho de 1935: A morte do cantor Carlos Gardel no acidente aéreo de Medellín
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| Ford Trimotor 5-AT, similar as duas aeronaves envolvidas na colisão |
Havia 11 passageiros, incluindo o cantor Carlos Gardel (foto acima) e seu principal compositor e letrista, Alfredo Le Pera, bem como seus guitarristas Guillermo Barbieri, Ángel Domingo Riverol e José María Aguilar Porrás.
Todos os sete ocupantes do Manizales morreram instantaneamente, enquanto entre os mortos no avião da SACO estavam Gardel, Guillermo Barbieri , Alfredo Le Pera, José Corpas Moreno, o piloto Ernesto Samper Mendoza, o operador de rádio Willis Foster, o empresário chileno Celedonio Palacios e o promotor de eventos Henry Swartz.
Cinco pessoas sobreviveram ao acidente: Alfonso Azzaf, que morreu pouco depois; Ángel Domingo Riverol , que morreu dois dias depois; José María Aguilar Porrás, guitarrista; Josep "Pep" Plaja, secretário pessoal catalão e intérprete de inglês; e Grant Flynn, gerente de tráfego da empresa SACO.
- O piloto Ernesto Samper Mendoza , tio-avô do ex -presidente Ernesto Samper
- Willys Beninnington Foster Stuart, copiloto e operador de rádio
- Guillermo Barbieri
- Carlos Gardel
- Alfredo Le Pera
- Ángel Domingo Riverol
- José Corpas Moreno
- Afonso Azzaf
- Celedonio Palacios, empresário chileno
- Henry Swartz, promotor do evento
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| Funeral de Carlos Gardel em Buenos Aires. Uma grande multidão acompanhou o caixão pela Rua Flórida |
- O piloto Hans Ulrich Thoms, de nacionalidade alemã
- O mecânico Hartmann Fuerst
- Garçom J. Castelli
- Estanislao Zuleta Ferrer, pai do renomado acadêmico e pesquisador Estanislao Zuleta
- Jorge Moreno
- Guillermo Escobar Vélez
- Lester Strauss
O Comodoro Ortiz, que estudou o acidente, observou que o F-31 percorreu 608 metros desde o início da corrida de decolagem até o ponto de impacto, restando-lhe apenas cerca de 289 metros de pista disponível. É importante notar que, após essa distância, o F-31 ainda não havia conseguido decolar. A cauda excessivamente baixa da aeronave no momento do impacto indica que ela estava muito próxima da velocidade de estol.
Ele também salientou que a escolha da direção de decolagem pelo piloto certamente indica que ele estava preocupado com as características do terreno na área sul, e acrescentou que a posição em que ele colocou o compensador de nariz para baixo (inclinação máxima para baixo) indica que ele levou em consideração o peso e o centro de gravidade traseiro, pois isso o ajudaria a levantar a cauda durante a decolagem.
A distância que o avião precisava percorrer para decolar foi aumentada pela manobra de correção de curso realizada no início para compensar o efeito do vento de cauda vindo da esquerda, e também é possível que irregularidades na superfície da pista (talvez devido aos montículos criados pelos reparos de drenagem) tenham feito com que o trem de pouso se levantasse momentaneamente do solo – ou seja, saltos no terreno – o que aumentou ainda mais a distância a percorrer para a decolagem.
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| Memorial em homenagem a Gardel no aeroporto Olaya Herrera de Medellín |
Artana estudou as características da aeronave, que ainda é utilizada em algumas partes do mundo, e postula que, descartada essa hipótese, a causa mais provável do acidente foi uma falha no motor. Ele afirma que o manual para este tipo de aeronave recomenda que, em tal situação, o piloto desligue os motores e aborte a decolagem, mas que naquele dia, em 1935, o piloto, ao contrário, acelerou os motores, o que significa que o acidente foi causado por uma decisão errada por parte do piloto. Em todo o caso, a questão é apenas de interesse histórico, uma vez que o inquérito judicial que foi encerrado devido à morte do piloto não pode ser reaberto.
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Vídeo: O dia em que o Led Zeppelin quase caiu do céu
segunda-feira, 13 de julho de 2026
História: 13 de Julho, Dia do Rock: O que aconteceu com o Boeing 737 dos Rolling Stones?
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| Rolling Stones 737-400 em Viena em 2014 (Foto: Bernd K via Wikimedia) |
Contratação de 737s para passeios
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| O Swift Air 737 - visto aqui antes de ser usado pela banda ( Foto: Eddie Maloney via Wikimedia) |
Mudando para um 767-300ER
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| Rolling Stones 767 (Foto: Alec Wilson via Wikimedia) |
Os Rolling Stones não estão sozinhos
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| O Iron Maiden usou um 757 em 2008 e 2011 para as turnês (Foto: Ken Fielding via Wikimedia) |
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| Boeing 720 do Led Zeppelin (Foto: Getty Images) |
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| O bar do Led Zeppelin Boeing 720 (Foto: Getty Images) |
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Aconteceu em 8 de julho de 2001: Queda de helicóptero mata Rolim Amaro, presidente da companhia aérea TAM
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| Helicóptero que Rolim Amaro pilotava caiu na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai (Foto: Candido Figueiredo / Cândido Figueiredo) |
A polícia do Paraguai foi acionada por um produtor agrícola de 71 anos que viu o helicóptero cair em sua propriedade. Segundo as autoridades, o comandante estava a bordo de um helicóptero Robson R-44 vermelho, prefixo ZP-HRA, que pertencia a uma companhia paraguaia controlada pela TAM.
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| (Foto: Antônio Coca/Correio do Estado) |
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| Caixão com o corpo do presidente da TAM, Rolim Amaro, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (Foto: Jorge Araújo/Folha Imagem) |
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Aconteceu em 19 de junho de 1947: A queda do voo 121 da Pan Am - O criador da série 'Jornada nas Estrelas' era o 3º oficial e sobreviveu
Histórico de problemas em voos anteriores
O voo 121
Pesquisa e recuperação
domingo, 14 de junho de 2026
Aconteceu em 14 de junho de 1972: Voo Japan Airlines 471 O acidente que matou a atriz Leila Diniz
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| A atriz Leila Diniz |
Hoje na História: 14 de junho de 1972 - Leila Diniz: O misterioso acidente que tirou a vida da atriz brasileira
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| Leila Diniz diante do cartaz do filme 'Edu, coração de ouro', em 1968 (Foto Agência O Globo) |
Mas Leila Diniz não queria perder aquele voo de jeito nenhum. Ela tinha viajado à Austrália para promover o filme "De mãos vazias", do diretor Luiz Carlos Lacerda, no Festival de Cinema de Adelaide. Mas garantira à jornalista e amiga Scarlett Moon que não ia "ficar de bobeira por lá, não". Voltaria correndo para estar de novo com a pequena Janaína, de 6 meses, sua filha com o cineasta Ruy Guerra.
A atriz de 27 anos, famosa por seus trabalhos na TV e no cinema e pelas atitudes libertárias que tanto incomodavam os moralistas da ditadura militar, deixou Adelaide sozinha, antes do encerramento do festival. Ela foi para Tóquio e lá embarcou no Voo 471 da Japan Airlines. O avião parou em Hong Kong, em Bangcoc e chegava na sua terceira escala, em Nova Déli, na Índia, quando colidiu a quilômetros do aeroporto. Eram 20h15 de uma quarta-feira, 14 de junho de 1972, há exatos 50 anos.
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| Destroços do Voo 471 da Japan Airlines, em Nova Déli, na Índia (Foto: Reprodução) |
A tragédia matou 86 pessoas. Entre elas, Leila Diniz e o indiano KKP Narasinga Rao, um veterano da Food and Agricultural Organization (FAO), agência das Nações Unidas voltada para o combate à fome. Ao receber a notícia, a cantora e amiga Elis Regina desmaiou em frente às câmeras, gravando um programa de televisão. Leila morreu no auge da fama. A comoção tomou conta do país.
"O acidente foi um completo mistério", declarou o executivo Yasteru Matusi, gerente-geral da Japan Airlines na Índia, após à tragédia. De acordo com uma reportagem do GLOBO na época, a companhia suspeitava até de sabotagem. Ninguém sabia explicar o que realmente acontecera. Com o tempo, configurou-se uma disputa jamais encerrada de narrativas sobre as causas do desastre. Para investigadores japoneses, houve falha num equipamento do aeroporto. Mas o relatório de autoridades indianas foi enfático ao apontar uma sequência de erros cometidos pela tripulação.
O Voo 471 saiu de Tóquio com destino a Londres, de onde Leila tomaria outro avião para o Brasil. Hoje, uma viagem entre Japão e Reino Unido traça uma linha cruzando o espaço aéreo da Rússia. Mas, em tempos de Guerra Fria, a rota contornava o território soviético, num "pinga-pinga" interminável por capitais do Sul da Ásia. A carismática intérprete de Maria Alice em "Todas as mulheres do mundo" faria um total de seis paradas até chegar à capital britânica.
Após uma viagem sem imprevistos desde Bangcoc, na Tailândia, a aeronave modelo Douglas DC 8, com oito anos de uso, aproximava-se do Aeroporto Internacional de Palam, em Nova Déli. Já era noite, e havia uma densa névoa de poeira no ar, o que reduzia drasticamente a visibilidade a bordo. Por isso, a cabine recebeu autorização do aeroporto para realizar o pouso com a ajuda de instrumentos.
Entretanto, algo de muito errado se sucedeu. Um vídeo detalhado, que usa recursos gráficos para recriar o acidente de meio século atrás, foi publicado no Youtube no ano passado. Nesse vídeo, o áudio com as vozes dos pilotos na cabine sugere que eles começaram a descer depois de visualizar o que, equivocadamente, identificaram como as luzes da pista do aeroporto em Nova Déli.
Uma investigação japonesa argumentou que o equipamento responsável por enviar sinais de rádio para guiar o avião até a pista, durante um pouso por instrumentos, estava com defeito. Já o relatório do governo indiano concluiu que, ao pensar que haviam enxergado a pista, os pilotos abandonaram o procedimento de pouso por instrumentos e, mesmo com todas as limitações de visibilidade, passaram a se guiar pelos próprios olhos, ignorando as informações do altímetro.
Dois dias depois do acidente, as autoridades indianas encontraram o passaporte de número 896 147, de propriedade de Leila Diniz, colocando fim a qualquer esperança de que ela pudesse ter escapado com vida. Cunhado da atriz, o advogado Marcelo Cerqueira foi a Nova Déli para buscar os restos mortais da artista e voltou no dia 25 de junho, no avião que trouxe também as cinzas da mãe de Janaína.
Um cortejo com 40 carros percorreu o trajeto do Aeroporto Internacional do Galeão até o Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, onde já estavam milhares de pessoas. Dona Zica, mulher do compositor Cartola, cobriu a urna com a bandeira da escola de samba Mangueira. Antes de ser colocado no jazigo perpétuo 19.886, o caixão foi alvo de uma chuva de flores. Familiares, amigos e fãs de Leila se despediam aos prantos. Vários dias depois, admiradores da querida artista ainda eram vistos deixando suas homenagens no cemitério.
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| Sepultamento da atriz no Cemitério São João Batista, em junho de 1972 (Foto: Antonio Nery/Agência O Globo) |























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