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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Vídeo: Tirando seu medo de voar! - Voar de dia ou de noite?


E se eu passar mal no voo? - Depois do primeiro Q&A sobre medo de voar, chegou tanta pergunta que precisei fazer parte 2. E dessa vez as dúvidas foram mais específicas: pouso duro, falha de comunicação com a torre, sensação do avião "caindo" na curva, voos noturnos, trombose, despressurização — e até como o transponder resolve um cenário raro em que TODOS os rádios falham ao mesmo tempo.

Brigou no avião? Você poderá ficar até um ano proibido de voar; entenda, em cinco pontos, a nova regra da Anac

Medida entra em vigor em setembro e também prevê multas de R$ 17,5 mil para casos de conflitos menos graves durante o voo ou o embarque.


Enquanto confusões dentro de aviões se multiplicam em vídeos compartilhados nas redes sociais, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se prepara para implementar um sistema de punições a passageiros indisciplinados, que vai desde multas até a proibição de viajar em voos nacionais de qualquer companhia aérea.

A prática, conhecida em inglês como no-fly list, ou lista de proibição de voo, já é adotada em alguns países do exterior — nos Estados Unidos, por exemplo, está em vigor desde 2001, após os ataques às Torres Gêmeas, em Nova York.

No Brasil, ela entra em vigor em 14 de setembro. Em entrevista à BBC News Brasil, o superintendente da Anac afirma que a medida atende a pedidos dos próprios passageiros e das empresas, diante do aumento dos conflitos no ar.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) — que representa Latam, Gol e Azul —, foram registrados, em 2025, 1.764 casos de tumultos, brigas e depredações em aviões e aeroportos brasileiros, ante 1.059 em 2024, o que representa uma alta de 66,57% em um ano.

"Já tivemos de tudo, desde confusão entre passageiros até disparo acidental de arma e alarme falso de bomba na aeronave, provocado por um passageiro que queria pregar uma peça", relata Giovano Palma, superintendente da Anac.

Palma explica que, nas circunstâncias atuais, uma simples briga que obrigue a aeronave a retornar ao aeroporto de origem não apenas causa transtorno para todos os passageiros daquele voo e do seguinte, que utilizaria o mesmo avião, como também obriga a companhia aérea a reacomodar em outra viagem até mesmo quem provocou o conflito.

"Além disso, as contramedidas que você consegue adotar são poucas, porque você está dentro de um avião, no ar. O risco para a operação é muito grande, então a gente buscou focar esses casos gravíssimos quando pensamos na lista de proibição de voo", acrescenta.

As sanções administrativas da Anac foram criadas principalmente para atos de indisciplina em voos domésticos regulares e em aeroportos brasileiros — inclusive nas áreas em aeroportos destinadas a passageiros de voos internacionais.

Mas as regras não se aplicam a voos internacionais.

Casos de conflitos em aviões e aeroportos cresceram 66,57% no último ano no Brasil
(Foto: Pablo Porciuncula/AFP via Getty Images)
Entenda, a seguir, como funcionará a nova resolução da Anac e o que muda para os passageiros.

1. O que pode gerar multa


Atos de indisciplina considerados graves vão gerar uma multa de R$ 17,5 mil ao passageiro. São eles:
  • Violência física contra funcionários de companhias aéreas ou aeroportos;
  • Violência física contra outro passageiro dentro do avião;
  • Fumar a bordo;
  • Danificar ou destruir intencionalmente bens da aeronave, quando isso afeta a operação;
  • Ameaçar ou intimidar um membro da tripulação, de forma que afete a segurança do voo;
  • Fazer falsa comunicação de bomba, explosivos ou armas dentro do avião.

2. O que pode gerar a suspensão de um passageiro


Atos de indisciplina considerados gravíssimos levarão o cliente à lista de proibição de voo. A sanção será aplicada pela companhia aérea em que ocorreu o conflito e compartilhada com as demais empresas, que serão obrigadas a barrar aquele passageiro também.

Isso impedirá o cliente de emitir passagens, fazer check-in e embarcar durante o período da suspensão, que varia de seis meses a um ano.

Se o passageiro já tiver comprado uma passagem para o período, aliás, terá direito ao reembolso integral, que inclui as tarifas aeroportuárias.

Mas o cliente não receberá qualquer ressarcimento relacionado ao voo em que ocorreu o ato de indisciplina, o que se aplica no caso de conexões ou escalas e haja o impedimento de seguir a viagem.

O que pode levar à suspensão por 6 meses:
  • Adulterar, danificar ou destruir um dispositivo de segurança do avião, mas sem impedir ou dificultar a operação;
  • Agredir fisicamente um membro da tripulação, como comissários e pilotos, mas sem impedir ou dificultar a operação;
  • Cometer violência ou atentado contra a dignidade sexual de tripulante ou passageiro, violando sua integridade física, psíquica ou liberdade sexual.
O que pode levar à suspensão por um ano:
  • Adulterar, danificar ou destruir dispositivo de segurança do avião e isso impedir ou dificultar a operação;
  • Agredir fisicamente um membro da tripulação e, com isso, impedir ou dificultar a operação;
  • Levar ou manusear explosivos ou armas dentro do avião, salvo exceções previstas em regulamentação;
  • Entrar ou tentar entrar na cabine de comando sem autorização;
  • Fazer qualquer tentativa ilegal de tomar o controle da aeronave.

3. Como serão aplicadas a multa e a suspensão


Proibição de voar será imposta a passageiros que cometerem infrações gravíssimas
durante o voo (Foto: Ton Molina/NurPhoto via Getty Images)
A multa será aplicada pela Anac, por meio de um processo administrativo que vai apurar a infração. A companhia aérea ou o aeroporto deverá comunicar o ocorrido à agência e fornecer as evidências necessárias para comprovar o ato de indisciplina e identificar o passageiro.

Já a inclusão na lista de proibição de voar será feita pela própria companhia aérea responsável pelo voo, em até cinco dias após a infração, em um sistema compartilhado pelas empresas.

O passageiro deverá ser comunicado da decisão, com a descrição do ocorrido e os canais para reclamação. Ele terá direito à defesa, e a companhia terá até cinco dias para responder à reclamação.

Se rever sua decisão, deverá retirar imediatamente o passageiro da lista. O cerceamento do direito de defesa ou a falta de comunicação ao passageiro poderá resultar em multa de R$ 35 mil para a empresa.

Em casos de infrações graves e gravíssimas, as companhias e os aeroportos terão de guardar por cinco anos os registros que comprovem a ocorrência e a autoria do ato.

As próprias empresas também poderão ser multadas se descumprirem as regras. Não aplicar a suspensão em um caso gravíssimo, por exemplo, poderá resultar em multa de R$ 70 mil. Já o descumprimento da obrigação de aderir ao sistema de compartilhamento de dados poderá gerar multa de R$ 70 mil por mês.

Todas essas medidas passarão por uma reavaliação após dois anos de vigência da resolução. A Anac ficará encarregada de produzir um relatório sobre a eficácia e os resultados das regras e indicar possíveis mudanças.

4. Como o passageiro pode se defender


Infrações cometidas no aeroporto não resultarão em proibição de voar, mas podem render
multa de até R$ 17,5 mil (Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
Diretor-executivo do Procon, Luiz Orsatti diz que, "por ser uma agência federal, a Anac tem todo o poder para regulamentar o setor, porque há fundamento legal, mas essa regulamentação não pode contradizer o Código de Defesa do Consumidor".

A principal preocupação de alguns passageiros é que, por se tratar de um processo conduzido por pessoas, haja exageros por parte de funcionários dos aeroportos ou das companhias aéreas, que poderiam enquadrar os clientes de maneira indevida.

"Os fatos são objetivos, mas, no calor do caso, pode haver uma interpretação um pouco mais subjetiva", reconhece Orsatti.

Por isso, diz ele, qualquer passageiro que se sentir lesado pela aplicação de uma multa ou restrição pode, além de recorrer à própria companhia aérea e à Anac, buscar ajuda do Procon e da Justiça "para que discuta não a legalidade da punição", mas sua aplicação.

Ele acrescenta que o Procon foi procurado pela Anac durante a elaboração das regras e sugeriu que houvesse uma ressalva à proibição de voo para questões de caráter humanitário, mas não encontrou apoio das demais entidades envolvidas no processo.

A exceção se aplicaria, por exemplo, ao caso de um passageiro que precise viajar de avião para fazer um tratamento médico ou para uma transferência que exija rapidez.

Como essa ressalva não está prevista na resolução da Anac, esse passageiro agora precisaria tentar convencer as companhias a vender a passagem nos balcões de atendimento ou por telefone — o que, reconhece o diretor do Procon, deve ser difícil. A orientação, então, é procurar o plantão do Judiciário em busca de uma liminar.

5. Como ficará a proteção de dados pessoais


Contratos de transporte deverão ser alterados em razão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
 (Foto: Renato Pajuelo/AFP via Getty Images)
A resolução da Anac não especifica como funcionará o sistema de compartilhamento de dados entre as companhias aéreas nos casos de inclusão de passageiros na lista de proibição de voo.

Questionada pela BBC News Brasil, a Anac disse que "a ferramenta em questão está sendo desenvolvida em conjunto entre companhias e a Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação".

A resolução, porém, não traz detalhes sobre a proteção dos dados pessoais dos passageiros para garantir o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD.

A Anac também não esclareceu quais dados dos passageiros incluídos na lista seriam compartilhados entre as companhias aéreas. À BBC, afirmou que "haverá mudanças nos contratos de transporte aéreo e, caso necessário, ajustes devido à LGPD".

O contrato de transporte aéreo é o documento que todos os passageiros aceitam ao comprar uma passagem.

Via BBC / g1 - Arte por Daniel Arce Lopez, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Vídeo: Tirando o seu medo de voar!


Você sente medo de voar? Neste vídeo respondo as perguntas mais comuns de quem fica nervoso dentro de um avião. Explico por que a sensação de queda na decolagem é normal, quanto um avião realmente "cai" durante uma turbulência, como funciona a segurança da aviação, o risco de trombose em voos longos, manutenção das aeronaves, táxi aéreo e muito mais. Entenda como os pilotos são treinados, por que os acidentes do passado tornaram a aviação ainda mais segura e viaje com muito mais tranquilidade.


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Como funciona a operação gastronômica dentro de um avião?

Chef executivo de uma das maiores empresas de catering aéreo do mundo detalha especificidades de operações gastronômicas no céu.

"Temos duas grandes limitações: comidas crocantes que não resistem a muito tempo de armazenamento na geladeira e preparos mais altos" - Guilherme Schulze, Chef executivo da Gate Gourmet (Crédito: Gate Gourmet/Divulgação)
Com sede na Suíça, a empresa global de catering aéreo Gate Gourmet está em todos os continentes, com mais de 200 unidades. Entre elas, as do Rio de Janeiro e São Paulo, onde o chef executivo é o brasileiro Guilherme Schulze.

Os menus da United Airlines servidos em voos que partem das duas cidades brasileiras, inclusive o desenvolvido em parceria com a chef Manu Buffara, são produzidos pela Gate Gourmet. As duas sedes da empresa também fornecem alimentos para outras 20 companhias aéreas.

Conforme explica Guilherme, em cada caso, há diferentes demandas, afinal, cada empresa aérea possui suas características. As companhias do Oriente Médio, por exemplo, muitas vezes exigem a produção de comida halal, isto é, permitida pelas leis islâmicas do Alcorão.

É claro que as diferenças entre as categorias de assentos também são uma especificidade a qual a Gate Gourmet tem que se adequar. No geral, nas classes econômicas, as refeições já vão todas montadas e devem apenas ser aquecidas pela equipe de bordo. Já em classes executivas, o prato pode estar montado ou, como acontece na Polaris da United Airlines, ser empratado dentro da aeronave.

Algumas companhias com primeira classe chegam a contar com um chef entre os comissários, o que permite um serviço ainda mais personalizado. “Tudo depende da companhia aérea e do conceito dela”, diz o chef, destacando que a Gate Gourmet se adapta às necessidades de cada empresa.

O que não funciona


Guilherme explica que o serviço de comidas na aviação conta com algumas particularidades. “Temos duas grandes limitações: comidas crocantes que não resistem a muito tempo de armazenamento na geladeira; e preparos mais altos”, conta, destacando que as “gavetas” em que os pratos ficam guardados não possuem mais do que seis centímetros de distância entre um “andar” e outro.

Há ainda determinados alimentos que simplesmente não funcionam em uma operação de catering aéreo. “Sempre lamento a tapioca não funcionar. A textura dela fica borrachuda”, conta. Ele acrescenta que as frituras podem ser complexas, apesar de funcionarem com técnicas de regeneração executadas na hora, como aquecer o prato com a tampa parcialmente aberta.

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Se vemos menos frituras em menus de voos, os pratos mais caldosos ou enriquecidos com molhos são praticamente garantidos. “A tendência é de que as preparações ressequem com o tempo de exposição ao resfriamento e o processo de reaquecimento.”

A gastronomia na aviação, entretanto, vai além de aspectos de sabor ou sensoriais. “Um dos diferenciais é uma preocupação gigante com segurança alimentar. Todo o processo dos alimentos é super rigoroso, com controle de temperatura em todas as etapas”, detalha o chef executivo.

Brasil no prato


Na criação de menus para companhias aéreas, Guilherme tenta sempre colocar um pouquinho de Brasil no prato. “Quando desenvolvo um cardápio, costumo fazer um mix com uma opção de um prato bem brasileiro, como uma moqueca de peixe; outra mais internacional e facilmente reconhecível, como um filé com batatas gratinadas e cogumelos; e uma terceira que pode ser um prato típico do país de origem da companhia aérea.”

No caso do menu de Manu Buffara para a United Airlines, Guilherme e a chef paranaense se reuniram, justamente para ela apresentar suas receitas e também entender as limitações da aviação.

Também é possível que os clientes optem pelo menu convencional na classe Polaris da United, em vez das criações de Manu. Ele é elaborado por Guilherme e começa com duas opções de entrada: tilápia defumada com julienne de palmito ou cuscuz paulista vegetariano.

De principal, os passageiros escolhem entre o cupim feito em baixa temperatura e servido com cará e couve na manteiga; o frango defumado com farofa e arroz com coentro; ou o panzerotti (massa que lembra calzone, só que em versão reduzida) de palmito com farofa de dendê. Já nas sobremesas, as opções são as mesmas: pudim de café e brigadeiros.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

O mistério do frio no avião: a verdadeira explicação que pouca gente sabe

O frio no avião se deve a algumas razões médicas, técnicas e de segurança para proteger os passageiros.

(Imagem gerada por IA/ND)
Quando viajamos de avião, sempre pensamos em levar um casaco extra por causa do ar-condicionado e do frio que faz lá dentro. Porém, pouca gente sabe o verdadeiro motivo do frio no avião.

O médico credenciado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial, Dr. Marco Antonio Ribeiro Cantero. Segundo ele, “as temperaturas são reguladas para ficarem, normalmente, entre 20° e 22°, um padrão mundial para gerar comodidade à maior parte dos passageiros durante a viagem”.

Frio no avião ocorre por razões médicas


Essa sensação de frescor constante não é por acaso nem se deve unicamente ao uso do ar-condicionado, mas sim a razões médicas, técnicas e de segurança para proteger os passageiros.

Alguns estudos médicos mostram que se a temperatura é muito quente, aumenta o risco de síncope, os desmaios por baixa pressão. O ar frio no avião ajuda o corpo a se manter estável e reduz as chances de tontura ou mal-estar.

Por outro lado, o sistema de ventilação do avião capta o ar exterior. Esse ar é comprimido e misturado com ar reciclado da cabine. Embora seja resfriado e aquecido de maneira controlada, muitas vezes é mantido mais fresco por padrão para evitar que o ambiente se torne denso ou sufocante.

O ar frio no avião está relacionado ao fato que em um local fechado com muitas pessoas, ele ajuda a reduzir a propagação de bactérias e vírus. Nesse contexto as companhias aéreas preferem manter o ambiente mais fresco porque é mais fácil se agasalhar do que se refrescar.

O que se recomenda?


É recomendável levar sempre um casaco, cachecol ou cobertor, mesmo se for viajar no verão. Algumas companhias aéreas oferecem cobertores, mas nem sempre estão disponíveis e nem sempre as pessoas os consideram higiênicos.

Via Bruno Benetti (ND+)

domingo, 26 de julho de 2026

10 dicas para viajar de classe econômica sem abrir mão do conforto. Confira!

Viajar de classe econômica não precisa ser desconfortável. Aprenda truques simples para melhorar sua experiência com 10 dicas essenciais.


Viajar de avião nem sempre é sinônimo de conforto, especialmente quando se trata de assentos econômicos. No entanto, com algumas dicas simples, é possível transformar essa experiência em algo muito mais agradável.

Então, se você está se preparando para uma viagem em classe econômica e deseja garantir o máximo de conforto possível, aqui estão 10 dicas eficazes para tornar seus voos mais suportáveis:

10 dicas para viajar de classe econômica com conforto

1. Acalme sua mente e seu corpo


Antes de embarcar, reserve alguns momentos para praticar técnicas de respiração profunda e relaxamento. Essa prática pode ajudar a reduzir o estresse e a tensão muscular, tornando a viagem mais confortável e tranquila.

2. A escolha do assento faz toda a diferença


Se a companhia aérea permitir, opte por assentos próximos à parte traseira da aeronave, onde geralmente há mais espaço para as pernas. Além disso, se você prefere a janela, escolha os assentos da primeira fila para garantir ainda mais espaço e conforto.

3. Diga adeus às roupas apertadas


Ao viajar de avião, o conforto é fundamental. Então, escolha roupas largas e feitas de tecidos respiráveis para garantir o máximo de comodidade durante o voo.

4. Mais espaço e facilidade de movimento


Opte por assentos no corredor sempre que possível. Isso porque, além de oferecer mais espaço para esticar as pernas, eles facilitam o acesso ao banheiro e permitem que você se movimente livremente sem incomodar os outros passageiros.

5. Silêncio e escuridão podem ser seus melhores aliados


Não se esqueça de levar uma máscara para os olhos e protetores auriculares. Esses itens são essenciais para bloquear o ruído da cabine e garantir um ambiente mais tranquilo e propício ao descanso.

6. Leve um lanche


Traga consigo alguns lanches leves para evitar a fome durante o voo. Barras de cereais, frutas secas e biscoitos são ótimas opções para manter a energia e o conforto durante a viagem.

7. Nada de cafeína e álcool


A cafeína e o álcool podem interferir no sono e causar desidratação, tornando a viagem menos confortável. Sendo assim, prefira água ou sucos naturais para se manter hidratado e evitar desconfortos durante o voo.

8. Travesseiros e cobertores


Não abra mão do seu próprio travesseiro e cobertor. Eles são fundamentais para proporcionar conforto e apoio adequado durante o voo, especialmente se você pretende descansar ou dormir.

9. Menos é mais para um voo agradável


Opte por bagagens leves e compactas para economizar espaço na cabine e garantir mais conforto durante o voo.

10. Sempre hidratado


Por fim, mantenha-se hidratado ao longo do voo, bebendo água regularmente. Isso ajudará a prevenir a desidratação e a manter seu corpo energizado e confortável durante toda a viagem.

Via Maurício Reis (Rotas de Viagem) - Foto: Freepik

sábado, 25 de julho de 2026

Apoiar a cabeça na janela do avião: hábito comum prejudica sua segurança e saúde

Entenda os riscos de apoiar a cabeça na janela do avião e descubra alternativas para uma viagem mais segura e confortável.


Viajar de avião é uma experiência comum para muitas pessoas, especialmente para cobrir trajetos longos. Durante essas viagens, o conforto é uma prioridade, levando muitos passageiros a buscar maneiras de descansar.

Apoiar a cabeça na janela do avião pode não ser a melhor opção, mesmo que a vontade de repousar por alguns minutos seja tentadora.

A prática de recostar a cabeça sobre o vidro pode representar riscos à segurança e à higiene. Embora possa parecer um gesto inofensivo, é importante estar ciente das consequências que podem surgir ao optar por essa posição durante o voo.

Riscos associados à janela do avião

As janelas dos aviões são projetadas para suportar a pressão do voo, mas o apoio constante dos passageiros pode resultar em desgaste a longo prazo. As aeronaves passam por rígidos controles de qualidade; contudo, a pressão adicional imposta pelos usuários pode ter efeitos negativos.

A higiene é outro aspecto crucial. A constante rotação de passageiros contribui para o acúmulo de germes nas superfícies. Assim, para evitar a exposição a bactérias, é recomendável evitar contato direto com a janela.

Riscos de lesão durante turbulências

Em situações de turbulência, apoiar a cabeça na janela pode resultar em lesões devido a movimentos bruscos. Por isso, recomenda-se manter a cabeça erguida para evitar impactos contra o vidro, prevenindo possíveis ferimentos.

Alternativas para maior conforto

Para viajar com conforto sem comprometer a segurança, utilizar almofadas de viagem é uma excelente opção. Elas oferecem suporte para a cabeça e o pescoço, garantindo uma postura mais relaxada.

Outra alternativa é usar uma jaqueta ou cachecol como apoio. Além disso, reclinar o assento levemente pode proporcionar um descanso agradável, evitando a necessidade de usar a janela como suporte.

Dicas práticas para uma viagem tranquila
  • Chegar cedo ao aeroporto para evitar estresse.
  • Vestir roupas confortáveis e leves.
  • Manter-se hidratado durante o voo.
Embora a tentação de usar a janela do avião como travesseiro seja grande, é importante ponderar os riscos envolvidos. Optar por alternativas mais seguras pode tornar a viagem mais agradável e garantir a segurança de todos a bordo.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Documentos, bagagem e check-in! Veja como embarcar tranquilo no avião


Embarcar em um voo nacional pode parecer simples, mas alguns detalhes fazem toda a diferença para uma viagem tranquila. Este guia apresenta tudo que você precisa saber sobre documentação, check-in, bagagem e procedimentos para voar pela Azul sem complicações.

Quais documentos são aceitos para voo nacional?


Para voos nacionais, você pode apresentar RG original, CNH (física ou digital), passaporte brasileiro válido, carteira de trabalho ou carteiras profissionais emitidas por conselhos de classe. Documentos digitais como CNH Digital, e-Título e DNI também são aceitos quando apresentados nos aplicativos oficiais.

Documentos digitais são válidos

A CNH Digital pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito, o e-Título com foto e o Documento Nacional de Identificação (DNI) podem ser usados normalmente. Importante: prints ou capturas de tela não são aceitos, apenas os documentos nos aplicativos oficiais.

E se eu perder meu documento antes do voo?

Você pode embarcar apresentando um Boletim de Ocorrência emitido em até 30 dias antes da viagem. O B.O. deve ser original e estar legível para ser aceito pela Azul.

Como fazer o check-in para voos nacionais?


O check-in pode ser feito online no site ou aplicativo da Azul a partir de 48 horas antes do voo, até 1 hora antes da partida. Você também pode fazer no aeroporto, nos balcões ou totens de autoatendimento, até 40 minutos antes do embarque. Atenção: algumas tarifas promocionais podem cobrar taxa adicional para check-in presencial no balcão.

Informações necessárias para o check-in

Tenha em mãos o localizador da reserva (código com 6 letras), CPF, RG ou número TudoAzul. Desde 2021, é obrigatório informar o CPF de todos os passageiros, incluindo crianças, no momento da compra ou check-in.

Posso escolher assento durante o check-in?

Na tarifa básica Azul, você pode escolher assentos gratuitos apenas 48 horas antes do voo. Na tarifa Mais Azul, a seleção de assento é gratuita desde a compra da passagem, mas está sujeita à disponibilidade, especialmente em voos lotados.

Quanto tempo antes devo chegar ao aeroporto?


(Foto: depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy)
Para voos nacionais, chegue no mínimo 2 horas antes do horário do voo se tiver bagagem para despachar. Se viajar apenas com bagagem de mão, 1 hora e 30 minutos de antecedência é suficiente. Em alta temporada ou aeroportos movimentados (como Guarulhos e Congonhas), recomenda-se chegar 2 horas e 30 minutos antes se for despachar bagagem, devido a filas maiores.

Por que chegar com antecedência

Você precisa tempo para fazer check-in presencial (se necessário), despachar bagagem, passar pela inspeção de segurança e localizar o portão de embarque. Em períodos de alta temporada ou feriados, as filas podem ser maiores.

O embarque encerra 40 minutos antes do voo, então planeje seu tempo considerando possíveis imprevistos no trânsito ou estacionamento do aeroporto.

Quais são as regras de bagagem de mão?


A bagagem de mão pode ter no máximo 55x35x25 cm e pesar até 10 kg. Você também pode levar um item pessoal (bolsa, mochila pequena) de até 45x35x20 cm. Líquidos em voos nacionais não têm restrições específicas de volume, mas devem estar em embalagens que evitem vazamentos para não causar problemas durante o voo.

O que pode levar na bagagem de mão?

Eletrônicos como celular, notebook e tablet são permitidos. Remédios de uso pessoal, óculos, livros e roupas também podem ir na bagagem de mão. Evite objetos cortantes com lâmina superior a 6 cm.

E se minha bagagem estiver fora das medidas?

Se exceder as dimensões ou peso, você precisará despachá-la pagando R$ 170 (se comprar antecipadamente) ou R$ 200 (no aeroporto) para voos nacionais.

Como funciona a inspeção de segurança?


Todos os passageiros passam pelo raio-X, onde bagagens são inspecionadas e você atravessa o detector de metais. Retire eletrônicos grandes da bagagem e coloque objetos metálicos como chaves e cintos nas bandejas.

Dicas para agilizar a inspeção

Use roupas simples sem muitos metais, mantenha documentos e cartão de embarque sempre à mão, e organize a bagagem com eletrônicos de fácil acesso. Chegue preparado para retirar casaco ou jaqueta se necessário.

A inspeção é obrigatória para todos e pode levar de 5 a 20 minutos dependendo do movimento do aeroporto.

Crianças precisam de documentos especiais?


Crianças de 0 a 12 anos podem viajar com RG, passaporte ou certidão de nascimento (original ou cópia autenticada). Para adolescentes de 12 a 18 anos incompletos, apenas RG ou passaporte são aceitos, não sendo válida a certidão de nascimento.

Criança pode viajar desacompanhada?

Menores de 8 anos devem viajar sempre acompanhados. Entre 8 e 16 anos, podem viajar sozinhos apenas em voos diretos, mediante autorização dos pais com firma reconhecida ou autorização judicial. Adolescentes de 16 a 18 anos não precisam de autorização para voos nacionais, desde que tenham documento válido.

Bebês precisam de assento?

Bebês de 0 a 2 anos incompletos podem viajar no colo (lap child) pagando até 10% da tarifa do adulto, além das taxas de embarque, ou ocupar assento próprio pagando tarifa com desconto.

O que fazer se tiver problemas no check-in?


Se houver problemas com documentação, alteração de voo ou bagagem, procure o balcão de atendimento da companhia aérea. Mantenha comprovantes de compra da passagem e documentos pessoais sempre organizados.

Situações comuns e soluções

Para documentos vencidos ou danificados, apresente B.O. se houver. Se o voo foi alterado ou cancelado, você tem direito a remarcação gratuita ou reembolso. Em caso de bagagem com excesso, pode reorganizar itens entre bagagem de mão e item pessoal.

Entre em contato com a central de atendimento pelo telefone 4003-3255 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 880 4040 (demais localidades) para resolver questões antes de ir ao aeroporto.

Existe alguma restrição especial para voos nacionais?


Voos nacionais têm poucas restrições além das medidas de segurança padrão. Não há limite para líquidos na bagagem de mão, não é necessário teste de COVID-19 ou comprovante de vacinação, e qualquer cartão de crédito ou débito nacional é aceito para compras a bordo.

Posso levar comida no voo?

Sim, alimentos sólidos são permitidos na bagagem de mão. Frutas, sanduíches, doces e produtos industrializados podem ser levados normalmente. Importante: alimentos perecíveis como frutas frescas podem ser inspecionados e, em alguns casos, descartados se considerados impróprios pela segurança do aeroporto. Evite líquidos em grande quantidade que possam vazar.

Preciso imprimir o cartão de embarque?

Não é obrigatório. Você pode usar o cartão de embarque digital no celular através do aplicativo da Azul ou salvar o arquivo PDF. Importante: certifique-se de que o cartão esteja acessível offline (PDF salvo ou print da tela), pois conexões instáveis no aeroporto podem dificultar o acesso. Tenha sempre um plano B caso a bateria acabe ou haja problemas técnicos.

Se for viajar de avião pela manhã, a dica é não tomar banho antes do voo

Pesquisa revela motivo inusitado pelo qual você não deveria tomar banho antes de viajar nos primeiros horários de embarque durante a manhã.


Existem dicas valiosas para que a sua viagem seja um verdadeiro sucesso, começando pelos hábitos antes do voo. Nesse caso, além de descansar bastante antes de chegar ao aeroporto, vale a pena tomar banho à noite. Desse modo, quem está viajando para embarcar de manhã, fica mais tranquilo. Essa foi a observação de uma empresa que realizou uma pesquisa com milhões de passageiros.

Antes do voo, um banho matinal é uma péssima ideia


Aquela ducha de água fria para acordar e não perder a hora do embarque talvez não seja a melhor opção. Afinal, ninguém deseja ter um dia péssimo, marcado pelo mau-humor que acaba tornando sua personalidade desagradável.

Lembre-se que as suas primeiras atitudes no dia determinam o restante da rotina, então atente-se às ações em dias cheios de movimentação. Banho matinal? Talvez você esteja aumentando seu nível de estresse em dias de viagem.

Você não vai ficar sujo! Basta tomar banho durante a noite


Não tenha pressa ou medo de ficar sujo! Deixe tudo organizado e fique de banho tomado à noite. Sendo assim, basta acordar, vestir a roupa necessária e partir, sem preocupações a mais que podem elevar o risco de atrasos.

Imprevistos acontecem, mas tente adiantar o máximo possível de atividades, incluindo o ato de se banhar. Algumas etapas da higiene pessoal podem ser agilizadas, evitando que você deixe tudo acumulado.

Ainda que algumas pessoas afirmem que o banho vai te ajudar a ter mais energia, o que costuma acontecer é justamente o contrário. Na tentativa de lavar o corpo, às pressas, esses 20 minutos geralmente são estressantes.

Cuidado com o banho antes de viajar no horário da manhã


Um estudo da plataforma de satisfação ‘’Happy or Not’’ revelou que os passageiros da manhã são mais felizes que os da noite. Pelo menos 85,2% das pessoas que viajaram pela manhã revelaram se sentir satisfeitas.

As respostas de sete milhões de clientes de mais de 30 companhias aéreas mostraram uma diferença de 20% na satisfação entre voos matutinos e noturnos. Portanto, não deixe de tomar banho algumas horas antes do embarque.

Extravio de bagagem cai ao menor nível pós-pandemia, diz estudo

Cai número de bagagens manuseadas de forma inadequada no mundo (Imagem: Freepik)
Os casos de bagagens manuseadas de forma incorreta pelas companhias aéreas caíram ao menor patamar desde a pandemia de Covid-19, mas continuam representando um prejuízo bilionário para o setor. Segundo levantamento da Sita, empresa especializada em tecnologia para a aviação, cada mala extraviada, atrasada ou danificada custa, em média, US$ 260 (R$ 1.354) às empresas.

A pesquisa aponta que a taxa de bagagens manuseadas de forma inadequada caiu 23% em 2025 em relação a 2024, enquanto o volume total de ocorrências recuou 19% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o custo global do problema chegou a US$ 6,3 bilhões (R$ 33 bilhões), o equivalente a cerca de 15% do lucro anual estimado da indústria aérea, de US$ 41 bilhões (R$ 214 bilhões).

O impacto financeiro chama atenção porque as margens das companhias aéreas seguem reduzidas. De acordo com o estudo, o lucro líquido médio por passageiro é de apenas US$ 8 (R$ 42). Na prática, uma única bagagem manuseada de forma incorreta pode consumir o lucro obtido com mais de 30 passageiros, enquanto dezenas de ocorrências desse tipo são suficientes para eliminar o lucro de um voo inteiro.

Embora os índices tenham melhorado graças à adoção de novas tecnologias e ao aperfeiçoamento dos processos operacionais, a Sita afirma que as falhas no transporte de bagagens continuam entre os principais fatores que afetam a rentabilidade das empresas, além de prejudicar a experiência dos passageiros.

Erro pode custar caro


Além dos custos diretos, como transporte, armazenamento e entrega das bagagens, as companhias também arcam com despesas relacionadas ao atendimento dos passageiros e ao pagamento de indenizações, o que eleva significativamente o impacto financeiro de cada ocorrência.
O estudo aponta três tipos de problemas com bagagens:
  • Atrasadas
  • Danificadas
  • Extraviadas (perdidas definitivamente)
As bagagens atrasadas respondem por cerca de 70% de todo o prejuízo causado pelo manuseio incorreto, totalizando aproximadamente US$ 4,4 bilhões (R$ 23 bilhões) por ano, segundo o levantamento. Elas também representam três quartos de todos os casos registrados no mundo.

Uma bagagem atrasada gera um gasto médio de US$ 245 (R$ 1.276), sendo cerca de US$ 170 (R$ 886) relacionados às operações de localização, reencaminhamento e entrega, além de US$ 75 (R$ 391) em compensações financeiras aos passageiros.

No caso das bagagens danificadas, o custo médio sobe para US$ 255 (R$ 1.328), dos quais US$ 85 (R$ 443) correspondem aos custos operacionais e US$ 170 (R$ 886) às indenizações.

Já as bagagens extraviadas definitivamente são as mais caras para as empresas. Embora representem apenas 4% dos casos, cada uma gera um custo médio de US$ 635 (R$ 3.308), sendo US$ 215 (R$ 1.120) em despesas operacionais para tentar localizá-la e US$ 420 (R$ 2.188) em compensações aos passageiros.

Evolução dos números


Em 2007, eram 18,9 bagagens manuseadas de forma errada (atrasadas, danificadas ou extraviadas) a cada 1.000 passageiros (total de 47 milhões de bagagens). Em 2025, esse número caiu para 4,9 na mesma proporção (total de 24 milhões de bagagens).

Veja a evolução na proporção e no total de bagagens manuseadas de forma incorreta nos últimos anos:
  • 2019: 5,6 bagagens a cada 1.000 passageiros (total de 26 milhões de bagagens)
  • 2020: 3,5 bagagens a cada 1.000 passageiros (total de 6 milhões de bagagens)
  • 2021: 4,4 bagagens a cada 1.000 passageiros (total de 10 milhões de bagagens)
  • 2022: 7,6 bagagens a cada 1.000 passageiros (total de 26 milhões de bagagens)
  • 2023: 6,9 bagagens a cada 1.000 passageiros (total de 30 milhões de bagagens)
  • 2024: 6,3 bagagens a cada 1.000 passageiros (total de 30 milhões de bagagens)
  • 2025: 4,9 bagagens a cada 1.000 passageiros (total de 24 milhões de bagagens)
Os custos ainda estão mais altos que no período pré-pandemia, tanto em valores absolutos quanto por bagagem, mas com tendência de queda. Enquanto em 2024 o valor gasto pelas aéreas com bagagens manuseadas de forma incorreta foi de US$ 7,7 bilhões, em 2025 esse número caiu para US$ 6,3 bilhões, ainda maior do que o registrado em 2019, quando foi de US$ 5,7 bilhões.

Veja a evolução total destes custos e o total de passageiros transportados ano a ano:
  • 2019: US$ 5,7 bilhões - 4,6 bilhões de passageiros transportados
  • 2020: US$ 1,4 bilhão - 1,8 bilhão de passageiros transportados
  • 2021: US$ 2,3 bilhões - 2,3 bilhões de passageiros transportados
  • 2022: US$ 6,3 bilhões - 3,5 bilhões de passageiros transportados
  • 2023: US$ 7,5 bilhões - 4,4 bilhões de passageiros transportados
  • 2024: US$ 7,7 bilhões - 4,8 bilhões de passageiros transportados
  • 2025: US$ 6,3 bilhões - 5 bilhões de passageiros transportados
Os principais motivos de as bagagens atrasarem, segundo o estudo da Sita, são os seguintes:
  • 39% com manuseio incorreto de bagagem em transferência
  • 18% com erro de bilhetagem/troca de bagagem/segurança
  • 16% com falha no carregamento da aeronave
  • 11% com aeroporto/alfândega/clima/restrição de espaço/peso
  • 8% com erro de carregamento/descarregamento na aeronave
  • 4% com erro de etiquetagem
  • 4% com manuseio incorreto no ponto de chegada

Rastreamento em tempo real reduz perdas

A redução no número de ocorrências tem sido impulsionada pela adoção de tecnologias que ampliam a visibilidade sobre o trajeto das bagagens. Entre elas estão sistemas de rastreamento em tempo real mesmo dentro dos aeroportos, inteligência artificial, automação dos processos de triagem e integração de dados entre companhias aéreas, aeroportos e empresas responsáveis pelo atendimento em solo.

Ainda assim, esse tipo de acompanhamento é um desafio. Uma das principais novidades apresentadas pela Sita é a integração do sistema WorldTracer, que é utilizado por mais de 500 companhias aéreas e operadores em cerca de 2.800 aeroportos, com dispositivos de localização instalados pelos próprios passageiros nas malas.

Segundo a empresa, a integração entre o WorldTracer e a tecnologia de compartilhamento de localização da Apple reduziu em 90% os casos de bagagens consideradas definitivamente perdidas. O tempo necessário para recuperar malas atrasadas também caiu 26% nas empresas que utilizam a solução.

A empresa também anunciou a integração do sistema com o Google Find Hub, permitindo que passageiros compartilhem temporariamente a localização da bagagem diretamente com as companhias aéreas, facilitando a busca e reduzindo o tempo necessário para localizar os volumes.

Despacho biométrico de malas


Outra aposta do setor para reduzir perdas é o despacho biométrico de bagagens. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para identificar o passageiro e vincular automaticamente a bagagem ao seu proprietário logo no início da viagem, reduzindo erros de identificação e de processamento.

Segundo a Sita, 21% das companhias aéreas já utilizam sistemas de despacho biométrico de bagagens e sem contato, enquanto outras 45% pretendem implantar a tecnologia até o fim de 2027. A expectativa é que o processo aumente a automação do despacho, melhore o rastreamento das malas e reduza ainda mais os custos operacionais decorrentes de falhas no transporte de bagagens.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quinta-feira, 23 de julho de 2026

7 coisas que acontecem nos aviões e a tripulação não te conta!

Viajar de avião é uma experiência única e fascinante, e há certas coisas que acontecem a bordo e que os comissários de bordo geralmente não compartilham com os passageiros.


1. Abrir uma lata de Coca-Cola pode ser um desafio


Quando estamos a bordo de um avião, pode ser difícil abrir uma lata de Coca-Cola devido à pressão do ar na cabine. Essa pressão pode fazer com que a bebida borbulhe e até mesmo transborde. Para evitar possíveis inconvenientes, os comissários de bordo geralmente abrem as latas antes de servi-las aos passageiros.

2. Passageiros que se levantam durante o voo


Embora seja recomendado permanecer sentado com o cinto de segurança afivelado durante todo o voo, muitos passageiros se levantam para esticar as pernas ou ir ao banheiro. No entanto, os comissários de bordo preferem que os passageiros permaneçam sentados para evitar possíveis acidentes ou quedas durante a turbulência.

3. Balão de oxigênio com tempo limitado


Os aviões possuem máscaras de oxigênio para uso em caso de despressurização da cabine. No entanto, esses dispositivos têm apenas cerca de 15 minutos de suprimento de oxigênio. Isso é tempo suficiente para o avião descer a uma altitude segura, onde a respiração se torna mais fácil.

4. Manter-se sentado em caso de emergência


Em caso de uma emergência grave durante o voo, como um passageiro que fica gravemente doente ou morre, os comissários de bordo podem solicitar que os passageiros próximos permaneçam sentados. Isso ocorre para evitar interferências com os procedimentos de emergência e para garantir a segurança de todos a bordo.

5. A temperatura da cabine não é ajustável


Embora a temperatura da cabine seja ajustada pelos pilotos, muitas vezes os comissários de bordo recebem reclamações sobre o frio ou calor excessivo. No entanto, eles não têm controle direto sobre o sistema de climatização e podem apenas relatar o problema aos pilotos.

6. Comida de avião não é a melhor


A comida servida a bordo dos aviões nem sempre é de alta qualidade. Isso ocorre porque o processo de preparação e armazenamento das refeições é diferente do que em um restaurante tradicional. Além disso, a altitude e a pressão da cabine podem afetar o sabor dos alimentos.

7. Comissários de bordo são treinados para lidar com emergências


Os comissários de bordo passam por treinamentos intensivos para lidar com diversas situações de emergência, incluindo a evacuação de aeronaves, prestação de primeiros socorros e combate a incêndios. Sua principal responsabilidade é garantir a segurança dos passageiros e agir prontamente em caso de necessidade.

Embora nem sempre compartilhem essas informações com os passageiros, é interessante conhecer esses fatos sobre a aviação. Afinal, voar é uma experiência única e ter conhecimento sobre o trabalho dos comissários de bordo nos bastidores pode tornar a viagem ainda mais fascinante.

Via Rotas de Viagem - Imagem: freepik.com

terça-feira, 21 de julho de 2026

Ex-comissária de bordo compartilha o motivo pelo qual você nunca deve pedir bebida no avião

(Foto: depositphotos.com / IgorVetushko)
Durante viagens de avião, muitos passageiros buscam conforto e praticidade, recorrendo a bebidas quentes como café ou chá servidos a bordo. No entanto, informações recentes levantam questionamentos sobre a qualidade da água utilizada no preparo dessas bebidas durante os voos comerciais. Esse tema tem chamado a atenção de viajantes frequentes e especialistas em saúde, que alertam para possíveis riscos associados ao consumo dessas opções durante o trajeto aéreo.

Relatos de ex-comissários de bordo e estudos publicados nos últimos anos apontam que a água utilizada para preparar café e chá em aeronaves pode não ser tão limpa quanto se imagina. Isso ocorre devido à dificuldade de higienização dos tanques de água presentes nos aviões, o que pode favorecer a proliferação de bactérias e outros micro-organismos indesejados. Diante desse cenário, cresce a preocupação sobre a segurança alimentar durante voos comerciais em 2025.

Por que a água dos aviões pode ser um problema?


Os tanques de água das aeronaves são estruturas de difícil acesso e limpeza, o que dificulta a manutenção adequada. Muitas companhias aéreas realizam a higienização desses reservatórios em intervalos longos, o que pode comprometer a qualidade da água armazenada. Além disso, a água é frequentemente abastecida em diferentes aeroportos, com padrões de tratamento que podem variar de acordo com a região.

Estudos realizados nos últimos anos detectaram a presença de bactérias e outros contaminantes em amostras de água coletadas em aviões comerciais. Esses resultados reforçam a importância de avaliar cuidadosamente as opções de bebidas oferecidas durante o voo, especialmente para pessoas com o sistema imunológico mais sensível.

Quais bebidas são mais seguras para consumir durante o voo?


Uma das principais recomendações de especialistas e profissionais da aviação é optar por bebidas engarrafadas e lacradas, como água mineral, refrigerantes e sucos industrializados. Essas opções passam por processos de controle de qualidade mais rigorosos e não dependem da água armazenada nos tanques do avião.
  • Água mineral engarrafada: Preferida por muitos passageiros, é considerada a alternativa mais segura.
  • Refrigerantes e sucos em lata ou caixa: Também são indicados, pois não entram em contato com a água do avião.
  • Bebidas alcoólicas: Vinhos e destilados servidos em embalagens individuais costumam ser seguros, desde que não sejam misturados com gelo.
Evitar gelo nas bebidas também é uma medida importante, já que o gelo geralmente é feito com a mesma água dos tanques, podendo apresentar os mesmos riscos de contaminação.

(Foto: depositphotos.com / ADragan)

Como reduzir riscos ao consumir bebidas em aviões?


Para minimizar a exposição a possíveis contaminantes, passageiros podem adotar algumas práticas simples durante o voo:
  1. Solicitar apenas bebidas engarrafadas ou enlatadas, evitando café, chá e outras preparações quentes.
  2. Pedir para não adicionar gelo às bebidas, mesmo em refrigerantes ou sucos.
  3. Observar se as embalagens estão devidamente lacradas antes do consumo.
  4. Em voos longos, considerar levar sua própria garrafa de água lacrada, adquirida após o controle de segurança do aeroporto.
Essas orientações são especialmente relevantes para crianças, idosos, gestantes e pessoas com condições de saúde que exigem atenção redobrada à qualidade da água consumida.

É seguro pedir café ou chá durante o voo?


A dúvida sobre a segurança do café e do chá servidos em aviões é comum entre passageiros. Como essas bebidas são preparadas com a água dos tanques da aeronave, a recomendação geral é evitar seu consumo, principalmente em voos de companhias aéreas que não detalham seus processos de higienização. Apesar de a água ser aquecida, nem sempre a temperatura atinge níveis suficientes para eliminar todos os micro-organismos presentes.

Em 2025, a orientação de especialistas permanece a mesma: dar preferência a bebidas industrializadas e embaladas individualmente. Essa escolha simples pode contribuir para uma viagem mais tranquila e segura, reduzindo o risco de desconfortos gastrointestinais ou outros problemas de saúde relacionados à ingestão de água contaminada durante o voo.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Álcool a bordo: as implicações de consumir bebida alcoólica em aviões

É preciso ter cautela antes de consumir bebida alcoólica em voos, entenda o porquê.


Viajar de avião pode ser uma experiência prazerosa para alguns, mas certamente também é um fator de estresse e ansiedade para muitas pessoas. Um recurso bastante comum que os passageiros apelam em busca de calma são as bebidas alcoólicas durante o voo. No entanto, é preciso conhecer algumas implicações desta escolha.

Um estudo publicado nos Estados Unidos recentemente, e compartilhado com o público no jornal The New York Times, indica alguns riscos associados ao consumo de álcool em aviões, especialmente em voos de longa duração, em que há previsão de horas de sono a bordo. À medida que um avião sobe, o nível de oxigênio na cabine cai, e isso faz com que o nível de oxigênio no sangue diminua. Beber álcool pode aumentar a frequência cardíaca e já está demonstrado que reduz os níveis de oxigênio no sangue durante o sono.

O novo estudo, encabeçado pelo Instituto de Medicina Aeroespacial de Colônia, na Alemanha, foi o primeiro a examinar os efeitos combinados da altitude e do álcool. Para isso, os pesquisadores recrutaram 48 adultos saudáveis ​​com idades entre 18 e 40 anos. Metade concluiu o estudo em um laboratório do sono com pressão atmosférica normal. A outra metade dormia em beliches numa câmara de altitude com pressão de ar que simulava a de um avião.

Os participantes de ambos os grupos dormiram da meia-noite às 4 da manhã durante duas noites, uma sóbria e outra depois de beber quase 120 ml de vodca, uma quantidade de álcool semelhante à encontrada em duas cervejas ou taças de vinho. Eles usavam dispositivos para medir frequência cardíaca, estágios do sono e os níveis de oxigênio no sangue (o normal é acima de 95% em pessoas saudáveis).

Os participantes que dormiam com pressão atmosférica normal tinham um nível médio de oxigênio no sangue de 96% na noite sóbria e 95% na noite em que haviam consumido álcool. Mas para aqueles que dormiam na câmara de altitude, os níveis de oxigênio eram de 88% quando sóbrios e de 85% depois de beber.

Quanto à frequência cardíaca, a média durante o sono com pressão atmosférica normal aumentou de 64 batimentos por minuto quando sóbrio para 77 após beber; e em altitude, de 73 batimentos por minuto quando sóbrio para 88 depois de beber. Níveis mais baixos de oxigênio no sangue e aumento da frequência cardíaca são evidências de tensão no sistema cardiovascular, uma vez que o coração trabalha mais para compensar a queda no oxigênio.

Esse tipo de estresse cardíaco pode deixá-lo um pouco cansado, entre as pessoas jovens. No entanto, entre os que tem alguma condição cardíaca ou respiratória, como insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica ou apneia do sono, isso pode causar tonturas e falta de ar. Beber potencializa as chances de precisar recorrer a uma emergência médica durante o voo, por exemplo. O álcool também desidrata, o que pode aumentar ligeiramente o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo nas pernas ou nos pulmões.

Como o álcool tem capacidade sedativa, se for consumido perto da hora de dormir, pode fazer pegar no sono mais rápido. No estudo alemão, quem dormia na câmara de altitude demorava, em média, 19 minutos para adormecer quando sóbrio e 12,5 minutos depois de beber.

Mas à medida que o corpo digere o álcool, a qualidade do sono piora e despertar com mais frequência torna-se mais fácil, ou seja, o efeito oposto do desejado, além de se sentir mais cansado no dia seguinte. No estudo, os participantes que dormiam na câmara de altitude passaram menos tempo em sono profundo e REM do que aqueles que dormiam com pressão atmosférica normal. O álcool comprometeu ainda mais o sono: eles acordaram com mais frequência e, em comparação com 22 minutos de sono REM quando sóbrios, registraram 14,5 minutos depois de beber. O álcool também pode relaxar os músculos ao redor das vias aéreas superiores, causando ronco – e para aqueles com apneia do sono, piora dos sintomas.

No seu próximo voo, lembre-se de que é melhor evitar álcool antes ou durante um voo, especialmente se tiver problemas cardíacos, pulmonares ou apneia do sono. Se não tem uma dessas condições, uma bebida provavelmente não trará problema. Mas observe como se sente depois: se dorme mal durante o voo e acorda com dor de cabeça, talvez seja melhor se abster do álcool na próxima viagem.

Prefira outras maneiras de relaxar, ainda que elas não levem ao sono, como ouvir música ou podcast, ler ou assistir a filmes. Levar um travesseiro de viagem, uma máscara para os olhos e usar protetores de ouvido também podem ser boas alternativas.

Saúde é prevenção.

Por Gilberto Ururahy (Veja Rio) - Foto: Getty Images - *Gilberto Ururahy é médico há mais de 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. Em 1990, criou a Med Rio Check-up, líder brasileira em check-up médico. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França e autor de quatro livros: Como se tornar um bom estressado (editora Salamandra), O cérebro emocional (editora Rocco), Emoções e saúde (editora Rocco) e Saúde é Prevenção (editora Rocco), com o médico Galileu Assis, diretor da Med Rio Check-Up.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Gol estreia voos para Nova York com aviões de outra empresa; entenda

Avião da Wamos Air com a pintura da Gol: Aeronave Airbus A330 irá operar a rota entre o
aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Nova York (Imagem: Divulgação/Gol)
O primeiro voo da Gol entre o Rio de Janeiro e Nova York (EUA), realizado nesta quarta-feira (8), decolou com um avião que não pertence à companhia. Apesar de ter anunciado a incorporação de aeronaves Airbus A330 para operar as novas rotas internacionais, a empresa ainda não recebeu os aviões e recorreu à espanhola Wamos Air para iniciar o serviço.

A operação é realizada no modelo conhecido como wet lease, em que uma companhia fornece a aeronave, a tripulação, a manutenção e o seguro, enquanto outra comercializa os voos. A Wamos Air integra o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca.

Esse tipo de contrato é comum na aviação e costuma ser utilizado para suprir a falta de aeronaves, atender picos de demanda, cobrir períodos de manutenção da frota ou testar novas rotas sem a necessidade de deslocar aviões próprios.

No Brasil, a prática já foi adotada por outras empresas. A Azul, por exemplo, utilizou aeronaves de companhias parceiras, como a portuguesa EuroAtlantic Airways, em voos para a Europa e os Estados Unidos.

O que muda para o passageiro


Assento da classe executiva do avião Airbus A330 da Wamos Air, empresa pertencente ao
grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca (Imagem: Divulgação/Wamos Air)
Um dos desafios do wet lease é que a experiência de bordo pode ser diferente daquela anunciada pela empresa que vende a passagem, já que o avião pertence a outra companhia.

No caso da Gol, a empresa diz que o voo para Nova York oferecerá a cabine Insignia by Gol, o novo produto de classe executiva desenvolvido para os Airbus A330 da companhia. Embora os assentos sejam no estilo da Wamos, eles oferecem as mesmas comodidades que a Gol deverá oferecer nos aviões próprios, como o tamanho da tela, a reclinação total na cabine executiva o tipo de refeição e os kits de amenidades.

Para garantir que a experiência seja a mais próxima possível do determinado pela Gol, a empresa ainda está mantendo uma equipe de comissários próprios nos voos para prestar apoio aos profissionais da Wamos para que o atendimento seja no padrão da cabine Insignia.

Segundo a Gol, os Airbus A330 próprios com a nova cabine deverão ser entregues até o fim deste ano e passarão gradualmente a assumir a operação das rotas internacionais.

Como serão os voos para Nova York


Cabine Insignia by Gol dos aviões Airbus A330 da companhia aérea brasileira (Imagem: Reprodução/Gol)
A ligação entre o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Nova York foi anunciada em abril e faz parte da estratégia da Gol de transformar o terminal carioca em seu principal centro de conexões para voos internacionais. A companhia também anunciou novas rotas para Paris, Lisboa e Orlando.

Inicialmente, serão três voos semanais em cada sentido:
  • Rio de Janeiro-Nova York: quartas, sextas e domingos, às 21h55, com chegada às 6h55 do dia seguinte.
  • Nova York-Rio de Janeiro: segundas, quintas e sábados, às 23h, com chegada às 9h55 do dia seguinte.
Nesta primeira fase, entre 8 de julho e o fim de outubro, os voos serão operados pela Wamos Air. Entre 25 de outubro de 2026 e 27 de março de 2027, a rota ficará a cargo da American Airlines, que oferecerá voos diários entre as duas cidades. A partir de 28 de março de 2027, a Gol retomará a operação da rota com aeronaves próprias. Os bilhetes para essa etapa já estão à venda.

Os Airbus A330 da companhia terão a nova classe executiva Insignia by Gol, inspirada na cabine de mesmo nome da Avianca, mas adaptada à identidade da empresa brasileira. O produto contará com refeições assinadas pelo chef Felipe Bronze e um kit exclusivo de amenidades.

A estreia da rota também virou motivo de brincadeira nas redes sociais. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), publicou um vídeo convidando passageiros de São Paulo a embarcarem em um voo para o Galeão a partir de Congonhas, evitando o deslocamento até o Aeroporto de Guarulhos.


A Wamos Air


A Wamos Air foi fundada em 2003, inicialmente com o nome Pullmantur Air, voltada ao transporte de passageiros para cruzeiros marítimos e destinos turísticos no Caribe. Em 2014, adotou a marca atual.

Aeronave da Wamos Air (Imagem: Divulgação/Wamos Air)
A companhia é especializada em operações de fretamento (charter) e wet lease, modalidade na qual fornece aeronaves completas — com tripulação, manutenção e seguro — para outras empresas aéreas.

Sua frota é formada exclusivamente por aviões Airbus:
  • cinco Airbus A330-200, utilizados em rotas de menor demanda e abertura de novos mercados;
  • oito Airbus A330-300, voltados para operações de média e longa distância.
Segundo a empresa, a frota tem capacidade para transportar mais de 3 milhões de passageiros por ano. A companhia possui autorização para operar em diversos mercados, entre eles Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e China.

Além do transporte de passageiros, a Wamos também atua no segmento de cargas, atividade ampliada durante a pandemia de covid-19, quando parte da frota foi adaptada para esse tipo de operação.

Embora faça parte do Grupo Abra, a Wamos Air mantém marca e gestão independentes. A estratégia, segundo a empresa, é fortalecer a conectividade entre a América Latina e a Europa preservando sua especialização em operações de fretamento e wet lease.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)