quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cantor Rick e mais 4 morrem após queda de helicóptero em SC

Destroços são encontrados. Informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros no começo da tarde desta terça-feira (22), cerca de 24 horas após o desaparecimento.


Os destroços do helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR, da JTA Empreendimentos e Urbanismo, com o cantor Rick, da dupla com Renner, que desapareceu na Serra de Santa Catarina, foram encontrados nesta terça-feira (22) na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici. Cinco corpos foram localizados, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Destroços do helicóptero que levava Rick e outros 4 (Foto: Reprodução/NSC TV)
Após o avistamento dos destroços pelo ar, as equipes terrestres levaram cerca de três horas de caminhada desde o ponto em que as viaturas pararam até o local do acidente, em área de mata fechada e íngreme, informou o Corpo de Bombeiros Militar.

As seguintes pessoas estavam no helicóptero:
  • cantor Rick Sollo;
  • empresário Bruno Avelar;
  • videomaker Paulo Soares;
  • piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo;
  • copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Mortos em queda de helicóptero: cantor Rick, empresário Bruno Avelar, videomaker Paulo Soares, piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e copiloto Leopoldo Barros Teixeira (Foto: Reprodução)
Em função da região de difícil acesso, a retirada dos corpos foi feita de forma aérea, com uso de cordas.

A área de Santa Bárbara, onde caiu o helicóptero, tem muitos morros e mata fechada. O caminho até o acesso mais próximo é por estrada de terra, bloqueadas pela PM por questão de segurança.

A altitude na região se aproxima de 1.700 metros, uma das mais altas de Santa Catarina, informou o prefeito, Leandro de Souza Corrêa. "Realmente é só quem conhece o local lá, que anda a cavalo, para chegar nas matas, nas trilhas", declarou o prefeito.

Nevoeiro em região de buscas por helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)
Segundo a FAB, toda a região registrava teto baixo (nuvens baixas) no dia do acidente. O local também apresentava chuva forte e ventos intensos que, combinados ao relevo do terreno, causam forte turbulência.

Os corpos foram retirados dos destroços com auxílio de cordas e chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis por volta das 18h, segundo a Polícia Científica.

Chegada dos corpos a Florianópolis de vítimas de queda de helicóptero
(Foto: Polícia Científica/Divulgação)
A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21) após decolar de Porto Belo, no Litoral Norte, durante a manhã. O destino era São Joaquim, na Serra, em uma viagem de cerca de 190 quilômetros.

A região onde os destroços foram encontrados tem áreas que variam entre montanha, planície e mata fechada.

A operação de buscas contou com uma aeronave, que encontrou os destroços, aproximadamente 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas, e drones com capacidade de identificação térmica.

Em função da região de difícil acesso, a retirada foi feita de forma aérea, com uso de cordas. Após a remoção, os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis, onde vão passar pelos exames periciais.

O helicóptero envolvido no acidente (Foto: JCSPOTTER/JetPhotos)
O helicóptero é um Bell 430, fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está com a situação regular e tem certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027.

Quem foi Rick Sollo

Geraldo Antônio de Carvalho, o Rick, nasceu no Tocantins em 5 de dezembro de 1966. Ele se mudou com a família para Brasília aos seis anos e começou a cantar em bares aos nove, ao lado de uma das irmãs, chegando a ter problemas com o Juizado de Menores por sua pouca idade. Ele faria 60 anos em dezembro.

A dupla Rick e Renner foi formada nos anos 1980, em Brasília, e começou a fazer sucesso nos anos 1990, antes da explosão do chamado sertanejo universitário, que renovou o estilo.

Entre os principais sucessos da dupla estão "Ela é demais" (do refrão "uma deusa, uma louca, uma feiticeira") e "Nos bares da cidade".

Como Rick e Renner se conheceram

A dupla Rick e Renner foi formada em meados dos anos 1980. O parceiro de Rick era Ivair Reis Gonçalves, o Renner, nascido em Brasília em 19 de novembro de 1971.

Renner começou a cantar rock aos 14 anos. Aos 16, tornou-se pai e passou a ajudar a sustentar a família com o dinheiro que ganhava com a música.

Rick e Renner começaram a carreira se apresentando em bares e chegaram a gravar um LP independente. A dupla recebeu ajuda de Zezé Di Camargo e Luciano, que os apresentaram ao produtor Manoel Nenzinho Pinto.

A parceria abriu caminho para a gravação do primeiro disco pela gravadora Continental. Entre os destaques do álbum estavam músicas como "Preciso te Encontrar", "Você Decide", "Olhando nos Teus Olhos", "Mal de Amor" e "A Gente Sempre se Entende".

Depois do primeiro trabalho, os dois se mudaram para São Paulo para dar continuidade à carreira artística.

Via g1 e Metrópole

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Avião de deputado federal Cláudio Cajado faz pouso de emergência no interior da Bahia


A aeronave Beechcraft 58 Baron, prefixo PR-CCS, da empresa CCS Patrimonial, que tem a propriedade associada ao deputado federal Cláudio Cajado (PP) realizou um pouso forçado na tarde desta segunda-feira, (14). A situação ocorreu no aeroporto de Irecê, centro-norte da Bahia.

O episódio ocorreu quando o parlamentar cumpria agenda e atos de campanha na região. Ele passou pelos municípios de Ipupiara e Brotas de Macaúbas durante a manhã antes de seguir viagem.


Mesmo com o pouso de emergência, não houve feridos no incidente. O parlamentar ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. Apesar do susto durante a manobra de emergência, não houve registro de feridos

Via bahianoticias.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Avião com cantor Rey Vaqueiro pega fogo após sair da pista em pouso no interior do RN

Ninguém ficou ferido no acidente, que aconteceu na madrugada deste domingo (13) em Parelhas. Além do cantor, outros cinco passageiros estavam na aeronave, além de dois tripulantes.


O jato executivo Cessna 550 Citation Bravo, prefixo PP-WMO, com o cantor Rey Vaqueiro pegou fogo após sair da pista durante um pouso na madrugada deste domingo (13) na cidade de Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte, onde o artista tinha apresentação marcada.

Estavam na aeronave o cantor e outras cinco pessoas, além do piloto e copiloto. Ninguém ficou ferido. A aeronave pertence ao empresário Yvens Watila Oliveira da Silva, irmão do cantor Wesley Safadão.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
O avião ficou destruído. O Corpo de Bombeiros informou que acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para investigar a causa do acidente.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave, de matrícula PP-WMO, é do modelo 550 Bravo, da Cessna, com capacidade para oito passageiros. Ele foi fabricado em 2006.

Rey Vaqueiro havia se apresentado na cidade de Moreno, em Pernambuco, horas antes e tinha apresentação marcada em Parelhas às 2h30.

Cantor, equipe e tripulação foram levados para o Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica. Eles conseguiram deixar a aeronave antes do fogo se espalhar.

Acidente avião Rey Vaqueiro em Parelhas, RN (Foto: Divulgação)
Nas redes sociais, o prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, publicou uma foto com o artista e também parte da equipe de saúde que o atendeu.

"Hoje, diante de uma situação que ninguém esperava viver, profissionais de saúde e toda uma equipe se mobilizaram para cuidar, acolher e fazer o possível diante de uma emergência tão delicada", disse o prefeito.

Em nota nas redes sociais, o cantor informou que ele e a equipe estão bem e que receberam "todos os cuidados médicos necessários".

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Por conta do acidente, o cantor cancelou os shows deste domingo (13) nas cidades de Custódia e Canhotinho, em Pernambuco. Novas datas serão divulgadas em breve.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas turbinas ficaram em chamas no acidente. Ao todo, foram cinco horas de combate ao fogo.

"As equipes realizaram o combate ao incêndio e o resfriamento das turbinas, enquanto o combustível remanescente era consumido", informou, em nota, a corporação.

O pouso acontecia no aeródromo de uma mineradora em Parelhas. Minutos antes, uma primeira aeronave com parte da equipe do cantor já havia pousado sem nenhuma intercorrência.

(Foto: Divulgação)
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a pista no local estava apta e não apresentava problemas para pouso ou decolagem.

O Registro Aeronáutico Brasileiro também indica que a aeronave estava regular para voo e com certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2027.

Nove bombeiros atuaram no combate às chamas. Além de apagar o fogo da aeronave, a equipe trabalhou para evitar que as chamas se espalhassem pela área da mata.

PERFIL: Quem é Rey Vaqueiro, cantor que se envolveu em acidente aéreo no RN


Via Leonardo Erys, g1 RN

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Avião de pequeno porte cai em região isolada de MT e deixa três mortos

De acordo com o delegado responsável pela ocorrência, pelas condições da aeronave, não há sobreviventes.


O avião de pequeno porte Cessna 402B, prefixo N401NA, caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa (MT), nesta quinta-feira (10). O Corpo de Bombeiros informou que três pessoas foram encontradas mortas no local. A identidade delas não foi divulgada.

De acordo com o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, pelas condições da aeronave, não há sobreviventes. Também não foi possível identificar a origem, o destino e quantas pessoas ao todo estavam na aeronave.

"O estado em que a aeronave foi encontrada impossibilitou, inicialmente, sua identificação. Por esse motivo, não foi possível, até o momento, confirmar informações sobre eventual plano de voo, local de origem ou destino da aeronave, tampouco a identidade das pessoas que estavam a bordo", disse.

Em um vídeo gravado no local, é possível ver que a aeronave foi destruída pelo fogo (veja acima). O avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

(Foto: Reprodução)
Uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou o combate das chamas no local. A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi comunicado e deverá participar dos trabalhos periciais complementares, juntamente com os demais órgãos responsáveis pela investigação.
(Foto: Corpo de Bombeiros)
Via g1, UOL e ASN

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Boeing da Bolívia faz pouso de emergência no Aeroporto de Guarulhos

Aeronave da Boliviana de Aviación retornou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos 30 minutos após a decolagem; avião pousou em segurança e não causou nenhum incidente.


Um avião da companhia aérea Boliviana de Aviación precisou realizar um pouso de emergência, na noite desta segunda-feira (31), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, 30 minutos após a decolagem.

O Boeing 737-7Q8, registrado sob a matrícula CP-2924, decolou em São Paulo às 18h41, no horário de Brasília, e realizou o pouso de emergência às 19h11.


O Aeroporto de Guarulhos afirmou que, seguindo os protocolos de segurança, acionou a equipe de emergência e a aeronave pousou sem causar incidentes. A motivação do pouso não foi informada.

O momento da aterrisagem foi registrado durante uma transmissão ao vivo no canal Aviação Guarulhos JPD. Quando a aeronave pousa, é possível ver a aproximação de veículos de emergência na pista.


Via Larissa Soave, da CNN Brasil

Vídeo mostra pouso de avião da Latam que saiu da pista e atolou em Cascavel, no Paraná

Aeronave com 151 pessoas a bordo saiu da pista no Aeroporto de Cascavel. Ninguém ficou ferido.


Um vídeo registrado no Aeroporto Regional de Cascavel, no Oeste do Paraná, mostra o momento em que o avião da Latam pousou na manhã de segunda-feira (31). A aeronave Airbus A320-214, prefixo PR-MYO, saiu da pista após o pouso e parou em uma área de lama. Havia 151 pessoas a bordo. Ninguém ficou ferido.

Nas imagens, é possível ver o avião se aproximando e tocando a pista para o pouso. Também é possível ver que tinha muita água na área e chovia. O vídeo não mostra o momento em que a aeronave sai da pista. Assista acima.

O voo LA3858 havia saído do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Cascavel. Ao todo, 145 passageiros e seis tripulantes estavam a bordo.

Às 10h desta terça-feira (1°), o avião foi retirado da e o aeroporto reaberto. As causas do incidente ainda serão apuradas.

Avião pousou em área escorregadia, segundo piloto (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Após ultrapassar o limite da pista, a aeronave parou em uma área de lama ao lado do pavimento.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou ao g1 que investiga o que levou um avião da Latam a sair da pista durante o pouso.

➡️✈️ O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos tem como finalidade a prevenção de futuros acidentes, sem determinar culpa ou responsabilidade.

Conforme o Cenipa, investigadores foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave.

(Foto via catve.com)
Nela, os profissionais aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações que podem contribuir para entender a situação.

"Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências", detalhou, em nota, o Cenipa.

Avião sai da pista em Cascavel (Foto: RPC Cascavel)
Por causa do incidente, a Latam cancelou o voo que faria o trajeto de volta de Cascavel para Guarulhos. Segundo a empresa, os passageiros estão sendo acomodados em outras operações a partir de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

A companhia informou que está prestando assistência aos passageiros e tripulantes e colaborando com as autoridades na apuração do caso.

"A Latam reitera que adota todas as medidas de segurança técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos", diz a companhia.

A Latam informou que enviará um equipamento para a retirada da aeronave, com previsão de chegada por volta das 19h. Até que os procedimentos de segurança sejam concluídos, o Aeroporto Regional de Cascavel permanece fechado para pousos e decolagens.


Via Kethleen Simony, Amanda Guedes, g1 PR e RPC Cascavel, UOL e ASN

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Vídeo: Os "causos" e estórias dos controladores de voo!


Na seção "Cafezinho de Aeroporto" do canal ASA, um bate-papo descontraído com os ex-controladores de voo, Aroldo Soares, Lory Vicenzi Junior, Myron José Coelho, José Manuel Fernandes, e Mário Carvalho.

EUA notificam Brasil por incidente envolvendo avião e helicóptero de Trump

No início do mês, aeronave que transportava o presidente americano passou a cerca de três quilômetros de uma aeronave comercial; órgão brasileiro foi informado sobre apuração por ser o Estado de projeto da aeronave, fabricada pela Embraer.

Avião comercial passa perto do helicóptero Marine One, que transportava
Donald Trump em Washington (Foto: Dave Statter)
Os EUA notificaram o Brasil sobre a investigação de uma ocorrência envolvendo o helicóptero Marine One, que transportava o presidente americano Donald Trump, e um avião de passageiros da Envoy Air, ocorrido em 4 de agosto, próximo ao Aeroporto Ronald Reagan de Washington.

Segundo o NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes), houve uma “perda de separação” entre o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air, operado por um Embraer E-170.

O episódio ocorreu a cerca de 3 quilômetros ao norte do aeroporto, em Arlington, na Virgínia.

O Brasil foi notificado porque o Embraer E-170 envolvido na ocorrência é um avião de projeto brasileiro. De acordo com o NTSB, o CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foi informado sobre a investigação como representante do Estado de projeto da aeronave, conforme as regras da ICAO (Organização de Aviação Civil Internacional).

Não houve relatos de feridos entre passageiros ou tripulantes. Após o episódio, tanto o Marine One quanto o voo da Envoy Air continuaram suas viagens normalmente.

Falha de comunicação


Um relatório de sete páginas divulgado pelo NTSB nesta quinta-feira (27) informou que problemas de comunicação ocorreram entre as frequências de controle de tráfego aéreo e o Marine One.

As sete páginas de conclusões também continham detalhes sobre como as obras na Casa Branca influenciaram a situação.

"Não havia linha de visada adequada para garantir a comunicação entre o ponto do transmissor/receptor de rádio e o The Ellipse, local de onde o (Marine One) operava temporariamente enquanto as obras na Casa Branca estavam em andamento", afirmou o relatório.

O Marine One, transportando o presidente dos EUA, Donald Trump, decola do The Ellipse,
próximo à Casa Branca (Foto: Andrew Harnik/Getty Images)
O documento aponta que o Marine One fez duas tentativas frustradas de contato com a torre de controle de tráfego aéreo do aeroporto.

A primeira tentativa "não foi recebida de forma alguma" e a segunda "apresentou falhas e ficou totalmente ininteligível"; os investigadores também questionaram as frequências de controle utilizadas pelo helicóptero.

"Houve uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram a se afastar uma da outra", declarou a FAA (Administração Federal de Aviação) após o incidente, reafirmando que o presidente nunca esteve em perigo.

O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou à CNN nesta quinta-feira que "os voos do Marine One são pilotados pelos melhores aviadores do mundo, e a Casa Branca mantém total confiança nesses patriotas e nos demais agentes de segurança responsáveis ​​por garantir a segurança do presidente".

"Embora o presidente não tenha corrido perigo em nenhum momento durante a perda momentânea de separação em 4 de agosto", disse Desai, "a Casa Branca continua trabalhando com os militares, a FAA e outras equipes de segurança competentes para assegurar a contínua segurança do presidente".

Conforme noticiado anteriormente pela CNN, em uma gravação de áudio do controle de tráfego aéreo, é possível ouvir os pilotos a bordo do Marine One repetindo que decolariam em breve, mas a torre de controle aparentemente não conseguiu ouvir a transmissão.

Segundo o NTSB, a frequência do controle de tráfego aéreo estava funcionando normalmente, e não houve interrupções conhecidas ou relatos de degradação do sinal no dia do incidente.

Técnicos da divisão de Engenharia de Espectro da FAA também realizaram uma análise de cobertura e determinaram que "não havia linha de visada adequada para garantir a comunicação entre o local do transmissor/receptor de rádio e o Ellipse" — o local de onde o Marine One partiu da Casa Branca durante as obras em andamento.

O Secretário de Transportes, Sean Duffy, confirmou o problema a repórteres, afirmando posteriormente que a falha decorreu de um problema de telecomunicações.

"Constatamos, em nível de equipe — entre a equipe do Marine One e a FAA —, que houve alguns problemas de telecomunicações", disse Duffy à CNN em uma coletiva de imprensa realizada neste mês no Aeroporto Internacional Newark Liberty. "Estamos resolvendo isso, e nossas equipes estão trabalhando muito bem em conjunto."

A FAA informou à CNN que "tomou medidas imediatas" após a ocorrência de 4 de agosto, incluindo o reposicionamento de uma antena para melhorar a comunicação entre os controladores de tráfego aéreo do aeroporto DCA e os pilotos do Marine One, além de revisar os procedimentos envolvidos.

Após o incidente, técnicos informaram aos investigadores que não havia histórico documentado de problemas relatados com aquela frequência.

O relatório também observa que o Marine One estava operando temporariamente a partir daquele local "enquanto as obras na Casa Branca estavam em andamento".

Também não foram constatadas falhas na comunicação com outros helicópteros em contato com a torre de controle de tráfego do DCA.

A FAA convocou um painel de revisão de segurança para investigar o incidente, e a liderança da agência reuniu-se com a unidade de helicópteros do Escritório Militar da Casa Branca.

A agência acrescentou que o grupo iria "aprimorar a coordenação quanto ao aviso de decolagem com três minutos de antecedência e reforçar as frequências de sinal".

A investigação do NTSB continua em andamento.

Via Lucas Teixeira, da CNN Brasil (Com informações de Alexandra Skores e Kit Maher, da CNN)

Jatinho sai da pista, Aeroporto Santos Dumont interrompe operações

Pista do Aeroporto Santos Dumont foi liberada ainda na noite de quinta-feira (27); ninguém ficou ferido.


Um avião de pequeno porte saiu da pista na tarde desta quinta-feira (27) no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. Até as 20h58, 15 chegadas foram alteradas para o Galeão e 66 partidas foram canceladas. Entre os afetados estão voos da ponte aérea.

Segundo a Infraero, a aeronave, o Embraer 500 Phenom 100, prefixo PS-VEE, da VEE One – Manutenção e Serviços Ltda., saiu da pista durante o procedimento de pouso, às 16h10 desta quinta-feira, e parou na área gramada. Não houve feridos. Na aeronave, estavam um piloto e um tripulante.

(Foto: Reprodução/Youtube Aviation TV)
"O Plano de Emergência do Aeroporto foi acionado imediatamente e as operações do aeroporto foram suspensas para remoção da aeronave que está na área gramada ao lado da pista. Equipe do Corpo de Bombeiros também dão suporte e técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estão se dirigindo ao aeroporto para iniciar as investigações sobre a causa da saída da pista", informou a Infraero.

A aeronave envolvida no incidente está registrada em nome da VEE One Manutenção e Serviços Ltda., empresa sediada em Campinas (SP) e especializada em manutenção de aviões.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião não possui autorização para operar serviços de táxi aéreo, voos comerciais regulares ou serviços aéreos especializados.

O avião de pequeno porte que saiu da pista no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e foi parar em uma área gramada perto do campo de aviação, foi retirado do local na noite desta quinta-feira (27). A aeronave teria apresentado uma falha no trem de pouso, segundo apuração da CNN Brasil.


O avião de prefixo PS-VEE foi retirado pelo Corpo de Bombeiros por meio de um içamento que o colocou em uma carreta com segurança. Ninguém ficou ferido.


Via g1, CNN, ANAC e ASN - Fotos: 
Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro

História: O dia que quatro Concordes da British Airways voaram em formação

Na véspera de Natal de 1985, quatro British Airways Concordes voaram em formação.


Em 1985, na véspera de Natal, a companhia aérea britânica British Airways comemorou o décimo aniversário de seu lançamento de voos supersônicos programados de passageiros operados pelo Concorde, voando quatro dos jatos de asa delta em uma formação.

A companhia aérea estava comemorando especificamente uma década desde que lançou sua rota supersônica de Londres a Washington DC. Naqueles anos, a frota do Concorde havia reunido 71.000 horas de vôo. Eles nunca haviam pilotado esses aviões em formação até a véspera de Natal, tornando-se a oportunidade perfeita para uma fotografia de aniversário.

Planejando o evento


Antes que esse evento importante pudesse ser possível, vários dias de planejamento foram para o projeto. Uma das principais dificuldades foi encontrar um momento em que quatro dos Concordes estariam disponíveis para voar juntos pela costa sul do Reino Unido. Afinal, a BA voou apenas sete exemplares durante a passagem do Concorde pela companhia aérea.


Assim que os planejadores do voo de formação especial encontrassem uma data em que três das aeronaves estivessem disponíveis, eles poderiam encontrar uma quarta. No entanto, eles ainda precisavam garantir que os engenheiros não quisessem atender os aviões envolvidos no último momento. Uma vez que a companhia aérea nacional britânica tivesse identificado os aviões que seriam colocados para voar, eles também poderiam escolher a tripulação que estaria envolvida nos voos.

A tripulação


No G-BOAA, o jato líder, estavam o capitão Brain Walpole, o oficial de engenharia Ian Smith e o primeiro oficial Dave Rowland. No G-BOAC, o capitão John Eames voou com o primeiro oficial Peter Horton e o oficial de engenharia Roger Bricknell. No G-BOAF, o capitão John Cook voou com o oficial de engenharia Bill Brown e o primeiro oficial Jock Lowe.

No G-BOAG, o capitão David Leaney, o primeiro oficial John White e o oficial de engenharia Dave MacDonald estavam a bordo. Cada membro da tripulação tinha uma tarefa importante. O capitão Brian Walpole era o gerente geral da Divisão Concorde e supervisionou todo o planejamento do evento. O capitão David Leany concentrou-se nos detalhes do voo, incluindo o gerenciamento da formação com os controladores de tráfego aéreo.

Por se tratar de um evento comemorativo, a BA também decidiu permitir que 65 de seus outros funcionários embarcassem como passageiros durante o voo de formação. A BA originalmente agendava o evento para novembro, mas por problemas técnicos e mau tempo, adiou para a véspera de Natal, quando o voo finalmente aconteceu.


O grande evento


O dia 24 de dezembro foi uma escolha astuta, já que a véspera de Natal foi um dos poucos dias em que não houve tantos serviços sendo realizados pelos Concordes da BA. Além disso, o tempo estava claro o suficiente para se ter uma boa visão da formação.

Os aviões se alinharam na pista de Heathrow e em poucos minutos estavam todos voando. Uma vez no ar, eles entraram em formação a cerca de 15.000 pés acima da vila inglesa de Lyneham, North Wiltshire. A aeronave então realizou sua primeira formação, que era um diamante. O segundo deles era um contorno semelhante ao de um cisne.


A formação final resultou com todos eles em uma linha que resultou nas famosas fotos que você vê hoje. Porém, a formação final não ficou perfeitamente alinhada para as fotos. A imperfeição ajudou a provar que esta era uma foto genuína, e os capitães ainda discutem sobre quem foi o culpado pela escalação imperfeita.

Um vídeo do voo


O capitão John Hutchinson estava em um dos aviões enquanto eles estavam entrando em formação, e você pode assistir a este vídeo para vê-lo explicar como os controles funcionam.


Outras companhias aéreas também realizaram voos de formação


Acontece que a British Airways está longe de ser a única companhia aérea a realizar um voo de formação com algumas de suas aeronaves mais icônicas ao longo dos anos. De fato, mais recentemente, a companhia aérea de bandeira dos Emirados Árabes Unidos, Emirates, também entrou em ação. 


Conhecida por seu amor por acrobacias ousadas, a companhia aérea voou em um de seus Airbus A380 em formação com dois flyers jetpack, o que proporcionou uma vista espetacular sobre o Emirado de Dubai.

Com informações do Simple Flying - Fotos: British Airways e Emirates

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

As companhias aéreas com as maiores frotas de carga do mundo

(Crédito: Wikimedia Commons)
O mercado global de carga aérea em 2026 é definido por escala, eficiência da frota e uma mudança decisiva em direção a cargueiros de última geração, liderada pela FedEx Express com 473 aeronaves e quase 700 quando incluídos os parceiros de distribuição. Em todo o setor, o Boeing 777F tornou-se a plataforma dominante para voos de longa distância, substituindo gradualmente aeronaves mais antigas, como o McDonnell Douglas MD-11. Isso reflete uma tendência mais ampla em direção a aeronaves bimotoras de longo alcance e com maior eficiência de combustível, capazes de atender às crescentes demandas da logística global.

Neste artigo, analisaremos as cinco maiores frotas de carga do mundo, juntamente com as principais operadoras que não fazem parte do grupo das maiores, com base no tamanho da frota, tipos de aeronaves e estratégia de longo prazo. Desde integradoras que operam centenas de aeronaves até companhias aéreas híbridas de passageiros e carga que expandem suas frotas de cargueiros dedicados, cada uma representa uma abordagem diferente para atender à crescente demanda e se adaptar à próxima fase de crescimento do transporte aéreo de carga.

1. FedEx Express — 473 aeronaves


Boeing 767-300F da Fedex (Crédito: Shutterstock)
A FedEx Express opera a maior frota dedicada de carga aérea do mundo, com 473 aeronaves, segundo o Planespotters.net. Quando incluída sua extensa rede de voos de conexão, operada por companhias aéreas parceiras, a frota total se aproxima de 700 aeronaves. Essa escala enorme permite que a FedEx mantenha um dos sistemas logísticos de hub e spoke mais eficientes já construídos, centrado em seu "SuperHub" no Aeroporto Internacional de Memphis (MEM) e apoiado por importantes hubs na Europa e na Ásia.

Uma característica marcante da frota é a sua forte dependência do Boeing 767-300F, com quase 150 aeronaves em serviço, o que torna a FedEx a maior operadora mundial desse modelo. A empresa também utiliza uma combinação de aeronaves de fuselagem larga, incluindo o Boeing 777F para rotas de ultralonga distância e plataformas mais antigas, como o Airbus A300 e o Boeing 757, para operações regionais e de médio alcance. Ao todo, a FedEx opera mais de 380 aeronaves de fuselagem larga, o que a coloca entre as maiores operadoras desse tipo de aeronave, não apenas no segmento de companhias aéreas de carga.

A FedEx está em meio a uma estratégia de modernização de frota de longo prazo, aposentando gradualmente aeronaves mais antigas e menos eficientes em termos de consumo de combustível, como o McDonnell Douglas MD-11. Novos pedidos de aeronaves 777F adicionais e o investimento contínuo em cargueiros bimotores eficientes refletem tanto as pressões ambientais quanto a crescente demanda do comércio eletrônico global. Essa modernização garante que a FedEx permaneça dominante em capacidade e eficiência operacional por muitos anos.

2. UPS Airlines — 272 aeronaves


Boeing 747 da UPS Airlines decolando (Crédito: Shutterstock)
A UPS Airlines é a segunda maior companhia aérea de carga do mundo, com uma frota de 272 aeronaves. Suas operações abrangem mais de 220 países e territórios, formando uma rede logística altamente integrada que oferece suporte a entregas urgentes para empresas e consumidores. A rede aérea da UPS está intimamente ligada à sua infraestrutura terrestre, permitindo um serviço porta a porta impecável em escala global. A estratégia de frota da companhia aérea difere notavelmente da FedEx, principalmente em sua contínua dependência do Airbus A300, com mais de 50 aeronaves ainda em operação.

Essas aeronaves são usadas principalmente em rotas regionais de alta densidade. Para operações de longa distância, a UPS tem preferido o Boeing 747, que oferece capacidade de carga e alcance excepcionais, tornando-o ideal para rotas transpacíficas e transatlânticas. Isso contrasta com a tendência generalizada do setor em direção ao 777F, destacando a filosofia operacional singular da UPS. A UPS adotou uma abordagem mais cautelosa para a renovação da frota, concentrando-se em maximizar a vida útil das aeronaves existentes e introduzindo gradualmente modelos mais novos.

Essa estratégia ajuda a controlar custos e, ao mesmo tempo, manter a capacidade, mas também significa que a companhia aérea eventualmente precisará acelerar a modernização à medida que as aeronaves mais antigas se tornarem menos econômicas. Apesar disso, a UPS continua sendo uma das transportadoras de carga mais confiáveis ​​e abrangentes do mundo, apoiada por uma forte rede logística global, e provavelmente continuará investindo em aeronaves mais novas e eficientes e em tecnologias avançadas para se manter competitiva em um mercado de carga aérea em rápida evolução.

3. DHL Aviation — 210 aeronaves


Boeing 757-200F (P2F) da DHL durante o táxi (Crédito: Shutterstock)
A DHL Aviation opera uma frota de 210 aeronaves, mas, diferentemente da FedEx ou da UPS, funciona como uma rede de diversas companhias aéreas parceiras, em vez de uma única transportadora unificada. Essa estrutura descentralizada permite que a DHL se adapte rapidamente à demanda regional e aos ambientes regulatórios, proporcionando-lhe um alto grau de flexibilidade em suas operações globais.

Seu principal centro de operações europeu foi transferido do Aeroporto de Bruxelas (BRU) para o Aeroporto de Leipzig Halle (LEJ) em 2008, e seu principal centro de operações nos EUA, no Aeroporto Internacional de Cincinnati/Northern Kentucky (CVG), é fundamental para sua rede global. Esses centros movimentam volumes massivos de carga e conectam as operações da DHL na Europa, Américas, Ásia e África. O centro de Cincinnati, em particular, recebeu investimentos significativos e agora lida com a grande maioria do tráfego de carga da DHL relacionado aos EUA.

A frota da DHL é extremamente diversificada, incluindo aeronaves mais antigas, como o Boeing 767-200, ao lado de modelos mais modernos. Essa combinação reflete uma estratégia de equilíbrio entre eficiência de custos e capacidade operacional. Ao alavancar parcerias e manter uma frota flexível, a DHL consegue competir de forma eficaz com rivais maiores e mais centralizados, mantendo, ao mesmo tempo, uma forte cobertura global.

4. Qatar Airways Cargo — 30 aeronaves cargueiras dedicadas


Boeing 777F da Qatar Airways no pátio do aeroporto de Praga (PRG) (Crédito: Shutterstock)
A Qatar Airways Cargo é a maior divisão de carga aérea entre as companhias aéreas de passageiros, operando uma frota de 30 cargueiros dedicados. Além dessas aeronaves, utiliza a capacidade de carga nos porões dos aviões da sua controladora, ampliando significativamente sua capacidade total de transporte de carga. Esse modelo híbrido permite atender uma vasta rede global com notável eficiência. A empresa também fortaleceu sua posição por meio de parcerias e alianças estratégicas, possibilitando maior conectividade e flexibilidade em rotas comerciais importantes.

A frota é centrada no Boeing 777F, que serve como a espinha dorsal de suas operações de longa distância. A Qatar Airways Cargo desativou seu último Boeing 747-8F em março de 2024 para fazer a transição para uma frota composta exclusivamente por Boeing 777. Com mais de 70 destinos cargueiros dedicados e acesso a mais de 160 destinos de passageiros, a Qatar Airways Cargo construiu uma das redes de carga globais mais abrangentes.

O investimento contínuo em soluções digitais e produtos de carga especializados, incluindo serviços para produtos farmacêuticos e animais vivos, aprimora ainda mais sua capacidade de atender às demandas em constante evolução do mercado. Olhando para o futuro, a companhia aérea fez encomendas significativas da nova geração do Boeing 777-8F. Essas aeronaves prometem maior eficiência e capacidade, garantindo que a Qatar Airways Cargo permaneça uma força dominante no setor. Seu crescimento contínuo reflete a crescente importância da carga como fonte de receita para as companhias aéreas de passageiros.

5. Emirates SkyCargo — 13 aeronaves cargueiras dedicadas


Boeing 777F da Emirates Cargo (Crédito: Emirates SkyCargo)
A Emirates SkyCargo opera uma frota menor, porém em rápida expansão, de 13 cargueiros dedicados. Apesar de seu tamanho relativamente modesto, desempenha um papel importante nos mercados globais de carga graças à sua integração com a vasta rede de passageiros da Emirates, que proporciona capacidade de carga adicional em centenas de voos diários. Sua frota de cargueiros é baseada no Boeing 777F, embora essas operações sejam, por vezes, complementadas por aeronaves Boeing 747 alugadas com tripulação (wet lease) para capacidade adicional.

Essa combinação permite que a Emirates SkyCargo lide com uma ampla gama de tipos de carga, desde frete geral até remessas de grande volume, em seis continentes. Sua rede se expandiu rapidamente, com novos destinos adicionados na Europa, Ásia e outros continentes. Um componente importante de sua estratégia de crescimento é a conversão de aeronaves de passageiros Boeing 777-300ER em cargueiros, juntamente com o investimento contínuo em novas aeronaves e infraestrutura logística avançada.

Espera-se que isso aumente significativamente a capacidade até o final da década de 2020, ao mesmo tempo que melhora a eficiência e as capacidades de manuseio de carga. Instalações aprimoradas e serviços especializados, particularmente para mercadorias sensíveis, como produtos farmacêuticos e perecíveis, fortalecem ainda mais sua posição. No geral, a expansão da Emirates SkyCargo destaca a crescente importância do transporte aéreo de carga no comércio global e sua ambição de permanecer como um dos principais players do setor.

Não são grandes o suficiente para entrar no top cinco


Airbus A340 da European Cargo (Crédito: European Cargo)
Antes de explorarmos as cinco maiores frotas de carga, vamos dar uma olhada nas transportadoras que quase entraram na lista. Essas companhias aéreas podem não ter a mesma escala das cinco maiores, mas continuam sendo altamente influentes no ecossistema global de carga. Muitas se concentram em funções especializadas, como operações de fretamento, cargas de grandes dimensões ou suporte a redes de comércio eletrônico em rápido crescimento, o que lhes permite competir efetivamente sem as frotas gigantescas das empresas integradoras.

A Atlas Air se destaca entre essas operadoras, com uma frota de 86 aeronaves. O modelo de negócios da companhia aérea centra-se em leasing com tripulação e serviços de fretamento. É a maior operadora mundial do Boeing 747, o que lhe confere capacidades únicas de carga pesada e carregamento frontal. É importante salientar que a Atlas também está de olho no futuro, tendo encomendado o Airbus A350F de nova geração, sinalizando uma mudança para aeronaves mais eficientes em termos de consumo de combustível e com maior alcance. 

Paralelamente à Atlas, a Cargolux continua a dominar o mercado europeu de carga aérea com a sua frota composta exclusivamente por Boeing 747, especializando-se em cargas de grandes dimensões e alto valor que exigem conhecimentos especializados.

A Amazon Air destaca a crescente influência do comércio eletrônico na aviação, com uma frota de cerca de 100 aeronaves. No Reino Unido, a European Cargo, sediada no Aeroporto de Bournemouth (BOU), ilustra como operadoras menores e especializadas estão conquistando um nicho de mercado. A companhia aérea se destaca por operar uma frota composta exclusivamente por Airbus A340 convertidos para cargueiros, o que possibilita operações flexíveis de longa distância. Sua recente expansão para o Aeroporto Internacional de Teesside (MME), incluindo novas conexões com a Ásia, representa um desenvolvimento significativo na conectividade regional de cargas.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu com informações do Simple Flying

Pneu de avião estoura durante pouso e afeta seis voos no aeroporto de Várzea Grande (MT)

Rompimento de pneu durante pouso bloqueou temporariamente a pista; três voos foram desviados e outros três tiveram atrasos.


Um problema durante o pouso de uma aeronave provocou o bloqueio temporário da pista do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (27). Três voos com destino ao terminal foram desviados para outros aeroportos e outros três que partiriam do local sofreram atrasos.

Segundo a Centro-Oeste Airports (COA), concessionária responsável pelo aeroporto, uma aeronave da aviação geral teve um dos pneus rompidos durante o procedimento de pouso no início da manhã.

Por causa da ocorrência, a pista de pousos e decolagens precisou ser temporariamente bloqueada para a retirada da aeronave.

A concessionária informou que acionou o Plano de Remoção de Aeronaves Interditadas (PRAI) e prestou suporte para que a aeronave fosse retirada da pista.

Seis voos foram afetados

Durante o período em que a pista permaneceu bloqueada, três voos que tinham como destino o Aeroporto Marechal Rondon precisaram ser desviados para outros aeroportos.

Outros três voos que estavam previstos para decolar do terminal registraram atrasos. A concessionária não informou quais voos foram afetados nem para quais aeroportos as aeronaves foram desviadas.

Após a retirada da aeronave, a pista foi liberada e as operações foram retomadas normalmente.

A COA orienta os passageiros com viagens previstas para esta quinta-feira a consultar diretamente as companhias aéreas para verificar possíveis alterações nos horários dos voos.

Via Ana Julia Pereira (Primeira Página) - Foto: Reprodução

Avião faz pouso de emergência no Aeroporto de Cascavel (PR)


A aeronave Beechcraft G58 Baron, de prefixo PR-FCW, realizou um pouso de emergência na manhã desta quarta-feira (26), no Aeroporto de Cascavel, no Oeste do Paraná.

A aeronave havia saído do estado de Goiás com destino a Sarandi, também no Paraná. Por volta das 9h, foi emitido um alerta após ser identificado um problema operacional no trem de pouso do nariz da aeronave.


Assim que percebeu a falha, o piloto acionou os procedimentos de emergência e seguiu para o Aeroporto de Cascavel, onde realizou o pouso com segurança.

Cinco pessoas estavam a bordo da aeronave. Equipes do Samu e da Defesa Civil foram mobilizadas e permaneceram de prontidão durante a operação.


O pouso de emergência também provocou impactos na operação do aeroporto. Por conta da ocorrência, um voo da LATAM teve o horário de chegada ou partida atrasado.

Apesar do problema no trem de pouso, a aeronave conseguiu pousar em segurança.
A gestora aeroportuária, Jocemara Lopes, afirmou que o Aeroporto de Cascavel está preparado para qualquer tipo de emergência com aeronaves. 

“O piloto verificou que estava com problema no trem de pouso e pediu para a estação prestadora de serviço de tráfego priorizar o pouso aqui em Cascavel. Falou da emergência que estava acontecendo, acionamos todo nosso aparato de segurança e atendemos essa aeronave com efetividade”, explicou Jocemara.

Via CGN e Banda B