sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Como funciona a operação gastronômica dentro de um avião?

Chef executivo de uma das maiores empresas de catering aéreo do mundo detalha especificidades de operações gastronômicas no céu.

"Temos duas grandes limitações: comidas crocantes que não resistem a muito tempo de armazenamento na geladeira e preparos mais altos" - Guilherme Schulze, Chef executivo da Gate Gourmet (Crédito: Gate Gourmet/Divulgação)
Com sede na Suíça, a empresa global de catering aéreo Gate Gourmet está em todos os continentes, com mais de 200 unidades. Entre elas, as do Rio de Janeiro e São Paulo, onde o chef executivo é o brasileiro Guilherme Schulze.

Os menus da United Airlines servidos em voos que partem das duas cidades brasileiras, inclusive o desenvolvido em parceria com a chef Manu Buffara, são produzidos pela Gate Gourmet. As duas sedes da empresa também fornecem alimentos para outras 20 companhias aéreas.

Conforme explica Guilherme, em cada caso, há diferentes demandas, afinal, cada empresa aérea possui suas características. As companhias do Oriente Médio, por exemplo, muitas vezes exigem a produção de comida halal, isto é, permitida pelas leis islâmicas do Alcorão.

É claro que as diferenças entre as categorias de assentos também são uma especificidade a qual a Gate Gourmet tem que se adequar. No geral, nas classes econômicas, as refeições já vão todas montadas e devem apenas ser aquecidas pela equipe de bordo. Já em classes executivas, o prato pode estar montado ou, como acontece na Polaris da United Airlines, ser empratado dentro da aeronave.

Algumas companhias com primeira classe chegam a contar com um chef entre os comissários, o que permite um serviço ainda mais personalizado. “Tudo depende da companhia aérea e do conceito dela”, diz o chef, destacando que a Gate Gourmet se adapta às necessidades de cada empresa.

O que não funciona


Guilherme explica que o serviço de comidas na aviação conta com algumas particularidades. “Temos duas grandes limitações: comidas crocantes que não resistem a muito tempo de armazenamento na geladeira; e preparos mais altos”, conta, destacando que as “gavetas” em que os pratos ficam guardados não possuem mais do que seis centímetros de distância entre um “andar” e outro.

Há ainda determinados alimentos que simplesmente não funcionam em uma operação de catering aéreo. “Sempre lamento a tapioca não funcionar. A textura dela fica borrachuda”, conta. Ele acrescenta que as frituras podem ser complexas, apesar de funcionarem com técnicas de regeneração executadas na hora, como aquecer o prato com a tampa parcialmente aberta.

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Se vemos menos frituras em menus de voos, os pratos mais caldosos ou enriquecidos com molhos são praticamente garantidos. “A tendência é de que as preparações ressequem com o tempo de exposição ao resfriamento e o processo de reaquecimento.”

A gastronomia na aviação, entretanto, vai além de aspectos de sabor ou sensoriais. “Um dos diferenciais é uma preocupação gigante com segurança alimentar. Todo o processo dos alimentos é super rigoroso, com controle de temperatura em todas as etapas”, detalha o chef executivo.

Brasil no prato


Na criação de menus para companhias aéreas, Guilherme tenta sempre colocar um pouquinho de Brasil no prato. “Quando desenvolvo um cardápio, costumo fazer um mix com uma opção de um prato bem brasileiro, como uma moqueca de peixe; outra mais internacional e facilmente reconhecível, como um filé com batatas gratinadas e cogumelos; e uma terceira que pode ser um prato típico do país de origem da companhia aérea.”

No caso do menu de Manu Buffara para a United Airlines, Guilherme e a chef paranaense se reuniram, justamente para ela apresentar suas receitas e também entender as limitações da aviação.

Também é possível que os clientes optem pelo menu convencional na classe Polaris da United, em vez das criações de Manu. Ele é elaborado por Guilherme e começa com duas opções de entrada: tilápia defumada com julienne de palmito ou cuscuz paulista vegetariano.

De principal, os passageiros escolhem entre o cupim feito em baixa temperatura e servido com cará e couve na manteiga; o frango defumado com farofa e arroz com coentro; ou o panzerotti (massa que lembra calzone, só que em versão reduzida) de palmito com farofa de dendê. Já nas sobremesas, as opções são as mesmas: pudim de café e brigadeiros.

A causa do acidente em que homem quase foi sugado para fora de avião pela janela, segundo relatório preliminar

Fragmentos de um motor avariado atingiram uma janela da cabine de um avião que viajava entre a Grécia e a Alemanha no mês passado.


Fragmentos de um motor avariado atingiram uma janela da cabine de um avião que viajava entre a Grécia e a Alemanha no mês passado, fazendo com que a cabeça e o ombro direito do passageiro que sentava ao lado fossem sugados para dentro do buraco, disseram investigadores americanos.

Homem que foi parcialmente sugado para fora de avião diz que sobreviveu por milagre: 'Tenho sorte'

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês) constatou em um relatório preliminar que o incidente ocorreu após a quebra de uma pá da turbina logo após a decolagem do voo da companhia Ryanair de Tessalônica, na Grécia, para Memmingen, na Alemanha, em 10 de julho.

A cabeça e o ombro direito do sérvio Ljubisa Karović foram sugados para fora da janela do avião, deixando-o "gravemente ferido e em estado de choque". Sua esposa, Svetlana Grković Maksimović, contou posteriormente que ela e outros dois passageiros se agarraram às pernas dele por vários minutos.

Ljubisa Karović e sua esposa Svetlana Grković voltavam de férias na Grécia (Foto: Facebook/Karović Ljubisa)
O NTSB informou que o voo de Tessalônica para Memmingen "sofreu uma falha na pá da turbina do motor nº 2 (direito) durante a subida".

"A tripulação optou por retornar ao SKG [Aeroporto Internacional de Thessaloniki], onde realizou um pouso sem incidentes."

O NTSB foi "incumbido da investigação completa" pelas autoridades gregas nos dias que se seguiram ao incidente.

O relatório também detalhou uma cronologia dos eventos com relatos fornecidos pela tripulação, que afirmou ter recebido um alerta de "alta vibração" no motor durante a subida.

Em resposta, eles reduziram a potência do motor e realizaram uma série de verificações. Quando as vibrações cessaram, a tripulação continuou a subir em piloto automático, segundo o relatório.

Mas as vibrações do motor aumentaram e a tripulação ouviu um estrondo alto, o que os levou a declarar emergência e iniciar a descida.

Os comissários de bordo relataram ter ouvido e sentido vibrações, além de terem visto uma pequena quantidade de fumaça antes do acionamento das máscaras de oxigênio.


Uma comissária de bordo relatou que, em seguida, notaram passageiros pedindo ajuda depois que um passageiro ficou "parcialmente preso em uma janela danificada da cabine", com a janela completamente arrancada.

O relatório afirma que o motor passou por inspeções ultrassônicas em maio deste ano, sem que nenhuma falha fosse constatada.

O diretor executivo da Ryanair, Michael O'Leary, sugeriu anteriormente que o incidente pode ter sido causado por "danos de um objeto estranho" em um dos motores. A aeronave era operada pela Malta Air, subsidiária da Ryanair.

Svetlana Grković contou que "metade do corpo" do seu marido "estava saindo do avião". Ela relatou à rádio e TV pública grega ERT que ele ficou "fora até o peito" por dois minutos.

"Reagi imediatamente e agarrei suas pernas", ela conta. "Pensei: 'Se morrermos, morreremos juntos", declarou ela ao portal sérvio Nova.

Grković afirma que, com a ajuda de dois outros passageiros, ela conseguiu puxar seu marido de volta para dentro da aeronave, depois que ele perdeu a consciência três vezes.

"A menina que estava sentada ao lado dele o segurava pela mão", prosseguiu Grković para a ERT.

"Três de nós estávamos puxando meu marido para dentro. As máscaras de oxigênio caíram, e o caos se espalhou."

Janela do Boeing 737 da Ryanair após incidente (Imagem via redes sociais/Aeroin)
Para Grković, parecia que parte do motor do avião havia quebrado, esmagando a janela ao lado do seu marido e causando a descompressão da cabine. Outros passageiros também relataram terem ouvido algo que parecia uma explosão.

Os passageiros contaram à imprensa local que Karović havia mantido seu cinto de segurança afivelado, o que ajudou as pessoas a bordo a mantê-lo na cabine, enquanto sua cabeça e seus ombros estavam do lado de fora.

Svetlana Grković conta que seu marido, de 61 anos, ficou "seriamente ferido e em choque".

"O importante para mim é que ele está vivo... Sua mão, particularmente, está seriamente ferida, e ele tem queimaduras. Ele não consegue se comunicar, não se lembra de tudo o que aconteceu."


Ela declarou à ERT que "sempre que ele ouve falar em aviões, começa a tremer".

"Meu estado psicológico também é ruim... Temi por nossas vidas. Tive medo que o avião fosse cair."

Outra passageira, Sofia, declarou à Rádio Tessalônica: "Pensamos que o avião estivesse caindo. A descompressão foi muito forte. Não conseguíamos respirar".

"O homem que ficou ferido estava sangrando e perdeu a consciência várias vezes, provavelmente devido à falta de oxigênio e ao choque", segundo ela.

Acredita-se que a aeronave já era usada há 18 anos.

Como a aeronave é um Boeing 737-800 de construção americana e o incidente ocorreu no espaço aéreo da Macedônia do Norte, membros de diversos órgãos de aviação internacional participam da investigação. Eles incluem a Boeing, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e a Agência de Segurança Aérea da União Europeia.

Queda de helicóptero perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio, mata 3 turistas colombianas e o piloto

Bombeiros foram acionado às 11h11 para a ocorrência. O Robinson R44 PP-MFS caiu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso.


Pelo menos 4 pessoas morreram em uma queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto. Não houve sobreviventes.

O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a ocorrência. Destroços da aeronave, o Robinson R44 Raven, prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.

Bombeiros trabalham para chegar até a área onde caiu um helicóptero perto da Vista Chinesa,
na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
O ponto da queda fica em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. As vítimas eram avó, mãe e filha.

Os mortos são:
  • Alessandro Rocha, piloto;
  • Rocio Cubillos, turista colombiana;
  • Sofia Murillo, turista colombiana;
  • Wendy Manrique, turista colombiana.

Familiares aguardavam no hangar


As três turistas colombianas que morreram na queda do helicóptero faziam a primeira viagem ao Brasil. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram avó, filha e neta.

Elas chegaram ao Rio na segunda-feira e permaneceriam no país até terça-feira. Durante a viagem, fizeram passeios pela cidade e também estiveram em Búzios, na Região dos Lagos.

As três estavam no Rio com outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, a esposa dele Daniela Castañeda, e a filha do casal de 15 anos.

Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Depois do acidente, Victor, Daniela e a filha que também participariam do passeio ficaram no hangar aguardando informações.

Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um “pouso forçado” e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias.

A viagem da família era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura.

Ocupantes carbonizados


O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo.

Os 4 ocupantes morreram carbonizados.

Alessandro Rocha era o piloto do helicóptero que caiu no sábado (8) no Rio
(Foto: Reprodução redes sociais)
A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.

“A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

“Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, emendou.

“Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje”, disse.

Detalhes do modelo do helicópterio Robinson R44. — Foto: Arte/g1

Fotos do acidente


Bombeiros avançam por área de mata em resgate após queda de helicóptero
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Bombeiros chegam na área onde helicóptero caiu na mata perto da Vista Chinesa,
na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
Bombeiros estacionam na Vista Chinesa para resgate após queda de helicóptero (Foto: Reprodução)
Carros dos bombeiros na área da Vista Chinesa (Foto: Reprodução/TV Globo)

O que é a Vista Chinesa


A Vista Chinesa é um dos mirantes mais conhecidos do Rio de Janeiro. Fica no Parque Nacional da Tijuca, na região do Alto da Boa Vista, entre as zonas Sul e Norte da cidade, e oferece uma vista ampla de cartões-postais como o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema e Leblon, o Jardim Botânico e parte da Baía de Guanabara.

Vista Chinesa é um ponto frequentado por turistas e atletas (Foto: Reprodução/TV Globo)
O local é marcado por um pavilhão em estilo oriental, construído no início do século 20 em homenagem aos imigrantes chineses que tiveram participação no cultivo de chá no Rio durante o período colonial. A estrutura, com telhado típico da arquitetura chinesa, tornou-se um dos pontos mais fotografados da cidade.

Além do valor histórico e paisagístico, a Vista Chinesa é muito procurada por turistas, ciclistas, corredores e praticantes de esportes ao ar livre, especialmente ao amanhecer, quando a visibilidade costuma ser melhor e a vista ganha destaque com a luz da manhã. A estrada que leva ao mirante atravessa a Floresta da Tijuca, cercada por Mata Atlântica preservada.

O trecho da Estrada da Vista Chinesa em frente ao mirante foi interditado para o trabalho de resgate. As trilhas daquele setor do Parque Nacional da Tijuca foram fechadas.

Vista Chinesa, no Rio (Foto: Reprodução)

Em junho, colisão entre helicópteros matou 6


Em 14 de junho, seis pessoas morreram depois que dois helicópteros se chocaram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. As aeronaves eram um Eurocopter AS 350 B2, conhecido como Esquilo, e outro helicóptero de prefixo PR-DJJ.

Entre as vítimas estavam o cantor e produtor americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.

Segundo testemunhas, as aeronaves se chocaram durante o voo. Os helicópteros caíram em um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um deles explodiu ao atingir o solo, e as chamas se espalharam por veículos elétricos que estavam no local. Destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de pelo menos 100 metros.

Prefeito pede fiscalização


O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul.

Cavaliere afirmou que enviou um ofício à agência e disse que a ANAC pode avaliar até mesmo uma suspensão temporária desse tipo de voo.

“Então fiz questão de ligar pra presidente da ANAC. A gente encaminhou imediatamente um ofício, encaminhamos um comunicado da Prefeitura do Rio direcionado à ANAC para que tome providências imediatamente em relação aos voos no Rio de Janeiro”, informou.

Cavaliere afirmou que recebeu do presidente da ANAC a informação de que a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos.

O prefeito citou a possibilidade de interromper temporariamente os voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais ampla.

"Eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou por duas semanas, para fazer uma fiscalização mais intensa nos helipontos, nas aeronaves na manutenção dessas aeronaves”

Questionado sobre a possibilidade de suspensão, o prefeito ressaltou que a decisão cabe à ANAC, por se tratar de uma competência federal.


Via 
Por Eduardo Pierre, Rafael Nascimento, g1 Rio, ASN e ANAC

Avião anfíbio com duas pessoas cai no Lago Corumbá de Caldas Novas (GO)

Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas estavam a bordo e foram resgatadas. Após a queda, a aeronave afundou no lago.


Um avião anfíbio ultraleve Amphibious ultralight 2 seater, caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas, nesta segunda-feira (3), segundo o Corpo de Bombeiros. Dois homens de 25 e 33 anos estavam a bordo e foram resgatados. Após a queda, a aeronave afundou no lago.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
De acordo com o tenente Fábio Carneiro Mesquita, os ocupantes não apresentavam ferimentos aparentes. Um deles, no entanto, apresentava sinais de hipotermia e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caldas Novas.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Após o resgate das vítimas, uma equipe de mergulhadores localizou pedaços da aeronave submersos.


O Corpo de Bombeiros retirou, na terça-feira (04.08), o ultraleve anfíbio que caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas. A aeronave estava submersa a aproximadamente 30 metros de profundidade desde a ocorrência registrada na segunda-feira (3). Veja o vídeo abaixo.


Via g1, Metrópoles e ASN

Avião de pequeno porte cai em rio no AM; piloto diz à polícia que iria buscar drogas

Homem foi encontrado ferido às margens do rio, em Tonantins, no interior do estado. Segundo a polícia, ele afirmou não ter habilitação nem documentação para operar a aeronave.


Um avião de pequeno porte caiu em um rio próximo à comunidade do Caeté, em Tonantins, no interior do Amazonas, na noite de domingo (2). O piloto ficou ferido e afirmou à polícia que não tinha habilitação para pilotar a aeronave e que seguia para buscar drogas quando ocorreu o acidente.

Imagens gravadas na região mostram a aeronave sendo rebocada por uma embarcação após a queda. 


Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), uma equipe da Base Fluvial Arpão I foi acionada para atender a ocorrência. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o piloto às margens do rio com ferimentos causados pela queda.

O homem recebeu os primeiros atendimentos e foi levado para o hospital do município, onde permanece internado com ferimentos pelo corpo. O estado de saúde dele é estável.

Durante a abordagem, ele informou aos policiais que não possuía habilitação nem a documentação necessária para operar a aeronave. Ainda conforme o relato, o destino era a comunidade Jesus do Solimões, onde buscaria uma carga de entorpecentes.

Imagem mostra avião sendo rebocado após cair em rio no Amazonas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Os agentes realizaram buscas na aeronave e na área do acidente, mas nenhum material ilícito foi encontrado.

O piloto foi encaminhado a uma unidade de saúde no município, onde permanece internado. Ele teve ferimentos O estado de saúde dele é estável

O caso foi registrado no 54º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Tonantins. A SSP-AM informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Via g1 AM, Portal do Holanda e ASN

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Avião suspeito da Bolívia é interceptado após pouso forçado no MS

Aeronave foi encontrada abandonada e sem nenhum tripulante nesta sexta (31); matrícula e plano de voo também não foram identificados.


A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na manhã desta sexta-feira (31), uma aeronave suspeita que partiu do sul da Bolívia e sobrevoava o território nacional.

O avião Cessna 210 Centurion teria realizado um pouso forçado em uma pista não preparada, a cerca de 200 km ao norte de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Um helicóptero da PM foi deslocado até o local, mas o avião foi encontrado abandonado, sem nenhum tripulante.

Sem plano de voo, sem contato com os órgãos de controle de tráfego e com matrícula não identificada, a aeronave foi classificada como suspeita.

Força Aérea Brasileira atuou na ocorrência (Foto: Reprodução/FAB)
Segundo a FAB, dois caças A-29 Super Tucano, empregados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), realizaram as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA).

Durante a abordagem, os pilotos da FAB realizaram todas as fases das medidas de policiamento. Devido à falta de colaboração da aeronave interceptada, que descumpriu recorrentemente as ordens da Defesa Aeroespacial, foi realizada a medida de Tiro de Detenção (TDE) — último recurso militar de interceptação aérea no Brasil para impedir o voo ilícito de uma aeronave classificada como hostil.

A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Federal e a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul.

Via Helena Barra, da CNN Brasil*, Julia Farias, da CNN Brasil, em São Paulo e ASN

Avião agrícola cai perto de avenida em Mato Grosso; piloto é socorrido

(Fotos: Redes Sociais / Corpo de Bombeiros)
O avião agrícola 
Air Tractor AT-802A, prefixo PR-RON, da Rondon Aviação Agrícola Ltda.caiu em uma área de vegetação entre a Avenida Brasil e o Anel Viário, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na manhã de quarta-feira (29). O piloto foi retirado da aeronave e levado para atendimento médico.

A queda ocorreu nas proximidades do Condomínio Ipanema. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso informou, em nota, que foi acionado pelo telefone de emergência 193 e que teve dificuldade para localizar o ponto exato da ocorrência. Como a aeronave estava em meio à vegetação, a equipe utilizou um drone para fazer o reconhecimento aéreo da área e encontrar o avião.

O piloto já havia sido retirado da aeronave quando os bombeiros chegaram. Ele foi encaminhado para atendimento médico por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Não houve princípio de incêndio nem vazamento de combustível. Segundo os bombeiros, também não foi identificado outro risco que comprometesse a segurança da operação.

A aeronave sofreu danos em uma das asas, no trem de pouso e na hélice. Representantes da empresa proprietária do avião estavam no local e fizeram a preservação da área e o controle de acesso, segundo informou o Corpo de Bombeiros.

O local foi mantido preservado para os procedimentos de investigação. A causa da queda ainda não foi informada oficialmente.

Investigadores da FAB (Força Aérea Brasileira )vão coletar dados, verificar os danos e levantar informações sobre a queda. A Força informou, em resposta ao UOL, que a ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-RON foi notificada hoje ao Cenipa. A ação inicial inclui "a coleta e confirmação de dados" e "a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave".

O material reunido vai subsidiar as próximas fases da investigação. Segundo a FAB, o trabalho busca identificar possíveis fatores contribuintes para o acidente e pode resultar em recomendações de segurança para prevenir novas ocorrências.

Via UOL e ASN

Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim (SP)

Piloto, de 25 anos, atuava como instrutor de uma escola de aviação. Aeronave foi fabricada em 2004.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O avião de pequeno porte INPAER Conquest, prefixo PU-DON, caiu e pegou fogo em Mogi Mirim (SP), por volta das 16h30 desta quarta-feira (29), na Rodovia Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, na zona rural da cidade. O piloto, um instrutor de escola de aviação, morreu carbonizado.


O dono da escola, Gerson Martinez, afirmou que Leonardo teria abastecido o avião com quantidade de combustível um pouco maior do que o necessário para um voo local e, em seguida, teria perdido o controle e entrado em uma atitude anormal.


A aeronave de dois lugares, modelo Conquest, tinha prefixo PU-DON e foi fabricada em 2004.

Martinez também afirmou que a escola funcionava regularmente e que o estabelecimento irá prestar os esclarecimentos necessários e apoio à família.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local para coletar dados e verificar os danos causados. "A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)", informou.

Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim (Foto: Reprodução/EPTV)
A delegada Emília de Oliveira Araújo, da Polícia Civil de Mogi Mirim, informou que a perícia está sendo realizada para que a vítima seja formalmente identificada. A causa do acidente será investigada.

O Corpo de Bombeiros controlou as chamas.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local do acidente para a coleta e confirmação de dados, além de verificar os danos causados. A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Leia na íntegra abaixo:

"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta quarta-feira (29/07), investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), com sede em São Paulo (SP), foram acionados para realizar a Ação Inicial de uma ocorrência envolvendo uma aeronave em Mogi Mirim (SP).

Durante a Ação Inicial, realizada logo após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências."

Via Por Gustavo Biano, Bárbara Camilotti, EPTV e g1 Campinas e Região e ASN

Avião faz pouso forçado em fazenda às margens da BR-364 em MT e PM investiga suspeita de ligação com tráfico

Aeronave foi encontrada com o trem de pouso danificado em Alto Garças (MT), mas policiais não localizaram ocupantes, drogas ou qualquer material ilícito.

Aeronave foi encontrada abandonada após um pouso forçado em uma fazenda localizada
às margens da BR-364, na zona rural de Alto Garças, neste sábado (25) (Foto: Reprodução)
A aeronave Beechcraft 58 Baron, prefixo PT-LVZ, foi encontrada abandonada após um pouso forçado em uma fazenda localizada às margens da BR-364, na zona rural de Alto Garças (MT), neste sábado (25). A Polícia Militar foi acionada diante da suspeita de que o avião pudesse ter sido utilizado no transporte de drogas, mas, durante as buscas, não encontrou entorpecentes, tripulantes ou qualquer responsável pela aeronave. Assista acima

Segundo a PM, a denúncia indicava que o avião estava próximo à pista de pouso da Fazenda Ruaro, na altura do km 35 da rodovia, com acesso por cerca de 12 quilômetros de estrada de terra.


Ao chegar ao local, equipes do 1º Pelotão de Alto Garças, com apoio de policiais de Alto Araguaia, encontraram a aeronave fora da pista e com o trem de pouso quebrado, o que indica que o piloto pode ter perdido o controle durante a aterrissagem.

Os militares realizaram buscas na área, mas não localizaram vítimas nem pessoas ligadas ao avião. Também não foram encontrados entorpecentes ou outros objetos que confirmassem a suspeita inicial de envolvimento com o tráfico de drogas.

A ocorrência foi registrada e o caso será apurado pelas autoridades competentes para identificar a origem da aeronave, as circunstâncias do pouso forçado e o paradeiro dos ocupantes.

Via g1

Avião faz pouso forçado em aeroporto desativado de Belo Horizonte

Avião faz pouso forçado no Aeroporto Carlos Prates (Foto: Reprodução/TV Globo)
O avião Cessna A152 Aerobat, prefixo PR-KRU, da VelAir Escola de Aviação Civil, fez um pouso forçado, no antigo Aeroporto Carlos Prates, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Nesta segunda-feira (27), o Globocop fez imagens da aeronave no local.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, atual dona do terreno, o incidente foi registrado na última sexta-feira (24). A Guarda Municipal informou que a retirada da aeronave está prevista para ocorrer nos próximos dias.

O Aeroporto Carlos Prates foi desativado em 2023, após análise do Ministério de Portos e Aeroportos e um histórico de acidentes. Em dezembro de 2014, a prefeitura anunciou que um novo bairro será construído na área, com mais de quatro mil unidades habitacionais.

Em consulta ao sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação do avião é normal. E o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade está válido até 10/11/2026.


A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi oficialmente notificado, no último sábado (25), sobre o ocorrido. E que, "após a coleta inicial e a análise técnica dos dados disponíveis, a ocorrência foi classificada como incidente aeronáutico".

O operador é a Velair Escola de Aviação Civil, que tem base no Aeroporto da Pampulha. O g1 entrou em contato com a empresa e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.

(Foto: Reprodução/TV Globo)
Via g1 e ASN

Operação destrói avião usado por facções no garimpo ilegal em Roraima

Medida impede que o avião volte a ser utilizado por criminosos, o que reduz a capacidade logística e financeira dos grupos.

Operação destrói avião usado por facções no garimpo ilegal em Roraima (Foto: Divulgação PRF)
Uma operação integrada das forças de segurança destruiu uma avião Beechcraft 58 Baron utilizado para abastecer o garimpo ilegal no município de Caroebe, no Sul de Roraima. A ação ocorreu na tarde de sexta-feira (24) e reuniu equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/PCRR), do Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública de Roraima (DEINT/SESP-RR), da Força Nacional, do Ibama e da Casa de Governo.


Durante as diligências, os agentes localizaram um avião em uma pista de pouso clandestina. Segundo as forças de segurança, a aeronave apresentava modificações típicas de facções criminosas que atuam no narcogarimpo, como a retirada dos assentos. Isso para ampliar a capacidade de carga.

De acordo com a operação, a adaptação permitia o transporte de grandes quantidades de combustível de aviação. Além de mantimentos, equipamentos, armamentos e drogas destinados ao abastecimento de acampamentos de mineração ilegal e ao tráfico de entorpecentes.

(Foto: Arquivo pessoal)
Como o local apresentava dificuldades de acesso e não havia condições técnicas para remover a aeronave com segurança, as equipes decidiram inutilizar o avião. A destruição ocorreu por meio de uma incineração controlada, conforme os protocolos ambientais e a legislação vigente.

Ainda segundo as forças de segurança, a medida teve como objetivo impedir que o equipamento voltasse a ser utilizado por organizações criminosas, reduzindo a capacidade logística e financeira dos grupos que atuam na Amazônia Legal.

Por fim, a operação faz parte das ações integradas de combate ao garimpo ilegal, aos crimes ambientais e ao crime organizado em Roraima.

Via roraimaemtempo.com.br e g1

domingo, 2 de agosto de 2026

Documentário "Plano Secreto: A Morte de Bin Laden" (dublado)


Osama bin Laden conseguiu iludir seus perseguidores por anos, mas em maio de 2011 ele finalmente encontrou seu fim. Este programa mostra detalhes da operação de caça ao líder da al-Qaeda, desde as informações conseguidas em 2010 até seu enterro no mar.

Com acesso a importantes fontes militares e do governo, a série do Discovery Channel entra nas salas em que as decisões foram tomadas e vai aos locais em que as ações.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Destroços de aviões fantasmagóricos encontrados em locais remotos e exóticos

No Saara Ocidental
Dietmar Eckell viajou o mundo em busca da ruína. Seu portfólio está repleto de imagens misteriosamente belas de prédios abandonados, locais militares esquecidos e carros em decomposição. Para seu mais novo projeto, ele rastreou 15 carcaças de aviões em decomposição que sobraram de locais de acidentes onde não houve mortes e todos foram resgatados.

"Ouvimos o suficiente sobre desastres aéreos nas notícias, então não senti a necessidade de dramatizar isso em minha fotografia", diz ele. "Em vez disso, eu queria dar ao espectador um efeito 'uau' positivo."

No Canadá
Por quase três anos, ele viajou para locais extremamente isolados em todo o mundo - nove países em quatro continentes - para encontrar as fotos e agora está realizando uma campanha no Indiegogo para financiar um livro autopublicado.

"Eu tiro todos os tipos de relíquias abandonadas com histórias incríveis, mas os aviões são especiais", diz ele. "Visualmente é simplesmente surreal quando você vê um avião após a longa jornada para sair [para esses pontos remotos]."

Nos EUA
Em Papua Nova Guiné, ele diz que a busca para encontrar um avião abatido foi como uma viagem pela história. Ele estava atrás de um pedaço de modernidade, mas para chegar lá teve que atravessar comunidades que ainda se agarravam a tradições seculares e não tinham eletricidade nem água encanada. Enquanto perseguia outro naufrágio no norte da África, ele teve que negociar com um grupo rebelde local para ser transportado através da fronteira da Mauritânia para o Saara Ocidental.

"Foi um tipo diferente de emoção", diz ele.

Na Austrália
A maioria dos aviões está parada no mesmo local há décadas, então, com o tempo, eles se tornaram parte da paisagem. Nas florestas, as árvores crescem através de janelas quebradas. No deserto, montes de areia se ajustam ao formato da fuselagem. Nas montanhas, suas entranhas de metal cinza começam a se assemelhar às rochas ao seu redor.

Para encontrar os destroços, Eckell vasculhou fóruns da Internet, vasculhou arquivos e pesquisou no Google Earth. Depois de ter uma região geral, ele também começou a pesquisar os pilotos locais para ver se eles tinham detalhes sobre um local específico.

No México
Ele não conseguiu chegar aos acidentes mais remotos em lugares como Antártida e Groenlândia porque era muito caro, mas não desistiu. Ele está tentando levantar mais dinheiro e planeja localizá-los.

"Um dia chego lá", diz.

Via Wired - Fotos: Dietmar Eckell