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domingo, 5 de julho de 2026

Avião se choca com animal de pequeno porte durante decolagem em aeroporto de Ilhéus, na Bahia

Tripulação seguiu os protocolos de segurança da empresa e pousou normalmente em Guarulhos, destino final do voo.

(Imagem: flightradar24)
A aeronave Airbus A320-214, prefixo PR-MYN, da companhia aérea Latam, se chocou com um animal de pequeno porte no aeroporto de Ilhéus, na Bahia, durante o procedimento de decolagem do voo LA 4603 nesta sexta-feira (3).

Em contato com a Jovem Pan, a empresa afirmou que a tripulação seguiu os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, mas não precisou alterar o plano de voo.

Ainda segundo a companhia, o avião pousou normalmente em Guarulhos e dentro do horário esperado, sem causar inconvenientes para os passageiros da aeronave.

Confira a nota da Latam na íntegra:

“A LATAM Airlines Brasil informa que a aeronave que operou o voo LA 4603 (Ilhéus–São Paulo/Guarulhos), nesta sexta-feira (03/07), colidiu com um animal de pequeno porte durante o procedimento de decolagem.

Em conformidade com os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, a tripulação informou os órgãos de controle de tráfego aéreo envolvidos e a companhia. O voo prosseguiu normalmente até São Paulo/Guarulhos. O pouso ocorreu dentro do horário previsto e em total segurança, assim como o desembarque dos passageiros.

A LATAM reforça que todas as decisões operacionais são sempre tomadas com base em rigorosos protocolos de segurança, preservando, em todos os momentos, a integridade de seus clientes e tripulantes.”

Via Jovem Pan e flightradar24

sábado, 27 de junho de 2026

Os gatos e alguns voos complicados

(Foto: Merrillie Redden e Chase D'animulls | Shutterstock | Simple Flying)
No mundo dos animais domésticos, o debate sobre se é melhor ser uma pessoa de gatos ou de cães é tão complexo e divisivo quanto perguntar a um avgeek se ele prefere Airbus ou Boeing. Claro, ambos são questões de preferência pessoal, com fortes argumentos a serem feitos para ambos os lados, mas, de vez em quando, os mundos da aviação e dos animais de estimação colidem, ocasionalmente resultando em consequências catastróficas.

Esses encontros de mundos ocorrem principalmente quando os passageiros trazem seus animais de estimação a bordo da aeronave. Os animais são frequentemente transportados em condições menos que ideais na barriga de carga dos aviões modernos, mas, ocasionalmente, se eles forem do tamanho certo ou estiverem trabalhando como um animal de apoio emocional, os animais de estimação às vezes acabam sendo transportados na cabine de passageiros. Em ambos os casos, incidentes notáveis ​​ocorreram.

1. A odisseia de Mittens na Air New Zealand


Três voos em 24 horas

(Foto: AP)
O assunto do transporte de animais domésticos em aeronaves comerciais de passageiros se tornou um tópico quente mais uma vez nos últimos dias após uma cadeia alarmante de eventos na Nova Zelândia. Especificamente, conforme relatado pela BBC em 22 de janeiro, um gato de oito anos chamado Mittens acabou pegando três voos no espaço de 24 horas após ser deixado involuntariamente a bordo no porão de carga de uma aeronave.

Se tudo tivesse corrido bem, Mittens teria sido transportada no porão de carga de um voo da Air New Zealand de Christchurch, Nova Zelândia (CHC) para Melbourne, Austrália (MEL) em 12 de janeiro, com sua dona, Margo Neas, pegando-a do outro lado. No entanto, após uma longa espera sem sinal de seu amado animal de estimação, Reas foi finalmente informada de que Mittens ainda estava a bordo da aeronave quando ela retornou para Christchurch.

O gato então teve que ser colocado em um terceiro voo de volta para Melbourne para se reunir com seu dono. Embora Mittens tenha perdido peso no processo, o felino estava confortável. Relatórios iniciais sugeriram que a gaiola de transporte do gato pode ter sido obscurecida da vista por uma cadeira de rodas armazenada no porão de carga, fazendo com que ele permanecesse invisível para os carregadores de bagagem e, portanto, permanecesse a bordo.

2. O primeiro voo felino?


'Kiddo' voou pelos céus nos primeiros dias da aviação

Voo Transatlântico do gato Kiddo (Foto: DreamGuy | Wikimedia Commons)
No caso de Mittens, a presença do gato a bordo do voo da Air New Zealand (ou pelo menos o primeiro de Christchurch para Melbourne) foi um caso planejado. No entanto, com nossos amigos felinos peludos sendo criaturas fofas e curiosas, houve vários casos notáveis ​​em que gatos voaram sem planejamento. Um exemplo notável disso ocorreu em outubro de 1910 em uma travessia transatlântica de balão.

O voo de Atlantic City, Nova Jersey, tomou um rumo interessante na partida quando, inesperadamente, um gato malhado cinza que vivia no hangar do dirigível chamado Kiddo subiu a bordo. Os que estavam a bordo do navio tentaram removê-lo, mas seus esforços não tiveram sucesso, e então ele se acomodou para um longo voo através do Oceano Atlântico Norte.

Esta é uma vista do America vista do convés do RMS Trent durante a operação de resgate
da tripulação (Foto: Coleção George Grentham Bain, Domínio público, via Wikimedia Commons)
Kiddo passou boa parte do voo aconchegado com um operador de rádio chamado Jack Irwin, mas outros membros da tripulação não gostaram de sua presença, com um engenheiro chamado Melvin Vaniman solicitando via rádio que alguém viesse e pegasse o gato. De qualquer forma, o voo terminou prematuramente quando a embarcação caiu na costa dos EUA, com a tripulação (incluindo Kiddo) sendo evacuada para um navio a vapor da Royal Mail.

3. Quando o proverbial atinge o (turbo)ventilador


Um final confuso para uma situação infeliz

Alex e seu gato (Foto via @barelyyalex)
Mais de 100 anos após esse incidente divertido, os gatos ainda (compreensivelmente) acham que voar é algo estressante. Afinal, para criaturas que passam os dias felizes preguiçosamente ou explorando a área local (e de fato mais além), ficar preso em um ambiente desconhecido, barulhento e ocasionalmente escuro, como a cabine ou o compartimento de carga de um avião comercial, pode ser desagradável.

Esse sentimento se manifestou em um incidente recente em que um passageiro da Southwest Airlines foi supostamente recusado a seguir viagem depois que seu gato defecou a bordo de uma das aeronaves da transportadora. Uma passageira chamada Alex estava viajando com a companhia aérea de baixo custo com seu gato de sete meses, Oni, quando um pouso difícil fez com que o gato se aliviasse inesperadamente.

No entanto, enquanto a bagunça estava contida dentro da transportadora de Oni e rapidamente limpa por seu dono sem cheiro persistente ou bagunça visível, Alex teria sido solicitada a deixar a aeronave antes de seu voo de volta. Isso causou um atraso de seis horas em sua viagem depois que ela foi remarcada para outro voo e, enquanto a Southwest lhe forneceu um voucher de US$ 200 como compensação, a situação certamente deixou um gosto ruim.

4. Ataque em voo


A história caótica de um clandestino inesperado


Em 2020 e 2021, o mundo da aviação comercial era de considerável incerteza. Afinal, naquela época, companhias aéreas e aeroportos em todo o mundo estavam lutando para lidar com o impacto econômico devastador da queda acentuada na demanda de passageiros resultante do início do coronavírus. Ainda assim, em meio a toda a desgraça e melancolia relatadas na época, ainda havia incidentes divertidos.

Um exemplo de um desses ocorreu no início de 2021, quando um gato que havia se escondido em uma aeronave durante procedimentos de limpeza no solo acordou assim que o avião estava em voo e lutou para se adaptar ao novo ambiente. O incidente envolveu um Boeing 737 da Tarco Aviation voando de Cartum, Sudão (KRT) para Doha, Catar (DOH), com o gato acordando cerca de 30 minutos após o voo.

Foi nesse ponto que o felino mal-humorado supostamente ficou bastante agitado, resultando no gato atacando o capitão do voo. Com a tripulação incapaz de capturar o animal, ou pelo menos conter significativamente o caos que ele estava causando, a decisão foi tomada para desviar o voo de volta para Cartum. Embora o incidente tenha sido divertido à primeira vista, ele destacou falhas nos procedimentos de limpeza e segurança no Sudão.

5. Passeio em Washington


O gato desapareceu após um voo sem intercorrências

Um gato foi perdido logo após um voo da Lufthansa para Washington na semana passada (Imagem: Lufthansa | Pixabay)
Claro, gatos indo parar em lugares onde não deveriam estar quando se trata do mundo da aviação comercial não é um fenômeno que se limitou aos anos curiosos e loucos da pandemia do coronavírus, quando o tempo parecia longe de ser linear e tudo era possível. Com isso em mente, vamos voltar no tempo para outubro de 2019, quando um gato desapareceu em Washington DC após um voo transatlântico.

O felino peludo chamado Milo havia voado para o Aeroporto Internacional de Dulles (IAD) em um voo regular de Munique (MUC) operado pela companhia aérea alemã sediada em Colônia e membro fundador da Star Alliance, Lufthansa. O gato teria escapado de sua caixa de transporte quando foi danificado durante sua jornada da aeronave até a esteira de coleta de bagagem em Dulles. 

A Lufthansa prometeu ajudar o gato a se reunir com seu dono, afirmando que: "Nossa equipe postou folhetos criados pelo cliente em diferentes locais da área da rampa. A busca por Milo continua e nossa equipe de solo está em contato próximo com o passageiro, que está sendo atualizado regularmente."

6. Gordo demais para voar?


Tentar enganar o sistema nem sempre funciona


Conforme mencionado, as companhias aéreas geralmente têm regras rígidas quando se trata do transporte de animais domésticos dentro das cabines de passageiros das próprias aeronaves. Afinal, eles são essencialmente peças extras de bagagem de mão, devido à necessidade de transportá-los em caixas de transporte dedicadas. No entanto, em 2019, um passageiro cujo gato excedeu o limite de peso se meteu em problemas ao tentar burlar o sistema.

O passageiro, Mikhail Galin, não queria colocar seu gato de 10 kg Viktor no porão de um avião da Aeroflot , mas descobriu que ele excedia o limite de cabine da transportadora de bandeira russa de 8 kg. Com isso em mente, ele localizou uma segunda gata chamada Phoebe que pesava apenas 7 kg e, em conjunto com seus donos, a usou para enganar a equipe do aeroporto e o pessoal de segurança antes de trocá-la por Viktor antes do embarque.

Eu? Uau! O gato era gordo demais para voar (Foto: Pixabay)
Poderia ter sido isso, exceto que um dia, em algum momento depois, não foi. Depois de se gabar de seu feito felino nas redes sociais, Galin teve sua assinatura de passageiro frequente da Aeroflot cancelada depois que a transportadora de bandeira russa tomou conhecimento da postagem. Isso resultou em ele ser despojado de cerca de 400.000 milhas frequentes, com a moral da história sendo que ele estava apenas enganando a si mesmo.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu com informações do Simple Flying

sexta-feira, 26 de junho de 2026

B‑2 Spirit: avião dos EUA que atacou Irã é inspirado em falcão

Aeronave é famosa por agir de maneira furtiva.

B-2 Spirit: bombardeiro dos EUA foi criado inspirado em um falcão (Imagem: Reddit)
Em uma das operações mais longas da história recente da Força Aérea dos Estados Unidos, o bombardeiro furtivo B‑2 Spirit voou por horas até o Irã para lançar bombas sobre instalações nucleares em 2025. Mas além da tecnologia de ponta, há um elemento natural que chama atenção: o design do avião foi inspirado no voo e na eficiência letal dos falcões, aves de rapina conhecidas por sua velocidade, discrição e precisão.

Com sua estrutura em forma de asa voadora, ausência de cauda e pintura especial que absorve ondas de radar, o B‑2 reproduz características fundamentais do falcão-peregrino, o animal mais rápido do mundo, capaz de mergulhar a mais de 380 km/h para capturar suas presas. Assim como a ave, o bombardeiro atua silenciosamente, atingindo seus alvos com precisão cirúrgica.

B-2 Spirit: bombardeiro dos EUA foi criado inspirado em um falcão (Imagem: Pixabay)
Segundo engenheiros da Northrop Grumman, fabricante do B‑2, a aerodinâmica da aeronave foi projetada para cortar o ar com o menor arrasto possível, garantindo estabilidade e eficiência em longos voos (atributos naturais de aves caçadoras).

Na missão contra o Irã, sete B‑2 decolaram da base Whiteman, no Missouri, com bombas penetradoras capazes de atingir estruturas subterrâneas. Foi a primeira grande operação com esse modelo em mais de duas décadas. Cada avião levava dois pilotos e estrutura interna adaptada para voos prolongados, incluindo banheiro, micro-ondas e área de descanso.

Via iG

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O que pode causar a morte de pets em viagens de avião? Veterinárias listam cuidados

Caso do golden Joca, que faleceu nesta semana após erro de companhia aérea, acendeu o debate sobre os perigos da situação.

Joca, que aparece na foto com o tutor João Fantazzini, morreu nesta semana
em voo da Gol (Imagem: @jfantazzini Instagram/Reprodução)
A morte do cão Joca em um voo da Gol em 22 de abril de 2024, mobilizou as autoridades para identificar os culpados do acidente. O animal da raça golden retriever tinha cinco anos e faleceu durante transporte aéreo da Gollog, empresa da Gol, após um erro em seu destino final.

Infelizmente, não é a primeira vez que casos como esse acontecem. Calor, desidratação e estresse são alguns dos fatores que influenciam na saúde dos pets e é preciso que os tutores estejam atentos para evitar problemas com os mascotes nos aeroportos.

Abaixo, as médicas veterinárias Fernanda Meneses Lopes e Karine Forster explicam os pontos que merecem atenção na hora de pensar em pegar um avião com o seu pet.

Hipertermia


Para a clínica geral de cães e gatos Fernanda, a causa mais comum de morte de cães em aviões é a hipertermia, que ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa o limite fisiológico (o normal, para os mascotes, é de 37,5ºC a 39,5ºC).

Se o pet está ansioso, por exemplo, e começa a andar em círculos na caixinha, sem conseguir relaxar, esse exercício físico vai fazer com que aumente sua frequência respiratória, para que assim o sangue seja oxigenado de forma mais rápida no organismo. Como consequência, aumenta também sua frequência cardíaca, para mandar o sangue mais rápido aos órgãos. Isso pode levar a uma parada cardíaca pelo excesso de esforço do coração.

Além disso, é comum que, nessa situação, o cão respire de boca aberta. Essa respiração ofegante serve para diminuir a temperatura corporal. Com isso, o pet perde água e tende a ficar desidratado. E o coração, batendo mais rápido, faz com que os vasos sanguíneos se dilatem para facilitar a passagem do sangue e, assim, diminui sua pressão sanguínea. Ou seja, é uma soma de fatores, que estão interligados.

— Somado a tudo isso, no caso do Joca, a maioria dos goldens que atendo estão acima do peso. O tecido adiposo também produz calor. É um paciente que está confinado em uma caixinha quente, porque é aberta só na frente, então não tem uma boa circulação de ar. E é um paciente com sobrepeso, na sua grande maioria das vezes, dentro de um porão também quente — lista a médica veterinária.

Por isso, a importância das companhias aéreas deixarem água disponível para os pets.

— Um cão tem que ingerir , no mínimo, 30ml para cada meio quilo corporal. Um paciente de 10kg tem que ter disponível 600ml. Imagina um de 47 quilos, como o Joca. É muito mais — reforça.

Jejum


Alguns pets costumam vomitar em viagens e, por isso, seus tutores optam por deixá-los em jejum antes do translado. Porém, essa decisão precisa de cuidados, uma vez que jejuns longos em ambientes fechados podem provocar hipoglicemia.

— Se o paciente está há mais de oito horas sem comer, vai começar a usar seu estoque de glicose, que é o açúcar que o corpo utiliza pra manter as funções vitais. Só que, se utiliza toda a reserva em jejum, o corpo entra em hipoglicemia. Pode ter tremor, sinal neurológico, desmaio, convulsão e pode vir a óbito também — explica Fernanda.

O período máximo e seguro de jejum de alimentos sólidos é de oito horas e, de líquido, duas horas. Se o pet costuma vomitar, a dica da médica veterinária é dar água em abundância até duas horas antes do voo.

Atenção aos ansiolíticos


É preciso ter muito cuidado com a dose dos medicamentos ansiolíticos e calmantes, que podem ser uma alternativa aos pets agitados na hora de viajar. Com a pressão sanguínea mais baixa por conta dos fatores listados acima, pode acontecer do animal estar dormindo na caixinha e parecer bem para o tutor, mas simplesmente parar de respirar durante o trajeto.

— O pulmão é um músculo, então, quanto menor a frequência respiratória, maior a chance do animal parar de respirar. Temos que ter muito cuidado nas dosagens, principalmente porque é um momento em que não vai ter apoio veterinário — reforça Fernanda.

Como não há monitoramento nos porões dos aviões, a sedação é inviável. O ideal é que seja feita uma avaliação anterior junto ao veterinário para que seja acertada (ou não) a utilização de remédios para a viagem. Em caso positivo, é preciso que a medicação seja administrada antes da viagem, para ver como será a reação do pet na hora do voo.

— Posso dar cinco miligramas para um cachorrinho e ele já ficar totalmente dopadinho, dormindo, tranquilo. E eu posso dar cinco miligramas para outro paciente que não fará nem cócegas — compara.

Pets mais idosos


No caso de viajar com animais de mais idade, a atenção deve ser redobrada, principalmente se tiver algum problema cardiorrespiratório envolvido. Com o estresse da viagem, que naturalmente faz o animal liberar cortisol e adrenalina, os batimentos cardíacos podem aumentar. Se o coração já tem problema, pode ser que não consiga bombear a quantidade de sangue necessária ao organismo.

Além disso, cães idosos têm mais dificuldade de regular temperatura corporal — assim como os filhotes. Por isso, cuidar para não viajar quando estiver muito calor ou muito frio é uma boa pedida.

Já cães diabéticos não podem ficar muito tempo sem comer e, por isso, voos internacionais com longa duração, como 12 horas, por exemplo, são impensáveis.

Cuidados do tutor


É fundamental que o tutor, antes de viajar, leve o pet ao médico veterinário para um check-up (os exames necessários variam de acordo com faixa etária e histórico do animal). Assim, será feito o atestado sanitário de viagem do animal, de acordo com as normas estabelecidas para o local onde estão indo. Também é necessário apresentar a carteirinha de vacinação do pet em dia.

— Existem especificações dentro dos órgãos públicos credenciados sobre quais as necessidades para o local específico da viagem. Também exames complementares, de acordo com a individualidade de cada pet — avalia Karine. — A dica é que os tutores se informem sobre as políticas de transportes de animais adotadas pelas companhias aéreas para escolher a melhor opção. As regras previstas para o destino escolhido ficam disponíveis em site oficial.

Por fim, é interessante que o tutor ajude o pet a se acostumar a ficar dentro da caixinha para que, assim, se sinta mais confortável durante a viagem. Compre a caixinha antes, deixe junto ao animal em casa, dê reforço positivo, com brinquedos, petiscos e cheiros de conforto.

Via Luísa Tessuto (GZH)

domingo, 19 de abril de 2026

Vídeo: Cavalos derrubaram um avião no México!


No vídeo de hoje Lito conta a história em que 17 cavalos de um time de hipismo fizeram um Boeing 377 Stratocruiser cair dos céus no coração da Cidade do México.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Por que pássaros são um pesadelo para os pilotos de avião. Entenda

Colisões com pássaros podem danificar motores e controle de aviões, causando riscos graves. Especialista explica as consequências.


Um voo da Latam precisou retornar ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após colidir com um pássaro nessa quinta-feira (20/2). Os passageiros e a tripulação não se feriram, mas o avião ficou com o bico danificado. Colisões entre aeronaves e pássaros, conhecidas em inglês pelo termo “bird strikes”, representam um risco real e potencialmente grave para a aviação mundial.

De acordo com Daniel Calanzans, especialista em aviação, o impacto pode comprometer desde o funcionamento dos motores até o controle total da aeronave, dependendo da parte atingida.

“Se a colisão for com os motores, pode apagar os dois simultaneamente. Já no para-brisa, há o risco de incapacitar os pilotos”, alerta.

Segundo o especialista, a situação se agrava quando as aves atingem superfícies de controle cruciais, como lemes, ailerons ou trens de pouso, o que pode deixar a aeronave incontrolável e levar até mesmo à queda.

Esses riscos são monitorados por comitês e administrações de aeroportos, que buscam identificar a origem dos pássaros. “Em alguns casos, o problema vem de fontes próximas ao aeroporto, como áreas de matadouros, que atraem aves de grande porte”, explica Calanzans.

Minimização dos riscos


Para minimizar os riscos, os aeroportos adotam diversas estratégias, como a remoção de áreas gramadas, o uso de sons repelentes e até o treinamento de aves predadoras, como gaviões. A tecnologia também desempenha um papel importante, com sistemas de detecção de movimentos de aves nas imediações.

No Brasil, algumas espécies de aves se destacam pelo risco elevado, como o urubu, comum em áreas próximas a aeroportos.

“O urubu pode voar em altitudes elevadas e causar impactos equivalentes a toneladas de força em uma aeronave”, diz o especialista.

Ainda segundo Calanzans, em aeroportos como Congonhas, em São Paulo, aves como o quero-quero são frequentemente avistadas devido às áreas gramadas, aumentando o risco de incidentes.

Casos famosos de colisão com aves


Um dos casos mais emblemáticos de colisão com pássaros ocorreu em janeiro de 2009, quando um Airbus A320 da US Airways, com 155 pessoas a bordo, perdeu potência em ambos os motores após a colisão com um bando de gansos canadenses.

O piloto Chesley “Sully” Sullenberger realizou um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova York (EUA), salvando todos os ocupantes. A história ganhou as telas do cinema, no filme Sully: O Herói do Rio Hudson.

Incidentes semelhantes também são registrados com frequência no Brasil, especialmente em regiões próximas a lixões ou áreas de alimentação natural para aves de grande porte.

terça-feira, 31 de março de 2026

Qual o risco de choque com pássaros causar acidente aéreo?

Quão comuns são as colisões com pássaros?


Conforme explica a Organização de Aviação Civil Internacional, colisões com aves são um fenômeno frequente e representam uma séria ameaça à segurança das aeronaves.

Em modelos menores, esses incidentes podem provocar danos significativos à estrutura, enquanto todas as aeronaves, especialmente as equipadas com motores a jato, estão sujeitas à perda de potência causada pela ingestão de aves nas entradas de ar dos motores. Esse tipo de ocorrência já resultou em diversos acidentes fatais.

Embora possam acontecer em qualquer fase do voo, as colisões ocorrem com maior frequência durante a decolagem, subida inicial, aproximação e pouso, momentos em que a concentração de aves em altitudes mais baixas é maior.

Além disso, como a maioria das aves voa principalmente durante o dia, esses eventos se dão, em sua maioria, sob luz natural. Dados da organização indicam que aproximadamente 90% das colisões ocorrem nas proximidades de aeroportos.

Um levantamento do Australian Aviation Wildlife Hazard Group aponta que, desde 1988, foram registradas 262 fatalidades devido a colisões com aves em todo o mundo e 250 aeronaves destruídas.

Como as colisões podem prejudicar as aeronaves



Segundo as autoridades da Organização de Aviação Civil Internacional, colisões com aves podem resultar em incidentes graves durante o voo.

Em alguns casos, uma aeronave pode sofrer danos significativos em seus motores ao atingir um grupo de aves logo após a decolagem, obrigando o piloto a retornar para um pouso de emergência. Também é possível que, ao tentar abortar a decolagem, a aeronave ultrapasse os limites da pista, causando danos consideráveis.

Em situações mais críticas, uma ave pode quebrar o para-brisa de uma aeronave leve, atingindo o piloto e fazendo com que ele perca temporariamente o controle, o que obriga a realizar um pouso forçado.

Em outros casos, o impacto de aves maiores, como abutres, pode causar danos estruturais graves à aeronave, levando à perda de controle e, em última instância, ao acidente.

É possível evitar acidentes?


Não há uma medida única que garanta a proteção das aeronaves, mas algumas medidas podem aumentar a segurança.

Como a maioria das colisões com aves ocorre nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer, quando as aves estão mais ativas, os pilotos são treinados para ficar atentos nesses períodos críticos.

Radares podem ser usados para detectar grupos de aves, embora essa tecnologia seja baseada em solo e não esteja disponível globalmente, limitando sua utilização em algumas regiões.

De acordo com um artigo do site The Conversation, fabricantes de motores de aeronaves testam sua resistência a colisões com aves, já que um impacto pode causar danos severos às lâminas da turbina, resultando na falha do motor. Para esses testes, é disparada uma galinha morta a alta velocidade contra o motor, enquanto ele opera a plena potência.

Circular da Autoridade de Segurança da Aviação Civil da Austrália sobre o gerenciamento de riscos com animais selvagens orienta os aeroportos sobre as medidas para manter aves e outros animais afastados das áreas próximas às pistas.

Uma técnica utilizada é o uso de pequenas explosões de gás, que imitam o som de uma espingarda para afastar as aves. Em locais com alta concentração de aves, os aeroportos também podem cultivar espécies de grama e plantas que não atraem esses animais.

Via BBC - Imagens: Getty Imagens

sexta-feira, 27 de março de 2026

Caixa de transporte, regras e preparo: guia explica como viajar de avião com cães e gatos

Associações do setor aéreo divulgaram orientações para garantir bem-estar do pet antes, durante e depois do voo.

Cachorro e caixa transportadora (Foto: Freepik)
Viajar de avião com animais requer planejamento, desde a compra da caixa de transporte adequada até os cuidados com os pets antes e depois do voo.

Pensando em ajudar nessa tarefa, associações ligadas ao setor aéreo (veja abaixo) divulgaram um guia com dicas para o transporte de cães e gatos, em meados de dezembro de 2024.

Vale destacar que o serviço de transporte de animais é facultativo, podendo ou não ser oferecido pelas companhias aéreas.

Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permite que as empresas estipulem condições específicas para fornecer essa opção, como: limite de peso e tamanho do animal, tipo de caixa transportadora, local da viagem (na cabine ou no porão da aeronave), entre outros.


Isso vale para animais domésticos e de suporte emocional (que ajudam seus tutores a lidar com condições de saúde mental).

Para cães-guia, as empresas são obrigadas a oferecer o serviço para passageiros com deficiência visual de forma gratuita, mediante apresentação de identificação do animal e comprovação de treinamento.

De forma geral, é importante que o tutor sempre cheque as regras de cada companhia aérea para transporte de animais e fique de olho em aspectos gerais para garantir o bem-estar do pet durante a viagem.

Confira abaixo as principais dicas do Guia para Transporte Aéreo de Cães e Gatos:

Cachorro em caixa transportadora (Foto: Freepik)
Para viajar de avião, o animal deve estar em uma caixa de transporte que precisa:
  • ser à prova de fuga;
  • ser grande o suficiente para o animal sentar, ficar ereto, girar completamente e deitar. Deve caber embaixo do assento à frente do tutor (se o pet viajar na cabine);
  • estar limpa, sem fezes ou urina, no momento do embarque, e ter uma manta ou tapete absorvente durante a viagem;
  • ter ventilação pelo menos em seus 4 lados verticais, sendo que, um dos lados (que pode ser a porta) deve ser completamente ventilado;
  • não deve ter objetos com os quais o pet possa se machucar, como brinquedos. Antes de colocar o animal na caixa, é recomendado tirar acessórios, como coleiras e peitorais, para evitar acidentes.
Se o pet viajar no porão do avião, a caixa transportadora também deve:
  • ter recipientes fixos para água e comida;
  • ter aberturas que não permitam que o animal coloque as patas ou focinho para fora;
  • ter um interior liso, sem saliências;
  • ser feita de materiais como: fibra de vidro, metal e plástico rígido (pode variar de acordo com a companhia aérea); revestidos — mas nunca exclusivamente — por telas de arame, madeira sólida ou compensada (camadas finas de madeira prensadas).

Como preparar o pet para ficar na caixa transportadora


Vale a pena passear com o seu pet na caixa transportadora antes de ele realizar
uma viagem dentro dela (Foto: Freepik)
  • apresente o item ao animal pelo menos três semanas antes da viagem;
  • coloque a caixa em um local onde ele passe bastante tempo e deixe ele explorar;
  • deixe a porta aberta e coloque brinquedos ou petiscos dentro para incentivar que ele entre e associe a caixa a situações positivas;
  • gradualmente, comece a fechar a porta por curtos períodos enquanto o animal está dentro;
  • leve o pet para passear na caixa.

Saúde e documentação


Gato no veterinário (Foto: Unsplash/Judy Beth Morris)
  • leve o animal ao veterinário para certificar-se que ele está saudável para viajar;
  • veja se as vacinas estão em dia e leve a carteira de vacinação;
  • no embarque, será necessário apresentar um atestado de um veterinário emitido há no máximo 10 dias falando que o pet está apto para a viagem.
⚠️Atenção: fêmeas até sete dias após o parto, que estejam amamentando ou no cio, e filhotes não desmamados não devem viajar de avião.

O que fazer antes do voo


Gato com brinquedo (Foto: Unsplash/ Piotr Musioł)
  • alimente com comidas leves e hidrate o pet cerca de duas horas antes do embarque;
  • brinque e pratique exercícios com ele para reduzir a ansiedade e o excesso de energia.
⚠️Atenção: não é recomendado sedar o seu animal durante o voo, a menos que isso seja indicado por um veterinário. A combinação de altitude e drogas é potencialmente fatal em animais idosos, cronicamente doentes ou estressados.

Depois da viagem


Cachorro brincando (Foto: Unsplash/Andy Powell)
  • verifique a saúde do pet: veja se ele tem sinais de estresse, lesões ou comportamento anormal;
  • deixe ele espairecer: procure áreas designadas para animais onde ele possa se exercitar e fazer suas necessidades.
Responsáveis pelo guia: Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Associação Latino Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil (Jurcaib).

Via Lara Castelo (g1)

sábado, 21 de março de 2026

Hoje na História: 21 de março de 1962 - Um urso chamado “Yogi” foi ejetado de um supersônico em voo teste

O urso Yogi e a capsula que ele usou durante o voo e a ejeção
Em 21 de março de 1962, um urso negro do sexo feminino de 2 anos chamado “Yogi” foi ejetado de um Convair B-58A Hustler supersônico pela Força Aérea dos Estados Unidos para testar a cápsula de escape da aeronave. 

Ejetado a 35.000 pés (10.668 metros) de um B-58 voando a Mach 1,3 (aproximadamente 870 milhas por hora / 1.400 quilômetros por hora), o urso pousou ileso 7 minutos e 49 segundos depois, no deserto do Texas. O pessoal técnico da Força Aérea correu para o local de pouso e abriu a tampa do casulo.

Testes anteriores com seres humanos resultaram em fatalidades, então foi decidido continuar com assuntos animais enquanto os problemas eram resolvidos. Os ursos negros ('Ursus americanus') foram usados ​​para esses testes porque seus órgãos internos são organizados de forma semelhante aos humanos.

Uma cápsula de fuga é lançada da posição de Oficial de Sistemas de Defesa
de um Convair B-58 Hustler (Foto: Força aérea dos Estados Unidos)
O foguete impulsionador carregou a cápsula 225 pés (69 metros) acima do B-58 antes de começar sua descida.

Infelizmente, embora os ursos tenham sobrevivido aos testes de ejeção, eles foram mortos para que seus órgãos pudessem ser examinados. Isso não seria aceitável hoje.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com This Day in History

terça-feira, 3 de março de 2026

Como aeroportos no Brasil atuam para evitar colisões entre aviões e aves

Gaviões, cachorros e até cabritos são criados para espantar pássaros potencialmente perigosos. Saiba mais abaixo.


Canhão de gás e animais treinados


O Aeroporto Internacional do Rio, onde o acidente desta semana aconteceu, tem um arsenal para afugentar as aves na região. Uma das técnicas de defesa é treinar outros animais para manter limpa a pista de pouso e decolagem.

Um canhão a gás e falcões treinados ajudam a espantar aves como urubus. Já os cães identificam ninhos, e as cabras ajudam no controle da vegetação, reduzindo o número de fauna.

"A gente conseguiu uma redução de 30% na quantidade de eventos e 70% na severidade desses eventos. Ou seja, a gente reduziu em 70% o índice de colisão com o dano", contou Milena Martorelli - gerente de sustentabilidade do RIOGaleão.

Os animais treinados para manter segura a pista do Galeão — Foto: Reprodução/TV Globo
A falcoaria é uma das principais técnicas utilizadas nos aeroportos para afastar aves indesejadas dos aviões. Qualquer ave de rapina pode ser treinada para essa tarefa, incluindo corujas. O treinamento é baseado em recompensas e ensina as aves duas formas principais de marcar território: saltar diretamente da luva para o alvo ou alçar voo a partir de uma caminhonete.

Os animais treinados para manter segura a pista do Galeão (Foto: Reprodução/TV Globo)

Canhão de galinhas


No Brasil, os animais que mais trombam com aviões são quero-quero, o carcará e o morcego.

Turbinas de aeronaves passam por testes de resistência, incluindo disparos de frangos mortos contra as hélices. Ainda assim, colisões com aves de maior porte, como garças e urubus, podem causar danos graves, levando até à pane total do motor.

Turbina de aeronave (Foto: Reprodução/TV Globo)

Investimentos em soluções tecnológicas


O perigo aviário causa pousos forçados, atrasos e cancelamentos – uma perda de quase 1,5 bilhão de dólares por ano. O prejuízo justifica investimentos como o falcão robô de uma empresa holandesa. A tecnologia já demonstra eficácia em limpar áreas de risco, mas a bateria dura apenas 15 minutos.

"A gente botou uma câmera na cabeça do robô para enxergar na visão dele enquanto pilota. Mas já está em estudo um sistema completamente autônomo de voo", destaca Wessel Straatman - engenheiro da Clear Flight Solutions.

No entanto, métodos tradicionais, como o uso de estátuas de predadores, nem sempre têm o efeito desejado.

Falcão robô (Foto: Reprodução/TV Globo)

Segurança no transporte aéreo


Quase todas as colisões desse tipo ocorrem durante o pouso e a decolagem, pois o avião está em baixa altitude. No entanto, apenas uma pequena fração desses incidentes resulta em acidentes.

"Se um desses eventos altamente improváveis não tivesse acontecido, provavelmente todo mundo estaria vivo e a manchete não seria tão dolorosa. Então ele continua sendo o segundo meio de transporte mais seguro do mundo – ele só perde para o elevador", destaca o engenheiro aeronáutico.

Com informações do Fantástico/TV Globo e Band Jornalismo

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Já ouviu falar em birdstrike?


As dimensões territoriais do Brasil tornam inevitável o uso de aviões para os mais diversos fins, e mesmo com uma grande circulação de cargas/passageiros, o país ostenta um baixíssimo índice de acidentes. Uma das razões para isso é a real preocupação das companhias aéreas com a segurança, e o consequente investimento em manutenção preventiva e programada como principal linha de atuação no dia-a-dia.

A engenharia, no entanto, não é o único alicerce da segurança aeronáutica, pois a presença de aves no entorno dos aeroportos configuram um risco pela possibilidade de colisão contra as aeronaves.

O que é birdstrike?


O termo birdstrike retrata o choque de um avião contra uma ave, seja no momento do pouso ou da decolagem, e isso tem como consequência:
  • Possibilidade de acidentes;
  • Prejuízos materiais;
  • Impactos sobre a fauna;
  • Perda de confiança no ativo mais importante dessa indústria: a certeza de viagens seguras.
Na maioria das vezes essas colisões causam incidentes de pequena monta, mas existem registros de acidentes tanto na aviação civil quanto na militar. Diante disso, a responsabilidade pelo gerenciamento desse perigo fica à cargo dos aeroportos – e não das empresas aéreas.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) é um órgão ligado à FAB (Força Aérea Brasileira) que é o responsável por essa temática no Brasil e, recentemente, informou que o número de colisões já ultrapassou os 2 mil registros na última medição.

Como acontece o birdstrike?


A velocidade de uma aeronave na aproximação, decolagem ou pouso pode chegar a cerca de 300km/h, e o choque contra uma ave com 1 ou 2 kg de massa acaba sendo convertido em um impacto de toneladas. Por isso uma ave tão pequena e/ou leve pode causar tanto estrago.

Quanto maior for a velocidade do avião e o peso da ave, maior será a gravidade do choque. E, quanto mais animais próximos aos locais de operação (fluxo), maior a probabilidade de acidentes.

Colisões por birdstrike


O birdstrike pode comprometer a parte frontal (fuselagem, vidro dianteiro), as asas ou as turbinas de um avião. No que se refere aos vidros, eles podem estilhaçar (mais comum) ou até mesmo quebrar com o impacto; e isso não só dificulta a visibilidade, como permite a entrada de um intenso fluxo de ar na cabine de comando.

Já com relação às turbinas, a ingestão das aves pode causar um comprometimento mecânico que obriga o piloto a interromper a viagem, e seguir para o aeroporto mais próximo.

Portanto, é o dano estrutural ou a perda de um motor que irá determinar tecnicamente o retorno do avião, e não a colisão em si. Caso os computadores de bordo não identifiquem falhas mecânicas ou problemas decorrentes desse impacto (vibração, por exemplo), o voo segue adiante.

A equipe de manutenção é quem investiga a extensão dos problemas nas turbinas, no pós-birdstrike, com um equipamento chamado boroscópio. Este permite visualizar internamente essa estrutura (inspeção visual).

Principais espécies envolvidas


O quero-quero, carcará e o urubu são as principais espécies de aves envolvidas com o birdstrike, e as duas primeiras são as grandes responsáveis por incidentes no Aeroporto de Guarulhos (SP), por exemplo.

Geralmente, a presença desses animais dentro dos aeroportos está associada a possibilidades de abrigo, alimento, água, descanso e nidificação, mas a pressão do entorno não pode ser desconsiderada (depósito irregular de lixo, perda de habitat).

Como prevenir o birdstrike?


Para responder essa pergunta, o Greentimes recorreu ao GRU Airport, a concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos, para entender como é o dia-a-dia de quem trabalha na prevenção ao birdstrike.

Esse serviço existe há 12 anos, e atualmente os departamentos de Meio Ambiente e Segurança Operacional são os responsáveis por essa gestão. Do ponto de vista técnico, a instituição adota as seguintes rotinas:
  • Controle da vegetação;
  • Remoção de poleiros e abrigos;
  • Modificação do ambiente evitando áreas propícias para a nidificação e dessedentação;
  • Manejo direto de ovos e ninhos;
  • Afugentamento com lasers (à noite ou em dias nublados) e buzinas, bem como utilização de outras aves para provocar a dispersão das espécies mais associadas ao birdstrike.
Para o GRU, “esse trabalho contínuo e preventivo de gerenciamento [do risco aviário] colabora com a redução do birdstrike, pois permite que os casos sejam identificados e mitigados previamente”, declara a instituição que apresenta uma média de 25 colisões por ano e nenhum acidente.

Dica de cinema


Em 2016, foi lançado o filme “Sully: o herói do Rio Hudson” que conta a história real de um voo que saiu de Nova Iorque com destino à Charlotte, nos Estados Unidos. Pouco tempo depois da decolagem, aconteceu o birdstrike. Confira o trailer abaixo!


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Gol cancela voo após rato embarcar no avião

Episódio foi confirmado pela companhia área; Corpo de Bombeiros foi acionado após passageiros relatarem ter visto o animal dentro do aeronave.


Um voo da Gol foi cancelado por conta de um rato a bordo na manhã desta quinta-feira (5). O voo G3 1703 sairia do Rio de Janeiro com destino à Brasília e companhia aérea teve que solicitar o desembarque dos passageiros.

Segundo a empresa, os passageiros desembarcaram após um deles relatar ter visto o animal dentro do avião.

A Gol acionou o Corpo de Bombeiros e cancelou a partida. Após o episódio, a aeronave passou por inspeção e higienização. Ela já foi integrada de volta à operação de maneira regular.

Em nota, a companhia ainda afirmou que prestou assistência a todos os passageiros envolvidos no caso. A Gol também lamentou o ocorrido e que presa em primeiro lugar pela segurança dos clientes.

Veja nota da Gol:

"A GOL informa que, por motivos de segurança, antes da decolagem do voo G3 1703 (SDU – BSB), nesta quinta-feira, 05/02, solicitou o desembarque dos passageiros devido ao relato de clientes, no momento do embarque, sobre a presença de um animal roedor na cabine.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e, como consequência, o voo foi cancelado. Durante a manhã, a aeronave passou por reforço de inspeção e higienização e já retornou à operação regular.

A Companhia ressalta que todos os Clientes impactados foram assistidos e reacomodados nos voos seguintes. A GOL lamenta os transtornos causados e reitera que ações como essa visam garantir a Segurança, valor número 1 da Companhia."

Via iG

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Já ouviu falar em birdstrike?


As dimensões territoriais do Brasil tornam inevitável o uso de aviões para os mais diversos fins, e mesmo com uma grande circulação de cargas/passageiros, o país ostenta um baixíssimo índice de acidentes. Uma das razões para isso é a real preocupação das companhias aéreas com a segurança, e o consequente investimento em manutenção preventiva e programada como principal linha de atuação no dia-a-dia.

A engenharia, no entanto, não é o único alicerce da segurança aeronáutica, pois a presença de aves no entorno dos aeroportos configuram um risco pela possibilidade de colisão contra as aeronaves.

O que é birdstrike?


O termo birdstrike retrata o choque de um avião contra uma ave, seja no momento do pouso ou da decolagem, e isso tem como consequência:
  • Possibilidade de acidentes;
  • Prejuízos materiais;
  • Impactos sobre a fauna;
  • Perda de confiança no ativo mais importante dessa indústria: a certeza de viagens seguras.
Na maioria das vezes essas colisões causam incidentes de pequena monta, mas existem registros de acidentes tanto na aviação civil quanto na militar. Diante disso, a responsabilidade pelo gerenciamento desse perigo fica à cargo dos aeroportos – e não das empresas aéreas.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) é um órgão ligado à FAB (Força Aérea Brasileira) que é o responsável por essa temática no Brasil e, recentemente, informou que o número de colisões já ultrapassou os 2 mil registros na última medição.

Como acontece o birdstrike?


A velocidade de uma aeronave na aproximação, decolagem ou pouso pode chegar a cerca de 300km/h, e o choque contra uma ave com 1 ou 2 kg de massa acaba sendo convertido em um impacto de toneladas. Por isso uma ave tão pequena e/ou leve pode causar tanto estrago.

Quanto maior for a velocidade do avião e o peso da ave, maior será a gravidade do choque. E, quanto mais animais próximos aos locais de operação (fluxo), maior a probabilidade de acidentes.

Colisões por birdstrike


O birdstrike pode comprometer a parte frontal (fuselagem, vidro dianteiro), as asas ou as turbinas de um avião. No que se refere aos vidros, eles podem estilhaçar (mais comum) ou até mesmo quebrar com o impacto; e isso não só dificulta a visibilidade, como permite a entrada de um intenso fluxo de ar na cabine de comando.

Já com relação às turbinas, a ingestão das aves pode causar um comprometimento mecânico que obriga o piloto a interromper a viagem, e seguir para o aeroporto mais próximo.

Portanto, é o dano estrutural ou a perda de um motor que irá determinar tecnicamente o retorno do avião, e não a colisão em si. Caso os computadores de bordo não identifiquem falhas mecânicas ou problemas decorrentes desse impacto (vibração, por exemplo), o voo segue adiante.

A equipe de manutenção é quem investiga a extensão dos problemas nas turbinas, no pós-birdstrike, com um equipamento chamado boroscópio. Este permite visualizar internamente essa estrutura (inspeção visual).

Principais espécies envolvidas


O quero-quero, carcará e o urubu são as principais espécies de aves envolvidas com o birdstrike, e as duas primeiras são as grandes responsáveis por incidentes no Aeroporto de Guarulhos (SP), por exemplo.

Geralmente, a presença desses animais dentro dos aeroportos está associada a possibilidades de abrigo, alimento, água, descanso e nidificação, mas a pressão do entorno não pode ser desconsiderada (depósito irregular de lixo, perda de habitat).

Como prevenir o birdstrike?


Para responder essa pergunta, o Greentimes recorreu ao GRU Airport, a concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos, para entender como é o dia-a-dia de quem trabalha na prevenção ao birdstrike.

Esse serviço existe há 12 anos, e atualmente os departamentos de Meio Ambiente e Segurança Operacional são os responsáveis por essa gestão. Do ponto de vista técnico, a instituição adota as seguintes rotinas:
  • Controle da vegetação;
  • Remoção de poleiros e abrigos;
  • Modificação do ambiente evitando áreas propícias para a nidificação e dessedentação;
  • Manejo direto de ovos e ninhos;
  • Afugentamento com lasers (à noite ou em dias nublados) e buzinas, bem como utilização de outras aves para provocar a dispersão das espécies mais associadas ao birdstrike.
Para o GRU, “esse trabalho contínuo e preventivo de gerenciamento [do risco aviário] colabora com a redução do birdstrike, pois permite que os casos sejam identificados e mitigados previamente”, declara a instituição que apresenta uma média de 25 colisões por ano e nenhum acidente.

Dica de cinema


Em 2016, foi lançado o filme “Sully: o herói do Rio Hudson” que conta a história real de um voo que saiu de Nova Iorque com destino à Charlotte, nos Estados Unidos. Pouco tempo depois da decolagem, aconteceu o birdstrike. Confira o trailer abaixo!


domingo, 23 de novembro de 2025

Aconteceu em 23 de novembro de 1962: Voo UA 297 - A colisão com pássaros que mudou as regras da aviação

O voo 297 da United Airlines foi um voo programado do Aeroporto Internacional de Newark com destino final no Aeroporto Internacional de Atlanta, na Geórgia, que caiu a 16 km a sudoeste de Baltimore, em 23 de novembro de 1962, matando todas as 17 pessoas a bordo. 

O acidente resultou em uma maior compreensão da quantidade de danos que podem ser causados ​​por colisões de pássaros durante o voo. Como resultado, a Federal Aviation Administration (FAA) emitiu novos regulamentos de segurança que exigiam que as aeronaves recém-certificadas fossem capazes de suportar melhor os impactos em voo com pássaros, sem afetar a capacidade da aeronave de voar ou pousar com segurança.

Um Viscount da United similar ao avião acidentado (Wikipedia)
A aeronave era o Vickers 745D Viscount, prefixo N7430, da United Airlines, era um avião turboélice britânico de médio alcance, que foi fabricado em 30 de junho de 1956. Na época do acidente, tinha um total de 18.809 horas de voo registradas. Ele era equipado com quatro motores turboélice Rolls-Royce Dart 510. A United Airlines adquiriu o avião da Capital Airlines quando as duas empresas se fundiram em 1961. Era um dos 60 já construídos e tinha capacidade para 48 passageiros.

O piloto do avião era Milton Balog, da Pensilvânia, que tinha 39 anos. Ele serviu como piloto no United States Army Air Corps voando um bombardeiro no teatro europeu da Segunda Guerra Mundial e recebeu a Distinguished Flying Cross. Após a guerra, ele conseguiu um emprego na Capital Airlines. 

O copiloto era Robert Lewis, de 32 anos. Ele possuía uma licença de piloto de linha aérea que expirou porque ele estava atrasado para um exame físico, mas ele estava qualificado e licenciado para voar como copiloto com sua licença de piloto comercial. 

A tripulante Mary Key Klein completou o treinamento da empresa e começou a trabalhar em 21 de junho de 1962, e a tripulante Karen G. Brent começou a trabalhar para a companhia aérea em 16 de agosto de 1962.

O Viscount, voando como voo 297 da United Airlines, era um voo regular de passageiros de Newark, Nova Jérsei, para Atlanta, na Geórgia, com escalas no Aeroporto Nacional de Washington DC, no Aeroporto de Raleigh-Durham, na Carolina do Norte, e no Aeroporto Municipal de Charlotte, também na Carolina do Norte. 

O avião levava a bordo 13 passageiros e quatro tripulantes. A primeira etapa do voo foi programada para durar uma hora a uma velocidade real de 260 nós (300 mph; 480 km/h).

O avião decolou de Newark às 11h39, horário local. Às 12h14, foi autorizado a descer de 10.000 para 6.000 pés. Às 12h19, os controladores de tráfego aéreo informaram ao voo que haviam recebido inúmeros relatos de um grande número de patos e gansos na área, e os pilotos reconheceram o relato.

Às 12h22, o Controle de Aproximação de Washington DC direcionou o voo para virar à esquerda para um rumo de 200 graus, o que também foi confirmado pelos pilotos. Uma mudança de curso adicional foi transmitida às 12h23, mas não foi confirmada pela tripulação. Às 12h24, os controladores perderam o contato do radar com o avião.

A aeronave havia atingido dois cisnes com seus estabilizadores a 6.000 pés. Uma das aves causou apenas danos superficiais ao estabilizador direito, com aproximadamente um pé de comprimento e um oitavo de polegada de profundidade, enquanto a outra atravessou completamente o estabilizador esquerdo e saiu pelo outro lado. 

O impacto fez com que o estabilizador se separasse do avião. O Viscount perdeu o controle e, em menos de um minuto, a altitude da aeronave caiu de aproximadamente 6.000 pés para o nível do solo, e sua velocidade no ar aumentou de 240 para 365 nós (280 a 420 mph; 440 a 680 km/h).

O avião caiu a 16 quilômetros (10 milhas) a sudoeste de Baltimore e explodiu, matando todos os 17 ocupantes. Dos treze passageiros a bordo do avião, seis eram funcionários da United Airlines fora de serviço.

Destroços do voo 297 da United Airlines (Domínio Público)
O estabilizador da aeronave foi encontrado posteriormente a quatrocentos metros dos destroços principais. Os investigadores estimaram que o acidente poderia não ter ocorrido se os dois pássaros tivessem atingido a aeronave apenas alguns centímetros mais alto ou mais baixo. 

Após o acidente, uma equipe de dez investigadores de Washington chegou, chefiada por George A. Van Epps, chefe de investigação de segurança do Conselho de Aeronáutica Civil. Os destroços do avião se espalharam por uma área de 100 a 150 jardas (90 a 140 m) de diâmetro, com o maior pedaço de destroços de apenas 15 pés (4,6 m) de comprimento. 

Um grave incêndio terrestre que eclodiu após o acidente consumiu a maior parte da fuselagem, asa direita e parte da asa esquerda. O incêndio removeu a evidência potencial de colisões de pássaros adicionais que podem ter ocorrido em outras partes da aeronave, mas os investigadores foram capazes de recuperar o gravador de voo.

Mapa apontando o local da queda do voo da United (CAB)
Os investigadores remontaram partes críticas da aeronave no Aeroporto Nacional de Washington, onde concluíram que a aeronave havia atingido pelo menos dois pássaros.

Uma carcaça parcial de ave, bem como penas, tecido e sangue foi encontrada a 10 pés (3 m) da seção separada do estabilizador esquerdo e foi identificada pelo Examinador Médico Chefe do Estado de Maryland como sendo de origem de ave. 

Espécimes de penas e ossos encontrados no local foram levados ao Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, que os identificou como pertencentes a cisnes que assobiam, pássaros que podem atingir pesos superiores a 18 libras (8 kg). 

Um piloto nas proximidades do voo relatou ter visto um bando de aproximadamente cinquenta pássaros brancos muito grandes voando em uma trilha a aproximadamente 5.500 pés. Outros pilotos na área também disseram que os controladores de tráfego aéreo do Washington Center relataram contatos de radar próximos a eles que os pilotos identificaram como grandes bandos de pássaros. 

O Conselho de Aeronáutica Civil divulgou um relatório final de sua investigação em 22 de março de 1963. Os investigadores concluíram que a causa provável do acidente foi "uma perda de controle após a separação do estabilizador horizontal esquerdo que havia sido enfraquecido por uma colisão com um cisne." 

Diagrama de danos observados no estabilizador esquerdo
O conselho recomendou que pesquisas adicionais fossem realizadas para determinar os riscos para aeronaves modernas de colisões com pássaros e para aprender como aumentar a segurança da aeronave no caso de colisões com pássaros.

Antes do acidente, a aeronave havia sido projetada com o entendimento de que os serviços de controle críticos da aeronave eram protegidos de colisões de pássaros pelas asas e hélices da aeronave. 

O design do Viscount 745D criou novas vulnerabilidades porque o painel traseiro foi montado mais alto do que o topo dos discos da hélice e, portanto, estava desprotegido. As velocidades de cruzeiro mais altas das aeronaves mais novas também aumentaram a quantidade de danos que poderiam ser causados ​​por um pássaro, mas quase todas as pesquisas anteriores sobre os perigos de colisões com pássaros foram realizadas na década de 1930. 

O único regulamento de aeronavegabilidade que estava em vigor sobre a segurança de colisão com pássaros era o Civil Air Regulations (CAR) 4b, que exigia que o para-brisa de uma aeronave fosse capaz de suportar o impacto de um pássaro de quatro libras (dois quilos) em velocidade de cruzeiro.

Como resultado do acidente, a FAA revisou dados de outros incidentes de colisão com pássaros e realizou testes de colisão com pássaros em vários tipos de aeronaves a jato. Os investigadores concluíram que a maioria dos tipos de aeronaves eram inerentemente resistentes às aves, mas alguns tipos, incluindo o tipo que caiu, eram vulneráveis ​​na área da empenagem. 

A repercussão do acidente nos jornais da época (Reprodução)
Em 1968, a FAA propôs o acréscimo de uma regra exigindo que os aviões fossem capazes de voar e pousar com segurança após um impacto na empenagem de um pássaro de quatro quilos em velocidade de cruzeiro. 

A agência recebeu uma série de comentários, alguns sugerindo que o limite de três libras para pássaros era insuficiente e não teria evitado a queda do voo 297 da United Airlines, outros sugerindo que as asas da aeronave também eram vulneráveis, não apenas a cauda.

Em 8 de maio de 1970, a seção 25.631 "Danos causados ​​por pássaros" do Código de Regulamentações Federais entrou em vigor. Este regulamento adicionou a exigência de que a estrutura empenada de uma aeronave deve ser projetada para garantir a capacidade de vôo e pouso seguros contínuos após um impacto com uma ave de quatro quilos durante o vôo nas velocidades operacionais prováveis.

No final da década de 1960 e no início da década de 1970, a Joint Aviation Authorities foi formada para produzir os Requisitos Conjuntos de Aviação para a certificação de aeronaves de grande porte na Europa. Os Requisitos de Aviação Conjunta foram amplamente baseados na Seção 25 do Código de Regulamentações Federais dos EUA. 

Os regulamentos implementados na seção 25.631 especificavam que a aeronave inteira, não apenas a empenagem, tinha que ser projetada para resistir a uma colisão de pássaro, mas em vez de uma ave de quatro libras, especificava apenas uma ave de quatro libras.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN