sábado, 27 de junho de 2026

Hoje na História: 27 de junho de 1923 - O primeiro reabastecimento aéreo da história

Tenentes Lowell H. Smith e John P. Richter, Serviço Aéreo, Exército dos EUA (Foto: Força Aérea dos EUA)
O primeiro reabastecimento aéreo bem-sucedido ocorreu em 27 de junho de 1923, quando um DH-4B, número de série do Serviço Aéreo AS 23-462, transportando os tenentes Virgil S. Hine e Frank W. Seifert, passou gasolina por uma mangueira para outro DH-4B que voava abaixo deles, transportando os tenentes Lowell H. Smith e John P. Richter.

Hine e Smith pilotaram seus respectivos aviões, enquanto Seifert e Richter cuidaram do reabastecimento. Foi utilizada uma mangueira de 15,24 metros (50 pés) com válvulas de ação rápida operadas manualmente em cada extremidade. Durante o reabastecimento, 284 litros (75 galões) de gasolina foram transferidos do tanque para o receptor.

Smith e Richter pousaram após 6 horas e 38 minutos, quando o avião apresentou problemas no motor. Apenas um reabastecimento havia sido concluído, mas isso demonstrou a viabilidade do procedimento.

Um DH.4B pilotado pelo Tenente Lowell H. Smith e pelo Tenente John P. Richter recebe gasolina de outro DH.4B, AS 23-462, pilotado pelos Tenentes Virgil S. Hine e Frank W. Seifert em Rockwell Field, San Diego, Califórnia, 27 de junho de 1923 (Foto: Força Aérea dos EUA)
Por sua conquista, todos os quatro oficiais foram condecorados com a Cruz de Voo Distinto.

O Airco DH.4 foi um avião de grande sucesso na Primeira Guerra Mundial, projetado por Geoffrey de Havilland. Foi construído por diversos fabricantes na Europa e nos Estados Unidos. O DH-4B era um DH.4 reconstruído com capacidade de combustível aumentada para 420 litros. O DH-4B tinha 9,296 metros de comprimento, envergadura de 13,259 metros e altura de 3,150 metros. O peso do DH-4B padrão era de 1.613,4 kg (3.557 libras).

No lugar do Rolls-Royce Eagle VII V-12 da versão construída pelos britânicos, os DH-4s do Serviço Aéreo do Exército eram movidos por um motor Liberty L-12 de comando de válvulas único no cabeçote (SOHC) de 45°, refrigerado a água, normalmente aspirado, com deslocamento de 1.649,336 polegadas cúbicas (27,028 litros) e uma taxa de compressão de 5,4:1. O Liberty produzia 408 cavalos de potência a 1.800 rpm. O L-12 era um motor de tração direta com tração direita. Ele girava uma hélice de madeira de passo fixo de duas pás. O Liberty 12 tinha 5 pés e 7,375 polegadas (1,711 metros) de comprimento, 2 pés e 3,0 polegadas (0,686 metros) de largura e 3 pés e 5,5 polegadas (1,054 metros) de altura. Pesava 844 libras (383 quilos).

O primeiro reabastecimento em voo perto de San Diego, Califórnia, 27 de junho de 1923 (Foto: Força Aérea dos EUA)
O Liberty L12 foi projetado por Jesse G. Vincent, da Packard Motor Car Company, e Elbert J. Hall, da Hall-Scott Motor Company. Este motor foi produzido pela Ford Motor Company, bem como pelas divisões Buick e Cadillac da General Motors, The Lincoln Motor Company (fundada por Henry Leland, ex-gerente da Cadillac, especificamente para fabricar esses motores aeronáuticos), Marmon Motor Car Company e Packard. A Hall-Scott era pequena demais para produzir motores na quantidade necessária.

O DH-4B tinha uma velocidade máxima de 128 milhas por hora (206 quilômetros por hora), teto de serviço de 19.600 pés (5.974 metros) e alcance de 400 milhas (644 quilômetros).

Com informações de Bryan R. Swopes (This Day in Aviation)

Os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores

Vai encarar um voo longo nas férias? Conheça os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores.

(Foto: Reprodução/freepik)
Viajar de avião pode ser uma experiência incrível, mas escolher o assento certo faz toda a diferença para o seu conforto. Nem todo mundo sabe que cada lugar tem suas vantagens e desvantagens, dependendo do que você prefere: embarcar rápido, ter mais espaço para as pernas ou evitar áreas movimentadas.

O Guia Curta Mais vai revelar quais são os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores, levando em consideração o Boeing 737, um dos modelos mais usados em voos no Brasil. Ficou curioso? Vamos te ajudar a escolher o lugar perfeito para a sua próxima viagem!

Por que escolher o assento certo faz diferença?


Antes de tudo, é importante lembrar que passar algumas horas no ar sentado pode ser mais agradável dependendo de onde você está. Um lugar com mais espaço ou mais tranquilidade pode deixar o voo muito melhor. Já sentar em um lugar apertado ou próximo de áreas movimentadas pode ser um pouco mais desconfortável. Saber o que esperar de cada assento te ajuda a evitar surpresas. Os melhores assentos no avião são:

O assento 1C: embarque rápido e praticidade

Se você é daqueles que prefere ser um dos primeiros a entrar e sair do avião, o 1C é uma ótima escolha. Ele fica bem na frente do Boeing 737, perto da porta de embarque. Além de ser prático, te dá uma sensação de agilidade, já que você não precisa esperar muito para desembarcar.

6A e 6F: mais estabilidade durante o voo

Para quem sente desconforto com turbulências, o 6A e o 6F são opções interessantes. Esses assentos ficam próximos às asas do avião, que é a área mais estável durante o voo. Sentar aqui pode ser uma boa pedida para quem gosta de uma viagem tranquila. São dois dos melhores assentos no avião.

10A e 10F: espaço extra para as pernas

Se você é alto ou gosta de se esticar um pouco mais, os assentos 10A e 10F são perfeitos. Eles ficam na saída de emergência, onde o espaço para as pernas é maior. A única coisa que você precisa saber é que pode ser necessário ajudar a tripulação em caso de emergência, mas, fora isso, é um conforto garantido, tá?

Os piores assentos


Nem todos os lugares no avião oferecem o mesmo nível de conforto. Alguns assentos podem ser mais apertados, barulhentos ou simplesmente inconvenientes. Se o conforto é importante para você, vale a pena saber quais lugares evitar.

Assentos 31A e 31F: reclinação limitada

Os assentos 31A e 31F estão bem no fundo do avião, perto da parede traseira. Por causa disso, a reclinação da cadeira é bem limitada, o que pode ser desconfortável em voos mais longos. Além disso, a proximidade com a cozinha e a área dos comissários pode trazer um pouco de barulho. Definitivamente esses NÃO são os melhores assentos no avião.

30C: perto do banheiro

O 30C é aquele assento que ninguém gosta de pegar. Ele fica próximo ao banheiro, o que significa que há um fluxo constante de pessoas passando, além de possíveis cheiros desagradáveis. Se você busca tranquilidade, este também NÃO é um dos melhores assentos no avião.

12E: o assento do meio com pouquíssimo espaço

Sabe aquele lugar que te deixa espremido entre dois passageiros e ainda tem pouco espaço para as pernas? Esse é o 12E. Ele fica no meio, sem janela e com bastante limitação de movimento. Para quem valoriza o conforto, é melhor passar longe desse assento, já que também não é um dos melhores assentos no avião.

Como escolher o melhor assento para você?



Tudo depende das suas prioridades. Se você gosta de embarcar e desembarcar rápido, os assentos da frente, como o 1C, são a escolha certa. Para quem prefere mais estabilidade, os lugares próximos às asas, como o 6A e o 6F, são ideais. E se o conforto é a prioridade, os assentos com mais espaço, como o 10A e o 10F, vão garantir uma viagem mais agradável.

Por outro lado, se possível, evite os lugares que limitam seu espaço ou que estão perto de áreas movimentadas, como os banheiros. Pesquisar sobre os melhores assentos no avião antes de viajar pode te ajudar a fazer uma escolha mais acertada e ter uma experiência bem melhor.

Agora que você já sabe quais são os melhores assentos no avião e os piores no Boeing 737, sua próxima viagem tem tudo para ser mais confortável e tranquila. Que tal experimentar essas dicas e escolher seu lugar com mais cuidado? Boa viagem!

Via Rodrigo Souza (Curta Mais)

Vídeo: Dois acidentes quase ao MESMO TEMPO próximo a Chapecó - Caso EEQ e JYG


No dia 23 de setembro de 1981, Santa Catarina foi palco de uma das coincidências mais impressionantes da aviação brasileira: dois aviões Piper Navajo – o EEQ e o JYG – caíram em condições meteorológicas semelhantes, com poucos minutos e quilômetros de diferença entre eles.

O sequestro do avião da Vasp por integrante do PCC solto por desembargador


Boeing 737-200 da Vasp, de matrícula PP-SMU, fotografado em 1997 no aeroporto de Guarulhos (SP): Modelo é o que esteve envolvido no sequestro do voos 280 (Imagem: Kambui/via Wikimedia Commons)
Em 16 de agosto de 2000, um avião da extinta Vasp foi sequestrado no Paraná enquanto realizava o voo 280, saindo de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba. O objetivo era levar R$ 5 milhões em malotes bancários que estavam a bordo.

Um dos sequestradores, que também é piloto, foi preso no fim de maio na Bolívia, em meio a uma investigação que alcança até um desembargador. Ele é Gerson Palermo, o Pigmeu, que foi condenado em 2001 a 20 anos e seis meses de prisão pelos crimes de roubo qualificado, atentado contra a segurança de transporte aéreo e formação de quadrilha envolvendo o sequestro.

Mais tarde, novas condenações por tráfico de drogas elevaram sua pena total para mais de cem anos de prisão.

Em 2020, ele foi solto por decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que determinou sua ida para a prisão domiciliar sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. Palermo rompeu o dispositivo e estava foragido desde então.

Hoje, o magistrado é investigado por suspeita de ter agido em conluio com o sequestrador, que também é apontado como ligado ao PCC.

Relembre o sequestro a seguir.

O voo


O voo 280 era operado por um Boeing 737 da Vasp, que havia partido do aeroporto de Foz do Iguaçu com destino a São Luís, no Maranhão. Ele faria escalas em Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília antes do destino final.

A bordo estavam 61 passageiros e seis tripulantes, além de nove malotes de dinheiro do Banco do Brasil transportados no porão, sob custódia de uma empresa de transporte de valores. Metade das pessoas a bordo era composta por passageiros estrangeiros, principalmente italianos, alemães e espanhóis, que estavam a turismo na região.

A carga tinha valor estimado em cerca de R$ 5,56 milhões, segundo a Justiça Federal. O dinheiro estava sendo levado em uma operação de rotina, mas se tornou o alvo principal da quadrilha.

Cerca de 20 minutos após a decolagem, o avião foi tomado por cinco criminosos armados. Eles renderam a tripulação e obrigaram o comandante a desviar a rota.

O sequestro


Sob ameaça, os pilotos foram forçados a pousar em Porecatu, no norte do Paraná, cidade na divisa com São Paulo. Lá, a quadrilha completou o roubo dos malotes e contou com o apoio de duas caminhonetes Ford Ranger que já aguardavam os criminosos no aeródromo.

A ação foi rápida e planejada para explorar a vulnerabilidade da carga em um voo comercial. Os sequestradores colocaram os malotes nos veículos e fugiram rapidamente.

Apesar do terror vivido por passageiros e tripulantes, não houve mortes nem feridos no episódio. A aeronave foi liberada e, após perícias no aeroporto de Londrina, os passageiros foram remanejados aos seus destinos.

Condenações


O crime foi investigado pela Polícia Federal e levou à prisão de alguns envolvidos, embora nem todos tenham sido identificados à época. Palermo acabou preso em São Paulo, e a Justiça Federal o apontou como um dos autores do sequestro.

Palermo foi condenado a 20 anos em regime fechado. Ele é apontado como um dos chefes do grupo criminoso PCC.

Outro dos condenados foi Marcelo Borelli, que morreu aos 38 anos enquanto estava preso no Paraná em decorrência de complicações da Aids. À época, o governo do estado disse que ele se recusava a passar por tratamentos médicos.

Palermo


Foragido há seis anos, Palermo deixou a Bolívia no último dia 27 (Imagem: Cedido ao UOL/Jornal El Deber)
Antes do sequestro, Gerson Palermo já tinha histórico ligado à aviação e ao tráfico. Em outras oportunidades, ele foi descrito como ex-piloto e já havia sido preso em 1991 sob acusação de tráfico de drogas, o que ajuda a explicar por que seu nome voltou a aparecer in investigações de narcotráfico internacional.

Em 2019, ele havia recebido nova condenação por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, somando 59 anos e nove meses à sua ficha criminal naquele momento.

Em 2020, já preso em um presídio federal de segurança máxima, Palermo foi colocado em prisão domiciliar por decisão judicial. Pouco depois, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu, permanecendo foragido até ser capturado na Bolívia em maio de 2026.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)