terça-feira, 29 de setembro de 2026

Tragédia com avião da Gol há 20 anos mudou a investigação de acidentes aéreos

Colisão entre Boeing e jatinho no Mato Grosso matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006.

Empresa mantém memorial com caixa-preta do voo 1907; relatório do Cenipa isentou companhia aérea.

Destruições do avião da Gol na Serra do Cachimbo, no Mato Grosso; tragédia que matou 154 pessoas foi um divisor de águas nas investigações de acidentes aéreos (Foto: Jorge Araújo - 19.abri.2007/Folhapress)
No hall do oitavo andar da sede da companhia aérea Gol na zona sul de São Paulo há duas estruturas de acrílico de tamanhos iguais. Uma está vazia. A outra guarda uma das caixas-pretas (na verdade, é laranja) do Boeing 737 de matrícula PR-GTD. Há 20 anos, uma investigação no ar com esse avião causou a segunda maior tragédia da aviação brasileira , com 154 mortos.

Em 29 de setembro de 2006, o voo 1907 foi de Manaus para o Rio de Janeiro, com escala em Brasília . O avião colidiu no ar com um jato executivo Embraer Legacy 600, de matrícula americana, que voava de São José dos Campos (SP) para Fort Lauderdale (EUA). Nenhuma das pessoas a bordo do 737 sobreviveu.

O choque ocorreu a cerca de 37 mil pés de altitude, na região da Serra do Cachimbo, no norte de Mato Grosso.

O Legacy perdeu parte da ponta da asa e sofreu outros danos, mas ocorreu controlável e pousou na base aérea do Cachimbo, no sul do Pará. Os dois pilotos foram condenados, mas não cumpriram pena e moram nos Estados Unidos. Havia mais cinco pessoas na aeronave e todos sobreviveram.

O Boeing ficou sem cerca de um terço da asa esquerda. Incontrolável, se desintegrou durante a queda, em uma área de mata fechada.

A Gol não se manifesta oficialmente sobre a caixa preta exposta. Mas a reportagem viu o memorial durante visita à empresa em junho.

Há uma menção no local. “Que as lições aprendidas nesse acidente reafirmam nosso compromisso com a segurança de nossos clientes, colaboradores e parceiros”, diz texto em uma placa junto à estrutura.

O final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Força Aérea Brasileira) não incluiu falhas da tripulação da Gol ou da companhia que contribuíram para as seções.

Memorial com caixa preta de Boeing da Gol manter pela empresa em
sua sede na zona sul de São Paulo (Foto: Fábio Pescarini/Folhapress)
Mas essa tragédia ajudou a provocar mudanças na forma como esses acidentes são investigados no Brasil.

A purificação inclui uma cadeia de fatores que contribuíram para a queda, principalmente relacionada à operação do Legacy e ao controle de tráfego aéreo.

O Cenipa já tinha a missão de identificar causas e prevenir novas ocorrências, mas a queda do avião da Gol em 2006 reforçou a necessidade de separar essa apuração das investigações relacionadas a crimes e responsabilidades.

A mudança foi incorporada ao Código Brasileiro de Aeronáutica pela Lei 12.970, de 2014. Desde então, ficou mais claro que o Cenipa investiga as causas dos acidentes para definir medidas que ajudem a prevenir novas tragédias.

Enquanto isso, a polícia, o Ministério Público e a Justiça apuram possíveis responsabilidades legais, inclusive na esfera criminal. Em 2024, o STF confirmou a validade do modelo.


A partir de investigação da polícia e de denúncia do MPF (Ministério Público Federal), controladores de voo (militares) foram condenados a pelo menos dois anos de reclusão e excluídos das forças armadas.

“O caso marcou um precedente inédito no país. Foi a primeira responsabilização criminal com esse formato na história da aviação brasileira”, disse o especialista em segurança de voo Douglas Avedecian.

Para ele, o acidente do Gol 1907 produziu efeitos importantes, inclusive mundialmente.
No Brasil, ele destaca o aumento gradual do número de controladores de tráfego aéreo, investimentos em radares, softwares e sistemas de comunicação, e a prosperidade do processo de contribuições da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) como órgão regulador.

"Conforme a recomendação do Cenipa, foram ajustados treinamentos e reciclagens dos motoristas com ênfase na proficiência da língua inglesa, do inglês técnico [para pilotos e motoristas]", diz.

Para Avedikian, o acidente mostrou falhas que envolveram não apenas os pilotos, mas também o controle de tráfego aéreo, equipamentos e procedimentos.

Entre os pontos centrais estavam a perda do sinal do transponder do Legacy, que tirou o avião do radar e o fato dos pilotos não perceberam os alertas de que o equipamento e o sistema anticolisão TCAS estavam fora de operação.

No caso do jatinho, o transponder passou para o modo de espera sem que os pilotos percebessem. O sinal de altitude deixou de aparecer no radar e o TCAS não funcionou como deveria.

O especialista diz que a investigação sobre o acidente levou a melhorias na ergonomia das cabines e nos alertas de sistemas críticos a bordo, além de reforço nos treinamentos em simuladores.

À Folha, a Força Aérea afirma que a investigação do acidente recomenda atualização nos manuais de voo e mais rigor com as ordens dadas aos pilotos.

O QUE MUDOU


Investigação

Ajudou a consolidar o modelo no qual o Cenipa faz uma investigação voltada à prevenção, separada da apuração criminal.

Tecnologia

Leve as recomendações específicas para tornar mais evidente a perda da capacidade do transponder/TCAS e melhorar a proteção contra colisões em voo.

Controle do tráfego aéreo

Mostrou uma necessidade de ocorrência imediata à perda de transponder, às discrepâncias de altitude e às falhas de comunicação e coordenação.

Legislação

O acidente ajudou a desencadear a CPI do Apagão Aéreo e mudou o Código Brasileiro de Aeronáutica.

Aos 70 anos, na reserva e atualmente piloto de acrobacias, o major-brigadeiro Jorge Kersul Filho lembra aqueles dias hoje em que ocorre um acidente aéreo.

Ele estava prestes a assumir o comando do Cenipa, e a queda do Boeing acelerou a transição, que também alterou uma mudança na legislação.

Kersul havia acabado de chegar em casa do trabalho no fim da tarde de 29 de setembro, quando o telefone tocou com a ordem para voltar à base, pois havia um avião comercial desaparecido —o choque ocorreu às 16h56.

Como era o oficial disponível no momento no Comaer (Comando de Aeronáutica), foi escalado para ficar à frente de um possível resgate.

No início do dia seguinte, um sábado, ele embarcou para a Serra do Cachimbo.


A transição de comando do Cenipa ocorreu enquanto Kersul estava na região do acidente, onde foi responsável por toda a cooperativa de resgate dos corpos.

“Saí de Cachimbo na quinta-feira para assumir oficialmente às 9h da sexta [em Brasília] e já voei de volta”, conta.

O oficial coordenou toda a logística e infraestrutura, desde a abertura da primeira clareira para pouso de helicópteros até a organização na fazenda Jarinã, a 40 milhas do local da queda do avião, onde a Aeronáutica montou um centro de operações, e na base aérea do Cachimbo, no sul do Pará.

Ao todo, a operação levou 54 dias até o resgate do corpo do banco Marcelo Paixão Lopes, o último a ser retirado do local. “Deus colocou as melhores pessoas do meu lado”, afirma o ex-comandante do Cenipa.

As memórias do oficial estão no livro "Ninguém Ficou para Trás: A Operação de Busca e Resgate do Voo 1907", escrito há dez anos por sua irmã, a jornalista Maria Tereza Kersul.


Em nota, a Gol diz que a memória e o respeito aos passageiros e tripulantes do voo G3 1907 e aos seus familiares permaneceram na empresa, 20 anos depois.

“O aprendizado gerado por este trágico evento, causado pela atuação irresponsável de outro operador aéreo, está presente na aviação e na companhia, orientando continuamente nosso compromisso com a segurança, valor número 1 da Gol”, diz o trecho.

“A Gol, em seus 25 anos de atuação, sempre adotou padrões internacionais de segurança e fortalece seus processos e sua cultura de segurança operacional continuamente”, afirma. "Nossa história de atuação sempre esteve em conformidade com os procedimentos operacionais e de segurança vigentes. Acreditamos que a segurança na aviação é missão coletiva e deve ser integrada por todos os agentes do setor."

sábado, 26 de setembro de 2026

Acidente com avião planador deixa piloto ferido em Getúlio Vargas, no norte do RS

Aeronave caiu perto da cabeceira da pista depois de bater em fios da rede elétrica.


O planador IPE KW-1 Quero-Quero prefixo PP-FTG, da Associação Aerodesportiva de Getúlio Vargas - AAGV, caiu na tarde deste sábado, 26, em Getúlio Vargas, no Norte do RS, e deixou o piloto ferido. O acidente aconteceu por volta das 15h15min, nas proximidades da cabeceira do aeroporto do município.


Conforme o Corpo de Bombeiros, a aeronave, que não possui motor e utiliza correntes de ar para permanecer em voo, decolou do aeroporto e caiu após atingir fios da rede elétrica.


Apenas o piloto estava a bordo. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital São Roque, em Getúlio Vargas. Até a publicação da reportagem, o estado de saúde não havia sido divulgado.

Os bombeiros informaram que não havia risco de incêndio no local, pois não foi identificada presença de combustível na aeronave.

Via grupoahora.net.br, abcmais.com e ANAC - Fotos: Corpo de Bombeiros Militar de Getúlio Vargas (RS)

Avião faz pouso às pressas em aeroporto de Joinville (SC), mobiliza bombeiros e fecha pista

Aeronave que decolou de Itapoçu precisou de apoio dos bombeiros durante pouso; pista ficou fechada por cerca de 35 minutos no aeroporto de Joinville, no Norte de SC.

Aeronave precisou de acompanhamento dos bombeiros durante pouso de emergência
no Aeroporto de Joinville (Foto: Diego Ronchi/Reprodução/ND Mais)
O avião Cirrus SR22T, prefixo PP-AOA, precisou de acompanhamento do Corpo de Bombeiros durante um pouso de emergência nesta sexta-feira (25), no Aeroporto de Joinville, no Norte de Santa Catarina. A princípio, ninguém ficou ferido.

A aeronave havia decolado de Itapoçu, próximo a Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte catarinense. Pela comunicação de rádio, foi possível acompanhar a situação, mas ainda não há confirmação sobre o que motivou a necessidade de auxílio.

Uma das possibilidades é que o procedimento tenha relação com um problema no pneu, mas não foi esclarecido se a situação foi identificada antes ou depois do pouso.


Os bombeiros acompanharam todo o procedimento. Logo depois, a aeronave conseguiu se deslocar sozinha até o pátio do aeroporto.

Em nota ao ND Mais, a assessoria do Aeroporto de Joinville confirmou a ocorrência envolvendo uma aeronave da aviação geral e o acionamento dos bombeiros para apoio operacional. “Não houve registro de vítimas ou de ocorrência grave”, informou a assessoria.

A pista permaneceu fechada durante o procedimento, e o aeroporto ficou sem operações por aproximadamente 35 minutos. Após a avaliação e a liberação da pista, os voos foram retomados normalmente.

Via ND Mais e ASN

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Avião de pequeno porte faz pouso forçado, na Grande João Pessoa

Pouso forçado de avião não registrou feridos na área de Aeroporto localizado em Santa Rita, na Grande João Pessoa.


A aeronave de pequeno porte Cessna 152, prefixo PR-CHF, de responsabilidade do Aeroclube de Pernambuco, fez um pouso forçado na tarde desta quinta-feira (24), na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Duas pessoas estavam dentro do avião, o piloto e uma aluna. Ninguém ficou ferido.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 15h30 para a região do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto. A aeronave fez o pouso em uma região de mato nas proximidades de um viaduto do bairro Tibiri.

Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, não houve registro de fogo na aeronave e as pessoas que estavam dentro não precisaram passar por atendimento médico. A aeronave vinha da cidade de Igarassu, em Pernambuco, e com destino para o Rio Grande do Norte.

O Corpo de Bombeiros informou ainda que na tentativa de pouso forçado, a aeronave chegou a encostar em fios de internet, mas danos maiores não foram registrados.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Pelo registro da aeronave junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião era registrado para treinamento de pilotos por parte da Escola de Aviação do Aeroclube de Pernambuco. Em nota, a entidade disse, inclusive, que "todos os ocupantes estão bem e em segurança" e que reforça o "compromisso com a segurança operacional e com a formação de pilotos".

O aeroclube também disse que autoridades competentes já foram informadas sobre o ocorrido. A situação da aeronave está registrada como "normal" no site da Anac.

Via g1

Avião indo para o Rio tem problema e volta a MG; Gol teve 2 falhas em 1 dia

(Imagem: flightradar24)
O 
Boeing 737-8EH, prefixo PR-GUJ, da Gol, que seguia do Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para o Rio de Janeiro precisou retornar à cidade mineira após apresentar problemas técnicos na manhã do dia 23.

A aeronave faria o voo G3 2023 para o Aeroporto do RIOgaleão, no Rio de Janeiro. A companhia aérea, no entanto, disse que ela apresentou problemas técnicos e retornou, aterrissando às 11h58, sem intercorrências.

O trajeto foi registrado pelo FlightAware. O registro mostra que o avião deixou Confins e chegou a avançar, mas realizou algumas voltas na região próxima a Belo Horizonte antes de retornar.

Os clientes foram acomodados em voos seguintes. "Todas as ações referentes à operação foram tomadas com foco na Segurança, valor número 1 da GOL", escreveu a empresa em nota.

Ontem à noite, um outro avião da companhia teve a viagem cancelada. A aeronave, que faria o voo G3 1747 com destino ao Aeroporto Internacional de Brasília, apresentou uma falha técnica em um dos motores durante a decolagem no Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia.

Via UOL e flightradar24

Avião de carga faz pouso de emergência em Viracopos após colidir com um pássaro

Cargueiro da FedEx retornou em segurança ao terminal em Campinas, destacou a empresa. Site de monitoramento de voos mostrou o avião sobrevoando Holambra (SP) e Jaguariúna (SP) antes do pouso.


Um avião de carga da FedEx fez um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (24). Segundo a empresa, a aeronave precisou retornar após colidir com um pássaro.

"A aeronave pousou em segurança e não houve qualquer incidente durante o retorno. A empresa está avaliando os danos e trabalhando para minimizar eventuais impactos nos prazos de entrega das cargas decorrentes dessa ocorrência", informou em nota.

(Foto: Reprodução/Flight Radar)
Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, a aeronave partiu do terminal para os Estados Unidos, mas retornou e pousou em segurança às 17h57.

Imagens do site de monitoramento de voos FlightRadar mostram o avião realizando manobras sobre a região de Campinas antes do pouso, sobrevoando as cidades de Holambra (SP) e Jaguariúna (SP).


A concessionária informou que todos os procedimentos previstos para situações de emergência foram adotados.

Via g1

Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

Aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT (Foto: Reprodução)
O avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União), Neiva EMB-810D Seneca III, prefixo PT-VOD, realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã da terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

"Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado", informou a empresa de táxi aéreo.

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (VEJA O VÍDEO AQUI). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

Via g1

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Motor de avião pega fogo durante decolagem no aeroporto de Goiânia

Problema mecânico em motor obrigou o cancelamento de voo com destino a Brasília na noite desta quarta-feira (23). Aeroporto ficou fechado temporariamente para pousos e partidas.


O motor do Boeing 737-8EH, prefixo PR-GUJ, da companhia aérea Gol, teve problemas técnicos durante a decolagem, na noite de quarta-feira (23), no Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia. Um passageiro filmou o fogo (veja vídeo aqui). Com isso, a pista de pousos e decolagens ficou temporariamente fechada.

De acordo com a companhia aérea, o voo tinha como destino o aeroporto de Brasília (BSB) e apresentou problemas técnicos em um dos seus motores. A companhia esclareceu ainda que o voo foi cancelado.

"Todas as ações referentes à operação foram tomadas dentro dos protocolos e com foco na Segurança, valor número 1 da Gol", disse a Gol.

Avião pega apresentou fogo em um dos motores (Foto: Reprodução)
De acordo com a Gol, todos os passageiros do voo G3 1747, que sairia de Goiânia com destino a Brasília desembarcaram em segurança. A Gol disse ainda que os passageiros impactados receberão as tratativas previstas pela resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e serão acomodados em próximos voos da Companhia.

A administração do aeroporto de Goiânia disse que a pista ficou fechada entre 18h40 e 20h17. Esclareceu ainda que depois de concluir os procedimentos de segurança necessários pela equipe do aeroporto, como limpeza e inspeção da pista, as operações foram retomadas.

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Via g1 e flightradar24

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cantor Rick e mais 4 morrem após queda de helicóptero em SC

Destroços são encontrados. Informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros no começo da tarde desta terça-feira (22), cerca de 24 horas após o desaparecimento.


Os destroços do helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR, da JTA Empreendimentos e Urbanismo, com o cantor Rick, da dupla com Renner, que desapareceu na Serra de Santa Catarina, foram encontrados nesta terça-feira (22) na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici. Cinco corpos foram localizados, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Destroços do helicóptero que levava Rick e outros 4 (Foto: Reprodução/NSC TV)
Após o avistamento dos destroços pelo ar, as equipes terrestres levaram cerca de três horas de caminhada desde o ponto em que as viaturas pararam até o local do acidente, em área de mata fechada e íngreme, informou o Corpo de Bombeiros Militar.

As seguintes pessoas estavam no helicóptero:
  • cantor Rick Sollo;
  • empresário Bruno Avelar;
  • videomaker Paulo Soares;
  • piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo;
  • copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Mortos em queda de helicóptero: cantor Rick, empresário Bruno Avelar, videomaker Paulo Soares, piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e copiloto Leopoldo Barros Teixeira (Foto: Reprodução)
Em função da região de difícil acesso, a retirada dos corpos foi feita de forma aérea, com uso de cordas.

A área de Santa Bárbara, onde caiu o helicóptero, tem muitos morros e mata fechada. O caminho até o acesso mais próximo é por estrada de terra, bloqueadas pela PM por questão de segurança.

A altitude na região se aproxima de 1.700 metros, uma das mais altas de Santa Catarina, informou o prefeito, Leandro de Souza Corrêa. "Realmente é só quem conhece o local lá, que anda a cavalo, para chegar nas matas, nas trilhas", declarou o prefeito.

Nevoeiro em região de buscas por helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)
Segundo a FAB, toda a região registrava teto baixo (nuvens baixas) no dia do acidente. O local também apresentava chuva forte e ventos intensos que, combinados ao relevo do terreno, causam forte turbulência.

Os corpos foram retirados dos destroços com auxílio de cordas e chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis por volta das 18h, segundo a Polícia Científica.

Chegada dos corpos a Florianópolis de vítimas de queda de helicóptero
(Foto: Polícia Científica/Divulgação)
A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21) após decolar de Porto Belo, no Litoral Norte, durante a manhã. O destino era São Joaquim, na Serra, em uma viagem de cerca de 190 quilômetros.

A região onde os destroços foram encontrados tem áreas que variam entre montanha, planície e mata fechada.

A operação de buscas contou com uma aeronave, que encontrou os destroços, aproximadamente 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas, e drones com capacidade de identificação térmica.

Em função da região de difícil acesso, a retirada foi feita de forma aérea, com uso de cordas. Após a remoção, os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis, onde vão passar pelos exames periciais.

O helicóptero envolvido no acidente (Foto: JCSPOTTER/JetPhotos)
O helicóptero é um Bell 430, fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está com a situação regular e tem certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027.

Quem foi Rick Sollo

Geraldo Antônio de Carvalho, o Rick, nasceu no Tocantins em 5 de dezembro de 1966. Ele se mudou com a família para Brasília aos seis anos e começou a cantar em bares aos nove, ao lado de uma das irmãs, chegando a ter problemas com o Juizado de Menores por sua pouca idade. Ele faria 60 anos em dezembro.

A dupla Rick e Renner foi formada nos anos 1980, em Brasília, e começou a fazer sucesso nos anos 1990, antes da explosão do chamado sertanejo universitário, que renovou o estilo.

Entre os principais sucessos da dupla estão "Ela é demais" (do refrão "uma deusa, uma louca, uma feiticeira") e "Nos bares da cidade".

Como Rick e Renner se conheceram

A dupla Rick e Renner foi formada em meados dos anos 1980. O parceiro de Rick era Ivair Reis Gonçalves, o Renner, nascido em Brasília em 19 de novembro de 1971.

Renner começou a cantar rock aos 14 anos. Aos 16, tornou-se pai e passou a ajudar a sustentar a família com o dinheiro que ganhava com a música.

Rick e Renner começaram a carreira se apresentando em bares e chegaram a gravar um LP independente. A dupla recebeu ajuda de Zezé Di Camargo e Luciano, que os apresentaram ao produtor Manoel Nenzinho Pinto.

A parceria abriu caminho para a gravação do primeiro disco pela gravadora Continental. Entre os destaques do álbum estavam músicas como "Preciso te Encontrar", "Você Decide", "Olhando nos Teus Olhos", "Mal de Amor" e "A Gente Sempre se Entende".

Depois do primeiro trabalho, os dois se mudaram para São Paulo para dar continuidade à carreira artística.

Via g1 e Metrópole

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Avião de deputado federal Cláudio Cajado faz pouso de emergência no interior da Bahia


A aeronave Beechcraft 58 Baron, prefixo PR-CCS, da empresa CCS Patrimonial, que tem a propriedade associada ao deputado federal Cláudio Cajado (PP) realizou um pouso forçado na tarde desta segunda-feira, (14). A situação ocorreu no aeroporto de Irecê, centro-norte da Bahia.

O episódio ocorreu quando o parlamentar cumpria agenda e atos de campanha na região. Ele passou pelos municípios de Ipupiara e Brotas de Macaúbas durante a manhã antes de seguir viagem.


Mesmo com o pouso de emergência, não houve feridos no incidente. O parlamentar ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. Apesar do susto durante a manobra de emergência, não houve registro de feridos

Via bahianoticias.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Avião com cantor Rey Vaqueiro pega fogo após sair da pista em pouso no interior do RN

Ninguém ficou ferido no acidente, que aconteceu na madrugada deste domingo (13) em Parelhas. Além do cantor, outros cinco passageiros estavam na aeronave, além de dois tripulantes.


O jato executivo Cessna 550 Citation Bravo, prefixo PP-WMO, com o cantor Rey Vaqueiro pegou fogo após sair da pista durante um pouso na madrugada deste domingo (13) na cidade de Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte, onde o artista tinha apresentação marcada.

Estavam na aeronave o cantor e outras cinco pessoas, além do piloto e copiloto. Ninguém ficou ferido. A aeronave pertence ao empresário Yvens Watila Oliveira da Silva, irmão do cantor Wesley Safadão.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
O avião ficou destruído. O Corpo de Bombeiros informou que acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para investigar a causa do acidente.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave, de matrícula PP-WMO, é do modelo 550 Bravo, da Cessna, com capacidade para oito passageiros. Ele foi fabricado em 2006.

Rey Vaqueiro havia se apresentado na cidade de Moreno, em Pernambuco, horas antes e tinha apresentação marcada em Parelhas às 2h30.

Cantor, equipe e tripulação foram levados para o Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica. Eles conseguiram deixar a aeronave antes do fogo se espalhar.

Acidente avião Rey Vaqueiro em Parelhas, RN (Foto: Divulgação)
Nas redes sociais, o prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, publicou uma foto com o artista e também parte da equipe de saúde que o atendeu.

"Hoje, diante de uma situação que ninguém esperava viver, profissionais de saúde e toda uma equipe se mobilizaram para cuidar, acolher e fazer o possível diante de uma emergência tão delicada", disse o prefeito.

Em nota nas redes sociais, o cantor informou que ele e a equipe estão bem e que receberam "todos os cuidados médicos necessários".

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Por conta do acidente, o cantor cancelou os shows deste domingo (13) nas cidades de Custódia e Canhotinho, em Pernambuco. Novas datas serão divulgadas em breve.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas turbinas ficaram em chamas no acidente. Ao todo, foram cinco horas de combate ao fogo.

"As equipes realizaram o combate ao incêndio e o resfriamento das turbinas, enquanto o combustível remanescente era consumido", informou, em nota, a corporação.

O pouso acontecia no aeródromo de uma mineradora em Parelhas. Minutos antes, uma primeira aeronave com parte da equipe do cantor já havia pousado sem nenhuma intercorrência.

(Foto: Divulgação)
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a pista no local estava apta e não apresentava problemas para pouso ou decolagem.

O Registro Aeronáutico Brasileiro também indica que a aeronave estava regular para voo e com certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2027.

Nove bombeiros atuaram no combate às chamas. Além de apagar o fogo da aeronave, a equipe trabalhou para evitar que as chamas se espalhassem pela área da mata.

PERFIL: Quem é Rey Vaqueiro, cantor que se envolveu em acidente aéreo no RN


Via Leonardo Erys, g1 RN

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Avião de pequeno porte cai em região isolada de MT e deixa três mortos

De acordo com o delegado responsável pela ocorrência, pelas condições da aeronave, não há sobreviventes.


O avião de pequeno porte Cessna 402B, prefixo N401NA, caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa (MT), nesta quinta-feira (10). O Corpo de Bombeiros informou que três pessoas foram encontradas mortas no local. A identidade delas não foi divulgada.

De acordo com o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, pelas condições da aeronave, não há sobreviventes. Também não foi possível identificar a origem, o destino e quantas pessoas ao todo estavam na aeronave.

"O estado em que a aeronave foi encontrada impossibilitou, inicialmente, sua identificação. Por esse motivo, não foi possível, até o momento, confirmar informações sobre eventual plano de voo, local de origem ou destino da aeronave, tampouco a identidade das pessoas que estavam a bordo", disse.

Em um vídeo gravado no local, é possível ver que a aeronave foi destruída pelo fogo (veja acima). O avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

(Foto: Reprodução)
Uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou o combate das chamas no local. A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi comunicado e deverá participar dos trabalhos periciais complementares, juntamente com os demais órgãos responsáveis pela investigação.
(Foto: Corpo de Bombeiros)
Paraguaio é identificado entre os 3 mortos em queda de avião em MT

Foi identificado como Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, uma das três vítimas que morreram na queda de um avião na zona rural de Água Boa, a 730 km de Cuiabá, no dia 10 de setembro, conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O dono da aeronave, Vanderlei Sattler, de 65 anos, foi identificado na última quinta-feira (17).

Luis era natural de Assunção, capital do Paraguai. Ainda não se sabe o que ele fazia dentro do veículo. Já Vanderlei era natural de Montenegro (RS) e sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. A identidade da terceira vítima ainda não foi divulgada, no entanto, segundo a perícia, ela também era de nacionalidade paraguaia.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a aeronave tinha como destino a Venezuela e pode ter sido usada no tráfico internacional de drogas.

A Polícia Civil também investiga a origem e o destino do voo, além das circunstâncias da queda e de um possível envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

Segundo a Polícia Civil, o avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Um dos pontos investigados é justamente a compra da aeronave. Levantamentos apontam que o avião teria sido adquirido por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, conforme a investigação, não seria compatível com a negociação.

O pagamento teria ocorrido parte em dinheiro e parte por meio de um veículo de alto valor. A polícia identificou que esse veículo já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

Além disso, um dos ocupantes do avião tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional, conforme a investigação. Os nomes investigados não foram divulgados pela Polícia Civil para não prejudicar a apuração.

A investigação aponta ainda que a aeronave decolou de Goiânia sem documentação válida, autorização ou plano de voo aprovado. Essas circunstâncias são consideradas pela polícia como indícios que reforçam a hipótese de que se tratava de uma operação clandestina.

A análise do itinerário indica que o avião poderia seguir para um país vizinho, com possível destino à Venezuela. Segundo a Polícia Civil, familiares dos passageiros também relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que viajaria para o país.


Via g1, UOL e ASN - Atualizado em 24.09.26

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Boeing da Bolívia faz pouso de emergência no Aeroporto de Guarulhos

Aeronave da Boliviana de Aviación retornou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos 30 minutos após a decolagem; avião pousou em segurança e não causou nenhum incidente.


Um avião da companhia aérea Boliviana de Aviación precisou realizar um pouso de emergência, na noite desta segunda-feira (31), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, 30 minutos após a decolagem.

O Boeing 737-7Q8, registrado sob a matrícula CP-2924, decolou em São Paulo às 18h41, no horário de Brasília, e realizou o pouso de emergência às 19h11.


O Aeroporto de Guarulhos afirmou que, seguindo os protocolos de segurança, acionou a equipe de emergência e a aeronave pousou sem causar incidentes. A motivação do pouso não foi informada.

O momento da aterrisagem foi registrado durante uma transmissão ao vivo no canal Aviação Guarulhos JPD. Quando a aeronave pousa, é possível ver a aproximação de veículos de emergência na pista.


Via Larissa Soave, da CNN Brasil

Vídeo mostra pouso de avião da Latam que saiu da pista e atolou em Cascavel, no Paraná

Aeronave com 151 pessoas a bordo saiu da pista no Aeroporto de Cascavel. Ninguém ficou ferido.


Um vídeo registrado no Aeroporto Regional de Cascavel, no Oeste do Paraná, mostra o momento em que o avião da Latam pousou na manhã de segunda-feira (31). A aeronave Airbus A320-214, prefixo PR-MYO, saiu da pista após o pouso e parou em uma área de lama. Havia 151 pessoas a bordo. Ninguém ficou ferido.

Nas imagens, é possível ver o avião se aproximando e tocando a pista para o pouso. Também é possível ver que tinha muita água na área e chovia. O vídeo não mostra o momento em que a aeronave sai da pista. Assista acima.

O voo LA3858 havia saído do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Cascavel. Ao todo, 145 passageiros e seis tripulantes estavam a bordo.

Às 10h desta terça-feira (1°), o avião foi retirado da e o aeroporto reaberto. As causas do incidente ainda serão apuradas.

Avião pousou em área escorregadia, segundo piloto (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Após ultrapassar o limite da pista, a aeronave parou em uma área de lama ao lado do pavimento.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou ao g1 que investiga o que levou um avião da Latam a sair da pista durante o pouso.

➡️✈️ O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos tem como finalidade a prevenção de futuros acidentes, sem determinar culpa ou responsabilidade.

Conforme o Cenipa, investigadores foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave.

(Foto via catve.com)
Nela, os profissionais aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações que podem contribuir para entender a situação.

"Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências", detalhou, em nota, o Cenipa.

Avião sai da pista em Cascavel (Foto: RPC Cascavel)
Por causa do incidente, a Latam cancelou o voo que faria o trajeto de volta de Cascavel para Guarulhos. Segundo a empresa, os passageiros estão sendo acomodados em outras operações a partir de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

A companhia informou que está prestando assistência aos passageiros e tripulantes e colaborando com as autoridades na apuração do caso.

"A Latam reitera que adota todas as medidas de segurança técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos", diz a companhia.

A Latam informou que enviará um equipamento para a retirada da aeronave, com previsão de chegada por volta das 19h. Até que os procedimentos de segurança sejam concluídos, o Aeroporto Regional de Cascavel permanece fechado para pousos e decolagens.


Via Kethleen Simony, Amanda Guedes, g1 PR e RPC Cascavel, UOL e ASN

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Vídeo: Os "causos" e estórias dos controladores de voo!


Na seção "Cafezinho de Aeroporto" do canal ASA, um bate-papo descontraído com os ex-controladores de voo, Aroldo Soares, Lory Vicenzi Junior, Myron José Coelho, José Manuel Fernandes, e Mário Carvalho.

EUA notificam Brasil por incidente envolvendo avião e helicóptero de Trump

No início do mês, aeronave que transportava o presidente americano passou a cerca de três quilômetros de uma aeronave comercial; órgão brasileiro foi informado sobre apuração por ser o Estado de projeto da aeronave, fabricada pela Embraer.

Avião comercial passa perto do helicóptero Marine One, que transportava
Donald Trump em Washington (Foto: Dave Statter)
Os EUA notificaram o Brasil sobre a investigação de uma ocorrência envolvendo o helicóptero Marine One, que transportava o presidente americano Donald Trump, e um avião de passageiros da Envoy Air, ocorrido em 4 de agosto, próximo ao Aeroporto Ronald Reagan de Washington.

Segundo o NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes), houve uma “perda de separação” entre o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air, operado por um Embraer E-170.

O episódio ocorreu a cerca de 3 quilômetros ao norte do aeroporto, em Arlington, na Virgínia.

O Brasil foi notificado porque o Embraer E-170 envolvido na ocorrência é um avião de projeto brasileiro. De acordo com o NTSB, o CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foi informado sobre a investigação como representante do Estado de projeto da aeronave, conforme as regras da ICAO (Organização de Aviação Civil Internacional).

Não houve relatos de feridos entre passageiros ou tripulantes. Após o episódio, tanto o Marine One quanto o voo da Envoy Air continuaram suas viagens normalmente.

Falha de comunicação


Um relatório de sete páginas divulgado pelo NTSB nesta quinta-feira (27) informou que problemas de comunicação ocorreram entre as frequências de controle de tráfego aéreo e o Marine One.

As sete páginas de conclusões também continham detalhes sobre como as obras na Casa Branca influenciaram a situação.

"Não havia linha de visada adequada para garantir a comunicação entre o ponto do transmissor/receptor de rádio e o The Ellipse, local de onde o (Marine One) operava temporariamente enquanto as obras na Casa Branca estavam em andamento", afirmou o relatório.

O Marine One, transportando o presidente dos EUA, Donald Trump, decola do The Ellipse,
próximo à Casa Branca (Foto: Andrew Harnik/Getty Images)
O documento aponta que o Marine One fez duas tentativas frustradas de contato com a torre de controle de tráfego aéreo do aeroporto.

A primeira tentativa "não foi recebida de forma alguma" e a segunda "apresentou falhas e ficou totalmente ininteligível"; os investigadores também questionaram as frequências de controle utilizadas pelo helicóptero.

"Houve uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram a se afastar uma da outra", declarou a FAA (Administração Federal de Aviação) após o incidente, reafirmando que o presidente nunca esteve em perigo.

O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou à CNN nesta quinta-feira que "os voos do Marine One são pilotados pelos melhores aviadores do mundo, e a Casa Branca mantém total confiança nesses patriotas e nos demais agentes de segurança responsáveis ​​por garantir a segurança do presidente".

"Embora o presidente não tenha corrido perigo em nenhum momento durante a perda momentânea de separação em 4 de agosto", disse Desai, "a Casa Branca continua trabalhando com os militares, a FAA e outras equipes de segurança competentes para assegurar a contínua segurança do presidente".

Conforme noticiado anteriormente pela CNN, em uma gravação de áudio do controle de tráfego aéreo, é possível ouvir os pilotos a bordo do Marine One repetindo que decolariam em breve, mas a torre de controle aparentemente não conseguiu ouvir a transmissão.

Segundo o NTSB, a frequência do controle de tráfego aéreo estava funcionando normalmente, e não houve interrupções conhecidas ou relatos de degradação do sinal no dia do incidente.

Técnicos da divisão de Engenharia de Espectro da FAA também realizaram uma análise de cobertura e determinaram que "não havia linha de visada adequada para garantir a comunicação entre o local do transmissor/receptor de rádio e o Ellipse" — o local de onde o Marine One partiu da Casa Branca durante as obras em andamento.

O Secretário de Transportes, Sean Duffy, confirmou o problema a repórteres, afirmando posteriormente que a falha decorreu de um problema de telecomunicações.

"Constatamos, em nível de equipe — entre a equipe do Marine One e a FAA —, que houve alguns problemas de telecomunicações", disse Duffy à CNN em uma coletiva de imprensa realizada neste mês no Aeroporto Internacional Newark Liberty. "Estamos resolvendo isso, e nossas equipes estão trabalhando muito bem em conjunto."

A FAA informou à CNN que "tomou medidas imediatas" após a ocorrência de 4 de agosto, incluindo o reposicionamento de uma antena para melhorar a comunicação entre os controladores de tráfego aéreo do aeroporto DCA e os pilotos do Marine One, além de revisar os procedimentos envolvidos.

Após o incidente, técnicos informaram aos investigadores que não havia histórico documentado de problemas relatados com aquela frequência.

O relatório também observa que o Marine One estava operando temporariamente a partir daquele local "enquanto as obras na Casa Branca estavam em andamento".

Também não foram constatadas falhas na comunicação com outros helicópteros em contato com a torre de controle de tráfego do DCA.

A FAA convocou um painel de revisão de segurança para investigar o incidente, e a liderança da agência reuniu-se com a unidade de helicópteros do Escritório Militar da Casa Branca.

A agência acrescentou que o grupo iria "aprimorar a coordenação quanto ao aviso de decolagem com três minutos de antecedência e reforçar as frequências de sinal".

A investigação do NTSB continua em andamento.

Via Lucas Teixeira, da CNN Brasil (Com informações de Alexandra Skores e Kit Maher, da CNN)