segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

No atual mandato, Lula já passou 4 meses no exterior

Tempo que presidente dedicou a essas viagens aumentou 68% em relação a igual período do primeiro mandato

"Nem tudo é a beleza da Sorbonne ou a maravilha de Londres", ironizava o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, referindo-se à agenda internacional do então presidente Fernando Henrique Cardoso. "Ele viajou ao exterior, em 7 anos de mandato, 355 dias." Seis anos depois, a bordo do Airbus ACJ, que comprou por US$ 56,7 milhões, Lula continua batendo todos os recordes do antecessor em número de viagens ao exterior, países visitados e dias fora do País, segundo levantamento feito pelo Estado.

Em 2007 e 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou 138 dias - quatro meses e meio - à agenda externa. Um aumento de 68% em relação aos 82 dias que passou fora do Brasil em 2003 e 2004, igual período do primeiro mandato, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado S. Paulo. Se, em tese, refizesse todas as viagens internacionais do segundo mandato sem interrupções, uma após a outra, Lula teria se ausentado da capital federal de 1º de janeiro a 17 de maio.

A Presidência buscou novas rotas - subiu de 35 para 46 o total de países visitados no segundo mandato e de 30 para 39 o total de viagens internacionais, em comparação com 2003 e 2004. Os giros pelo Hemisfério Sul, tanto no primeiro como no segundo mandato, foram constantes. Em 2007 e 2008, foi cinco vezes à Argentina - principal destino no novo mandato -, três vezes ao Paraguai e à Venezuela. Visitou seis nações africanas.

Para os defensores da política externa, Lula vem assegurando novos mercados e ampliando as relações com outros países, uma garantia em tempos de crise. Para os críticos, porém, ele fica tempo demais fora do País. Há outros motivos que explicariam as viagens. O Brasil vem acentuando seu papel protagonista - seja porque se tornou ator internacional relevante, seja porque o G-20 solicitou mais presença ou porque, com a crise econômica e a posse de Barack Obama, nos EUA, o País é visto como capaz de ajudar a construir consensos. Quem afirma é o coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP Gilberto Dupas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fontes: Guilherme Scarance (Agência Estado) - Blog do Noblat

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