sexta-feira, 19 de junho de 2026

Latam apresenta seu primeiro avião da Embraer; veja como ficou

Avião E195-E2 da Latam (Imagem: Alexandre Saconi)
A Latam apresentou na manhã de hoje seu primeiro avião E195-E2, que será usado em rotas de menor distância para ampliar a capacidade do grupo. O anúncio foi feito na fábrica da Embraer, em São José dos Campos (SP) e mostrou a aeronave já com a pintura final.

O avião passará a integrar a frota da companhia a partir do quarto trimestre de 2026 e faz parte de um pedido de 24 aeronaves ao custo de US$ 2,1 bilhões ao todo (R$ 10,6 bilhões), além da possibilidade de outras 50 unidades adicionais. O avião ainda passará pela conclusão de sua fabricação antes da entrega e deverá operar inicialmente no mercado doméstico brasileiro.

O modelo


Avião E195-E2 da Latam (Imagem: Alexandre Saconi)
O avião terá capacidade para até 136 passageiros, e será usado em rotas estratégicas da empresa. O interior do jato adota a configuração conhecida como premium economy, mais espaçosa que a econômica tradicional, mas não tanto quanto a executiva.

Esses aviões já são conhecidos por terem um conforto maior, até pelo fato de suas fileiras serem compostas apenas por dois assentos de cada lado da aeronave, sem a poltrona do meio.

O E-195-E2 é o maior avião de passageiros produzido no Brasil, pertencente à família de E-Jet da Embraer. Eles colocaram a empresa em uma posição de destaque mundialmente, numa categoria onde há pouca ou nenhuma concorrência, dependendo da versão do jato.

Os E2 são a segunda geração dos E-Jets, e já contam com 169 unidades da versão E195-E2 entregues, além de mais 255 pedidos firmes a entregar. Entre os principais operadores do modelo no mundo estão a KLM Cityhopper, Scoot, Hunnu Air, Mexicana, Binter Canarias, Nauru Airlines, Virgin Australia Regional Airlines e a brasileira Azul Linhas Aéreas.

Sua versatilidade lhe permite operar em aeroportos considerados mais difíceis, como o London City Airport, em Londres (Inglaterra), e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, conhecidos por necessitarem de procedimentos especiais para pouso. O modelo também está certificado para operar com mistura de até 50% de combustível sustentável de aviação, o SAF (Sustainable Aviation Fuel).

Ficha técnica

  • Modelo: E195-E2
  • Fabricante: Embraer
  • Comprimento: 41,5 metros
  • Altura: 10,9 metros
  • Envergadura (distância de ponta a ponta da asa): 35,1 metros
  • Velocidade: Até cerca de 870 km/h
  • Capacidade: Até 146 assentos (dependendo da configuração de cada cliente)
  • Configuração: dois assentos de cada lado do corredor
  • Autonomia: 5.556 km de distância totalmente carregado
  • Peso máximo de decolagem: 62 toneladas
  • Altitude máxima de voo: 12,5 km acima do nível do mar

Pintura exigiu adaptações


A pintura do E195-E2 da Latam precisou passar por adaptações para ser concluída. O projeto gráfico tradicional da empresa colocava o nome e o logo dela acima da linha das janelas.

Entretanto, como a altura do corpo do avião da Embraer é menor, eles quebraram essa regra. A nova pintura tem o nome "LATAM" e o logo do grupo na linha da janela. Esse tipo de colocação costuma ser evitado por diversas empresas aéreas, já que as janelas podem mudar a percepção do visual desejado ou, até mesmo, resultar em uma imagem estranha.

A marca da companhia também estará nos motores, buscando ampliar a exposição que ocorre naturalmente por meio do registro feito por passageiros e fotógrafos postados em redes sociais.

Concorrência por pilotos


Em abril, a Latam conclui o processo de contratação de cerca de 50 pilotos e copilotos para operarem o E195-E2. Hoje, a empresa opera em 60 destinos no Brasil, além de outros 90 internacionais, sendo que 30 deles partem diretamente do país.

Em dezembro de 2025, a Latam anunciou o processo seletivo para as contratações relacionadas ao novo modelo. O valor oferecido aos candidatos, entretanto, foi destaque.

A bonificação oferecida foi de R$ 160 mil para comandantes e R$ 80 mil para copilotos caso aprovados. Isso impactou diretamente no quadro de funcionários da Azul, que ainda passava por um processo de recuperação à época.

A companhia é a única no Brasil que opera voos regulares com os aviões Embraer, e perdeu uma parcela de tripulantes para a Latam. Com isso, o valor investido pela nova operadora acabou servindo para economizar tempo de treinamento e a experiência dos pilotos que já voavam o equipamento.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

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