sábado, 6 de agosto de 2022

China lança seu misterioso "avião espacial"

Aparelho parece ter design e propósito similares ao Boeing X-37B norte-americano, que recentemente bateu um recorde de permanência no espaço.


Segundo observadores internacionais, a China lançou nesta semana um misterioso avião espacial (ou "espaçoplano") reutilizável, com desenho e propósito que parecem similares ao Boeing X-37B operado pela força espacial dos EUA.

O veículo foi levado ao espaço por um foguete Long March 2F (CZ-2F), que é normalmente usado para enviar astronautas à estação espacial Tiangong a bordo das espaçonaves Shenzhou. O local de lançamento foi o centro de satélites de Jiuquan, mas o horário da decolagem não foi informado.


Há poucas informações oficiais sobre o aparelho. Segundo o governo chinês ele é uma "espaçonave reutilizável que será usada na exploração pacífica do espaço e validação de tecnologias em órbita".

Sabe-se que o veículo tem propulsão, mas não se sabe que tipo, ou qual sua capacidade de alterar sua própria órbita. O pouso deve acontecer em uma data ainda não especificada na China. Um possível local é Lop Nur, um lago seco na mongólia que abriga uma antiga base de testes nucleares.


Em 7 de julho o espaçoplano norte-americano X-37B bateu seu próprio recorde de permanência no espaço ao completar 785 dias (dois anos, um mês e 25 dias) em órbita da Terra. Ainda não se sabe qual será a contagem final, já que o veículo continua no espaço e uma data para retorno não foi informada.

Desenvolvido pela Boeing, o X-37B é um veículo não tripulado que se parece com uma versão em miniatura dos ônibus espaciais, medindo 8,8 metros de comprimento, 2,9 metros de altura e com envergadura de 4,6 metros. Durante o lançamento ele pesa apenas 4,5 toneladas.

Assim como os ônibus espaciais, o X-37B é lançado a bordo de foguetes como o Falcon 9 e pousa como um avião em uma pista de pouso convencional. Mas em contraste com sua fonte de inspiração, a espaçonave não é tripulada, sendo operada remotamente por uma equipe em solo.

Via Rafael Rigues (Terra) com informações da NASASpaceFlight

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