
Eles pretendiam entrar com uma ação popular na Justiça, mas foram orientados por advogados a pagar os laudos e depois contestar a avaliação do município se a desapropriação se concretizar. “Se ingressássemos com a ação, poderíamos perder porque o município pode alegar interesse público na área”, afirma Alice Teixeira Ferreira, de 66 anos, professora universitária e moradora da rua Almeida Ferraz, atrás de Congonhas. A casa em que a professora mora há 27 anos vale entre R$ 200 mil a R$ 300 mil, segundo ela. “É um terreno grande, com quintal e jardim. Não é justo receber depois um valor subavaliado”, diz.
Mesmo sem haver definição das casas que serão desapropriadas, os vizinhos dela pensam em seguir o mesmo caminho. “Embora não saibamos exatamente quais imóveis serão desapropriados, pensamos em contratar laudos para nos precaver”, afirma a aposentada Benedita Oliveira Oruê, de 82, que mora há 40 anos no bairro. “Vão querer pagar pelo valor do terreno, não é justo. É uma casa grande. Vale no mínimo R$ 300 mil”, afirma Benedita.
Fonte: Jornal da Tarde
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