Em 17 de abril de 2025, o Cessna 208 Grand Caravan EX, prefixo V3-HIG, da Tropic Air (foto abaixo), operava o voo 9N711, um voo doméstico do Aeroporto de Corozal com destino ao Aeroporto John Greif II, ambos em Belize.
Às 08h17 CST (UTC−6), a aeronave decolou do Aeroporto de Corozal com destino ao Aeroporto John Greif II. Seis minutos depois, a aeronave começou a transmitir o código transponder 7700, indicando uma emergência geral, logo após ser sequestrado por um passageiro armado com uma faca.
O sequestrador exigiu que a tripulação levasse o avião para o Texas, um destino que não era possível alcançar dada a quantidade de combustível nos tanques da aeronave.
O avião fez uma curva acentuada e começou a circular sobre a costa de Belize. Enquanto sobre o Mar do Caribe, a aeronave solicitou que outras aeronaves na área, incluindo um helicóptero da Astrum Helicopter Tours, a monitorassem.
A aeronave sobrevoou a Cidade de Belize até quase ficar sem combustível e pousou, momento em que o sequestrador começou a esfaquear os passageiros. Dois ficaram feridos, enquanto outros correram para a parte traseira do avião.
O avião pousou então no Aeroporto Internacional Philip SW Goldson, na Cidade de Belize, por volta das 10h30. Ao pousar, outro passageiro, que possuía porte de arma, atirou e matou o sequestrador.
Ambas as vítimas feridas foram levadas para um hospital e se recuperaram posteriormente.
Akinyela Sawa Taylor (foto acima), um veterano militar e cidadão dos Estados Unidos de 49 anos, foi identificado como o sequestrador.
Taylor havia entrado em Belize alguns dias antes do sequestro e, durante esse período, teria atacado um policial. O sequestro durou cerca de uma hora e meia. Seu motivo era desconhecido, mas ele exigiu que o piloto o tirasse do país. O comissário de polícia de Belize, Chester Williams, disse que Taylor já havia tido sua entrada em Belize negada anteriormente.
O oficial de relações públicas da Embaixada dos EUA em Belize, Luke Martin, disse que a embaixada expressou seu pesar pelo incidente. O comissário de polícia Chester Williams disse que ainda não se sabia como o sequestrador conseguiu contrabandear uma faca a bordo, mas citou a falta de inspeções de segurança nos aeroportos menores do país como a causa provável.
A Tropic Air afirmou que a tentativa de sequestro foi uma "emergência grave e sem precedentes em voo". O CEO da companhia aérea também descreveu as ações do piloto como "nada menos que heroicas" e afirmou que oferecerá apoio aos passageiros feridos.
A Tropic Air anunciou em 30 de abril que implementará medidas de segurança mais rigorosas, em consequência do sequestro. Essas medidas incluem revistas de pertences pessoais e buscas físicas. No mesmo dia, as autoridades belizenhas anunciaram que uma investigação sobre o incidente está em curso e que um relatório completo será publicado.
O Capitão Grange processou a Autoridade Aeroportuária de Belize pelas suas alegadas medidas de segurança insuficientes nos aeroportos do país, que levaram ao sequestro.
Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN



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