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| Poltrona de avião: Limpeza das aeronaves melhoram a experiência de voo dos passageiros (Imagem: jannoon028/via Freepik) |
Entrar em um avião e encontrar o assento manchado, o bolso da poltrona cheio de restos de papel ou a bandeja com marcas do passageiro anterior é uma experiência bem desagradável nos aviões. Em um ambiente compartilhado por centenas de pessoas ao longo do dia, a limpeza da aeronave ganhou peso na percepção de conforto e qualidade do serviço.
Isso ocorre, principalmente, em um cenário pós pandemia, em que a percepção de higiene ganhou protagonismo, e rankings internacionais ajudam a separar quem investe pesado em limpeza de cabine de quem ainda trata o assunto como detalhe operacional.
As mais limpas
A principal referência global nesse quesito é o ranking da consultoria britânica Skytrax, responsável pelo World Airline Awards, considerado o Oscar da aviação. A lista das companhias aéreas mais limpas do mundo é elaborada a partir de pesquisas com passageiros de centenas de países, realizadas ao longo de vários meses.
O levantamento avalia exclusivamente a limpeza das cabines das aeronaves, não envolvendo salas VIP ou aeroportos. Entram na conta desde a condição dos assentos até carpetes, paredes, mesas, compartimentos de bagagem e banheiros, sempre a partir da percepção de quem efetivamente voou.
Em 2025 o domínio de aéreas asiáticas manteve destaque.
Ranking global de limpeza na aviação comercial
- 1º EVA Air / Taiwan
- 2º ANA - All Nippon Airways / Japão
- 3º Cathay Pacific / Hong Kong
- 4º Qatar Airways / Catar
- 5º Singapore Airlines / Singapura
- 6º Hainan Airlines / China
- 7º Japan Airlines / Japão
- 8º Korean Air / Coreia do Sul
- 9º China Southern / China
- 10º Finnair / Finlândia
- 11º China Airlines / Taiwan
- 12º Malaysia Airlines / Malásia
- 13º Hong Kong Airlines / Hong Kong
- 14º Asiana Airlines / Coreia do Sul
- 15º Finnair / Finlândia
- 16º Swiss International Air Lines / Suíça
- 17º Austrian Airlines / Áustria
- 18º Qantas Airways / Austrália
- 19º Lufthansa / Alemanha
- 20º Saudia / Arábia Saudita
Fonte: Skytrax
A presença recorrente de empresas do Leste Asiático reflete padrões culturais mais rígidos de higiene, além de processos de limpeza mais detalhados e tempos de solo ajustados para esse tipo de cuidado. Se a limpeza demora muito, é preciso ajustar o tempo em que a aeronave ficará sem voar, senão pode atrasar a decolagem
Destaques regionais
Veja as melhores colocadas por região:
- África: Airlink (África do Sul)
- América do Norte: Delta Air Lines (Estados Unidos)
- América do Sul: Latam (Chile)
- Ásia: EVA Air (Taiwan)
- Ásia Central e a CEI (Comunidade dos Estados Independentes): Azerbaijan Airlines (Azerbaijão)
- Austrália e Pacífico: Qantas Airways (Austrália)
- China: Hainan Airlines (China)
- Europa: Finnair (Finlândia)
- Índia e Sul da Ásia: IndiGo (Índia)
- Oriente Médio: Qatar Airways (Catar)
Embora não figure entre as dez mais limpas no ranking global específico de cabine, a Latam aparece como a melhor colocada na América Latina quando comparada a outras dezenas companhias da região.
O que é levado em consideração?
A avaliação da Skytrax se baseia exclusivamente na experiência do passageiro. Os questionários apresentados aos viajantes analisam a limpeza visual e percebida de áreas de alto contato, como bandejas, cintos de segurança, apoios de braço, telas individuais e bolsos dos assentos.
Também pesam a condição dos carpetes, a presença de resíduos visíveis, odores na cabine e o estado geral dos lavatórios. Não há auditoria técnica nem inspeções presenciais da consultoria. O ranking reflete, portanto, a consistência da limpeza ao longo do tempo, sob o olhar de quem utiliza o serviço.
Sujeira além do banheiro
Pesquisas revelam que as superfícies contaminadas em termos de microrganismos não ficam apenas no banheiro, mas estão diretamente ligadas ao uso frequente e ao contato direto dos passageiros.
Bandejas retráteis, apoios de braço e revestimentos de assentos tendem a acumular uma diversidade significativa de microrganismos, potencialmente incluindo aqueles que apresentam riscos à saúde. Isso, justamente, por serem tocados repetidamente e dificilmente limpos em profundidade entre voos, ao contrário dos banheiros, que são limpos com mais frequência.
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

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