
O Sukhoi Su-30, 66 RED, da Força Aérea da Rússia, em voo sobre o espaço aéreo russo em junho de 2010.
Foto: Sergey Krivchikov - Russian AviaPhoto Team (Airliners.net)
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O projeto do 787 focou prioritariamente no conforto do passageiro, não descuidando das questões relacionadas ao meio ambiente e também à eficiência de sua performance. A réplica em tamanho real impressiona, não só pelo tamanho, mas principalmente pela iluminação e as cores. Está em exposição com dois assentos de business. A configuração escolhida pela Continental será de 36 assentos em business e 192 em econômica. Na business serão filas de 2-2-2, já na econômica serão 3-3-3.
Alguns diferenciais do 787 Dreamliner, baseados em extensas pesquisas sobre o que mais agrada e desagrada os passageiros:
- janelas são 65% maiores do que as atuais, permitindo uma visão do exterior a todos os passageiros;
- não possuem cortinas, são reguladas com um “dimer” que as escurece ou clareia; este sistema pode ser operado pelos comissários, além do passageiro individualmente;
- o “dimer” escurece ou clareia em apenas 60 segundos;
- lavatórios terão portas especiais, uma vez que se observou que é o item que mais confunde os passageiros, elas abrirão como portas normais, entretanto, para não obstruirem o corredor, serão embutidas na parede;
- terão luz vermelha e verde para sinalizar “ocupado” e “ livre” – é linguagem universal;
- os bagageiros foram desenhados de forma a acomodar cinco malas (veja na foto a inovação);
- terá 15% de aumento na umidade do ar interior, devido aos materiais compostos utilizados em sua construção;
- a luz interior será predominante em tons de azul, uma vez que tranquiliza e assim oferece mais conforto;
- durante o dia a luz simulará um ambiente exterior;
- 20% a menos de consumo de combustível por passageiro resultando em 20% a menos nas emissões de carbono;
- decolagens e aterrisagens mais silenciosas;
- desenho aerodinâmico inovador, permitindo menor consumo e maior velocidade.
A Continental encomendou 25 Dreamliners e planeja começar a operá-los em novembro de 2011 em voos diretos para Auckland, na Nova Zelândia, e para Lagos, na Nigéria. A companhia aérea japonesa ANA será a primeira no mundo a introduzir a nova aeronave, ainda este ano.
Fontes: The New York Times / Portal Panrotas - Imagens: Continental Airlines / Boeing
A obra iniciada em abril deste ano foi suspensa devido à péssima qualidade do serviço, conforme laudo emitido pelos engenheiros da Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso (Sinfra).
Os engenheiros constataram que estavam usando areia lavada no meio da emulsão asfáltica deixando pedras soltas que poderiam ser sugadas pelas turbinas dos aviões e jatinhos que descem na cidade.
A proibição da Anac é temporária, segundo informou o diretor da Infraero, Lusimar Pereira. “Se a prefeitura cumprir as exigências o aeroporto deve ser liberado até o dia 15 de setembro” explicou Pereira.
O secretário de Comércio, Indústria e Turismo de Barra do Garças, Cláudio Salles Picchi, disse que o problema do aeroporto barra-garcense é crônico e é da época do ex-prefeito Zózimo Chaparral (PC do B), que não cumpriu o plano de melhoria pedido pela Anac em 2007.
Sobre a reforma da pista com recursos fornecidos pelo Estado na ordem de R$ 568 mil, Picchi informou que o prefeito Wanderlei Farias (PR) quando ficou sabendo da péssima qualidade do serviço decidiu suspender o pagamento da empreiteira e por isso demorou para a contratação de outra empreiteira. Todavia, já está sendo providenciada a recuperação da pista.
Além da pista, Anac recomendou melhorias nos banheiros e no saguão dos passageiros. Devido às condições precárias do aeroporto barra-garcense, os vôos comerciais foram inviabilizados na cidade e hoje quem mais faz uso do aeroporto é classe empresarial do agronegócio e políticos.
Os pequenos voos durante o dia serão desviados para Aragarças-GO, entretanto as UTIs aéreas ficam proibidas porque aeroporto vizinho não tem iluminação. “Se houve uma necessidade de tirar alguém da cidade numa UTI aérea estamos impedidos de atender aqui” finalizou Pereira.
Fonte: Ronaldo Couto (Olhar Direto) - Foto: Notícias NX
O Reality 7 (foto acima) inclui um sistema de navegação com HUD (Head-Up Display ou Visor Frontal, em português); um novo equipamento RNP (Required Navigation Performance ou Desempenho Necessário de Navegação, em português), para treinamento e capacitação em aproximações e decolagens de precisão; tecnologia de projeção em alta definição LCOS (Liquid Crystal on Silicon ou Cristal Líquido sobre Silício, em português), que apresenta um mundo real com um campo de visão do cockpit de 200o x 40o; modelos visuais que incluem imagens simuladas de terreno e ambientes reais, além de tecnologias ecológicas, tais como um novo sistema de movimento híbrido elétrico/hidráulico e controles de voo elétricos, que utilizam 70% menos eletricidade e 90% menos combustível. O equipamento terá também um novo posto para o instrutor e uma sala separada para debriefing, que permitirá aos clientes rever todos os cenários da sessão de treinamento em três grandes telas.
O prédio especificamente projetado para o ATC Miami, com quase 10.220 m2, conta agora com seis simuladores de voo completos, portas de cabine e escorregadores para treinamento, o que há de mais moderno em salas de treinamento e sistemas computadorizados de treinamento em aeronaves. Cerca de 2.000 alunos fazem anualmente os cursos no ATC Miami, sob a direção de mais de 100 funcionários da Airbus.
Fonte: Karina Bernardino (Avião Revue) - Fotos: Divulgação/Airbus
"Eu estava fotografando o por-do-sol de um lado e a lua do outro. Na hora não vi nada. Só notei o objeto quando 'baixei' a foto da máquina fotográfica para o computador", disse o publicitário ao site da TV Centro América. Ele disse que, ao observar o tal ovni na foto, imaginou que seria uma sujeira na lente da câmera. A suspeita foi descartada. "Na sequência das fotos, a tal sujeira não aparecia".
Marcus Paulo afirma que não notou nada anormal no céu enquanto fotografava na tarde daquele domingo. Questionado sobre o que poderia ser o objeto que ele registrou, o publicitário preferiu não opinar. "Não sei o que é. Mas tem o formato de um disco".
À luz da astronomia
A doutora em Astronomia Telma Couto da Silva, professora na UFMT, analisou as fotos. Ela disse que o objeto flagrado pela câmera não se trata de nenhum fenômeno astronômico. Telma explicou que observamos astros na esfera celeste quando eles têm luz própria - no caso de estrelas - ou porque eles brilham por refletirem a luz do Sol - no caso dos planetas. "Não temos como observar um objeto 'escuro' no céu", frisou a professora.
Telma Couto explicou também que devido às condições climáticas em nossa região está difícil observar objetos celestes, a não ser aqueles mais brilhantes como a Lua, os planetas Vênus e Júpiter e as estrelas mais brilhantes. Sobre a fotografia, Telma avalia duas possibilidades: "Pode ser um defeito na câmera fotográfica ou uma montagem na foto".
Fonte: Marcy Monteiro Neto (TVCA)
O voo 1052 da americana JetBlue que deixou a cidade de Pittsburgh no dia 9 de agosto com destino a Nova York tinha tudo para seguir a tediosa rota de sempre: 1 hora e meia de viagem, com um insosso lanchinho para aplacar a fome dos passageiros. Mas tão logo o avião pousou no aeroporto internacional John F. Kennedy o comissário de bordo Steven Slater, de 39 anos, quebrou a monotonia ao dar um show particular. Envolvido involuntariamente numa briga entre dois passageiros (ele foi atingido na cabeça quando uma mulher enfurecida tentava abrir o bagageiro), Slater perdeu o controle. Com a testa sangrando, foi até o sistema de voz da aeronave e passou a berrar palavrões dirigidos aos protagonistas da briga. Num final triunfante, pegou duas latinhas de cerveja da geladeira, acionou o escorregador inflável na saída de emergência e deslizou para fora do avião. Horas mais tarde, já em casa, Slater foi preso. Deixou a cadeia após o pagamento de uma fiança de 2 500 dólares, já como celebridade. Numa era retratada por redes sociais, não demorou para que Slater se tornasse um herói no Facebook - seu perfil não oficial arregimentou mais de 50 000 fãs em um único dia. Outra página da mesma rede, batizada de "Libertem Steven Slater", conquistou mais 15 000 seguidores. Até um fundo foi criado na internet para ajudar o agora ex-comissário em eventuais processos judiciais (até o fechamento desta edição haviam sido arrecadados quase 2 000 dólares).
A resposta da JetBlue veio dois dias depois do incidente, por meio de um de seus blogs. "Talvez vocês tenham ouvido uma historinha sobre um de nossos comissários de bordo", dizia a mensagem, aparentemente ignorando que àquela altura os Estados Unidos inteiros já conheciam Slater. "Embora não discutamos os detalhes do que ainda é uma investigação em curso, muitos já formaram uma opinião sobre o assunto. Como, pelo visto, toda a internet." Ao usar o tom bem-humorado, a JetBlue esquivou-se de tecer qualquer comentário mais profundo sobre o caso, alegando se tratar de uma questão de "privacidade individual" - a possibilidade de que qualquer observação pudesse ser usada contra a empresa numa eventual batalha judicial certamente contribuiu para essa estratégia. Na óbvia tentativa de colocar panos quentes sobre o assunto, a JetBlue termina a mensagem agradecendo aos "2 300 fantásticos, incríveis e profissionais membros da tripulação por entregarem a experiência que vocês esperam de nós".
O episódio tragicômico do comissário de bordo coloca à prova, pela segunda vez, a capacidade de a JetBlue lidar com crises envolvendo seus clientes. Da primeira vez, a empresa saiu-se excepcionalmente bem. Em 14 de fevereiro de 2007, durante o Valentine's Day, o equivalente ao Dia dos Namorados no Brasil, cerca de 1 000 passageiros da JetBlue ficaram trancafiados dentro de nove aeronaves por até 10 horas durante uma forte nevasca em Nova York. Enquanto todas as outras companhias aéreas recolheram seus aviões, os pilotos da JetBlue mantiveram as aeronaves na pista do JFK à espera de condições para decolar. O caos que se estabeleceu foi tamanho que cinco dias mais tarde o então presidente e fundador da JetBlue, David Neeleman, gravou um vídeo pedindo desculpas à população. A fuga de clientes que se seguiu fez com que Neeleman fosse obrigado a deixar a companhia. (Um ano depois ele fundaria a Azul no Brasil.)
Mais do que se desculpar publicamente, a JetBlue agiu. E aqui está o coração de uma lição para qualquer companhia interessada em relacionamento com clientes. (Uma história que vem a calhar, sobretudo num momento em que uma empresa como a Gol acaba de protagonizar um dos maiores caos aéreos dos últimos tempos, com atrasos e cancelamentos de voos, passageiros abandonados em saguões de aeroportos e tripulantes à beira de um ataque de nervos.)
Poucos meses depois do fiasco do Valentine's Day, a JetBlue iniciou um amplo programa de melhoria interna, destinado a encontrar - e corrigir - bobagens cometidas pela empresa ao lidar com situações de emergência. Para isso, reuniu uma equipe de 20 profissionais com funções tão distintas quanto atendimento a clientes e chefia de tripulação. Ao longo de nove meses, eles simularam ocorrências como a confusão que assolou o JFK - e identificaram mais de 1 000 falhas nos processos, como o fato de não estar claro quais seriam os funcionários responsáveis por tomar decisões em caso de emergência. "Nossos clientes aceitaram nossas desculpas porque elas eram honestas, mas sabíamos que não poderíamos repetir os mesmos erros", diz Fiona Morrison, diretora de administração de marca e marketing da JetBlue. Enquanto procurava rachaduras internamente, a companhia lançou a primeira carta de direitos do consumidor do setor, que previa, entre outras coisas, até 1 000 dólares de indenização em caso de atrasos - inclusive para os voos afetados naquele 14 de fevereiro. Além disso, reformulou o programa de fidelidade, de modo que os consumidores passaram a ser recompensados pela quantidade de dinheiro gasto na companhia, e não pela distância percorrida.
A grande virada, no entanto, veio com a internet. A JetBlue foi uma das primeiras marcas do mundo a abraçar o Twitter, em 2007. Utilizado primeiramente como uma forma rápida de solucionar dúvidas de consumidores, o site de microblogs rapidamente se transformou numa obsessão dentro da companhia - a ponto de o atual vice-presidente de marketing da JetBlue, Marty St. George, atualizar os internautas em tempo real a respeito das reuniões que mantinha com as agências de publicidade candidatas a ganhar a conta da empresa (a JetBlue conta atualmente com 1,6 milhão de seguidores). Por causa disso, a companhia aérea foi eleita em junho deste ano pela consultoria Vivaldi Partners, especializada em redes sociais, a marca americana com maior "capital social" - em outras palavras, a mais capaz de envolver os internautas na rede. Essa capacidade de atrair os consumidores fica clara não apenas no aumento do volume de passageiros transportados - de janeiro a julho foram 14 milhões de pessoas, um aumento de 6% em relação ao ano passado - como também no engajamento deles. Recentemente, a companhia criou a campanha Experience JetBlue, em que os clientes eram convidados a dar depoimentos sobre seu relacionamento com a empresa. Dezenas deles fizeram fila para comentar assuntos como o espaço nas aeronaves e o novo biscoito distribuído durante as viagens. "Esse tipo de iniciativa cria uma experiência propícia a se espalhar pelo boca a boca", diz Jonah Berger, professor de marketing da Universidade da Pensilvânia. E a força do boca a boca, como mostra o episódio envolvendo o ex-comissário Steven Slater, não pode ser subestimada.
Fonte: Clara Vieira (Exame.com) - Foto: Getty Images
Até dezembro, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende julgar 2.000 recursos contra as companhias aéreas nacionais e estrangeiras que operam no país. Se a meta for cumprida, significará que, em apenas seis meses, a agência terá encaminhado 10% dos 20.000 processos acumulados no órgão - muitos ainda herdados do antigo Departamento de Aviação Civil (DAC).
A corrida para limpar o passivo é uma tentativa da Anac de responder a uma incômoda questão: a agência está, de fato, fiscalizando o setor aéreo? Os freqüentes atrasos e cancelamentos de voos não seriam um sinal contrário? Essa dúvida já causou problemas à agência, que foi alertada pela Justiça que poderia ser multada em 10.000 reais por omissão na fiscalização.
"Estamos julgando todos os recursos herdados pela Anac e vamos organizar os dados", afirmou, ao site EXAME, Angela Rizzi, presidente da junta recursal da agência. Segundo ela, ainda não é possível estabelecer um ranking das companhias que mais recebem reclamações - são 2.900 por mês. A junta é a instância responsável por avaliar as contestações das 67 aéreas que operam no país - 20 nacionais e 47 estrangeiras - a queixas de passageiros e investigações iniciadas pela própria Anac. E é a principal aposta da agência para acelerar as punições.
Recursos
Criada em 2008, dois anos após a constituição da própria Anac, a junta já julgou 5.000 recursos em 85 sessões. No entanto, Andréa afirma que muitos recursos são arquivados por falta de documentos. Outros ainda deixam de ser julgados por ultrapassar o prazo prescricional de cinco anos. Ela não soube, no entanto, informar quantos processos caem nesses casos.
Segundo Andréa, os números da agência vêm melhorando. Até junho, as multas emitidas geraram uma arrecadação de 7,4 milhões de reais - mais do que todo o ano passado, quando somaram 7,3 milhões de reais. Em 2007, o total foi de 808.000 reais. As multas mantidas, após recursos, saltaram de 28% dos recursos, em 2008, para 70% no fim do primeiro semestre.
A melhora do desempenho é atribuída à estruturação da junta recursal. Quando o departamento foi criado contava com quatro funcionários. Agora, são 25 pessoas - sendo seis responsáveis pelos julgamentos. No total, a Anac deve receber mais 81 funcionários concursados nos próximos meses, dos quais, 29 são técnicos de regulação de aviação civil.
Lacunas
Os números podem ter melhorado, mas ainda há muito a ser feito para que a Anac seja, efetivamente, percebida pela população como um agente eficaz de fiscalização do setor aéreo. Para começar, três dos cinco cargos de diretoria da agência foram preenchidos apenas no início de agostoa - o que afeta diretamente a operação.
Preenchê-los também não é uma tarefa simples. Embora lide com temas bastante técnicos, a agência não está imune à interferência dos políticos - como, de resto, qualquer órgão da máquina pública.
Antigos diretores da Anac, aliás, já protagonizaram episódios que mostram como pode ser tênue a linha que separa a agência dos interesses do setor que deveria estar fiscalizando.
Fonte: Marcio Orsolini (Exame.com) - Foto: Patricia Santos/Agência Estado
Os 8,7 milhões de brasileiros que viajarão de avião pela primeira vez nos próximos meses, segundo o Data Popular, estão na mira das empresas de turismo. Enquanto companhias aéreas como Gol e Azul reafirmam seu posicionamento e investem em produtos para democratizar as viagens de avião, a TAM reformula sua estratégia para se aproximar dos consumidores emergentes e aproveitar o aquecimento do mercado. De acordo com a Anac, somente no primeiro semestre, o número de passageiros transportados cresceu 16%.
Para garantir sua fatia neste bolo, não basta que as empresas apenas deixem os preços mais baratos e ofereçam condições de pagamento facilitadas, é necessário também se aproximar dos novos turistas. Quem nunca viajou de avião, muitas vezes deixa de fazê-lo por falta de informação e até mesmo medo de passar vergonha. Por isso, as empresas investem em ações que orientam os clientes que nunca voaram e marcam presença em canais que fazem parte do cotidiano dessas pessoas.
Uma das iniciativas recentes da TAM neste sentido foi iniciar a comercialização de passagens em lojas da Casas Bahia. O mesmo aconteceu com a Azul, que inaugurou pontos-de-venda em unidades das redes Walmart e Extra. Estando perto dos consumidores, o próximo passo é ajudá-los na hora de voar. Para isso é importante desmistificar as viagens de avião para quem voará pela primeira vez.
Orientação sobre viagens é fundamental
No site Minha Primeira Viagem, a TAM disponibiliza um vídeo com informações para que tudo dê certo, desde apreparação até o desembarque no destino final. Já a Gol e a Azul contam com cartilhas e folhetos nos pontos-de-venda. "Para conquistar estes consumidores não basta apenas uma tarifa competitiva. Precisamos mostrar as vantagens das viagens de avião. Por isso, desenvolvemos uma cartilha explicativa com orientações sobre aeroportos, como chegar, qual é a franquia de bagagem e regras em geral", explica Eduardo Bernardes, diretor comercial da Gol, em entrevista.
Com foco nos consumidores da classe C, a Gol inaugurou no ano passado sua primeira loja física e pretende abrir outras quatro ainda em 2010, todas em São Paulo. A iniciativa faz parte do programa Voe Fácil, criado em 2005 e com mais de dois milhões de clientes cadastrados, que permite o parcelamento de passagens em até 36 vezes.
"Começamos a Gol para democratizar o transporte aéreo do Brasil. Contribuir para o crescimento do mercado é parte da nossa estratégia desde 2001. Além do parcelamento, aceitamos todos os cartões de crédito e oferecemos tarifas que competem com o transporte rodoviário", diz Bernardes.
Facilidade de pagamento e produtos específicos
Parcerias com cartões de crédito são uma estratégia importante para atrair os consumidores das classes C e D. Segundo dados do Data Popular, 99,3 milhões de cartões de crédito estão nas mãos de pessoas da base da pirâmide. Em 2011, 26,4 milhões de brasileiros pretendem viajar de avião e a maior parte deles (67%) se concentra nessas classes, um grupo responsável por movimentar R$ 11,04 bilhões no mercado de viagens domésticas.
Sabendo disso, a Azul foi além do parcelamento tradicional. "A maior parte da classe C tem cartão de crédito, mas com limite baixo, o que não permite que a compra seja realizada. Lançamos então o crédito parcelado. Todo mês debitamos no cartão o valor referente à parcela", ressalta Paulo Nascimento, diretor comercial da Azul.
A facilidade do pagamento, no entanto, precisa vir acompanhada de produtos específicos para cada perfil de cliente. Pensando em facilitar a vida de quem viaja com frequência, principalmente a trabalho, a Azul oferece o Passaporte Azul, que permite que a pessoa voe quantas vezes quiser durante um mês.
Trocar o nicho pela massa
A TAM, que sempre foi reconhecida como uma companhia aérea voltada para a classe média e os executivos, também se preocupa em lançar opções voltadas para os consumidores emergentes. A empresa, no entanto, nega que tenha se reposicionado.
"Durante os últimos anos tivemos aprendizados para elaborar uma estratégia maior, chamada 'elasticidade da marca'. Depois de muitos estudos, constatamos que a TAM não tinha mais porte para ser uma empresa de nicho, mas sim atender mercados massivos e atrair novos viajantes", aponta Manoela Amaro, diretora de marketing da TAM, em entrevista.
Além da parceria com a Casas Bahia, a TAM incentiva os voos em horários alternativos, o que barateia os custos para o cliente, com foco nos turistas emergentes. A empresa também lançará em breve o Giro TAM. O produto voltado para os universitários será vendido em faculdades e permitirá que o cliente possa parar em três lugares antes de chegar a seu destino final.
Ivete Sangalo aproxima TAM dos consumidores
Para comunicar as ações, a TAM conta com a ajuda da cantora Ivete Sangalo. A mais nova garota-propaganda da marca não só participa de toda a divulgação, como também surpreenderá alguns passageiros, ao aparecer como aeromoça em determinados voos da companhia.
Os esforços das empresas são justificados pelos números do mercado. No ano passado, 50 milhões de consumidores fizeram viagens de avião, segundo a Anac. Em cinco anos, é possível que o mercado de aviação tenha potencial para pelo menos dobrar este número. Acompanhando a evolução e o aquecimento do setor de turismo aéreo, os hotéis também querem conquistar estes novos clientes. A partir da bandeira Formule 1, a rede Accor se posiciona para atender consumidores da classe C.
"Quando vai para um hotel, normalmente o hóspede tem uma série de serviços adicionais que não utiliza. O Formule1 já é concebido de forma diferente para oferecer uma tarifa realmente acessível, pagando apenas pela estada", relata Cláudia Barros, gerente de marketing das redes Ibis e Formule 1.
Tarifas atrativas incentivam clientes a prolongar viagem
O Formule 1 ainda oferece parcelamento em até cinco vezes sem juros em todos os feriados nacionais para incentivar viagens a lazer. Já o Ibis, apesar de não ser tão focado no consumidor emergente como o Formule 1, oferece tarifas com desconto também em feriados.
"Conseguimos oferecer tarifas atrativas para incentivar o cliente que está viajando durante a semana a prolongar, ficando o fim de semana também, ou viajando para cidades próximas", conta Cláudia.
Turismo popular
• 83% da classe D nunca viajou de avião
• 53% da classe C nunca viajou de avião
• 58% da população já viajou de ônibus mais de 8 horas
• Nos próximos 12 meses, 8,7 milhões de brasileiros emergentes deverão viajar de avião pela primeira vez
• 26,4 milhões de brasileiros pretendem viajar de avião em 2011. 67% destes se concentram nas classes C e D
• Viagens domésticas nas classes C, D e E movimenta 11,4 bilhões de reais por ano
Pessoas residem no mesmo estado em que nasceram
Região - Porcentagem
Nordeste - 93%
Sul - 88%
Sudeste - 82%
Norte - 78%
Centro-Oeste - 67%
80% das viagens têm objetivo de lazer
Objetivo - Porcentagem
Passear, descansar - 46%
Visitar parentes - 34%
Trabalhar - 14%
Fazer compras - 2%
Tratar da saúde - 1%
Motivo religioso - 1%
Outros serviços - 1%
As classes C e D juntas somam 82% da população
Classe - Porcentagem
C - 66%
AB - 18%
D - 16%
Pretendem viajar de avião nos próximos 12 meses
Classe - Porcentagem
C - 56%
AB - 33%
D - 11%
Meios de transporte que pretendem usar na próxima viagem para fora do estado
Meio - Porcentagem
Carro ou ônibus - 86%
Avião - 85%
Fonte: Sylvia de Sá (mundodomarketing.com.br) via Portal Exame
De acordo com José Antônio Santos, 77 anos, morador do local, foi possível ouvir o barulho provocado pelo acidente a cerca de 50 metros da cabeceira da pista. "Foi um estrondo forte, como se fosse uma bomba bem grande explodindo", afirmou.
O sítio aeroportuário recebe quatro voos diários de São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. As decolagens acontecem em igual número, para os mesmos destinos, atendendo a cerca de 230 pessoas por dia.
Segundo comunicado das operadoras de viagens, os passageiros com viagem marcada com destino a Conquista, podem desembarcar em Salvador e chegar até o município em ônibus fretados pelas empresas aéreas. Quem preferir, ainda segundo as empresas, pode remarcar o bilhete ou solicitar reembolso.
Acidente
O avião, que partiu de Guarulhos (SP) às 13h com 27 pessoas a bordo com destino a Conquista, saiu da pista e parou numa área de matagal, com uma das turbinas em chamas, às 14h40 de quarta-feira, 25. Dois passageiros sofreram luxações, foram examinados e liberados no mesmo dia.
O motivo do acidente teria sido o trem de pouso da aeronave, que apresentou falha mecânica durante a abertura, fazendo com que o comandante executasse um pouso forçado na cabeceira da pista.
Em nota divulgada após o ocorrido, a empresa Passaredo Linhas Aéreas, dona da aeronave ERJ 145, da Embraer, afirmou que o avião estava com três tripulantes e 24 passageiros e que, em relação ao fato, "investiga as causas da ocorrência constatada durante o pouso".
Fonte: Juscelino Souza (A Tarde On Line) - Foto: Néia Rosseto
Os pilotos da aeronave Airbus A300B4-603, prefixo EP-MNR, da companhia Mahan Air (foto acima), que realizava o voo W5-5060 entre Teerã e Düsseldorf, na Alemanha, com 209 passageiros e 18 tripulantes, pediram permissão para aterrissar em Istambul após detectar fogo no motor esquerdo (CF6) e, após obter autorização, tocaram o chão às 10h02 local (4h02, Brasília).
Pouco mais de uma hora depois, às 11h09 local (5h09, Brasília), outro avião, o Airbus A300B4-605R, prefixo EP-IBC, da empresa Iran Air (foto acima), que levava 236 passageiros no voo IR-763 entre Teerã a Estocolomo, na Suécia, também registrou problemas em seus motores, justo no momento em que acabava de entrar no espaço aéreo búlgaro, por isso que pediu permissão para voltar ao céu turco e aterrissar em Istambul.
Fonte: EFE via Terra - Fotos: Andre Wadman e Adam Samu - AIRportal Hungary (Airliners.net)
A caixa-preta foi encontrada rapidamente (foto acima), mas o motivo do "pouso prematuro" do avião, a dois quilômetros da pista, permanece uma incógnita.
A única certeza dos investigadores é que não se trata de um ato de sabotagem.
O presidente chinês Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao determinaram uma investigação e a inspeção dos aviões para "eliminar qualquer risco".
Várias companhias aéreas importantes do país, como a China Eastern e a China Southern, convocaram reuniões para reforçar as medidas de segurança, informou a agência ofical Xinhua (Nova China).
O diretor geral da Henan Airlines, Li Qiang, foi demitido.
Os analistas destacaram que a catástrofe representou o fim de seis anos de segurança nos céus da China.
Antes da tragédia, a aviação civil do país havia registrado 2.102 dias sem acidentes, "o período mais longo na história da China", destacou uma fonte da CAAC (Administração Chinesa de Aviação Civil), citado pelo jornal em língua inglesa China Daily.
Quinze dos 54 sobreviventes feridos estão internados em um hospital de Harbin, a capital provincial. Entre as pessoas em estado grave está o vice-ministro de Recursos Humanos, Sun Baoshu.
A Embraer expressou condolências às famílias das vítimas e enviou uma equipe de técnicos para acompanhar as investigações.
"É a primeira vez que um avião da Embraer se vê envolvido em um acidente fatal", declarou à AFP um porta-voz da empresa, a terceira maior fabricante de aviões do mundo.
As companhias chinesas possuem 30 ERJ-190 e quatro deles pertencem à Henan Airlines, sem contar o avião da tragédia, que estava em uso desde 2008. No total, 74 aeronaves da Embraer de diversos modelos estão em serviço na China, de acordo com o China Daily.
Recentemente, várias companhias aéreas chinesas informaram problemas técnicos em seus ERJ-190, como por exemplo com as turbinas, e de falhas nos sistemas de controle de voo. Em junho de 2009, a CAAC organizou uma reunião sobre a questão, segundo a Xinhua.
A CAAC destacou que o aeroporto de Yichun - reaberto na quinta-feira - tem condições de receber pousos noturnos.
"As normas de segurança estão garantidas, mas não são comparáveis às dos grandes aeroportos", declarou Li Jian, subdiretor da CAAC.
Em setembro do ano passado, a companhia China Southern decidiu não realizar mais pousos noturnos em Yichun por motivos de segurança, informa o Diário da Juventude de Pequim.
Fonte: France Presse via G1 - Foto: Guangli Xing/Xinhua
Outros 10 feridos estão em situação grave, entre eles um vice-ministro do governo chinês, cujo nome não foi revelado.
Fonte: EFE via G1 - Foto: AP
Dois caças-bombardeiros F-16C Block 52+ da Força Aérea da Grécia (similares ao da foto acima) bateram hoje (26) às 14:00 (hora local) durante manobras ao sul da ilha de Creta, dois dos pilotos que estavam nas aeronaves conseguiram deixar os aviões e foram resgatados, um terceiro ainda não foi localizado.
Conforme a agência grega "ANA", dois tripulantes foram resgatados poucos minutos após o acidente por um grupo de pescadores que comunicaram por rádio o resgate.
Os dois pilotos, um com lesões no rosto e o outro ileso, foram transferidos para um hospital.
Testemunhas contaram que o terceiro tripulante foi visto saltando de paraquedas. Aviões e navios ainda estão procurando por ele.
Os dois caças F-16 pertencem a um esquadrão em uma base em Souda (Creta).
Ainda não há informações sobre as possíveis causas do acidente.
Fontes: G1 / ASN - Fotos: dimkamp (Airplane-Pictures.net)