quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ryanair depende de aviões baratos para lançar serviço de longo curso

Uma investida da aérea irlandesa de baixo custo Ryanair no segmento de viagens de longo curso depende da disponibilidade de aeronaves baratas no mercado. Caso estejam disponíveis, a empresa pode lançar seu serviço transatlântico no esquema de baixo custo e baixa tarifa, afirmou o executivo-chefe da empresa, Michael O'Leary.

Durante apresentação à imprensa ontem, em Londres, o executivo afirmou que, por enquanto, as operações de longo curso são apenas uma "possibilidade" para a Ryanair. "Não há nenhuma decisão sobre isso, ainda é uma questão de 'talvez sim, talvez não', e nada irá acontecer enquanto não formos capazes de encontrar uma frota de aeronaves de longo curso barata nos próximos dois anos", disse O'Leary.

De acordo com a publicação especializada inglesa "Flight International", O'Leary deu detalhes sobre a intenção da companhia nesse mercado. A idéia da Ryanair é criar uma companhia irmã, mas que não terá nenhuma participação da empresa original - que também não irá interferir em sua administração.

"Ela não será controlada, terá participação, ou qualquer outra coisa por parte da Ryanair. A Ryanair continuará a ser distintamente separada de qualquer companhia irmã de baixo custo e longo curso", afirmou.

O executivo afirmou, porém, que ele, pessoalmente, poderá investir na nova companhia, mas também que isso irá depender de seu compromisso com a Ryanair. "Se ainda estiver trabalhando em tempo integral na Ryanair, posso relutar em investir numa companhia de longo curso. Nosso foco no momento é dobrar a Ryanair de tamanho e duplicar seus lucros nos próximos cinco anos", acrescentou.

De acordo com o executivo, caso lançada, a nova companhia iria operar a partir de até nove grandes bases na Europa onde a Ryanair já atua, como o aeroporto de Stansted, em Londres, de Dublin, de Frankfurt e Bruxelas. Os vôos ligariam "de oito a nove cidades grandes dos EUA", afirmou O'Leary. Ele acrescentou que, embora independente da Ryanair, a nova companhia iria se aproveitar do poder de negociação da empresa-mãe no trato com administradores aeroportuários europeus.

Entre os potenciais investidores, O'Leary lista os atuais acionistas da Ryanair, como David Bonderman e o Texas Pacifig Group. Além deles, citou também outros grupos grandes de acionistas, como o Capital e o Prudential.

Fonte: José Sergio Osse (Valor Online)

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