terça-feira, 26 de março de 2013

Petrobras terá por 5 anos helicóptero de Portugal

A Petrobras pagará R$ 119 milhões (39 milhões de euros) por um helicóptero Kamov para transportar carga pelo prazo de cinco anos com uso de 60 horas por mês. A operação foi feita junto a Heliportugal, maior operadora portuguesa de helicópteros.

As exportações correspondem a mais da metade do volume de negócios da Heliportugal que em 2012, faturou 42,45 milhões de euros, sendo que, deste montante, 54% (o equivalente a 22,46 milhões) em resultado da exportação de serviços.

Em 2012, a empresa registou um lucro de 1,24 bilhão de euros antes de impostos e reduziu o financiamento bancário de 168,7 milhões de euros para 127,1 milhões - valor que deve descer mais ainda este ano, de acordo com previsões da empresa.

No entanto, presidente da Heliportugal, Pedro Silveira, afirma que esses resultados poderiam ter sido ainda melhores, "caso a empresa não enfrentasse atrasos de pagamentos e indenizações por parte do Estado, que superam 13 milhões de euros em faturas, para mais 7 milhões de euros ligados ao processo de um B3 que está em arbitragem".

Fonte: Monitor Mercantil (Portugal)

HeliPortugal está em situação de falência técnica

A HeliPortugal concorrente derrotada neste concurso público está em situação de falência técnica. Desde 2010 que enfrenta em tribunal várias queixas por dívidas, que nesta altura já ultrapassam os dois milhões de euros.

Uma delas é a uma empresa francesa que reclama mais de um milhão e 700 mil euros. A HeliPortugal justifica a situação com os 13 milhões de euros que tenta receber do Estado há vários anos.

Fonte: SIC (Portugal)

Rezar é a solução contra asteroides, diz Nasa

Durante a reunião da Nasa com os legisladores dos Estados Unidos, Bolden pediu que o governo financie programas capazes de detectar e desviar objetos próximos da Terra.


O diretor da Nasa, Charles Bolden, revelou uma alternativa para caso algum asteroide esteja a caminho da Terra: rezar. A polêmica afirmação aconteceu após alguns fenômenos assustarem a população mundial.

Em 15 de fevereiro, um pequeno asteroide explodiu sobre Tcheliabinsk, na Rússia. O choque estilhaçou janelas e feriu cerca de 1.500 pessoas. No mesmo dia, o asteroide 2012 DA14 passou de raspão na Terra. Os políticos americanos ficaram preocupados e chamaram a Nasa para discutir novas estratégias de defesa contra ameaças vindas do céu.

Durante a reunião da Nasa com os legisladores na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Bolden pediu que o governo financie programas capazes de detectar e desviar objetos próximos da Terra. Ao ser questionado sobre as providências caso um asteroide já esteja em curso de colisão, Bolden disse: “Se estiver chegando em 3 semanas, rezem”.

A ideia da reunião sobre métodos de prevenção contra objetos vindo do céu veio dos próprios políticos, mas eles não gostaram muito do argumento de Bolden. Deputados governistas e da oposição, porém, apreciaram a ideia de injetar mais recursos para tentar evitar tragédias.

Em 2005, a Nasa estipulou que identificaria 90% dos asteroides próximos da Terra com mais de 140 metros de diâmetro até 2020. Mas os cortes de verba fizeram com que a porcentagem só tenha chegado a 10% em 2013. Além disso, um sistema de detecção de asteroides capaz de identificar corpos pequenos é muito caro.

O consultor científico da Casa Branca, John Holdren, disse que o financiamento anual dedicado ao catálogo de asteroides potencialmente perigosos subiu de US$ 5 milhões para mais de US$ 20 milhões nos últimos dois anos. Mesmo assim, a Nasa estima que o trabalho de identificação de objetos celestes próximos da Terra deve demorar até 2030 se o investimento não aumentar.

Fonte: Vanessa Daraya (Info/exame.abril.com.br) - Imagem: NASA/Divulgação

Número de voos com 'drones' dobra, mas só duas unidades têm certificado

Fabricantes brasileiros de vants pressionam Anac a autorizar voo comercial.

Atualmente, só duas unidades de uso civil, da PF, têm certificado para voar.


O Departamento de Controle Aéreo (Decea) foi informado oficialmente de 61 voos com vants (veículos aéreos não tripulados) em 2012 no Brasil, mais que o dobro dos 29 registrados no ano anterior, segundo números da Aeronáutica obtidos com exclusividade pelo G1. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), os pedidos foram feitos por forças policiais, órgãos públicos e empresas.

As notificações de voos de drones precisam ser feitas com antecedência de até 30 dias para que o espaço aéreo seja reservado e os pilotos de aeronaves tripuladas sejam avisados. No local em que um vant atua, aviões não podem entrar.

"As notificações, chamadas de Notam, não são uma autorização, mas avisos de reserva de espaço aéreo. Se recebemos notificação de um vant que não é registrado na Anac, damos informações de que é preciso se regularizar", diz o major Cyro Cruz, representante do Brasil nas discussões da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) sobre o tema. "Pode haver pessoas operando vant e que não comunicam a FAB também. Mas se isso ocorre, está fora da norma", completa.

Na prática, apenas os dois vants para uso civil, da Polícia Federal, estão aptos a voar após terem recebido um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), expedido para casos especiais, garantia de que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fez a avaliação do projeto técnico e de aeronavegabilidade, atestando condições de segurança da aeronave.


A Anac não informa o número de vants no Brasil porque o cadastro de aviões experimentais, usado para as aeronaves remotamente pilotadas, também engloba outros tipos de modelos, não sendo possível separar só os drones. Levantamento do G1, no entanto, aponta que pelo menos 200 drones estão em operação no país.

A agência diz que existem requerimentos de outros interessados solicitando autorização para voar com vants civis no território brasileiro e que esses pedidos estão sendo analisados pela área técnica responsável. Apesar de reconhecer a importância do uso civil dos drones, tanto para indústria como para a sociedade, o órgão afirma que "são necessárias adequações na regulamentação deste tipo de aeronave para garantir níveis de segurança".

Vant usado pela PF é o único de uso civil certificado pela Anac no Brasil
Foto: DPF/divulgação

Também esclarece que, mesmo nos países em que existe a regulamentação sobre o tema, ainda há limitações na legislação devido à inexistência de especificações de aparelhos e de seus operadores, "que vão desde os critérios técnicos que um projeto deve atender até o treinamento necessário para as pessoas envolvidas", garantindo "que os vants possam ser integrados com segurança no espaço aéreo".

O Brasil é o único país da América Latina a integrar o grupo global que debate a legislação de aviões não tripulados na Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO).

Setor pede regulamentação

Querendo lucrar com os investimentos de mais de R$ 100 milhões nos últimos anos, a Associação Brasileira de Indústria de Defesa (Abinde) entregou no último dia 14 à Anac um requerimento pressionando a agência a permitir que drones voem com fins comerciais e até mesmo voem sobre cidades, duas coisas que não são autorizadas atualmente. O órgão quer que aviões não tripulados de até 7 kg possam voar sem certificação e sem expedir Notam, a notificação enviada à Aeronáutica.

A Anac trata como aviões não tripulados hoje apenas aeronaves com peso superior a 25 kg e que pretendem voar a mais de 400 metros de altitude. Pela sugestão da Abinde, seriam criadas categorias para os vants (veja tabela ao lado), tratando com menor rigor aeronaves pequenas.

Para drones de até 25 kg, os fabricantes pedem que os voos possam ser feitos sem licença, sem que seja necessário expedir à FAB uma notificação e também que não seja exigido que as aeronaves portem transponders (que mostram no radar sua posição) ou sensores de localização, alegando que estes instrumentos são caros e não seriam necessários para segurança.


As indústrias pedem ainda que drones de até 7 kg possam operar até mesmo sem registro.

A Aeronáutica restringe voos de drones a altitudes acima de 150 metros (para áreas não povoadas) ou mais de 600 metros, para locais em que haja construções. A proposta do setor é seja autorizado voos a baixa altitude – até 150 metros – para vants menores.

Nesses casos, seria exigida apenas uma licença de operação para as empresas que iriam fazer uso das máquinas. O uso comercial seria autorizado para segurança pública e polícia, serviços de emergência, fotografia comercial, levantamento de dados, defesa civil, trabalhos com meio ambiente e agricultura. 

"Muitos países estão ainda avaliando social e economicamente os benefícios para desenhar uma legislação que permita desenvolver as capacidades civis e comerciais da indústria nacional de drones. A AUVSI apoia extremamente iniciativas de regulação interna dos países que permitam o uso responsável e seguro destes aviões, duas coisas extremamente importantes para que o futuro", diz Gretchen West, vice-presidente da Associação Internacional de Veículos Não Tripulados.


"Pedimos que a regulamentação seja feita para todos aviões de até ou mais 150 quilos, pois é o parâmetro que a Europa usa para vants. Só que precisamos com urgência que as classes menores, mais demandadas e com menor risco em caso de acidente por impacto, sejam autorizadas imediatamente, pois a regulação é muito mais simples", defende Ulf Bogdawa, diretor da SkyDrones Aviônica, um dos autores da proposta apresentada á Anac.

Pesquisa realizada por grupo internacional aponta que 80% dos vants usados no mercado civil mundial são de até 10 quilos. Ulf faz trabalhos desde 2010 no Rio Grande do Sul usando drones para monitorar o público em jogos de futebol e fiscalizar embarcações em portos.


"Inglaterra, França e Alemanha já estão fazendo o uso comercial. Na Austrália, a legislação que autoriza drones de até 2kg é de 2002. O Brasil está atrasado e isso está prejudicando demais a indústria", diz ele. "O que queremos é um começo, um pontapé na liberação do uso comercial. Um drone de até 2 kg, se cair sobre uma pessoa, tem um peso irrisório, não fará grandes estragos".

Responsabilidades dos piloto

Segundo o major Cyro Cruz, o pedido da Abinde tem que ser analisado com cautela e preocupação com a segurança. Ele pondera que a regulação, quando autorizar o voo de drones no Brasil, deve considerar a formação necessária para um piloto que irá comandar a aeronave.

"Os drones têm uma série de vantagem em relação ao uso de aeronaves maiores, por serem mais furtivas, poderem sair de algum lugar de forma mais rápida, e não exporem a tripulação a riscos. Mas exatamente pelo fato do piloto não estar a bordo é que está a maior dúvida. Voando dentro do avião, o piloto tem consciência espacial, consegue perceber se algo se aproxima, o que ocorre. O comandante em terra, pelo contrário, não tem esta visão. Qual é a capacidade de reação que um piloto de drone terá em situação de risco?", questiona Cruz.

Equipamentos que permitem aos pilotos serem alertados do risco de colisão e que deixem a aeronave ser visualizada nos radares são ainda caros para o emprego em vants. "Sempre haverá um atraso no tempo para responder a um perigo. Hoje, em nenhum país o espaço aéreo é compartilhado entre aviões e drones", diz o major.

Ele aposta que a tecnologia consiga, no futuro, criar meios de tornar o vant mais seguro para que possa, inclusive, dividir o mesmo espaço que aeronaves tripuladas. Esse é o maior desafio no cenário internacional. 

Cruz pondera que o Brasil deve acompanhar o desenvolvimento internacional na questão. A FAA (Federação de Administração da Aviação), dos Estados Unidos, divulgou em janeiro que 81 instituições, entre polícias, universidades, órgãos públicos e empresas, pediram para operar drones nos EUA. O órgão não informou quantos foram autorizados, mas promete divulgar ainda em 2013 as primeiras normas para emprego dos aviões não tripulados dentro do país.

"Vários fatores que devem ser definidos na certificação de um drone, como peso, altitude, critérios de segurança, como serão os links de operação e transmissão de dados. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) tem que se posicionar sobre quais canais de comunicação estarão disponíveis para a transmissão de dados, se haverá faixas de frequência de rádio exclusivas. Há critérios de privacidade, direito de imagem e também responsabilização por danos a terceiros que precisam ser definidos. Não é algo simples assim sair autorizando", diz o capitão José Augusto de Almeida, mestre em engenharia aeronáutica e mecânica do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

Procurada pelo G1, a Anatel não respondeu qual é o processo de enlace de dados atual para vants e se há estudos para adequação de critérios para que mais aeronaves possam enviar informações no país.

Primeiro pedido

A empresa XMobots, de propriedade do engenheiro Giovani Amianti, foi a primeira a propor à Anac a certificação de um vant, em 2010. Amianti começou a produzir drones em 2007 e possui dois modelos: o Apoema e o Nauru, com preços que variam de R$ 500 a R$ 800, para o primeiro, e R$ 180 a R$ 250, no caso do segundo.

"Pedimos a certificação do Apoema em uma época em que a Anac estava em um estágio incipiente de regulamentação da vants e trabalhamos juntos para tentar estabelecer diretrizes para que fosse autorizado e o nosso modelo servisse de cobaia", diz o engenheiro.

"Estávamos trabalhando para nos adequar aos requisitos quando a Polícia Federal obteve o seu. Atualmente, estamos com o processo de certificação de outro avião e esperamos obtê-lo em até quatro meses, para que possa ser vendido", diz Amianti. "O futuro é promissor, porém muitas barreiras ainda precisam ser vencidas. Vant é um equipamento aeronáutico e não um brinquedo".

Anac estuda permitir uso comercial

A Anac informou ao G1 que não possui uma regulamentação específica relacionada à operação de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS) com fins lucrativos e que, quando recebe um pedido para isso, o caso não é caracterizado como aeronave experimental.

A solicitação deve apontar quais seriam os fins do vant, para que possa ser analisado o nível de segurança do projeto e os riscos associados à operação. O pedido então é analisado pela diretoria da agência, que autoriza ou não.

A agência participa da ICAO e de grupos internacionais que reúnem representantes de diversos países para discutir a legislação de drones e está elaborando um plano de trabalho contemplando sua expectativa quanto à regulamentação do tema no Brasil.


Atualmente, os vants são cadastrados como experimentais e recebem um certificado de autorização de voo sem fim comercial. Mas há estudos internos no órgão "visando a elaboração de uma regulamentação interina que permita o uso não-experimental (incluindo o comercial) de vant no Brasil enquanto são definidos os critérios para a certificação de tipo de aeronave".

"A aviação brasileira hoje tem grande destaque no mundo devido tanto quanto a expressiva indústria quanto a sua grande frota de aeronaves comerciais, executivas e privadas. Os vants não são exceção e atualmente existem projetos bastante interessantes em desenvolvimento por empresas brasileiras que tem recebido grande atenção internacional", disse a agência em nota.

Segundo a Anac, os critérios estão sendo discutidos para evitar riscos e dar competitividade à indústria aeronáutica brasileira permitindo o acesso dela ao mercado exterior.

Proposta da indústria para uso comercial

1 - Classificação que difere drones por peso

Classe A - 2 kg ou menos
Classe B - entre 2 kg e 7 kg
Classe C - entre 7 kg e 25 kg
Classe D - entre 25 kg e 150 kg
Classe E - Acima de 150 kg

2 - Diferenciar as regras para cada classe

3 - Vants das classes A, B e C podem operar sem licença de voo ou notificação para FAB

4 - Classes A e B podem operar sem precisar de certificado de aeronavegabilitade

5 - O voo não pode ser autônomo, tem que alcançar distância máxima de 500 metros e altitude máxima de voo de 150 metros

6 - Voos não podem ultrapassar 150 metros de áreas povoadas e a 5,5 km de aeroportos

7 - As empresas que irão operar terão de ser certificadas e podem ser inspecionadas

8 - A licença será para operações de serviços de emergência, defesa civil, segurança, polícia, fotografia comercial, levantamento de dados, meio ambiente e agricultura.

Fonte: Abinde


Fonte: Tahiane Stochero (G1)

Leia também:

● Polêmicos e revolucionários, mais de 200 'drones' voam no país sem regra.

● Segurança da Copa 2014 terá 'drones' da FAB e PF; Exército estuda compra.

Veículo bate em avião em solo e TAM cancela voo de Nova York para o Rio

'Pequeno choque' ocorreu quando aeronave era abastecida com alimentos.

Empresa diz ter dado assistência e realocado passageiros em novos voos.

Um problema técnico em um avião da TAM que sairia do Aeroporto JFK, de Nova York, com destino ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio, fez o voo JJ8079 ser cancelado neste sábado (23), informou a companhia. Segundo nota divulgada pela empresa, foi necessário fazer a manutenção da aeronave após um veículo prestador de serviço bater na fuselagem do avião, durante o abastecimento de bebidas e alimentos que seriam servidos a bordo.

A TAM lamentou o transtorno e disse que os passageiros receberam toda a assistência necessária. "Por conta disso [o acidente], os passageiros foram realocados em voos programados para hoje (24), operados pela companhia ou por empresas terceiras", ressaltou a empresa, na nota.

Algumas pessoas reclamaram da empresa na rede social Twitter. "Voo 8079 nyc - galeão de ontem cancelado! Não temos previsão de embarque! Estamos no hotel, sem telefone, nem confirmações de voos", publicou um usuário identificado como Beto Arruda na manhã deste domingo.

Veja a íntegra da nota da TAM:

“A TAM Linhas Aéreas informa que a aeronave que realizaria o voo JJ8079 (Nova York – Rio de Janeiro/Galeão) ontem (23), com previsão de partida para as 21h10 (horário de Brasília), precisou passar por manutenção.

O reparo foi necessário após ter ocorrido um pequeno choque entre um veículo prestador de serviço e a fuselagem do avião durante o processo de abastecimento de alimentos e bebidas que seriam servidos a bordo.

Por conta disso, os passageiros foram realocados em voos programados para hoje (24), operados pela companhia ou por empresas parceiras. A TAM lamenta os transtornos experimentados pelos clientes e ressalta que eles receberam toda a assistência necessária."

Fonte: G1

Infraero detecta sete choques entre aves e aviões neste ano em Manaus

Conforme padrão internacional, até 8,8 colisões está dentro da normalidade.

Segundo Infraero, número de colisões se deve ao período chuvoso.

Aeronave passa por manutenção no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes 
após pássaro entrar na turbina, segundo Infraero

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) identificou a ocorrência de sete colisões de pássaros em aeronaves durante os três primeiros meses de 2013 no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. O índice é considerado normal para o período chuvoso em que as aves tendem a migrar de local. Conforme o padrão internacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), até 8,8 colisões são consideradas dentro da normalidade.

No último dia oito de março, um pássaro entrou na turbina de um avião e assustou 132 passageiros em um voo da TAM que seguia até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. No ano passado, a Infraero detectou 22 colisões. A causa para a presença de tantas aves na área do aeroporto é a existência de lixões e feiras clandestinas nos bairros próximos, como Redenção, Parque Riachuelo e Alvorada, na Zona Oeste da capital amazonense.

Uma equipe da Infraero monitora o raio de 20 km no entorno do aeroporto a cada dois dias, de acordo com o superintendente do Aeroporto de Manaus, Aldecir de Oliveira Lima. A estratégia é para evitar a presença de aves. "A ação já fechou pocilgas, lixões e descarte irregular de resíduos, mas tudo está relacionado com a educação ambiental", afirmou o superintendente.

A atuação de combate envolve autoridades estaduais e órgãos da Prefeitura de Manaus, entre eles a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp). A Comissão de Prevenção do Perigo da Fauna (CPPF) faz visitas periódicas aos bairros fazendo palestras de educação ambiental, recolhendo lixo depositado em locais impróprios e fazendo a conscientização em feiras. A Infraero possui também um convênio com o Centro de Desenvolvimento Tecnólogico da Universidade de Brasília (CDT/UnB) para redução dos fatores atrativos da fauna.

Segundo o tenente-coronel Artur Rangel, do Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), cabe a Aeronáutica investigar a localização dos pontos atrativos para as aves. "Existem muitos urubus em Manaus e há um trabalho de remover as aves com maior incidência de colisão para um trabalho de manejo feitos pelos biólogos. O risco aviário envolve muitos órgãos para que, inclusive, o lixo do entorno do aeroporto seja combatido", explicou o coronel.

Durante as operações de fiscalização, o titular da Semulsp, Paulo Farias, afirmou identificar também áreas desertas utilizadas para a prática de oferendas. "Fazemos a coleta diária nos locais, mas sempre encontramos lixeiras viciadas com oferendas. Já apreendemos veículos que estava fazendo descarte clandestinos, mas insistimos que a população colabore porque a colisão de aves em aviões é algo muito perigoso que pode derrubar voos", disse.

Fonte: Girlene Medeiros (G1 AM) - Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM

domingo, 24 de março de 2013

Guerra cultural na Turquia alcança céus

Uniformes propostos para as comissárias de bordo da Turkish Airlines, incluindo saias longas e chapéus no estilo Otomano, criou debate sobre costumes do país refletidos na companhia.

Em foto de arquivo, piloto e comissárias de bordo se preparam 
para embarcar em avião da Turkish Airlines em 1974

Quando comissárias de bordo embarcavam em um avião da Turkish Airlines no final de 1940, elas usavam blusas de algodão embaixo de ternos azuis sob medida para acentuar "os contornos do corpo", de acordo com relatos sobre a história da moda da companhia. Nos anos 1960 e 1970 a tendência continuou, com modelos que poderiam ter saído das passarelas de Paris, destinados a mostrar o toque europeu da Turquia. Agora, os costumes do país se refletem em uma nova proposta: vestidos longos, saias abaixo do joelho e chapéus no estilo Otomano.

Sendo a Turquia um país onde aparentemente atos insignificantes podem se tornar assuntos sérios a respeito de sua identidade, esboços que vazaram na imprensa causaram confusão, provocando reações apaixonadas e positivas dos seculares e daqueles que apoiam as tradições na moderna Turquia e outros que nutrem nostalgia pelos dias do Império Otomano.

No Twitter, alguns turcos zombaram dos novos uniformes, pois lembravam os trajes utilizados no "Século Magnífico", uma popular novela turca sobre o reinado decadente do sultão Suleiman, o Magnífico, no século 16. A disputa só aumentou depois que a companhia aérea disse ter proibido o consumo de bebidas alcoólicas em alguns voos domésticos e internacionais.

Outros acharam o novo visual muito conservador, um esforço transparente para agradar as raízes islâmicas do Partido da Justiça e Desenvolvimento, chefiado pelo primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. O partido, que está no poder há uma década, realizou mudanças na cultura tradicionalmente secular, como a aceitação de véus islâmicos em público e em universidades e restrições a bebidas alcoólicas em determinados lugares.

Em um comunicado para a imprensa local, a Turkish Airlines tentou silenciar o tumulto, dizendo que o projeto vazou prematuramente e que é apenas uma opção entre muitas consideradas. "Entre aquelas opções que reinterpretam modelos tradicionais turcos, também existem as que se destacam por sua abordagem modernista."

Alguns acreditam que a Turkish Airlines, cujo controle acionário é 50% estatal, está simplesmente tentando agradar Erdogan - que quando não é acusado por seus adversários de ser um islâmico rígido, é considerado um sultão moderno por sua competência no poder. Em uma declaração escrita, o presidente do conselho administrativo da Turkish Airlines não negou que a companhia tentava agradar ao governo. Na verdade, confirmou que sim. "A visão da Turkish Airlines corresponde com a visão do nosso governo", disse o presidente, Hamdi Topcu. "Não há diferença entre eles e nós. Foi o governo que nos elegeu."

E acrescentou: "O governo da República da Turquia, que chegou ao poder através de eleições democráticas e ganhou a confiança de seu povo, representa os valores deste país."


O alvoroço atraiu atenção para a designer turca Dilek Hanif, que foi contratada pela companhia aérea para redesenhar os uniformes (foto acima). Dilek parece encapsular a diferença e diversidade cultural da Turquia: Favorita da cena de alta-costura de Paris, suas roupas são muitas vezes inspiradas pela moda otomana e aparentemente ela é a designer favorita da primeira dama da Turquia, Hayrunnisa Gul.

Em uma entrevista, Dilek disse que o projeto dos uniformes que apareceram online não eram definitivos. Ela atribuiu a reação negativa - especialmente daqueles que não encontraram nenhum significado cultural mais profundo e simplesmente desprezaram os esboços - à insensibilidade da indústria da moda, aparentemente tão feroz em Istambul, quanto em Nova York, Milão e Paris.

"Ao contrário das fotos que vazaram", disse, " também estamos trabalhando em uma série de projetos modernos."

Dilek disse que seus projetos sempre foram uma "síntese entre o Oriente e Ocidente", e que não está contente por ter sido empurrada para as linhas de frente da guerra cultural da Turquia. "Eu ainda estou trabalhando em diferentes desenhos, cores e alternativas", disse. "Quando os projetos estiverem concluídos, serão apresentados para a Turquia e para o mundo."

Fonte: Tim Arango (The New York Times) via iG

O caso Panair: o esquecimento de que a ditadura fazia mais que torturar


"No caso da repressão, talvez se chegue à punição ou, no mínimo, à identificação de militares torturadores, mas o papel da Oban e da Fiesp e de outros civis coniventes permanecerá esquecido nas brumas do passado, a não ser que a tal Comissão da Verdade siga a sugestão do [Carlos] Araújo e jogue um pouco de luz nessa direção também."

Luís Fernando Verissimo, na crônica Os coniventes, de 21 de março de 2013

"Cerveja que tomo hoje é
Apenas em memória dos tempos da Panair
A primeira Coca-cola foi
Me lembro bem agora, nas asas da Panair
A maior das maravilhas foi
Voando sobre o mundo nas asas da Panair

Conversando no bar (Canção de Milton Nascimento e Fernando Brant) 


Por Milton Ribeiro

Há alguns anos, esta canção de Milton Nascimento recuperou seu título original de Saudades dos aviões da Panair. Na época em que foi lançada por Elis Regina, em 1974, os autores tiveram receio de falar em Panair e em suas saudades da empresa logo no título da canção. Então, ela foi rebatizada para Conversando no Bar. Afinal, era proibido sentir saudades da enorme e respeitada empresa que, por ação dos militares, foi desmontada sem maiores explicações nos primeiros meses do Golpe de 1964. Num país pobre e quase desindustrializado, a existência da Panair do Brasil S. A. era motivo de orgulho nacional.


Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1965, 15 h. Um telegrama do Ministério da Aeronáutica chegou aos escritórios da Panair, a maior companhia aérea do país e uma das maiores do mundo. A mensagem era simples e dava conta de que o governo estava cassando seu certificado de operação em razão da condição financeira insustentável da empresa. O telegrama vinha assinado pelo ministro Eduardo Gomes. A Panair não tinha nenhum título protestado nem impostos atrasados, mas o telegrama adiantava que ela não tinha meios para saldar suas dívidas e que estava proibida de voar. Os dias eram assim, também cantava Elis, ou podiam ser assim. À noite, tropas do Exército invadiram os hangares da Panair e a Varig imediatamente assumiu todas as concessões de linhas aéreas e propriedades da concorrente. E conseguiu fazer isto sem atrasar nenhum voo. Provavelmente, tinha sido alertada sobre os caminhos se abririam para ela naquele grande abril.

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Bola de fogo cruza o céu da Costa Oeste dos EUA

Fenômeno, gravado por câmera de segurança, surpreendeu as pessoas.

Nasa diz que objeto pode ser meteoro, que se desintegrou na atmosfera.


Uma bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos Estados Unidos e surpreendeu as pessoas nesta sexta-feira (22). 

O fenômeno aconteceu por volta das 20h (local) em Seaford. Uma câmera de segurança de um estacionamento flagrou o objeto.

O chefe do escritório de meio ambiente da Nasa, Bill Cooke, disse que pode se tratar de um meteoro, que se desintegrou ao entrar na atmosfera da Terra. Estes objetos são considerados meteoritos apenas quando sobrevivem ao atrito com a atmosfera e conseguem chegar ao solo terrestre.


Fonte: G1 - Imagens: Reprodução/Globo News

Meteoro ilumina o céu durante a noite no leste dos EUA

Um meteoro luminoso o bastante para ser classificado como uma bola de fogo cruzou o céu sobre o leste da América do Norte, na noite de sexta-feira, transformando-se em um espetáculo presenciado por pelo menos 13 Estados norte-americanos, Washington D.C. e duas províncias canadenses, informou a Sociedade Americana de Meteoros.


A entidade contabilizou mais de 300 testemunhas de Ontário e Quebec, no Canadá, até o Estado da Carolina do Norte, no sul dos EUA, e ainda há mais de 100 relatos a serem revisados, disse Mike Hankey, um membro do órgão.

"Isso foi mais certamente uma bola de fogo vista em grande parte dos Estados do leste", afirmou Robert Lunsford, coordenador de bolas de fogo da entidade.

"Aconteceu em um bom momento, por volta das 20h de sexta, quando muitas pessoas puderam vê-la", disse Lunsford.

A Sociedade descreve uma bola de fogo como um meteoro mais brilhante do que Vênus, e Lunsford afirmou que elas podem ser até mais luminosas do que o sol, como foi o caso do que cruzou e explodiu sobre a Rússia no dia 15 de fevereiro.

Meteoros são pequenas partículas do sistema solar que queimam por fricção ao entrar na atmosfera terrestre.

Milhares de meteoros considerados bolas de fogo ocorrem todos os dias, a maioria deles longe dos olhares humanos, caindo no mar ou passando camuflados pela luz solar, informou a Sociedade em seu website.

A bola de fogo de sexta-feira foi vista em vários pontos da Costa Leste do EUA e até em alguns Estados sem contato com o mar, como Virginia Ocidental e Ohio, disse a entidade.


A provável trajetória da bola de fogo mostrou que ela partiu de leste, da Pensilvânia, passando por Nova Jersey e ao sul da cidade de Nova York, dirigindo-se em seguida para o Oceano Atlântico, de acordo com os relatos colhidos.

"No começo, pensei que a bola de fogo fosse um avião voando baixo", afirmou uma testemunha de West Chester, Pensilvânia.

Muitas testemunhas afirmaram que a bola de fogo foi o meteoro mais brilhante que já avistaram: "Ainda não consigo acreditar", afirmou uma pessoa em Boonsboro, Maryland.

Fonte: Daniel Trotta (Reuters) via G1 - Imagens: Reprodução

Inventado scanner holográfico na Rússia

O aparelho pode testar qualquer objeto, como por exemplo, um avião, quanto à sua capacidade de resistência.


Os cientistas russos da vila de Snezhinsk, na região sul dos Urais, souberam transformar ilusões numa realidade, tendo projetado um aparelho invulgar, chamado de scanner holográfico, que, por meio de um laser, pode testar qualquer objeto, por exemplo, um avião, quanto à sua capacidade de resistência.

O princípio de funcionamento é muito simples: o laser faz o scan de uma imagem, enquanto a aparelhagem digital transmite dados para o computador. Basta tocar na placa testada para ver expostas na tela todas as alterações ocorridas.

No lugar da placa pode ser colocado qualquer objeto. O laser é capaz de fazer o scan de uma partícula mesquinha de alguns microns ou um esférico com um diâmetro de alguns metros. Tudo isso se tornou possível graças a um fenômeno ótico impar que se chama holografia, constata o autor do projeto, Vladimir Gaponov.

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Ric Elias: As 3 coisas que descobri quando meu avião caiu

Ric Elias, CEO da empresa Red Ventures, tinha um assento na primeira fila no voo 1549 da US Airways, o avião que pousou no rio Hudson, em Nova York em janeiro de 2009. O que passou pela sua mente quando o avião desceu desgovernado? No TED, ele conta sua história ao público pela primeira vez.


Via ted.com

Aeronaves portáteis dão asas ao sonho humano de voar

O desejo de voar como os pássaros impulsiona as pesquisas científicas. Um robô já consegue decolar com simples bater de asas, mas os engenheiros não desestiram de sair do chão em sem a proteção de um cockpit.


O sonho de voar sempre mexeu com a curiosidade humana. O Futurando desta semana mostrou um robô que consegue repetir o movimento dos pássaros com exatidão. O Smartbird decola pela impulsão das próprias asas: a máquina consegue fazer o que muitos inventores tentaram repetir ao longo da história. O pioneiro foi o engenheiro alemão Otto Lilienthal, que no verão de 1891 deu asas à humanidade. A decolagem com um mecanismo que promovia a sustentação à vela – sem a ajuda de motores, foi a primeira de experimentos e pesquisas que seguem até hoje.

Uma empresa com sede na Suíça transformou o desejo de ganhar os ares em negócio e desenvolveu uma série de planadores muito leves. Diferente dos modelos tradicionais, que precisam do auxílio de motores externos, ele pode levantar voo com a impulsão do próprio piloto. Tradicionalmente a decolagem é feita com o auxílio de cabos de recolhimento rápido instalado nas pistas, carros ou mesmo outros pequenos aviões, que içam os planadores até as correntes térmicas que garantem a sua sustentação.

Os planadores criados pela Archaeopteryx podem decolar de maneiras tradicionais, mas a novidade é uma estrutura que permite que o piloto decole como se o avião fosse uma asa-delta. Em uma montanha própria para a prática do voo, o piloto carrega o avião nas costas e corre: após decolar, acomoda as pernas no cockpit e voa normalmente. A aeronave inteira pesa 54 quilos e, em um dia com condições propícias, pode voar até 400 quilômetros.

Otto Lilienthal foi o pioneiro da aviação a dar asas ao homem,
 criando diferentes equipamentos voadores

Homem-jato

Nos quadrinhos e na ficção, muitos personagens levantaram voo com a ajuda de propulsores. Na vida real, foi o suíço Yves Rossy que inaugurou o feito de voar com a ajuda de propulsores e asas. Em 2005 ele decolou pela primeira vez, mas conquistou seu lugar na história da aviação ao cruzar o Canal da Mancha em 2008. Com asas feitas de uma liga de carbono leve, sustentadas por quatro turbinas movidas a querosene, ele levou apenas 10 minutos para completar o percurso e atingiu velocidades de 200 quilômetros por hora. A aterrisagem é feita de paraquedas.

O aviador suíço, que ficou conhecido como Jetman, também sobrevoou o Brasil e, em sua página oficial na internet, publicou imagens da aventura sobre o Rio de Janeiro. Nos céus brasileiros, assim como na travessia do Canal da Mancha, Rossy iniciou o voo a partir de um helicóptero e percorreu alguns dos principais cartões postais da cidade.

Decolagem

O desafio de repetir o voo, mas saindo do chão sem a ajuda de nenhuma outra aeronave move novas pesquisas. Um grupo de jovens de Hannover, na Alemanha, trabalha no projeto Skyflash. Eles criaram uma espécie de mochila equipada com propulsores que, com asas acopladas, pretende fazer o piloto decolar como fazem os aviões. Os testes envolvem corridas em alta velocidade pela pista, com o piloto a poucos centímetros do chão. O modelo ainda não alcançou estabilidade de voo, mas já saiu do chão em alguns dos testes.

O time é bastante ativo nas redes sociais e informa com frequência sobre a evolução do projeto. “Ao pensar no projeto Skyflash é preciso eliminar a ideia clássica de avião e piloto”, explicou a equipe. O grupo afirma que nesse modelo específico o corpo do piloto é também parte do avião e, por isso, cada detalhe da anatomia precisa ser estudado como parte da aeronave.

Fonte: Ivana Ebel - Revisão: Francis França (Deutsche Welle)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Operário soterrado em obra no Aeroporto de Viracopos morre em hospital

Trabalhador teve 4 paradas cardiorrespiratórias em Campinas e não resistiu.

Outro homem teve escoriações leves e não corre risco de morte.

Área do canteiro de obras do Aeroporto de Viracopos onde houve o soterramento
Foto: Reprodução EPTV

O operário Cleiton Nascimento Santos, de 25 anos, um dois feridos na manhã desta sexta-feira (22) após um soterramento no canteiro de obras da ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), morreu após dar entrada no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. De acordo com informações da unidade médica, o trabalhador teve quatro paradas cardiorrespiratórias, chegou a ser reanimado, mas não resistiu. Um operário que trabalhava na mesma área teve escoriações leves, foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e levado para um posto médico no terminal.

Os trabalhadores se feriram quando trabalhavam em uma escavação na rede de água, próximo à torre da central de operações do aeroporto. O homem que sobreviveu tentou salvar o colega de trabalho e também foi soterrado. Os operários foram socorridos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros, com o apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar.

Operários e equipes de socorro no canteiro do Aeroporto de Viracopos
Foto: Reprodução EPTV

Um engenheiro de segurança do trabalho que não quis se identificar informou que foi ele quem retirou as vítimas do local e prestou os primeiros socorros. Após o acidente, as obras de ampliação foram suspensas e os outros trabalhadores dispensados.

A perícia da Polícia Civil chegou ao aeroporto no começo da tarde desta sexta. Diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Campinas e Região acionaram uma equipe do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para avaliar as condições de trabalho na área.

No destaque, o local onde os operários foram soterrados
Foto: Reprodução/Câmera Aeroportos Brasil

 Em nota enviada na tarde desta sexta-feira, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos e o Consórcio Construtor de Viracopos informaram que prestaram imediato atendimento aos dois operários e que se solidarizam com os familiares, a quem prestarão a assistência necessária.

A concessionária também afirma que deu início ao processo de apuração dos fatores e das causas do acidente, que serão divulgadas assim que concluídas, mas reitera que as obras de construção do novo terminal de Viracopos seguem as normas e padrões de segurança.

Novo terminal está previsto para 2014

A área onde ocorreu o soterramento irá abrigar o novo terminal de passageiros do Aeroporto de Viracopos com capacidade para receber 14 milhões de pessoas por ano. A previsão é que as obras sejam concluídas em maio de 2014, segundo a concessionária.

O novo prédio terá 28 pontes de embarque, um edifício-garagem com 4 mil vagas, novas pistas de taxiamento e um novo pátio para aeronaves. Segundo o presidente da Aeroportos Brasil Viracopos, Luiz Alberto Küster, serão investidos R$ 2,06 bilhões nas obras.

Perspectiva com o plano de ampliação de Viracopos
Foto: Divulgação/Aeroportos Brasil Viracopos

Fonte: G1 Campinas e Região

Homem finge ser piloto e tenta decolar avião

Francês foi detido, depois de ser apanhado dentro de avião da US Airways.

Um francês fingiu ser piloto e entrou no cockpit de um avião da US Airways, pronto para decolar, no Aeroporto Internacional de Filadélfia, nesta quarta-feira. As autoridades acabaram por deter Philippe Jernnard, de 61 anos (foto ao lado).

Philippe passou despercebido, tal como um piloto. O homem usava uma camisa com o logo da Air France e usava um casaco preto, semelhante àqueles que os pilotos usam. Além disso tinha, também, um cartão de identificação da Air France, que, afinal, era contrafeito. No avião, identificou-se como um piloto de 747, da Air France.

Segundo o canal de televisão, "KYW", o francês, que tinha um bilhete de passageiro, tentou mudar de classe, sem sucesso. Já no avião, foi descoberto sentado, atrás do lugar do piloto. A polícia está a investigar de que forma o homem conseguiu entrar no cockpit.

Para além de ter sido retirado do voo, Philippe Jernnard foi detido e é acusado de falsificação de documentos, fingir que era outra pessoa e de ofensa criminal. Também deverá ser acusado de violação de lei federal pelo FBI. O valor da sua fiança é de mais de 700 mil euros.

O caso lembra a história de Frank Abagnale Jr., retratado pelo ator Leonardo DiCaprio
no filme "Agarra-me se Puderes" ('Catch Me If You Can')

Fontes: tvi24 (Portugal) / Site Desastres Aéreos - Fotos: Reprodução

Manutenção de avião deve ser regular

A fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em empresas de Táxi Aéreo pode demorar até seis meses para ser realizada.

Pelo menos é o que dizem funcionários de algumas empresas que atuam no Pará - Estado que concentra a terceira maior frota de táxi aéreo do país, de acordo com a Associação Brasileira de Táxi Aéreo (ABTAer).  

Vistorias inesperadas podem acontecer, mas apenas quando há denuncias de supostas irregularidades que contribuem para a ocorrência de acidentes.

Somente no passado, a Anac contabilizou 173 acidentes aeronáuticos no Brasil, nove deles em território paraense. Na semana passada, o advogado da ABTaer, Georges Ferreira, criticou a pouca atuação da Agência em toda a Região Norte.

A Agência tem o caráter de regulamentar, normalizar e fiscalizar as empresas de serviço aéreo no país. Neste sentido, a Anac estabelece as normas e parâmetros de segurança para que as empresas possam operar, entre a manutenção das aeronaves, a cada 50 horas de voo.

A Anac não divulgou o número de profissionais atuantes no Pará, que não possui mais um escritório. Em todo o Estado existem 200 pistas de pouso e decolagem homologadas, mas há cerca de duas mil não homologadas, segundo a ABTAer.

De acordo com o diretor comercial da Pilar Táxi Aéreo, Rodrigo Saraiva, a companhia recebe a visita dos agentes de fiscalização a cada seis meses, porém existem ocorrências de fiscalizações surpresas feitas pela Anac. “Geralmente as fiscalizações duram cerca de três dias, sendo que nos dois primeiros ela (a Anac) verifica a documentação da empresa, das aeronaves e dos pilotos. O terceiro dia é para inspecionar os aviões”, esclareceu.

Rodrigo explicou que durante a fiscalização, os pilotos passam por uma entrevista a fim de averiguar as horas de voo de cada um, bem como a formação que tiveram. No ano passado, a Anac desenvolveu 480 atividades de fiscalização no Estado.

O diretor de operações da Norte Jet Táxi Aéreo, Haroldo Canizo, prefere trabalhar com a possibilidade de que a qualquer momento a Anac pode fazer uma vistoria em sua empresa. “Toda companhia precisa trabalhar conforme prevê a regulamentação. No caso das companhias de táxi aéreo, todas possuem o mesmo formato e possuem diretorias de operação e manutenção de aeronaves”, comentou.

Em relação a capacidade de passageiros e de carga que podem ser transportados, tanto Rodrigo quanto a própria Agência ressaltam que varia de acordo com o tipo e modelo da aeronave. No caso de pessoas, a capacidade pode chegar a 30 passageiros e mais a tripulação.

Entretanto, Rodrigo destaca que a quantidade de passageiros em táxi aéreo sempre deve ser de um número par. No caso do Pará, a maior incidência de voos fretados é em aeronaves com capacidade para até oito passageiros. “Dificilmente, aqui, há voos com 12 passageiros e se acontecer de serem nove passageiros, por exemplo, certamente um deles está no lugar do copiloto”, frisou.

Tal procedimento só é permitido em voos visuais, cuja presença do copiloto não seria obrigatória. No caso do bimotor, prefixo PT-VAQ, que caiu em Monte Dourado, no município de Almeirim, no oeste paraense, eram nove passageiros e mais o piloto a bordo do avião. Ninguém sobreviveu.

Ambos os diretores optaram por não tecer nenhum comentário sobre esta tragédia, mas Rodrigo destaca que é importante fazer a manutenção periódica dos aviões. “A confiança na aeronave está ligada à manutenção que precisa ser realizada a cada 50 horas de voo”, ressaltou. Em 2012 foram feitas no Pará 480 atividades de fiscalização.

Fonte: Diário do Pará

Problema em aeronave interdita pista do Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS)


O avião Embraer EMB-810D Seneca III, prefixo PT-RSI, teve um problema técnico por volta das 16h desta quinta-feira (21), e chegou a interditar a pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

De acordo com testemunhas, um avião da empresa TAM, que vinha de São Paulo (SP), teve de sobrevoar o aeroporto, por vinte minutos, até a retirada da aeronave da pista.

“Quando cheguei por volta de 16h, o bimotor estava parado ali”, apontou para a pista o administrador Alexandre Oliveski, 32. “Parece que o avião da Tam ficou sobrevoando o aeroporto até a retirada da aeronave”, conta o administrador que esperava a mãe, que vinha da capital paulista, nesse mesmo avião comercial que citou.

O bimotor que estava em um hangar da empresa Amapil Táxi Aéreo, teve um problema na bequilha (trem de pouso), durante a decolagem.

De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), o trem de pouso recolheu no momento da decolagem. A Infraero informa que por conta do incidente, não houve atraso e nem cancelamento de pousos e decolagens.

Segundo a Amapil o pneu do trem de pouso furou. A aeronave, sem passageiros decolaria com destino ao aeroporto Santa Maria, também em Campo Grande. Uma equipe da Amapil retirou o avião de pequeno porte, enquanto funcionários da Infreaero faziam as devidas fiscalizações.

Fonte: Diego Alves (Midiamax) - Foto: Luiz Alberto

Aeroporto de Campo Grande opera sem restrições após problemas em avião

O aeroporto Internacional de Campo Grande opera normalmente, sem restrições de pousos e decolagens nesta sexta-feira (22).

De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), há registro de sete voos domésticos, sem cancelamentos e atraso.

O avião bimotor prefixo PT-RSI, teve um problema técnico por volta das 16h desta quinta-feira (21), e chegou a interditar a pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Campo Grande.

A aeronave de pequeno porte foi retirada ontem mesmo da pista, para que os funcionários da Infraero façam as devidas fiscalizações.

Fonte: Natália Gonçalves (Midiamax)

Avião com destino a Cuba faz pouso de emergência em Ottawa, no Canadá

Pouso foi devido à presença de fumaça na cabine.

Aeronave aterrissou sem problemas e não havia fogo a bordo.

Passageiros do voo para Cuba aguardam no aeroporto de Ottawa após o pouso forçado

Um avião que havia partido de capital canadense Ottawa com destino a Cuba com 170 passageiros a bordo precisou realizar um pouso de emergência no aeroporto do qual acabava de decolar na manhã desta sexta-feira (22) devido à presença de fumaça na cabine, informou a rede pública canadense CBC.


O pouso de emergência foi confirmado à AFP por uma porta-voz do aeroporto, Krista Kealey, que informou que o avião aterrissou sem problemas e que não havia fogo a bordo.

Segundo a CBC, o Boeing 737-800 da companhia Sunwing tinha como destino Varadero, uma das estações balneárias cubanas frequentada todos os anos por centenas de milhares de turistas canadenses.

O trajeto realizado pela aeronave

Fonte: France Presse via G1 - Fotos: Stu Mills (CBC) / ottawacitizen.com

Gol oferece remarcação gratuita de voo para 6 horas antes ou depois

Possibilidade de pegar outro voo depende da disponibilidade de lugares.

Por enquanto, alteração só pode ser feita no balcão ou em tótens.

A companhia aérea Gol anunciou nesta quinta-feira (21) que seus passageiros poderão antecipar ou postergar os seus voos originais em até 6 horas, sem custo, desde que haja lugar no novo voo desejado e que seja respeitado um limite de tempo.

Por enquanto, a alteração é realizada somente no balcão da companhia ou nos tótens de autoatendimento dos aeroportos. “Em breve iremos disponibilizar a alteração de passagens sem cobrança de taxa para celulares e internet”, afirmou a empresa, em nota.

Para usar o benefício, o cliente precisa respeitar a “janela” de 6 horas antes ou depois do voo original, sendo que, para postergar, é necessário alterar a passagem uma hora antes da partida do voo previamente adquirido, para que não se configure "no show" -- quando o cliente simplesmente não comparece ao check-in ou ao portão de embarque. A remarcação em outro horário só poderá ser feita para o mesmo destino. 

Fonte: G1, em São Paulo

Expedição resgata no fundo do mar motores antigos de nave espacial

Peças podem ter sido da Apollo 11, primeira missão a levar o homem à Lua.

Objetos estavam a 4 km no fundo do oceano; resgate durou três semanas.

Peça de foguete que pertencia a uma das missões Apollo, no fundo do oceano

Uma expedição particular resgatou das profundezas do Oceano Atlântico restos dos motores do foguete que levou uma das naves das missões Apollo ao espaço, informou a agência espacial americana (Nasa). É possível que as peças tenham sido usadas na missão Apollo 11, a primeira a levar o homem à Lua, em julho de 1969, segundo agências internacionais.

A expedição que encontrou as peças, que estavam no fundo do oceano há cerca de 40 anos, durou três semanas e foi capitaneada pelo presidente da empresa de comércio eletrônico Amazon, Jeff Bezos, segundo a agência Associated Press. O anúncio da descoberta foi feito na quarta-feira (20).

Motor de foguete do modelo Saturn, em foto de 1963 - Foto: AP Photo/Nasa

Boa parte das missões Apollo foram lançadas ao espaço com o uso de foguetes Saturn V, nas décadas de 1960 e 1970 - é a este modelo de foguete que pertenceram as peças encontradas.

Uma das missões, a Apollo 11, levou os primeiros homens à Lua, em 20 de julho de 1969. A bordo estavam os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin – os primeiros a pisar na Lua – e Michael Collins, que não pôde descer porque ficou no módulo de comando.

"Encontramos muitas coisas. Descobrimos um maravilhoso mundo submarino, um incrível jardim de esculturas de motores F-1", afirmou o presidente da Amazon após a missão, batizada de "Bezos Expeditions". As peças encontradas "servem de prova do programa Apollo", disse ele, segundo a agência AFP.


Apollo 11

No ano passado, Bezos e sua equipe usaram sonares e anunciaram ter localizado as peças a cerca de 4 km no fundo do Oceano Atlântico. Eles disseram se tratar dos motores que levaram ao espaço a famosa nave Apollo 11.

Agora, porém, o presidente da Amazon diz que não é possível dizer em qual missão foram utilizadas as peças, já que os números de série estão corroídos e não podem ser lidos. Podem ter pertencido à Apollo 11 ou a alguma das outras missões, segundo as agências internacionais. A Nasa está ajudando a identificar a origem dos objetos.


Bezos disse que sua equipe irá fazer um trabalho de restauração das peças. "Fotografamos muitos objetos belos no lugar e recuperamos muitas peças de qualidade. Cada peça que trazemos evoca, para mim, milhares de engenheiros que trabalharam de forma conjunta para conseguir o que, naquele momento, se pensava que seria algo impossível", ressaltou.

Ainda não se sabe quando ou onde os objetos vão ser expostos, mas o presidente da Amazon pretende colocá-los em um museu localizado em Washington, nos EUA.

"Este é um achado histórico e parabenizo a equipe por sua determinação na recuperação destes importantes artefatos de nossos primeiros esforços para enviar seres humanos além da órbita da Terra", afirmou o diretor da Nasa, Charles Bolden.




Técnicos inspecionam peça de motor resgatada a 4 km no fundo do mar

Estrutura do foguete Saturn V encontrada no fundo do mar

Fonte: G1 - Fotos: Bezos Expeditions/AP

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'Nunca saberei por que Armstrong foi o 1º a pisar na Lua', diz Buzz Aldrin.

Falta de aprovação da Anac adia retomada de voos em Varginha, MG

Operações deveriam ter voltado nesta quinta-feira (21).

Expectativa é de que adequações sejam feitas até o próximo dia 1º de abril.


Sem a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os voos comerciais do aeroporto de Varginha (MG) continuam suspensos. A previsão de retomada seria nesta quinta-feira (21), mas foi adiada pela segunda vez.

Segundo a Anac, a liberação não foi dada porque o aeroporto ainda tem restrições, principalmente na infra-estrutura. As soluções para estes problemas precisam ser apresentadas para que os voos, suspensos há um mês, sejam liberados.

Mesmo com o novo angar de embarque e desembarque, o aeroporto está vazio. A empresa Azul – Trip, que opera no local, não tem autorização para pousos e decolagens. Os funcionários continuam trabalhando e aguardam uma definição para o problema.

Quem sofre com a indefinição são as pessoas que precisam dos voos, como é o caso do empresário Breno Palhares. “Eu trabalho com exportações e agora preciso encontrar alternativas para driblar a falta de voos regulares”, comentou.

Segundo o diretor do aeroporto, Rogério Evaristo, um problema no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), impede os voos. “A nota divulgada pela empresa Azul-Trip inclui voos para Campinas e Resende (RJ), mas neste último aeroporto, algumas obras impedem que a rota seja cumprida”, disse.

Por e-mail, o aeroporto de Resende informou que as atividades para pouso e decolagem estão normais. Segundo os administradores, não há nenhum impedimento nas condições da pista.

Já a companhia aérea disse que as operações em Varginha serão retomadas assim que o pedido de horários de transportes for aprovado pela Anac. A assessoria de imprensa da Azul-Trip afirmou que os voos devem ser retomados a partir do dia 1º de abril.


Fonte: G1 Sul de Minas - Foto: Reprodução/EPTV

Beechcraft vai à Justiça contra compra de aviões Embraer pelos EUA

Embraer ganhou licitação para vender aviões à Força Aérea dos EUA.

Na semana passada, Força Aérea decidiu manter contrato.

Super Tucano A-29, da Embraer

A fabricante norte-americana de aeronaves Beechcraft disse nesta quinta-feira (21) que está processando a Força Aérea dos Estados Unidos para paralisar um polêmico contrato vencido pela fabricante brasileira de aeronaves Embraer e a sua parceira norte-americana, enquanto auditores federais revisam o protesto da Beechcraft contra o contrato.

A Força Aérea autorizou na semana passada que a Sierra Nevada e a Embraer continuassem trabalhando em um pedido de US$ 428 milhões por 20 aeronaves leves de ataque para o Afeganistão, descartando uma ordem de paralisação emitida após um protesto registrado pela Beechcraft junto à agência de controle de contas do governo dos EUA.

Nesta quinta-feira, a Beechcraft desafiou a decisão da Força Aérea de permitir a continuação do programa ao entrar com um processo na Corte de Reivindicações Federais dos EUA.

O processo da Beechcraft nesta quinta-feira é a mais recente ocorrência numa contínua disputa sobre encomendas afegãs por aeronaves – uma disputa que atraiu a ira do governo brasileiro e que pode complicar planos norte-americanos de deixar o Afeganistão em 2014.

A Sierra Nevada, que tem capital fechado, disse que ela e a Embraer estão avançando no Apoio Aéreo Leve (LAS, na sigla em inglês) da Força Aérea dos EUA. "Entendemos completamente a urgência dessa missão e pretendemos providenciar um produto superior dentro do cronograma", disse a Sierra Nevada em comunicado, acrescentando que o contrato vai sustentar mais de 1.400 postos de trabalho nos EUA.

A Embraer firmou na semana passada acordo de arrendamento de uma instalação em Jacksonville, Flórida, onde planeja montar os 20 A-29 Super Tucanos a serem entregues no Afeganistão.

"Continuaremos a cumprir as nossas obrigações contratuais de apoiar o programa", afirmou a Embraer em nota nesta quinta-feira.

"O A-29 Super Tucano, que foi selecionado pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF, na sigla em inglês) no dia 27 de fevereiro, será produzido por trabalhadores americanos em Jacksonville, no Estado da Flórida, e sustentará mais de 1.400 empregos nos Estados Unidos. Estamos orgulhosos de apoiar os EUA e as suas nações parceiras nessa importante e crítica missão", afirmou a empresa.

Na semana passada, a empresa brasileira afirmou que está pronta para iniciar a produção do avião de ataque leve Super Tucano nos Estados Unidos e demonstrou confiança na resolução dos questionamentos sobre a licitação.

"A produção já começa tão logo tenha a confirmação do programa", afirmou o vice-presidente financeiro da fabricante brasileira de jatos, José Filippo, em teleconferência com jornalistas.

A Força Aérea está se apressando para levar novas aeronaves ao Afeganistão e para treinar pilotos para conduzi-las enquanto as forças norte-americanas se preparam para deixar o país após uma década de guerra.

A Beechcraft emergiu da concordata no mês passado. A fabricante de aeronaves afirmou que a decisão da Força Aérea de dar prosseguimento ao contrato de "mal orientada".

Fonte: Reuters via G1 - Foto: Divulgação/Embraer