domingo, 7 de setembro de 2014

sábado, 6 de setembro de 2014

Sindicato Nacional dos Aeronautas cobra R$ 100 milhões da Gol

Por meio do SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), os trabalhadores da Gol devem entrar na semana que vem com uma ação coletiva contra o modelo de remuneração da companhia aérea.

A conta é estimada em de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões, considerando o pagamento retroativo dos últimos cinco anos a 5.000 pilotos e comissários.

Há ainda a conta futura, com a inclusão do item na folha de pagamentos. 

Salário variável

A disputa é relativa ao "descanso semanal remunerado": segundo os trabalhadores, a companhia aérea não paga o descanso remunerado na parte variável do salário.

O salário dos aeronautas é dividido em um valor fixo e em um variável, que depende das horas efetivamente voadas.

Na remuneração fixa são considerados os 30 dias, mas na variável, apenas 22.

Os trabalhadores cobram o pagamento da parcela variável proporcional aos oito dias de descanso.

Diante do fracasso das negociações com a Gol, os trabalhadores decidiram por unanimidade, em assembleia realizada no dia 7 de agosto, entrar com a ação judicial.

Procurada, a Gol afirmou que não vai comentar.

O sindicato também tenta negociações com a Avianca, mas a expectativa é que as conversas também terminem na Justiça.

De acordo com o Sindicato, a TAM paga o descanso social remunerado sobre o salário variável há mais de dez anos.

A Azul passou a pagar no início deste ano, na época da integração com as carreiras dos tripulantes da Trip.

Recentemente, o sindicato conseguiu fazer acordo com a Absa, empresa de cargas do grupo Latam (dono da TAM), que deve honrar os pagamentos retroativos.

Há ainda negociações em andamento com outras empresas de carga.

Os trabalhadores dão como certa uma vitória na Justiça pois há casos de "dezenas de trabalhadores" que conseguiram incluir a conta na indenização trabalhista após se desligar da Gol.

Fonte: Mariana Barbosa (Folha de S.Paulo)

Colisão com pássaro faz Boeing da GOL retornar ao aeroporto do RJ

O Boeing 737-800, prefixo PR-GXC, da GOL, realizando o voo G3-2115 do Rio de Janeiro, para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), na terça-feira (2), estava na subida inicial após a decolagem do Aeroporto Santos Dumont, quando uma ave foi ingerida pelo motor direito da aeronave.

A tripulação interrompeu a subida aos 5.000 pés e desviou para o Aeroporto do Galeão, onde realizou um pouso seguro na pista 15, cerca de quinze minutos após a partida. O voo foi cancelado.

Fonte: Aviation Herald

Avião cancela decolagem em Macapá após suspeita de pane hidráulica

Incidente ocorreu por volta de 7h em voo que seguia para Belém, no Pará.

Em nota a TAM explicou que aeronave precisou fazer 'manutenção corretiva'.

Passageiro registrou local de manutenção em aeronave
Foto: Fabrício Guterres/Arquivo Pessoal

Uma pane hidráulica ainda na pista fez com que um voo da empresa TAM deixasse de decolar por volta de 7h desta sexta-feira (7) no Aeroporto Internacional de Macapá. Os cerca de 100 passageiros foram retirados para o saguão e estão esperando há cerca de 6 horas. A aeronave permanece em manutenção na pista. O voo seguiria para Belém, no Pará, de onde os tripulantes seriam realocados para outras conexões. 

A demora e a falta de informações por parte da companhia aérea revoltaram alguns passageiros, que alegaram a perda de compromissos em outros estados, como o caso de 20 atletas da equipe Master de natação do Amapá, que competem na manhã de sábado (6) em Fortaleza. Até o fechamento da reportagem, apenas uma parte dos nadadores havia sido direcionada a outro embarque.

Equipe de natação master espera remarcação de voo
Foto: John Pacheco/G1

“Entendemos que esses problemas acontecem sempre, mas a indignação é que a empresa não nos dá uma resposta, nem alimentação, nem nada. Temos que competir e precisamos de descanso, de justificativas. Espero que meus colegas cheguem a tempo para competir”, disse o atleta Pedro Paulo, de 49 anos.

O problema na aeronave foi informado pelos pilotos aos passageiros, mas nem a TAM e nem a Infraero confirmaram oficialmente a causa do problema. A pastora Raquel Bossas, de 65 anos, relatou que além do transtorno, ficou assustada com os ruídos antes da paralisação da decolagem.

“Estávamos dentro da aeronave quando ouvi um barulho muito forte, pareciam duas portas de ferro se encostando e era ensurdecedor. O susto foi grande porque não eram sons normais em um voo”, relatou Raquel, que iria viajar para Natal, no Rio Grande do Norte.

Pastora Raquel Bossas diz que não teve respostas
sobre novo embarque - Foto: John Pacheco/G1

Em nota enviada por email à redação do G1 neste sábado (6) a TAM explicou que a aeronave que decolaria de Macapá para Belém precisou passar por manutenção. "A TAM Linhas Aéreas informa que o voo JJ 3433 (Macapá-Belém-Brasília), que decolaria ontem [sexta-feira] às 6h45 foi cancelado por necessidade de manutenção corretiva. Os clientes receberam a assistência necessária e foram acomodados em outros voos da companhia e de empresas congêneres. A companhia lamenta os transtornos e ressalta que a segurança de voo é um valor imprescindível, todas suas ações visam a garantir uma operação segura". 

Fonte: John Pacheco (G1)

Casal americano multimilionário morre em queda de avião

Acredita-se que casal perdeu sentidos após despressurização da cabine.

Aeronave voou no piloto automático até cair perto da costa da Jamaica.

As autoridades jamaicanas localizaram parte da fuselagem de um pequeno avião particular que caiu na sexta-feira (5), no litoral do país, após a aeronave voar no piloto automático. O avião seguia de Nova York para a Flórida, mas alterou seu curso, gerando um alerta de segurança nos EUA. 

Larry e Jane Glazer, conhecido e multimilionário
casal de Rochester, morreram na queda - Foto: AP

No avião viajavam Larry Glazer e Jane Glazer, um conhecido e multimilionário casal de Rochester, do estado de Nova York. Ele era diretor de uma empresa imobiliária e parte ativa da alta sociedade nova-iorquina.

Acredita-se que ambos perderam os sentidos por falta de oxigênio, seguramente devido a uma despressurização da cabine. A aeronave era pilotada pelo próprio Larry Glazer, que, segundo amigos, era um piloto experiente e seguro.

"Aparentemente eles perderam a consciência e o avião continuou sozinho até que entrou no espaço aéreo da Jamaica", disse a Aviação Civil da Jamaica.


De fato, os tripulantes de dois F-15 americanos que puderam fazer um acompanhamento do pequeno avião viram o piloto inconsciente e as janelas congeladas, sinal de que a cabina teria perdido pressão e oxigênio em pleno voo.

Segundo Basil Jarrett, das Forças de Defesa da Jamaica, foram encontrados destroços do pequeno avião no litoral de Puerto Antonio, uma cidade turística da Jamaica, assim como um pouco de combustível sobre a superfície do mar.

O pequeno avião tinha partido por volta das 9h30 (hora local) de Nova York rumo a Naples, na Flórida (EUA). As autoridades americanas se alarmaram quando não aterrissou no aeroporto previsto, mas continuou o voo, sem que os ocupantes atendessem às chamadas por rádio.

O último contato dos controladores aéreos americanos com o pequeno avião, de um só motor, aconteceu às 11h locais, segundo detalhou a Autoridade de Aviação Civil da Jamaica em comunicado.


O aparelho Socata TBM700N (TBM900), prefixo N900KN, que foi escoltado por forças americanas, chegou a sobrevoar espaço aéreo cubano e finalmente caiu sobre o mar a 22 quilômetros a nordeste da Jamaica.

Fontes: EFE via G1 / ASN

Queda de helicóptero mata três pessoas no Peru

Acidente foi registrado por volta do meio-dia nos arredores do distrito de Puquio, pertencente à província de Lucanas. 


Três pessoas morreram nesta quinta-feira na queda do helicóptero Aérospatiale SA 315B Lama, prefixo OB-1884-P, da empresa privada Helinka, na serra sul do Peru.

O acidente foi registrado por volta do meio-dia da quinta-feira (4) nos arredores do distrito de Puquio, pertencente à província de Lucanas, na região de Ayacucho, mas ainda as causas da queda da aeronave e as identidades dos viajantes ainda são desconhecidas.

O helicóptero tinha partido de Cuzco e se dirigia rumo a Nazca, no litoral sul do Peru, em um trajeto de mais de 500 quilômetros onde se atravessa a cordilheira dos Andes.

A aeronave pertencia à empresa Helinka, que oferece voos comerciais de tipo charter e de transporte de passageiros e de carga, além de voos especializados para diversos trabalhos aéreos.

Um grupo de agentes da PNP partiu na tarde de Puquio até o local do acidente para obter informação que contribua com mais dados à investigação.

Fontes: EFE via Exame.com / ASN - Foto: rpp.com.pe

EUA dizem que avião charter pousou no Irã por 'questão burocrática'

Departamento de Estado negou pouso forçado por caças iranianos. 

Avião partiu de base no Afeganistão e tinha Dubai como destino.


Um avião charter que voava da base aérea norte-americana de Bagram, no Afeganistão, para Dubai foi encaminhado para Bandar Abbas, no Irã, nesta sexta-feira (5), devido a "uma questão burocrática", disse um funcionário do Departamento de Estado norte-americano.

"Um avião charter Fly Dubai voando a partir de Bagram Air Field para Dubai foi desviado para Bandar Abbas, no Irã, por causa de um problema burocrático hoje", afirmou a autoridade.

"Diferentemente das notícias divulgadas na imprensa, este avião não foi forçado a pousar pelas Forças Armadas iraniana", acrescentou o funcionário. "A questão parece ter sido resolvida, e esperemos que o avião decole em breve." 

O jornal The Washington Post havia informado que caças iranianos tinham forçado um avião que transportava cerca de 100 norte-americanos e, possivelmente, dois canadenses, a pousar no Irã.


Fonte: Reuters via G1 - Imagens: Reprodução

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Elementos duros que podem ser do MH370 são identificados no Índico

Especialistas fazem buscas com sonares em zona remota do oceano.

Avião da Malaysia Airlines desapareceu em 7 de março com 239 pessoas.

Zhang Yongli, cuja filha Zhang Qi estava no voo MH370, abraça os brinquedos 
da menina enquanto posa para foto em Pequim, em 22 de julho

A Austrália, que lidera as buscas para encontrar o avião do voo MH370, desaparecido desde março, anunciou nesta sexta-feira (5) ter identificado no leito do Oceano Índico elementos duros como o metal, que podem, no entanto, ser apenas características geológicas.

Os especialistas realizam buscas com sonares em uma zona remota do Índico, antecipando uma fase seguinte de buscas submarinas para encontrar o avião.

O voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu no dia 7 de março com 239 pessoas a bordo, em sua maioria cidadãos chineses, quando se dirigia de Kuala Lumpur a Pequim. A aeronave desviou completamente de sua trajetória, por razões desconhecidas, e teria caído no sul do Índico. Seis meses após seu desaparecimento não há rastros do avião.

Segundo um porta-voz do Escritório Australiano de Segurança Aérea (ATSB), os sonares 'podem identificar vários graus de dureza, mas não distinguir entre o metal duro de um avião ou a rocha dura do leito do oceano'.

'A maioria dos rastros de dureza encontrados são provavelmente' o resultado de 'características geológicas, mais que objetos fabricados pelo homem', acrescentou.

Várias hipóteses surgiram para explicar o desaparecimento do voo MH370. A mais plausível é, segundo os investigadores, que ocorreu no avião uma queda brusca do nível de oxigênio, que deixou a tripulação e os passageiros inconscientes. A aeronave teria seguido voando com piloto automático até cair no mar por falta de combustível.

Fonte: France Presse via G1 - Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Avião desgovernado sobrevoa Cuba e cai na costa da Jamaica

Monomotor voava a caminho de Cuba; piloto estava desacordado.

Empresário e sua mulher morreram.


Um pequeno avião particular americano Socata TBM700N (TBM900), prefixo N900KN, caiu nesta sexta-feira (5) perto da costa leste da Jamaica e duas pessoas morreram. Equipes de buscas e resgate, incluindo um avião militar e um helicóptero, estão a caminho do local, segundo a aviação civil do país. O avião caiu a 22,5 quilômetros a norte de Port Antonio, disseram autoridades de aviação civil dos EUA e da Jamaica.

O monomotor estava desgovernado a caminho de Cuba. Autoridades dos Estados Unidos acreditam que o piloto e os passageiros pudessem estar desacordados, segundo a rede de TV americana CNN. 

Uma autoridade do condado de Nova York afirmou que um empresário norte-americano e sua mulher estavam a bordo. Os dois morreram, segundo a chefe executiva do condado de Moroe, Maggie Brooks, que deve conceder coletiva de imprensa ainda nesta sexta, de acordo com a Reuters. Ainda não se sabe se havia mais pessoas à bordo.

A guarda costeira dos EUA também está a caminho, segundo as forças de defesa da Jamaica.

Ouça a última transmissão de áudio da aeronave

   

O voo decolou do aeroporto internacional de Rochester, em Nova York, a caminho do aeroporto municipal de Naples, na Flórida, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês).

De acordo com o Comando de Defesa Aeroespacial Norte-Americana, a aeronave foi acompanhada por caças militares F-15 dos EUA, até entrar no espaço aéreo cubano. Depois disso, os caças se foram.


A CNN reportou que os pilotos dos F-15 que escoltavam o monomotor puderam ver que o piloto estava inconsciente e que havia gelo na janela da cabine. Controladores de voo dos Estados Unidos acompanhavam na costa da Flórida o avião, cujo piloto não respondeu a contatos por rádio.

A aeronave estava a uma altitude de 7.62 km (25 mil pés) sobre o oceano Atlântico, de acordo com uma porta-voz da FAA.

"O piloto não respondeu a chamados por rádio desde as 10h da manhã (horário local)", disse a FAA. A aeronave, um Socata TBM-700, caiu às 14h15 locais (15h15, no horário de Brasília, indicou uma autoridade à agência France Presse.

Ted Soliday, diretor do aeroporto de Naples, disse à CNN que o avião tem seis assentos, mas que não sabe quantas pessoas estavam à bordo.


O aparelho havia decolado pouco após as 8h (horário local) de Rochester, no estado de Nova York, com destino a Naples, na Flórida.

Os detalhes sobre o acidente ainda são escassos, segundo a autoridade americana, que disse "aguardar novas informações sobre a situação".

O acidente foi acompanhado em redes sociais. Usuários do Twitter comentam o caso desde o momento em que os caças americanos acompanhavam a pequena aeronave, até ela sair dos radares e a queda ser confirmada.

Usuários do Twitter acompanharam o caso do avião americano desgovernado
antes de sua queda nesta sexta-feira (5), na costa leste da Jamaica

Fontes: G1 / ASN - Fotos: Twitter / Reprodução

Avião que caiu em Piracuruca (PI) fica "entalado" em Buriti dos Lopes

Asa da aeronave colidiu em um poste de energia elétrica na BR-343.










O avião que caiu no município de Piracuruca, no início desta semana, estava sendo transportado por uma carreta até a sede da Polícia Federal (PF) em Parnaíba, que investiga o caso. Na saída do município de Buriti dos Lopes, as asas bateram em dois postes de energia e a aeronave ficou "entalada", bloqueando a pista nos dois sentidos. A carreta não consegue se movimentar e os carros estão usando uma via alternativa para conseguir trafegar pela BR 343 no trecho Parnaíba/Buruti dos Lopes.

A ponta de uma das asas quebrou. Como o avião está abastecido, a polícia, que já isolou o local, está analisando alternativas para retirar a aeronave, já que não podem ser usados maçaricos para cortar as ferragens por conta do risco de incêndio.

Na tarde desta sexta-feira (05), o delegado Alexssandro Uchôa, que a perícia feita por equipes da PF constatou vestígios de drogas dentro do avião. A Aeronáutica também confirmou que a aeronave é clonada e voava de forma clandestina.

Avião bateu em poste durante transporte para a cidade de Parnaíba
Foto: Kairo Amaral/Portal Costa Norte

Fonte: Sana Moraes (cidadeverde.com) - Fotos (exceto a doto acima): Calixto Dias/TV Cidade Verde

Por que aviões diminuem as luzes na aterrissagem e decolagem?


É noite e você entra no avião. Sem explicações, o comandante diminui as luzes. E na hora de aterrissar, você tá naquele soninho gostoso, mas os comissários de bordo passam em todas as poltronas pedindo pra que os passageiros abram as janelas - e você acorda com a luz na cara. Não, as companhias aéreas não são sádicas: há um motivo pra tudo isso.

As luzes baixas e as janelas abertas são medidas de segurança. A decolagem e a aterrissagem são os momentos mais críticos de qualquer voo, e luzes mais escuras acostumam os olhos dos passageiros à escuridão, em caso de ser preciso evacuar o avião em uma emergência durante a noite. Ou seja: se algo der errado, você vai saber para que lado ir, vai conseguir encontrar a máscara de oxigênio ou a saída de emergência.

Já as janelas abertas trazem luz natural pra dentro da cabine com o mesmo princípio - aumentar a visibilidade dos passageiros, também no caso de uma emergência.

Fonte: Ana Freitas (revistagalileu.globo.com) - Foto: Toby/Flickr/Creative Commons

Piloto desvia rota para sobrevoar vulcão islandês


Um piloto da companhia aérea Icelandair decidiu fazer um desvio em sua rota para sobrevoar o vulcão Bardarbunga, na Islândia, que está em erupção.

A informação foi confirmada pela empresa, que publicou a seguinte mensagem em seu perfil no Twitter: "Nosso piloto deu uma volta extra em torno do #Bardarbunga nesta manhã para que os passageiros pudessem vê-lo."
Com a mudança da rota, os passageiros a bordo puderam ver, a partir de suas janelas, lavas luminosas e fumaças cinzentas expelidas pelo vulcão islandês.

As autoridades do país rebaixaram, no último domingo (31), de "vermelho" para "laranja" o nível de alerta para a aviação sobre o vulcão Bardarbunga, após comprovar que a última erupção detectada na zona não estava mais gerando cinzas.

O Bardarbunga é um dos vulcões de maior tamanho da Islândia e não entrava em erupção há mais de um século.

A erupção de outro vulcão islandês, o Eyjafjallajökull, paralisou o tráfego aéreo europeu durante várias semanas em 2010 por conta da nuvem de cinza que se estendeu por todo o continente.

Fonte: UOL Notícias - Imagens: Reprodução

“Que quer fazer antes de morrer?”, pergunta a... Malaysia Airlines em campanha infeliz


Esta campanha da Malaysia Airlines, lançada agora, gerou controvérsia. Chama-se “My Ultimate Bucket List” e pede aos participantes a lista de desejos a cumprir antes de morrer. A campanha foi parar nas redes sociais e a reação foi inesperada, mas apenas para a companhia aérea malaia...

A Malaysia Airlines, que tem estado envolvida em acidentes aéreos que causaram centenas de mortes, decidiu apostar numa campanha ousada, que só poderia dar polêmica.

“Que quer fazer antes de morrer?”, pergunta a Malaysia Airlines, na ação de marketing com o título “My Ultimate Bucket List”, lançada nesta semana.

As redes sociais foram o palco de inúmeras acusações, quase todas com o denominador da “insensibilidade” dos responsáveis pela campanha – recorde-se que em 2014 dois acidentes aéreos envolvendo a Malaysia Airlines provocaram a morte a 537 pessoas.

Os participantes nesta ação de marketing são convidados a escrever desejos, que gostariam de cumprir antes de morrer. Têm ainda de dizer qual o sítio onde gostariam de o realizar e qual a razão da escolha. Tudo isto é pedido apenas a seis meses do desaparecimento inexplicável do MH370.

Os vencedores da competição terão como prêmio um iPad e ainda bilhetes para viagens de avião para a Malásia. Só que, entretanto, esta campanha foi suspensa.

Ou, pelo menos, o link da mesma (no site da companhia aérea) deixou de estar ativo, desde anteontem. A decisão dos responsáveis está relacionada com a reação negativa à proposta da Malaysia Airlines.

Mas se o concurso foi suspenso, as fortes críticas continuam. E nem a reformulação da pergunta – “Qual a lista de coisas que gostaria de fazer?” – colocou água na fervura.

Entretanto, prosseguem as investigações ao desaparecimento do avião do voo MH370, que partiu do Kuala Lumpur rumo a Pequim, deixando de ser visto nos radares desde 8 de março.

Ao mesmo tempo, a Malaysia Airlines tenta perceber por que razão o voo MH17 (que terminou na Ucrânia, matando 298 pessoas) não chegou ao seu destino. O avião, recorde-se, foi abatido a 17 de julho.

Fonte: www.ptjornal.com (Portugal)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Turbulência em voo EasyJet projetou tripulação contra o teto

Um voo da EasyJet que partiu de Londres com destino a Nápoles (Itália) foi afetado por forte turbulência. 


O caso foi contado ao 'London Evening Standard' por um casal que seguia em lua de mel num voo que partiu na segunda-feira (1) de Londres, tendo Nápoles como destino. 

A certa altura, já sobre a Itália, a forte turbulência projetou três membros contra o teto do avião. Uma das assistentes de bordo sofreu uma fratura na região da cintura, enquanto outro dos membros da tripulação ficou inconsciente por momentos. 

O Airbus A319-100, prefixo G-EZIM, que realizava o voo U2-8529, levando a bordo 154 passageiros e seis tripulantes, já tinha tido o seu destino mudado pelo comandante de bordo, para Roma. Uma medida tomada para evitar relâmpagos. 

Mas a forte turbulência sofrida a dada altura acabou mesmo por valer um grande susto aos passageiros e à tripulação, bem como uma lesão a uma das assistentes de bordo.

Fontes: noticiasaominuto.com / Aviation Herald - Imagem: Reprodução / London Evening Standard

Gol deve pagar R$ 5 mil por não prestar acompanhamento de criança em viagem

Menina, na época com dez anos, viajou de Fortaleza para Campo Grande e o voo fez escala em São Paulo. Família alegou que sem orientação da empresa, durante a troca de nave, a criança sofreu abalo psicológico. 

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou a Gol Linhas Aéreas S/A (VRG Linhas Aéreas S/A) a pagar indenização moral de R$ 5 mil por não prestar o serviço de acompanhamento para uma criança durante viagem. A decisão da 7ª Câmara Cível foi acertada na última terça-feira, 2. Família alegou que a criança sofreu abalos psicológicos.

O caso ocorreu em dezembro de 2008, quando a criança, na época com dez anos, viajou de Fortaleza sob guarda da empresa aérea para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A aeronave fez escala em São Paulo e a menina foi orientada a seguir no carro da companhia para trocar de avião, mas não foi acompanhada por nenhum funcionários da Gol, conforme os autos do TJCE.

A família disse que após contato da família, ela foi orientada a procurar um funcionário da da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). De acordo com o processo, ela estava aflita, mas conseguiu localizar um servidor federal e embarcou no avião com a ajuda dele. Após a viagem, a família ajuizou ação com pedido de indenização por danos morais.

Segundo os clientes, o fato fez com que a criança sofresse abalo psicológico. A Gol defendeu que não houve conduta desleixada, pois a menina chegou ao destino. Em fevereiro desse ano, o Juízo da 23ª Vara Cível de Fortaleza entendeu que houve falha na prestação de serviço e determinou o pagamento de danos morais no valor de R$ 5 mil.

Na apelação, a empresa aérea sustentou inexistência de conduta irregular e defendeu que a garota foi acompanhada durante todo o procedimento de escala no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Nesta terça-feira, a 7ª Câmara Cível manteve a decisão de 1º Grau, acompanhando o voto do relator, desembargador Francisco Bezerra Cavalcante.

Segundo Francisco, os autores, pai e filha, foram submetidos de maneira inequívoca à “situação vexatória, constrangedora, revoltante e frustrante, caracterizando, portanto, dano de cunho moral”. Com base no depoimento de testemunhas, ele ressaltou que ficou “configurado o despreparo da companhia aérea, em evidente descaso para prestar seus serviços de forma eficiente”.

Fonte: O Povo Online com informações do TJCE

Pilotos e tripulantes têm mais risco de contrair câncer de pele, diz estudo

Análise fez revisão de 19 estudos com 266 mil pessoas.

Maior incidência é atribuída a maior exposição aos raios ultravioletas do sol.


Os pilotos de avião e a tripulação de companhias aéreas têm o dobro do risco de desenvolver câncer de pele, em comparação ao restante da população - revela um estudo publicado nesta quarta-feira (3).

Os resultados de uma análise de 19 estudos realizados com 266 mil pessoas mostraram que o risco de melanoma, um câncer de pele comum, é duas vezes maior em pilotos, aeromoças e comissários de bordo. 

Essa incidência particularmente elevada é atribuída a uma maior exposição aos raios ultravioletas do sol que atravessam o para-brisas e as janelas dos aviões, explicaram os autores.

Os trabalhos, divulgados no periódico especializado "Journal of the American Medical Association" ("Jama"), "têm importantes implicações para a Medicina do Trabalho e para a proteção desse grupo profissional", afirmou a principal autora do estudo, Martina Sanlorenzo, da Universidade da Califórnia de São Francisco.

A 9 mil metros de altitude, faixa da maioria dos aviões comerciais, a intensidade dos raios ultravioletas tem uma ação cancerígena estabelecida, lembram os pesquisadores.

Esses níveis são ainda maiores, quando os aviões voam sobre espessas camadas de nuvens, que podem, em um efeito espelho, devolver até 85% dos raios ultravioletas.

Fonte: France Press via G1 - Foto: Reprodução

Tartarugas atravessam pista de pouso e atrasam voos nos EUA

Aeroporto foi construído em baía que é habitat dos animais.

Este ano, 80 tartarugas foram resgatadas da pista.


No aeroporto mais movimentado de Nova York, os aviões são ágeis nas decolagens, mas a velocidade é ameaçada por uma barreira nem tão rápida assim: as tartarugas, que atravessam devagarinho a pista de pousos de decolagens.

Assim que são avistadas, vem o alerta da torre: a lentidão se estende para os voos, que são atrasados até que elas sejam retiradas. O aeroporto Kennedy foi construído no meio de uma baía, habitat preferido das tartarugas-de-dorso-de-diamante.

Na metade do ano, elas deixam a água para colocar ovos em terreno seguro. Lauren é bióloga e ajuda o aeroporto a lidar com as tartarugas. "Qualquer coisa pode ser uma ameaça para uma aeronave então nós monitoramos toda a população de animais neste entorno", diz ela.

Em 2002, 800 tartarugas foram resgatadas da pista. Ano passado, 400 e este ano, até agora, 80. O número vem caindo depois que o aeroporto instalou um tubo plástico de um quilometro e meio de extensão para manter as tartarugas longe da pista de do caminho dos aviões.

A colisão de aeronaves com animais ainda traz vários desafios para a aviação nos Estados Unidos. Hoje, mais de 800 aeroportos civis e militares possuem equipes de biólogos que ajudam a monitorar a vida selvagem no entorno da pista de pouso e decolagem. As tartarugas que frequentam o JFK são apenas um exemplo. Assim como no Brasil, o maior problema no céu americano são as aves. 

Em 25 anos, foram registrados mais de 142 mil incidentes envolvendo aviões e animais – 97% deles, com aves. O restante dos animais terrestres como raposas, (2,2%) morcegos (2,2%) e répteis como a tartaruga (0,7%).

Os estragos na fuselagem dos aviões e os atrasos por causa disso causaram um prejuízo no ano passado de US$ 103 milhões.

O caso mais conhecido aconteceu em 2009. Logo após a decolagem, gansos entraram nas duas turbinas de um airbus, o que fez a aeronave perder a força. O piloto decidiu fazer um pouso de emergência no Rio Hudson. O avião deslizou 600 metros e parou. Todos os 155 passageiros sobreviveram. Chesley Sullemberg virou um herói. Atualmente, o piloto é aposentado e dá consultoria em segurança aérea.

Clique AQUI para assistir a reportagem.

Fonte: Elaine Bast de Nova York, EUA para o Jornal Hoje (TV Globo) - Imagem: Reprodução da TV

Fotógrafo que sofreu acidente com avião experimental em julho na Bahia, recebe alta


O fotógrafo Rui Rezende deixou o hospital São Rafael, em Salvador, ontem, pela manhã. Ele é uma das duas vítimas da queda de um avião experimental na divisa entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia. 

Ana Maira Moraes, que pilotava o aparelho, permanece internada no Hospital do Subúrbio, sem previsão de alta. 

O acidente ocorreu no dia 24 de julho e a piloto do avião e uma das irmãs do fotógrafo informaram, na saída da unidade de saúde, que Rui seguiria para sua residência, onde continuaria com o processo de fisioterapia. 

A dupla realizava um voo panorâmico sobre uma plantação de algodão, que seria fotografada por Rezende, quando o aparelho caiu. 

Ainda não se sabe o que provocou o acidente.

Fonte: Tribuna da Bahia - Foto: Sigi Vilares/Blog Sigi Vilares

Dica: A diferença entre travel, trip e journey

A palavra “viagem” em inglês geralmente gera confusão entre essas três palavras: trip, travel, journey, já que as três podem ter a mesma tradução. NO ENTANTO, possuem sentidos e usos diferentes.

Trip


Substantivo que significa “viagem” e é contável. Geralmente usada no sentido de viagem de férias, à trabalho, etc. e inclui ida e volta. Ex. I have a trip to NY in November (Eu tenho uma viagem para os EUA em novembro); “How was your trip?” (Como foi sua viagem?); “I’m planning a trip to the US” (Estou planejando uma viagem para os EUA)

Travel


Geralmente é um verbo (viajar). Como verbo temos os exemplo: “I’m planning to travel to the US” (Estou planejando viajar para os EUA). Mas o que mais confunde é quando esta palavra tem a forma de substantivo e significa “viagem” ou o ato de viajar. Como substantivo se difere da palavra TRIP por ser no sentido geral e ser geralmente incontável.. Ex. “Air travel is expensive in Brazil” (Viagem de avião é caro no Brasil)

Journey


Como substantivo significa viagem mas se referindo ao trajeto ou a viagens mais longas. Ex. “The journey was tiring” (a viagem – o vôo – foi cansativo). “It was a journey to the Sahara” (Foi uma viagem ao Sahara) 

Assista abaixo um vídeo com mais explicações e exemplos:

 

Fonte: Blog da Bruna Gusmão (blogs.odiario.com/brunagusmao)

Emissão filatélica mostra história da aviação açoriana


Os CTT - Correios de Portugal lançam no próximo dia 4 de Setembro a emissão filatélica “Aviões que os Açores conhecem”. A cerimónia de lançamento será no dia 4 de Setembro às 10h, na Sala B do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto da Horta. A sessão será presidida pelo Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga.

Clique AQUI e leia a matéria completa.

Força aérea suíça comemora seus 100 anos


Um enorme espetáculo aéreo celebrou os 100 anos da força aérea suíça e o 50º aniversário de seu esquadrão de acrobacia, a Patrouille Suisse. 

Apesar dos recentes reveses do exército suíço, a Força Aérea continua a fascinar e encantar o público suíço, com 160 mil visitantes no espetáculo aéreo Air14, na cidade de Payerne, no oeste da Suíça.

A força aérea suíça também não teve uma vida fácil recentemente. Em 2006, pela primeira vez em sua história, o Parlamento rejeitou um programa de aquisição de dois aviões de transporte. Em maio deste ano, os eleitores suíços recusaram a compra de caças Gripen suecos, em uma grande derrota para o governo. 

Mas não há dúvida de que os suíços têm orgulho de sua história militar, como mostra a presença do público à Air14. Entre os destaques do espetáculo, o primeiro avião suíço, o Blériot XI-2, helicópteros dos tempos do Alouette II até o SuperPuma, e o esquadrão acrobático suíço, Patrouille Suisse que voou junto com um Airbus A330 da Swiss International Airlines.

Fonte: Antônio Henriques (swissinfo.ch)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Veja vídeo do momento da queda de avião militar na Líbia

Avião militar cai em área residencial e deixa três mortos na Líbia

Outras nove pessoas ficaram feridas.

Evento homenageava piloto que morreu em outra queda de aeronave.



Um avião militar MiG-21 da Força Aérea da Líbia caiu em área residencial da cidade de Tobruk, na Líbia, nesta terça-feira (2). Três pessoas morreram e nove ficaram feridas, segundo fontes médicas e os moradores da região.

O acidente ocorreu durante um evento militar em quem o piloto de outro avião militar, que caiu no país na semana passada, era homenageado, segundo disseram os moradores. 

O avião caiu a cerca de 1 km da sede do parlamento do país. 

Moradores sobem a telhado destruído por queda de avião militar

Moradores de Tobruk se reúnem em local de queda de avião militar

Fontes: Reuters via G1 / ASN - Fotos: BBC / EPA / Reuters/Stringe

São Paulo deve ter dois aeroportos para executivos até 2016; serviço inclui outlet

Imagem do projeto do Aeroporto Executivo Catarina, que está sendo erguido
pela JHSF em São Roque (SP) - Foto: Divulgação

 Clique AQUI e confira mais detalhes. 

Dois aeroportos privados para aviões executivos deverão ser inaugurados no Estado de São Paulo até 2016. Um será em São Roque (a 60 quilômetros da capital) e outro em Caçapava (a 107 quilômetros).

A ideia é atrair executivos e milionários que se locomovem por meio de jatinhos e precisam, hoje, disputar slots (horários de chegadas e partidas) com aviões comerciais nos aeroportos convencionais, como o de Congonhas, na capital paulista.

Os aeroportos terão helipontos para que os passageiros possam ser transportados com rapidez até a capital.

Além disso, para atrair esse público exigente, os empreendimentos vão funcionar por 24 horas e serão interligados a lojas de grife, escritórios, hotéis e centros de convenções.

Outlet terá marcas de luxo, como Daslu e Le Lis Blanc


A JHSF, especializada em empreendimentos imobiliários de luxo, como o Shopping Cidade Jardim, na capital paulista, e os hotéis Fasano, prevê inaugurar, no segundo semestre de 2016, o Aeroporto Executivo Catarina.

O projeto completo foi apresentado ao público durante a feira de aviação executiva Labace, realizada em São Paulo neste mês.

Localizado no quilômetro 60 da rodovia Presidente Castelo Branco, em São Roque, ele poderá receber até 77 mil pousos e decolagens por ano e jatos executivos de grande porte, capazes de fazer voos diretos para cidades como Nova York (EUA), Londres (Reino Unido) ou Dubai (Emirados Árabes). 

O aeroporto fará parte do Complexo Comercial Catarina, que inclui, ainda, um centro comercial, com prédios para escritórios, centro médico e hotel.

O complexo também terá um shopping com lojas de desconto (outlets) de grifes como Daslu e Le Lis Blanc (marcas que estão presentes no Shopping Cidade Jardim). Segundo a JHSF, o outlet deve ser inaugurado antes do aeroporto, já em novembro próximo.

'Facilidades que não existem num aeroporto convencional'



Durante a Labace, também foram apresentados os detalhes do Aerovale, que está em construção em Caçapava, no interior do Estado (foto acima). A previsão da construtora Penido, responsável pelo projeto, é que o aeroporto comece a funcionar no início de 2015.

O Aerovale fica a quatro quilômetros da rodovia Presidente Dutra. A pista, de 1.550 metros de comprimento, terá capacidade para até 50 mil pousos e decolagens por ano.

Ao lado do Aerovale, será erguido um prédio para escritórios. Um hotel e um centro de convenções deverão começar a funcionar em agosto do ano que vem.

"A ideia é oferecer facilidades e confortos que não existem num aeroporto convencional", diz Rogério Penido, diretor da empresa.

Fonte: Alana Freitas (UOL) via Fórum Contato Radar

Gol e VRG são absolvidas de responsabilidade trabalhista da Varig


A VRG Linhas Aéreas S.A. e a Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. foram absolvidas pela Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho de responsabilidade solidária por débitos trabalhista da Massa Falida da S.A. Viação Aérea Riograndense (Varig). De acordo com o ministro Cláudio Brandão, relator do processo, o TST tem decidido pela ausência de responsabilidade no caso de aquisição por leilão em processo de recuperação judicial, como no caso, mesmo quando haja o reconhecimento de formação do grupo econômico preexistente.

O autor do processo trabalhou de 1996 a 2008 na SATA - Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo S.A, integrante do mesmo grupo econômico da Varig S.A., em processo de recuperação judicial. A UPV (Unidade Produtiva Varig) da qual a SATA fazia parte foi arrematada em leilão judicial pela VRG Linhas Aéreas S.A, da qual a Gol é acionária. O juízo de primeiro grau responsabilizou solidariamente a VRG e a Gol pelos débitos trabalhistas. 

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) confirmou a condenação por entender que, durante o período do contrato do trabalhador, as empresas "pertenciam ou passaram a pertencer (no caso da Gol) ao mesmo grupo econômico". 

No entanto, a Sétima Turma do TST acolheu recurso das duas empresas contra essa decisão. Para o ministro Cláudio Brandão, não se sustenta o argumento de que teria havido sucessão de empregadores. Ele destacou que o parágrafo único do artigo 60 da Lei 11.101/2005 (Lei de Falências) estabelece que o objeto da alienação está livre de qualquer ônus, e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor.

O ministro destacou que o Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário 583.955, firmou entendimento no sentido de que "o adquirente, ao arrematar os bens do ativo, não responde pelas obrigações trabalhistas da antiga empregadora". Citou ainda precedentes do TST em casos nos quais, mesmo quando há o reconhecimento de formação do grupo econômico preexistente à alienação de ativos da empresa em recuperação judicial, tem-se decidido pela ausência de responsabilidade solidária daquela que adquiriu a unidade produtiva.

A decisão foi unânime.

(Augusto Fontenele/CF)

Fonte: www.tst.jus.br - Foto: Reprodução

Novo terminal de Goiânia não tem como receber aviões

Quando for concluído, terminal terá de ficar pelo menos um ano sem uso, porque todas as outras obras que completam a estrutura do aeroporto não saíram do papel.

Em situação parecida, o Aeroporto de Vitória também celebra uma década de 
confusões e transtornos para os usuários - Foto: Divulgação/Infraero

O novo terminal de passageiros do Aeroporto de Goiânia (GO) está ficando pronto, após quase uma década de paralisações nas obras, mas não poderá funcionar.

Quando for concluído, terá de ficar pelo menos um ano sem uso, porque todas as outras obras que completam a estrutura do aeroporto não saíram do papel - e não têm data para serem feitas.

São obras como vias de acesso ao terminal, pátio para aviões e áreas de taxiamento. Ou seja, é um terminal que pode receber passageiros, mas onde os aviões não conseguem chegar.

Em situação parecida, o Aeroporto de Vitória também tem novidades para celebrar uma década de confusões e transtornos para os usuários.

Em julho, a Infraero publicou um novo edital para tentar pôr fim às obras contratadas em 2005 e, desde então, mergulhadas em sucessivas paralisações. Dada a reformulação do edital e a redução dos preços incluídos na concorrência, porém, são grandes as chances de a licitação "dar vazio" - terminar sem empresas interessadas.

A Infraero tem argumentos distintos para explicar o drama encarado nos Aeroportos de Goiânia e Vitória, mas todos eles caminham para um mesmo ponto de conflito: desentendimentos entre a estatal e o Tribunal de Contas da União (TCU).

"Há um problema grave nos critérios usados pelo tribunal para verificar o custo das construções. Por isso, todas as grandes obras acabam paralisadas. Eu só lamento porque o prejudicado é sempre o usuário", disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

O TCU nega as acusações e afirma que a Infraero demorou quase oito anos para apresentar os projetos executivos e o orçamento para a conclusão do aeroporto de Vitória. No caso de Goiânia, essa demora foi de pelo menos cinco anos.

Liberação parcial


As obras do Aeroporto de Goiânia são tocadas pelas construtoras Odebrecht e Via Engenharia. Trata-se de um único contrato para a construção do terminal de passageiros e das demais obras de infraestrutura do aeroporto. O descolamento na execução das obras, segundo Vale, deve-se à liberação parcial do projeto dada pelo tribunal.

"O TCU nos autorizou a seguir com as obras do terminal. Fizemos um aditivo e já alcançamos 60% de execução. Acontece que o tribunal barrou as obras de infraestrutura. Isso vai gerar um descasamento do prazo, sem dúvida. Teremos um terminal pronto há pelo menos um ano, mas sem condição de ser usado porque o resto não ficou pronto", declarou.

A paralisação das obras de infraestrutura foi motivada por indícios de sobrepreço e alterações do projeto apontadas pelo TCU.

"Explicamos que não há irregularidade, que o custo era justo por conta das condições de risco que a obra continha, por ter sido iniciada anos atrás. Mas não adiantou. O assunto foi retirado da pauta do tribunal e não sabemos quando voltará", disse.

Segundo Vale, a paralisação comprometeu a possibilidade de tocar as obras ainda neste ano, por causa do período de chuvas, que começa em novembro.

"Fechou a janela hidrológica. Agora, independentemente de quando o TCU se posicionar sobre isso, só poderemos começar as ações de infraestrutura em março do ano que vem."

Alto valor


No caso de Vitória, a Infraero foi obrigada a lançar uma nova licitação, depois que o tribunal decidiu que o contrato que a estatal detinha com a Camargo Corrêa não poderia ser retomado.

Além disso, o preço estimado para as obras chamou a atenção dos auditores. A Infraero pagaria R$ 879 milhões pelo aeroporto, valor que foi considerado alto pelo TCU.

"Pedimos ao tribunal que olhasse nossa composição do preço, por causa das especificidades, mas ele determinou que teríamos de nos basear nas tabelas oficiais Sicro e Sinapi. Fizemos as mudanças. Agora, vamos ver se teremos interessados. O que já sabemos é que isso vai atrasar em pelo menos mais um ano a retomada", disse Vale.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: André Borges (Estadão Conteúdo) via Exame.com

Criança de 6 anos com doença de pele é impedida de entrar em avião

Menino que sofre de epidermólise bolhosa teve de vir de Brasília em ônibus.

Doença não é contagiosa, mas família relata preconceito.

Menino de 6 anos com doença de pele foi impedido de 
embarcar em avião da Gol - Foto: Arquivo Pessoal

A autônoma Wanderlane Nunes está acostumada a viajar de Irituia, nordeste do Pará, para cuidar da saúde do filho Osmarino, de seis anos. A criança sofre de epidermólise bolhosa, uma doença que não é contagiosa, mas provoca bolhas e marcas na pele. No último dia 31, porém, ela foi impedida de viajar de Brasília em um avião da Gol: mesmo com a passagem comprada, a famíla teve de deixar o aeroporto para atravessar quase dois mil quilômetros entre o Distrito Federal e o Pará de ônibus, enquanto o filho sofria com um problema nos rins. Em nota, a Gol disse que a criança visivelmente passava mal, e que pediu para a mãe do menino que um médico atestasse a condição de saúde da criança antes do embarque.

"Alegaram que ele poderia estar com uma doença contagiosa, sendo que eu expliquei que não era. Me informaram que eu não poderia embarcar sem um laudo", desabafa a autônoma, que está em Belém tratando de um problema renal do filho em um hospital particular. "Eu fiquei muito constrangida. Até meu filho disse 'vamos pegar um táxi. Eles não querem deixar eu andar, mas o táxi deixa'. Muita gente percebeu, ficou olhando. O meu filho chorava de um lado e eu chorava do outro. Fiquei nervosa demais", relata.

A autônoma conta que chegou a procurar a polícia no aeroporto, mas era domingo e a delegacia estava fechada. Nervosa, a mãe preferiu voltar para o Pará, já que o plano de saúde do menino não cobre tratamento em outros estados. Mas a viagem não foi fácil: a família só conseguiu chegar em Irituia após fazer uma parada no Tocantins, onde a criança foi atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Araguaina. De Irituia para Belém foram outros 177 km, até a criança finalmente ser internada. 

Após passar pelo constrangimento, a mãe tenta conseguir o reembolso integral da passagem. De acordo com a família, porém, apenas 65% do valor foi depositado. Segundo a Gol, o reembolso do restante do dinheiro será feito em até 30 dias.

A tia de Osmarino, Wandernice Nunes, diz que a criança sofre preconceito. "São tipo bolhas de queimadura, que estouram. As pessoas olham feio, a gente observa isso. Mas ele tem uma vida normal, de uma criança de seis anos, apesar de observarmos o preconceito”.

Veja, na íntegra, a nota da Gol:

A GOL esclarece que no último domingo, dia 31 de agosto, durante o procedimento de check-in do voo G3 1976 (Brasília/DF – Belém/PA), foi solicitado à responsável pela criança que um profissional médico atestasse que ela estaria apta a viajar. A criança visivelmente passava mal e apresentava condição física incomum. Este procedimento é padrão em casos em que o cliente demonstra estar indisposto, doente ou que necessita de atendimento especial e tem o objetivo de garantir sua segurança e que seu estado de saúde não se agrave durante o voo.

A GOL ofereceu assistência para que a cliente e seu filho fossem até um hospital para realizar avaliação médica e obter autorização para assegurar que a viagem não apresentaria nenhum risco à saúde da criança. A companhia disponibilizou transporte, hotel e remarcação do voo sem taxas. A cliente optou por seguir com seu filho para seu destino por transporte rodoviário.

A GOL ressalta que medidas como esta visam preservar a saúde e a segurança de seus clientes.

Caso semelhante


A situação de Osmarino é parecida com a enfrentada pela coreógrafa Débora Colker que, em agosto de 2013, também foi impedida pela Gol de embarcar em um voo da Bahia para o Rio de Janeiro com o neto de 3 anos, que sofre da mesma doença do garoto paraense. Na época a empresa também alegou que exige atestado médico visando a saúde de todos os passageiros.

Fonte: G1 PI