quinta-feira, 16 de julho de 2009

Há 40 anos era lançada a Apolo 11

A Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e primeira a pousar na Lua, em 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu o objetivo final do presidente John F. Kennedy, que, em discurso ao povo norte-americano em 1962, estabeleceu o prazo do fim da década para que o programa espacial dos Estados Unidos realizasse este feito. Neil Armstrong, comandante da missão, foi o primeiro ser humano a pisar na superfície lunar.

Composta pelo módulo de comando Columbia, do módulo lunar Eagle e do módulo de serviço, a Apollo 11, com seus três tripulantes a bordo, foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13:32 UTC de 16 de julho, na ponta de um foguete Saturno V, sob as vistas de centenas de milhares de espectadores que lotavam estradas, praias e campos ao redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espectadores pela televisão em todo o mundo, para a histórica missão de oito dias de duração, que culminou com as duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua.

A Tripulação

Neil Armstrong Comandante
Edwin Aldrin Piloto do módulo lunar
Michael Collins Piloto do módulo de comando

A Missão

Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin

“A Águia Pousou”

Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins, os tripulantes da nave Columbia e integrantes da missão Apollo 11, tiveram um lançamento perfeito da Terra, uma jornada longa e calma para a Lua e uma rotineira ignição dos motores para colocá-los em órbita lunar. Seu destino era um local chamado Mar da Tranqüilidade, uma grande área plana, formada de lava basáltica solidificada, na linha equatorial da face brilhante do satélite.

Após a separação dos módulos da Apollo, enquanto Michael Collins ficava no Módulo de Comando Columbia numa órbita cem quilômetros acima do satélite, Armstrong e Aldrin começaram sua descida ao Mar da Tranqüilidade a bordo do Módulo Lunar Eagle. Não havia assentos no ML. Armstrong e Aldrin voavam em pé, firmes nos lugares por cordas elásticas presas no chão. Durante o mergulho, eles olharam pelas janelas e cronometraram a passagem dos marcos das paisagens abaixo deles, através de uma escala marcada na janela de Armstrong, para confirmar o rastreamento de dados que a o controle da missão no Centro Espacial de Houston estava recebendo. Com a ajuda de Houston, eles também checaram e rechecaram a saúde do Módulo.

Se, como dizia Eugene Cernan - um ex-piloto da marinha americana que virou astronauta e comandou a última das missões a pousar na Lua, a Apollo 17 - pousar o Módulo Lunar era mais fácil que pousar um jato num porta-aviões durante a noite, uma das muitas vantagens era o fato de que o Eagle estava equipado com o que era, na época, um sofisticado computador de bordo, que fez a maior parte do trabalho de rotina do vôo de descida da espaçonave. Exceto nos momentos finais da aproximação do solo, voar na trajetória correta era apenas uma questão de analisar os dados de navegação dos sistemas de radar e de inércia e então ir delicadamente ajustando o impulso e a ação dos motores do Módulo Lunar. Era uma tarefa de trabalho intensivo e bem ajustado ao controle do computador.

Várias vezes durante a descida, porém, o computador soou alarmes. A trajetória da nave parecia boa, mas a mensagem de alerta “1202” trouxe alguns segundos tensos à tripulação até que Houston avisasse, que, ao que parecia, partes da memória do computador estavam sendo sobrecarregadas com estranhos dados do radar de aproximação, mas, felizmente, não apenas o computador havia sido programado de modo que continuasse a conduzir tarefas de alta prioridade como também a pessoa que melhor conhecia o computador — o homem que o criou, o engenheiro de sistemas Steve Bales — precisou de apenas alguns segundos para diagnosticar o problema e recomendar que o pouso continuasse. Mais tarde, Bales ficaria de pé ao lado da tripulação numa cerimônia na Casa Branca e foi condecorado por sua especial contribuição para o sucesso da missão.

Os seguidos alarmes e as quedas nas comunicações entre o Eagle e Houston eram irritantes, mas em todos os outros aspectos o computador do ML e o sistema de navegação tiveram um desempenho brilhante. Oito minutos e trinta segundos após a ignição do motor de descida, o computador colocou o Módulo quase ereto e Armstrong teve sua primeira visão em close-up do lugar para onde estava sendo levado pelo computador. Ele estava cerca de 1.600 m acima e 6.000 m a leste da área de pouso. Como planejado, ele tinha combustível para mais 5 minutos de vôo. Cada astronauta tinha uma janela pequena, triangular e de vidraça dupla a sua frente.

O Módulo Lunar em órbita

Em princípio, se Armstrong não gostasse do ponto escolhido pelo computador, poderia movimentar o “joy-stick” manual de controle para frente, para trás ou para qualquer lado, além de orientar o computador para mover um pouco o alvo na direção indicada. De acordo com o plano, Aldrin dava a Armstrong o ângulo de descida de poucos em poucos segundos, porém a arte de direção computadorizada ao tempo da Apollo 11 não era tão refinada como seria nas próximas missões e a fatalidade e o computador estavam colocando o Eagle dentro de um campo de rochas, a nordeste de uma cratera do tamanho de um campo de futebol.

Não havia problemas para Armstrong em pousar num campo de rochas. Não era essencial que o ML pousasse perfeitamente ereto. Uma inclinação de mais de quinze graus não causaria nenhum problema em particular para o lançamento de volta à órbita após a missão. Entretanto, se ele batesse o sino do motor ou uma das patas do trem de aterrissagem numa rocha grande, haveria uma chance real do Módulo Lunar sofrer um dano estrutural. Ele decidiu então seguir a velha máxima de pilotos: “Em caso de dúvida, pouse longe”. Para fazer isso ele teria que sobrevoar a cratera e pousar a oeste dela. E não havia maneira – nem tempo – de dar ao computador uma atualização de informações suficiente via controle manual. Então, a uma altitude de cerca de 150 metros do solo, Neil Armstrong assumiu completamente o controle manual da nave para a descida final., apontou o ML para frente, começou a voar como um helicóptero e levou o Eagle para 400 metros a oeste, sobre crateras e rochas.

Enquanto Armstrong conduzia o Módulo Lunar à procura de um bom ponto de pouso, sua atenção estava totalmente focada no trabalho que tinha em mãos. Aldrin foi quem virtualmente falou o tempo todo e também estava bastante ocupado. Ele lia os dados do computador para Armstrong dando a ele a altitude, a taxa de descida e a velocidade frontal. Em Houston, o Diretor do Vôo Gene Kranz e outros membros da equipe de apoio na Sala de Controle da missão, estavam vigiando a telemetria do ML. Eles não sabiam ainda sobre a cratera e o campo de rochas, mas era óbvio que a alunissagem estava demorando mais tempo que o planejado. Além disso, a cada segundo que passava, havia uma crescente inquietação quanto ao combustível que restava. Por causa das incertezas em ambos os calibradores nos tanques e nas estimativas que podiam ser feitas por dados de telemetria no motor funcionando, a quantidade de tempo restante até que o combustível acabasse era em torno de 20 segundos. Se eles chegassem a um nível muito baixo, Kranz teria que ordenar que o pouso fosse abortado.

Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, no Módulo Eagle

Um drama era a última coisa que alguém queria para o primeiro pouso na Lua. O evento em si já era monumental e excitante o bastante. Finalmente, Neil Armstrong achou um local que gostava, começou a cortar sua velocidade frontal e deixou o Módulo Lunar descer suavemente para a superfície. Quando eles baixaram para 25 m, Houston avisou que eles tinham 60 segundos de combustível restante e na cabine 'Buzz' Aldrin viu uma luz de aviso que dizia a mesma coisa. Mas agora eles estavam muito próximos e era apenas uma questão de pousarem suavemente. Armstrong tinha cortado quase toda a velocidade frontal do Eagle e agora que eles começaram a levantar poeira com o exaustor do motor, ele pediu a Aldrin para confirmar se eles ainda estavam se movendo um pouco para frente. Ele queria pousar numa superfície que pudesse ver à frente, em vez do solo que não podia ver atrás. Aldrin deu a confirmação que ele queria e oito segundos depois eles viram a luz de contato. As sondas de dez pés de comprimento que pendiam do trem de pouso haviam tocado a Lua. Um segundo ou dois depois, eles estavam pousados e cortaram o motor. Só tinham mais 20 segundos de combustível, mas estavam pousados. Então Armstrong falou no rádio a frase imortal: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed”. (“Houston, aqui Base da Tranqüilidade. A Águia pousou”). A mais de 300 mil quilômetros dali, o mundo, que acompanhava ao vivo as comunicações de rádio entre o Controle de Vôo no Centro Espacial Johnson em Houston e a Apolo 11, entrava em comoção e aplaudia e gritava freneticamente.

O Homem na Lua

Câmera de TV externa do ML Eagle mostra Neil Armstrong pisando na Lua

Em todas as direções que se olhasse, a terra era como o solo plano de uma planície. O horizonte circular era quebrado aqui e ali por suaves bordas de distantes crateras. A meia distância, Armstrong e Aldrin podiam ver pedras arredondadas e cumes, alguns deles com talvez 7 ou 10 metros de altura. Bem próximo, uma mistura de crateras deformava a superfície e havia pequenas rochas e seixos espalhados por toda parte. Era um local plano e nivelado mas pequenas variações davam às redondezas uma delicada beleza própria. E é claro, por ser este o pouso pioneiro na Lua, tudo era de enorme interesse. Entretanto, antes que Armstrong e Aldrin pudessem prestar muita atenção na vista ou pensar em sair da nave, eles tinham de se certificar de que tinham uma nave funcional e que o computador de navegação estava carregado corretamente com as informações necessárias para levá-los de volta à órbita para o encontro com Collins. Finalmente, duas horas após o pouso, eles e os engenheiros da NASA ficaram convencidos de que o Eagle estava pronto para voltar para casa quando fosse o momento.

"Buzz" Aldrin na Lua

De acordo com o plano de voo, Armstrong e Aldrin estavam instruídos a terem um descanso de cinco horas antes de sair da nave. Entretanto, a excitação normal pelo momento histórico, fez com que eles solicitassem a Houston permissão para se preparem para a saída, uma AEV - período de atividade extra-veicular, no jargão da NASA. Normalmente a preparação para uma AEV supostamente demorava cerca de duas horas, mas como essa seria a mais curta de todas as AEV das missões Apollo, ninguém – exceto talvez a audiência mundial que esperava impaciente pela TV – estava preocupado quando os preparativos duraram três horas e meia.

Finalmente, cerca de seis horas e meia após o pouso, eles abriram a escotilha do Módulo Lunar e Armstrong rastejou em direção a saída; primeiro os pés, depois as mãos e joelhos. Instantes depois ele pisou no degrau mais alto da escada, em frente à bancada de trabalho da nave, onde estavam acondicionados os equipamentos e experimentos científicos a serem usados na missão. A mais importante peça de equipamento nele era, sem dúvida, a câmera de TV preto e branco. Para os astronautas o pouso tinha sido o grande momento da missão. Mas para o mundo que aguardava ansioso, o grande momento ainda estava por vir.

Neil Armstrong precisou dar um pulo de um metro do último degrau da escada até o protetor das patas do Módulo. Dali ele estava apenas a dois centímetros de pisar na superfície lunar propriamente dita. Ele parou no suporte por um momento, testando o chão com a ponta de suas botas, antes de finalmente pisar no solo e dizer a frase épica da Era Espacial:

"Este é um pequeno passo para um homem, mas um enorme salto para a humanidade" — Neil Armstrong

Pegada humana na Lua

O solo era finamente granulado e tinha uma aparência empoeirada. Assim que ele o pisou, sua bota afundou talvez um par de polegadas, fazendo uma pegada perfeitamente definida. Por causa do campo gravitacional relativamente fraco da Lua (1/6 da Terra), o peso total de Armstrong – metade astronauta, metade roupa e equipamento de sobrevivência – era de apenas 30 quilos. Movimentar-se não era particularmente cansativo, mas devido ao dramático deslocamento para cima e para trás do seu centro de gravidade, causado pela mochila de sobrevivência às costas, ele tinha que se inclinar à frente para manter o equilíbrio e demorou alguns minutos até que pudesse andar confortavelmente. Para o caso de precisar encerrar a AEV repentinamente, Armstrong usou uma ferramenta de cabo comprido para juntar um pedacinho de rocha e terra dentro de um saco de Teflon. Ele suspendeu o saco, dobrou e então guardou num bolso da canela do macacão o primeiro pedaço de solo extra-terrestre da história.

'Buzz' Aldrin] juntou-se a Armstrong na superfície quinze minutos depois e durante as próximas duas horas e quarenta minutos, os astronautas examinaram o Módulo Lunar, montaram e colocaram para funcionar a câmera de TV, hastearam e prestaram continência à bandeira americana – os dois eram oficiais da Força Aérea - instalaram instrumentos científicos, deram pulos como cangurus experimentando a baixa gravidade lunar, tiraram cerca de 100 fotografias, coletaram mais amostras no solo e falaram ao vivo com o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, acompanhados pelos olhos e ouvidos de bilhões de pessoas ao redor do planeta, que assistiam a tudo pela televisão.

Fatos

Edwin "Buzz" Aldrin dentro do Módulo Lunar na Lua

- Após o pouso lunar, "Buzz", presbiteriano, retirou de um estojo que carregava os elementos para a Santa Ceia e comungou. Nesse período a NASA estava ainda travando uma ação judicial trazida pelo ateísta Madalyn O'Hair que havia objetada que os astronautas da Apollo 8 lessem uma passagem do livro bíblico de Gênesis) que exegia que os astronautas refreassem suas atividades religiosas enquanto estivessem no espaço. Assim, Aldrin evitou mencionar esse assunto. Manteve seu plano em segredo, até mesmo de sua esposa e não o comentou publicamente por vários anos. Nesse período Aldrin era presbítero na Webster Presbyterian Church, uma igreja presbiteriana em Webster, no Texas. O estojo usado na comunhão foi preparado por seu pastor, o Rev. Dean Woodruff. Aldrin descreveu sua comunhão na Lua e o envolvimento de seu pastor na mesma na edição de outubro de 1970 da revista Guideposts e em seu livro “Return to Earth”. A Webster Presbyterian Church ainda possui o cálice utilizado por Aldrin na Lua e comemora a Santa Ceia lunar todos os anos no domingo mais próximo de 20 de julho.

- Durante os meses que antecederam a missão e já escalado para o vôo pioneiro e sabendo que Neil Armstrong seria o comandante do vôo histórico (e portanto, o primeiro na Lua), Aldrin, um homem voluntarioso, bem humorado e de personalidade intensa, tentou de todo jeito junto a seus amigos, que trabalhavam na direção do Programa Apollo e na organização da missão, arrumar um esquema de troca de lugares dentro do Módulo na hora da saída, com a justificativa técnica que fosse, para que fosse ele, e não Armstrong, o primeiro homem a descer do Eagle e pisar na Lua.

- Os astronautas deixaram uma placa na Lua, onde se lê: Here Men From Planet Earth First Set Foot Upon The Moon. July 1969 A.D. We Came In Peace For All Mankind. (Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda a humanidade). A placa foi assinada pelos três astronautas que participaram da Apolo 11 e pelo Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.

- Existem muito poucas fotos de Neil Armstrong na Lua porque ele ficou quase todo o tempo com a câmera fotográfica. Assim, quase todas as fotos que mostram um astronauta sobre o solo lunar durante a missão Apollo 11 são de Edwin Aldrin.

Estatísticas da missão

Módulo de comando: Columbia
Módulo lunar: Eagle
Número de tripulantes: 3
Base de lançamento: LC 39A Centro Espacial Kennedy, Cabo Canaveral
Lançamento: 16 de julho de 1969 - 13:32:00 UTC
Alunissagem: 20 de julho de 1969 - 20:17:40 UTC
0° 40' 26.69" N 23° 28' 22.69" E
Mar da Tranquilidade
Aterrissagem: 24 de julho de 1969 - 16:50:35 UTC
13°19′N 169°9′W
Órbitas 30 (órbitas lunares)
Duração:
Total: 8 d 03 h 18 m 35 s
Órbita lunar: 59 h 30 m 25.79 s
Superfície lunar: 21 h 31 m 20 s

Fonte: Wikipédia - Imagens: NASA

Boeing anuncia aos funcionários corte de mil vagas

A empresa aérea Boeing cortará cerca de mil empregos do departamento de Sistemas Integrados de Defesa devido ao corte de investimentos do Pentágono, de acordo com um memorando repassado aos empregados. Esse número de cortes será adicionado aos cortes já previstos anteriormente.

Segundo a CNN, as notícias da Boeing, compiladas com o anunciado corte de empregos na NASA e na US Airways, demonstram que a situação da economia norte-americana continua precária. A US Airways cortará 600 empregos e a NASA, 400 empregos.

"Nas últimas semanas, os clientes nos orientaram a parar de trabalhar ou reduzir o nível de esforço em alguns programas específicos, pedindo para que tomássemos medidas imediatas para reduzir os empregos", disse o chefe dos Sistemas Integrados de Defesa, Jim Albaugh, à CNN

Programas que envolvem a defesa nacional, como o Midcourse Defense, relacionado à impedir ataques de mísseis aos Estados Unidos, também receberão cortes nos investimentos. Em janeiro, a Boeing anunciou um corte de 10 mil empregos neste ano.

Fonte: Invertia via Terra

Casal de argentinos que vive no Galeão quer pegar 'carona' aérea para Roraima

Mulher diz que amigo os levaria para a Venezuela e, de lá, para o Panamá.

Casal, três filhas e cunhada moram há dois meses no Tom Jobim.




Sem dinheiro para pagar as passgens de volta para o Panamá, país onde viveriam há três anos, o casal de argentinos, suas três filhas pequenas e a cunhada, aceitariam, de bom grado, uma "carona aréa" para Boa Vista, em Roraima.

Segundo a mãe Liliana Sava, assim eles ficariam próximos ao seu destino, e deixariam o saguão do aeroporto do Galeão, no Rio, onde vivem há 36 dias. O grupo conta com uma rede de solidariedade que se formou entre os funcionários, policiais e passageiros. Eles se sensibilizaram com a simpatia das três crianças.

Liliana explicou por que não aceitou a ajuda do Consulado da Argentina no Rio para regressar a Buenos Aires:

“Fomos a Buenos Aires visitar meu pai, que está muito doente. Por causa da doença do meu pai, minha mãe teve de vender tudo. Eles vivem num quarto e sala. Não há espaço para seis pessoas numa casa com uma pessoa que não reconhece ninguém. Minha mãe está muito idosa e não quero que ela tenha mais preocupações”, disse Liliana Sava, mãe das crianças.

Problemas no Panamá

Eles não receberam qualquer oferta de ajuda do consulado do Panamá no Rio. Liliana não sabe dizer por que, mas arrisca uma explicação: a família não tratou do visto de permanência no país da América Central.

“Nem sei se quero mais a cidadania. Queria ter a residência”, disse Liliana.

Ela afirma que não quer ajuda de ninguém e que só pretende obter as passagens para as seis pessoas – que custa cerca de R$ 8 mil – para voltar ao Panamá. E acredita que, se conseguisse ir até Boa Vista, em Roraima, teria mais facilidade para voltar para casa.

“Iria contatar um amigo que vive na Venezuela. Ele nos pegaria e levaria para Caracas. De lá, a passagem para chegar ao Panamá é mais barata. Lá, com R$ 2 a gente consegue comer alguma coisa na rua, aqui não. Tudo aqui é muito caro”, disse Liliana, que vem sobrevivendo com a família graças à generosidade das pessoas que trabalham no aeroporto.

Entenda o caso

A família veio de Buenos Aires para o Rio de ônibus. Uma amiga deles chegou a reservar as passagens aéreas do Brasil para o Panamá, com data de dia 6 de junho. Mas o grupo só pôde chegar ao Rio no dia 11 de junho.

"Nossa amiga não tinha comprado as passagens e, agora, não tem mais dinheiro. A crise está afetando todo mundo ", lamentou Liliana.

Correio Aéreo Nacional

Liliana contou ainda que uma outra opção partiria da prefeitura do Rio, através da Secretaria municipal de Assistência Social, que está tentando uma autorização para que a família possa viajar para o Panamá num avião do Correio Aéreo Nacional.

A prefeitura levou a família para um abrigo, mas eles acharam melhor voltar ao Tom Jobim. Segundo Liliana, o ambiente não era o mais apropriado para as três filhas.

Rede de solidariedade

O caso criou uma rede de solidariedade entre os funcionários das lojas do aeroporto. Desde que percebeu que aquelas seis pessoas estavam na área de restaurantes do Terminal 1 e que não embarcavam nunca, a cabeleireira Cláudia Cristina Machado procurou ajudá-los.

Cláudia disse que até hoje perde noites de sono pensando no desconforto das meninas Elizabeth, de 6 anos, Bianca, de 5 anos, e Joana, de 2 anos, que dormem nos bancos da lanchonete.

“Apesar de estarem vivendo aqui, as crianças são muito carinhosas, simpáticas e educadas. Todo mundo se comoveu com a história deles. Passei a conversar com a mãe e descobri que ela dava banho nas meninas no berçário e lavava a roupa delas à noite, no banheiro e as colocava para secar nos carrinhos de bagagem”, contou Cláudia.

Aos poucos, os funcionários passaram a oferecer comida aos argentinos. Quando souberam que as bagagens da família estavam presas no maleiro, fizeram uma “vaquinha” para liberar o armário.

Festa de aniversário na aeroporto

Até festinha de aniversário já teve no aeroporto, na última segunda-feira (13), quando a menina Bianca completou 5 anos. A manicure Ivonete Pereira contou que os funcionários trouxeram balões de gás, brinquedos e bolo para a menina.

Sensibilizado com a situação da família argentina, o PM José Walber Francisco dos Santos, desde que soube da situação, está fazendo de tudo para ajudá-los.

“Não temos como abrigar seis pessoas de uma vez. Mas juntamos toda a família, compramos frutas e fraldas para as crianças. Agora, estou preocupada porque as meninas estão começando a ficar resfriadas. Essa situação é toda muito triste”, disse a irmã do PM Walber, a dona de casa Dínis Fath Maria dos Santos.

Fonte: Alba Valéria Mendonça (G1)

Trem-bala atravessará São Paulo por 16 km de túneis

O trem-bala que ligará o Rio de Janeiro a Campinas passará pela cidade de São Paulo por um túnel de pelo menos 16 km, podendo chegar a 25 km conforme o trajeto escolhido. Para se ter uma ideia, a extensão da atual malha subterrânea do metrô é de cerca de 50 km.

Segundo especialistas, o custo do túnel deve variar entre R$ 3,2 bilhões e R$ 5 bilhões, tendo por parâmetro o gasto de um trecho de metrô semelhante. O valor total de implantação do projeto, incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), é de R$ 22 bilhões, gasto que, para especialistas, pode chegar a R$ 33 bilhões.

O túnel percorrerá o subsolo entre as proximidades da rodovia Presidente Dutra --de onde o trem partirá rumo ao Estado fluminense-- e o entorno da rodovia dos Bandeirantes --de onde ele seguirá para o interior paulista.

Haverá uma estação subterrânea no Campo de Marte (zona norte), única parada prevista dentro do município de São Paulo. Já na Grande São Paulo, haverá uma estação no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, por onde o trem deve passar acima da superfície.

As informações foram confirmadas por políticos e técnicos ligados aos governos federal e estadual e por consultores envolvidos no projeto. A Casa Civil não se pronunciou oficialmente. No mês passado, a ministra Dilma Rousseff afirmou que a ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro ficará pronta para a Copa de 2014, que terá o Brasil como sede.

Além de São Paulo, o trem-bala demandará túneis nas cidades de Campinas e Rio de Janeiro e na Serra das Araras (RJ) -somados, serão cerca de 50 km de linha subterrânea.

Embora mais cara, técnicos afirmam que a opção pelo túnel tem a vantagem de evitar desapropriações e driblar complicações ambientais e de impacto urbano que a construção de uma via elevada provocaria.

O traçado, ainda não definitivo, prevê estações nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), além de paradas no Campo de Marte, em São José dos Campos (91 km de SP) e em Volta Redonda (112 km do RJ). Haveria ainda estações alternativas em Jundiaí (60 km de SP) e Aparecida (167 km de SP).

A viagem expressa entre São Paulo e Rio deve ficar torno de R$ 150, atraindo usuários da ponte aérea. Uma outra modalidade de viagem, mais barata e com paradas, será oferecida por até R$ 100, servindo de alternativa a quem viaja de ônibus.

Campo de Marte

Principal candidata à parada paulistana do trem-bala, por estar conectada ao metrô e à CPTM, a estação da Luz (centro) foi preterida devido ao custo da obra necessária para que abrigasse mais uma linha.

"Já tem muita linha chegando lá, seria preciso fazer um quarto andar subterrâneo, é inviável economicamente", afirma o consultor Albuino Azeredo, da empresa Trends, que trabalha no projeto da linha expressa em parceria com o governo sul-coreano.

De acordo com ele, o interesse imobiliário pela zona norte foi outro fator determinante para a escolha.

A ligação entre o Campo de Marte e o metrô ficará a cargo do governo do Estado e deve incluir uma passagem subterrânea até a estação Carandiru (linha 1-azul).

Fonte: Mariana Barros e Felipe Seligman (Folha de S.Paulo)

Trem-bala entre São Paulo e Rio custará R$ 34,6 bi; passagem sai a partir de R$ 150

Com tecnologia de ponta para a época, trem-bala do Japão (shinkansen) foi o primeiro do mundo; modelo foi já "aposentado"

O trem de alta velocidade que ligará São Paulo ao Rio custará R$ 34,6 bilhões, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O valor ficou 63% acima do previsto no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que era de US$ 11 bilhões (o que equivale a aproximadamente R$ 21,23 bilhões). A obra deverá ir a leilão até o fim do ano e será concluída em 2014.

A estimativa para a passagem entre São Paulo e Rio de Janeiro fora do horário de pico é de R$ 150 na classe econômica e R$ 200 na executiva e de R$ 200 na econômica e R$ 325 na executiva durante o horário de pico.

Os custos incluem construção da linha, aquisição de trens,desapropriação e medidas socioambientais e implantação de todos os sistemas necessários. Os maiores custos serão das obras civis, R$ 24,5 bilhões.

De acordo com o estudo, o trem-bala transportaria, em 2014, 6,4 milhões de passageiros por ano, contra 3,9 milhões do transporte aéreo, 960 mil de automóveis e 865 mil de ônibus. Atualmente, a demanda do transporte aéreo é de 4,4 milhões de passageiros por ano. A estimativa é de que, em 2024, a demanda pelo trem de alta velocidade passe para 10,2 milhões de passageiros por ano e, em 2044, para 24,9 milhões por ano.

O trem terá um serviço expresso, que ligará as capitais São Paulo e Rio diretamente, em uma viagem de 1 hora e 33 minutos, saindo do Campo de Marte e chegando à Barão de Mauá.

Haverá também o serviço regional de longa distância, entre Campinas (SP) e Rio de Janeiro, com paradas no aeroporto internacional de Viracopos (SP), aeroporto internacional de Guarulhos (SP), Volta Redonda e Barra Mansa (RJ) e aeroporto internacional do Galeão (RJ). Será oferecido ainda o serviço regional de curta distância, ligando Campinas a São José dos Campos, com paradas em São Paulo e aeroporto de Guarulhos.

Em 2014, a previsão de ter 42 trens operando sendo que serão três trens a cada 20 minutos no Serviço Expresso (por hora, por direção) no horário de pico e 1,5 trem a cada 40 minutos fora do horário de pico.

Fonte: Lorenna Rodrigues (Folha Online) - Foto: Divulgação

Agência de aviação autoriza mais empresas a operarem no País

Enquanto companhias aéreas de todo mundo contabilizam perdas por conta da queda na demanda de passageiros e a oscilação do preço dos combustíveis, a El Al Israel Airlines Limited deve começar a voar no Brasil. A notícia foi confirmada em uma publicação no Diário Oficial da União, de ontem, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a empresa israelense a operar no Brasil.

Fora a israelense, outras definições positivas para a implantação de serviços aéreos de diversas empresas agrícolas e de táxi-aéreo também foram oficializadas. A autorização vale por cinco anos e foi concedida às companhias Aerodinâmica Aviação Agrícola, Agsafra Aviação Agrícola, Geotech Aerolevantamento e Tomé Aviação Agrícola.

Enquanto o setor aéreo força oportunidades no Brasil, lá fora as empresas contabilizam perdas. A US Airways, por exemplo, pretende cortar 600 funcionários, por conta da retração no fluxo de passageiros, informou a companhia em comunicado ao mercado.

Por sua vez, a American Airlines contabilizou uma perda líquida de US$ 765 milhões, apenas no primeiro semestre deste ano, além de uma queda de mais de 18% na receita, em relação aos primeiros seis meses do ano fiscal passado. Os dados foram apontados no demonstrativo financeiro da empresa, ontem.

Como as companhias apertam o cinto, a fabricante de aviões Boeing, sofre as consequências dessa economia na ponta da cadeia. A empresa acaba de anunciar o corte de mil funcionários na área de defesa.

Fonte: DCI

Polícia federal testa veículo aéreo não tripulado no oeste do PR

Novidade coincide com a Operação Força Alfa, que vai combater o narcotráfico na fronteira com o Paraguai

A Polícia Federal no Paraná iniciou nesta semana a fase de testes do veículo aéreo não tripulado (VANT), a ser usado em ações de repressão ao longo da faixa de fronteira, no Oeste do Estado. A ferramenta, de fabricação israelense, foi adquirida em meio ao programa de aparelhamento da PF, que inclui ainda binóculos de visão noturna. Hoje tem início também a Operação Força Alfa, que vai combater o narcotráfico na fronteira.

A aeronave voa sem tripulação e é controlada remotamente desde bases em terra. O VANT leva potentes câmeras que lhe permitem visualizar de grande altitude o movimento de veículos e pedestres. O aparelho tem mais de 10 metros de envergadura e autonomia de voo de mais de 20 horas. Não há um prazo final para a fase de testes, que mobiliza agentes da fronteira e de Brasília.

Esta é a primeira de uma série de três aeronaves adquiridas pela Polícia Federal, que assim se torna a primeira polícia do mundo a operar o equipamento, já utilizado em escala militar por diversas forças. O comando da PF em Brasília definiu a tríplice fronteira como prioridade para a instalação e operação do VANT, região onde já vem ocorrendo reforço de recursos humanos e materiais para o combate à criminalidade organizada.

“Essa aeronave é um avanço muito importante que ocorreu nos últimos 20 anos no Oriente Médio. Nós fomos a primeira polícia do mundo a utilizar o equipamento, mas desarmado. Ele permite a transmissão ao vivo de imagens para que equipes em terra possam realizar as abordagens. Este é um equipamento moderno e ágil que será muito útil na produção de provas criminais e no planejamento estratégico”, apontou o chefe da comunicação social da Polícia Federal (PF) no Paraná, Marcos Koren.

Outra operação que deve aumentar a fiscalização da fronteira do Paraná com o Paraguai e a Argentina é a Força Alfa – Companhia Independente de Polícia Fronteira, em Guaíra. A partir de hoje, 80 policiais ficarão permanentes às margens do Lago Itaipu. A unidade, que tem sede de apoio em Santa Helena, combaterá o tráfico de armas e drogas nas fronteiras, principalmente com o Paraguai e com o Mato Grosso do Sul.

O trabalho será feito com operações terrestres, aéreas e aquáticas, conforme determinações ou Planos de Operações estabelecidos pelo Comando-Geral da Polícia Militar. A Força Alfa também vai apoiar a Polícia Federal no combate ao narcotráfico. Junto aos 80 policiais permanentes, somam-se mais 100 policiais da Companhia de Polícia de Choque, em períodos temporários.

A operação deve reduzir a passagem de drogas pela fronteira. O Paraná é hoje uma das rotas de tráfico para drogas, que seguem para outras regiões do Brasil. A equipe da Força Alfa trabalhará com helicópteros, barcos, caminhonetes 4x4, armamento e outros equipamentos. Os policiais usarão uniforme especial de selva para a atuação em área de mata e margens de rios.

Fonte: Bem Paraná - Foto: Divulgação/Polícia Federal

Companhias aéreas buscam novas fontes de receita

Com a competição acirrada e margens cada vez menores na venda de passagens, as companhias aéreas estão se estruturando e abusando da criatividade para faturar nos extras. A cobrança por bagagens extras já se tornou uma realidade nos Estados Unidos - só no primeiro trimestre deste ano, as companhias aéreas americanas arrecadaram US$ 566,3 milhões com taxas de bagagem.

Na Irlanda, a Ryanair estuda cobrar até pelo uso do banheiro.

No Brasil, depois de uma experiência piloto, a Gol se prepara para estender, de forma gradual e para voos acima de uma hora e quarenta minutos, a venda de lanches a bordo. A iniciativa, que já está em teste em 5 rotas, será estendida para o voo São Paulo-Brasília. De acordo com o vice-presidente financeiro da Gol, Leonardo Pereira, no futuro, a empresa também poderá oferecer outros produtos a bordo, como perfumes e artigos tradicionais das lojas duty free, além de merchandising da própria Gol, como maquetes de avião.

O executivo não faz projeções financeiras sobre as metas da companhia com a venda a bordo, mas afirma que as chamadas receitas auxiliares - tudo o que não é receita de passagem, como carga, fretamento, programa de milhagem, entre outros - representam hoje 11% do faturamento da empresa, que foi de R$ 6,4 bilhões no ano passado. A maior parte disso hoje é carga, com R$ 500 milhões.

Em termos de receitas auxiliares, a Gol, e também a concorrente TAM, apostam sobretudo no potencial dos seus programas de milhagem. O programa Fidelidade, da TAM, que conta com 5,9 milhões de clientes cadastrados, rendeu R$ 528,2 milhões no ano passado - ante uma receita líquida total de R$ 11 bilhões. O número representa um crescimento de 82% em relação ao ano anterior. Para este ano, o crescimento deve ser ainda maior, graças ao efeito do ingresso da companhia na rede Star Alliance. Só no primeiro trimestre deste ano, a receita foi de R$ 209 milhões, crescimento de 160% ante o igual período de 2008. Para a Gol, o programa Smiles representa hoje 2% das receitas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado via IG

Duas caixas-pretas de avião que caiu no Irã são encontradas

Ninguém sobreviveu em voo que levava 168 passageiros.

Testemunhas disseram que cauda de aeronave pegou fogo.



O governo do Irã anunciou ter encontrado duas das três caixas-pretas do avião que caiu minutos depois da decolagem de Teerã, nesta quarta-feira (15). Ninguém sobreviveu.

Uma reportagem de rádio local citou o chefe de investigações Ahmad Majidi dizendo que uma das caixas estava danificada. Segundo ele, as caixas seriam enviadas para os fabricantes russos para análise. A busca pela terceira caixa continua. Ainda segundo Majidi, os corpos resgatados seriam levados nesta quinta-feira para Teerã para identificação.

O avião decolou do Aeroporto Internacional de Teerã em direção à capital da Armênia, Ierevan, e caiu 16 minutos depois em uma área rural da província iraniana de Qazvin.

Com problemas técnicos, o piloto tentou fazer um pouso de emergência. Testemunhas disseram que a cauda do avião Tupolev, de fabricação russa, estava em chamas.

A aeronave explodiu com o impacto e abriu uma cratera de dez metros de profundidade. Esse foi o quarto acidente com aviões de grande porte no mundo em dois meses, causando a morte de 645 pessoas.

A Armênia declarou um dia de luto nesta quinta. Segundo a agência de notícias Associated Press, programas de humor e shows foram cancelados no país em sinal de respeito.

Fontes: G1 / AP

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pedaços soltos do tanque externo atingiram "Endeavour", diz Nasa

Vários pedaços se desprenderam hoje do tanque externo do ônibus espacial "Endeavour" e pelo menos um deles atingiu a estrutura da nave, mas as autoridades da Nasa (agência espacial americana) asseguraram que não deve ser um problema sério.

O "Endeavour" partiu em uma missão de 16 dias à Estação Espacial Internacional (ISS) após cinco adiamentos por causa, primeiro, de problemas com esse mesmo tanque externo, e depois das más condições de tempo na região do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Os pedaços soltos foram detectados poucos minutos depois do lançamento pelas câmeras do tanque externo.

Uma das primeiras operações que os astronautas da nave realizarão amanhã será revisar o escudo térmico e a estrutura da nave.

"Não consideramos que isso seja um problema", disse em coletiva de imprensa após o lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, William Gerstenmeir, administrador adjunto para operações espaciais da Nasa.

Segundo ele, as marcas brancas mostradas nas imagens provavelmente são "danos na pintura, não fissuras profundas".

O incidente lembrou um episódio similar ocorrido durante o lançamento da nave "Columbia" em meados de janeiro de 2003.

A nave se desintegrou sobre o céu do Texas em 1º de fevereiro desse mesmo ano ao término de uma missão científica, uma tragédia que matou seus sete tripulantes.

Fonte: EFE via G1 - Foto: NASA

Endeavour é lançada para nova ampliação da Estação Espacial

Tripulantes de ônibus espacial vão instalar módulo de laboratório japonês.

Nasa aposentará programa em 2010; manutenção vai depender das Soyuz.




Na sexta tentativa, o ônibus espacial Endeavour partiu nesta quarta (15) às 19h03 (horário de Brasília) do Centro Espacial Kennedy rumo à Estação Espacial Internacional (ISS).

A Endeavour leva uma tripulação de sete astronautas para instalar a última parte do módulo de pesquisa japonês, o laboratório Kibo, orçado em US$ 2,4 bilhões. A duração programada da missão é de 16 dias, dos quais 11 na ISS. Estão previstas cinco caminhadas espaciais.

A Nasa já anunciou que vai aposentar no ano que vem seus ônibus espaciais. A manutenção da ISS dependerá, por um longo período, basicamente das naves russas Soyuz.

A agência espacial americana tenta concluir a construção da ISS, um projeto de US$ 100 bilhões patrocinado por 16 países, até setembro de 2010.

Nenhuma das outras naves que fazem a "ponte espacial" para a estação (a Progress e a Soyuz, russas; o Veículo de Carga Automatizado, europeu e o HTV, japonês, que deve debutar este ano), pode transportar e instalar componentes de grandes dimensões.

O lançamento da Endeavour havia sido adiado cinco vezes por causa de vazamentos de combustível, tempestades de raios e outras condições meteorológicas desfavoráveis.

Fonte: G1 (com informações da Reuters)

Avião com 168 pessoas a bordo cai no Irã; não há sobreviventes, diz TV estatal

Tupolev da iraniana Caspian Airlines ia de Teerã a Ierevan, na Armênia.

Aeronave de fabricação russa teria pegado fogo no ar antes da queda.




Um avião de passageiros Tupolev Tu-154, com 168 pessoas a bordo, caiu nesta quarta-feira (15) quando sobrevoava a cidade iraniana de Qazvin, a 150 km a noroeste de Teerã, segundo a Irna, agência estatal de notícias do Irã, citando fontes policiais.

O acidente ocorreu por volta das 11h33 locais (4h03 de Brasília).

A aeronave, de fabricação russa, ia de Teerã para Ierevan, capital da Armênia. Havia a bordo 151 adultos, 2 crianças e 15 tripulantes, segundo Arlen Davudyan, representante da empresa, que é iraniana. A nacionalidade dos passageiros não foi divulgada.

Mapa mostra o trajeto e o local da queda do avião Tupolev nesta quarta-feira (15) no Irã

Segundo o representante da empresa, o acidente ocorreu cerca de 15 minutos depois da decolagem. O motivo da queda não está claro, e as caixas-pretas ainda não foram encontradas.

Um general do Exército iraniano, ouvido pela Irna, afirmou que o avião se partiu em pedaços e abriu uma cratera ao cair.

Uma autoridade local, Sirous Saberi, disse que a aeronave teve problemas técnicos, tentou um pouso de emergência, mas pegou fogo no ar antes de cair.

Veja imagens do acidente

A rede de TV CNN mostrou imagens dos destroços do avião, em uma área rural. Em Ierevan, parentes de passageiros esperavam ansiosos por notícias.

Foto liberada pela agência Isna, mostra homem observando os estragos do acidente na região de Jannatabad - Foto: AP/ISNA

Veja estatísticas de acidentes aéreos

"Foi um grande desastre, com pedaços da aeronave espalhados por uma área de 200 metros quadrados", disse um bombeiro à TV estatal iraniana.

Oito lutadores do time juvenil de judô do Irã e dois técnicos estavam a bordo, segundo a agência Mehr.

A Caspian Airlines é uma companhia iraniana. Fundada em 1992, opera voos para Hungria, Emirados Árabes Unidos, Síria, Ucrânia, Armênia, Belarus e Turquia, e também para as principais cidades iranianas.

Davudyan, da Caspian Airlines, disse que entre 20 e 25 passageiros eram armênios. O Irã abriga cerca de 100 mil pessoas da etnia armênia, muitos dos quais frequentemente usam voos entre Teera e ierevan para visitar parentes no país vizinho.

O Irã registrou diversos grandes acidentes aéreos na última década, alguns deles envolvendo aviões Tupolev.

A fabricante norte-americana Boeing não exporta uma aeronave ao Irã desde 1979, quando o governo dos EUA impôs sanções econômicas contra Teerã.

Essas sanções também impediram o país de adquirir peças de reposição para aviões dos EUA comprados anteriormente ou de comprar aviões europeus que utilizam motores fabricados nos Estados Unidos, como modelos da Airbus.

Em setembro de 2006, 29 pessoas morreram quando um Tupolev 154 da Iran Air Tour pegou fogo ao aterrissar na cidade de Mashhad, no nordeste do país. Em 2002, todas os 118 passageiros morreram quando um outro Tupolev 154 da Iran Air Tour caiu perto da cidade de Khorramabad, no oeste do Irã.

É o terceiro grande acidente aéreo pelo mundo em menos de dois meses. No dia 31 de maio, um avião da Air France caiu no Oceano Atlântico, matando todos os 228 a bordo. No último dia 30 de junho, um avião com 153 pessoas a bordo da companhia Yemenia Airway caiu próximo à ilha de Comores e apenas uma menina sobreviveu.

Fonte: G1 (com agências internacionais)

Encontrado destroços de aeronave em mata fechada de Ubatuba

As peças podem ser do helicóptero de um empresário que teria caído na região em janeiro de 2008.



Fotos do local foram entregues à Aeronáutica, que confirmou que pode ser a aeronave de João Verdi de Carvalho Leite, presidente da fabricante de material bélico Avibrás.

Fonte: Bom Dia SP (TV Globo)

Reportagem sobre o acidente no Irã



Fonte: GloboNews

Fotos do acidente no Irã


Clique aqui e veja mais fotos.

Fotos: Reprodução/PressTV

Avião de passageiros cai no Irã com 168 pessoas a bordo

Um avião de passageiros Tupolev Tu-154M que voava do Irã para a Armênia caiu no noroeste do país. A agência estatal iraniana Irna informou nesta quarta-feira (15) que ao menos 168 pessoas estavam a bordo da aeronave, sendo 153 passageiros e 15 tripulantes. e que não havia sobreviventes.

O acidente ocorreu nas proximidades da aldeia de Janat-Abad, na Província de Qazvin, a 120 quilômetros a noroeste de Teerã. depois que a aeronave da Caspian Airlines deixou o aeroporto de Teerã rumo a Ierevan (capital armênia), às 11h33 (4h de Brasília). Não há informações sobre as causas do acidente.

"O voo 7908 da Caspian se acidentou 16 minutos após decolar do Aeroporto Internacional Imã Khomeini", afirmou Reza Jafarzadeh, porta-voz da Organização de Aviação do Irã. O avião era um Tupolev, de fabricação russa.

A rede de TV Press TV informou que equipes de resgate e bombeiros foram enviados ao local. Um general do Exército iraniano disse que o avião se partiu em pedaços e que acredita-se que todos os seus ocupantes estejam mortos.

Em fevereiro de 2002, um avião similar da companhia Iran Air Tours caiu entre Teerã e a cidade de Khorramabad, também no Irã, com 105 ocupantes. Em dezembro de 2005, 116 pessoas morreram após o choque de uma aeronave militar AC-130 Hercules que transportava passageiros civis em um edifício de dez andares nos arredores de Teerã.

Devido às sanções internacionais econômicas e financeiras sofridas pelo país, o Irã possui uma frota aérea bastante debilitada, com muitos aviões da época da ex-União Soviética ainda em operação.

Assista a reportagem (em inglês):



Fontes: UOL / EFE / Reuters / AP

Aérea inicia voo direto entre Porto Alegre e Rio por R$ 169

A companhia aérea Azul anunciou nesta terça-feira que vai realizar voos sem escala entre Porto Alegre (RS) e o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. As passagens começaram a ser vendidas hoje por preço de R$ 169.

A rota com seis frequências diárias entre as duas seis cidades tem início no dia 10 de agosto. Na mesma data, entram em operação os voos entre Belo Horizonte e Campinas.

A companhia já voava entre os dois destinos, mas com escala em Campinas. Os voos diretos partem do Aeroporto Santos Dumont todos os dias às 9h05, 14h36 e 20h22. De Porto Alegre, os horários de partida são 6h35, 11h55 e 17h15.

As tarifas são válidas por trecho e as reservas devem ser feitas entre esta terça-feira e quarta-feira com antecedência mínima de 21 dias do voo de ida. As passagens aéreas podem ser compradas pelo site da empresa (www.voeazul.com.br), através da central de atendimento 3003 2985 ou nas principais agências de viagem.

Fonte: Invertia via Terra

Destroços do voo AF 447 chegam à França por navio

Os destroços do Airbus A330 que caiu no Atlântico em 31 de maio chegaram na terça-feira à cidade francesa de Pauillac por navio, informou a capitania dos portos.

Funcionários observam descarregamento de destroços do voo 447 da Air France, vindos de Recife, em Pauillac, perto de Bordeaux, sudoeste da França. Os destroços serão enviados ao Centro de Provas Aeronáuticas de Toulouse (CEAT), onde serão analisados pelos investigadores franceses

Em seguida os destroços serão enviados ao Centro de Provas Aeronáuticas de Toulouse (CEAT), onde serão analisados pelos investigadores franceses.

O navio "Ville de Bordeaux" atracou no porto de Pauillac, situado a 40 quilômetros ao norte de Bordeaux, às 19h locais (14h00 em Brasília).

O navio de 154 metros de comprimento é habitualmente usado pela Airbus para transportar seções de seu avião muito grande A380 entre as fábricas do grupo aeronáutico, antes da montagem nas oficinas de Toulouse.

Apesar de o espaço portuário ser fechado ao público, dezenas de curiosos vindos em família puderam assistir às manobras do navio à distância.

Tendo partido do Recife, os destroços da aeronave que fazia o vôo 447 da Air France e os dois contêineres nos quais estão peças do A330 seriam em seguida transferidos para uma barcaça já posicionada ao longo do cais, antes de serem transferidos para Langon, no sul da Gironda, depois de descer o rio Garonne.

Em seguida, o carregamento irá para Toulouse em caminhões, tendo como destino final o CEAT, organismo subordinado ao Ministério da Defesa. É nesses hangares que o CEAT normalmente faz a certificação dos aviões, efetuando testes de desgaste com eles.

As peças serão examinadas sob o controle do Escritório de Investigações e Análises (BEA), que comanda a investigação sobre o desastre do voo AF 447 que partiu do Rio para Paris e deixou 228 mortos.

"Todas as etapas são importantes", disse o BEA, que divulgou seu primeiro relatório sobre o acidente no início de julho.

Fonte: Claude Canellas (Reuters/Brasil Online) via O Globo - Foto: Pierre Andrieu (AFP)

Minas terá mais 8 aeroportos para aviação regional

Enquanto vários outros estados correm o risco de ter uma série de aeroportos fechados, Minas Gerais está aumentando sua capacidade de aviação regional. Até o final deste ano, as cidades de Capelinha, Curvelo, Divinópolis, Guaxupé, Lavras, Ouro Fino, Passos e Piumhi deverão inaugurar seus aeroportos com investimento total de R$ 56 milhões do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (ProAero), da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas. A partir de agosto as obras já começam a ser entregues.

O gerente do ProAero, Marco Migliorini, explica que a meta do Proero é capacitar 30 aeroportos em Minas para a aviação regional até 2011. Do total de 853 municípios do estado, apenas 10 (incluindo Belo Horizonte) operam atualmente com aviação regular. A falta de infraestrutura em muitas cidades limita o lançamento de rotas pelas companhias aéreas regionais que operam na capital, como a Trip e a Air Minas Linhas Aéreas.

Apesar dos investimentos, a Região Noroeste de Minas ainda vai ficar sem atendimento da aviação regular. É por tal motivo que o presidente da Air Minas Linhas Aéreas, Urubatan Helou, afirma que alguns destinos no estado, como Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Poços de Caldas, não são atendidas pelos voos da empresa por falta de infraestrutura dos aeroportos. "São regiões importantes. Se tivessem empreendimentos capacitados, iríamos para lá no dia seguinte", afirma.

Fonte: Brasilturis

UE publica nova lista negra de companhias aéreas

A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) publicou ontem a nova lista negra de companhias aéreas que estão proibidas de voar nos países do bloco europeu, por não cumprir os requisitos mínimos de segurança.

Por enquanto, não está incluída a Yemenia Airway, que operava o voo que recentemente caiu no Oceano Índico com 153 pessoas a bordo.

"A lista negra não é algo que se faça em uma semana", disse o comissário de Transportes da União Europeia (UE), Antonio Tajani, em declarações à imprensa na sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França).

Tajani disse que a CE está analisando a informação e confirmou que "houve contatos com as autoridades do Iêmen e reuniões técnicas com a empresa".

No entanto, o comissário ressaltou que "é preciso fazer mais controles" e que "um acidente não pode determinar a presença na lista".

À espera de que se esclareça o ocorrido em Comores e que a UE tenha elementos para decidir se inclui esta companhia ou não, as que foram vetadas são todas as companhias aéreas da Zâmbia e do Cazaquistão - exceto a cazaque Air Astana, que pode continuar operando na UE, mas com fortes restrições.

Continuam proibidas todas as companhias que estavam na lista anterior, menos quatro da Indonésia - a Garuda Indonesia, a Airfast Indonesia, a Mandala Airlines e a Premiair - e uma da Tailândia - a One Two Go Airline - que já cumprem os padrões internacionais de segurança.

Fonte: EFE via G1

TAAG volta a para Lisboa

A Comissão Europeia retirou a TAAG da lista negra da aviação e voltou a autorizar a companhia aérea angolana a voar para Portugal, ainda que só possa fazer "com certos aparelhos e segundo condições muito restritas".

O anúncio foi esta terça-feira feito pelo comissário europeu dos Transportes, Antonio Tajani, que considerou a decisão como "um sinal importante para África" e "uma boa notícia para Angola".

"É um sinal importante para África, é um sinal importante para um país e para uma companhia aérea que aceitou trabalhar connosco para aumentar o nível de segurança aérea", afirmou o comissário.

A TAAG poderá assim realizar 10 voos semanais para Lisboa, mas com a supervisão da TAP. Salientando que este é "um primeiro passo", Tajani mostrou-se confiante que em breve "esta primeira etapa para a TAAG se possa transformar numa segunda etapa".

"Vamos ver como as coisas correm. Se a TAAG trabalhar bem, com o apoio da TAP, poderemos fazer coisas boas por Angola, pela Europa e pelos passageiros de todo o Mundo", afirmou o comissário.

A TAAG estava impedida de voar no espaço europeu há cerca de dois anos, devido a problemas de segurança dos seus aparelhos.

Fonte: Correio da Manhã

Papagaio de família em mudança para o Rio é preso no aeroporto

Caso foi parar na justiça, e o bicho está em quarentena no setor de cargas.

Autoridades brasileiras exigem documento para liberar Ambie.


Uma família que se mudou recentemente de Washington, nos Estados Unidos, para o Rio se envolveu numa batalha judicial pela guarda de um papagaio nascido na África. Ambie, o bicho de estimação da família, está preso há quase duas semanas, e foi posto em quarentena no setor de cargas do Aeroporto Tom Jobim para evitar uma provável deportação ou, em caso extremo, o seu sacrífico.

Ronnie Barret e seu filho Kieran, de 4 anos, desembarcaram no dia 29 de junho, acompanhados do papagaio africano acreditando ter obtido a documentação necessária para o ingresso do bicho no país.

A família teria cumprido, segundo seus advogados, todos os trâmites burocráticos, mas, por falta de um documento, eles não conseguiram a liberação de Ambie, que vive com a família há cerca de 12 anos.

Os advogados José Pinto Soares de Andrade e Lany Gabriela Borges explicaram que, antes da viagem, sua cliente esteve na embaixada brasileira em Washington para se informar sobre documentos necessários para o desembarque do animal no Brasil, mas, ao aqui chegar, descobriram que faltava um papel.

Ronnie alega ter cumprido todas as exigências apresentadas - a principal delas era um certificado emitido pelo Serviço de Inspeção Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

No documento é atestado que o animal foi inspecionado e “parece estar livre de infecções e doenças contagiosas que possam causar perigo para si, para outros animais ou para a saúde pública”. No mesmo documento também é informado, segundo o plantão da Justiça Federal, que Ambie é procedente de uma área não submetida à quarentena por raiva.

De acordo com os advogados, o visto de embarque do papagaio foi assinado e validado, mas esbarrou nas autoridades portuárias do Rio.

Falta de documentação

Na chegada ao Brasil, família não conseguiu desembarcar o papagaio porque, segundo a fiscalização brasileira, faltava um documento que deveria ser assinado pelo cônsul brasileiro em Washington. O advogado José Pinto alega que o documento não teria sido exigido a Ronnie na ida dela ao serviço diplomático brasileiro em Washington.

Os advogados informaram no pedido de liminar feito à Justiça que a dona do papagaio e o filho tinham duas opções: sacrificar Ambie ou embarcarem todos de volta as EUA no voo seguinte.

A dona da ave obteve a liminar na justiça, que determinou que a ave permaneça em quarentena até que a Secretaria de Defesa Agropecuária realize provas biológicas oficiais.

O papagaio está no setor de cargas do aeroporto aguardando o resultado dos exames para ser liberado.

Advogados pedem liberdade para papagaio detido no Tom Jobim

Dona do bicho reclama: ele não está acostumado com tangerina.

Advogados processam governo federal por danos morais e materiais.


Os advogados contratados para resolver a situação da família de Ronnie, que teve o papagaio retido no Aeroporto Tom Jobim, no subúrbio do Rio, vão entrar com um pedido de hábeas corpus na tarde desta segunda-feira (13).

Ronnie e o filho de quatro anos se mudaram de Washington, nos Estados Unidos, para o Brasil no dia 29 de junho. A ave - que se chama Ambie - está há 12 anos com a família. Segundo o advogado José Pinto Soares de Andrade, o animal está sendo maltratado e recebe uma alimentação com a qual não está acostumado - uma tangerina e água durante o dia. O advogado informou também que entrou com uma ação por danos morais e materiais contra o Ministério da Agricultura.

Fonte: Patrícia Kappen (G1) - Foto: Arquivo Pessoal

TAM e Gol perdem mercado na aviação doméstica

A TAM liderou o mercado doméstico de aviação em junho, com 44,77% do fluxo de passageiros transportados, o que representou um recuo de 3,82 pontos porcentuais em relação ao mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Gol/Varig manteve-se na segunda posição, ao responder por 42,19% da demanda por voos nacionais. Em junho do ano passado, sua fatia era de 45,19%. Juntas, as duas maiores empresas aéreas brasileiras responderam por 86,96% da demanda doméstica de junho.

A Azul foi a terceira maior empresa pelo segundo mês consecutivo, com 4,31% de participação. A "novata", que iniciou suas operações em dezembro, havia alcançado a terceira colocação no mês passado, com fatia de 4,16%. A Webjet vem logo em seguida, com participação de 4,23%. A OceanAir teve 2,56% dos voos domésticos em junho, enquanto a companhia regional Trip teve 1,21% da demanda.

No acumulado do primeiro semestre, a TAM teve participação de 47,9%. A Gol/Varig respondeu por 40,66% dos voos domésticos. De janeiro a junho, a WebJet aparece na terceira posição, com fatia de 4%. A Azul vem na quarta colocação, com 2,81%. A OceanAir, por sua vez, respondeu por 2,74% do fluxo de passageiros transportados no País. A Trip seguiu na sexta posição, com 1,24% do mercado nacional.

Por companhias, a TAM respondeu, em junho, por 86,67% do fluxo de passageiros transportados ao exterior, sendo que em junho do ano passado sua fatia era de 83,07%. A Gol/Varig ficou na segunda posição, com 13,21% de participação ante os 24,48% de junho de 2008. No primeiro semestre, a TAM teve 86% do mercado internacional e a Gol/Varig registrou 13,86%.

Fonte: Alberto Komatsu (Abril.com)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Poltrona de avião é pequena para 70% dos passageiros, diz Anac

Estudo mostra que largura do encosto do banco é mais estreita do que os ombros da maioria das pessoas; setor terá selo de qualidade

As poltronas dos aviões não atendem às necessidades da maior parte dos passageiros de voos domésticos no Brasil, mostra estudo da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Um dos pontos de maior desconforto é o encosto dos assentos. A largura média do assento é de 45 cm, mas 70% dos passageiros pesquisados têm mais de 45 cm de largura entre os ombros.

A agência entrevistou 5.305 homens, nos 20 principais aeroportos do país. Mulheres não entraram na pesquisa porque elas são apenas 20% dos viajantes de avião.

O desconforto, diz o estudo, também está associado à duração do voo e ao peso dos passageiros. Entre os pesquisados, 73% estão com alguns quilos a mais.

O estudo é um dos passos para a Anac criar um selo de qualidade para as empresas que oferecerem maior espaço entre as poltronas.l

Fluxo de passageiros em voos domésticos sobe quase 10%

O movimento de passageiros nos voos domésticos cresceu 9,43% em junho, comparado a igual mês de 2008.

Segundo dados da Anac, o fluxo de passageiros que viajaram ao exterior também aumentou no mesmo período. A alta foi de 2,59%. No primeiro semestre, porém, o número de pessoas em voos internacionais caiu 5,64%.

Pequenas ganham mercado

Em junho, as maiores empresas perderam mercado para as pequenas, principalmente Azul e Webjet. A TAM fechou o mês com participação de 44,77%, ante 48,59% em junho de 2008. Já a Gol caiu de 45,81% para 42,19%.

Fonte: Destak Jornal

Dois novos voos serão operados no Aeroporto de Aracaju (SE)

A partir desta sexta-feira, 17, a empresa aérea Gol passará a oferecer dois novos voos entre os aeroportos de Aracaju e Salvador. Inicialmente os voos irão operar às quartas, sextas e domingos.

O voo 1806 decola de Salvador às 13h20 e chega à capital sergipana às 14h10. Em seguida o vôo 1807 sai de Aracaju às 14h40 e tem chegada prevista em Salvador às 15h20.

Fonte: Denise Gomes, do Emsergipe.com, com informações do Bom Dia Sergipe

Família argentina perdida vive há duas semanas no aeroporto Tom Jobim

O endereço da família Sava, na maior parte dos 34 últimos dias, tem sido o Aeroporto Internacional Tom Jobim (foto). Lá eles dormem, banham-se, almoçam, jantam e tomam café da manhã. À noite, Liliana Edith Sava, 43 anos, lava a roupa das filhas Elizabeth Guadalupe Sava, 6 anos, Bianca Carolina Sava, 4 e Johana Elena Sava, 2, na pia dos banheiros, e as pendura debaixo das mesas da praça de alimentação. As maiores, ela estica sobre os carrinhos usados para carregar malas. Tudo é feito com muita discrição, para não interferir no dia a dia do lugar.

– De manhã já estão secas – garante Liliana.

Elas, Carlos Ignacio Chavez, 49 anos, o pai das crianças, e Edith Noemi Villanueva, 49 anos, irmã dele, esperam uma solução, que não fazem ideia de onde poderá vir, para voltar para casa, no Panamá. Chegaram ao Rio no dia 11 de junho, dia de Corpus Christi, vindos de uma atribuladíssima viagem de ônibus de Buenos Aires. Quatro dias após a decolagem do voo. Não adiantaria nada se tivessem sido pontuais. No Galeão, descobriram que a passagem reservada por uma amiga não havia sido paga. E o dinheiro que tinham havia sido gasto no trajeto até o Rio.

– Chegamos por volta de 11h. Tivemos que esperar até as 2h para o guichê da companhia aérea abrir – lembra Carlos.

Ligaram para todos que conheciam para pedir ajuda em dinheiro. Enquanto o auxílio não vinha, um amigo panamenho pagou, com cartão de crédito, quatro dias de hospedagem e alimentação em um hotel da Praça Tiradentes, no Centro. Foi providencial. Neste período puderam tratar da gripe da caçula. Terminada a estada por falta de dinheiro, ligaram para o consulado da Argentina. Foram informados de que só poderiam receber passagens de ônibus para retornar a Buenos Aires.

– Não temos casa nem emprego em Buenos Aires. O consulado nos deu R$ 50 e um saco com pacotes de fraldas – contou Carlos.

Com o dinheiro, a família foi a um supermercado da Ilha do Governador comprar leite, pão e queijo. Liliana achou tudo muito caro no Galeão. Na mesma quadra do supermercado, havia uma igreja evangélica. Resolveram bater à porta e pedir ajuda. Os fiéis condoeram-se da situação dos Savas. Principalmente Buchecha (que compunha com o morto Claudinho uma dupla de funk melody), que lhes comprou sacolas e mais sacolas de alimentos e ainda pagou quatro dias de hospedagem em um hotel da Praia da Bica, na Ilha.

– Ficamos esperando para ver se nossos amigos conseguiam reunir dinheiro para nossa volta. Mas não deu e tivemos que voltar para o Galeão – lamentou Liliana. – Procuramos ser discretos pra não incomodar ninguém. Não queremos ser expulsos para rua. Aqui pelo menos é seguro.

Mas a situação dos Savas era tão difícil, que permitiram que usassem as dependências do aeroporto enquanto não a resolviam. Usavam o berçário para dar banho nas crianças com uma ducha de mão. Quando terminavam, os adultos se viravam como podiam para se lavar. Em uma das vezes que entrou no banheiro para lavar o rosto, Carlos teve o celular, que deixara em cima do cesto de lixo, roubado.

– Fomos a um departamento de assistência social da prefeitura, no Centro. Encontramos Jaime e Cida, duas pessoas de coração muito grande – relatou Liliana. – Eles fizeram contato com consulados e conseguiram um abrigo para nós na Praça da Bandeira. Mas achamos perigoso ficar lá com as crianças.

Voltaram, então, para as mesas da praça de alimentação, vizinhas a um salão de beleza, cujas funcionárias se encantaram pelas três despachadíssimas crianças. Contaram a história para uma cliente do salão, que trabalha no aeroporto. Ela decidiu que levaria todos para casa.

Nesta terça-feira, a família Sava ainda não sabia onde iria passar a noite. Tinham uma promessa de abrigo na casa de alguém, na Ilha do Governador. Agora esperam por uma resposta para ver se podem viajar em um avião da FAB para Boa Vista. De lá, um amigo os levaria de carro à Venezuela. Depois? Não sabem.

– Não conhecemos o Corcovado, o Pão de Açúcar nem as praias – conta Liliana. – Mas deu para conhecer o coração do carioca. E ele é muito bom.

Fonte: Carlos Braga e Vasconcelo Quadros (Jornal do Brasil)




O outro lado da história

O Consulado da Argentina divulgou nota alegando que ofereceu passagens aéreas para a família ir para a Argentina, porém os responsáveis não teriam comparecido na data acertada para o acordo. O Consulado também informou que ofereceu hospedagem, o que foi negado, além de dinheiro e fraldas para a família.

Ainda de acordo com o Consulado, a família não teria residência legal no Panamá e teria permanecido no país com a ajuda da Embaixada da Argentina no Panamá, além de algumas entidades panamenhas.

De acordo com a Secretaria de Assistência Social do Rio, a família se recusou a ficar em abrigos da Prefeitura, para onde foi encaminhada quando entrou em contato com o órgão. Liliana teria considerado mais seguro ficar no aeroporto.

PM sensibilizado

Desde quinta-feira (2), o PM José Walber dos Santos e a sua mulher, que é funcionária do aeroporto, se sensibilizaram com a história e levaram a família para dormir em um hotel próximo ao Galeão.

“Eu estava levando eles para um hotel, minha mulher fazia compra de supermercado e a gente levava eles de volta para o aeroporto durante o dia. Eles passaram o fim de semana com a minha família e fizemos churrasco, para aliviar um pouco o estresse deles. Na terça um amigo nosso disponibilizou a casa para eles dormirem, mas durante o dia eles continuam no aeroporto”, afirmou o PM.

De acordo com Walber, eles não estão conseguindo êxito com as autoridades para solucionar o problema, porém há uma esperança através da mulher dele, que trabalha na companhia aérea TAM. Ela teria direito a três passagens e iria pedir aos amigos da companhia para também cederem as passagens fornecidas pela empresa. Nesta quinta-feira (16) eles esperam algum retorno da TAM.

Entenda o caso

De acordo com o relato do PM e dos funcionários do Galeão, Liliana teria ido para Buenos Aires no fim de 2008, com toda a família, para visitar o pai dela, que teria sofrido um AVC (acidente vascular cerebral). O estado de saúde do pai teria se agravado e a família precisou permanecer mais tempo na capital argentina. O casal teria esgotado toda a reserva financeira destinada à compra das passagens de volta.

Segundo Walber, eles decidiram vir para o Rio de Janeiro porque a passagem do Rio para o Panamá teria um custo mais baixo do que se eles partissem de Buenos Aires. Uma amiga da família teria comprado as seis passagens com saída do Rio. A família, já sem dinheiro, teria feito baldeações de ônibus para chegar de Buenos Aires ao Rio, o que atrasou em quatro dias a chegada na cidade carioca. Eles teriam perdido o vôo e a amiga teria resgatado o dinheiro e desistido de pagar novamente.

Fonte: Carolina Lauriano (G1) - Atualizado em 15/07/09 às 23:31 hs.

Procura por viagens aéreas aumentou em junho, diz Anac

A demanda por viagens de avião dentro do Brasil cresceu 9,43% em junho, em relação ao mesmo mês de 2008, depois de dois meses de queda, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No acumulado do primeiro semestre, houve crescimento de 3,23% sobre os seis primeiros meses de 2008.

A capacidade da indústria para voos domésticos, por sua vez, cresceu 11,87% no mês, sobre junho do ano passado, resultando em uma taxa média de ocupação de 65,44%. No semestre, a oferta de assentos aumentou 10,23% e a média de ocupação foi de 63,15%.

A TAM permaneceu líder de mercado, com participação de 44,77% em junho e de 47,9% no acumulado do semestre. A Gol, a vice-líder, fechou o mês passado com uma fatia de 42,19% do mercado e uma média de 40,66% no semestre. A Azul, aérea que iniciou voos em dezembro passado, sustentou o posto de terceira maior do país, conquistado em maio. A companhia fechou junho com 4,31% de participação no mercado doméstico. A Webjet veio logo a seguir, com 4,23%.

No mercado internacional, a demanda subiu 2,59% e a oferta aumentou 7,31% em junho, relativamente a 2008, com taxa de ocupação média de 65,47%. As operações continuam dominadas pela TAM, que fechou junho com participação de 86,67%. A Gol-Varig ficou com 13,21% de participação de mercado. No acumulado do semestre, porém, a demanda por voos internacionais caiu 5,64%.

Fonte: Valor Online via O Globo

Governo libera R$ 62,5 mi para obras em aeroportos

O governo federal liberou R$ 62,588 milhões para obras de construção, reforma e ampliação de aeroportos em 24 municípios de 18 Estados, relacionadas à Primeira Etapa do Plano de Investimentos de 2009 do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa) e Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura Aeroportuária.

A liberação da verba do Orçamento da União de 2009 consta de portaria do Ministério da Defesa publicada na edição de hoje do "Diário Oficial da União" e os termos dos convênios que detalharão os compromissos dos Estados para repasse dos recursos serão assinados até 30 de setembro próximo.

As contrapartidas estaduais serão de 15% a 30%. De acordo com a portaria, os termos dos convênios só serão confirmados depois que os governos dos Estados conseguirem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para realizar as obras e tiverem realizado licitação para contratação de empresa.

As obras serão realizadas nas seguintes localidades: Carauari e Maués (AM), Porto Seguro (BA), Camocin (CE), Cachoeiro de Itapemirim (ES), Goiás (GO), Ubá (MG), Campo Grande e Porto Murtinho (MS), Juara (MT), Salinópolis e Novo Progresso (PA), Monteiro (PB), Serra Talhada (PE), Floriano (PI), Maringá (PR), Volta Redonda/Piraí (RJ), Ji-Paraná (RO), Vacaria (RS), Correia Pinto, São Joaquim e Chapecó (SC) e Sorocaba (SP).

Fonte: Neri Vitor Eich (Agência Estado)

Líder Aviação recebe o maior helicóptero executivo da América Latina

A Líder Aviação [www.lideraviacao.com.br], acaba de receber o primeiro helicóptero de grande porte da empresa: o S-92, da fabricante norte-americana Sikorsky [www.sikorsky.com]. A aeronave é a primeira em operação na América do Sul e ainda é a maior do segmento executivo, com quase 20 metros de comprimento. Além disso, surpreende por sua capacidade: atende a 21 passageiros, incluindo dois pilotos e um comissário de bordo. Possui autonomia de voo de cinco horas, a melhor dentre os helicópteros da categoria.

O S-92 inova também em sua tecnologia. Além de um design atual do display usado na cabine dos pilotos, a aeronave conta com instrumentos de voo modernos, como um dispositivo chamado FMS (Flight Management System). Usado normalmente em aviões, o FMS é um computador de gerenciamento de voo e fornece informações em tempo real sobre a navegação e rota programada pelos pilotos, que conseguem também monitorar indicadores do voo, como motor, óleo, velocidade.

Outra novidade no S-92 é o APU (Auxiliary Power Unit), também comum em aviões, uma unidade de geração de energia auxiliar para a aeronave. O aparelho é usado tanto em casos de emergência - pois gera energia suficiente para o helicóptero dar partida em casos de ausência de força - como também para utilizar alguns aparelhos adicionais, como o ar-condicionado, sem prejuízo de potência para a aeronave.

Toda a estrutura do S-92 é ideal para o objetivo que foi destinado: a operação off-shore, realizada até as plataformas de petróleo em alto mar. O novo helicóptero atende perfeitamente aos serviços de extração de petróleo em áreas distantes da costa brasileira, como é o caso das camadas pré-sal, cujas plataformas ficam situadas em lugares de difícil acesso. O S-92 pode levar mais pessoas para as plataformas e ainda tem maior autonomia de voo para chegar ao local de destino.

Customizada nos Estados Unidos, na sede da Bristow, a aeronave chega à Líder preparada para voar.

Fonte: Portal Fator Brasil - Foto: Divulgação

Encontrados restos de helicóptero de dono da Avibras

Destroços da aeronave estavam em área de mata fechada no município de Ubatuba, litoral de São Paulo

Foram encontrados na segunda-feira, 13, os restos do helicóptero que era pilotado pelo presidente da Avibras Aeroespacial, João Verdi de Carvalho Leite, quando desapareceu em janeiro de 2008, no litoral norte de São Paulo. Verdi e a mulher, Sonia Brasil Leite seguiam de Angra dos Reis para São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Os destroços estão na região serrana da praia de Maranduba, em Ubatuba, conhecida como 'sertão' em meio à mata densa. Caiçaras que localizaram a aeronave acidentada informaram que o acesso, dificil, é feito por meio de uma trilha e exige cerca de 5 horas de caminhada. Pedaços da fuselagem e documentos que se encontravam a bordo foram levados para a sede da Avibrás, no município de Jacareí. Fontes do grupo disseram que foram feitas fotos do local e dos restos do helicóptero. No final da tarde diretores da corporação informaram a polícia local e o Comando da Aeronáutica. A perícia e o resgate devem ser providenciados nesta quarta-feira.

Controlador da principal indústria de equipamentos militares do país, Verdi era um piloto experimentado e cauteloso. Proprietário de dois helicópteros comprados nos Estados Unidos, fez pessoalmente as viagens de traslado de ambas as aeronaves que usava diariamente. Ele e a mulher tinham uma casa de praia em Angra dos Reis (RJ). O casal tinha um filho, João Brasil, atual superintendente da Avibrás. A empresa que entrou em recuperação judicial no segundo semestre de 2008, prepara a saida do regime especial. Seu principal cliente no momento é o Exército da Malásia, para o qual exportou, em dois diferentes contratos, cerca de R$ 800 milhões em foguetes com alcance até 100 km, veículos lançadores, carros comando e comunicações.

Depois que as buscas realizadas pela Marinha e pela Aeronáutica foram encerradas, em 28 de janeiro do ano passado a empresa continuou recebendo informações. Várias pistas e indicações foram examinadas, sem exito. A maioria delas apontava pontos no litoral sul do Rio - também de mata fechada e águas profundas - como locais onde o helicóptero teria sido avistado. Na verdade, João Verdi havia coberto um trecho bem maior do percurso pretendido. No momento do acidente já havia atingido o litoral norte de São Paulo, tomando a direção de São José dos Campos.

Fonte: Roberto Godoy (O Estado de S. Paulo)

Lançamento do Endeavour fica para esta quarta-feira

Foi por pouco, mas o lançamento do Endeavour foi adiado pela quinta vez. O tempo estava bem mais claro do que no dia anterior, mas começaram a surgir relâmpagos poucos minutos antes da contagem final de nove minutos.

A equipe de sete astronautas já subiu e se instalou no ônibus espacial cinco vezes, em um processo que leva quase duas horas, e teve que descer novamente devido aos cancelamentos.[Imagem: NASA]

Por precaução, a NASA resolveu desta vez adiar o lançamento por 48 horas, remarcando-o para esta quarta-feira, 15/07, às 07h03, no horário de Brasília. As previsões do tempo indicam que a possibilidade de novos temporais será bem menor amanhã.

Quase tudo limpo

"Tecnicamente nós estivemos realmente limpos com nosso veículo nos últimos dois dias. Foi só mesmo o tempo que nos pegou," disse Mike Moses, responsável pela autorização final do lançamento.

Durante a manhã, os técnicos perceberam que a capa de proteção de um dos motores do Endeavour havia se soltado. Essa capa serve para evitar que a chuva ou outros detritos caiam sobre a saída do motor durante o lançamento. Ela é colada e se soltou parcialmente. Depois de uma inspeção, os engenheiros concluíram que não era necessário recolocá-la.

Pós-lançamento

O adiamento também corta custos, uma vez que o tanque principal do ônibus espacial deve ser esvaziado depois de cada cancelamento e novamente enchido algumas horas antes do lançamento, com quase dois milhões de litros de hidrogênio e oxigênio líquidos.

A nova tentativa de lançamento terá transmissão ao vivo pela NASA TV (http://www.nasa.gov/multimedia/nasatv), cuja parte mais interessante da cobertura são sempre os replays pós-lançamento, quando se pode ver a subida do ônibus espacial de vários ângulos e os foguetes auxiliares caindo no mar, através de uma câmera instalada neles próprios.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

ESA e NASA vão enviar robô para buscar rochas de Marte

As agências espaciais europeia (ESA) e norte-americana (NASA) chegaram a um acordo para um programa conjunto de exploração de Marte que prevê uma missão para trazer rochas do Planeta Vermelho para serem estudadas na Terra em 2020.

Imagem de Marte feita pelo Telescópio Espacial Hubble quando de sua maior aproximação da Terra em 60.000 anos, ocorrida em 2003.[Imagem: NASA, J. Bell (Cornell U.) and M. Wolff (SSI)]

Acordo MEJI

O acordo bilateral foi chamado de MEJI Mars Exploration Joint Initiative, Iniciativa Conjunta de Exploração de Marte, e irá permitir a criação de uma plataforma que possibilite às duas agências definir e implementar os seus próprios objetivos exploratórios, científicos e tecnológicos com relação a Marte.

As conversações entre a ESA e a NASA começaram em Dezembro de 2008, a partir da recomendação do Conselho Ministerial da ESA de procurar cooperação internacional para completar a missão ExoMars e preparar missões de exploração robótica de Marte (veja Exploração de Marte terá seus rumos traçados nesta semana).

Ao mesmo tempo, a NASA começou a reavaliar o seu programa de exploração de Marte depois do lançamento do Laboratório Científico de Marte ter sido adiado, de 2009 para 2011 (veja Novo robô marciano tem lançamento adiado para 2011).

Espaçonaves robotizadas

As duas agências então criaram um grupo de trabalho para avaliar as opções de cooperação e de expansão das suas capacidades coletivas, encarregado de avaliar todas as opções em profundidade e desenvolver as recomendações finais sobre o curso de ação futura.

O acordo agora assinado estabelece que o projeto MEJI deverá aproveitar todas as oportunidades de lançamento de espaçonaves robotizadas para Marte, que ocorrerão em 2016, 2018 e 2020.

As sondas deverão conter módulos, instrumentos e robôs capazes de conduzir pesquisas astrobiológicas (procura por vida), geológicas e geofísicas, incluindo um retorno de amostras previsto para a missão que deverá ser lançada em 2020.

Fonte: Site Inovação Tecnológica