sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11/9: Bush pregava vingança, e Obama, cautela "apesar da raiva"

"Hoje nossos prezados cidadãos, nosso modo de vida, nossa própria liberdade foi atacada em uma série de atos terroristas deliberados e mortais". Assim começava o discurso em rede nacional do então presidente dos Estados Unidos George W. Bush na noite de 11 de setembro de 2001, lançando as bases para a resposta militar norte-americana no Afeganistão e no Iraque no contexto da "guerra contra o terror" que se iniciava. Entre as poucas vozes que pediam moderação naquele momento, um desconhecido político do Senado de Illinois alertava: "apesar de nossa raiva, precisamos ter certeza de que nenhuma ação militar dos EUA tire a vida de civis no exterior". A afirmação, que foi publicada em um jornal local, era de Barack Obama.

Naquele dia, quatro aeronaves civis foram tomadas por terroristas. Uma delas caiu em uma área desabitada na Pensilvânia, outra se chocou contra o Pentágono, em Washington, e as últimas duas foram responsáveis pela cena que se gravou na memória de toda a nossa geração: o ataque ao World Trade Center, as Torres Gêmeas de Nova York. Ao todo, os ataques deixaram cerca de três mil mortos.

"Estamos em busca daqueles que estão por trás destes atos", prosseguia o discurso de Bush naquela noite. "Não faremos distinção entre os terroristas que cometeram estes atos e aqueles que os dão proteção".

Menos de um mês depois do atentado, Estados Unidos e seus aliados iniciaram um ataque aéreo no Afeganistão, onde estaria escondido o saudita Osama bin Laden - líder da Al Qaeda, a quem Washington atribuiu a autoria dos ataques. Essa era a primeira grande ação internacional de um presidente que estava há apenas nove meses no poder e até então era visto como um político provinciano criado no Texas que havia rejeitado o Protocolo de Kyoto destinado a combater o aquecimento global. Dois anos depois, Bush também lideraria a invasão ao Iraque, sob alegação de que o país dispunha de armas biológicas. Nos dois países - Afeganistão e Iraque - estimativas de ONGs falam de mais de cem mil mortes civis até agora.

Memória UOL: Álbuns de fotos

A reação de Obama

Na época em que os ataques de 11 de Setembro aconteceram, Obama era um proeminente político com uma cadeira no Senado de Illinois, e se dedicava a cuidar de sua segunda filha, Sasha, então com três meses de idade.

Ao contrário dos demais políticos locais, que no dia seguinte ao atentado, segundo a revista "New Yorker", mantiveram suas agendas de discussões em seus distritos eleitorais sem grandes mudanças, Obama parece ter refletido sobre os acontecimentos de 11 de Setembro. Uma resposta de Obama a essa questão de âmbito internacional foi publicada no "Hyde Park Herald" em 19 de setembro:

"Ainda que eu espere por medidas de paz e conforto para as famílias atingidas, eu também espero que nós, enquanto nação, tiremos alguma medida de sabedoria desta tragédia", escrevia o jovem político, que já havia passado pelas prestigiosas universidades de Columbia e Harvard.

"Certas lições imediatas são claras", continuava, citando medidas de segurança nos aeroportos e revisão do sistema de inteligência dos EUA. "Contudo, devemos nos empenhar em uma tarefa mais difícil: entender a origem desta loucura. A essência desta tragédia, me parece, deriva de uma fundamental falta de empatia entre os que realizaram os ataques: a inabilidade de imaginar, ou se conectar, com o sofrimento dos outros".

Obama concluía que essa "falta de empatia" não era inata, nem relacionada com determinada "cultura, religião ou etnia", mas era canalizada por "demagogos e fanáticos", ao crescer em ambientes de "pobreza, ignorância e desespero". A solução, portanto, deveria ser trabalhar pela "esperança das crianças" no Oriente Médio, na África, na Ásia, na América Latina, no Leste Europeu.

Depois disso, Obama iria ganhar cada vez mais destaque. Em 2004, é eleito membro do Senado nacional e, no ano seguinte, já é considerado uma estrela nacional. Nas primárias democratas de 2008, Obama supera a ex-primeira-dama Hillary Clinton e, finalmente, derrota o republicano John McCain nas eleições presidenciais, com uma campanha baseada na ideias de "mudança" e "esperança".

Em janeiro de 2009, depois de críticas e sapatadas, Bush deixou o cargo de presidente, em meio a uma forte crise econômica, e voltou para seu rancho no Texas, onde está escrevendo um livro sobre "as decisões difíceis" que tomou no poder. Obama, por sua vez, está próximo de completar nove meses como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, em um governo que, oito anos depois, ainda sente os efeitos de 11 de setembro de 2001.

Fonte: Thiago Scarelli (UOL Notícias) - Fotos: Reuters

11/9: "Pensamos que o ataque fosse o fundo do poço"



Oito anos depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, pai de um dos brasileiros mortos no ataque conta em entrevista ao UOL Notícias o que sentiu ao acompanhar as imagens das torres pela televisão. Ivan Fairbanks Barbosa diz ter imaginado que o ataque seria o fundo do poço, o ponto mais baixo da violência, e que levaria o mundo a buscar novas soluções, e que a realidade não seguiu esse caminho. Para o dramaturgo Gerald Thomas, que testemunhou os ataques, não existem palavras para descrever a queda das Torres Gêmeas de Nova York.

Fonte: TV UOL

Trabalhadores que ajudaram no 11/9 têm problemas de saúde



Oito anos depois dos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, muitos trabalhadores que ajudaram nos resgates de vítimas e na recuperação deles estão doentes e morrendo. Eles reclamam que não estão sendo atendidos por planos de saúde e querem mudanças na legislação para ver suas necessidades atendidas.

Reportagem: Reuters - Narração: Marcelle Ribeiro via TV UOL

Nova York fica em silêncio pelas vítimas no 8º ano do 11 de Setembro

População reuniu-se próximo ao Marco Zero, palco dos ataques.

Em Washington, Obama afirmou que a dor pelas perdas não passa.



A cidade de Nova York ficou em silêncio nesta sexta-feira (11) em homenagem às vítimas do 11 de Setembro, oito anos depois dos ataques terroristas.

"Enquanto nossos corações se voltam para aqueles que perdemos, também lembramos todos os que espontaneamente ajudaram no que puderam e como puderam", disse o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, antes de pedir que os presentes se unissem à homenagem em lembrança das vítimas.

Veja mais fotos das cerimônias

Sinos soaram em igrejas da cidade, e centenas de pessoas reuniram-se em um parque próximo ao Marco Zero, local dos ataques. Eles ficaram em silêncio entre 8h46 e 9h03 locais (9h46 e 10h03 de Brasília), hora em que os aviões sequestrados chocaram-se contra as torres do World Trade Center.

A multidão, menor que nos anos anteriores, enfrentava chuva e ventos.

Parente de vítima do 11 de Setembro chora na manhã desta sexta-feira (11) no Zuccotti Park, em Manhattan, próximo ao local do atentado de 2001. A cidade fez um minuto de silêncio em memória dos 8 anos dos ataques

Obama

Em Washintgon, o presidente Barack Obama também liderou um minuto de silêncio. O ato comemorativo ocorreu nos jardins da Casa Branca, em um dia que amanheceu chuvoso e cinza.

Obama esteve acompanhado de sua esposa Michelle, que estava vestida de luto.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e a primeira-dama, Michelle, durante minuto de silêncio nesta sexta-feira (11) na Casa Branca

No Pentágono, o presidente afirmou que, mesmo com o passar dos anos, a dor pelas perdas provocadas pelo ataque não passa. Ele reafirmou que os EUA não vão ceder em sua luta contra a rede terrorista da al-Qaeda, responsabilizada pelos ataques.

Fonte: G1 (com agências internacionais) - Foto: AFP

Novas imagens de 11 de Setembro são divulgadas na internet

O site Make History publicou imagens inéditas do atentado de 11 de Setembro nesta quinta-feira. O vídeo amador foi feito no bairro do Brooklyn, em Nova York. Veja o momento em que o 2º avião atingiu uma das torres, enquanto o primeiro edifício está envolto por uma fumaça preta.



Fonte: Folha Online

Oito anos depois, novo WTC ainda engatinha

Clique na imagem para ampliá-la

Obras sofrem com desentendimentos entre construtora e governoO que era para ser o símbolo da soberania americana sobre os terroristas – que ousaram atacar a nação mais poderosa do mundo – tornou-se um embaraçoso vazio de 64,7 mil m². Oito anos depois do fatídico 11 de setembro de 2001, a reconstrução do local onde ficava o World Trade Center (WTC), em Nova York, engatinha – e gerou desentendimentos entre os responsáveis pelas obras.

Segundo o projeto, o novo WTC “criará um futuro mais iluminado para o Centro de Nova York, com espaço comercial, um moderno e mais conveniente sistema de transporte e mais um destino cultural”. Ainda assim, atrasos e problemas financeiros colocaram o projeto em xeque.

Um mercado de crédito em colapso e prazos descumpridos conspiraram para colocar o dono do terreno, a Autoridade Portuária de NY e Nova Jersey, do governo, em atritos com o maior arrendatário, a construtora Larry Silverstein.

“Estar nesse ponto em que estamos é embaraçoso”, declarou o porta-voz da Assembleia do Estado de Nova York, Sheldon Silver.

Há progressos, é verdade. Algumas obras já começaram (veja quadro abaixo). Mas quatro prédios comerciais, em especial, correm o risco de mudanças ou até de não saírem do papel. Quando a Autoridade Portuária liberou o terreno para as construções, em outubro do ano passado, a crise estourou. De repente, Silverstein não conseguiu garantir os empréstimos para finalizar as obras.

Um acordo impõe um prazo máximo de cinco anos para a Silverstein finalizar as torres – caso contrário, as perderá para a Autoridade Portuária. A contagem regressiva começou em 24 de agosto, quando foi entregue o último terreno para construir os edifícios.

Enquanto isso, a perspectiva de homenagear os 3 mil mortos do maior atentado da história em 2011, quando se completam os dez anos da tragédia, está cada vez mais pessimista.

Clique aqui e veja o projeto (em .pdf)

Fonte: A Notícia

Imagens de como está o mentor do 11 de Setembro seis anos depois caem na rede

Pode não parecer, mas as fotos acima mostram o mesmo homem: Khaled Sheikh Mohammed, o mentor dos atentados de 11 de setembro contra as torres do Wolrd Trade Center e o Pentágono. Seis anos e três meses em Guantánamo separam uma imagem da outra. A da esquerda foi tirada no Paquistão, em março de 2003, quando Mohammed foi preso. A segunda é de junho deste ano, onde se vê um Mohammed com a barba longa, turbante e uma túnica branca. Em teoria, a fotografia era somente para proveito da família do suposto terrorista, mas nos últimos dias apareceu em várias páginas extremistas da Web, informa o "El País".

Em fevereiro deste ano, o Exército americano deu permissão à Cruz Vermelha para tirar fotos dos presos e enviá-las aos familiares. O comitê internacional da organização assegurou que as fotografias foram enviadas única e exclusivamente aos parentes de Mohammed, apesar de as imagens terem surgido na internet este ano, segundo Jarret Brachman, o ex-diretor de investigação do centro contra o terrorismo da academia militar de West Point. Brachman afirmou que as imagens "humanizam" o suposto terrorista e que, em datas tão marcantes como o aniversário do atentado em Nova York, na sexta-feira, poderiam encorajar outros fundamentalistas.

Mohammed admitiu ter planejado os ataques, segundo o Exército dos Estados Unidos. Em 2008, ele foi acusado por crimes de guerra e assassinato por uma comissão militar americana e pode receber pena de morte, caso condenado.

Fonte: O Globo - Fotos: AFP

Oito anos depois do 11/9, Al-Qaeda causa menos medo, mas ainda ameaça os EUA

Em meio a destroços, o homem pergunta se alguém precisa de ajuda, após o colapso da torre 1 do World Trade Center, em Nova York

Na mensagem de vídeo, o nº 2 da al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, lamenta a morte de al Masri e abu Khabab no Paquistão

Oito anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a Al-Qaeda, embora enfraquecida, permanece sendo um inimigo temido, capaz de atacar, asseguram as autoridades norte-americanas, que tentam convencer uma opinião pública cansada por duas longas guerras.

A rede extremista ainda "é muito capaz de atacar os Estados Unidos e está muito concentrada nesse objetivo", segundo o chefe do Estado-Maior norte-americano, Michael Mullen.

Apesar da mudança de governo em Washington, a cruzada lançada por George W. Bush continua na ordem do dia: seu sucessor Barack Obama assegura que a guerra no Afeganistão tem como objetivo "desorganizar, desmantelar e derrotar a Al-Qaeda" refugiada no vizinho Paquistão.

A caça aos autores dos atentados que deixaram cerca de 3.000 mortos nos Estados Unidos, contribuiu para o declínio da organização de Osama bin Laden.

Ela perdeu o seu refúgio no Afeganistão após a derrubada, no final de 2001, do regime de seus aliados talibãs e várias figuras-chaves da rede foram capturadas.

Depois de julho de 2008, onze dirigentes da Al-Qaeda ou aliados foram mortos, dentre os quais Abu Khabab al-Masri, especialista em armas químicas e biológicas da Al-Qaeda, e Baitullah Mehsud, líder dos talibãs paquistaneses.

Depois dos atentados em Londres, em julho de 2005, o grupo terrorista não praticou novos ataques no Ocidente.

Um declínio que leva alguns especialistas a duvidarem da realidade da ameaça.

"Vinte e um anos após a sua fundação, a Al-Qaeda está na defensiva, e parece estar sem fôlego. A organização investiu muito na invasão americana do Iraque, mas seu braço local perdeu força (...) a partir de 2006-2007", declarou à AFP Jean-Pierre Filiu, professor no Instituto de Estudos Políticos de Paris.

Essa análise não é compartilhada pelos serviços de inteligência norte-americanos.

"A Al-Qaeda está sob forte pressão neste momento. Mas não nos enganemos: ela ainda representa uma séria ameaça para os Estados Unidos e para nossos aliados", assegura uma autoridade norte-americana da luta antiterrorista, mencionando suas capacidades de recrutamento, treinamento e financiamento. "É um inimigo tenaz".

A rede reconstitui santuários nas zonas tribais paquistanesas, onde estariam refugiados Osama bin Laden e seu braço direito Ayman al-Zawahiri, e de onde apoiam a insurreição dos talibãs no Afeganistão.

Washington se preocupa também com a transformação da Al-Qaeda em uma rede de pequenas franquias terroristas disseminadas por Ásia, Oriente Médio e África, em particular em Estados instáveis como a Somália ou o Iêmen, de onde o grupo preparou uma tentativa de atentado suicida neste verão (hemisfério norte) contra o chefe saudita da luta antiterrorista.

Apesar de tudo, essa ameaça não parece ser mais convincente para a opinião pública norte-americana, cansada após duas guerras que já custaram a vida de mais de 5.000 soldados norte-americanos. Seis norte-americanos em cada 10 são hoje contra o conflito no Afeganistão, segundo uma recente pesquisa.

"Muitas pessoas estão cansadas desta luta contra o terrorismo, em particular em tempos de crise econômica. Não houve mais atentados nos Estados Unidos. Elas dizem que tudo isso é exagerado", lamenta Bruce Hoffman, especialista da Universidade de Georgetown, em Washington.

"Para mim, é certo que teremos em pouco tempo um atentado maior contra os Estados Unidos se nos retirarmos do Afeganistão. No caso do Vietnã, estava claro que os Vietcongs não iam se lançar em nossa perseguição em caso de retirada. Lá é diferente. Eles nos caçarão".

Fonte: Daphné Benoit (AFP)

A sequência dos ataques de 11/9 que marcaram para sempre os EUA

Os atentados de 11 de setembro de 2001, os mais letais cometidos em solo americano, foram realizados por 19 terroristas da rede Al-Qaeda, que seqüestraram quatro aviões comerciais para atacar os principais símbolos de Nova York e Washington.

Duas aeronaves foram lançadas contra as Torres Gêmeas do World Trade Center de Nova York e uma terceira contra o Pentágono, sede do Departamento da Defesa dos Estados Unidos, em Washington. Um quarto avião caiu em um campo na Pensilvânia, aparentemente depois que os passageiros lutaram com os seqüestradores.

A seguir, a sequência dos fatos:

8:46 (9H46 de Brasília) - Um avião Boeing 767 da American Airlines com 92 pessoas a bordo, incluindo cinco seqüestradores, se choca contra uma das Torres Gêmeas do World Trade Center (WTC) de Nova York.

9:03 (10H03) - Um avião Boeing 767 da United Airlines com 65 pessoas a bordo, incluindo cinco seqüestradores, se choca contra a outra Torre Gêmea do WTC e provoca uma grande explosão.

9:30 (10H30) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que estava em Sarasota (Flórida), declara que os atos se tratam "aparentemente de um ataque terrorista" e ordena uma "investigação completa para prender e punir os terroristas".

9:43 (10H43) - Um avião Boeing 757 da American Airlines com 64 pessoas a bordo, incluindo cinco seqüestradores, cai sobre o Pentágono, em Washington DC, provocando duas explosões.

9:45 (10H45) - As autoridades da aviação civil (FAA) ordenam o cancelamento de todos os vôos comerciais no país.

9:45 (10H45) - Em Washington DC, a Casa Branca é evacuada. Pouco depois o Pentágono (Departamento de Defesa) também é evacuado.

9:53 (10H53) - O Departamento de Estado é evacuado.

10:05 (11H05) - Uma das Torres Gêmeas do WTC desaba em meio a uma gigantesca nuvem de poeira.

10:10 (11H10) - Um avião Boeing 757 da United Airlines que viajava de Newark (Nova Jersey, nordeste) para San Francisco (Califórnia, oeste) com 44 pessoas a bordo, incluindo quatro terroristas, cai em um campo no estado da Pennsylvania.

10:28 (11H28) - A segunda Torre Gêmea do WTC desaba e espalha milhares de toneladas de escombros pelas ruas próximas. Uma monstruosa nuvem de poeira negra cobre todo o sul da ilha de Manhattan.

11:02 (12H02) - O prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, pede aos nova-iorquinos que abandonem o sul da ilha de Manhattan.

13:04 (14H04) - O presidente Bush, que havia viajado para a Louisiana (sul), declara que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão em "estado de alerta máximo" e promete "perseguir e castigar" os responsáveis pelos atentados.

13:50 (14H50) - O prefeito de Washington, Anthony Williams, decreta "estado de emergência" na capital federal por um período indeterminado.

14:00 (15H00) - Todos as bolsas de valores americanas permanecem fechadas durante a tarde, anuncia a Comissão de Operações na Bolsa dos Estados Unidos (SEC).

15:35 (16H35) - Um alto funcionário do governo americano, que pede para não ser identificado, diz que o líder terrorista Osama Bin Laden é o principal suspeito de envolvimento nos atentados.

16:54 (27H54) - O balanço de mortos nos atentados não será conhecido no mesmo dia, mas será "maior do que qualquer um de nós é capaz de suportar", afirma o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani.

17:25 (18H25) - Um edifício de 47 andares vizinho às Torres Gêmeas desaba após um incêndio de várias horas.

18:54 (19H54 GMT) - O presidente Bush retorna à Casa Branca.

20:30 (21H30) - Em pronunciamento transmitido pela televisão, Bush afirma que milhares de pessoas morreram e declara que, no momento de punir, Washington não fará distinção entre os terroristas autores dos ataques e aqueles que os protegem.

Fonte: AFP

11 de setembro de 2001 - Parte 4

Especulações e teorias conspiratórias

Vídeo divulgado pelo governo estadunidense do momento em que voo 77 da American Airlines atinge o Pentágono

Após as colisões contra as estruturas que formam a alma dos americanos, tem havido muita especulação sobre seu planejamento na derrubada desses ícones, em especial relacionadas com a possibilidade de haver mais seqüestradores que iriam executar o ataque surpresa. Atrás dessa procura desesperada por informações, formou-se uma comissão para organizar as inúmeras hipóteses. No entanto, principal até agora, a comissão do 11 de Setembro não conseguiu explicar, de forma racional e coerente, os inúmeros fenômenos que rondam esses eventos e, mesmo sabendo que existe muita informação disponível na Internet, apoiada por milhares de peritos, que põem em litígio as versões oficiais do 11 de Setembro, apresentando para isso as mais variadas provas científicas, até agora nada de novo foi acrescentado.

Local da queda do voo 93 da United Airlines em Shanksville, Pensilvânia

Os adeptos da teoria da conspiração usam o fato da área de impacto feita no Pentágono ser relativamente pequena e por supostamente não constar no seu perímetro a existência das asas do avião. Fato facilmente desmentido quando analisada as centenas de imagens do local do choque, onde constam centenas de fragmentos da aeronave. Entretanto, algumas testemunhas afiançam que se deram 2 explosões e nessa altura não viram o embate de nenhum avião. Enquanto centenas de outras afirmam terem visto o avião mergulhar contra o edifício.

O quarto avião seqüestrado teria sido derrubado propositalmente pelos terroristas que estavam em seu comando, quando deram-se conta de que não resistiriam a uma rebelião organizada pelos passageiros. A aeronave caiu em um campo próximo a Shanksville, Pensilvânia. Para alguns permanece o questionamento, do suposto fato de que não foi encontrado nenhum corpo ou partes deles. Os teólogos da conspiração afirmam que um médico legista, jamais identificado e que esteve no local da queda afirmou: "Apenas observei um monte de metal calcinado como se tivesse sido jogado do ar no local e policiais de um lado para o outro, mas nem um corpo…"

A queda do WTC

Escombros do World Trade Center

Existe muita especulação sobre as causas do efeito da explosão, observado nos desabamentos das Torres Gêmeas do WTC. Embora sem precedentes na história, a razão de tal queda tão sincronizada acontecer ainda é um mistério para a ciência, gerando debates entre arquitetos, engenheiros de estrutura e agências governamentais, todas voltadas à segurança do meio ambiente e interessadas nas respostas ao seguinte questionamento: "Até que ponto os cálculos matemáticos e as técnicas de implosão programadas atenderiam ao desmanche das grandes estruturas?" Antes de tomar qualquer conclusão, saibamos que aqueles anéis horizontais nas torres não eram meros enfeites, e sim, dois andares reforçados para suportar o colapso dos andares acima. Mas, como dito antes, ainda é um mistério.

Sobre as colisões, deve-se considerar que a força dos impactos com as torres foram relativamente nulas, tendo em vista o efeito trespassador observado quando as velocidades relativas são muito grandes.

A fumaça sobe do local onde se erguia o WTC, em 11 de setembro de 2001

Contudo, a queima de 91m³ (24.000 galões) de querosene líquidos "praticamente injetados dentro das torres", somado ao design do WTC e às zonas de baixa pressão localizadas nas aberturas "as janelas panorâmicas dos andares superiores por onde os destroços da aeronave abriram fendas", deram início ao efeito chaminé acelerado. Esse efeito acontece quando a convecção de gases numa chaminé é apressada pelo calor das chamas em seu interior. O alto poder calórico conseguido nesses ciclos promove uma reação semelhante ao jato de um maçarico. Essa seria pois, a causa da falência localizada na estrutura do WTC e que deu início ao aspecto de uma implosão programada.

Há também a hipótese de que o impacto dos Boeings, somado à queima de 91m³ de fogo, tenha debilitado muito o aço estrutural dos andares da batida dos aviões. Com as colunas de aço que sustentavam os andares superiores comprometidas, as fendas abertas nos edifícios acabaram não suportando o peso dos 20 andares acima do impacto e eles afundaram sobre as torres. O peso deles ao cair foi esmagando andar por andar até os dois colossos de 110 andares estarem no chão.

Suposto envolvimento das redes de televisão

Segundo uma teoria denominada Media Hoax/TV Fakery, o segundo avião visto ao vivo na televisão por milhões de espectadores, foi introduzido digitalmente por software CGI em tempo real pela CNN e Fox News. O fato de não ter sido mostrado o impacto frontal, teria tornado a produção do suposto vídeo muito fácil. Os outros vídeos mostrando impactos frontais teriam sido produzidos depois. As testemunhas que diziam ter visto os aviões colidir contra as torres teriam quase todas ligações com os mídias, começando pela primeira a "depor", quatro minutos depois do primeira explosão, o vice-presidente da CNN.

Fonte: Wikipédia - Fotos: US National Park Service of the 9/11 terrorist attacks in New York City

11 de setembro de 2001 - Parte 3

Responsabilidade

Al-Qaeda

O FBI, trabalhando junto com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, identificou os 19 sequestradores falecidos em apenas 72 horas. Poucos tinham tratado de ocultar seus nomes ou cartões de crédito, e eram quase os únicos passageiros de origem árabe nos voos. Assim, o FBI pode determinar seus nomes e em muitos casos detalhes como a data de nascimento, residências conhecidas ou possíveis, o estado do visto, e a identidade específica dos suspeitos pilotos.

Bandeira da Al-Qaeda

As investigações do Governo dos Estados Unidos incluíram a operação do FBI, a maior da história com mais de 7.000 agentes envolvidos. Os resultados desta determinaram que Al-Qaeda e Osama bin Laden tinham responsabilidade dos atentados. A idêntica conclusão chegaram às investigações do governo britânico.

Sua declaração de guerra santa contra os Estados Unidos, e uma frota firmada por Bin Laden e outros chamando a matar a civis norte-americanos em 1998, são consideradas por muitos como evidência de sua motivação para cometer estes atos.

No dia 16 de setembro de 2001, Bin Laden negou qualquer participação nos atentados lendo um comunicado que foi emitido por ele por um canal de televisão via satélite do Qatar, a Al Jazeera e posteriormente emitido em numerosas cadeias americanas: "Insisto que não executei este ato, que parece ter sido executado por indivíduos com seus próprios motivos."

Khalid Sheikh depois de sua captura no Paquistão, considerado o autor intelectual do ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center

Entretanto, em novembro de 2001, as Forças Armadas dos Estados Unidos da América encontraram uma fita de vídeo caseiro de uma casa destruída em Jalalabad, Afeganistão, onde Osama bin Laden fala com Khaled al-Harbi. Em várias partes da fita, Bin Laden reconhece ter planejado os ataques: "Nós calculamos por adiantado a quantidade de baixas do inimigo, que morreriam devido ficarem presos na torre. Nós calculamos que os andares que deveriam ser prejudicados eram três ou quatro. Eu era o mais otimista de todos devido a minha experiência neste campo. Eu pensava que o fogo da gasolina do avião derreteria a estrutura de ferro do edifício e somente faria colapsar a área onde o avião se chocara e os andares acima. Isso era todo o que esperávamos."

No dia 27 de dezembro de 2001, foi difundido outro vídeo de Bin Laden no qual afirma: "Ocidente em geral, e os Estados Unidos em particular, têm um ódio pelo islã. O terrorismo contra os EUA é benéfico e está justificado".

Pouco antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2004, em um comunicado por vídeo, Bin Laden reconheceu publicamente a responsabilidade da al-Qaeda nos atentados dos Estados Unidos, e admitiu sua implicação direta nos ataques. Disse "nós decidimos destruir as torres na América. Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa idéia, mas nossa paciência se esgotou diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelenses contra o nosso povo na Palestina e no Líbano e então a idéia surgiu na minha mente."

Em uma fita de áudio transmitida pela Al Jazeera em 21 de maio de 2006, Bin Laden disse que ele dirigiu pessoalmente aos 19 sequestradores. Outro vídeo obtido pela Al Jazeera em setembro de 2006 mostra Osama bin Laden com Ramzi Binalshibh, assim como a dois sequestradores, Hamza al-Ghamdi e Wail al-Shehri, fazendo preparações para os atentados.

A Comissão Nacional sobre os Ataques Terroristas contra os Estados Unidos foi formada pelo governo dos Estados Unidos e é habitualmente conhecida como Comissão 11 de setembro. Publicou uma informação em 22 de julho de 2004, concluindo que os atentados foram elaborados e executados por membros da al-Qaeda. No informe da Comissão se encontra: "Os conspiradores de 11 de setembro gastaram finalmente entre $400.000 e $500.000 USD para planificar e conduzir seu ataque, mas as origens específicas do dinheiro usado para executar os ataques permanece desconhecido."

Motivações do ataque

Segundo conclusões das investigações oficiais do governo americano, os ataques cumpriam com a intenção declarada da Al-Qaeda, expressada na fatwa de 1998 de Osama bin Laden, Aymán al-Zawahirí, Abu-Yasir Rifa'i Ahmad Taha, Shaykh Mir Hamzah, e Fazlur Rahman (emir do Movimento Yihadista de Bangladesh).

A fatwa lista três "crimes e pecados" cometidos pelos Estados Unidos:

> Apoio militar a Israel.
> Ocupação militar da península arábica.
> Agressão contra o povo do Iraque.

Os sequestradores

Mohamed Atta, suposto terrorista que assumiu o comando do voo 11 da American Airlines

Marwan al-Shehhi, suposto terrorista que assumiu o comando do voo 175 da United Airlines

Dezenove homens árabes embarcaram nos quatro aviões, cinco em cada um, exceto no voo 93 da United Airlines, que teve quatro sequestradores. Dos terroristas, 15 eram da Arábia Saudita, dois eram dos Emirados Árabes Unidos, um era do Egito, e um do Líbano. Em geral, eram pessoas com estudos e de famílias de posses.

A lista completa é:

Voo 11 da American Airlines:

Mohamed Atta (egípcio e suposto piloto)
Waleed al-Shehri (saudita)
Wail al-Shehri (saudita)
Abdulaziz al-Omari (saudita)
Satam al-Suqami (saudita)

Voo 175 da United Airlines:

Marwan al-Shehhi (dos Emirados Árabes Unidos e suposto piloto)
Fayez Banihammad (dos Emirados Árabes Unidos)
Mohand al-Shehri (saudita)
Hamzeh al-Ghamdi (saudita)
Ahmed al-Ghamdi (saudita)

Voo 77 da American Airlines:

Hani Hanjour (saudita e suposto piloto)
Khalid al-Mihdhar (saudita)
Majed Moqed (saudita)
Nawaf al-Hazmi (saudita)
Salem al-Hazmi (saudita)

Voo 93 da United Airlines:

Ziad Jarrah (Libanês e suposto piloto)
Ahmed al-Haznawi (saudita)
Ahmed al-Nami (saudita)
Saeed al-Ghamdi (saudita)

Entre os destroços do avião da Pensilvânia, restou praticamente intacta a fotografia do passaporte de um dos supostos terroristas, Ziad Samir Jarrah.

Outros seqüestradores potenciais

Vinte e sete membros da Al-Qaeda tentaram entrar nos Estados Unidos para tomar parte no atentado. Finalmente, somente 19 participaram. Os outros oitos são chamados de o vigésimo seqüestrador:

Zacarias Moussaoui

Ramzi Binalshibh supostamente queria formar parte dos ataques, mas lhe foi negado o visto para entrar no país.

Mohamed al-Kahtani, cidadão da Arábia Saudita pode também ter planejado unir-se aos seqüestradores, mas autoridades do Serviço de Imigração dos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Orlando negaram sua entrada ao país. Foi capturado posteriormente no Afeganistão e feito prisioneiro em Guantánamo.

Zacarias Moussaoui, segundo se informou, foi considerado como um possível substituto de Ziad Jarrah quando este ameaçou abandonar tudo devido a tensões entre os seqüestradores. Supostamente, a Al-Qaeda não confiava nele e se desfez da idéia. Foi preso em 16 de agosto de 2001, quatro semanas antes dos ataques por assuntos de imigração, ainda que os agentes do FBI acreditassem que ele tinha intenções violentas. Tinha recebido treinamento de voo nesse mesmo ano. Em abril de 2005, Moussaoui se declarou culpado de conspirar para o sequestro dos aviões e de participação na Al-Qaeda, mas negou ter conhecimento dos ataques de 11 de setembro. Moussaoui afirmou em março de 2006 que sob a direção pessoal de Osama bin Laden, em colaboração com Richard Reid, deveria sequestrar um quinto avião e jogar-lo contra a Casa Branca.

Seus advogados defensores disseram tratar-se de uma fantasia de Moussaoui, que nunca foi operativo da Al-Qaeda. Em um vídeo de maio de 2006, Osama bin Laden afirmou que Moussaoui não tinha conexão alguma com os sucessos de 11 de setembro dizendo que sabia disto pois "fui responsável de confiança dos 19 irmãos que levaram a cabo o ataque".

Em 3 de maio de 2006, um jurado federal recusou a pena de morte para os acusados e os condenou a 6 cadeias perpétuas em prisão sem condicional.

Em juízo, o agente do FBI Greg Jones testemunhou que com anterioridade aos ataques já havia avisado a seu supervisor Michael Maltbie, de que "evitara que Zacarias Moussaoui jogasse um avião contra o World Trade Center." Maltbie tinha se negado a atuar em 70 petições de outro agente, Harry Samit, para buscar o computador de Moussaoui.

Outros membros da Al-Qaeda que tentaram participar mas não conseguiram foram Saeed al-Ghamdi, Mushabib al-Hamlan, Zakariyah Essabar, Ali Abdul Aziz Ali, e Tawfiq bin Attash.

Grupos de apoio

Dentro dos Estados Unidos

Por volta de 1.200 estrangeiros foram presos e encarcerados secretamente em relação à investigação dos ataques de 11 de setembro, ainda que o governo não tenha divulgado o número exato.

Os métodos utilizados pelo Estado para investigar e deter suspeitos tem sido severamente criticados por organizações de direitos humanos como Human Rights Watch e chefes de governo como a chanceler alemã Angela Merkel.

Até agora o governo dos Estados Unidos não falou a ninguém dos participantes da conspiração que realizaram as operações em terra.

Célula de apoio na Espanha

No dia 26 de setembro de 2005, a Audiência Nacional da Espanha dirigida pelo juiz Baltasar Garzón condenou a Abu Dahdah a 27 anos de prisão por conspiração nos atentados de 11 de setembro e por ser parte da organização terrorista Al-Qaeda. Ao mesmo tempo, outros 17 membros da Al-Qaeda foram condenados a penas de entre 6 e 12 anos. Em 16 de fevereiro de 2006, o Tribunal Supremo baixou a pena de Abu Dahdah a 12 anos porque considerou que sua participação na conspiração não estava provada.

11 de setembro de 2001 - Parte 2

Consequências

Infraestrutura

Fotografia do "Ground zero" depois dos atentados. Na imagem é possível observar as ruínas do World Trade Center

Fora a destruição das torres gêmeas de 110 andares cada uma, cinco edifícios do World Trade Center ficaram destruídos ou seriamente danificados, entre eles o World Trade Center e o Marriott World Trade Center, quatro estações do metrô de Nova York e a igreja cristã ortodoxa de São Nicolau. No total, 25 edifícios em Manhattan sofreram danos e sete edifícios do complexo do World Trade Center foram arrasados. Mais tarde, o Deutsche Bank Building situado na Rua Libery Street e o Borough of Manhattan Community College's Fiterman Hall tiveram que ser demolidos devido ao estado em que se encontravam. Vários equipamentos de comunicações também sofreram danos. As antenas de telecomunicações da Torre Norte caíram com seu desmoronamento.

Em Arlington, uma parte do Pentágono foi severamente danificada pelo fogo e impacto do avião. Uma seção inteira do edifício foi derrubada.

Vítimas

Memorial "Tribute in light", realizado em 2004 no local onde as torres gêmeas do World Trade Center foram destruídas

As perdas humanas nos ataques de 11 de Setembro de 2001 foram elevadas: 265 nos aviões; pelo menos 2752 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center e 125 no Pentágono. 3234 pessoas faleceram. Além das Torres Gêmeas de 110 andares do World Trade Center, 5 outras construções nas proximidades do World Trade Center e 4 estações subterrâneas de metrô foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou desmoronando.

Dilvugação pública de fotos de pessoas desaparecidas após o atentando

Alguns passageiros e tripulantes efetuaram chamadas telefônicas dos voos sequestrados. Um total de 19 seqüestradores foram posteriormente identificados, 4 no voo 93 da companhia United Airlines e 5 nos outros voos. Segundo informações, os seqüestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as atendentes de bordo, pilotos, e/ou pelo menos um passageiro. No voo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os sequestradores estavam na posse de punhais. Foi relatado o uso de um determinado tipo de spray químico nocivo, para manter os passageiros longe da primeira classe nos voo 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Foram feitas ameaças de bomba em 3 dos 4 aviões sequestrados, não tendo o voo 77 da American Airlines registrado ameaça de bomba.

Efeitos econômicos

Edifícios danificados pela queda das Torres gêmeas do World Trade Center

Os ataques tiveram um impacto significativo nos mercados norte-americanos e mundiais. A Reserva Federal reduziu temporariamente seus contatos com bancos pela falta de equipamento perdido no distrito financeiro de Nova York. Em horas recuperou o controle sobre o sinistro de dinheiro, com a consequente liquidez para os bancos. Os índices bolsa New York Stock Exchange (NYSE), American Stock Exchange e NASDAQ não abriram em 11 de setembro e permaneceram fechados até 17 do mesmo mês. Os sistemas do NYSE não foram danificados pelo ataque, mas os danos nas linhas telefônicas do sistema financeiro do World Trade Center impediram seu funcionamento.

Quando os mercados reabriram em 17 de setembro de 2001, atrás da maior queda desde a Grande Depressão, o índice Dow Jones caiu 684 pontos (7,1%), até 8920, em sua maior queda em um só dia. Ao final da semana, o Dow Jones tinha perdido 1369,7 pontos (14,3%), sua maior queda em uma semana. Desde então Wall Street permanece protegido contra um atentado terrorista.

Fotografia aérea da "Ground zero" depois dos atentados. Na imagem está a localização original dos edifícios destruídos

A economia de Manhattan, terceiro distrito econômico dos Estados Unidos, ficou devastada. 30% do solo de escritórios (2,7 milhões de m³), muitos deles de classe A, foi destruído ou danificado. O Deutsche Bank Building, vizinho das Torres Gêmeas teve que ser fechado pelos danos e demolido. A eletricidade, telefone e gás foram cortados. Foi restringida a entrada de pessoas no Soho e Baixo Manhattan. A deslocalização de postos de trabalho a Midtown e Nova Jersey se acelerou.

A reconstrução enfrentou a falta de acordo sobre as prioridades. Por exemplo, o prefeito Michael Bloomberg fez a candidatura de Nova York para os Jogos Olímpicos de 2012, enquanto o governador Pataki delegou na Corporação para o Desenvolvimento da Baixa Manhattan, duramente criticada pelos escassos recursos obtidos com os amplos fundos recebidos.

Significativas perdas ocorreram no setor aéreo: o espaço aéreo norte-americano permaneceu fechado durante vários dias pela primeira vez em sua história, e em vários países como Canadá. Depois de sua reabertura, as companhias aéreas sofreram uma diminuição em seu tráfego. Se estima que o negócio perdeu cerca de 20% de seu tamanho, e os problemas financeiros das companhias aéreas norte-americanas se agravaram, dando lugar a uma crise econômica.

Efeito potencial na saúde

Imagem de satélite de Nova York um dia após os ataques

A ilha de Manhattan está no centro, com a fumaça resultante do colapso do World Trade Center.Os milhões de toneladas de escombros tóxicos resultado da queda das Torres Gêmeas eram compostos por: 50% de material não fibroso e escombros de construção; 41% de vidro e fibra; 9,2% de celulose e 0,8% de asbesto. Além disto, foram liberados níveis sem precedentes de dioxinas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos nos fogos que arderam durante os três meses seguintes. Isto causou várias doenças nas equipes de resgate e reconstrução que trabalharam na zona zero. Os efeitos se estenderam também à saúde dos habitantes da Baixa Manhattan e proximidades.

Imagem de um satélite meteorológico mostrando o alcance da fumaça formada após o colapso da Torres Gêmeas

Segundo uma especulação científica, a exposição a vários produtos tóxicos e contaminantes do ar circundante a Torres depois da queda do WTC poderia ter efeitos negativos no desenvolvimento fetal. Devido a este risco potencial, um notável centro de saúde de crianças está atualmente analisando filhos de mães que estavam grávidas durante a queda do WTC e que viviam ou trabalhavam próximas das torres. O propósito do estudo é determinar se há diferenças significativas no desenvolvimento e na saúde das crianças de mães expostas aos produtos tóxicos, frente a filhos cujas mães não estiveram expostas à contaminação.

Em maio de 2007, as autoridades admitiram que a morte de uma advogada se deveu a exposição à nuvem tóxica, o que constituiu o primeiro reconhecimento oficial de uma morte como consequência do pó depois da queda das Torres.

11 de setembro de 2001 - Parte 1

Torres gêmeas do World Trade Center depois do ataque. United Airlines Flight 175 impactado à Torre Sul (direita), e após o American Airlines Flight 11 atingiu a Torre Norte (esquerda)

Os ataques terroristas de 11 de setembro, chamados também de atentados de 11 de setembro, foram uma série de ataques suicidas, coordenados pela Al-Qaeda contra alvos civis nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001.

Na manhã deste dia, quatro aviões comerciais foram seqüestrados, sendo que dois deles colidiram contra as torres do World Trade Center em Manhattan, Nova York. Um terceiro avião, o American Airlines Flight 77, foi direcionado pelos seqüestradores para uma colisão contra o Pentágono, no Condado de Arlington, Virgínia. Os destroços do quarto avião, que atingiria o Capitólio, o United Airlines Flight 93, foram encontrados espalhados num campo próximo de Shanksville, Pensilvânia. A versão oficial apresentada pelo governo norte-americano reporta que os passageiros enfrentaram os supostos seqüestradores e que, durante este ataque, o avião caiu. Os atentados causaram a morte de 3234 pessoas e o desaparecimento de 24.

Desde a Guerra de 1812, esse foi o primeiro ataque de efeitos psicológicos e altamente corretivos imposto por forças inimigas em território americano. Causado por uma célula terrorista ligada à rede Al Qaeda, esse inimigo invisível deixou um saldo de mortes superior a 3 mil. Para se ter uma idéia quantitativa de seu resultado arrasador, só o ataque em si excedeu o saldo de aproximadamente 2400 militares norte-americanos mortos no ataque sem aviso prévio dos japoneses à base naval de Pearl Harbor em 1941; além disso, essa terrível demonstração de impunidade foi caprichosamente planejada e direcionada aos ícones americanos, praticada impunemente, e tendo como armas aviões comerciais. O ato agravou-se muito mais por ter sido transmitido ao vivo pelas cadeias de TV do mundo inteiro, com a própria tecnologia americana. Tal ataque, ainda sem precedentes em toda a história da humanidade, feriu profundamente o orgulho americano e superou, em muito, o efeito moral imposto às tropas americanas pela força aérea japonesa.

Os ataques

Sequência de imagens mostrando o colapso das Torres do World Trade Center

Os ataques de 11 de Setembro designam uma série de ataques terroristas perpetrados nos Estados Unidos da América no dia 11 de setembro de 2001, uma terça-feira, envolvendo o seqüestro de quatro aviões de passageiros:

Voo 11 da American Airlines, um Boeing 767-223 partiu de Boston, Massachusetts com destino a Los Angeles, Califórnia as 7:59. Colidiu com o lado norte da torre norte (North Tower) do World Trade Center entre os andares 94 e 98 às 8:46:26, hora local a uma velocidade aproximada de 789 km/h. Neste avião viajavam 81 passageiros, 9 assistentes de bordo e 2 pilotos.

Voo 175 da United Airlines, um Boeing 767-222, partiu de Boston, Massachusetts com destino a Los Angeles, Califórnia as 8:13, hora local. Colidiu com o lado sul da Torre Sul (South Tower) do World Trade Center entre os andares 78 e 84 as 9:02:54, hora local a uma velocidade superior a 805 km/h. 2 pilotos, 7 assistentes de bordo e 56 passageiros viajavam a bordo deste avião.

Voo 77 da American Airlines, um Boeing 757-223 partiu de Dulles, Virgínia com destino a Los Angeles, Califórnia às 8:20, hora local (com 10 minutos de atraso). É geralmente aceito que este avião colidiu com o Pentágono. O Pentágono afirma que a colisão ocorreu às 9:37, hora local. Neste avião viajavam 58 passageiros, 4 assistentes de voo e 2 pilotos.

Voo 93 da United Airlines, a Boeing 757-222 partiu de Newark, Nova Jérsei com destino a São Francisco, Califórnia. Os destroços deste avião foram encontrados espalhados num campo próximo de Shanksville, Pensilvânia. Neste avião viajavam 38 passageiros, 5 assistentes de bordo e 2 pilotos. Este avião teria possivelmente sido abatido ou eventualmente caído devido a confrontos diretos entre os passageiros revoltosos e os sequestradores. A queda do avião deu-se às 10:06, hora local. Provavelmente estaria destinado ao Capitólio.

Com frequência as pessoas se referem aos ataques como "o 11 de Setembro", em razão deles terem ocorrido no dia 11 de setembro de 2001.

Sendo terça-feira, os voos domésticos nos Estados Unidos transportam poucos passageiros, tornando um voo mais fácil de ser sequestrado.

O Pentágono depois dos ataques de 11 de setembro

Foguete Ares 1 é testado com sucesso

O teste do primeiro estágio do foguete Ares 1, destinado a lançar a cápsula Orion, que deve suceder os ônibus espaciais, foi um sucesso, informou a Nasa nesta quinta-feira.

A prova estática foi realizada no centro de testes da agência espacial americana em Promontory, no estado de Utah, e durou cerca de dois minutos.

O Ares 1 experimental deve realizar seu primeiro voo a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral (Flórida), no dia 31 de outubro.

Apesar do sucesso do teste, o destino do Ares 1, no qual a Nasa já investiu 7 bilhões de dólares, ainda é incerto.

Veja vídeo do teste:



Fonte: AFP via iG - Foto: NASA

Nasa adia aterrissagem do Discovery para sexta-feira

Pista molhada

Depois de esperar até os últimos instantes da janela de descida, o diretor de voo Richard Jones cancelou o pouso do ônibus espacial Discovery, que estava marcado para acontecer no início da noite desta quinta-feira.

Céu nublado no Centro Espacial Kennedy

O motivo foi o mau tempo na área do Centro Espacial Kennedy. As condições instáveis do tempo indicavam grandes possibilidades de que a pista estivesse molhada no momento da aterrissagem.

Tirando os uniformes

Logo após o cancelamento, ocorrido às 21h28, no horário de Brasília, a tripulação começou a desfazer os preparativos para o retorno à Terra, o que inclui principalmente a retirada dos uniformes e a retirada dos armários dos utensílios de uso diário. Eles deverão ir dormir às 02h29 da madrugada desta sexta-feira e serão acordados às 10h29.

A primeira tentativa de descida será feita no final da tarde desta sexta. O acionamento dos motores poderá ser feito às 17h45, com a aterrissagem acontecendo às 18h48. A segunda oportunidade acontece já na órbita seguinte, com o acionamento dos motores às 19h21 e aterrissagem às 20h23.

Pouso alternativo

A previsão do tempo, contudo, não está ajudando. As perspectivas são de que o tempo permaneça amanhã exatamente como hoje. Por isto a NASA já está preparando a Base Aérea de Edwards, na Califórnia, que é o local de pouso alternativo.

A primeira janela para descida na Califórnia começará às 20h50, com pouso às 21h53. A última oportunidade do dia será às 22h26, com o pouso ocorrendo às 23h28.

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Foto: AFP

Emergência médica obriga avião da SATA com destino a Lisboa a regressar a Ponta Delgada

Uma emergência médica a bordo obrigou nesta quinta-feira (10) o Airbus A310-300 da companhia aérea açoriana SATA que fazia a ligação entre Ponta Delgada e Lisboa a regressar ao Aeroporto João Paulo II, nos Açores, quando tinha realizado meia hora de voo.

O voo S4 1122 transportava 192 passageiros, mas estava também a realizar uma transferência hospitalar, segundo revelou transportadora aérea açoriana.

O doente, que estava acompanhado por uma equipa médica, sofreu um agravamento do estado de saúde, o que obrigou o avião a regressar a Ponta Delgada.

Fonte: Jornal de Notícias (Portugal)

Mercado aéreo brasileiro vai dobrar até 2014, diz presidente da TAM

Durante Copa, tráfego vai ser equivalente ao de 2020, segundo executivo.

David Barioni Neto diz que preço das passagens no Brasil já está caindo.




O presidente da companhia aérea TAM, David Barioni Neto, disse nesta quarta-feira (9) que o mercado aéreo no Brasil vai dobrar até 2014, ano da Copa do Mundo de futebol no Brasil.

Barioni falou em chat especial a internautas do G1, com o tema "Empresas e soluções para a crise".

Segundo o executivo, serão 120 milhões de passageiros no país nesse ano. "Mas nos 45 dias da Copa o tráfego vai subir muito, vai ser equivalente ao tráfego esperado para 2020".

O executivo diz que o preço das passagens no Brasil já vem caindo, mas que, para que caia ainda mais, é necessário aumentar a oferta e demanda. "Só 8% da população brasileira voam. Na Argentina, esse número chega a 35%", diz ele.

Para Barioni, porém, o país precisa de infraestrutura, como mais pistas de pouso e decolagem e aeroportos. "Sem mais aeroportos, não conseguimos embarcar mais passageiros."

Ele diz que o mercado doméstico de aviação no Brasil cresce a uma taxa de entre 7% e 10% ao ano.

Barioni disse, porém, que neste ano não há previsão de admissão de novos pilotos na TAM. "Estamos com a frota completa", disse ele.

Voos internacionais

O executivo da TAM falou ainda sobre os descontos autorizados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para os preços de voos internacionais.

Essas passagens tinham antes um piso, preço abaixo do qual não podiam ser vendidas no Brasil, que foi sendo reduzido aos poucos. A política servia como uma espécie de proteção às empresas nacionais contra a competição das aéreas estrangeiras.

"A desvantagem para nós é que temos essa carga tributária imposta pelo país e fica difícil concorrer com empresas estrangeiras que pagam menos impostos", diz Barioni. Ele citou que empresas dos EUA pagam até 7 pontos percentuais menos de impostos que empresas do Brasil, enquanto para empresas do Chile essa diferença chega a 17 pontos percentuais.

De acordo com o executivo, os descontos autorizados pela Anac já fizeram com que algumas rotas não fossem consideradas atraentes pela TAM. "Já cancelamos alguns vôos diurnos de Miami e outros para Europa e África", disse ele.

Respondendo a um leitor que questionou se a TAM lançaria voos ligando cidades como Brasília e Belo Horizonte, fora do eixo Rio-São Paulo, ao exterior, Barioni disse que não há hoje passageiros suficientes para sustentar essas rotas. "Essas rotas não são rentáveis pelos dados de hoje", diz ele.

Questionado sobre a concentração do setor aéreo no Brasil, dominado por duas empresas, Barioni disse que "a concentração não atrapalha a queda do preço das passagens, que caiu praticamente um terço em 10 anos". Segundo ele, "A concentração é inevitável. Em todos os grandes países do mundo há duas ou uma empresa".

Estratégia

Respondendo à pergunta de um leitor que queria saber se a TAM vai reduzir serviços de bordo ou cobrar por eles, como fazem outras aéras, Barioni disse que não. "Nós respeitamos essa estratégia, mas não é a nossa estratégia", afirmou ele.

De acordo com o executivo, a TAM aposta em outras fontes de receita, como a agência de viagens da marca e o programa Multifidelidade. "As aéreas procuram atividades adjacentes", diz ele. "Essas atividades já são uma fonte relevante de receitas."

Segundo Barioni, o programa Multifidelidade permite usar e acumular pontos em vários parceiros da TAM, como Wal-Mart e Americanas.com. "Quando se pega todas as atividades de uma pessoa, essa gama de consumo pode gerar pontos" que podem ser trocados por eletrônicos e computadores, por exemplo, diz o executivo.

Fonte: G1

Autoridades mexicanas reconhecem que falha em aeroporto de Cancún possibilitou sequestro

O secretário de Segurança do México, Genaro García Luna, afirmou na quarta-feira que houve uma falha no aeroporto de Cancún, Quintana Roo, no momento de embarque do fanático religioso José Mar Flores Pereira. Segundo o secretário, a bomba falsa levada por Flores Pereira deveria ter sido detectada pelos equipamentos de raio-x.

- O que ele trouxe na maleta tinha que passar pelo raio-x e sem dúvida deveria ter sido detectado e retido porque tinha cabos e uma espécie de relógio digital. Sem dúvida, houve falha - disse García Luna ao jornal El Universal.

Flores Pereira sequestrou ontem um Boeing 737 com 112 pessoas a bordo, ameaçando explodi-lo caso não conseguisse falar com o presidente Felipe Calderón. Os passageiros foram liberados 45 minutos depois do pouso na Cidade do México, após uma negociação com o sequestrador mediada pelo piloto e por uma aeromoça.

Detido, o sequestrador contou que recebera uma revelação divina e que precisava avisar ao presidente sobre um terremoto catastrófico que iria acontecer no país.

Fonte: O Globo

Bimotor faz pouso forçado no Aeroporto de Campo Grande

Uma aeronave fez pouso forçado no Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS) na noite desta quarta-feira (10).

A ocorrência foi registrada às 19h30 pelo Corpo de Bombeiros. O piloto do bimotor EMB-810D Seneca III, prefixo PT-VKY, de propriedade da MS Taxi Aéreo, teve problema com o trem de pouso, que ficou destravado.

O piloto era Thiago Vieira Costa e copiloto Luiz Henrique de Castro.

As equipes dos bombeiros se posicionaram na pista para qualquer incidente. O piloto fez vários sobrevoos para acabar com o combustível e pousou às 20h04. O avião foi retirado às 21h04.

Fontes: TV Morena via O Globo / Midiamax

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

EUA reforçam que aceitam transferir tecnologia de caças ao Brasil

A embaixada dos Estados Unidos divulgou nota há pouco informando que seu governo concorda em transferir a tecnologia do caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil, produzido pela Boeing, de forma "definitiva", além de aprovar a montagem desses aviões em solo brasileiro.

A embaixada deixa claro que o governo americano não quer ficar de fora da disputa pela compra de 36 aviões de combate, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que as negociações com a França estão avançadas. "Continuamos a acreditar que a nossa proposta é forte e competitiva", diz o texto.

Autoridades brasileiras informaram, oficialmente, que ainda não foi feita a escolha definitiva, o que deve ocorrer até o mês que vem. Falta, por exemplo, um relatório técnico da Aeronáutica. O Brasil recebeu ofertas da Boeing, da sueca Saab, com o modelo de Gripen, e da francesa Dassault.

Além da proximidade da decisão sobre a compra dos caças, o tema entrou esta semana na ordem do dia depois que Lula anunciou a abertura das negociações com a França, após a visita do presidente francês Nicolas Sarkozy ao desfile do dia da Independência, em Brasília.

A nota da embaixada americana é a seguinte:

"O pacote multibilionário de compensações (offsets) da Boeing para investimento diretamente na indústria aeroespacial brasileira vai transferir tecnologia relativa ao design militar e à produção, fornecer autonomia em áreas-chave para suporte do programa e desenvolver uma ampla indústria aeroespacial no país que vai além de aeronaves de combate por meio do envolvimento direto com a maior companhia aeroespacial do mundo.

A Missão dos Estados Unidos no Brasil recebeu diversas indagações sobre a situação da proposta da Boeing para a concorrência dos caças FX-2. Entendemos que uma decisão final ainda não foi tomada em relação ao vencedor do contrato. O F/A-18 Super Hornet é um caça de avançada tecnologia testado em combate e acreditamos que é o melhor em comparação com seus concorrentes. O governo dos EUA apoia totalmente a venda do F/A-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira. Nosso governo aprovou a transferência de toda a tecnologia necessária. Continuamos a acreditar que a nossa proposta é forte e competitiva.

A análise feita pelo Congresso dos EUA sobre a venda potencial do F/A-18 Super Hornet ao governo brasileiro foi concluída em 5 de setembro sem nenhuma objeção formal à venda proposta. Isso significa que a aprovação do Governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva. O governo aprovou também a montagem final do Super Hornet no Brasil.

"O pacote multibilionário de compensações (offsets) da Boeing para investimento diretamente na indústria aeroespacial brasileira vai transferir tecnologia relativa ao design militar e à produção, fornecer autonomia em áreas-chave para suporte do programa e desenvolver uma ampla indústria aeroespacial no país que vai além de aeronaves de combate por meio do envolvimento direto com a maior companhia aeroespacial do mundo.

Os Estados Unidos acolhem a oportunidade de entrar em negociações abertas para a concorrência dos caças FX-2 que irá fortalecer a sólida parceria militar que o Brasil e os Estados Unidos já possuem baseada em interesses comuns e valores compartilhados", conclui a nota da embaixada dos EUA.


Fonte: Valor Online via G1

França: venda do Rafale ao Brasil será fato com assinatura do contrato

O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, momentos após desembarcar de um voo de testes do caça Rafale em Saint Dizier, centro da França

O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, admitiu nesta quinta-feira que a venda ao Brasil de 36 aviões de combate Rafale da fabricante francesa Dassault será um fato apenas no dia de assinatura do contrato.

"A venda está bem encaminhada. Será um fato no dia que o contrato for assinado", afirmou à rádio RTL.

Morin explicou que são necessários pelo menos oito ou nove meses de negociações e que o valor do contrato dependerá das mesmas.

As declarações do ministro francês foram feitas um dia depois do ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, ter anunciado que o processo de seleção para a compra de caças para renovar a frota do país ainda não foi concluído.

"O processo de seleção conduzido pelo Comando da Aeronáutica ainda não foi concluído, as negociações prosseguirão com os três participantes, nas quais serão aprofundadas e, eventualmente, redefinidas as propostas apresentadas", destacou Jobim.

Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em visita a Brasília, anunciaram o início de negociações para a venda ao Brasil de 36 caças Rafale por sete bilhões de dólares.

As outras duas companhias interessadas no negócio são a americana Boeing (F-18) e a sueca Saab (caça Gripen).

O anúncio de segunda-feira provocou reações imediatas dos dois concorrentes da Dassault.

A Força Aérea Brasileira (FAB) revelará sua avaliação final sobre as três aeronaves na disputa em outubro.

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou um comunicado na quarta-feira em que afirma entender que o governo brasileiro ainda não adotou uma decisão final sobre a licitação dos aviões de combate.

Dias antes da visita de Sarkozy a Brasília, o presidente Lula deu a entender uma preferência pelo Rafale ao afirmar que a França "se mostrou o país mais flexível na transferência de tecnologia".

"A partir de agora acontecerá uma discussão sobre o financiamento do programa, a transferência de tecnologia, o processo industrial, a cooperação industrial e o sistema de armas", concluiu Morin.

Fonte: AFP

Nas asas da discórdia diplomática

O assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, foi o escalado, ontem, para a difícil tarefa de negar que haja um “mal estar” diplomático entre o país e os Estados Unidos e a Suécia, concorrentes da França na disputa pela comercialização de aeronaves militares para o Brasil. Ontem, a embaixada americana divulgou nota demonstrando insatisfação com o anúncio, feito por Lula, de que o governo brasileiro fechou acordo com a França para a compra de 36 aviões caça Rafale. Pelo protocolo, a concorrência continua aberta até o final do ano. Garcia disse que se os Estados Unidos ou a Suécia alterarem suas propostas de maneira a torná-las tão ou mais vantajosas que a francesa, a negociação continua. Mas deixou claro a preferência brasileira, ao ressaltar que os franceses têm “bons antecedentes” nas negociações comerciais com o país, ao contrário dos Estados Unidos.

– Não estamos fechados na negociação com ninguém. Se houver outras propostas tão atraentes, ou mais, que o governo francês, vamos discutir – garantiu Garcia. – O ministro Jobim declarou que, como advogado, trabalha com antecedentes. E os antecedentes que tínhamos com outros sócios não eram bons. E os antecedentes que temos com a França, no caso dos submarinos e helicópteros, são bons. Vamos examinar os outros sócios, que seja o mais conveniente para o Brasil. O resto é especulação.

Além de negociar a compra das aeronaves com a França, Lula fechou com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a compra de helicópteros e submarino com tecnologia nuclear. Os franceses se comprometeram em transferir a tecnologia das aeronaves caso o Brasil escolha as aeronaves do país, mas o valor da compra, mais elevado que o dos concorrentes, ainda era um empecilho.

Em nota divulgada ontem pela Embaixada dos Estados Unidos, os americanos reagiram ao anúncio do governo brasileiro de dar início às negociações com os franceses. Os EUA também se mostraram dispostos a transferir tecnologia das aeronaves para o Brasil, mas Garcia disse que é necessário cautela antes de qualquer acordo.

– Temos que avaliar se haverá garantias efetivas, porque transferência de tecnologia é um termo geral. Queremos saber também se não vamos sofrer nenhum tipo de restrição como sofreu a venda dos super tucanos (para os EUA). Este antecedente não é bom – lembrou o assessor. Garcia disse, contudo, que o governo brasileiro está disposto a analisar a proposta dos EUA “no momento em que o país ou os produtores fizerem proposta como a que os franceses fizeram”.

Já o presidente Lula preferiu ironizar a concorrência entre os EUA e a França pela oportunidade de comercializar as aeronaves para as Forças Armadas brasileiras.

– Daqui a pouco, vou receber de graça – brincou Lula.

Bomba

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado vai ouvir Jobim na próxima quarta-feira sobre a aquisição das aeronaves, numa audiência em que os senadores também pretendem questionar o ministro em relação ao programa nuclear e o domínio brasileiro da tecnologia necessária para a construção da bomba atômica, conforme o Jornal do Brasil noticiou no domingo. Numa conversa por telefone com o senador Renato Casagrande (PSB-ES), Jobim confirmou que comparecerá para prestar esclarecimentos.

Os senadores querem mais informações sobre o negócio de US$ 4 bilhões envolvendo os 36 caças e detalhes sobre o impacto das descobertas do físico Dalton Girão Ellery Barroso, do Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército, que desvendou a fórmula de uma das ogivas americanas, a W-87 e publicou seus relatos no livro Física dos Explosivos Nucleares.

Na Câmara, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Severiano Alves (PDT-BA), leu parte da reportagem do JB na sessão de ontem e sugeriu aos deputados que avaliem o caso. Como a reunião havia sido convocada para votar dois requerimentos que já estavam na pauta, ele afirmou que os deputados devem aproveitar a aprovação de um requerimento do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) convocando Jobim para questionar o ministro sobre todos os assuntos relacionados à estratégia de defesa nacional, entre eles o desenvolvimento do conhecimento e a tecnologia da bomba.

– É preciso esclarecer porque o Brasil não quis assinar o protocolo adicional do tratado de não proliferação de armas nucleares – disse Jungmann.

Fonte: Jornal do Brasil (com agências)

Papel de trouxas

A norte-americana Boeing e a sueca Saab gastaram milhões de dólares para disputar a seleção de renovação da frota da FAB.

E eis que de repente, não mais que de repente, Lula vai comer uma moqueca com Sarkozy e ambos anunciam ao mundo a escolha dos Rafale, da francesa Dassault.

O anúncio, num texto em diplomatês e à parte do comunicado conjunto longamente negociado, correspondeu a dizer que o processo não era para valer. Era só para americanos e suecos verem.

Isso, evidentemente, criou problemas na Aeronáutica, que comanda a indicação com seu jeito militar de ser: tudo tem regra, cronograma, informação técnica. Ou, como explicou Jobim no Planalto, processos de seleção, principalmente internacionais e na área de defesa, seguem "prazos e ritos".

Então, como explicar para a milicada, aqui dentro, e para os países e empresas concorrentes, lá fora, que a decisão foi tomada antes da conclusão do parecer técnico? Esse tipo de voluntarismo cabe bem em lutas sindicais, mas pode criar problemas em negociações muito mais complexas.

Na segunda, Lula e Sarkozy anunciaram a escolha dos Rafale. Na terça, Jobim, em nota, deu o dito pelo não dito. Ontem, foi a vez do contorcionismo retórico para explicar o inexplicável, enquanto Lula tentava reduzir tudo a uma brincadeira: "Daqui a pouco eu vou receber de graça". (Atenção ao "eu". Não tem graça nenhuma.)

OK. Há muito mais do que vã filosofia, questões técnicas e até mesmo de preços por trás da preferência do Brasil pelos aviões franceses -ou melhor, pelos franceses. Mas não precisava esculhambar.

Bastava seguir os "trâmites normais", deixar a FAB concluir o seu trabalho, pressionar por melhores preços e juros e anunciar o negócio com a França com profissionalismo e compostura, para conferir ar de seriedade ao país e evitar questionamentos, até jurídicos, depois.

Fonte: Eliane Cantanhêde (jornal Folha de S.Paulo)