sexta-feira, 18 de julho de 2014

Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia



Para entender o conflito, é preciso levar em conta que a Ucrânia é um país dividido tanto do ponto de vista étnico quanto cultural.

A população do leste do país, perto da fronteira russa, tem maioria russa, é influenciada pela cultura russa, fala russo e tende a ser pró-Moscou.

Já a população da região central e oeste é de origem ucraniana, fala ucraniano e, desde que o país se tornou independente em 1991 com o fim da União Soviética, quer fazer parte da União Europeia.


A crise atual tomou corpo a partir de novembro do ano passado, quando o então presidente ucraniano Viktor Yanukovich foi pressionado pela população da capital, Kiev, a priorizar relações comerciais com a União Europeia em detrimento de acordos com a Rússia.

De etnia russa, Yanukovich preferiu fechar com Moscou, pedindo um empréstimo bilionário à potência europeia-asiática.

Levantes populares começaram a tomar as ruas de Kiev, capital da Ucrânia, e foram reprimidos com mão de ferro pelo governante. A repressão acabou alimentando a revolta dos manifestantes, desencadeando violentos conflitos urbanos.

Em fevereiro, Yanukovich foi expulso do país e forças pró-União Europeia assumiram o poder após se autoproclamarem os novos governantes.

A população aprovou a troca e votou a favor da permanência do novo governo pró-Ocidente nas eleições realizadas em regime de urgência.


Vladimir Putin não reconheceu a troca de governo, enquadrando-a como golpe de Estado.

Ao mesmo tempo, milhares de soldados sem identificação começaram a tomar bases militares na península da Crimeia, no leste do país, para apoiar os insurgentes pró-Rússia. É claro que Putin nunca assumiu que as tropas não-identificadas eram russas, mas é consenso que os militares são enviados de Moscou.

As tensões culminaram na anexação da Crimeia pela Rússia em março deste ano, após um referendo não reconhecido internacionalmente realizado na região, com vitória dos separatistas.

Lembre-se que a Crimeia originalmente era parte da União Soviética, e foi transferida à Ucrânia há pouco mais de 50 anos por Nikita Khrushchev, sucessor de Stálin e ucraniano.

Em resposta à anexação forçada da Crimeia em março, os Estados Unidos e a União Europeia impuseram uma série de sanções a empresas e homens fortes do governo russo. No momento, as relações entre a Rússia e as potências do Ocidente estão totalmente fragilizadas pelo impasse.

Depois que a Rússia anexou a Crimeia, outras regiões e cidades de maioria russa também manifestaram interesse em se separar da Ucrânia. Os conflitos entre tropas oficiais e separatistas pró-russos já deixaram mais de 400 mortos no leste da Ucrânia.

O governo da Ucrânia acusa Moscou de apoiar e armar os rebeldes separatistas, o que é negado pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Fonte: Ione Aguiar (Brasil Post) - Imagens: Reprodução

Acidente é o mais grave com Boeing 777

Foto: Helmut Schnichels (www.widebodies.de)

O Boeing 777 é uma das mais usadas aeronaves comerciais do planeta. Caso confirmado o número de mortes, será o maior acidente com o modelo, seguido pelo ocorrido em março.

O primeiro acidente fatal com o 777 aconteceu em 2013. Um avião da Asiana Airlines teve problemas durante o pouso em San Francisco, nos EUA, e deixou três mortos. Aconteceram ainda outros dois acidentes que não deixaram mortos.

O modelo foi lançado comercialmente em 1995 em um voo da United Airlines. Ele é fabricado pela americana Boeing e, segundo a empresa, é o líder de mercado.

O 777 é uma família de aeronaves com diferentes características. O que caiu nesta quinta é um 777-200ER. Ele tem capacidade para até 440 passageiros e autonomia de voo de até 14.305 quilômetros -o suficiente para ir de Londres a Los Angeles.

Pelo Twitter, a Boeing disse que aguarda mais informações sobre o voo. “Nossos pensamentos e rezas estão com aqueles que estavam à bordo do MH17, assim como seus familiares e amigos. Estamos prontos para oferecer assistência”, escreveu a empresa em sua conta.

Avião estava acima do espaço fechado

Clique na imagem para ampliá-la

A aeronave estava voando a 33.000 pés, cerca de 1.000 pés acima de uma faixa fechada do espaço aéreo, afirmou o Eurocontrol, órgão responsável pela coordenação do espaço aéreo europeu. “Esta rota foi fechada pelas autoridades ucranianas em terra para o Nível de Voo 320 (cerca de 32.000 pés), mas foi aberta no nível em que a aeronave estava voando.”

Desde a queda do avião, todo o espaço aéreo no leste da Ucrânia foi fechado, disse a Eurocontrol em comunicado.


Principais ataques fatais a aviões comerciais

• IRAN AIR, 1988

Viajando de Bandar Abbas a Dubai, o voo 655 da Iran Air foi alvejado por um navio de guerra dos Estados Unidos ao longo da costa do Irã, matando as 290 pessoas a bordo. A Marinha dos EUA disse ter confundido o Airbus A300 com um jato F-14 da Força Aérea iraniana.

• KOREAN AIR, 1983

Um Boeing 747 da Korean Air foi interceptado e abatido por combatentes soviéticos depois de entrar por engano no espaço aéreo soviético vindo de Anchorage, no Alasca, rumo a Seul, na Coreia do Sul. Todos os 289 passageiros e tripulantes morreram.

• LIBYAN AIRLINES, 1973

Após ser interceptado e atingido pela Força Aérea israelense, o Boeing 727 da Libyan Airlines foi destruído em tentativa de pouso forçado. O voo entrou por engano no espaço aéreo de Israel devido a um erro de navegação no deserto do Sinai, matando 106 das 113 pessoas a bordo.

• AIR GEORGIA, 1993

Aproximando-se do momento de pousar, um Tupolev Tu-154 operado pela Air Georgia foi supostamente abatido por um míssil guiado pelo calor na Abkházia, território da Geórgia em disputa. A aeronave bateu na pista e pegou fogo, matando 108 dos 132 passageiros e tripulantes.

• SUDAN AIRWAYS, 1986

Pouco depois de decolar de Malakal, no Sudão do Sul, um Fokker F-27 da Sudan Airways foi supostamente abatido pelo “Exército de Libertação do Povo” sudanês. O acidente matou todos os 65 passageiros e tripulantes a bordo.

Fontes: Folhapress/Reuters/jcnet

Conheça o míssil que pode ter derrubado o avião na Ucrânia

Uma das hipóteses para a queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines na Ucrânia é que o avião tenha sido derrubado por um míssil russo Buk.

Lançador: o Buk localiza o avião pelo radar e envia os mísseis em 22 segundos

A queda de um Boeing 777 da Malaysia Airlines na fronteira entre Rússia e Ucrânia matou quase 300 pessoas nesta quinta-feira. Uma das hipóteses para explicar o desastre é que o avião tenha sido derrubado por um míssil russo Buk.


Petro Poroshenko, o presidente da Ucrânia, levantou essa suspeita ao falar sobre a queda do avião:

“Nós não excluímos que o avião tenha sido derrubado e confirmamos que as forças armadas da Ucrânia não atiraram em nenhum alvo aéreo”, disse ele, segundo relato do jornal britânico Guardian.


O desastre aconteceu na área onde rebeldes separatistas apoiados pela Rússia combatem o governo ucraniano. A declaração de Poroshenko coloca os rebeldes e a Rússia sob suspeita.

Líderes da chamada República Popular de Donetsk, o principal grupo separatista, foram rápidos em negar seu envolvimento. Eles dizem que suas armas não são capazes de atingir aviões a mais de 3 mil metros de altitude.


A altitude de cruzeiro de um Boeing 777 é geralmente superior a 8 mil metros (o avião pode ir a até 13 mil metros). E sua velocidade é próxima de mil quilômetros por hora. Se o avião foi mesmo derrubado, os responsáveis devem ter usado alguma arma poderosa.

Anton Gerashchenko, um oficial ucraniano, escreveu em sua página no Facebook que o avião foi derrubado por um míssil russo Buk. Um jornalista da agência Associated Press relatou ter visto, hoje de manhã, um lançador de mísseis desse tipo na cidade de Snizhne, próxima ao local do desastre.

Sistema Buk: central de controle, lançador e radar podem ser armados em 5 minutos

O termo Buk se refere ao sistema completo, com lançador, radar e central de controle. Esse sistema de defesa aérea começou a ser desenvolvido em 1972 na União Soviética e vem sendo aperfeiçoado desde então.

O míssil é disparado de um lançador instalado num caminhão blindado com esteiras. O lançador trabalha em conjunto com um radar que localiza o alvo. O sistema todo pode ser montado ou desmontado em apenas 5 minutos.


Uma vez acionado, leva 22 segundos para localizar o alvo e enviar um ou mais mísseis. Existem diversas variantes dos mísseis usados no sistema Buk.

Uma das mais comuns tem 5,5 metros de comprimento e pesa 690 kg. Tem alcance de mais de 20 quilômetros e consegue derrubar até mísseis de cruzeiro em pleno voo. Sua velocidade é de 4.300 km/h, ou 3,5 vezes a velocidade do som.

O míssil conta com seu próprio radar para navegar até o alvo. Ao atingi-lo, ele detona uma carga de 70 kg de explosivos.

Míssil Buk: a arma é capaz de derrubar aviões voando a mais de 20 km de altitude

Como frequentemente acontece com armas bem sucedidas, o Buk já foi copiado por outros países. China e Irã possuem equipamentos similares. Além disso, a Rússia já vendeu esse armamento para uma dezena de países, incluindo a Ucrânia.

Fontes: Maurício Grego (Exame.com) / Daily Mail - Fotos: Wikimedia Commons / Daily Mail

"A cura da Aids poderia estar naquele avião"

Cerca de 100 ativistas e especialistas sobre a doença estavam no avião da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia - incluindo um dos mais renomados cientistas no campo.

Joep Lange morreu na queda do avião na Ucrânia

A queda do avião da Malaysia Airlines ocorrida nesta quinta-feira, 17, reservou tristes notícias para o mundo da ciência. No voo, estavam cerca de 100 cientistas e ativistas a caminho da Conferência Internacional sobre a Aids, prevista para começar neste domingo (20) na Austrália.

Dentre os mortos, estava o holandês Joep Lange, de 60 anos, reconhecido como um dos maiores especialistas sobre a doença no mundo. O cientista dedicou cerca de 30 anos da sua vida às pesquisas sobre o vírus HIV e à Aids. Ele ficou mundialmente conhecido por defender a diminuição dos custos do tratamento para os países mais pobres. Em anuncio, um professor da Universidade South Wales que havia trabalhado com Lange disse: “Joep tinha um compromisso absoluto com os tratamentos contra o HIV na Ásia e na África”.

Ex-presidente da Sociedade Internacional da Aids (IAS), o cientista estava trabalhando como professor de medicina na Universidade de Amsterdã e era diretor do Instituto de Amsterdã para a Saúde Global e o Desenvolvimento. Em declaração, o atual presidente da IAS falou: “O movimento HIV/Aids perdeu um gigante”.

Pioneiro nas terapias mais acessivas da doença, Lange estava voando para Kuala Lumpur, onde encontraria sua mulher para um voo de conexão à Austrália. Junto dele, estavam cerca de 100 pessoas que seguiam em direção à conferência. Em entrevista a uma rede australiana, Trevor Stratton, um consultor sobre a doença, disse: “A cura da Aids poderia estar a bordo daquele avião, simplesmente não sabemos”.

Fonte: Rennan A. Julio (revistagalileu.globo.com) - Foto: divulgação

Holandês que postou piada sobre avião estava em voo que caiu, diz tio

Antes de viajar, ele fez referência ao sumiço de outro voo da Malaysia. 

Tio de garoto confirmou que ele e a namorada estavam no voo.

Post no Facebook de holandês mostra foto de avião e os dizeres: 
'Se ele desaparecer, é assim que se parece'. 
Foto: Reprodução/Facebook/Cor Pan

Um holandês que postou no Facebook uma foto de um avião da Malaysia Airlines e uma piada sobre acidentes aéreos estava no voo MH17, que caiu nesta quinta-feira (17) na Ucrânia, afirmou um tio do rapaz.  
“Se ele desaparecer, é assim que ele é”, escreveu Cor Pan, junto com uma fotografia de um avião, oito horas atrás, possivelmente se referindo a outro avião da Malaysia Airlines desaparecido em circunstâncias misteriosas em março deste ano, com 239 pessoas a bordo. O local que aparece na postagem é Schiphol -- nome do aeroporto de Amsterdã.

No post, amigos dele postaram diversas mensagens de pêsames após a notícia do acidente. "Descanse em paz", "Isso não pode ser verdade" e "Que tragédia terrível" foram algumas delas.

"Sim, é isso mesmo, meu sobrinho e sua namorada estavam nesse voo", confirmou ao G1, por chat, Jan Veerman. Ele afirmou que a família toda está reunida em Volendam, cidade de origem do garoto, de luto por causa da perda de duas pessoas "boas, felizes e cheias de vida". "A mãe dele está agora no aeroporto de Schiphol, em contato com a Malaysia Airlines", completou.

O holandês Cor aparece ao lado da namorada, que viajou com ele de férias
Foto: Reprodução/Facebook/Neeltje Tol

Também por chat, um amigo dele disse que a mãe de Cor estava chorando e gritando com os vizinhos após a notícia. Ele diz que o rapaz trabalha na prefeitura.

"Somos uma comunidade muito próxima e todo mundo está contando que a mãe dele confirmou o número do voo", disse outro amigo, que tocava com ele em uma banda no ano passado -- Cor tocava bateria, contou. "Eu falava sempre com ele. Ele trabalhava na jardinagem da cidade, era uma pessoa muito boa." 

Foto do bilhete

Outro jovem que também mora na Holanda postou nas redes sociais, antes de o acidente acontecer, uma foto da passagem aérea do voo MH17 (abaixo) ao lado da frase: "Estou tão animado!". Regis Crolla postou o texto e a foto no Instagram antes de o acidente com o avião da Malaysia Airlines acontecer.


Ele também escreveu "AMS --> Kuala Lumpur --> Bali", dando a entender que viajaria de Amsterdã para Bali, com escala em Kuala Lumpur, na Malásia.

Fonte: Flávia Mantovani (G1)

Ucrânia divulga gravação no qual rebeldes admitiriam queda de avião

País acusa separatistas pró-russos de terem derrubado aeronave.


O Serviço de Segurança da Ucrânia divulgou nesta sexta-feira (18) conversas telefônicas que teriam sido mantidas por separatistas pró-Rússia e oficiais de inteligência militares de Moscou na qual admitem ter derrubado o avião que caiu nesta quinta-feira (17) no leste do país. Não foi possível confirmar a veracidade da gravação de maneira independente.

A agência ucrânia divulgou o áudio. Veja abaixo:


O voo MH17 da companhia Malaysia Airlines caiu com 295 pessoas a bordo no leste da Ucrânia. Segundo autoridades americanas, a aeronave aparentemente foi derrubada por um míssil terra-ar. Ucranianos e russos se acusam pela derrubada da aeronave.

Uma das ligações teria sido feita às 16h40 locais, no horário de Kiev, cerca de 20 minutos após a queda do avião. Segundo os serviços ucranianos, ela foi feita por Igor Bezler – identificado como um agente de inteligência militar russo e um dos principais comandantes separatistas da autoproclamada República Popular de Donetsk, segundo o jornal ucraniano “Kyiv Post”.

“Nós acabamos de derrubar um avião. Foi o grupo de Miner. Ele caiu perto de Enakievo”, diz Bezler na gravação divulgada pela agência ucraniana. O líder separatistas diz que a queda ocorreu cerca de 30 minutos antes.



O Serviço de Segurança da Ucrânia divulgou nesta sexta-feira (18) conversas telefônicas que teriam sido mantidas por separatistas pró-Rússia e oficiais de inteligência militares de Moscou na qual admitem ter derrubado o avião que caiu nesta quinta-feira (17) no leste do país (Foto: Reprodução/YouTube/Serviço de Segurança da Ucrânia) 

A segunda ligação interceptada ocorre aparentemente entre dois militantes, apelidados de “major” e “grego”, logo após uma inspeção no local da queda. “É um avião 100% de passageiros”, diz ‘major’ na gravação. Ele admite não ter visto armas no local da queda. “Absolutamente nada. Itens civis, itens médicos, toalhas.”

Na terceira parte da conversa o comandante cossaco Nikolay Kozitsin fala com um militante não identificado e sugere que o avião poderia estar carregando espiões.

“Sobre o avião que foi derrubado na área de Snizhne-Torez. É civil. Caiu perto de Grabove. Há vários corpos de mulheres e crianças”, diz o homem não identificado. “Na TV disseram que é um avião de transporte NA-26, mas disseram que está escrito Malaysia Airlines nele. O que ele estava fazendo no território ucraniano?”, questiona.

“Isso significa que ele estava carregando espiões. Eles não deveriam estar voando aqui. Há uma guerra em andamento”, afirma Kozitsin na gravação.

Fonte: G1 - Foto: Yuriy Lapitskiy/Wikimedia Commons

Leia também:






• Avião da Malásia não estava voando em espaço aéreo restrito diz Iata.

Veja as principais imagens do acidente aéreo que deixou 295 pessoas mortas.

Desastre: avião com 295 a bordo cai na Ucrânia; fato é divulgado no Twitter

Número de mortos em desastres na Ucrânia é revisto e cai de 298 para 295.

O FlightStats, que monitora o andamento de aeronaves, 
mostra o caminho do voo até o sumiço

Um avião com 295 passageiros que saiu de Amsterdã (Holanda) e teria como destino Kuala Lumpur (Malásia) caiu em um território ucraniano. A aeronave é da Malaysia Airlines, a mesma que teve um veículo desaparecido em março de 2014.

Mas a história vai além: de acordo com o Bloomberg, um ministro do governo local disse que o acidente foi um atentado provocado por rebeldes ucranianos, que teriam usado um míssil disparado em terra. 


O vídeo acima, gravado instantes depois do suposto acidente, mostra algumas pessoas apontando para o local no céu onde o avião teria sido abatido. Companhias aéreas e empresas com voos de carga ou transportando passageiros já estão desviando do local do acidente e algumas avisaram que não voltarão a passar pelo espaço aéreo ucraniano.

Os destroços foram localizados em um território chamado de Grabovo, na região de Donetsk, e é possível encontrar rastros do acidente em um raio de até 15 km do local da queda. A agência Reuters já enviou um fotógrafo ao local para produzir algumas imagens, como você pode conferir na galeria.

Deu no Twitter


Além da própria Malaysia Airlines, que confirmou ter perdido contato com o voo MH17, a Boeing, fabricante do modelo, avisou que também está buscando novas informaçoes. O primeiro-ministro da Malásia lamentou o ocorrido. Novos vídeos são postados a cada minuto: no clipe acima, a pessoa responsável pela gravação parece bastante próxima do local da queda da aeronave.

Fonte: Nilton Kleina (tecmundo.com.br - com Twitter da Malaysia Arirlines)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mais sobre a queda do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia





Clique AQUI para acessar galeira de fotos do acidente.

Vídeos mostram o local do acidente logo após a queda:


 

Imagens de origem ainda duvidosa (divulgadas via Twitter):







Veja também:




Avião da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo cai na Ucrânia

Assessor de ministério ucraniano disse que aeronave teria sido abatida.

Região da queda está sob controle de milicianos separatistas pró-Rússia.

Destroços do avião da Malysia que caiu na Ucrânia
Foto: Maxim Zmeyev/Reuters

O Boeing 777-2H6(ER), prefixo 9M-MRD, da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo caiu na Ucrânia nesta quinta-feira (17).

A agência russa Interfax afirmou que o avião teria sido derrubado quando estava a 10 mil metros de altitude. 


A Malaysia Airlines confirmou que perdeu contato com uma de suas aeronaves, que voava de Amsterdã para Kuala Lumpur.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko declarou "que não exclui" a possibilidade de o avião malaio ter "sido abatido".

"Este é o terceiro caso trágico nos últimos dias, após os aviões An-26 e Su-25 das forças armadas ucranianas serem derrubados a partir do território da Rússia", declarou Poroshenko em comunicado.

"Não excluímos a possibilidade de que este avião (malaio) possa ter sido abatido e ressaltamos que as forças armadas ucranianas não efetuaram disparos que possam ter atingido alvos no ar", acrescentou, antes de apresentar suas condolências às famílias das vítimas.


Anton Guerashenko, assessor do ministro do Interior da Ucrânia, disse em sua página no Facebook que a aeronave foi abatida por um míssil terra-ar. De acordo com Goroshenko, estavam a bordo 295 pessoas, sendo 280 passageiros e 15 tripulantes.

O avião viajava de Amsterdã para Kuala Lumpur e caiu em uma região que está sob o controle de milicianos separatistas pró-Rússia e que estão em confronto com as forças governamentais da Ucrânia. 

Representantes da autoproclamada república popular de Donetsk negaram que disponham de armamento para derrubar um avião que voe a 10 mil metros de altura. O primeiro-ministro da Ucrânia ordenou uma investigação do que chamou de "catástrofe".

Outro voo

A Malaysia Airlines é a mesma companhia que teve um avião desaparecido em circunstâncias misteriosas em março deste ano, com 239 pessoas a bordo. O voo MH370, que saiu de Kuala Lumpur para Pequim, na China, perdeu o contato durante o trajeto e teria caído no sul do oceano Índico, depois de mudar de rota. Apesar dos grandes meios mobilizados, até hoje não foi encontrado nenhum destroço da aeronave. As buscas continuam em regiões próximas à costa da Austrália.

Foto de arquivo de 15 de novembro de 2012 mostra um Boeing 777-200 da Malaysia Airlines
decolando do Aeroporto Internacional de Los Angeles - Foto: JoePriesAviation.net/AP

Twitter da Malaysia Airlines informa perda de contato com 
aeronave que saiu de Amsterdã - Foto: Reprodução

Twitter da Boeing presta condolências às vítimas da queda do voo - Foto: Reprodução

Veja reportagens sobre a queda do helicóptero na Coreia do Sul

Áudio em inglês.

 

Áudio em coreano.



Fontes: ITN / Rap Byung-Ari

Queda de helicóptero deixa 5 mortos na Coreia do Sul

Aeronave levava bombeiros de resgate de corpos de balsa que naufragou.

Queda ocorreu na cidade de Gwangju.




O helicóptero Eurocopter AS365 N3 Dauphin2, prefixo HL9461-GW001, do Corpo de Bombeiros de Gangwon, que participaria dos trabalhos de resgate da balsa naufragada Sewol, na Coreia do Sul, caiu nesta quinta-feira (17) na cidade de Gwangju, no sudoeste do país, e seus cinco tripulantes morreram no acidente.

O acidente ocorreu pouco antes das 11h locais (23h de Brasília da quarta, 16) no distrito comercial de Gwangsan-gu, situado na metade oeste da sexta maior cidade da Coreia do Sul, segundo as autoridades sul-coreanas.

A aeronave participaria da busca dos 11 corpos que permanecem na embarcação afundada nas águas do litoral sudoeste da Coreia do Sul.

Os mortos não são as primeiras vítimas colaterais do naufrágio da embarcação Sewol, que aconteceu no dia 16 de abril. Nos trabalhos de resgate da balsa também morreram dois mergulhadores, que se somam aos 304 passageiros e tripulantes mortos, a maioria deles adolescentes que participavam de uma viagem escolar.  
Fontes: EFE via G1 / ASN - Fotos: Park Cheol-hong (Yonhap via Reuters)

Os assentos (de bicicleta) que a Airbus criou para aeronaves

O registro de patente da invenção foi feito em junho. De acordo com a empresa, a ideia é apenas um conceito que pode jamais virar realidade.

Os assentos lembram bancos de bicicleta.É possível que jamais 
sejam utilizados. A mera possibilidade assusta

Voar pode ser uma atividade desconfortável. À medida que as companhias aéreas se esforçam para acomodar mais passageiros por aeronave, mais desagradável fica a viagem. Não há espaço para esticar as pernas em um avião. No começo de junho, a francesa Airbus registrou um pedido de patente para um novo tipo de assento que pode transformar uma experiência incômoda em uma modalidade de tortura.

Criado por Bernard Guering, um dos inventores a serviço da companhia, o assento lembra muito um selim de bicicleta. Não há bandeja para refeição. Segundo o documento de registro, pode ser usado em viagens curtas. Seu objetivo é reduzir o espaço ocupado por uma poltrona convencional, permitindo que mais passageiros caibam na cabine: “No setor da aeronáutica, algumas linhas aéreas de ‘baixo-custo’ tentam aumentar o número de passageiros transportados a cada voo, sobretudo em viagens de curta duração, de modo a aumentar a eficiência do uso da cabine. Para este fim, o número de assentos deve aumentar”, diz o documento.

A intenção é aumentar o número de passageiros por aeronave

Ao jornal Los Angeles Times, uma porta-voz da companhia afirmou que a invenção foi patenteada para proteger os interesses da empresa. Não significa que, um dia, essa inovação entrará em prática: “Muitos desses conceitos, a maioria deles na verdade, nunca serão desenvolvidos. Mas, no caso de o futuro da aviação comercial tornar uma de nossas invenções relevantes, nosso trabalho estará protegido”. Para o bem dos futuros passageiros, esperemos que isso nunca ocorra.

Fonte: Época - Imagens: Reprodução

Leia também:

Bebedeira no avião pode estar com os dias contados

As companhias aéreas oferecem bebida de graça como vantagem em relação aos concorrentes; os passageiros bebem porque não têm de pagar e podem diminuir a tensão do voo.

Num voo para a Bélgica no ano passado, quando o empresário de tecnologia Joshua Konowe sentou-se na fileira da saída de emergência, ele não sabia que a mulher ao seu lado havia tomado um ansiolítico junto com uma taça de vinho.

"Ela começou a beber, e uma hora após a decolagem estava completamente fora de si", conta ele.

Konowe conta que a colega de viagem divagou sobre seu medo e voar, e sobre como não queria estar no avião. "Ela disse: 'Talvez eu deva simplesmente abrir a porta', e se levantou". Quando ela começou a tentar mover a alavanca, Konowe sabia que precisava intervir. Ele colocou suas mãos no braço dela e alertou os comissários de bordo.

O episódio não deu em nada, mas é um dos inúmeros desentendimentos, brigas e outros momentos bizarros ligados ao álcool que, segundo tripulantes e executivos da indústria, são um problema persistente.

Em resposta, as companhias aéreas estão pressionando para ganhar poder sobre comportamentos potencialmente perigosos por parte dos passageiros. Em particular, a International Air Transport Association (IATA) está buscando leis internacionais mais fortes para permitir que um passageiro indisciplinado possa ser acusado no país onde o avião pousar – mas a medida ainda aguarda aprovação.

Além disso, a associação de transporte aéreo defende um melhor monitoramento de passageiros potencialmente embriagados antes que eles embarquem no avião.

Imagem: Chi Birmingham

Tony Tyler, presidente da associação, diz que o número de incidentes relatados pelas companhias aumentou muito nos últimos anos. Em 2013, cerca de 8 mil problemas de comportamento de passageiros foram voluntariamente reportados pelas empresas à IATA, frente a apenas 1 mil incidentes em 2007, quando a associação começou a acompanhar esses episódios. Não está claro se esse aumento realmente significa mais incidentes, ou se as companhias aéreas estão mais sintonizadas para relatar o problema.

"Isso certamente representa uma grande preocupação", destaca Perry Flint, porta-voz da IATA.

Voos internacionais têm mais problemas

Nos Estados Unidos, o número de incidentes com passageiros desordeiros em voos domésticos – onde as proteções legais para as companhias são mais fortes – permaneceu basicamente fixo nos últimos anos, com 160 ações de fiscalização relatadas em 2013, de acordo com a Federal Aviation Administration. Mas as causas de problema são muito maiores nos voos internacionais.

No ano passado, a Delta anunciou a oferta de destilados, cerveja e vinho gratuitamente em voos internacionais. "Introduzindo um 'espírito' de feriado para durar o ano todo", afirmou a empresa pelo Twitter em dezembro, fazendo trocadilho com a palavra "spirit", que em inglês significa bebida destilada. Nos voos domésticos, o álcool geralmente não é oferecido grátis na classe econômica.

Com essa nova política, a Delta entrou para o que tem sido, durante anos, a oferta padrão em muitas companhias internacionais.

Segundo George W. Hamlin, presidente da Hamlin Transportation Consulting, políticas de bebidas grátis costumam ser adotadas por razões competitivas. "Pode ser porque uma companhia estrangeira já estava fazendo isso", explica o executivo. "Existem pessoas que fariam a escolha por uma companhia com base no álcool gratuito".

Existe um preço, dizem os funcionários de companhias aéreas. Amanda Pleva, comissária de bordo experiente, conta que os passageiros podem ser levados a beber demais por diversos motivos: medo de voar, vontade de dormir, estresse, tédio ou frustração causada por um longo atraso, ou simplesmente querer se divertir.

"Em situações de atraso, todos os passageiros esperam nos bares", argumentou ela. "Quando há pessoas que viajam a negócios e ficam bêbadas no avião, geralmente não é porque elas querem se divertir. Pode ser para aliviar o estresse".

Os passageiros podem recorrer a um ou dois drinques para relaxar, mas ansiolíticos ou pílulas para dormir podem maximizar o problema.

"Atualmente, com os comprimidos prescritos, as pessoas se acham invencíveis", afirma Amanda Pleva. "Você sempre encontra pessoas ficando mais irracionais".

Independente das medidas tomadas, analistas dizem que existe menos tolerância agora que os aviões voam com capacidades cada vez maiores.

"Podemos ter chegado ao ponto onde há tantos passageiros a bordo, num espaço tão apertado, que alguns comportamentos são acionados", diz Robert W. Mann, consultor da indústria.

Esse parecia ser o caso no mês passado, quando um passageiro bêbado a bordo de um voo da American Airlines, de Los Angeles a Miami, obrigou o avião a realizar um pouso de emergência em Phoenix.

"Nós abordamos essas questões à medida que elas aparecem", informou por e-mail Simcha McIntosh, porta-voz representando a American Airlines. "Em última análise, o comandante é quem decide se o voo precisa ser desviado graças a um passageiro perturbado".

Esses casos têm um preço alto. Desviar um avião pode custar US$ 20 mil ou mais à companhia, em termos de tempo da tripulação, combustível, taxas do aeroporto e outras despesas, afirma Mann. "O taxímetro continua correndo".

E esse valor pode ser ainda maior. Segundo a IATA, um problema em 2011 que forçou o desvio de um voo internacional custou à empresa cerca de US$ 200 mil.

É difícil dizer quantos incidentes em voo são ligados ao álcool, pois os números exatos não são acompanhados; mesmo assim, há muitas evidências narradas.

Bebedeira pode ocorrer antes do embarque

"Muitas companhias aéreas, numa pesquisa da IATA sobre passageiros rebeldes, classificaram o álcool como o maior fator para esse comportamento", declarou a associação em seu site. "Elas observaram que os passageiros, em diversas ocasiões, já estavam embriagados no momento do embarque ou tiveram acesso ao seu próprio suprimento de álcool a bordo".

Algumas pessoas tentam levar bebidas escondidas para o avião, conta Amanda. "A proibição a líquidos e géis realmente ajuda", completa.

Serviço de bordo é um dos diferenciais entre as empresas; bebida 
de graça pode definir a escolha da companhia aérea - Foto:  Divulgação

Outros pedem bebidas a todos os comissários e escondem as evidências. Amanda diz que, após os passageiros deixarem o avião, os comissários costumam encontrar pilhas de garrafas vazias no bolso traseiros das poltronas.

Segundo passageiros frequentes como Shai Tertner, que tem uma empresa de produção de eventos, não é coincidência que as pessoas bebam mais quando não têm de pagar a conta.

Com escritórios em quatro cidades, Tertner voa a trabalho até quatro vezes por mês.

"Às vezes preciso voar na classe econômica, e vejo pessoas bebendo", afirma. "Mas percebo muito mais gente bebendo na executiva, porque – acho eu – é tudo incluso".

Tertner diz que mesmo nos voos matinais que pega regularmente de Los Angeles para a Costa Leste, muitos dos passageiros bebem. "Para mim, isso é surpreendente", garante. "Quando você voa na classe executiva, as pessoas se aproveitam disso".

Segundo Tertner, num desses voos, outro passageiro provocou uma briga quando bolinou uma das comissárias. "Eu me senti desconfortável vendo aquilo", diz. "Ele esticava o braço e tocava nela, e dava pra ver ela tentando se afastar".

A comissária deu um basta aos avanços do passageiro, mas não antes que muitos outros passageiros percebessem a briga. "Ele fez uma cena", conta Tertner.

Fonte: The New York Times via iG

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Novo avião da Boeing faz manobras insanas em exposição


A Boeing está nesta semana no Farnborough Airshow — uma das maiores exposições comerciais do mundo para fabricantes de aeronaves — para mostrar seu 787-9, uma versão maior do 787 Dreamliner que competirá frente a frente com os novos modelos de sua concorrente europeia Airbus. Porém, quando se está fazendo uma exibição de um avião para homens e mulheres que vão decidir se vão ou não comprá-lo, decolagem e pousos convencionais podem não ser o bastante. Por isso, esses pilotos lançam essas aeronaves em manobras extremas, planejadas para serem impressionantes e convencer as linhas aéreas que estão assinando um cheque para um avião formidável.


Assista ao vídeo completo do novo Dreamliner em sua demonstração durante a Farnborogh logo acima e sinta-se feliz por não estar a bordo dele — lembrando que trata-se de um avião comercial, por mais que não haja giros de 360º, para um avião da categoria essas manobras são realmente extremas.

 

Algumas pessoas chegaram a duvidar da veracidade das imagens. Antes que você também duvide, saiba você que elas são bem reais. A prova está neste segundo vídeo do canal PlanesTV que mostra exatamente a mesma demonstração feita durante a exposição, porém vista de outro ângulo.


Fonte: Guilherme Dias (Tecmundo) / The Verge - Imagens: Divulgação

Milícia ataca aeroporto de Trípoli, na Líbia

Milícia disparou foguetes contra o aeroporto de Trípoli, destruindo 90 por cento dos aviões estacionados lá, disse um porta-voz do governo da Líbia.



Uma milícia disparou foguetes contra o aeroporto de Trípoli, destruindo 90 por cento dos aviões estacionados lá, disse um porta-voz do governo da Líbia, ao mesmo tempo que os pesados combates entre grupos armados levavam a Organização das Nações Unidas a retirar seus funcionários do país norte africano.

Pelo menos 15 pessoas foram mortas em confrontos em Trípoli e na cidade de Benghazi, no leste da Líbia, desde o domingo, e uma autoridade líbia disse que vários foguetes Grad atingiram o Aeroporto Internacional de Trípoli na segunda-feira, danificando a torre de controle.

O porta-voz do governo Ahmed Lamine afirmou que 90 por cento dos aviões estacionados no local foram destruídos. “O governo tem estudado a possibilidade de trazer forças internacionais para aumentar a segurança”, disse ele a repórteres nesta terça-feira.

Clique AQUI para ler a matéria completa na Exame.com.

Lista de algumas das aeronaves danificadas pelo ataque:

Dia 13.07

- Airbus A330-202, prefixo 5A-ONP, da Afriqiyah Airways
- Airbus A320, prefixo não identificado, da Afriqiyah Airways

Dia 14.07

- AgustaWestland AW139, prefixo 5A-DTP, da Polícia do Líbano
- Airbus A320-214, prefixo 5A-LAH, da Libyan Airlines
- de Havilland Canada DHC-8-311Q Dash 8, prefixo 9H-AEY, da Medavia
- avião de modelo não identificado da Buraq Airlines

Fonte: ASN