sexta-feira, 19 de abril de 2013

Justiça de Rio Preto, SP, arquiva processo de acidente com Marrone

Cantor caiu com o helicóptero no recinto de exposições em Rio Preto.

Arquivamento foi pedido pelo Ministério Público por falta de provas.


A Justiça de São José do Rio Preto (SP) arquivou nesta quinta-feira (18) o processo que investigava o acidente com o helicóptero do cantor Marrone. A decisão é do juiz substituto da 4ª vara criminal, Luiz Gonçalves da Cunha.

O pedido do arquivamento foi feito pelo Ministério Público por falta de provas. Em maio de 2011, a aeronave, que transportava Marrone, caiu no recinto de exposições da cidade, logo depois de decolar do aeroporto de Rio Preto.

O cantor foi acusado de estar pilotando o próprio helicóptero no momento da queda. O acidente deixou duas pessoas gravemente feridas. O piloto teve o pé esquerdo amputado. Já o primo do cantor sofreu traumatismo craniano, fraturas nos braços e quadril.

Em depoimento, o primo do cantor, que estava na aeronave, negou que Marrone estava no comando. Até hoje, o laudo da aeronáutica, com as causas do acidente ainda não foi concluído.

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Acidente

Segundo relato do piloto na época ao Corpo de Bombeiros, o helicóptero perdeu potência pouco depois de decolar do aeroporto de Rio Preto. O piloto disse na época que tentou fazer um pouso forçado em uma propriedade próxima ao aeroporto. Ao se aproximar do solo, o aparelho bateu em uma árvore, caiu sobre a cerca que separa o estabelecimento da calçada e ficou tombado. "Uma parte dele bateu em uma árvore. O aparelho caiu sobre a cerca e um recuo da calçada. Ele ficou tombado para o lado direito", disse o major Paulo César Berto, na época.


Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba - Fotos: Reprodução / TV Tem

Ministério da Defesa e ufólogos abrem canal para troca de informações sobre óvnis


Motivado pelo grande número de pedidos sobre arquivos envolvendo óvnis –objetos voadores não identificados - apresentados com base na Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Defesa abriu ontem (18) o primeiro canal de comunicação com estudiosos sobre o assunto, chamados ufólogos, em reunião ocorrida na capital federal.

"Foi uma reunião super-histórica e inédita, não só no Brasil como em todo o mundo. Nunca um ministério da Defesa recebeu ufólogos para debater o tema", disse à Agência Brasil o editor da revista UFO, Ademar José Gevaerd.

Segundo o coronel da Aeronáutica Alexandre Emílio Spengler, responsável pelo Serviço de Informações ao Cidadão do Ministério da Defesa, o tema é, disparado, o mais buscado entre os cidadãos que fazem uso da Lei de Acesso à Informação para pedidos dirigidos à área militar, o que acabou dando mais relevância à abertura de diálogo entre governo e estudiosos.

"Até o momento foram 107 pedidos. Só para a Força Aérea foram feitas 65 solicitações. Em segundo lugar, com apenas 27 pedidos, estão as informações sobre remuneração de militares", informou à Agência Brasil o coronel.

Os ufólogos ficaram otimistas com a recepção. "As autoridades deixaram claro que o ministro [da Defesa] Celso Amorim respeita a ufologia e o trabalho dos ufólogos, e que vão levar adiante a ideia de estabelecer, com a Comissão Brasileira de Ufólogos, um canal de comunicação para alcançarmos, sem obstáculos ou desvios, as três Forças Armadas, sempre que precisarmos de informações sobre o assunto", disse Gevaerd.  

Os entendimentos iniciados com o governo brasileiro serão divulgados mundialmente pelos estudiosos brasileiros. "Isso será informado a ufólogos de todo o mundo na semana que vem, quando participaremos do Congresso Mundial de Ufologia em Washington. Sem dúvidas, todos os holofotes estarão sobre o Brasil", acrescentou.

De acordo com o Ministério da Defesa, dos 107 pedidos de informação relacionados a óvnis, 26 foram deferidos e resultaram na entrega de algum tipo de documento ao solicitante. Os demais foram negados. 

"Todos negados, até o momento, o foram por não termos a informação ou por ela ainda estar sob sigilo", explicou Spengler. Segundo ele, há a possibilidade de o sigilo estar justificado pelo fato de envolver "assuntos relacionados à segurança nacional". Alguns deles, classificados como secretos ou ultrassecretos.

O Comando da Aeronáutica já entregou os documentos não classificados relativos a óvnis ao Arquivo Nacional, por determinação de uma portaria. Há, segundo a Defesa, alguns documentos do Exército que não foram entregues porque foram extraviados.

"O Exército já admitiu que parte dos documentos pode ter sido destruída, o que de fato era permitido por um decreto de 1977 [Decreto 79.099], que permitia a destruição de documentos sigilosos, bem como de eventuais termos pedindo a destruição", informou Spengler. Segundo ele, não há estimativas sobre o número de documentos destruídos sob respaldo do decreto.

Entre os documentos mais solicitados pelos ufólogos, mas ainda sem resposta, está o da Operação Prato, ocorrida no município de Colares (PA), na década de 70, em que militares da Aeronáutica fizeram uma operação tendo por base relatos de cidadão da região sobre avistamentos de objetos luminosos. Segundo os ufólogos, durante o episódio, médicos atenderam a diversas vítimas de queimaduras causadas pelos óvnis.

A expectativa é que, a partir do próximo 1º de junho e no máximo até a mesma data do ano que vem, após seguir os trâmites legais, as autoridades comecem a divulgar informações sobre casos como este.

Em nota divulgada pelo Ministério da Defesa, o secretário de Coordenação e Organização Institucional do Ministério, Ari Matos, disse que as informações que ainda não se tornaram públicas são exceções, e que a regra geral é "disponibilizar todos os documentos". Segundo ele, alguns casos ainda têm que obedecer ao prazo legal, "mas isso é uma questão que em breve será solucionada".

Fonte: Pedro Peduzzi (Agência Brasil) via UOL Notícias - Foto: Ministério da Defesa

Por que viajar de avião dá dor de cabeça?

Pesquisa mostra o motivo da dorzinha incômoda

Para muita gente, viajar de avião dá uma tremenda dor de cabeça. Literalmente. Tanto é assim que pesquisadores sugeriram que o incômodo pode ser considerado um novo subtipo de dor de cabeça. 

Embora não se conheçam as causas, especula-se que o gatilho seja a mudança de pressão na cavidade sinovial.

De curta duração, ela aparece, principalmente, durante a decolagem e o pouso e costuma passar cerca de 30 min depois.

Fonte: Lygia Haydée (sportlife.terra.com.br)

Cresce demanda mundial por aeronaves militares de fabricação russa


As posições da Rússia no mercado mundial de armamentos são particularmente fortes no segmento de aviação militar. Aviões como o Su-30 e o MiG-29 são bem conhecidos em muitas regiões do mundo, especialmente no Sudeste Asiático.

A demanda por aeronaves militares de produção russa mantém-se através do surgimento de clientes como Argélia, Venezuela, Malásia, Vietnã, Uganda, Indonésia. Esta lista irá, provavelmente, incluir dentro em breve também Bangladesh. Fornecimentos de aviões Yak-130 para este país podem começar em 2015. 

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Criptografia quântica é transmitida para avião em pleno voo

O avião usado no experimento e o telescópio móvel, situado na base da aeronave, capaz
 de rastrear automaticamente a posição da estação terrestre - Imagem: Uni-Muenchen

Mira quântica

Pela primeira vez, códigos de criptografia quântica foram transmitidos não apenas ao ar livre, mas entre uma estação terrestre e um avião em pleno voo.

A criptografia quântica promete comunicações e troca de dados totalmente seguras, mas seus esquemas de funcionamento tipicamente são sensíveis e restritos a ambientes de laboratório muito controlados.

Tal como a criptografia clássica, a criptografia quântica exige a troca de uma chave entre quem envia e quem recebe a mensagem, para que esta possa ser decodificada - a diferença é que o esquema quântico garante a segurança da distribuição dessa chave.

Enquanto a comunicação atual se faz por meio de bits clássicos, a criptografia quântica utiliza os estados quânticos de partículas individuais de luz, ou fótons.

Como os estados quânticos dos fótons são muito frágeis, qualquer espião que tente decodificar seu conteúdo vai alterar de tal forma as propriedades de cada fóton que a tentativa será prontamente denunciada.

O telescópio na estação em terra, com um sistema de rastreamento que utiliza raios laser e
 câmeras para se conectar com o avião durante o voo - Imagem: Uni-Muenchen

Criptografia quântica via satélite

Os físicos da Universidade Ludwig-Maximilians, na Alemanha, conseguiram fazer com que tudo isto funcionasse em uma das condições mais desafiadoras que se pode imaginar - enviando os fótons codificados através da atmosfera, para um avião em pleno voo.

Para garantir que os fótons enviados do avião chegassem até a estação em terra, a equipe usou uma espécie de telescópio ultrapreciso, formado por um conjunto de espelhos móveis, capaz de se ajustar continuamente para anular os efeitos da turbulência e das vibrações mecânicas do avião.

"Isto demonstra que a criptografia quântica poderá ser implementada como uma extensão dos sistemas atuais," disse Sebastian Nauerth, idealizador do experimento.

O próximo passo será testar a transmissão de informações quânticas entre uma estação em terra e um satélite no espaço, o que deverá disseminar de vez o uso da criptografia quântica.

Bibliografia:
Air-to-ground quantum communication
Sebastian Nauerth, Florian Moll, Markus Rau, Christian Fuchs, Joachim Horwath, Stefan Frick, Harald Weinfurter
Nature Photonics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nphoton.2013.46

Avião movido a energia solar que vai atravessar os EUA é testado

Aeronave 'Solar Impulse' deve voar de São Francisco a Nova York.

Testes de voo foram realizados nesta sexta-feira (19) na Califórnia.

Avião 'Solar Impulse' diante de hangar, em momento de testes na Califórnia

Testes com o avião movido a energia solar que deve cruzar os Estados Unidos foram realizados nesta sexta-feira (19) na Califórnia, informa a Reuters. A previsão é que a aeronave experimental "Solar Impulse" comece a travessia do país em maio, indo de São Francisco à Nova York.

O co-autor do projeto, André Borschberg, havia declarado há semanas que a previsão é que a viagem inicie no dia 1º de maio. "Estamos prontos para voar através dos Estados Unidos", declarou Borschberg durante entrevista coletiva.

O avião, de origem suíça, é feito de fibra de carbono e painéis solares instalados nas grandes asas e em parte de outras estruturas, de acordo com a Reuters. Por motivos de segurança, a travessia deve ser realizada em cinco etapas.

"Estamos limitados a voar no máximo 24 horas" devido às condições físicas na pilotagem, disse o co-autor do projeto à AFP. Ele pilotará o avião em em revezamento com Bertrand Piccard, outro criador do "Solar Impulse".

Tecnicamente, a aeronave pode completar o voo sem fazer escalas, mas o trajeto exigiria pelo menos três dias de viagem, o que dificulta muito para um piloto só de uma vez, afirma Borschberg.

Na primeira fase da viagem, o avião seguirá a Phoenix, no estado do Arizona. Em seguida, ele vai passar por Atlanta (Geórgia) e Nashville (Tennessee), entre outras cidades.

Na etapa final, o avião deve chegar ao Aeroporto de Dulles, na região de Washington, em junho, para em seguida ir ao Aeroporto de Nova York, em julho. O avião ficará entre uma semana e dez dias em cada cidade para a visitação do público, de acordo com a AFP.

Lançado há dez anos, o projeto realizou seu primeiro voo em junho de 2009. O Solar Impulse pesa 1,6 toneladas, mas tem uma envergadura de mais de 63 metros, o equivalente a um Boeing 747, segundo agências de notícias.



Fonte: G1 - Fotos: Robert Galbraith/Reuters

EUA aprovam modificações ao 787 Drealiner propostas pela Boeing

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A FAA (autoridade aérea norte-americana) aprovou nesta sexta-feira (19) as modificações propostas pela Boeing para resolver os problemas nas baterias de lítio do avião 787 Dreamliner, modelo que está impedido de voar desde janeiro deste ano.

"A FAA tomou uma nova medida para permitir que o Boeing 787 volte a voar ao aprovar as modificações do sistema de baterias 787 que foram propostas pela Boeing", disse a empresa em um comunicado.

O 787 enfrentou uma série de problemas de superaquecimento em sua bateria no começo deste ano que levaram a FAA a proibir pousos e decolagens da aeronave por tempo indeterminado.

Em fevereiro, a Boeing apresentou ao órgão uma nova versão do equipamento, com um novo sistema de isolamento de células, o que solucionaria os problemas. Desde então, as novas baterias vem sendo testadas.  

Uma das grandes apostas da Boeing, o 787 Dreamliner foi concebido como "o comercial mais avançado do mundo" e apresentado em setembro de 2011, após mais de três anos de adiamentos que custaram milhões de dólares à empresa.

O modelo, que tem preço de tabela de R$ 207 milhões, foi lançado prometendo economia de 20% de combustível graças ao uso de materiais compostos e fibra de carbono.

A Boeing vendeu cerca de 850 unidades do novo avião e 50 deles já foram entregues para empresas do Japão, Índia, Chile, Polônia, Catar e Etiópia e Estados Unidos.

ENTENDA

No dia 7 de janeiro, técnicos da GS Yuasa --empresa japonesa que fabrica a bateria-- foram aos Estados Unidos após um princípio de incêndio provocado por uma bateria de um Boeing-787 da Japan Airlines que pousou em Boston. O problema levou ao vazamento de eletrólitos inflamáveis e emanações de calor e fumaça, segundo a FAA.

Apresentação, em 2007, do modelo Boeing 787 Dreamliner em Everett, Washington (EUA)

No dia 15, um Dreamliner da companhia ANA precisou realizar um pouso de emergência em Takamastu, no sul do Japão, devido a um alarme que apontava a existência de fumaça e pela presença de um forte odor a bordo proveniente da bateria.

Além dos dois incidentes, em duas semanas ocorreram outras cinco avarias em aeronaves japonesas do último modelo da Boeing --o que levou a autoridade aérea norte-americana a iniciar uma investigação do avião.

Após os incidentes, diferentes autoridades aeronáuticas em todo o mundo proibiram toda a frota do Boeing-787 Dreamliner de voar e a Boeing teve de suspender as entregas de novas aeronaves do modelo até que o problema fosse esclarecido.

Fonte: AFP via UOL Notícias - Tangi Quemener/AFP

Acordo milionário encerra disputa de Embraer e Microsoft nos EUA

Um acordo milionário no começo deste mês entre duas gigantes tecnológicas -Microsoft e Embraer- impediu o que poderia ser a estreia da primeira lei de competição injusta dos EUA.

Há um ano, a empresa de Bill Gates acusou a quarta maior produtora de aviões do mundo, com sede no Brasil, de usar programas de computador sem pagar pelas licenças, e de usar produtos "piratas".

Além de notificar a Embraer, a Microsoft fez uma denúncia à Procuradoria Geral de Washington, Estado que em 2011 aprovou o "Unfair Competition Act", lei que pune empresas que utilizam softwares pirateados ou sem licença proibindo-as de fazer negócios em seu território.

O caso não chegou a virar processo. Foi resolvido no último dia 6 de abril, quando a Embraer desembolsou a quantia que a Microsoft lhe pedia, diz a procuradoria geral de Washington.

A Folha apurou que o valor do acordo está na casa dos US$ 10 milhões (cerca de R$ 20 milhões). O lucro líquido da Embraer em 2012 foi de R$ 697,8 milhões. O acordo entre as duas empresas foi feito na fase que precede o processo judicial.

A Embraer nega que usasse tecnologia pela qual não pagava (leia texto nesta página) e diz que o acordo com a Microsoft não teve participação da procuradoria.

"Não podemos comentar especificidades desse caso, mas estamos felizes de dizer que a Embraer tomou todas as medidas apropriadas para o pleno cumprimento da lei", diz a Microsoft em nota.

Caso tivesse ido aos tribunais e fosse condenada, a firma brasileira estaria sujeita a pagar multas e ser proibida de vender aeronaves em Washington e possivelmente em outros 37 dos 50 Estados americanos, que assinaram carta de concordância sobre o tema, disse o procurador-geral do Estado em ofício. 

Correspondência

A Folha teve acesso a três missivas que o procurador-geral de Washington, Rob McKenna, enviou no último ano ao CEO da Embraer, Frederico Pinheiro Fleury Curado.

Na primeira delas, de 10 de maio de 2012, McKenna encaminha uma notificação à sede da Embraer. Explica que a Microsoft lhe enviara uma acusação e um relatório com irregularidades em escritórios da Embraer, nos EUA e em outros países. "Suas ações potencialmente submetem sua empresa a regras federais, além das estaduais", adverte McKenna.

Seis meses depois, em carta de 14 de novembro, o procurador se refere a uma auditoria feita pela Price Waterhouse Coopers, a pedido da Microsoft, que "substancialmente atesta a veracidade das alegações [da denúncia de irregularidade]". "Entretanto, não vimos nenhuma evidência da Embraer que questione as conclusões da Price Waterhouse Coopers ou as evidências em que essas conclusões são baseadas."

A Folha apurou que, entre o material encontrado na auditoria, havia cópias irregulares de pacotes Windows e mais de um computador usando a mesma cópia legal de um programa -o que, segundo a Microsoft, configura apropriação indevida de propriedade intelectual.

Em todas as correspondências, o procurador roga que, se a empresa brasileira tiver provas para se defender, as envie para análise. O órgão estabelece dia 31 de dezembro de 2012 como limite. "Depois deste período, focaremos nas possíveis violações da RCW 19.330 [código da lei de competição injusta]." 

"Estávamos dispostos a fazer a lei valer", diz a porta-voz da procuradoria Janelle Guthrie. "Felizmente, não foi preciso."

"A lei é clara. Se uma empresa viola os termos de competição justa, não pode vender seus produtos dentro do Estado de Washington até se regularizar, comprando as licenças e pagando eventuais multas", diz o advogado americano Robert Dusunowitz.

OUTRO LADO

A Embraer nega que tenha usado software pirata ou sem licença. O acordo selado em 6 de abril com a Microsoft é, segundo a empresa brasileira, "resultado de uma discussão comercial entre cliente e fornecedor sobre a interpretação dos termos de um contrato em vigência, não havendo qualquer vinculação com o chamado 'Unfair Competition Act' [lei da competição injusta]".

Leia o posicionamento da Embraer:

"Não houve nem há qualquer ação judicial contra a empresa movida pela Microsoft, nos EUA ou em qualquer outro país.

Para esclarecer questionamentos feitos pela Procuradoria Geral do Estado de Washington sobre o episódio enquanto as negociações seguiam em curso, a Embraer prestou informações reiterando os termos comerciais da disputa e reafirmando a ausência de relação com o 'Unfair Competition Act'.

A procuradoria, contudo, não teve participação na negociação e/ou na celebração do acordo, que se deu somente entre Embraer e Microsoft como resultado das discussões que já estavam em curso.

Após a assinatura do acordo, a procuradoria, por mera liberalidade, foi comunicada em consideração à presença da Microsoft naquele Estado.

Como muitas outras empresas, a Embraer licencia softwares da Microsoft para suas diversas necessidades de sistemas operacionais e programas de tecnologia da informação -e o faz há décadas, com contratos pelos quais a empresa já pagou milhões de dólares.

Atualmente, a Embraer possui licenças para softwares Microsoft em milhares de computadores em suas unidades de todo o mundo.

A Embraer repudia veementemente qualquer sugestão de que possa ter pirateado ou se apropriado indevidamente de software da Microsoft, sua parceira comercial de longa data.

Esta caracterização é inverídica, enganosa e desprovida de fundamento.

A Embraer atua, em todas as suas relações, de forma idônea e com respeito à legislação."

ENTENDA O CASO

2.mai.2012
Microsoft avisa à Embraer que a empresa brasileira estaria usando seus produtos sem pagar licenças, e denuncia o caso para a procuradoria geral do Estado de Washington.

10.mai.2012
O procurador do Estado de Washington manda ofício para a Embraer dizendo estar atento ao caso.

12.jun.2012
A Microsoft envia um termo de acordo para a Embraer, com todos os programas usados sem licença e o total da dívida.

14.nov.2012
O procurador manda mais uma carta para a Embraer dizendo ter sido informado de que a empresa brasileira rejeitara os termos de acordo da Microsoft.

31.dez.2012
Prazo final para a Embraer apresentar defesa. Procurador anuncia que iria focar "nas possíveis violações da lei de competição injusta do Estado".

6.abr.2013
A Embraer cede e paga o que a Microsoft pedia. A Folha apurou que o acordo esteve na casa dos US$ 10 milhões. 


 Fonte: Chico Felitti (jornal Folha de S.Paulo)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Passageiro com isqueiro em forma de granada provoca tensão nos EUA

Caso ocorreu nesta quinta no aeroporto Internacional de Miami.

Terminal permaneceu fechado por duas horas por causa do incidente.

Passageiro tentou passar por posto de fiscalização com isqueiro em formato de granada
Foto: Miami-Dade County Police/Reuters

Um passageiro provocou tensão nesta quinta-feira (18) em um dos terminais do aeroporto Internacional de Miami, no estado da Flórida (EUA), ao tentar passar por um posto de fiscalização com um isqueiro em formato de granada.

Imagem: Reprodução da TV

Por precaução, segundo o porta-voz do aeroporto, Greg Chin, um terminal que estava lotado foi esvaziado pelas autoridades. O local permaneceu fechado por duas horas enquanto o incidente era investigado.

As normas de segurança foram intensificadas nos aeroportos dos EUA após os atentados na Maratona de Boston, na última segunda-feira, que deixaram três mortos e dezenas de feridos.

Fonte: G1

Apesar de investimentos para Copa e Olimpíada, nenhum aeroporto brasileiro entra na lista dos cem melhores

Terminais de países asiáticos lideram levantamento de consultoria britânica especializada em aviação.

Vista aérea do Galeão, que ainda não foi licitado: aeroporto internacional de Changi, 
em Cingapura, ficou em primeiro lugar

Apesar de o governo estar investindo mais de R$ 3 bilhões em obras de ampliação e reforma nos aeroportos para a realização da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, nenhum terminal brasileiro atendeu às exigências da consultoria britânica Skytrax, especializada em aviação civil. O país ficou fora do ranking de 2013 com os cem melhores aeroportos do planeta.

Deixando a segunda posição para a liderança da lista, encontra-se o aeroporto internacional de Changi, em Singapura, passando para trás o elogiado aeroporto de Seul, na Coreia do Sul. A Ásia ganhou força no levantamento de 2013 da consultoria. O Japão, sozinho, conta com quatro aeroportos dentro das 20 primeiras posições (Haneda e Narita, em Tóquio, Central Japan e Kansai), seguido de China, com três (Internacional de Hong Kong, Internacional de Pequim e Internacional de Xangai).

A Skytrax, uma empresa britânica de consultoria especializada em pesquisas de qualidade para a indústria da aviação, aplicou questionário com 12 milhões de turistas avaliando aeroportos internacionais e companhias aéreas em mais de 40 critérios, incluindo a cortesia das equipes, limpeza dos aeroportos, eficiência, compras e opções de lazer, qualidade dos serviços, infraestrutura e facilidades de trânsito.

Ano passado, a preocupação sobre as condições dos aeroportos brasileiros e a possibilidade de que não ficassem prontos, adequadamente, a tempo dos eventos esportivos, foi levada para o Senado pelo coordenador de Infraestrutura Econômica da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos.

Segundo Campos, as obras de ampliação de nove dos 12 aeroportos em funcionamento nas 12 cidades da Copa de 2014 não deverão ser concluídas até o início do evento esportivo. Na ocasião, sugeriu que se pensasse em um plano B, como a construção de terminais temporários.

O técnico do Ipea reiterava que, dos 20 maiores aeroportos do Brasil, 14 operam acima da capacidade. Entre eles, cinco — Galeão (Rio), Confins (Belo Horizonte) e os de Recife, Curitiba e Fortaleza — atuam no limite da eficiência operacional.

No ano passado, o governo licitou e passou às mãos da iniciativa privada três aeroportos, Cofins, Brasília e Guarulhos. A licitação do Galeão, no Rio, ainda está sendo aguardada.

Fonte: Sérgio Vieira (O Globo) - Foto: Genilson Araújo

Notícias Brasil e Mundo














Tráfego aéreo doméstico sobe 7,7% entre fevereiro e março, diz Abear

O tráfego aéreo doméstico das quatro maiores companhias do setor no país registrou crescimento de 7,7% em março, quando comparado com fevereiro deste ano. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), integrada por Avianca, Azul/Trip, Gol e TAM.

A oferta de assentos teve aumento de 8,86% na mesma base de comparação. A taxa media de ocupação dos aviões ficou em 71,29%, recuo de 0,77 ponto percentual ante fevereiro.

O fluxo de passageiros transportados em março aumentou 8,7%, ante o mesmo mês de 2012. Nesta base de comparação, a oferta de assentos ficou praticamente estável. A taxa média de ocupação dos aviões foi de 65,75%, um aumento de 5,5 pontos percentuais ante março de 2012.

Fonte: Valor OnLine via G1

Aeroportos terão 1.153 vagas para aviões na Copa das Confederações

Operação vai envolver 33 aeroportos e 8 bases aéreas do país.

Medida faz parte de plano para o setor aéreo durante competição.

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) informou nesta quinta-feira (18) que serão reservadas 1.153 vagas de estacionamento, numa rede envolvendo 33 aeroportos e 8 bases aéreas do país, para receber voos com torcedores e delegações que vão disputar a Copa das Confederações, que acontece em junho.

A medida faz parte de um plano para o setor aéreo divulgado nesta quinta-feira (17), em Brasília. De acordo com o ministro-chefe da SAC, Moreira Franco, as vagas de estacionamento são muito superiores à expectativa de aeronaves para os jogos, tanto comerciais como de aviação geral (jatinhos e aviões particulares).

O plano também prevê reforço de 1.723 servidores públicos para atuar nesses aeroportos durante a competição, que acontece entre 15 e 30 de junho. Esse efetivo representa um aumento de 77% no número de funcionários, que atuam desde a recepção dos passageiros até em atividades policiais e de saúde.

“O objetivo é não só garantir qualidade imediata na recepção desses passageiros, mas também vai servir como um treinamento para a Copa de 2014, para que não haja surpresas”, disse Moreira Franco.

Seis cidades vão receber jogos da Copa das Confederações: Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Recife. Além dos aeroportos dessas capitais e de cidades próximas (como Goiânia e Anápolis, no caso de Brasília), a operação também vai envolver o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, maior aeroporto do país e o que mais recebe voos internacionais.

Atrasos e filas

Além do reforço de funcionários para agilizar procedimentos, o plano também prevê outras medidas para evitar filas e atrasos nos voos, entre elas a definição de procedimentos de recepção e desembaraço de diferentes tipos de passageiros.

O objetivo dessa medida é evitar, por exemplo, que a chegada de um chefe de estado ou de uma das seleções de futebol que vão disputar a competição não prejudique o atendimento dos passageiros comuns – internacionais e domésticos.

Restrição a voos

O plano também contempla novas regras de funcionamento do espaço aéreo nas capitais que vão receber os jogos da Copa das Confederações. No período entre uma hora antes da partida e quatro horas depois, haverá restrições para vôos de aeronaves nesses locais.

O plano cria três áreas ao redor dos estádios, cada uma com um nível de restrição diferente. Na branca, mais distante dos estádios e menos restritiva, serão permitidas operações de vôos previamente coordenadas, além de aeronaves de segurança pública e ambulâncias, por exemplo, desde que previamente notificadas. A aviação geral, porém, não será permitida.

Já na faixa vermelha, mais próxima dos estádios, o rigor será maior. Naquele horário definido, só vão poder sobrevoar a área aeronaves de defesa e emergência, além daquelas envolvidas com o evento – como helicópteros que farão imagem dos jogos.

Fonte: Fábio Amato (G1, em Brasília)

Regulador está perto de aprovação sobre liberação do Dreamliner


Reguladores dos EUA estão perto de aprovar um importante documento que poderia iniciar o processo de retomada dos voos das aeronaves 787 Dreamliner, da Boeing, dentro de algumas semanas, de acordo com diversas pessoas familiarizadas com o assunto.

A aprovação do documento, conhecido como Projeto de Declaração de Conformidade, marcaria um passo decisivo para acabar com a suspensão de voos do jato de alta tecnologia da Boeing, que já dura três meses. O documento iniciaria uma série de etapas que permitiria às companhias aéreas que encomendaram o avião de 200 milhões de dólares voarem pela primeira vez desde janeiro.

A suspensão dos voos custou à Boeing cerca de 600 milhões de dólares, interrompeu as entregas e forçou algumas companhias aéreas a alugarem aeronaves alternativas. Várias companhias aéreas disseram que vão pedir uma indenização à fabricante, potencialmente aumentando as perdas da companhia.

Reguladores impediram a decolagem da frota mundial de 50 jatos, após baterias de íon-lítio pegarem fogo em dois aviões, no começo do ano. A Boeing refez o sistema de bateria e enviou os resultados dos testes para a Administração de Aviação Federal (FAA, em inglês) no início deste mês.

O documento pode ser aprovado já na próxima semana, afirmaram duas das fontes, que pediram para não serem identificadas porque as discussões permanecem confidenciais.

A FAA não quis comentar se a Boeing já havia apresentado o documento, cujo conteúdo exato ainda não está claro.

A Boeing também não quis comentar sobre o tema, além de afirmar que está pronta para continuar a trabalhar com a FAA "a fim de garantir que tenham cumprido todas as suas expectativas."

O tempo para a avaliação não foi estabelecido e ainda pode ser adiado, disseram as fontes. Também é possível que medidas adicionais sejam acrescentadas ao processo de aprovação, resultando em mais atrasos e prolongando a incerteza sobre se e quando o 787 poderá voar novamente.

Fonte: Tim Hepher, Alwyn Scott e Peter Henderson (Reuters) - Foto: Divulgação/Boeing

Avião de passageiros é atingido durante pouso na capital da Líbia

Aeronave foi atingida 'por baixo, no banheiro da parte frontal', diz Buraq Air.

Avião voava de Benghazi, no leste do país, para Trípoli.


Um avião de passageiros da companhia líbia Buraq Air levou nesta quarta-feira (17) um tiro em pleno voo, segundo informou o site desta empresa privada.

O Boeing 737-800 DMG-A5, que tinha 155 passageiros a bordo, levou o disparo quando voava entre a cidade de Benghazi, no leste da Líbia, e a capital, no oeste.

Quando o avião estava se aproximando do aeroporto internacional de Trípoli, desconhecidos atiraram várias vezes contra a aeronave, e um dos tiros atravessou a fuselagem do avião entre a cabine dos pilotos e os banheiros.

Nenhuma pessoa ficou ferida e o projétil não causou grandes danos, informou a companhia em seu site.

No entanto, um funcionário da Braq informou que devido ao disparo o piloto teve dificuldade para aterrissar.

Após o incidente, o primeiro deste tipo na Líbia, e que provocou o pânico de passageiros e tripulação, a companhia decidiu cancelar todos os voos programados para a noite de ontem e assegurou que esperava retomar hoje as suas atividades.

Fontes: Reuters / G1 / EFE - Imagem: Reprodução

Monomotor pode ter sido usado para o crime de contrabando, diz delegado

Trabalhadores acharam aeronave em chamas em Santa Cruz das Palmeiras.

FAB esteve no local nesta quarta-feira para analisar e recolher o material.

Avião estava em chamas quando foi encontrado por funcionários de usina
Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

A Polícia Civil de Santa Cruz das Palmeiras (SP) suspeita que o avião monomotor encontrado em chamas em uma fazenda da cidade, na noite de terça-feira (16), tenha sido usado para transporte de carga ilegal. Apesar disso, ainda são necessários laudos para a constatação do que ocorreu. A Aeronáutica esteve no local para analisar e recolher o material.

O monomotor Cessna foi encontrado por trabalhadores de uma usina de cana-de-açúcar e o fogo foi controlado pelos próprios funcionários. Nenhum corpo foi encontrado e o proprietário ainda não foi identificado.

A suspeita da polícia é que o piloto tentou pousar a aeronave em uma estrada, mas acabou perdendo o controle. Pelos sinais no chão, é possível que ela tenha batido primeiro a hélice ao aterrisar.

Para o piloto agrícola João Batista Moreira Lopes, que chegou antes da perícia, o incêndio pode ter sido intencional. “Está estranho, a ideia é que tenham colocado fogo porque os tanques estão intactos”, afirmou. 

Investigação

O delegado José Américo Marchezi acredita que o avião transportava carga ilegal. “Nós achamos que pode ser até um delito de contrabando ou algo assim, mas é muito prematuro afirmar sem os laudos periciais”, disse.

Imagem: Reprodução da TV

A Força Aérea Brasileira (FAB) esteve no local para analisar e recolher o material. “O trabalho é muito demorado porque são vários fatores que estão envolvidos em uma ocorrência e a gente tem que investigar a fundo todos eles. Então realmente demanda um tempo muito grande”, destacou o capitão da aeronáutica Marcus Gustavo da Silveira.

Clique AQUI para assistir a reportagem.

Fonte: G1 São Carlos e Araraquara

Monomotor é achado em chamas em fazenda de Santa Cruz das Palmeiras (SP)

Funcionários de usina viram o fogo e usaram caminhão pipa para apagá-lo.

Polícia ainda não sabe quem é o dono do avião e aeronáutica foi acionada.


Um avião monomotor foi encontrado em chamas, na noite de terça-feira (16), em uma fazenda de Santa Cruz das Palmeiras (SP). O proprietário da aeronave ainda não foi identificado.

O avião de pequeno porte estava em uma estrada de terra, perto de um canavial. Funcionários de uma usina viram as chamas e usaram um caminhão pipa para apagar o fogo e evitar que ele atingisse o canavial. A aeronave ficou quase todo destruído, apenas o motor não foi atingido pelo fogo.

As Polícias Militar e Civil as polícias militar e civil estiveram no local, mas não encontraram ninguém no avião. O proprietário da aeronave não foi identificado e o local foi preservado. A aeronáutica foi acionada e uma equipe deve ir até Santa Cruz das Palmeiras ainda nesta quarta-feira (17).

Clique AQUI e assista a reportagem.

Fonte: G1 São Carlos e Araraquara - Imagem: Reprodução da TV

Avião agrícola cai em Chapadão do Sul (MS)



O piloto Duílio Aurélio Gréggio, natural de Araçatuba (SP) era quem pilotava o avião Embraer EMB 202 Ipanema, prefixo PT-UKA que caiu sobre uma plantação de milho na fazenda Padrão por volta das 10 horas (MS) desta quinta-feira (18), em Chapadão do Sul, em Mato Grosso do Sul.

O piloto sobreviveu à colisão com o solo, mas sofreu traumatismo craniano na região frontal da cabeça, provável fratura no pé esquerdo e ferimentos na região toráxica. Apesar dos ferimentos graves, ele ainda caminhou cerca de 200 metros em busca de socorro.A vítima recebeu os primeiros socorros nas imediações de um galpão de uma propriedade localizada numa área denominada “algodoeira”.

O avião pertence á empresa Tenoar Aviação Agrícola, e executava serviço de pulverização quando a aeronave se enroscou num cabo de alta tensão. Por sorte não houve fagulha ou explosão, o que poderia inviabilizar o salvamento do piloto. Instintivamente ele foi se afastando da aeronave, aumentando suas chances em caso de incêndio.

Duílio está sendo avaliado no setor de emergência do Hospital Municipal de Chapadão do Sul. Durante a remoção ele gemia muito acusando fortes dores no peito e na cabeça.

Já a área onde o avião caiu está isolada porque alguns cabos de alta tensão ainda podem conter carga elétrica e causar acidentes fatais. A Enersul foi acionada para consertar a rede de energia que alimenta os equipamentos da Fazenda Padrão. Soldados do Corpo de Bombeiros também estão no local.

Veja mais fotos e informações clicando AQUI.

Fonte: Cesar Rodrigues (ocorreionews.com.br) - Fotos: Willian Morais

Multada TAM por demorar com lista de vítimas do voo 3054

A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou a TAM a pagar uma multa de R$ 250 mil pelo atraso de quatro horas na divulgação da lista das vítimas do voo 3054, no acidente em 17 de julho de 2007, em São Paulo. A decisão, tomada em 27 de março e divulgada na quinta-feira (11), negou recursos da companhia aérea contra a sentença de primeiro grau.

A empresa queria a inaplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor para o caso e a suspensão da exigibilidade do pagamento, e pelo Estado, que tentava manter a multa inicial, estabelecida pelo Procon, de R$ 971 mil. O valor estabelecido deve ser revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor. As partes ainda podem recorrer.

O avião, que havia saído de Porto Alegre, não parou na pista do Aeroporto de Congonhas e explodiu ao bater em um prédio da própria TAM, em São Paulo, às 18h51min. As 187 pessoas que estavam a bordo e outras 12 em terra morreram. Pouco depois das 19 horas, familiares exigiam a lista dos passageiros nos balcões da empresa em Porto Alegre e São Paulo. Instruções de Aviação Civil indicam que, nesses casos, a empresa deve confeccionar a lista em três horas para seu uso e para a autoridade aeronáutica, caso esta a solicite. A relação foi divulgada aos familiares durante a madrugada do dia 18.

O Procon do Rio Grande do Sul aplicou a multa de R$ 971 mil por entender que o atraso violou dispositivos do Código de Defesa do Consumidor. A empresa alegou que não havia relação de consumo com os familiares das vítimas e que a demora deveu-se à necessidade de obter informações precisas e contestou a multa.

A juíza de Direito Mara Lúcia Coccaro Martins, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, concordou com os argumentos do Procon, mas considerou a multa elevada e reduziu o valor para R$ 100 mil. O caso foi levado ao Tribunal de Justiça, que manteve a penalidade aumentando seu valor para R$ 250 mil.

Fonte: Estadão Conteúdo via UOL Notícias (11.04.13)

TAM vende passagens aéreas até 400% mais caras para brasileiros

A TAM colocou à venda passagens aéreas para cidadãos estrangeiros mais em conta do que para brasileiros --a passagem para brasileiros sai até 400% mais cara.

Procurada, a companhia aérea disse que ocorreu um erro no sistema de disponibilização de tarifas, causando uma grande diferença nos preços, para iguais trechos, nos sites do Brasil e do exterior.

Uma das rotas mais caras do Brasil, a ponte aérea entre Congonhas e Santos Dumont, saía a R$ 232 para quem comprasse o bilhete no site da empresa dedicado aos Estados Unidos, para embarcar no mesmo dia --o que em geral tornaria a passagem muito mais cara. Para brasileiros, no entanto, o mesmo voo custa 400% a mais: R$ 1.263, com taxas.

Entre o aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Porto Alegre (RS) o preço para brasileiros era de R$ 864,14, enquanto para estrangeiros era R$ 316, o que corresponde a 63% menos. O mesmo ocorre em voos para Brasília.

Ontem a Folha tentou comprar um bilhete mais barato no site dos EUA, mas a informação foi que o cartão de crédito --com origem no Brasil-- não era aceito.

A história veio à tona na tarde desta terça-feira, quando uma campanha no Facebook acusou a TAM de praticar preços distintos para o mesmo produto.

Pagou a mais

Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, os consumidores que tiverem pago mais caro pelo bilhete podem reivindicar o preço mais barato adotado para os estrangeiros. O artigo 31 do código diz que, se houver divergência de preços, o consumidor arcará sempre com o mais baixo. Questionada, a TAM reafirma que houve um erro no sistema.

A Folha procurou a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça, que disse que cobrará explicações da TAM. Se constatada infração ao código de defesa do consumidor, a companhia poderá ser multada em até 6,2 milhões.

Outros lado

Em nota, a TAM afirmou que o erro foi temporário e já foi corrigido.

A empresa destaca ainda que "trabalha com o conceito de composição dinâmica de preços, tanto no mercado brasileiro quanto no exterior. Sendo assim, o que determina o valor das passagens é a demanda de cada perfil de passageiro e a oferta disponível, o que pode variar de acordo com cada mercado. Por isso, o site da TAM possui versões para cada país em que a empresa opera, obedecendo às legislações locais. Cada uma das versões só permite compras com cartões de crédito emitidos no país selecionado pelo cliente".

Preço de passagens aéreas da TAM para brasileiros

Preço de passagens aéreas da TAM para estrangeiros


Proteste pede providências para caso de passagens aéreas da TAM.

TAM é notificada pelo DPDC sobre preços diferenciados.

Ministério da Justiça notifica TAM por diferença de preços de passagens em site.


Fonte: Ricardo Gallo (jornal Folha de S.Paulo) - Arte: Folha

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Saiba como é um avião cargueiro por dentro

Os supercargueiros são usados para fins civis e militares e se constituem hoje como um dos meios de transporte mais rápidos e robustos do planeta.

Verdadeiros monstros, que dormem e se alimentam em terra, capazes de transportar toneladas e mais toneladas de carga em pleno ar. Pode-se dizer, sumariamente, que os aviões cargueiros impressionam não só nos quesitos dimensões e capacidade de transporte; estes colossos voadores desafiam as leis da física e se constituem como máquinas dignas de admiração.

Atualmente, várias aeronaves prestam serviços de transporte; falaremos, nesta matéria, sobre os “All Cargo” ou “Full Cargo”, um dos três tipos de voadores especializado no transporte de cargas (os aviões do tipo “Full Pax”, por sua vez, são destinados a passageiros; os do tipo “Combi” configuram-se como uma espécie de misto, pois podem transportar passageiros e cargas).

Acima, cargueiros militares C-17 Globemaster III
Fonte da imagem: Reprodução/Defesabr

O espaço destinado ao armazenamento de cargas está localizado nos decks superior ou inferior destes tipos de aviões. O uso destas aeronaves é feito por civis e militares, e a produção delas não conta com tiragens massivas – isto é, poucos cargueiros são montados de tempos em tempos. Acompanhe a lista a seguir e fique por dentro desses gigantes com asas.

O maior do mundo é russo

Sim, apesar de ouvirmos – e sabermos – que o poderio bélico e tecnológico norte-americano é o mais temeroso do planeta, o maior avião cargueiro do mundo é russo. O Antonov An-255 Mriya (mais conhecido como An-255 Mriya) foi desenvolvido para transportar outros aviões dentro de si (como Jumbos e Boeings sem asas – até o ônibus espacial russo já “pegou uma carona” em cima desse monstro).

— Especificações:

●  Propulsão: 6 turbinas ZMKB Progress Lotarev D-18T (com 229,50 kN de empuxo cada); 
●  Peso máximo de carga suportado: 253 toneladas;
●  Envergadura de asa: 88,4 m;
●  Comprimento: 84 m;
●  Velocidade: 865 km/h;
●  Altura do cargueiro: 18,1 metros (excluindo o trem de pouso);
●  Dimensões de cargas suportadas: 35,97 m de comprimento; 6,4 m de largura e 4,39 m de altura;
● Autonomia de voo com carga máxima: 4.500 km; e
● Tripulação: 7 pessoas.

É possível carregar até um ônibus espacial no "teto" do gigante
Fonte da imagem: Reprodução/arnaldotemporal

Para se ter uma noção da dimensão do compartimento de carga...
Fonte da imagem: Reprodução/Arnaldotemporal

Dizem que o piloto escolhido para operar este colosso duvidou das capacidades de voo do avião monstruoso. “Isso não pode voar. Um troço desses não tem como sair do chão!”, fora a suposta fala do comandante.

Esse troço não tem como sair do chão!", disse o primeiro piloto
Fonte da imagem: Reprodução/Arnaldotemporal

Há, no mundo todo, apenas dois Antonovs. Eles foram construídos no final da década de 1980 como parte do programa espacial russo. O An-255 utiliza mais de 95.000 litros de combustível para percorrer uma distância de pouco mais de 4 mil quilômetros; o local de armazenamento de carga fica localizado no nariz da aeronave.

Grandes volumes e “pouco” peso

O Airbus A300-600st, conhecido como Beluga, não possui tanto poder de suporte de carga como o An-255. A especialidade deste outro gigante é volumétrica: mesmo suportando até 47 toneladas em seu interior, esta aeronave é usada no transporte de peças e de fuselagem de aviões. A construção do Beluga foi feita em três anos, e seu primeiro voo foi feito em 1994.

— Especificações:

● Propulsão: 2 motores GE CF6-80C2A8, com empuxo de até 120 kN;
● Peso máximo de carga suportado: 47 toneladas;
● Área de asa: 122,4 m²;
● Distância entre os eixos: 11,05 m;
● Autonomia de voo (com carga total): 1.666 km;
● Comprimento da cabine: 37,7 m; e
● Diâmetro de fuselagem: 7,31 m.

Uma rampa especial é usada durante o carregamento
Fonte da imagem: Reprodução/WikimediaCommons

O cargueiro em pleno voo que suporta até 47 toneladas
Fonte da imagem: Reprodução/WikimediaCommons

A iluminação do compartimento de carga é feita por lâmpadas cravadas no chão do Beluga. Para que este gigante possa ser totalmente carregado, rampas especiais precisam ser usadas. A arquitetura dele é baseada na do A300-600 – a principal mudança é na fuselagem, que ganhou uma porta “clamshell” na parte frontal.

Um cargueiro militar robusto

Criado para a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), o Boeing C-17 Globemaster III ficou em desenvolvimento durante cerca de dez anos (entre meados da década de 1980 até o início da de 1990). As funções desta aeronave se concentram em desempenhar serviços militares, tais como transporte aéreo tático de tropas e de cargas, evacuação médica e lançamentos aéreos.

— Especificações:

● Comprimento: 53 m;
● Envergadura de asas: 52 m;
● Propulsão: quatro motores Pratt & Whitney F117-PW-100 turbofan com cerca de 180 kN de empuxo; 
● Tripulação de operadores: 3 pessoas (piloto, copiloto e loadmaster);
● Peso de carga máximo suportado: 77,5 toneladas;
● Medidas do compartimento de carga: 26,82 m de comprimento por 5,49 m de largura e 3,76 m de altura; 
● Velocidade aproximada: 833 km/h.

Cargueiros prestando serviços militares
Fonte da imagem: Reprodução/Defesabr

Depois de dez anos de desenvolvimento, o militar opera normalmente
Fonte da imagem: Reprodução/Jetairlinezz

Evacuações e transporte de soldados são também funções deste avião
Fonte da imagem: Reprodução/Antarcticsun

Para que a entrada de objetos ou entulhos estranhos seja evitada durante o pouso do C-17, os motores contam com um escape reverso para cima e para frente (como um “superexaustor). Este ameaçador monstro militar é capaz de carregar até 120 paraquedistas.

Uso exclusivo no transporte de peças

Devido à demora no transporte de peças via terra e mar para a construção do Boeing 787, a Boeing Commercial Airplanes decidiu montar, em 2003, um cargueiro capaz de carregar boa parte do esqueleto do 787. Surgiu assim o Boeing 747 Dreamlifter (ou Large Cargo Freighter), capaz de levar as partes do avião comercial pelo globo todo.

— Especificações:

● Propulsão: quatro motores PW 4062;
● Tripulação suportada: 2 pessoas;
● Comprimento: 71,68 m;
● Envergadura de asas: 64,4 m;
● Peso máximo suportado: cerca de 18 toneladas;
● Capacidade máxima de tanque de combustível: 199,15 litros; e
● Altura do cargueiro: 21,54 m.

Construído para ajudar a construir outros Boeing 787
Fonte da imagem: Reprodução/Flightglobal

O interior: desenvolvido para o tranporte de peças e fuselagem
Fonte da imagem: Reprodução/Boeing

Durante três anos de montagem, o Boeing 747 Dreamlifter ficou pronto em 2006. Depois de realizar mais de 400 horas de voo de testes e passar cerca de 650 horas em terra também sob avaliação, o cargueiro foi finalmente certificado em 2007.

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A maioria das aeronaves existentes é comercial (do tipo “Full Pax”, conforme mencionado nos parágrafos iniciais deste texto). A altura média atingida pelos aviões comuns e não militares é de 11.000 m – tudo a prezar pelo gasto econômico de combustível e desempenho pleno das funções objetivadas.

Os cargueiros, todavia, apresentam especificações e missões distintas das convencionais. Eles são naturalmente mais lentos, “desengonçados” e bastante maiores quando comparados aos comerciais. Mas, ainda assim, parece que os colossos voadores são – e continuarão sendo por algum tempo – um dos meios de transporte mais rápidos e robustos do planeta.

Fontes: Arnaldotemporal, Wikipedia/Antonov, Wikipedia/Beluga, Wikipedia/C-17, Wikipedia / Boeing747 via Ramon Voltolini (Tecmundo)

Polícia identifica homem que caiu de avião em Londres

A polícia britânica identificou como José Matada o homem que caiu de um avião em Londres em setembro. 


O corpo de Matada (imagem acima), de 30 anos, foi encontrado no oeste de Londres, e sua identidade era um mistério até agora.

Originalmente identificado como um imigrante ilegal de Angola, José Matada é na verdade de Moçambique. 

Um chip de celular encontrado no bolso da vitíma permitiu que a polícia descobrisse quem era a vítima.

A confusão a respeito da identidade aconteceu porque Matada carregava dinheiro angolano.

O corpo de José Matada foi encontrado logo após um voo vindo de Luanda, em Angola, ter sobrevoado uma área residencial próxima ao aeroporto de Heathrow.

Uma autópsia determinou que José Matada morreu de ferimentos múltiplos.

A Polícia está tentando entrar em contato com a família.

"Caiu do céu''

Matada teria entrado sem ser percebido no minúsculo compartimento do trem de pouso da aeronave, ainda na capital angolana, Luanda.

Como proteção à baixa temperatura e à alta pressão, o jovem teria tomado uma única precaução. Segundo os investigadores, ele encheu os ouvidos com pedaços de lenços de papel.

Porém, oito horas depois, quando o avião já se aproximava da cidade de Mortlake, no sudoeste de Londres, para pousar no Aeroporto Internacional de Heathrow, o homem "caiu do céu", segundo relatos de moradores da região.

Fonte e foto: BBC