segunda-feira, 1 de março de 2010

Boeing faz pouso forçado na Tanzânia após falha no trem de pouso dianteiro

Nesta segunda-feira (1), por volta das 08:00 (hora local - 05:00 Z), o Boeing 737-200, prefixo 5H-MVZ, da Air Tanzania, realizando o voo doméstico TC-100 a partir de Dar Es Salaam para Mwanza, na Tanzânia, com 46 passageiros, se acidentou durante a aterrissagem forçada.

O trem de pouso dianteiro (do nariz) do Boeing apresentou problemas e a tripulação partiu para a aterrissagem utilizado apenas o trem de pouso principal.

Ao tocar a pista de pouso 30 do Aeroporto de Mwanza com os dois trens de pousos principais, o avião virou para a esquerda, saindo da pista e parando sobre uma superfície pavimentada com o nariz da aeronave junto ao solo.

Os ocupantes não sofreram lesões. O avião recebeu danos na fuselagem inferior do cockpit, do motor direito e na asa direita.

As condições meteorológicas locais às 08:00 indicam ventos fracos inferiores a 5 nós de nor-noroeste e nuvens esparsas. Por volta da meia-noite anterior, houve uma tempestade na área com chuva significativa.

Fonte: Aviation Herald - Mapa: Cortesia/Google Earth

Primeiro voo da Trip em Joinville (SC) registra quase 90% de ocupação

Avião tem capacidade para 45 passageiros e chegou na manhã desta segunda

A manhã desta segunda-feira começou agitada no aeroporto Lauro Carneiro de Loyola. Por volta das 6h35, 18 passageiros embarcavam no primeiro voo da Trip Linhas Aéreas em Joinville. No total, 40 pessoas lotaram a aeronave ATR-42, com capacidade para 45 passageiros.

O voo 5610 chegou apenas três minutos após o previsto e o tempo aberto contribuiu para que a decolagem para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do País, pudesse acontecer às 6h45.

Grande parte dos passageiros viajavam a trabalho, como Cleiton Priester, de 32 anos. O representante comercial deve voltar ainda nesta segunda, no último voo do dia para a maior cidade do Estado.

— Se não fosse este novo horário, logo no início da manhã, eu provavelmente teria ido ainda mais cedo, de carro. Esta nova opção veio a calhar, pois não perdemos o dia — comemorou.

Outros nove voos devem passar durante o dia pelo terminal.

A chegada da Trip é o rompimento de dois tabus. Desde 2006, quando a Varig deixou de operar na cidade, que não havia três empresas operando no aeroporto da cidade. E desde 2008, quando a TAM suspendeu os voos para Guarulhos, que havia só um destino para os voos que saíam de Joinville — o aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A empresa também começa a voar para Porto Alegre. O primeiro voo decola às 10 horas, com parada em Criciúma. Desde 2006, que não saíam voos regulares da mais populosa cidade catarinense em direção à capital gaúcha. A última empresa a fazer o voo foi a Oceanair.

Fonte: Diário Catarinense - Foto: Salmo Duarte

Bombardier vende 80 jatos da Série C nos EUA

Perspectiva artística de um jato da Série C da Republic Airways Holdings

A Bombardier Aerospace anunciou na semana passada que vendeu 80 jatos da nova Série C à Republic Airways Holdings (RAH), dos Estados Unidos. Pelo contrato assinado entre executivos das duas empresas, a RAH comprou 40 unidades do avião CS300 e tem direito de comprar para mais 40 unidades do mês mo modelo. Pelo preço de tabela, o valor do negócio chega a US$ 3 bilhões; caso a opção de compra também seja exercida, o valor sobre para US$ 6,3 bilhões.

A família de jatos da Série C foi lançada pela fabricante canadense na Farnborough Air Show, em julho de 2008. São aeronaves com capacidade para transportar de 100 a 149 passageiros, emitem menos gás carbônico e economizam mais combustível.

Além da Republic Airways Holdings, a Bombardier já vendeu aviões da Série C à Lufthansa e à Lease Corporation International Group.

A Republic Airways Holdings é dona de seis empresas aéreas: Chautauqua Airlines, Frontier Airlines, Lynx Aviation, Midwest Airlines, Republic Airlines e Shuttle America. Juntas, oferecem cerca de 1,6 mil voos diários para 118 cidades em 44 Estados dos Estados Unidos e mais Canadá, Costa Rica e México. Juntas também, essas companhias somam uma frota de 283 aeronaves.

Fonte: Portal Panrotas - Imagem: Divulgação/Bombardier

Check-in nos aeroportos poderá ser feito via Internet ou celular

Conhecida como identificação Positiva dos Passageiros, medida já é praticada na Europa e na América do Norte com sucesso, informou a ANAC.

A partir desta segunda-feira (1/3), os passageiros que embarcarem nos aeroportos brasileiros, e que realizarem o check-in sem bagagem pela Internet, nos totens de autoatendimento ou pelo celular, não precisarão mais carimbar o cartão de voo nos balcões das empresas aéreas antes de entrar na sala de embarque, segundo a resolução n° 130 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Conhecida como dentificação Positiva dos Passageiros, a medida já é praticada na Europa e América do Norte e, na avaliação da ANAC garantirá que a pessoa que está entrando na aeronave é a mesma que consta no cartão de embarque. Para isso, o passageiro deverá apresentar um documento de identificação com foto (original ou cópia autenticada) ao funcionário da companhia aérea.

Para as viagens internacionais, o passageiro deverá apresentar passaporte ou outro documento de viagem válido, reconhecido pelo Serviço de Migração, do Departamento de Polícia Federal (DPF).

Desde dezembro, as companhias estão realizando testes e avisando os passageiros sobre a nova regulamentação, informou a ANAC em seu site. Todas as mudanças passaram pela avaliação de um grupo de trabalho formado por representantes da ANAC, Infraero, Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa, Ministério da Defesa e empresas aéreas.

Fonte: IDG Now!

Azul quer ganhar mercado oferecendo voos a preço de viagem de ônibus

Presidente da empresa ao site G1 falou sobre os desafios do setor.

Pedro Janot diz que infraestrutura de aeroportos deve melhorar em breve.



A guerra de tarifas entre as companhias aéreas derrubou os preços das passagens e fez crescer em quase 20% a procura por voos domésticos no ano passado. A expectativa do setor é de que o número de passageiros dobre nos próximos cinco anos – e, para a Azul, parte desse crescimento deve vir da conquista dos brasileiros que hoje viajam de ônibus.

“São 100 milhões de viagens de ônibus por ano [no país]. Então nosso objetivo é capturar uma parte dessas pessoas para os nossos aviões”, afirmou em entrevista ao G1 o presidente da empresa, Pedro Janot. Para ganhar passageiros do ônibus, a empresa também aposta em preços semelhantes: “A ideia é manter [o preço] próximo ao ônibus”, disse o executivo.

Quase uma “estreante” no mercado nacional, a Azul – que começou a operar em 2008 – encerrou janeiro como a quarta maior companhia aérea do país, ultrapassando a concorrentes Ocean Air em participação de mercado. Ainda assim, sua fatia 4,99% do mercado é bem menor que a das duas grandes: TAM e Gol concentram, juntas, 83,83% da aviação doméstica.

Nos próximos anos, dois eventos devem movimentar esse mercado e trazer grandes desafios para o setor: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Parte importante desse desafio será adequar a deficitária infraestrura aeroportuária brasileira a um número bem maior de passageiros. Há hoje planos de obras para sete grandes aeroportos brasileiros – mas o cronograma de obras prevê que parte dos projetos será encerrada apenas em 2014.

Janot diz acreditar, no entanto, que o país terá capacidade de resposta e não terá do que se envergonhar diante dos milhares de turistas esperados por aqui: “[O setor aéreo] tem gargalos realmente sérios, seja de infraestrutura aeroportuária, seja de navegação aérea, seja de regulamentação. [Mas], no curto prazo, se a Infraero fosse capaz de responder às demandas, com baixo investimento e mais decisão você pode aliviar essa estrutura em uns 20%."

Leia abaixo os principais trechos da entrevista do G1 com Pedro Janot:

'Guerra’ de tarifas

– O que aconteceu foi que a aviação terminou um ciclo: quando a Gol comprou a Varig em 2007, de cinco companhias virou duas [TAM e Gol], mas já tinha na outra mão o nascimento de novas companhias, a Azul e a WebJet e a expansão da Trip, e todo esse movimento de mercado trouxe uma redução de tarifas.

A forma mais rápida de colocar pessoas a bordo [quando a Azul começou] era fazer uma promoção agressiva para gerar experimentação, porque nós nascemos num aeroporto secundário, como Viracopos [em Campinas, no interior de São Paulo], que há 25 anos estava no limbo. Você estimula o mercado através de preço.

No reflexo da Azul, as duas companhias [TAM e Gol] baixaram o preço mais ainda. E em agosto setembro teve uma guerra tarifária entre TAM e Gol no Brasil inteiro, numa busca por market share [participação de mercado], aí os preços foram predatórios até meados de novembro, quando eles voltaram a buscar uma nova acomodação.

Estratégia de preços

– A idéia é manter [o preço das passagens] próximo ao ônibus, porque o Brasil tem ainda uma grande população que se desloca de ônibus. No mercado de trabalho poucas pessoas conseguem tirar 30 dias de férias e viajar durante três dias para Recife.

Com a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho com mais renda, essas pessoas estão precisando de um serviço que as leve para lá com velocidade e preço. Então isso é uma estratégia nossa, já está acontecendo. São 100 milhões de viagens de ônibus por ano. Então nosso objetivo é capturar uma parte dessas pessoas para os nossos aviões.

Passagem a R$ 59 [preço a que a companhia vendeu passagens nos dias de carnaval] não é sustentável, mas eu prefiro ter novos entrantes do que voar com uma ocupação baixíssima.

Mas isso não é uma estratégia consistente. O que é consistente são as passagens a 30 dias, que fica em torno do preço de ônibus. Quanto mais longe elas [as pessoas] compram do dia do embarque, mais barato elas pagam. Eu vendo com antecedência, recebo com antecedência, meus bancos vão ficar todos lotados com pessoas novas.

Ampliação da malha aérea

– Nosso projeto até agora está completamente focado no mercado nacional, tem muito o que oferecer nesse mercado. O modelo vigente hoje na aviação brasileira usa quatro aeroportos: Galeão, Brasília, Congonhas e Guarulhos.

É um processo de baldeação: quem vem do sul e quer ir para o norte, para em um desses aeroportos e faz uma baldeação. Nós não vamos usar esses grandes "hubs", vamos usar hubs [centros] secundários. Antes de buscar cidades ainda que ricas e poderosas do interior, a Azul tem outro desafio, que é ligar as cidades entre si em voos diretos sem escala.

Em 2014, as nossas conexões entre cidades vai estar muito mais amplificadas do que hoje. Ao longo deste ano, a gente vai começar a ligar mais cidades entre si, melhorando a conectividade e fatalmente melhorando esse serviço para a Copa do Mundo.

Gargalos na infraestrutura

– A aviação do Brasil deve dobrar em cinco anos. Então quando você bota essa perspectiva, você vê que tem gargalos realmente sérios, seja de infraestrutura aeroportuária, seja de navegação aérea, seja de regulamentação. No curto prazo, se a Infraero fosse capaz de responder às demandas, com baixo investimento e mais decisão você pode aliviar essa estrutura em uns 20%.

[Mas] não é uma coisa da Infraero só. Já saiu o plano de obras de sete aeroportos importantes, todos vão acontecer até 2014. A Azul nessa época vai estar beirando 70 aviões. Aí tem um novo desafio, fazer com que os cronogramas sejam cumpridos, deveremos ter uma boa infraestrutura. Acho que o Brasil vai ter uma boa capacidade de resposta.

Participação de mercado

– Nós não temos nenhum objetivo de falar de market share [participação de mercado]. O que nós queremos ser é importantes nas rotas que nós fazemos. Então, se isso nos der 15% do mercado, 14%, é irrelevante. O que nós queremos é nas rotas que nós fazemos ser os maiores e os melhores.

Operação em Congonhas

– Hoje, Congonhas está artificialmente restrita a 30 movimentos por hora, quase que metade da capacidade. Eu acredito que um dia vai voltar a operar como já operou, com 48, 50 por hora. Acho que brevemente, entre seis meses e dois anos, Congonhas deve continuar o processo gradual de abertura de novos slots

Quando isso acontecer, nós vamos entrar em Congonhas, mas sem desmontar Viracopos, porque o sucesso da Azul em Viracopos é inquestionável e irreversível.

Fonte: Laura Naime (G1)

Voos do Brasil para o Chile são retomados parcialmente nesta segunda

Pelo menos um voo da companhia aérea Lan Chile embarcou na madrugada desta segunda-feira do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) com destino ao Chile.

Segundo a assessoria da companhia, uma aeronave com lotação total, 150 passageiros, decolou por volta de 1h30 desta segunda-feira e pousou na cidade de Iquique, onde os passageiros passaram pelo processo de imigração antes de seguirem viagem para Santiago.

Um outro voo, ainda sem horário confirmado, está programado para sair do Rio de Janeiro nesta segunda-feira. A aeronave fará escala em São Paulo antes de seguir para o Chile.

A Lan Chile disponibiliza um telefone para fornecer informações aos passageiros com passagens compradas para o Chile: 0300-788-0045.

Inicialmente, para as aeronaves que viajam rumo ao Chile, a ordem é que os primeiros pousos ocorram nas regiões de Antofagasta e Iquique. Nestes locais serão verificados os documentos por parte da Polícia Internacional – o equivalente à Polícia Federal –, das autoridades de Alfândegas e do Serviço de Aviação.

Companhias brasileiras

As duas companhias aéreas brasileiras que operam voos para o Chile, a TAM e a Gol, informaram que os voos para Santiago, no Chile, seguem suspensos. Ainda não há previsão para a retomada dos voos.

Para mais informações, os clientes TAM no Brasil devem ligar para 4002-5700 (capitais) ou 0800-570-5700 (demais localidades). Para atendimento no Chile, o telefone é +56-2-6767-900.

Clientes da Gol que quiserem mais informações sobre a retomada de voos para o Chile devem entrar em contato com a Central de Relacionamento ao Cliente: 0800-704-0465.

Saída de Santiago

A decolagem de aeronaves no aeroporto de Santiago, capital chilena, pode ser autorizada nesta segunda-feira, segundo o diário local "La Tercera".

Segundo Paul Ortega, secretário-geral da Direcão-Geral de Aviação Civil (DGCA), o principal problema no momento é a normalizaão da distribuição de combustível para as aeronaves.

Fonte: iG - Imagem: UOL

Ligações aéreas nos Açores efetuam-se com alguma dificuldade

A Sata tem diversos voos cancelados e outros atrasados.

As ligações aéreas que ligam S. Miguel às outras ilhas do Arquipélago, bem como ao Continente, estão na sua grande maioria canceladas.

O voo entre Lisboa e Ponta Delgada, devido ao mau tempo, foi desviado para a ilha Terceira até que as condições meteorológicas permitam que seja efetuada a ligação até ao destino.

Já a ligação entre Ponta Delgada e Terceira está cancelada para o dia de hoje.

Também o voo que liga Ponta Delgada a Santa Maria está atrasado, sendo que esta ligação se deverá efetuar ainda ao final do dia.

Fonte: Jornal Diário (Açores) - Imagem: eccn.edu.pt

Nova regra para embarque em aeroportos entra em vigor hoje

A partir desta segunda-feira, 1, funcionários das companhias vão conferir documentos de passageiros

A partir desta segunda-feira, 1, os passageiros terão que apresentar documento de identificação com foto no portão de embarque dos aeroportos brasileiros. Com a Identificação Positiva de Passageiros, estabelecida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o país pretende dar mais segurança a empresas aéreas e passageiros.

Com a nova medida, os funcionários das companhias farão a checagem do documento com o cartão de embarque para ver se o passageiro que está entrando na aeronave é realmente o que consta no cartão. Por isso, a Anac orienta os passageiros para que já estejam com o documento em mãos na chamada para o embarque.

Segundo a Anac, vários documentos, com foto, são aceitos no embarque. Carteira de identidade (RG); carteira nacional de habilitação (modelo com fotografia, mesmo que vencida); carteira de trabalho; passaporte nacional; documento expedido por ministério ou órgão subordinado à Presidência da República; carteira de identidade emitida por conselho ou federação de categoria profissional (com fotografia e válido em todo o território nacional).

O gerente de Facilitação do Transporte Aéreo da Anac, Leonardo Boszczowski, disse que o procedimento não acarretará filas nem atraso no embarque. "O processo de conferência é rápido. Será verificado apenas o nome do passageiro para permitir o acesso", comentou ele, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

"A Anac discutiu alguns modelos e decidiu que a Identificação Positiva do Passageiro é a melhor maneira de oferecer segurança ao passageiro e é uma garantia para a empresa aérea de que todos estão sendo embarcados. Não há motivos para preocupação, porque essa medida não traz transtornos no processo de embarque", afirmou Leonardo.

Fonte: Agência Brasil via Estadão

Gol não vai cobrar taxas para cancelamentos de bilhetes para Santiago

Empresa aguarda reabertura de aeroporto chileno para retomar voos.

Terremoto na região central do Chile deixou mais de 700 mortos.


A Gol Linhas Aéreas anunciou nesta segunda-feira (1º) que não cobrará taxa de remarcação ou cancelamento de bilhete para passageiros com viagens de/para Santiago marcadas para o período de 27 de fevereiro a 7 de março. A empresa aguarda a reabertura e a liberação do Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, na capital chilena, para operações comerciais antes de anunciar a retomada dos voos diários G3 7456 (ida) e G3 7457 (volta) – ambos, via Buenos Aires.

Para mais informações, a companhia aérea orienta os clientes a entrar em contato com a Central de Relacionamento pelo telefone 0300 115 2121, ou via Atendimento Online, no site www.voegol.com.br.

Na madrugada do último sábado (27), um terremoto de 8,8 de magnitude que atingiu a região central do Chile, derrubando prédios e deixando mais de 700 mortos. O epicentro do tremor foi localizado no mar, a 35 km de profundidade, em Maule, a 99 km da cidade de Talca.

Fonte: G1

Rato força evacuação de avião com 205 passageiros

Boeing 767 sairia de Ottawa, no Canadá, com destino a Londres, na Inglaterra

Um Boeing 767, que tinha Londres, na Inglaterra, como destino, teve de abortar o voo depois que um passageiro encontrou um rato, no compartimento de bagagens de mão, quando o avião ainda estava na pista do aeroporto de Ottawa, no Canadá.

O piloto do voo AC888, da Air Canada, ordenou a evacuação de todos os 205 passageiros para que o rato fosse caçado.

Apesar de toda a busca, o roedor desapareceu dentro da aeronave. O voo, então, foi cancelado e os passageiros passaram a noite em um hotel, próximo ao Aeroporto Internacional Macdonald-Cartier.

A reação de quem iria esperar pelos passageiros no aeroporto de Heathrow, na Inglaterra, foi de surpresa.

Richard Jones aguardava sua namorada Victoria quando recebeu um telefonema.

- Ela disse que um rato gigante havia sido encontrado no avião. Já vi as companhias aéreas inventarem várias desculpas por causa de atrasos em voos, mas esta foi a mais original de todas.

Fonte: R7 - Imagem: The Sun

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pequeno avião cai na Áustria e deixa dois mortos

Neste domingo (28), às 09:45 (hora local) um pequeno avião caiu em Waldzell, localizado no distrito de Ried im Innkreis, no estado de Alta Áustria.

A aeronave Cessna 150E, prefixo OE-CFT, registrada para BFS Verkehrsfliegerschule Salzburg, caiu por causas ainda desconhecidas, matando as duas pessoas a bordo (um instrutor de voo, de 38 anos, e seu aluno, de 21).

Equipes de emergência se dirigiram para o local. Segundo relatos de testemunhas, o avião fez um giro no ar e caiu em seguida. Na área que sobrevoava, não há nenhum obstáculo.

O inquérito sobre a causa do acidente será conduzida pela Comissão de Acidentes de Aeronaves do Ministério dos Transportes e do respectivo órgão de Investigação Criminal da Alta Áustria. Ao mesmo tempo, uma autópsia das vítimas foi ordenada.

Fontes: newsserver.at / flugaktiv.de / ASN - Fotos: APA / picturesnews.at

Branson pede "coragem" aos empresários para investir

Richard Branson pediu "coragem" aos líderes empresariais do planeta para que invistam e ajudem a economia a recuperar, para que liderem o combate às injustiças globais e para que desbloqueiem o impasse no debate sobre o ambiente.

"Não podemos deixar que o governo faça tudo. O governo já alimentou as economias com dinheiros públicos. Agora é a nossa vez, como líderes empresariais", afirmou o dono do império Virgin, em Barcelona (Espanha).

"Temos que ser mais corajosos, criar empregos, novos negócios, investir na economia. É uma boa altura para investir. Está tudo a metade do preço. Não podemos ter medo. Se ficarmos com medo não fazemos o nosso papel. E então sim, há o risco de uma dupla recessão", sublinhou.

Um setor onde essa influência pode ser imediata é na energia limpa porque é economicamente rentável e porque "em cinco anos a procura ultrapassará a oferta de petróleo".

"Temos que resolver isto. Eu tenho empresas sujas, como as companhias aéreas. O que faço é transfiro todos os lucros dessas empresas para investir em energias limpas", disse.

"O que é importante é que empresas continuem a criar riqueza. As pessoas continuarão a precisa de viajar de avião. Mas temos que tornar as empresas aéreas o mais ambientais possíveis. E depois usar os lucros de negócios mais sujos para encontrar combustíveis alternativos", afirmou.

Com uma fortuna estimada em 2,5 mil milhões de dólares e o controlo de 250 empresas (com rendimentos anuais de 30 mil milhões de euros), o dono do grupo Virgin conversou sobre negócios, vida pessoal e desafios de liderar no encerramento da Cimeira Global de Liderança da Young President's Association.

A YPA é uma rede global de 17 mil jovens, líderes empresariais, que entre si controla sensivelmente cerca de seis por cento do PIB mundial. O encontro de Barcelona é o primeiro com acesso parcial à imprensa, e a agência Lusa a ser um de três órgãos de informação europeus convidados.

"A comunidade empresarial pode e deve ajudar, com os seus conhecimentos e experiência, a travar injustiças. Não devemos deixar isso nas mãos dos políticos", afirmou.

"Os empresários devem ter um papel mais ativo a combater injustiças, a travar conflitos e a resolvê-los, a combater doenças em África, a avançar no mercado de carbono", considerou.

Questionado sobre como ele próprio aplica esses conselhos, especialmente tendo uma riqueza "desproporcionadamente elevada" face à maioria da população, Branson considerou essencial agir "com responsabilidade", defendendo o capitalismo "que apesar das suas falhas parece ser o melhor sistema".

"O fato de haver enorme riqueza nas mãos de poucas pessoas trás enorme responsabilidade. Não a de competir por maiores iates ou aviões privados, mas usar essa riqueza para criar novos negócios, abrir novas tendências, ajudar zonas do mundo que desesperadamente necessitam de ajuda", disse.

"Usar os teus conhecimentos empresariais para ajudar a melhorar condições de vida dos outros", frisou.

E, aliás, "é bom que os ricos se sintam culpados pela sua riqueza", especialmente se não aplicarem a riqueza "com responsabilidade e a ajudar". "Nós não somos melhores que um bom médico um bom professor, uma boa enfermeira", enfatizou.

Vital também é o papel dos empresários, e dos próprios media, para empurrar os Governos a fortalecer a garantia de concorrência, apoiando as empresas menores, eliminando barreiras a quem quer "abrir uma nova empresa num setor dominado por uma mão cheia de grandes empresas".

"E quem queira entrar nesses mercados tem que inovar ter melhores pessoas, ter um melhor produto e ter sucesso", afirmou

Fonte: António Sampaio (Agência Lusa) via Diário de Notícias (Portugal)

Viagem para Marte pode levar só 39 dias

Franklin Chang-Diaz, físico do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) e antigo astronauta, garante que com o novo motor plasma VASIMIR (Variable Specific Impulse Magnetoplasma Rocket), que inventou, a viagem da Terra até Marte pode levar apenas 39 dias. Os sistemas de propulsão atuais permitem fazer a viagem - cuja distância varia de 55 a 400 milhões de quilômetros - em pelo menos seis meses.

"No início do projeto, em meados de 2000, a NASA [agência espacial norte-americana] deu um apoio mínimo, porque não apostavam em tecnologias avançadas como fazem agora", disse Franklin Chang-Diaz, que tem no seu currículo sete viagens espaciais. Contudo, em finais de janeiro, o Presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou o abandono do programa de regresso à Lua e sublinhou que a NASA ia consagrar mais recursos ao desenvolvimento de novas tecnologias.

"É uma mudança interessante para a NASA que já o devia ter feito há 10 ou 20 anos atrás", afirmou Chang-Diaz à AFP. "A agência nunca pensou realmente num sistema de propulsão de fusão não química e previa enviar os astronautas a Marte com motores químicos, o que para mim não é possível", acrescentou.

O VASIMIR usa uma fonte eléctrica (solar ou reator nuclear) para ionizar o hidrogénio, o hélio ou o deutério, transformando-os num plasma de altas temperaturas (11 milhões de graus). Este plasma é acelerado e dirigido pelos campos magnéticos para uma tubeira - sem tocar nas paredes - de forma a impulsionar o veículo espacial. A viagem de ida e volta poderia levar seis meses.


Fonte: Diário de Notícias (Portugal) - Imagens: Divulgação

Lan coloca telefone à disposição por causa de terremoto

Devido à suspensão temporária dos voos para Santiago, no Chile, ocasionada pelo fechamento do aeroporto da capital chilena, em função do terremoto ocorrido naquele país, a companhia aérea Lan Airlines colocou à disposição de seus clientes - hoje (28/2) até às 21h e amanhã (1/3) a partir das 8h30 - o número de telefone 0300-789-0045 para que se informem sobre a programação dos voos.

A Lan informa que as demais operações internacionais que a companhia mantém a partir de São Paulo - tanto para Lima (Peru) como Buenos Aires (Argentina) continuam de forma absolutamente normal.

Em casos que há solicitação, a Lan está oferecendo todas as facilidades para a remarcação de dadas da viagem, uma vez se normalize as operações em Santiago.

Hoje os primeiros voos internacionais pousaram no aeroporto de Santiago, mas ainda há restrições, principalmente devido aos danos causados no prédio do terminal.

Mais de 700 pessoas morreram no terremoto.

Fonte: Portal Panrotas

Avião da FAB traz 12 brasileiros do Chile

O primeiro grupo de brasileiros resgatados do Chile chegou neste domingo (28) às 5h15 à Base Aérea de Brasília (foto abaixo). Os 12 brasileiros vieram no Legacy VC-99 B da FAB (Força Aérea Brasileira) que foi ao Chile no sábado (27) para levar duas autoridades chilenas que estavam no Brasil. A FAB informou que, até o momento, não estão previstos novos voos para resgatar brasileiros, mas que está de prontidão.

No avião estavam nove civis e três militares, selecionados pela Embaixada Brasileira no Chile, que têm uma lista de cerca de 200 brasileiros com intenção de voltar ao Brasil e à espera de vôos comerciais, ainda sem previsão de normalização. De acordo com a FAB, a primeira a desembarcar no Brasil foi Tatiana Soares.

- Muito bom voltar ao nosso país maravilhoso. O que passamos lá foi uma situação muito ruim.

A estudante brasileira Rafaela Link também estava no voo. Rafaela morava havia dois meses na capital chilena, Santiago. Na noite deste sábado (27), ela estava em um bar de karaokê com amigos quando o local começou a tremer.

- Parecia que tudo ia cair. Foi um pânico generalizado. Vi a morte bem de perto. Quando o avião pousou, eu chorei. Fiquei muito emocionada por estar de volta.

Rafaela disse ainda que não pretende deixar o Brasil tão cedo.

A enfermeira Petra Rangel também desembarcou neste domingo em Brasília. Ela estava em Santiago para um congresso que aconteceria no sábado, mas foi cancelado. Petra dormia no hotel quando ocorreu o terremoto.

- Fiquei super feliz em voltar.

Entre os militares que voltaram, estava o coronel da FAB Luiz Fernando Aguiar. O coronel tinha a volta ao Brasil marcada para este domingo. Ele passou dois anos como adido da Aeronáutica no Chile e viveu o terremoto, portanto, em seu último dia no Chile.

- Eu nunca tinha passado por uma situação como essa. Não era possível ficar em pé.

De acordo com o militar, pessoas que estavam na rua na hora do tremor disseram que o asfalto parecia uma folha de papel, se mexendo para cima e para baixo.

A aeronave brasileira foi a primeira estrangeira a chegar ao Chile após o terremoto, levando o ministro da Justiça do Chile, Jorge Rui Toledo, e o procurador-geral da República, Chahuán Sabas, que cumpriam agenda oficial no Brasil. Ela pousou no pátio militar em Santiago. Segundo os pilotos, a pista e o controle de tráfego aéreo estão em perfeitas condições operacionais. Já a estrutura do aeroporto ficou destruída.

Fonte: R7 - Foto: Divulgação

Sem dinheiro, turistas chilenos dormem no Aeroporto Tom Jobim

O fechamento dos aeroportos do Chile por causa do terremoto de 8,8 graus na escala Richter, que atingiu o país no sábado, impediu o retorno de turistas chilenos que estavam no cidade. Sem condições de ir para um hotel, cinquenta deles - incluíndo idosos e crianças - acamparam na frente do guichê da companhia áerea Lan Chile, no terminal 1 do Aeroporto Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, para aguardar o reestabelecimento da rota regular entre o Brasil e o país andino.

Entretanto, a Lan Chile afirma que não tem responsabilidade pelos turistas e por isso está isenta de pagar hospedagens para os passageiros, uma vez que o cancelamento das decolagens foi feito por causa de uma catastrofe natural. Além disso, a empresa afrmou que os voos para o Chile devem ser retomados na terça-feira.

Cansados de esperar, alguns chilenos utilizaram cartazes para pedir que a Força Aérea Brasileira (FAB) ajude no transporte deles para a capital Santiago. Os aviões da FAB decolaram em direção ao Chile com a intenção de trazer de volta os brasileiros que estão no país e que queiram retornar ao Brasil.

O engenheiro chileno Patricio Aguilar, 45 anos, é dos turistas que estão acampados no Aeroporto Tom Jobim. Segundo ele, todos estão com pouco dinheiro e não há como pagar hospedagens em hotéis até terça-feira. A estimativa é que pelo menos 600 chilenos estejam na mesma situação no Rio de Janeiro.

O terremoto no Chile

Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado. A contagem de corpos passa de 700, e o número de afetados chega a 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país. O tremor foi 900 vezes mais forte do que o abalado ocorrido no Haiti no dia 12 de janeiro.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). As regiões mais atingidas pelo tremor foram os estados Maule, BioBío, Valparaíso, O'Higgins e Araucanía.

> Fotogaleria: Os rastros da destruição no Chile

Fonte: O Dia Online

Avião anfíbio faz pouso em praia de Porto Alegre

Modelo que vinha de Santa Catarina teve problemas por causa do vento

Um avião anfíbio — modelo Super Petrel —, que vinha de Santa Catarina, não conseguiu pousar na pista do Aeroclube do Rio Grande do Sul por causa do vento e teve que pousar na água na praia de Ipanema, zona Sul de Porto Alegre. De acordo com Lauro Andrade, um dos ocupantes, por volta das 13h deste domingo eles tiveram que pousar na água para esperar que o vento acalmasse.

— Ficou arriscado pousar no aroclube e pousar na água era mais seguro— explica Andrade

Fonte: Juliana Lisboa (Zero Hora) - Foto:Mauro Vieira

Primeiro voo após terrremoto chega em Santiago

O aeroporto internacional de Santiago, fechado desde o terremoto que atingiu o Chile neste sábado, fez neste domingo a primeira aterrisagem após o tremor. O avião, da companhia Lan, procedente de Lima, chegou por volta das 14h, segundo informações locais. Terminais e outras instalações sofreram avarias.

O terremoto já causou na morte de mais de 700 no país. Neste sábado, autoridades locais informaram que o aeroporto ficaria fechado por no mínimo três dias. Os voos, que tinham como destino o Chile, foram desviados para Lima, Buenos Aires e Mendoza, entre outras cidades.

Fonte: JB Online

Quanto custa voar de graça? Aprenda como tirar proveito de um programa de milhas

O empresário Heraldo Ribas, de 58 anos (nas fotos com a família), viajou para Paris, Roma, Orlando, Fernando de Noronha e Vale Nevado, no Chile, sem pagar nada pelas passagens aéreas. Na próxima semana, embarca para Aruba com a família – e mais uma vez não vai tirar um tostão do bolso. “Tudo o que compro no cartão vira milha no fim do mês”, diz o empresário.

No ano passado foram mais de 4 milhões de bilhetes gratuitos emitidos pelas duas maiores companhias aéreas do Brasil: Gol e TAM. São 6,6 milhões de clientes no programa Smiles (smiles.com.br), da Gol, e 6,6 milhões no programa TAM Fidelidade (tam.com.br). Fazer parte de um deles – ou dos dois – é o primeiro passo para quem deseja voar sem custo. A adesão é gratuita pelo site. Muita gente, porém, se queixa de que é difícil acumular pontos e que, mesmo com eles, não se conseguem as passagens na quantidade ou na data em que se precisa. Mas há maneiras de contornar as duas dificuldades.

Ganhar pontos (ou milhas, depende do programa) está se tornando cada vez mais fácil. Antes, as pessoas só somavam pontos voando. Agora, há várias maneiras de ganhar milhas. As empresas aéreas têm centenas de parceiros que ajudam a acumular milhas ou pontos. Basta apresentar o número do programa de fidelidade da empresa aérea em restaurantes, hotéis, locadoras de veículos, farmácias, spas, entre outros serviços associados. O ganho é dobrado: na compra do serviço e no pagamento da fatura do cartão de crédito, que também soma pontos. São atalhos para quem deseja chegar antes ao bilhete prêmio, como é chamado o assento gratuito.

A Gol libera a venda de assentos 330 dias antes do embarque – é a chance para quem voa com milhas

O cartão de crédito é a principal fonte de milhas de Heraldo Ribas. Ele é empresário e faz as compras de sua empresa no cartão. A cada R$ 1,80 pagos na fatura, ganha 1 milha no cartão Smile. E a cada 10.000 milhas ganha um trecho pelo Brasil. Os clientes do cartão TAM Fidelidade têm a possibilidade de juntar até 400.000 pontos na compra de um imóvel, devido a uma parceria com a construtora Cyrela, pontos suficientes para embarcar quatro pessoas na primeira classe para a Europa ou os Estados Unidos.

Acumular pontos ou milhas, porém, não é garantia de um assento na aeronave. A Gol reserva poucos lugares para passageiros que trocam milhas. O número varia por voo: os mais concorridos tendem a oferecer menos lugares, os menos concorridos mais assentos. Ninguém sabe qual é a proporção exata reservada aos clientes com milhas. A Gol não informa. Sabe-se apenas que, na prática, conseguir um bilhete prêmio nas férias ou na véspera de feriado é quase impossível. A dica para obter um lugar nas datas mais procuradas é ficar atento ao início da venda das passagens. Os bilhetes da Gol são vendidos com 330 dias de antecedência (quase um ano!). Para saber quando os voos serão abertos, pode-se ligar para a companhia ou consultar o site.

Outro jeito de contornar esse problema, no caso da Gol, é pagar o dobro de milhas para obter uma passagem na hora – desde que haja assentos vagos na aeronave. Foi o que fez Heraldo Ribas. “Era a única chance de embarcar toda a família – com milhas – no mesmo voo”, diz. O empresário queria, inicialmente, viajar para Orlando. Testou todas as datas disponíveis até o fim deste ano. Em nenhuma delas, porém, conseguiu seis lugares no mesmo voo. Resolveu mudar o roteiro e torrar o que tinha no cartão. Em vez de 30.000 milhas, gastou 60.000 milhas por pessoa e emitiu cinco bilhetes para Aruba. No fim, gastou 300.000 milhas.

Na TAM, a política de troca de pontos é mais democrática. A empresa não distingue quem paga pelo assento de quem troca pontos por bilhetes. Vale a regra da fila: quem chega primeiro leva os assentos. Parceiras da TAM, como United Airlines, TAP e Lufthansa, não agem da mesma forma. Reservam poucos assentos para a troca de pontos e, assim como a Gol, não informam quantos eles são. Você acredita se quiser.

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Fonte: ClickPB

Chilenos sofrem com a falta de informações em aeroporto de SC

Voos para Santiago aparecem sem previsão de saída na lista do aeroporto de Florianópolis

Chilenos que passam férias em Florianópolis e estão impedidos de retornar ao país reclamam da falta de informações e de uma previsão para volta ao Chile, atingido por um terremoto de 8,8 graus na Escala Richter no sábado. Somente na capital catarinense, doze voos foram suspensos, sendo seis chegadas e outros seis embarques com destino à cidade de Santiago.

As companhias estão informando os turistas por telefone e providenciando estadia em Florianópolis até que os aeroportos sejam reabertos no Chile. Mesmo assim, a movimentação de chilenos foi intensa durante todo o sábado no aeroporto Aeroporto Internacional Hercílio Luz. Muitos dos turistas procuraram os balcões da Infraero ou das companhias aéreas para obter maiores informações sobre a situação após o terremoto, permanência no Brasil, hospedagem e data prevista para retorno.

"Eu não consegui falar com o meu pai. Falei com todo o restante da minha família, mas ninguém conseguiu localizá-lo ainda", disse Andrea Vera, que mora em Santiago. "Sabemos que tudo está um caos, toda a cidade enfrentando problemas de energia, telefone e risco de que mais casas venham a desabar".

A turista Romina Menares afirmou que embarcaria em um vôo da Sky Airlines para o Chile na madrugada deste domingo. Como já sabia da suspensão de operações áreas devido ao terremoto, procurou saber o que deveria fazer com a hospedagem. "Nem eles sabem ao certo. Pediram para que estivéssemos aqui no horário de embarque e então seria providenciado um local para dormirmos".

As duas disseram ser "inevitável" a espera e lamentaram a falta de informações. "A gente tem que enfrentar com bom humor, na medida do possível. Ninguém tem culpa do terremoto", disse Menares. "O problema é que poderiam dar uma assistência melhor, ter algum representante de Consulado ou das companhias aéreas que nos dissessem o que fazer. Voltamos para o hotel e esperamos?".

Neste domingo, outros seis embarques e desembarques seriam realizados entre Santa Catarina e Santiago do Chile. "Estou desesperado para voltar para casa e ver meus familiares. Vou tentar ir de ônibus ainda neste domingo", disse o estudante Felix Hernán, 23 anos, que passa férias em Canasvieiras. "Eu iria embora somente na outra semana, mas não posso continuar sem notícias".

Tragédia no Chile

Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos pode passar de 300, e o número de afetados, de 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago

Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago foi fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti

O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

Fonte e foto: Fabricio Escandiuzzi/Terra (com informações da Reuters, EFE e 20 minutos.es)

Novas regras nos aeroportos passam a valer amanhã

As novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para embarques em aeroportos começam a valer nesta segunda-feira (1º). A partir de amanhã, os passageiros terão que apresentar documento de identificação com foto no portão de embarque de todos os aeroportos brasileiros.

Segundo a Anac, a intenção é dar mais segurança aos voos. Pela medida, chamada Identificação Positiva de Passageiros, os passageiros que fazem check-in pela internet, nos autoatendimentos, ou por celular, não serão mais obrigados a carimbar seu cartão de embarque nos balcões das companhias aéreas antes da entrada na sala de embarque.

Serão aceitos para embarque em voos domésticos a carteira de identidade, a carteira nacional de habilitação, carteira de trabalho, passaporte nacional, documento expedido pelo Ministério ou órgão subordinado à Presidência da República, carteira de identidade emitida por Conselho ou Federação de categoria profissional (desde que com fotografia e validade em todo o território nacional), licenças de piloto, comissário, mecânico de voo e despachante operacional de voo emitidas pela Anac.

A nova resolução da Anac também prevê que sejam aceitos cartões de identidade expedidos pelo Poder Judiciário ou Legislativo, no nível federal ou estadual. Todos os documentos podem ser originais ou cópia autenticada, desde que possibilitem a identificação do passageiro. Em caso de furto, roubo ou extravio de documento, o boletim de ocorrência (BO) continua sendo admitido para embarque, desde que emitido há menos de 60 dias.

Leia a íntegra da resolução da Anac.

Fonte: Renata Camargo (Congresso em Foco)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Foto do Dia

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O Lockheed L-1049G Super Constellation, prefixo CF-TGE/405, da TCA - Trans-Canada Air Lines, é puxado para fora do hangar da companhia Empire Aero Center MRO, no Aeródromo Rome-Griffiss (AFB)(RME/KRME), em Roma, Nova York, nos EUA, em 12 de novembro de 2008. O avião - que foi trazido do Canadá em junho de 2007 - passou por uma restauração quase completa, faltando alguns itens, como se observa na asa esquerda.

Foto: Janet Dietz (Airliners.net)

Infraero diz que terremoto no Chile cancela 32 voos

A Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), informou que todos os voos previstos para o Chile estão cancelados neste sábado. Do Tom Jobim (Rio), estavam previstos dez voos – entre chegadas e partidas – das empresas GOL, Lan Chile e TAM.

Do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (Grande São Paulo), mais conhecido como Cumbica, estavam previstos oitos voos das mesmas empresas. O aeroporto internacional de Florianópolis (SC) teria um total de 14 voos charter das aéreas Sky e Principal, operados pela World Service.

A Infraero recomenda aos passageiros que entrem em contato com as empresas aéreas para consultar a situação de seus voos. A empresa informou em nota se solidarizar com a situação do Chile e lamenta as mortes.

Fonte: R7

FAB deve socorrer correios para normalizar entregas em Mato Grosso

Empresa perdeu contrato por 'inidoneidade'. Sedex demora de dois a três dias para chegar em MT

O serviço de entregas via aérea conhecido por Sedex tem prazo de entrega estipulado em 24 horas, mas, em Mato Grosso e outros cinco estados do norte do país, os clientes devem esperar de dois a três dias para ter a encomenda entregue. O problema se deve a um defeito em duas aeronaves que fazem as linhas da Rede Postal Noturna (RPN) para Cuiabá e Mato Grosso.

Segundo a assessoria dos Correios, em Brasília, o impasse se deve a quebra de contrato em junho do ano passado com o Grupo Beta Cargo, empresa de transporte aéreo. Segundo os Correios, a Beta efetuava a linha de Porto Velho, que atinge diretamente Mato Grosso, Acre e Roraima, mas perdeu o contrato por "inidoneidade", pois se recusou a assumir a operação nas condições propostas em contrato. Um novo processo licitatório foi realizado e o vencedor foi homologado pela Diretoria da ECT, e deve começar a operar no início de março.

Para garantir o funcionamento das linhas, os Correios também enviaram uma solicitação às Forças Aéreas Brasileiras (FAB), que deve assinar um convênio para ceder os cargueiros em caráter de emergência. No momento as entregas são feitas por terra ou através de aproveitamento de linhas aéreas. Um plano de redesenhamento de linhas também está em operação, mas devido a suspensão do contrato, as entregas estão todas atrasadas.

A assessoria de imprensa diz que todos os cliente foram avisados sobre a demora no serviço de entrega tanto na hora de postar a mercadoria, quando em seu website. No entanto, algumas pessoas reclamam de não terem sido avisadas, como o vendedor Welton Dias, que no último dia 9 de fevereiro procurou a agência dos Correios do Shopping Pantanal para enviar documentos para o Rio Grande do Sul. "Precisava utilizar o serviço do Sedex pois tinha pressa em fechar um negócio, mas a encomenda só chegou lá no dia 17, oito dias depois". Ele conta que perdeu a negociação. "Pedi o ressarcimento da entrega pois eles não cumpriram com o que prometeram, mas nada até agora. Estou pensando agora em entrar com ação pedindo indenização por danos morais, pois além de perder o negócio ainda passei por mentiroso".

Outro que teve problema na hora de receber mercadorias via aérea foi o técnico de informática Laffit Antunes. Ele comprou aparelhos de Hong Kong, mas a entrega que deveria ser feita em duas semanas demorou quase um mês. "Também encomendei umas pilhas aqui no Brasil mesmo. A empresa disse que enviaria por Sedex, mas a encomenda só chegou três dias depois". Antunes também alega que não foi avisado sobre os problemas com as aeronaves.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, até a primeira semana de março, com a participação da FAB, o problema já deve estar solucionado. Ao todo são seis estados prejudicados por problemas em aeronaves terceirizadas: Acre, Roraima, Amazonas, Ceará e Mato Grosso.

MP

Segundo uma funcionária dos Correios, o problema nas aeronaves terceirizadas é recorrente. "Contratamos por licitação, ganha quem tem o menor preço, mas geralmente essas empresas não têm caixa para bancar a manutenção dessas aeronaves", diz a funcionária que não quer se identificar. "Dependendo do contrato que a empresa tem, vale mais a pena para ela pagar a multa do que arcar com a manutenção das aeronaves, isso acarreta em prejuízos para a estatal e para os clientes, fazendo com que os Correios tenham que recorrer sempre à FAB".

Para contornar esse e outros problemas, o governo estuda entrar com uma Medida Provisória (MP) aumentando a autonomia dos Correios para a compra e venda de equipamentos como aviões. Hoje a empresa não pode ter aeronaves próprias nem contratar pilotos. Com a nova MP os Correios passarão a ser uma S/A e terão mais autonomia.

Fonte: Midia News - Foto: Reprodução/TVCA

Como escolher o assento no avião

Não tem lugar perfeito. Mas dá pra evitar alguns probleminhas.

O mais cobiçado

A primeira fileira é uma boa - não tem passageiro da frente para espremer você. E ainda dá a chance de você sair primeiro do avião. Mas é reservada para crianças ou portadores de necessidades especiais, e fica bloqueada para reserva até o dia da viagem. O jeito para consegui-la é pedir à companhia que deixe seu nome numa lista de espera. Ou chegar bem cedo no check-in para pedir o lugar.

Os mais frios

Evite assentos próximos às portas de entrada e de emergência se não quiser passar frio. Apesar de as portas serem seladas, esses pontos são mais vulneráveis à temperatura negativa de fora.

A melhor vista

Você só vai apreciar a vista se estiver sentado à frente das asas. A configuração das poltronas muda de acordo com a aeronave, mas fique no máximo na fileira 7 para garantir o passeio.

Os mais barulhentos

Na região das asas, o motor ronca mais alto - é lá que ele fica. Evite-a se quiser silêncio.

Os mais espaçosos para as pernas

A saída de emergência dá ao passageiro um espaço 23% maior, em média, do que as outras poltronas. Mas ela só pode ser reservada no dia da viagem, igual à primeira fila.

Os mais seguros

Os assentos do fundão têm a maior probabilidade de sobrevivência em caso de acidente: 69%. Na frente, área mais perigosa, a chance é de 49%.

Pegadinha!

Na primeira fileira e na saída de emergência, os bancos reclinam menos e os braços da poltrona são fixos (não podem ser erguidos).

Os mais espaçosos para a bagagem

Escolha assentos nas últimas fileiras. Em alguns voos, entra primeiro no avião quem vai ficar no fundão. Se a primeira leva de passageiros tiver muita bagagem, o resto sofre pra achar um bagageiro vago.

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Fontes: Civil Aviation Authority (Inglaterra); comandante Ronaldo Jenkins, diretor-técnico da Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias; Gol; Matthew Daimler, fundador do site SeatGuru; Paulo Bittencourt Sampaio, consultor da Multiplan em aviação; TAM via Cristina Luckner (Revista Superinteressante)

Em voos espaciais humanos, o comedido pode vencer o audacioso?

Desde que os astronautas da Apolo voaram à Lua quatro décadas atrás, forças-tarefa de especialistas e líderes políticos imaginam, de tempos em tempos, o que fazer com os voos espaciais tripulados.

Eles apareceram com novas direções e visões, definindo novas metas. Algumas esperanças estavam em máquinas que nunca chegaram à plataforma de lançamento. Outras saíram do chão, mas nunca decolaram de verdade.

Agora, o governo de Obama se uniu à jornada de manter os humanos voando no espaço. Porém, suas comedidas propostas, anunciadas na última semana, terão sucesso onde outras caminharam tão pouco? Pode ser cedo demais para dizer, mas a história não traz muitas esperanças.

Enquanto os astronautas ainda estavam dando saltos gigantescos em planícies lunares, a Administração Nacional Aeronáutica e Espacial dos Estados Unidos (NASA) deduziu que a Apolo era apenas a abertura para uma era de ampla exploração espacial. O sucesso havia gerado confiança e mobilizado habilidades e a infraestrutura necessária para maiores feitos.

A lista de desejos da agência incluía uma base permanente na Lua, uma estação espacial de 12 pessoas orbitando em volta da Terra e servida por ônibus espaciais reusáveis fazendo ida e volta, além de expedições humanas a Marte, possivelmente no final dos anos de 1980.

Somente o ônibus espacial obteve a aprovação do governo Nixon, em 1972. Essas naves ainda estão voando, mas estão confinadas à baixa órbita, e a economia e a confiabilidade prometidas não foram alcançadas. Elas representam a tecnologia inicial do começo da era espacial.

Em 1986, o programa espacial foi impulsionado, mas não significativamente redirecionado, pelo desastre com a Challenger. Naquele ano, a administração Reagan aprovou a estação espacial. Ela recebeu um nome, Freedom (Liberdade), mas ninguém parecia concordar sobre sua utilidade, ou até mesmo seu projeto. Com fraco apoio no congresso, o projeto não caminhava a lugar nenhum - até que o governo Clinton o remodelou como um esforço internacional, incluindo a Rússia pós-Guerra Fria.

Agora a estação tinha uma razão de existência, mesmo que fosse mais política do que tecnológica ou científica.

Ônibus espaciais e naves russas carregam regularmente suprimentos e tripulações para visitas de longa duração. No entanto, os humanos continuam presos em baixa órbita.

Enquanto isso, duas administrações tentaram ações mais corajosas, vagamente alusivas ao desafio do presidente John F. Kennedy em 1961, de levar o homem à Lua "antes do final desta década".

Em 1989, o presidente George Bush definiu novas metas para despertar o programa espacial de sua letargia forçada. Uma frota de foguetes de alta propulsão seria desenvolvida para missões humanas e robóticas além da baixa órbita. Astronautas retornariam à Lua para estabelecer postos permanentes - e depois voariam a Marte, talvez até 2019. A reação, quase imediata, foi a inércia.

O presidente George W. Bush fez um apelo similar. Depois do desastre com o ônibus Columbia, em 2003, ele introduziu uma "nova visão" para reavivar o programa espacial.

Essa visão incluía sistemas de propulsão pós-ônibus espaciais e veículos de transporte para equipes. O objetivo era um retorno de astronautas à Lua até 2020. Algum tempo depois, seria a vez de Marte.

Mas o custo das guerras, somado a reduções nos impostos, deixou pouco dinheiro para sustentar a empreitada. Embora muitos bilhões de dólares já tenham sido investidos em avançados equipamentos, as metas parecem ilusórias - e o apoio público parece fraco.

Mais uma vez, a experiência trouxe lembretes, desconsiderados com tanta frequência que o projeto Apolo não se tornou um modelo realista para futuras ações na exploração espacial. Pisar na Lua havia sido, acima de tudo, uma campanha da Guerra Fria.

A União Soviética era o temido adversário, ainda mais com a surpresa do Sputnik e depois que o voo de Yuri Gagarin o transformou no primeiro homem no espaço, na primavera de 1961.

Bem no começo, o cientista político John M. Logsdon, da Universidade George Washington, realizou um estudo sobre o processo de tomada de decisões que levou ao projeto Apolo. Logsdon concluiu que Apllo era "produto de um período específico na história", e um programa singular reagindo a uma ameaça percebida ao país. Ele não representava um forte comprometimento da sociedade à exploração espacial ilimitada.

Norman R. Augustine, executivo da indústria aeroespacial, reconheceu isso enquanto conduzia uma força-tarefa que contribuiu às propostas do primeiro presidente Bush. "O maior estímulo ao programa espacial costumava ser a competição com os soviéticos", afirmou Augustine na época. "Hoje, não existe uma competição clara, apenas os valores fundamentais de exploração que nos regem. Estes são menos tangíveis, mas nem por isso menos importantes".

Se algo é evidente e encorajador nas propostas do presidente Barack Obama, trata-se do reconhecimento da singularidade da Apolo.

Augustine também participou do comitê que aconselhou Obama, e sua ideia sobre a mudança de matriz política aparentemente foi sendo absorvida. "Tentamos reviver a Apolo por 40 anos, sem sucesso", disse Lori B. Garver, administrador adjunto da NASA, numa entrevista com editores e repórteres do New York Times. "Durante muito tempo, a NASA prometeu demais e entregou de menos, mas agora vamos agir de maneira diferente". Isso ainda terá de ser mostrado.

Comitês do congresso não começaram a examinar as propostas e os modestos aumentos de orçamento para a NASA. O plano da administração pode ser "audacioso e inovador", nas palavras de Garver, mas diversos aspectos provavelmente causarão controvérsia - ou ao menos pedirão um estudo mais detalhado.

Ao contrário do passado, o novo plano não coloca prazos, estimativas de custos ou destinos definitivos. Tampouco há retóricas extravagantes a respeito do conhecimento e da aventura.

A eloquência de Kennedy sobre navegar "esse novo oceano" funcionou, em primeiro lugar, porque a nação sentia a necessidade de demonstrar sua superioridade tecnológica na guerra e na paz. A falta de metas e alvos específicos traz o risco de fazer o programa sair de rota.

Como primeiro passo, a administração propôs cancelar o atual plano de regressar à Lua até 2020. O desenvolvimento do foguete e da cápsula tripulada para esses voos seria parado, embora parte da pesquisa pudesse ser utilizada em veículos posteriores.

Autoridades da NASA dizem que, dependendo do financiamento e progresso no desenvolvimento de novas tecnologias, projeções para a agenda dos próximos empreendimentos com astronautas poderiam ser feitas em cinco ou seis anos.

O primeiro objetivo ao longo desse "caminho flexível" e apenas recuperar a habilidade de voar além da baixa órbita, esquecida anos atrás com a aposentadoria do foguete lunar Saturn 5.

Eventualmente, quando os meios forem disponibilizados e o espírito nacional estiver disposto, a Lua, asteróides e Marte serão os destinos mais prováveis. Alguns elementos do novo plano podem ser populares. Uma promessa de alistar outros países como parceiros deve espalhar os custos. Essa prática, com a Estação Espacial Internacional, se mostrou encorajadora.

A proposta de terceirizar o desenvolvimento e a propriedade dos novos equipamentos de voo a empresas privadas deve ganhar apoio entre os conservadores. Isso também levanta questões.

Seria a NASA capaz de manter o controle sobre a qualidade e segurança dos novos veículos que irá, na realidade, aluga para as missões de astronautas? Será que o governo estaria transferindo a mãos privadas uma influência excessiva sobre a busca de metas nacionais no espaço? O programa espacial obteve alguns grandes sucessos desde o pouso lunar.

Nunca devem ser esquecidas as explorações robotizadas da família de planetas do Sol, e nem as vistas cósmicas capturadas por instrumentos como o Telescópio Espacial Hubble.

Mesmo com substitutos robotizados que podem ir mais longe e realizar descobertas a menor custo, o plano espacial de Obama, no mínimo, nos lembra que incêndios em curva ainda queimam, e podem iluminar o caminho a praias distantes.

Provavelmente, os humanos não descansarão até que eles mesmos estejam conduzindo, mais uma vez, suas próprias tecnologias.

Fonte: The New York Times via Yahoo! Notícias

Animais e plantas sobrevivem 18 meses no vácuo do espaço

Às vésperas de nos depararmos com outros planetas semelhantes à Terra, os cientistas continuam usando um conceito absolutamente impreciso.

"Vida como a conhecemos" é a expressão utilizada para se referir à possibilidade de encontrar vida em outros planetas.

O Expose-E expôs às condições do espaço 664 amostras biológicas e bioquímicas, durante 18 meses contínuos - Imagem: ESA/NASA

À parte o fato de conhecermos muito pouco sobre a vida em si, o problema maior é que a vida presente na Terra abrange um leque tão grande de possibilidades que está se tornando cada vez mais difícil estabelecer fronteiras que delimitem as condições ambientais necessárias para sustentar a variedade de organismo vivos conhecidos.

A mais recente demonstração disso veio do experimento Expose-E, feito pela Agência Espacial Europeia (ESA). Depois dele, talvez fosse melhor os cientistas passarem a usar o termo, bem mais razoável, "vida até onde a conhecemos."

Vida no espaço

O espaço sempre foi considerado um ambiente absolutamente hostil para os seres vivos. Para os seres humanos certamente o é.

No entanto, os pequenos organismos da experiência Expose-E, colocados na parte externa do laboratório europeu Columbus, na Estação Espacial Internacional, sobreviveram à radiação solar ultravioleta, aos raios cósmicos, ao vácuo e às variações extremas de temperatura durante 18 meses. Um certo tipo de liquen pareceu mesmo estar especialmente feliz no espaço exterior!

Na Terra, pode-se encontrar organismos vivos praticamente em qualquer lugar, desde as profundezas dos oceanos até o cume das montanhas mais altas, dos desertos extremamente secos às geleiras mais frias, das confortáveis zonas temperadas até o ambiente sem oxigênio e altamente corrosivo dos vulcões submarinos. Literalmente, há vida em toda parte - veja Bactérias vivem sem oxigênio e sem luz do Sol.

Análises recentes em amostras de meteoritos marcianos apontam indícios cada vez mais convincentes de que também terá existido vida no nosso planeta vizinho - veja Meteorito revela um dos segredos da vida. Mas Marte tem sua atmosfera, e gostamos de pensar que a vida - "até onde a conhecemos", pelo menos - só gosta de viver em planetas.

Mas o novo experimento da ESA demonstra que pode haver formas de vida que sobrevivam até mesmo às condições extremas do espaço, por mais inóspitas que elas sejam para um ser humano.

O experimento Expose-E foi instalado no lado de fora do laboratório Columbus, da Estação Espacial Internacional - Imagem: ESA/NASA

Astrobiologia

Verificar como é que os organismos terrestres se comportam, e se sobrevivem, às condições do espaço, sempre entusiasmou os cientistas - os animais precederam o homem no espaço, e continuam sendo enviados para lá para novas pesquisas.

O interesse é tamanho que hoje esses esforços têm seu próprio campo de pesquisa, chamado astrobiologia.

"O objetivo é compreender melhor a origem, a evolução e as adaptações da vida e poder acrescentar uma base experimental às recomendações para a proteção planetária", explica René Demets, biólogo da ESA.

A experiência mais recente estava a bordo do Expose-E, levado para a Estação Espacial Internacional (ISS), em Fevereiro de 2008, a bordo do ônibus espacial Atlantis, e trazido de volta pelo Discovery, em setembro de 2009.

No total, o experimento expôs às condições do espaço 664 amostras biológicas e bioquímicas, durante 18 meses contínuos.

Simulando a atmosfera de Marte

O Expose-E é uma caixa do tamanho de uma mala de viagem, dividida em dois níveis com três tabuleiros de experiências, cada um com quatro espaços quadrados. Dez dessas caixas carregavam diferentes amostras biológicas e bioquímicas, separadas em pequenos compartimentos.

Dois dos três tabuleiros foram expostos diretamente ao vácuo do espaço, enquanto o terceiro continha um gás no seu interior que simulava a fina atmosfera marciana, composta basicamente por dióxido de carbono.

A janela que protegia estas "amostras marcianas" também estava equipada com um filtro óptico que imitava o espectro da radiação do Sol na superfície de Marte.

A experiência estava dividida em dois níveis com amostras similares, de forma que o nível superior esteve exposto à luz solar e o inferior permaneceu à sombra.

Um outro conjunto de experiências, quase idêntico, o Expose-R, ficou dentro da ISS, instalado no segmento russo da Estação, para funcionar como referência.

O liquen Xanthoria elegans pouco se importou com as condições inóspitas do espaço, sobrevivendo durante 18 meses - Imagem: Wikipedia

Liquens espaciais

As amostras no interior do Expose-E foram selecionadas por oito equipes científicas internacionais, num projeto coordenado pela Agência Espacial Alemã, a DLR.

Agora, as equipes de cientistas que prepararam as amostras começaram a publicar alguns resultados preliminares dos experimentos.

"Estes liquens de Xanthoria elegans voaram a bordo de Expose-E e são os melhores sobreviventes que conhecemos", explica Demets. Os liquens são organismos macroscópicos formados pela simbiose entre um fungo e um organismo fotossintético, em geral uma alga ou uma cianobactéria.

"Os liquens costumam ser encontrados nos lugares mais extremos da Terra. Quando são colocados num ambiente que não lhes agrada, passam para um estado latente e esperam que as condições melhorem. Devolvidos a um ambiente próprio e com um pouco de água, retornam à vida anterior," explica Demets.

Animais que sobrevivem no espaço

O fator crítico para a "vida como a conhecemos" no espaço é a água: ela vaporiza-se quase instantaneamente no vazio espacial.

Os tardígrados, ou ursos d'água, podem sobreviver sem água por 10 anos e suportar temperaturas entre -272 e +150 graus Celsius - Imagem: Willow Gabriel/Bob Goldstein

Só os organismos anidrobióticos, que são secos e capazes de aguentar longos períodos em condições de secura extrema, conseguem sobreviver ao espaço.

Além dos liquens, alguns outros animais e plantas também suportaram o vazio espacial: os ursos d'água ou Tardígrados, as artêmias e as larvas do díptero africano Polypedilum vanderplank são os únicos animais conhecidos capazes de sobreviver ao vazio espacial.

Algumas sementes de plantas também são suficientemente secas para sobreviver a estas condições extremas.

Mutações espaciais

Outros riscos envolvidos na exposição ao espaço são os ciclos de temperaturas extremas e a radiação.

"A radiação é um grande perigo para a vida no espaço", comenta Demets. "Os raios cósmicos são muito energéticos e ionizantes. No entanto, o mais prejudicial é a radiação ultravioleta que recebemos do Sol. Aqui na Terra, a radiação UV-C é usada em aplicações em que é necessário matar bactérias, como a esterilização de instrumentos cirúrgicos."

A longo prazo, os efeitos das partículas de alta energia, dos raios X e da radiação gama são mais importantes, já que destroem o DNA e provocam mutações genéticas.

René Demets, que também participou de um experimento anterior de menor duração, o Biopan, que confirmou a capacidade dos ursos d'água sobreviverem ao espaço - Imagem: ESA/René Demets

Panspermia

O fato de os organismos vivos sobreviverem às condições hostis do espaço parece apoiar a teoria da panspermia, que defende que formas de vida disseminam-se de um planeta para outro, ou até mesmo entre sistemas solares.

"As pontas soltas desta teoria estão agora na chegada ao planeta, porque nenhuma forma de vida pode sobreviver a uma reentrada numa atmosfera", explica Demets.

Será mesmo? Antes deste experimento não seria fácil encontrar cientistas que defendessem a sobrevivência desses seres que participaram do Expose-E.

"No entanto, é possível que as condições sejam mais favoráveis no interior de um meteorito. Por este motivo, estamos considerando a possibilidade de realizar uma experiência astrobiológica durante o regresso à Terra," conclui Demets.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Foguete é lançado com êxito da Barreira do Inferno

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, CLBI, unidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, localizado no município de Parnamirim, a 12km de Natal, capital do Rio Grande do Norte, lançou com êxito, pontualmente às 15h30, da tarde de quinta-feira (25), um foguete de treinamento básico como resultado da Operação Barreira I. A operação tem como objetivo exercitar a estrutura de coordenação e com isso testar os sistemas de comunicação, integração e montagem, em estudos realizados pelo centro.

O foguete, que atingiu uma velocidade 400 m/s, caiu a 16 km da costa, ultrapassou 1 km do percurso planejado. De acordo com o Coronel Medeiros, um dos responsáveis pelo lançamento, isso está dentro da margem estipulada pela equipe e dentro da normalidade, o que caracteriza o lançamento como um sucesso.

O CLBI participou, em 2009, de quatro lançamentos deste tipo, 02 em São Luiz do Maranhão e 02 em Natal, e todos alcançaram o resultado esperado: o de garantir a qualificação técnica dos recursos humanos e a manutenção dos meios operacionais necessários às atividades do Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE.


Fonte: DN Online - Fotos: Ana Amaral/DN/D.A.Press