sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Aeroporto Internacional de Cargas de Maringá (PR) fecha ano com 350 toneladas de produtos importados

Embora o balancete final não tenha sido fechado, as operações já aparecem no saldo da balança comercial de Maringá

De 11 de agosto até 7 de dezembro, o Aeroporto Internacional de Cargas de Maringá recebeu dez voos vindos de Miami, nos Estados Unidos, com produtos importados, na maioria eletrônicos. Isso representou uma média de uma aterrissagem a cada 12 dias, movimentação acima da expectativa de voos quinzenais. Segundo Marcos Capelazi, superintendente do Porto Seco de Maringá, 350 toneladas de equipamentos foram descarregadas na cidade. As atividades devem recomeçar com força o ano novo. A ampliação do pátio de cargas teve a licitação concluída e está na mesa do governador Roberto Requião aguardando homologação.

Os produtos são comprados por importadores de vários estados, mas ainda não foi fechado o balancete financeiro recebido durante o período. Mesmo assim, dados da Secretária de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, mostram um aumento nas importações de equipamentos eletrônicos em Maringá. A compra de discos rígidos subiu 18%, passando de US$ 6,965 milhões em 2008, para US$ 8,223 em 2009, representando 4,77% do dinheiro enviado para fora. Placas de memória para processamento de dados tiveram aumento de 19% de um ano para outro. Passaram de US$ 1,110 milhão para US$ 1,312 milhão.

Outros produtos da mesma linha não apareciam na lista de compras que chegavam a Maringá em 2008, mas neste ano aparecem com expressividade. Cartuchos de tinta, por exemplo, foram comprados na quantia de US$ 2,559 milhões, o que representou quase 1,5% do total importado na cidade. Outro US$ 1,564 milhão foi gasto em roteadores digitais.

Ampliação do pátio

Segundo Capelazi, as atividades recomeçam já nas primeiras semanas do ano com a expectativa de diminuir a periodicidade para semanal e depois para duas vezes por semana. O processo de licitação foi concluído e a empresa vencedora receberá R$ 2,9 milhões pela obra – R$ 800 mil a menos do que o edital previa pagar. Parte do valor será pago em contrapartida pela prefeitura – R$ 1,2 milhão, mas essa quantia já é menor do que a administração arrecadou em ICMS apenas com as cinco primeiras operações de carga no Silvio Name Junior.

O pátio de manobras tem atualmente 24 mil metros quadrados e a ampliação será no terreno adjunto a ele, totalizando 34 mil metros. “Parece muito, mas hoje estamos limitados. Com a ampliação poderemos receber aviões maiores e mais pesados”, disse Marcos Valêncio, superintendente do Aeroporto Regional Silvio Name Junior. Ele explicou que o piso atual permite operações até com o Boing 767/200, carregado com 40 toneladas. Imediatamente ao término da obra, a pista comportará até o Boing 767/300, carregado com até 57 toneladas. Nenhuma parte será coberta.

Aeroporto Internacional de Cargas

A administração trabalha com a previsão de que, até fevereiro próximo, o transporte de cargas passe a movimentar R$ 90 milhões por mês no aeroporto da cidade. O terminal de Maringá estava habilitado desde 2007 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o tráfego aéreo internacional de cargas.

Para ser elevado à categoria internacional o aeroporto passou por uma série de adequações, entre elas a construção de um Terminal de Cargas com toda a infraestrutura necessária para abrigar os órgãos federais e receber e enviar mercadorias.

Essa foi apenas uma das conquistas do setor aéreo na cidade em 2009. Depois da crise enfrentada em 2007, o fluxo de passageiros no Aeroporto Silvio Name Junior mais que dobrou entre outubro de 2008 e outubro deste ano. O número de embarques e desembarques subiu de 17.052 para 37.684 - um aumento de 120%. o crescimento se deve principalmente à chegada de novas companhias – três no total

Fonte: Hélio Strassacapa (JM Online) - Foto: portal.rpc.com.br

Publicada consulta pública para construção do trem-bala no Brasil

Obra fica fora da estrutura para a Copa

A consulta pública ao edital para construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) que o Brasil pretende construir entre o Rio de Janeiro e São Paulo foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

A minuta das condições da licitação prevê um prazo de cinco anos para que a empresa responsável pelo projeto de R$ 34,6 bilhões conclua as obras.

Como a previsão do anúncio da vencedora da licitação será em maio, a concessionária poderá concluir as obras em maio de 2015, praticamente um ano depois do Mundial.

O trem, o primeiro desse tipo em toda América Latina, era considerado como uma infraestrutura vital para facilitar o transporte durante o Mundial.

A linha terá uma extensão de 510,8 quilômetros, que serão percorridos por um trem com capacidade para alcançar uma velocidade máxima de 350 km/h.

A obra despertou interesse de empresas do Japão, Coreia do Sul, China, França, Áustria, Espanha e Alemanha, dispostas a construir o trem e operá-lo por um período de 40 anos.

O vencedor da licitação será a empresa que oferecer o menor preço do bilhete e máxima transferência de tecnologia.

Segundo o projeto da licitação, a linha ferroviária terá duas estações na cidade do Rio de Janeiro (no centro e no aeroporto Santos Dumont) e outras duas em São Paulo (no centro e no aeroporto Guarulhos).

Uma novidade da minuta da licitação foi a redução do preço máximo da passagem de R$ 0,60 para R$ 0,50 por quilômetro para permitir que o trem tenha melhores condições para competir com a ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Dessa forma, a atual viagem entre as duas cidades poderá ser realizada em uma hora e 37 minutos por um custo de R$ 200.

Fonte: EFE via G1 - Foto (ilustrativa): ipcdigital.com.br

Fiscalização Financeira detecta problemas em obras no Aeroporto de Guarulhos

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle aprovou na quarta-feira (16) relatório sobre a execução orçamentária e financeira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que constata, entre os principais problemas, atraso nas obras, superfaturamento e dificuldades na desapropriação de terras. O texto foi preparado pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), relator da subcomissão de acompanhamento das obras do PAC.

Ao longo do ano, os parlamentares fizeram diligências em obras nas refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná; no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro; em estradas de Minas Gerais; no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo; e nas obras de transposição do rio São Francisco.

Em um dos contratos de ampliação do aeroporto internacional de Guarulhos, por exemplo, foi detectado superfaturamento de R$ 62 milhões. Entre as recomendações apresentadas, Duarte Nogueira pede que a Comissão de Fiscalização e Controle tenha pleno acesso ao Sistema de Informações das Empresas Estatais (Siest). A intenção é dar ao Parlamento o acompanhamento em tempo real das obras do PAC.

O relatório da subcomissão de acompanhamento das obras do PAC também será encaminhado à Comissão Mista de Orçamento, como subsídio para a inclusão ou não das obras com indícios de irregularidades na próxima lei orçamentária.

Fonte: Agência Câmara via 24 Horas News - Foto: AIRFLN

Ampliação do aeroporto Afonso Pena (PR) é discutida com ministro do Planejamento

O vice-governador do Paraná Orlando Pessuti e o ministro do Planejamento Paulo Bernardo discutiram, nesta sexta-feira (18) em Curitiba, a ampliação no aeroporto internacional Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Participaram do encontro presidentes de federações, que representam as atividades produtivas do Estado. “Reunimos as principais entidades do nosso Estado, na luta para prepararmos o Afonso Pena para a Copa de 2014 e para transformá-lo em aeroporto exportador e importador de cargas, visando atender à demanda da indústria e do comércio paranaense, da Região Sul e do Mercosul”, afirmou Pessuti.

“Vamos fazer a terceira pista do Afonso Pena, mas precisamos cumprir todos os passos necessários, como concluir a desapropriação do entorno do aeroporto e conseguir a licença ambiental”, disse o ministro Paulo Bernardo. O processo de desapropriação já foi iniciado e está 80% concluído, mas necessita de novo decreto estadual. Foi agendada a próxima reunião para janeiro, no Afonso Pena, que deverá contar com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), Murilo Marques Barboza.

Bernardo disse que a Infraero fará o projeto da ampliação. “Vamos colocar os recursos necessários. Não devemos criar a expectativa que, em julho do ano que vem, teremos uma nova pista. Estes passos necessários são demorados, como, por exemplo, a licença ambiental”, explicou. Ainda de acordo com o ministro, os investimentos nos aeroportos são necessários devido ao constante crescimento do número de usuários. “O tráfego de passageiros neste ano, em que o crescimento econômico foi fraco, aumentou 8%. No ano que vem, quando teremos crescimento de 5%, o número de passageiros vai crescer cerca de 20%”, projetou.

ENTIDADES

Valmor Weiss, diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar) e coordenador do Grupo de Trabalho do Aeroporto Afonso Pena, ficou satisfeito com o resultado da reunião. “Tivemos o comprometimento do vice-governador e do ministro com relação à importância da nova pista”, disse. De acordo com Weiss, outro fato importante foi o de reunir todos os líderes das entidades produtivas, o que demonstra a necessidade desse trabalho, que já se estende por aproximadamente 20 anos.

Participaram da reunião mais de 40 pessoas, entre elas o secretário de Turismo, Celso Caron; o presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio), Darci Piana; o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures; a presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Avani Slomp; o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Ardisson Akel; do presidente da Associação das Empresas da Cidade Industrial de Curitiba, Celso Gusso; o prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues; dos vereadores de Curitiba Pedro Paulo e Mário Celso.

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná

EUA atacam pela terceira vez em dois dias um reduto talibã no Paquistão

Os Estados Unidos atacaram com mísseis nesta sexta-feira, pela terceira vez em dois dias, o distrito tribal de Waziristão do Norte, reduto dos talibãs aliados da Al-Qaeda na fronteira com o Afeganistão, segundo responsáveis paquistaneses.

"Um avião sem piloto (drone) bombardeou Datakhel, uma aldeia situada a 30km a oeste de Miranshah, principal cidade do distrito", acrescentaram estes responsáveis.

Quinta-feira, um avião sem piloto atacou esta zona duas vezes, matando 14 rebeldes e destruindo seus esconderijos, segundo responsáveis de segurança.

"Um avião sem piloto americano disparou três mísseis, mas ainda não se sabe qual era o alvo. No entanto há notícias de vítimas", afirmou um destes responsáveis em Peshawar.

Dois responsáveis dos serviços de inteligência que pediram o anonimato confirmaram o bombardeiro.

Fonte: AFP

SATA Air Açores assina contrato com a AEG Aviation Services

Contrato visa a prestação de serviços de assistência em terra para voos com passageiros, bem como, para escalas técnicas de reabastecimento

A Direcção Geral de Handling da SATA Air Açores assinou recentemente contrato com a AEG Aviation Services, para prestação de serviços de Assistência em Terra, no aeroporto de Santa Maria, reforçando, assim, a importância desta ilha em escalas técnicas de voos internacionais.

A AEG Aviation Services pertence ao grupo Associated Energy Group, Inc. e tem sede em Houston, Texas, Estados Unidos da América. A actividade principal da AEG Aviation Services reside na disponibilização de serviços de aviação a várias companhias aéreas suas clientes em todo o mundo. Nestes serviços destacam-se os processos de autorizações de voos, acordos para prestação de serviço de assistência em terra, acordos para reabastecimento e todos os procedimentos relativos a voos VIP através de uma rede de agentes disponível 24 horas por dia e em todo o mundo.

Ao recorrerem aos serviços da AEG, as companhias aéreas libertam-se de toda a parte burocrática e administrativa, ao mesmo tempo que têm garantidos um conjunto de serviços para os quais, isoladamente, seria difícil terem acesso.

A assinatura deste contrato visa a prestação de serviços de assistência em terra para voos com passageiros, bem como, para escalas técnicas de reabastecimento. A escolha recaiu no Handling da SATA Air Açores tendo em conta o seu historial, qualidade de serviço e localização geográfica e o facto de ser uma actividade certificada pela norma ISO 9001:2008.

Fonte: Azores Digital

Airbus: Cenipa pede norma e Anac ignora

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contrariou recomendação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e deixou de emitir norma obrigando os operadores de Airbus no País a substituírem os sensores de velocidade (tubos pitot) de seus aviões. A agência argumenta que a autoridade de aviação europeia (Easa, na sigla em inglês) já divulgou a diretriz e, portanto, uma norma com o mesmo teor seria inócua.

Militares do Cenipa, no entanto, consideram-na importante na legislação aeronáutica brasileira.

A Recomendação de Segurança Operacional (RSO) endereçada à Anac foi emitida em 13 de agosto deste ano. O texto chama a atenção para os "recorrentes" casos de "discrepâncias na indicação de velocidade nos modelos de aeronaves Airbus A330 e A340, enquanto voando em altitudes elevadas e dentro de condições meteorológicas adversas severas". E adverte que as investigações demonstraram que "aeronaves A330 e A340, equipadas com tubos de pitot da marca Thales Avionics aparentaram estar mais susceptíveis a apresentar problemas na indicação de velocidade do que os modelos de tubo da marca Goodrich".

O Cenipa explicava que, embora melhores, os novos sensores desenvolvidos pela Thales não apresentavam a "robustez" necessária para suportar a formação de gelo em grandes altitudes como o tubo de pitot da fabricante americana Goodrich. Por fim, a RSO sugeria à Anac que analisasse a conveniência de editar uma Diretriz de Aeronavegabilidade, ordenando substituição das sondas Thales por Goodrich.

A Anac argumenta que a TAM, única empresa regular do País a operar modelos da família Airbus, já efetuou, por conta própria, a substituição das sondas na frota de A330 e A340. Salienta ainda que, por se tratar de uma aeronave fabricada na França, ela deve estar adequada à legislação europeia - ou seja, tem de obedecer às normas da Easa.

Fonte: Agência Estado via iG

Novo procedimento amplia número de voos no Aeroporto de Ilhéus (BA)

A partir desta sexta-feira (18), o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, passa a operar com novo procedimento para pousos e decolagens, atendendo a orientação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA) do Ministério da Aeronáutica. Na prática, o DCEA criou para Ilhéus um procedimento para pouso visual único em aeroportos de todo mundo, segundo o superintendente da Infraero, João Bosco Bezerra.

A partir de voos experimentais noturnos feitos por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e manobras em simuladores, foi criado um "ponto de referência" no espaço aéreo que determina, com segurança, a autorização para pouso, quando, a cerca de 360 metros de altitude, o piloto da aeronave tiver a completa visão da pista de pouso. Quando isso não ocorrer, o piloto vai arremeter. "Os testes mostraram resultados excelentes. O sistema funciona perfeitamente", assegurou João Bezerra.

A medida, segundo Bezerra, não acaba com algumas restrições impostas ao Aeroporto Jorge Amado, mas o coloca em condições satisfatórias de conforto e segurança para operar nos próximos anos com aeronaves de pequeno e médio portes. Uma Carta de Aeronavegabilidade atualizada já foi entregue às empresas aéreas, informando sobre as principais mudanças.

João Bosco Bezerra confirmou a notícia dada pelo governador Jaques Wagner, durante visita ao Sul da Bahia, de que empresas aéreas que operam em Ilhéus já teriam solicitado "slots" (janelas para abertura de novos voos comerciais) e, com isso, novos voos deverão ser anunciados nas próximas semanas.

O primeiro voo inédito será operado pela empresa Gol e já tem dia e hora marcados. Será neste sábado (19), com chegada prevista para as 5h50 e decolagem às 6h50. Inicialmente, o voo acontecerá aos sábados e domingos, saindo de São Paulo, com conexão em Ilhéus e Salvador, retornando logo depois para a capital paulista. Este novo procedimento representa a retomada operacional do Aeroporto Jorge Amado, que há mais de um ano teve reduzidos voos, passageiros e movimentação de cargas em função de restrições impostas pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), que reivindicava mais segurança no aeroporto, um dos mais importantes da Bahia.

Fonte: Jornal da Mídia

O setor aéreo na economia brasileira

Pesquisa realizada pelo Núcleo de Economia do Turismo do Centro de Excelência em Turismo (NET/CET), da Universidade de Brasília, concluiu que o transporte aéreo foi um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira no período de 1999 a 2008. O setor de transporte aéreo registrou crescimento trimestral médio de 2,5%, calculado sobre o número de passageiros transportados por quilômetro. Valor pouco inferior à média de 3,3% de crescimento econômico nacional, verificado pelo IBGE para o mesmo período.

O setor aéreo participa com 12% do turismo no Brasil e com 6% das chamadas atividades características do turismo, ou seja, as atividades de transporte, alimentação, hospedagem, cultura e lazer que atendem turistas, mas também a residentes.

O estudo divulgado agora foi encomendado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) para avaliar a importância econômica e perspectivas ante a abertura do setor às empresas estrangeiras. O resultado revela que o setor teve um bom desempenho econômico no período.

A pesquisa estimou a importância econômica do setor aéreo brasileiro em três aspectos. O primeiro foi trabalhado com uma matriz de insumo-produto e uma matriz de contabilidade social. Ambas calcularam o PIB do setor aéreo, assim como a sua contribuição econômica ao país em todas as suas variáveis, direta ou indiretamente, como produção, renda e emprego.

No segundo aspecto, os pesquisadores estimaram a participação do setor aéreo na cadeia produtiva do turismo e analisaram seu potencial gerador de emprego e renda, comparando-o com os outros setores constituintes do turismo.

No aspecto demanda de transporte aéreo, foram destacados os determinantes e a evolução do setor ao longo dos últimos anos, calculando a sensibilidade desta demanda a preços, renda e taxa de câmbio.

A constatação de que o setor aéreo respondeu por 0,34% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 11,84% do PIB do setor de turismo, coloca o transporte aéreo numa posição privilegiada. Ocupa a 16ª posição no quesito geração de empregos indiretos entre 79 setores econômicos que mais estimulam a economia por meio da demanda de insumos. Ocupa ainda uma posição de destaque, entre os 79 setores da economia, no que se refere aos multiplicadores de produção direta e indireta (8º lugar) e induzida (9º lugar), próximo de setores como os de alimentos e bebidas e automobilístico que são conhecidos como muito geradores de produção.Tem destaque também na geração de renda indireta, onde o setor ocupa a 10ª posição. Para efeito de comparação, o setor automobilístico, a esse respeito ocupa a 3ª posição.

De acordo com a pesquisa, o setor aéreo contribuiu com 1,5% do consumo total dos brasileiros e com 3,23% do consumo dos brasileiros de renda mais alta. Os pesquisadores constataram também que mudanças na taxa de desemprego impactam intensamente sobre a demanda por transporte aéreo. Segundo eles, um aumento de 1% naquela variável provoca uma queda de 1,5% na demanda por transporte aéreo doméstico.

Ainda de acordo com os pesquisadores, a taxa de desemprego, que reflete o nível de atividade econômica interna do país, e a taxa de câmbio entre o real e o dólar, que reflete o custo de oportunidade de uma viagem doméstica em relação a uma viagem para o exterior, são as variáveis econômicas mais importantes para explicar a demanda doméstica por transporte aéreo. Outras variáveis econômicas, como a taxa real de juros e imposto de renda sobre pessoa física como proporção do PIB, também foram consideradas na estimação da demanda por transporte aéreo.

A conclusão é que o setor aéreo tende a ser um bom estimulador da produção da economia como um todo, assim como gerador de renda e emprego. Isso porque, de acordo com os pesquisadores, ao aumentar sua própria produção, ele amplia os empregos gerados no setor, assim como a renda. São os efeitos diretos. Mas ao demandar insumos para satisfazer a esse aumento de produção, o setor aéreo estimula também a produção de outros setores, assim como a geração de emprego e renda neles. Esses são os efeitos indiretos. Essa nova renda, gerada pelos efeitos diretos e indiretos, vai ser transformada em demanda e gastos a serem realizados em outros setores e também nestes a produção, o emprego e a renda aumentam. Estes são os efeitos induzidos.

Verifica-se, assim, que o impacto total de um aumento da demanda e da produção de serviço de transporte aéreo é muito maior do que o que parece à primeira vista, pois o desenvolvimento do setor beneficia não apenas os consumidores finais, mas outros setores da economia.

O setor aéreo é o primeiro colocado no turismo na geração de empregos indiretos. Para cada aumento de produção de R$1 milhão o setor gera sete empregos diretos e 17 indiretos em setores dos quais demanda insumos e 55,86 empregos na economia como um todo. O setor de atividades auxiliares do setor aéreo gera 94,67 empregos no total da economia, sendo 36,6 nele próprio, 10,92 nos setores dos quais demanda insumos e 47,16 no restante da economia.

Atividades características do Turismo - % do Total

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Clique aqui e veja a pesquisa na íntegra (em .doc)

Fonte: Inês Ulhôa (CET - Centro de Excelência em Turismo / UNB)

Definida a empresa que irá operar voo por instrumento no Aeroporto Moussa Tobias (SP)

Betel Serviços Auxiliares de Transportes Aéreos foi a única interessada; expectativa é que liberação seja em março

Como o BOM DIA mostrou no último dia 11, nesta sexta foi escolhida a empresa que irá operar o voo por instrumentos no aeroporto Moussa Tobias.

Apenas uma empresa participou do pregão presencial. A Betel Serviços Auxiliares de Transportes Aéreos Ltda- ME. O Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) não divulgou o valor do lance, justificando que o processo está em fase de homologação, prevendo-se a assinatura do contrato até 30 de dezembro.

A Betel já opera os equipamentos de voo por instrumentos nos aeroportos de Rio Preto, Jundiaí e Bragança Paulista.

O contrato é de 15 meses e, segundo a assessoria de imprensa do Daesp, prevê a efetivação de sete pessoas, sendo um supervisor e dois operadores por turno de seis horas. Os operadores exercem a função de fazer planos de voos com os pilotos, monitorar as informações de movimentações da pista e informações metereológicas e aeronáuticas.

O Daesp novamente não divulgou prazos para a homologação final do voo por instrumentos.

Sobre a licença para funcionamento do rádio farol (NDB) e frequência do rádio VHF, que são liberados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Daesp afirma que encaminhou na quinta-feira esclarecimentos complementares solicitados pela Anatel e aguarda retorno.

Sobre os demais procedimentos que o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) ainda precisa fazer, o Daesp afirma que após a efetivação do quadro de operadores e a homologação da freqüência de operação, o Daesp solicitará ao Decea a necessária inspeção para homologação do sistema.

O vereador Fernando Mantovani (PSDB) acompanhou nesta sexta em São Paulo o pregão presencial e diz que espera que a homologação agora caminhe rapidamente. “Estou mantendo contatos com a Anatel e Aeronáutica sobre os processos e a expectativa é que o voo por instrumentos esteja liberado em março”, afirma.

Fonte: Reinaldo Chaves (Agência BOM DIA) - Foto: Daesp

Angola prepara aeroportos para CAN 2010

O ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás, anunciou quinta-feira a reinauguração este mês de dois aeroportos em reabilitação em Benguela (litoral-centro), uma das quatro províncias sede do Campeonato Africano das Nações (CAN) que o país vai acolher em Janeiro próximo.

Augusto Tomás, que falava à imprensa por ocasião duma visita a Benguela, garantiu estarem criadas as condições materiais e humanas para que os aeroportos 17 de Setembro e da Catumbela prestem serviço de qualidade por ocasião do CAN.

O aeroporto da Catumbela, construído na década 80, deverá ser requalificado para nível internacional depois de beneficiar actualmente duma nova aerogare, de duas pistas reabilitadas, duma sala de embarque ampliada e reequipada e dum parque de estacionamento para mais de 100 viaturas ligeiras e 20 autocarros.

Do aeroporto da Catumbela às cidades do Lobito e Benguela, numa distância de 15 quilómetros, os automobilistas gastam pouco menos de 20 minutos de estrada com quatro faixas de rodagem em boas condições.

O aeroporto da Catumbela dista a menos de oito quilómetros do Estádio Nacional de Ombaka, que albergará os jogos do grupo C do CAN 2010, que integra a Nigéria, o Egipto, o Benin e Moçambique.

Fonte: Panapress

MAIS

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Infraero prevê crescimento de 10% na movimentação de passageiros nos aeroportos durante a alta tempo

Os principais aeroportos da Infraero devem registrar um crescimento de 10% na movimentação de passageiros entre os dias 15/12/09 e 15/01/10, quando ocorre o pico da alta temporada, estimulado pelas férias e festas de fim de ano. A projeção é da área de Operações da Infraero que aponta ainda, para o mês de dezembro, um aumento de 9% na movimentação de passageiros, de acordo com análise dos últimos cinco anos.

A circulação de passageiros, no entanto, já tem sido monitorada pela Infraero desde novembro com o objetivo de realizar ajustes finais nesta véspera de fim de ano e garantir conforto e tranquilidade em todos os terminais de passageiros. Os 67 aeroportos vão contar com o reforço de pessoal, que será viabilizado pelo remanejamento de férias e folgas dos empregados, além da contratação de mão de obra temporária, no caso dos motoristas dos ônibus de transporte de passageiros e do pessoal destinado aos cuidados com a limpeza de áreas públicas, como saguões, sanitários e salas de embarque e desembarque.

Também estarão em funcionamento novos equipamentos de raio-X e nova frota de ônibus, ao todo 130, comprados este ano para reforçar o transporte de passageiros entre as salas de embarque/desembarque até o pátio. O destaque na área de Operações vai para a integração com o CGNA (Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea), que em casos de congestionamento vai orientar o fluxo de aeronaves nos aeroportos, em conjunto com Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

A “sala de situação”, que funciona 24 horas e coordena as informações de todos os aeroportos do Brasil, terá reforço de pessoal nesta alta temporada. Com sede em Brasília, a sala auxilia os gestores a avaliarem com agilidade as situações para a tomada de decisões.

Fonte: Aviação Brasil

Helicóptero de canal de televisão cai perto de Montreal sem causar mortes

Um helicóptero de uma rede de televisão canadense caiu no começo da manhã de quarta-feira (16) perto de uma das estradas que levam a Montreal deixando dois ocupantes feridos.

Segundo fontes policiais, o helicóptero Robinson R44 Raven II, prefixo C-GDSF, da rede de televisão "TVA" de Montreal (Groupe TVA Inc.) sobrevoava a zona sul da cidade quando começou a ter problemas e tentou realizar uma aterrissagem de emergência, mas caiu.

O helicóptero é utilizado pela "TVA" para informar sobre a situação do trânsito em Montreal.

A televisão canadense "CTV" disse que, após o impacto do helicóptero contra o solo, o piloto conseguiu sair do aparelho andando, mas o repórter que o acompanhava, Rejean Leveille, ficou preso por quase uma hora no aparelho, enquanto as equipes de emergência tentavam resgatá-lo.

Levielle foi transferido para um hospital de Montreal e não se sabe a gravidade de suas lesões.

Imagens transmitidas pela televisão canadense mostram o helicóptero perto de uma estrada, gravemente danificado pelo impacto.

Fonte: EFE via iG - Foto: Paul Chiasson (Canadian Press)

Círculos idênticos aparecem em plantações de SC

Crop circles (agroglifos) aparecem em Santa Catarina

Marcas circulares que apareceram em lavouras de Santa Catarina nos dias 09 e 12 deste mês chamaram a atenção de curiosos e de ufólogos na cidade de Ipuaçu, a 511 km ao oeste de Florianópolis.

Com 19 metros de diâmetro, dois círculos idênticos formados por culturas deixadas foram encontrados em lavouras de trigo e triticale (cereal da hibridação de trigo e centeio) em duas propriedades agrícolas numa pequena comunidade rural de Toldo Velho (SC), na última quarta-feira e neste sábado.

Boatos de que objetos voadores não identificados (OVNIs) teriam passado pela cidade já correram a região. O suposto fenômeno se transformou no principal ponto turístico de Ipuaçu. Segundo informações da Polícia Militar, cerca de dois mil visitantes estiveram no local apenas nas primeiras 48 horas.

O agricultor Rovilho Biazzotto, 69 anos, dono de uma das propriedades onde as marcas apareceram, disse ter visto as manchas na tarde de domingo e pensado se tratar de uma brincadeira de crianças.

Depois percebeu que os círculos teriam formas bem definidas. “Acho que um homem não conseguiria fazer um trabalho desses”, afirmou. “Nunca vi isso antes. Derrubou todas as plantas e atingiu cerca de 300 metros quadrados”.

O radialista Ivo Luís, da Rede Princesa, esteve no local e destacou que o que mais chama a atenção é que os dois círculos estão localizados a cerca de 25 metros do asfalto. “Não existem marcas ou qualquer rastro de pneu até o local onde estão as formas”, afirmou.

“Os círculos eram delimitados por uma faixa com plantas de pé, sem sinais de qualquer amassamento, seguidas por outra faixa de plantas amassadas, derrubadas de maneira uniforme e em sentido horário”, completou.

Até crianças de uma escola de Ipuaçu foram levadas ao local para ver as circunferências. Na tarde desta terça-feira, um ufólogo de Curitiba (PR) estará no local para avaliar o que pode ter ocorrido nas lavouras.

As estranhas marcas geométricas em plantações, também chamadas de agroglifos, ou “crop-circles” ou ainda “círculos ingleses”, foram registradas em áreas rurais da Inglaterra na década de 1980 e também em campos de trigo da Argentina.

Fontes: Fabrício Escandiuzzi (Terra) / Área 51 (iG) - Fotos: Ivo Hugo

Reforços não deverão evitar aeroportos lotados

VOO NO FIM DE ANO

Mesmo com esquemas especiais, a Infraestrutura do sistema aeroportuário segue sendo o gargalo


Na véspera do Natal e do Ano-Novo, as companhias aéreas prepararam esquemas especiais para atender o aumento da demanda e evitar transtornos. Embora não haja previsão de caos, especialistas alertam para que os passageiros cheguem com antecedência maior do que a habitual. O motivo: os aeroportos devem estar lotados, preveem.

Mesmo com incremento de 20% na comparação com o ano passado, a oferta das empresas não consegue suprir toda a procura por passagens aéreas nesse período. A retomada econômica e as políticas adotadas pelas empresas de promoções diferenciadas e financiamentos em parceria com bancos são alguns dos fatores que estão levando os brasileiros a voar mais, segundo o consultor André Castellini, sócio da Bain & Company.

– A demanda está bastante aquecida, principalmente nas semanas que antecedem o Natal e o Ano-Novo. As pessoas vão encontrar filas, e o sistema estará operando no seu limite – destaca.

Na contramão do crescimento da demanda e da oferta, o sistema aeroportuário não acompanha o ritmo e segue sendo o gargalo das operações. Para o período entre a última terça-feira até 15 de janeiro, a previsão é de um crescimento de 10% na movimentação de passageiros, conforme a Infraero. No aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, as companhias colocaram à disposição 35 voos nacionais adicionais de partidas e 26 de chegadas, totalizando 61 voos a mais.

– Neste final de ano, a demanda aumentou 30% em relação ao fim de ano passado e o grande problema continua sendo os aeroportos. Então, a dica é chegar antes e ter paciência – diz Carmem Marun, diretora da Associação Brasileira de Agência de Viagens (Abav).

Fonte: Alice Rodrigues (Zero Hora) - Foto: Folha Imagem

MAIS

Clique aqui e leia: Atuação conjunta (em .pdf)

Aeroporto de São Pedro, em Cabo Verde, passa a categoria internacional

A Agência de Aviação Civil certificou o aeroporto de São Pedro, na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, na categoria de aeroporto internacional, facto que deixa radiante o presidente do Conselho de Administração da ASA - empresa de Aeroportos e Segurança Aérea, Mário Paixão.

Conforme refere Mário Paixão, a certificação do Aeroporto Internacional de São Vicente, permitindo a operacionalidade de voos internacionais, "é o culminar de um desafio", que envolveu várias instituições nacionais e estrangeiras ligadas ao sector da aviação civil.

"Este certificado tem um sabor especial. É o resultado de muito trabalho de equipa e empenho de muita gente. Uma prenda para Cabo Verde, São Vicente e a ASA", diz, numa alusão à época festiva de Natal.

O voo inaugural será realizado no dia 22 do corrente mês, com a chegada do Boeing dos TACV, proveniente da Praia, fazendo depois ligação entre São Vicente/Fortaleza, transportando passageiros e carga.

Entretanto Mário Paixão assegura que a partir deste momento o aeroporto poderá receber aviões provenientes do estrangeiro, prevendo-se para hoje e amanhã a chegada de um voo cargueiro 737.

Assim Cabo Verde passa a contar com quatro aeroportos internacionais, respectivamente nas ilhas do Sal, Santiago, Boa Vista e São Vicente.

Fonte: OJE/Inforpress

Nota do Autor:

Agradeço ao leitor que corrigiu a informação postada anteriormente sobre a localização correta do Aeroporto de São Pedro.

Portugal: Apresentado Plano de Markting do “Aeroporto do Alentejo”

A ANA (Aeroportos de Portugal S.A.) quer chamar ao Aeroporto de Beja "Aeroporto do Alentejo" e não se compromete com uma data para a entrada em funcionamento da infra-estrutura. Dado adquirido é que não vão existir voos nocturnos e a manutenção de aeronaves vai ser o sector mais importante no arranque do projecto.

Não é possível garantir que o aeroporto de Beja vai começar a funcionar daqui por nove meses, pode ser mais cedo ou, mais tarde, porque aparecem imprevistos e depende muito das exigências no terreno. A ideia foi manifestada por Jorge Arruda, responsável da ANA-Aeroportos de Portugal para liderar o aeroporto de Beja. Ainda segundo Jorge Arruda as obras vão estar concluídas no início de 2010, segue-se a instalação de equipamentos depois tudo depende do proceso de certificação do aeroporto.

Jorge Arruda esteve ontem na cidade Pax-Júlia na apresentação do Plano de Markting para o aeroporto de Beja, realizado pela ANA-Aeroportos de Portugal.

Luís Taborda, um dos responsáveis do estudo, revelou que daqui por um ano é possível que já esteja em Beja um operador da área da manutenção aeronáutica e que este vai ser o sector com mais importância no arranque do projecto. Só depois virá o transporte de cargas e de pessoas, as estimativas é que em 2011, cerca de 12 mil passageiros passem pelo aeroporto de Beja e cerca de 21 mil em 2014.

Na apresentação do Plano de Markting ficou ainda a saber-se que não vão haver voos nocturnos por dificuldades técnicas de adaptação de iluminação da pista. Ainda assim, Luís Taborda afirmou que esta é uma questão em aberto porque se houver um grande interesse por parte dos operadores de carga aérea terá que ser encontrada uma solução.

Foi também divulgado que “Aeroporto do Alentejo” é a designação que a ANA pretende dar à infra-estrutura. Uma proposta aplaudida por Maria Leal Monteiro, presidente da CCDRA e rejeitada por Jorge Pulido Valente, autarca de Beja.

Entretanto, em nota de imprensa, tendo por base as declarações da deputada do PS, Ana Paula Vitorimo, de que o aeroporto de Beja só entraria em funcionamento em Setembro de 2010, os vereadores da CDU na autarquia de Beja manifestam o seu inconformismo pelo protelamento, mais uma vez, da entrada em funcionamento desta infra-estrutura.

Fonte: Inês Patola (Rádio Voz da Planície)

Aeroporto de Salvador (BA) recolhe doações de brinquedos e alimentos

O Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães está recolhendo doações para serem entregues a creches, orfanatos e outras instituições filantrópicas neste final de ano.

As doações podem ser de alimentos não perecíveis ou de brinquedos. Os interessados em contribuir devem ir até o Balcão de Informações Infraero, no 2° andar, e entregar os donativos, até o dia 29 de dezembro.

Fonte: correio24horas.globo.com

Relatório do BEA aponta 36 panes parecidas com as do voo 447 em Airbus desde 2003

Investigação do A330 apura 9 casos semelhantes com aviões vindos do Brasil; queda do Air France ainda é 'mistério'

O segundo relatório sobre a tragédia do voo 447 da Air France, divulgado ontem pelo órgão francês de investigação de acidentes aeronáuticos (BEA), lançou novas suspeitas sobre a confiabilidade dos sensores de velocidade (sondas pitot) nos modelos A330 e A340 da Airbus. Entre 12 de novembro de 2003 e 7 de agosto deste ano, os peritos identificaram 36 incidentes - nove deles com aeronaves que faziam a rota entre o Brasil e a Europa ou Estados Unidos - provocados pela obstrução das sondas pitot por gelo.

Todos os casos ocorreram em condições meteorológicas adversas e desencadearam "sintomas" idênticos aos registrados pelas mensagens automáticas (Acars) emitidas pelo voo 447 na noite de 31 de maio: medição incorreta da velocidade e desconexão do piloto automático. Das 36 ocorrências analisadas, 34 surgiram na fase de cruzeiro, quando o avião está estabilizado em altitudes elevadas (geralmente acima de 9 quilômetros) e em alta velocidade (em torno de 900 km/h). Assim como o jato da Air France, 30 das aeronaves que apresentaram problemas estavam equipadas com sensores da fabricante francesa Thales.

As coincidências entre o voo 447 e os demais incidentes terminam neste ponto. Peritos verificaram que, mesmo com a pane dos sensores, o sistema de proteção por "envelopes", desenvolvido pela Airbus para evitar que eventuais falhas coloquem o avião em risco, permaneceu em funcionamento. No voo 447, verificou-se uma rápida perda desses computadores.

Outro ponto que ainda intriga os investigadores é o tempo de duração da pane. A análise dos 36 incidentes ocorridos antes e depois do acidente com o voo 447 mostra que a duração máxima das falhas foi de 3 minutos e 20 segundos. O avião da Air France enviou mensagens de erro por 5 minutos, um indício de que a eventual pane das sondas foi precedida por outros problemas, sejam eles do avião ou da tripulação.

"Em todos os outros eventos, a situação foi controlada pelo piloto. Os aviões continuavam pilotáveis mesmo com isso", afirmou Jean-Paul Troadec, chefe do BEA. O desafio dos investigadores franceses é desvendar por que os pilotos do voo 447 não tiveram o mesmo êxito. Por enquanto, diz Troadec, o órgão não trabalha com a possibilidade de erro humano. A estratégia é tentar novamente recuperar as caixas-pretas do avião. As buscas terão início em fevereiro e devem contar com o auxílio de peritos e especialistas da Alemanha, Brasil, França, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia. Durante 60 dias, as equipes voltarão a vasculhar o fundo do Oceano Atlântico.

CAUSA INDETERMINADA

Embora as informações reunidas até agora apontem para uma falha dos sensores de velocidade, o BEA não atribui a eles a causa do acidente. O segundo relatório confirma constatações anteriores, indicando que o avião bateu "violentamente" na superfície da água, com o nariz ligeiramente levantado e não apresentando inclinação. No entanto, a aeronave estava "intacta" e pressurizada no momento do impacto. Os 50 corpos retirados do mar estavam distribuídos por todo o interior da cabine e apresentavam ferimentos compatíveis com choque de baixo para cima.

ROTAS BRASILEIRAS

12/11/2003 - Turbulência e erro de medição em voo SP-Paris

27/07/2006 - Indicação falha de velocidade em voo Lisboa-SP

10/09/2008 - Indicação falha de velocidade e perda de sistema eletrônico em um voo Lisboa-Rio

30/03/2009 - Medição falha de velocidade, perda de sistemas e de sustentação em voo SP-Paris

14/04/2009 - Acionamento de computador reserva em um voo entre São Paulo e Lisboa

16/04/2009 - Falha em computadores de voo Rio-Lisboa

21/05/2009 - Desconexão do piloto automático: voo Miami-SP

26/05/2009 - Desconexão do piloto e perda de sistemas em voo entre Rio e Paris

25/06/2009 - Indicação falha de velocidade em voo Natal-Lisboa

Fonte: Bruno Tavares e Gabriel Brust (Agência Estado)

Governo de MG e Helibras anunciam investimentos de R$ 420 milhões

A Helibras e o governo de Minas Gerais anunciaram investimentos da ordem de R$ 420 milhões para ampliação da fábrica da empresa em Itajubá, no sul do estado.

A expansão irá gerar 400 novos empregos diretos e 3 mil indiretos e permitirá a produção do modelo de helicóptero de grande porte EC 725, cujas unidades serão fornecidas às Forças Armadas, que assinou no ano passado um contrato para a compra de 50 helicópteros por 1,89 milhão de euros.

O Governo de Minas detém 25% do capital votante da Helibras. Os outros sócios são os grupos Eurocopter e Bueninvest.

Fonte: Karin Sato (Valor Online) via O Globo

Conheça as novidades tecnológicas do avião mais moderno do mundo

Janelas são fotocromáticas e podem ser escurecidas ao toque de um botão.

Piloto vê informações projetadas na altura do para-brisa.



A mais nova maravilha tecnológica da aviação voou pela primeira vez na última terça-feira (15), nos Estados Unidos. A grande novidade é tentar fazer com que os passageiros a bordo se sintam bem próximos do chão. Em um lugar com tanta tecnologia por metro quadrado o trabalho é artesanal. O Boeing 787 Dreamliner tem o jeitão de um pássaro, e foi apresentado como um elemento revolucionário na aviação.

A fuselagem é o que chama atenção primeiro: 50% são compostos de fibra de carbono, e 20%, de alumínio - algo inédito. Isso significa que o Dreamliner é bem mais leve. Por isso, usa uma quantidade menor de combustível e polui menos.

Um diretor da companhia levou o “Jornal da Globo” a um passeio por uma réplica do avião. Assim foi possível conhecer o que muda para o passageiro.

“Os materiais compostos não corroem, não ficam fatigados, como acontece com o alumínio. Isso nos permite colocar mais pressão e mais umidade na cabine de passageiros”, afirmou o diretor da Boeing, Ken Price.

Pressurização

Nos aviões atuais, a pressurização faz com que o passageiro se sinta em uma altitude de 2.400 mil metros. É mais ou menos como caminhar pela cidade de Bogotá, na Colômbia.

O 787 pode simular uma altitude menor: 1.800 metros, e uma cabine mais bem pressurizada é melhor para o corpo humano.

“A baixa pressão pode causar rigidez muscular e dores de cabeça. Então, nós fizemos muita pesquisa para escolher a pressão e o nível de umidade ideais”, disse Ken Price.

Janelas

Há tecnologia também nas janelas. Não por causa do tamanho - elas são bem maiores e dão a sensação para o passageiro de mais espaço -, mas pela intensidade de luz dentro da cabine. O passageiro faz o controle apertando apenas um botãozinho. Ela não tem aquela tradicional tapadeira. São janelas feitas com vidros fotocromáticos, que ficam escuros quando recebem muita luz.

“Quando você deixa a janela escura, ainda pode enxergar do lado de fora, curtindo a experiência de voar”, observou o diretor da Boeing.

A iluminação é um fator importante durante o voo. Não só pelo bem estar do passageiro, mas pelo consumo de energia do avião. A companhia apostou na tecnologia das lampadas led.

Elas consomem menos, esquentam menos, exigem menos do ar-condicionado e dão um efeito especial: são centenas de combinações de cores, que podem simular, por exemplo, o pôr do sol, levando os viajantes a um sono mais tranquilo.

Os assentos são mais finos, mas confortáveis. Já o bagageiro, basta um toque para conferir. “O nosso objetivo é que os passageiros possam colocar quatro malas dessas grandes”, observou Ken Price.

O 787 caiu no gosto da freguesia. Em 2008, as companhias aéreas já tinham encomendado 910 unidades, mas falhas no projeto inicial e sucessivos atrasos no cronograma espantaram a clientela. Em 2009, o número de encomendas caiu para 840. Essa semana, finalmente, o projeto decolou.

Temperatura abaixo de zero, céu nublado, pista molhada no aeroporto de Paine Field, cidade de Everett, Estado de Washington, norte dos EUA. Depois de décadas, o maior projeto de uma das principais de fabricantes de avião do mundo, o Boeing 787 Dreamliner, decolou para o seu primeiro voo.

Cockpit

Rapidamente ele some no meio das nuvens e lá em cima apenas dois pilotos de testes. À frente deles, um cockpit com seis monitores de LCD. Mas a ideia é que o piloto nem precise olhar para eles, pois as principais informações serão projetadas na altura do para-brisa.

O novo colosso dos ares tem 60 metros de envergadura, 56 de comprimento e quase 17 de altura. A capacidade vai de 210 a 330 passageiros.

Duas poderosas turbinas empurram o avião. Outro ponto inovador: pela primeira vez na aviação comercial um avião vai poder ser equipado com motores de marcas diferentes. No caso do Dreamliner com reatores General Eletric ou Rolls Royce.

Depois de três horas e meia no ar, ele deu as caras e pousou, debaixo de chuva, na pista do Aeroporto de King County, em Seatlle.

“O avião se comportou como o esperado. Nós vimos naqueles grandes monitores todo tipo de informação e acontecia tudo que concebemos anos atrás”, constatou o piloto de testes Randy Neville.

“Nós temos um grande avião e podemos dizer que estamos esperando todas as ligações dos clientes com a suas encomendas”, completou o coordenador do projeto, Scott Fancher.

Mais do que botar a Boeing na briga com a Airbus pela disputa do mercado mundial de aviação comercial esse pouso seguro foi prova de uma eficiência tecnológica sem tamanho.

Fonte: G1 (com informações do Jornal da Globo)

‘Torço por um milagre’, diz francesa presa em SP após tumulto em voo

Dois franceses também foram presos e esperam decisão de juiz para voltar.

Eles tiveram passaporte retido e querem passar fim de ano na França.


A segunda visita ao Brasil está sendo traumática para a francesa de 54 anos que ficou presa por cinco dias em São Paulo após confusão em um voo da TAM. Ela aguarda decisão da Justiça para voltar a Paris e passar as festas de fim de ano com os dois filhos e netos. “Não entendo o que se passa. Tenho um trabalho que me espera e estou aqui esperando me liberarem. Torço por um milagre”, contou ela, ao G1 nesta sexta-feira (18).

A francesa, gerente em uma empresa do ramo alimentício, não quis se identificar. Ela e os outros dois turistas da França, também presos em flagrante no início do mês pela Polícia Federal por atentado à segurança de voo, resistência e desobediência à ação policial, estão em uma casa de repouso para franceses na capital paulista. Além deles, um casal de brasileiros também foi preso e enquadrado nos mesmos crimes, mas já estão em liberdade.

O problema ocorreu no domingo (6), dentro do avião que faria o voo JJ 8096 São Paulo-Paris, no terminal de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo. O cônsul-geral da França na capital, Sylvain Itte, disse na quinta-feira (17) que os passageiros tiveram de esperar “por mais de três horas” e, ainda assim, a aeronave não decolou. Isso teria irritado um grupo de turistas.

A Polícia Federal foi chamada e diz que os mais exaltados tentaram invadir a cabine do piloto. Itte nega. A francesa não quis contar detalhes do que ocorreu. Disse apenas esperar que o juiz se sensibilize. Como a Justiça Federal entra em recesso nesta sexta, é possível que ele só se manifeste em janeiro, fazendo com que os três franceses presos só voltem para a casa no ano que vem.

“Não tenho escolha. Se tiver que ficar, vou ficar, mas não tem nenhum motivo forte contra nós”, afirmou ela, em tom de resignação. A turista e um outro francês foram presos só na segunda-feira (7), depois de chamados para depor. Eles teriam sido indicados por tripulantes da TAM com participantes da confusão. No dia do tumulto, só um francês foi preso. Ele saiu algemado e praticamente foi arrastado pelos agentes para fora da aeronave. A cena foi filmada e colocada no Youtube.

O trio foi solto na sexta (11), está com liberdade provisória e teve o passaporte retido pela PF. Apesar do incômodo de passar quase uma semana presa, a francesa, que voltava a Paris após um cruzeiro que começou na Itália e terminou em Santos (Litoral Sul paulista), não negou que possa voltar ao Brasil outras vezes. “Não é porque eu tive um problema aqui que não voltarei mais. Isso pode ocorrer em qualquer lugar”, afirmou.

A assessoria da PF informou que o inquérito já foi encerrado e entregue ao Ministério Público Federal (MPF). Procurado, o órgão não havia dado uma resposta até as 19h30.

Fonte: G1 - Imagem: Reprodução/YouTube

Passageiro norueguês continua preso

Tumulto em voo

O norueguês preso em Fortaleza pela PF foi autuado com base no artigo 261 do Código Penal Brasileiro


Está preso na sede da Polícia Federal (PF) em Fortaleza um dos passageiros de nacionalidade norueguesa envolvidos na briga que ocorreu no interior da aeronave da empresa Transportes Aéreos Portugueses (TAP), que precisou fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional Pinto Martins por conta da confusão. O fato ocorrido na noite da última quarta-feira, 16, envolveu um voo que partiu do Rio de Janeiro e tinha como destino Lisboa, em Portugal.

Conforme informou a Polícia Federal, o homem preso foi autuado com base no artigo 261 do Código Penal Brasileiro (CPP), que trata da exposição a perigo de embarcação ou aeronave, ou prática de qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea. A pena prevista para o crime é de reclusão de dois a cinco anos.

Segundo a PF, a prisão foi comunicada à representação diplomática da Noruega no Ceará e o homem detido na sede da PF está à disposição da Justiça, devendo esperar o pronunciamento do Judiciário. Já o outro passageiro envolvido na briga foi ouvido em depoimento, sendo liberado em seguida.

A Polícia não apresentou a identificação deles, mas informou que ambos apresentavam embriaguez, com o detido se mostrando muito violento. O homem preso é acusado de agressão a uma passageira do mesmo voo, mas a mulher teria preferido seguir viagem.

De acordo com a Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o avião permaneceu no aeroporto Pinto Martins por cerca de uma hora. O pouso foi registrado às 22 horas, e a decolagem às 23h10min. A Infraero informou não ter tomado conhecimento de qualquer agressão à passageira do voo, uma vez que nenhuma queixa nesse sentido teria sido registrada. Conforme ainda a empresa, o tempo em que a aeronave da TAP permaneceu em solo foi suficiente apenas para a retirada dos passageiros que causaram o tumulto, o que foi feito por policiais federais, e a apresentação do relatório da ocorrência pelo comandante do voo.

O POVO apurou com funcionários da TAP no aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que o voo que fez o pouso não programado em Fortaleza partiu de lá às 18h25mim de quarta-feira. Quanto a outras informações relativas à ocorrência, a informação dada foi a de que somente poderia ser obtida junto a sede da empresa em Portugal, onde não foi possível o contato ontem à noite.

Antes de receber autorização para pousar no Pinto Martins, o piloto da TAP sobrevoou várias vezes em círculos uma área do bairro Messejana, o que deixou moradores da região assustados.

Fonte: O Povo Online

Após confusão dentro de avião da TAM em SP, franceses não podem deixar o Brasil

3 turistas foram presos em Cumbica, mas ganharam liberdade provisória.

Tumulto de domingo foi gravado e postado na internet; Justiça decide caso.




Três franceses aguardam decisão da Justiça brasileira até esta sexta-feira (18), último dia antes do recesso na Justiça Federal, para que possam voltar à França e esquecer a semana que passaram em São Paulo. Eles foram presos após confusão em um voo da TAM, no domingo (6) à noite, em Guarulhos, na Grande São Paulo, com destino a Paris. Posteriormente, os estrangeiros foram postos em liberdade provisória, mas tiveram os seus passaportes retidos. O G1 não conseguiu localizá-los para comentar o assunto.

A reportagem, no entanto, entrou em contato com o cônsul-geral da França em São Paulo, Sylvain Itte. Segundo ele, os três franceses estão com medo de que a sentença do juiz demore e eles tenham que passar o fim de ano em território brasileiro. A assessoria de imprensa da Justiça Federal diz que as atividades só voltam em 7 de janeiro. Somente casos urgentes, como de pessoas presas, serão julgados em esquema de plantão.

O tumulto começou por volta das 23h de domingo, dentro da aeronave do voo JJ 8096, no terminal de Cumbica. Em entrevista na quinta-feira (17), Itte contou que os passageiros esperaram “por três horas e meia” e, ainda assim, o avião não tinha decolado. Ele admitiu que “houve discussão” porque as pessoas se revoltaram com a demora em partir. A Polícia Federal foi chamada.

Os três (todos com mais de 50 anos) acabaram presos. Segundo o cônsul, um turista saiu algemado do avião porque resistiu à prisão. Uma imagem postada no Youtube mostra o momento em que o estrangeiro é arrastado pelos agentes para fora da aeronave. Diante da cena, os passageiros gritavam em francês: “Vergonhoso!”. O outro homem e a mulher foram presos pela PF na segunda (7), dia seguinte ao caso, no hotel em que estavam. Itte contou que eles foram "indicados" pela tripulação também como causadores da confusão.

Crimes

A assessoria da Polícia Federal informou que a prisão foi em flagrante por atentado à segurança de voo, resistência e desobediência à ação policial. Os policiais dizem que os turistas tentaram invadir a cabine do piloto, o que Itte negou. “A tripulação não deixou. Eles não passaram da classe econômica.”

A TAM informou que ocorreu “um problema técnico” na aeronave, mas que ele foi resolvido e só não houve decolagem porque a torre de controle e a PF pediram para que a tripulação descesse e prestasse esclarecimentos sobre o episódio. Os três franceses só foram liberados após pagamento de R$ 1.400 de fiança (cada um) na sexta (11). A TAM acabou cancelando aquele voo.

Na prisão

Os dois homens ficaram no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros e a mulher passou a semana na delegacia do aeroporto. Na sexta, ela chegou a ser transferida para o presídio feminino em Santana (Zona Norte), mas saiu no mesmo dia. Apesar de presos, Itte contou que os dois turistas “foram bem tratados” no CDP.

“O dono da cela separou colchões para eles, deixou que tomassem banho. Não queria que eles ficassem com uma imagem ruim do Brasil. Isso é extraordinário”, afirmou o cônsul, lembrando que outros 30 detentos dividiam o cubículo. Já a turista não teve a mesma sorte. “Ela ficou todos esses dias sem tomar banho.”

Agora, o trio está acomodado em uma casa para aposentados franceses em São Paulo. “Se o juiz não se decidir até esta sexta, eles serão obrigados a ficar aqui no Natal e no réveillon. E não querem isso, têm família na França. Eles querem voltar”, afirmou o cônsul.

No avião, havia pelo menos cem turistas da França. Todos retornavam de um cruzeiro que começou na Itália, passou pelo Recife e terminou em Santos, no litoral sul de São Paulo.

Fontes: G1 / YouTube

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Foto do Dia

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O Fokker F-16AM Fighting Falcon "Sting 1" da Força Aérea da Holanda cruzando o céu a 2 mil pés, próximo da Base Aérea Volkel (UDE/EHVK), em Uden, na Holanda, na noite de 01 de dezembro de 2009.

Foto: Greencap (Airliners)

Adiada audiência de conciliação para desocupar aeroporto do Interior de Alagoas

Histórico e turístico município de Penedo (foto abaixo), a 184 km de Maceió, possui desde 1954 uma área de pouso

Audiência de conciliação que estava marcada para o dia 12 de janeiro de 2010, foi transferida para o dia 14 de janeiro, às 14 horas, na 3ª Vara da Justiça Federal em Alagoas, em Maceió. O objetivo é reunir os ocupantes da área do Aeroporto de Penedo (Aeroporto Freitas Melro) para, por emio de acordo, tentar desocupar pacificamente o local. O aeroporto deverá integrar a Rede Estadual de Aeroportos após ser reformado por convênio do Governo do Estado e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O histórico e turístico município de Penedo, a 184 km de Maceió, possui desde 1954 uma área de aeroporto com 1.247.259,53 m2, doada pela prefeitura local e por particulares à União Federal para o funcionamento de um aeroporto. Em 1993, o Ministério da Aeronáutica, representado pelo Departamento de Aviação Civil (DAC, hoje ANAC) assinou convênio com o município para administrar, manter, operacionalizar e explorar o Aeroporto de Penedo. Em 2000, invasões de 74 famílias à área foram constatadas.

Para resolver o impasse, a prefeitura solicitou desmembramento de 183.602,02 m2 do aeroporto para realocar essas famílias. Não houve a desocupação por não aceitarem sair sem indenização das casas que construíram. Em janeiro desse ano, foi solicitada a retirada dos invasores.

O aeródromo de Penedo foi selecionado para compor a Rede Estadual de Aeroportos, pelo potencial turístico da região, mas qualquer obra depende da desocupação da área. A União Federal pediu na Justiça Federal em Alagoas a reintegração de posse. Por tratar-se de posse velha, de mais de ano e dia, mais precisamente de nove anos, não houve concessão de liminar para reintegração de posse imediata pelo juiz federal titular da 3ª Vara Federal, Paulo Machado Cordeiro, conforme os artigos. 508 e 924 do Código Civil, apesar do direito à propriedade da União Federal.

Para tentar resolver o problema, o juiz Paulo Cordeiro determinou uma audiência de conciliação para o dia 12 de janeiro de 2010, às 14 horas na 3ª Vara Federal com os invasores. Segundo o magistrado, o perigo da demora em resolver o impasse estaria na medida em que o Estado de Alagoas está prestes a realizar convênio com a ANAC para reformar o aeroporto de Penedo.

Fonte: GazetaWeb

Webjet passa a operar no Terminal 2, Asa C, em Guarulhos

A Webjet Linhas Aéreas iniciou na terça-feira (15), o atendimento e embarque de passageiros no Terminal 2, Asa C, do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O novo espaço permite a ampliação do número de posições de check-in para seis fixas, podendo ultrapassar nove guichês em sistema de compartilhamento.

A empresa também está inaugurando, no Terminal 2, Asa C, uma loja para venda de passagens e atendimento aos clientes Webjet. E ainda há outras novidades, como balcões de check-in avançado na calçada, que também atenderão aos voos fretados.

Com a incorporação de quatro aviões no mês de dezembro, a Webjet ampliou o número de voos e sua frota da Webjet passou a contar com 20 aeronaves Boeing 737-300, praticamente dobrando sua frota desde o início de 2009. A oferta de assentos por quilômetro oferecidos pela companhia cresce 45% com os novos voos.

Fonte: Diário do Turismo

Terceira etapa de buscas do Airbus da Air France custará R$ 25 milhões

Novas buscas não buscarão apenas as caixas-pretas da aeronave e utilizará robôs automáticos durante os trabalhos

Os responsáveis pela investigação francesa afirmam que a terceira etapa de buscas do Airbus A330, que custará cerca de 10 milhões de euros (R$ 25,47 milhões) e começará em fevereiro, será decisiva para avançar nas investigações da tragédia do voo 447 (Rio-Paris). "Um acidente normal, que dispõe de registros da caixa-preta, pode demandar até dois anos de investigação. Neste, como não temos os registros, é ainda mais complicado", defendeu-se Alain Bouillard, chefe da investigação no escritório francês (BEA).

As novas buscas nas águas do Atlântico não rastrearão apenas as caixas-pretas - para resgatá-las, aliás, será preciso mobilizar sondas automáticas, pequenos robôs de mergulho especialmente planejados para esse trabalho. Caso elas não sejam encontradas, a carcaça do avião poderá ser útil para os investigadores. No entanto, encontrar a carcaça também se revelou tarefa difícil, após as duas primeiras etapas de pesquisa, que compreenderam 22 mil quilômetros quadrados.

A operação contará agora com um grupo de órgãos de pesquisa multinacional para tentar estudar e estabelecer uma área de busca. Estão previstos inicialmente dois meses de operação.

O BEA também procura o auxílio de uma empresa especializada em rastrear o fundo do mar, sobretudo áreas com mais de 4 mil metros de profundidade. Um dos principais complicadores da busca pela carcaça, segundo os especialistas, é o solo extremamente irregular do Oceano Atlântico naquela região, apresentando grandes diferenças de profundidade.

Uma das dificuldades está em estabelecer o local exato da queda do Air France. Até o último ponto de reporte de posição transmitido automaticamente pelas mensagens eletrônicas Acars não ocorreu desvio maior que 1 milha náutica na rota prevista para o avião. Uma eventual alteração da rota, segundo as investigações, só pode ter ocorrido nos últimos cinco minutos de voo.

Importância

Sem as caixas-pretas, investigadores podem nunca conseguir determinar o que ocorreu com o Airbus A330. A segunda e mais recente busca pelos materiais foi encerrada em agosto. A nova pesquisa terá o apoio da Marinha dos Estados Unidos e da National Transportation Safety Board (NTSB), organização americana independente que é indicada pelo Congresso para investigar acidentes na aviação civil dos EUA. Também participarão especialistas de Reino Unido, Alemanha, Rússia e Brasil, além de companhias privadas.

John Clemes, que perdeu um irmão no acidente, critica o fato de os investigadores não terem contratado, em novembro, especialistas para determinar qual trecho do mar será vasculhado na próxima busca. Ele, ressalta, porém, a transparência das autoridades no caso. Familiares brasileiros das vítimas já reclamaram que não recebiam informações suficientes sobre essa parte da investigação.

Robert Soulas, que perdeu a filha e o genro na tragédia do 447, e faz parte de uma associação que representa familiares de 54 das vítimas, questionou o tempo que vem sendo gasto na definição das buscas. Para ele, a investigação do BEA está atrasada nas buscas pelos destroços, capitaneada por Jean-Paul Troadec, que substituiu Paul-Louis Arslanian em outubro como chefe do órgão francês. "Por que estamos esperando tanto?", questionou Soulas. "Quanto mais esperamos mais fica provável que as caixas-pretas se deteriorem."

Fonte: Agência Estado via Gazeta do Povo

Falha humana no AF 447 ainda não é investigada, diz BEA

O diretor do Escritório de Investigação e Análises da França (BEA, na sigla em francês), Jean-Paul Trouadec, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, que a hipótese de erro humano no acidente com o voo 447 da Air France ainda não é levada em conta pelo órgão. Nesta manhã, o BEA divulgou um relatório afirmando que ainda desconhece as causas do acidente. Uma falha nas sondas pitot - responsáveis pela medição da velocidade da aeronave - pode ter contribuído com a queda do Airbus A330, que transportava 228 pessoas, mas não é a única causa, segundo o relatório.

"No momento, não trabalhamos com essa hipótese (de falha humana)", afirmou o diretor do BEA, Jean-Paul Trouadec, antes de dizer que "nada está descartado". O Airbus A330 caiu no fim da noite do dia 31 de maio (horário de Brasília) depois de partir do Rio de Janeiro com destino a Paris, na França.

As conclusões do relatório do BEA se baseiam nas informações enviadas automaticamente pelo sistema do A330 à sede da Air France - as chamadas mensagens Acars. Segundo o escritório, a primeira mensagem é "ligada a um problema de velocidade foi enviada às 2h10, ao mesmo tempo em que foi enviada a última mensagem de posição" da aeronave.

Apesar de apontar que as sondas Pitot são um dos fatores da queda, o relatório do BEA esclarece que este tipo de problema foi encontrado em diversos outros voos de longa distância. O problema seria tão frequente que os pilotos nem mesmo informavam as companhias aéreas sobre incidentes de incoerência na medida de velocidade dos aviões.

Após cinco meses de investigações dos destroços encontrados no Oceano Atlântico durante os primeiros trabalhos de buscas, o BEA também concluiu que o Airbus A330 "bateu violentamente na superfície da água, com o nariz ligeiramente levantado e não apresentando inclinação". O relatório também informa que o avião estava pressurizado e "intacto no momento do impacto (...), com as asas em posição de cruzeiro".

"Essas são as únicas informações que temos até o momento. Hoje, o acidente continua inexplicável", afirmou Trocard, durante entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira. Para os especialistas do BEA, somente as caixas-pretas poderão revelar o que realmente aconteceu com o voo AF 447. "Nós já tiramos todas as informações que podíamos tirar dos destroços encontrados", disse Allan Boullard, responsável pelas investigações sobre o acidente, ao anunciar uma nova fase de buscas.

Essa nova fase, a terceira, deve começar em fevereiro de 2010, após o resultado de uma licitação internacional para escolher a empresa que será responsável pelos trabalhos. "A operação vai durar três meses", disse Trocard. O perímetro das buscas deve ser decidido após o resultado de cálculos sobre as correntes marinhas na região, que poderiam ter deslocado o avião do lugar onde aconteceu a tragédia.

"Será uma grande operação", disse Allan Bouillard, responsável pelas investigações do acidente, acrescentando que a terceira fase de buscas custará 10 milhões de euros.

Além de confirmar algumas suspeitas sobre a queda do AF 447, o BEA também fez duas recomendações às companhias aéreas para evitar futuros acidentes. A primeira delas pede uma melhora nos "equipamentos de localização dos aviões e a coleta de dados gravados para a análise dos acidentes aéreos, quando esses se produzam no mar". A segunda diz respeito a questões meteorológicas e visa "tipificar melhor a composição das massas nebulosas de grande altitude nas quais navegam os aviões de longa distância".

Para o Sindicato de Pilotos da Air France (SPAF), as recomendações não bastam. "Estamos decepcionados. As recomendações são fracas", afirmou, Gérard Arnoux, presidente do sindicato, em entrevista ao Terra. "Nós queremos um sistema como ADS-B (Automatic Dependent Surveillance - Broadcast), que já é utilizado no oceano Pacífico e permite que haja comunicação entre comando aéreo e piloto em zonas sem cobertura de radar", disse, ao lembrar o "buraco negro" existente nos radares em alguns pontos do oceano Atlântico.

O sindicato também exige recomendações para que a tripulação receba mapas das condições climáticas feitos por satélite, que, segundo Arnoux, "são os únicos que funcionam".

Entre os familiares de vítimas, que foram recebidos pelos responsáveis pela investigação nesta manhã, o relatório foi recebido com um misto de alívio e preocupação. "Finalmente o BEA nos mostra mais transparência", afirmou John Clemes, vice-presidente da associação Entraide e Solidarité AF 447, composta por familiares e amigos das vítimas. "O problema, é que as recomendações irão demorar a ser adotadas. Nós deploramos a falta de recomendações imediatas, que poderiam evitar novos acidentes", disse Clemes, que perdeu o irmão na queda do AF 447.

Fonte: Mario Camera (Terra)

Apostas aéreas: qual a próxima companhia aérea a falir?

Em tempos nada simpáticos para as companhias aéreas mundiais, com empresas a falir semana sim, semana sim, a maior agência de apostas da Irlanda (que, "online", existe em inglês e espanhol) lançou uma nova e curiosa aposta: "Qual a próxima companhia aérea a falir?". E o jogo é capaz de fazer tremer algumas companhias...

Os jogadores lançaram as suas apostas e, no fecho, a escocesa FlyGlobeSpan liderava o top das companhias condenadas (pagava 2 para 1), seguida pela Spanair e a Air Berlin. O top 10 incluía, por ordem, a Finnair, Jet2, SkyEurope, Wizz Air, Sterling, Thomas Cook Airlines e Thomsonfly/First Choice.

Como não podia deixar de ser, não faltava uma pitada de humor sórdido: podia apostar-se também na Air Force One (o avião que transporta o presidente dos EUA - pagava 1.000 para 1).

E deixou logo de aceitar apostas na companhia que liderava o campeonato de probabilidades de falência até à semana passada, a Alitalia.

Fonte: Monitor Mercantil

Aérea argentina faz leasing de dois jatos Bombardier CRJ900

A Andes Líneas Aéreas, de Salta, na Argentina, fechou um contrato de leasing com a Bombardier Aerospace, do Canadá, para a operação de dois jatos CRJ900. Cada avião tem capacidade para 90 passageiros.

Com os jatos CRJ900, a Andes Líneas Aéreas, fundada em 2006, irá ampliar a capacidade dos serviços diários desde Salta para Jujuy, Córdoba e Puerto Madryn e as três ligações semanais para Puerto Iguazú – todas cidades argentinas – e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A aérea planeja voar, de forma fretada, para o Brasil.

Com esse acordo, a Bombardier Aerospace amplia a presença na América do Sul. Os aviões da série CRJ também estão presentes nas frotas da Pluna (Uruguai), Aero Vip (Argentina) e Conviasa (Venezuela).

Fonte: Portal Panrotas - Imagem: Divulgação/Bombardier Aerospace

Famílias das vítimas do voo 1907 devem receber 300 mil reais, diz justiça

O juiz da Segunda Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo, Tiago Souza Nogueira de Abreu, determinou que a empresa norte-americana ExcelAir Service Inc. deposite judicialmente R$ 300 mil para cada ação.

Os valores são a título de caução, como forma de assegurar eventual pagamento de indenizações por danos morais e patrimoniais a familiares de vítimas do acidente aéreo que envolveu um jato Legacy, de propriedade da empresa, e um Boeing da empresa Gol Linhas Aéreas Inteligentes, em 2006.

A decisão está expressa nos autos das ações de indenização por danos morais e materiais, interpostas por familiares de duas vítimas do desastre aéreo, informa a assessoria do Tribunal de Justiça.

A caução visa resguardar o efetivo resultado dos feitos, uma vez que a empresa aérea norte-americana não possui quaisquer bens ou patrimônio no Brasil. O valor deve ser depositado no prazo máximo de 30 dias após a notificação aos representantes da empresa.

Para subsidiar sua decisão, o juiz Tiago Nogueira se embasou no artigo 835 do Código de Processo Civil, o qual dispõe que o autor, nacional ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou dele se ausentar na pendência da demanda prestará, nas ações que intentar, caução suficiente às custas e honorários de advogado da parte contrária, se não tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento.

O valor definido pelo juiz segue o padrão de medida cautelar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em caso semelhante, ocorrido em 1996, com a queda de uma aeronave Fokker-100 da TAM Linhas Aéreas, que vitimou 99 pessoas.

No acidente em Mato Grosso, ocorrido em setembro de 2006 na região de Peixoto de Azevedo (690 km de Cuiabá), morreram 154 pessoas, entre passageiros e tripulantes do avião da Gol.

O magistrado observou ainda que a legislação outorga o poder geral de cautela ao magistrado quando houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide, possa causar ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação.

No entendimento dele, os dois requisitos que autorizam a concessão da medida cautelar (verossimilhança das alegações e risco da decisão tardia) estão presentes nesse caso.

Isso porque o relatório final elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos aponta indícios de responsabilização da empresa norte-americana no acidente.

Isto também decorre do fato de os requeridos não possuírem residência, domicílio, sucursal ou qualquer bem imóvel no Brasil, o que implicaria, no entender do juiz, em possível e provável morosidade no caso de uma eventual condenação, acarretando, portanto, o perigo da demora caso a tutela não seja concedida.

“Cumpre dizer que o deferimento da caução não implica em pré-julgamento dos envolvidos, visto que tal medida possui cunho assecuratório, funcionando como uma tutela de segurança, o que possibilita, ainda que de forma parcial e formal, a diminuição do sentimento de impunidade e descrédito, em face da demora que um provimento final poderá ensejar”, ponderou o magistrado.

Fonte: Alexandre Alves (Olhar Direto)

Xiitas monitoram avião dos EUA com software de US$ 25

Combatentes xiitas no Iraque usaram softwares à venda na internet - como o SkyGrabber, que pode ser comprado por US$ 25,95 - para capturar regularmente as imagens produzidas pelo Predador, modelo de avião não tripulado utilizado para espionagem e ataques pelos Estados Unidos, informou hoje o jornal "The Wall Street Journal".

A obtenção das imagens geradas pelos aviões pode fornecer aos insurgentes informações importantes sobre os alvos militares, dentre eles estradas e outras instalações. A interceptação, feita pela primeira vez um ano atrás, foi possível porque os aviões de controle remoto tem links de comunicação desprotegidos, afirmou o jornal.

Nos últimos meses, os militares descobriram evidências de pelo menos uma ocasião em que os insurgentes no Afeganistão também monitoraram os vídeos de aviões não tripulados norte-americanos, disse um funcionário da defesa norte-americana, que falou em condição de anonimato. Ele não tinha detalhes sobre quantas fezes isso aconteceu no Afeganistão ou por qual grupo combatente.

O Departamento de Defesa abordou a questão e está trabalhando na codificação de todos os vídeos feitos no Iraque, Afeganistão e Paquistão, disseram funcionários da Defesa. Um deles lembrou que a atualização da codificação dos aviões não tripulados é um processo longo porque existem pelo menos 600 aeronaves desse tipo, além de milhares de estações em solo que devem passar pelo processo. Os funcionários disseram que os sistemas em áreas mais importantes serão atualizados primeiro.

Dale Meyerrose, ex-chefe de informação da comunidade de inteligência dos Estados Unidos, comparou o problema ao fato de criminosos de rua ouvirem transmissões policiais. "Este foi apenas um dos sinais, um sinal transmitido, não houve trabalho de hackers. É a interceptação de um sinal transmitido", disse Meyerrose, que trabalhou para colocar em campo os sistemas por controle remoto na década de 1990, quando ele era alto funcionário da Força Aérea.

O problema, disse ele, é que quando os aviões não tripulados foram desenvolvidos eles usavam equipamentos comerciais e com o tempo eles se tornaram vulneráveis a interceptações.

Tecnologia vulnerável

O Predador pode voar por horas, sendo controlado por pilotos a quilômetros de distância. Ele pode carregar armas e é parte de um crescente arsenal que inclui o Reaper e o Raven, bem como um novo sensor de vídeo de alta tecnologia chamado Gorgon Stare, que está sendo instalado nos Reapers.

O Exército tem conhecimento da vulnerabilidade dos aviões há mais de uma década, mas acreditava que os adversários não seriam capazes de explorar a falha. Os Estados Unidos também gastam bilhões de dólares no combate às bombas caseiras, o artefato que mais mata tropas norte-americanas e a principal escolha dos militantes, que têm fácil acesso aos materiais necessários para produzi-las.

Eles usam as modernas redes de telecomunicações para trocar informações sobre como melhorá-las. O porta-voz do Pentágono Bryan Whitman disse que o Exército avalia continuamente as tecnologias usadas e rapidamente corrige qualquer vulnerabilidade encontrada.

Fonte: AP via Agência Estado - Imagem: Ilustração