segunda-feira, 1 de junho de 2009

Piloto de rota comercial viu 'pontos laranjas' no oceano, diz Aeronáutica

Ele teria avistado pontos luminosos meia hora após Airbus informar pane.



O vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica, Jorge Amaral, confirmou no início da noite desta segunda-feira (1º) que um piloto de um vôo comercial reportou ter visto “pontos laranjas” no meio do Oceano Atlântico cerca de 30 minutos após o Airbus da Air France ter emitido um informe de pane elétrica, às 23h14 de domingo.

Segundo a Aeronáutica, pelo tempo decorrido, os pontos luminosos estariam em área monitorada pelo espaço aéreo senegalês. Os aviões franceses que fazem a busca do lado aéreo do Senegal, no entanto, não tiveram sucesso nas buscas e já teriam retornado à base.

À tarde, em encontro com familiares de passageiros que estavam no voo, o presidente da República em exercício, José Alencar, também falou que um piloto teria comunicado ter visto fogo em uma região do Oceano Atlântico.

A Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou cinco aviões e dois helicópteros para o arquipélago de Fernando de Noronha com intuito de ajudar nas buscas pelo avião da Air France que desapareceu com 228 pessoas a bordo.

As operações prosseguirão durante a noite nesta segunda-feira (1º) . Já a Marinha informou que três navios de sua frota chegarão à região às 7h da manhã de quarta-feira .

“Temos que trabalhar com a possibilidade de sobreviventes sempre. Não podemos desistir de encontrar qualquer pessoa que seja, que pode estar agarrada a alguma coisa, por exemplo”, disse Amaral.

Brasileiros e franceses formavam a maioria dos passageiros. O voo AF 447 seguia para Paris e, aproximadamente às 23h do domingo (31), sumiu dos radares dos controles aéreos quando sobrevoava o Oceano Atlântico e atravessou uma área de turbulência .

Fonte: G1

Senegal encontra destroços que podem ser do voo 447 da Air France que sumiu no Atlântico

O governo de Senegal comunicou, no fim da tarde desta segunda-feira, ter localizado em seu mar territorial destroços que poderiam ser do avião da Air France que desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo , na noite de domingo.

Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, caso a informação seja comprovada pelas equipes de busca, a responsabilidade pela investigação das causas do acidente passa a ser da França, país a que pertence a empresa aérea responsável pelo voo. A Força Aérea Brasileira (FAB) não exclui, no entanto, a possibilidade de os dois governos entrarem em acordo para definir um trabalho em conjunto.

Fonte: O Globo - Mapa: PGL

Wikipédia já tem verbete sobre avião da Air France

Verbete na Wikipédia sobre o avião da Air France que desapareceu

Mal os detalhes sobre o desaparecimento do voo 447, da Air France, começaram a surgir nas agências de notícias já apareceu um verberte na Wikipédia, em inglês e em português, sobre o incidente. Além de informações que circulam em sites de notícias, dados sobre o avião, como o início dos vôos e o modelo aparecem na página.

Acreditar ou não vai da confiança de cada usuário da enciclopédia colaborativa. Inegável, no entanto, é a agilidade da Wikipedia, graças à colaboração.

O verbete aparece, também, entre os resutlados do Google. É o terceiro resutlado, logo após as notícias. O Now Public, site com colaborações de internautas, é o terceiro, à frente de grandes portais internacionais de notícias.

Fonte: Infosfera - Imagem: reprodução

Vidente diz na web que previu queda de avião

Um homem que se diz vidente e ambientalista publicou em seu site documentos em que supostamente previu, ainda em 2007, a queda do airbus da Air France, que desapareceu dos radares após decolar no domingo (31) do Rio de Janeiro em direção a Paris.

Juscelino da Luz usa como provas cartas registradas em cartório que diz ter enviado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ao Ministério da Defesa e a companhia Air France prevendo em detalhes o acidente com o voo AF 447.

Nas cartas, Juscelino cita até o número do voo 447 e afirma que a aeronave sofreria graves turbulências causadas por problemas climáticos. O vidente responsabiliza ainda o “aquecimento global” pelo acidente aéreo.

O vidente afirma ter previsto outros acidentes aéreos e já foi personagem de uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo. Na ocasião, peritos ouvidos pelo Fantástico colocaram em dúvida a veracidade das provas apresentadas por Juscelino.

Fonte: Felipe Zmoginski (INFO Online) - Imagem: reprodução

Nota do Autor: publicado a título de curiosidade.

Menos de 10% dos acidentes fatais ocorrem em velocidade de cruzeiro

Apenas 9% dos acidentes aeronáuticos com vítimas fatais costumam ocorrer quando os aviões se encontram em velocidade de cruzeiro, de acordo com estatísticas da Boeing, uma das principais empresas do setor aeroespacial.

Um levantamento da empresa referente a casos ocorridos entre 1998 e 2007 indica que a grande maioria dos acidentes na aviação civil aconteceu ou nos períodos de decolagem ou quando a descida já havia sido iniciada.

O relatório da Boeing, divulgado em 2008, aponta que, entre 1998 e 2007, foram registrados 93 acidentes com vítimas fatais - com um total de 994 mortes - enquanto o avião voava em velocidade de cruzeiro.

O modelo do avião Airbus A330-200, como a aeronave da Air France que desapareceu nesta segunda-feira no trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris, é utilizado em voos de longa distância há 11 anos e não registrou até hoje nenhum acidente fatal em voos comerciais.

O Airbus sofreu apenas dois acidentes por falha nas turbinas. Em 2001, um voo da Transat que fazia o percurso do Canadá a Portugal perdeu a energia depois do vazamento de combustível ao sobrevoar o Oceano Atlântico. Nenhum dos passageiros a bordo ficou ferido.

Em 2003, a turbina de um avião da Edelweiss Air explodiu ao decolar no aeroporto de Miami. Na ocasião, também não houve feridos.

O Airbus A330-200 mede 58,8 metros de comprimento, tem capacidade média e comporta 253 passageiros em três classes. Equipado com duas turbinas, o avião pode alcançar uma altitude de cruzeiro de 12,5 mil quilômetros e atingir a velocidade máxima de 913 km/hora.

Atualmente, 341 aeronaves deste modelo estão em uso por diversas companhias aéreas. Além da Air France, a KLM, a TAM, a Turkish Airlines - entre outras empresas comerciais - também possuem o A330-200 em suas frotas.

Experiência

Segundo um comunicado da Air France, os pilotos responsáveis pelo voo 447, que desapareceu nesta segunda-feira, eram bastante experientes.

O comandante já tinha 11 mil horas de voo - 1,7 mil apenas nos modelos A330 e A340. Um dos dois co-pilotos possui 3 mil horas de voo, sendo 800 no modelo, e o outro, 6,6 mil horas de voo, sendo 2,6 mil no Airbus A330 e no 340.

A Airbus afirmou que a aeronave já havia realizado, desde que começou a operar, em 2005, 2,5 mil voos, totalizando 18,8 mil horas de voo.

De acordo com a Air France, a última visita de manutenção da aeronave foi realizada em 16 de abril de 2009.

Fonte: BBC Brasil via O Globo

Especialistas divergem sobre voo 447

Saiba a opinião dos especialistas ouvidos por Época sobre a possível causa do desaparecimento do voo da Air France que sobrevoava o Oceano Atlântico

Segundo informações de uma autoridade da aviação brasileira, a hipótese mais provável é de que o Airbus A330 da Air France tenha se desintegrado no ar antes de cair no Oceano Atlântico. É por isso que as chances de encontrar sobreviventes são tão reduzidas – como assumiu o presidente francês, Nicolas Sarkozy – e que as buscas ao local do acidente estão sendo tão complexas. A Aeronáutica usa cinco aviões e dois helicópteros para tentar localizar a aeronave.

Ainda de acordo com a autoridade brasileira, não foi detectado nenhum problema técnico no avião da Air France durante a última revisão, na tarde deste domingo (31). Em uma visita feita há menos de um mês, oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atestaram que a companhia aérea francesa opera dentro as normas de segurança.

Embora não haja informações oficiais sobre o desaparecimento do A330, um alto comandante da Aeronáutica afirmou que a região do sumiço da aeronave tem tempestades constantes e perigosas. Segundo o comandante, é responsabilidade da equipe de controle aéreo no Recife alertar sobre a gravidade dessas tempestades, mas cabe ao piloto decidir o plano de voo.

Para o comandante Carlos Camacho, diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a hipótese de que a aeronave da Air France foi atingida por um raio é a mais plausível e poderia ser a causa dos problemas nos sistemas elétrico, de pressurização e de comunicação. "É quase certeza", disse. "A aeronave estava passando por uma zona de convergência intertropical, onde é comum encontrar tormentas, tempestades e muitos raios". Segundo Camacho, diante da tempestade, o piloto não pode continuar voando na mesma altura.

"O piloto teve que decidir se continuava voando para a Europa ou retornava para o Brasil", afirma Camacho. Segundo o comandante, é provável que o piloto decidisse voltar, pois a costa brasileira estava mais próxima e o avião poderia enfrentar problemas de falta de combustível. "Se eu tiver que botar meu avião na água, quero ficar o mais próximo possível de um país que possa me resgatar", disse. A partir dos dados divulgados, Camacho especula que é possível que o piloto do voo 447 tenha efetuado um pouso na água. "Se eu estiver errado as pessoas morreram, se eu estiver certo, todo mundo, ou pelo menos parte significativa dos passageiros, sobreviveu".

Segundo Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação, qualquer conclusão é prematura até que sejam encontrados os gravadores de bordo. Na opinião do especialista, mesmo as menções feitas até agora sobre turbulência e raios não têm procedência conhecida. A zona de convergência é um fenômeno climático comum naquela região: estava lá antes do Airbus desaparecer e lá permaneceu, sem que houvesse outros registros de incidentes. "A turbulência, se houve, pode ter sido um fator, mas não explica tudo", afirma Ronaldo Jenkins, que foi piloto de voos tranconinentais por mais de 15 anos. Pode-se até admitir que um raio tenha sido parte de uma sequência de fatores, mas isso não é comum. Não pode ser descartada a hipótese de uma explosão a bordo, provocada por carga perigosa, mas somente como especulação.

O precedente mais próximo de um avião de grande porte que desapareceu num vôo transcontinetal é de 1979: o Boeing PP-VLU, cargueiro da Varig que fazia a rota Tóquio-Los Angeles. Ele desapareceu sem deixar vestígios, já voando em altitude cruzeiro, no meio do caminho, sobre o Oceano Pacífico. Jamais se descobriram as causas do desaparecimento. Nas buscas, não foi encontrada sequer uma mancha de óleo no oceano. O piloto desse voo era o mesmo que sobreviveu à queda do avião da Varig em Orly, em 1973.

Segundo informações de Jenkins, o sistema que informou à Air France sobre uma falha no sistema elétrico chama-se ACARS, sigla em inglês para Aircraft Communications Addressing and Reporting System. É um sistema que passa dados de voo e desempenho do avião para o setor de manutenção das empresas. É útil principalmente para voos intercontinentais ou sobre grandes extensões sem cobertura. É uma comunicação feita via satélite.

O fato de o ACARS ter transmitido mensagem sobre falha no sistema elétrico indica que algum sistema alternativo estava funcionando naquele momento. O Airbus tem um sistema elétrico alternativo, caso falhe o principal, e um terceiro, chamado ADG – sigla para Air Driving Generator. O ADG é acionado automaticamente nesses casos – uma pequena hélice que se projeta para fora do avião e, acionada pelo vento, faz girar um pequeno gerador. A energia é suficiente para manter os controles vitais do avião, inclusive um Airbus A330.

Nos aviões "flight-by-wire" tudo é comandado por controles elétricos. Seria preciso que houvesse uma sequência de problemas para que todos os sistemas fossem acionados, deixando o avião à deriva.

De acordo com a nota distruibuída pela FAB, o ACARS informou também que havia perda de pressurização. Quando isso acontece, caem as máscaras de oxigênio e o piloto tem de descer o avião até uma altitude em que seja possível respirar normalmente, entre 14 mil pés (4,4 quilômetros) e 10 mil pés (3,14 quilômetros). Nesse caso, o piloto tem de avisar aos controles de tráfego que está descendo, para evitar colisões com outras aeronaves. Isso não foi registrado.

Fonte: Época

Um avião da TAM teria visto fogo no Atlântico, diz Alencar

Ele afirmou que foi prestar informações em nome presidente Lula e ouvir os familiares



O presidente em exercício José Alencar esteve no início da noite desta segunda-feira, 1º, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, para prestar solidariedade aos familiares das passageiros do Airbus A330 da Air France, que desapareceu nesta madrugada.

Alencar informou que um avião da TAM teria visto algo pegando fogo numa região do Atlântico durante a madrugada, mas não deu maiores detalhes sobre essa informação. Ele afirmou que foi prestar informações em nome presidente Lula e ouvir os familiares que, segundo ele, demonstraram muita serenidade e confiança em Deus. "Eles perguntaram sobre aparelhos de radar. O que podemos dizer é que mesmo durante o período da noite seguem as buscas", afirmou.

O presidente em exercício destacou que chegou dos Estados Unidos após um tratamento médico, mas fez questão de representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que se encontra em El Salvador.

Fonte: estadão.com.br

Cobertura de radar dos voos transoceânicos registra zonas cegas

Todos os aviões são acompanhados durante o voo por radares no solo, mas seu alcance limitado não permite um contato permanente e quando eles sobrevoam os oceanos é normal que haja buracos na cobertura, explicam controladores aéreos.

No caso do voo Rio-Paris da Air France, considerado desaparecido nesta segunda-feira de manhã quando sobrevoava o Atlântico, não é preocupante o fato de que tenha desaparecido das telas dos radares brasileiros ao se distanciar da costa da América do Sul, o problema é que não tenha enviado informações em seguida, como é o previsto, explicou à AFP Stéphane Durand, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Controladores de Tráfego Aéreo.

"A Terra é coberta por inúmeros radares, cujas zonas de cobertura se complementam, e os aviões passam de uma para a outra", indica. "São como telas de TV com pequenos pontos codificados que representam aviões".

"Mas o alcance dos radares é limitado a cerca de 500 km. Além disso, como ocorre no centro do Oceano Atlântico, não há mais contato de radar possível. Essas são zonas cegas", acrescenta.

"Para se saber onde estão os aviões, temos o que chamamos de 'pontos de registro': de meia em meia hora, ou de hora em hora, o avião envia um sinal de rádio HF ou pelo que chamamos de um 'sistema de mapa', que é uma espécio de SMS aeronáutico. Com isso, ele nos indica onde está, o que nos permite recalcular sua rota e sua posição".

"Quando o avião não envia esses pontos de registro, como previsto, nesse momento iniciamos os procedimentos de alerta", indica Stéphane Durand, "e, sem dúvida, isso aconteceu nessa manhã".

Para Jean-Paul Armangaud, secretário nacional da União Sindical de Aviação Civil (USAC), "em um voo transatlântico norte, o buraco na cobertura de radares não deve durar mais de uma hora e meia, duas horas. Em um transatlântico sul, cerca de três ou quatro horas".

"Há um sistema de monitoramento via satélite, mas que não é em tempo real", acrescenta. "Ele é utilizado para enviar todas as horas os pontos de registro".

"Se um avião perde um primeiro ponto de registro, começamos a nos preocupar... Se perde o segundo, sabemos que alguma coisa aconteceu e iniciamos os procedimentos de segurança. Partimos da última posição conhecida, e estabelecemos círculos de busca".

Fonte: AFP

Homem decide passar um mês voando, para perder fobia de avião

Um homem anunciou que vai viajar, passando de um voo para outro, durante um mês, para perder a fobia de avião, em um momento trágico para a história da aviação, após o desaparecimento de um aparelho da Air France que viajava do Rio de Janeiro em direção a Paris.

Mark Malkoff (foto) iniciou seu périplo nesta segunda-feira no aeroporto La Guardia de Nova York com destino a Atlanta. De lá voará para San Francisco e depois de volta para Atlanta, no primeiro dia de uma viagem que durará um mês.

"Muita gente tem medo de voar, e eu sou um deles", disse Malkoff, ator de teatro em Nova York. "Tentei perder esse medo durante muito tempo, sem sucesso. Então o que vou fazer é permanecer em um avião comercial durante um mês inteiro", comentou em um vídeo divulgado pela internet.

Malkoff, que já divulgou outras façanhas próprias como ficar uma semana inteira em uma loja Ikea, obteve autorização de uma companhia aérea de baixo custo para passar de um avião para outro e divulgará seu périplo pela internet.

Ele inicia sua empreitada exatamente no dia em que o mundo acompanha com apreensão as buscas pelo avião da Air France que desapareceu durante uma viagem do Rio a Paris na noite de domingo.

Fonte: AFP - Foto: MySpace.com

Como será o resgate do voo 447

O mapa do resgate - clique na imagem para ampliá-la

A Marinha e Aeronáutica do Brasil anunciaram nesta segunda-feira que enviarão equipes para ajudar nas buscas do voo 447, da companhia Air France, que desapareceu com 228 pessoas a bordo nesta madrugada. O resgate vai usar como apoio as bases militares de Natal (RN) e da ilha de Fernando de Noronha (PE) e deve começar na região do Oceano Atlântico que a aeronave sobrevoava ao fazer seu último contato, após as 23h deste domingo, próximo ao arquipélago.

Ao todo, serão cem militares brasileiros envolvidos na operação. A França também deverá participar das buscas, a partir de bases do Senegal.

A Marinha informou que três de suas embarcações vão participar das buscas, mas só devem chegar ao local na terça ou mesma na quarta-feira. Ficarão ainda de sobreaviso os navios Fragata Bosísio e o Navio-Tanque Gastão Mota. Quatro navios mercantes também foram acionados para ajudar nas buscas. Confira imagens das embarcações que vão atuar no socorro.

Já a Força Aérea vai disponibilizar cinco aeronaves e dois helicópteros. Os militares disseram que não é possível prever até quando as buscas vão acontecer. A procura pelo avião ocorrerá dentro da região pertinente ao espaço aéreo brasileiro. No entanto, por conta de acordos internacionais, os limites poderão ser ultrapassados devido à gravidade da situação.

A relação de equipamentos da Aeronáutica que vão atuar na operação é a seguinte:

- 1 avião Bandeirante de patrulha marítima (P-95)
- 1 avião Bandeirante SR (SC-95)
- 1 avião Amazonas (SC-105) de busca e resgate
- 2 aviões Hércules (C-130), um deles transportando a equipe do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (Parasar), unidade de elite para operações de busca e resgate
- 1 helicóptero Blackhawk (H-60)
- 1 helicóptero Super Puma (H-34)

Veja imagens das embarcações usadas pela Marinha:

Navio-Patrulha Grajaú, que inicia a operação na terça

Corveta Caboclo, que deverá chegar ao local na quarta

Fragata Constituição, que inicia operação na quarta

Fonte: Veja.com - Fotos: divulgação

Cota de Ciro Gomes pagou viagem de chefe de cozinha

Deputado do PSB usou passagens pagas pela Câmara para transportar cozinheiro alemão, mulher e ajudante de Fortaleza a Brasília

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) usou a cota de passagens aéreas da Câmara para transportar um chefe de cozinha, a mulher dele e um ajudante, de Fortaleza a Brasília, ida e volta. O cozinheiro alemão Bernard Twardy, radicado há duas décadas no Ceará, viajou na companhia da mulher, Fernanda Zeballos, e de Jorge Emanoel da Silva em junho de 2007.

Bernard Twardy disse ao Congresso em Foco que esteve em Brasília, naquele mês, para prestar um serviço ao deputado por meio de sua empresa, a Gourmet Ideias e Soluções. O chefe de cozinha, autor de um livro de culinária que tem um depoimento do ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional, não detalhou o tipo de serviço prestado.

"Eu prefiro não dar detalhes, e isso pode ser explicado pelo gabinete do deputado", declarou. O cozinheiro também não quis dizer se sabia que as passagens aéreas tinham saído da cota parlamentar. "Não tenho de dar detalhes sobre isso. Eu recebi a passagem, viajei e prestei meu serviço", declarou o chefe de cozinha. Bernard Twardy também informou que Jorge Emanoel da Silva é um amigo que o ajudou na prestação de serviço ao deputado.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Ciro disse que suas ações estão de acordo com as normas em vigor na Câmara. “O deputado Ciro Gomes informa que todos os procedimentos de seu gabinete estão em conformidade com as normas vigentes da Câmara dos Deputados. Nenhuma ação praticada pelo gabinete feriu o regimento interno da Casa”, afirmou. Ciro preferiu não detalhar o motivo da viagem dos três passageiros que voaram na cota parlamentar.

De acordo com registros de companhias aéreas aos quais o Congresso em Foco teve acesso, eles embarcaram, no dia 25 de junho de 2007, no voo JJ3471, às 14h45, em Fortaleza com destino a Brasília. O retorno à capital cearense se deu dois dias depois, em 27 de junho, no voo JJ 3470, às 11h50. Cada um dos seis bilhetes custou R$ 679,00, além dos R$ 39,24 pagos por cada taxa de embarque. No total, a Câmara pagou R$ 4.309,44 pela viagem de Twardy, a mulher e o ajudante.

O livro de Twardy, Cozinha Tropical Cearense, tem um texto do escritor paulista Ignácio de Loyola Brandão, depoimentos de Ciro e de celebridades cearenses como o humorista Renato Aragão e o cantor e compositor Fagner. Apresenta “receitas de Lagosta ao Coco e Alho Poró, Pernil ao Mel de Caju e Brioche de carne-de-sol e cebola doce", relata o texto de divulgação da publicação gastronômica.

O casal Bernard Twardy e Fernanda Zeballos aparece com frequência nas colunas sociais dos jornais cearenses. O chefe presta consultoria ao Beach Park, um dos maiores complexos turísticos do estado. Um dia após o retorno a Fortaleza, o casal se encontrou novamente com Ciro nos festejos do casamento de Rafaela Pinho, filha de Arialdo Pinho. Arialdo Pinho é ex-sócio do Beach Park e foi secretário Casa Civil do governador Cid Gomes, irmão do deputado.

A presença do deputado, do chefe de cozinha e da mulher dele foi destacada na coluna Balada Vip, do jornal O Povo, da capital cearense. "Numa noite de altíssimo astral, Arialdo Pinho recebia os cumprimentos de Fernanda Zeballos, Bernard Twardy e de Ciro Gomes. O chef do Beach Park contava que está lançando o livro Cozinha Tropical Cearense, com 30 receitas feitas com produtos genuinamente cearenses. Uma delas será dedicada a Ciro Gomes. Agora é só fechar o patrocínio para ir pro forno!".

Mãe de Ciro

No dia 22 de abril, Ciro Gomes reagiu com palavrões após a publicação de uma lista com o nome dos parlamentares que, de acordo com os registros de companhias aéreas, usaram a cota parlamentar em viagens internacionais.

Em conversa com jornalistas, Ciro usou expressões como “filho da puta” e “caralho” ao ser perguntado sobre as passagens da mãe dele emitidas na cota da Câmara. Ele disse que a viagem dela havia sido paga com recursos próprios.

Minutos antes o deputado havia refutado levantamento publicado pelo Congresso em Foco e reproduzido por outros veículos de comunicação naquele mesmo dia. “Leviana e grosseira mentira”, bradou Ciro.

O parlamentar afirmou que havia ido aos Estados Unidos, na ocasião, em missão oficial, representando a Câmara. Na semana passada, sua assessoria enviou cópia da autorização da viagem, assinada pelo então presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP) (confira a íntegra do ofício).

Em reportagem publicada no último dia 18, este site mostrou um cartão de embarque em nome de Maria José Gomes, pago pela Câmara. O gabinete Ciro atribuiu a emissão de passagens em nome da mãe do deputado, na cota parlamentar, a um possível equívoco da companhia aérea. Naquela noite, a TAM divulgou nota em que admitia ter cometido um erro ao utilizar créditos da Câmara para cobrir uma passagem, de ida e volta, da mãe de Ciro Gomes aos Estados Unidos.

A companhia aérea confirmou os voos feitos por Maria José Gomes em 18 de maio de 2008 (São Paulo-Nova York) e 25 de maio de 2008 (Nova York-São Paulo) e assumiu a responsabilidade por ter debitado uma conta de R$ 12,6 mil a passagem aos cofres públicos.

Segundo a empresa, mãe e filho viajaram para os Estados Unidos no mesmo avião. A loja da TAM em Fortaleza, de acordo com a companhia, trocou os documentos de crédito dos passageiros, “emitindo as passagens de Ciro Gomes com créditos particulares da família e os bilhetes de Maria José Gomes com documentos de crédito oriundos da cota parlamentar”.

O site pediu, então, à companhia aérea e ao deputado o envio do comprovante do pagamento da passagem dele com recursos próprios. A TAM negou o pedido, alegando “dever de confidencialidade”. A reportagem procurou novamente o gabinete de Ciro para publicar cópia do documento. Por meio de sua assessoria, o deputado se recusou a fornecer o comprovante de pagamento e afirmou que dava o caso por encerrado.

Fonte: Lúcio Lambranho e Edson Sardinha (Congresso em Foco)

Troca do avião sucatinha será antecipada

Entregas estavam previstas para setembro e dezembro

Foto: Gustavo Bolson Maia

Foto: Chris Lofting

Nas fotos acima, o FAB VC-96 B737-2N3 - clique nas fotos para ampliá-las

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai receber no dia 14 de julho o primeiro dos dois jatos Emb-190, da Embraer, comprados por cerca de R$ 150 milhões para substituir os dois velhos Boeing-737 da Presidência. O preço final é cerca de R$ 30 milhões inferior ao praticado pela concorrência.

Segundo o Palácio do Planalto, as entregas estavam previstas para setembro e dezembro. A primeira, do jato de matrícula 2900, foi antecipada de forma a permitir que Lula utilize o modelo nacional nas viagens regionais programadas para o segundo semestre.

O Emb-190 presidencial teve a autonomia original expandida e pode chegar a qualquer capital da América Latina sem escalas e até a àfrica ou ao hemisfério norte com uma só parada. O interior terá 36 assentos do mesmo tipo oferecido na classe executiva comercial. Para a assessoria direta do presidente, haverá 11 poltronas.

Na cabine reservada, fica o gabinete de trabalho, uma suíte com cama de casal, chuveiro e saleta com terminal de vídeo. As comunicações via satélite são protegidas e codificadas eletronicamente, permitindo que as atividades de inteligência, comando e controle do governo possam funcionar a bordo.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo via Zero Hora - Fotos: Airliners.net

Região onde avião sumiu enfrenta clima 'anômalo', diz meteorologista

A região norte da ilha de Fernando de Noronha, local de onde o avião da Air France teria enviado um sinal de pane elétrica, está exposta a tempestades nessa época do ano.

As atividades climáticas na região estão "especialmente mais intensas" neste ano, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

A explicação está nas águas do Oceano Atlântico, cuja temperatura se encontra até 1,5 grau acima da média histórica para esta época.

"Esse aquecimento anômalo das águas causa atividades ainda mais turbulentas entre o oceano e a atmosfera", diz Francis Lacerda, coordenadora do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco.

Segundo ela, o fenômeno também é o responsável pelas chuvas do Norte e Nordeste nessa época do ano. "Essa é a causa das enchentes", diz.

Nas cidades mais afetadas, como em Salvador, o índice pluviométrico ficou até 80% acima da média histórica para o mês de maio.

Ventos

A ilha de Fernando de Noronha faz parte do que os cientistas chamam de zona de convergência intertropical.

Trata-se de uma zona de encontro dos ventos alíseos, que nessa época do ano estão mais fortes. O resultado é uma maior umidade, com chuvas intensas, descargas elétricas e rajadas de ventos: "a conhecida tempestade", diz Francis.

"É um cinturão de nuvens que fica circundando a linha do Equador", diz a meteorologista.

O meteorologista do Inmet Recife, Raimundo dos Anjos, diz que o sistema de convergência já está se deslocando para o hemisfério norte.

Segundo ele, a zona de convergência ainda está com "muita intensidade" ao norte de Fernando de Noronha, gerando forte nebulosidade.

O especialista diz ainda que, em momentos de forte tempestade, há registros de correntes de ar descendentes.

A costa nordeste brasileira também sofre o impacto meteorológico das chamadas "ondas de leste". Segundo Raimundo dos Anjos, essas ondas são formadas proximamente à costa africana e se propagam ao litoral brasileiro.

"Esse movimento também contribui para a formação de nuvens na região nordeste", diz.

Fonte: BBC Brasil via O Globo

Veja exatamente a última posição conhecida do voo AF 447

A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que a última posição conhecida do avião da Air France que desapareceu quando fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris fica a cerca de 800 km de Natal (RN). Veja abaixo a localização, com base nas coordenadas divulgadas pela FAB.

Arte: Folha Online - clique na imagem para ampliá-la

A Marinha brasileira está usando três navios para as buscas. O primeiro, o navio-patrulha Grajaú, saiu por volta das 9h30 de Natal e deve chegar à possível região do acidente na noite desta terça-feira (2).

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Fonte: Folha Online

Resumo das últimas notícias sobre o acidente - 3

Acompanhe as últimas notícias

SEGUNDA-FEIRA (1º)

- 17h43: Professor. O professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Octavio Augusto Ceva Antunes embarcou no voo para assistir uma palestra. Entre 2004 e 2008, ele foi consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS).

- 17h33: Fernando de Noronha. O avião P 95 da FAB pousou em Fernando de Noronha para reabastecer e seguiu para as operações de busca do Airbus A330 da Air France. Ainda não há previsão de chegada de outras aeronaves à ilha. A pista de pouso funciona até o pôr-do-sol, mas pode ser liberada se solicitados novos pousos pela FAB.

- 17h20: Causas desconhecidas. A diretora geral da Air France no Brasil, Isabelle Birem, disse durante entrevista coletiva que a direção da empresa ainda não tem ideia do que pode ter causado a queda da aeronave.

- 16h58: 'Blindagem'. No aeroporto Charles de Gaulle, os parentes dos passageiros foram encaminhados a uma área reservada do aeroporto e, depois, até um hotel próximo, onde não têm contato com a imprensa.

-16h54: Alívio. O clima entre os passageiros que embarcam rumo à Paris no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, é um misto de apreensão e alívio. Muitos planejavam viajar na noite de domingo (31), mas mudaram de ideia na última hora.

- 16h10: Presidentes. Nicolas Sarkozy conversou com Luiz Inácio Lula da Silva para expressar suas "condolências e solidariedade" às famílias brasileiras dos passageiros. "O chefe de Estado agradeceu ao Presidente Lula pelos esforços da Força Aérea brasileira na busca pelo avião", diz um comunicado da Presidência da França.

- 16h05: Viva Rio. Os pesquisadores da organização não governamental Viva Rio Pablo Dreyfus e Ana Carolina Rodrigues embarcaram no voo 447. Os dois seguiam para Genebra, na Suíça, onde participariam de uma reunião.

- 15h49: Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai entrar em contato com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, para saber mais detalhes do desaparecimento. Lula deu as declarações em San Salvador.

- 15h45: Airbus. Em comunicado, a Airbus, fabricante da aeronave, confirmou o incidente, mas se negou a especular quanto a causas por achar "inapropriado".

- 15h40: Maestro. O maestro Sílvio Barbato, ex-regente da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Theatro Municipal do Rio, está entre os passageiros. A informação foi dada por parentes e amigos do maestro.

- 15h37: Polícia Federal. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nota informando que 52 brasileiros estavam a bordo do avião que fazia o voo AF 447. Segundo a nota, a Polícia Federal concluiu a checagem das nacionalidades.

- 15h35: 'Milagre'. O professor francês Claude Jaffiol e sua mulher, Amina, perderam o voo da Air France, porque estava lotado. “É um milagre. Deveríamos estar naquele avião”, afirmou o francês. A guia de turismo Vera Regina Bastos embarcou aliviada, junto com seus colegas de excursão, na tarde desta segunda-feira (1º). Antes de partir, ela contou que sua excursão estava programada para deixar o Rio no domingo (31).

- 14h59: Números. Novo balanço da Air France traz números diferentes daqueles preliminares, divulgados anteriormente no Rio. Segundo a empresa, 58 brasileiros e 61 franceses estavam entre os passageiros. Antes, a companhia falava em 80 brasileiros e 73 franceses.

- 14h32: Realeza. O príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, embarcou no voo 447 da Air France. Filho do príncipe Dom Antonio, ele é descendente de Dom Pedro II, e era o quarto na linha sucessória do trono.


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Fonte: G1

Pode um raio derrubar um avião?

Pode um raio derrubar um avião ? É possível e acidentes já ocorreram no passado devido às descargas elétricas na atmosfera.

Em Agosto de 2006, por exemplo, ocorreu uma grande tragédia áerea na Ucrânia com a queda de um avião russo Tupolev Tu-154 (foto abaixo). No total, 170 pessoas morreram, sendo 160 passageiros. Quarenta crianças estavam a bordo. O voo comercial fazia a rota entre o balneário russo de Anapa, no Mar Negro, e São Petersburgo.

Foto: Xinhua/Reuters - clique na foto para ampliá-la

O aparelho caiu em um lugar de difícil acesso a 45 quilômetros ao norte da cidade de Donetsk no leste da Ucrânia. O Tupolev russo teria sido apanhado numa zona de grande turbulência em meio a uma forte tempestade que afetava a região. Autoridades russas e ucranianas cogitaram inicialmente que um raio possa ter provocado o desastre, mas ainda não há certeza sobre as reais causas do acidente. Especialistas dizem que uma conjunção de fatores pode ter contribuído para o acidente, incluindo o mau tempo a possibilidade de um raio.

Acidentes aéreos envolvendo raios não chegam a ser raros. Publicações especializadas explicam que as descargas elétricas podem produzir perfurações na fuselagem, danificar sistemas de comunicações e eletrônicos. Há até mesmo o risco de explosões quando o raio entra em contato com o vapor dos combustíveis. Devido ao risco, pilotos e a engenharia de aviação estão sempre em busca de meios para minimizar a possibilidade de uma descarga elétrica provocar um acidente. Os aviões possuem pára-raios que os protegem contra as descargas, mas a proteção não é total.

Arte: USA Today - clique na imagem para ampliá-la

Os engenheiros de aeronaves também realizam testes com a carcaça dos aviões e verificam qual material suporta e distribui melhor um raio. O gráfico acima, produzido pelo jornal norte-americano USA Today, explica que quando um raio atinge uma aeronave no ar ou no solo o perigo é pequeno para os passageiros. O último acidente aéreo nos Estados Unidos envolvendo uma descarga elétrica ocorreu há mais de 40 anos. Quando uma descarga alcança uma aeronave, o material distribui a eletricidade pela fuselagem do aparelho e de volta para o ar. Já se o avião está pousado e há uma forte tempestade elétrica em andamento, os passageiros são orientados para que permaneçam dentro do avião e evitem andar na pista.

Foto: AP/GenDisasters - clique na foto para ampliá-la

Em 8 de dezembro de 1963, um raio atingiu um Boeing 707 da Pan Am sobre Elkton, estado de Maryland (foto acima). A descarga provocou uma faísca que incendiou o vapor do combustível em um dos tanque, causando uma explosão que derrubou a aeronave. Todos os 81 ocupantes do aparelho morreram.

Já em 9 de maio de 1976, um Boeing 747 da Força Aérea Iraniana acidentou-se nas proximidades de Madrid na Espanha. Testemunhas disseram ter visto raios atingindo a aeronave, seguindo-se fogo, explosão e a separação da asa esquerda. O órgão que investiga acidentes aéreos nos Estados Unidos, a National Transportation Safety Board (NTSB), concluiu que o raio deu início a uma seqüência de eventos que resultou nas múltiplas falhas estruturais da aeronave. O desprendimento da asa teve origem na ignição de vapores de combustível do tanque de número 1 a partir da descarga elétrica.




Fontes: Meio Aéreo / Gizmodo Japan / USA Today

Principais acidentes com aviões da Airbus desde 1990

Desde 1990, foram registrados pelo menos 19 acidentes graves com aviões da Airbus no mundo, mas, até agora, nenhum deles envolveu o modelo A330, cuja versão A330-200 era a usada no voo entre Rio de Janeiro e Paris que desapareceu na madrugada de hoje.

Os dois últimos acidentes com aeronaves da fabricante ocorreram em 2008.

- 14 de fevereiro de 1990.- A queda de um A320 da Indian Airlines no momento de sua aterrissagem no aeroporto de Bangalore, no sul da Índia, mata 90 pessoas. A hipótese de sabotagem do voo foi considerada.

- 20 de janeiro de 1992.- Um A320 da companhia francesa Air Inter, com 96 ocupantes, que voava entre as cidades de Lyon e Estrasburgo (França), mata 87 pessoas após cair durante o percurso.

- 31 de julho de 1992.- Morrem os 113 ocupantes de um A310-300 da companhia tailandesa Thai Airways, que se chocou contra a cordilheira do Himalaia.

- 28 de setembro de 1992.- Um avião A300 da companhia Pakistan International Airlines cai durante as manobras de aproximação ao aeroporto de Katmandu, capital do Nepal. As 167 pessoas a bordo morrem.

- 22 de março de 1994.- Morrem os 75 ocupantes de um A310 da russa Aeroflot em uma região montanhosa da Sibéria, num voo que seguia rumo a Hong Kong. As investigações mostraram que o filho do piloto, de 15 anos, assumiu os controles da aeronave e desligou o sistema de piloto automático.

- 26 de abril de 1994.- A queda de um A300-600R da companhia taiuanesa China Airlines mata 264 pessoas ao cair no aeroporto de Nagóia (Japão).

- 31 de março de 1995.- Morrem os 60 ocupantes de um A310 da companhia romena Tarom que caiu ao norte de Bucareste, capital da Romênia, pouco após sua decolagem, em meio a uma tempestade de neve.

- 26 de setembro de 1997.- Um A300 da companhia Garuda Indonesia cai perto da cidade indonésia de Medan, no noroeste da ilha de Sumatra, e deixa causa 234 mortos.

- 16 de fevereiro de 1998.- A queda de um A300-600 da China Airlines perto do aeroporto de Taipé mata 202 pessoas, sendo quatro delas em terra.

- 11 de dezembro de 1998.- Um A310 da companhia Thai Airways International cai na Tailândia e mata 101 dos 146 ocupantes da aeronave.

- 31 de janeiro de 2000.- Morrem 169 pessoas devido à queda de um A310 da Kenya Airways após decolar de Abidjan, na Costa do Marfim. Dez pessoas sobrevivem.

- 23 de agosto de 2000.- Um A320 da Gulfair, que voava entre Cairo e Manama, cai no litoral do Barein e deixa 143 mortos.

- 12 de novembro de 2001.- A queda de um A300 da American Airlines no distrito de Queens, em Nova York, mata 255 pessoas. A aeronave caiu pouco depois de decolar da cidade americana rumo a Santo Domingo, capital da República Dominicana.

- 3 de maio de 2006.- Um A320 da companhia armênia Armavia cai no Mar Negro e deixa 113 mortos quando rumava para a cidade russa de Sochi.

- 9 de julho de 2006.- Pelo menos 150 pessoas morrem devido ao choque de um A310 com 200 passageiros a bordo contra um edifício durante a manobra de aterrissagem no aeroporto da cidade russa de Irkutsk.

- 17 de julho de 2007.- Um A320 da TAM tem problemas na aterrissagem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e se choca contra um edifício da TAM Express, matando 199 pessoas, sendo 187 ocupantes do avião.

- 30 de maio de 2008.- Um A320 da companhia aérea salvadorenha TACA se parte em três ao tentar aterrissar em Tegucigalpa, capital de Honduras, deixando quatro mortos e cerca de 60 feridos.

- 10 de junho de 2008.- Um incêndio durante o pouso de um A310 da Sudan Airways no aeroporto de Cartum mata 30 pessoas e deixa seis desaparecidos. O avião transportava 204 passageiros.

- 1º de junho de 2009.- Um A330-200 da Air France, com 228 pessoas a bordo, desaparece dos radares durante o percurso entre Rio de Janeiro e Paris.

Fonte: EFE

Veja quem são os passageiros já identificados

Família Orleans e Bragança confirma presença de príncipe no voo AF 447

O Airbus A330-200 da Air France, que fazia o voo AF 447 do Rio de Janeiro a Paris, desapareceu dos radares neste domingo (31) na costa do Brasil com 228 pessoas a bordo. Desse total, 216 eram passageiros, incluindo um bebê, sete crianças, 82 mulheres e 126 homens. A Air France só deve divulgar a lista completa com os passageiros do Airbus A330 depois que as famílias forem comunicadas.

A família Orleans e Bragança, herdeira da família real brasileira, confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança estava entre os passageiros. Ele era o único integrante da família presente no voo.

Descendente de Dom Pedro 2º e filho do príncipe Dom Antônio, Pedro Luis, 26, é o quarto na linha sucessória do trono. As informações foram repassadas pelo escritório que representa a família Orleans e Bragança, em São Paulo.

Também estavam no voo Marcelo Parente, chefe de gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), de acordo com a assessoria da Prefeitura do Rio de Janeiro. Parente embarcou à França acompanhado de sua esposa, cujo nome ainda não foi confirmado. A assessoria da prefeitura negou os boatos divulgados em sites de relacionamento da internet de que a esposa de Eduardo Paes, Cristine Paes, estaria no voo.

Entre os passageiros também estavam o presidente da Michelin - multinacional francesa do ramo de pneus - para a América do Sul, Luís Roberto Anastácio, o diretor de informática da Michelin Brasil, Antônio Gueiros, e Christine Pieraprts, funcionária da área de qualidade de conteúdo da Michelin França.

Já a Secretaria de Cultura do Distrito Federal confirmou que o maestro Silvio Barbato estava a bordo da aeronave. A secretaria recebeu as informações de parentes do maestro. Silvio Barbato já foi regente das Orquestras Sinfônicas do Teatro Nacional de Brasília e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Outro passageiro da aeronave era o presidente do Conselho de Administração da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), Eric Heine. A assessoria de imprensa da companhia informou que Heine, de 41 anos, viajava a trabalho, sozinho, com destino à Alemanha, sede da Thyssen.

A assessora de imprensa da presidência da Petrobras, Adriana Van Sluings, de 40 anos, também era passageira. De acordo com sua mãe, a brasileira tinha medo de viajar de avião e adiou a partida para Paris em uma semana, mas finalmente acabou embarcando no voo AF 447.

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre lamentou, em nota, a presença do cirurgião plástico Roberto Corrêa Chem, 65, professor da universidade, entre os passageiros. Além do médico, também estavam no avião a mulher dele, a psicóloga Vera Chem, 63, e a filha Letícia Chem, 36, gerente de roaming internacional da operadora Oi.

A ONG Viva Rio confirmou que dois membros da entidade estavam entre os passageiros do voo AF 447: a brasileira Ana Carolina Rodrigues, 28, e o argentino Pablo Dreyfus, 38.

Outra passageira era a catarinense Deise Possamai, 34, que viajava para a Itália, onde faria um curso por dois anos, segundo informou a Prefeitura de Criciúma. Possamai era funcionária da prefeitura há nove anos.

Italianos

Três italianos que estariam a bordo do avião da Air France estavam no Brasil para uma viagem de solidariedade, segundo confirmou a associação Trentini nel Mondo.

Rino Zandonai, Luigi Zortea e Gianbattista Lenzi eram membros da associação e faziam parte de uma delegação que visitou a América do Sul para conhecer as estruturas de apoio aos imigrantes italianos na região.

A viagem, iniciada no dia 20 de maio, incluiu passagens pelos municípios de São Paulo, Ouro Fino, Zorteá, Rodeio, Gaspar e Florianópolis. No município catarinense de Gaspar, atingido pelas enchentes no final do ano passado, foram entregues 22.375 euros (cerca de R$ 62 mil) arrecadados pela "Campanha de Solidariedade" para ajudar a população trentina local atingida pela cheia.

Veja fotos da cobertura sobre o acidente

Fonte: UOL Notícias (com informações das agências Brasil e Ansa)

Oficial: maioria dos passageiros eram franceses e brasileiros

A Air France informou a poucos minutos, através do Comunicado nº 5, a nacionalidade dos passageiros a bordo do voo AF 447, que ia do Rio de Janeiro a Paris e desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo - 216 passageiros e 12 tripulantes.

Os passageiros:

61 franceses
58 brasileiros
26 alemães
09 chineses
09 italianos
06 suiços
05 britânicos
05 libaneses
04 húngaros
03 eslovacos
03 irlandeses
03 noruegueses
02 espanhóis
02 marroquinos
02 norte-americanos
02 poloneses
01 argentino
01 austríaco
01 belga
01 canadense
01 croata
01 dinamarquês
01 estoniano
01 gabonense
01 islandês
01 holandês
01 filipino
01 romeno
01 russo
01 suéco
01 sul africano
01 turco

Os tripulantes: 12 franceses.

Resumo das últimas notícias sobre o acidente - 2

Acompanhe as últimas notícias

SEGUNDA-FEIRA (1º)

- 14h27: Casamento. O alemão Harald Maximillian Winner, de 44 anos, está entre os passageiros do voo AF 447. Ele iria à Alemanha providenciar os documentos necessários para se casar no Brasil, segundo sua noiva, Helen Pedroso.

- 14h22: Nacionalidades. De acordo com a Air France, além dos 80 brasileiros também estariam a bordo 73 passageiros franceses, 18 alemães, 9 italianos, 6 americanos, 4 húngaros, 5 chineses, 2 espanhóis, 2 ingleses, 2 marroquinhos, 2 irlandeses, 1 angolano, 1 belga, 1 turco, 1 norueguês, 1 russo, 1 eslovaco, 1 austríaco, 1 argentino, 1 polonês, 1 romeno, 1 sueco, 1 islandês e 1 filipino.

- 14h17: Família. O cirurgião plástico Roberto Corrêa Chem, de 65 anos, está entre os passageiros. Ele viajava acompanhado da mulher, a psicóloga Vera Chem, de 63 anos, e da filha Letícia Chem, 36 anos, gerente de roaming internacional da operadora Oi.

- 14h06: Chances. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que são escassas as chances de haver sobreviventes do voo AF 447. Sarkozy está no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, para acompanhar a crise.

- 13h59: Assistência. A Air France informou que vai prestar assistência psicológica às famílias dos passageiros e tripulantes. Para isso, conta com médicos, psicólogos e voluntários treinados em aeroportos de Paris e do Rio.

- 13h54: Pouso. Carlos Camacho, diretor de Segurança do Sindicato Nacional dos Aeronautas, acredita que o piloto pode ter pousado em alto-mar após enfrentar problemas no voo.

- 13h46: Vale. A Companhia Vale informou que o diretor Marco Mendonça, da empresa, embarcou no voo AF 447. Ele é casado e tem dois filhos.

- 13h41: Brasil. A Air France informou que havia 80 brasileiros a bordo do avião. Os números são provisórios, segundo Jorge Assunção, gerente da empresa no Rio de Janeiro.

- 13h22: Charles de Gaulle. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou ao aeroporto de Roissy Charles de Gaulle pouco após o meio-dia (horário de Brasília) para acompanhar as investigações sobre o desaparecimento do vôo.

- 1h17: Localização. Uma nota da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que a falta de informações no cartão de embarque está dificultando a localização de passageiros.

- 12h54: Luto. O governador do Rio, Sérgio Cabral, vai decretar luto oficial por três dias, a partir desta segunda-feira.

- 12h47: Doação. Três italianos que foram a Gaspar (SC) estão entre os passageiros. Eles estiveram no município para entregar doação no valor de 25,375 mil euros a um centro de apoio psicossocial às vítimas das enchentes que atingiram Santa Catarina em novembro.

- 12h43: Siderúrgica. O presidente do conselho administrativo da Companhia Siderúrgica do Atlântico, o engenheiro sul-africano Erich Heine, está entre os passageiros. Na presidência desde maio de 2008, ele viajava a trabalho.

- 12h37: Brasileiros. Ministro francês dos Transportes, Jean-Louis Borloo, afirmou que a maioria dos passageiros era de nacionalidade brasileira. Segundo a agência de notícias AFP, ele também falou em 40 franceses (o “Le Figaro” havia divulgado 60 franceses).

- 12h28: Prefeitura. Marcelo Parente, chefe de gabinete do prefeito do Rio Eduardo Paes, estava no voo. Paes chegou ao salão nobre do prédio da Infraero no aeroporto acompanhado da sua mulher Cristine, do chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, e do secretário de Turismo, Antonio Pedro Figueira.

- 12h21: Reclamação. Nelson Marinho, pai do mecânico de engrenagem com mesmo nome, se revoltou com a falta de informação no Hotel Windsor Barra: “estão brincando com as pessoas. É revoltante, não tem ninguém para dar informação.”

- 12h16. Torpedos. Passageiros teriam enviado mensagens por celular aos familiares, quando perceberam que a aeronave estava com problemas. De acordo com o “Jornal de Notícias”, mensagens como “eu te amo” e “estou com medo” foram enviadas quando o avião sobrevoava a ilha do Sal, em Cabo Verde.

- 12h12: Navios. A Marinha informou que as três embarcações que participam das buscas saíram, respectivamente, do Rio de Janeiro, do 2º Distrito Naval em Salvador e 3º Distrito Naval em Natal. Os navios seguem para área marítima próxima de Fernando de Noronha.



Fonte: G1

Saiba mais: O Airbus A330-200

O Airbus A330 é a aeronave comercial de passageiros de maior capacidade de operação para médias e longas distâncias fabricada pela Airbus. Ele foi desenvolvido ao mesmo tempo que o A340 de quatro turbinas.

A Airbus pretendia colocar o A330 para competir diretamente no ETOPS, especificamente com o Boeing 767.

A fuselagem e as asas do A330, são identicas à versões menores do A340, embora tenham motores diferentes. A fuselagem do A330, é basicamente herdada do Airbus A300, como a seção do nariz/cockpit , o sistema fly-by-wire e o deck do A320. O A330 e o A340 são montados na mesma linha de montagem em Toulouse-Blagnac, França.

Ao fim de Janeiro de 2009, um total de 1012 A330 foram encomendados e 590 entregues.

Variantes

O A330 possui duas variantes, o A330-300, desenvolvido em 1987, e entrou em serviço em 1993, e o A330-200, desenvolvido em 1995, e entrou em serviço em 1998. A Versão Cargueira (A330-200F)entrou em serviço em 2008 e o Tanque (Airbus A330 MRTT)ainda se encontra em desenvolvimento.

Airbus A330-200

O Airbus A330-200 nasceu como versão de longo alcance derivada do A330-300 começou a ser desenvolvido a partir de novembro de 1995.

Com o baixo número de vendas do A340-200 (apenas 28 foram construídos), a Airbus decidiu usar a fuselagem do A340-200 com as asas e motores do A330-300. Isto criou um avião muito mais econômico do que o quadri-jato que serviu de base.

Em fevereiro de 1996 viria a primeira encomenda, de 13 unidades, feita pela empresa de leasing ILFC.

O primeiro vôo foi realizado em 13 de agosto de 1997 e as primeiras entregas em abril de 1998. Praticamente idêntico ao A330-300, e da mesma forma oferecido às companhias com três opções de motores (Rolls Royce, Pratt & Whitney e General Electric), as diferenças mais marcantes são o menor comprimento da fuselagem e a maior capacidade de combustível, graças à adição de um tanque central.

O maior alcance fez da versão -200 um best seller, ultrapassando com folga o número de encomendas do seu irmão maior A330-300, e competindo diretamente com o Boeing Boeing 767-300ER na categoria de bimotores de longo alcance. Rapidamente o modelo tornou-se o "avião do momento" entre vários operadores, tanto empresas regulares como charters.

Com o A330-200 a Airbus quebrou o monopólio da Boeing no segmento de longo alcance no mercado brasileiro: no final da década de 90, a TAM anunciou a compra do A330-200 em favor do Boeing 767-300ER, abrindo caminho para a reentrada da Airbus em nossos céus. O A330-200 serve, desde 2006, a TAP Portugal, sendo que hoje a empresa dispõe de 12 aviões deste modelo.
Configuração da cabine

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Saídas de emergência

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1 - Porta de Passageiro
2 - Porta de Serviço
3 - Porta de Emergência
4 - Porta de Emergência
5 - Porta de Emergência
6 - Porta de Emergência
7 - Porta de Passageiro
8 - Porta de Serviço

Especificações:

Tipo: Avião comercial
Fabricante: Airbus
Custo unitário: 171 milhões de dólares
Peso máximo na decolagem: 285.000 kg
Comprimento: 58,37 m
Altura: 17,80 ou 17,30 m (Enhanced)
Envergadura: 60,3 m
Seção: 5.64 m
MTOW: 230.000 Kg ou 233.000
Assentos: 253/293 - Três classes
Carga: 19.7 / 13.76 m³
Motores: 2 CF6-80E1 ou PW4000 ou RR Trent 700
Velocidade de cruzeiro: 0,82 Mach (871 Km/h)
Autonomia: 12.500 km
Combustivel: 139.100 L

Resumo das últimas notícias sobre o acidente - 1

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SEGUNDA-FEIRA (1º)

- 12h01: Experiência. Segundo a Air France, o comandante tinha 11 mil horas de voo e já havia feito 1.700 horas no Airbus A330/A340. Os dois co-pilotos também tinham experiência de 3.000 horas de voo (800 horas em Airbus A330/A340) e o outro, 6.600 horas de voo (2.600 em Airbus A330/A340).

- 11h33: Reforço. A Força Aérea Brasileira informou que mais um avião foi deslocado para as buscas na região onde foi perdido o contato com o voo 447. No total, são três aviões da FAB e três navios da Marinha brasileira.

- 11h30: Libaneses. Entre os passageiros também estavam dois libaneses, de acordo com o site da “TV5”.

- 11h25: Franceses. De acordo com o jornal “Le Figaro”, o Ministério do Interior francês informou que cerca de 60 franceses estavam a bordo do Airbus.

- 11h23: Buscas. A Força Aérea Brasileira informou que dois aviões com equipes especializadas em busca e resgate foram enviados por volta das 9h à região de Fernando de Noronha. Segundo a Agência Estado, os aviões são dos modelos P95 e C130.

- 11h11: Atualização. A Air France repassou ao Bureau de Investigação e Análises para a Segurança de Aviação civil, organismo responsável na França pelas investigações técnicas sobre acidentes e incidentes da aviação civil, e para a Airbus, fabricante do avião, as informações que tem em seu poder sobre o desaparecimento.

- 11h07: Atendimento. A Air France montou uma sala de atendimento no Aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio, e no hotel Windsor na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, para os parentes dos passageiros.

- 11h03: Cobertura. A Aeronáutica divulgou que o avião saiu da cobertura radar do Cindacta 3, de Fernando de Noronha, voando normalmente a 35.000 pés (11 quilômetros) de altitude e a uma velocidade de 453 KT (840 quilômetros por hora).

- 10h55: Michelin. A fabricante de pneus Michelin informou que três executivos da empresa estavam no avião: os brasileiros Luiz Roberto Anastácio e Antonio Gueiros, e a francesa Christin Pieraerts.

- 10h51: Sarkozy. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu ao governo que "faça todo o possível" para encontrar pistas do avião.

- 10h49: 'Cenário trágico'. O ministro francês do Desenvolvimento, Jean-Louis Borloo, disse que deve-se esperar pelo "mais trágico cenário", uma vez que a reserva de combustível do avião já deve ter acabado.

- 10h38: Buscas. Avião militar francês deixou Dacar para tentar localizar o avião desaparecido, informou a embaixada da França no Senegal.

- 10h33: Tragédia. O “Le Figaro” divulgou que esta é a maior tragédia registrada pela Air France, e com maior número de possíveis mortes dos últimos anos, em todo o mundo.

- 10h27: Nacionalidade. Jornal Francês “Le Figaro”, cinco italianos e três marroquinos estavam a bordo do avião.

- Telefone. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Air France divulgaram telefones para parentes de passageiros e tripulantes. Veja aqui os números.

- Contato. A FAB informou que o último contato das autoridades brasileiras com o avião da Air France foi feito por rádio às 22h33, horário de Brasília.

- Parentes. Em busca de informações, os parentes e amigos em busca de informações se encaminham ao balcão da Infraero, no Aeroporto Tom Jobim.

- Guichê. Apesar do clima de expectativa por informações sobre o voo AF 447, o guichê da Air France no Aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio, segue vazio.

- Coordenação. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, divulgou nota informando que as autoridades brasileiras devem atuar "na mais estreita coordenação" com as autoridades francesas, em busca de informações sobre o avião.

- Aguardo. A Airbus, fabricante do avião A330-200, disse que iria esperar mais informações para falar sobre o caso.

- Identidade. Entre os 216 passageiros, há um bebê, sete crianças, 82 mulheres e 126 homens. Os nomes dos passageiros não foram divulgados ainda.

- Manutenção. A companhia disse que a aeronave estava em uso desde 2005 e passou por manutenção técnica pela última vez em 16 de abril.

- Raio. François Brousse, diretor de Comunicação da Air France, disse que a hipótese "mais provável" é que a aeronave tenha sido atingida por um raio.

- Tempestade. O aviso sobre a pane teria sido mandado depois que a aeronave atravessou uma área de tempestade, onde enfrentou turbulência.

- Pane. A Air France informou que o Airbus mandou uma mensagem às 2h14 GMT desta segunda-feira (23h14 de domingo em Brasília) avisando sobre uma pane elétrica.

- Ilha do Sal. Segundo a Aeronáutica, o avião não foi detectado nos radares da Ilha do Sal, que fica no meio do caminho entre Brasil e Europa. Por isso, a Força Aérea Brasileira foi acionada durante a madrugada.

Fonte: G1

O avião envolvido no acidente

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Airbus A330-203
F-GZCP (cn 660)
Air France
Primeiro voo:
25/02/2005 (4 anos e 3 meses)
Total de horas voadas: 18.870
Motores: 2 General Electric CF6-80E1A3
Tripulação: 12
Passageiros: 216
Total: 228
Status atual: desaparecido
Local: Oceano Atlântico
Fase de voo: em rota (ENR)
Natureza do voo: Voo de Transporte Internacional de Passageiros
Aeroporto de Partida: Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão (Tom Jobim), RJ (GIG/SBGL), Brasil
Aeroporto de Destino: Aeroporto Internacional de Paris-Charles de Gaulle (CDG/LFPG), França
Voo número: 447

Foto: Gabriel Widyna

Avião francês deixa Dacar para participar nas buscas, diz Air France

A França tem importante base militar em Dacar.

Mapas mostram a rota do voo AF 447, que sumiu dos radares sobre o Atlântico

Um avião militar francês deixou Dacar, no Senegal, nesta segunda-feira (1º) para tentar localizar o Airbus A330 da Air France que desapareceu com 228 pessoas a bordo entre o Rio de Janeiro e Paris, indicou a embaixada da França no Senegal.

"O Bréguet Atlantique partiu. Sua missão se inscreve nos acordos de defesa entre a França e Senegal, prevendo a busca de navios ou aviões em dificuldades", afirma uma nota da embaixada. A França tem uma importante base militar em Dacar.

O Estado-Maior das Forças Armadas francesas em Paris indicou que o avião tem de 10 a 12 horas de autonomia e que ainda é a única aeronave militar francesa envolvida nas buscas.

Há somente um Bréguet Atlantique em Dacar, mas em caso de necessidade a França disponibiliza outras aeronaves deste tipo, para reforçar o dispositivo.

Em Paris, a Air France anunciou que não tem notícias do voo 447 que decolou às 19h do Rio de Janeiro, com 216 passageiros e 12 membros da tripulação.

Segundo a agência de notícias Efe, o Marrocos descartou que o avião tenha caído em seu espaço aéreo. O diretor da Direção Geral da Aviação Civil marroquina, Manar Abdenbi, confirmou à agência que o aparelho devia passar pelo espaço aéreo marroquino, mas que "o contato foi perdido muito antes que tivesse que atravessar, por isso não houve nenhuma comunicação com nossos órgãos nacionais".

Fonte: France Presse - Arte: BBC / G1

Crianças e executivos estão entre os passageiros da aeronave da Air France que desapareceu

O voo 447 da Air France que partiu do Rio para Paris e desapareceu na madrugada desta segunda-feira tinha 228 pessoas a bordo, entre elas sete crianças e um bebê. De acordo com a Michelin, empresa francesa fabricante de pneus, três funcionários estavam a bordo, entre eles o Luis Roberto Anastácio, vice-presidente da Michelin para América do Sul. Além dele, o gerente de sistemas da empresa e uma funcionária francesa estava na aeronave.

Ao todo, 126 homens, 82 mulheres e oito crianças, entre elas um bebê, estavam a bordo da aeronave. Ainda de acordo com a empresa, 12 pessoas faziam parte da tribulação da aeronave: três tripulantes técnicos e nove comissários. A primeira informação é que um dos comissários de bordo que estaria a serviço da aeronave é Lucas Gagliasso.

A associação de imigrantes Trentini nel Mondo confirmou nesta manhã que três italianos estão entre os passageiros do avião da Air France. Rino Zandonai, diretor da Associação Trentini nel Mondo Onlus, Giambattista Lenzi, conselheiro regional de Trentino-Alto Ádige, e Gianni Zortea, prefeito de cidade de Canal San Bovo, faziam parte de uma delegação que visitou a América do Sul para conhecer as estruturas de apoio aos imigrantes italianos na região.

O presidente da associação Trentini del Mondo, Alberto Tafner, confirmou que os três foram acompanhados ao aeroporto pelo presidente do círculo trentino de Curitiba, Ivanor Minatti. Haveria também sete crianças e um bebê a bordo. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a lista completa dos passageiros e tripulantes a bordo será divulgada por volta de 11h no Brasil.

De acordo com a Air France, o comandante da aeronave tem 11 mil horas de voo e já tinha efetuado 1.700 horas no airbus desaparecido. Além disso, um dos co-pilotos da aeronave possue 3.000 horas de voo, sendo 800 horas no modelo da aeronave, e o outro 6.600 horas de voo, sendo 2.600 no airbus. O avião modelo A330/A340 começou a operar em 2005, e segundo a Air France tem um total de 18.870 horas de voo. A última visita de manutenção em hangar foi feita em 16 de abril de 2009.

Fonte: O Globo