segunda-feira, 24 de novembro de 2008

NASA elege Alcoa como fornecedora exclusiva de liga de lítio-alumínio para o foguete Ares 1

A NASA –Administração Nacional do Espaço e Aeronáutica dos Estados Unidos (U.S. National Aeronautics and Space Administration) elegeu a fábrica da Alcoa em Davenport, Iowa, como fornecedora exclusiva, nos Estados Unidos, de chapas finas de liga de lítio-alumínio 2195 para o foguete Ares 1, veículo espacial da agência que permitirá aos astronautas explorar órbitas espaciais muito afastadas da Terra. O objetivo da NASA é fazer novas expedições à Lua até 2020.

A fábrica de Davenport ficará responsável pela produção de aproximadamente meia tonelada de chapas finas de lítio-alumínio destinadas a este programa. O Centro Técnico Alcoa, próximo a Pittsburgh, funde os lingotes de lítio-alumínio e transporta o material para Davenport, onde é laminado em chapas finas para posterior transformação.

“Basicamente, o caminho em direção à Lua começa aqui na Alcoa Davenport”, diz Steve Cook, diretor da Divisão de Lançamento de Exploração da NASA e gerente do projeto Ares. “Tudo começa com parceiros como a Alcoa. A Empresa está na linha de frente em Davenport auxiliando a NASA a desenvolver o próximo capítulo da exploração espacial.”, afirma Cook.

“Mesmo com o alumínio primário já sendo trabalhado na nossa Unidade, a qualificação da NASA foi fundamental para reforçar a tradição da Alcoa como fornecedora de novos materiais aeroespaciais e soluções tecnológicas para aplicações em aeronaves e veículos espaciais,” afirma Tony Morales, diretor Global de Marketing da Divisão Aeroespacial da Alcoa.

Em 2007 a NASA assinou um contrato com a Alcoa no valor de US$ 18,5 milhões para ampliar a capacidade de produção e fornecer as primeiras encomendas de lingotes e chapas de lítio-alumínio de alto desempenho que serão utilizados na nova etapa do Ares 1.

A experiência adquirida com o Ares 1 beneficiará o Ares V5 - um veículo de lançamento de “carga pesada”, que também contará com alumínio da Alcoa. A missão à Lua prevê o lançamento do Ares V5 primeiramente e, em seguida, o envio de uma tripulação de até seis astronautas a bordo do Ares 1. Os dois foguetes se engatarâo no espaço para explorar a Lua e outras partes do sistema solar.

Sobre a fábrica da Alcoa em Davenport

A fábrica da Alcoa em Davenport produz chapas e folhas de alumínio destinadas a uma variedade de setores industriais. Os materiais produzidos na fábrica são usados em veículos para a indústria aeroespacial e de defesa, veículos de passageiros (automóveis e caminhões), caminhões e transporte ferroviário comercial e vários outros setores. A fábrica de Davenport foi inaugurada em 1948 e é uma das maiores unidades de transformação de alumínio do mundo, dispondo da maior prensa de laminação do planeta. A planta tem mais de 520 mil metros quadrados cobertos e emprega 2,2 mil funcionários Saiba mais a respeito da Alcoa Davenport no site
www.alcoa.com/locations/usa_davenport

Fonte: Farol Comunitário

Acordo sobre demissões na Varig depende de assembléia de trabalhadores

A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, disse que uma proposta para acordo coletivo sobre as demissões na Varig foi enviada aos sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), mas que ainda permanece sem resposta porque envolve a realização prévia de assembléia dos trabalhadores. Até o momento, nenhum sindicato do setor aéreo, envolvendo aeronautas e aeroviários, assinou qualquer acordo de trabalho com a VarigLog, nova controladora da Varig.

Selma Balbino participou de audiência pública convocada pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro para discutir o pagamento das dívidas trabalhistas da Varig com os empregados. Os salários estão atrasados há cerca de quatro meses e ainda é preciso discutir como será feita a indenização dos 5,5 mil empregados demitidos na semana passada.

A presidente do Sindicato dos Aeroviários revelou que do total de 3,985 mil empregados que serão mantidos, apenas 1,7 mil serão aproveitados pela nova empresa neste primeiro momento, porque o restante engloba funcionários licenciados junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por acidentes de trabalho, licenciados sem vencimento ou pessoas afastadas do trabalho.

A falência, segundo ela, representaria a perda de 9,5 mil empregos diretos e 50 mil indiretos. “Ia ser uma monstruosidade de desemprego no setor aéreo”, afirmou. O sindicato entende, entretanto, que as demissões efetuadas pela Varig foram realizadas sem critério. Ela esclareceu que a convenção coletiva estabelece que terão estabilidade aqueles empregados que estão à beira da aposentadoria, o que não ocorreu.

Fonte: Agência Brasil

Aeroporto de Sergipe terá pista ampliada

A Infraero e o Governo do Estado de Sergipe assinaram, na última quinta-feira (20), às 16h, no Palácio do Governo, o termo de convênio para levantamento de dados e estudos sobre a ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Aracaju (SE), passando dos atuais 2.200 metros para 2.900 metros.

Com a ampliação da pista, poderão ser feitos vôos diretos para a Europa, sem escalas, tanto para vôos de passageiros como para vôos cargueiros. A reforma possibilitará aumento no número de vôos para Aracaju, o que levará ao crescimento da demanda turística e ao incremento na economia do Estado.

A movimentação de passageiros no aeroporto de janeiro a outubro deste ano foi de 561 mil pessoas, 0,92% de queda em relação aos 566 mil registrados no mesmo período do ano passado.

"Com a parceria do governo de Sergipe será possível incrementar as melhorias para o aeroporto e quem ganha é o passageiro, que contará com mais uma grande porta de entrada", afirmou o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.

Para realizar a obra, serão necessárias a desapropriação e a indenização de áreas essenciais à ampliação da pista, além do desmonte do Morro da Piçarreira, em cumprimento ao Plano de Zona de Proteção do Aeródromo.

Estiveram presentes à solenidade o governador do Estado, Marcelo Déda, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, o diretor de Operações, Tenente Brigadeiro do Ar Nicácio Silva, além dos superintendentes da Regional Centro-Leste, Elvino Ney Taques, e do Aeroporto de Aracaju, Fábio Bastos, entre outras autoridades.

Fonte: Jornal de Turismo - Foto: meupapagaio.com

domingo, 23 de novembro de 2008

Acidente no Aeroclube do Pará deixa uma vítima fatal

O médico Eduardo Rui Chaves, morreu na manhã deste domingo (23) nas dependências do Aeroclube do Pará, na avenidade Senador Lemos, em Belém, durante um acidente.

Segundo informações do assessor da polícia civil, Walrimar Santos, o médico fazia uma manutenção em um bimotor de sua propriedade. Ele teria acionado as hélices do avião, e ao constatar que elas não funcionaram, saiu da aeronave para verificar o problema. "Quando ele chegou próximo, a hélice voltou a funcionar e cortou suas duas mãos e parte da cabeça, tendo morte instantânea", disse o assessor.

A família registrou o acidente na delegacia da Sacramenta de onde foi acionada a remoção do corpo que está sendo feita neste momento, por volta das 13h30.

Fonte: Diário do Pará

Morador grava momentos após queda do avião no Recife



O morador Marcone Sales de Lima registrou, em seu celular, cenas de desespero momentos após a queda do bimotor, no bairro de San Martin, no Recife. Nas imagens, outros moradores tentam quebrar o vidro do avião para resgatar as vítimas. "Eu estava assisntindo jogo quando vi o avião passando baixinho. Logo depois escutei um forte barulho e corri para ver o que era", contou à repórter Dulce Mesquita.

Fonte: JC Online

PE: avião da banda Calypso cai em praça e mata 2

O avião Beech Super King Air 200, prefixo PT-OSR pertencente à banda Calypso caiu por volta das 11h30 na praça San Martin, no Recife, próximo ao Colégio Antônio Farias Filho.

Terminou de forma trágica a queda de um avião bimotor, na manhã deste domingo (23), no bairro de San Martin, Zona Oeste do Recife. A aeronave, que conduzia dez tripulantes - entre eles um produtor da banda Calypso, políticos e empresários -, perdeu altitude e terminou se chocando contra quatro casas no bairro. O piloto do avião, Eurico Pedrosa Júnior, 46 anos, morreu com a violência do impacto. Gilberto Silva, produtor financeiro da banda, ainda chegou a ser socorrido ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

As demais vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros para hospitais póximos e não correm risco de morte. Saíram feridos um dos proprietários da Luan Produções, Rogério Paes Silva, o deputado federal Eduardo da Fonte e Valmir João Oliveira, empresário do setor agrotêxtil. Outras três pessoas receberam atendimento no Hospital Português: o co-piloto, Bruno Carvalho Carneiro, 29, Helena Lúcia Ferreira, 40, e o empresário e sócio do Chevrolet Hall, Luiz Augusto Nóbrega, 53. O superintendente do Metrorec, Deivson Tolentino, está internado no Hospital Esperança. No Alfa, Eduardo do Ó, médico e proprietário do hospital onde está internado.

O avião, um bimotor que já pertenceu ao músico Chimbinha, é de propriedade da empresa Exclusive Fly e transportava empresários e políticos que voltavam de um evento beneficente no município de Teresina, no Piauí. A festa era uma comemoração de aniversário do Armazém Paraíba, no estacionamento do Shopping Teresina, onde a banda Calypso, Zezé de Camargo e Luciano e Daniel se apresentaram neste sábado.

Produtor financeiro da Calypso há dois anos, Gilberto estava de folga até o próximo sábado e decidiu pegar uma carona no avião, que tinha como destino o Recife, e daí seguiria para Campina Grande, onde mora a família dele. A banda Calypso seguiu de ônibus para Fortaleza, onde tinha compromissos de agenda.

TENSÃO

Na rua Ibituba, onde o avião caiu, houve tumulto e correria. Muita gente não estava entendendo o que tinha acontecido. O comerciante Moisés Francisco, 43, morador da casa que teve o 1º andar destruído, chegou a pensar que o filho dele estivesse entre os escombros. "A minha esposa ficou desesperada, mas eu consegui telefonar para ele e descobri que ele estava na praia. Se estivéssemos em casa, todos teríamos morrido", comentou.

O técnico de enfermagem Rômulo Batista disse que estava assistindo a um jogo na hora em que o avião começou a cair. "Percebi que ele estava voando muito baixo, quando vi foi o barulho". O técnico afirma que socorreu o co-piloto do avião, que saiu consciente, pedindo para socorrer o piloto, que ficou preso entre as ferragens.

Fontes: Terra / JC Online - Fotos: Aldo Carneiro (Futura Press)

Laudo confirma matéria de ISTOÉ sobre sucessão de falhas no acidente da TAM

Passados 16 meses do maior acidente aéreo da história do País, o laudo do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo sobre o desastre com o vôo TAM 3054 confirma matéria de ISTOÉ publicada uma semana depois da catástrofe que ceifou a vida de 199 pessoas, em 17 julho de 2007. Os peritos concluíram que um conjunto de falhas motivou a tragédia e admitem que receberam pressões para finalizar o inquérito com rapidez. Eles dizem também que o laudo ainda pode ser retificado. "Esta totalidade elencada pode estar incompleta", diz o perito Antônio Nogueira Neto.

Na verdade, ao admitir tal fato, os investigadores quiseram se proteger de eventuais contradições com outras apurações que estão em curso, já que o IC paulista não esperou os resultados das investigações que ainda estão em Brasília, no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), departamento ligado ao Comando da Aeronáutica. Conforme ISTOÉ antecipou, em setembro o Cenipa concluiu que não será possível definir se o acidente ocorreu por falha humana ou mecânica e que a pista do Aeroporto de Congonhas não influenciou no desastre.

Nas 2.608 páginas do laudo do IC paulista, a perícia não consegue dar resposta a uma questão fundamental: Por que em nove dos 11 pousos anteriores ao acidente, com a mesma aeronave, os pilotos também erraram ou adotaram formas que não constavam nas normas técnicas para a operação de pouso? Outra lacuna nas investigações é a razão pela qual o delegado responsável pelo caso deixou de indiciar três dos cinco dirigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), já que a diretoria é colegiada.

Dúvidas à parte, o certo é que dez pessoas foram indiciadas pela polícia paulista, entre elas o ex-presidente da Infraero brigadeiro José Carlos Pereira e o ex-presidente da Anac Milton Zuanazzi. O laudo revela as falhas das autoridades do setor aéreo, da TAM e entende que o acidente poderia ter sido evitado. Se condenados, a pena pode chegar a seis anos de prisão.

O inquérito foi concluído na quartafeira 19 pelo delegado Antonio Carlos Barbosa. Segundo ele, o laudo aponta que uma das principais causas do acidente foi a posição errada do manete da turbina direita. O equipamento estaria em posição de aceleração no momento do pouso. "Não podemos afirmar com 100% de certeza que houve erro humano", disse Barbosa.

Para o promotor Mário Luiz Sarrubo, que investiga o caso, a TAM falhou no treinamento dos funcionários, a Infraero errou ao liberar a pista e a Anac não fiscalizou adequadamente o aeroporto. O documento, no entanto, não é conclusivo quando analisa os motivos de o avião não ter parado. A falha pode ter tido razões mecânicas, eletrônicas ou erro humano.

Para saber exatamente, os técnicos precisam comparar os dados digitais, armazenados no computador de bordo, com o posicionamento físico dos manetes. O problema é que essas informações só podem ser dadas como verdadeiras caso a posição do equipamento seja confirmada. Algo muito difícil de saber, já que os manetes ficaram derretidos, o que torna impossível determinar sua posição exata.

Fonte: Alan Rodrigues e Camila Pati (IstoÉ)

Familiares de vítimas de acidente da TAM questionam inquérito

Associação pressiona para que acidente seja tipificado com dolo.

Além disso, parentes consideraram insuficiente número de indiciados.


Familiares de vítimas do vôo JJ 3054 da TAM questionaram neste sábado (22) a conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre o acidente que matou 199 pessoas em julho de 2007, na Zona Sul de São Paulo.



Na reuniram que tiveram a tarde, na capital paulista, com autoridades policiais e secretários do governo estadual, a associação que os representa deixou claro que pressionará para que o acidente seja tipificado como homicídio com dolo (quando há a intenção) eventual (quando os responsáveis sabem do risco). Isso porque o inquérito finalizado caracterizou o acidente como 'atentado contra a segurança do transporte aéreo' para fazer o indiciamento.

Na quarta-feira (19), a Polícia Civil anunciou o indiciamento de 10 pessoas por atentado contra a segurança do transporte aéreo pelo acidente com o avião da TAM. Em tese, essa classificação representa a possibilidade de uma pena mais branda, em caso de condenação. Nessa hipótese, poderia chegar até seis anos de detenção e ser revertida para o pagamento de cestas básicas. Já a tipificação por homicídio pode significar uma pena maior.

Neste sábado, a reunião foi com os secretários Ronaldo Marzagão e Luís Antônio Marrey, respectivamente, das secretarias da Segurança Pública e da Justiça, e com o delegado Antônio Carlos de Menezes Barbosa, que presidiu a investigação que buscou responsabilizar os culpados pelo acidente, e com Antônio Nogueira, perito do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica, que elaborou o laudo técnico sobre as eventuais causas da tragédia.

O encontro foi em um hotel localizado próximo ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Os familiares puderam ter acesso às informações e tirar dúvidas em relação ao inquérito.

Na reunião, os familiares das vítimas colaram nas paredes do auditório do hotel cartazes pretos com os nomes das pessoas indiciadas, entre elas Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e Milton Zuanazzi, ex-diretor-presidente do órgão. Também foram indiciados o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero); Luiz Kazumi, Marcos Santos e Jorge Velozo, superintendentes da Anac; Marco Castro, diretor da TAM; Abdel Salam, ex-gerente da TAM; Aguinaldo Molina e Esdras Ramos, funcionários da Infraero.

Os familiares questionaram principalmente a caracterização do acidente como de atentado contra a segurança do transporte aéreo, em vez de homicídio culposo, como vinha sendo feito na durante a investigação. “Nós estamos brigando pela acusação de (homicídio) com dolo eventual”, afirmou Dario Scott, presidente da Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ 3054 (Afavitam). Outra preocupação é em relação à possibilidade de o processo passar para a esfera federal da Justiça.

Delegado Antonio Barbosa e os secretários Ronaldo Marzagão e Luiz Marrey em encontro com os familiares de vítimas do vôo da TAM

Além disso, o número de indiciados foi considerado insuficiente. “Esperávamos mais”, disse Scott. “O que nós queremos é justiça, independentemente do nome, e que os responsáveis paguem pelo que fizeram com os nossos familiares. A questão do indiciamento por atentado não quer dizer que seja a mesma visão do promotor para onde vai se dirigir o inquérito e pode não ser a mesma visão do juiz que vai julgar o caso. Nós continuamos brigando para que, se existir provas, que se vá para o dolo (com intenção), que se vá para o culposo (sem a intenção). Se existir a prova, queremos a de pena maior para que essas pessoas paguem pelo que fizeram conosco”, declarou.

Apesar dos esclarecimentos, a imensa maioria dos familiares não se mostrou satisfeita com as conclusões do inquérito. “Nós saímos com a esperança de que a coisa começou a acontecer”, disse Scott, que considerou que faltaram mais pessoas da TAM para serem indiciadas.

Seus colegas de associação fizeram questão de manifestar suas insatisfações depois do encontro. “Estou insatisfeito. Foi um avanço, sim, mas muito pequeno. Queremos que os responsáveis sejam julgados por (homicídio) com dolo eventual. Eles sabiam do risco e que as pessoas naquele avião poderiam morrer. E mesmo assim colocaram as pessoas naquele avião e o mandaram para Congonhas”, afirmou Sérgio Luiz Mattedi, pai de Lucas Mattedi, que morreu no acidente aos 24 anos.

Já para o comandante aposentado Raphael di Sacco, pai de Henrique Sacco, comandante do vôo JJ 3054, faltaram nomes na lista de indiciados. “São poucos, têm muito mais. Não se restringe só a esses, não. A verdade é que falta muita coisa e já foi trabalhado que este indiciamento nada vale, porque o (inquérito) é estadual e o problema, federal”, disse.

O secretário de Justiça afirmou que a classificação do crime é feita de acordo com a autoridade. “A autoridade policial faz a classificação no inquérito e depois esta vai ser submetida à Justiça. O promotor pode concordar ou não com a classificação e a palavra final é do poder judiciário. A palavra final é sempre do poder judiciário”, explicou. De acordo com Marrey, o trâmite do processo na Justiça deverá levar pelo menos mais um ano e meio, no mínimo.

Os familiares das vítimas do vôo da TAM voltarão a se reunir por volta das 16h deste domingo (23) para fazer uma manifestação no Aeroporto de Congonhas.

Indiciados

De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, os indiciados que moram em São Paulo deverão comparecer ao 15º DP, no Itaim Bibi, na Zona Oeste, para serem notificados oficialmente do indiciamento. São eles: Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marco Aurélio Castro, diretor de segurança de vôo da TAM, Abdel Salam Abdel el Salam Rishk, ex-gerente de engenharia de operações da TAM, Agnaldo Molina Esteves e Esdras Ramos, funcionários da Infraero que liberaram a pista de Congonhas para pouso.

Os outros cinco indiciados serão notificados através de carta precatória: o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero, Luiz Kazumi Myada, superintendente de infra-estrutura aeroportuária da Anac, Marcos Tarcísio Marques dos Santos e Jorge Luiz Brito Velozo, responsáveis pela superintendência de segurança operacional da Anac, e Milton Sérgio Silveira Zuanazzi, ex-presidente da Anac.

Fonte: G1 - Foto: Marcelo Mora (G1)

Desempregado devolve malote com R$ 95 MIL que caiu de um avião em Sergipe

O desempregado João Jacinto, de 65 anos, encontrou em um terreno ao lado de sua casa, no bairro Santa Maria (Terra Dura), em Aracaju, Sergipe, um malote com R$ 95 mil. Ele fora “amarra a burra” e quando estava fazendo a limpeza do terreno viu “um pacote com o dinheiro”.

Apesar da sua situação de desempregado, João Jacinto procurou a delegacia de polícia do bairro e o devolveu, para surpresa até da delegada Viviane Pessoa, ficou assuntada quando um policial lhe informou que tinha encontrado um pacote com quase R$ 100 mil.

- Pensei que fosse de um assalto ou outra coisa do tipo, disse a delegado, alegando que o “bairro é pobre e tem fama de violento, e uma pessoa encontrar todo esse dinheiro e entregar à Polícia merece elogios pelo seu gesto de cidadão”.

Como foi

Dois malotes caíram do bagageiro de um avião que transportava valores de vários bancos de Sergipe para Salvador, em razão de uma falha da empresa ao fechar a área de bagagem. Um deles, de R$ 95 mil, caiu exatamente no terreno baldio próximo à casa do desempregado, que o encontrou e entregou à Polícia.

O outro malote continua desaparecido na área entre o aeroporto e o bairro Santa Maria, ou nas imediações da praia de Atalaia. Os dos malotes eram do Banco do Estado de Sergipe (Banese). Segundo uma fonte da Polícia, os dois pacotes devem ter caído próximos, mas até o momento não se sabe notícia de que alguém tenha encontrado. Quem o encontrou não teve o mesmo gesto do desempregado João Jacinto.

Neste sábado (22) o desempregado foi festejado em seu bairro e procurado pela imprensa. Recebia muitos elogios pelo gesto, mas também criticas: “não está vendo que eu não devolvia um presente vindo do céu”, disse o torneiro mecânico Vicente Rodrigues, que lamentava não ter encontrado o pacote.

João Jacinto, entretanto, insiste em dizer que “gosto de usar o que recebi derramando o meu suor. Usar o que é dos outros dar dor de cabeça e muita preocupação”. Jacinto acha que merece uma gratificação pelo gesto, “mas só se quiserem me dar”.

O presidente do Banese, João Andrade, elogiou o gesto do desempregado João Jacinto e tranqüilizou os clientes: “eles não serão prejudicados”. Disse também que o Banese vai estudar uma forma de gratificar João Jacinto.

Fonte: faxaju.com.br

Ex-baterista do Blink 182 processa duas companhias aéreas

O ex-baterista da banda Blink 182, Travis Barker, está processando duas companhias aéreas por perdas e danos após o acidente aéreo no qual ele se envolveu em 19 de setembro, na Carolina do Sul. No desastre, morreram quatro pessoas. O músico, de 33 anos, ficou internado em estado grave, com queimaduras de segundo e terceiro graus.

O baterista processa a empresa Goodyear, que é proprietária do Learjet acidentado, e uma companhia de seguros para aviões, segundo informa a Fox News. O músico espera ganhar 25 mil dólares e alega ter sofrido "dores, sofrimento, desfiguração e pedra de dinheiro após pagar advogados e médicos".

Na batalha, o bateerista tem a ajuda de Thelma Martin Still, a mãe de seu guarda-costas Charles Monroe Still Jr, morto no acidente. Ela também processa as empresas, alegando "tristezas, infortúnios e despesas de funeral".

A dupla alega, no processo, que os pilotos do avião não estavam treinados e que o Learjet era "defeituoso".

Fonte: JB Online

sábado, 22 de novembro de 2008

A agonia da velha Varig continua

Gigantesca e poderosa no passado, a marca está prestes a desaparecer e suas ex-subsidiárias definham

Pouco mais de dois anos após o leilão judicial que sacramentou o desmembramento da Varig, realizado em julho de 2006, o que restou do grupo em nada lembra o poder e o gigantismo que foram características da companhia. A própria marca Varig está prestes a desaparecer, engolida pela sua nova dona, a Gol. Entre as ex-subsidiárias, a Sata, de serviços aeroportuários,e a VarigLog, de cargas, perderam espaço no mercado e definham. Já a VEM (manutenção de aviões) e a rede Tropical Hotéis apostam na reestruturação para sobreviver.

No final do mês passado, a Sata anunciou a demissão de 1 mil trabalhadores, ou 40% do seu quadro de empregados. O motivo foi a perda de seu maior cliente - a Varig -, que respondia por pouco mais de 40% do seu faturamento. O presidente da empresa, João Luis Bernes de Sousa, conta que entrou na Justiça para questionar a rescisão unilateral do contrato, que vencia no próximo dia 26, mas foi rompido no dia 19 de outubro. De acordo com o executivo, a Varig, ou, no caso, a Gol, a nova controladora, deveria ter dado um aviso prévio de pelo menos seis meses.

“Tudo o que a gente quer é a reconsideração pela Varig, ou, se necessário, o apoio da Justiça, para que esse prazo seja mais longo. Não queremos fazer da Varig refém ou perpetuar um contrato que não interessa à outra parte”, afirma Sousa. O executivo também contou que, no entendimento dele, uma dívida de cerca de R$ 80 milhões que está nos autos do processo de recuperação judicial da Varig antiga - a parte da Varig que não foi vendida no leilão, herdou as dívidas da companhia e tem hoje o nome de Flex - é de responsabilidade da Varig/Gol.

A Gol informou, por meio de nota, que adquiriu a VRG Linhas Aéreas S.A. amparada na Lei de Recuperação Judicial (nº 11.101/05). “A companhia acredita que ela seja o respaldo legal aplicável no caso de sucessão de dívidas.”

Segundo o presidente da Sata, os serviços que eram realizados para a Varig foram repassados para a empresa que atende a Gol, a Swissport. A Sata, assim como a rede Tropical, são empresas controladas pela Fundação Ruben Berta Participações (FRB-Par), ex-controladora da Varig, e não entraram em processo de recuperação judicial.

SEM CAIXA

A Flex, que permanece em recuperação judicial, enfrenta sérias dificuldades de caixa. A empresa, segundo o último relatório que consta dos autos do processo, havia informado que só teria caixa positivo até outubro. Mas a empresa tem alguns ganhos de receita que garantem sua sobrevida, com o centro de treinamento de pilotos e o aluguel de alguns imóveis, entre outras fontes.

A empresa conta com apenas um avião, um Boeing 737-300, e tem um acordo no qual faz vôos para a Gol, emprestando também a tripulação. São vôos que ligam o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), no Rio, a Recife (Pernambuco), Campina Grande (Paraíba) e Juazeiro do Norte (Ceará).

Recentemente, o juiz Luiz Roberto Ayoub, responsável pela recuperação judicial da Flex, anunciou a possibilidade de o seu monitoramento terminar em janeiro. Mesmo assim, a companhia continua com o dever de cumprir as obrigações assumidas durante sua reestruturação. A Fundação Ruben Berta, que foi afastada judicialmente da administração da Flex, deve voltar ao poder.

Em situação um pouco melhor está a Tropical Hotéis. O grupo está reestruturando sua operação, após ter perdido em setembro do ano passado a concessão do hotel mais rentável da rede, nas cataratas de Foz do Iguaçu. O presidente da empresa, Adenias Gonçalves Filho, estima que o antigo Tropical Cataratas respondia por 15% do faturamento da rede, hoje com cinco hotéis - dois em Manaus (Amazonas), dois na Bahia (Salvador e Porto Seguro) e outro em João Pessoa (Paraíba).

“Estamos mudando a atitude da corporação, que ficou um pouco abalada com a perda da concessão em Foz do Iguaçu. Era o empreendimento mais rentável da rede”, afirma Gonçalves Filho. Segundo ele, a Tropical investe, em média, R$ 500 mil por ano na manutenção e reforma dos hotéis da rede. Só no hotel de João Pessoa, a rede está investindo R$ 4 milhões.

A VarigLog, ex-subsidiária de logística e transporte de cargas, tem passado por um momento peculiar. Uma disputa judicial entre seus sócios originais deixou a empresa engessada, com recursos bloqueados pela Justiça e indefinição de quem é que manda. A briga custou a redução dos negócios e do faturamento da VarigLog. Em 2007, a receita da empresa foi de R$ 760 milhões, ou uma média mensal acima de R$ 60 milhões. No primeiro trimestre deste ano, o resultado mensal desabou para R$ 35 milhões.

Fonte: Alberto Komatsu (O Estado de S.Paulo)

Caça da FAB intercepta cargueiro de Gana no Rio

O caça F-5M

O avião de grande porte interceptado na tarde de sexta-feira por um caça F-5M, da Força Aérea Brasileira (FAB), quando fazia um vôo irregular no litoral sul do Rio, era um cargueiro DC-8 de Gana, matrícula 9G-AXA, operado pela empresa Air Charter Express. O supersônico de combate estava armado com um canhão de 20 milímetros e dois mísseis.

O jato comercial fora fretado pelo governo da Grã-Bretanha para um vôo desde Port Stanley, no arquipélago das Malvinas, no sul do Atlântico, até a Ilha de Ascensão, na linha do norte da África.

Os pilotos do DC-8, um peruano e um francês, pretendiam fazer uma escala para reabastecimento no aeroporto de Cabo Frio e declararam aos controladores do Cindacta-II (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego) que se tratava de aeronave militar. “Verificou-se em poucos segundos que não havia registro nessa categoria, nem a documentação adequada à autorização de pouso”, informou ontem, por nota, o Comando da Aeronáutica.

Nesse momento, pouco antes das 15 horas, foi acionado o sistema de alerta do 1º Grupo de Aviação de Caça, da base aérea de Santa Cruz. O cargueiro foi interceptado às 15h10, a 35 mil pés de altitude.

Segundo a Aeronáutica, “a tripulação estrangeira obedeceu à ordem de aterrissagem no Aeroporto Internacional do Galeão”. Em terra, oficiais da FAB e agentes da Polícia Federal inspecionaram o DC-8. Segundo o titular do Comando de Defesa Aérea (Coda), coronel Álvaro Mário Pandolpho da Costa e Silva, “liberado, o avião estrangeiro decolou no sábado de manhã rumo à Ilha de Ascensão”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: G1 - Foto: Defesa.net - Atualizado em 24/11/08 Às 10:27 hs.

Air France com esquema antigo de pintura em seus A320

O modelo mais antigo da Airbus da empresa francesa foi pintado para aniversário de 75 anos

A Air France repintou uma de suas aeronaves modelo A320 em comemoração aos 75 anos de aniversário da empresa de bandeira francesa Este A320 em particular tem 19 anos de construção de prefixo F-GFKJ e foi fotografado em no aeroporto de Blagnac em Toulose. A Air France foi criada de uma fusão feita em outubro de 1933 das quatro maiores operadoras do país como base a Société Générale de Transport Aérien que data de 1919.

O visual retro reflete o visual dos antigos Douglas DC-3, DC-4, Vickers Viscount e de Havilland Comet nos anos de 1940 a 50. As empresas Finnair, Lufthansa, US Airways, Iberia e SAS possuíam esquemas de pintura similares.

Fonte: Airway Online

Noruega rejeita Gripen NG e pensa em JSF

Caça americano F-35 deve ser adquirido por ser mais adequado aos requisitos propostos diz o governo de Oslo

O Gripen NG

A Noruega rejeitou a oferta do caça de combate da Saab, o Gripen NG, e o governo daquele país está estudando a compra do Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter para substituir sua antiga frota de F-16. Oslo anunciou oficialmente: “O JSF é o único candidato que preenche todos os requerimentos operacionais especificados pelo governo norueguês e o baixo preço não foi suficiente na oferta do Gripen NG”.

A performance de ambos candidatos foram avaliadas em múltiplos cenários nos planos de defesa de longo prazo da Noruega, e Ministro da Defesa Anne-Grete Strom-Erichsen disse: “O JSF é considerado o melhor dos dois candidatos pela sua inteligência computacional, sobrevivência em campo, contra-medidas, interdição aérea e ataque a superfície”.

O governo norueguês disse que auditores externos concluíram que esta avaliação foi conduzida “com preceitos éticos e profissionais”. A Noruega quer uma nova frota de 48 aeronaves de caça para substituir seus F-16AM/BM. Esta parceria Nível 2 no atual sistema de desenvolvimento e fase de demonstração no programa JSF já foi estabelecida pela entrega de modelos de pouso e decolagem convencional F-35A entre 2016 e 2020.

A decisão soa como uma bomba para a Saab, que desenvolve o Gripen NG contra o JSF para assegurar encomendas da Dinamarca e Holanda. “Eu estou desapontado e surpreso com esta decisão do governo norueguês, já que o nosso Gripen preenche totalmente os requerimentos operacionais além do baixo preço.

Em adição a isso nós oferecemos um grande e forte pacote de cooperação industrial” disse o chefe executivo da Saab, Akke Svensson. O parlamento Norueguês espera votar a decisão pelo caça americano em 19 de dezembro.

Fonte: Airway Online

Grécia e Rússia firmam contrato de parceria para produção do MS-21 e pós-venda do Be-200

Depois de realizar uma visita à Grécia, o ministro das indústrias da Rússia, Viktor Khristenko, anunciou a parceria entre a fabricante Irkut e a Helenic Aerospace Industry (Grécia) para a produção do jato regional russo MS-21 e a nomeação do país europeu para realizar todo o serviço de pós-venda do Beriev Be-200.

“Nós estamos interessados em vender o Be-200 para os países da Europa. Para nós, a criação de um centro de serviços na Grécia depende principalmente das demandas e vendas do anfíbio para o mercado europeu”, declarou Viktor Khristenko.

Graças as suas características, o Be-200 pode ser utilizado para busca e regate, patrulha marítima, transporte de cargas e passageiros, evacuação aeromédica e, principalmente, na Europa, em combate a incêndios florestais. O Be-200 pode voar a 710km/h, tem alcance de 2.100km e teto operacional de 8.000m.

No verão de 2007, atendendo a uma requisição da Grécia, a Rússia enviou vários Be-200 para auxiliar no combate aos incêndios que destruíram nada menos que 200.000 hectares de florestas, incluindo casas e cidades inteiras, além de matar 68 pessoas.

“Esta aeronave é única, importante e, principalmente, necessário não somente para a Grécia, mas também para o resto dos países da União Européia”, concluiu Khristenko.

O MS-21 está em desenvolvimento pelas principais fabricantes aeronáuticas da Rússia, como a Ilyushin, Tupolev e Yakovlev, visando substituir a frota dos antigos e veteranos Tu-154, que representam nada menos que 80% do transporte de passageiros e cargas no país.

O MS-21 pode transportar de 150 a 200 passageiros, tem alcance de 5.000km e está previsto para entrar em serviço em meados de 2012. O MS-21 será de 10-15% mais eficiente que os equivalentes da Boeing e Airbus e deverá custar US$ 35 milhões, US$ 20 milhões a menos que o similar Boeing 737-700.

Fonte: Revista Asas

Turista japonês decide morar em aeroporto mexicano

O japonês Hiroshi Nohara, 40 anos, mora há quase três meses no aeroporto da Cidade do México e, aparentemente, não tem intenções de voltar ao seu país de origem. Por alguma razão, que nem mesmo Nohara conseguiu explicar direito, o japonês tem estado no terminal um do Aeroporto Internacional Benito Juarez desde 2 de setembro, sobrevivendo de alimentos doados pelos restaurantes do local e dormindo nas cadeiras do terminal.

Nohara conversa com seu tradutor

Na última terça-feira, uma passageira do aeroporto disse que Nohara havia revelado o motivo de sua "visita" ao México. O japonês teria saído de Tóquio em busca de sua namorada que, ao que parece, está no Brasil. Sua intenção era a de passar pelo México, mas teria perdido o passaporte, já reposto pela embaixada. Nohara não confirma a história. "Não entendo porque estou aqui", disse com a ajuda de um tradutor.

No começo, o ilustre morador assustava os passageiros do aeroporto e, por isso, as autoridades mexicanas pediram para que a embaixada japonesa investigasse o caso. No entanto, agora Nohara se tornou em uma espécie de celebridade, com cobertura diária da televisão. Os turistas param, tiram fotografias e, até mesmo, pedem autógrafo.

Esse nativo de Tóquio tem um visto de turista e uma passagem para voltar para casa. Porém, em uma entrevista, disse que ainda não sabe quando irá sair do aeroporto.

A embaixada japonesa não pode obrigá-lo a regressar, já que seu visto é válido até março. Durante os três meses no México, a barba de Nohara cresceu, seu cabelo se encheu de caspa e sua jaqueta ficou bastante suja. Ele mesmo admite não tomar banho há alguns meses.

Nohara passa a maior parte de seu tempo conversando com seu intérprete e com passageiros. O japonês disse que o filme "O Terminal" com Tom Hanks não serviu de inspiração, mas considera que há algumas similaridades entre a ficção e sua história. "Minha vida é a segunda parte do filme", disse.

Fontes: UOL / AP / EFE

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Justiça argentina determina intervenção na Aerolíneas

Decisão tomada a pedido do governo abre espaço para expropriação da empresa.

A Justiça argentina determinou nesta sexta-feira a intervenção na companhia aérea Aerolíneas Argentinas, que pertence ao grupo espanhol Marsans e está em processo de reestatização.

A decisão atendeu a um pedido do governo da presidente Cristina Kirchner e foi divulgada pelo secretário de Transportes, Ricardo Jaime.

Segundo Jaime, a decisão judicial impede que o grupo espanhol mantenha representantes na direção da empresa.

"(O grupo) Marsans tinha colocado um diretor da empresa no mesmo nível que o gerente geral (escolhido pelo governo) e isso interfere totalmente na condução da companhia", afirmou o secretário de Transportes.

"A Justiça determinou a intervenção para garantir que a direção da companhia não será modificada", disse Jaime.

O anúncio ocorre um dia depois que o grupo Marsans mandou uma carta à presidente acusando o governo argentino de "violar o direito internacional e de tolerar ou estimular medidas sindicais para impedir as operações da empresa", como publicou o jornal La Nación.

O grupo espanhol informou ainda que apelará ao Ciadi (Centro Internacional de Arbitragens e Disputas por Investimentos, que faz parte do Grupo Banco Mundial) se não houver um acordo "amistoso" num prazo de uma semana.

"Expropriação"

O deputado socialista Ariel Basteiro, que apóia a iniciativa do governo, disse que a intervenção abre caminho para a "expropriação" da empresa.

Basteiro disse que ele e parlamentares da base governista vão apresentar nesta segunda-feira um projeto de lei propondo a expropriação.

"A votação deverá ser rapida e esperamos que seja aprovada até 20 de dezembro, no máximo", afirmou.

O porta-voz do grupo Marsans na Argentina, Jorge Molina, concordou que o governo está abrindo caminho para a "expropriação".

"O governo quer expropriar para não pagar nada pelas duas companhias aéreas", disse Molina, referindo-se à Aerolíneas Argentinas e a Austral, que também faz parte do grupo e do processo de reestatização.

"Valor simbólico"

Na semana passada, a comissão bicameral que analisa, a pedido do governo, a situação da Aerolíneas e da Austral recomendou que o Executivo "exproprie" as empresas ou pague o valor simbólico de um peso por elas.

O grupo Marsans rejeitou essa possibilidade por escrito.

De acordo com o Tribunal de Avaliação da Nação, as empresas acumulam dívidas de US$ 832 milhões. Para o Marsans, no entanto, a empresa vale entre US$ 330 milhões e US$ 546 milhões.

Este novo capítulo sobre a Aerolíneas Argentinas começou em julho, quando a presidente anunciou, em cerimônia na Casa Rosada (sede da Presidência), que o governo compraria a empresa.

No entanto, as disputas começaram quando os dois lados apresentaram números diferentes sobre o real valor da companhia.

Altos e baixos

A Aerolíneas Argentinas foi privatizada há 17 anos, durante o governo do ex-presidente Carlos Menem, e tem uma história marcada por altos e baixos.

Este ano, durante as férias de inverno, vários passageiros brasileiros que queriam ir para Bariloche ou voltar para o Brasil tiveram de dormir nos aeroportos de Buenos Aires devido a atrasos e cancelamentos de vôos da empresa.

A empresa tem uma trajetória de vôos cancelados e protestos de funcionários e de passageiros.

Atualmente, o Estado argentino tem 5% de participação na empresa.

Para a oposição, esta compra provocará um rombo no caixa oficial.

Empresários e economistas afirmam que a disputa vai contribuir para aumentar a desconfiança dos investidores na Argentina.

Fonte: BBC

Avião da Air Canada desviado depois de falso alarme de bomba

Um avião da companhia aérea Air Canada, que realizava o trajeto entre Toronto e Londres teve que ser desviado na noite de quinta-feira para o aeroporto de Montreal depois de um falso alerta de bomba.

Isabelle Arthur, porta-voz da Air Canada, confirmou o incidente, mas não quis dar detalhes sobre o tipo de aparelho que, segundo a imprensa local, levava 320 passaageiros e 12 membros da tripulação.

Um importante dispositivo de emergência foi organizado para a aterrissagem do avião, que foi evacuado e minuciosamente revistado para finalmente retomar viagem para Londres.

Fonte: AFP

Sueca dá à luz em pleno vôo

Uma sueca deu à luz a uma menina em um avião da companhia aérea finlandesa Finnair que da capital da Tailândia, Bangcoc, para a da Finlândia, Helsinque, com 227 passageiros a bordo, informou hoje o jornal "Ilta-Sanomat".

O bebê nasceu quando o avião voava a 11 mil metros de altitude, sobre o Cazaquistão, e a mãe foi assistida no parto por dois médicos e duas enfermeiras que viajavam no mesmo vôo, w que puderam consultar um especialista através de um telefone via satélite.

Ao chegar ao aeroporto de Vantaa, em Helsinque, a mãe e a recém-nascida foram imediatamente transferidas a um hospital da capital finlandesa, onde os médicos constataram que ambas se encontravam em perfeito estado de saúde.

A companhia Finnair felicitou a família sueca e anunciou que lhes devolverá o valor dos bilhetes a Tailândia como presente.

"Este é um acontecimento muito especial para Finnair, já que é a primeira vez na história que se produz um parto em um de nossos aviões", declarou um porta-voz da companhia aérea finlandesa.

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) recomenda às companhias aéreas que não permitam que mulheres grávidas de mais de 36 semanas voem, devido ao risco de que a viagem precipite o parto.

Além disso, o organismo internacional aconselha que as companhias aéreas exijam um certificado médico que garanta a normalidade da gravidez às mulheres que superem as 28 semanas de gestação.

Fonte: EFE - Imagem: iltasanomat.fi

Hawker Beechcraft ganha contrato da Força Aérea Americana

A fabricante norte-americana Hawker Beechcraft ganhou um contrato de US$ 171 milhões da USAF que pretende adquirir 23 aviões turboélice Beechcraft King Air 350ER (Extended Range) para missões especiais. As entregas deverão acontecer em 2009.

Lançado pela Raytheon no Paris Air Show de 2005 e certificado em novembro de 2007, o King Air 350ER é o top de linha da família Beechcraft King Air. A Hawker Beech desenvolveu o 350ER tendo em mente as necessidades das missões especiais. Os aviões da USAF serão equipados com sistemas militares.

Fonte: JetSite - Foto: fas.org

Avião capota durante ventania em Cornélio Procópio (PR)

Incidente no norte do Estado levantou polêmica sobre área do Aeroclube, que foi a leilão para pagamento de dívidas.

Aviões estão fora de hangares.

Prejuízo é estimado em R$ 150 mil. Ficaram avariados a hélice, o motor, asas e lataria
Uma pequena aeronave de propriedade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cedida ao Aeroclube de Cornélio Procópio, ficou parcialmente avariada no final da tarde desta terça-feira (18) após capotar várias vezes durante a ventania registrada na cidade.

Mesmo estando presa ao chão por cordas fixas e sendo segurada por uma pessoa, o avião de instrução Paulistinha não resistiu aos ventos que chegaram a 90 quilômetros por hora e ficou de ponta-cabeça no Aeroporto Municipal Doutor Francisco Lacerda.

Segundo o presidente do Aeroclube, Jair José Maria Júnior, o avião capotou seis vezes e o prejuízo é estimado em R$ 150 mil. Ficaram avariados a hélice, o motor, asas e lataria.

Área polêmica

De acordo com Jair Júnior, os aviões estão ficando no tempo desde que o Aeroclube recebeu uma intimação de despejo no dia 3 de novembro. Desde esta data, nove aviões estão fora de hangares. De acordo com Jair, uma pendência judicial retirou as nove aeronaves de oito hangares do aeroporto, por estarem em uma área que foi leiloada devido o não pagamento de uma dívida referente a compra de bonés e camisetas para a festa do cinquentenário do clube, realizada em 1995. Atualizada, a dívida passou de R$ 1,8 mil para R$ 70 mil.

A área então foi desapropriada e um ex-presidente do Aeroclube, Euler de Carvalho Júnior, arrematou-a por R$ 47 mil. De acordo com o atual presidente, o valor da área de 10 mil metros quadrados é avaliada em R$ 2 milhões, valor muito superior ao pago.

Evandro Carvalho, um dos empresários que adquiriu a área, afirma que não se trata de despejo, mas sim de uma ordem de emissão de posse emitida após decisão judicial. O grupo empresarial pretende investir cerca de R$ 3 milhões na área e transformá-la em um centro de aviação que servirá como referência na região.

O Aeroclube de Cornélio Procópio entrou com agravo no Tribunal de Justiça e espera reverter a situação. Ele reclama que nenhum proprietário foi notificado sobre a venda da área e que somente no momento do despejo ficaram sabendo da negociação. Monteiro rebate a acusação dizendo que o Aeroclube era o único proprietário da área, e que um advogado estava presente no leilão público realizado em 2006.

O Aeroclube de Cornélio Procópio funciona desde 1944 nesta área doada pela prefeitura. Atualmente, o Aeroclube possui 30 associados.

Fonte: Marilayde Costa/Marco Feltrin (Redação Bonde)

Vizinho impede aviões de aterrissarem em aeroporto de Portugal

O proprietário do terreno ao lado resolveu erguer nove postes de betão alinhados com a pista.

São nove postes de betão*, todos alinhados, bem no início desta pista do aeródromo de Benavente. Foram colocados pelo proprietário do terreno ao lado, com o único propósito de afastar as indesejáveis máquinas voadoras.

E resulta mesmo. O aeródromo mantém aquela pista encerrada, mas os postes continuam a ser uma ameaça à segurança das aeronaves. A Câmara Municipal já disse que esta é uma questão a ser resolvida entre vizinhos. O Instituto Nacional de Aviação Civil também não intervém e o caso pode acabar mesmo em tribunal.

Fonte: TVI (Portugal)

*Nota do Editor: Betão = Mistura de areia, cascalho e cimento, empregada em construções; concreto.

Aviação seduz políticos do Acre

A distância e o isolamento talvez possam explicar a cobiça que os aviões despertam nos políticos do Acre. Apesar de não possuir heliporto, no final da década de 1930, por exemplo, o governo do território adquiriu seu primeiro avião. Era pilotado pelo coronel João Donato de Oliveira (foto), pai do compositor acreano João Donato, fundador naquele tempo de um aeroclube em Rio Branco.

Em meados da década dos 1980, durante oito meses de gestão de Iolanda Lima Fleming, primeira mulher a assumir o cargo de governadora no país, o extinto Banacre comprou um avião bimotor. Servia à governadora e ao piloto Pedro Yarzon. Além de gerar comentários maledicentes, a amizade da governadora com o piloto resultou na eleição dele como deputado estadual. O gasto com a compra e manutenção do avião contribuiu para a falência do banco estatal.

Já no final daquela década, um piloto do Acre, condenado à prisão após ser flagrado com 100 quilos de cocaína em Cerqueira César (SP), montou uma empresa e comprou um avião learjet. A empresa foi contratada pelo governo estadual e o avião passou a prestar serviços ao então governador Flaviano Melo (PMDB), atualmente deputado federal. O learjet era usado basicamente para transportar familiares e amigos de Melo em passeios pelo país.

Na década seguinte, um policial de Rondônia fez adaptações num bimotor e realizou um vôo direto, a partir de Cali, na Colômbia, sendo obrigado a realizar pouso forçado numa estrada na àrea urbana do município de Plácido de Castro. Depois de resistir a uma tentativa de suborno, a polícia examinou o avião e encontrou cocaína e uma maleta com mais de U$ 100 mil.

Por insistência do então governador Edmundo Pinto, o avião confiscado dos narcotraficantes foi doado ao Estado do Acre pelo Ministério da Justiça, mas acabou sendo devolvido após um acidente. Atualmente, o avião está sob responsabilidade do Corpo de Bombeiros de Brasília, impedido de voar por falta de manutenção, segundo Agência Nacionl de Aviação Civil.

Em 1995, no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo, a Receita Federal apreendeu um Boeing 727 contrabandeado pela firma do então governador Orleir Cameli. O avião foi apreendido com 110 caixas de mercadorias desacompanhadas das respectivas notas fiscais e de importação, após pousar procedente de Miami.

Fonte: Blog da Amazônia

Acre compra helicóptero de empresa da qual ex-governador participa

Embora o Acre ainda não disponha de heliporto, nesta semana o governo estadual assinará um contrato (leia) com a empresa Helibras, no valor de R$ 7,9 milhões, para aquisição de seu primeiro helicóptero.

A compra deixou o governo do PT vulnerável às críticas da oposição, pois acontece menos de dois anos após o engenheiro florestal Jorge Viana (foto) ter deixado o governo do Acre e assumido a presidência do Conselho de Administração da Helibras, maior montadora de helicópteros da América do Sul.

O helicóptero será utilizado em operações de segurança pública, defesa civil, meio ambiente e transporte de autoridades do Estado. Trata-se de um modelo Esquilo AS 350 B2, de porte leve, monoturbina, novo de fábrica, com capacidade de transporte de seis pessoas, incluindo o piloto.

Além de equipamentos e acessórios, o contrato prevê treinamento de pilotos e mecânicos, pintura, seguro e garantia técnica. Poucos opositores questionam a necessidade de um helicóptero para servir ao governo estadual numa região tão remota do país, onde existem graves problemas nas áreas de segurança e meio ambiente, mas criticam o fato de a compra coincidir com a presença do ex-governador à frente do conselho da Helibras.

Acusações

No final de outubro, o deputado estadual Luiz Calixto(PDT) acusou o processo licitatório de estar direcionado para que a empresa vencedora fosse a Helibrás. Ele é o principal opositor de Jorge Viana e dos petistas no Acre.

- Todos nós sabemos que o ex-governador Jorge Viana recebe salários como lobista da empresa fabricante. Como a comissão não deve ser inferior a 5%, o saldo bancário do todo poderoso petista aumentou em, no mínimo, R$ 400 mil reais - acusou Calixto em seu blog no site da Assembléia Legislativa.

O deputado também acusou o processo licitatório de compra do helicóptero de ser o que tramitou com mais rapidez em três gestões petistas no governo do Acre. Segundo ele, o último dia para a retirada dos editais era 6 de novembro, sendo a previsão de abertura dos envelopes contendo as propostas marcada para o dia seguinte.

- A Comissão de Licitação adiou a abertura dos envelopes para o dia 11 de novembro e a concorrência foi homologada dia 13 de novembro. Mais rápido, impossível. Em menos de sete dias compraram um helicóptero. Um exemplo que deveria ser seguido pela Secretaria de Saúde, que demora entre 60 e 90 dias para comprar medicamentos - afirma o deputado.

Jorge ignora opositor

Nos últimos três dias, o Blog da Amazônia tentou exaustivamente localizar o ex-governador Jorge Viana, bem como a assessoria de imprensa do governador Binho Marques (PT), para que pudessem se manifestar em relação às críticas do parlamentar. Apenas o presidente do Conselho de Administração da Helibras atendeu.

- Não tenho o que responder porque não compro nem vendo helicópteros. Todos sabem que o governador Binho Marques é absolutamente honesto e decente e sempre faz o que é melhor para o Acre. Não quero debater com quem tem mandato e imunidade parlamentar para ofender pessoas como bem entende. Não quero me pronunciar a respeito de novas bobagens daqueles que sempre me acusam movidos por inveja e ódio. O que sempre faço em minha vida é ajudar o Acre no que posso. Estou levando minha vida normal e batalhando muito mais do que batalhava quando era governador. É mais adequado que alguém do governo do Acre se manifeste sobre esse assunto - sugeriu Viana.

No edital de licitação, na modalidade pregão presencial, o governo estadual argumenta que o uso do helicóptero nas atividades de segurança pública é uma tendência mundial, principalmente em patrulhamentos, na defesa civil e na remoção de vítimas de acidentes.

Segundo a justificativa do governo, no aspecto qualitativo, o helicóptero melhora a sensação de segurança, faz maior cobertura na fiscalização e combate aos crimes ambientais, otimiza trabalhos realizados por equipes em terra, torna mais eficiente o atendimento às ocorrências pela privilegiada visão aérea, além de vencer os mais diversos obstáculos que ameaçam a chegada das viaturas terrestres ao local do crime.

- O helicóptero pode ser empregado em uma quantidade quase que ilimitada de situações. Vejamos alguns: policiamento ostensivo, resgate de vítimas, transporte médico-hospitalar, combate ao incêndio, policiamento ambiental, defesa civil, transporte de autoridades, etc. O Estado do Acre com suas peculiaridades amazônicas e sua imensa área fronteiriça com o Peru e Bolívia torna o uso do helicóptero uma necessidade em potencial - justificava o edital.

Licitação homologada

A homologação da licitação de compra do helicóptero foi assinada na semana passada pelo secretário de Segurança Pública Antonio Monteiro Neto. O helicóptero, que será entreue pela Helibrás até o final do ano, será pintado com cores e grafismo que serão definidos oportunamente pelo governo do Estado.

Segundo Monteiro, o helicóptero que está sendo adquirido é versátil, como todas as versões da família Esquilo, indicada particularmente para transporte executivo e de passageiros, transporte aeromédico e de carga externa, com capacidade para até 1.160 kg de carga no gancho.

- Duas empresas participaram do certame. A TAM, que representa a montadora norte-americana Bell, e a Helibras. Quem estabeleceu as melhores condições, nos termos do edital, foi a Helibras. Portanto, são descabidas as insinuações daqueles que fazem a política miúda, que lutam para semear o atraso em nosso Estado. A transparência do processo licitatório nos isenta dessas acusações torpes, tanto que não houve nenhuma falha que gerasse impugnação que pudesse postergar a assinatura do contrato. Estamos adquirindo uma aeronave de última geração - afirmou Monteiro.

O secretário de Segurança disse que o presidente Lula havia assumido o compromisso de disponibilizar para o governo do Acre um dos helicópteros multimissão utilizados no Pan-Americano do Rio de Janeiro. Como não foi possivel, o governo estadual chegou a cogitar em pleitear junto ao BNDES financiamento para a compra do helicóptero, mas acabou celebrando convênio com o Ministério da Justiça para adquirir o Esquilo da Helibras.

Nota de esclarecimento

Orientado pela assesoria do governador Binho Marques, o deputado estadual Moises Diniz (PC do B), líder do governo na Assembléia, assinou a seguinte nota de esclarecimento sobre a compra do helicóptero:

1. Há muito tempo, o Estado do Acre necessita de um aparelho dessa natureza para fazer frente às demandas da Segurança Pública, do Meio Ambiente e das emergências relacionadas à Defesa Civil que exijam deslocamentos rápidos para a proteção de vidas em locais de difícil acesso;

2. Ao término dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, o presidente Lula se comprometeu em repassar uma das aeronaves utilizadas no sistema de segurança daquele evento para o Governo do Acre, fato que não foi concretizado por motivos diversos;

3. Com a inclusão do Acre no PRONASCI, foi celebrado um convênio entre o Governo do Estado e o Ministério da Justiça para a compra de um Helicóptero visando fortalecer as ações de segurança na fronteira, podendo ser utilizado em outras emergências tecnicamente justificáveis;

4. A Secretaria de Segurança do Acre realizou licitação pública na modalidade Pregão Presencial, sob o número 122/2008, vencida pela empresa Helicópteros do Brasil S.A. – Helibrás, que apresentou a melhor proposta de técnica e preço. A empresa americana BELL, representada pela TAM, também se habilitou no processo, mas sua proposta foi derrotada pela Helibrás, que, além de apresentar o menor preço, comprometeu-se em entregar o aparelho no menor prazo.

5. A licitação já foi homologada pelo Secretário de Estado de Segurança, Antonio Monteiro Neto, restando apenas a assinatura do contrato para a aquisição do referido aparelho.

6. Espera-se que, até o final de 2009, o Estado do Acre possa contar com um Helicóptero Modelo 2009 com todos os equipamentos necessários às operações fins, bem como todo treinamento e manutenção necessários ao seu funcionamento pelo período de 2 anos, conforme os termos do edital.

7. Qualquer insinuação fora desse contexto não merece credibilidade.

Fonte: Blog da Amazônia

Air Mauritius revela sua nova identidade visual

A Air Mauritius revelou na terça-feira (19) sua nova identidade visual incluindo um logotipo vibrante e moderno que simboliza as novas ambições da companhia aérea. Um "Paille en Queue" energizado, o mítico pássaro tropical, paira no ar, fornecendo um novo impulso à companhia aérea nacional. O último movimento completa o processo já iniciado com o novo desenho de cabine e os novos uniformes.

No dia 1º de julho, a companhia aérea completou a reconfiguração de todas suas aeronaves de transporte médias e grandes e apresentou um novo desenho de cabine para duas classes. Um desenho novo de cabine dá aos passageiros uma atmosfera das Ilhas Maurício logo que eles entram à bordo. Novos uniformes foram lançados em outubro. Anteriormente, um moderno programa de passageiros freqüentes foi lançado em abril. Concomitantemente, a companhia aérea reforçou suas parcerias internacionais oferecendo mais destinos e maiores freqüências para seus passageiros e elevando o status de Maurício como o hub do oceano Índico.

"The Paille en queue" tem sido associado à Air Mauritius desde sua criação. Ele simboliza a companhia aérea nacional nos corações e mentes de todos os mauricianos. O novo logotipo e a nova identidade visual remetem às quatro faixas da bandeira nacional como uma clara demonstração do forte vínculo que existe entre a empresa e o país.

Sobre a Air Mauritius

A Air Mauritius é a empresa aérea nacional das Ilhas Maurício. Fundada em 1967, ela atende a mais de 24 destinos em 4 continentes com um frota de 5 Airbus A340-300, 2 Airbus A340-300E, 1 Airbus A330-200, 2 A319 e 2 ATR 72-500. Durante seu último ano financeiro, a Air Mauritius transportou 1,3 milhões de passageiros, representando mais de 55% dos passageiros que usam o aeroporto internacional de Sir Seewoosagur Ramgoolam em Maurício. A empresa aérea líder da ilha e a quinta maior no oceano Índico, a Air Mauritius tem 2800 empregados e faz uma importante contribuição aos impulsores chave da economia da ilha, particularmente da indústria do turismo.

Web site: http://www.airmauritius.com

Fonte: Yahoo

Fiat usa pista de aeroporto para acomodar veículos excedentes

Empresa diz que carros devem ficar no aeroporto de Oliveira (MG), ainda não inaugurado, até o fim do ano.



Dois mil carros já foram levados de duas fábricas da Fiat, uma em Betim e outra na Argentina, para o aeroporto da cidade de Oliveira, que ainda não tem autorização da Anac pra funcionar.

O prefeito Ronaldo Rezende Ribeiro autorizou a transferência dos veículos, atendendo a um pedido da Fiat.

A empresa explica porque precisou transformar o local num pátio improvisado.

“Nós pedimos ajuda ao prefeito de Oliveira, Ronaldo Rezende, que se pudesse nos ceder essa área, tendo em vista que nós começamos a fazer uma reforma no nosso pátio de veículos, coincidentemente com o momento onde as vendas acabaram sendo reduzidas, então culmina nessa necessidade”, declara Mauricélio Faria, gerente de logística – Fiat.

A Fiat diz que os carros devem ficar no aeroporto de Oliveira até o fim do ano.

Fontes: G1 / Jornal da Globo

Astronautas da ISS concluem segunda caminhada espacial

Os astronautas Shane Kimbrough e Heidemarie Stefanyshyn-Piper concluíram ontem a segunda de quatro caminhadas espaciais em torno da Estação Espacial Internacional (ISS).

Enquanto a "Endeavour" e a ISS viajavam acopladas a mais de 26 mil km/h, os dois astronautas americanos retornaram ao compartimento Quest às 22h43 (Brasília), depois de 6h48min de trabalho.

"Bem-vindos. Muito bom trabalho. Foi excelente", assinalou o controle da missão, no Centro Johnson de Vôos Espaciais da Nasa em Houston (Texas).

O fim da caminhada teve de ser antecipado em alguns minutos porque um alarme disparou no traje espacial de Stefanyshyn-Piper acusando um nível mais alto que o previsto de dióxido de carbono, segundo o controle.

A primeira tarefa de Stefanyshyn-Piper foi inspecionar uma velha mancha em um cabo que passa energia e dados entre a estação e o carrinho.

"Parece uma marca negra", disse o astronauta no controle da missão no Centro Espacial Johnson, de Houston, que tinha detectado a mancha e queria saber do que se tratava.

Kimborough se segurou ao braço robótico "Canadarm2" da ISS, operado pelos astronautas Sandra Magnus e Don Pettit de dentro do laboratório orbital, um projeto de US$ 100 bilhões e que conta com a participação de 16 nações.

A condução de tudo está a cargo do piloto da "Endeavour", Eric Boe.

Eles ainda terão outras tarefas que incluem a lubrificação de parte do braço robótico, de fabricação canadense, e a continuação de limpeza e lubrificação de uma junta rotatória de painéis solares.

Há dois dias, Stefanyshyn-Piper e Steve Bowen completaram a primeira das quatro caminhadas previstas na missão, durante a qual substituíram um tanque de hidrogênio e limparam uma junta rotatória situada no lado de boreste da ISS.

Nessa operação, o único incidente ocorreu quando Stefanyshyn-Piper soltou a bolsa na qual levava ferramentas e lubrificantes, que caiu no vazio sem que pudesse ser recuperada.

A nave "Endeavour" foi acoplada à ISS no domingo passado, cerca de 350 quilômetros da Terra em uma missão cujo principal propósito é ampliar a capacidade do complexo para que abrigue até seis astronautas a partir do ano que vem.

Para ampliar o espaço habitável, a "Endeavour" levou ao módulo italiano "Leonardo" alimentos, equipamentos novos e instalações para exercícios físicos, móveis e utensílios de cozinha, além de um sistema para reciclar a urina dos astronautas e transformá-la em água potável.

A "Endeavour" ficará acoplada à ISS até hoje, dia em que completa dez anos do lançamento do módulo russo "Zarya", que deu início a essa estação espacial.

Fonte: EFE

Fracassa teste de míssil japonês

Míssil Standart Missile 3 não conseguiu destruir míssil balístico.

Tóquio deseja concluir em 2011 a instalação de um escudo antimísseis.

Foto liberada pela Marinha japonesa mostra antimíssil sendo lançado da ilha de Kauai, no Havaí

O teste de um míssil antimísseis realizado na quarta-feira pelo Japão terminou em fracasso, já que o projétil não atingiu o alvo, informou nesta quinta-feira (20) o ministério da Defesa japonês.

O disparo do míssil Standart Missile 3 (SM-3) aconteceu em um destróier "Shokai" da Marinha nipônica diante do Havaí (EUA), mas não conseguiu destruir um míssil balístico sem carga explosiva, afirma um comunicado ministerial.

A nota, no entanto, não revela as causas do fracasso. O Japão testou com êxito o mesmo sistema em dezembro de 2007.

Tóquio deseja concluir em 2011 a instalação de um escudo antimísseis para proteger o arquipélado japonês, com mísseis PAC-3 em 11 bases e SM-3 em quatro navios de guerra. Os preparativos foram acelerados nos últimos anos, para enfrentar um eventual ataque da Coréia do Norte.

Fonte: France Presse - Foto: AP

Agência espacial russa diz que há condições de prolongar vida útil da ISS

Por ocasião do décimo aniversário do lançamento ao espaço do módulo russo "Zarya", que representou o início da Estação Espacial Internacional (ISS), a Roscosmos (agência espacial russa) afirmou hoje que existem as condições técnicas para ampliar o funcionamento da plataforma além de 2015.

Segundo o diretor da Roscosmos, Anatoli Perminov, em entrevista ao programa "Vesti-24", a necessidade de ampliar o prazo de exploração da plataforma orbital se deve a que os países participantes do projeto começaram com atraso o lançamento de módulos científicos.

Esta demora teve uma relação direta com a catástrofe, em 2003, da nave americana "Columbia" e a suspensão durante dois anos e meio dos vôos tripulados da Nasa.

Perminov lembrou que a Agência Espacial Européia (ESA) enviou este ano à plataforma orbital o módulo científico "Columbus", enquanto o Japão fez o próprio com a unidade "Kibo".

A Rússia tem intenção de lançar em 2009 e 2010 dois pequenos módulos científicos, e em 2011, um grande.

Após finalizada a construção da ISS, todos os países participantes poderão realizar estudos a bordo da plataforma orbital, disse Perminov, acrescentando que isso ocorrerá provavelmente no final de 2011.

Ao mesmo tempo, expressou a esperança de que, na próxima reunião de diretores das agências espaciais, seja aporvado o prolongamento do período de exploração da ISS.

Destacou que todos os participantes estão de acordo com esta possibilidade, com exceção dos Estados Unidos, mas acrescentou que, ultimamente, os responsáveis da Nasa mostram um crescente interesse.

Além disso, a Roscosmos estuda a possibilidade de enviar turistas ao espaço em duplas a bordo de uma nave, acrescentou.

"Muitos turistas e países estão dispostos a adquirir uma nave com um dos nossos como comandante da tripulação para enviar dois turistas, inclusive, segundo alguns programas, sem acoplamento à ISS, para experimentar um vôo orbital. Estamos estudando essas opções", disse.

As naves russas Soyuz, com espaço para três tripulantes, já levaram à plataforma orbital seis turistas espaciais, que desembolsaram entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões pela aventura, e que realizaram a viagem junto com um comandante de tripulação e um engenheiro a bordo.

Fonte: EFE - Imagem: esamultimedia.esa.int

Incêndio em aeroporto de Berlim atrapalha tráfego aéreo

Fogo começou em um prédio junto ao setor militar do aeroporto.

Grande contingente de bombeiros trabalha para controlar as chamas.




Um incêndio em um pavilhão do aeroporto de Tegel, em Berlim, causa transtornos no tráfego aéreo que se dirige ao principal aeroporto da capital alemã, informou a polícia nesta quinta-feira (20).

O fogo, que começou em um prédio junto ao setor militar do aeroporto, provocou uma grande nuvem de fumaça que atrapalha a visibilidade dos aviões.

A polícia informou que não foram registrados feridos, e que um grande contingente de bombeiros trabalha para controlar as chamas.

Por enquanto se desconhecem as causas do incêndio, que deve ser extinto em breve, já que neste momento também chove forte em Berlim.

Bombeiros trabalham para apagar incêndio no aeroporto Tegel, em Berlim

Fontes: EFE / Globonews - Foto: Fabrizio Bensch (Reuters)

Funcionários de aeroporto filipino são proibidos de desejar feliz Natal

Segundo gerente, saudação era usada para pedir dinheiro a passageiros.

Aeroporto de Manila já havia dado essa ordem antes, mas ela foi ignorada.

Novembro e dezembro são tradicionalmente meses de pico no aeroporto de Manila

Os funcionários do aeroporto de Manila, nas Filipinas, foram proibidos de desejar um feliz Natal aos passageiros, informou a publicação local “Standard Today”.

A proibição assinada por Alfonso Cusi, gerente geral do aeroporto, diz que “a saudação natalina era uma maneira sutil de pedir dinheiro aos passageiros que chegavam ao país”. Qualquer pessoa pega infringindo a proibição será punida, mas não foram dados detalhes das conseqüências.

Medidas parecidas já foram tomadas em anos anteriores, mas geralmente elas são ignoradas. “Os críticos dessa ação dizem que há outras formas de abordar os passageiros, sem dizer feliz Natal”, escreveu o jornal.

Novembro e dezembro são tradicionalmente meses de pico no aeroporto de Manila.

Fonte: AFP

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Polícia aponta posição de manete como principal causa de acidente da TAM

Perícia não determinou se houve falha mecânica ou humana.

Falta de ranhuras na pista de Congonhas também contribuiu para tragédia.


Após 16 meses de investigação, a Polícia Civil apontou nesta quarta-feira (19) o posicionamento errado de um dos manete do Airbus A-320 da TAM como a principal causa do acidente de julho de 2007, em que morreram 199 pessoas. A liberação de pousos no Aeroporto de Congonhas sem a implantação de grooving (ranhuras) na pista foi outro fator que contribuiu para o acidente, de acordo com a polícia.

Segundo a perícia da caixa preta da aeronave, no momento do pouso do vôo JJ 3054, o manete direito estava em posição de aceleração, enquanto o esquerdo, em processo de frenagem. A perícia não conseguiu apontar, entretanto, se a aceleração foi causada por erro humano ou falha mecânica. "Não podemos afirmar com 100% de certeza que tenha havido erro humano", disse o delegado responsável pela investigação, Antonio Carlos Menezes Barbosa, titular do 27º DP, Campo Belo, na época do acidente.

Mesmo sem conseguir apontar se houve erro humano ou falha no equipamento, o delegado anunciou o indiciamento de dez pessoas ligadas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), à TAM e à Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. "Estamos apontando pelo nexo de causalidade entre a ação dessas pessoas e o evento", disse o delegado, sem especificar a parcela de culpa de cada indiciado.

Interrogatórios de alguns dos investigados foram marcados para segunda-feira (24). Após serem interrogados, serão formalmente indiciados, segundo Barbosa.

Denise Maria Ayres Abreu (ex-diretora da Anac), Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro (diretor de segurança do vôo da TAM), Abdel El Salam Rishk (ex-gerente de engenharia de operações da TAM), Agnaldo Molina Esteves (funcionário da Infraero) e Esdras Ramos (funcionário da Infraero) foram intimados para prestar depoimento no 15º Distrito Policial (Itaim Bibi).

Brigadeiro José Carlos Pereira (ex-presidente da Infraero), Milton Sergio Silveira Zuanazzi (ex-presidente da Anac), Luiz Kazumi Miyada (superintendente de infra-estrutura aeroportuária da Anac), Marcos Tarcisio Marques dos Santos (responsável pela superintendência da segurança operacional da Anac) e Jorge Luiz Brito Velozo (responsável pela superintendência de segurança operacional da Anac) foram indiciados por cartas precatórias, já que residem fora de São Paulo, e devem ser interrogados por policiais civis de outros estados.

Ninguém ligado à fabricante (Airbus) foi indiciado, porque, segundo Barbosa, não foi possível identificar o responsável por uma brecha de segurança no aparelho. Barbosa disse que um dispositivo poderia ter alertado o piloto do vôo JJ 3054 de que o manete estava em posição errada no momento do pouso, o que poderia ter evitado o acidente. Mas este mecanismo não estava instalado, porque foi considerado "opcional" pela fabricante. A partir de 2008, esse dispositivo passou a ser obrigatório em todo avião que pousa em Congonhas, segundo o delegado.

Mesmo sem ter anunciado a responsabilidade de cada envolvido, o promotor responsável pelo caso, Mário Luiz Sarrubbo, vê falhas da TAM no treinamento de funcionários da Infraero em liberar a pista em condições inseguras e da Anac, na fiscalização do aeroporto.

Indiciamentos

A assessoria de imprensa da Infraero informou que a empresa só vai se pronunciar a respeito da defesa de seus dois funcionários depois que for notificiada oficialmente sobre o indiciamento deles. A empresa disse que não tem o contato de seu ex-presidente, o brigadeiro José Carlos Pereira, e que não vai se pronunciar sobre seu envolvimento.

A assessoria de imprensa da TAM informou que, por enquanto, a empresa não irá se pronunciar. A Anac também disse que não vai se pronunciar porque não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o caso. Segundo a agência, as três pessoas citadas como superintendentes não trabalham mais na Anac.

Em nota, o advogado Roberto Podval, que cuida da defesa de Denise Abreu, disse que está “absolutamente perplexo” com o anúncio do indiciamento. “Não há qualquer nexo ou ligação possível de causa e efeito entre o trágico acidente e a atuação de Denise Abreu no colegiado de cinco diretores que dirigia a Anac”, afirmou o advogado na nota.

Roberto Podval diz ainda que todos os fatos técnicos levantados ressaltam “que o acidente não teria ocorrido se os manetes do avião estivessem na posição correta”. Ele termina a nota questionando como Denise Abreu poderia ter interferido na pilotagem do avião.

As conclusões das investigações devem ser comunicadas aos parentes das vítimas do vôo JJ 3054 no próximo sábado (22) pelo delegado.

Fonte: G1

Dez pessoas serão indiciadas por acidente da TAM

Todos vão ser indiciados por atentado contra a segurança do transporte aéreo, o inquérito seguirá para Justiça Federal e a pena máxima para este tipo de crime é seis anos de prisão.

A polícia anunciou nesta quarta (19) que vai indiciar dez pessoas pelo acidente com o Airbus da TAM, que deixou 199 mortos, em julho do ano passado, em São Paulo.



Veio só parte do inquérito. O documento completo tem 16 mil páginas. Em um ano e quatro meses, mais de 300 pessoas foram ouvidas na apuração das causas do maior acidente da aviação brasileira.

E a polícia concluiu: o principal fator que levou à tragédia foi uma das alavancas de controle dos motores, que ficou em aceleração.

"É muito remota a hipótese de ter havido um problema no equipamento", afirmou o delegado Antônio Carlos Barbosa.

Para o delegado, uma série de regras também foi desrespeitada. Vão responder por isso o ex-presidente da Infraero, José Carlos Pereira, e dois funcionários da empresa que liberaram a pista de Congonhas, Agnaldo Esteves e Esdras Ramos.

O ex-presidente da Anac, Milton Zuanazi, a ex-diretora, Denise Abreu, e três funcionários da agência, Luiz Miyada, Marcos dos Santos e Jorge Velozo. E ainda, o diretor de segurança de vôo da TAM, Marco Aurélio Castro, e o ex-gerente de engenharia da empresa, Abdel Salam.

Todos vão ser indiciados por atentado contra a segurança do transporte aéreo e cabe à União julgar. Por isso, o inquérito seguirá para Justiça Federal, e a pena máxima para este tipo de crime é seis anos de prisão.

Os advogados do ex-presidente da Anac, Milton Zuanazi, e da ex-diretora Denise Abreu disseram que não há responsabilidade dos dois no acidente.

Para o ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, o avião, nas condições em que estava, teria problemas em qualquer aeroporto do mundo.

O funcionário da Infraero Agnaldo Esteves e o diretor da TAM Marco Aurélio Castro não quiseram se manifestar.

Jorge Veloso, da Anac, afirmou que o acidente foi uma fatalidade, que está com a consciência tranqüila, que não foi ouvido pela polícia e não teve acesso aos laudos.

Até o início desta edição do Jornal Nacional, a nossa equipe não conseguiu localizar o ex-gerente da TAM Abdel Salam, os funcionários da Anac Luiz Miyada e Marcos dos Santos, e Esdras Ramos, da Infraero.

Fontes: G1 / Jornal Nacional (TV Globo)

Winona Ryder passa mal em vôo de Los Angeles a Londres

A atriz americana Winona Ryder foi internada ontem (19) em um hospital de Londres, pouco após se sentir indisposta a bordo do avião no qual viajava proveniente de Los Angeles e cujo comandante pediu uma "aterrissagem prioritária", informou a emissora britânica "BBC".

A atriz, de 37 anos, foi atendida pelos médicos no aeroporto de Heathrow e levada imediatamente a um hospital do oeste da capital britânica, onde não foram dados detalhes sobre o estado de saúde da protagonista de "Edward Mãos de Tesoura" (1990).

Um porta-voz da companhia aérea British Airways explicou que "o capitão do vôo BA282 pediu para fazer uma aterrissagem prioritária porque uma passageira requeria atendimento médico" e tocou terra pouco depois de 10h (de Brasília).

"A passageira foi transferida a um hospital local para receber tratamento", disse o porta-voz, que acrescentou que a atriz foi atendida a bordo do avião pela tripulação.

Winona Ryder sofre de transtornos crônicos de medo e angústia, depressões e enxaquecas, segundo ela mesma contou em várias entrevistas.

Fonte: EFE - Foto: jaunted.com