quarta-feira, 18 de junho de 2008

Relato de advogado a CPI aponta "poder" da Gol na Infraero

Segundo Roberto Teixeira, estatal concedeu para a empresa aérea espaço em aeroporto sem licitação e em apenas dois dias

Em nota, companhia afirma que contrato para utilização de hangar em Congonhas (São Paulo) segue as normas da "legislação vigente"

HUDSON CORRÊA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O advogado Roberto Teixeira -compadre de Lula e envolvido no caso VarigLog- afirmou em 2006 que a Gol teve "poder e trânsito" na Infraero para assinar sem licitação -e em apenas dois dias- contrato de concessão de uma área em Congonhas. Sem licitação, a Gol recebeu no fim de 2005, por R$ 5,6 milhões a serem pagos à estatal em 60 meses, o direito ao uso de um hangar no aeroporto.

A concessão, porém, foi suspensa pela Justiça Federal em fevereiro de 2006 devido a uma ação da BRA Transportes Aéreos. A empresa, que parou de operar em novembro de 2007, questionou a ausência de licitação. A decisão final na ação judicial, de cerca de 4.000 páginas, deve sair neste mês.

A Infraero pediu, em março passado, que a ação seja julgada a seu favor para abertura de licitação. "Não há motivo plausível para a inutilização de parte do hangar que gera prejuízo diário ao aeroporto de Congonhas, que sofre com a falta de espaço físico", diz a estatal.

A declaração de Teixeira ocorreu em abril de 2006 em depoimento de cinco horas à CPI dos Bingos, do Senado.

Um ano após as afirmações à CPI, o advogado participou de reunião no gabinete de Lula com o dono da Gol, Constantino de Oliveira. No encontro, o empresário comunicou a Lula a compra da Varig.

Em 2006, à CPI dos Bingos, Teixeira disse: "esse contrato que [a Gol] fez com a Infraero foi realizado em dois dias [...]. Todos os despachos foram feitos em dois dias [...]. Imagino que quem consegue isso tem o maior trânsito". Afirmou também: "Quem tem poderes dentro [da Infraero] é a Gol, são outras empresas".
Teixeira era advogado da Transbrasil, empresa que perdeu o direito ao hangar de Congonhas por decisão judicial. Com o hangar livre, a Infraero assinou o contrato de concessão com a Gol.

Briga judicial

A Ocean Air entrou na Justiça para suspender o negócio. Dias depois, Infraero e Gol romperam o contrato. Mas, em janeiro de 2006, também sem licitação, a Infraero assinava novo contrato com a Gol, esse no valor de R$ 3.486.025,80. O hangar passou a ser dividido com a Ocean Air, sob contrato no valor de R$ 2.773.855,20, e com a Target (R$ 855 mil).

Com o acordo, a Ocean Air desistiu da briga contra a Gol. A Transbrasil, cujo advogado era Teixeira, tentou sem sucesso manter a ação judicial.

O caso, porém, não se encerrou. Em fevereiro de 2006, a BRA entrou com ação para suspender o novo contrato da Gol. A BRA alegou à época que tinha 6% do mercado, contra 0,5% da Ocean Air, mas ficou sem espaço em Congonhas. Por conta dessa ação da BRA, a Justiça suspendeu a concessão.

"A Gol informa que o contrato para o uso do hangar no aeroporto de Congonhas, como todos os demais contratos da companhia, são pactuados em conformidade com a legislação vigente, respeitando as normais comerciais da aviação", informou a empresa por nota.

A Infraero, no processo judicial, diz que seguiu critérios técnicos na escolha das empresas para concessão do hangar. Procurada às 11h de quinta-feira, a assessoria da Infraero informou às 18h de sexta que tinha respostas sobre o caso, mas que, para repassá-las, precisaria de autorização do diretor comercial, o que não ocorreu até a conclusão desta edição.

Teixeira não respondeu o pedido de informação sobre suas declarações. O advogado da Ocean Air não telefonou de volta para a reportagem.

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo (15/06/2008)

Avião da Trip escapa de colisão em MT

Fato consta de um relatório sobre a precariedade no controle do espaço aéreo de MT divulgado pela Folha de S. Paulo. ‘Vácuos’ na comunicação permanecem

Espaço físico da torre de Cuiabá, com mosquito e rato, é criticado no documento

Por falta de comunicação, um avião da empresa Trip que decolou de Cuiabá para Rondonópolis quase colidiu com uma aeronave prefixo PT-KDS, um monomotor, no dia 28 de novembro do ano passado. A informação consta de um relatório elaborado por controladores de vôo que foi divulgado no domingo pelo jornal Folha de S. Paulo. Na ocasião, o controlador escreveu que o episódio foi “extremamente grave”, porque os aviões estavam na mesma altitude e separados por menos de duas milhas náuticas, o equivalente a 3.704 metros. Disse ainda que o sistema anticolisão do avião da Trip disparou, evitando o acidente. Conforme o controlador responsável, decolagens sem comunicação em aeródromos vizinhos a Cuiabá ocorrem com freqüência.

Partindo da Capital, a Trip decola em Mato Grosso para os municípios de Alta Floresta, Rondonópolis e Sinop. A reportagem tentou contato com a empresa, sem sucesso.

Piloto da empresa de táxi-aéreo Abelha, Sérgio Mateus Júnior disse que os vôos que apresentam mais dificuldades de comunicação são os que têm origem na região norte de Mato Grosso com destino a Cuiabá. Segundo ele, os pilotos acabam sendo obrigados a voar com altitude abaixo de 14 mil pés, o chamado vôo visual, porque não conseguem entrar em contato com o centro de controle amazônico e operar por instrumento.

“Na maioria das vezes, a gente não consegue (contato com o centro de controle amazônico). Às vezes, a gente ouve, chama, chama, mas não conseguimos falar”, explicou. A alternativa, conforme o piloto, é continuar na mesma altitude até um ponto em que o contato funcione. A situação acontece principalmente quando o roteiro inclui os municípios de Aripuanã, Cotriguaçu e Juína.

Esta área, assim como a região de Peixoto de Azevedo, onde aconteceu o choque entre o jato Legacy e um Boeing da Gol, em 29 de setembro de 2006, quando morreram 154 pessoas, ganhou o apelido de “buraco negro”, exatamente por causa da dificuldade de contato via rádio e de monitoramento por radar. “Na área de Sinop e Sorriso não é possível fazer contato com o ACC-BS (centro de controle de Brasília), nem com o ACC-Amazônico (Manaus)”, traz trecho do relatório publicado pela Folha.

Quase dois anos depois do acidente que foi o estopim da crise aérea brasileira, para o proprietário da empresa de táxi-aéreo Abelha, Hélio Vicente, a situação atual é a mesma de antes do choque no Nortão, já que os vôos visuais deixaram de ser controlados por radar, para diminuir a sobrecarga de trabalho dos controladores. A mudança afetou principalmente as aeronaves pequenas.

A reportagem nacional traz ainda a denúncia de más condições de trabalho na sala de controle aéreo de Cuiabá, que teria a presença de mosquitos e ratos sob os consoles de trabalho. No local, ninguém aceitou falar com o Diário, que tentou contato com a Força Aérea Brasileira em Brasília (DF), mas até o fechamento da edição não obteve resposta.

Fonte: Ana Paula Bortoloni (Especial para o Diário de Cuiabá) - Foto: Geraldo Tavares (DC)

Major reclama de aumento do tráfego no país

Com o comando do Cindacta-2 (Curitiba) reunido em 13 de maio passado, o major Carlos Gomes, chefe do centro de controle local, se queixou do aumento do tráfego aéreo e fez um desabafo, relatado em ata: "O [major disse que o] setor foi assumido baseado nas informações passadas pelo ACC-BS [centro de Brasília], hoje se percebe que o movimento é maior do que o previsto e que se soubesse disso não teria assumido o setor".

O documento, classificado como confidencial pela FAB, registra uma reunião convocada para analisar um Ricea (Relatório de Incidente no Controle do Espaço Aéreo) e analisar a conduta de dois controladores envolvidos no episódio. Eles orientavam o tráfego aéreo quando houve uma quase-colisão entre um avião da FAB e outro da companhia portuguesa TAP.

O tenente-coronel Norival Floriano Junior, comandante do Cindacta-2, disse que o "planejamento deficiente dos controladores foi determinante". Mas logo em seguida o comando decidiu, por unanimidade, absolver os controladores.

Dados da Infraero mostram que aumentou em 15% o movimento nos aeroportos brasileiros entre 2005 e 2007, quando foram contabilizados 110,6 milhões de passageiros.

Em nota, a FAB diz que a afirmação do major Gomes "não indica a ultrapassagem do limite previsto".

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo (15/06/2008)

FAB nega que controle seja inseguro

A FAB nega que o espaço aéreo brasileiro seja inseguro e atribuiu as falhas apontadas nos documentos reservados aos quais a Folha teve acesso a questões pontuais.

Segundo a Aeronáutica, uma prova da segurança do espaço aéreo brasileiro foi a eleição em 2007 do Brasil para o primeiro grupo do conselho da OACI (Organização de Aviação Civil Internacional, uma espécie de ONU dos sistemas aéreos nacionais do mundo).

Em nota oficial, a FAB listou os esforços que alega fazer para melhorar a infra-estrutura do controle aéreo.

Entre eles, citou a contratação de 220 controladores da reserva, civis e militares, e a formação de outros 305 nos últimos dois anos. Também relacionou a inauguração do Laboratório de Simulação de Controle de Tráfego Aéreo, com capacidade de treinamento para 768 profissionais por ano.

A FAB afirmou que, desde o caos aéreo que teve seu apogeu em 2007, passou a pagar cursos de idiomas e de formação de instrutores e monitores.

Segundo a Aeronáutica, foram modernizadas as torres de controle dos aeroportos de Congonhas e do Galeão, com a "integração de sistemas e a redução de equipamentos na sala de controle".

Outra medida tomada pela FAB, segundo a nota, foi a implementação do Programa de Garantia da Qualidade no Controle no Espaço Aéreo, com o objetivo de verificar se os serviços prestados atendem a lei em em vigor.

A Aeronáutica citou ainda a evolução dos sistemas de 17 radares, a implantação de equipamentos novos em Campo Grande e a modernização do ACC (Centro de Controle de Área) de Curitiba.

Ao comentar os incidentes citados pela Folha, disse, por exemplo, que as comunicações "são afetadas por fenômenos meteorológicos, interferências, posição e altitude da aeronave, bem como tipo de equipamento utilizado a bordo".

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo (15/06/2008)

Relatórios mostram que caos aéreo continua

Folha teve acesso a 60 documentos feitos desde o 2º semestre de 2007 que apontam falhas no sistema de tráfego aéreo

Registros de quase-colisões estão em relatórios de perigo, livros de ocorrências e imagens de telas dos radares da Aeronáutica


ALAN GRIPP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


O governo decretou o fim do caos aéreo, mas a aparente tranqüilidade nos aeroportos escamoteia o fato de que graves falhas no controle do tráfego de aviões continuam acontecendo. Essas falhas, centrais para a crise que engolfou o setor a partir do choque de um jato Legacy com um Boeing da Gol em setembro de 2006, são relatadas em 60 documentos e relatórios confidenciais confeccionados a partir do segundo semestre de 2007 aos quais a Folha teve acesso.

Os registros de quase-colisões estão em relatórios de perigo, reportes de incidentes, livros de ocorrências e imagens de telas dos radares nos Cindactas (Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo). Muitos deles foram feitos em 2008.

Em 25 de janeiro, um Boeing da Gol e um Airbus da TAM entraram em rota de colisão ao iniciaram procedimento de descida em São Paulo. De acordo com o informe de incidentes 02/2008, ao atingirem o nível de vôo 365 (36.500 pés, ou 11,12 km), o risco de um choque fez disparar o sistema anticolisão das aeronaves.

O registro do incidente revela que o controlador tinha como assistente um estagiário, que, em seu relatório, disse não ter acompanhado as instruções do companheiro. O controlador alegou que o comandante da Gol, que seguia para Guarulhos vindo de Lima, confundiu a posição determinada por ele.

Situações como esta podem se dar por falhas de pilotos, controladores ou problemas técnicos, estes relatados em grande quantidade pelos controladores nos livros de ocorrência. Por falta de comunicação, um avião da companhia Trip, que acabara de decolar de Cuiabá rumo a Rondonópolis (MT), quase se chocou com a aeronave prefixo PT-KDS. O incidente aconteceu em 28 de novembro do ano passado.

No livro, o controlador diz que o episódio foi "extremamente grave", pois os aviões se encontravam na mesma altitude e separados por "menos de 2 milhas (milhas náuticas, o equivalente a 3.704 metros)". Nesse caso, o sistema anticolisão do avião da Trip disparou, evitando o acidente. O controlador afirma que acontecem com freqüência "decolagens sem comunicação em aeródromos vizinhos" a Cuiabá.

Em 20 de março deste ano, outra quase-colisão. Desta vez, um Boeing-737 da Gol, que se aproximava de Belo Horizonte vindo de São Paulo foi autorizado a iniciar a descida, "sem restrição", passando do nível 360 (36 mil pés) para o 200 (20 mil pés). Entre os dois níveis, porém, havia um outro 737 da Varig, que informou ao controle ter recebido "resolution", o alerta do sistema anticolisão.

Nesse caso, o controlador responsável reconheceu o erro e o atribuiu ao fato de estar detido no trabalho. O informe de incidente não revela o motivo da prisão. Quando estão presos, os controladores trabalham normalmente, mas permanecem aquartelados depois do expediente. "Acredito que por estar detido na unidade e preocupado com a minha família que está sem assistência meu nível de atenção está baixo", relatou ele.

Falhas nos radares também podem induzir os controladores a erros. Os arquivos da Aeronáutica guardam dezenas de relatos de casos assim. No Cindacta-4 (Manaus), é comum o aparecimento nas telas dos radares dos chamados alvos falsos -quando surgem registros de aviões que não existem.

Também são comuns a duplicação de alvos, o que pode levar o controlador orientar uma aeronave sem saber a real posição em que ela se encontra.

Os controladores registram ainda a existência de zonas cegas, onde não é possível o monitoramento por radar ou contato via rádio. O livro de ocorrência do centro de controle de Cuiabá registra, no dia 18 de dezembro de 2007: "Na área de Sinop e Sorriso (MT) não é possível fazer contato com o ACC-BS (centro de controle de Brasília), nem com o ACC-Amazônico (Manaus)."

A região é a mesma onde aconteceu o acidente com o Boeing da Gol. À época, apesar das negativas da Aeronáutica, vários controladores relatavam problemas na comunicação.

Os livros de ocorrência contêm relatos de defeitos em equipamentos vitais, como TFs (redes telefônicas para coordenação do controle aéreo) e do ILS (Instrument Landing System), sistema para orientação precisa do pouso.

Os controladores, em alguns centros, reclamam ainda de más condições de trabalho. Em Cuiabá, os livros trazem queixas da grande quantidade de mosquitos nas salas de controle e até da presença de ratos sob os consoles de trabalho.

Procurada pela Folha, a Ifatca (Federação Internacional das Associações dos Controladores de Tráfego Aéreo), que realizou ano passado uma inspeção no Cindacta-1 (Brasília), fez duras críticas ao controle aéreo brasileiro, que classificou de "frágil".

"Se nada significativo for feito pelo Brasil e pelas autoridades responsáveis, o próximo acidente está "planejado". Nós só não podemos dizer quando e onde irá acontecer", disse Christoph Gilgen, 45, representante da Ifatca na Suíça.

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo (15/06/2008)

A verdadeira história da aproximação

Publicada nas edições de sábado de Zero Hora e Diário Catarinense, reportagem de Fábio Schaffner mostra os bastidores da descoberta de uma etnia indígena exótica e enigmática pela Funai, em 30 de abril.

Reportagem traz os bastidores da descoberta de tribos isoladas pela Funai

Fazia meia hora que o monomotor cruzava o céu da Amazônia naquele abafado fim de tarde de quarta-feira, dia 30 de abril. De repente, ao longe na mata, uma estranha movimentação chamou a atenção dos quatro homens a bordo. Mulheres e crianças fugiam, embrenhando-se na floresta.

- Aqui, aqui, aqui - gritou o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles, agitando as mãos no banco traseiro do avião.

A reportagem completa você confere aqui.

Fonte: Diário de Brasília - Foto: DC

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mecânico morre sugado por turbina de avião nas Canárias

Um mecânico morreu na noite de segunda-feira (16) em um aeroporto de Tenerife (arquipélago das Canárias) ao ser sugado e triturado pela turbina de um avião, informaram nesta terça-feira fontes dos serviços de emergência à AFP.

O avião, um Airbus A320, estava estacionado na pista de aterrissagem do aeroporto Rainha Sofia, no sul da ilha de Tenerife, quando ocorreu o incidente, cujas causas estão sendo investigadas pela Guarda Civil.

O mecânico foi completamente triturado pela turbina e apenas pequenas partes de seu corpo foram encontradas próximas ao motor, segundo a mesma fonte.

De acordo com a imprensa espanhola, o mecânico, de 24 anos, foi sugado pela turbina de um avião Airbus da companhia de vôos charter LTE International Airways no momento em que realizava trabalhos de manutenção junto com outros dois companheiros.

Fonte: AFP (Atualizado em 18/06/2008 às 22:29 hs.)

Seis sobrevivem em queda de avião no deserto da Namíbia

Um vôo para turistas sobre Swakopmund, região de safári da Namíbia chegou perto de acabar com a morte de um piloto e cinco passageiros na queda de um Cessna C210L, prefixo V5-RGW, pertencente a empresa Pleasure Flights & Safaris, no sábado (15)

O avião caiu durante a paroximação para pouso ao final de um vôo proveniente de Sossusvlei, também na Namíbia.

O havia decolado no Aeroporto de Swakopmund por volta das 14:30 (hora local) em um vôo para Sossusvlei, informou Ericksson Nengola, diretor do setor de Investigações de Acidentes Aéreos do Ministério de Obras e Transportes.

O avião era pilotado por um piloto sul-Africano e levava cinco passageiros, todos turistas alemães.

De acordo com a informações passadas por Nengola, o avião estava em condições de fazer a aproximação final para o aeroporto quando seu motor falhou por volta das 16:30 hs.

O piloto enviou um "mayday" e procedeu a uma aterrissagem no deserto, a cerca de três quilômetros do aeroporto.

Na aterrissagem, o trem de pouso do avião quebrou, informou Nengola.

O motor do avião ficou separado da fuselagem, as asas e parte da cauda ficaram danificadas.

Fontes: Namibian.com.na / ASN - Fotos: Republikein.com.na

O maior aeroporto do mundo

O terminal 3 do aeroporto de Pequim, na China levou quatro anos a ser construído e foi inaugurado no dia 29 de fevereiro de 2008. Esta construção foi acompanhada pelo governo chinês, que convidou o mundialmente conhecido arquiteto britânico Norman Foster para a elaboração do projeto arquitetônico, que deveria unir a tecnologia avançada dos tempos atuais e características tradicionais da arquitetura chinesa.

O principal motivo desta iniciativa foi a preocupação do governo de recepcionar a multidão que virá nos próximos jogos olímpicos realizados em agosto deste ano, diminuindo os os atrasos e as filas. O aeroporto capacita 76 milhões de passageiros por ano, mais do dobro dos passageiros permitidos antes da reforma, quando já era considerado um aeroporto movimentado. Atualmente com uma área total de 986 mil metros quadrados, este aeroporto se tornou a maior estrutura coberta construída no mundo, custando aproximadamente 2,7 bilhões de dólares.

Norman Foster se preocupou com a proporção em uma escala grandiosa, oferecendo uma arquitetura contemporânea, preocupada com o conforto ambiental e estabelecendo um efeito estético de impacto visual possível de ser admirado a olho nu. A forma de dragão chinês foi uma escolha ideal, passando a intenção de grandiosidade e misticismo adequado para o porte do projeto e o local escolhido. Foram adaptadas clarabóias triangulares, semelhantes a escamas, que dão o efeito de pele ao tema escolhido, além de proporcionar claridade e conforto aos visitantes, também podem ser avistados colunas vermelhas e alguns detalhes dourados que criam um ambiente tipicamente chinês.

O enorme terminal terá mais de 64 restaurantes chineses e ocidentais e mais de 90 lojas. São oferecidas 7 mil vagas de estacionamento para carros, 175 escadas rolantes, 173 elevadores, e 437 esteiras rolantes e acoplada ao projeto esta uma estação de trem, com ligação ao centro da cidade.

Fonte: Portal do Arquiteto - Fotos: La Repubblica e Beijing Guide

Sarkozy anuncia reforma nas Forças Armadas da França

Objetivo das medidas é preparar o país para enfrentar 'ameaças terroristas'.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta terça-feira (17) uma reforma nas forças armadas do país, que pretende preparar a França para "enfrentar novas ameaças terroristas".

Segundo Sarkozy, a reforma inclui o reforço dos serviços de inteligência, principalmente na área espacial.

O presidente anunciou que o orçamento do setor espacial militar irá dobrar em relação ao montante atual, de 380 milhões de euros (cerca de R$ 950 milhões) por ano.

"Hoje, a ameaça imediata é a de um ataque terrorista. Essa ameaça é presente, real, e nós sabemos que ela poderá ter uma nova forma, ainda mais grave, com meios radiológicos, químicos e biológicos", declarou Sarkozy, ao expor o plano de reforma a mais de 3 mil militares.

Sarkozy também anunciou a criação do cargo de coordenador Nacional dos Serviços de Inteligência, que será assumido pelo atual embaixador da França na Argélia.

Para o presidente francês, a defesa do país deve ser mais ágil e mais bem equipada.

Planos

Ao anunciar os planos para as Forças Armadas, o presidente afirmou que, dentro dos próximos seis ou sete anos, fará uma redução significativa no contingente das três forças.

Com a redução, o número de postos do Exército, Marinha e Aeronáutica passará dos atuais 271 mil para 224 mil.

Apesar da redução de pessoal, Sarkozy prometeu ampliar de maneira significativa os investimentos em equipamentos militares.

"Nós devemos aumentar a capacidade de resistência do país, ou seja, sua capacidade de encontrar novamente um funcionamento aceitável, normal, diante de uma crise maior", declarou o presidente.

O orçamento da defesa irá totalizar 377 bilhões de euros (R$ 945 milhões) até 2020.

Destes, 200 bilhões de euros (cerca de R$ 500 bilhões) serão destinados à modernização dos equipamentos militares, já que, segundo o ministro da Defesa, Hervé Morin, os atuais estão "totalmente desgastados".

De acordo com Sarkozy, os novos investimentos representam um acréscimo de quase 3 bilhões de euros (R$ 7,5 bilhões) no gasto anual com equipamentos, que hoje chega a 15,5 bilhões de euros (R$ 38,7 bilhões).

A França irá modernizar, por exemplo, 300 aviões de combate polivalentes, como o Rafale e o Mirage 2000, utilizados pela Marinha e pela Força Aérea.

"A proliferação (armamentista) continua e um número crescente de países irá dispor de mísseis balísticos, cujo alcance pode atingir vários milhares de quilômetros e atacar a Europa", afirmou o presidente francês.

Europa

Sarkozy também disse esperar que a Presidência francesa da União Européia, que começa no dia primeiro de julho, seja a "primeira etapa de uma retomada do projeto de defesa" comum.

O presidente francês afirmou que espera que o bloco europeu seja capaz de enviar simultaneamente 60 mil homens a operações no exterior.

Ele acrescentou que a França se reintegrará, em breve, ao comando militar da Otan (Aliança do Tratado do Atlântico Norte), ressalvando que o país não colocaria tropas à disposição da aliança em tempos de paz.

Segundo o presidente, a dissuasão nuclear francesa continuará algo "estritamente nacional".

A França, embora membro da Otan, não faz parte do comando militar da organização desde 1966, por decisão do general Charles de Gaulle, que retirou os oficiais franceses dessa estrutura da aliança.

Fonte: BBC

Trip comprará jatos da Embraer para vôos regionais

Serão os primeiros aviões com motores a jato da companhia aérea.

Anúncio oficial da compra deve acontecer na quinta-feira.

A Trip Linhas Aéreas fechou a compra de cinco aeronaves Embraer 175, com opção de compra de mais cinco, do mesmo modelo. O jato, produzido em São José dos Campos (SP), tem capacidade para até 90 assentos e preço de tabela de US$ 31 milhões.

Serão os primeiros aviões com motores a jato da Trip, que hoje utiliza os modelos turboélice. Além da Trip, apenas a recém-criada Azul, do empresário David Neeleman, operará no Brasil com o jato brasileiro do modelo 195.

Renan Chieppe, presidente do conselho da Trip, não quis comentar o tamanho do pedido feito à Embraer. O anúncio oficial deve acontecer na quinta-feira, quando a Trip divulgará o calendário de entregas.

Atualmente, a frota da Trip é composta por 18 aeronaves da fabricante européia ATR, nos modelos 42 e 72, com capacidade entre 46 e 74 poltronas. A Trip chegou a negociar a compra de aeronaves modelo CRJ 900, da Bombardier, mas desistiu.

Questão de tempo

Há três meses, em entrevista ao jornal Valor, José Mário Caprioli, presidente e fundador da Trip, disse que o uso dos jatos no transporte regional era um questão de tempo, mas que isso ocorreria paulatinamente, pois o Brasil não tem tantas cidades de médio e pequeno portes com infra-estrutura para recebê-los. Ainda não existe mercado para uma encomenda grande desses equipamentos , afirmou.

A compra dos jatos faz parte dos esforços da Trip para se tornar uma companhia aérea de vôos regionais com porte de grande empresa. O plano de expansão ganhou força em novembro de 2006, quando vendeu 50% de seu capital para o grupo Águia Branca, por R$ 44 milhões.

Em janeiro de 2007, a Trip encomendou 14 aeronaves da fabricante ATR e, em novembro, assumiu toda a operação de transporte aéreo de passageiros do grupo mineiro Total. A companhia vislumbra a abertura de capital para os próximos anos.

A Trip tinha 0,88% do mercado de vôos domésticos no mês de maio, pouco mais do que o dobro do que havia registrado no mesmo mês de 2007. A taxa de aproveitamento dos seus aviões também subiu nesse período, de 56% para 65%. Apesar de ter crescido, a companhia aérea ainda não conseguiu ter operações lucrativas no ano passado. Entre 2006 e 2007, o prejuízo líquido subiu 29%, de R$ 6,9 milhões para R$ 8,9 milhões. A receita líquida aumentou 15,6%, de R$ 96,9 milhões para R$ 112,1 milhões.

Fonte: Valor OnLine

Avião da FAB é alvo de vandalismo em Itapeva

Aparelho estava sendo utilizado pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Após pousar em Itapeva, Learjet sofreu danos em um dos pneus e em uma turbina.




Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) foi danificado em um ato de vandalismo no interior de São Paulo, no sábado (14). O avião, um modelo Learjet, estava sendo usado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que visitava cidades da região sudoeste do Estado.

No aeroporto de Itapeva, a 284 km da capital, homens não identificados teriam cortado vários fios de uma das turbinas e destruído algumas peças do avião.

No domingo (15), um outro avião da Força Aérea teve que vir de Recife para buscar o deputado e, nesta segunda-feira (16), um terceiro aparelho esteve em Itapeva para levar peças para a aeronave, que continua no aeroporto recebendo manutenção.

Depois que o deputado chegou no sábado, por volta das 9h da manhã, o aparelho ficou no aeroclube e a tripulação, formada por um major e um capitão da Aeronáutica, foi para um hotel da cidade. O deputado, por sua vez, e dois assessores foram visitar as cidades de Buri (252 km da capital) Itapeva e Itararé (333 km da capital), no sudoeste do estado.

O avião ficou sozinho e teve parte da turbina esquerda destruída, o que danificou o sistema hidráulico. No começo da tarde, policiais da Guarda Municipal chegaram no aeroporto e notaram que a aeronave tinha sido avariada.

A FAB confirmou os danos ao avião. Os principais seriam um problema no pneu e outro na turbina.

Na delegacia de Itapeva, não foi registrado um boletim de ocorrência, mas, segundo testemunhas, peritos estiveram no local. No domingo, o outro avião da FAB que veio de Recife buscar o deputado deixou seis mecânicos na cidade.

Nesta segunda, por volta de 14h10, o terceiro avião trouxe peças e mais dois mecânicos. O Learjet deverá seguir nesta terça (17) para Pirassununga, a 213 km da capital, para uma avaliação mais detalhada dos estragos. O aeroclube de Itapeva tem apenas um hangar e fica ao lado de uma favela.

Sem retorno

Por volta das 21h35 desta segunda-feira (16), o G1 tentou contato com dois assessores de imprensa do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e com o próprio parlamentar. Dos quatro telefones celulares da assessoria, três estavam desligados. O outro estava ligado, mas ninguém o atendeu.

O G1 também ligou, por volta das 21h50 desta segunda, para dois celulares do próprio Chinaglia, mas nenhum dos dois foi atendido. A reportagem deixou recado nas caixas postais de dois telefones da assessoria e, ainda, nos dois particulares do parlamentar.

Fonte: G1

segunda-feira, 16 de junho de 2008

United adota sistema ecológico na manutenção das aeronaves

A United Airlines e a Pratt & Whitney assinaram um acordo pelo qual a empresa aérea passará a usar o novo sistema de lavagem de turbinas EcoPower. O sistema, comercializado pela Global Service Partners, parte do grupo United Technologies, é condizente com os esforços para a preservação do meio ambiente.

A adoção do sistema faz parte dos esforços da United para economizar combustível e aperfeiçoar o desempenho ambiental de seus aviões. A empresa calcula que, com a medida, poderá poupar três milhões de galões de combustível e emitir 28 mil toneladas a menos de gás carbônico para a atmosfera a cada ano.

O vice-presidente de Engenharia, Materiais e Planejamento da United Airlines, Rick Wysong, comentou que o enorme aumento nos preços dos combustíveis está fazendo com que a empresa procure soluções inovadoras para reduzir seu consumo. "Além de poupar combustível e melhorar o desempenho das turbinas, o sistema é também um método mais rápido, mais seguro e mais amigável com relação ao meio ambiente de lavar as turbinas, levando à redução das emissões de dióxido de carbono", acrescentou.

A United Airlines espera integrar todos os seus aviões ao sistema nos próximos meses, período no qual também passará a oferecer o serviço de lavagem para terceiros. O sistema será instalado em diversos aeroportos. Já está certa sua instalação em Washington, Los Angeles e San Francisco.

Fonte: Mercado & Eventos

Aeroporto da Pampulha usa falcões para garantir segurança aérea

Falcões no Aeroporto da Pampulha: disciplina árdua e missão de salvar vidas

Todos os dias, o pequeno Pavarotti enfrenta uma importante missão: garantir a segurança aos vôos no Aeroporto da Pampulha. Para esse combate, ele não conta com a ajuda da tecnologia. A principal arma são as garras e o bico. Pavarotti é um falcão de coleira e, junto com outros da mesma espécie e gaviões, é adestrado por uma equipe de falcoeiros para prevenir colisões de espécies da fauna silvestre com aviões. O aeroporto, desde março, após convênio com a empresa Biocev e autorização do Ibama, implantou a falcoaria – arte de treinar falcões para caçar – na prevenção de acidentes envolvendo aeronaves e pássaros. É o primeiro no país a adotar a técnica.

O projeto, que faz parte do Plano de Manejo de Avifauna do aeroporto, que integra a Política Ambiental da Infraero, constatou, em 2007, por levantamento, as principais espécies que compõem o sítio aeroportuário e as dinâmicas das aves que circulam na região. “Foi constatado um alto número de quero-queros, pica-paus, corujas, pombos, carcarás, biguás e garças, uma vez que o aeroporto está perto da Lagoa da Pampulha”, conta o coordenador de Segurança do terminal, Sadi Peixoto. Segundo ele, a Biocev, selecionada por licitação em 2007, apresentou a falcoaria como solução para prevenção às colisões. “Em fevereiro deste ano, com a autorização do Ibama, começamos a usar a técnica e já temos bons resultados. Ano passado, tivemos 20 casos e até agora, só temos 11. O dado é positivo, uma vez que há um aumento anual do tráfego de aeronaves”, avalia.

Pavarotti, nome dado ao falcão pelos falcoeiros em homenagem ao cantor lírico italiano, começou a ser treinado no ano passado. “Ele não canta, mas é um dos melhores caçadores”, diverte-se Gustavo Diniz, consultor ambiental da Biocev. Segundo ele, há no aeroporto quatro falcões, um gavião de penacho e um gavião bicolor. Cada um foi nomeado pelos treinadores com apelidos. “Tem a Brahma, a Shakira e outros”, enumera Diniz. Todos vieram de centros de triagem do Ibama e de criadouros. O gavião de penacho ainda não tem nome e uma votação foi aberta ao público.

O gavião de penacho ainda não tem nome

Escolha um nome para o gavião de penacho

O treinamento dessas aves é contínuo, começando nas primeiras horas do dia até o entardecer. “A primeira medida de adestramento é amansar o animal, o que pode levar até um mês. Depois, ele aprende a comer no punho do falcoeiro. Em seguida, de uma certa distância, é ensinado a obedecer o chamado. Depois, apresentamos a ele as iscas, que são asas de pombo empanadas.”

Já adestrados, os pássaros vão para a captura, que acontece no entorno do aeroporto. Os falcões têm como alvo as aves de pequeno porte. Os gaviões, as aquáticas do Ribeirão Pampulha. “Quando eles capturam, com a presa entre os bicos e as garras, só conseguimos que soltem oferecendo em troca um pedaço de carne de boi ou de frango. Não há danos físicos. Os animais capturados são marcados com anilhas de alumínio para futuro monitoramento e encaminhados para fazendas registradas do Ibama”, enfatiza Diniz.

O maior receio do aeroporto era de que os próprios caçadores se tornassem um perigo para as aeronaves. Mas, segundo o coordenador Sadi Peixoto, quando os falcões e gaviões escutam o barulho do motor, voltam para o lugar de origem. “A falcoaria é uma técnica que tem trazido bons resultados para o aeroporto. Possivelmente a Infraero vai expandir para todo o Brasil.”

Perigo no ar

Não é novidade que as colisões de pássaros com aeronaves causem prejuízos ao avião. Na maioria das vezes, com o motor danificado, o processo de decolagem ou de pouso torna-se um perigo. De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, em 2005 grandes empresas aéreas mundiais sofreram prejuízos superiores a U$$ 5 milhões com esse tipo de acidente. Em 2007, só no Brasil, foram notificadas mais de 500 colisões com aves.

Fontes: Portal UAI / TV Alterosa - Fotos: Emmanuel Pinheiro (EM/D.A Press)

Grupo Inbra Apresenta seu know how em blindagem para Aviões durante a Eurosatory 2008

Os visitantes da maior plataforma de negócios do segmento de defesa podem conferir detalhes da blindagem desenvolvida pela Inbra para o modelo Super Tucano da Embraer.

A participação do Grupo Inbra durante a edição 2008 da Eurosatory – Defence Exhibition – que acontece de 16 à 20 de junho, em Paris, França, será marcada pelo desenvolvimento da blindagem para o modelo Super Tucano da Embraer. Estará em exposição, no estande da empresa, parte do ship set de blindagem desenvolvido recentemente pela divisão Inbra Aerospace e que já equipa 25 aeronaves da Força Aérea Colombiana.

A blindagem feita no modelo da Embraer é a de maior nível de proteção implementada no Brasil, capaz de suportar projéteis de calibre 0.50”, munição antiaérea. Os Super Tucanos são aeronaves de baixas e médias velocidades, destinadas às tarefas de interceptação e ataque de aeronaves de pequeno porte e helicópteros que trafegam ilegalmente carregando cargas suspeitas em determinadas regiões.

Os outros destaques do Grupo Inbra durante a Eurosatory 2008 são as portas blindadas para cockpit de aeronaves comerciais, itens de proteção balística – como coletes femininos à prova de balas, escudos de proteção policial, capacetes à prova de balas e vidros blindados – e VBL Multiuso – o primeiro veículo blindado leve do mundo de sete toneladas com capacidade para transportar até oito passageiros e destinado às operações especiais das forças armadas ou policiais de âmbito federal, estadual e municipal dos mais diversos países.

Fonte: Revista Fator

Sócios na VarigLog desviaram dinheiro, diz fundo dos EUA

Matlin acusa brasileiros de abrirem empresa nos EUA e transferirem R$ 4,7 mi

Fundo afirma que dinheiro foi enviado horas depois de juiz ter determinado afastamento de sócios; advogado diz que acusações são falsas

MAELI PRADO
DA REPORTAGEM LOCAL

ALAN GRIPP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


O fundo americano Matlin Patterson acusa os sócios brasileiros da VarigLog de terem aberto uma empresa de fornecimento de peças para aviões em Miami, a Solutions, e de terem efetuado pagamentos a ela que totalizam R$ 4,7 milhões entre 2007 e 2008.

Isso ocorreu, segundo o fundo de investimentos, sem conhecimento ou autorização dos sócios. De acordo com o "Relatório de Diagnóstico da VarigLog", a Solutions recebeu da companhia aérea R$ 1,44 milhão em fevereiro deste ano.

O fundo americano acusa os sócios brasileiros de terem feito a transferência no dia 15 de fevereiro, horas depois do fim da audiência judicial em que o juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou o afastamento deles do comando da companhia.

"Marco Antonio Audi retirou-se de inopino da sala de audiências. Na mesma data, foi realizada a transferência de vultosos valores das contas bancárias da VarigLog para o pagamento da empresa Solutions", diz um trecho da petição judicial em que advogados do fundo acusam os sócios brasileiros de descapitalizarem a companhia.

O relatório de diagnóstico foi encomendado pelo interventor da VarigLog, nomeado por Magano em março deste ano. O documento também mostra pagamentos de R$ 291 mil à Tucson Aviação Ltda., de propriedade de Audi.

O documento, que sugere a falência da VarigLog como uma das opções para a companhia, mostra que sua dívida total, em março deste ano, era de R$ 765 milhões, dos quais R$ 510 milhões eram referentes ao empréstimo da Volo para a VarigLog. Cita ainda impostos devidos no valor de R$ 51 milhões.

Quando o relatório foi feito, os vôos internacionais da empresa haviam sido suspensos um mês antes por falta de aviões. O faturamento mensal, que no passado já havia sido de R$ 48 milhões, era de R$ 12 milhões. A VarigLog, diz o relatório, tinha em março uma estrutura para abrigar uma empresa com 40 aviões, mas apenas quatro estavam em operação.

O relatório cita que as peças para o novo estoque da VarigLog eram compradas pela Solutions, que as enviava para o Rio de Janeiro e depois para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O responsável pelas compras, segundo o relatório, não soube informar por que as peças não eram remetidas diretamente para São Paulo.

A consultoria contratada para produzir o relatório encontrou vários problemas na empresa. "As contratações não seguem as formalidades exigidas pelo estatuto social da empresa. Vide a contratação da empresa Construtora Brasil Central Araguaia, que realizou as obras de reforma do prédio sede da VarigLog", diz o texto.

No processo judicial em que os sócios travam uma batalha pelo comando da VarigLog, o Matlin Patterson também acusa os empresários brasileiros de pagarem bônus no valor total de R$ 1 milhão a diretores da companhia em troca de procuração exclusiva para movimentar cerca de US$ 95 milhões, que mais tarde foram parar em uma conta na Suíça.

Um ex-presidente da companhia, por exemplo, tinha um salário de R$ 60 mil, e o valor da sua rescisão contratual é apontado como sendo de R$ 1,69 milhão. Outros diretores tinham salários que variavam de R$ 30 mil a R$ 45 mil.

Segundo o relatório, o administrador judicial informou que a empresa deveria ter parado em 24 de março deste ano devido à sua situação financeira e operacional.

Outro lado

O advogado dos sócios brasileiros, Alexandre Thiollier, nega que Audi seja dono da Solutions e afirma que todas as denúncias feitas pelo fundo são falsas. Thiollier disse que Lap Chan tinha conhecimento das transferências feitas pela VarigLog e que isso está provado em e-mails, documentos e testemunhos anexados ao processo.

Matlin tentou vender Varig a grupo estrangeiro

MARINA GAZZONI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


O fundo norte-americano Matlin Patterson, dono da VarigLog, negociou a venda de 50% das ações da VRG Linhas Aéreas, a Varig, à empresa norte-americana Cat Aerea em 2006. A informação está em memorando de entendimentos firmado entre o fundo e os acionistas da Cat no dia 18 de agosto de 2006 e obtido pela Folha.

A proposta de venda da Varig ao grupo estrangeiro foi realizada menos de um mês após a VarigLog arrematar a Varig em leilão, em 20 de julho de 2006.

A operação não chegou a ser efetivada, e hoje a Cat Aerea é uma das subsidiárias do Matlin. Na época, seus acionistas eram os fundos de investimento norte-americanos Cerberus Capital Management e Tricap Partners e a holding canadense ACE Aviation. No ano passado, a Varig foi vendida à Gol.

O memorando de entendimentos não está assinado pelos sócios brasileiros do Matlin na VarigLog -Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luiz Eduardo Gallo. Além de representantes dos acionistas da Cat, o documento contém a assinatura do executivo financeiro do Matlin, Lawrence Teitelbaurn, representando tanto o fundo como sua subsidiária, a Volo Logistics, então dona da Varig.

Segundo Alexandre Thiollier, advogado dos sócios brasileiros, o fundo fez a proposta ao grupo estrangeiro sem o consentimento deles. Thiollier diz que Audi vetou a venda da Varig à Cat quando soube da existência do memorando de intenções porque o negócio feria o Código Brasileiro de Aeronáutica, que limita em 20% a participação de estrangeiros no capital de empresas aéreas.

Diante da inviabilidade de vender a Varig sem o consentimento dos sócios brasileiros, o Matlin precisou desfazer o negócio com o grupo estrangeiro, diz o advogado. Segundo Thiollier, o Matlin fez um acordo com o grupo e comprou a própria Cat para não precisar pagar indenizações previstas em contrato pelo cancelamento da venda da Varig.

A Folha procurou o Matlin para comentar o assunto, mas até o fechamento desta edição o fundo não ligou de volta.

Operação de venda

Uma engenharia financeira que envolve empréstimos, operações de custeio e aquisição de títulos conversíveis em ações permitiria a compra de 50% das ações da Varig pela Cat, conforme o acordo descrito no memorando de entendimentos firmado entre o Matlin e a Cat.

O "compromisso de custeio total" da Cat na sociedade que seria formada com o Matlin para controlar a Varig foi estipulado em US$ 85,5 milhões, segundo o documento. O Matlin e a Volo Logistics declaram à Cat no memorando que se comprometeram a investir um total de US$ 96 milhões na empresa por meio de empréstimos e contribuições acionárias.

Uma primeira etapa previa o investimento inicial de US$ 48 milhões pela Cat, sem a transferência das ações da Varig para a empresa estrangeira. Para passar à segunda etapa, a Cat precisaria conseguir a aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para obter sua participação acionária na Varig, diz o documento.

Após a aprovação da Anac, a Volo Logistics e a Cat forneceriam, cada uma, 50% dos investimentos adicionais na empresa e a Cat receberia metade das ações da Varig, conforme o documento.

Fontes: Folha Online / Jornal Folha de S.Paulo

Varig fecha acordo de arrendamento de dois Boeing 737-700 NG com a Genesis Lease

A Varig divulgou hoje (16) nota informando ter assinado contrato com a companhia de leasing aeronáutico internacional Genesis Lease para o arrendamento de dois Boeing 737-700 NG. O acordo terá duração de sete anos, de acordo com a companhia aérea brasileira.

As aeronaves serão integradas à frota da empresa até o final de julho deste ano. A mudança faz parte do plano de modernização da companhia que prevê a troca de todos os seus aviões por modelos 737 NG até o final deste ano. Em 30 de maio, a Varig operava com 35 aeronaves, entre modelos novos e mais antigos.

A substituição da frota da Varig tem como objetivo reduzir os custos da companhia, utilizando aviões mais eficientes no uso de combustíveis. Os 737-700 NG que serão arrendados da Genesis Lease, por exemplo, representam ganho de 3% em eficiência em relação a modelos mais antigos apenas por estarem equipados com aletas verticais (winglets) nas pontas das asas.

Fonte: Valor Online

Aviação responde por 2% da emissão mundial de CO2

A aviação contribui com 2% do total de emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2), segundo o Observatório de Sustentabilidade na Aviação (OBSA), vinculado à Sociedade Estatal de Serviços e Estidos para Navegação Aérea e Segurança Aeronáutica (Senasa), da Espanha.

No portal da internet (www.aviacionsostenible.es) oferece informes sobre mudanças climáticas, qualidade do ar e ruídos, assim como iniciativas, eventos e um diretório do setor.

Segundo a organização, os aviões comerciais voam a altitudes entre oito e 13 quilômetros, onde liberam gases e partículas que contribuem com o aquecimento global. A concentração desse gás nas áreas próximas aos aeroportos também prejudica a qualidade do ar.

Fonte: Felipe Niemeyer (Panrotas)

British Airways negocia receber 12 aviões 777-300ERs para compensar atraso da Boeing

A britânica British Airways (BA) negocia com a Boeing receber 12 aeronaves 777-300ER para operar temporariamente enquanto não recebe os 787 Dreamliners que adquiriu da fabricante. Com os sucessivos atrasos no projeto do novo avião da Boeing, a BA, assim como outras empresas aéreas, buscam alternativas para não modificar seus planos de expansão de malha por conta da demora prevista na entrega dos 787s.

No total, a British Airways tem pedidos para 24 unidades do novo avião da Boeing, entre versões 787-8 e 787-9. Eles deveriam começar a ser entregues em 2010 mas, no momento, a fabricante afirma que o atraso médio na entrega é de 20 meses. A companhia britânica não confirma qual é a nova data de recebimento firmada com a Boeing.

Os 777-300ERs que farão a ponte na operação da BA enquanto os 787s não são entregues devem começar a ser utilizados em 2010. Embora não dê detalhes sobre a negociação com a Boeing, a companhia britânica afirma que continua discutindo com a Boeing sobre as opções.

A britânica é uma das maiores operadoras do modelo 777 em todo o mundo, com 42 aeronaves em operação, entre as versões 777-200 e 777-200ER. A companhia vem avaliando há algum tempo as opções no mercado para a adoção de um novo avião médio de longo alcance e grande capacidade. Entre os candidatos estão o próprio 777-300ER e os Airbus A350-900 e A350-1000. Essa avaliação, porém, só deve ser concluída no fim deste ano.

A BA ainda tem um pedido de longo prazo para 25 aeronaves desse tipo com a Boeing e não está claro se o acordo em negociação seria realmente apenas uma ponte para o atraso no 787 ou a antecipação das compras dos 777-300ERs em avaliação.

Fontes: Valor Online / Agências Internacionais

Viajar de avião será novamente um luxo reservado aos ricos?

Viajar de avião será de novo um luxo reservado aos ricos por causa do petróleo caro? Sem alardear o fim do transporte aéreo de massa na Europa e nos Estados Unidos, os especialitas do setor concordam ao considerar que os preços das passagens continuarão a subir.

"Trabalho com um aumento das tarifas", previa recentemente Willie Walsh, diretor-geral da British Airways.

Na semana passada, várias companhias aéreas européias, a Air France-KLM, as alemãs Lufthansa e Air Berlin e a austríaca Austrian Airlines, anunciaram que realizarão um novo aumento da taxa de combustível.

Esta, criada em 2004 por iniciativa de algumas empresas para enfrentar a escalada do preço do petróleo, se soma às diversas taxas (aeroporto, seguro...) e tarifas de serviço que são adicionadas ao preço da passagem.

Pela primeira vez na quarta-feira passada, a Air France decidiu instaurar uma taxa específica para os vôos de "distâncias muito longas" de duração superior a 9 horas. Para uma ida e volta desse tipo, o custo adicional é de 242 euros.

Com um barril que ficou próximo nesta segunda-feira da barreira psicológica dos 140 dólares, o combustível é a principal despesa de todas as companhias, afetando as low-cost ainda mais do que as outras, porque elas já economizam em tudo.

As companhias de baixo custo, como a britânica Easyjet e a irlandesa Ryanair, apresentam como sua principal vantagem o fato de não aplicarem essas taxas. Elas apostam na limitação da proporção de assentos baratos por avião para não perder dinheiro.

Considerados até hoje como padrão, alguns preços ficarão mais caros, principalmente nos Estados Unidos, onde as companhias foram muito afetadas pelo aumento do preço do petróleo por causa de sua frota antiga, que usa mais querosene de aviação. Ao contrário dos europeus, que pagam em dólar pelo ouro negro, mas tem suas receitas em euros, elas não são beneficiadas pelo câmbio.

Na quinta-feira passada, a United Airlines anunciou que o registro de uma bagagem nos vôos internos nos Estados Unidos, que era gratuito até então, passará a custar 15 dólares na classe econômica.

Ela acompanhou sua concorrente American Airlines, que havia anunciado uma medida como essa em abril junto com outros aumentos tarifários que tiveram influência sobre o preço das passagens aéreas internas, como as taxas sobre excedente de bagagem ou sobre o transporte de animais domésticos.

Esses aumentos terão conseqüências sobre a demanda? "Para os consumidores, com o poder de compra em baixa, a questão é saber em que eles vão economizar, em sua viagem ou em roupas?", ressalta Robert Esperou, especialista francês em transporte aéreo.

Os clientes que as companhias low-cost tinham conseguido atrair nos últimos anos poderão optar por outros meios de transporte. A situação poderá chegar a tal ponto que "muitas delas, na Europa, poderão desaparecer", previu recentemente Jean-Cyril Spinetta, diretor da Air France-KLM.

"Os empresários, cujas empresas pagam as passagens, deverão continuar a viajar", considerou Esperou. "Mas aqueles que têm o hábito de viajar na primeira classe irão na executiva, e os que usam a executiva, irão na classe econômica".

Fonte: France Presse

Piloto ejeta em acidente com Harrier

Um piloto conseguiu ejetar em segurança quando um jato Harrier da RAF - Royal Air Force (Real Força Aérea do Reino Unido) caiu em um campo perto de uma aldeia em Rutland, Ashwell, Leicestershire, Inglaterra.

Um porta-voz do Ministério da Defesa (MoD) disse que o jato caiu a nordeste da Base da RAF em Cottesmore, por volta das 13:50 (hora local) desta segunda-feira (16).

Ele disse que o piloto ejetou e caiu utilizando o pára-quedas, aterrissando "vivo e consciente". Ele está recebendo tratamento num hospital.

Moradores disseram que o acidente aconteceu a cerca 200 jardas de Ashwell. Não foram relatadas baixas civis.

Um cordão de isolamento foi colocado no local do acidente.

O piloto foi levado para o Nottingham's Queen's Medical Center numa ambulância aérea. Seus ferimentos não são graves e sua vida não corre risco.

O piloto estava plenamente consciente e alerta, mas havia suspeitas de lesões espinhais, que seria consistente com a ejeção de um avião.

O Grupo de Incêndio e Salvamento de Leicestershire confirmou que foi chamado para o local próximo a Ashwell e 10 viaturas foram mobilizadas.

A RAF confirmou que um inquérito interno sobre o acidente será realizado.

'Sorte em escapar'

Vic Harrison, 73, que viu o avião cair, disse: "Eu pensei que ele não tinha nenhuma chance, mas olhei para cima e vi o pára-quedas do piloto."

"Eu realmente pensei que ele tinha atingido as casas. Foi por pouco, deve ter sido a apenas 400 metros de nossa casa."

"Foi uma sorte excepcional escapar".

Craig Shepherd, 25, que estava a efetuar obras a cerca de metade de uma milha (800m) a partir do local do acidente, disse: "Eles [Harriers] tinham voado durante cerca de sete ou oito vezes durante o dia", disse ele.

"Estávamos trabalhando e ouvi um "bang", olhei para cima e vi o cara sair do avião com um pára-quedas e, depois, apenas assisti o avião que desceu até o chão e bateu num campo.

"Parecia que a traseira do avião estava em chamas. Fomos para o local do acidente e dentro de cerca de cinco minutos os bombeiros chegaram."

ASSISTA A REPORTAGEM DA BBC SOBRE O ACIDENTE

Fonte: BBC News

Cientistas descobrem sistema planetário com três superterras

Equipe européia revela novos resultados com instrumento instalado no Chile.

Avaliação inicial sugere que pelo menos 1 em 3 estrelas tem planetas rochosos.


A estrela HD 40307 não parecia nada especial, um pouco menor, mas bastante parecida com o Sol. Mas, ao observá-la, um grupo de pesquisadores europeus descobriu três planetas ao seu redor - todos eles aparentemente similares à Terra no que diz respeito à composição.

Concepção artística da estrela HD 40307 com suas três superterras

O achado é parte de um censo maior que, segundo a equipe liderada por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, confirma: a cada três estrelas similares ao Sol, pelo menos uma tem planetas rochosos, como a Terra.

"Será que todas as estrelas abrigam planetas e, se for assim, quantos?", pergunta-se Mayor. "Nós podemos ainda não saber a resposta, mas estamos fazendo grandes progressos."

O segredo do sucesso da pesquisa é o instrumento Harps, do Observatório de La Silla, no Chile - parte do complexo do ESO (Observatório Europeu do Sul). Ele é capaz de detectar mínimas variações no movimento das estrelas - o sinal de que há um planeta ao seu redor.

Foi com esse instrumento que o mesmo grupo encontrou, em abril de 2007, o primeiro planeta potencialmente habitável - um astro rochoso, localizado a uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície.

Todos os planetas rochosos (também ditos terrestres) até agora descobertos não são exatamente iguais aos que existem em nosso Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte); por uma limitação tecnológica, só se pode encontrar astros com massa superior a duas vezes a da Terra, e por aqui não há nenhum planeta rochoso maior que o nosso.

Essa nova categoria de planetas, que não se encaixa nem nos terrestres do Sistema Solar, nem nos gigantes gasosos, foi apelidada pelos cientistas de "superterra".

As três superterras ao redor de HD 40307, localizada a 42 anos-luz de distância, têm 4,2, 6,7 e 9,4 vezes a massa da Terra. Eles giram ao redor da estrela em 4,3, 9,6 e 20,4 dias terrestres, respectivamente.

Os resultados foram apresentados numa conferência realizada em Nantes, na França. Nela, os cientistas também anunciaram a descoberta de dois outros sistemas planetários - um com uma superterra (7,5 massas terrestres) que orbita a estrela HD 181433 em 9,5 dias e é vizinho de um gigante gasoso como Júpiter, que completa uma volta em cerca de três anos.

O outro sistema contém um planeta com 22 massas terrestres e órbita de quatro dias, acompanhado por um planeta como Saturno com um período de três anos.

Os detalhes serão publicados em artigos aceitos pelo periódico científico "Astronomy and Astrophysics".

Fonte: G1 - Foto: ESO

Avião bate em carro no campo de aviação em Piripiri, no Piauí

Um avião bimotor EMB-810C Sêneca II, prefixo PT-RBW, colidiu com um carro modelo Pampa, de cor azul, na manhã de sexta (13), no Campo de Aviação, Bairro Caixa D’Água em Piripiri.

Segundo o Chefe de Investigação do 2° Distrito Policial, o agente da policia civil, Francisco Danielson, o piloto do avião, Marcel Lima Pontes, de aproximadamente 30 anos, natural de Sobral – Ceará, vinha de Sobral com destino a Piripiri e ao consultar as coordenadas fornecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, constatou que o Campo de Aviação em Piripiri constava como pista de pouso, realizando o pouso normalmente e que no momento que taxiava o avião, colidiu com um veículo, causando pequenos danos materiais.

De acordo com Danielson, o piloto do avião tentou entrar em acordo com o motorista do carro, onde pagaria as despesas, mas precisava da xerox de sua carteira de habilitação e dos documentos do carro, momento que o motorista do carro (até agora não identificado), adentrou dentro do mato, se evadindo do local.

A Policia Militar foi acionada e o Capitão Cláudio e o soldado S. Oliveira informaram o caso para o 2° DP. “A colisão atingiu uma das asas da aeronave. O piloto registrou queixa e seguiu viagem. Ele não disse o motivo da sua vinda a Piripiri, mas estava a trabalho. Foi à ocorrência mais inusitada que já registrei em minha vida”, afirma o chefe de investigação Danielson lembrando da situação que viu pela manhã de sexta (13), no 2° DP em Piripiri.

Fonte: www.clickpiripiri.com.br - Fotos: Clemilton

Queda de avião na China mata três pessoas

Um avião Harbin Yunshuji Y-12-II, prefixo B-3841, da China Flying Dragon Aviation, caiu em uma encosta no norte da China, na Região Autônoma da Mongólia no domingo (15), matando três pessoas a bordo e ferindo gravemente outro ocupante.

O avião caiu a cerca de 75 km da cidade de Chifeng por volta das 16:10 (hora local), de acordo com a Yuhua Lin, chefe do gabinete de segurança pública local.

Lin disse que a pessoa ferida, estava consciente, apesar dos ferimentos na cabeça e no tórax, foi puxada a de dentro do avião às 18:40 hs.pm e levada a um hospital.

Os socorristas informaram que o avião de oito lugares voava para uma mina que em explora alumínio.

Técnicos de a empresa proprietária do avião, com base em Chifeng, estavam a caminho do local.

Fonte: Agência Noticiosa Xinhua - Fotos: 119.cn

Risco de acidente aéreo segue alto, diz relatório

Quase um ano depois do maior desastre da história da aviação brasileira, documentos confidenciais da Aeronáutica revelados neste domingo mostram que o controle de tráfego aéreo do país segue colocando os passageiros em risco. Relatórios de incidentes e outros documentos oficiais expõem situações semelhantes àquelas que levaram o sistema de transporte aéreo brasileiro ao caos entre 2006 e 2007: controladores despreparados, equipamentos defeituosos, irresponsabilidade generalizada.

De acordo com registros de ocorrências divulgados em reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste domingo, nos últimos sete meses, houve pelo menos três ocasiões em que um choque entre duas aeronaves em vôo esteve muito próximo de ocorrer. Em 28 de novembro do ano passado, um avião da companhia Trip, que acabara de decolar de Cuiabá rumo a Rondonópolis (MT), quase se chocou com a aeronave prefixo PT-KDS, por problemas de comunicação.

Dois meses depois, um Boeing da Gol e um Airbus da TAM entraram em rota de colisão quando começaram a descer em São Paulo. De acordo com o informe de incidentes 02/2008, citado pela reportagem da Folha, ao atingirem o nível de vôo 365 (36.500 pés), o sistema anticolisão das aeronaves disparou, e por pouco não houve o choque. Em 20 de março, novo incidente: um Boeing-737 da Gol, que se aproximava de Belo Horizonte vindo de São Paulo, foi autorizado a iniciar a descida, "sem restrição", passando do nível 360 (36.000 pés) para o 200 (20.000 pés). Entre os dois níveis, porém, havia um outro 737 da Varig – de novo, o choque só não ocorreu graças ao sistema anticolisão do avião da Varig.

Radares

As causas relatadas pelos controladores para estes incidentes são muitas. Enquanto alguns responsabilizam os pilotos por supostamente não compreenderem as ordens passadas a eles, outros admitem que erraram, mas reclamam de alguns expedientes disciplinadores da Aeronáutica. Os controladores são unânimes apenas na hora de apontar falhas nos radares dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo, os Cindactas. Falam em zonas cegas - especialmente no centro de controle de Cuiabá – onde os aviões desaparecem dos radares e perdem a comunicação por rádio. No Cindacta-4 (Manaus), é comum o aparecimento nas telas dos radares dos chamados alvos falsos – quando surgem registros de aviões que não existem.

Inglês

De mesma gravidade é um fato relatado em reportagem do jornal O Globo deste domingo, que revela que um grande número de controladores não fala inglês, colocando em risco os passageiros de vôos internacionais que chegam ou saem do país. A falta de conhecimento do idioma levou a Aeronáutica a reconhecer, em documento oficial, que esse fator representa um perigo real de acidentes.

Em relatório apresentado à Organização Internacional de Aviação Civil, a FAB admite que um controlador pode precisar – e não conseguir –falar inglês com um mínimo de fluência. O problema foi responsável por uma série de incidentes entre 2003 e 2007, segundo o documento. Três deles quase resultaram em acidentes. O nível de risco está acima do limite tolerado pelos padrões internacionais.

Fonte: Veja Online

Trabalhadores da limpeza de aviões entram em greve em Portugal

Os trabalhadores da Iberlim, empresa que faz a limpeza a aviões de companhias aéreas que operam no aeroporto de Lisboa, entraram em greve às 00:00 deste domingo (15), reivindicando um aumento de 20 euros sobre os 470 euros que ganham por mês. Os funcionários querem que este aumento seja pago retroactivamente a partir de Janeiro e não querem perder o direito às três dispensas anuais, mas a administração da Iberlim faz outras exigências.

«Os duzentos trabalhadores da Iberlim que prestam serviços de handling [no caso, limpeza a aviões de algumas companhias aéreas] vão fazer uma greve até segunda-feira reclamando que o salário de 470 euros mensais que recebem seja aumentado em 20 euros», disse à agência Lusa Carlos Trindade, do Sindicato dos Trabalhadores das Actividades Diversas (STAD)

Os funcionários reclamam ainda que o aumento de 20 euros seja pago retroactivamente a Janeiro e que se mantenham as três dispensas anuais a que os trabalhadores têm direito. No mês de Fevereiro, a administração da Iberlim decretou unilateralmente um aumento de 7 euros - valor que fica aquém do reivindicado pelos duzentos trabalhadores da empresa - e só admite subir para 20 euros o aumento se os trabalhadores abdicarem as três dispensas anuais.

Fonte: Esquerda (Portugal)

Cientista quer mudar design das hélices de aviões

E se alguém tivesse inventado uma tecnologia melhor e o mundo o ignorasse? Até agora, é isso que vem acontecendo com Jay Harman, um naturalista australiano que acredita ter encontrado uma maneira de utilizar as propriedades fundamentais da física e da biologia para melhorar o design de todas as coisas - a começar pelos ventiladores e chegando aos aviões, depois de passar por bombas hidráulicas e usinas hidrelétricas.

Jay Harman aplica seu conhecimento de fluidos para criar novos designs industriais

Quase todas as máquinas do mundo físico enfrentam limites de eficiência relacionados ao fluxo de líquidos e gases: as bombas hidráulicas consomem energia para mover líquidos; a quantidade de combustível que os aviões e carros consomem é definida pela sua eficiência aerodinâmica e os ventiladores e turbinas eólicas tanto consomem quanto geram energia com base na eficiência de suas lâminas rotativas.

Quando menino, Harman percebeu que os objetivos na natureza pareciam odiar a idéia de movimento em linha reta. Os fluidos e os gases se movem em lânguidas espirais, e ainda que ele não tenha treinamento científico, lhe pareceu óbvio já então que essa observação tinha algo de profundo a ensinar sobre o movimento.

Por fim, ele transformou a fonte de seu fascínio infantil em algo que acreditava pudesse ter uso prático. Ele depreendeu que poderia aproveitar suas observação sobre fluidos a fim de alterar a forma de hélices, ventiladores em qualquer outro objeto que precise se mover em um ambiente fluido ou gasoso.

Depois de estudar vórtices informalmente por diversas décadas, ele trabalhou em sua banheira e conseguiu criar um molde do vórtice que a água forma ao correr pelo ralo. Depois, usou esse molde para ajudar a alterar o projeto das partes rotativas dos impulsores de bombas hidráulicas e outros dispositivos cuja função é movimentar fluidos. Desde então, ele vem aplicando sua abordagem de maneira mais ampla e alterou a forma de diversos aparelhos utilizados para mover fluidos e gases.

Dois exemplos de possibilidades intrigantes demonstram o alcance de suas ambições. Caso os vórtices criados pelas pontas das asas dos jatos pudessem ser eliminados, os aviões de passageiros poderiam viajar a distância menor uns dos outros, o que aumentaria em muito a eficiência de aviões e aeroportos. Harman acredita que tenha desenvolvido uma abordagem tecnológica que propicia exatamente isso.

Em uma arena completamente diferente, o impulsor de Harman pode ser utilizado em combinação com um motor acionado por energia solar a fim de criar um efeito de ondulação em um recipiente de água estagnada, alterando o equilíbrio entre nitrogênio e oxigênio no tanque. Isso torna possível interromper o desenvolvimento das larvas de mosquitos, e potencialmente reduz a ameaça da malária e encefalite.

Harman é praticante de um método conhecido como biomímica, um movimento que vem crescendo consideravelmente no campo do design industrial. Há 11 anos, ele estabeleceu a Pax Scientific a fim de comercializar suas idéias, imaginando que conseguiria convencer rapidamente as empresas de que elas poderiam ganhar eficiência, reduzir ruídos ou criar categorias inteiramente novas de produtos caso seguissem a abordagem que ele propõe. Mas o caminho vem sendo mais longo e mais tortuoso do que ele imaginou inicialmente. A despeito de suas realizações terem sido muito elogiadas e de uma tecnologia altamente fotogênica, a Pax Scientific não pode ser considerada um sucesso instantâneo.

"Quando comecei, imaginei que o processo levaria de seis a 12 meses", conta Harman. Mas o que ele encontrou pelo caminho, em lugar disso, foram empresas que tinham pouco interesse em mudar o projeto de seus produtos, mesmo diante da promessa de ganhos de eficiência da ordem de dois dígitos.

As idéias radicais de Harman encontraram, até o momento, recepção cautelosa nos setores aeronáutico, de ar condicionado, náutico, de bombas hidráulicas e no de turbinas eólicas. A experiência dele não é incomum. Em lugar de correr em busca dos proponentes de idéias criativas, o mundo parece se esforçar para evitá-los.

De fato, um de seus conselheiros, Paul Saffo, um analista que trabalha no segmento de previsões tecnológicas no Vale do Silício, muitas vezes costuma repetir um ditado bem simples: "Uma visão desobstruída não significa um percurso curto". Mesmo em ramos como a computação, que celebra a inovação, as alterações sistêmicas podem ocorrer em ritmo glacial.

"Eles estão procurando por mudanças em uma forma que lhes seja compreensível", disse Harman. Novos chips são fáceis de vender. Mas a idéia de reinventar a forma do computador, do zero, é bem mais difícil. Basta considerar que Douglas Engelbart inventou o mouse em 1964, e era evidente para muita gente, já então, que o aparelho seria a melhor maneira de controlar um computador. Mesmo assim, foram necessárias duas décadas para que o invento encontrasse audiência de massa.

Ou pensem no caso dos links de Internet, concebidos simultaneamente, e de maneira independente, por Engelbart e por Ted Nelson, um entusiasta da computação, na metade dos anos 60. Eles demoraram cerca de três décadas para chegar ao mundo mais amplo, via World Wide Web.

Mas a lenta aceitação de suas idéias sobre formas mais eficientes de promover o fluxo de fluidos não desanima Harman, que se declara um otimista incorrigível. "Existe uma psicologia básica da espécie humana que nos leva a resistir a mudanças", disse ele, "mas desistir não está no meu DNA".

E as coisas enfim parecem estar favorecendo suas idéias. Com a ajuda do empresário ambientalista Paul Hawken, ele criou a subsidiária PaxIT, que está projetando ventiladores mais silenciosos e eficiente em termos de energia para o setor de computação. Os designs da Pax começarão a ser usados em bens de consumo já no ano que vem, diz o empresário.

E, em outro sinal positivo para as empresas de Harman, um mundo que ignorou por tempo demais a questão da eficiência energética agora praticamente não pensa em outra coisa. "Tentamos por anos promover a conservação de energia, mas ninguém estava interessado", disse. "Agora, o mundo mudou de curso".

Fonte: The New York Times - Foto: Peter DaSilva (The New York Times)

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Teoria dos anéis dos vórtices é validada 125 anos depois

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Dados da Receita e do BC sobre Varig foram engavetados


Informações sobre o controle societário e origem do capital da Volo não foram submetidas à diretoria da Anac

As informações prestadas pelo Banco Central (BC) e pela Receita Federal sobre a titularidade do controle societário da Volo do Brasil S.A. e a origem de seu capital não foram submetidas à apreciação da diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “O meu gabinete jamais recebeu essas respostas (do BC e da Receita)”, garantiu a ex-diretora da Anac Denise Abreu.

Dois outros ex-diretores e dois ex-funcionários da agência, que pediram para não serem identificados, ouvidos pelo Estado, também confirmaram que as respostas nunca foram repassadas à diretoria e analisadas em reunião do colegiado.

Não há dúvidas, no entanto, que as respostas foram remetidas à Anac. Por meio de sua assessoria, o BC disse que recebeu o ofício da Anac, com o pedido de informações sobre a Volo do Brasil, no dia 29 de janeiro de 2007m, e encaminhou a resposta em 15 de fevereiro do mesmo ano.

A Receita recebeu a solicitação de informações em 16 de janeiro de 2007 e encaminhou as respostas à Anac em 21 de fevereiro do mesmo ano. Nem o BC nem a Receita revelaram o teor das informações prestadas, com o argumento de que elas são protegidas pelos sigilos bancário e fiscal.

Em 12 de dezembro de 2006, a então diretoria da Anac acolheu o parecer jurídico nº 117/2006, da Procuradoria da entidade, e instituiu diligências para avaliação da legalidade da transferência do controle acionário da empresa Varig Logística S.A. (VarigLog), na época pertencente à Aero-LB, para a Volo do Brasil S.A.

A procuradoria da Anac, por meio do parecer, aconselhou a diretoria da agência a adotar uma série de providências para afastar quaisquer dúvidas sobre a titularidade do controle societário da Volo do Brasil. Por isso, foi pedido ao BC e à Receita que informassem a composição acionária da Volo do Brasil e indicassem o seu controle, direto ou indireto, por brasileiros ou estrangeiros, e se o seu capital e de suas subsidiárias é nacional ou estrangeiro.

LIMITE

O parecer jurídico nº 117/2006 foi elaborado em razão de um recurso do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) contra a decisão da diretoria da Anac, de 23 de junho de 2006, que autorizou a transferência do controle societário da VarigLog para a Volo do Brasil.

O Snea queria saber se a Volo cumpria a determinação do artigo 181 do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer), que prevê um limite de 20% de participação estrangeira no capital com direito a voto de empresa aérea nacional.

A conclusão do parecer 117 foi de que a decisão da diretoria da Anac, que aprovou o pedido de autorização prévia para aquisição da VarigLog pela Volo do Brasil, deveria ser mantida “até que se concluíssem as diligências a serem conduzidas por esta Procuradoria”. As diligências eram aquelas relacionadas com as consultas ao Banco Central e à Receita Federal.

Assim que as informações solicitadas ao BC e à Receita chegaram à Anac, o então presidente da agência deveria ter dado conhecimento delas aos demais diretores e escolher um deles para relatar o caso, segundo explicou um ex-funcionário da instituição. Isso porque, de acordo com o parecer aprovado pela diretoria colegiada, os resultados das diligências serviriam de base para o julgamento final da diretoria da Anac sobre a aquisição da VarigLog pela Volo. Isso não ocorreu, segundo Denise Abreu e as demais fontes ouvidas pelo Estado.

Hoje, não há mais dúvida, como mostrou a edição de domingo passado do Estado, que a compra da VarigLog tinha um contrato de gaveta que obrigava os sócios brasileiros (Marco Antônio Audi, Marcos Haftel e Luiz Gallo) a entregar 100% da empresa ao fundo de investimentos Matlin Patterson. Cópia do documento foi publicada na terça-feira passada pelo jornal O Globo, provando que as exigências da direção da Anac tinham fundamento.

Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo (15/06/08)

Parentes pintam céu estrelado para homenagear vítimas de acidente da TAM

Grupo de cerca de 150 pessoas esteve neste domingo (15) no local do acidente.

Manifestantes querem que sejam entregues relatório do Cenipa e laudo do IC.


Parentes de vítimas pintaram tapumes que circulam terreno do antigo prédio da TAM Express, na Zona Sul de SP

A quase um mês de completar um ano do maior acidente da aviação brasileira, parentes e amigos das 199 vítimas da queda do vôo JJ 3054 da TAM decidiram trocar o luto por uma mensagem de esperança e luta pela impunidade.

Na tarde deste domingo (15), eles substituiram da cor preta que coloria os tapumes que circulam o terreno onde ficava o antigo prédio da TAM Express, na Zona Sul de São Paulo, por um céu azul estrelado 199 vezes. Em cada desenho branco, uma flor de mesma cor foi colocada para representar um dos mortos no início da noite de 17 de julho de 2007.

“A gente sempre diz que eles viraram estrelinhas”, disse a secretária Beth Dorneles Haenser, que teve a irmã Ângela morta no acidente. Esta foi a primeira vez que ela deixou a cidade de Porto Alegre (RS) para participar de uma manifestação de parentes de vítimas do acidente em São Paulo. “Eu custei até ter coragem de vir. Aqui tu vês o local e imagina que podia ter sido bem pior, muito mais gente podia ter morrido”, afirmou.

Cerca de 150 pessoas participaram da manifestação neste domingo. A chuva forte que atingiu a cidade chegou a atrapalhar o grupo, que saiu correndo do terreno e, em seguida se dirigiu ao saguão de embarque do Aeroporto de Congonhas.

Protesto

Grupo usou megafone em protesto no saguão do Aeroporto de Congonhas

O grupo passou cerca de 30 minutos no saguão do aeroporto. Com faixas e banners com nomes de várias das vítimas, eles se concentraram em frente ao check in da TAM, que foi paralisado. Um megafone foi usado pelo pai de Rebeca Gunter Haddad, de 14 anos, que também morreu no acidente. Christopher Haddad fez um discurso emocionado repleto de frases de ordem como “o lucro acima de tudo mata”.

“São 11 meses de dor e de tragédia. Nós queremos o laudo do Instituto de Criminalística e o relatório do Cenipa”, disse. Segundo ele, para que a polícia possa concluir o inquérito que investiga o acidente os dois documentos são necessários, mas eles não são entregues. “Dessa vez, a lei nesse país vai ser cumprida. Senão, daqui a 30 anos, nós vãos continuar vindo aqui todos os meses. Dessa vez os culpados vão para a cadeia”, afirmou.

A reportagem do G1 entrou em contato com a TAM, que até a publicação desta nota não havia se pronunciado. Também foi tentado contato com o Cenipa e o IC, mas não houve retorno.

Fonte: G1 - Fotos: Patrícia Araújo (G1)

domingo, 15 de junho de 2008

Queda de avião na Baviera mata três pessoas

Dois homens e uma mulher morreram neste domingo (15) à tarde em Regenstauf (sul da Alemanha), depois que o pequeno avião Beechcraft Bonanza V.35 no qual estavam caiu sobre um campo de milho, pegando fogo em seguida, informou a Polícia local.

Aparentemente, a pequena aeronave decolou por volta de 15h (hora local) do aeroporto de Oberhub e, após meia hora de vôo, o piloto entrou em contato com a torre de controle para informar que tinham problemas.

Segundo o relato policial, o aparelho caiu e pegou fogo em um campo agrícola, a um quilômetro de distância da pista de pouso.

As causas do acidente estão sendo investigadas.

Autoridades do serviço de tráfego aéreo alemão e da Polícia criminal investigam as circunstâncias do acidente.

Fontes: PR Inside (Alemanha) / EFE / ASN - Fotos: DDP

Helicóptero cai em exibição em Utah, nos EUA

O vôo terminou cedo no primeiro dia de uma exibição informal, em Utah, na sexta-feira (13), quando o veterano piloto de helicóptero e piloto de show aéreo Dennis Kenyon caiu com seu Schweitzer 269C, prefixo N54LC, registrado para a LJ AIR INC, em Cedar Valley, UT, nos EUA.

Kenyon sofreu pequenas lesões, mas a aeronave ficou destruída.

Um pequeno grupo de entusiastas da aviação experimental foi ao local da exibição, em West Desert Air Park (UT99), para desfrutar uma demonstração informal de Kenyon, que tem estado envolvido em vendas de helicópteros no sul da Inglaterra desde o início dos anos 1970.

A aeronave levantou vôo por volta das 13:00 (hora local) e realizou algumas demonstrações.

Depois de subir para executar algumas manobras de vôo mais agressivas, Kenton tentou um "wingover". Durante a manobra ele caiu para contra o solo.

À medida que a poeira baixou e as pessoas se aproximaram para ajudar, Kenyon, em meio aos destroços, se levantou e disse: "Sinto-me um estúpido."

A primeira paramédica que chegou ao local da queda perguntou se ele estava bem, ao que respondeu Kenyon, oferecendo uma dança para ela. Ele foi convencido a pegar uma carona para um hospital próximo, a fim de receber alguns pontos, mas apenas depois de concordar em ser entrevistado pelas duas estações de televisão locais e, naturalmente, um pelo investigador da FAA. Kenyon manifestou o desejo de regressar ao evento.


O 269C Schweitzer 1991, N54LC, está registada a LJ Air, Inc., de Las Vegas, NV, uma empresa especializada em locação de aeronaves para formação de pilotos. Kenyon tinha chegado do Reino Unido apenas um dia antes do evento. O veterano piloto disse que já realizou 1.213 demonstrações de vôos em helicóptero, ao longo de um período de 36 anos, até a sexta-feira do acidente.

O aeroporto ficou fechado durante aproximadamente três horas para acomodar uma investigação do acidente por parte da FAA.

O proprietário do Aeroporto, Marcos Pringle, disse que no sábado já iria continuar as atividades como estava previsto.

O cartaz promocional

Fontes: Aero News.net / ASN - Fotos: Aero-News Network