segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Secretário da Fifa critica estádio do Morumbi e se preocupa com aeroportos para Copa-2014

De sua sala de trabalho, com vista para o mar de Ipanema, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, olhou para a faixa de areia lotada de gente, no fim da manhã ensolarada de sábado de primavera, para exemplificar dois dos pontos que considera cruciais para o sucesso da Copa do Mundo-2014, no Brasil. Ambos têm a ver com o fluxo turístico.

- A principal preocupação em relação ao Brasil é aeroporto. Não há bons aeroportos. Meu sentimento é que muita gente vai querer vir ao Brasil, em 2014. É um lugar especial, um país magnifíco. Por isso, eu penso também que a coisa mais difícil, o pior de conseguir, serão os ingressos. Esses dois pontos estão ligados. Conheço muita gente que me diz que vir ao Brasil durante uma Copa do Mundo é algo já marcado na agenda. Então, precisamos cuidar bem desses temas - afirmou o francês de 49 anos, que, para receber O GLOBO, trocou o habitual terno das reuniões e aparições em público por camisa pólo, calça e tênis.

Valcke está desde a última sexta-feira no Rio, juntamente com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e os outros 23 dirigentes mais importantes da entidade. Eles vieram participar da primeira reunião do Comitê Executivo realizada no Brasil, na próxima terça-feira. Curiosamente, a Copa do Mundo-2014 no país não está na agenda, com foco para o Mundial-2010 e Olimpíadas-2012, mas Valcke não deixa de trabalhar no assunto em reuniões e encontros particulares com Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador.

Fifa pede mais mudanças no projeto do Morumbi

Outro assunto tratado com Teixeira logo na chegada foi a reforma do estádio do Morumbi, em São Paulo. As críticas de Valcke ao projeto, reveladas pelo GLOBO em 1° de junho passado, provocaram duras reações do São Paulo Futebol Clube. Valcke confirmou que a Fifa pediu ao Comitê Organizador mais modificações no novo projeto do Morumbi, como antecipou a coluna Panorama Esportivo de 29 de agosto.

- Por exemplo: a linha de visão do espectador não é boa. É fácil mudar isso: feche o estádio por um período de tempo e faça esse trabalho. Na abertura da Copa, precisamos de mais espaço para o serviço de hospitalidade, mais espaço para a imprensa, porque é um jogo mais procurado do que qualquer outro, exceto a final - informou.

Folheando um relatório intitulado "Bons exemplos para o stádio do Morumbi", elaborado por técnicos da Fifa, o francês acrescentou que as pessoas encarregadas da reforma fizeram relevantes modificações do primeiro para o segundo projeto e atenderam a algumas das exigências da Fifa. Mas ainda não são suficientes para sediar o jogo de abertura do Mundial:

- Este relatório fala de tudo: da capacidade, da visão do torcedor, do setor de hospitalidade, do campo. Eu não estou me baseando em um relatório de leigos. Estou me baseando em pessoas que são especialistas e que trabalham com isso não apenas para a Fifa. Essas pessoas trabalharam em cima das fotos, dos planos, dos detalhes, das informações com o objetivo de atingir todas as exigências que temos sobre estádios.

O dirigente foi além e confirmou que o estádio tem problemas até para a transmissão de TV:

- A câmera principal (número 2), que foca no centro do gramado, normalmente tem que ficar a 75m dali. No Morumbi, a distância proposta é de mais de 100m. Tecnicamente falando, é querer pôr uma imagem não tão boa quando seria a 75m. Há muitas outras pequenas coisas como esta. A Fifa não está exigindo algo diferente para São Paulo. Está exigindo o que exige em qualquer Copa do Mundo, em qualquer Mundial Sub-20...

Valcke acredita que não tem cabimento a afirmação feita por dirigentes da candidatura paulista de que a cidade de São Paulo só foi informada claramente do que a Fifa quer na reunião de agosto passado, no Rio.

- É injusto criticar ou atacar o que estamos falando. Todas essas exigências estão no Caderno de Encargos, que foi enviado, estudado e assinado pelo Brasil desde a vitória da candidatura, (em outubro de 2007).

O dirigente também usou de ironia para comentar acusações que leu em jornais e websites brasileiros, divulgadas por pessoas ligadas à candidatura paulista.

- Esses dois meetings da Fifa com as cidades-sedes (em junho e em agosto) aumentaram minha popularidade no Brasil, especialmente em São Paulo.

- Eu tenho lido que sou um investidor de construtoras. Eu lamentei ao Ricardo por eu estar sendo visto em todo lugar (de São Paulo) como um cara mau. Eu lamentei ao Ricardo ter lido nos jornais e em websites até que sou o cara responsável pelo caso Mastercard (a Fifa pagou U$ 90 milhões de indenização por ter errado na negociação para assinar com a administradora Visa). Entendo que o futebol no Brasil é paixão. Mas faço o que tenho que fazer na minha posição de responsável pela Copa do Mundo, como disse o presidente Blatter. Minha responsabilidade na Fifa é de fazer sempre a melhor Copa do Mundo.

Jérôme Valcke acredita que suas críticas não foram entendidas pela candidatura paulista. E repetiu que jamais disse que o projeto de reforma tiraria o Morumbi da Copa-2014.

- De novo, para ser claro: quando se fala de Brasil você não pode imaginar que haveria uma Copa do Mundo sem jogo em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Mas existe uma diferença entre receber o jogo de abertura, as semifinais, a decisão do terceiro lugar e a final. O projeto do estádio do Morumbi pode receber qualquer jogo da fase de grupos. Qualquer um. Mas se a questão for receber o jogo de abertura ou alguma semifinal, porque a final deverá ser disputada no Maracanã, o Morumbi não atende a todos os requisitos. Isso é bem simples. Não estamos falando que o Morumbi não é um estádio para a Copa do Mundo. Estamos falando que não é para a abertura ou para as semifinais.

O dirigente disse ter recebido apoio integral de Ricardo Teixeira, mas jurou que é a última vez que falaria sobre o estádio do Morumbi nesta viagem:

- Se houver alguma pergunta na entrevista coletiva de terça-feira ou até se o presidente Blatter me pedir, eu direi: "Desculpe-me, presidente, mas não responderei a mais nenhuma pergunta sobre o Morumbi".

Valcke elogiou a preparação brasileira e acredita que está num bom caminho, considerando a maioria dos projetos das 12 cidades como "bons planos". E citou o do Maracanã.

- A maioria dos 12 estádios está no rumo certo. Se falarmos do Maracanã, eles vão fechar o estádio no fim deste ano por dois anos. Eles têm muito a fazer, mas basicamente, pelo que temos visto, nossos técnicos estão totalmente satisfeitos - acrescentou.

O dirigente ressaltou que a Fifa tem enorme interesse nas ações humanitárias e recomendou ao presidente Lula, aos ministros e a Ricardo Teixeira decidirem metas para o legado que a Copa deixará para o Brasil e potencialmente para a América do Sul.

- Eu sei que eles já têm um plano para a Amazônia. Significa que esta Copa do Mundo no Brasil deve ser conhecida como "A Copa do Mundo verde", com emissões zero. Mas precisamos usar todas as pessoas que amam o futebol, até as pessoas das favelas, no sentido de dar-lhes uma chance, dar uma chance às pessoas que precisam trabalhar. Soube que alguns presidiários poderiam ser usados também. É isso que eu desejo do presidente Lula. Nós temos que nos sentar com ele para discutirmos as diferentes campanhas que poderemos fazer, mas deverão ser muitas, eu acredito. É o que temos feito na África do Sul. Lá, será um país depois da Copa do Mundo, com muitas mudanças significativas em curto período - encerrou Valcke.

Fonte: Jorge Luiz Rodrigues (O Globo) - Fotos: Alexandre Cassiano (Agência O Globo)

Investigação de queda de Rafale será enviada ao Brasil

Os resultados de uma investigação sobre a queda de dois caças Rafale no Mar Mediterrâneo na semana passada será entregue ao Brasil, que negocia a compra de 36 aeronaves do modelo, informou o Ministério da Defesa da França nesta segunda-feira.

O acidente aconteceu em meio às discussões para a venda dos Rafale, fabricados pela francesa Dassault ao Brasil. Se concretizada, a venda será a primeira exportação do caça de nova geração após anos de tentativas fracassadas.

As duas aeronaves da Marinha francesa caíram na última quinta-feira a cerca de 30 quilômetros da cidade de Perpignan, provavelmente após colidirem no ar, disseram as autoridades franceses. Somente um dos pilotos foi resgatado com segurança.

O acidente gerou questionamentos sobre seu possível impacto em um eventual acordo com o Brasil, mas o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, disse que o ocorrido não influenciará a escolha brasileira.

"Acho que isso não tem a ver, eu não conheço o problema (dos caças), mas a informação que se tem é que houve uma falha humana", disse Jobim após participar da abertura de um seminário internacional sobre energia nuclear no Rio de Janeiro.

"Se isso fosse verdadeiro, não poderíamos mais estar comprando aviões Boeing", disse o ministro, ao se referir a acidentes na aviação comercial.

O porta-voz do Ministério da Defesa francês Laurent Teisseire disse em entrevista coletiva que o resultado completos da investigação será divulgado ao Brasil.

"Com um parceiro importante como o Brasil, obviamente quando a hora for apropriada e de acordo com uma forma que, pelo meu conhecimento, ainda não foi determinada, haverá transparência, como seria o esperado entre dois países parceiros", disse.

"É tradicional que os resultados de uma investigação aeronáutica seja compartilhada dentro da comunidade aeronáutica", acrescentou.

"O objetivo é que todos - a comunidade de compradores e mais genericamente a comunidade das pessoas que voam - tenham o melhor entendimento do que aconteceu."

Também estão na disputa para fornecer caças ao Brasil o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, e o Gripen NG, da sueca Saab. As três companhias têm até o dia 2 de outubro para apresentar melhorias nas propostas enviadas à Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo Jobim, até agora nenhuma das concorrentes protocolou sua nova proposta junto ao governo para a venda dos caças.

Tanto Jobim quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já expressaram preferência pelo caça francês na disputa.

Durante visita ao Brasil do presidente da França, Nicolas Sarkozy, no início do mês, os dois países anunciaram que haviam aberto negociações para a compra do Rafale pelo Brasil.

Entretanto, no dia seguinte ao anúncio, amplamente interpretado como uma vitória do caça francês na concorrência, o Ministério da Defesa afirmou que a disputa ainda não estava definida e que as três fabricantes poderiam apresentar melhorias em suas ofertas.

Fonte: Rodrigo Viga Gaier e Elizabeth Pineau (Reuters/Brasil Online) - Edição de Eduardo Simões e Pedro Fonseca via O Globo - Foto: wikimedia.org

Pesquisadores da Unicamp desenvolvem combustível para aviação a partir de óleos vegetais

Bioquerosene é mais barato, menos poluente e com alto grau de pureza

Uma equipe da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp desenvolveu tecnologia e depositou patente para o processo de produção de bioquerosene a partir de óleos vegetais. O produto poderá substituir com diversas vantagens o querosene usado como combustível de aviões. Além de ser mais barata, essa alternativa energética é menos poluente, pois não é emissora de enxofre, de compostos nitrogenados, de hidrocarbonetos ou de materiais particulados. Depois da patente, o próximo passo é o estudo da produção em escala industrial. O grupo pretende repassar a tecnologia para empresas interessadas em produzir o bioquerosene.

O processo para a sua obtenção é composto de duas etapas. Na primeira, depois de extraído da planta e refinado, para a retirada de impurezas, o óleo vegetal é colocado em um reator, junto com o catalisador e uma quantidade pré- determinada de álcool, no caso etanol. A quantidade de etanol utilizada no processo foi otimizada por meio de extensivos estudos e é um ponto importante do processo. "O papel do catalisador é acelerar a reação química e fazer com que ela ocorra em uma temperatura mais baixa", explica o professor Rubens Maciel Filho. Além dele, fazem parte da equipe a professora Maria Regina Wolf Maciel e os pesquisadores César Benedito Batistella e Nívea de Lima da Silva.

O etanol foi o álcool escolhido pela equipe para o processo, por ter baixa massa molar e ser um reagente não-agressivo e renovável. Ele reage com o ácido graxo, dando origem ao bioquerosene. Além disso, o processo gera como subprodutos glicerina, água e o que sobra do etanol não consumido nas reações. Após a separação desses compostos indesejados, o óleo fica mais fino e com menor viscosidade.

A produção de um biocombustível a partir de óleos vegetais é conhecida. A inovação agora é sua qualidade específica e seu uso em produtos aeronáuticos dentro de padrões mais exigentes. Outra novidade do processo, nessa fase da tecnologia desenvolvida pela equipe da Unicamp, é o balanço preciso dasdiversas variáveis envolvidas nas reações químicas e também a purificação nas quais resultam o bioquerosene com as propriedades desejadas. "Para se obter alta conversão de óleo vegetal em bioquerosene e maximizar a produção no menor tempo possível é preciso saber as quantidades exatas a serem usadas de cada componente da reação e definir as condições apropriadas de operação", explica Maciel Filho. "É preciso dosar com precisão a proporção de óleo vegetal, álcool e catalisador, além da temperatura mais adequada", acrescenta.

A segunda etapa de produção, a mais importante, é a separação de todos os produtos da reação, ou seja, o isolamento do éster, do catalisador, da água e da glicerina. Aí está a grande inovação do processo de produção do bioquerosene desenvolvido pela equipe de Maciel Filho. O isolamento é feito em uma unidade de separação intensificada, em condições de temperatura e pressão que possibilitam a obtenção do bioquerosene de forma economicamente viável e que atende aos requisitos para o querosene de aviação estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Análises

Esse último ponto foi confirmado por análises realizadas na Unicamp e no Instituto de Pesquisa Tecnológicas de São Paulo (IPT). Na verdade, não existem, no Brasil, instituições que possam atestar se o produto obtido atende às especificações do querosene de aviação. "Contudo, os resultados das análises feitas na Unicamp e no IPT foram comparados com a Tabela de especificação do querosene de aviação da ANP", explicam os pesquisadores. "Ficou demonstrado que o bioquerosene possui características semelhantes às do querosene de aviação."

Embora haja uma série de pesquisas e diversos biocombustíveis sendo testados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, a equipe não identificou processo/produto similar ao desenvolvido. Apesar de ser comentada a existência de experimentos e realizações de testes fazendo uso de bioquerosene, não foi identificada patente na literatura técnica que fizesse uso do mesmo processo, comenta Maciel Filho. "Também não foi encontrado no mercado produto identificado como bioquerosene".

As informações são da Unicamp

Fonte: Midiacon News

Gol começa a voar para Aruba

A venda de passagens para a nova rota começa nesta segunda-feira

A companhia aérea Gol anunciou nesta segunda-feira (28/09) que recebeu permissão da Agência Nacional de Aviação Civil para operar voos regulares do Brasil para Venezuela e a Ilha de Aruba, no Caribe. A venda de passagens para o novo destino começa nesta segunda-feira, mas a operação terá inicio em 4 de outubro.

De acordo com a companhia, a nova rota será operada pela marca Varig e incluirá a classe Comfort de serviços diferenciados, que oferece mais espaço entre poltronas, opções de refeições quentes e entretenimento de bordo individual. Além disso, o passageiro terá direito a um bônus de 150% no acúmulo de milhas, acesso ao balcão de check-in exclusivo e embarque e desembarque prioritários.

A Gol venderá também passagens de Caracas, capital da Venezuela, para Aruba. Os bilhetes para ilha podem ser adquiridos no site da Gol.

Percurso

Inicialmente, os voos serão semanais, realizados aos domingos. A partida será do aeroporto internacional de Guarulhos às 11h, fazendo escala em Caracas, às 15h30 (horário local). Da capital venezuelana, decolará para Aruba às 16h10 (horário local), com chegada prevista para as 17h55. No sentido inverso, a aeronave vai partir da ilha caribenha às 21h20 (horário local), pousando em Caracas às 22h05, de onde seguirá para São Paulo às 22h45.

Fonte: Portal Exame

ANAC: Veja mais um resultado da perícia médica

ANAC/DF/RJ/SP

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgou mais um resultado provisório da perícia médica dos candidatos que se declararam portadores de deficiência para o concurso de 365 vagas de nível médio e superior para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Confira nos anexos ao lado.

Os candidatos que desejarem interpor recurso deverão comparecer aos endereços indicados no edital em anexo nos dias 29 e 30 de setembro, das 9h às 16h, portando recurso conforme o formulário disponível no site do Cespe/UnB (www.cespe.unb.br).

Sobre o concurso:

A maior parte das oportunidades concentra-se nos cargos de nível superior. A função de especialista em regulação civil oferece 200 vagas para profissionais com formação de engenharia, piloto e economia – vale destacar que a área 5 oferece vagas para candidatos com formação em qualquer área do conhecimento. O cargo de analista administrativo oferece oportunidades para profissionais com formação em qualquer área do conhecimento (área 1) e tecnologia da informação (área 2). O salário máximo oferecido para todas as carreiras de nível superior é de R$ 9.552.

Candidatos com nível médio completo poderão concorrer às funções de técnico de regulação de aviação civil e técnico administrativo. Para o primeiro, os candidatos ao cargo de técnico área 1 deverão possuir CHT (Certificado de Habilitação Técnica) válido no grupo aviônico, grupo células e monomotor; enquanto que os candidatos à área 2, além do CHT, deverão possuir licença de piloto comercial com no mínimo 500 horas de vôo e CCF (Certificado de Capacidade Física). O salário máximo mensal para esse grupo é de R$ 4.708,07.

O cargo de técnico administrativo reúne 40 oportunidades e exige nível médio completo. O salário máximo da carreira é de R$ 4.689,07.

Há reserva de 5% do total de vagas para candidatos portadores de deficiência física.

MAIS

14/09/2009 - Divulgados novos resultados e convocações

01/09/2009 - Saiu resultado da perícia para deficientes

18/08/2009 - Veja resultados do concurso para 365 vagas

Fonte: JC Concursos

Americano é preso por perseguir a ex-namorada com um avião

Ele ficava sobrevoando casa da ex em baixa altitude desde abril de 2008.

Perseguição começou dois meses após o fim do namoro, segundo jornal.

O norte-americano Tom Huey foi preso na última quarta-feira (23) na cidade de Concord, no estado da Califórnia (EUA), acusado de perseguir sua ex-namorada com um avião, segundo reportagem do jornal local "Claycord".

Avião que era usado por Tom Huey para intimar a ex-namorada

De acordo com a polícia de Concord, Huey ficava dando círculos com o avião próximo à casa de sua ex-namorada com frequência. Ele foi detido na quarta-feira depois que pousou sua aeronave no aeroporto local.

A prisão pôs fim a mais um ano de assédio contra a ex-namorada. As brincadeiras de Huey também irritaram os vizinhos da mulher. Eles relataram que Huey ficava sobrevoando o bairro em baixa altitude desde abril de 2008, dois meses após o fim do namoro.

As autoridades afirmaram que o caso tomou novo rumo na semana passada, quando os moradores começaram a encontrar folhetos que continham insultos raciais perto da casa da mulher.

Huey foi preso no aeroporto de Concord e levado para a cadeia do Condado de Martinez. Sua fiança foi fixada em US$ 155 mil.

Fonte: G1 - Foto: Reprodução/Claycord

Curtinhas Européias

“ANA prepara entrada no mercado brasileiro”

A ANA – Aeroportos de Portugal está a estudar diversas oportunidades de crescimento na gestão de aeroportos no Brasil. Além da prevista concessão a operadores privados de vários aeroportos geridos pela empresa pública Infraero – congénere brasileira da ANA -, a empresa liderada por Guilhermino Rodrigues está a avaliar oportunidades de investimento no sector aeroportuário no Brasil que não estão englobadas neste ‘dossier’.

“Novo governo vai decidir privatização da empresa”

A privatização da ANA foi apresentada pelo Governo de José Sócrates – que desde as eleições legislativas de ontem se encontra em gestão corrente – como uma das principais metas no sector dos transportes.

“Brasil abre gestão de aeroportos a privados”

O regulador brasileiro de aviação civil (ANAC) está a preparar a proposta para a concessão da administração de aeroportos públicos a mepresas privadas.

Fonte: Diário Económico

“British Airways vai cobrar por marcação de lugares”

A British Airways continua a anunciar medidas para combater a crise. Depois de cortar nos ‘snacks’ a bordo, anunciou que, a partir de Outubro, os passageiros terão de pagar para reservarem os seus lugares nos aviões com antecedência superior a 24 horas. A companhia aérea permite que os passageiros escolham os lugares nas 24 horas anteriores à partida, mas vai cobrar para quem quiser marcar antes.

“Lufthansa prevê inverter queda das receitas em Portugal”

A Lufthansa acredita estar mais bem preparada do que as suas congéneres para ultrapassar a crise. Em Portugal, a companhia aérea alemã espera inverter a tendência de queda do negócio já durante este Outono. A Lufthansa garante que não perdeu quota de mercado em Portugal, contudo, tem havido um decréscimo da receita, fruto da crise, adiantou Karsten Benz, director de vendas e serviços para a Europa.

“Fabricantes de aviões optimistas quanto ao futuro”

A crise e a imprevisibilidade da indústria da aviação civil não travam o optimismo dos fabricantes de aviões. A Airbus e a Boing avançaram com as suas previsões para as próximas décadas, antevendo um período de franco crescimento, dando um sinal positivo, também para tentar salvaguardar o seu negócio.

“Dois dias de greve dos pilotos cancelam entre 100 e 300 voos”

A “guerra” entre a TAP e os pilotos parece não ter fim à vista. Após dois dias de paragem, de centenas de voos cancelados, filas e prejuízos, as partes continuam de costas voltadas.

Fonte: Jornal de Negócios

Fonte geral: Ambitur (Portugal)

Justiça arbitra R$ 200 mil de indenização a família de oficial do Águia Uno da PM de Mato Grosso

O Estado de Mato Grosso foi condenado a pagar R$ 200 mil a título de indenização por danos morais para a família de Rodrigo Ribeiro, oficial da Polícia Militar que morreu vítima de acidente aéreo com o helicóptero Águia Uno. A decisão é do juiz Alberto Ferreira de Souza, da 3ª Vara da Fazenda Pública. A família ainda não decidiu se recorre do valor, já que pediram R$ 3 milhões. Porém, um fato chamou a atenção: ao narrar a questão, o magistrado deixa claro que ao acidente poderia ter sido plenamente evitado não fosse “a determinação” de se efetuar o resgate no período noturno, sem visibilidade. As condições meteorológicas eram impróprias: névoa úmida e teto baixo.

Há ainda outra questão observada pelo magistrado: o excesso da jornada de trabalho dos tripulantes do vôo – 11 horas e 10 minutos quando recomenda-se o limite de onze horas para tripulações simples, nos termos da Lei do Aeronauta. “O fato é notório, incontroverso e inelutável” – acentuou o juiz. Na ocasião, além do oficial, estavam na aeronave o sargento Joel Pereira Machado, 29, e o soldado Júlio Márcio Jesus, 27, e o piloto Henrique Corrêa da Silva Santos, que sobreviveu. O acidente aconteceu no dia 4 de abril de 2005, a cerca de 80 km de Cuiabá.

O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) elencou diversas situações que colaboraram para a queda, desde o momento da saída dos militares ao instante em que o piloto teria tentado retornar à base de operações em função das condições meteorológicas, momento em que ocorreu o acidente nas imediações da Serra de São Vicente. A aeronave decolou por volta das 19h, sob chuva, para tentar realizar o resgate de vítimas de um acidente automobilístico na BR-364.

O fato de à época a Policia Militar não possuir um oficial de segurança de voo dificultou a correção das falhas em procedimentos e em rotinas da unidade aérea. Os tripulantes envolvidos no acidente não possuiam também certificado de IFR (Instrument Flight Rules - regras de voo por instrumentos). O voo visual noturno de helicóptero, de acordo com a instrução do Ministério da Aeronáutica (IMA) 100-4, não pode ser realizado abaixo de 200 pés (aproximadamente 60 metros).

No entanto, todos os indícios (teto estimado e voo de reconstituição) mostraram que a tripulação decidiu regressar quando a aeronave estava a cerca de 125 pés de altura. Segundo o relatório, é fato que o piloto estava abaixo de 200 pés pois a aeronave colidiu com o solo apresentando funcionamento normal, conforme constatado pelos danos ao rotor no momento do impacto.

“O dano moral, consistente na dor e tristeza em face da ausência da vítima, acrescidos de outros valores espirituais ofendidos, de toda evidência reclama indenização. O pretium doloris a ser arbitrado quando desaparecido o descendente, de toda evidência há de ser tanto quanto possível o bastante para que possa, quiçá, deslembrarem-se, ainda que de modo fugaz, da família tragicamente desfeita com o sinistro que levou-lhes o filho” – escreveu o juiz.

Fonte: 24 Horas News

Voo curto

Semanas atrás, privadamente, Lula se disse arrependido de ter comprado o Airbus da presidência da República, mais conhecido pelo certeiro apelido de Aerolula, a bordo do qual desembarcou há pouco em Brasília. Acha-o com pouca autonomia de voo. E hoje avalia que devia ter mandado comprar um avião com necessidade menor de fazer tantas escalas.

Fonte: Lauro Jardim (Veja.com)

Agência europeia quer fabricar pão e cerveja na estação espacial

Lançamento da nave russa Soyuz está marcado para quarta-feira.

Fundador do Cirque du Soleil é um dos tripulantes.


Pão, cerveja e circo: nave Soyuz (na foto, sendo transportada para a plataforma de lançamento) vai levar o turista espacial Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, e fermento para a ISS

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) enviará nesta semana à Estação Espacial Internacional (ISS) fermento para estudar como o produto se comporta na falta de gravidade e tentar preparar no espaço cerveja e pão.

"Queremos realizar a experiência em estado de microgravidade para saber o efeito do crescimento do fermento e conferir também se nestas condições se pode conseguir proteína" explicou hoje Ronnie Willaert, um dos autores do projeto.

As mostras de fermento serão enviadas à ISS na nave russa Soyuz TMA-16, que chegará ao laboratório orbital com um cosmonauta russo, um astronauta americano e o turista espacial canadense Guy Laliberté, o fundador do Cirque du Soleil.

Se o experimento der certo, os cientistas poderiam desenvolver tecnologias para produzir no espaço pão e cerveja para os astronautas, disse Willaert, professor de bioengenharia da Universidade Aberta de Bruxelas, na base de Baikonur (Cazaquistão).

O cientista detalhou que se trataria de uma cerveja especial, cuja presença de álcool não seria danosa, mas até útil para a saúde dos astronautas.

"Em princípio, a finalidade da experiência é fabricar alimentos e bebidas em condições de falta de gravidade terrestre, o que seria benéfico para as tripulações da estação espacial", disse o especialista, segundo a agência russa "RIA Novosti".

Além disso, os resultados permitirão estudar novas possibilidades para fabricar em terra cerveja e pão de longa conservação.

Fonte: EFE via G1 - Foto: Bill Ingalls (AP/Nasa)

Avião pousa em campo de arroz no Japão

Aeronave das forças de defesa do Japão aterrisa em campo de arroz na base aérea de Ozuki, na cidade de Shimonoseki, depois de perder o controle e ultrapassar a pista. Ninguém ficou ferido.

Fonte: UOL Notícias - Foto: AFP

Paraquedista morre após se enroscar em colega em MG

Acidente aconteceu no fim de semana, em Nova Ponte.

Outro rapaz teve politraumatismo e foi levado a hospital.



Um paraquedista de 23 anos morreu no fim de semana, em Nova Ponte (MG). O equipamento dele se enroscou em outro, em pleno ar.

Um fotógrafo registrou o acidente. Os dois paraquedistas se enroscaram a cerca de 25 metros do chão. Um deles se soltou, tentou abrir o equipamento reserva, mas era tarde demais. Após cair, o jovem chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu.

O outro paraquedista, de 27 anos, sofreu politraumatismo, foi levado ao hospital e não corre risco de morrer.

A aterrissagem estava prevista para acontecer a cerca de cinco quilômetros do local do acidente, segundo o organizador dos saltos

Fonte: G1 (com informações da TV Globo Minas)

A380 da Singapore Airlines regressa a Paris devido a problemas num dos motores

O A380 prefixo 9V-SKJ fotografado em 09.09.09, no Aeroporto de Sidney, na Austrália
O Airbus A380-800, prefixo 9V-SKJ, da Singapore Airlines, que voava de Paris para Singapura (voo SQ-333), teve que voltar à capital francesa, devido a problemas no motor nº 1 (Trent 970), detectados quando sobrevoava Krakow, na Polônia, duas horas e meia depois de ter decolado.

O avião leva a bordo 444 passageiros e apesar de estar concebido para continuar a voar com apenas com três dos quatro motores, regressou a Paris por precaução, onde pousou em segurança, cerca de 5:15 após a partida.

A Singapore Airlines foi a primeira companhia aérea a voar com o A380 e começou a utilizar o aparelho na rota Singapura Paris no início deste ano.

Fontes: PressTur / Aviation Herald - Foto: Matthew McDonald (JetPhotos)

Transtorno em voo: Deputado usa passagem da esposa

Uma situação inusitada fez atrasar a decolagem de um voo no Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre. O deputado federal Marcos Antônio Ramos da Hora (PSC/PE - foto) causou um transtorno ao ser flagrado pela tripulação do voo Gol 1680, com destino a Petrolina, tentando embarcar com o bilhete no nome da esposa. Agentes da Polícia Federal de plantão no aeroporto foram acionados pelo comandante da aeronave para retirá-lo, já que o parlamentar oferecia resistência para descer do avião. Após ser conduzido para o lado de fora, o deputado teve de prestar depoimento à PF.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o parlamentar disse, em depoimento, que teria chegado atrasado para o check in do voo, que estava marcado para as 14h20 do sábado. A versão do deputado é de que os funcionários da Gol teriam autorizado seu embarque no lugar da esposa, que tinha feito o check in com antecedência. A assessoria de imprensa da empresa aérea nega que tenha dado a autorização e alega que só teria percebido o engano após a checagem da lista dos passageiros dentro do avião.

Depois da chegada das autoridades, a PF informou que Marcos da Hora permaneceu por alguns minutos dentro do voo, mas teria agido com naturalidade diante da orientação de sair. Não houve confronto nem bate-boca, segundo a polícia.

A reportagem do Diario tentou ontem à noite localizar o deputado para comentar o caso, mas ele não foi encontrado. Segundo uma irmã dele, que não quis se identificar, o parlamentar teria embarcado no voo de outra companhia para Petrolina. A Gol disse que tentou remarcar a viagem com o cliente para outro horário, mas ele não quis.

A assessoria de imprensa da Gol lamentou o ocorrido e justificou que a medida de retirar o deputado do voo seguiu as normas de segurança da aviação mundial e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Conhecido como "negão abençoado", o deputado Marcos da Hora foi um dos mais votados na eleição de 2006. Cantor e compositor gospel, é um dos representantes da bancada evangélica do estado na CâmaraFederal.

Fonte: Diário de Pernambuco - Foto: camara.gov.br

Acidente com avião da Gol completa três anos sem punição

Ao menos 38 famílias de vítimas lutam por indenizações na Justiça

O voo 1907 da Gol se despedaçou e partes foram encontradas em uma mata em Peixoto de Azevedo (MT). O Legacy conseguiu pousar em uma base na serra do Cachimbo (PA)

O acidente com o Boeing da Gol que matou 154 pessoas completa três anos na próxima terça-feira (29) sem que ninguém tenha sido punido pela tragédia. Ao menos 38 famílias de vítimas ainda não foram indenizadas.

Uma aeronave Legacy, da empresa americana de táxi aéreo ExcelAire, bateu no avião da Gol, que fazia o voo 1907. O Legacy conseguiu pousar em uma base na serra do Cachimbo (PA). Partes do Boeing foram encontradas em uma mata em Peixoto de Azevedo (MT).

Investigações da Aeronáutica e do Ministério Público Federal apontaram falhas dos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que pilotavam o Legacy. A Justiça brasileira livrou os pilotos de condenação por negligência [descuido durante o voo], mas eles ainda respondem a acusação pelo crime de atentado contra a segurança no transporte aéreo.

Procurada pelo R7, a defesa dos pilotos respondeu a acusações feitas por perito contratado pela família. O advogado Theodomiro Dias disse que Lepore trabalha na ExcelAir e Paladino, na American Airlines.

A associação de parentes das vítimas diz que 116 famílias fecharam acordos de indenização com a Gol. As outras não aceitaram o valor proposto. Dos 38 parentes não indenizados, 23 movem processos nos Estados Unidos contra a ExcelAire e os pilotos. Eles apelaram à Corte americana para que as ações sejam julgadas naquele país. Outras 15 famílias não aceitaram valor oferecido pela Gol e processam a companhia aérea e os pilotos no Brasil por danos morais e materiais.

Nove delas pedem que as indenizações sejam baseadas no valor do seguro da aeronave, que vale entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão. O valor foi dito pelo presidente da Gol, Nenê Constantino, na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo, em maio de 2007.

A advogada Melina Silva Galvanin defende que, por danos morais, as famílias recebam mais que 500 salários mínimos (R$ 232,5 mil), soma considerada limite pela Justiça brasileira. Ela diz que a empresa oferece no máximo 350 salários mínimos (R$ 139,5 mil). O R7 procurou a Gol, mas a empresa não respondeu.

Fonte: Carolina Farias e Ana Letícia Leão (R7) - Fotos: Peixoto de Azevedo (AE)

Irã testa míssil de longo alcance, diz TV

Forças armadas simulam guerra durante exercícios militares.

Míssil tem alcance de até 2.000 km.




As Forças Armadas do Irã lançaram nesta segunda-feira (28) “com sucesso” um míssil Shahab-3, de longo alcance, durante exercícios militares, informou a rede de TV iraniana em inglês Press-TV.

Os mísseis têm alcance de cerca de 2.000 km, podendo atingir, em tese, Israel, bases norte-americanas no Oriente Médio e parte da Turquia.

No domingo (27), o Irã havia lançado dois mísseis de curto e médio alcance. Os canais estatais Al-Alam e Press TV mostraram imagens das manobras militares nas quais os mísseis de curto alcance Tondar-69 e Fateh-110 foram lançados em um terreno semelhante a um deserto.

As TVs não precisaram o alcance dos primeiros testes com mísseis, mas especialistas em defesa acreditam que o Fateh possa atingir alvos a 170 km de distância e o Tondar, a 150 km. Além disso, foram testados os mísseis Shahab-1 e Shagab-2.

Tensão

As manobras são realizadas após o recrudescimento das tensões entre o Irã, de um lado, e Estados Unidos, França e Grã-Bretanha, de outro, por causa da informação, divulgada no fim da semana passada, de que Teerã está construindo uma nova usina de enriquecimento de urânio.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que a única finalidade da usina é produzir energia, e que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), responsável por monitorar as questões nucleares mundiais, foi informada dos planos iranianos há poucos dias, mais de um ano antes de as instalações entrarem em operação.

Mesmo assim, os três países condenaram a iniciativa iraniana, e o presidente americano, Barack Obama, afirmou que prefere uma solução diplomática para a crise.

Representantes iranianos e de seis potências militares mundiais (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha) se reúnem em Genebra, Suíça, na quinta-feira (1º de outubro), para discutir com o Irã uma série de temas, incluindo o programa nuclear iraniano.

Fonte: G1 (com informações das agências de notícias EFE e France Presse)

domingo, 27 de setembro de 2009

Foto do Dia

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Boeing 777-367/ER, prefixo B-KPF, da Cathay Pacific Airways, fotografado no Aeroporto International Penang (Bayan Lepas)(PEN/WMKP), na Malásia, em 08 de setembro de 2009

Fotógrafo: T.Y. Bob Lee (Airliners.net)

EUA quer que hacker pague por recuperação de sistema invadido

Considerado pelos EUA o maior hacker de todos os tempos, britânico invadiu sistema do pentágono em busca de provas da existência de OVNIs.

Além de sua extradição para os Estados Unidos e julgamento segundo suas leis, o governo americano quer que o britânico Gary McKinnon, acusado de invadir sistemas do exército, da aeronáutica, do Pentágono e da Agência Espacial (NASA), arque com os custos para recuperação dos sistemas que invadiu. Pelas contas dos EUA, o valor é de 700 mil dólares.

McKinnon, conhecido como Solo, é acusado de ter acessado ilegalmente e danificado 53 computadores entre fevereiro de 2001 e março de 2002. O hacker, que sofre da síndrome de Asperger, um tipo de autismo, diz que procurava dados que provassem a existência dos OVNIs, que estariam escondidos do resto do mundo pelo governo americano.

Entrevistado pela ComputerWeekly, o expert em segurança da informação, Peter Sommer, professor da London School of Economics, não concorda com a medida. Ele disse que as investigações sobre estes crimes deveriam considerar “se a vítima tomou as precauções necessárias para limitar o dano”. Se isso não foi feito, é a vítima quem deve ser responsabilizada pela invasão, não o agressor.

Já Eugene Spafford, fundador do Centro de Educação e Pesquisa em Segurança da Informação da Purdue University, dos EUA, tem uma opinião diversa da de Sommler. Spafford defende que a vítima do crime não deva ser onerada, mesmo que não tenha tomado todas as medidas de segurança. Para ele, se alguém quebra uma porta para roubar uma loja, é comum que ele pague o custo do conserto da porta.

Segundo informações do The Guardian, o britânico encontra-se preso na Inglaterra e aguarda o julgamento do pedido de extradição feito pelos EUA. O caso tem causado comoção na Grã-Bretanha e há, inclusive, um site que pede a libertação de McKinnon, em freegary.org.uk.

Fonte: Luciana Alves (www.geek.com.br)

MAIS

Invasão a sistemas militares foi feita via conexão discada

Gary McKinnon

Um assunto que ganha as páginas de jornais internacionais, da provável extradição do hacker inglês Gary McKinnon, tem um de seus detalhes mais interessantes pouco mencionado. O responsável pela maior invasão a computadores militares de todos os tempos utilizou uma conexão discada de 56k.

De acordo com o site Valleywag, McKinnon invadiu computadores de agências militares americanas e da NASA entre 2001 e 2002, causando o desligamento das redes por 24 horas e prejuízo estimado em US$ 700 mil.

O invasor se aproveitou que as máquinas de tais organizações utilizavam o Windows sem qualquer proteção de senha, e varreu as redes americanas atrás de evidências de existência de vida alienígena.

Até hoje, com a evolução das tecnologias de acesso para a chamada banda larga, ninguém conseguiu causar mais confusão que o hacker londrino, que é acusado de parar 2 mil computadores com invasão a 97 máquinas, conforme noticiou o site Gizmodo.

Mesmo que tenha sido admirável seu feito, o hacker que utilizava o codinome Solo está sendo tratado como um criminoso perigoso e pode ser condenado a 70 anos de prisão nos Estados Unidos e multa de até US$ 1,75 milhão caso realmente seja extraditado.

Fonte: Yahoo

Um morto e 12 feridos em acidente com ultraleve na Coréia do Sul

Depois de bater uma pipa, o pequeno avião Skyranger, prefixo S2176, colidiu contra um ônibus de dois andares na noite (hora local) deste domingo (27) na exposição na Feira Mundial 2009 e Festival Internacional de Songdo City, Incheon, na Coréia do Sul.

Um passageiro do avião chamado On, 46 anos, morreu e o piloto de 44 anos, de sobrenome Kim, ficou gravemente ferido.

Nove crianças do ensino fundamental e dois outros adultos que estavam dentro do ônibus ficaram levemente feridos. Eles receberam tratamento de emergência em uma clínica local e no Inha University Hospital.

Ambulâncias, uma moto patrulha e caminhões de bombeiros foram mobilizados imediatamente e pulverizaram água para evitar um incêndio no motor da aeronave. A polícia disse que o avião estava participando no Incheon Sky Festival que foi realizado na Yeongjong Island, em Incheon.

Quando voltava à ilha, depois de voar sobre Songdo, uma asa da aeronave colidiu com uma pipa envolvida em uma competição que estava sendo realizada na feira. A aeronave girou no ar algumas vezes antes de cair, de acordo com investigadores. "O comitê organizador confirmou que o avião não foi convidado para a Feira e Festival Global", disse um oficial que pediu para não ser identificado. "A investigação está em andamento para determinar o motivo do acidente."

Fonte: Lee Min-Yong (JoongAng Daily) - Fotos: Yonhap

Três fornecedoras da Embraer param

Três empresas do ramo aeronáutico - Sobraer, Sopeçaero e Pesola - fornecedoras da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), em São José dos Campos, estão paralisadas, após decisão dos trabalhadores em assembleia unificada, realizada na manhã de sexta-feira.

Os grevistas querem que as negociações salariais do setor sejam em setembro e exigem o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). As empresas, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, se negam a pagar o benefício e não demonstram disposição em negociar. No ano passado, a média paga foi de R$ 2, 3 mil.

Fonte: Estadão

França suspende busca de piloto do Rafale acidentado

A Marinha francesa anunciou neste domingo a suspensão das buscas de um dos pilotos dos dois caças Rafale que caíram no mar na quinta-feira passada, no Mediterrâneo.

"Todas as pistas que permitiam ter esperanças foram esgotadas, e decidimos suspender as buscas aéreas do piloto aeronaval às 21h00 de hoje", declarou a Marinha em um comunicado.

"Os numerosos meios empregados nos últimos três dias lamentavelmente não permitiram encontrar o capitão-de-fragata da reserva François Duflot, piloto de teste da 'Délégation générale pour l?armement (DGA)'", revelou a Marinha.

O outro piloto envolvido, que conseguiu se ejetar, foi resgatado são e salvo no dia do acidente.

Segundo o capitão-de-fragata Bertrand Bonneau, do Serviço de informação da Marinha, os Rafale estão, provavelmente, a 600 metros de profundidade.

Os dois Rafale do porta-aviões "Charles-de-Gaulle" caíram, provavelmente, devido a um choque entre ambos, diante da costa de Perpignan.

O acidente foi registrado em um momento particularmente delicado para a França, já que o caça, que até agora nunca foi vendido para o exterior, aparece como favorito para vencer um contrato de cerca de 5 bilhões de euros com o Brasil.

Fonte: AFP

Forma de cobrança gera polêmica ao estacionar no Aeroporto Salgado Filho

Nem projeto de construção de novo prédio garagem é sinal de que algo vai mudar quanto aos preços

Estacionar no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, pode ser tão inconveniente quanto enfrentar uma turbulência em voo. Imagine que você foi viajar, deixou o carro no estacionamento pago e no retorno – 50 horas depois– precisa desembolsar o valor equivalente a 3 diárias (72 horas), mesmo deixando o veículo parado no local somente 2 dias e 2 horas. Pois é assim que funciona. Depois do primeiro dia, o seguinte, ou seguintes, são sempre cobrados cheios, independente do número de horas utilizadas.

A Infraero, responsável pelo terminal, informa que a modalidade de cobrança está prevista em contrato. O ABC tentou contato com o proprietário do estacionamento, mas ele não foi localizado e nem retornou aos recados deixados com a gerência. Cada diária custa 15 reais.

O superintendente do Salgado Filho, Jorge Herdina, explica que as operações nas dependências do terminal são selecionados por concorrência pública. "Na licitação já são determinadas regras de operação e cobrança", alega. Herdina garante que o estacionamento rotativo do aeroporto está funcionando como prevê o contrato, apesar de não fornecer cópia do documento ao jornal. "A partir do momento em que se atinge a tarifa máxima do dia (diária), qualquer sequência de horas extrapolada é cobrada como uma diária extra", informa.

O aeroporto conta com um edifício garagem e dois estacionamentos externos. Nem mesmo a perspectiva de um novo prédio para mais de 3 mil vagas, que será construído em 2010, é sinal de que algo vai mudar. "Há toda uma sistemática que, é claro, pode ser revisada. Mas tem que se observar o equilíbrio financeiro. O que não dá é pra mudar as regras no meio do jogo", avisa Herdina.

Reclamações devem ser feitas ao Procon

Qualquer problema no estacionamento rotativo do aeroporto deve ser reportado ao Programa de Defesa do Consumidor (Procon), que irá fiscalizar a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Na capital as reclamações devem ser feitas no Procon municipal, que foi contatado pelo ABC, mas não se manifestou sobre o tema. A coordenadora de Assuntos Privados do Procon estadual, Luciane Souza Disconzi, lembra que só há problemas quando a prestadora do serviço estiver se valendo de forma e valores que não seja aquela autorizada pelo concedente. "Se estiver se valendo de outra forma, que não a contratada, há uma prática abusiva", aponta.

Luciane destaca que é um direito oacesso ao contrato de concessão. "Desta forma saberá se está sendo lesado. Negado este direito, deve se procurar o Procon", orienta. A coordenadora ainda lembra que qualquer incorreção ou falta de clareza em placas e informes com valores e serviços praticados podem ser denunciados pelos usuários. Ainda ressalta que não há nenhuma norma que exija descontos progressivos à medida que se usa cada vez mais o estacionamento.

Novas vagas em decolagem

O superintendente do Salgado Filho, Jorge Herdina, acredita que em 2010 saia do papel um novo edifício garagem, que será erguido ao lado do existente. O projeto faz parte da ampliação do aeroporto. "Serão acrescentadas 3 mil vagas além das 2,5 mil que o terminal já conta".

Fonte e foto: Gabriel Guedes (Diário de Canoas/GES)

Mercado nas alturas

UMA CARREIRA PARA DECOLAR

Além de pilotos, o crescimento do setor no Brasil deve abrir oportunidades para aeroviários, comissários e mecânicos

Quantidade de profissionais capacitados não acompanha o crescimento do tráfego aéreo no país. O apagão de pilotos levou a Anac a custear aulas práticas em diferentes regiõesPilotos e outras profissões relacionadas à aviação podem garantir o seu embarque no mercado de trabalho. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% apenas no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), abrindo portas para muitas vagas.

Atualmente, são mais de 12 mil aeronaves – incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias – responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano no país. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira, em terra e no ar, apontam especialistas do setor.

– Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no Exterior, onde salários e benefícios são mais atrativos – explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo.

– Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos para os próximos anos – pondera o superintendente.

De acordo com Noman, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos, argumenta Graziella:

– O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais.

Investimento na formação é expressivo

Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, confirma que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, como estimam também os especialistas. Em 2007, acompanhando o pai, piloto militar em viagem aos Estados Unidos, conquistou as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.

– É um diferencial para a carreira. O inglês é valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa – avalia Jaborandy

De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.

Fonte: Correio Braziliense via Zero Hora - Foto: Fernando Gomes (BD)

PF inspeciona aviões em Florianópolis após ligação de denúncia de bomba

Polícia Federal vistoriou aeronaves e bagagens mas não achou nada.

Voos eram da Gol e da Varig e vinham de São Paulo.


Voo da Varig ficou retido em Santa Catarina após denúncia anônima de bomba

Passageiros no Aeroporto Internacional de Florianópolis, onde dois aviões foram vistoriados pela PF

A Polícia Federal inspecionou neste domingo (27) dois aviões que pousaram no Aeroporto Internacional de Florianópolis após a Infraero receber uma ligação anônima dizendo que havia uma bomba em uma aeronave vinda de São Paulo. As informações são da Infraero, por meio da sua assessoria de imprensa.

Segundo a Infraero, foi acionado um plano de segurança e os aviões, assim que pousaram, foram alvo de varredura pelos peritos da Polícia Federal. Ainda de acordo com a empresa, todas as bagagens foram inspecionadas nas máquinas de raio-X.

A PF não encontrou nenhum objeto suspeito nas aeronaves nem nas bagagens, disse a Infraero.

Os aviões que foram inspecionados faziam o voo 1282 da Gol, que pousou em Florianópolis às 12h25, e o voo 1644 da Varig, que pousou às 13h10.

Ainda segundo a Infraero, não houve atrasos nos pousos e decolagens no aeroporto devido à operação.

Fonte: G1 - Fotos: Júlio Cavalheiro (Diário Catarinense/Agência RBS)

Dois pilotos condenados a 31 anos por bombardearem população civil

Um juiz condenou no sábado dois pilotos colombianos a 31 anos de prisão cada um por haverem bombardeado a população civil de uma aldeia, em 1998, matando 17 pessoas, das quais seis crianças.

O juiz Martin Suarez considerou que os pilotos, ambos tenentes, agiram impetuosamente, não tendo distinguido entre civis e guerrilheiros rebeldes, atacando a aldeia de Santo Domingo, no estado nordestino de Arauca.

Na sua sentença, o juiz sublinhou o fato de os pilotos terem sido advertidos por um militar norte-americano, num avião de apoio, que observou: "Estão atacando civis. Não disparem".

Fonte: Agência Lusa via RTP Notícias (Portugal)

Irã dispara dois mísseis ao iniciar exercícios militares

TV estatal diz que foram lançados mísseis “Tondar” e “Fateh 110”

Segundo a emissora, mísseis são de curto alcance


Irã testa mísseis de curto alcance durante simulação de guerra neste domingo (27)

O Irã iniciou na manhã deste domingo (27) manobras militares com disparos de dois mísseis de curto alcance, informou a rede de TV estatal “Al-Alam”.

Segundo a emissora, os exercícios começaram com os disparos de mísseis “Tondar” e “Fateh 110”.

Os “Guardiões da Revolução”, exército do regime, haviam antecipado no sábado (26) que o país realizaria treinamento militar, inclusive com testes de mísseis.

Em entrevista à TV, o comandante Hosein Salami informou ainda que realizará testes com mísseis de longo alcance - do tipo "Shahab" - na segunda-feira (28).

Fonte: G1 (com informações das agências de notícias EFE e France Presse) - Foto: AFP Photo

Região da rua Funchal, em São Paulo, tem mais helipontos que pontos de ônibus

Vista de cima, a pintura azul no telhado dos espigões sinaliza aquela que é a principal concentração de helipontos num pequeno pedaço de São Paulo.

Embaixo, a movimentação é intensa para acessar esse trecho nobre da Vila Olímpia (zona oeste), nas imediações da rua Funchal, mas a infraestrutura do transporte terrestre deixa a desejar. As vias são estreitas para os carros, que enfrentam congestionamentos até nas garagens; os ônibus, às vezes distantes, não atraem.

Forma-se, assim, um cenário exótico: a quantidade de 25 helipontos é maior que a dos 24 pontos de ônibus nesse miolo de comércio e escritórios da Vila Olímpia, formado por dez vias.

O levantamento da Folha, feito a partir de registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da SPTrans (empresa de transporte da prefeitura), reforça as conclusões de outro mapeamento preparado por técnicos municipais em parte do eixo empresarial da Faria Lima à Berrini.

Este identificou por imagens de satélite 75 helipontos numa região que abriga 60 paradas de ônibus -sem contar "pontos gêmeos", nos dois lados da rua.

Em ambos os casos, trata-se de uma constatação apenas simbólica, sem rigor científico.

Mas a peculiaridade da infraestrutura do transporte terrestre e aéreo nas imediações da Vila Olímpia serve, na avaliação de técnicos, como exemplo da falta de planejamento urbano com a expansão da área a partir da década de 1990.

Um dos motivos para a região ter tantos helipontos é que ela concentra edifícios novos e modernos - frequentados por uma elite empresarial que, por minoria da minoria que seja, já aderiu ou pretende aderir ao transporte aéreo urbano.

Essa condição resulta em malabarismo no controle de voo para evitar conflitos com aviões da rota de Congonhas. E, para reunir helipontos sem burlar a norma que fixa a distância mínima de 400 m entre eles, de novo é preciso malabarismo.

De outro lado, embora a prefeitura diga que há 22 linhas de ônibus passando em alguma parte do bairro, não há conexão rápida de transporte coletivo para regiões estratégicas, como a central ou a da Paulista. E a linha metroferroviária mais próxima, a 9-Esmeralda da CPTM, leva os usuários a trechos mais periféricos (Osasco-Grajaú).

"Os polos empresariais não são decididos por quem vai trabalhar lá. A Berrini ficava longe de tudo, mas perto de onde os donos das empresas moravam ou gostariam de morar. Hoje tudo é definido pela conveniência da cúpula. Se ela, por pequena que seja, começa a adotar um meio de transporte exótico, como por helicóptero, as coisas fogem ainda mais de controle", diz Cláudio Senna Frederico, engenheiro e ex-secretário dos Transportes Metropolitanos.

Fonte: Alencar Izidoro (Folha de S.Paulo) - Fotos: Moacyr Lopes Junior (Folha Imagem)

Empresa desenvolve avião em que passageiros ficam cara a cara

Segundo companhia, novo design poderia reduzir preço das passagens e aumentar capacidade do avião

Novo modelo propõe passageiros na frente uns dos outros

A aviação já viveu tempos melhores. Depois da empresa aérea irlandesa Ryanair cogitar a possibilidade de que os passageiros viajem de pé, uma companhia britânica de design criou um novo modelo para organizar o espaço interno das aeronaves de forma completamente diferente. Com o objetivo de economizar, os viajantes serão colocados um na frente do outro, exatamente como os militares se acomodam em aviões em filmes de guerra.

Entre as vantagens do novo layout estão o aumento de 50% da capacidade das aeronaves e a redução de 30% no custo por assento, o que possibilitaria a redução no preço das passagens.

“Ter os passageiros frente um ao outro não é uma situação ideal, mas teremos com isso aumento das receitas para as companhias e passagens mais econômicas para os passageiros. Por isso, ao manter ambos contentes, o conceito se torna uma alternativa atraente”, disse Howard Guy, diretor da Design Q, ao jornal britânico "Daily Mail".

Guy admite, no entanto, que o voo nesse novo formato se tornaria desconfortável, caso durasse mais de duas horas. Outra desvantagem é que os carrinhos com comida não poderiam mais passar pelos corredores, já que eles seriam mais estreitos.

“Os militares estão acostumados a viajar dessa forma e tiveram uma reação positiva à idéia”, diz Guy. Resta saber se famílias em férias também ficarão tão contentes assim.

Fonte: Época Negócios Online - Foto: reprodução

Com apenas dois aviões, o comandante Mário Moreira agita o mercado ao anunciar rota entre o Rio de Janeiro e São Paulo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assegura que não há nada certo. Mesmo assim, uma pequena empresa aérea, com frota de apenas dois aviões, agitou o mercado de transporte aéreo nacional na semana passada. A carioca Team Linhas Aéreas virou o assunto do momento ao anunciar o lançamento de uma rota alternativa à ponte aérea Rio-São Paulo. Sua intenção é ligar as duas cidades pelos aeroportos de Jacarepaguá, no Rio, e Campo de Marte, em São Paulo. A polêmica estourou imediatamente, com reclamações generalizadas, incluindo as feitas pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Para o fundador e presidente da companhia, o coronel aviador da reserva Mário Moreira, a ligação, além de estar de acordo com a legislação vigente, é uma forma de democratizar o uso dos dois aeroportos.

Moreira (de branco): ex-coronel usou experiência como consultor para criar a Team

Moreira vive e respira aviação desde os 15 anos de idade, quando entrou na Academia da Força Aérea (AFA), da qual saiu formado piloto de jatos F-5. Com algum tempo de serviço militar, foi transferido para o Primeiro Grupamento de Aviação de Caça, na cidade gaúcha de Santa Maria. Permaneceu ali até atingir o posto de coronel aviador e de líder de esquadrão. Ao mesmo tempo, começou a cursar economia na faculdade da cidade e, após se formar, decidiu abandonar a carreira militar, em 1995. Sua primeira missão fora da Aeronáutica foi comandar uma consultoria de negócios em aviação civil, área na qual se especializou. "Ajudei a desenvolver o plano de negócios da maioria das mais novas companhias aéreas regionais do País, como a Trip e a Passaredo", diz. O trabalho despertou em Moreira o interesse em criar sua própria empresa aérea. Faltava apenas um avião ideal para colocar em prática o que ele tinha em mente.

"Durante uma consultoria para um banco, que queria avaliar a possibilidade de oferecer leasing aeronáutico para o Brasil, conheci o LE T 410", conta Moreira. Embora fabricado na República Tcheca, o avião tinha todas as características de uma aeronave ocidental. "Ele oferecia excelente qualidade técnica para voos regionais e um preço imbatível", diz. Com o fim da União Soviética, os preços dos aviões estavam muito baixos, ainda que utilizassem equipamentos (aviônicos) ocidentais de ponta. "Basicamente, o preço era tão baixo que você pagava pelos aviônicos e levava o avião de graça", diz o coronel. Em 2001, Moreira conseguiu recursos suficientes para adquirir o primeiro LE T 410 e dar início à Team. Sua proposta inicial era oferecer ligações para cidades turísticas no Rio de Janeiro, como Paraty e Angra dos Reis. "Tive muita sorte", afirma. "Naquela época, muita gente da Petrobras estava se mudando do Rio para Macaé, e fiz um acordo com a empresa", diz. "Para garantir a rota, a Petrobras se comprometeu a comprar três assentos em todos os meus voos para Macaé." Em pouco tempo, a empresa cresceu, expandiu sua malha e incorporou mais duas aeronaves. Em 2006, Moreira vivenciou uma tragédia. Em um voo entre o Rio e Macaé, um de seus aviões bateu na Serra do Mar durante mau tempo, matando todos os 19 ocupantes."Foi mais difícil sobreviver ao acidente do que começar a empresa."

A Team sobreviveu. No início de 2009, Moreira decidiu que era hora de criar uma nova ponte aérea entre São Paulo e Rio ao saber da decisão da Anac de liberar as operações em qualquer aeroporto do Rio. "Isso abriu caminho para essa rota que vamos abrir", diz o coronel. Hoje, para abrir uma rota aérea, basta que haja disponibilidade nos aeroportos de destino e origem e que a operação seja comunidada à Anac. Para ele, toda a polêmica em torno do projeto se deve a interpretações equivocadas de suas proposta. "Não se trata de mudar a ponte aérea do Santos Dumont para Jacarepaguá, mas dar uma alternativa para quem mora na Barra da Tijuca." Para especialistas, o problema é o precedente que a nova rota pode criar. "Se uma empresa oferecer o serviço, outras também vão querer oferecer", afirma Respício do Espírito Santo, pesquisador do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), da UFRJ. "A questão é que esses dois aeroportos não têm capacidade para receber voos regulares frequentes." Moreira também pode enfrentar outra dificuldade.

Uma das opções sugeridas no projeto do trem-bala, que liga São Paulo ao Rio, é usar o Campo de Marte como estação. Se isso ocorrer, o aeroporto pode ser desativado

Fonte: José Sergio Osse (IstoÉ Dinheiro) - Foto: André Coelho (Ag. O Globo)

"O dinheiro para a aviação está na China"

A escassez de crédito não deixou incólume o setor aéreo mundial. Em outubro de 2008, a expectativa era de que faltariam US$ 20 bilhões no mercado para a compra de aviões novos. Pela primeira vez em três anos, a Boeing Capital Company (BCC), braço financeiro da fabricante americana de aeronaves, foi obrigada a financiar os clientes de sua controladora. Normalmente, a empresa apenas estrutura os empréstimos, que são oferecidos por outras instituições. Com a crise, a BCC acelerou a busca por fontes de crédito para os compradores de aviões da Boeing. Em entrevista à DINHEIRO, o vice-presidente da BCC, Tim Myers, falou da procura por substitutos locais que possam ocupar no mercado o espaço de bancos europeus e americanos. Segundo ele, instituições de Brasil e China são alternativas em potencial.

Tim Myers, vice-presidente da Boeing Capital Compa

DINHEIRO - O que o traz ao Brasil?

TIM MYERS - Três coisas: a necessidade de fortalecer a relação da Boeing com as companhias aéreas, estreitar nossos laços com bancos e instituições financeiras locais e, principalmente, tentar encontrar fontes alternativas de financiamento para os compradores de nossos aviões.

DINHEIRO - Mas a função da BCC não é exatamente oferecer esse financiamento?

MYERS - Não é algo que goste de ver publicado na imprensa, mas a verdade é que nossa função é oferecer financiamento a clientes quando não há mais ninguém financiando compra de aviões no mercado. Por três anos e meio, não houve necessidade de atuarmos. Mas em outubro do ano passado tudo mudou e neste ano já tivemos que financiar alguns clientes. No fundo, somos a última opção para as companhias aéreas conseguirem recursos. Mesmo porque, se tiverem alternativa, é melhor para elas, já que, em comparação a bancos e instituições tradicionais, nossas taxas não são competitivas, nem é o objetivo que sejam.

DINHEIRO - Desde que voltou ao mercado, quanto a BCC já financiou?

MYERS - Em outubro de 2008, o mercado estimava que faltaria algo como US$ 20 bilhões em financiamentos para a compra de aviões em todo o mundo, e que por isso as fabricantes teriam que reduzir em 20% sua produção. Nós decidimos reavaliar isso internamente. Após consultar instituições de crédito e os clientes e analisar a estimativa de mercado da própria Boeing, chegamos a um número diferente. Para nós, haveria uma falta de zero a US$ 4,5 bilhões em todo o mundo. Desse total, US$ 1 bilhão seria a fatia da Boeing e, portanto, teria que ser financiada pela BCC. Até agora, financiamos apenas US$ 600 milhões, o que é bastante positivo, pois está dentro de nossas expectativas.

DINHEIRO - Se não há problema de recursos, qual tem sido a dificuldade para as empresas aéreas encontrarem financiamento?

MYERS - O problema não é só a escassez de recursos, mas a própria economia. Por um lado, as companhias têm sofrido com rentabilidades mais baixas e menores índices de ocupação. Isso afeta diretamente seus negócios e sua classificação de crédito. Por outro lado, os bancos estão mais conservadores, muitos deles passando por mudanças profundas em seus modelos de negócio, cujo efeito é uma redução no volume de recursos para o financiamento de aviões.

DINHEIRO - Foi nesse contexto que a BCC voltou a financiar a compra de aviões da Boeing?

MYERS - Uma das metas da BCC é que nenhum avião saia da linha de produção sem um plano de financiamento já aprovado. Isso não é tão fácil como parece. No caso de empresas como (a brasileira) Gol, (a australiana) Qantas e outras do mesmo nível, não há dificuldade em encontrar alguém disposto a financiar a operação. Mas há outras companhias cujo perfil não facilita esse trabalho. É aí que entramos. A nossa intenção, porém, é que todos os financiamentos sejam feitos por terceiros.

DINHEIRO - A intenção da BCC é sair desse mercado o quanto antes?

MYERS - Nosso objetivo não é sair do mercado completamente, pois é um negócio rentável, embora essa não seja sua principal função para a Boeing. Somos uma ferramenta que auxilia nas vendas dos aviões da companhia. Além disso, por vezes vale a pena pagar para ter a experiência num negócio como esse, que pode ajudar a elevar os retornos sobre nossa frota própria, que hoje conta com 340 aeronaves. Também porque há alguns ativos que simplesmente ficarão empacados na fábrica se não houver alguém financiando os compradores. A dificuldade, claro, é saber onde colocar o dinheiro, se na produção industrial ou na empresa financeira. O negócio da Boeing é fabricar aviões, não ser um banco ou uma empresa de leasing. Não podemos estrangular a produção em nome dos negócios na área financeira.

DINHEIRO - E as empresas de leasing aeronáutico? Elas não podem atender à demanda por crédito das aéreas?

MYERS - As empresas de leasing estão numa situação muito delicada. Pelo menos muitas delas estão. Se antigamente elas ofereciam liquidez ao sistema, hoje elas tomam liquidez do mercado. Elas estão competindo por recursos de bancos com as próprias companhias aéreas para as quais fazem os leasings de seus aviões. E, em média, por região, elas são responsáveis, ou eram, por 30% a 40% dos financiamentos às aéreas.

DINHEIRO - O que mudou para elas?

MYERS - Seu próprio modelo de negócio teve de ser revisto. O que elas geralmente faziam era comprar os aviões dos fabricantes utilizando financiamentos de curto prazo, de dois a três anos. Depois disso, criavam "pacotes" de 20 a 30 aviões que, então, eram securitizados no mercado (a dívida era "vendida" a uma empresa securitizadora). Além de tirar o risco da operação, isso trazia fundos suficientes para rolar as dívidas de curto prazo. No fim, criava disponibilidade de caixa para adquirir novos aviões. Isso não existe mais. A securitização está muito cara, o custo do dinheiro explodiu e o retorno sobre o capital investido despencou.

DINHEIRO - Todas as empresas de leasing estão nessa situação?

MYERS - Nem todas. Algumas conseguiram se manter por ter controladores que enfrentaram bem a crise, como é o caso da GECAS, que é parte da GE. Mas outras, como a International Lease Finance Corporation (ILFC, a maior companhia de leasing aeronáutico do mundo), foram bastante afetadas. No caso dela, por conta dos problemas com sua controladora, a seguradora AIG. Mesmo com um ótimo portfólio de produtos e bom histórico de crédito, a ILFC não tem mais de onde tirar recursos, por conta das dificuldades na AIG. Isso, para nós, é muito perturbador, pois ela é uma das maiores compradoras de aviões Boeing.

DINHEIRO - Como contornar a falta de crédito, agora que bancos e empresas de leasing estão em dificuldades?

MYERS - Uma das formas é ampliar a rede de instituições que oferece financiamentos e explorar outras áreas, como temos feito. Se nos anos 1960 e 1970 os bancos americanos dominavam esse mercado, nos anos 1980 foram os japoneses e, dos anos 1990 para cá, os europeus. Mas o modelo de negócios desses bancos mudou. Agora é preciso encontrar instituições locais que estejam dispostas a financiar a compra de aviões e ajudá-las a entrar nesse mercado. A América Latina, em especial o Brasil, e a China têm instituições que podem cumprir esse papel.

DINHEIRO - Por que essas regiões?

MYERS - Na América Latina porque o financiamento oferecido por bancos para a compra de aviões é mínimo. Isso apesar do fato de que, nos próximos 20 anos, a região - especialmente Brasil e México - deve comprar cerca de 1.700 jatos de passageiros, em avaliação feita pela Boeing. Como não se compravam aviões na região até pouco tempo atrás, não havia necessidade de bancos oferecerem crédito para isso. Mas agora a situação está mudando. Já na China, o caso é que há muitos recursos, mas poucos contatos fora do país, e isso pode ser mais bem explorado.

DINHEIRO - Como assim?

MYERS - Instituições chinesas financiam 99,9% das compras de companhias locais. Mas elas têm mais recursos que demanda. Esse dinheiro poderia ser emprestado no exterior. Há algum tempo a própria BCC tenta promover um fluxo de financiamentos entre a China e o restante do mundo. Graças a isso, eles já financiaram empresas como a Lufthansa e a British Airways. É claro, são companhias líderes, mas é um começo para que os chineses passem a financiar outras empresas, que não necessariamente sejam líderes mundiais.

DINHEIRO - Quais os riscos que esses bancos locais teriam que assumir ao entrar nesse mercado?

MYERS - Não é algo complicado, mesmo porque essa atividade é feita com base em ativos reais, aviões, e não em ativos financeiros, como carteiras de empréstimos e crédito. E também não são prédios. Se alguém deixar de pagar, podemos pegar o avião e voar para o próximo cliente. Se o banco não souber fazer a retomada do bem ou mesmo não tiver um local onde colocá-lo, podemos ajudar. Normalmente, apresentamos empresas que são especializadas nesse tipo de serviços. Mas, claro, nós mesmos podemos fazer, caso nos peçam.

DINHEIRO - A ideia da BCC é ser um facilitador, inclusive no Brasil?

MYERS - Nosso trabalho será criar uma espécie de base de dados com informações sobre empresas que conhecemos que podem ajudar os bancos em suas operações, e sobre companhias que podem se tornar suas clientes.

DINHEIRO - O trabalho da BCC tem funcionado?

MYERS - A (europeia) Airbus e outras fabricantes copiaram exatamente o que fazemos, o que mostra que provavelmente estamos fazendo bem nosso trabalho na área financeira.

Fonte: José Sergio Osse (IstoÉ Dinheiro) - Foto: Murillo Constantino (Ag. IstoÉ)