quarta-feira, 12 de março de 2008

Moradores temem 'cracolândia' no local onde avião da TAM caiu

Movimento dos Moradores do Campo Belo prefere memorial fechado em vez de praça. Famílias querem arquiteto renomado para assinar projeto da futura construção.

Vista aérea do projeto da Praça dos Ipês Amarelos (Foto: Divulgação)

Moradores do Jardim Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo, dizem ter recolhido 500 assinaturas contra a construção de uma praça no local onde um avião da TAM caiu em 17 de julho de 2007, deixando 199 mortos. Em vez de uma praça pública, eles defendem a criação de um memorial fechado, sem acesso ao público. A Prefeitura de São Paulo anunciou em setembro a construção da Praça dos Ipês Amarelos e mantém a decisão.

"Se transformar aquele local em praça, vai virar uma cracolândia", protesta o presidente da Associação dos Moradores de Campo Belo, Antônio Cunha Heitor, usando como referência a área na zona central de São Paulo freqüentada por usuários de crack. Ele reclama da dificuldade no diálogo com a prefeitura. "Pedi audiência em agosto e até hoje não fui recebido."


Moradores do Campo Belo querem memorial no local onde Prefeitura de São Paulo quer fazer praça

A secretaria de Governo da prefeitura confirmou que será mantido o projeto original de uma área destinada ao uso público. "A prefeitura pretende utilizar o local como praça porque pode melhorar a qualidade de vida das pessoas e a região é carente de áreas verdes," alega o órgão. Segundo a prefeitura, a TAM ainda não cedeu a área onde a praça será construída. O local abrigava o prédio da TAM Express, atingido pela aeronave e destruído na tragédia.

Heitor afirma que as ruas próximas ao Aeroporto de Congonhas enfrentam o mesmo problema da cracolândia. "A construção de uma praça seria mais um risco", afirmou. O dirigente comunitário trabalha para conseguir apoio dos familiares das vítimas do acidente com o vôo 3054 para a construção de um memorial.

Sérgio Palmieri, pai do advogado Marcelo Rodrigues Palmieri, morto no acidente, concorda com a idéia do um memorial e refuta o projeto de praça.

"Todos os familiares concordam que no local do acidente deva ser feito algo que mostre que ali ocorreu algo muito grave. É uma forma de alertar a população. Queremos marcar ali um alerta de que a vida é preciosa", disse.

De acordo com Palmieri, os detalhes do memorial - alternativos ao projeto da praça - são discutidos com arquitetos de grande notoriedade para apresentar à prefeitura. De acordo com o projeto inicial apresentado pelo governo municipal, no terreno que ocupa 7.289 metros quadrados, a área de lazer e contemplação será construída à beira da Avenida Washington Luís, perto da cabeceira da pista do aeroporto.

A praça terá espaço com brinquedos para crianças, dois muros brancos para isolar o ruído do trânsito e pontos de luz embutidos no chão formando uma constelação, segundo definiu o arquiteto Marcos Cartum. "As duas paredes e o piso branco dão um tom sóbrio, mas será uma praça cheia de vida e cor", disse ele durante apresentação do projeto.

Fonte: G1

terça-feira, 11 de março de 2008

Primeiro caça "invisível" será aposentado nos EUA

A primeira aeronave militar do mundo a usar a tecnologia stealth (que deixa o avião praticamente indetectável a um radar) está se aposentando. O "invisível" F-117, que passou 27 anos no arsenal da Força Aérea americana, deixará de voar a partir de abril.

O F-117 "descansa" na Base Aérea de Holloman, no Novo México

O avião sobrevoa o Golfo Pérsico em abril de 2003

O design e o revestimento do F-117 dificultam a detecção por radares

O F-117 Nighthawk, o 1º avião com a tecnologia "stealth"

A base da Força Aérea em Dayton, responsável pelos caças, terá uma cerimônia informal e privada do F-117, com líderes militares dos Estados Unidos e empregados da base.

A última aeronave do modelo voará no dia 21 de abril, entre Holloman e Palmdale, na Califórnia, para mais uma cerimônia, e, no dia seguinte, chega ao seu destino final, no Tonopah Test Range Airfield, em Nevada, onde o jato fez seu primeiro vôo, em 1981.

"Estou feliz de ouvir que estão colocando (o F-117) em um local onde podem trazê-lo de volta, se um dia for preciso", disse o brigadeiro Gregory Feest, o primeiro piloto a voar em um F-117 em combate, durante a invasão do Panamá, em 1989.

A Força Aérea decidiu acelerar a aposentadoria do caça para receber fundos para modernizer o restante da frota. O F-117 está sendo substituído pelo F-22 Raptor, que também possui a tecnologia stealth e está sendo construído por Lockheed Metin, Boeing e United Technologies Corp.'s Pratt & Whitney.

Foram feitos 59 F-117, sendo que 10 foram aposentados em dezembro de 2006 e outros 27 após isso. Sete aeronaves sofreram colisões, uma delas na Sérvia, em 1999.

A tecnologia stealth usada no caça foi desenvolvida em 1970 para ajudar a enganar radares de inimigos. O F-117, que possui lugar para um passageiro, foi desenvolvido para voar em áreas de confronto sem ser detectado.

Um total de 558 pilotos já voaram nesses aviões. Eles são chamados de "bandits" e ganham um número após o primeiro vôo. Feest, o bandit 261, também liderou a primeira missão com essas aeronaves no Iraque, em 1991.

Fonte: AP - Fotos: Divulgação (Força Aérea dos EUA)

Helicóptero da Rio Tinto desaparece no Peru com 10 pessoas

Um helicóptero da mineradora gigante Rio Tinto desapareceu na terça-feira (11) com 10 pessoas a bordo, informou a empresa.

O helicóptero, que seguia para Chiclayo, decolou na manhã de terça-feira do projeto de cobre La Granja, 900 quilômetros ao norte de Lima, em Cajamarca, carregando dois pilotos e oito passageiros.

"Os contatos e a comunicação foram perdidos com o helicóptero Bell 412B que fornece transporte aéreo para o projeto de La Granja", afirmou a empresa em um comunicado.

A Rio Tinto começou a explorar o local no fim de 2006, mas tem até 2009 para completar um estudo de viabilidade. A companhia assumiu o controle do projeto em janeiro de 2006, depois de os donos anteriores, a BHP Billiton, se retirarem.

Depois do Chile, o Peru é o segundo maior produtor mundial de cobre.

Fonte: Teresa Cespedes (Reuters)

Brasil assinará acordo sobre helicópteros com a França até julho

O Brasil vai assinar um acordo com a França até julho para construir 50 helicópteros militares como parte de uma aliança estratégica de defesa, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta terça-feira.

"Nós devemos assinar todos os documentos necessários em junho ou julho", afirmou Jobim em entrevista à Reuters. Uma subsidiária brasileira da Eurocopter vai construir as unidades.

Os dois países também vão assinar uma aliança estratégica de defesa incluindo a construção de um submarino nuclear no Brasil até dezembro, acrescentou Jobim.

"Eu não vejo nenhum obstáculo (para o acordo de submarinos). Existe um acordo político", disse Jobim.

A idéia é criar uma joint venture para construir pelo menos um submarino convencional e depois outro com propulsão nuclear desenvolvido pelo Brasil.

O Brasil entrou em um grande programa para melhorar suas Forças Armadas, planejando comprar e construir equipamentos para defender sua costa, rica em petróleo, e a porosa fronteira na região amazônica.

"Nós não teremos uma força dissuasiva no Atlântico se não tivermos uma ferramenta rápida - o submarino nuclear - com participação doméstica", afirmou o ministro.

O governo brasileiro está disposto a mostrar que não tem problemas com seus vizinhos e não quer provocar uma corrida armamentista na América Latina com uma onda de gastos militares, cujo tamanho estimado não foi divulgado.

Jobim enfatizou que o submarino proposto não é uma embarcação de ataque e não seria armado com mísseis nucleares.

Fontes: G1 / Reuters

Veja as principais aéreas que passaram por crises

Transbrasil, Vasp e BRA deixaram de voar.

Varig foi ‘separada’ e teve ‘parte boa’ vendida para a Gol.

Nos últimos três anos, pelo menos sete empresas aéreas brasileiras passaram por problemas financeiros e deixaram de voar ou foram vendidas. Veja os principais casos.

Transbrasil

A Transbrasil foi fundada por Omar Fontana, filho de Attilio Fontana, fundador da Sadia, em 1955. Enfrentou problemas a partir da década de 1980. A empresa deixou de voar em dezembro de 2001.

Vasp

A empresa está em recuperação judicial desde julho de 2005. Os interventores da empresa tentam vender os ativos da companhia. Também já se falou na volta das operações, como empresa de carga. O processo enfrenta uma série de problemas na Justiça e permanece sem solução.


Fundada em 1927, aquela que já foi a maior empresa aérea do país também sofreu com a mudança no mercado de aviação, que passou a exigir redução de custos, frota moderna e pouco endividamento. Os problemas da companhia se agravaram em 2001, devido à concorrência com a Gol e à crise econômica daquele ano.

A empresa ainda conseguiu permanecer voando até 2005, quando entrou com pedido de recuperação judicial. A "parte boa" da companhia foi vendida em 2006 para a Varig Log (ex-subsidiária da Varig) e, em 2007, para a Gol.

A outra parte, a "antiga Varig", mudou seu nome para Flex e pretende voltar a operar como empresa de vôos fretados ainda este mês.


A empresa estreou em 2005, tentando repetir a fórmula da Gol como empresa de baixo custo, mas enfrentou dificuldades com a forte concorrência do setor. Com baixa ocupação, começou a cancelar vôos e parou de voar no final do ano. Depois de ser vendida várias vezes, a empresa acabou sendo comprada pela operadora turística CVC em 2007.

Leia também: Webjet diz ter interesse em rotas da BRA

Fly Linhas Aéreas

A Fly Linhas Aéreas era uma companhia aérea de baixo custo com sede no Rio de Janeiro que voava para Natal, Fortaleza e Guarulhos. Suspendeu suas operações em dezembro de 2005.

BRA

Fundada em 1999, a BRA Transportes Aéreos entrou no mercado de aviação civil brasileiro como operadora de vôos charter e tinha o objetivo de ocupar parte do segmento low fare (baixo custo).

A empresa era, em outubro de 2007, a quarta maior do mercado de aviação nacional, atrás da TAM, da Gol e da Varig. Em novembro do mesmo ano, pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a suspensão de todos os seus vôos domésticos e internacionais por problemas operacionais.

Pantanal

A Pantanal foi fundada em abril de 1993 e atua principalmente no interior de São Paulo. Com problemas financeiros, a empresa deixa de operar no próximo dia 25, quando vence sua concessão, que não será renovada pela Anac devido à falta de documentação que comprove a viabilidade da empresa.

Fonte: G1

Mercado aéreo cresce 12,9% em fevereiro; TAM lidera

O total de passageiros que viajaram no País em vôos domésticos em fevereiro de 2008 chegou a 3,7 milhões e foi 12,9% maior que no mesmo mês de 2007, divulgou hoje a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A TAM foi líder de mercado em relação a passageiros transportados, com 1,8 milhão, e ficou com 50,59% de participação do mercado de vôos domésticos.

A Gol foi a segunda empresa que mais transportou, com 1,4 milhão de passageiros e 38,41% de participação no mercado de vôos domésticos. Bastante atrás, aparecem OceanAir, com 3,96% de participação e Varig, com 3,67%.

Com relação aos vôos internacionais, a TAM também foi líder entre as empresas brasileiras, com 67,25% do mercado, seguida pela Varig, com 19,72% e Gol, com 11,16%.

Fonte: Terra

Pantanal não deve ser última a deixar mercado de aviação, dizem especialistas

Em sete anos, sete empresas já saíram do mercado ou foram vendidas.

Consultores dizem que domínio de Gol e TAM não impediu competição.

Nos últimos sete anos, pelo menos sete empresas aéreas brasileiras deixaram de voar devido a problemas financeiros (veja lista). E para alguns analistas, outras podem passar futuramente pela mesma situação.

O caso mais recente é o da Pantanal, que deixa de voar neste mês por não ter sua concessão renovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo Paulo Bittencourt Sampaio, economista e consultor de aviação, várias empresas foram criadas com base no sucesso da Gol e da TAM, mas sem um plano de negócios adequado à nova realidade do mercado de aviação. Por isso, a Pantanal não será a última empresa que deixará de voar por problemas financeiros.

“Pode ter terminado aquele frenesi de criação de empresas aéreas. Com essa quebradeira, que não vai acabar já, pois ainda há outras na fila para quebrar, houve um desencorajamento desses aventureiros”, diz o especialista.

Em relação às grandes empresas que faliram ou entraram em recuperação judicial, como Varig, Vasp e Transbrasil, Sampaio diz que elas não tinham estrutura para sobreviver em um ambiente de competição tarifária.

“Eram medalhões de uma época em que o DAC [órgão que foi substituído pela Anac] entendia que administrar aviação era proteger as companhias. A partir do momento em que houve liberdade tarifária e aumento de competição, essas empresas não resistiram”, diz.

Tarifas

Ele avalia que o setor aéreo brasileiro se encontra melhor hoje, devido à queda nas tarifas aéreas a aos ganhos de eficiências das empresas, apesar do número menor de companhias.

O especialista no setor aéreo André Castellini também avalia que o domínio do mercado pela TAM e pela Gol não tem impedido o setor de se manter extremamente competitivo. As provas disso seriam casos como o da Pantanal e as constantes promoções tarifárias que vêm beneficiando o consumidor.

“Isso mostra o quanto competitivo é o mercado brasileiro, apesar desse duopólio. A TAM e a Gol estão competindo de uma forma muito acirrada, e as empresas mais fracas também acabam sofrendo com isso”, diz Castellini.

Em relação à saúde das empresas regionais, como a Pantanal, ele destaca que há companhias em boa situação financeira nesse segmento.

“O segmento regional é um mercado difícil, mas você tem empresas que estão muito bem, como a Trip [ligada ao grupo Caprioli], que é uma empresa saudável.”

Fonte: G1

Passageiros recebem indenização por apagão aéreo

Passageiros prejudicados por cancelamentos e atrasos de vôos têm decisões favoráveis da Justiça. Orientação é reunir recibos que mostrem o longo tempo de espera no aeroporto

Randolfo Abreu recebeu R$ 3 mil por danos morais e materiais depois de perder parte das férias - Foto: Beto Novaes (EM)

Consumidores que ingressaram com ações na Justiça por causa de atrasos e cancelamentos de vôos decorrentes do apagão aéreo estão saindo vitoriosos e recebendo indenizações por danos morais e materiais. O funcionário público Arnaldo Ribeiro, por exemplo, comemora a sentença do Juizado Especial Cível, que condenou a TAM ao pagamento de R$ 8 mil por danos morais e materiais, por causa dos sérios transtornos que passou na viagem com sua família para Miami, nos Estados Unidos, em janeiro do ano passado.

“Minha sugestão é que o cidadão não deixe de procurar o Judiciário para requerer reparação de danos. Mais que o valor da indenização, importante é o exemplo de cidadania, pois, se todo mundo que for prejudicado pelas companhias aéreas acionar a Justiça, o valor das indenizações passará a ser representativo no caixa da empresa e ela passará a respeitar mais os clientes”, ressalta.

Arnaldo havia comprado o pacote três meses antes, mas, a dois dias da viagem marcada, recebeu um e-mail comunicando alteração no que havia sido contratado: o vôo, que era direto, noturno e num avião A330, foi alterado para um diurno, com várias escalas, num A320, de uso doméstico.

“Se soubesse que a viagem ocorreria nessas condições, não teria fechado o negócio, pois estava viajando com meus filhos”, diz. Depois de muito custo, conseguiu a ida na forma contratada, por causa da ameaça de multa pesada feita por fiscais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no aeroporto de Guarulhos (SP).

O passeio de Thaísa, Ana Laura, Matheus e Luiz Vilela à Disney não traz boas lembranças. Agora a família vai brigar na Justiça - Fonte: Emmanuel Pinheiro (EM)

Na volta, o problema se repetiu: o vôo sem escalas havia sido alterado para outro, com várias paradas. O avião chegou em Guarulhos às 22h30 para seguir viagem às 23h30, mas, depois de horas de espera, os usuários souberam que o vôo havia sido alterado para 3h. Na sentença transitada em julgado, a juíza Ana Cristina Ribeiro Guimarães concluiu que “os transtornos ocasionados decorreram não só da crise aérea que assolou o país, mas também do vício na prestação de serviço por parte da TAM”.

Animado com a vitória de Arnaldo, o engenheiro civil Luiz Vilela, que estava no mesmo vôo para a Flórida e passou com sua família os mesmos transtornos, também vai entrar na Justiça contra a TAM. “A indenização não resolverá os problemas que tive, mas a população tem que se mobilizar contra os abusos das companhias aéreas, pois o que elas fazem é um absurdo”, ressalta.

Na viagem, o pior para ele foi a frustração dos filhos, que estavam ansiosos para chegar à Disney e tomaram um chá de aeroporto, sem ter como descansar, se alimentar direito e tomar banho.Desaforo O empresário do setor de informática Randolfo Abreu teve problemas com o cancelamento de vôo da Gol em plena semana santa. Ajuizou ação e recebeu indenização de cerca de R$ 3 mil por danos morais e materiais.

“Perdi duas diárias de hotel e dois dias das minhas férias”, conta. “O que mais me motivou a requerer meus direitos foi o descaso da Gol, pois, quando fui reclamar, a funcionária disse que, se quisesse, que procurasse outra companhia. Achei aquilo um desaforo”, desabafa.

O Estado de Minas entrou em contato com a TAM e com a Gol, solicitando um posicionamento sobre o que ocorreu com os clientes nos casos relatados, mas não obteve nenhuma resposta.

Fonte: Estado de Minas

Investir em Viracopos é saída para descomplicar setor aéreo paulista, diz ministro da defesa

O aeroporto de Viracopos, em Campinas, é atualmente a solução preferida do Ministério da Defesa para resolver o caos aéreo em São Paulo. Antes dele, a construção de um novo aeroporto na capital, assim como a construção de uma terceira pista em Guarulhos, já ocuparam a posição de solução preferida.

Em visita à Viracopos, na sexta-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, reafirmou, segundo nota publicada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a intenção do governo federal de investir no local para melhorar o tráfego aéreo paulista.

No último dia 22 de fevereiro, a Infraero assinou com a prefeitura de Campinas, um acordo para desapropriar áreas em torno do aeroporto para viabilizar a construção de uma segunda pista. A obra, orçada em R$ 500 milhões, teria início em 2009. A Infraero, porém, não diz quando seria a entrega da nova pista.

De acordo com a Infraero, o investimento fechado no fim de fevereiro é o primeiro passo para fazer do aeroporto de Viracopos o maior do hemisfério sul em um prazo de 20 anos. A idéia é aumentar sua capacidade para 88 milhões de passageiros por ano e 4 milhões de toneladas de carga.

Viracopos será o grande aeroporto de São Paulo, nesse primeiro momento, disse Jobim em encontro com o prefeito campineiro, Hélio de Oliveira Santos.

Segundo o ministro, além do investimento direto no aeroporto, o governo também estuda no momento uma forma de viabilizar um trem bala entre São Paulo e Viracopos, para integrá-lo verdadeiramente ao complexo aeroportuário paulistano. Com isso teremos, efetivamente, condições de ter um grande conjunto aeroportuário para atender a demanda, disse o ministro.

A expansão de Viracopos, diz Jobim, não exclui a construção de um terceiro aeroporto, para o qual o governo está tentando localizar um novo sítio. Ainda assim, afirmou que esta é uma medida para o longo prazo. Essa meta até agora não evoluiu já que o governo havia prometido divulgar a localização do aeroporto até meados do ano passado. Apenas no início deste ano, informou que tem alguns locais pré-selecionados, mas não os divulgou para evitar especulação imobiliária.

Com prazo mínimo para construção - sem levar em conta atrasos e paralisações - de pelo menos dez anos, o terceiro aeroporto paulistano seria realidade apenas para depois de 2018. Ele teria capacidade similar à de Congonhas - entre 12 milhões e 15 milhões de passageiros por ano - e seria usado principalmente como hub (centro de distribuição de vôos) doméstico.

Em Guarulhos, o problema são as invasões do terreno da Infraero. A área do aeroporto que seria destinada à terceira pista está hoje ocupada praticamente em toda sua extensão. Por conta disso, essa opção foi totalmente descartada já há algum tempo por Jobim, que a classificou de anti-econômica. A alternativa escolhida foi a construção de um novo terminal de passageiros no aeroporto, que aumentará sua capacidade dos atuais 17 milhões de passageiros por ano para 29 milhões. Como também é distante do centro da capital paulista, o ministério e o governo do estado também estudam a construção de um ramal férreo para essa ligação.

Um ano e meio após o início da crise no setor aéreo, deflagrada com a colisão no ar entre um avião da Gol e um jato executivo sobre a Amazônia, pouco foi feito pelo governo para solucionar o problema. Nem mesmo um segundo acidente, a explosão de uma aeronave da TAM que escapou da pista em Congonhas, se chocou com um prédio e explodiu, serviu para acelerar as mudanças.

As medidas adotadas foram pouco eficazes. Como exemplo das ações tomadas ocorreram a reforma das pistas de Guarulhos - necessária já muito antes da crise - e a troca na gestão do Ministério da Defesa, Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que até agora não resolveu um dos problemas fundamentais desse setor, que é a desordem nos céus e aeroportos de São Paulo. Embora os níveis de atraso tenham caído, ainda estão muito acima do aceitável, principalmente na capital paulista e cidades mais movimentadas como Brasília e Rio de Janeiro.

Por outro lado, até hoje não foi solucionado o problema dos controladores militares, nem o dos equipamentos ultrapassados e precários que utilizam em seu trabalho. As restrições impostas à operação em Congonhas, para aumentar sua segurança, foram parcialmente abandonadas, apesar de Jobim ter dito, em agosto, que não havia hipótese disso (o nível de restrições) mudar.

E, em vez de consultar a própria Força Aérea Brasileira, responsável pelo controle aéreo no país sobre o que fazer, a cúpula da Anac está no momento viajando pelo Canadá e pelos EUA. Sua intenção é estudar como funciona o sistema de tráfego aéreo nesses países para avaliarem a possibilidade de trazer idéias para serem replicadas no país.

Fonte: José Sergio Osse (Valor Online)

Panamenha Copa Airlines poderá abrir novas bases para operar no Brasil

A panamenha Copa Airlines avalia a possibilidade de abrir novas bases no Brasil. Embora não tenha definido data - ou mesmo local -, o diretor geral da empresa no Brasil, Alexandre Camargo, afirma que o momento econômico de algumas cidades do país merecem a atenção de qualquer empresário. No Brasil sempre estamos estudando oportunidades, acrescenta.

Há oito anos no país, a Copa Airlines aumentou suas operações no Brasil em 250% apenas nos últimos quatro anos. Com vôos partindo de São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, as cidades consideradas promissoras por Camargo são: Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Campinas, Salvador e Recife.

Segundo ele, a estratégia da companhia é instalar no país mais vôos fora de São Paulo. Por isso inauguramos vôos diretos de Manaus e do Rio de Janeiro. Isso propicia ao passageiro de outras cidades vôos internacionais mais rápidos, sem ter de passar pelo congestionado aeroporto de Guarulhos, afirma o diretor.

Apesar de demonstrar interesse nessas cidades, Camargo desconversa ao falar sobre investimentos concretos. Em operações aéreas é muito difícil falar em investimentos locais em uma determinada cidade, diz. O avião que voará para uma determinada cidade é o mesmo que voará para quase todas as cidades que operamos. Por isso os investimentos são amplos e globais. Na realidade é quase impossível falar de investimentos locais quando se tem uma frota global, afirma.

Dona de uma operação sui generis, a Copa Airlines tira vantagem da posição geográfica de seu hub (centro de distribuição de vôos) principal na Cidade do Panamá. Localizada no centro das Américas, sua distância para a maioria das cidades do continente está dentro do alcance dos principais aviões de fuselagem estreita. Mais baratos e com custo de operação mais baixo, a empresa pode oferecer serviços a preços competitivos em vôos internacionais de longa distância operados como se fossem vôos regionais.

A posição geográfica (do hub) é privilegiada e possibilita vôos mais curtos para toda a América Latina e EUA, diz Camargo. Segundo ele um vôo entre o Brasil e a América Central, por exemplo, pode cair de até 16 horas, quando feito com conexão em Miami, para 9 horas, com conexão no Panamá.

A empresa não tem, porém, ambições de expandir sua operação direta para outros continentes. Com parcerias estratégicas - a empresa faz parte da aliança de companhias aéreas SkyTeam -, ela pode distribuir seus passageiros em vôos de outras empresas que ligam o Panamá à Europa e à Ásia. Segundo Camargo, isso já é o suficiente para o momento.

A falta de aviões de grande porte e fuselagem larga para aquisição imediata no mercado também explica a decisão da companhia em se concentrar apenas nas Américas. O mercado de aviação está bastante aquecido. Qualquer empresa que encomende um avião de fuselagem larga hoje, somente o receberá por volta de 2012, diz Camargo. Segundo ele, isso torna muito difícil para companhias promover uma mudança de frota a curto prazo. A Copa Airlines, explica o diretor, deve receber mais aviões Boeing 737 NG neste ano, assim como aeronaves da família de E-Jets da brasileira Embraer, e manter suas operações apenas com esses aviões.

Atualmente, a companhia panamenha é a única que opera aviões da Embraer no país. Eles são usados na ligação entre Manaus e a Cidade do Panamá. Segundo Camargo, a opção por essas aeronaves se provou muito satisfatória, especialmente em vôos com até 3 horas de duração. Para os vôos mais longos, a companhia utiliza os aviões da Boeing, com alcance de até 5.940 km.

Como maior mercado da América do Sul, o Brasil tem papel importante na estratégia da companhia panamenha. Neste ano, a empresa já anunciou um novo vôo, ligando São Paulo e Rio a Trinidad e Tobago. Com isso, a Copa Airlines passará a oferecer 41 destinos a partir do Brasil. Hoje a empresa tem 25 vôos semanais, sendo dois diários partindo de São Paulo, um do Rio de Janeiro e quatro semanais saindo de Manaus.

Fonte: José Sergio Osse (Valor Online)

Airbus supera Boeing em número de pedidos em 2008

A fabricante de aviões Airbus (grupo EADS) registrou 341 encomendas entre o início do ano e o final de fevereiro de 2008, segundo seu balanço mensal divulgado nesta segunda-feira. Sua maior concorrente, a americana Boeing, teve apenas 190 pedidos no mesmo período.

Os pedidos firmes da Airbus (366 pedidos menos 25 anulações) nos primeiros dois meses do ano aumentaram com os pedidos, em janeiro, de 110 aviões modelo A320 destinados à central de compras chinesa, a CASGC.

As encomendas nos dois primeiros meses do ano incluem, entre outros, 50 modelos de seu futuro avião de longo percurso A350XWB, que entrará em serviço em 2013. Treze pedidos do A350 foram anulados.

Três aviões gigantes A380 foram encomendados em fevereiro pela Korean Airlines.

Este ano, a Airbus efetuou 75 entregas, entre elas a de um avião gigante A380 para a Singapore Airlines em janeiro, de 63 aviões A320 e 11 A330.

Até o dia 4 de março, a Boeing registrou 190 pedidos, dos quais 133 aviões de médio percurso 737 e 40 de sua futura aeronave de longo percurso "Dreamliner" 787. No final de fevereiro, havia entregue 73 aviões, dos quais 55 Boeing 737.

A Airbus registrou no ano passado 1.341 pedidos firmes de aviões comerciais, sendo superada pela Boeing pelo segundo ano consecutivo, que obteve 1.413 pedidos.

Fonte: AFP

Tarifa de permanência de aviões em Congonhas começa a ser cobrada

Uma tabela de valores de tarifas aeroportuárias de embarque, pouso e permanência que serão cobradas de passageiros e empresas aéreas foi publicada nesta segunda-feira no "Diário Oficial" da União. As taxas valem apenas para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Com isso, a partir de hoje, os passageiros devem pagar R$ 13,08 de taxa de embarque no terminal. Já para as aeronaves há duas tarifas: a de pouso, que ficou em até R$ 268,87, e a de permanência.

Esta última cobrança será feita por meio de um cálculo que considera o peso máximo que a aeronave suporta e o local que o avião ocupa no aeroporto, que pode ser o pátio de manobras ou a área de estadia. Os valores variam de R$ 27,33 - para aviões de até uma tonelada - a cerca de R$ 2.600 - para aqueles com mais de 300 toneladas.

O objetivo da cobrança pela permanência das aeronaves em Congonhas, anunciada no final do ano passado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, é fazer com que as companhias aéreas cumpram os horários.

A taxa de permanência só será cobrada se o avião permanecer no aeroporto por mais de três horas. Dentro do período de isenção, a tabela das tarifas de pouso também tem valores diferentes. A aeronave que ficar até 60 minutos no aeroporto paga R$ 1,67. O avião que ficar de 151 minutos a 180 minutos paga o valor máximo, R$ 268,87.

A resolução que fixa as tarifas é válida por dois anos, prorrogáveis por mais dois.

Fonte: Folha Online

Emissora eslovaca denuncia vôos secretos da CIA em Bratislava

O aeroporto internacional M.R.Stefanik, de Bratislava, na Eslováquia, estaria sendo usado para vôos secretos da agência de inteligência americana (CIA, na sigla em inglês), denunciou hoje a emissora privada de televisão "TV JOJ".

O canal especificou que um avião Boeing 737-300, sem logotipo de qualquer companhia aérea e supostamente usado pelos serviços secretos americanos, está estacionado há várias semanas entre os hangares do aeroporto internacional da capital eslovaca.

"É um mistério o motivo com o qual é utilizado pelos agentes secretos da CIA", informou a emissora em relação à aeronave, cujo número de identificação mostra que está registrada nos Estados Unidos em nome de uma pequena companhia aérea de vôos domésticos.

"Segundo confirmaram várias vezes nossas fontes do aeroporto, se trata de um avião de reserva que os agentes usariam em caso de emergência", acrescentou.

O aparelho não voa para lugar nenhum, tem as janelas cobertas com películas de plástico escuras e apenas os funcionários do terminal têm acesso a ele.

Além disso, uma vez ao dia aterrissa supostamente no aeroporto da capital eslovaca um de três grandes aviões modelo Boeing 767, também de cor branca e sem logotipo.

"Estes aviões só aterrissam e não têm plano de vôo. Ninguém sai deles, apenas se alterna a tripulação, que chega ao avião em carros com vidros escuros. Carregam combustível e de novo decolam. Diz-se que daqui se dirigem ao Oriente Médio", afirmou a emissora.

Fonte: EFE

Gol anuncia parceria da Varig com TAP

A Gol, controladora da nova Varig, anunciou acordo de interline entre a Varig e a portuguesa TAP. Passageiros das duas companhias aéreas podem adquirir passagens para todos os destinos operados pela Varig e pela TAP. Atualmente, na Europa, a Varig opera em Madri e Paris.

Por meio da nova parceria, seus passageiros terão acesso a países como Portugal, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Itália e Suíça. Desde setembro de 2007, a Varig participa do Mita (Multilateral Interline Traffic Agreement), um órgão da Iata que reúne empresas aéreas de todo o mundo.

Todas as companhias aéreas filiadas ao Mita podem fechar contratos de interline entre si. Além desse acordo, a Varig mantém interlines com a Gol, Aegean (Grécia), Air Comet (Espanha), Air France (França), Air Moldova (Moldova), Air One (Itália), CSA Czech (República Tcheca), Delta Air Lines (Estados Unidos), El Al (Israel), Hahn Air (Alemanha), Iberia (Espanha), Japan Airlines (Japão), KLM (Holanda), Korean Air (Coréia do Sul), LOT Polish Airlines (Polônia), Malev (Hungria), Mexicana (México), Qatar Airways (Qatar) e Ukraine International Airlines (Ucrânia).

Passageiros que utilizam o programa de milhagem Smiles acumulam milhas somente nos trechos operados pela Varig.

Fonte: O Globo

Alemanha terá uma nova empresa aérea

Air Cosmos pretende voar para América do Sul e China

Uma nova empresa aérea alemã vai competir no mercado de longo curso, e chega com o propósito de operar rotas intercontinentais, para países da América do Sul e da China entre suas primeiras linhas.

A Air Cosmos contará com frota de aviões Airbus A320 e A340 e terá sua base operacional principal no aeroporto de Berlin-Schönefeld, devendo iniciar vôos entre o final deste ano e o início de 2009.

A companhia tem Peter-Uwe Seidler como proprietário, e já está requisitando profissionais, específicamente 50 pilotos e tripulações de bordo, mesmo sem ainda ter recebido licença plena das autoridades alemãs.

O domínio do espanhol também está entre as exigências para os candidatos.

Os roteiros da Air Cosmos deverão oferecer vôos diretos para Cancún, Guadalajara, Cidade do México, Panamá e Guatemala, além de rotas para a China e Sudeste asiático.

Fonte: Brasilturis

Três pessoas morrem devido a ataque de helicóptero dos EUA no norte do Iraque

Pelo menos três pessoas morreram nesta segunda-feira à noite em um ataque de um helicóptero americano, que abriu fogo contra as vítimas, na localidade de Al-Dour, na província de Salah ad-Din, informaram fontes policiais iraquianas.

As fontes não deram mais detalhes sobre esse incidente, que não ainda não foi confirmado pelo comando militar dos Estados Unidos.

Em outro incidente, o vice-reitor da universidade de Mossul, Mouwafak Hamdun, saiu ileso hoje de uma tentativa de assassinato cometido por um grupo de homens armados que atiraram contra ele no bairro de Al-Hadbaa, no norte da cidade, situada 400 quilômetros ao norte de Bagdá, segundo as fontes.

Um médico também saiu com vida de uma tentativa de assassinato semelhante. O profissional foi identificado como Galib Shaker, e ficou ferido após ser baleado por insurgentes também no norte de Mossul.

Além disso, em Bagdá, as forças de segurança encontraram hoje três cadáveres com marcas de tortura e tiros na cabeça.

Fonte: EFE

Idoso é preso por assediar criança em avião

Homem de 88 anos foi detido por atentado violento ao pudor.

Ele foi levado ao Centro de Triagem de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Um homem de 88 anos foi preso por atentado violento ao pudor na manhã desta terça-feira (11), no Aeroporto Internacional do Recife. Ele é suspeito de ter assediado uma menina de 11 anos durante um vôo que partiu de São Paulo.

O idoso foi preso pela Polícia Civil assim que desembarcou. Ele prestou depoimento na Gerência de Proteção à Criança e ao Adolescente (GPCA) e foi encaminhado para o Centro de Triagem em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, onde está à disposição da Justiça.

De acordo com a GPCA, o abuso teria sido cometido quando a criança passava pelo corredor da aeronave. Assustada, a garota chamou a aeromoça.

Fontes: G1 / pe360graus / Globo Nordeste

Parlamento Europeu aprova normas para prevenção de atentados em aviões

O Parlamento Europeu aprovou hoje normas comuns para prevenir atentados na aviação comercial, mas deixou por conta de cada país-membro da União Européia (UE) permitir que agentes armados embarquem ou não nas aeronaves.

A Eurocâmara aprovou, com 583 votos a favor, 21 contra e 35 abstenções, novas regras cujos termos foram combinados em janeiro entre seus representantes e os do Conselho da UE, instituição que representa os Governos nacionais.

A norma deixa cada Estado decidir se permite ou não o embarque de agentes armados e em quais vôos - Alemanha e Reino Unido já permitem -, mas diz que, caso resolvam fazer isto, seja apenas com pessoas especificamente formadas e treinadas para este fim.

Por outro lado, estabelece pela primeira vez na legislação do bloco europeu certos critérios de segurança em vôo, como a restrição de acesso à cabine do piloto e o tratamento dado a passageiros revoltosos.

Também prevê regras comuns para o controle das bagagens, a passagem pelo detector de metais, a restrição ao transporte de certos artigos - entre elas armas - e a supervisão do aparelho.

Cada Estado, aeroporto e companhia aérea deverá elaborar um programa de segurança para garantir a aplicação das novas normas.

Apesar da reivindicação inicial do Parlamento, o Conselho não concordou em reformar as controvertidas restrições ao transporte de líquidos na bagagem de mão dos passageiros, atualmente em vigor.

A Eurocâmara também não conseguiu obrigar os Governos nacionais a assumirem parte do custo das novas medidas de segurança.

O regulamento deixa cada país livre para decidir como agir, mas os eurodeputados temem que os Governos acabem passando inteiramente as despesas para as companhias aéreas e que estas sejam transferidas ao consumidor através das tarifas.

A Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) apresentará antes do final do ano um relatório com propostas para garantir que as taxas de segurança se destinem exclusivamente ao custeio deste tipo de medida e impeça distorções na concorrência.

Fonte: EFE

'Avião gigante' contribui para perda de US$ 1 bilhão da Airbus

Projeto custou mais do que a empresa esperava.

Com isso, o grupo Eads, da qual a Airbus faz parte, teve prejuízo em 2007.


Airbus A380: custos acima do esperado (Foto: AFP)

A fabricante européia de aviões Airbus teve uma perda operacional de mais de US$ 1 bilhão no ano passado, apesar de ter registrado uma cifra recorde de pedidos, o que arrastou para o vermelho sua casa matriz, a Eads, indicaram os resultados da empresa divulgados nesta terça-feira (11).

Por causa de problemas por custos superiores ao previsto de seu avião gigante A380 e atrasos em seu avião militar A400M, a Airbus informou perdas de 881 milhões de euros (US$ 1,4 bilhão), um resultado pior que o de 2006, quando as perdas haviam sido de 572 milhões de euros.

Holding

A própria Eads ficou no vermelho em 2007, com uma perda líquida de 446 milhões de euros (US$ 684,6 milhões), mas o grupo europeu de aeronáutica e defesa antecipou uma volta ao verde neste ano.

"O ano de 2007 foi difícil e com muitos desafios a superar", comentou o presidente da Eads, Louis Gallois. A empresa também espera que as vendas ultrapassem os 40 bilhões de euros este ano, contra 39,1 bilhões em 2007.

Fonte: France Presse

Sul-americanos buscam reforçar seu poderio militar

Para analistas, objetivo é renovar armamentos, mas Venezuela teme ataque.

A recente compra de armamentos realizada pela Venezuela fez soar os alarmes de uma possível corrida armamentista na América do Sul, com alguns vizinhos olhando com preocupação o interesse venezuelano em compras militares.

Mas o governo de Hugo Chávez não foi o único a ir às compras recentemente. Os gastos militares da América do Sul em 2006 foram de US$ 34 bilhões, o que representa um aumento de 30,54% nos últimos dez anos na região, de acordo com dados o Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), destacados no estudo de janeiro de 2008 da Fundação Segurança e Democracia, com sede em Bogotá (Colômbia).

O líder em gastos militares na região nos últimos anos não foi a Venezuela, mas o Brasil, com US$ 127 bilhões durante os últimos dez anos. Segundo o Sipri, o Brasil é dono "da única força militar de projeção mundial" da América do Sul.

Apesar disso, entre 1997-2005, o investimento do Brasil no setor representou, em média, 1,78% do Produto Interno Bruto (PIB) - quantidade inferior a média da região, calculada em 1,98%.

Apesar dos números, especialistas consultados pela BBC Brasil afirmam não acreditar em uma corrida armamentista na região, mas apenas em um reaparelhamento das Forças Armadas sul-americanas.

"Não existe corrida armamentista. As Forças Armadas estavam defasadas, eles estão adquirindo equipamentos um pouco mais sofisticados", explica Expedito Carlos Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora.

De acordo com o tenente-brigadeiro Sérgio Ferolla, o reaparelhamento das Forças Armadas se faz necessário como instrumento de dissuasão. "Especialmente para o Brasil, com ameaças na Amazônia e com reservas petrolíferas no litoral", afirma Ferolla.

Apesar da mais recente tensão envolvendo Equador, Colômbia e Venezuela, a América do Sul não tem um histórico de conflitos constantes.

Talvez por isso a América do Sul não tenha evoluído em termos de poderio militar como outras regiões do mundo. Segundo Bastos, por muito tempo o continente acabou não adquirindo equipamentos militares modernos nem desenvolvendo sua indústria de defesa.

Ele afirma que essa situação se agravou após o período de redemocratização do sub-continente. "Após o fim das ditaduras militares pouco se investiu em tecnologia e compras militares."

Equador x Colômbia

Caso a mais recente crise no continente, envolvendo Equador e Colômbia, com a participação da Venezuela, tivesse culminado em um conflito militar, as forças envolvidas seriam bastante desiguais, considerando os números de soldados.

Entre Exército, polícia, Força Aérea e Marinha, a Colômbia reúne cerca de 400 mil soldados, enquanto o Equador tem menos de 53 mil, segundo dados da Fundação Segurança e Democracia, de Bogotá. Já a Venezuela conta com um contingente de aproximadamente 46 mil soldados.

Mas o mesmo levantamento mostra que a Venezuela possui 190 tanques, o Equador 54, e a Colômbia nenhum. A Colômbia tem 164 aviões, a Venezuela 160, e o Equador 114.

De acordo com o Stockholm International Peace Research Institute, o gasto militar da América do Sul está concentrado em seis países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela.

Juntos, eles somam US$ 30,6 bilhões em seus orçamentos militares. A maior parte é ocupada pelo Brasil com US$ 15,6 bilhões, que representaram 51,06% do gasto da América do Sul em 2006.

Alguns desses países têm se aproveitado dos recursos obtidos com suas riquezas naturais para financiar seus gastos militares.

A Venezuela conta com os recursos do aumento recorde do preço do petróleo. O Chile financia suas Forças Armadas há décadas com os recursos do cobre - sua principal matéria-prima.

A Colômbia criou uma espécie de taxa, que faz parte do Plano Colômbia, destinada ao setor militar. A Bolívia, com uma dos menores contingentes de tropas e equipamentos da região, pretende destinar, como anunciou o presidente Evo Morales, parte dos recursos da nacionalização dos hidrocarbonetos às Forças Armadas.

Argumento venezuelano

A defasagem dos equipamentos e o medo de uma agressão externa são as razões que levaram a Venezuela a aumentar seus gastos militares, segundo Héctor Herrera, comandante da reserva das Forças Armadas da Venezuela.

"Tínhamos fuzis tipo FAL (de fabricação americana) há mais de 50 anos. Estavam obsoletos e já não podeiam ser consertados", afirma.

O mesmo teria acontecido com os 16 aviões F-16 que compunham a frota aérea. "Há três anos e meio os Estados Unidos deixaram de dar manutenção aos aviões adquiridos por nós há 25 anos, somente cinco deles funcionavam."

O comandante Héctor Herrera afirma que o presidente Hugo Chávez e ele próprio estão convencidos de que os Estados Unidos podem agredir seu país. "Temos duas coisas que eles necessitam muito. Os recursos energéticos e a biodiversidade", disse.

Os Estados Unidos impuseram um bloqueio proibindo a venda de armas à Venezuela, impedindo, inclusive, a venda de 24 Supertucanos da Embraer para as Forças Armadas do país.

Para substituir esses equipamentos a Venezuela tem investido US$ 4 bilhões desde 2004 e adquiriu 24 aviões de combate Sukhoi-30, 53 helicópteros de transporte e ataque e 100 mil fuzis de assalto 7,62 AK 103.

O governo venezuelano também firmou um contrado com a Rússia para a construção de duas fábricas de armamento e munição no país, que devem começar a operar em dois anos.

Fontes: G1 / BBC Brasil

Ônibus espacial Endeavour decola com sucesso

Foto: Nasa

Partiu às 3h28 desta terça-feira (11), seguindo os planos da Nasa, o ônibus espacial Endeavour. Ele deve se encontrar com a Estação Espacial Internacional (ISS) em menos de dois dias para então dar início à instalação do primeiro módulo (de dois) do laboratório japonês Kibo e instalar um novo sistema robótico criado pelo Canadá para o complexo orbital, o Dextre.

A missão, designada STS-123, é comandada pelo astronauta americano Dominic Gorie, que tem mais seis viajantes espaciais em sua equipe - um deles é o japonês Takao Doi, que ajudará a instalar o primeiro módulo japonês do complexo orbital. A estadia no espaço deve durar 16 dias.

Além de levar suprimentos e novas peças para a estação espacial, o Endeavour promoverá troca na tripulação fixa do complexo, trazendo de volta o astronauta Leopold Eyharts após uma estadia de seis meses no complexo orbital. Para o seu lugará ficar Garrett Reisman, que sobe agora na missão STS-123.

Esta é a 25ª missão de um ônibus espacial à Estação Espacial Internacional. A Nasa trabalha em ritmo frenético para concluir a construção do complexo orbital até 2010, data em que as velhas naves da agência espacial americana - as únicas no mundo aptas ao serviço - devem ser aposentadas.

Fontes: Nasa / G1

segunda-feira, 10 de março de 2008

Tudo pronto para o lançamento do Endeavour

Está tudo pronto para o lançamento do ônibus espacial Endeavour, que tem como missão levar a primeira parte de um imenso laboratório japonês e um sistema robótico canadense dotado de dois braços para a Estação Espacial Internacional (ISS).

A nave, que realizou sua primeira missão em 1992 e é a mais nova da frota de ônibus espaciais da agência espacial dos EUA (Nasa), deve partir do Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral, Flórida, às 3h28 de terça-feira (de Brasília).

Dos 16 dias em que o Endeavour permanecerá em órbita, 12 serão acoplado à ISS. Essa promete ser a estadia mais longa já realizada por um ônibus espacial no entreposto orbital, um projeto de US$ 100 bilhões que se tornou realmente multinacional neste ano, quando se instalou (no mês passado) o primeiro laboratório permanente da Europa. Agora, chegou a vez do Japão.


O módulo de armazenamento e equipagem que o Endeavour leva para o complexo orbital é a primeira parte de um laboratório espacial do tamanho de um ônibus de dois andares e cuja parte principal deve ser levada ao espaço no fim de maio. A última parte do laboratório de US$ 2,4 bilhões, apelidado de Kibo ("esperança" em japonês), só deve ser lançado ao espaço em 2009.

Os astronautas do Endeavour pretendem realizar cinco saídas ao espaço durante os 12 dias que permanecerem na ISS. Dois dias serão gastos na montagem de um par de mãos robóticas no guindaste da estação. O equipamento canadense, chamado de Dextre, possui 9 metros de comprimento da ponta de um braço à ponta do outro. E será capaz de instalar e de manusear elementos tão pequenos quanto uma lista telefônica e tão grandes quanto uma cabine telefônica.

Os astronautas também pretendem testar, em uma de suas saídas ao espaço, uma técnica para consertar o escudo antitérmico dos ônibus espaciais, técnica essa elaborada depois do acidente de 2003 com o Columbia. Naquele ano, destroços danificaram a asa do Columbia no lançamento, fazendo que com o ônibus espacial se desintegrasse ao reingressar na atmosfera terrestre para pousar. Todos os sete astronautas a bordo dele morreram.

A área existente ao redor da ISS estará mais movimentada do que o normal durante a missão do Endeavour. O primeiro veículo de carga da Europa, o Veículo Automatizado de Transferência chamado Jules Verne, que funciona por controle remoto e que foi lançado da Guiana Francesa no sábado à noite, ficará rodando em volta da estação durante a visita do ônibus espacial, à espera de sua vez para acoplar.

Os EUA e a Rússia lideram o consórcio de 15 países que constrói a estação espacial. Do consórcio participam o Canadá, o Japão e 11 membros da Agência Espacial Européia. A Nasa tem dois anos para concluir a montagem da ISS, período depois do qual teria de aposentar sua frota de ônibus espaciais.

Fontes: O Globo Online / Reuters

Pantanal terá de garantir embarque ou reembolso de passageiros, diz Procon

Empresa não terá concessão renovada e vai deixar de voar no dia 25.

Procon não registrou reclamações de passageiros até o momento.

O fim das operações da companhia aérea Pantanal, que deixa de voar no próximo dia 25, deve provocar menos transtornos ao consumidor do que as crises de outras grandes e médias empresas do setor, na avaliação do Procon-SP.

A Pantanal vai deixar de voar por não ter apresentado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) documentos sobre a sua situação "técnica, operacional, jurídica e fiscal", o que inclui certidões da Receita Federal o do INSS. Sem os documentos, a Anac decidiu não renovar a concessão da companhia, que vence no próximo dia 24.

Desde o dia 12 de fevereiro, a agência proibiu a empresa de vender passagens com mais de 15 dias de antecedência. Isso significa que, desde então, não foram vendidos bilhetes para vôos após o dia 24. A empresa tem uma participação de 0,2% do mercado nacional de aviação.

Segundo Márcia Christina Oliveira, do Procon-SP, até o dia da viagem, o consumidor pode negociar para ter o reembolso da passagem ou o remanejamento para outra companhia, caso não deseje mais voar pela empresa.

“As pessoas que têm passagens compradas para os próximos dias podem procurar a compania para tentar negociar”, diz Márcia.

Caso o vôo não se realize, a primeira providência é solicitar o endosso do bilhete para que o passageiro possa voar por outra companhia. Mas isso dependerá da disponibilidade de vôos e da decisão das outras empresas de aceitarem ou não o passageiro.

O problema pode ser maior devido à falta companhias e horários de saída para esses destinos. A Pantanal opera vôos entre o Aeroporto de Congonhas (SP) e quatro cidades do interior de São Paulo (Presidente Prudente, Araçatuba, Marília e Bauru). A empresa também voa para Juiz de Fora (MG) e Mucuri (BA).

O Procon não registrou até o momento reclamações de passageiros da Pantanal. Segundo dados da Anac, os vôos da empresa apresentaram até o final de 2007 índices de regularidade, pontualidade e eficiência dentro da média do mercado regional de aviação em 2007.

Procurada pelo G1, a Pantanal informou que todos os diretores e assessores da empresa estão "incomunicáveis".

Fonte: G1

Aviões de abastecimento aéreo: Boeing prepara queixa a Tribunal de Contas

O gigante americano da aeronáutica Boeing vai prestar queixa ao Tribunal de Contas dos Estados Unidos contra a decisão do Pentágono de conceder à dupla EADS/Northrop o megacontrato dos novos aviões de abastecimento aéreo, revela um comunicado publicado nesta segunda-feira.

"A companhia Boeing vai apresentar na terça-feira uma ação formal pedindo ao Tribunal de Contas (Government Accountability Office, GAO) a revisão da decisão da Força Aérea Americana de conceder um contrato ao grupo Northrop Grumman e European Aeronautic Defence and Space Company (EADS) para a compra de aviões de abastecimento aéreo", anunciou a empresa em comunicado.

"Nossa equipe analisou cuidadosamente a decisão sobre os aviões de abastecimento e descobriu graves problemas no processo, que justificam uma apelação", declarou Jim McNerney, diretor-presidente da Boeing, citado no comunicado.

O grupo, com sede em Chicago (Illinois), prometeu dar mais detalhes sobre sua demanda quando a mesma for apresentada formalmente.

O Pentágono selecionou o grupo europeu EADS, empresa mãe da Airbus, e sua sócia americana Northrop Grumman, como fornecedores num contrato de 35 bilhões de dólares para renovar sua frota de aviões de abastecimento aéreo.

A empresa vai fornecer 179 aparelhos à Força Aérea Americana.

Trata-se de um dos maiores contratos propostos pelas forças armadas americanas nos últimos anos, que coloca o vencedor em posição privilegiada para futuras encomendas: os aviões de abastecimento em vôo são o primeiro setor de um mercado com valor total estimado em 200 bilhões de dólares nos próximos 30 anos.

Principal fornecedora da US Air Force em aviões de abastecimento, a Boeing era a grande favorita da licitação. A vitória da EADS foi um balde de água fria para a empresa americana. Muitos políticos e sindicalistas denunciaram, em nome da segurança nacional, o fato de que um contrato de defesa seja concedido a um grupo estrangeiro.

O contrato inicial para o novo aparelho, chamado de KC-45, é de 1,5 bilhão de dólares para o desenvolvimento de quatro aviões de testes, revelou a Força Aérea.

Os novos aviões de reabastecimento em vôo serão baseados no projeto do Airbus A330 e substituirão a atual frota de KC-135.

Os primeiros KC-45A entrarão em serviço em 2013, segundo o Wall Street Journal.

A apelação da Boeing no Tribunal das Contas pode levar à suspensão do contrato atribuído a EADS/Northrop.

Fontes: G1 / AFP

Empresa aérea Pantanal deixa de voar a partir do dia 25, diz Anac

Empresa deixará de voar por falta de documentação.Companhia opera principalmente entre Congonhas e o interior paulista.

A empresa aérea Pantanal vai deixar de voar a partir do próximo dia 25, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que decidiu não renovar a concessão da companhia por falta de documentos. A Pantanal opera vários vôos entre o Aeroporto de Congonhas (SP) e quatro cidades do interior de São Paulo (Presidente Prudente, Araçatuba, Marília e Bauru). A empresa também voa para Juiz de Fora (MG) e Mucuri (BA).

Segundo a Anac, no dia 14 de dezembro, a Pantanal recebeu uma solicitação de apresentação de documentos para comprovar sua situação de regularidade "técnica, operacional, jurídica e fiscal". O último prazo para apresentação dos documentos se encerrou na última sexta-feira (7). Com isso, a agência decidiu não renovar a concessão da empresa, que vence no próximo dia 24.

Desde o dia 12 de fevereiro, a empresa já estava proibida de vender bilhetes para períodos superiores a 15 dias, devido ao mesmo problema. O serviço de 0800 da companhia informou que continua vendendo passagens para as datas posteriores ao dia 24. No site da empresa, no entanto, as vendas após essa data estão suspensas.

"Como a empresa não cumpriu a determinação da agência reguladora, a Anac decidiu não renovar o Cheta (Certificado de Homologação de Empresa do Transporte Aéreo) da Pantanal, que vence no próximo dia 25/03/2008", diz a Anac. "Portanto, a partir dessa data, a empresa deixa de operar."

Segundo a agência, caso queira retornar a operar como empresa aérea, a Pantanal terá que encaminhar um novo pedido e seguir todos os trâmites necessários para a nova concessão.

A Pantanal tem hoje cerca de 0,2% do mercado nacional de aviação. A empresa também possui 33 slots (horário para pousos e decolagens) por dia em Congonhas.

Procurada pelo G1, a Pantanal informou que todos os diretores e assessores da empresa estão incomunicáveis.

A Pantanal foi fundada em abril de 1993 e tem uma frota de seis aeronaves turbo hélices ATR42, fabricados pela Aerospatiale-Airbus.

Aeronave ATR42 da Pantanal. (Foto: Divulgação)

Fonte: G1

Avião saiu da pista por causa da chuva na Indonésia

Um avião da companhia Adam Air derrapou na pista ao tentar aterrissar durante uma forte tempestade nesta segunda-feira (10), ferindo cinco pessoas e causando danos à aeronave.


O Boeing 737-400, prefixo PK-KKT - que levava 170 passageiros e seis tripulantes - havia decolado de Jacarta e ia para a ilha de Batam (norte), de acordo com Pantun Banjarnahor, chefe de operações do aeroporto de Hang Nadim. Cinco pessoas sofreram ferimentos na cabeça e no pescoço.

A asa direita, o sistema hidráulico e o trem de pouso ficaram danificados depois que o avião derrapou por cerca de 75 metros na pista, de acordo com Pantun.

As causas do incidente não foram imediatamente esclarecidas.

Segundo Danke Drajat, porta-voz da Adam Air, a aeronave estava em "boas condições" após uma inspeção em dezembro do ano passado. Ele atribuiu o incidente ao mau tempo.

No entanto, de acordo com Pantun, a visibilidade não era suficiente para a aterrissagem.

Após o incidente, o aeroporto foi fechado por mais de duas horas, causando um número não-confirmado de cancelamentos.

Companhias aéreas da Indonésia vem sendo investigadas após uma série de acidentes que mataram mais de 120 pessoas em 2007.

A União Européia (UE) atualmente revisa a proibição a vôos da Indonésia imposta no ano passado.

Fontes: Folha Online / Associated Press - Foto: Reuters / Stringer

Avião sai da pista e atola na lama em Milwaukee, EUA


Um avião McDonnell Douglas DC-9-51, da Northwest Airlines ficou atolado na lama após aterrissar no Aeroporto Internacional General Mitchell, em Milwaukee, WI, EUA, interrompendo os outros vôos por mais de duas horas na manhã de sábado (08).

O porta-voz do do aeroporto disse que o incidente ocorreu quando o vôo da Northwest Airlines saiu da pista às 8:15 a.m. Cai uma neve espessa naquele momento. Somente uma das três rodas de aterrissagem saiu do asfalto e o avião foi retirado após 90 minutos.

Havia 58 passageiros e cinco tripulantes no vôo 795, mas ninguém ficou ferido.

Fontes: todaystmj4 / ASN

Boeing da Continental Airlines sai da pista em Ohio, EUA

Um avião Boeing 737-300 da Continental Airlines que realizava vôo 1492 derrapou na pista ao fazer a aterrissagem no Aeroporto Internacional de Port Columbus, em Columbus, Ohio, nos Estados Unidos, na última sexta-feira (07).

A aeronave aterrissou aproximadamente às 23:15 (hora local) e ao tocar a pista deslizou para uma área gramada na lateral. Ninguém ficou ferido.

Um porta-voz da empresa aérea disse que o Boeing 737-300 estava vindo de Houston.

Havia a bordo cinco tripulantes e 124 passageiros.

Fontes: Storm Watch / ASN - Foto: James D. DeCamp

'Escada dos sobreviventes' do 11 de Setembro é removida em NY

Local foi a rota da fuga de algumas pessoas que sobreviveram aos ataques.

Escada será preservada e instalada no futuro memorial às vítimas.

Uma parte da escada do World Trade Center que serviu como rota de escape para alguns sobreviventes do 11 de Setembro foi removida de seu local original no domingo, na preparação para a instalação do museu memorial.


Escada entre os escombros do World Trade Center (Foto: Reuters)

A chamada "escada dos sobreviventes", que permaneceu entre os escombros do edifício, foi erguida intacta por um guindaste gigantesco até um caminhão, que a transportou para 60 metros dali.

A escada será posteriormente instalada no memorial do World Trade Center, onde o fragmento intacto, com cerca de um andar de altura e 35 degraus, vai servir como ponto central.

Autoridades e grupos de preservação locais assistiram à remoção em um dia ensolarado que lembrou a manhã de 11 de setembro de 2001.

Transeuntes também pararam para assistir, ao lado de sobreviventes que visitaram o local. Tom Canavan disse a um canal de televisão local que usou a escada da Vesey Street como a única maneira para descer até a rua no dia do desastre.

Dois aviões sequestrados se chocaram contra as torres norte e sul do World Trade Centre em 11 de setembro de 2001, causando o colapso delas e matando mais de 2.600 pessoas, assim como todas as pessoas a bordo das aeronaves.

Fonte: G1

Um morto na queda de um helicóptero de turistas no Tadjiquistão

Uma pessoa morreu - o piloto - no sábado (08) e cinco ficaram feridas em um acidente com um helicóptero Mi-8 da empresa estatal TajikAir com 13 turistas no Tadjiquistão, informou neste domingo o ministério do Interior.

O helicóptero caiu ao aterrissar perto de Khorog, 250 km a leste de Dusambé. Os demais passageiros ficaram levemente feridos.

Segundo uma das hipóteses, uma tempestade de neve pode ter causado o acidente.

Fonte: AP

Bauru: desde a década de 30, cidade tem vôos regulares para a Capital

Bauru tem tradição de linha aérea regular para São Paulo desde os anos 30. Portanto, empresas aéreas atuam há cerca de 70 anos no transporte de passageiros na cidade. A primeira empresa a operar foi o Sindicato Condor, inicialmente com aviões para até 12 passageiros. Posteriormente, o Sindicato Condor foi transformado em Cruzeiro do Sul, que depois foi incorporada à Varig.

Entusiastas da aviação civil e historiadores da cidade consultados pelo JC relembram que a famosa empresa aérea Panair do Brasil também operou linha regular em Bauru na década de 40. O ex-diretor do Aeroclube de Bauru Mario Bevilacqua cita que a empresa fazia uma linha que passava em várias cidades. “Partia da Capital do País na época, o Rio de Janeiro, ia a São Paulo, Bauru, Três Lagoas, Campo Grande, Corumbá até Cuiabá”, enumera o roteiro da viagem. O JC apurou que a escala em Bauru era o momento dos clientes saborearem o serviço de bordo. A empresa servia refeições aos passageiros produzidas pelo Bar e Restaurante Crystal, de propriedade da família Padilha, em Bauru.

Única companhia aérea a operar atualmente no Aeroporto Moussa Tobias, a Pantanal oferece quatro vôos de segunda a sexta-feira para São Paulo e outros quatro de volta. A linha é São Paulo-Bauru-Araçatuba, perfazendo 18 operações de pousos e decolagens diárias.

No último dia 16 de fevereiro, a empresa aérea Ocean Air encerrou sua operação em Bauru. Desde então, a Pantanal é a única a operar linhas regulares no Aeroporto Moussa Tobias. Anteriormente, a BRA e a Air Minas já tinham cessado os seus serviços na cidade.

Fonte: Ricardo Santana (JCNet)

Ataque arrasador estendeu-se por várias horas

Soldados colombianos passaram a manhã do dia 1.º vasculhando o campo; equatorianos só chegaram à noite

Um Supertucano da Força Aérea Colombiana

A Operação Fênix, o golpe fulminante que dizimou o acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador e resultou na morte de um dos seus principais líderes, Raúl Reyes, deu-se em duas etapas com três horas de diferença. No primeiro ataque, realizado entre meia-noite e 1 hora de sábado, dia 1º, aviões Supertucanos fabricados pela Embraer lançaram pelo menos seis bombas de 115 kg.

Às 3 horas, os colombianos lançaram outras quatro bombas no acompamento. Nos dois momentos, após o bombardeio, helicópteros ainda investiram contra os guerrilheiros no chão. Cada ataque teve aproximadamente uma hora de duração. No total, foram lançadas dez bombas em duas linhas paralelas.

Essas informações foram dadas por três guerrilheiras - duas colombianas e uma mexicana - que sobreviveram, em depoimentos a militares do Equador. Segundo o coronel José Nuñez, comandante do Batalhão 54 de Operação Especiais na Selva, elas contaram que os aviões surgiram na noite de Angostura, do lado equatoriano da fronteira, vindos da Colômbia no sentido norte-sul. Em uma linha perpendicular à rota dos aviões, helicópteros metralharam o acampamento para ter certeza de que não haveria sobreviventes.

No local, que a reportagem do Estado sobrevoou na última quinta-feira, há marcas de tiros calibre .50 de metralhadora em panelas e árvores. Mas o que mais impressiona são as crateras abertas na floresta de Angostura, na Amazônia equatoriana. Na primeira incursão, as bombas, que têm o poder de devastar com estilhaços tudo o que encontra num raio de 700 metros, produziram seis grandes buracos.

Reyes, que se encontrava em seu confortável espaço no centro do acampamento, uma espécie de gabinete de guerra, com TV e telefone por satélite, teria sido atingido pela primeira chuva de bombas. Ele era o alvo principal da Operação Fênix. “Os colombianos usaram tecnologia militar americana para localizar a presença humana na floresta por meio de sensores térmicos. Assim, foi possível determinar o local onde se escondiam os guerrilheiros”, explicou o coronel Nuñez.

No segundo ataque, às 3 horas da manhã, as bombas lançadas abriram quatro grandes buracos na floresta. Dessa vez, os aviões vieram da fronteira colombiana no sentido contrário, sul-norte. Mais uma vez, os helicópteros cruzaram a linha dos guerrilheiros cuspindo fogo com suas metralhadoras de calibre .50. Nuñez estima que estavam no local cerca de 50 guerrilheiros das Farc. Os que sobreviveram ao primeiro ataque fugiram pelo rio na direção da Colômbia em botes e canoas a motor.

Às 5 horas da manhã, os colombianos desembarcaram no acampamento, utilizando helicópteros. Resgataram o corpo de Reyes e seu fiel escudeiro. Durante cinco horas, vasculharam a área e levaram tudo que era importantes para a guerrilha: dinheiro, computadores, documentos e informações estratégicas e táticas das Farc.

O Exército equatoriano chegou no início da noite daquele mesmo dia e encontrou os corpos dos guerrilheiros mortos. Nuñez afirmou que o próprio Exército equatoriano poderia ter realizado a operação, caso a Colômbia tivesse pedido ajuda. O retrospecto de cooperação entre os dois países no combate à guerrilha é negativo. Eles já dividiram algumas informações confidenciais, mas na hora da batalha foi cada um por si. Na escalada da tensão, a confiança foi a primeira baixa.

Fonte: Expedito Filho (O Estado de S.Paulo) - Foto: EFE

Um heróico pescador de avião

No dia 23 de janeiro de 1935, quando uma esquadrilha de hidroaviões da Aviação Naval sobrevoava o litoral Norte do Estado, nas imediações de Picinguaba, caiu um temporal, oportunidade em que um dos aparelhos veio a sofrer uma pane no motor e foi forçado a pousar no mar, ficando à deriva. Sua situação era perigosa, uma vez que fatalmente seria jogado contra as pedras daquela costeira de rochas escarpadas.

Vendo a situação perigosa que se encontrava o piloto da aeronave, um pescador japonês, que se encontrava por perto, não hesitou um só minuto e resolveu socorrê-lo. Ao chegar ao local com seu pequeno barco pesqueiro, de 10 HP de potência do motor e nove metros de comprimento, lançou um cabo e puxou o aparelho para que não fosse de encontro às pedras, passando a rebocá-lo por um certo tempo até que encontrou um outro barco maior, que vinha em socorro do oficial aviador acidentado.

Alguns dias depois, o modesto pescador foi chamado à Capitania dos Portos do Estado de São Paulo, onde, ao ser indagado se queria ser recompensado pelo serviço prestado, respondeu que não queria nada, pois apenas tinha cumprido a sua obrigação de homem-do-mar. E, qual não foi a sua surpresa, quando soube que o piloto que havia salvo era o comandante da Primeira Divisão de Patrulha Aérea, integrante da Força de Aviação Naval, que vinha acompanhando a Esquadra - cujo navio capitânea, o encouraçado São Paulo, trazia a bordo o almirante Protógenes Pereira Guimarães, ministro de Estado dos Negócios da Marinha, que vinha para Santos, de onde seguiria para a capital paulista, para participar da grandiosa festividade do 381º aniversário de fundação de São Paulo.

De fato, posteriormente, quando o aludido oficial, o capitão-de-corveta aviador naval Hugo da Cunha Machado, assumiu o comando da Base de Aviação Naval da Bocaina (antecessora da Base Aérea de Santos, no Guarujá), fez questão de agradecer pessoalmente ao pescador, que compareceu àquela unidade aeronaval, acompanhado do sr. Kinji Kanada, cônsul do Japão em Santos, das duas filhas Takie e Sadayo Okida e de um amigo, sr. Yoshinobu Sakai. Após ter sido recebido pelo comandante da base, capitão-de-corveta aviador naval Hugo da Cunha Machado, e por outros oficiais aviadores, o humilde aviador foi homenageado, recebendo - como recordação da sua ação heróica -, uma pá de hélice aérea.

Sasaki, o cônsul Kinji Kanada, as meninas Sadayo e Takie, Sadami Okida, Hugo Machado e Yoshinobu Sakai, na homenagem em 1935

Estamos nos referindo ao sr. Sadami Okida, natural de Hiroshima, onde nasceu a 10 de maio de 1894 e que imigrou para o Brasil com a família (pai, mãe e irmãos) aos dezesseis anos de idade, tendo desembarcado no porto local após noventa dias de viagem por mar, como integrante da terceira leva de imigrantes japoneses que pisou no solo brasileiro.

De Santos, o jovem Sadami seguiu para o interior do Estado, onde trabalhou ao lado dos seus pais e irmãos em fazendas de café. Depois de algum tempo, veio para a capital, voltando finalmente para a nossa cidade, em fins da segunda década deste século, onde passou a trabalhar como pescador na Ponta da Praia.

Cumpre notar que, pelo seu gesto de coragem, socorrendo o hidroavião da Força Aérea da Marinha que se encontrava em perigo - com o risco da própria vida, uma vez que o mar estava agitado, pois estava soprando vento forte -, o pescador Sadami também foi homenageado pela Sociedade Japonesa de Santos, que lhe concedeu uma medalha de prata com a seguinte inscrição: "Sociedade Japonesa de Santos - Sadami Okida" (no verso) e "Amabelita Elogium Bravus - 23/01/35" (no reverso).

Ainda por ocasião do Cinquentenário da Imigração Japonesa no Brasil, que ocorreu em 1958, o sr. Okida foi homenageado pelo Governo Japonês devido ao seu feito heróico, impedindo que o hidroavião do comandante Hugo da Cunha Machado se despedaçasse nos penhascos, em princípios de 1935, ocasião em que foi agraciado com um artístico pergaminho.

O heróico pescador japonês veio a falecer no dia 8 de janeiro de 1969, após mais de meio século de relevantes serviços prestados no campo da pesca em nosso País, pois contava setenta e quatro anos de idade e havia se tornado uma figura benquista em nossa cidade.

N. do A.: Cabe-nos observar que o episódio relatado acima chegou ao conhecimento do 1º Ten. Inf. Aér. Polícia da Base Aérea de Santos, que nos falou a respeito, colocando-nos ainda em contato com o Sr. Tsuneo Okida e Sra. Sadayo Okida, filhos do saudoso e heróico pescador Sadami Okida, que nos forneceram os relatos necessários para a concretização do relato.

Fonte: J.Muniz Jr., jornalista e pesquisador em Santos. Texto incluído em seu livro Episódios e Narrativas da Aviação na Baixada Santista, edição comemorativa da Semana da Asa de 1982, Gráfica de A Tribuna, Santos/SP.

China deve lançar seu próximo vôo espacial tripulado depois das Olimpíadas

Crianças visitam exposição com os trajes dos 'taikonautas' (astronautas chineses) Fei Junlong e Nie Haisheng, em Pequim

O terceiro vôo tripulado chinês, em um foguete "Shenzhu VII", foi programado para final de setembro ou início de outubro deste ano, logo após os Jogos Olímpicos de Pequim, informou no sábado a agência oficial China Nova.

"Os preparativos para a missão estão sendo feitos e confiamos em seu sucesso", declarou Zhang Yulin, diretor do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, citado pela agência.

A missão incluirá três "taikonautas" chineses que tentarão uma saída ao espaço, explicou Zhang, que deu estas declarações em paralelo à sessão anual da Assembléia Nacional Popular (Parlamento).

Em outubro de 2003, a China pôs em órbita com sucesso o seu primeiro astronauta, Yang Liwei, a bordo do "Shenzhu V". Com isso, se tornou o terceiro país, depois de Rússia e Estados Unidos, a enviar homens por seus própeios meios ao espaço.

Dois anos depois, o ônibus espacial "Shenzhu VI" e seus dois tripulantes, Fei Junlong e Nie Haisheng, realizaram uma missão de cinco dias no espaço, consagrando o sucesso do segundo vôo habitado chinês.

Fonte: AFP

Aeronaves sobrevoarão municípios da Amazônia Legal ainda em março

Os 36 municípios líderes em desmatamento na Amazônia Legal serão sobrevoados, ainda em março, por aeronaves R99B para captar imagens de radar para estudos. O tema foi discutido nesta semana por representantes do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Estado-Maior da Aeronáutica.

A operação terá 300 horas de vôo e cobrirá uma área de 789 mil quilômetros quadrados. Os dados coletados servirão como base para ações rápidas de repressão a novas infrações por agressão ao meio ambiente.

De acordo com o Diretor-Geral do Censipam, Marcelo de Carvalho Lopes, a meta é realizar vigilância aérea periódica sobre as propriedades embargadas.

Em primeiro plano um R99B, avião de vigilância terrestre, três unidades recebidas . Em segundo plano um R99A, de Vigilância Aérea - Foto: Defesanet

Fonte: Agência Brasil