quarta-feira, 18 de maio de 2022

Aconteceu em em 18 de maio de 1972: Queda do voo 1491 da Aeroflot deixa 122 mortos na Ucrânia


Em 18 de maio de 1972, o Antonov An-10A, prefixo СССР-11215, da Aeroflot (foto acima), realizava o voo 1491, um voo doméstico regular de passageiros do aeroporto Moscou-Vnukovo para o aeroporto de Kharkiv, na antiga União Soviética, levando a bordo 115 passageiros e sete tripulantes.

O avião foi fabricado na planta de aviação de Voronezh, em 3 de fevereiro de 1961. Em 7 de fevereiro de 1961, foi entregue à divisão Kharkiv da Aeroflot. Estava equipado com 4 motores turboélice Ivchenko AI-20. Até aquela data, a aeronave acumulava 11.105 ciclos de voo e 15.483 horas de voo.

A tripulação de voo responsável pela operação da aeronave era do 87º Esquadrão de Voo (Kharkiv United Squadron). O capitão Vladimir Vasiltsov estava encarregado desse voo; o primeiro oficial Andrei Burkovskii, o navegador Aleksandr Grishko, o engenheiro de voo Vladimir Shchokin e o operador de rádio Konstantin Peresechanskii também estavam na cabine de comando.

O voo 1491 decolou do aeroporto de Moscou-Vnukovo às 10h39 a caminho de Kharkiv no SSR ucraniano. Ao descer de sua altitude de cruzeiro de 7.200 metros (23.600 pés) para uma altitude de 1.500 metros (4.900 pés), o Antonov An-10 sofreu falha estrutural, resultando na separação de ambas as asas. 

A fuselagem então mergulhou em uma área arborizada, a 24 km do aeroporto de destino, matando todos os 115 passageiros e 7 tripulantes a bordo da aeronave.

O Pravda informou sobre a queda do voo 1491 logo depois que aconteceu. Na época, era incomum na União Soviética que houvesse relatos na imprensa sobre acidentes aéreos domésticos.

A causa provável do acidente foi determinada como sendo a seção central da asa falhando devido a uma rachadura por fadiga no painel central inferior da asa.

Após este acidente, a Aeroflot encerrou a operação do An-10.

Por Jorge Tadeu (com Wikipedia e ASN)

Aconteceu em 18 de maio de 1958: Acidente com Douglas DC-7 da Sabena em Casablanca


Em 18 de maio de 1958, o Douglas DC-7C, prefixo OO-SFA, da Sabena (foto acima), com origem em Bruxelas, na Bélgica, partiu de Lisboa, em Portugal, após uma escala intermédia de um voo para Leopoldville (atual Kinshasa), no Congo Belga.

A bordo da aerove estavam 56 passageiros e nove tripulantes. Quando estava em voo, a vibração de um motor forçou a tripulação a desligá-lo. O Casablanca ACC foi avisado de que o voo queria fazer um pouso de emergência por lá. 

Às 04h19 a tripulação tentou uma aproximação a pista 21, mas a aeronave não pousou. Cerca de 600 m além da cabeceira da pista a uma altura de 5 m e com o trem de pouso abaixado e flaps totais, a potência máxima foi aplicada.

O DC-7 então subiu em uma curva acentuada à esquerda. Alcançando uma altura de 25 m, o avião 'apagou', colidiu com edifícios e pegou fogo, matando 52 passageiros e os nove tripulantes. Quatro passageiros sobreviveram ao acidente.

O procedimento correto para dar a volta seria aplicar aceleração total apenas gradualmente, atingindo a velocidade V2; retrair o trem de pouso; e, a 115 kt, retraindo as abas de 50 a 20°.

Erro de julgamento ao reaplicar a potência quando a aeronave não estava na configuração apropriada nem em velocidade suficiente para realizar a tentativa de manobra de segurança.


Por Jorge Tadeu (com ASN e baaa-acro)

Avião da GOL é atingido por pássaro e danifica tubo de pitot

Um Boeing 737 MAX 8 da GOL foi atingido por um pássaro no final da tarde do dia 11 de maio durante a decolagem no Aeroporto de Maceió e danificou o tubo de pitot.


O Boeing 737-8 MAX, de matrícula PR-XMV, da GOL, estava partindo de Maceió operando o voo G3 1999 com destino a Brasília.

A aeronave da GOL estava já um pouco além da velocidade de V1 quando foi atingido por um pássaro que danificou o tubo de pitot do lado direito.

Ainda sim o Boeing 737 MAX da GOL decolou e fez órbitas por alguns minutos até retornar ao Aeroporto de Maceió e pousar com segurança.

A aeronave foi retirada de operação para manutenção e retornou a malha no dia seguinte. Os passageiros do voo G3 1999 para Brasília foram realocados em outra aeronave.

Por Aeroflap com informações do Aviation Herald

Equador confirma venda de avião presidencial à Colômbia por R$ 39,5 milhões

Guillermo Lasso (Foto: Reuters/Luisa Gonzalez)
O presidente do Equador, Guillermo Lasso, confirmou nesta terça-feira a venda de um dos dois aviões presidenciais do país para a Colômbia por US$ 8 milhões (cerca de R$ 39,5 milhões). 

O avião em questão é um Embraer Legacy EMB-135-BJ, com capacidade para 14 passageiros que foi adquirido pelo Equador em 2008, na época em que Rafael Correa esteve na presidência (2007-2017), por cerca de US$ 28 milhões.

"Vendemos o avião Legacy Embraer brasileiro", afirmou no programa "Encontremo-nos pela cidadania", no qual ele é entrevistado todas as semanas por diferentes veículos de imprensa. 

O presidente garantiu que a transação foi "transparente" e que a quantia será utilizada pela Força Aérea Equatoriana (FAE) para recuperar uma aeronave C-130 para transporte de tropas, "que foi abandonada" na cidade andina de Latacunga. 

Com a venda da aeronave fabricada pela Embraer, a presidência do Equador conta agora apenas com um Dassault Falcon 7X, também adquirida no governo de Rafael Correa.

Via EFE / UOL

Vai acabar a mamata! CBF venderá avião e helicóptero

Símbolos do luxo de ex-gestores envolvidos em escândalos, a CBF quer arrecadar R$ 60 milhões com venda dos “brinquedinhos”.


Em tempos de austeridade, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai se desfazer de duas extravagâncias das administrações anteriores, no melhor estilo “acabou a mamata!”

O novo presidente Ednaldo Rodrigues está pedindo formalmente autorização à assembléia (constituída pelos presidentes das das 27 federações estaduais) para vender o avião Cessna 680 Citation Sovereign; e o helicóptero de propriedade da entidade.

“Conseguiremos algo em torno de 60 milhões de reais com o negócio. Depois, haveria uma economia de mais de 13 milhões de reais por ano. Eu mesmo nunca usei o helicóptero, nem mesmo o vi. Com o avião, sim, já fiz algumas viagens nele — mas podemos todos ir e vir em voos de carreira, não podemos?”, diz Ednaldo Rodrigues.

O presidente tem como objetivo melhorar a imagem da CBF, há décadas ligada a escândalos de corrupção, com vários ex-presidentes presos e/ou envolvidos em atividades ilícitas.

“Quero virar essa página, e não se trata apenas da minha vontade. Quero envolver as federações, os clubes, a imprensa, toda a sociedade”, afirma.

Ele entende que o futebol é uma das grandes marcas do Brasil e quer acabar com a imagem degradante que marcou a gestão de seus mais recentes antecessores:

“Eu tive o testemunho claro do presidente da Fifa, o Gianni Infantino, com quem me reuni durante o Mundial de Clubes em Abu Dhabi, em fevereiro”, revelou Rodrigues ao jornal O Globo.

“Numa das nossas conversas, ele revelou que estava acompanhando os problemas da CBF e disse assim: ‘Dentro de campo, o Brasil é ainda muito respeitado, mas fora, não’. E então o Infantino pôs a mão no nariz, como quem sente um cheiro muito ruim, e balançou o rosto. Entendi o recado — e é o que me leva a ter ainda mais vontade de mudar as coisas na CBF”, complementou.

Ventania impede aterrissagem de avião em SC; ciclone pode prejudicar pousos?

Uma aeronave da Azul não conseguiu pousar no aeroporto de Correia Pinto nesta segunda-feira por causa do vento forte.

A passagem do ciclone subtropical Yakecan por Santa Catarina nesta terça-feira (17) promete trazer ventos que podem atingir velocidades de até 100 km/h nos pontos mais altos da Serra catarinense. As fortes rajadas podem causar diferentes transtornos, entre eles, a operação de aeronaves que podem ter dificuldades de pouso.

Avião não conseguiu pousar e teve que ir para Florianópolis (Imagem: Reprodução/Internet)
Nesta segunda-feira (16), o recém-inaugurado Aeroporto Federal Antônio Correia Pinto de Macedo, no município de Correia Pinto, na Serra catarinense, registrou intercorrências para pouso de uma aeronave da companhia Azul Linhas Aéreas.

Passageiros que aguardavam para embarcar com destino a Campinas, em São Paulo, foram pegos de surpresa. O piloto da aeronave tentou aterrissar, mas o vento forte impediu o pouso e colocou em risco a manobra. Outro fator que contribuiu para dificultar a aterrissagem foi porque o aeroporto possui apenas uma cabeceira da pista liberada.

Conforme informações do portal Barão Online, o aeroporto tem apenas uma cabeceira liberada porque a outra não estaria homologada. Por este motivo, os aviões não têm como escolher onde pousar considerando a direção do vento.

“A Azul informa que, devido às condições climáticas, o voo AD2728 (Viracopos-Correia Pinto) teve sua rota alternada nesta segunda-feira (16) para o aeroporto de Florianópolis. O pouso e o desembarque aconteceram normalmente, e os clientes e tripulantes que desembarcaram na capital de Santa Catarina receberam todo o atendimento necessário da equipe local da Azul, conforme prevê a resolução 400 da Anac, sendo reacomodados para o destino via terrestre. A Azul lamenta eventuais aborrecimentos causados e reforça que ações como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações”, informou a Azul em nota.

Via ND+

Avião de transporte militar dos EUA pousa em rodovia na Letônia

C-146A tem modificações militares em relação ao Dornier 328 (Foto: Embaixada dos EUA na Letônia)
Um C-146A Wolfhound do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos realizou um pouso em uma rodovia na Letônia, durante uma operação do exercício anual Trojan Footprint 22. Ao total, a missão teve quatro pousos e decolagem do turboélice militar.

O fato aconteceu na madrugada do dia 11 de maio em uma pista dupla situada perto de Biksti, no oeste do país. Este foi o primeiro pouso de uma aeronave dos EUA em uma rodovia letã.

A operação aconteceu sem problemas, mas todo um estudo foi necessário para o sucesso da missão. Incluindo, por exemplo, a retirada de placas de um trecho da pista utilizada pelo avião.

O C-146A Wolfhound é uma aeronave turboélice baseada no alemão Dornier 328, mas modificado para missões de transporte e pessoal militar, incluindo pacientes hospitalizados.

O avião pode transportar até 27 passageiros, além de cargas. Todavia, a aeronave dispõe uma suíte de comunicações e demais sistemas.

Por André Magalhães (Aero Magazine)

Avião agrícola que caiu em Brasilândia de Minas estava com certificado de aeronavegabilidade cancelado

Consulta ao site da Anac mostra que certificado não era válido devido ao Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade estar vencido desde maio de 2013. Piloto de 30 anos morreu na manhã desta terça-feira (17). Entenda a importância do certificado.

Avião pulverizador caiu na zona rural de Brasilândia de Minas na manhã de terça-feira (17)
(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
O avião pulverizador Piper PA-25-235 Pawnee B, prefixo PR-CTD, da Elo Forte Aviação Agrícolaque caiu em Brasilândia de Minas na manhã desta terça-feira (17) estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) cancelado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O piloto, um homem de 30 anos, morreu devido à queda.

A aeronave caiu em uma área de mata fechada e pântano de uma fazenda a cerca de 20 km da área urbana da cidade. Relembre abaixo como o Corpo de Bombeiros chegou até o local e como é feita a investigação.

Autorização para voar


Em nota enviada ao g1, o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) informou que o avião é registrado com a matrícula PT-CTD. Segundo pesquisa realizada no site da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade cancelado devido ao Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade estar vencido desde maio de 2013.

Ainda conforme a Anac, o avião é de propriedade de José Donizete do Amaral. No entanto, de acordo com o Corpo de Bombeiros, após o resgate e perícia, o aparelho ficou sob os cuidados da empresa Furlan Agrícola Ltda.

O g1 entrou em contato por e-mail com a empresa pelo endereço disponível no registro da Receita Federal, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria. O registro também apontou telefone da empresa Safras e Cifras, com sede em Pelotas (RS).

A reportagem entrou em contato com a empresa gaúcha para saber se é responsável pela Furlan Agrícola e pela aeronave e aguarda retorno.

O que é o CVA


O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) é uma condição necessária para que um avião possa voar em um país. No Brasil, ele é emitido pela Anac.

O CVA garante que a aeronave atende aos requisitos necessários para a segurança dos voos. Para emissão do certificado padrão são analisados 3 itens básicos:
  • Certificação do projeto do avião: avalia o projeto de engenharia e simulação garantindo que o aparelho é atende aos padrões de segurança;
  • Certificação de fabricação: assegura que o avião é igual ao apresentado no projeto;
  • Certificado de manutenção: garante que a manutenção é realizada por e equipe capacitada dentro dos prazos estabelecidos pelo fabricante.

Relembre o caso


O avião pulverizador caiu na manhã desta terça-feira (17). Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Wellinton Tolentino, o piloto da aeronave ficou preso às ferragens e teve a morte confirmada pelo médico que acompanhou a equipe de resgate.

Equipe de resgate do Corpo de Bombeiros tenta acessar local da queda da aeronave em
Brasilândia de Minas (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Ainda conforme os bombeiros, funcionários de uma empresa acionaram os militares, que tiveram dificuldades para chegar ao local da queda. A aeronave só foi localizada no início da tarde, após os militares utilizarem um drone e receberem ajuda dos funcionários da fazenda.

Encontramos o avião destruído, com a vítima presa às ferragens, sendo o óbito confirmado pelo médico que nos acompanhou. Aguardamos a perícia da Polícia Civil e a Aeronáutica para retirarmos o piloto da aeronave”, disse Tolentino.

A vítima era natural de Coromandel e tinha 30 anos. Ainda não há informações sobre as possíveis causas do acidente.

Em nota, o Seripa III, órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), confirmou o acionamento para realização de ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave em Brasilândia de Minas.

Segundo o órgão, na ação inicial são utilizadas técnicas específicas conduzidas por pessoal qualificado e credenciado, que realiza a coleta e confirmação dos dados, a preservação de indícios, a verificação dos danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias à investigação da ocorrência.

"O objetivo das investigações realizadas pelo Cenipa é prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram. A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes", disse a nota do Seripa III.

Por Guilherme Gonçalves, g1 Triângulo e Alto Paranaíba e ASN

Relembre casos de quedas de aviões causadas intencionalmente por pilotos

Situações similares ao acidente da China Eastern Airlines em março já foram registrados com companhias do Japão, Egito e Alemanha.

Avião que caiu na China tinha 132 pessoas a bordo; Destroços ficaram espalhados
em região montanhosa (Foto: AFP)
Informações contidas em uma caixa-preta recuperada após a queda do avião da China Eastern Airlines em março, com 132 pessoas a bordo, indicam que alguém na cabine de comando derrubou o avião intencionalmente. A revelação foi publicada pelo Wall Street Journal nesta terça-feira, citando pessoas familiarizadas com a avaliação preliminar feita por autoridades dos EUA. O caso pode entrar na lista de outros acidentes causados intencionalmente por pilotos e copilotos em diversos países, como Alemanha, Estados Unidos, Indonésia. Relembre:

Japan Airlines — 1982


Em fevereiro de 1982, o avião da Japan Airlines caiu no mar quando se aproximava para a aterrissar no aeroporto de Haneda, em Tóquio. No total, 24 das mais de 160 pessoas a bordo morreram. Autoridades japonesas concluíram que o piloto Seiji Katagiri deliberadamente reverteu a potência dos motores em voo e teria desligado o piloto automático. Ele acabou inocentado após ser diagnosticado com uma doença mental que teria influenciado o comportamento durante o voo.

Royal Air Maroc — 1994


O avião da Royal Air Maroc que levava 44 pessoas a bordo caiu nas Montanhas Atlas apenas dez minutos depois de decolar de Agadir, no Marrocos, com destino a Casablanca. A investigação determinou que o piloto automático teria sido desligado deliberadamente pelo comandante Younes Khayati.

SilkAir — 1997


O Boeing 737-300 da companhia da Idonésia SilkAir caiu quando viajava de Jacarta a Cingapura, matando as 104 pessoas a bordo. A investigação coordenada pela Indonésia concluiu ser impossível determinar a causa do acidente, mas autoridades de segurança aérea americanas acusaram o piloto de deliberadamente iniciar uma descida suicida quando o copiloto saiu da cabine. Neste caso, a caixa preta também foi desligada durante o voo.

Egypt Air — 1999


O voo 990 da Egypt Air, que seguia de Los Angeles, nos Estados Unidos, rumo ao Cairo, no Egito, caiu no Oceano Atlântico a cerca de 97 km da costa americana em outubro de 1998. Todas as 217 pessoas a bordo morreram. Investigadores dos Estados Unidos apontaram que a queda foi provocada deliberadamente por um membro da tripulação, por razões desconhecidas. As autoridades egípcias, porém, alegaram que a tragédia foi resultado de uma falha mecânica.

Germanwings — 2015


O copiloto do voo 9525 da Germanwings, Andreas Lubitz, foi acusado de derrubar a aeronave nos Alpes franceses, matando os 150 passageiros e tripulantes. Lubitz se trancou no cockpit durante o trajeto entre Barcelona, na Espanha, e Düsseldorf, na Alemanha, e assumiu o controle do voo até o solo. A caixa-preta registrou a voz do comandante Patrick Sonderheiner pedindo que ele abrisse a porta da cabine e os gritos dos passageiros. Neste caso, autoridades também concluíram que Lubitz sofria de transtornos mentais.

Fonte: O Globo e agências internacionais

Dados de voo indicam que avião na China foi derrubado por alguém na cabine que deu comando para mergulho

Foco da investigação agora está em pilotos, de acordo com fonte do 'Wall Street Journal', acrescentando que alguém no avião pode ter invadido a cabine e o derrubado deliberadamente.

Parte da asa do Boeing 737-800 da Eastern China Airlines é vista em área de busca (Foto: AP)
Dados de voo indicam que alguém no cockpit derrubou intencionalmente o jato da China Eastern em março, de acordo com pessoas que tiveram acesso à avaliação preliminar de autoridades dos Estados Unidos sobre o que levou ao acidente. As informações são do "Wall Street Journal".

O Boeing 737-800 estava viajando em alta altitude quando de repente caiu em uma posição quase vertical, chocando-se contra uma montanha com velocidade extrema. Dados de uma caixa preta recuperada no acidente sugerem que entradas nos controles empurraram o avião para o mergulho fatal, disseram essas pessoas ouvidas pelo "WSJ" (leia detalhes mais abaixo).


Fontes informaram que o avião estava voando em alta altitude quando inesperadamente caiu em uma espiral e colidiu com o lado de uma montanha. Elas disseram que os dados da caixa preta recuperados do acidente sugerem que alguém no cockpit inseriu dados que fizeram o avião mergulhar.

"O avião fez o que foi mandado por alguém na cabine", disse a pessoa envolvida com a análise da caixa preta.

Invasão de cabine é investigada


Agora, a investigação mudou o foco para os pilotos, disse a fonte, acrescentando que alguém no avião poderia ter invadido a cabine e o derrubado deliberadamente.

As investigações de acidentes podem demorar um pouco para concluir quais foram as causas e fatores que contribuíram para o acidente, mas a China Eastern começou a devolver os 737-800 aos céus depois de deixar em terra toda a sua frota por cerca de um mês após o acidente.

A reportagem do "WSJ" fez com que as ações da Boeing subissem nos EUA.

O relatório preliminar da investigação chinesa sobre a queda, divulgado em abril, aponta que os pilotos deixaram de responder aos controladores de voo logo após a primeira perda de altitude. O documento também não apontou falhas no Boeing 737-800.

Gráfico mostra perda de altitude do avião da Eastern Airlines (via g1)
O avião, com 132 pessoas a bordo, caiu no dia 21 de março perto da cidade de Wuzhou, na região de Guangxi, no sul da China. A aeronave fazia um voo entre as cidades de Kunming para Guangzhou. Todos os passageiros e tripulantes morreram.

O caso impressionou pela dinâmica da queda, na vertical e em poucos minutos. Câmeras de segurança de uma empresa próxima ao local mostraram como o avião despencou rapidamente, totalmente apontado para o chão.

"O radar de controle de área de Guangzhou mostrou um aviso de 'desvio' de altitude de comando, a aeronave deixou a altitude de cruzeiro, o controlador chamou a tripulação imediatamente, mas não recebeu resposta", aponta o relatório.

Em março, dias após a queda, o chefe do centro de investigação de acidentes da Administração de Aviação Civil da China (CAAC, da sigla em inglês), Mao Yanfeng, disse em entrevista coletiva que os controladores mantiveram contato com o avião durante todo o percurso até a primeira queda de altitude.

Pedaço de destroços do voo MU5735 da China Eastern após queda em Guangxi Zhuang,
no sul da China, em 21 de março de 2022 (Foto: Xinhua via AP)
O relatório preliminar, que foi divulgado pela CAAC, não apontou nenhuma possível causa para esse tipo de queda, o que gerou críticas por parte de especialistas.

O relatório é um documento obrigatório que o país de origem da companhia aérea deve apresentar até 30 dias após a queda. Nas conclusões preliminares, a CAAC afirma também que as caixas pretas ainda estão muito danificadas, o que dificultaria as investigações.

Mas a agência não tornou públicas as informações que já puderam ser extraídas dos gravadores de dados do voo e de voz dos pilotos presentes nas caixas pretas. O conteúdo foi enviado a Washington, nos Estados Unidos, para análise.

Via g1

terça-feira, 17 de maio de 2022

Aconteceu em 17 de maio de 2010: A queda do voo 112 da Pamir Airways no Afeganistão

O voo 112 da Pamir Airways era um voo regular de passageiros do aeroporto de Kunduz, Kunduz para o aeroporto internacional de Cabul, em Cabul, Afeganistão. Em 17 de maio de 2010, o voo foi operado por um Antonov An-24 que transportava 39 passageiros e 5 tripulantes ao colidir com o terreno. Ninguém a bordo saiu vivo.


A aeronave envolvida era o Antonov An-24, prefixo YA-PIS, da Pamir Airways. A aeronave voou pela primeira vez em 1972 e foi comprada pela Pamir Airways em fevereiro de 2010, tendo passado algum tempo armazenada na Bulgária. 

O voo 112 partiu de Kunduz às 8h30, horário local (UTC +4h30) e todo o contato com o voo foi perdido 10 minutos depois. O voo tinha 38 passageiros e 6 tripulantes a bordo quando desapareceu do radar. 

Relatórios afirmam que o avião caiu em Salang Pass , 100 quilômetros (62 milhas) ao norte do Aeroporto Internacional de Cabul, a uma velocidade de aproximadamente 400 quilômetros por hora (250 mph).

Quando finalmente localizados, os destroços estavam a apenas 20 quilômetros (12 milhas) de Cabul. As condições meteorológicas foram relatadas como ruins, com um comandante militar sênior descrevendo o tempo como "... muito ruim. Está nevando. Há inundações."

Um inquérito no Reino Unido afirmou que o relatório do acidente determinou que a causa do acidente foi a falha do capitão em manter uma distância adequada do terreno. 

A tripulação entrou em contato com o controle de tráfego aéreo para pedir permissão para descer, e o controlador de tráfego aéreo pediu à tripulação que mantivesse a altitude atual, mas o avião iniciou a descida com mau tempo em uma área montanhosa, onde veio a colidir a 4.100 metros de altitude contra uma montanha no distrito de Shakardara, na província de Cabul, no Afeganistão. Todas as 44 pessoas a bordo morreram no acidente.


O ATC não avisou a tripulação que eles estavam descendo muito rapidamente e para o perigo. Além disso, a tripulação interpretou mal um alerta do sistema de aviso de proximidade do solo, seja por problemas de idioma ou por causa de alertas falsos anteriores.

Tentativas de resgate


Foi relatado que o governo do Afeganistão havia solicitado assistência da OTAN. A organização enviou aviões de busca para a última posição conhecida da aeronave, mas eles foram forçados a voltar quatro milhas do local do acidente devido ao mau tempo.

Localização do Salang Pass (Kotal-e Sālang)
O coronel encarregado do trecho sul da passagem disse que "a única maneira de fazer buscas é a pé. Os helicópteros não conseguem entrar". A busca pela aeronave foi retomada na manhã de 18 de maio, e a "área do acidente" foi localizada mais tarde naquele dia, de acordo com Yalda Natiq, chefe de comunicações do ministério dos transportes.

Os relatórios iniciais de que os destroços da aeronave haviam sido localizados na noite de terça-feira (18 de maio) provaram ser falsos, e a busca continuou na noite de quarta-feira, 19 de maio. A polícia afegã, a população local e os helicópteros da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) estiveram envolvidos na busca. O terreno acidentado e montanhoso, a neblina e a neve novamente dificultaram a busca. Em 20 de maio, foi anunciado que a cauda da aeronave havia sido localizada.

Em 21 de maio, os destroços foram alcançados por equipes de resgate. "Partes do avião acidentado estão diante de mim. Vários corpos estão espalhados por aqui", relatou por telefone o ministro dos transportes e da aviação civil, Mohammadullah Batash, do local do acidente, que fica a 20 quilômetros de Cabul. 


Pensava-se que o avião Antonov 24 havia descido cerca de 100 quilômetros (62 milhas) ao norte da capital. "É muito cedo para dizer que ninguém sobreviveu. Mas até agora não podemos ver ninguém vivo e a situação aqui é extrema - frio, neve, vento", disse ele. 

A ISAF disse que o local do acidente estava localizado a uma altitude de aproximadamente 13.500 pés (4.100 m) no distrito de Shakardara, na província de Cabul.

Passageiros e tripulantes


Havia vários cidadãos afegãos a bordo da aeronave. A BBC informou que seis estrangeiros, incluindo três britânicos, também estavam a bordo. Um passageiro americano foi relatado por uma fonte do Departamento de Estado. 

Em 21 de maio, o investigador-chefe da aviação Ghulam Farooq relatou que um número desconhecido de cidadãos da Austrália, Paquistão e Tadjiquistão também estavam entre os oito passageiros estrangeiros a bordo do avião. Foi relatado que até três australianos poderiam ter estado a bordo. Em 22 de maio, o relatório não confirmou.

Por Jorge Tadeu (com Wikipedia, ASN e baaa-acro)

Aconteceu em 17 de maio de 2001: Acidente com o Yak-40 da Faraz Qeshm Airlines no Irã

O Tak-40 aqui ainda com o prefixo EP-DAZ operando para a Armenian Airlines após um arrendamento para a Pariz Air antes de se mudar para a Faraz Qeshm Airlines como EP-TQP em 2000
Em 17 de maio de 2001, o Yakovlev Yak-40 de construção russa, prefixo EP-TQP, operado pela Faraz Qeshm Airlines, decolou do aeroporto de Teerã-Mehrabad às 06h45 e seguiu para o nordeste para o aeroporto de Gorgan, também no Irã.

A aeronave transportava cinco tripulantes e 25 passageiros, que incluíam o Ministro dos Transportes do Irã, Rahman Dadman, outros funcionários do ministério, incluindo Arsalan Raahemi e seis membros do parlamento. Eles fizeram parte de uma delegação para inaugurar a inauguração do aeroporto de Gorgan, segundo o governador da província de Golestan , Ali Asghar Ahmadi.

O Yakovlev Yak-40 operado pela Faraz Qeshm Airlines foi alugado pela Armenian Airlines e a tripulação, incluindo os dois pilotos, era composta por cidadãos armênios.

Ao voar em condições meteorológicas deterioradas, que incluíram fortes chuvas, a aeronave foi atingida por um raio que possivelmente afetou seu equipamento de navegação. 

Cerca de dez minutos antes da chegada programada, o piloto comunicou ao controle de tráfego aéreo que teria que fazer um pouso de emergência ou desviar para outro aeroporto.

Por volta das 07h45, a aeronave caiu em uma seção densamente florestada das montanhas Alborz, 13 milhas a sudeste da cidade de Sari, entre Gorgan e Shahroud. Todas as 30 pessoas a bordo morreram no acidente.


A causa apontada para o acidente foi: 'Voo controlado no terreno durante a descida em tempo tempestuoso abaixo do MDA'.

Por Jorge Tadeu (com Wikipedia e ASN)

Aconteceu em 17 de maio de 1953: Queda do voo 318 da Delta Airlines no Texas

Em 17 de maio de 1953, o voo 318 partiu de Dallas, Texas, em um plano de voo VFR às 13h10, no horário, para Atlanta, na Geórgia, com escala programada para Shreveport, em Louisiana. 

Um DC-3 da Delta Air Lines similar ao avião envolvido no acidente
A aeronave era o Douglas DST-318 (DC-3), prefixo N28345, da Delta Air Lines, que havia realizado seu primeiro voo em 1940. A tripulação consistia no Capitão Douglas B. Yolk, Primeiro Oficial James P. Stewart e Stewardess Joanne Carlson; havia 17 passageiros, incluindo uma criança. 

O peso bruto da aeronave na partida de Dallas era de 24.099 libras, que estava dentro do peso permitido de 25.200 libras, e o centro de gravidade estava dentro dos limites prescritos. 

O voo 318 prosseguiu normalmente e às 13h52 relatou à estação da companhia em Longview, Texas, que estava a oeste de Gladewater, no Texas. Longview deu ao voo o último clima de Shreveport, que era nuvens escuras dispersas a 1.000 pés, teto estimado de 4.000 pés de nuvens quebradas, nublado a 20.000 pés, visibilidade de 10 milhas, tempestades, pancadas de chuva leves, vento sul 10. As observações foram tempestades ao sul, nuvem de relâmpago ocasional para nuvem sul. 

O vôo também foi informado pelo operador da empresa Longview de que ele estava observando tempestades a leste e a sudeste do campo de Longview e sugeriu que o vôo ficasse bem ao norte. O voo 318 respondeu “OK”. 


Às 14h08, nas proximidades de Marshall, no Texas, o vôo fez um contato de rádio de rotina com a estação Shreveport da Delta, durante o qual foi dada a configuração do altímetro de Shreveport de 29,78. 

Neste momento, o voo avisou que estava mudando para a frequência da Torre de Controle de Shreveport. Por volta de 14h12, quatro minutos depois, o voo 318 chamou a Torre de Controle de Shreveport, que a liberou para fazer uma curva fechada à direita para aproximação de pouso na Pista 13 e deu ao vento sudeste de 10 milhas por hora, 

O voo 318 reconheceu esta mensagem e solicitou o clima de Shreveport, que foi transmitido como nuvens escuras dispersas a 1.000 pés, teto estimado a 4.000 pés, nublado a 20.000 pés, visibilidade de 10 milhas, tempestade, chuva leve. A torre também alertou sobre uma tempestade a aproximadamente 15 milhas a oeste de Shreveport. Esta transmissão também foi reconhecida pelo voo. 

Às 14h16, a Torre de Controle de Shreveport pediu ao voo 318 para dar um relatório de posição. Nenhuma resposta foi recebida e uma série de tentativas sem sucesso foram feitas para contatar o voo. 

Às 14h28, a torre foi informada de que uma aeronave havia caído perto de Marshall, no Texas. Um passageiro ficou gravemente ferido enquanto outros 19 ocupantes morreram. A aeronave foi destruída. 

  • o encontro de condições em uma forte tempestade que resultou na perda de controle efetivo da aeronave, e
  • a falha do capitão em cumprir as diretrizes da empresa exigindo a prevenção de tempestades quando condições permitiriam tal ação.
As seguintes conclusões foram apontadas:
  • O transportador preparou instruções escritas adequadas contra a travessia desnecessária de tempestades,
  • O capitão deveria ter conhecimento dessas instruções da companhia,
  • Durante a rota, perto e se aproximando da tempestade, foi sugerido o capitão pelo pessoal de terra da empresa que fique bem ao norte para evitar a tempestade,
  • O capitão voou diretamente para a tempestade sem alterar o curso ou altitude,
  • O capitão, enquanto em uma via aérea, procedeu de VFR para o tempo IFR sem primeiro obter uma autorização IFR apropriada,
  • Uma tempestade localizada muito intensa, acompanhada por frequente nuvem-solo relâmpagos, granizo, chuva forte, turbulência e ventos fortes foram introduzidos pelo voo,
  • O voo encontrou condições extraordinárias durante a tempestade e foi forçado a aterrar,
  • O despacho da transportadora, instruções ao piloto e divulgação meteorológica foram satisfatórios.
Por Jorge Tadeu (com ASN e baaa-acro)

Por que os pilotos dizem 'Roger' nas transmissões de rádio?

Particularmente nos reinos do cinema e da televisão, às vezes você pode ouvir os pilotos usando a palavra 'Roger' como parte de suas transmissões de rádio. Como acontece com todas as palavras e frases no controle de tráfego aéreo, é uma palavra com um significado específico e importante, mesmo que não seja óbvio à primeira vista. Então, por que os pilotos usam a palavra 'roger' nas comunicações com o controle de tráfego aéreo?

O que significa quando um piloto diz 'entendido' para o controle de tráfego aéreo? (Foto: Getty Images)

Origens em código morse


Você pode rastrear o uso da palavra 'roger' no controle de tráfego aéreo (ATC) até os dias anteriores à existência das transmissões faladas. De acordo com o treinamento BAA, as primeiras aeronaves se comunicavam com o solo por meio do código morse. Isso acontecia porque os aviões no início do século 20 não eram equipados com a tecnologia de rádio com a qual estamos familiarizados hoje.

A fim de minimizar sua carga de trabalho quando se tratava de comunicação com o solo, os primeiros pilotos usavam mensagens abreviadas. Uma delas era a letra 'R', que indicava que eles haviam recebido uma determinada mensagem. Isso lançou as bases para o que estava por vir em termos de comunicação de rádio simplificada.

As torres ATC de hoje estão muito longe dos dias do código Morse (Foto: Getty Images)

Uso no controle de tráfego aéreo


Quando as comunicações entre a aeronave e o solo mudaram para um formato baseado em rádio, o uso de 'R' para significar 'recebido' continuou. No entanto, como é comum hoje em dia com o Alfabeto Fonético da OTAN, os pilotos e controladores usaram palavras curtas e facilmente discerníveis, em vez das próprias letras, para aumentar a clareza.

Para 'R', costumava ser 'Roger' em vários alfabetos fonéticos antigos, como um proposto pela IATA à ICAO em 1947. No alfabeto da OTAN de hoje, esta letra é representada por 'Romeo'. 

Apesar disso, 'roger' viveu na como uma frase aceita como ele também pode ser usado como um acrônimo para “R eceived O rder G Iven, E Xpect R esults.” 

De maneira geral, é uma forma sucinta de informar aos controladores que eles foram compreendidos e devem aguardar a resposta da aeronave.

'Roger' informa aos controladores que os pilotos receberam sua última transmissão (Foto: Getty Images)

Potencial para jogo de palavras


Em uma nota mais alegre, usar o nome de uma pessoa como código de rádio para algo pode ser usado para jogos de palavras divertidos em certas situações. Os escritores do filme de paródia de 1980, Airplane! reconheceu o potencial para isso e formulou o seguinte intercâmbio entre os pilotos Victor Basta, Roger Murdock e Clarence Oveur.

Murdock : “Temos autorização, Clarence.”

Oveur : “Roger, Roger. Qual é o nosso vetor, Victor? "


De modo geral, o uso generalizado de frases simples e padronizadas ajudou muito a agilizar o controle do tráfego aéreo em todo o mundo. Eles permitem que pilotos e controladores sejam facilmente compreendidos em qualquer lugar do mundo. Essa clareza reduz a chance de mal-entendidos e, portanto, contribui para um aumento geral na segurança operacional para passageiros e tripulantes.

Tecnologia baseada em tomografia computadorizada permite aos passageiros levar líquidos em aviões


Um avançado sistema de varredura baseado em tomografia computadorizada vem sendo usado cada vez mais para eliminar de vez as restrições no transporte de líquidos nas viagens de avião. Por meio de scanners de segurança nos aeroportos, a varredura convencional de raios-X 2D é substituída por imagens 3D muito mais precisas.

“Você pode obter muitas informações de uma imagem 2D, mas se tiver um objeto 3D na mão, obterá muito mais informações”, diz Kevin Riordan, chefe de soluções da Smiths Detection. A empresa do Reino Unido tem fornecido esse tipo de equipamento a alguns aeroportos que estão aplicando a tecnologia, como o da cidade de Shannon, na Irlanda – pioneiro na investida.

Implementada durante a pandemia, mais precisamente em outubro de 2021, a mudança em Shannon vem chamando mais a atenção. O aeroporto de Donegal, no noroeste da Irlanda, também realizou em seguida a instalação dessa tecnologia de tomografia computadorizada (semelhante àquela dos hospitais) para varredura e identificação de potenciais explosivos.

Agilizando nos aeroportos


Riordan aponta que os equipamentos permitem tomadas de decisões muito precisas sobre quais materiais estão na bolsa do passageiro do avião, se “é um material de ameaça provável ou benigno”. Já o Aeroporto de Shannon estima uma redução pela metade no tempo gasto na triagem de segurança dos passageiros.

Alguns dos principais aeroportos do mundo também estão investindo na tecnologia de tomografia computadorizada, incluindo em Londres, Amsterdã e Nova York. Em março, a Administração para a Segurança dos Transportes (TSA) nos Estados Unidos investiu US$ 781,2 milhões em scanners com essa tecnologia avançada para postos de controle e triagem de verificação nos aeroportos do país.

Uma mulher em procedimento de segurança no aeroporto de Shannon, na Irlanda
Cerca de 1.000 sistemas de tomografia computadorizada devem ser implantados em todos os aeroportos americanos dentro de alguns meses. Segundo nota da agência, “os oficiais da TSA podem então visualizar e girar a imagem em três eixos para analisar e identificar quaisquer itens de ameaça que possam estar na bagagem de um passageiro. Semelhante ao que é usado para escanear a bagagem despachada, este equipamento é dimensionado para se adequar ao ambiente do posto de controle”.

Restrições no transporte de líquido nos aviões


As duras restrições no transporte de líquidos foram introduzidas em todo o mundo depois que um plano terrorista foi frustrado em agosto de 2006. Na época, a bordo de aviões que viajavam do Reino Unido para os Estados Unidos e Canadá, terroristas carregaram em bagagens de mão líquidos explosivos disfarçados de refrigerantes, que seriam detonados no ar em vários voos.

O Aeroporto de Shannon tem quatro novos scanners de TC de segurança
Smiths Detection EDS CB instalados
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por exemplo, proíbe em aviões recipientes acima de 100 ml contendo líquidos, aerossóis e géis (LAG). “Entende-se por líquidos, aerossóis e géis: Pastas; Loções; Misturas líquido/sólido; Conteúdos de embalagens pressurizadas”.

Ou seja, a tecnologia de tomografia computadorizada aplicada nos aeroportos é capaz de confirmar com muito mais competência conteúdos como sendo realmente pastas de dentes, gel de cabelo, bebidas, sopas, xaropes, perfumes, espumas de barbear e por aí vai.

Via Ronnie Mancuzo, editado por André Lucena (Olhar Digital) - Imagens: Shannon Group

Modelo com top é orientada a se cobrir a bordo de avião


A modelo e influencer Amelia Marni estava embarcando nesta semana em um avião com destino a Bali (Indonésia) quando foi abordada por uma comissário de bordo da JetStar. Ele afirmou que o crop top preto (combinando com calça cargo) que a australiana usava "violava o código de vestimenta da empresa" por ser "muito revelador".

"O comissário disse para eu me cobrir", postou ela no Instagram.

Uma seguidora comentou: "Eu trabalhei para a Jetstar, e eles literalmente não dão a mínima para o que você veste."

"Na verdade, estou bem envergonhada. Ele (o comissário) era tão mau", lamentou Amelia.

Em outra postagem no Instagram, a modelo disse que o homem apareceu novamente quando ela não cobriu o top.


Voltando-se para uma comissária de bordo, Amelia comentou, segundo seu relato: "Espere, isso não é permitido? Estou apenas mostrando um pouquinho da barriga."

A mulher então disse ao colega que a roupa de Amelia estava "correta" e o homem então deu meia volta.

"Embora tenhamos requisitos básicos de vestimenta em nossos voos (ou seja, sapatos), não temos nenhuma política em relação a tops", afirmou um porta-voz da Jetstar disse ao site "9Honey". "Nossa equipe entrará em contato com Amelia e nosso tripulante para entender o que aconteceu e pedimos desculpas se houve algum mal-entendido sobre nossa política", acrescentou.

Via Fernando Moreira (Extra)

Boeing 787 da Qantas decola da Austrália com fita sobre os principais sensores


A Qantas foi obrigada a atualizar seus processos de estacionamento e preparar sua frota de 787 Dreamliner para voos depois que um voo de carga voou de Melbourne (Austrália) para Los Angeles (EUA) com quatro de seus portos estáticos cobertos com fitas adesivas.

De acordo com o relatório final do incidente compilado pelo Australian Transport Safety Bureau, a presença da fita foi perdida durante as inspeções pré-voo em Melbourne por engenheiros e pilotos e mais tarde foi apanhada depois de chegar ao seu destino.


A aeronave, o Boeing 787-9 Dreamliner, prefixo VH-ZNJ, da Qantas, pousou em Los Angeles na manhã de 22 de setembro de 2021, onde um engenheiro da Qantas encontrou todas as quatro portas estáticas nas tampas do ventilador do motor do avião ainda cobertas com fita vermelha “remover antes do voo”.

Portas estáticas, que podem ser encontradas em vários locais da fuselagem do 787, aletas verticais e carenagens do motor, medem dados de pressão do ar ambiente, fornecendo dados importantes da pressão do ar para os sistemas da aeronave.


Com as portas estáticas gravadas, a aeronave partiu com “redundância reduzida para o sistema de controle eletrônico do motor”, no entanto, o voo acabou sem intercorrências e não houve “nenhum efeito adverso para a aeronave ou seus sistemas de motor”, afirmou o relatório.

De acordo com o diretor de segurança de transporte do ATSB, Stuart Macleod, o segundo oficial do voo, que realizou uma inspeção externa do VH-ZNJ antes do voo, informou que estava ciente das portas do capô do ventilador, mas não que elas pudessem ser cobertas por fita adesiva, observou o ATSB.

Com informações da Australian Aviation

Boeing Dreamliner é aterrado após danos significativos causados ​​por raios na Austrália

Um Boeing 787 da Jetstar ficará fora de serviço por até dois meses depois que um relâmpago infligiu danos significativos ao jato durante um voo de Melbourne para a Gold Coast no início deste mês.


Imagens obtidas mostram marcas de queimaduras e dezenas de pequenos orifícios perfurados na parte inferior da fuselagem do Dreamliner (foto acima), que a tripulação da companhia aérea descobriu após um voo de Melbourne em 7 de maio.

O Boeing 787-8 Dreamliner, prefixo VH-VKL, da Jetstar, que realizou o voo JQ-444 de Melbourne, para Coolangatta, na Austrália, partiu da pista 34 de Melbourne, subiu para FL410 e pousou na pista 14 de Coolangatta cerca de 105 minutos após a partida.

A companhia aérea de baixo custo de propriedade da Qantas disse que os aviões são projetados para resistir a raios e continuar a voar com segurança, e que “em nenhum momento a segurança da aeronave foi comprometida”.


Os relâmpagos em aeronaves são uma ocorrência diária, com estimativas de que todos os aviões de passageiros são atingidos uma ou duas vezes por ano, mas raramente resultam em danos.

O avião permanece estacionado no aeroporto de Gold Coast. Uma porta-voz da Jetstar disse que seus engenheiros ainda estão avaliando quais reparos são necessários, mas esperam que ela volte ao serviço em seis a oito semanas.

Quando um raio atinge um avião, o raio normalmente entra no nariz ou na ponta da asa, percorre o corpo e sai em uma extremidade, como a cauda ou a outra ponta da asa.

Os projetos das aeronaves foram alterados para proteger contra raios - incluindo a introdução de pavios de descarga - depois que um parafuso atingiu um Boeing 707 da Pan American World Airways perto da Filadélfia em 1963, que desencadeou uma explosão no tanque de combustível que derrubou o avião, matando todos os 81 passageiros e tripulantes a bordo.

Não houve um grande acidente de avião civil atribuído a um raio em qualquer lugar do mundo desde 1988, de acordo com o banco de dados oficial de acidentes da Flight Safety Foundation.

Com informações do Sydney Morning Herald

Avião pulverizador cai na zona rural de Brasilândia de Minas (MG) e piloto morre

Piloto, de 30 anos, não resistiu aos ferimentos e foi encontrado sem vida em meio às ferragens.


Um avião pulverizador Piper PA-25-235 Pawnee B, prefixo PR-CTD, da Elo Forte Aviação Agrícola, é atendida pela equipe do Corpo de Bombeiros, na manhã desta terça-feira (17), na zona rural de Brasilândia de Minas, a aproximadamente 20 km da cidade.

O Corpo de Bombeiros da cidade de João Pinheiro encontrou o avião agrícola pulverizador caído em meio a vegetação fechada na zona rural da cidade de Brasilândia de Minas. O piloto Franques Silveira Vargas não resistiu à queda e foi encontrado sem vida em meio às ferragens. O local onde a aeronave caiu é de difícil acesso.


A aeronave desapareceu nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 17 de maio. Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros utilizaram um drone para localizar o avião e o piloto. Franques prestava serviço de pulverização em uma fazenda localizada a cerca de 1 km de distância do local da queda.

As equipes de busca conseguiram localizar a aeronave e o corpo do piloto por volta das 13 horas depois de muito trabalho. O local possui uma mata fechada, muito densa e terreno pantanoso, o que dificultou ainda mais a localização. O avião pertence à empresa Elo Forte Aviação Agrícola. Informações preliminares apontam que minutos após o avião decolar uma de suas asas caiu, momento em que perdeu altitude e caindo em uma área de preservação ambiental.

Via jpagora.com e ASN

Avião com 16 a bordo perde controle durante pouso e para fora da pista nos EUA

Companhia aérea informou que a aeronave teve um problema de direção e saiu da pista no final de sua corrida de pouso. Não houve feridos.


O avião Bombardier CRJ-200ER, prefixo N965SW, da United Express, voando para a Skywest Airlines, perdeu o controle e foi parar fora da pista, no último dia 11, após um pouso no Aeroporto Internacional de Houston, nos Estados Unidos.

A aeronave realizava o voo UA-5069 de Victoria, no Texas, para Houston Intercontinental. Veja a rota no gráfico abaixo produzido pelo aplicativo de monitoramento AirNav RadarBox.

Treze passageiros e três tripulantes estavam a bordo. O jato pousou na pista 08R de Houston com ventos relatados pela torre de 120 graus a 13 nós.

O voo de Victoria para Houston, no Texas
Eram 14h19L (19h19Z) quando o avião se aproximou da descida e mantinha a comunicação de rotina. O pouso, no entanto, não saiu de acordo com o programado. A aeronave saiu da pista e parou com todas as rodas no gramado paralelo ao asfalto.

Esse tipo de incidente é conhecido como excursão de pista (runway excursion).

Logo após o incidente, a Torre alertou os serviços de emergência e informou que a aeronave estava na grama entre as pistas de táxi NK e J. Apesar do susto, a tripulação avisou aos serviços de emergência que não havia danos aparentes nem pessoas feridas.

Os pilotos desligaram os motores e passaram a operar com a Unidade Auxiliar de Potência (APU). As portas da aeronave permaneceram fechadas e foi solicitado o reboque até a pista, segundo o Aviation Herald.

No entanto, a porta principal acabou sendo aberta e os passageiros desembarcaram normalmente na grama pelas escadas da aeronave.

Local da parada da aeronave
A companhia aérea informou que a aeronave teve um problema de direção e saiu da pista no final de sua corrida de pouso.

O órgão de aviação dos Estados Aunidos (FAA) classificou o ocorrido como incidente.

Com informações de Luiz Fara Monteiro (R7) e The Aviation Herald