sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Justiça decreta falência da Flex, antiga Varig

Com dívidas estimadas em R$ 7 bilhões, o grupo Varig foi o primeiro do país a pedir a recuperação judicial

A juíza Márcia Cunha de Carvalho, em exercício na 1ª Vara Empresarial do Rio, decretou a falência da antiga Varig, que atualmente operava com a bandeira Flex, e de duas outras empresas do grupo: Rio Sul Linhas Aéreas e Nordeste Linhas Aéreas. A decisão foi tomada a partir de pedido do próprio administrador e gestor judicial da companhia. Ele informou ao Judiciário fluminense que as empresas - em recuperação judicial há cinco anos - não têm como pagar suas dívidas.

Para não causar a interrupção do tráfego aéreo e a desvalorização dos ativos, a juíza Márcia Cunha determinou que a antiga Varig continue operando, por duas semanas, os serviços de comunicação por meio de estações de rádio que orientam os pilotos nas decolagens e pousos. Depois desse prazo, a atividade, que estava seriamente ameaçada por atrasos nos pagamentos de salários dos operadores, será transferida para a empresa de aviação TRIP.

O Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II) chegou a ser consultado pela Justiça sobre a possibilidade de assumir a atividade. O órgão, porém, durante reunião realizada no Fórum do Rio, informou que não teria condições de realizar a tarefa, mesmo temporariamente, e que se o serviço fosse paralisado, o tráfego aéreo civil seria interrompido nas áreas afetadas.

"Como a empresa TRIP S/A tem interesse em assumir a prestação do serviço de comunicação, mas necessita de prazo para vencer trâmites internos (...), torna-se imperioso que as requerentes, mesmo após o decreto de falência, dêem continuação à prestação do serviço de comunicação, por duas semanas, até que formalizada a transferência da autorização do Cindacta II", escreveu a juíza na sentença.

O centro de treinamento de aeronautas, que é utilizado também por outras companhias, será mantido em funcionamento até a sua alienação judicial. O objetivo, segundo a juíza Márcia Cunha, é "não causar desvalorização dos ativos nem prejuízos a terceiros e ao público consumidor de transporte aéreo". Um perito já foi nomeado por ela para realizar a avaliação judicial da atividade.

Os demais estabelecimentos da antiga Varig não envolvidos no funcionamento das estações de rádio e do centro de treinamento serão lacrados, no prazo de 48 horas, por oficiais de justiça. A juíza fixou ainda prazo de 15 dias para que os credores que não estejam incluídos no quadro da recuperação judicial apresentem suas habilitações de crédito. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Bovespa serão comunicadas sobre o decreto de falência.

Em sua sentença, a juíza Márcia Cunha afirmou que, desde que o pedido de recuperação judicial do grupo Varig foi deferido, em 22 de junho de 2005, todos os esforços foram realizados para possibilitar não apenas a superação da grave crise, como também para preservar os interesses públicos. Os alvos eram, especialmente, a manutenção das atividades econômicas e a conseqüente preservação dos empregos.

"Para tal, foram efetuadas alienações de ativos (...), como a transferência de controle das sociedades VarigLog e VEM e alienação judicial da unidade produtiva, com a transferência da marca Varig e de diversas linhas de voo, nacionais e internacionais. Com isso, além da preservação de milhares de postos de trabalho, manteve-se a geração de riquezas produtivas, o que reflete, também, na manutenção de arrecadação de tributos nas três esferas da Federação", destacou.

A juíza atribuiu a "contingências políticas e econômicas", o fato de a antiga Varig não ter conseguido superar a grave crise financeira e patrimonial na qual estava mergulhada há algumas décadas.

Histórias

Com dívidas estimadas em R$ 7 bilhões, o grupo Varig foi o primeiro do país a pedir a recuperação judicial, em 17 de junho de 2005, quatro meses depois da promulgação da nova Lei de Falências. Na ocasião, o TJ do Rio designou uma comissão de juízes para cuidar do processo. Após 13 meses de intensas negociações e procedimentos jurídicos, a parte sem dívidas da companhia e com a marca Varig foi vendida, em 20 de julho de 2006, para sua ex-subsidiária VarigLog pelo preço mínimo de US$ 24 milhões, mais obrigações, como a manutenção do programa de milhagens e passagens emitidas, dentre outras.

Também como parte do pagamento aos credores, a VarigLog emitiu duas debêntures com valor de face de R$ 50 milhões, cada uma, e validade de dez anos. Caso as debêntures fossem pagas à vista, o valor de cada uma delas cairia para R$ 41.481.000,00. No total, a proposta da vencedora do leilão contemplava a promessa de investimentos da ordem de US$ 485 milhões. Em março de 2007, a Nova Varig foi comprada pela Gol, que herdou as obrigações anteriormente firmadas.

A antiga Varig, que passou a se chamar Flex, seguiu em recuperação judicial. A empresa voltou a operar com apenas um avião, fazendo vôos para a própria Gol/Varig, por meio de acordos. Além desse contrato, a empresa completava sua receita com o centro de treinamento de pilotos, uma rádio e o aluguel de imóveis.

A maior esperança de sobrevivência da companhia repousava, porém, na ação que cobra da União cerca de R$ 4 bilhões por perdas com o congelamento de tarifas nos anos 80 e 90. A empresa ganhou a questão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a disputa judicial seguiu para o Supremo Tribunal Federal, onde ainda será julgada.

Fonte: Agência Estado

Vírus em computador derrubou avião na Espanha em 2008, diz jornal

Aeronave explodiu ao decolar no Aeroporto de Barajas, há dois anos.

Computador contaminado registrava falhas em aeronaves.


O computador central responsável por registrar falhas dos aviões da companhia aérea Spanair estava contaminado com vírus na época do acidente em que 154 pessoas morreram na Espanha, em 2008.

O computador emite um sinal de alarme ao monitor quando três problemas técnicos similares são registrados no mesmo aparelho. De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira (20) pelo jornal espanhol El País, o avião, que explodiu ao decolar com 172 passageiros no Aeroporto de Barajas, há exatos dois anos, continha três incidentes, que não foram registrados a tempo pelo computador.

Uma declaração interna da Spanair, no mesmo dia em que ocorreu o acidente, indicava que o computador estava contaminado com “cavalos de troia”. A associação de familiares de vítimas do acidente pediu à Justiça que a Spanair informe todos os dados registrados no computador dias antes e depois do desastre aéreo.

Além do vírus no computador, mecânicos da companhia aérea admitiram que, na época, demoravam 24 horas para anotar no computador as falhas encontradas nos aviões.

Fonte: G1 - Imagem: El País

Anac libera uso de telefone celular em aviões da TAM

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) liberou esta semana o uso de telefones celulares e internet durante alguns períodos dos voos da TAM. De acordo com a assessoria de imprensa da agência, a TAM foi a única companhia aérea a fazer o pedido, o que ocorreu há mais de um ano, juntamente com o pedido da Airbus, fabricante das aeronaves da companhia aérea.

Segundo a Anac, a TAM teve que cumprir todas as determinações e testes, assim como o de interferência eletromagnética e modo de falhas no sistema para obter o certificado. Os testes foram feitos na Europa e aprovados pela Easa, autoridade europeia análoga à Anac. A partir deles, a Airbus entrou com um pedido de validação da certificação.

As aeronaves aprovadas na Europa foram testadas por meio de uma proposta de ensaio definida pela Easa. A Anac avaliou os testes realizados e propôs outros de forma a complementar e atender particularidades especificas dos aviões que irão operar no Brasil.

A Anac informou ainda que não há outros pedidos de certificação para liberar sistemas parecidos como este. No Brasil, por lei, não é liberado o uso do aparelho celular a bordo em aeronaves não preparadas para tal. Os aparelhos só podem ser usados com o avião em solo e com as portas abertas.

Funcionamento

Segundo Carlos Eduardo Pellegrino, diretor da Anac, para fazer a ligação, não será necessário que o passageiro coloque o aparelho celular no modo voo. O procedimento, de acordo com o diretor, é o mesmo do solo. A única determinação é que o passageiro só poderá usar o telefone quando a aeronave estiver acima de 3 mil m do solo. "Por questões de segurança, abaixo disso, o sistema estará desligado e o passageiro nem conseguirá fazer ligações", disse.

No caso da TAM, a tecnologia foi desenvolvida por uma empresa também europeia, com o acompanhamento da Airbus. O diretor explicou que serão instaladas microcélulas celulares que farão o papel de uma antena de telefone para que elas se conectem, via satélite ou VHS, dependendo da área de cobertura, com os aparelhos. Para a internet, o funcionamento é o mesmo.

A qualidade do sinal e o número de pessoas que conseguirão fazer ligações ao mesmo tempo, de acordo com Pellegrino, será de responsabilidade da companhia áerea. Todo o sistema está sendo desenvolvido em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fonte: Terra

Coréia do Norte se desculpa com China por queda de avião

Na última terça-feira, avião da Coreia do Norte, com um desertor, caiu na China quando se dirigia à Rússia

A Coreia do Norte pediu desculpas a Pequim pela queda do caça norte-coreano em solo chinês na última terça-feira, e assegurou que o acidente aconteceu por "problemas mecânicos", informou o jornal Xin Beijing, que descartou que o piloto quisesse desertar à Rússia.

"China e República Popular Democrática da Coreia (RPDC) chegaram a um acordo sobre como tratar o assunto", informou o jornal, citando "fontes pertinentes do governo".

Na última terça-feira, um caça norte-coreano se acidentou na China e causou a morte de seu piloto, e segundo afirmou então a agência sul-coreana Yonhap, o piloto poderia ter se perdido ao se dirigir à Rússia para desertar, já que Moscou, ao contrário de Pequim, não tem acordos de repatriação com a Coreia do Norte.

A agência chinesa Xinhua informou que o acidente aconteceu na província nordeste de Liaoning, e o avião atingiu uma casa, mas não matou chineses, enquanto o piloto faleceu no local.

Fonte: EFE via Estadão - Foto: EPA

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Foto do Dia

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A aeronave BAC TSR-2, prefixo XR222, da Força Aérea do Reino Unido, no Aeroporto de Duxford (EGSU), na Inglaterra, em 16 de dezembro de 2005, pouco antes de ser transferida para o hangar do Museu. Essa aeronave ainda estava em produção quando seu projeto foi cancelado. Ela estava baseada no Instituto de Tecnologia de Cranfield, antes de ser transferid para o Imperial War Museum, após passar por um programa programa de restauração que durou 18 meses.


Foto: Mike Freer - Touchdown-aviation
(Airliners.net)

Gol cancela voos por e-mail e telefone

A medida visa evitar novo caos aéreo

A Gol está cancelando previamente alguns voos agendados para agosto via e-mail e telefone. As ações têm sido feitas com o aval da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e preveem realocação de voos sem cobrança de taxa, caso haja disponibilidade de assento.

Caso o passageiro não aceite os horários propostos pela companhia aérea, ele poderá ficar com crédito no valor do bilhete ou ser ressarcido integralmente. A medida visa evitar novo caos aéreo e respeitar a lei de carga horária dos tripulantes, que apenas podem trabalhar 85 horas por mês.

Fonte: Marcela Braz (viajeaqui) - Foto: Bia Parreiras

Especialistas em aviação vão avaliar riscos de vulcões

Especialistas dos setores de aviação e aeroespacial vão se reunir na Islândia em setembro para coordenar a resposta global a erupções vulcânicas futuras, disseram autoridades islandesas na quarta-feira.

A conferência se dará após a crise vivida pelo setor da aviação em abril e maio, quando o vulcão Eyjafjallajokull (foto acima) entrou em erupção na Islândia, expelindo imensas nuvens de cinzas pela Europa, levando à suspensão de voos e deixando milhares de passageiros sem poder voar, muitos deles por uma semana ou mais.

Especialistas dos principais governos, organizações internacionais, empresas aéreas e companhias do setor aeroespacial vão se reunir entre 15 e 16 de setembro na cidade de Keflavik.

"O encontro deve render alguma indicação clara dos rumos que a comunidade internacional vai seguir para garantir que sejam minimizados os efeitos de uma grande erupção vulcânica no futuro", disse à Reuters o presidente da Sociedade Vulcanológica Europeia, Henry Gaudry.

O fechamento da maior parte do espaço aéreo europeu custou às companhias aéreas mais de 1,7 bilhão de dólares em receita perdida.

Especialistas dizem que o caos poderia ser ainda maior se vários outros vulcões na Europa, América Latina, Ásia e extremo oriente russo que hoje estão dormentes ou levemente ativos entrassem em erupção.

A Academia de Aviação Keilir, da Islândia, que está organizando a conferência, disse que o encontro de setembro vai procurar determinar quem deve fazer o quê no caso de outra erupção vulcânica, de modo a minimizar os prejuízos para o setor da aviação.

As companhias aéreas e empresas de aeroportos se queixaram amargamente do fechamento do espaço aéreo europeu, medida que consideraram ter sido precipitada e que acharam que poderia ter sido evitada.

Especialistas em aviação disseram que a crise foi causada em parte pela falta de coordenação entre várias autoridades em sua resposta à erupção islandesa.

Muitos especialistas, incluindo Gaudry, disseram na época que as autoridades europeias tinham pouca escolha senão agir como agiram, para evitar potenciais desastres causados pelo entupimento dos motores de aviões pela poeira vulcânica, semelhante a vidro granulado fino.

Hoje o vulcão Eyjafjallajokull está calmo, mas apenas em setembro ou outubro será possível definir se está dormente outra vez. Os temores iniciais de que sua erupção pudesse provocar uma erupção do vulcão vizinho e muito maior Katla acabaram mostrando ser infundados.

Fonte: Robert Evans (Reuters) via O Globo - Foto (13.05.10): Ingolfur Juliusson (Reuters)

Última brigada de combate dos EUA deixa o Iraque

A última brigada de combate dos Estados Unidos deixou o Iraque nesta quinta-feira, mas 50.000 soldados americanos permanecerão no país para treinar as Forças Armadas iraquianas.

"Os últimos soldados cruzaram a fronteira por volta das 6H00 (0H00 de Brasília)", declarou à AFP o tenente-coronel Eric Bloom, porta-voz militar americano, quase sete anos e meio depois da invasão liderada por Washington e após a morte de centenas de milhares de pessoas.

"É a última brigada de combate, o que não quer dizer que não existam mais tropas de combate no Iraque", acrescentou o porta-voz.

"Ainda restam alguns dias para limpar e preparar os equipamentos, alistá-los para o envio e depois partir para os Estados Unidos", completou Bloom.

Os 360 veículos e 1.200 soldados precisaram de dois dias para viajar até a fronteira a partir de Camp Liberty, nas proximidades de Bagdá, e Camp Taji, na zona norte da capital. Os outros 4.000 oficiais já haviam deixado o país de avião.

O capitão Russell Varnado, de Camp Arifjan, uma base 70 km ao sul do Kuwait, indicou à AFP que as tropas se preparam para retornar em breve para casa, mas sem revelar a data precisa.

O Kuwait abriga, no deserto perto da fronteira com o Iraque, vários acampamentos militares americanos e uma base naval, que foram utilizados durante a invasão do Iraque em 2003.

Quase 56.000 soldados americanos continuam no Iraque, mas o número vai cair a 50.000 até 1º de setembro.

Nesta data, Washington dará por encerrada a missão de combate e passará a uma de treinamento e assessoria das tropas iraquianas. A missão americana mudará seu nome de "Operação Liberdade Iraquiana" para "Operação Novo Amanhecer".

Os 6.000 soldados restantes estão espalhados por todo o país, segundo a capitã Sarah Baumgardner, porta-voz do exército.

"Continuaremos com nossa retirada responsável até alcançá-la em 1º de setembro", afirmou o general Stephen Lanza ao canal MSNBC.

Lanza destacou que o objetivo passará "de operações de combate para operações de estabilização".

Os 50.000 militares americanos que permanecerão no Iraque deverão deixar o país no fim de 2011 em virtude de um acordo assinado pelos dois países em novembro de 2008.

O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, destacou a MSNBC o que chamou de "momento histórico", mas ressaltou que o compromisso de Washington no Iraque é sólido e de longo prazo.

"Não o fim de algo, e sim uma transição para algo diferente", declarou Crowley, no momento em que a emissora exibia imagens de veículos blindados cruzando a fronteira.

O conflito no Iraque, que matou a 4.400 americanos e resultou em gastos de um trilhão de dólares, tem um "custo elevado", segundo Crowley.

Em um documento com data de 18 de agosto, disponibilizado no site da Casa Branca, o presidente Obama celebra o fim da missão de combate, sem fazer referência à data de saída das últimas unidades de combate.

O comandante do Estado-Maior iraquiano, general Babaker Zebari, advertiu que a retirada total do exército americano no fim de 2011 será prematura, porque na opinião dele as forças nacionais não terão condições de garantir plenamente a segurança do país antes de 2020.

A retirada acontece no momento em que o Iraque passa por uma profunda crise política: cinco meses depois das eleições legislativas, os dois principais partidos políticos não chegam a um acordo para formar um novo governo.

Fonte: AFP - Foto: Agência Lusa

Novas tecnologias para voos mais confortáveis e ecológicos

Crescimento do tráfego aéreo promove investigações e parcerias internacionais

O tráfego aéreo mundial tem crescido de maneira contínua nas últimas décadas e deve continuar a seguir esta trajectória nos próximos anos. Estimativas da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) indicam que o movimento de passageiros atingirá a marca de 2,75 mil milhões de viagens em 2011.

No que toca ao Brasil, possuidor do terceiro maior fabricante de aviões do mundo, são feitos projectos em parceria com universidades para o desenvolvimento de tecnologias mais sustentáveis para o meio ambiente, bem como outros ligados ao conforto dos passageiros e dos cidadãos que moram nas proximidades dos aeroportos.

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e a Universidade Federal de Santa Catarina fizeram uma parceria com o objectivo de aumentar o conforto das pessoas que utilizam o transporte aéreo. Iniciado em 2006, o projecto estuda as vibrações e os ruídos mais adequados para um passageiro durante o voo e está a chamar a comunidade para a etapa de testes (simulação de voo).

A equipa, composta por professores e alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e de Fonoaudiologia, é responsável pelos testes e pela análise dos resultados que orientam a Embraer nas decisões sobre as características que o ambiente interno do avião deve ter para ser mais agradável para o passageiro.

Para simular o voo, a poltrona e o piso em que o participante se acomoda transmitem as sensações de vibração, programadas no computador. Tanto essas sensações como os sons escutados através de um microfone foram gravados em um voo real para, dentro da cabine, serem reproduzidos.

Durante o teste, que dura em média 15 minutos, o participante qualifica o conforto de cada vibração a que é submetido. Depois, descreve as sensações que teve. Para os integrantes do projecto, as pesquisas continuam após a realização dos testes: é a vez de tratar as informações que cada pessoa forneceu. O projecto tem previsão para continuar até Setembro de 2011.

Europa aposta nas tecnologias "limpas"

Sem despender muitas horas, qualquer internauta poderá encontrar notícias de estudos brasileiras relacionados com o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de tornar o voo mais cómodo e agradável para os passageiros. Entretanto, no que toca ao desenvolvimento de “tecnologias limpas”, existe mais investigação na Europa.

Construir uma nova geração de aviões amigos do ambiente é o objectivo da parceria público-privada que a Comissão Europeia lançou através da iniciativa Clean Sky, que decorre entre 2008 e 2013. O objectivo da iniciativa é reduzir o impacto da indústria da aviação no ambiente. Esta irá culminar com o teste real de aviões ecológicos. São seis os projectos de investigação que a compõem.

A plataforma conta com as contribuições de 80 parceiros de 16 Estados-membros, entre empresas, universidades e centros de investigação. Em Portugal, firmou-se em 2010 uma parceria do projecto Clean Sky com a GMV portuguesa, grupo tecnológico que actua nas áreas da aeronáutica, da defesa, dos transporte e segurança. O grupo não tem origem portuguesa, mas estabeleceu no país parceria com o projecto europeu Céu Limpo (Clean Sky).

O desenvolvimento de tecnologias inovadoras, tais como motores ecológicos, combustíveis alternativos ou componentes físicos que tornem as viagens aéreas mais económicas, vai fazer com que os aviões reduzam entre 20 e 40 por cento as emissões de dióxido de carbono.

A redução do CO2 por cada avião será em média de duas e três toneladas. Além disso, os investigadores vão ainda reduzir entre 40 e 60 por cento as emissões de óxido de nitrogénio, o que permitirá a diminuição do ruído produzido pelas aeronaves em metade.

Fonte: Anajara Amarante (Ciência Hoje - Portugal)

Aeroeletrônica realiza modernização de Bandeirantes da Marinha e da FAB

A empresa Aeroeletrônica (AEL), de Porto Alegre (RS) realiza a modernização de 54 aviões Bandeirantes (10 da Marinha e 44 da FAB) no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ), unidade pertencente ao Comando da Aeronáutica (COMAER). O contrato cumprido pela Aeroeletrônica, avaliado em US $ 35 milhões, prevê a entrega da primeira aeronave restaurada até o final de agosto, devendo a reforma das demais aeronaves ser concluída até 2013.

Primeiro Bandeirante produzido pela Embraer, em São José dos Campos (SP)

A AEL é uma empresa brasileira que a mais de duas décadas realiza projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de produtos eletrônicos, de usos militares e civis, empregados em veículos aéreos, marítimos e terrestres, tripulados ou não. A empresa é associada da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) e AIAB (Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil).

O avião Bandeirante decolou de São José dos Campos (SP) pela primeira vez em 1968, sendo fruto de um projeto bem sucedido liderado pelo extinto Ministério da Aeronáutica, hoje COMAER. Em 1970 o avião começou a ser produzido em série e comercializado pela Embraer, que fabricou 498 unidades, em 16 versões diferentes, tendo encerrado as suas vendas em 1991. Os modelos foram adquiridos por 36 países sendo os EUA o principal cliente. Ainda hoje estão em operação 300 unidades do Bandeirante.

A Força Aérea Brasileira (FAB) comprou 253 aviões do tipo Bandeirante dos quais 156 unidades são destinadas a operações no território nacional como o transporte de pessoal e cargas, missões de reconhecimento e treinamento de novos pilotos. A partir de 1978 a FAB começou a usar uma versão do Bandeirante para as suas missões de patrulhamento do nosso extenso litoral. A versão, o Bandeirante Patrulha (Embraer P-85) passou a ser chamada, no ’dialeto fabiano’, de "Bandeirulha". Com o passar do tempo os "Bandeirulhas" receberam a instalação de diversos equipamentos para melhorar a sua capacidade operacional. Os Bandeirantes pertencentes à Marinha são também utilizados no patrulhamento do mar.

De acordo com o COMAER estão sendo implantados nos Bandeirantes em manutenção novos sistemas de aeronavegabilidade, de mecânica, hidráulica e combustível, pintura e forração interna. O principal objetivo da modernização da frota de aeronaves é prolongar o seu tempo de vida útil em até 20 anos. Estima-se que o custo unitário médio da reforma das aeronaves é de US $ 555 mil.

Segundo Ozires Silva, engenheiro aeronáutico que participou do grupo de projeto e desenvolvimento do Bandeirante além de fundador e ex-presidente da Embraer, o avião não apresenta problemas estruturais e pode ser utilizado por um longo tempo sendo trocados alguns dos seus sistemas. Ozires declarou ("O Vale", 30/06/2010, p. 10) que "a modernização dos Bandeirantes da FAB representa uma economia na compra de equipamentos caros e que não tem um tempo de vida tão longo, a fuselagem do avião é resistente impedindo-o de sair de linha tão rapidamente".

Fonte: brasilwiki.com.br - Foto: Embraer/Divulgação

MAIS

Veja matéria de 2008 sobre o aniversario dos 40 anos do primeiro voo do avião Bandeirante da empresa Embraer:

Anac diz que novas regras vão tornar mais rápida inspeção de passageiros

Passageiro só deve tirar cinto e outros objetos se o alarme apitar.

Crianças de colo devem ser inspecionadas afastadas do corpo do adulto.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) garante que, com a regulamentação do procedimento de inspeção de passageiros na entrada das áreas de embarque dos aeroportos,o procedimento de checagem das bagagens de mão será mais rápido e as filas que se formam na frente dos detectores de metais vão diminuir. A Anac diz que a inspeção será agilizada mantendo os padrões internacionais de segurança.

Agora será assim: o passageiro não vai mais precisar tirar cinto, relógio, colar - essas coisas - antes de passar pelo detector de metais. Mas se o alarme apitar, aí sim: tem que colocar na bandeja item por item até descobrir qual deles acionou o alerta. É um padrão de atendimento para diminuir a demora na hora de checar as bagagens de mão. Tudo sob supervisão da Polícia Federal.

Outra novidade é que quem for passar com um bebê no carrinho deverá tirar a criança do equipamento para que o carrinho passe no raio-X. E o bebê deverá passar pelo detector de metais levemente afastado do corpo do responsável, ou seja, com o adulto esticando os braços para segurar o bebê.

Quem está acostumado a viajar aprova a medida. “Já fiquei de cinco a dez minutos e às vezes quando está em cima da hora isso é fundamental para você perder seu voo”, diz o advogado Daniel da Costa. “Você se despe praticamente dentro do ambiente público, isso se torna meio constrangedor”, reclama o professor Juliano Lesnau. “Até a sola do seu sapato hoje apita. Às vezes você não está carregando nada e apita”, destaca a vendedora Regina Helena.

Pela resolução, o passageiro deixa de ser obrigado a tirar para o computador pessoal da mala para passar pelo raio-x. Só se houver alguma suspeita.

“Chega em cima da hora para pegar o avião, já está chamando e ter que tirar o computador leva mais tempo, com certeza vai facilitar um pouco”, elogia a enfermeira Karine Nogueira.

Mas nem tudo é boa notícia. Outra decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode dificultar a vida dos passageiros. Sete dos dez postos de atendimento nos aeroportos foram fechados. Só Brasília, Belo Horizonte e Guarulhos ainda há os balcões que recebem pessoalmente reclamações sobre voos atrasados, perda de bagagens.

“Fica mais difícil porque se você tiver algum problema mais imediato não tem como resolver”, compara uma passageira.

O telefone da Anac agora há funciona 24 horas, sem parar. Também dá para reclamar pela internet.

“O passageiro já tem demonstrado preferência pela internet. Hoje a relação é quase 22 vezes maior a procura pelo atendimento via telefone e via internet do que pelo atendimento presencial”, avisa Gerson Bonani.

Fonte: G1 (com informações do Bom Dia Brasil)

Bomba da 2a Guerra provoca fechamento de aeroporto em Milão

Uma bomba de 227 quilos, resquício da 2a Guerra Mundial, foi localizada e detonada nesta quarta-feira perto do aeroporto de Linate, em Milão, o que provocou o fechamento parcial do local.

Os voos que chegavam foram impedidos de pousar por várias horas, mas as operações depois voltaram ao normal, informou uma porta-voz do aeroporto.

A bomba foi encontrada durante uma obra perto de Linate, a leste de Milão.

Moradores das imediações foram removidos da área e as autoridades interromperam o tráfego de trens em uma linha próxima do local onde o explosivo foi achado.

Uma outra bomba, também de 227 quilos, foi encontrada e detonada em 8 de agosto perto de Linate.

Clique aqui e veja mais fotos.

Fonte: Sergio Matalucci (Reuters) via O Globo

Máquinas de raio-X em aeroportos passam a ter opção 3D

Após anos de pesquisas e problemas de segurança em aeroportos, uma nova tecnologia entra em cena para auxiliar na identificação e redução da quantidade de falsos alertas sobre dispositivos perigosos nas bagagens de passageiros dos Estados Unidos.

"Em um raio-X de uma mala, um pedaço de queijo gorgonzola é idêntico à uma banana de dinamite!". É o que diz Keith Rogers, da Universidade de Cranfield, no Reino Unido. Os aparelhos de raio-X atualmente conseguem apenas distinguir metais em uma cor, objetos orgânicos em outra e todo o resto fica num terceiro tom.

Tendo em vista este tipo de problema, o Departamento de Segurança Nacional Americano e o Home Office do Reino Unido financiaram uma pesquisa em Cranfield para desenvolver uma forma melhor de enxergar dentro da bagagem alheia. E a saída encontrada foi a visualização das malas em 3D.

Já está sendo testado o uso de 3D estereoscópico, semelhante ao sistema utilizado em projeções cinematográficas recentemente, no qual o responsável pela bagagem utiliza óculos polarizados que ajudam a ver a bagagem com nuances de volume e posições não disponíveis até então.

Segundo Nick Fox, da 3DX-Ray, "armas e facas podem ser facilmente visualizados sob qualquer ângulo, mas dispositivos explosivos muitas vezes são mais difíceis de serem corretamente identificados. Sendo assim, qualquer informação extra sobre profundidade ajuda".

Outra abordagem interessante é a utilizada pela companhia KDEX. Ao invés de uma única fonte de imagem por raio-X, o sistema utilizado por eles conta com seis ou sete detectores, cada um fornecendo uma imagem que contribui para a visualização em três dimensões do objeto alvo.

Vale lembrar que apesar de utilizar múltiplas fontes de imagem, o sistema da KDEX requer apenas uma fonte de raios-X, então não fique preocupado: aquela cabine por onde sua mala passa no aeroporto não é uma gigantesca bomba nuclear prestes a explodir. A quantidade de material radioativo utilizado no sistema continua a mesma.

Fonte: Alexandre Guiss (Baixaki) via Terra - Imagem: Divulgação

Ex-cabos da Aeronáutica queixam-se de “desanistia” pelo Ministério da Justiça

Quatrocentos e noventa e cinco ex-cabos da Aeronáutica ingressos depois de 1964 e desligados da Força à época da ditadura militar (1964-1985) tentam conseguir na Justiça o direito à anistia e indenização, com base na Lei nº 10.559/2002, que criou o Regime de Anistiado Político.

Os cabos chegaram a ter o direito reconhecido na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça no final do governo Fernando Henrique Cardoso. Mas, em 2007, a própria comissão anulou a decisão, considerando que o desligamento dos cabos foi regular, não por perseguição política, e ocorreu conforme previsto na Portaria nº 1.104, de 12 de outubro de 1964, que estabelecia o prazo máximo de oito anos na atividade.

Para os ex-cabos da Aeronáutica, ocorreu uma “desanistia” entre os governos FHC e Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado da Associação de Luta dos Não Anistiados e Anistiados, Paulo Roberto Manes, diz que na troca dos governo e na passagem de vários ministros da Justiça e de presidentes da Comissão de Anistia também ocorreu “troca de visão política”.

“Isso não significou uma desanistia, mas um procedimento interno e administrativo de uma decisão que não tinha sido tomada”, discorda o atual presidente da comissão, Paulo Abrão. Ele explica que, a aprovação do pedido de anistia pelos integrantes do colegiado é o primeiro passo. A anistia é concedida por portaria assinada pelo ministro da Justiça, o que ainda não havia ocorrido até 2007.

O presidente da comissão, no entanto, avalia que “não é de todo incoerente” que os ex-militares tentem recorrer à Justiça, uma vez que havia a decisão administrativa favorável.

Além de rever o que chamam de “desanistia” na Justiça, os militares esperam em outra decisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça todos os direitos e benefícios previstos no Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/1980), como o pagamento de pensão à filha solteira e ao filho estudante menor de 24 anos, negados pelo Ministério da Defesa.

Para o advogado Paulo Roberto Manes, o Ministério da Defesa resiste a reconhecer os direitos das pessoas cassadas que não tenham sido anistiadas entre 1979 e 1985 por decisão dos ministros militares comandantes das Forças. A ação no STF, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº158, recebeu parecer contrário em junho da Procuradoria-Geral da República.

Para o historiador Cláudio Bezerra, a resistência do Ministério da Defesa tem a ver com a possível quebra de hierarquia e da disciplina dos militares que se negaram a apoiar o golpe de 1964. Segundo o historiador, autor da tese de doutorado A Política Repressiva Aplicada a Militares após o Golpe de 1964, os militares cassados são predominantemente dos grupos que apoiavam campanhas nacionalistas, como “O Petróleo É Nosso”.

A Agência Brasil entrou em contato com a Comando da Aeronáutica e o Ministério da Defesa e aguarda retorno.

Até hoje, cerca de 3,8 mil militares cassados foram anistiados pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o que representa 40% dos pedidos analisados para militares.

Fonte: Gilberto Costa - Edição: Juliana Andrade (Agência Brasil)

Embraer comemora 41 anos

A Empresa Brasileira de Aeronáutica - Embraer surgiu de um projeto estratégico para impulsionar a indústria aeronáutica brasileira. Com sede em São José dos Campos, a empresa completa neste dia 19 de agosto 41 anos de existência, com presença forte em um mercado competitivo.

O projeto saiu de dentro do quadro de engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), escola que integra o complexo tecnológico do Centro Técnico Aeroespacial (CTA).

Teve como primeiro presidente o engenheiro Ozires Silva, líder do projeto e desenvolvimento do avião Bandeirante. Duas décadas de projeção foram as de 70 e 80, quando foram desenvolvidas as aeronaves Xingu, Bandeirantes e Brasília. Ainda em 1980, a empresa passou a ter como subsidiária outra indústria aeronáutica: a Neiva.

Parcerias que permitiram grande avanço tecnológico foram surgindo, sendo a primeira delas, com a Itália em 1981, da qual nasceu o caça AMX. Mais tarde, em 88, seria desenvolvido um projeto binacional, com a construção do avião CBA-123, pela Embraer em parceria com a empresa argentina Aviones (FMA).

Após superar a crise financeira do final dos anos 80 (quase a Embraer foi à falência), teve a volta de Ozires Silva na presidência. Em 1994, durante o governo do presidente Itamar Franco, iniciou um processo de privatização, o que a transformou em uma gigante mundial, sendo hoje a terceira maior fabricante de jatos em todo mundo

O grande passo veio com o lançamento do projeto ERJ-145, jatos comerciais de até 50 passageiros, que alcançou grande sucesso em todo o mundo, em 2006. Em seguida vieram os modelos EMBRAER 170/190, de 70 a 120 lugares.

Os modelos o Phenom 300 e o Legacy 600 e depois os intermediários Legacy 500 e Legacy 450 representaram mais um grande passo da empresa na concorrência do setor aeronáutico.

Atualmente, a Embraer se prepara para receber o repasse de tecnologia para a construção através de uma cooperação binacional para a produção dos novos caças para a FAB.

Fonte e imagem: Agoravale

Aeronáutica abre 182 vagas temporárias para engenheiros

Candidato deve ter experiência de dois anos na área de engenharia.

Processo seletivo será nos Comandos Aéreos Regionais em todo o país.


A Aeronáutica abriu inscrições para 182 vagas para a seleção de engenheiros voluntários à prestação do serviço militar temporário no ano de 2010 - veja aqui o edital [em .pdf].

O processo seletivo terá caráter regional – será realizado na área de jurisdição de cada Comando Aéreo Regional (Comar) em todo o país.

As vagas são distribuídas, por localidade, entre as seguintes áreas: engenharia agrícola, engenharia cartográfica, engenharia civil, engenharia da computação, engenharia de alimentos, engenharia de telecomunicações, engenharia elétrica, engenharia eletrônica, engenharia mecânica, engenharia metalúrgica e engenharia química.

Os candidatos de ambos os sexos devem ter menos de 38 anos de idade até o dia 31 de dezembro - candidatos nascidos a partir de 1º de janeiro de 1973; estar prevista pelo menos uma vaga para a especialidade correspondente à sua graduação em engenharia na área de jurisdição do Comar correspondente ao seu local de residência; ter concluído curso superior em engenharia na especialidade à qual irá concorrer; ter exercido atividade profissional como engenheiro na área correspondente pelo período mínimo de dois anos em instituição pública ou privada.

Os interessados em concorrer às oportunidades oferecidas devem comparecer até 3 de setembro às organizações militares listadas no anexo B do edital para realizar a inscrição.

O processo seletivo terá avaliação documental, concentração inicial, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica e concentração final. As avaliações serão feitas entre os dias 22 e 30 de setembro.

Fonte: G1

MAIS

Confira aqui a lista de concursos e oportunidades em diversas áreas

Governo chileno vai investigar fusão entre TAM e LAN

A 'Fiscalía Nacional Económica' (FNE), órgão do governo do Chile encarregado de supervisionar a livre concorrência, investigará o projeto de fusão entre a companhia aérea chilena LAN e a brasileira TAM, anunciado semana passada. O objetivo é determinar se está em conformidade com os limites de concentração de empresas fixados pela legislação, informou a instituição, nesta quinta-feira.

O fiscal nacional econômico Felipe Irarrázabal instruiu a abertura de um exame para determinar se o acordo supera os limites de concentração nas viagens realizadas de Santiago a Assunção, São Paulo e Rio de Janeiro.

"A informação pública dá conta de que os índices e suas variações superam os limites definidos para as rotas Santiago-Assunção, Santiago-São Paulo e Santiago-Rio, o que justifica a abertura de investigação", assegurou a FNE.

A FNE, encarregada de supervisionar a concorrência no Chile, deverá determinar se existe alguma falta, e em caso afirmativo, o tribunal especializado se encarregará de rever o caso.

As companhias aéreas brasileira TAM e a chilena LAN, duas das mais importantes da América Latina, chegaram a um acordo de fusão de suas atividades num novo grupo, LATAM Airlines.

A fusão, que permitiria economia de até 400 milhões de dólares anuais em gastos de funcionamento, está sujeita a "aprovações corporativas e dos acionistas, assim como das autoridades regulatórias" dos dois países, assinalaram as empresas na sexta-feira passada.

A LAN Chile serve a 70 destinos e a brasileira TAM, a 62. Ambas possuem um total de 241 aeronaves (98 da empresa chilena e 143 da brasileira), destinadas tanto ao transporte de passageiros quanto de carga.

Fonte: AFP

Exercício capacita equipes para atendimento em emergência aeronáutica

A Infraero, em atendimento às normas e recomendações da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), realiza periodicamente nos aeroportos da Rede o Exercício de Emergência Aeronáutica Completo (Exeac). O simulado tem como objetivo aferir os recursos disponibilizados em situações de emergência aeronáutica, tanto no sítio aeroportuário como fora dele.

Em agosto, alguns aeroportos da Infraero realizaram o Exeac: Cruzeiro do Sul (AC), Santos Dumont (RJ), São Luís (MA) e Congonhas (SP). Os exercícios são realizados sem causar qualquer tipo de interferência às operações de pousos e decolagens.

Além de avaliar os recursos disponibilizados pelo aeroporto, empresas aéreas, bombeiros, hospitais, serviços de atendimento médico públicos e privados, entre outros, o Exeac tem como objetivo aprimorar as técnicas utilizadas pelo Corpo de Voluntários de Emergência (CVE). Formado por integrantes da comunidade aeroportuária, o CVE tem como finalidade prestar suporte básico à vida até a chegada de uma unidade hospitalar.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Infraero

Presidente da Azul diz que Aeroporto Hercílio Luz não comporta mais rotas

Em palestra ontem à noite na abertura do Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais, no CentroSul, em Florianópolis, o presidente da Azul Linhas Aéreas, David Nieeleman, disse que o aeroporto da Capital não tem condições de comportar mais rotas. Afirmou que gostaria muito de investir em uma frota com destinos diretos e diferenciados da TAM e da Gol, mas o terminal da Ilha é equivalente a um aeroporto de uma cidade de 100 mil habitantes dos Estados Unidos.

O evento segue até amanha com a participação de algumas das principais lideranças empresariais do país.

Fonte: Blog da Estela Benetti (Diário Catarinense)

Cade aprova compra da Pantanal pela TAM sem restrição

Numa votação cheia de intervenções e questionamentos por parte dos conselheiros, os membros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovaram hoje, por unanimidade e sem restrições, a compra das ações totais da Pantanal Linhas Aéreas pela TAM. O negócio foi formalizado em dezembro do ano passado e determina que a TAM passará a controlar a Pantanal e poderá operar nos trechos nos quais atuava a empresa.

O relator do caso, conselheiro Ricardo Ruiz, salientou que essa não é uma aquisição convencional, já que a Pantanal é uma empresa que estava em recuperação judicial, mas não em processo de falência, e a aquisição pela TAM se deu por meio de um leilão que contou apenas com essa companhia participante. "Tivemos o leilão. Um candidato. Era de conhecimento público a situação da Pantanal. Temos uma aquisição não convencional", disse.

Na avaliação do relator, como há possibilidade de novos entrantes nesse mercado e é grande a rivalidade entre companhias aéreas, a aprovação pode se dar sem restrições. Ruiz deixou claro também que a operação não gera sobreposição de rotas pelas companhias. "São rotas complementares para a rede da TAM", disse.

O conselheiro salientou ainda que, a partir da próxima semana, haverá um aumento no número de destinos pela Pantanal de seis para 15. Segundo explicação do advogado da TAM, Tito Andrade, durante a sessão, as rotas operadas pela Pantanal não eram operadas pela companhia. "Este é um caso típico de complementaridade", avaliou o conselheiro Carlos Ragazzo.

Para o conselheiro, a compra da empresa pela TAM pode melhorar o bem-estar do consumidor. Isso porque, de acordo com ele, o passageiro poderá fazer uma operação direta e não precisará mais comprar uma passagem até São Paulo, por exemplo, e depois para outro destino. "É uma opção a mais para o consumidor."

LAN

Andrade explicou que, com a aquisição, a Pantanal, que continuará a operar com este nome, ampliará de 220 para 379 etapas de voo a partir do próximo dia 23. Ele disse que não haverá qualquer mudança nessa rota em função da fusão com a chilena LAN Airlines, anunciada na sexta-feira da semana passada. "A operação é anterior ao anúncio", justificou.

Fonte: Célia Froufe (Agência Estado)

Anac fecha postos de atendimentos em sete aeroportos

Agência vai disponibilizar serviços de reclamações pelo telefone e internet.

Segundo Anac, atendimento nos postos estava tendo pouca procura.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fechou sete dos postos de atendimentos para passageiros que mantinha em aeroportos do país. Nesta terça-feira, o posto do aeroporto Tom Jobim, no Rio de janeiro, teve as atividades finalizadas.

De acordo com a Anac, o atendimento nos locais estava tendo pouca procura. A partir de agora, será disponibilizado um serviço por meio de telefone - 0800 725 4445 - e pela internet (www.anac.gov.br/faleanac), que vai funcionar 24 horas por dia.

Os únicos aeroportos que ainda vão manter o serviço de atendimento nos postos serão o de Brasília, Confins (MG) e Guarulhos (SP). Mesmo assim, o serviço tende a ser encerrado até o próximo ano. Segundo a Anac, o encerramento dos postos nos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Curitiba, São Paulo (Congonhas), Salvador e Rio de Janeiro tem por objetivo “padronizar os procedimentos de recepção e processamento de manifestações".

De acordo com números da agência, só no primeiro semestre deste ano, 15,5 mil passageiros registraram manifestações sobre companhias aéreas e outras empresas reguladas pela Anac por meio da internet e pelo telefone. No mesmo período, segundo a Anac, em 10 postos de atendimento, foram recebidas 7,1 mil manifestações.

Ao receber uma reclamação, a Anac apura a denúncia e poderá abrir um processo administrativo. Neste caso, as empresas reguladas têm o direito de apresentar defesa, de acordo com a legislação. Se confirmado o descumprimento das normas de aviação civil, a empresa regulada é multada.

Fonte: G1

Combinação aérea

Há um aspecto obscuro na operação pela qual as companhias aéreas TAM, brasileira, e LAN, chilena, constituirão uma nova empresa, a Latam Airlines, que as controlará e as administrará.

Não é rigorosamente uma fusão, disse ao Estado o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso. Não é tampouco uma aquisição, ou seja, a empresa chilena não comprou a brasileira, como se leu na imprensa internacional, destacou Barroso. Na nova empresa, o poder será compartilhado entre as famílias que atualmente controlam as companhias originais, a brasileira Amaro e a chilena Cueto, observou o presidente da holding TAM S.A., Marco Antonio Bologna, em entrevista a outros veículos de comunicação.

Se não é fusão, nem aquisição, nem acordo operacional ou associação, o que é, então? "Uma combinação", respondeu Barroso. Trata-se de uma figura estranha às práticas empresariais convencionais. Muito provavelmente, essa forma pouco clara de designar a operação será mantida quando as duas empresas tiverem de submeter a "combinação" às autoridades brasileiras que autorizam as operações civis de transporte aéreo de passageiros e de cargas e as que regulam e fiscalizam o setor.

O Código Brasileiro de Aeronáutica limita a 20% a participação de estrangeiros no capital das companhias aéreas brasileiras. Por isso, nas explicações dadas à imprensa, as diretorias da TAM e da LAN têm procurado deixar claro que, operacionalmente, as duas empresas continuarão independentes, preservando o controle acionário atual. Ou seja, a família Amaro continuará detendo 80% do capital votante da empresa brasileira, que será preservada juridicamente, e a família Cueto terá os 20% restantes.

As duas famílias participarão do grupo controlador da Latam Airlines, com os chilenos detendo a fatia maior (segundo algumas informações, a família Amaro ficaria com 30% do grupo controlador e a família Cueto, com 70%). Mas o comando será unificado e o centro das decisões das duas companhias será transferido para a sede da Latam, em Santiago. Caberá à Latam, na prática, a gestão da TAM e da LAN.

Do ponto de vista empresarial, a fusão, ou que outro nome tenha a operação, é do interesse das duas empresas. O mercado brasileiro de aviação tem crescido a um ritmo bem mais intenso do que o mercado mundial - e a diferença aumentou por causa da crise, que reduziu o número de passageiros no mundo, mas pouco afetou a demanda doméstica. As projeções indicam que o crescimento continuará forte nos próximos anos, não apenas por causa dos grandes eventos esportivos programados, mas pela própria dinâmica do mercado brasileiro, o que o torna muito atraente.

O problema é o limite legal para a participação do capital estrangeiro na composição acionária das empresas aéreas que operam linhas nacionais. Já passou pelo Senado e está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara o projeto que altera vários pontos do Código de Aeronáutica, entre eles o limite da participação estrangeira nas companhias aéreas brasileiras. Pelo texto, a participação pode chegar a 49%, isto é, o controle deve continuar na mão de brasileiros.

A LAN, como outras empresas estrangeiras, certamente aposta na aprovação dessa mudança, e talvez até mesmo em maior abertura do mercado brasileiro. Em momentos de crise no transporte aéreo, dirigentes empresariais e até diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) demonstraram simpatia pela política de "céus abertos" apregoada por alguns países. Essa política permite a maior participação das empresas estrangeiras nas rotas domésticas. Trata-se, em tese, de uma forma de aumentar a competição no setor para forçar a melhoria dos serviços e a redução das tarifas.

Mas essa política implica riscos ao sistema de transporte aéreo nacional. A guerra tarifária pode levar empresas à insolvência. E, em períodos de dificuldades, as empresas estrangeiras podem, simplesmente, abandonar as operações no País, comprometendo a regularidade de uma atividade estratégica. Nem mesmo os Estados Unidos, que pregam essa política para outros países, a praticam.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Estação Espacial Internacional volta a funcionar normalmente

O laboratório orbital precisa de dois sistemas de refrigeração ativos

A Estação Espacial Internacional (ISS) está operando normalmente, depois de uma série de caminhadas espaciais para a realização de reparos.

A tripulação instalou uma nova bomba de amônia na segunda-feira, 16. Isso permitiu que fossem reativados os sistemas de refrigeração que estavam desligados desde 31 de julho.

O laboratório orbital precisa de dois sistemas de refrigeração ativos para evitar que os sistemas eletrônicos de bordo não superaqueçam.

Na quarta-feira, a Nasa informou que todo o equipamento que havia sido desligado após o colapso de metade do sistema de refrigeração já foi reativado. Pesquisas científicas começariam nesta quinta-feira.

Fonte: Associated Press via Estadão - Foto: NASA

Primeiro robô astronauta é embalado para voo em ônibus espacial

O 'Robonaut2', com 136 kg, foi desenvolvido por parceria entre Nasa e GM.

Em sua última missão, Discovery levará R2 à estação orbital em novembro.

Engenheiros e cientistas da Nasa, a agência espacial americana, e da fabricante de veículos General Motors desenvolveram em parceria uma nova geração de robôs humanoides, capazes de trabalhar com humanos “lado a lado”, usando as mesmas ferramentas. O primeiro astronauta humanoide parte rumo à Estação Espacial Internacional em novembro, no penúltimo voo de um ônibus espacial da Nasa.

O Robonaut 2, ou simplesmente R2, tem 136 kg e é mais rápido que a versão original, um protótipo concebido há dez anos, e capaz de usar suas mãos para trabalhos intricados.

Inicialmente o R2 vai trabalhar apenas no laboratório Destiny. Com aprimoramentos futuros, poderá movimentar-se por toda estação, e até fora do complexo.

A primeira parceria da Nasa com a GM foi firmada na década de 1960, para desenvolvimento dos sistemas de navegação das missões Apollo. A construção do primeiro jipe lunar também contou com a colaboração da empresa. Os “subprodutos” tecnológicos decorrentes da empreitada serão aproveitados pela indústria automotiva.

Fonte: G1 - Fotos: NASA

Juiz dispensa perícia e testemunhas sobre queda de avião da Gol

Para magistrado, não há necessidade de perícia no jato Legacy.

Trâmite para ouvir testemunhas no exterior é demorado.

O juiz Fabio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza, substituto em exercício da Vara Única de Sinop, desistiu de ouvir testemunhas sobre a queda do avião da Gol, em 2006.

O Boeing da companhia aérea Gol, que viajava de Manaus para Brasília, foi atingido pelo jato Legacy, que seguia de São Paulo para os Estados Unidos, em setembro de 2006. Após a colisão, o avião da empresa brasileira caiu no norte de Mato Grosso, matando 154 pessoas. O jato Legacy pousou em uma base aérea, na Serra do Cachimbo, no Pará.

O juiz indeferiu o pedido de inquirição de testemunhas, porque seria um processo muito demorado. De acordo com a Justiça, seria necessário o envio de carta rogatória para outro país para ouvir testemunhas que são meramente abonatórias e falariam sobre as habilidades dos pilotos. Nenhuma presenciou o acidente.

O magistrado também decidiu que não há necessidade de realização de perícia no jato Legacy. Inicialmente, o procedimento foi solicitado porque poderia oferecer algum dado técnico importante sobre o acidente.

O juiz determinou ainda a expedição de carta precatória para a oitiva do chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, que é testemunha de acusação. Determinou também uma audiência em Sinop (MT) com o perito Roberto Peterka para o dia 25 de agosto.

A Justiça ainda determinou a expedição de ofícios para o Comando da Aeronáutica e para a Universidade de Brasília (UnB) para que sejam escolhidos profissionais dessas instituições para falar sobre o sistema de controle de tráfego aéreo no Brasil.

Fonte: G1

Avião é impedido de decolar após ameaça de bomba nos EUA

Duas pessoas que estavam no voo de São Francisco com destino a NY estão sendo interrogadas

Um voo da American Airlines com destino a Nova York foi impedido de decolar nesta quinta-feira, 19, após uma pessoa anônima telefonar à polícia para informar que o avião seria explodido, de acordo com autoridades. Fontes afirmaram que duas pessoas saíram da aeronave algemadas.

Os passageiros foram retirados do avião e levados de ônibus a um terminal. Michael Kidd, que estava no voo, disse à Associated Press que viu policiais uniformizados algemando um casal jovem sentados na última fileira.

Um oficial sob anonimato informou à AP que o telefonema foi dado de um hotel próximo ao departamento de polícia de São Francisco, e os policiais notificaram prontamente autoridades federais.

Segundo o policial, o anônimo afirmou que uma bomba estava a bordo do avião, e que não houve ameaça direta de sequestro.

O FBI confirmou que ao menos duas pessoas, ainda não identificadas, estão sendo interrogadas.

No ano passado, um jovem nigeriano tentou explodir um voo com destino a Detroit no natal. Em abril, um diplomata do Catar a caminho de uma visita oficial foi preso após ter gerado um alerta de bomba por fumar no banheiro do avião.

Fonte: AP via Estadão - Foto: Jeff Chiu (AP)

Avião da Tunis Air sob suspeita é escoltado por caça francês

Um avião de passageiros da Tunis Air que voava a baixa altitude e que não respondeu a chamados de rádio foi escoltado nesta quinta-feira (19) por um caça francês até o aeroporto de Orly, na região de Paris, informaram várias fontes.

O aparelho, procedente de Túnis, na Tunísia, "voava muito baixo e ignorou um contato por rádio, o que motivou o alerta", explicou uma fonte aeronáutica à AFP.

Segundo testemunhas no aeroporto de Orly, o avião da Tunis Air pousou escoltado pelo caça às 18h15 local (13h15 Brasília), no horário previsto.

Uma fonte em Orly explicou que houve "um problema de comunicação" entre o avião e os controladores de voo, mas a Tunis Air garantiu que o rádio do aparelho não apresentava qualquer problema.

"A companhia Tunis Air se surpreende com as medidas excepcionais que envolveram o voo 722 entre Túnis e Paris, após o aparelho entrar no espaço aéreo francês", e destaca que "nenhum problema técnico foi verificado no rádio" do avião.

"O piloto se comunicou normalmente e sem interrupção, ao longo de toda a rota, com o conjunto dos órgãos de controle em terra", destacou a Tunis Air, acrescentando que a altitude do avião era normal e que foi reduzida a pedido do centro de controle aéreo de Ajaccio (Córsega).

Fonte: AFP via Terra

China diz que falha mecânica causou queda de avião militar norte-coreano

A agência de notícias oficial da China Xinhua afirmou nesta quinta-feira que uma falha mecânica fez com que o avião MiG-21 Fishbed norte-coreano perdesse sua rota e caísse em território chinês na última terça-feira (17). O piloto morreu.

A aeronave caiu na Província de Liaoning e a imprensa sul-coreana afirmou que o piloto era um dissidente que tentava fugir da Coreia do Norte. Ele poderia ter se perdido quando se dirigia à Rússia para desertar, já que Moscou, ao contrário de Pequim, não tem acordos de repatriação com Pyongyang.

O avião caiu em uma cabana perto de Fushun, cidade próxima à fronteira com a Coreia do Norte.

Depois de uma investigação feita por "departamentos relevantes", a China apontou que a aeronave teve um problema mecânico não identificado, perdeu seu trajeto e caiu.

"A Coreia do Norte ofereceu um pedido de desculpas à China por este incidente", diz a Xinhua, acrescentando que ambos os países "chegaram a um consenso sobre como agir".

China é a maior aliada da reclusa e também comunista Coreia do Norte, que depende da ajuda energética e de alimentos de Pequim.

Fonte: Folha.com - Foto: EPA

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

6ª Semana de Engenharia Aeronáutica na USP de São Carlos

A sexta Semana de Engenharia Aeronáutica (SEA) acontecerá entre os dias 17 e 21 de agosto. O evento é promovido pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

A Semana tem como objetivos aproximar alunos, profissionais e empresas, atualizar profissionais, promover o intercâmbio cultural e científico entre as universidades, expor novas tecnologias e tendências do mercado aeronáutico e debater assuntos atuais. Tradicionalmente conta a presença de personalidades renomadas do setor.

A programação contém palestras, minicursos, visitas técnicas, mesa redonda, exposições e o Desafio Aeronáutico, competição de aplicação de conceitos em Engenharia Aeronáutica, na qual as equipes devem projetar, construir e fazer voar uma aeronave para atender uma missão específica.

A palestra de abertura “Pioneiros da Aviação Brasileira: Eng. José Carlos de Barros Neiva e Prof. Eng. Romeu Corsini” será apresentada pelo professor Fernando Martini Catalano, da EESC.

"Situação da atividade aeronáutica na atual economia", "Prevenção e investigação de acidentes", "Uma visão do programa espacial brasileiro" são alguns dos temas que serão abordados durante o evento.

O evento acontecerá no campus da USP-São Carlos, Avenida Trabalhador São-carlense, 400.

As atividades serão transmitidas ao vivo pelo site www.iptv.usp.br.

Informações e inscrições: www.seausp.com.br

Rússia entregará à Polônia novos documentos sobre morte de Kaczynski

Uma delegação de militares e civis poloneses chegou nesta quarta a Moscou para receber novos documentos sobre a investigação da catástrofe aérea de abril na qual morreram o presidente polonês, Lech Kaczynski (foto), e outras 95 pessoas.

O promotor militar e o chefe da comissão de investigação polonesa lideram a delegação, informou o comitê de aviação interestatal (CAI), segundo as agências russas.

A parte polonesa tinha expressado seu interesse em continuar em território russo a investigação sobre o acidente no qual morreram, além de Kaczynski, vários altos funcionários e a cúpula militar desse país.

Um alto cargo da Procuradoria-Geral da Polônia chegará amanhã a Moscou para receber os 11 volumes de documentos que devem esclarecer o acidente.

Esses documentos incluem declarações de testemunhas, fotografias, dados sobre a inspeção do aparelho acidentado e autópsias das vítimas.

Além disso, Varsóvia quer que Moscou entregue as transcrições das conversas dos controladores e as características do aeroporto militar onde o avião caiu.

Nas últimas semanas surgiram críticas na Polônia sobre a suposta relutância russa de entregar a Varsóvia importantes documentos sobre a investigação.

Fonte: EFE

Resolução da Anac determina como revistar passageiros nos aeroportos

Agentes de segurança podem solicitar revista manual da bagagem de mão.

Entidade vai avaliar o nível de segurança dos aeroportos do país.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta quarta-feira (18), no Diário Oficial da União, duas resoluções que têm como objetivo regulamentar e definir procedimentos de segurança nos aeroportos do país. A primeira estabelece diretrizes para o gerenciamento de risco à segurança da aviação civil contra ameaças em aeroportos e nos vôos. A segunda indica quais devem ser os procedimentos para a inspeção de tripulantes e passageiros que passam pelo detector de metais antes de entrar na sala de embarque.

Quem viaja de avião já passa pela revista da bagagem de mão antes do embarque. A resolução define os procedimentos para esta inspeção. Segundo o documento, “o objetivo da inspeção dos passageiros e suas bagagens de mão é prevenir que armas, explosivos, artefatos ou agentes químicos, biológicos, radioativos, nucleares ou substâncias e materiais proibidos sejam introduzidos a bordo de aeronave”.

Ainda de acordo com a resolução, os agentes de inspeção são contratados pelo operador do aeroporto sob supervisão da Polícia Federal ou, na sua ausência, do órgão de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.

A resolução determina que os passageiros devem acondicionar na bandeja de inspeção todos os seus pertences, inclusive telefones celulares, chaves, câmeras e porta moedas e só passar pelo detector de metais com as mãos livres. Caso o alarme do aparelho dispare, o passageiro deverá ser inspecionado com um detector manual de metais. Localizado o objeto, deve retornar e passar novamente pelo aparelho de raio-X. O agente pode pedir ainda que o passageiro tire o casaco, os sapatos e qualquer objeto presente na bagagem de mão.

Se for necessário, os passageiros devem passar por medidas adicionais de segurança, que podem incluir revista manual da bagagem de mão e a utilização de equipamentos adicionais de segurança. Se mesmo após todo este processo não for possível ao agente assegurar que um passageiro não está levando para o avião algum item proibido, o mesmo deve ter o seu acesso à aeronave negado.

Se na inspeção for encontrado algum objeto lícito que seja proibido de ser embarcado, ele deve ser retirado da bagagem de mão. No caso de um objeto ilícito, como uma arma, por exemplo, o acesso deve ser negado e a polícia deve ser acionada. Carrinhos de bebês e aparelhos que auxiliam pessoas com necessidades especiais também devem passar pelo controle de raio-X.

Passageiro que, por motivo justificado, não puder ser submetido aos equipamentos de segurança, e passageiros com material implantado no corpo, como pinos de metal, devem chegar ao local de inspeção com maior antecedência. As mulheres grávidas podem solicitar ser inspecionadas por meio de detector manual de metais ou por revista pessoal.

Levantamento de risco

A resolução diz ainda que em virtude de resultado de avaliação de risco, a Anac pode determinar alterações nos procedimentos estabelecidos para manter o nível de risco da segurança da aviação civil contra os chamados atos de interferência ilícita em índices toleráveis.

A entidade vai fazer um levantamento do índice de riscos à segurança em aeroportos e aviões para definir quais medidas de segurança contra atos de interferência ilícita adotadas no transporte aéreo internacional devem ser estendidas ao transporte aéreo doméstico. Vai ainda propor à Comissão Nacional de Segurança da Aviação Civil a reavaliação das medidas de segurança e procedimentos do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra ameaças com o objetivo de prevenir ações terroristas.

Isto inclui a definição das áreas restritas de segurança nos aeródromos, a inspeção das pessoas que acessam as áreas restritas de segurança dos aeródromos e a aplicação de controle rígido de segurança para passageiros, bagagem, carga e mala postal. As medidas adicionais de segurança devem ser aprovadas pela Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária.

Fonte: G1 - Foto: TV Globo/Reprodução

Nova Sinalização do patio no Aeroporto de Viracopos

Abaixo, uma imagem do pátio novo e outra do pátio antigo do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo.

Antes eram apenas 10 posições para aeronaves do porte de A320, B737 e EMB 190/195. Foi tirada a aviação geral. As aeronaves de pequeno porte vão agora para o pátio de cargas.

Pátio novo:


Pátio antigo:


Fonte: bonetto (Fórum Contato Radar)

Avião da FAB pode ter sido confundido com óvni em Santa Cruz

O treinamento que a Força Aérea Brasileira (FAB) que está realizando em Santa Cruz do Sul pode estar sendo confundido com a presença de objetos sobrenaturais nos céus da cidade.

A presença de um objeto luminoso foi registrada pela moradora da rua Guilherme Kaempf, próximo a localidade de Entrada Rio Pardinho, Angélica de Abreu, de 26 anos. Éram cerca de 21h15 da última segunda-feira, 16, quando ela foi chamada pelo marido para observar um objeto voador que fazia movimentos circulares próximo a uma área de mata existente na região. Imediatamente ela pegou um aparelho de telefone celular com câmera e gravou as imagens.

Segundo ela, haviam momentos em que o objeto, que voava baixo e desaparecia atrás dos morros. “Era grande e tinha luzes de várias cores. Diferente de um avião normal”, diz, ressaltando que nunca acreditou em óvnis ou seres extraterrestres. Angélica disse ainda ter observado o voo de um avião normal para comparar com o do objeto avistado. “O avião voa bem mais alto e mais rápido”, concluiu.

Já na madrugada de ontem, um objeto semelhante foi visto por um vigia que avisou o Coordenador do Núcleo de Estudos Ufológicos de Santa Cruz (NEUS), Rafael Amorim (foto acima), que também pode observar o fato e avisou colegas que estudam objetos voadores não identificados para que também observassem.

Segundo Amorim, este voava em uma altitude normal para aviões, tinha formato triangular, sobrevoou Santa Cruz por cerca de uma hora e seguia no sentido Candelária - Santa Cruz. Porém, após análises de imagens captadas, ele acredita que os objetos sejam as aeronaves que estão em teste pela FAB na cidade.

Exercícios condizem com as características

Conforme o Tenente Coronel Paulo Ricardo Laux, responsável pela operação de treinamento das aeronaves Hermes 450, que são treinadas desde o último dia 11 no Aeroporto Luiz Beck da Silva, em Santa Cruz do Sul, nas noites de segunda e terça-feira foram realizados exercícios noturnos que podem estar causando a impressão. “É bem provável que seja nosso equipamento. A aeronave tem luzes de navegação, é mais silenciosa e as luzes são fortes, nas cores verde, vermelha e branca”. Conforme Laux, na segunda-feira a aeronave pousou em Santa Cruz por volta das 21h30, vinda de Santa Maria. Já na terça, o voo foi à leste de Santa Cruz e terminou às 7 horas de ontem, quando o pouso foi em Butiá, sendo que pela madrugada a aeronave voou cerca de vinte minutos no mesmo lugar, ainda em Santa Cruz.

Fonte: Ana Paula de Andrade (Portal Gaz) Foto: Thiago Barbosa

Homem é expulso de avião da GOL após ter surto psicótico

Um homem foi expulso nesta manhã (18) de um voo da Gol que partiu do Rio de Janeiro com destino a Brasília. Antes da decolagem, Eliel Santos teve um surto psicótico e brigou com toda a tripulação.

Ele insistia que a aeronave iria cair, e chegou a gritar e tirar fotos dos outros passageiros. A Polícia Federal foi chamada e Eliel foi expulso do avião sob os aplausos dos que assistiram a cena.

O homem iria para Manaus e deixou o local em uma ambulância do Samu direto para o hospital psiquiátrico da Praça da Harmonia, no centro do Rio. O voo em que ele estava partiu com 40 minutos de atraso.

Fonte: João Vitor Mazini (eBand)

Música do Bee Gees “profetiza” salvação de piloto canadense

Capitão conseguiu ejetar seu banco e pousar ao lado do avião antes de explodir

Clássico dos anos 70, a música “Staying Alive” (Mantendo-se vivo), do grupo Bee Gees, serviu de trilha sonora para a incrível operação de um piloto canadense, que conseguiu se salvar antes do caça que pilotava atingir o solo, explodindo na frente de uma plateia.

A canção tema do filme “Os Embalos de Sábado a Noite”, com John Travolta, tocava para espectadores enquanto assistiam o treino do piloto para um festival de aviação, realizado no dia 23 de julho. O caça, descontrolado, caia em alta velocidade quando o piloto conseguiu ejetar seu banco e pousar ao lado do acidente, com um paraquedas.

Entre o momento em que pulou do avião e a explosão passaram-se apenas quatro segundos. Em entrevista à rede americana NBC, capitão Brian News disse que sabia que sua única chance de sobrevivência era saltar do caça.

- Mesmo com pouquíssimo tempo, na hora ficou óbvio o que precisava fazer.

News sofreu algumas fraturas e médicos disseram, assim como o sucesso do Bee Gees, que o piloto era sortudo por “manter-se vivo”.

Clique aqui e veja a entrevista completa que o capitão concedeu à televisão americana.

Fonte: R7 / Blog Notícias sobre Aviação - Imagem: Reprodução da TV

American Airlines vai cobrar taxa para assentos dianteiros

A American Airlines, do grupo AMR, disse nesta quarta-feira que irá cobrar uma taxa dos passageiros que quiserem ocupar assentos nas primeiras fileiras da classe econômica, dando continuidade à tendência entre as companhias de aumentar a receita com taxas criativas que antes costumavam fazer parte do bilhete aéreo.

A empresa disse que o programa chamado "Lugares Express" possibilita aos passageiros pagar para ocupar aqueles assentos e entrar no avião no primeiro grupo, acelerando o embarque e o desembarque.

A taxa começa em 19 dólares para voos de curta duração, como de St. Louis para Chicago, e aumenta para 39 dólares para viagens mais longas, como de Chicago para Honolulu. O programa será aplicado em território norte-americano, incluindo Porto Rico e Ilhas Virgens.

Os passageiros podem comprar os assentos apenas nas máquinas de auto-check-in entre 24 horas e 50 minutos antes da partida.

As companhias financeiramente abaladas têm criado novas alternativas de estímulo à receita para compensar os níveis historicamente baixos dos bilhetes aéreos e a volatilidade dos preços de combustíveis.

Algumas das taxas mais controversas, como uma para embarcar apenas uma mala, têm sido amplamente aceitas pela indústria aérea norte-americana.

As companhias também têm oferecido preços diferenciados para assentos nas saídas de emergência e no corredor.

Fonte: Kyle Peterson (Reuters) via O Globo

Latam deve ter apenas um programa de fidelidade

Os programas de fidelidade da TAM e da LAN não passarão por mudanças no curto prazo por conta da fusão entre as companhias aéreas, que resultou na Latam. Pelo menos até o negócio ser aprovado entre os acionistas das duas empresas e pelos órgãos reguladores, nada muda. Mas com o tempo o plano das novas parceiras é unir os dois programas e passar a oferecer uma única opção aos passageiros.

A LAN oferece aos cerca de 4 milhões de usuários o LANPass e faz parte do programa internacional de fidelidade Oneworld. Já a TAM tem o Programa Fidelidade, com 7,2 milhões de clientes, e integra a Star Alliance. A TAM S.A. tem 73% da Multiplus, gestora do programa de fidelidade do grupo. Segundo a empresa brasileira, após o fim da transação a Latam avaliará as melhores opções de aliança para o grupo.

Os passageiros vão continuar a juntar pontos nos respectivos programas, mesmo aqueles que são donos de contas nas duas companhias aéreas. As empresas, no entanto, admitem que vão trabalhar para criar um programa único para os passageiros da Latam.

Longo prazo

"Não há nenhuma mudança no programa de fidelidade e a Multiplus segue pertencendo à TAM S.A. e como companhia aberta", afirmou Líbano Barroso, presidente da TAM. Ainda assim, Barroso disse que a união das empresas representa para a Multiplus uma oportunidade de expandir-se a todos os países onde a chilena opera.

"A TAM já tem cartões em parceria com o Itaú na América Latina e pontos de atendimento para programas de fidelidade em outros países da América do Sul. Ainda não temos números, mas sem dúvida é uma oportunidade para a Multiplus, que nasceu para ser um grande programa de milhagem na América Latina."

Segundo Barroso, após a criação da Latam, prevista para ocorrer em até nove meses, os clientes das companhias terão mais possibilidades de voos, com menos tempo de conexão. "Também vão ter mais destinos na Europa, do lado do Pacífico, e estamos analisando outras possibilidades de voos, como para a África", destacou o presidente da TAM.

Como o negócio com a LAN se deu na esfera da TAM S.A., todas as suas subsidiárias entraram na transação. O mesmo vale para o centro de manutenção, reparos e revisões (MRO, na sigla em inglês), para a TAM Cargo, a TAM Mercorsur, a TAM Viagens e a Pantanal Linhas Aéreas. Só fica de fora do acerto com a LAN a TAM Aviação Executiva, controlada apenas pela família Amaro.

O presidente da TAM S.A., Marco Antonio Bologna, disse ontem na teleconferência com analistas que a Latam terá a mais ampla malha de cargas na América Latina e será a número um em transporte regular de passageiros na região, sendo a segunda em rotas aos Estados Unidos e Canadá. "Seremos a primeira latino-americana com fôlego para competir no mercado global e a terceira maior aérea do mundo em valor de mercado (US$ 10,6 bilhões), sendo a maior com capital 100% privado", destacou.

Fonte: Michelly Chaves Teixeira (Agência Estado)