quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Acidente de avião em Illinois deixa 1 morto e 1 ferido

Uma pessoa morreu e outra ficou ferida nesta quarta-feira (22) quando um pequeno avião em que estavam caiu logo após decolar do Chicago Executive Airport (também conhecido como Palwaukee Municipal Airport), localizado em Wheeling, Cook County, região no subúrbio de Chicago, no estado de Illinois.

O piloto do avião Beechcraft C24R Sierra, prefixo N5293M, logo após a decolagem relatou problemas no motor e iniciou o procedimento de retorno ao aeroporto.

Porém, o motor do avião 'morreu' e, perdendo altitude, atingiu o telhado de um armazém e caiu num estacionamento.

No acidente morreu o piloto Todd Cole, de 36 anos. O passageiro Benjamin Van Hyning, 18, sofreu queimaduras graves e múltiplas fraturas e foi levado para o hospital.

Fontes: ASN / dailymail.co.uk / 12horasnotciassobreaviacao.blogspot.com - Fotos: Buzz Orr (Sun-Times Media) / Shaun Sartin (Chicago Tribune)

Primeira classe à francesa

Air France/KLM vai na contramão do mercado e reforça foco nos clientes de maior poder aquisitivo

Pelé, Tostão, Jairzinho, Garrincha e Carlos Alberto Torres. Se precisar completar o álbum de figurinhas com os craques da Seleção de 70, fale com Marc Bailliart, que desde setembro do ano passado é o diretor-geral da Air France/KLM no Brasil.

“Até hoje não sei o que aconteceu. Como perdemos aquele jogo? Parecia que a gente estava com a taça na mão”, diz Bailliart que se autointitula o “único francês que chorou na derrota do Brasil para a França na Copa de 98.

"Não podemos atirar para todo lado. É preciso trabalhar nichos de mercado"
Marc Bailliart, diretor-geral da Air France/KLM no Brasil

E quando ele diz “como perdemos” e “a gente” estava com a mão na taça, sim, ele está falando dos brasileiros. A relação de Bailliart com o País é antiga. Na década de 70, ele escolheu o Brasil para fazer seu primeiro estágio na área de comércio no hotel Le Meridien. “O que me encanta é que aqui ninguém perde tempo reclamando.

Você dá a meta e as pessoas apresentam as soluções.” E ele acaba de estabelecer uma meta para a companhia aérea que tem 35 voos semanais para Paris – dois saem diariamente de São Paulo, outros dois saem do Rio e há um voo por dia na rota São Paulo-Amsterdã, feito pela KLM.

O objetivo é crescer a receita em 50% a 60% no prazo de seis a nove meses. Para isso, mirou o público de maior poder aquisitivo e vai aumentar o número de assentos na primeira classe.

Tapete vermelho: além de mordomo que leva o viajante em carro privado da sala VIP até o avião, a primeira classe da Air France oferece cardápio assinado por Joël Robuchon, recordista de estrelas do guia Michelin

Normalmente são apenas quatro poltronas e a oferta vai chegar a oito. “Não podemos atirar para todo lado. É preciso trabalhar nichos de mercado e vamos começar pela primeira classe”, disse Bailliart em sua primeira entrevista desde que assumiu a direção da companhia no Brasil. No ano passado, o grupo Air France/KLM faturou 20,9 bilhões de euros e transportou 71.394 passageiros. Desse total, 2,1 milhões saíram da América Latina.

A implantação da estratégia foi dividida em três fases. A primeira, e talvez a mais complexa, é reformular o sistema de vendas da companhia. “É preciso identificar e atrair os clientes da primeira classe que hoje não voam conosco.

Não basta pôr mais assentos na primeira classe e esperar que os passageiros venham. É preciso vender, e bem, os nossos diferenciais”, completa. Entre os diferenciais a que ele se refere estão uma série de mimos que, garante Bailliart, são exclusividade da Air France.

Como um mordomo que leva os passageiros da sala VIP para o avião em um carro privado. Ou o menu assinado, entre outros, pelo cheff Joël Robuchon (que tem uma coleção particular de 25 estrelas do guia Michelin no currículo). Hoje o Brasil é o quinto maior mercado para o grupo Air France/KLM. “A meta é tomar a quarta posição do Canadá”, diz Bailliart.

Apesar do foco na classe de maior poder aquisitivo, Bailliart lembra que outros estratos sociais não saíram do radar da companhia. Em abril, a companhia europeia firmou acordo de compartilhamento de voo com a Gol e passou a atender 14 cidades brasileiras.

“Desde que iniciamos a parceria com a Gol, outras praças fora do eixo Rio-São Paulo já representam 30% das nossas operações”, diz o executivo, acrescentando que a taxa de ocupação entre Brasil e França hoje gira na casa dos 80% na baixa estação e chega a 90% na alta temporada.

A estratégia, porém, terá de lustrar a imagem da companhia, arranhada com o acidente do voo AF 447, que partiu do Rio com destino a Paris e caiu no oceano, em maio do ano passado, com 228 pessoas a bordo. Todas as informações sobre o acidente ficaram concentradas em Paris e este é o único assunto da entrevista vetado por Bailliart. Para o analista Felipe Queiroz, da Austin Rating, a direção tomada pela companhia francesa está correta e sinaliza uma tendência.

“A concorrência com as empresas de baixo custo deixou as grandes companhias sem foco e o segmento premium é grande no mundo todo”, diz Queiroz. “Alguém tem que cuidar desse mercado e é o que estamos fazendo”, completa Marc Bailliart.

Fonte: Eliane Sobral - Fotos (na sequência): Rodrigo Paiva (Ag. IstoÉ) / Divulgação

Atrasos atingem 39% dos voos do país, segundo Infraero

Entre os voos internacionais, 64 estão atrasados.

No total, 97 decolagens foram canceladas.

Dos 2.207 voos domésticos programados até as 20h desta quinta-feira (23) nos principais aeroportos do país, 861 sofreram atrasos de mais de meia hora (39% do total) e 97 foram cancelados (4,4%), segundo balanço divulgado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Às 19h, o índice era 38,1%; às 18h, 37,1%.

Entre os 172 voos internacionais, 64 atrasaram (37,2%) e cinco foram cancelados (2,9%).

No Rio de Janeiro, no aeroporto Santos Dumont, dos 145 voos previstos até as 20h, 28 atrasaram (19,3%) e 31 foram cancelados (21,4%). No Galeão, dos 101 voos, 53 atrasaram (52,5%) e dois foram cancelados (2%).

No aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, dos 185 voos programados, 97 atrasaram (52,4%) e cinco foram cancelados (2,7%). Em Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, dos 213 voos, 103 atrasaram (48,4%) e 31 foram cancelados (14,6%).

Em Brasília, dos 166 voos, 80 atrasaram (48,2%) e dois foram cancelados (1,2%).

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os passageiros não encontram dificuldades para embarcar. No aeroporto da Pampulha, dos 31 voos, quatro atrasaram (12,9%) e nenhum foi cancelado. No aeroporto de Confins, dos 113 voos, 41 atrasaram (36,3%) e três foram cancelados (2,7%).

Empresas

A Gol e a TAM divulgaram notas informando que estão "empenhadas" em garantir a tranquilidade nos aeroportos durante as festas de fim de ano.

A TAM informou que os "atrasos e poucos cancelamentos registrados até o momento se devem principalmente a problemas meteorológicos em algumas cidades, a manutenções não programadas ou a ajustes na malha". A empresa cita o fato de que os aeroportos do Rio fechamaram na noite de quarta, devido ao mau tempo.

Ainda de acordo com o balanço da Infraero, até as 14h, 53,9% dos voos domésticos da TAM atrasaram e 30,4% da Gol. Entre os voos internacionais, 50% dos voos da TAM e 30,4% da Gol atrasaram.

Fonte: G1 - Foto: Eliária Andrade/Agência O Globo

Justiça proíbe greve em aeroportos até 10 de janeiro

Decisão é de juiz de vara do Distrito Federal, mas vale para todo país.

Multa para grevistas passa para R$ 3 milhões em caso de descumprimento.


O juiz da 4ª Vara Federal Itagiba Catta Preta Neto proibiu que qualquer movimento de greve em aeroportos seja feito até o dia 10 de janeiro. A decisão, da Justiça do Distrito Federal, foi assinada na noite desta quarta-feira (22) e aumenta de R$ 100 mil para R$ 3 milhões a multa para o caso de descumprimento da determinação.

Nesta quarta, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que fossem mantidos 80% dos trabalhadores em atividade nos aeroportos. Com isso, os Sindicatos de Aeronautas e Aeroviários suspenderam a greve agendada para esta quinta (23).

O pedido para que a greve fosse vetada até 10 de janeiro foi feito pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal. De acordo com a decisão judicial, sindicatos e federações de aeroviários e aeronautas não podem “promover, divulgar, incentivar ou adotar medidas extraordinárias que prejudiquem a regular prestação do serviço de transporte aéreo no Brasil.”

Na decisão o juiz avalia como “oportunista e abusiva” a realização de uma greve às vésperas das festas de fim de ano e da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, e de governadores em todo o País.

“Não só a população brasileira como um todo que corre o risco de sofrer prejuízos irreparáveis com tal movimento. É o bom nome do próprio país, no cenário internacional, que está em jogo, ainda mais quando nos preparamos para a realização de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos na década que se inicia”, afirmou o magistrado.

Sindicato vai recorrer

O diretor do Sindicato Nacional dos Aeroviários, José Fernandes dos Reis, afirmou que vai recorrer dessa decisão e da determinação anterior do TST. O sindicalista defende que a greve é direito do trabalhador garantido em lei.

“A convenção coletiva, assinada há 10 anos com os empresários, determina que a negociação de salários seja feita em dezembro. A greve é direito garantido na Constituição. Vamos derrubar essa liminar”, disse Reis.

Diálogo

Após o cancelamento da greve, o ministro da defesa Nelson Jobim demonstrou apoio à decisão dos aeronautas. “A suspensão da greve foi uma decisão inteligente. É preciso garantir uma tranquilidade mínima à população”, disse o ministro, durante visita ao Conjunto de Favelas do Alemão, no Rio.

Com relação à nova reunião em janeiro, para definir uma possível data para a paralisação, Jobim disse que todo cidadão tem direito a greve, mas afirmou que é necessário dialogar. “Em um primeiro momento, não houve diálogo, mas em janeiro vamos dialogar”, afirmou o ministro.

Propostas

Gelson Dagmar Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, disse que os funcionários das aéreas foram surpreendido pelas decisões judiciais e afirmou que, mesmo sem a greve, é possível haver atrasos em aeroportos porque os aeronautas e aeroviários estão trabalhando acima do limite.

O presidente do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias (Snea), José Marcio Mollo, disse em entrevista à rádio CBN que a entidade fez nesta madrugada uma proposta de reajuste de 8% aos trabalhadores, elevando a proposta inicial de 6,05% e aguarda uma nova posição dos trabalhadores. Os aeroviários solicitam aumento de 13%.

Fonte: Débora Santos (G1)

Nova Zelândia divulga documentos sobre óvnis

Observações de luzes misteriosas e até decolagem de disco voador estão entre relatos

Observações de luzes misteriosas nos céus e até mesmo a decolagem de um disco voador estão entre os relatos de aparições de objetos voadores não-identificados (óvnis) detalhados em documentos secretos divulgados pelo exército da Nova Zelândia no decorrer desta semana.

As milhares de páginas de documentos cobrem mais de cinco décadas de relatos de observações de óvnis por neozelandeses. A maior parte dos arquivos contém explicações naturais para as aparições, desde meteoritos a reflexos de luzes de embarcações marítimas. Entre os relatos está o de um homem que em 1955 escreveu uma carta às autoridades do país para informar que havia visto discos voadores, e que teria inclusive observado a decolagem de um deles.

Os arquivos abrangem também o mais famoso mistério relacionado ao tema no país, registrado em 1978 na cidade insular de Kaikoura (foto acima). Na ocasião, a tripulação de um avião de carga reportou que havia luzes estranhas que aparentemente acompanhavam a aeronave e controladores de tráfego aéreo informaram ter captado sinais no radar para os quais não encontravam explicação.

Diagrama: esboço de um UFO apresentado por uma pessoa que alegou ter tido um encontro íntimo

Os documentos mostram que o governo tomou nota cuidadosamente dos relatos, apesar de muitos cidadãos terem recebido apenas um agradecimento polido ao destrincharem suas teorias. As Forças de Defesa da Nova Zelândia divulgaram os documentos na quarta-feira em obediência a uma solicitação feita com base em uma lei local de liberdade de informação. As informações são da Associated Press.

Fontes: Agência Estado / dailymail.co.uk / AlJazeera English

Avião que fazia pulverização cai em canavial no interior de SP

Laudo deve apontar porque o piloto não conseguiu decolar

O avião monomotor Embraer EMB-201A Ipanema, prefixo PT-UAS, caiu na manhã desta quinta-feira (23), em um canavial de Cajobi, cidade a 411 quilômetros da capital. O piloto está internado em estado grave na santa casa de Olímpia. O acidente aconteceu a 200 metros de uma pista de terra. O avião que faria a pulverização na plantação de cana ficou bastante danificado. O piloto Anderson de Souza Lacerda, 38, teve ferimentos graves.

A aeronave foi localizada por trabalhadores rurais que ouviram o barulho do avião no momento da decolagem e notaram que ele não havia ganhado altura. As causas vão ser investigadas pelo departamento de aviação civil.

Fontes: TV Tem / O Globo - Imagens: Reprodução/TV Tem

Greve no setor aéreo está suspensa até dia 7 de janeiro, diz federação

A greve dos trabalhadores do setor aéreo (aeronautas e aeroviários), programada para ter início na madrugada desta quinta-feira (23), foi suspensa até o dia 7 de janeiro, após uma decisão da Justiça Federal que impôs multa de R$ 3 milhões por dia para os trabalhadores da categoria que optassem por aderir ao movimento.

Segundo Uébio José da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Transporte Aéreo, a decisão determina que seja mantido 90% do efetivo das categorias em atividade entre os dias 23 de dezembro e 7 de janeiro e, por isso, “não haverá qualquer movimentação ou paralisação” até a data estabelecida. "Está suspenso qualquer movimento de greve até o dia 7 de janeiro em solidariedade a população e em respeito a decisão judicial", disse ele.

Na decisão da Justiça Federal, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª vara, afirmou que os trabalhadores estariam sendo “oportunistas” caso optassem pela greve na semana do Natal.

Outra decisão na Justiça, dessa vez da Delegacia Regional do Trabalho do Distrito Federal, também determinou que 90% do efetivo das categorias permanecesse em atividade entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, estabelecendo uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

O presidente da Federação disse ainda que as empresas mantiveram a oferta de aumento salarial de 6,5%, enquanto as categorias reivindicam um aumento entre 13% e 15%, mas que houve uma “abertura para conversa” com as empresas TAM e Gol.

Hoje mais cedo, a suspensão da greve já havia sido confirmada pelo comandante Gelson Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, após uma assembleia com os trabalhadores da categoria, realizada nesta quinta-feira (23), às 5h, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

"Nós sentimos que a sociedade já vem há alguns dias muito preocupada com a questão [da greve] e, atendendo a este anseio, a categoria decidiu cumprir a decisão judicial e suspender a greve", explicou, referindo-se à decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que concedeu ontem uma liminar (decisão provisória) determinando que fossem mantidos em atividade 80% dos funcionários das companhias aéreas entre esta quinta-feira (23) e o dia 2 de janeiro.

"Entretanto, nós voltaremos a discutir a greve no início de janeiro, após esta época de Natal e Ano Novo", completou o comandante. Fochesato garantiu que, por parte de aeroviários e aeronautas, a população não terá problemas para viajar nesta época de festas de final do ano. "Mas acreditamos que enfrentarão, sim, problemas no geral, já que as companhias aéreas estão negligenciando o desgaste da tripulação, que está trabalhando acima do limite e em condições adversas", explicou o presidente do sindicato.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas representa hoje 10 mil profissionais, entre pilotos, comissários e engenheiros de voo. A reportagem está tentando contato com a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, para comentar a decisão.

Mesmo com a suspensão da greve, os aeroviários realizaram, às 5h30 desta manhã, uma passeata no aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos.

Ontem (22), antes da decisão judicial, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) recomendou aos passageiros que confirmem o voo com a empresa aérea antes de ir ao aeroporto. Já no aeroporto, havendo atraso ou cancelamento do voo, o passageiro deve procurar a empresa aérea e um representante da Agência nacional de Aviação Civil (Anac) ou o Juizado Especial.

A Anac ainda não se pronunciou oficialmente sobre a suspensão da greve, mas sua assessoria informa que o monitoramento da agência continua hoje nos 11 principais aeroportos do país (Galeão, Guarulhos, Congonhas, Brasília, Confins, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Salvador, Vitória e Manaus), por meio de inspetores que usam um colete azul e podem ser abordados pela população em caso de dúvidas.

Atrasos

Próximo do Natal, os aeroportos do país apresentam atrasos superiores a 30 minutos nesta quinta-feira (23); 28,7% dos voos domésticos tiveram a partida adiada até 9h, segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos brasileiros). Dos 696 voos programados, 200 partiram fora do horário e 39 (5,6%) foram cancelados.

Em relação aos voos internacionais, dos 50 voos programados, 11 estão atrasados (22%).

No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, das 54 partidas nacionais programadas até as 9h, 20 (37%) atrasaram; das internacionais, das 21 agendadas, duas atrasaram (9,5%).

No Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, dos 51 voos domésticos programados, 8 (15,7%) estão atrasados e 11 foram cancelados (21,6%).

Segundo a Infraero, cerca de 480 mil passageiros devem circular nos aeroportos brasileiros nesta quinta-feira (23).

Conheça os principais direitos dos passageiros

Assistência material


A partir de uma hora de atraso, o passageiro tem direito a telefone ou internet disponível. A partir de duas horas de atraso, a companhia deve fornecer alimentação adequada ao tempo de espera (voucher, lanche, bebidas); e a partir de quatro horas de atraso em relação ao horário previsto de voo, os afetados devem receber acomodação em local adequado (espaço interno do aeroporto ou ambiente externo com condições satisfatórias para aguardar pela reacomodação) ou hospedagem (quando necessária), incluindo eventual transporte do aeroporto ao local de acomodação

Reacomodação

Imediata no caso de cancelamento ou preterição. Nos atrasos, reacomodação no próximo voo da companhia ou de outra empresa na mesma rota. O passageiro que aguarda reacomodação tem prioridade sobre os que ainda não adquiriram passagem

Informação

A companhia deve informar direitos do passageiro e os motivos do atraso, cancelamento ou preterição, inclusive por escrito (o que pode ser usado em pedidos de indenizações, se for o caso)

Reembolso

Para o passageiro que desistir da viagem por cancelamento ou atraso acima de quatro horas, reembolso integral do valor do bilhete, na mesma forma do pagamento (cartão de crédito ou crédito bancário)

Indenização

O passageiro pode pedir reparação no poder Judiciário se entender que o atraso causou dano moral. Por exemplo, se não chegou a tempo a uma reunião de trabalho ou perdeu um casamento

Fonte: Associação Nacional de Aviação Civil (Anac)e Procon

Como reclamar

Caos aéreo? O que fazer:

Veja algumas orientações da Andep (Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo) para os passageiros que enfrentarem transtornos em aeroportos:

- Chegar ao aeroporto 1h30 antes de voos domésticos e 3h antes de voos internacionais; isso aumenta a chance de embarcar e reduz o tempo na fila do check-in

- Fazer conexões com folga mínima de 3h

- Não discutir, ameaçar ou agredir com o atendente do balcão

- Verificar se há mais pessoas na mesma situação que você

- Procurar fazer uma lista com demais passageiros lesados; uma ação coletiva terá mais impacto

- Guardar todos os comprovantes de despesas decorrentes do cancelamento ou atraso no voo

- Registrar, com celular e câmeras, imagens dos painéis de informação para comprovar o atraso/cancelamento do voo, ou mesmo registrar o caos/mau atendimento

- Se houver tempo, registrar, antes de embarcar/desembarcar, a queixa junto à companhia aérea, ANAC, posto policial ou Juizado Especial

Anac

Para apresentar reclamação sobre irregularidades cometidas pela companhia, os passageiros podem entrar em contato com representantes da Anac pessoalmente nos principais aeroportos, ou 24 horas por dia pelo telefone 0800 725 4445, com atendimento em português, inglês ou espanhol. Na internet, o endereço é www.anac.gov.br/faleanac. A Anac avalia a denúncia e pode multar a companhia infratora

Procon

A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) recebe reclamações a respeito de qualquer falha no serviço. O Procon procura a empresa e busca uma conciliação que garanta o direito do cliente

Judiciário

A avaliação de indenizações em caso de suposto dano moral é feita pelo Poder Judiciário

Fonte: Andréia Martins (UOL Notícias) - Foto: Alan Morici (Futura Press)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

50 segredos que os pilotos não contam

Profissionais dizem o que não costumam falar dentro de aviões

Você, que tem arrepios quando o avião decola ou faz chacota com quem tem medo de voar, deveria ler com atenção os segredos que os pilotos de aeronaves não costumam contar para ninguém. E assim, descobrir quando realmente é hora de se preocupar e quando é exagero. A revista Reader’s Digest perguntou a pilotos de diversas empresas aéreas nos Estados Unidos quais as coisas que eles não diriam a seus passageiros.

Em tempos de caos aéreo, os profissionais dão dicas úteis para pessoas de qualquer lugar do mundo que estão pensando em pegar um voo. Por exemplo, não adianta nada pedir informações sobre o aeroporto a um piloto, eles viajam tanto que quase nunca conhecem os lugares onde estão.

Confira alguns conselhos úteis abaixo:

1. “Nós também sentimos falta dos amendoins” – Piloto da US Airways

2. “Estou constantemente preocupado em carregar menos combustível do que acho confortável. Empresas Aéreas estão sempre olhando para os limites, e você queima combustível quando carrega combustível. Algumas vezes, se você carrega só o suficiente e enfrenta tempestades ou atrasos, de repente está sem combustível e precisará ir a um aeroporto alternativo” – Comandante de uma grande empresa

3. “Às vezes a companhia não nos dá pausas para almoço ou até tempo para comer. Nós temos que atrasar voos para conseguir comer alguma coisa.” – Primeiro Oficial de transportadora regional

4. “Nós contamos aos passageiros o que eles precisam saber. Nós não contamos coisas que irão assustá-los demais. Você nunca vai me escutar dizer: ‘Senhoras e senhores, acabamos de ter uma falha no motor’, mesmo se isso for verdade” – Jim Tilmon, piloto aposentado da American Airlines

5. “A verdade é que nós estamos cansados. Nossas regras de trabalho nos obrigam a estar em serviço por 16 horas sem intervalo. São muitas horas a mais que um motorista de caminhão, que podem descansar na próxima parada, nós não podemos parar na próxima nuvem” – Comandante de uma grande empresa.

Clique aqui e acesse a matéria da Reader’s Digest (em inglês).

Fonte: Revista Galileu - Foto: Ryan McVay/Photodisc/Thinkstock

Lula: greve nos aeroportos seria irresponsabilidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta quarta-feira, após uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, sobre a possibilidade de greve nos aeroportos do País. O presidente classificou a hipótese de "irresponsabilidade" e disse que os brasileiros não podem ser "vítimas".

"A negociação poderia ter sido feita com antecedência. O que não pode é qualquer atitude de irresponsabilidade que faça o brasileiro sofrer. Não acho correto nem humanamente justo alguém impedir que essa pessoa viaje no Natal, se nós temos tempo para negociar a partir do dia 1º", afirmou Lula, lembrando que muitos brasileiros viajarão pela primeira vez de avião para passar o Natal com a família.

Lula disse ainda que conversará amanhã com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o assunto. "Eu espero maturidade das empresas e dos empregados para que o povo não seja vítima da insensatez".

Ameaça de paralisação

Uma reunião de mais de três horas entre representantes de sindicatos de trabalhadores dos aeroportos e das empresas de aviação terminou sem acordo na última terça-feira. Com isso, a ameaça de paralisação dos funcionários a partir de amanhã está mantida.

"As empresas aéreas receberam nossa pauta em setembro e só vieram avaliar agora. Por isso, já convocamos o trabalhador aeroviário a, no dia 23, parar com suas atividades e contribuir com seu destino", disse Marcelo Schmidt, do Sindicato Nacional dos Aeroviários.

Segundo ele, a greve deverá ocorrer ao longo de todo o dia 23, mas é possível que seja realizada em intervalos determinados, atrasando os voos, mas não os interrompendo. "Os passageiros precisam ter paciência, porque os trabalhadores estão no limite e isso compromete a segurança. Os passageiros chegarão ao seu destino, mas não chegarão no seu horário".

Os aeroviários querem aumento de 13%, mais alta de 30% no piso salarial. Os aeronautas cobram aumento de 15% e consideram a nova proposta dos empregadores fora de cogitação.

Fonte: Claudia Andrade (Terra)

Fumaça na cabine faz avião da Ryanair realizar evacuação de emergência na Irlanda

Mais Ryanair...

Nesta terça-feira (21), o Boeing 737-8AS(WL), prefixo EI-ENB, da Ryanair, que realizava o voo FR-701 - entre Londres, na Inglaterra e Kerry, na Irlanda - com 160 passageiros a bordo, tinha acabado de pousar em Kerry quando, no momento que estava taxiando para o terminal de desembarque, uma fumaça foi observada no cockpit, alertando a tripulação a parar a aeronave e iniciar uma evacuação de emergência via slides. Dois passageiros sofreram ferimentos durante a evacuação e foram atendidos no aeroporto.

Um dos passageiros disse que havia uma fina camada de fumaça na cabine após a aterrissagem que cheirava a borracha queimada.

a Unidade de Investigação de Acidentes da Irlanda (AAIU - Air Accident Investigation Unit) irá decidir de inicia uma investigação após obter o relatório que deverá esclarecer se houve um problema com a aeronave ou se líquido, talvez, de degelo foi a causa da fumaça na pista do Aeroporto de Kerry.

A Ryanair confirmou a ocorrência dizendo que foi realizada a evacuação por precaução. Engenheiros foram chamados para examinar a aeronave.

Assista ao vídeo com o pouso e o atendimento à aerovane:



Fontes: Aviation Herald / irishtimes.com / - Fotos: Majella O'Sullivan / Don MacMonagle

Porém, em voo da mesma Ryanair, em maio deste ano...

OVNI fotografado num voo Ryanair entre Portugal – Reino Unido

Em maio deste ano, um passageiro tirou uma foto a um objeto voador não identificado. Ele viajava a bordo de um voo da Ryanair entre Portugal o Reino Unido, segundo informações do site Meets The Weird.

O objeto tem feito as alegria dos “ufólogos” e ainda não foi explicado.

Piloto da Ryanair avistou um OVNI 200 km ao sul de Oslo, na Noruega

Foram publicadas imagens chocantes, mas a Ryanair recusa-se a comentar especulações sobre um 'voo de teste'

A companhia aérea de baixo custo Ryanair confirmou hoje que o piloto-comandante do voo FR1397 de Oslo/Rygga para Londres/Gatwick reportou um Objeto Voador Não Identificado, vulgo OVNI, às autoridades da aviação após os passageiros terem publicado imagens chocantes tiradas a bordo do avião sensivelmente a 200 km a sul de Oslo.

Profissionais da Aviação confirmaram que lhes foram reportadas informações semelhantes e confirmam ainda que tais avistamentos não são fora do comum naquela região nesta altura do ano onde ocorrem com mais frequência até 25 de dezembro.

O português Daniel de Carvalho, diretor de relações externas da companhia irlandesa afirma em comunicado distribuído esta tarde que “a Ryanair confirma que o comandante do voo FR 1397 reportou oficialmente um objeto voador não identificado a cerca de 200km a Sul de Oslo. Os tripulantes aperceberam-se do objeto após alguns passageiros o terem avistado e terem começado a tirar fotografias.

A Ryanair entregou as imagens às Autoridades da Aviação na Europa numa tentativa de garantir que os avistamentos possam ser analisados.

A Ryanair não comenta rumores e especulações e não será influenciada por passageiros que afirmam que o OVNI era um voo de teste para o dia 24 de dezembro. Este é agora um assunto a ser tratado pelas autoridades.”

Fonte: dnoticias.pt

Nota do Autor

Na verdade não passa de mais uma jogada de marketing da empresa aérea irlandesa relacionada ao Dia de Natal. Veja a foto encontrada no site da Ryanair:

Países fabricantes de aviões criam mecanismo de crédito

Os principais países produtores de aviões selaram um acordo para que o apoio financeiro dos governos à exportação de aeronaves se torne mais condizente com as condições do mercado, disse a OCDE na quarta-feira.

O acordo envolvendo Brasil, Canadá, Japão, Estados Unidos e União Europeia -abrangendo Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália- ainda precisará ser formalmente aprovado por todas as partes antes de 20 de janeiro, para que entre em vigor em 1 de fevereiro.

"O objetivo do acordo é criar e manter um sistema de tarifas baseado nos mercados e no risco, que produza um terreno igualado entre fabricantes, companhias aéreas e governos", disse a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, cuja sede, em Paris, abrigou as reuniões que levaram ao acordo.

As companhias aéreas vinham pressionando por uma mudança nas regras que permitem que os governos deem financiamento para exportações que se destinem a algumas empresas, mas não a outras. É o caso dos aviões vendidos pela Boeing, dos EUA, e pela Airbus, um consórcio europeu.

O acordo acaba com isso, mas inclui um período de transição, para as encomendas já feitas sob os termos atuais.

As empresas aéreas dos países onde os aviões da Boeing e Airbus são fabricados se dizem injustamente excluídas do sistema de financiamento para exportações, que acaba beneficiando grandes companhias asiáticas.

O papel do crédito estatal à exportação cresceu substancialmente desde a crise financeira global de 2008, que secou outras fontes de recursos.

A entrada de pequenos concorrentes, como a canadense Bombardier e a brasileira Embraer, no mercado de aviões maiores, desafiando a Airbus e a Boeing, também deu mais importância à questão.

Em nota, os ministros franceses de Economia, Comércio Exterior e Transportes disseram que "o novo marco regulatório leva em conta os interesses da fabricante europeia Airbus, que continuará se beneficiando das garantias estatais em algumas das suas exportações."

A Airbus, disse a nota, "ficará sujeita, no que diz respeito ao financiamento, às mesmas regras do jogo que sua concorrente Boeing". O texto lembra também que companhias aéreas da Grã-Bretanha, França e Alemanha serão beneficiadas.

Fonte: Leigh Thomsa e Helen Massy-Beresford (Reuters) via O Globo

Autoridades europeias criticam falta de preparo de aeroportos para a neve

A situação mais grave é nos aeroportos da Inglaterra e Alemanha. Além dos voos, a neve também tem prejudicado a vida rural britânica.

Fonte: Globo News

Nasa decide retirar Discovery da plataforma de lançamento

Agência tomou essa decisão para analisar melhor as fendas que descobriu no tanque de combustível externo

A Nasa (agência espacial americana) decidiu retirar a nave Discovery da plataforma de lançamento 39A onde estava preparada desde novembro passado para seu lançamento, que teve de ser adiado sucessivamente por problemas técnicos.

Os técnicos do Centro Espacial Kennedy da Flórida decidiram transferir a nave ao Edifício de Montagem de Veículos, anunciou nesta terça-feira,21, a agência espacial americana.

A Nasa tomou esta decisão para analisar melhor as fendas que descobriu no tanque de combustível externo (ET-137) em 5 de novembro, durante o processo de abastecimento, quando a nave estava pronta para iniciar a missão STS-133.

Desde então, o tanque foi submetido a várias revisões, mas, ao ser colocado na plataforma de lançamento, a Nasa teve dificuldades para explorar com raios X as peças danificadas para determinar a causa das fendas.

Fonte: EFE via Estadão - Fotos: NASA

Grupo de 28 passageiros acusam empresa aérea de esquecê-los

Webjet afirma que houve confusão de local de embarque

Um grupo de 28 passageiros acusa a empresa Webjet de deixá-los para trás, em um voo que saiu nesta terça-feira (21) do aeroporto Leite Lopes com destino a Salvador (BA), às 12h35. Por meio de assessoria de imprensa, a empresa afirma que o problema foi causado pela desatenção dos clientes.

Segundo a assessoria, 101 passageiros de um total de 129 embarcaram e a partida do voo foi anunciada quatro vezes pelo sistema de som do aeroporto.

Ainda segundo a empresa, os passageiros que não conseguiram embarcar foram realocados para outros dois voos para Salvador, um com escala em Brasília (DF) e outro com escala no Rio de Janeiro, que saíram por volta das 15h.

Os passageiros afirmam que a mudança do portão de embarque pouco antes do horário de partida do avião, além da falta de informação sobre essa alteração, causaram toda a confusão.

"Ficamos esperando aqui. Achamos que o voo estivesse atrasado", explica a aposentada Maria Estela Resende.

Fonte: jornalacidade.com.br (com EPTV)

Greve de comissários cancela 43 voos da LAN em Buenos Aires

Funcionários reclamam de 'violação dos tempos máximos de serviço'; Voos para São Paulo foram afetados.

Quarenta e três voos da companhia aérea LAN Argentina foram cancelados, na terça-feira, devido a uma greve dos comissários de bordo da empresa de bandeira chilena com sede em Buenos Aires.

Em seu site, a LAN informou que 'todos os voos domésticos e internacionais deste dia 21 de dezembro foram cancelados'.

Entre os doze voos internacionais que estavam programados para decolar, dois eram para São Paulo. A paralisação começou às quatro da manhã e continuava no fim da noite, com cerca de seis mil passageiros afetados.

O protesto foi anunciado pela secretária geral da Associação de Tripulantes de Bordo de Passageiros de Empresas Aéreas (ATCPEA, na sigla em espanhol), Paula Marconi.

'A empresa não atendeu nossas demandas e a greve vai continuar até que a companhia garanta o cumprimento do nosso acordo', disse.

Os trabalhadores da LAN reclamam de 'violação dos tempos máximos de serviço nos voos', estabelecidos por convênio de trabalho, e argumentam que um acordo recente com a empresa não teria sido obedecido.

'Incompreensível'

Num comunicado, a empresa disse que a greve é 'incompreensível' porque a companhia e os trabalhadores teriam assinado acordo em novembro com aumento salarial de 30% para a categoria.

O porta-voz da LAN Argentina, Pablo Querol, disse ainda que os comissários de bordo pedem que integrantes de outros sindicatos da categoria 'Associação de Areonavegantes' (AAA) não embarquem nos voos da empresa.

'Eles estão pedindo à nossa companhia que discrimine, que não permita que viajem no mesmo avião tripulantes de outros sindicatos', disse.

Recentemente, um conflito sindical semelhante teria sido um dos motivos da paralisação dos voos da companhia Aerolíneas Argentinas.

O cancelamento dos voos da LAN provocou reação indignada dos passageiros diante das câmeras de televisão do país.

Segundo a emissora de televisão TN (Todo Noticias), os controladores de voo teriam iniciado uma operação tartaruga em apoio aos trabalhadores da LAN e por isso voos internacionais estariam saindo com meia hora de atraso do Aeroparque - aeroporto local que recentemente passou a realizar voos para os países vizinhos, como o Brasil.

Fonte: BBC via G1 - Foto: AP

STJ indeniza irmã de vítima de acidente da Gol

Uma decisão inédita do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu o direito à indenização à irmã de uma vítima do acidente aéreo envolvendo o avião da Gol Linhas Aéreas e o jato Legacy, em setembro de 2006. Pela decisão, ela receberá R$ 120 mil por danos morais da Gol.

Antes dessa decisão, as empresas aéreas fechavam acordo apenas com pais, filhos ou companheiros das vítimas. A decisão abre um precedente importante: além de fechar acordo com os pais da vítima, as empresas poderão ser obrigadas a pagar indenização para outros parentes.

Mas a decisão tem peculiaridades e não serviria, portanto, para todos os casos. Nesse caso, a vítima do acidente era jovem e irmão único da beneficiária. Além disso, ela anexou ao processo fotos que comprovavam forte vínculo afetivo entre os dois. Foi com base nesses detalhes que o STJ garantiu a ela a indenização.

V.R.O. entrou inicialmente com pedido de indenização no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na primeira instância, ganhou o processo e o direito a receber R$ 80 mil da empresa por danos morais. Insatisfeita com o valor, ela recorreu ao STJ. O relator do processo, ministro Luís Felipe Salomão, concordou com o pedido e elevou o valor para R$ 190 mil. Ele argumentou que vários precedentes do tribunal permitem que pessoas peçam indenização pela morte trágica de seus irmãos.

Foi então a vez da Gol protestar - ainda no STJ. No processo, a empresa argumentava que esses processos já julgados não eram idênticos ao caso. Nesse, informava a empresa, os pais da vítima já haviam sido indenizados e não seria razoável que a empresa fechasse um acordo e agora fosse obrigada a pagar uma indenização para a irmã. A tese da empresa não vingou. Os ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitaram unanimemente o recurso. Mas o ministro Luís Felipe Salomão concordou em reduzir o valor da indenização para R$ 120 mil, acrescidos de juros e correção monetária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

Madonna enfurece passageiros ao ser privilegiada em aeroporto

Tumulto e revolta marcaram um voo que vinha de Nova York para Londres. Além da crise area que tem gerado um verdadeiro caos nos aeroportos europeus, o tratamento dedicado a uma das passageiras, Madonna, piorou ainda mais os nervos dos passageiros. Devido a neve excessiva, que bloqueava a pista, os passageiros da aeronave tiveram de aguardar três horas sentados, dentro do avião. Menos Madonna.

Segundo o jornal inglês "Daily Mail",a popstar e seu staff de produtores aguardaram apenas uma hora dentro do avião, enquanto o restante dos passageiros ficou mais duas horas esperando.

Um dos passageiros da primeira classe - onde Madonna estava - comentou que além dessa regalia, a cantora causou outro incômodo: praticou ioga em pleno corredor da aeronave, durante a primeira hora de espera.

"Já foi ruim ter de esperar, mas então ela começou a fazer sua ioga", disse o passageiro ao jornal. "Depois de uma hora, um ônibus chegou e levou ela e sua equipe de quinze pessoas para fora do avião. Pareceu muito injusto, ela não é o Presidente ou algo assim. O restante de nós teve de esperar por mais duas horas", continuou o passageiro.

A assessoria da empresa aérea afirmou: "É comum nas empresas que os passageiros de primeira classe desembarquem primeiro, e isso se reflete no preço mais caro da passagem". Mas o passageiro que deu seu testemunho ao jornal também viajava na primeira classe. "Madonna foi retirada do avião antes de todas as outras pessoas da primeira classe. Estamos todos indignados com isso".

Fonte: Titinet

Droga e dinheiro estavam no trem de pouso do avião doado aos bombeiros de MS

Após apreensão, processo de doação definitiva segue normalmente

Os 650 mil dólares e os 100 gramas de maconha encontrados ontem em aeronave Beechcraft Baron A56TC, prefixo PT-KPG, doada ao Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul estavam escondidos dentro do compartimento do trem de pouso. O material foi achado durante uma perícia feita pela PF (Polícia Federal) solicitada pela Justiça de São Paulo.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Ociel Ortiz, o processo de doação segue normalmente, apesar do "incidente". “O dinheiro e a droga encontrados estão com a PF e a aeronave continua sob nossa guarda esperando o trâmite do processo, aguardando a doação definitiva”.

Por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Federal informou que todo o material apreendido foi lacrado e colocado à disposição da Justiça de Atibaia, interior de São Paulo, onde os aviões foram apreendidos.

Duas aeronaves chegaram a Campo Grande no último dia 3 de setembro, quando o Corpo de Bombeiros tornou-se depositário fiel dos aparelhos. Desde então, mais de 90 dias, de acordo com o comandante, eles permaneceram em uma das unidades da corporação.

Para encontrar os dólares e a droga, os peritos federais "desmontaram praticamente a aeronave", que está no hangar do Governo, no Aeroporto Internacional, diz o comandante.

“A aeronave não estava sendo usada pelos bombeiros. Desde o deslocamento elas estão guardadas. A pretensão é que elas fossem doadas em definitivo. A intenção era usar, no futuro, no serviço operacional”, diz Ociel.

Origem

Os aviões têm capacidade para 4 passageiros, mais o piloto e eram utilizados no tráfico de drogas. A apreensão foi no dia 25 de agosto, quando foram encontrados com 44 quilos de cocaína durante operação no interior de São Paulo.

O avião estava em poder do traficante Mario Sérgio Arias, 53, conhecido como Panelão. Ele é acusado de chefiar esquema que movimentava até uma tonelada de cocaína por mês no Brasil, a maior parte com entrada pelas cidades de Ponta Porã e Corumbá. As drogas iam para São Paulo, Minas e Paraná.

O traficante era apontado como um dos representantes paulistas da facção criminosa Comando Vermelho, que atua no Rio. Ele é considerado um dos maiores criminosos do País.

Marcos Júlio Knorre, 42, piloto de avião, e o genro de Ariase João Marcos Rolim, 38, foram presos três meses depois do traficante no hangar de uma empresa de táxi aéreo, em um condomínio na Vila Eldorado, em Atibaia (SP). Com eles foram encontrados 42 quilos de cocaína.

Foram apreendidas 3 aeronaves ao todo, mas somente 2 foram doadas a MS. De acordo com o comandante dos Bombeiros, a corporação ainda não conta com um grupamento aéreo. Os aviões seriam usados no transporte de vítimas e tropas, observação de incêndio e ações de defesa civil.

Fonte: Campo Grande News - Foto: Divulgação

Presidente da Anac admite problema em aeroportos do país amanhã

A presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, admitiu na tarde desta quarta-feira que os passageiros que quiserem embarcar na quinta (23) nos aeroportos do país terão problemas e podem não conseguir chegar ao destino escolhido.

Solange também disse que o movimento estimado nos aeroportos amanhã deve ultrapassar 400 mil pessoas. Ela afirmou que a agência está conversando com as companhias aéreas --principalmente TAM e Gol-- sobre a possível greve dos aeroviários e aeronautas marcada para amanhã.

De acordo com ela, a Anac não trabalha com o cenário de paralisação total dos funcionários. "Se houver problema será pontual e totalmente contornável", disse. Quanto a uma possível punição aos grevistas ou às empresas, ela afirmou que isso não cabe à Anac decidir. "A Justiça que irá definir se a greve é legal ou não."

Reunião realizada na terça-feira (21) entre empresas e representantes dos aeroviários (que fazem as operações em solo) e aeronautas (tripulação de voo) terminou sem acordo. Os empresários avançaram timidamente na negociação de ontem, oferecendo 6,58% de reajuste. Antes a proposta era de 6,08%. Os trabalhadores não apresentaram contraproposta.

Cerca de 200 aeroviários fizeram na manhã desta quarta-feira, no aeroporto Santos Dumont (centro do Rio), uma manifestação convocatória para a greve de amanhã.

Fonte: Eduardo Geraque (Folha.com)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Aconteceu em 21 de dezembro: O atentado de Lockerbie


No dia 21 de dezembro de 1988, o Boeing 747-121A, prefixo N739PA, “Clipper Maid of the Seas” da Pan Am, decolou de Londres com destino a Nova York com 259 pessoas a bordo, sendo 243 passageiros e 16 tripulantes. Mas o avião nunca saiu da Grã-Bretanha. Em menos de uma hora de voo, uma bomba explodiu no porão de carga, fazendo com que pedaços do avião despedaçado caíssem na pacata cidade de Lockerbie, na Escócia. 

O Boeing 747-121A, prefixo N739PA, “Clipper Maid of the Seas” da Pan Am
O ataque matou 270 pessoas, lançou uma investigação criminal massiva e mudou Lockerbie para sempre. Esta é a história do voo 103 da Pan Am e do infame Lockerbie Bombing. As imagens desta matéria são provenientes da CBC, BBC, VICE News, Wikipedia, The Telegraph, The Daily Express, Al Jazeera, The National, The Independent, Reuters, The Scotsman e o Shropshire Star. Clipes de vídeo cortesia da Cineflix.

A trilha de evidências concretas, que permanece um tanto limitada, começa em 7 de dezembro de 1988 na pequena nação insular de Malta. Naquele dia, um homem líbio, mais tarde conhecido como oficial de inteligência Abdelbaset al-Megrahi, comprou várias peças de roupa do dono de uma loja maltês Tony Gauci. 


Elas foram embaladas em uma mala Samsonite, de um modelo vendido em pequenas quantidades e apenas no Oriente Médio, ao lado de uma bomba escondida dentro de um rádio. O cronômetro da bomba era do tipo fabricado pela Mebo, uma empresa de eletrônicos da Suíça, que havia dado vários cronômetros ao governo líbio algum tempo antes.

No dia 21 de dezembro, a mala contendo a bomba foi colocada em um voo de Malta para Frankfurt, na Alemanha. A bomba não estava programada para explodir até muitas horas depois, e não há evidências de que alguém associado à trama tenha embarcado no voo para Frankfurt, embora também não tenha havido registro de qualquer incompatibilidade de bagagem no voo.


Em Frankfurt, a bagagem foi carregada no voo 103 da Pan Am, que faria escalas em Londres, Nova York e Detroit. A mala foi novamente autorizada a ser colocada a bordo sem verificação cruzada para garantir que o passageiro associado também embarcasse no avião, um regulamento que havia sido posto em prática após o bombardeio do voo 182 da Air India em 1985, mas era rotineiramente ignorado.

A mala foi transportada de Frankfurt para o aeroporto de Heathrow, em Londres, onde foi carregada em um dos compartimentos de bagagem dianteiros do Pan Am Boeing 747 “Clipper Maid of the Seas”. 

243 passageiros e 16 tripulantes embarcaram no voo 103, incluindo 190 americanos, 32 britânicos e cidadãos de 19 países adicionais. Entre eles estava um grupo de 35 estudantes de intercâmbio da Syracuse University, em Nova York. O homem-bomba não estava a bordo. 

O avião deixou Heathrow às 18h25 com uma bomba no porão de carga que estava marcando rapidamente a hora final no cronômetro. 37 minutos depois, quando o voo 103 voava alto sobre a Escócia, a bomba explodiu. 


A explosão abriu um buraco na lateral do avião e, em um piscar de olhos, a cabine e a seção de primeira classe se quebraram, balançando para cima no teto do avião antes de se separarem completamente. 

O resto da aeronave começou a mergulhar em direção ao solo, quebrando-se ainda mais ao cair. A cauda se separou, depois os motores e as pontas das asas; a seção central com muitos dos passageiros e os tanques de combustível pegou fogo e caiu em direção à cidade desavisada de Lockerbie, girando e girando como um pião. 

Os passageiros foram lançados na noite, alguns ainda amarrados em seus assentos; vários já estavam mortos antes mesmo de o avião atingir o solo.


Milhares de metros abaixo, os residentes de Lockerbie, uma pacata cidade escocesa de cerca de 4.000 habitantes, estavam se preparando para o feriado de Natal que se aproximava. De repente, um som estrondoso profundo sacudiu a cidade. Várias testemunhas viram um raio de luz quando a seção central em chamas, com as asas ainda presas, caiu do céu e se chocou contra o beco sem saída em Sherwood Crescent. 


Uma grande explosão atingiu Lockerbie, destruindo mais de uma dúzia de casas e causando caos na rodovia A-74 adjacente, que foi pega na explosão. Detritos estavam caindo por toda parte. Outra seção da fuselagem colidiu com uma casa em Rosebank Crescent, demolindo uma das extremidades do prédio. Um residente olhou para fora e encontrou seu gramado coberto por até 60 corpos. Outro tentou ligar para os serviços de emergência, mas as linhas telefônicas estavam desligadas.


"Inicialmente, ouvimos um estrondo sobre o hotel. Pensamos que o telhado estava caindo, então ouvimos um tremendo estremecimento no chão como se fosse um terremoto, e então vimos faíscas e esta enorme chama entrando 60 ou 300 pés o ar. Havia destroços voando por toda parte " - relatou Graham Byerley, gerente do hotel Lockerbie 

"A estrada inteira estava em chamas. Duas casas estavam em chamas. A estrada estava completamente [coberta] com alvenaria, portões de jardim e aparentemente partes do avião, mas não partes muito grandes. Havia muitos detritos fumegantes em chamas. Parecia que a estrada estava pegando fogo. " — disse o John Glasgow, morador de Lockerbie.


“As crianças tinham descido as escadas, estavam gritando, havia vidros e destroços por todo o lugar. Então peguei uma tocha e iluminei o lado de fora. Havia corpos sobre minha cerca, eles estavam deitados fora das janelas da frente. Eles estavam em todo o lugar. Sempre me lembrarei daquela garota - ela estava vestindo uma blusa azul, um suéter.”, informou outro residente de Lockerbie, Peter Giesecke.


O marco zero da explosão foi a casa de Dora e Maurice Henry em Sherwood Crescent. A casa deles foi atingida diretamente pelas asas cheias de combustível e pela fuselagem central; onde antes existia, agora havia uma cratera em chamas. Seus corpos nunca foram encontrados. 

Ao todo, o impacto e o incêndio subsequente destruíram 21 casas e mataram 11 residentes de Lockerbie. Muitos pedaços do avião pousaram em outras áreas da cidade, e uma grande quantidade de destroços mais leves, assim como a cabine, foram espalhados além de Lockerbie por mais de 2.000 quilômetros quadrados. 


A seção avançada encontrada deitada de lado em um campo; o vidro das janelas da cabine nem mesmo estava quebrado e o nome “Clipper Maid of the Seas” ainda estava claramente visível. Um fazendeiro próximo a esta seção afirmou ter encontrado uma aeromoça que ainda estava viva, mas ela morreu antes da chegada dos serviços de emergência.

Em outro lugar no enorme campo de destroços rurais, dois outros passageiros provavelmente sobreviveram à queda, mas sangraram até a morte ou morreram de exposição antes de serem encontrados. 

O inquérito de um legista relatou que provavelmente teriam sobrevivido se tivessem recebido tratamento médico imediato, mas devido à natureza do local do acidente e ao foco inevitável em Lockerbie, eles não foram encontrados até que fosse tarde demais. 

No final, todas as 259 pessoas a bordo morreram no acidente, elevando o número de mortos para 270 pessoas. Todos os 243 passageiros e dezesseis tripulantes morreram, assim como onze moradores de Lockerbie que estavam em terra. Das 270 vítimas fatais, 190 eram cidadãos americanos e 43 eram cidadãos britânicos. Dezenove outras nacionalidades estavam representadas, com quatro ou menos passageiros por país.

Uma vítima canadense, Hanne-Maria Root (nascida Maijala), tinha dupla cidadania canadense e finlandesa. Os corpos de dezessete vítimas – dez passageiros (seis americanos, três húngaros e um canadense) e sete moradores de Lockerbie – nunca foram encontrados e presume-se que tenham sido praticamente " vaporizados " pela bola de fogo da cratera de impacto.

O voo 103 estava sob o comando do Capitão James B. MacQuarrie (55), piloto da Pan Am desde 1964 com quase 11.000 horas de voo, das quais mais de 4.000 foram acumuladas em aeronaves 747. Ele serviu anteriormente três anos na Marinha dos EUA e cinco anos na Guarda Aérea Nacional de Massachusetts , onde alcançou o posto de major. O primeiro oficial Raymond R. Wagner (52), piloto da Pan Am desde 1966 com quase 5.500 horas no 747 e um total de quase 12.000 horas, havia servido anteriormente oito anos na Guarda Nacional de Nova Jersey. O engenheiro de voo Jerry D. Avritt (46), que ingressou na Pan Am em 1980 após 13 anos na National Airlines , tinha mais de 8.000 horas de voo, com quase 500 horas no 747. A tripulação da cabine de comando estava baseada no Aeroporto Internacional John F. Kennedy.


Seis dos 13 comissários de bordo se naturalizaram cidadãos americanos enquanto trabalhavam para a Pan Am. A tripulação era baseada em Heathrow e morava na região de Londres ou fazia o trajeto diário de outras partes da Europa. Todos foram contratados originalmente pela Pan Am e o tempo de serviço variava de 9 meses a 28 anos.

O capitão, o primeiro oficial, o engenheiro de voo, uma comissária de bordo e vários passageiros da primeira classe foram encontrados ainda presos aos seus assentos dentro da seção dianteira quando o avião caiu em Tundergarth. Uma comissária de bordo foi encontrada viva por uma moradora local, mas morreu antes que o socorro pudesse ser chamado. Alguns passageiros também podem ter permanecido vivos brevemente após o impacto; um relatório do patologista concluiu que pelo menos dois desses passageiros poderiam ter sobrevivido se tivessem recebido atendimento médico a tempo.

Trinta e cinco dos passageiros eram estudantes da Universidade de Syracuse, que participavam do programa de intercâmbio da universidade chamado Divisão de Programas Internacionais no Exterior (abreviado como "Programa DIPA" e renomeado para "Universidade de Syracuse no Exterior" em 2006) e estavam voltando para casa para o Natal após um semestre nos campi de Syracuse em Londres e na Europa. Dez desses estudantes eram de outras universidades e faculdades (incluindo a Universidade Colgate, a Universidade Cornell e a Universidade do Colorado) que mantêm relações de colaboração com Syracuse. Vários dos estudantes tinham conexão marcada para o voo 4919 da Pan Am Express com destino ao Aeroporto Internacional Syracuse Hancock, no Aeroporto JFK, naquela mesma noite.

Muitos dos seus corpos foram encontrados em Rosebank Crescent, a 0,8 km de Sherwood Crescent. A fuselagem traseira do avião, onde muitos deles estavam sentados, destruiu uma das casas de Rosebank Crescent, no número 71 da Park Place, a residência de Ella Ramsden, moradora de Lockerbie, que sobreviveu. Os corpos de dois desses estudantes nunca foram recuperados.

Entre as vítimas passageiras, destacava-se Bernt Carlsson, comissário da ONU para a Namíbia (então África do Sudoeste), de 50 anos, que participaria da cerimônia de assinatura dos Acordos de Nova York na sede da ONU no dia seguinte.

Lápide memorial no Cemitério Dryfesdale dedicada a Bernt Carlsson
James Fuller, CEO da Volkswagen da América, estava voltando para casa com o diretor de marketing Lou Marengo de uma reunião com executivos da Volkswagen na Alemanha Ocidental. Também estavam a bordo o velejador olímpico irlandês e consultor de gestão Peter Dix, e o músico de rock Paul Jeffreys e sua esposa.

A bordo do voo estavam os agentes especiais do Serviço de Segurança Diplomática (DSS), Daniel Emmett O'Connor e Ronald Albert Lariviere. Matthew Gannon, o chefe adjunto da estação da Agência Central de Inteligência (CIA) em Beirute, Líbano, estava sentado no assento 14J, localizado na cabine da classe executiva (denominada "Classe Clipper"). Um grupo de especialistas em inteligência dos EUA estava a bordo do voo. A presença deles deu origem a especulações e teorias da conspiração de que um ou mais deles teriam sido alvos.

Onze moradores de Lockerbie, na Sherwood Crescent, morreram quando a seção da asa atingiu a casa de número 13 da Sherwood Crescent a mais de 800 km/h (500 mph) e explodiu, criando uma cratera de 47 m (154 pés) de comprimento e com um volume de 560 m³ (20.000 pés cúbicos; 730 jardas cúbicas). A propriedade foi completamente destruída e seus dois ocupantes morreram. Seus corpos nunca foram encontrados. Várias outras casas e seus alicerces foram destruídos, e outras 21 foram danificadas irreparavelmente.         

Uma família de quatro pessoas morreu quando sua casa, no número 15 da Sherwood Crescent, explodiu. Um casal e sua filha morreram na explosão em sua casa, no número 16 da Sherwood Crescent. O filho deles testemunhou uma bola de fogo engolindo sua casa da garagem de um vizinho, onde ele estava consertando a bicicleta da irmã. Os outros moradores de Lockerbie que morreram foram duas viúvas de 81 e 82 anos, que também moravam na Sherwood Crescent; elas foram as duas vítimas mais idosas do desastre.

Patrick Keegans, padre católico de Lockerbie, preparava-se para visitar amigos por volta das 19h daquela noite com sua mãe, tendo sido recentemente nomeado pároco da cidade. A casa de Keegans, no número 1 da Sherwood Crescent, foi a única na rua que não foi destruída pelo impacto nem devastada pelo fogo. De acordo com um artigo da BBC sobre o incêndio, publicado em 2018, Keegans havia subido as escadas para se certificar de que havia escondido o presente de Natal de sua mãe e recorda: "Imediatamente depois disso, houve uma enorme explosão". Em seguida, "o tremor parou e, para sua surpresa, ele não se feriu". A mãe de Keegans também saiu ilesa, tendo sido protegida dos destroços por um refrigerador com freezer.

Muitos dos familiares dos passageiros, a maioria dos EUA, chegaram lá poucos dias depois para identificar os mortos. Voluntários de Lockerbie montaram e administraram cantinas que permaneceram abertas 24 horas por dia e ofereceram aos familiares, soldados, policiais e assistentes sociais sanduíches, refeições quentes, bebidas e aconselhamento gratuitos. Os moradores da cidade lavaram, secaram e passaram a ferro todas as peças de roupa encontradas, depois que a polícia determinou que não tinham valor forense, para que o máximo possível de itens pudesse ser devolvido aos familiares. O correspondente da BBC na Escócia, Andrew Cassell, relatou no 10º aniversário do atentado que os moradores da cidade "abriram suas casas e corações" para os familiares, suportando suas próprias perdas "estoicamente e com enorme dignidade", e que os laços forjados naquela época continuam até hoje. 

Foi o pior ataque terrorista na Grã-Bretanha e o pior acidente de avião de sua história, dois títulos que ainda hoje detém.


Uma investigação foi inicialmente lançada pela Polícia de Dumfries and Galloway e pelo Departamento de Investigação de Acidentes Aéreos, que empreendeu uma grande operação para encontrar todas as peças do avião e trazê-las de volta para um hangar. 

O principal suspeito inicial do atentado era a Frente Popular para a Libertação da Palestina – Comando Geral (FPLP-CG), um grupo com sede na Síria liderado por Ahmed Jibril. Uma série de alertas imediatamente anteriores ao desastre incluía um que dizia: 'equipe de palestinos não associados à OLP pretende atacar alvos dos EUA na Europa. Há um prazo definido. Os alvos especificados são a companhia aérea Pan Am e bases militares dos EUA.' 

Cinco semanas antes desse alerta, o braço direito de Jibril, Haffez Dalkamoni, havia sido preso em Frankfurt com um conhecido fabricante de bombas, Marwen Khreesat. "Mais tarde, autoridades de inteligência dos EUA confirmaram que membros do grupo estavam monitorando as instalações da Pan Am no aeroporto de Frankfurt. Segundo Dalkamoni, bombas fabricadas por Khreesat estavam à solta em algum lugar."

Um agente infiltrado da CIA foi informado por até 15 autoridades sírias de alto escalão que a FPLP-CG estava envolvida e que essas autoridades interagiam com Jibril "constantemente". Em 2014, um ex-espião iraniano afirmou que o Irã ordenou o ataque. O Ministério das Relações Exteriores iraniano negou prontamente qualquer envolvimento.

Uma réplica da bomba de rádio usada no desastre, construída por Jim Swire (pai de Flora, passageira do voo 103 da Pan Am) usando um toca-fitas Hitachi e marzipã, como parte de uma demonstração para destacar as deficiências de segurança após o atentado de Lockerbie.

A investigação inicial do local do acidente pela Polícia de Dumfries e Galloway envolveu muitos levantamentos aéreos com helicópteros, imagens de satélite e uma busca na área por policiais e soldados. Os destroços do acidente estavam espalhados por mais de 2.000 quilômetros quadrados (770 milhas quadradas ) , e os investigadores do AAIB se depararam com um enorme quebra-cabeça ao tentar remontar o avião. 

No total, 4 milhões de peças de destroços foram coletadas e registradas em arquivos de computador. Mais de 10.000 peças de destroços foram recuperadas, etiquetadas e inseridas em um sistema de rastreamento computadorizado. Os perpetradores aparentemente pretendiam que o avião caísse no mar, destruindo qualquer evidência rastreável, mas sua explosão sobre terra deixou um rastro de evidências.


A fuselagem da aeronave foi reconstruída por investigadores de acidentes aéreos, revelando um buraco de 510 mm (20 polegadas) compatível com uma explosão no compartimento de carga dianteiro. O exame dos contêineres de bagagem revelou que o contêiner mais próximo do buraco apresentava enegrecimento, corrosão e danos severos, indicando que um evento de alta energia havia ocorrido em seu interior. Uma série de explosões de teste foi realizada para confirmar a localização precisa e a quantidade de explosivo utilizada. 

Fragmentos de uma mala Samsonite, que se acredita ter contido a bomba, foram recuperados, juntamente com partes e pedaços de placa de circuito identificados como componentes de um rádio toca-fitas Toshiba 'Bombeat' RT-SF16 , semelhante ao usado para esconder uma bomba de Semtex apreendida pela polícia da Alemanha Ocidental do grupo militante palestino FPLP-GC dois meses antes. Peças de roupa de bebê, que posteriormente se comprovou terem sido fabricadas em Malta, também foram encontradas na mesma mala.

As roupas foram rastreadas até um comerciante maltês, Tony Gauci, que se tornou uma testemunha-chave da acusação, testemunhando que vendeu as roupas a um homem de aparência líbia. Gauci foi interrogado 23 vezes, dando depoimentos contraditórios sobre quem havia comprado as roupas, a idade e a aparência dessa pessoa e a data da compra, mas mais tarde identificou Abdelbaset al-Megrahi. 

Como Megrahi só esteve em Malta em 7 de dezembro, essa data foi considerada a data da compra. No entanto, essa data é duvidosa, pois Gauci testemunhou que as luzes de Natal de Malta não estavam acesas quando as roupas foram compradas; descobriu-se posteriormente que as luzes foram acesas em 6 de dezembro. A polícia escocesa também não informou a defesa de que outra testemunha havia testemunhado ter visto homens líbios fazendo uma compra semelhante em um dia diferente.


Um relatório oficial, fornecendo informações não disponibilizadas à defesa durante o julgamento original, afirmou que em 19 de abril de 1999, quatro dias antes de identificar al-Megrahi pela primeira vez, Gauci tinha visto uma fotografia de al-Megrahi numa revista que o ligava ao atentado, um facto que poderia ter distorcido o seu julgamento.

Gauci viu a mesma revista durante o seu depoimento no julgamento de al-Megrahi e foi-lhe perguntado se tinha identificado a fotografia em abril de 1999 como sendo a pessoa que comprou as roupas; foi-lhe então perguntado se essa pessoa estava presente no tribunal. Gauci identificou então al-Megrahi para o tribunal, afirmando: "É o homem deste lado. Parece-se muito com ele".


Um fragmento de placa de circuito, supostamente encontrado embutido em um pedaço de material carbonizado, foi identificado como parte de um temporizador eletrônico semelhante a um encontrado com um agente de inteligência líbio que havia sido preso 10 meses antes por portar materiais para uma bomba de Semtex. O temporizador teria sido rastreado, através de seu fabricante suíço, a Mebo, até o exército líbio, e o funcionário da Mebo, Ulrich Lumpert, identificou o fragmento no julgamento de al-Megrahi.

O proprietário da Mebo, Edwin Bollier , testemunhou no julgamento que a polícia escocesa lhe havia mostrado inicialmente um fragmento de uma placa de circuito impresso marrom de oito camadas de um protótipo de temporizador que nunca havia sido fornecido à Líbia. No entanto, a amostra que lhe foi solicitada para identificar no julgamento era uma placa de circuito impresso verde de nove camadas que a Mebo de fato havia fornecido à Líbia. Bollier queria investigar essa discrepância, mas foi informado pelo juiz do julgamento, Lord Sutherland, que não poderia fazê-lo. Bollier alegou que em 1991 recusou uma oferta de US$ 4 milhões do FBI (equivalente a US$ 8,2 milhões em dólares de 2024) em troca de seu apoio à linha principal de investigação.


Conhecido como o atentado de Lockerbie e o desastre aéreo de Lockerbie no Reino Unido, foi descrito pelo Procurador-Geral da Escócia como a maior investigação criminal do Reino Unido liderada pela menor força policial da Grã-Bretanha, a Polícia de Dumfries e Galloway.

Após uma investigação conjunta de três anos conduzida pela Polícia de Dumfries e Galloway e pelo FBI dos EUA, durante a qual foram colhidos 15.000 depoimentos de testemunhas, as acusações de homicídio foram formalizadas em 13 de novembro de 1991 contra Abdelbaset al-Megrahi, um oficial da inteligência líbia e chefe de segurança da Libyan Arab Airlines (LAA), e Lamin Khalifah Fhimah, gerente da LAA no Aeroporto de Luqa, em Malta. As sanções da ONU contra a Líbia e as negociações prolongadas com o líder líbio, Coronel Muammar Gaddafi, garantiram a extradição dos acusados ​​em 5 de abril de 1999 para a polícia escocesa em Camp Zeist, na Holanda, local escolhido como neutro para o julgamento.

Ambos os acusados ​​optaram por não prestar depoimento em tribunal. Em 31 de janeiro de 2001, Megrahi foi condenado por homicídio por um painel de três juízes escoceses e sentenciado à prisão perpétua, mas Fhimah foi absolvido. O recurso de Megrahi contra a sua condenação foi recusado em 14 de março de 2002, e o seu pedido ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos foi considerado inadmissível em julho de 2003. Em 23 de setembro de 2003, Megrahi solicitou à Comissão Escocesa de Revisão de Casos Criminais (SCCRC) a revisão da sua condenação e, em 28 de junho de 2007, a SCCRC anunciou a sua decisão de encaminhar o caso para o Tribunal Superior de Justiça de Edimburgo, após ter considerado que ele "pode ​​ter sofrido um erro judiciário".

Ao centro, o terrorista Abdelbaset Al-Megrahi
Al-Megrahi permaneceu na Líbia por oito anos após sua acusação em 1991, mas em 1999 foi extraditado com sucesso. O julgamento foi altamente controverso. A defesa acusou Tony Gauci de dar testemunho inconsistente, porque ele testemunhou que as luzes de Natal, que foram acesas no dia 6 de dezembro, não estavam acesas quando as roupas foram compradas, mas o único dia em que al-Megrahi esteve em Malta foi o dia 7 de Dezembro. 

E o dono do Mebo afirmou que inicialmente foi mostrado um tipo de cronômetro de protótipo que não foi vendido para a Líbia, então durante o teste foi mostrado um diferente que era. Mais tarde, foi revelado que um funcionário da Mebo roubou o cronômetro do protótipo e o deu a um investigador. 


A defesa também acreditava que as roupas que estavam na mala e o cronômetro simplesmente não eram suficientes para amarrar a mala à Líbia, e é verdade que as informações publicamente disponíveis ligando Megrahi ao bombardeio são relativamente escassas. 

No entanto, ações foram tomadas contra a Pan Am por seu papel no desastre. Devido à falha sistemática em fazer o check-in cruzado de bagagem e passageiros, a empresa foi considerada culpada de conduta dolosa e foi forçada a pagar uma multa indenizatória aos familiares das vítimas. O atentado contribuiu para a falência da Pan Am, que resultou na venda da empresa em 1991.


Al-Megrahi foi condenado por 270 acusações de assassinato em 31 de janeiro de 2001. Ele permaneceu na prisão até 2009, tentando várias vezes apelar de sua condenação. Em 2009, sofrendo de câncer de próstata terminal, al-Megrahi foi libertado por motivos de compaixão, o que provou ser um movimento extremamente controverso. Ele voltou para a Líbia e morreu em maio de 2012, após um coma de 10 meses. 

Ele manteve sua inocência até o fim. No entanto, em 2003, o governo líbio de Muammar Ghaddafi admitiu a responsabilidade pelo atentado, embora houvesse muitas suspeitas de que a admissão foi feita em troca de sanções e não um reconhecimento sincero de culpa.

Al-Megrahi foi transferido para um hospital em abril de 2012,
após seu estado de saúde ter se deteriorado rapidamente (Reuters)
Em 11 de dezembro de 2022, o líbio Abu Agila Mohammad Masud acusado de ter construído a bomba que derrubou o avião da Pan Am foi detido nos EUA.  Ele já havia sido detido anteriormente na Líbia por seu suposto envolvimento em um ataque a uma discoteca em Berlim em 1986.

O Departamento de Justiça dos EUA confirmou em um comunicado que Masud estava detido, após um anúncio feito por promotores escoceses, mas não detalhou como o suspeito foi parar nas mãos das autoridades americanas.

Um porta-voz do órgão disse que Masud deverá comparecer a uma audiência de uma corte federal em Washington, mas não especificou quando.


Permanece uma sensação generalizada de que não conhecemos a história completa do bombardeio de Lockerbie. Se al-Megrahi foi o responsável, ele explodiu o avião por ordem do próprio Ghaddafi? Qual foi o motivo? 

Entre os parentes das vítimas de Lockerbie, não há consenso sobre se al-Megrahi foi o responsável, com muitos acreditando que ele era inocente, e um número significativo acreditando que ele não agiu sozinho. 

Várias fontes também apontaram a culpa fora da Líbia; por exemplo, um ex-espião iraniano afirmou que o Irã derrubou o avião como vingança pelo tiroteio do voo 655 da Iran Air pela Marinha dos EUA em 1987. 

E em 2009, surgiu um relatório de uma invasão na instalação de bagagens da Pan Am em Heathrow na noite de 20 de dezembro, mas isso nunca foi conectado ao bombardeio.

A incerteza que paira sobre o atentado de Lockerbie tornou mais difícil para as pessoas afetadas pelo desastre seguirem em frente com suas vidas. Muitos passaram anos fazendo petições ao governo britânico para reabrir a investigação, sem sucesso. 

Alguns parentes e residentes de Lockerbie estão pressionando para que a condenação de al-Megrahi seja anulada, enquanto outros, convencidos de sua culpa, pressionam para que seus cúmplices sejam encontrados e julgados. Mas a maior questão sem resposta é simples: por quê? 

Muitos terroristas que derrubam aviões têm uma mensagem clara que pretendem enviar, como o bombardeio do voo 9268 da Metrojet em 2015, no qual o ISIS reivindicou o ataque como vingança pela intervenção russa na Síria. Nenhum motivo concreto jamais foi estabelecido para o bombardeio de Lockerbie, nem é provável que tal motivo jamais seja encontrado.

Nos 32 anos desde o acidente, Lockerbie reconstruiu os bairros em ruínas, colocou memoriais no local e realizou cerimônias anuais para lembrar os mortos. Uma bolsa de estudos concede a dois alunos de Lockerbie a cada ano a chance de estudar na Syracuse University, que perdeu 35 alunos no acidente. 


E lenta mas seguramente, aqueles que responderam ao acidente se conectaram com os parentes das vítimas que encontraram, e Lockerbie criou uma nova identidade pós-acidente. Josephine Davidson está entre os residentes que estabeleceram um vínculo com um passageiro que nunca conheceram. 


Ela encontrou os objetos pessoais de Nicole Boulanger, de 21 anos, em seu gramado e passou muito tempo rastreando quem ela era. “Sempre coloco flores [no memorial] para o aniversário [de Nicole] e no dia 21 de dezembro”, disse ela à BBC. “Eu simplesmente senti que tinha que fazer isso. Eu tinha um filho e, se isso tivesse acontecido na América e eu nunca o tivesse levado para casa, teria esperado que alguém tivesse feito o mesmo.”

Edição de texto e imagens: Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Admiral_Cloudberg, Wikipédia, ASN e baaa-acro.com