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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Vídeo: PH RADAR 72 - Acontecimentos da Aviação


O que está acontecendo na aviação agrícola?

Ex-piloto da aviação comercial suspeito em caso de pedofilia.

Monjaro alivia o bolso de cias aéreas nos EUA

Embraer anuncia novo avião em 24 de Fevereiro

Pistas fechadas, é preciso dar manutenção!

Helicóptero roubado, o meliante se deu muito mal!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O Boeing 727 que pertenceu a Pablo Escobar agora está disponível para aluguel pelo Airbnb


O Boeing 727 é uma das criações mais marcantes da Boeing – uma aeronave extremamente versátil, ideal para rotas de curta e média distância, e que ficará marcada como um dos aviões de maior sucesso comercial da fabricante. Sendo o único projeto trijato da Boeing, teve mais de 1.800 unidades entregues, incluindo versões de passageiros e cargueiros.

Diversas fuselagens do Boeing 727 encontraram uma nova vida como cargueiros convertidos e aeronaves particulares, incluindo uma que supostamente voou para o narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Esta aeronave em particular foi reaproveitada como um Airbnb e vem equipada com recursos que não são incomuns em um avião particular de um antigo barão das drogas, como um vaso sanitário folheado a ouro e uma banheira de hidromassagem.

Druglord Trijet: suposto Boeing 727 privado de Pablo Escobar


Parte do Boeing 727 (Crédito da foto: Alec Wilson | Flickr)
Para quem não reconhece o nome, Pablo Escobar foi um dos narcotraficantes mais notórios do mundo, além de um dos criminosos mais ricos da história. Como fundador e líder do Cartel de Medellín em meados da década de 1970, Escobar construiu um dos maiores impérios do narcotráfico já vistos, tornando-se um dos homens mais ricos do mundo. Escobar era conhecido por seus gostos extravagantes, comprando propriedades extensas, animais exóticos, obras de arte multimilionárias e uma frota de veículos caros, incluindo várias aeronaves.

Embora seja difícil verificar os números e modelos exatos das aeronaves de Escobar, há rumores de que ele possuía pelo menos um Boeing 727, embora sua verdadeira propriedade tenha sido supostamente ocultada por meio do registro nas Ilhas Cayman. Essa aeronave foi originalmente operada pela Japan Airlines nas décadas de 1960 e 70, antes de ser convertida em um jato particular.

Após seu último voo para o aeródromo de Filton, em Bristol, em 2012, a aeronave foi adquirida pelo empresário local Johnny Palmer em 2020 e posteriormente convertida em um espaço multiuso, que inclui um anúncio no Airbnb para pernoites. A fuselagem, agora sem asas ou motores, está localizada no Skyline Park, em Brislington, Bristol, e foi repintada por artistas locais com uma pintura distinta e colorida.

Era de fato propriedade de Escobar ou tinha alguma ligação com ele?


Boeing 727 de Escobar (Crédito da foto: PYTCHAir)
Para sermos claros, não há provas concretas de que o jato tenha pertencido a Escobar ou que tenha tido alguma ligação com ele, então tudo pode ser apenas uma jogada de marketing para gerar repercussão. Referências às supostas ligações de Escobar com o jato só surgiram simultaneamente em diversos veículos de comunicação no início deste ano. 

Em entrevista ao The Sun, Palmer disse: "Ouvi rumores de que Pablo Escobar pode ter sido dono dele por um tempo. Está tudo registrado nas Ilhas Cayman, então você não sabe com quem está lidando. Alguém disse que foi usado como rota secreta para transportar prisioneiros nos anos 80."

Após deixar a frota da Japan Airlines em 1975, o avião voou sob a companhia aérea alemã de voos charter Hapag-Lloyd até 1981, sendo posteriormente adquirido por uma empresa registrada nas Ilhas Cayman chamada Reseverry Corp (ou Group) até 1992. Escobar foi morto em dezembro de 1993, portanto, se ele teve alguma ligação com o jato, foi por meio dessa empresa.

O narcotraficante está associado à família Boeing 727, mas por razões mais nefastas: Escobar ordenou o atentado ao voo 203 da Avianca, um serviço operado por um Boeing 727 que ligava Bogotá a Cali, com o objetivo de assassinar o candidato presidencial César Gaviria.

Aparentemente, a Reseverry era uma empresa legítima de fretamento aéreo privado, com uma foto do jato publicada no ABPic em 1990, no Aeroporto de Lydd, Reino Unido, alegando que ele estava sendo fretado pelo lendário Beatle Paul McCartney. Quanto a outros possíveis operadores, o jato teria sido usado por membros da família real do Oriente Médio e como transporte clandestino para levar prisioneiros.

O que há dentro do jato?


Interior do Boeing 727 (Crédito da foto: PYTCHAir)
Com diárias que chegam a US$ 1.000 (embora os preços na baixa temporada possam cair para cerca de US$ 300), o Airbnb apresenta uma série de toques de luxo, incluindo "painéis de nogueira, detalhes em ouro e cristais", fazendo jus ao seu nome de antigo jato particular de um traficante de drogas. Segundo Palmer, o local está lotado na maioria dos dias da semana, e uma consulta ao Airbnb mostra apenas quatro noites disponíveis em julho.

Então, o que exatamente tem dentro do jato? De acordo com o anúncio no Airbnb: "Possui duas salas de estar, uma cama king-size, duas camas de solteiro, três banheiros, um chuveiro, cozinha completa e uma cabine de comando totalmente equipada. Na área externa, há um amplo deck com banheira de hidromassagem, sauna e um chuveiro exclusivo instalado sob a fuselagem (separado do chuveiro interno)."

Embora não possua mais asas ou motores, muitos dos sistemas da aeronave foram restaurados, incluindo as luzes da cabine, os sistemas de ventilação e aquecimento. A aeronave é alimentada por energia solar, composta por "mais de 300 painéis solares e 240 kWh de armazenamento em baterias" localizadas em um prédio próximo. Para manter o ambiente aquecido durante os meses de inverno, o interior está equipado com vários aquecedores elétricos.

Palmer afirma que muitos locatários escolhem o local para dar festas e não pernoitam, enquanto outros o utilizam como um Airbnb para passar a noite. Ele já concedeu, ocasionalmente, acesso gratuito à aeronave para artistas e músicos locais gravarem vídeos. Além disso, Palmer recentemente submeteu um pedido à prefeitura para uma segunda aeronave, o que sugere que ele já tem em vista outra fuselagem desativada para restauração.

Uma História do Jato


 (Crédito da foto: PYTCHAir)
Construído em 1968 e entregue à Japan Airlines, o Boeing 727-046 tem o número de construção (C/N) 19282 e o número de série do fabricante (MSN) 495. Voou com a JAL e depois com a companhia aérea alemã Hapag-Lloyd até ser convertido em jato particular em 1981, passando por diversas mudanças de registro e propriedade ao longo das três décadas seguintes.

De acordo com o ATDB.aero, a Japan Airlines teve um total de 22 aeronaves Boeing 727 em sua frota em diferentes períodos, com entregas começando em 1965 e terminando em 1969. O site PYTCHAir lista os registros anteriores da aeronave, desde sua época sob a JAL como JA8325 até seus registros privados D-AHLQ, N4245S, CR-CBE, CR-CLM, CR-CMN e VP-CMN, juntamente com os anos de atividade e proprietários registrados:


Uma foto do jato no site ABPic, tirada no Aeroporto de Lydd, no Reino Unido, em 1990, afirma que ele estava sendo fretado pelo lendário Beatle Paul McCartney, enquanto outra, tirada em 1987, mostra a aeronave no Aeroporto de Stansted, em Londres. Aparentemente, o jato estava disponível para fretamento geral durante o período em que pertenceu à Reseverry, então, se de fato voou para Pablo Escobar, provavelmente foi de forma esporádica, em regime de fretamento, e não como um jato usado exclusivamente por ele e seu cartel.

Do ferro-velho ao Skyline Park


Estrutura do Boeing 727 (Crédito da foto: PYTCHAir)
Após ser desativada no Aeroporto de Filton em 2012, sua fuselagem, asas curtas e trem de pouso foram removidos durante o transporte para o Aeroporto de Cotswold, antes de serem remontados. Algumas partes da estrutura foram reaproveitadas, mas a maior parte permaneceu no aeroporto. Palmer visitou o Aeroporto de Cotswold em 2018 para conhecer a aeronave e decidiu que ela seria perfeita para o Skyline Park de Bristol, um parque industrial que foi transformado em um polo criativo e comercial.

Na época, a aeronave tinha um interior "kitsch e retrô" típico dos anos 70, com diversas comodidades, como cozinha, sala de jantar, dormitórios e até mesmo um salão próprio. Após não conseguir as aprovações necessárias da prefeitura local, o projeto finalmente recebeu sinal verde em 2020, e a aeronave chegou ao seu local atual no início de 2021.

Agora, a estrutura está instalada sobre contêineres marítimos, criando a ilusão de estar voando e impressionando com sua pintura colorida. O espaço também pode ser alugado para outros fins, como filmagens de videoclipes ou produções cinematográficas.

O Boeing 727 como jato particular


Boeing 727-25 com pintura especial do Trump Shuttle (Crédito da foto: Felix Goetting | Wikimedia Commons)
Graças à sua aparência elegante e tamanho favorável como jato de pequeno a médio alcance, o Boeing 727 tornou-se bastante popular para conversões privadas. Embora a produção do trijato tenha terminado há mais de quatro décadas, ainda existem algumas aeronaves 727 em serviço atualmente, principalmente como aeronaves VIP ou militares.

Provavelmente, o ex-proprietário mais famoso de um Boeing 727 particular é o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Décadas antes de sua carreira política, Trump possuía um 727 particular (matrícula: VP-BDJ) que anteriormente voava sob a administração de sua companhia aérea de curta duração, a Trump Shuttle. Este era o 'Trump Force One' original, que Trump utilizou até 2011, quando passou a usar um Boeing 757 que ainda está em serviço atualmente.

Outro proprietário particular de um 727, ainda mais controverso, foi Jeffrey Epstein, que possuía um 727-100 (matrícula: N908JE). Epstein, que morreu na prisão enquanto aguardava uma série de acusações criminais, teria recebido diversas personalidades famosas a bordo da aeronave, que voou pela última vez em 2016 antes de ser desmantelada.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu da Silva com informações do Simple Flying

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Quantas aeronaves novas a Airbus entregou em 2025?


As entregas de aeronaves são uma das métricas mais acompanhadas na produção de aeronaves comerciais. Embora os anúncios de encomendas frequentemente ganhem as manchetes, cada entrega representa anos de espera dos clientes e de construção por parte do fabricante para entregar o produto final. Para fabricantes de aeronaves como a Airbus, os números de entregas anuais são uma representação direta da capacidade de produção e da saúde geral da empresa. Nos últimos anos, a Airbus tem aumentado de forma constante o número de suas entregas anuais, reforçando sua posição como a maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo na era pós-COVID.

2025 foi um ano recorde para a Airbus em termos de entregas pós-pandemia. A fabricante europeia encerrou o ano com um total de 793 aeronaves comerciais entregues a 91 clientes em todo o mundo . Essas entregas incluíram uma ampla gama de aeronaves, desde a família Airbus A220, menor , até a popular família Airbus A320neo e aeronaves de fuselagem larga como o Airbus A330neo e o Airbus A350. Analisando os números da Airbus em 2025, percebe-se que a família A320neo foi, mais uma vez, a aeronave mais entregue pela fabricante no ano. Isso não chega a ser uma surpresa, já que a família A320 conquistou o título de aeronave de fuselagem estreita mais vendida do mundo no início do ano, ultrapassando a família 737 da Boeing, que detinha essa distinção há décadas. Ao final de 2025, a Airbus havia entregue 607 aeronaves da família A320, representando mais de três quartos de todas as entregas do ano.


Esse número inclui 15 A319neos, 205 A320neos e impressionantes 387 A321neos. Essa produção massiva de aeronaves de corredor único é impulsionada por diversos fatores. Primeiramente, as companhias aéreas têm preferido cada vez mais aeronaves de corredor único de longo alcance, como o A321neo, devido à sua maior capacidade de passageiros, melhor custo-benefício e maior alcance em comparação com aeronaves de corredor único anteriores. Além disso, em 2025, a Airbus adicionou duas novas linhas de montagem final, uma em Mobile, Alabama, e outra em Tianjin, China, aumentando significativamente a capacidade máxima de produção da Airbus. Com isso, a Airbus passa a ter um total de dez linhas de montagem final do A320 em todo o mundo.

A outra família de aeronaves de corredor único da Airbus, o A220, também teve um ano sólido. No total, a Airbus entregou 93 aeronaves A220 em 2025, sendo 88 A220-300 e apenas cinco A220-100. A preferência pela variante maior, a -300, destaca a escolha das companhias aéreas por maior capacidade e melhor custo-benefício por assento-milha, principalmente em mercados competitivos de curta e média distância. A Airbus planeja aumentar ainda mais suas taxas de produção do A220 em 2026, com o objetivo de produzir 12 A220 por mês até meados de 2026, chegando a 14 por mês até o final do ano.

No segmento de aeronaves de fuselagem larga, a Airbus entregou 36 A330 e 57 A350. Entre as entregas do A330, duas aeronaves eram A330-200, modelos já consagrados, entregues a clientes governamentais. As demais entregas foram, em sua grande maioria, do A330-900neo, com 33 unidades entregues durante o ano, enquanto apenas um A330-800neo foi entregue. A família A350 apresentou uma distribuição mais equilibrada, com 42 A350-900 e 15 A350-1000 entregues em 2025, refletindo a demanda contínua por aeronaves de fuselagem larga eficientes para voos de longa distância, à medida que as viagens internacionais continuam a se recuperar.

Com informações do Simple Flying

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Vídeo: PH RADAR 71 - Acontecimentos da Aviação


Hoje comemoramos o dia das Asas Rotativas. 
O programa de hoje está forrado de boas notícias, uma nos chama muito a atenção, 
o voo de uma pessoa dentro de um drone agrícola, realmente uma aventura muito arriscada.

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

Após crítica de Musk, aérea lança oferta para 'idiotas', com voos a R$ 105

Ryanair provoca Elon Musk com promoção de passagem para 'idiotas'
(Imagem: Reprodução/Ryanair)
Nas últimas semanas, a Ryanair, empresa low cost irlandesa, foi alvo de críticas de Elon Musk, dono das empresas Tesla Motors e SpaceX. A briga teria surgido após a aérea ter negado interesse em disponibilizar wi-fi em seus voos em um contexto em que Elon Musk tentava "empurrar" os serviços da Starlink para companhias usarem em seus aviões.

O diretor-presidente da Ryanair, Michael O'Leary, falou que instalar antenas para permitir a conectividade a bordo iria causar um aumento nos custos da empresa em cerca de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões ao ano. Isso se deve à manutenção e ao arrasto que essas antenas causariam, o que também aumenta o consumo de combustível, já que seria uma forma diferente da que o avião foi planejado para voar.

Ele acabou chamando Elon Musk de idiota. Rico, destacou, mas idiota. E isso gerou a fúria de Musk, que começou a atacar a empresa que ele, até 2024, chegava a comentar rindo nas postagens feitas nas redes sociais da aérea.

"O CEO da Ryanair é um completo idiota. Demitam-no", escreveu no Twitter, começando a "guerra" com O'Leary.

Oferta de compra


Após xingar o executivo da Ryanair, um seguidor de Musk comentou que ele deveria comprar a empresa e demiti-lo por conta própria, o que ele disse ser uma boa ideia. Ele perguntou em seu perfil no X (antigo Twitter) se deveria comprar a companhia aérea e colocar alguém chamado Ryan no comando.

A mensagem veio logo após a aérea satirizar uma falha global do X, questionando se o bilionário estava precisando de wi-fi. Musk insistiu em outra postagem perguntando quanto custaria para comprar a companhia, afirmando depois que essa era realmente a sua vontade.

"Michael O'Leary é um idiota retardado que precisa ser demitido. Mandem-no para o ostracismo! Por favor, certifiquem-se de que ele veja esta mensagem", escreveu o dono do X em sua rede social.



Em 20 de janeiro, a empresa postou uma mensagem do seu diretor que dizia "Musk sabe menos ainda sobre as regras para ser dono de uma companhia aérea do que sabe sobre aerodinâmica de uma aeronave".

O fato é que as regras da União Europeia impedem que Musk adquira a companhia. Mesmo assim, o executivo disse que o dono do X é bem-vindo para se juntar à estrutura de acionistas da Ryanair.

O troco


No dia seguinte, a Ryanair aproveitou todo o barulho com as provocações de Musk e lançou uma promoção onde eram oferecidos 100 mil passagens para voar na empresa por 16,99 euros (R$ 105).


A promoção foi batizada de "Promoção de assentos da Ryanair para 'idiotas'". Havia voos disponíveis para voar entre 22 de janeiro e 30 de abril de 2026.

Na propaganda, O'Leary aparece batendo em alguém similar a Musk com uma placa dizendo "Eu S2 [amo] a Ryanair". O slogan da campanha era "Disponível apenas para Elon Musk e qualquer outro 'idiota' no X".

Como era esperado, a campanha, que adotou o tom sempre provocativo da aérea, foi um sucesso.

Marketing gratuito


De acordo com O'Leary, o confronto gerou um aumento entre 2% e 3% no número de reservas nos dias seguintes à discussão. "Tendo em conta os nossos volumes, é um crescimento muito significativo", afirmou o executivo.

Ele ainda aproveitou para agradecer Musk pelo "extraordinário destaque midiático". O valor estimado por O'Leary pela exposição é de 42 milhões de euros (R$ 260 milhões) em mídia gratuita para a companhia.

"Foi muito bom para o nosso negócio. Talvez não tenha sido ótimo para a minha reputação, mas eu não acho que a minha reputação já fosse muito boa", brincou o executivo durante conferência em Portugal onde comentou a disputa.


Apesar de toda discussão, a empresa ainda está em negociações para colocar wi-fi em seu voo. Ela estaria esperando o melhor momento, onde a tecnologia permitisse que a antena de conexão ficasse do lado de dentro da aeronave para diminuir o arrasto e evitar mais gasto com combustível.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Morte das companhias aéreas de baixo custo? Frontier e Spirit cortam 30 mil voos

(Crédito: Shutterstock | Simple Flying)
Os problemas da Frontier e da Spirit são extensos e notórios. Não há necessidade de repeti-los aqui. Uma consequência geral é que o número de voos caiu substancialmente em relação ao ano anterior. Isso se deve, em parte, ao fato de estarem se concentrando em áreas onde acreditam ter mais chances de sucesso. É o caso clássico do paradoxo de "encolher para crescer".

Entre janeiro e abril de 2026, as duas companhias aéreas programaram 120.380 voos. Comparado aos mesmos quatro meses de 2025, há 29.800 voos a menos disponíveis , uma queda de um quinto. A oferta da Spirit foi a que sofreu a maior redução (-28%). Apesar da programação da Frontier estar disponível apenas até 13 de abril , quatro semanas antes do que no mesmo período do ano passado, sua redução não é tão drástica (-20%).

A Spirit cancelou 22.300 voos


A320neo da Spirit (Crédito: Shutterstock)
A programação de voos da companhia aérea de baixo custo, enviada à Cirium Diio, indica que ela planeja um total de 57.214 serviços entre janeiro e abril. Esse número representa uma queda em relação aos 79.492 voos realizados nos mesmos quatro meses do ano passado. Em outras palavras, 22.278 voos foram cancelados como parte de sua ampla reestruturação. Março é o mês mais afetado (-6.232 voos).

A Spirit planeja atender 74 aeroportos no período analisado . Em comparação com o mesmo período em 2025, as seguintes cidades não são mais atendidas: Albuquerque, Birmingham, Boise, Bucaramanga, Hartford, Milwaukee, Minneapolis, Oakland, Phoenix, Portland (OR), Rochester (NY), St. Louis, Sacramento, San Diego, San Jose (CA), Salt Lake City e Seattle. A ênfase no Oeste é evidente. A empresa adicionou quatro cidades à sua rede: Belize City, Grand Cayman, Key West e Savannah.

A companhia aérea programou apenas 215 rotas, com base em um mínimo de quatro partidas nos primeiros quatro meses deste ano. Destas, 168 são domésticas e 47 internacionais. Sua malha aérea encolheu em um terço. Há um ano, havia 320 rotas disponíveis, sendo 273 domésticas e 47 internacionais. Os voos internacionais aumentaram 10%, mas os voos domésticos caíram quase um terço.

A Frontier tem 7.500 voos a menos


Pouso do Airbus A321neo da Frontier (Crédito: Vincenzo Pace)
Embora bem menos drástica que a redução da Spirit, a Frontier, outra companhia aérea de baixo custo, teve 7.522 voos a menos entre janeiro e abril. É preciso cautela. Parte disso se deve a questões técnicas, já que não há voos programados para depois de 13 de abril. Eles serão disponibilizados em breve e, portanto, a redução total será menor. O cenário ficará bem menos preocupante. Mesmo assim, a Frontier programou menos voos em janeiro (-1%) e, principalmente, em março (-8%).

A companhia aérea oferece cerca de 439 rotas com pelo menos quatro partidas, das quais 384 são domésticas e 55 internacionais. Sua malha aérea cresceu de 364 rotas entre janeiro e abril do ano passado. É notável que seu mapa de rotas tenha aumentado em mais de um quinto em tão pouco tempo. Seus mercados internacionais, em particular, apresentaram um forte crescimento. A empresa adicionou 72% mais rotas em relação ao ano anterior, embora elas ainda representem uma pequena parte de sua operação total.

A empresa planeja atender 100 aeroportos. Em comparação com o período de janeiro a abril de 2025, atualmente atende Boise, Corpus Christi, Spokane, Nassau, Providenciales, Richmond, San Pedro Sula e Tulsa. No entanto, encerrou os voos para Barbados, Burlington, Houston Hobby, Palm Springs, Portland (ME), Port of Spain, St. Croix, St. Thomas e Vail.

A Breeze cresceu 41%


Airbus A220-300 da Breeze Airways taxiando (Crédito: Breeze)
Considerando todas as companhias aéreas que operam nos EUA, o total de voos aumentou modestos 1% em relação ao ano anterior. Há muitos exemplos positivos, como Alaska Airlines (+4%), United Airlines (+4%), Delta Air Lines (+3%) e American Airlines (+3%). Spirit e Frontier não são as únicas companhias aéreas a apresentarem redução de tamanho. Por exemplo, a Avelo também diminuiu (-25%).

Explore uma cobertura mais aprofundada das redes aéreas assinando a newsletter: análises baseadas em dados sobre cortes de rotas, crescimento internacional e estratégias das companhias aéreas que esclarecem as mudanças no setor, além de análises mais amplas das tendências da aviação e do turismo.

Uma menção especial para a Breeze Airways. Os serviços da companhia cresceram 41% no último ano. E isso sem contar as 12 rotas anunciadas em 28 de janeiro, que entrarão em operação a partir de maio. Mas, claro, ela continua sendo uma operadora de pequeno porte. Agora, ocupa a 14ª posição entre as maiores companhias aéreas dos EUA, subindo uma posição. Considerando a venda de passagens, agora está em 11º lugar, subindo três posições.

Com informações do Simple Flying

sábado, 31 de janeiro de 2026

Vídeo: PH RADAR 70 - Acontecimentos da Aviação


O adeus a Constantino Jr.

Boeing vem se recuperando.

Acidentes com aviões executivos na India e EUA.

Novo calendário Ricardo Beccari.

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Hoje na História: 29 de janeiro de 2025 - Pela 1ª vez, jato civil voa mais rápido que a velocidade do som



Em 29 de janeiro de 2025, um jato civil conseguiu, pela primeira vez, voar tão rápido que quebrou a barreira do som. A aeronave realizou o voo na Califórnia, nos Estados Unidos, e pertence a uma empresa que está desenvolvendo um avião supersônico, capaz de realizar viagens continentais em poucas horas. Esta foi a primeira vez que um jato de investimento privado consegue o feito.

O voo aconteceu sobre o deserto e foi transmitido ao vivo. A XB-1, fabricada pela Boom Supersonic, tem como objetivo operar em velocidades superiores à do som.

➡️ O som é composto por vibrações que se propagam pelo ambiente na forma de ondas muito rápidas. Essa velocidade é medida em Mach. No caso do jato, ele atingiu 1,1 Mach (ou seja, 1,1 vez a velocidade do som) a 35 mil pés, o que equivale a aproximadamente 1,2 mil quilômetros por hora.

Para efeito de comparação, aviões comerciais costumam atingir velocidades de cerca de 850 quilômetros por hora.

➡️ Jatos supersônicos já existem, mas são usados no meio militar. O caça F-39 Gripen, da Força Aérea Brasileira (FAB), por exemplo, pode alcançar velocidades de até 2,4 mil km/h (duas vezes a velocidade do som).

Antes, um avião também já conseguiu voar além da velocidade do som: o Concorde. O avião supersônico, no entanto, foi feito a partir de acordos comerciais entre países, com aportes governamentais -- diferente do que se propõe a empresa desta vez.


Segundo a empresa, o objetivo do teste com o jato foi, na verdade, levar essa tecnologia para a aviação comercial, permitindo o transporte de dezenas de passageiros — algo que um caça militar não consegue fazer.

A Boom Supersonic vem anunciando, desde 2022, seus planos para o Overture, um avião supersônico que poderá transportar até 80 passageiros a uma velocidade de 1,8 mil quilômetros por hora — mais rápido que o som e cerca de duas vezes a velocidade média dos aviões comerciais comuns.

Conheça o Overture, projeto de avião supersônico que pode chegar a 1.800 km/h
A promessa é que a nova aeronave consiga reduzir em até metade o tempo das viagens continentais. Por exemplo, um voo de Miami a Londres, que hoje dura cerca de dez horas, poderia ser feito em apenas cinco horas.

O avião ainda está em desenvolvimento, mas já conta com 130 encomendas de companhias como American Airlines, United Airlines e Japan Airlines.

Via g1

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Teste com avião demonstra como podemos transmitir energia do espaço à Terra

Uma startup desconhecida usou um avião Cessna para testar a transmissão sem fio de energia, primeiro passo para implantação da energia solar espacial.

Em um voo turbulento, o avião Cessna conseguiu transmitir energia sem fio com alta precisão
(Foto: Overview Energy/Divulgação)
A energia solar baseada no espaço (SBSP na sigla em inglês), um conceito tecnológico em expansão — que consiste na coleta de energia solar em órbita para posterior transmissão sem fio à Terra — passou recentemente por uma atualização teórica e superou uma importante barreira prática.

Em um voo turbulento, realizado no final de novembro, um pequeno avião de uma startup operando em modo stealth (longe da mídia) realizou uma validação crítica da capacidade de transmitir energia sem fio com alta precisão. Isso transformou o que era uma hipótese teórica em uma engenharia experimental comprovada e promissora.

Diferente de abordagens que propõem constelações de satélites em órbita baixa da Terra (LEO) para transmissão de energia — situadas entre 160 km a 2 mil km da superfície da Terra —, a estratégia da Overview Energy visa a órbita geoestacionária (GEO), a aproximadamente 35,8 mil km acima do equador terrestre.

A ideia é aproveitar que, nessa faixa orbital, os satélites permanecem sobre o mesmo ponto da Terra e podem captar luz solar continuamente, mesmo quando é noite em um lado do planeta. No teste experimental — feito em ambiente terrestre —, a startup conseguiu transmitir energia sem fio de uma plataforma em movimento (o turboélice Cessna) para a superfície.

O processo pretendido começa no satélite em órbita geoestacionária, onde painéis fotovoltaicos captam a luz solar e a convertem em corrente elétrica, como qualquer painel solar terrestre. Para que essa energia chegue ao solo, o sistema usa a eletricidade gerada para alimentar um emissor óptico que a transforma em um feixe laser concentrado.

Em busca da melhor rota para a energia solar do espaço



Em SBSP, há duas abordagens principais. Tradicionalmente, a transmissão por micro-ondas (radiofrequência) é a mais utilizada para transmitir energia em longas distâncias. Essas ondas eletromagnéticas de alta frequência atravessam melhor a atmosfera, mas dependem de extensos campos de antenas retificadoras (rectennas) no solo.

Já os lasers usados pela Overview geram feixes altamente direcionados, permitem receptores mais compactos e maior densidade de potência, porém são muito mais sensíveis a nuvens, vapor d’água e exigem um alinhamento extremamente preciso, além de cuidados adicionais de segurança.

Isso significa que, ao superar o desafio do alinhamento preciso do feixe entre a plataforma em movimento e a plataforma no solo — como demonstrado no teste do avião — a Overview reduz a necessidade de uma infraestrutura dedicada, podendo direcionar a energia laser diretamente para fazendas solares já existentes.

Além disso, a situação é vantajosa também para essas centrais fotovoltaicas, que podem receber a energia laser à noite, quando não gerariam eletricidade de outra forma. Como a tecnologia opera no espectro infravermelho, o feixe de energia é invisível ao olho humano, não gera poluição luminosa nem ruídos para os vizinhos das estações receptoras.

Para o CEO e fundador da Overview, Marc Berte, "não é apenas a primeira transmissão de potência óptica de uma plataforma móvel em qualquer alcance ou potência substanciais, mas também é a primeira vez que alguém realmente faz um projeto de transmissão de energia em que todas as peças funcionais trabalham juntas", afirmou à IEEE Spectrum.

Conclusão da primeira fase e próximos passos da implantação da tecnologia


Para a Overview, levar o sistema para o avião foi mais difícil do que operá-lo em um satélite
(Foto: Overview Energy/Divulgação)
A importância do experimento foi demonstrar que os principais componentes da energia solar espacial podem operar de forma integrada fora do laboratório. Lasers, sistemas ópticos, rastreamento e receptores funcionaram juntos em condições reais, concluindo a fase de “prova de conceito”, descrita pela empresa como etapas de “engatinhar, andar e correr”.

Segundo a Overview, levar o sistema para um avião representou um desafio ainda maior do que operá-lo em um satélite. A plataforma aérea sofreu turbulência constante e apresentou maior velocidade angular em relação ao solo, e superar essas condições reforçou a confiança na transição para testes em ambiente orbital.

Concluída a fase de prova de conceito, validada em voo, o roteiro tecnológico avança agora para duas etapas: uma demonstração em órbita baixa da Terra e, na sequência, a operação comercial em órbita geoestacionária, com exposição solar quase contínua.

Em seu site, a empresa explica que, embora o salto de aeronaves para a órbita possa parecer dramático, ele, na realidade, não é. E conclui: “A cadeia óptica, os lasers, o rastreamento, a física do receptor — as partes mais complexas permanecem as mesmas. O que muda é a altitude”.

Após a validação em voo, a energia solar espacial deixa de ser uma “invenção”. Com os componentes críticos funcionando, os riscos mapeados e o caminho tecnológico definido, o próximo passo é escalar a solução e integrá-la à infraestrutura elétrica terrestre de forma previsível e contínua.

Via Jorge Marin, colaboração para a CNN Brasil

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Acidentes, recorde e quase fusão: o que marcou o ano na aviação?

(Foto: Alexandre Saconi)
Veja quais foram os principais destaques do ano na aviação:

Janeiro


Baterias de lítio reacendem debate: No início de 2025, um incêndio a bordo de um voo na Coreia do Sul, causado por uma bateria portátil de lítio a bordo, provocou evacuação de 176 passageiros e destruição da aeronave. Isso chamou a atenção global para os riscos desses dispositivos em voos comerciais.

Autoridades aeronáuticas em vários países implementaram restrições mais rigorosas para baterias de potência elevada na cabine, enquanto companhias aéreas intensificaram campanhas de comunicação sobre o transporte seguro de dispositivos eletrônicos.

Azul e Gol tentam combinar negócios: As empresas anunciaram um memorando de entendimento para avaliar combinação de negócios e integração operacional, abrindo discussão sobre possível fusão no mercado brasileiro.

Voos supersônicos mais próximos: O avião demonstrador XB-1 da Boom Supersonic tornou-se a primeira aeronave comercial privada a ultrapassar a barreira do som, alcançando Mach 1,1 (1 Mach equivale a uma vez a velocidade do som) em voo de teste sobre o deserto de Mojave (EUA), um marco no caminho para o desenvolvimento do futuro jato comercial supersônico Overture.

Fevereiro


Crescimento da aviação brasileira: Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostraram que os aeroportos brasileiros registraram crescimento de 10% no movimento de passageiros nos primeiros meses de 2025 em comparação com 2024, com expectativa de fechar o ano com recorde histórico de 130 milhões de viajantes. O resultado refletiu a recuperação acelerada da demanda doméstica e internacional após a pandemia, impulsionando turismo, emprego e receitas aeroportuárias.

Março


Incidente em Heathrow paralisa operações: Em 20 de março, um incêndio em uma subestação elétrica em Hayes, nos arredores de Londres, provocou a interrupção das operações no aeroporto de Heathrow, um dos maiores do mundo, por cerca de 16 horas. Mais de 1.000 voos foram cancelados, afetando cerca de 200 mil passageiros em todo o mundo nos dias seguintes.

Caso Ingrid Guimarães provoca debate: A atriz Ingrid Guimarães relatou ter sido forçada a trocar de assento durante um voo, episódio que repercutiu nas redes e na mídia e reacendeu discussões sobre políticas comerciais de assentos e atendimento ao passageiro em voos comerciais.

Voepass para de voar: A companhia aérea parou de voar em março após determinação da Anac, que encontrou irregularidades na operação da aérea. Em abril, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial, que foi aprovado pelos credores em novembro.

Novo helicóptero da Robinson: A Robinson Helicopter Company apresentou o R88, seu novo helicóptero monomotor de grande porte com capacidade para até oito passageiros. Este é o primeiro modelo totalmente novo em cerca de 15 anos da empresa.

Abril


Pedágio para aeronaves causa polêmica:Uma proposta de cobrança de "pedágio" para aviões que utilizam o Aeroporto de Sorocaba (SP) gerou reação negativa por parte de pilotos, empresas de táxi aéreo e representantes do setor. Críticos alertaram que a medida poderia prejudicar o desenvolvimento da aviação geral na região e reduzir a competitividade de rotas executivas e de pequeno porte.

Maio


Tarifaço e pressões no transporte aéreo: No Brasil, o impacto do chamado "tarifaço", imposto pelo governo de Donald Trump (EUA), gerou preocupação no setor aéreo. Uma das principais afetadas seria a Embraer, que conseguiu escapar devido à sua relevância no mercado dos Estados Unidos.

Azul em crise: A Azul entra com pedido de Chapter 11 nos EUA, similar à recuperação judicial no Brasil. O objetivo é reestruturar dívidas bilionárias, mantendo as operações e buscando novo aporte financeiro. Diversas aeronaves serão devolvidas ao longo dos meses.

Boeing 747 do Qatar para Trump: O governo dos Estados Unidos aceitou um Boeing 747-8 de luxo como presente oferecido pelo Qatar. A aeronave é avaliada em cerca de US$ 400 milhões, que pode ser usado como avião presidencial enquanto o programa de substituição dos VC-25 (usado como Força Aérea Um) prossegue. A oferta gerou questionamentos sobre constitucionalidade, segurança e influência estrangeira na gestão do político, já que o presente não foi dado ao país, mas ao acervo de Trump.

Junho


Paris Airshow é sucesso: Uma das mais tradicionais feiras de aviação do mundo foi um sucesso para as fabricantes, mesmo com participação discreta da Boeing após o recente acidente na Índia. A Airbus acumulou mais de US$ 21 bilhões em pedidos firmes e acordos.

A brasileira Embraer anunciou acordos relevantes, com um pedido significativo da norte-americana SkyWest Airlines para a família E175 e acordos de defesa com a Lituânia para o cargueiro KC-390, impulsionando suas ações no mercado nacional.

Voo 171 da Air India: Em 12 de junho, o voo AI171 da Air India caiu poucos segundos após a decolagem de Ahmedabad (Índia), resultando em 260 mortes, entre passageiros e vítimas no solo, e um único viajante sobreviveu. O acidente foi o primeiro com mortes envolvendo um Boeing 787 Dreamliner desde sua introdução em 2011 e motivou revisões de procedimentos de segurança em operadoras e fabricantes.

Julho


Angara Airlines sofre acidente fatal na Rússia: No final de julho, o voo 2311 da Angara Airlines, um Antonov An-24, caiu na região de Tynda, matando os 48 ocupantes. O episódio ressaltou desafios de segurança nas rotas domésticas em condições meteorológicas adversas.

Agosto


Aviação executiva no Brasil atinge novos patamares: Durante a Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), tradicional feira do setor de aviação executiva, foi divulgado um dado otimista sobre o crescimento na quantidade de aeronaves no país. Houve uma alta de 18% na quantidade de jatos, 13% na de turboélices e 10% na de helicópteros a turbina, primeiro crescimento de dois dígitos registrado desde a criação da feira há mais de 20 anos.

Setembro


Latam quer jatos Embraer E195-E2: O grupo Latam oficializou um plano para fortalecer a conectividade na América do Sul por meio da aquisição de até 74 jatos Embraer E195-E2, incluindo 24 encomendas firmes e 50 opções de compra. A frota será inicialmente utilizada pela Latam Brasil, com entregas previstas a partir da segunda metade de 2026. Atualmente, apenas a Azul opera o modelo no Brasil.

Azul e Gol desistem de se união: A Azul anunciou o fim das negociações com o grupo Abra, controlador da Gol, para unirem os negócios no Brasil.

Outubro


Governo vai estudar radiação cósmica em aeronautas: O governo federal, por meio da Fundacentro, em conjunto com o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), anunciou a criação de um acordo de cooperação técnica para estudar os efeitos da radiação cósmica em comissários e pilotos. A iniciativa visa ampliar o conhecimento sobre a exposição a partículas ionizantes em voos de grande altitude e possíveis implicações à saúde dessas categorias, apoiando políticas de proteção ocupacional e atualização de normas de segurança no Brasil.

Deputado quer armas em voos domésticos: No início de outubro, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, apresentou um projeto de lei que propõe autorizar o embarque armado em aeronaves civis para passageiros que possuam porte de arma de fogo válido em todo o território nacional. O texto prevê que a arma seja levada desmuniciada e desalimentada pelos tripulantes, com exceção de agentes públicos em missão autorizada pela autoridade aeroportuária.

Novembro


Crise global do Airbus A320: A fabricante europeia Airbus emitiu recall para cerca de 6.000 aeronaves da família A320 devido a falhas em software de controle de voo, gerando impacto em operações globais de companhias aéreas no início da alta temporada e pressão logística em centros de manutenção. Poucos dias depois, os problemas estavam sendo contornados e as operações foram se normalizando aos poucos.

Air Transat virá ao Brasil: A companhia aérea canadense Air Transat recebeu autorização para operar voos regulares ao Brasil, com rotas que contemplam destinos turísticos importantes entre os dois países, fortalecendo a conectividade internacional no setor. A empresa foi eleita como a melhor companhia aérea de lazer do mundo, segmento dedicado às aéreas que têm como foco voar para destinos turísticos mundo afora.

Dezembro


Gripen (finalmente) realiza disparos: A FAB (Força Aérea Brasileira) concluiu importantes testes com o caça F-39E Gripen, incluindo disparo do míssil Meteor e uso de seu canhão integrado, demonstrando avanço operacional e de capacidades de defesa aérea no país.

Flybondi expande frota e inaugura o A220 na região: Em dezembro, a companhia low cost argentina Flybondi rompeu sua estratégia de frota única e encomendou até 35 aeronaves, incluindo 15 Airbus A220-300 com opção para cinco adicionais e 10 Boeing 737 MAX 10 com opções para mais cinco aeronaves. Com isso, a empresa deve ser a primeira a operar o Airbus A220 na América Latina, com entregas previstas entre 2027 e 2029 para o A220 e até 2030 para o 737 MAX 10.

eVTOL ("carro voador") brasileiro decola: A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, completou com sucesso o primeiro voo do protótipo em escala real de seu eVTOL (veículo de decolagem e pouso vertical) não tripulado em Gavião Peixoto (SP). Foi feito um voo pairado, que confirmou a integração de sistemas essenciais e marca o início da fase de testes em voo da aeronave elétrica, com vistas à certificação e entrada em serviço prevista para 2027.

Recorde de passageiros: O ano de 2025 deve bater um recorde de 130 milhões de passageiros transportados, segundo projeção do Ministério de Portos e Aeroportos. Até novembro, foram 117,8 milhões de pessoas viajando de avião. Apenas na quantidade de passageiros internacionais, foram 25,5 milhões de passageiros nos 11 primeiros meses do ano. Entre os países com maior fluxo de viagens, se destacam:
  1. Argentina: 4,3 milhões de passageiros
  2. Estados Unidos: 4,2 milhões de passageiros
  3. Chile: 3,1 milhões de passageiros
  4. Portugal: 2,7 milhões de passageiros
  5. Espanha: 1,3 milhões de passageiros
  6. Panamá: 1,2 milhões de passageiros
  7. França: 1,1 milhões de passageiros
  8. Itália: 930 mil passageiros
  9. Colômbia: 874 mil passageiros
  10. Peru: 820 mil passageiros
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Apenas 10 vendidos: o avião que virou o maior fracasso comercial da história

Dassault Mercure teve apenas dez unidades vendidas (Imagem: Divulgação)
Um avião francês que começou a ser desenvolvido no final dos anos 1960 ostenta até hoje o título de maior fracasso comercial da história da aviação. Trata-se do Dassault Mercure, um avião que pretendia concorrer diretamente com o Boeing 737, mas que teve apenas dez unidades vendidas no curtíssimo tempo em que ficou em produção.

Conhecida por seus aviões militares e executivos, a Dassault queria entrar no mercado da aviação comercial. Para isso, a empresa francesa resolveu apostar nos voos regionais de curta distância. A Dassault acreditava que um concorrente do Boeing 737 com maior capacidade de passageiros e menor custo operacional seria a fórmula perfeita para o sucesso.

O Dassault Mercure, no entanto, recebeu o pedido de uma única companhia aérea. A francesa Air Inter encomendou dez unidades do modelo, que se somaram aos dois protótipos que já haviam sido produzidos. No total, o Dassault Mercure teve apenas 12 unidades.

O projeto do avião foi apresentado em 1967. Quatro anos depois, em 28 de maio de 1971, o Mercure decolava para o seu voo inaugural. As operações comerciais começaram em 1974, mas sem conseguir mais nenhuma encomenda, a produção foi encerrada no ano seguinte.

A estimativa é que seria necessário vender entre 125 e 150 unidades para pagar os custos de desenvolvimento do modelo. Com apenas dez aviões vendidos, a Dassault teve um enorme prejuízo, que só não foi maior porque mais da metade do dinheiro investido no projeto veio do governo francês.

Autonomia reduzida


O projeto do Dassault Mercure foi pensado para atender rotas de curta distância. Com sua capacidade máxima de carga, o avião podia percorrer até 1.700 quilômetros. A autonomia era quase três vezes menor que a do Boeing 737-200, que podia voar 4.800 quilômetros.

Air Inter foi a única companhia aérea a voar com o Dassault Mercure (Imagem: Wikimedia)
Os franceses avaliavam que isso seria uma vantagem para o seu jato comercial, já que isso reduziria os custos operacionais. Além disso, partindo de Paris, o Dassault Mercure tinha autonomia para chegar às principais capitais europeias. São 1.470 quilômetros até Lisboa (Portugal), 1.113 quilômetros até Roma (Itália), 1.360 quilômetros até Oslo (Noruega) ou 1.596 quilômetros até Estocolmo (Suécia).

O problema é que houve um grande erro de avaliação para quem pretendia vender o avião para o mundo todo e concorrer com aviões consagrados como o Boeing 737 e o Douglas DC-9. A questão é que essa autonomia não permitia que o Dassault Mercure operasse em outros países com tanta desenvoltura.

Os 1.700 quilômetros de autonomia eram insuficientes para rotas como Lisboa-Roma (1.915 quilômetros) ou Nova York-Miami (1.790 quilômetros). Decolando de São Paulo, a única capital do Nordeste que poderia ser atendida era Salvador, distante 1.460 quilômetros.

Com tantas limitações, o Dassault Mercure foi visto pelas companhias aéreas como um investimento que não valeria a pena. Era melhor colocar o dinheiro em um avião que teria bem mais versatilidade para operar nas principais rotas.

Tecnologia avançada


Apesar do fracasso comercial, o Dassault Mercure era um avião bastante avançado e eficaz. Ele podia levar cerca de 160 passageiros, contra cerca de 120 do Boeing 737-200. Os dois modelos utilizavam o mesmo tipo de motor, mas o Mercure contava com asas mais eficientes e recursos tecnológicos avançados na cabine de comando dos pilotos.

O Mercure era um avião econômico, silencioso e moderno, que tinha tudo para ser um grande sucesso. O erro estratégico em relação à autonomia, no entanto, o transformou no maior fracasso comercial da aviação.

Via Vinícius Casagrande (Todos a Bordo/UOL)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Vídeo: 2025 na aviação: o ano que deixou lições difíceis


A aviação nunca passa um ano em silêncio — e 2025 foi um dos mais intensos da história recente. Entre acidentes, investigações, avanços tecnológicos, decisões regulatórias, despedidas marcantes e recordes históricos, este vídeo faz um panorama completo dos acontecimentos que moldaram a aviação ao longo do ano e das lições que continuam ecoando na segurança de voo, na indústria e no futuro do setor.