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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Curiosidade: Ator de Mr Bean já salvou família de queda de avião mesmo sem saber pilotar


O ator britânico Rowan Atkinson se envolveu em um incidente inusitado há 23 anos durante um voo. Famoso pelas personagens Mr. Bean e Johnny English (da sitcom e do filme homônimos, respectivamente), ele evitou que o avião em que estava com sua família sofresse um acidente durante um voo na África.

Piloto desmaiou


Atkinson e sua família estavam em uma viagem no Quênia em 2001. Em fevereiro daquele ano, eles voavam entre Ukunda e a capital Nairóbi.

Após cerca de 45 minutos de voo, o ator percebeu que o piloto havia fechado os olhos e se recostado no assento. A bordo ainda estavam a então esposa de Atkinson, Sunetra, e os dois filhos do casal.

O avião, um Cessna de pequeno porte, começou a balançar de um lado para o outro. Na sequência, ele começou um mergulho a cerca de 400 km/h.

Até esse momento, o ator e sua esposa tentavam reanimar o piloto. Mas não tiveram sucesso.

Diante da situação, o intérprete de Mr. Bean se deslocou e assumiu os controles do avião. Ele nunca havia pilotado um avião antes, e a aeronave não possuía piloto automático.

Recuperação


Atkinson e Sunetra tentavam acordar o piloto a todo instante, jogando água e dando tapas no rosto dele. O casal parecia ter se convencido de que todos iriam cair em breve.

Apenas após alguns minutos, com o ator no comando, é que o comandante do voo despertou. Ele não entendia o que havia acontecido, e aparentava sofrer de desidratação severa.

O piloto assumiu o controle e o avião pousou em segurança cerca de meia hora depois no aeroporto Wilson, em Nairóbi. A família reportou o incidente às autoridades antes de embarcar de volta em um avião da British Airways com destino à Inglaterra.

Não comenta o episódio


Rowan Atkinson é conhecido por ser muito discreto sobre sua vida pessoal e não teria feito nenhuma manifestação pública sobre o ocorrido. Entretanto, a colegas, ele detalhou o ocorrido.

Rodney Atkinson, irmão do ator, disse que apenas ouviu que o incidente teria acontecido, mas não teria ficado sabendo de nada. "Sou sempre o último a saber", teria se queixado à época.

Como John Travolta transformou sua paixão por aviões em filme exibido em Cannes

O ator, que também é piloto e tem uma coleção de aeronaves, faz sua estreia como diretor com um filme autobiográfico sobre o começo dessa paixão.

(Imagem: Apple TV/Gettimagens: Stephane Cardinale - Corbis/Montagem sobre reprodução)
Na sexta-feira passada (15), John Travolta aterrissou em Cannes pilotando o seu próprio avião.

Um vídeo postado no Instagram pessoal do ator mostra alguns instantes dessa viagem. Do cockpit da aeronave, o capitão Travolta anuncia aos passageiros a decolagem com destino à cidade francesa. Olhando pela janela, a câmera flagra os prediozinhos da costa passando por debaixo da asa. Do chão, adequadamente trajado com uma boina azul-marinho, o ator (e agora também diretor) diz aos espectadores.

“Hoje pilotei meu avião no Festival de Cannes!”, diz, em alto e bom francês, de braços dados com sua filha Ella Bleu.


Que John Travolta é perdidamente apaixonado pela aviação, isso ele nunca escondeu. Conhecido por estrelar sucessos como Grease e Pulp Fiction, o astro de Hollywood também é, há quase cinco décadas, um piloto de avião credenciado, e já afirmou que ama voar tanto quanto atuar no cinema.

Não surpreende, portanto, que sua estreia como diretor no cinema seja uma grande carta de amor às aeronaves. Aventuras nas alturas (Propeller One-Way Night Coach) estreou naquela mesma sexta-feira no Festival de Cannes – um dos eventos mais prestigiosos do cinema mundial, sediado na França. Pouco antes da exibição, para sua surpresa, o diretor também ganhou uma Palma de Ouro honorária, troféu que homenageia a trajetória completa de grandes nomes do cinema.

O filme, que tem lançamento marcado para o dia 29 deste mês na plataforma Apple TV+, é um projeto íntimo de Travolta. A narrativa segue uma versão ficcionalizada da infância do próprio ator, e retrata a história do amor à primeira vista entre uma criança e o deslumbrante mundo das aeronaves, durante a era de ouro da aviação comercial.

O filme também é uma adaptação direta do livro infantil de mesmo nome escrito pelo próprio ator, lançado em 1997. Não à toa, é ele quem dá voz ao narrador do filme.

A premissa é a mesma: em 1962, Jeff (Clark Shotwell), um menino de 8 anos, faz sua primeira viagem de avião junto de sua mãe, Helen (Kelly Eviston-Quinnett), uma aspirante a atriz de Nova York que espera encontrar, em Hollywood, o estopim para uma carreira vibrante. Ao longo do trajeto, os dois fazem várias paradas, trocam de aviões, conhecem novas pessoas, e por aí vai.

(Imagem: Apple TV/Divulgação)
Como descreve a crítica Leslie Felperin para o The Hollywood Reporter, “os clímax emocionais são os momentos em que [Jeff] percebe que eles serão transferidos para a primeira classe e que vão voar em um verdadeiro Boeing 707 durante o último trecho da viagem”. Algo perfeitamente esperado em um filme feito por um completo nerd de aviação.

Na vida real, John Travolta teve suas primeiras aulas de piloto já aos 15 anos. Em 1978, aos 24 anos, garantiu sua credencial completa. Desde então, o ator já conseguiu pelo menos 12 licenças para comandar modelos que vão desde jatinhos de luxo até o Boeing 737.

Com o sucesso nas telonas, veio a grana, e, com a grana, Travolta acumulou uma coleção extensa e luxuosa de aeronaves. Já passaram pelas mãos do ator pelo menos 17 modelos diferentes, incluindo jatinhos, aeronaves a pistão e um Boeing 707 de 1964 que teve entre seus antigos donos Frank Sinatra.

Para comportar suas necessidades aviatórias, em 2001, o ator se mudou para uma mansão na cidade de Ocala, na Flórida, numa propriedade aeroportuária especialmente equipada para aviões, com pistas para manobra e decolagem.

“A aviação sempre me libertou de qualquer coisa triste que estivesse na minha cabeça”, disse Travolta durante uma convenção de aviação em 2008. “Eu consigo olhar uma tabela de voos e um folheto de companhia aérea e me animar”.

Vale dizer: talvez essa não seja a forma mais ecofriendly de se livrar do baixo astral. Jatinhos particulares são a forma de viajar mais nociva ao meio ambiente. Por pessoa, um voo particular produz uma pegada de carbono 14 vezes maior que um passageiro de voo regular.

Entre os críticos de cinema que estiveram na exibição em Cannes, Aventuras nas alturas não parece ter feito uma aterrissagem perfeita. Uma resenha especialmente ácida no The Wrap fez questão de descrever o filme como uma “uma experiência rígida e agoniantemente sem vida”, mas outros artigos têm encontrado um grande charme na nostalgia inocente que Travolta tentou retratar.

Muitos elogios foram direcionados não exatamente à obra, mas à paixão do autor, que guiou todo um projeto que é perceptivelmente bem pessoal. Sobre isso, Brian Tallerico, do site RogerEbert.com, comenta: “Uma leitura metalinguística de Aventuras nas Alturas é mais interessante do que o próprio filme, que é tragicamente prejudicado por uma clara falta de ambição e por atuações que nunca encontram exatamente o tom certo. É um presente que Travolta fez para si mesmo e para sua família, algo que ele provavelmente quis deixar como parte de seu legado. Isso não faz dele um bom filme.”

Confira o trailer:


Por Diego Facundini (Superinteressante)

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Vídeo: PH RADAR 82 - Acontecimentos da Aviação


Americana terá seu aeroporto aumentado

Congonhas: ANAC estuda mudar algumas regras na operação noturna

A220 sai da pista

Dois F-18 colidem em um show aéreo

Catarina 2026

11 pessoas sobrevivem a queda de um avião bimotor

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

Voo Rio-Paris: Tribunal condena Air France e Airbus por acidente em 2009

Justiça considerou empresas culpadas por homicídio culposo corporativo no acidente aéreo que matou 228 passageiros e tripulantes.

(Foto: Marinha do Brasil/AE)
Um tribunal de apelações de Paris considerou, nesta quarta-feira (21), a Airbus e a Air France culpadas de homicídio culposo corporativo pela queda de um avião que fazia um voo entre Rio de Janeiro e Paris, em 2009, deixando 228 passageiros e tripulantes mortos, no pior desastre aéreo da França.

As empresas foram condenadas ao pagamento da multa máxima de € 225 mil cada, o que equivaleria a cerca de R$ 1,3 milhão.

O veredito é o mais recente marco em uma maratona jurídica de 17 anos envolvendo duas das empresas mais emblemáticas da França e familiares das vítimas, em sua maioria francesas, brasileiras e alemãs.

Familiares de alguns dos 228 passageiros e tripulantes que morreram quando o Airbus A330 desapareceu na escuridão durante uma tempestade no Atlântico reuniram-se para ouvir o veredito.

As multas máximas, equivalentes a apenas alguns minutos da receita de cada empresa, foram amplamente consideradas uma penalidade simbólica. No entanto, grupos familiares afirmaram que uma condenação representaria um reconhecimento de seu sofrimento.

Possibilidade de recursos


Advogados franceses previram novos recursos ao Supremo Tribunal do país, o que poderia prolongar o processo por mais anos e aumentar o sofrimento dos familiares.

O voo AF447 desapareceu dos radares em 1º de junho de 2009, com pessoas de 33 nacionalidades a bordo. As caixas-pretas foram recuperadas dois anos depois, após uma busca em alto-mar.

Em 2012, os investigadores do BEA (Bureau of Environmental Enforcement) concluíram que a tripulação do avião havia forçado a aeronave a uma perda de sustentação, eliminando a sustentação sob as asas, após lidar incorretamente com um problema relacionado a sensores congelados.

Os promotores, contudo, concentraram-se em supostas falhas internas tanto da fabricante da aeronave quanto da companhia aérea. Entre elas, treinamento inadequado e negligência na investigação de incidentes anteriores.

Para provar homicídio culposo, os promotores precisavam não apenas estabelecer que as empresas eram culpadas de negligência, mas também reunir todas as pistas para demonstrar como isso causou o acidente.

No sistema francês, o processo de apelação do ano passado envolveu um julgamento completamente novo, com as provas sendo revisadas do zero. Quaisquer novas apelações após o veredicto de quinta-feira mudarão o foco da cabine do voo AF447 para as complexidades da lei.

Em abril de 2023, ambas haviam sido absolvidas na primeira instância, embora a Justiça tenha reconhecido falhas e negligência das companhias.

Na época, os juízes concluíram que houve “imprudência” e “negligência”, mas afirmaram não ser possível estabelecer um vínculo causal “certo” entre as falhas e a queda da aeronave.

No entanto, durante o novo julgamento realizado no segundo semestre de 2025, o Ministério Público francês mudou de posição e passou a defender a condenação da Air France e da Airbus. Segundo os promotores, os erros cometidos pelas empresas foram “claros” e “certamente contribuíram” para o acidente.

Ainda de acordo com a imprensa francesa, os promotores criticaram duramente a postura das companhias ao longo do processo.

“Nada foi oferecido, nem uma única palavra de consolo sincero. É uma defesa impenetrável”, disseram nas alegações finais.

O que aconteceu com o voo AF447?


O Airbus A330 da Air France decolou do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às 19h29 do dia 31 de maio de 2009, com destino a Paris. A bordo estavam 216 passageiros e 12 tripulantes de 33 nacionalidades.

Cerca de 3h45 após a decolagem, a aeronave atravessava uma região de tempestades no Oceano Atlântico conhecida como “Doldrums”, próxima à linha do Equador, quando ocorreu o congelamento dos sensores Pitot, dispositivos responsáveis por medir a velocidade do avião.

Com a falha dos sensores, o piloto automático foi desligado automaticamente e os pilotos precisaram assumir o controle manual da aeronave.

Segundo as investigações conduzidas pelo BEA (Escritório de Investigações e Análises da França), o copiloto Pierre-Cédric Bonin reagiu incorretamente à pane e puxou o nariz da aeronave para cima, em vez de manter a altitude estável.

A manobra levou o Airbus A330 a ultrapassar sua altitude operacional ideal e entrar em estol aerodinâmico, situação em que o avião perde sustentação por falta de fluxo adequado de ar sobre as asas.

O avião caiu em queda livre de cerca de 11,5 quilômetros de altitude durante aproximadamente três minutos e meio, até atingir o oceano.

As caixas-pretas só foram encontradas quase dois anos depois, em maio de 2011, a cerca de 3.900 metros de profundidade. Os registros revelaram momentos de confusão e desespero na cabine.

“Não tenho mais controle do avião”, dizia um dos pilotos nos minutos finais do voo.

Investigação e disputa judicial


O relatório final do BEA, divulgado em julho de 2012, concluiu que a tragédia foi causada por uma combinação de falhas técnicas, erros de pilotagem e treinamento inadequado da tripulação para situações de perda de sustentação em alta altitude.

Desde então, familiares das vítimas questionam a atuação das empresas e acusam as investigações francesas de minimizarem a responsabilidade da Airbus e da Air France.

Entre os principais pontos levantados pelas famílias está o fato de que já existiam registros anteriores de falhas nos sensores Pitot antes do acidente, além de questionamentos sobre o treinamento oferecido aos pilotos.

Em 2023, um tribunal francês absolveu as empresas de homicídio culposo corporativo. A decisão, porém, gerou revolta entre parentes das vítimas e levou a promotoria a recorrer.

O novo julgamento começou em setembro de 2025 e durou cerca de dois meses. Durante as audiências, Air France e Airbus voltaram a negar responsabilidade criminal pela tragédia, enquanto promotores defenderam que ambas falharam ao lidar com os problemas envolvendo os sensores de velocidade e o preparo dos pilotos.

Agora, o Tribunal de Apelação de Paris decidirá se mantém a absolvição das empresas ou se condena as duas companhias pelo acidente.

O especialista em Defesa, Roberto Caiafa, avalia que o ponto central do julgamento está na discussão sobre o chamado “nexo causal” entre as falhas apontadas nas investigações e a queda do voo AF447.

Segundo ele, embora a Justiça francesa tenha reconhecido anteriormente “erros e negligências” por parte da Air France e da Airbus, o tribunal entendeu que não havia provas suficientes de uma ligação direta entre essas falhas e o acidente.

Para Caiafa, uma eventual mudança de entendimento no julgamento desta quinta-feira pode abrir uma discussão sensível para toda a indústria da aviação.

“Se o recurso mudar essa leitura, o que é bem possível, isso cria uma situação onde os voos de longa distância entram em um escopo muito desconfortável”, afirmou.

O analista também destaca que o caso expõe os limites da segurança aérea, apesar dos investimentos bilionários feitos pelo setor.

“O risco da viagem existe, mas você admite que a companhia sabe manejar esse risco", concluiu.

Com informações da Reuters via CNN Brasil

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Airbus apresenta cabine que permite voo na própria cadeira de rodas

Novo interior Airspace U Suite, da Airbus: Espaço a bordo dos aviões ganha acessibilidade
com novo design de assentos (Imagem: Airbus)
A Airbus divulgou nos últimos dias um novo desenho de cabine para o interior de suas aeronaves. As poltronas modulares, entre outras novidades, trazem um novo conceito em mobilidade.

Nesse novo modelo, passageiros com cadeira de rodas poderiam voar diretamente na própria cadeira dentro da cabine do avião, sem precisar trocar de assento.

Solução para acessibilidade


Batizada de Airspace U Suite, a nova cabine foi apresentada recentemente na Aircraft Interiors Expo, tradicional feira dedicada ao interior de aviões, na Alemanha. No caso das cadeiras de rodas, é possível que elas fiquem presas aos trilhos do piso do avião por meio de um sistema de retenção especializado.

Essa é uma novidade até o momento, pois não existem modelos comerciais que permitam aos cadeirantes viajar em suas próprias cadeiras de rodas. Esse procedimento ainda depende de um processo de certificação, e a primeira unidade tem previsão de ser entregue em 2032.

Cabine pode ser usada em diversas configurações (Imagem: Airbus)
Hoje, quando um cadeirante precisa viajar, ele, geralmente, se desloca em sua cadeira de rodas até a porta do avião, onde passa para uma cadeira de corredor. Ela é mais estreita para poder circular no corredor das aeronaves.

Por fim, o passageiro com necessidade de acompanhamento especial é colocado em um assento padrão do avião, enquanto sua cadeira de rodas viaja no porão da aeronave. Segundo a Airbus, um em cada dez desses dispositivos de mobilidade é danificado em voos, o que representa cerca de 10 mil danos todos os anos.

Desenho universal


A nova Airspace U Suite, da Airbus (Imagem: Airbus)
O novo interior também permite seu uso para outras finalidades. Além do cadeirante em seu espaço próprio, é possível que esse pedaço da cabine seja usado, entre outras opções, como:
  • Cama
  • Espaço para reuniões
  • Espaço para cães-guia
A modularidade é um dos destaques da nova Airspace U Suite (Imagem: Airbus)
O desenho consiste, basicamente, em três assentos de frente para outros três idênticos com espaço entre as duas filas de poltronas. Cada assento pode ser levantado para ganhar espaço, como o local onde será colocada a cadeira de rodas ou o local para o cão-guia viajar junto ao seu tutor.

O mercado ainda conta com outras propostas voltadas para acessibilidade. Já falamos de iniciativas nesse sentido aqui.

Nova Airspace U Suite se destaca pela acessibilidade (Imagem: Airbus)
Via Alexandre Saconi (Todos a bordo/UOL)

terça-feira, 19 de maio de 2026

Porta de avião abre no ar? Entenda caso em voo da Latam

Após tentativa de passageiro chileno em trajeto para a Alemanha, entenda os mecanismos de segurança e pressurização que impedem a abertura das saídas de emergência.

Chileno foi flagrado por funcionário imitando macaco em voo (Reprodução/@livresiguaisbr)
O caso ocorrido em um voo da Latam que partiu de Guarulhos com destino a Frankfurt, no dia 10 de maio, levantou questionamentos sobre a segurança das aeronaves.

Durante o trajeto, um passageiro chileno tentou abrir a porta da aeronave, sendo contido pela tripulação antes de iniciar uma série de ataques racistas e homofóbicos contra um comissário.

Pressurização e segurança da cabine


Apesar do susto causado aos passageiros e tripulantes, especialistas em aviação afirmam que é fisicamente impossível abrir a porta principal ou as saídas de emergência de um jato comercial em altitude de cruzeiro. O principal motivo é a pressurização da cabine.

As portas dos aviões modernos são projetadas para funcionar como uma "tampa de panela de pressão", explica um especialista.

Para que seja possível que a abertura ocorra, a porta precisa primeiro ser puxada levemente para dentro antes de ser deslocada para fora ou para o lado.

Como a pressão interna da cabine é muito superior à pressão atmosférica externa em grandes altitudes, essa força empurra a porta contra o batente da fuselagem com uma pressão de toneladas, tornando o movimento de abertura humanamente impossível.

Quando a abertura se torna possível


Tecnicamente, a abertura só poderia ocorrer se as pressões interna e externa estivessem equalizadas.

Segundo um especialista, isso acontece apenas quando o avião está no solo ou em altitudes muito baixas, durante o processo de despressurização para pouso.

No caso específico do voo LA8070, o passageiro foi imobilizado pelos funcionários e o voo seguiu viagem. Ao retornar ao Brasil em uma conexão no sábado (15), ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos.

Consequências legais e administrativas


A tentativa de manipular na dinâmica de segurança da aeronave é considerado uma conduta de indisciplina pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

O passageiro pode enfrentar multas administrativas de até R$ 17,5 mil e a inclusão de seu nome em uma lista de impedimento de embarque.

A defesa do executivo chileno alega que o incidente foi motivado por um surto psicótico, afirmando que o homem faz tratamento psiquiátrico há 13 anos e não possui clareza sobre os fatos ocorridos durante o voo.

O caso segue sob investigação da Justiça Federal.

Nota da Latam sobre o ocorrido no voo:


"A LATAM repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia.

A companhia colabora integralmente com a Polícia Federal no caso do passageiro que praticou violência discriminatória contra um de seus tripulantes no voo LA8070 (São Paulo-Frankfurt), de 10 de maio (domingo), e que foi detido no aeroporto de Guarulhos em 15 de maio (sexta-feira).

A LATAM esclarece ainda que presta acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário vítima dessa violência."

Via CNN

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Vídeo: PH RADAR 81 - Acontecimentos da Aviação


A VARIG estaria completando quase um século de vida! Infelizmente já não está mais entre nós... De qualquer forma comemoramos seu 99º aniversário, pois foi uma companhia que marcou a vida dos brasileiros, e representou por muito tempo o Brasil pelo mundo.

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Primeiro helicóptero a hidrogênio está pronto para uso na vida real

Robinson R44 foi o primeiro helicóptero movido a hidrogênio que realizou um circuito operacional completo.

Modelo alcançou marco histórico (Imagem: Canadian Advanced Air Mobility)
No mês passado, um marco histórico para o setor de helicópteros foi alcançado. No Quebec (Canadá), um Robinson R44 modificado decolou do Aeroporto Roland-Désourdy. E qual foi o marco? Trata-se do primeiro helicóptero movido a hidrogênio que realizou um circuito operacional completo.

Isso quer dizer que o veículo decolou, subiu, voou em circuito, se aproximou e pousou em condições reais de voo. Em março do ano passado, outro teste já tinha mostrado que ele conseguia pairar por pouco mais de três minutos.

Agora, essa evolução de pairar para voar representa a diferença entre testes de laboratório e provas de conceito, as quais são medidos pelos órgãos reguladores.

Helicóptero a hidrogênio já é realidade


A empresa por trás de tudo é a Unither Bioélectronique, subsidiária canadense da empresa de biotecnologia United Therapeutics, e seu projeto, o Proticity.

Contudo, o objetivo aqui não é o transporte de passageiros, mas, sim, de órgãos destinados a transplantes.

“Este marco demonstra que o voo vertical tripulado movido a hidrogênio e eletricidade pode passar da teoria para testes repetíveis, seguros e em situações reais“, disse Mikaël Cardinal, vice-presidente de gestão de programas e desenvolvimento de negócios de sistemas de entrega de órgãos da Unither Bioélectronique.

“Para a Unither, o objetivo é claro: construir as aeronaves e os sistemas de logística aérea necessários para ajudar a entregar alternativas de órgãos fabricadas a pacientes que precisam delas, ao mesmo tempo que cria uma rede de transporte escalável e com zero emissões“, prosseguiu.

Como é o protótipo?


Objetivo não é transportar passageiros, mas, sim, órgãos destinados a transplantes
(Imagem: Canadian Advanced Air Mobility)
O protótipo que alcançou o marco possui, no lugar do motor a combustão, um sistema de propulsão elétrica compacto. Ele foi construído em torno de duas células de combustível de Membrana de Troca de Prótons (PEM, na sigla em inglês).

Esse dispositivo converte hidrogênio e oxigênio em eletricidade e usa apenas água como subproduto. Tudo fica acomodado na cabine traseira do helicóptero.

No compartimento do motor original do R44, foi instalado um motor elétrico magniX, além de um conjunto de baterias de íon-lítio, que lida com picos repentinos de potência, que podem acontecer, por exemplo, durante a decolagem ou em manobras bruscas.
Primeiros testes do helicóptero

Nos primeiros voos, o sistema obteve potência máxima de cerca de 178 kW, sendo aproximadamente 155 kW no eixo do rotor durante o voo estacionário. Mais de 90% da potência vieram das células de combustível, enquanto os 10% restantes ficaram a cargo da bateria.

A versão atual, que obteve o marco histórico, trabalha com hidrogênio gasoso comprimido, limitado pelo volume do tanque e pela densidade energética.

Contudo, a ideia é usar o hidrogênio líquido (LH2). Esse tipo de hidrogênio armazena muito mais energia no mesmo espaço e é vital para missões de longo alcance que transportam os tipos de cargas úteis necessárias para o transporte de órgãos.

A próxima etapa que a empresa visa é ampliar toda essa arquitetura para o Robinson R66, uma plataforma maior e movida a turbina, mas que é mais adequada para obter a certificação necessária do Ministério dos Transportes do Canadá (Transport Canada) e da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês). Seu alcance estimado é de 370 a 463 km.

Via Rodrigo Mozelli (Olhar Digital)

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Governo Trump divulga arquivos sobre OVNIs e vida alienígena

Site, que visa mostrar documentos sobre 'Fenômenos Anômalos Não Identificados', apresentou instabilidades na manhã desta sexta (8). Presidente dos EUA ordenou em fevereiro a publicação de documentos federais sobre vida alienígena.


O governo Trump publicou nesta sexta-feira (8) documentos federais dos Estados Unidos sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) e "vida extraterrestre" em um repositório oficial na internet, segundo o Departamento de Guerra norte-americano.

Imagem em infravermelho de objeto voador não identificado sobrevoando
a região oeste dos EUA em dezembro de 2025 (Foto: Divulgação/FBI)
Um site específico foi criado para hospedar arquivos sobre "Fenômenos Anômalos Não Identificados" (UAP, na sigla em inglês), afirmou o Departamento de Guerra em nota. O repositório apresentou algumas instabilidades ao longo da manhã desta sexta.


Em um post em sua rede social Truth Social (imagem abaixo), Donald Trump comentou a divulgação: "Quanto à minha promessa, o Departamento de Guerra liberou o primeiro lote de arquivos sobre OVNIs/UAPs para que o público os revise e estude [...] O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?" Divirtam-se e aproveitem!"


Em análise preliminar do g1, os arquivos consistem em dezenas de fotos de objetos voadores não identificados por diversas agências federais dos EUA (veja no destaque e mais abaixo nesta reportagem), além de documentos sobre investigações do FBI sobre avistamentos de OVNIs. O g1 ainda estava analisando os documentos até a última atualização desta reportagem e dará mais detalhes conforme a apuração avançar.

Uma das fotos divulgadas nesta sexta foi tirada na Lua pela tripulação da Apollo 17, missão espacial dos EUA na década de 1970, em que um dos astronautas registrou três pontos de luz no céu que chamaram a atenção deles por parecerem "partículas ou fragmentos de forma triangular e muito brilhantes". Veja na foto abaixo.

Foto tirada pela missão Apollo 17 na Lua em 1972 mostra visão aumentada de três pontos
de luz não identificados (Foto: Nasa/Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA)

Divulgação de documentos de OVNIs



A publicação dos documentos ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ordenado, em fevereiro, a publicação de documentos federais sobre vida alienígena. Na época, Trump disse que instruiu seu governo a divulgar materiais sobre "vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)".

"Os materiais arquivados se referem a casos não resolvidos, o que significa que o governo não é capaz de determinar de forma definitiva a natureza dos fenômenos observados. (...) O Departamento de Guerra incentiva a aplicação de análises, informações e expertise do setor privado, e continuará a produzir relatórios separados sobre casos de UAP resolvidos", afirmou o Departamento de Guerra dos EUA.

➡️ Lembrando que um OVNI ou objeto visto durante um UAP não significa necessariamente a presença de vida extraterrestre. A nomenclatura significa que não foi possível identificar a origem, e que não é possível determinar uma explicação plausível para aquilo.

No comunicado sobre a divulgação dos documentos, o Departamento de Guerra dos EUA aproveitou para dizer que o governo Trump "promove uma transparência sem precedentes" sobre os UAP e, em tom conspiratório, acusou gestões passadas de "buscarem descreditar e dissuadir o povo americano".

"É hora do povo americano ver por si mesmo", afirmou o departamento federal.

Ainda segundo a pasta, mais levas de documentos sobre o tema serão publicadas nas próximas semanas.

Fotos de OVNIs


Imagem em infravermelho de objeto (ou objetos) voador não identificado sobrevoando
região oeste dos EUA em setembro de 2025 (Foto: FBI via Departamento de Guerra dos EUA)
Imagem capturada pela Força Aérea dos EUA de objeto voador não identificado sobrevoando
região sul dos Estados Unidos em 2020 (Foto: Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA)
Montagem com elemento metálico inserido em edição posterior sobre foto de descampado tirada pelo FBI para retratar avistamento de OVNI por testemunha em setembro de 2023
(Imagem: Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA)
Frame de vídeo que mostra objeto voador não identificado avistado por militar dos EUA
no Oriente Médio em 2022 (Foto: Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA)
Via g1 e Band Jornalismo

Ranking lista melhores aéreas do mundo, e apenas uma brasileira aparece

Aviões da Qatar Airways comemorativos da Copa do Mundo de Futebol de 2022, ano em que o
país do Oriente Médio sediou o evento (Imagem: Divulgação/12.jan.2022/Qatar Airways)
A plataforma especializada em segurança e avaliação de companhias aéreas AirlineRatings divulgou recentemente os vencedores do prêmio de melhores companhias aéreas do mundo.

O prêmio tem foco exclusivamente na experiência de bordo, como conforto, refeições e entretenimento. O ranking é elaborado com base em critérios técnicos de seus especialistas, sem votação popular.

Entre todas as eleitas, apenas uma brasileira aparece no ranking. A Gol foi eleita a 15ª melhor companhia aérea de baixo custo do mundo, categoria da qual pode deixar de participar com a entrada em operação dos voos para a Europa e Nova York (EUA) e a chegada do novo modelo de avião Airbus A330 à sua frota.

Veja a seguir os rankings por categoria.

Serviço completo


As empresas de serviço completo, também chamadas de full-service, são aquelas que oferecem uma experiência premium e abrangente, com itens como bagagem despachada, refeições e bebidas (incluindo alcoólicas) gratuitas, além de entretenimento de bordo, assentos mais confortáveis e, nas classes superiores, camas reclináveis e suítes privativas.
  1. Qatar Airways (Catar)
  2. Cathay Pacific (Hong Kong)
  3. Singapore Airlines (Singapura)
  4. Korean Air (Coreia do Sul)
  5. Starlux Airlines (Taiwan)
  6. Japan Airlines (Japão)
  7. Turkish Airlines (Turquia)
  8. Emirates (Emirados Árabes Unidos)
  9. Air New Zealand (Nova Zelândia)
  10. Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos)
  11. EVA Air (Taiwan)
  12. Qantas (Austrália)
  13. Virgin Atlantic (Reino Unido)
  14. Hainan Airlines (China)
  15. All Nippon Airways (ANA) (Japão)
  16. Vietnam Airlines (Vietnã)
  17. jetBlue (Estados Unidos)
  18. KLM Royal Dutch Airlines (Países Baixos)
  19. Air France (França)
  20. Malaysia Airlines (Malásia)
  21. Thai Airways (Tailândia)
  22. Fiji Airways (Fiji)
  23. Saudia Airlines (Arábia Saudita)
  24. Garuda Indonesia (Indonésia)
  25. LOT Polish Airlines

Empresas híbridas


As empresas híbridas são as que adotam um modelo flexível a depender do tipo de operação. Em rotas curtas e médias, funcionam como low cost, comercializando refeições e bebidas a bordo, com menor espaço para as pernas.

Já em voos de médio e longo curso oferecem um produto de serviço completo, com telas nos encostos, maior inclinação de assento, amenidades como cobertores e travesseiros, e uma experiência elevada na classe executiva, com, por exemplo, camas totalmente reclináveis e até suítes com portas, eventualmente.
  1. Lufthansa (Alemanha)
  2. WestJet (Canadá)
  3. Virgin Australia (Austrália)
  4. Delta Air Lines (Estados Unidos)
  5. United Airlines (Estados Unidos)
  6. American Airlines (Estados Unidos)
  7. Swiss (Suíça)
  8. Finnair (Finlândia)
  9. British Airways (Reino Unido)
  10. TAP Portugal (Portugal)
  11. Iberia (Espanha)
  12. Air Canada (Canadá)
  13. Alaska Airlines (Estados Unidos)
  14. Avianca (Colômbia)
  15. Air Europa (Espanha)
  16. Scandinavian Airlines (SAS) (Suécia/Dinamarca/Noruega)
  17. Air Transat (Canadá)
  18. Austrian Airlines (Áustria)
  19. Southwest Airlines (Estados Unidos)
  20. ITA Airways (Itália)

Low costs


As low costs são as companhias de baixo custo, que mantêm tarifas mais baixas ao cobrar separadamente por bagagem, alimentação e seleção de assentos. Algumas, entretanto, incluem opções como entretenimento de bordo com opções de streaming, Wi-Fi gratuito ou até menus premiados.
  1. HK Express (Hong Kong)
  2. Jetstar (Austrália)
  3. AirAsia Group (Malásia)
  4. AirBaltic (Letônia)
  5. Scoot (Singapura)
  6. FlyNAS (Arábia Saudita)
  7. Breeze (Estados Unidos)
  8. easyJet (Reino Unido)
  9. Wizz Air (Hungria)
  10. Vietjet Air (Vietnã)
  11. Ryanair (Irlanda)
  12. Jet2 (Reino Unido)
  13. TUI Group (Alemanha)
  14. Cebu Pacific (Filipinas)
  15. GOL (Brasil)
  16. Norwegian (Noruega)
  17. Volaris (México)
  18. SKY Airline (Chile)
  19. Vueling (Espanha)
  20. Spring Airlines China (China)
Já entre as ultra low costs, empresas que levam o modelo ao extremo, com tarifas ultracompetitivas e cobrando por todos os extras, mas mantendo uma operação eficiente e de alta frequência, se destacam:
  1. Vietjet Air (Vietnã)
  2. Wizz Air Group (Hungria)

Outras premiações


Além dos tradicionais rankings, também foram premiadas as seguintes empresas:

Melhor companhia aérea regional: Porter Airlines (Canadá)

A empresa canadense oferece vinho e cerveja grátis em copos de vidro e Wi-Fi de alta velocidade gratuito na frota de aviões Embraer E195-E2.

Melhor low cost de longo curso: Jetstar Airways (Austrália)

A empresa oferece voos em aviões 787 Dreamliner, o mais moderno da Boeing. Os passageiros devem pagar à parte por adicionais como refeições, bagagem e seleção de assentos, mas possui tomadas a bordo, ajuste elétrico do encosto dos assentos e espaço razoavelmente maior para as pernas do que o de algumas concorrentes.

Melhor cargueira: Cathay Cargo (Hong Kong)

Foi considerado que a empresa oferece soluções para produtos farmacêuticos, perecíveis e cargas de alto valor, instalações avançadas em Hong Kong e inovação em serviços digitais de carga.

Melhor aeroporto do mundo: Aeroporto de Changi (Singapura)

O local tem grandes facilidades na conectividade e um interior considerado um dos mais belos do mundo.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Vídeo: PH RADAR 80 - Acontecimentos da Aviação


Neste programa falamos de aviação comercial principalmente as low cost, uma quebradeira geral! Falamos também do avião Sertanejo que infelizmente bate em um prédio na cidade de Belo Horizonte e muito mais assuntos da aviação mundial!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

Hospedagem exótica: Veja 3 aviões que se transformaram em hotéis incríveis

Luxuosidade e modernidade resumem esses hotéis de aeronaves.


Depois de certo tempo, algumas aeronaves já não são mais capazes de voar. No entanto, isso não significa que elas perdem a sua utilidade quando estacionadas em terra firme. Seguindo essa lógica, existem alguns aviões que viraram hotéis, com bastante conforto, modernidade e luxo.

Para conhecer algumas opções e, quem sabe, passar uma noite acomodado em um deles ao redor do mundo, continue a leitura desta matéria.

Quando uma aeronave encerra seu tempo de vida útil, ela passa por alguns processos até que se defina sua destinação. Então, a companhia aérea devolve a aeronave ao fabricante ou à empresa que a alugou após determinar que ela não voará mais.

Após isso, o avião segue para um aeroporto de armazenamento onde aguarda até que haja uma decisão definitiva do seu fim. No caso desses aviões que viraram hotéis, assim que a decisão (e compra) foi efetivada, eles foram levados até o local onde permaneceram e as reformas foram feitas para incrementar luxo e comodidade.

Ilyushin-18


Suíte de aeronaves Teuge

(Crédito: Booking.com)
Uma suíte na aeronave construída em 1960, localizada na Holanda, é uma das coisas mais luxuosas que você vai ver na sua vida. Feita para duas pessoas, o lugar tem quase 40 metros de comprimento e, do seu quarto, você visualiza toda a pista do aeroporto internacional de Teuge.

Boeing 737-200


Aerotel – Aviador Boutique Hotel

(Crédito: www.thesouthafrican.com)
Pessoas restauraram completamente o avião resgatado, que estava prestes a ser descartado, e transformaram-no em um dos hotéis de aeronaves mais elegantes. Assim, localizado no sul da África, o Boeing possui camas queen-size, banheiro privativo, geladeira, Wi-Fi e muitos outros recursos.

Boeing 747 Jumbo Jet


Hotel Jumbo Stay

(Crédito: Booking.com)
Equipado com mais de 30 quartos, em Estocolmo, Arlanda, na Suécia, o super-hotel de aeronaves possui atualmente mais de 70 camas, um restaurante e muito luxo. Tudo decorado em memória à antiga rotina do hotel: aviação.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Cabines de avião em dois andares ganham versão "definitiva"

Designer Alejandro Núñez Vicente apresenta a mais recente versão do polêmico assento "Chaise Longue", que gerou debates nas redes sociais nos últimos anos.

Chaise Longue é um conceito de assento de avião de dois níveis que tem gerado
grande repercussão nas redes sociais (Foto: Chaise Longue via CNN Newsource)
O conceito de assento de avião em dois níveis está de volta, desta vez no que o designer Alejandro Núñez Vicente chama de "declaração final e definitiva".

Estreando primeiro como um projeto universitário em 2020, depois como um protótipo inicial em 2022, ao longo dos últimos anos este design de dois níveis, chamado Chaise Longue, inspirou frequentes frenesis nas redes sociais, inúmeros memes e discussões fervorosas, desde programas de entrevistas até seções de comentários na Internet.

Mas, para Núñez Vicente, o assento de avião de dois níveis não é "alguma piada na Internet que começou há cinco anos". É sua carreira, um projeto de paixão pelo qual ele continua entusiasmado mais de meia década depois de ter esboçado a ideia pela primeira vez em seu quarto de faculdade.

O conceito Chaise Longue prevê a remoção do compartimento superior do avião para permitir duas fileiras de assentos, um nível superior e um inferior, com o nível inferior projetado para permitir que os passageiros se estendam e desfrutem de mais espaço para as pernas.

Potenciais viajantes expressaram temores de claustrofobia (temores ecoados pela CNN Travel quando testamos o design em 2022 e 2023) e reviraram os olhos para a ideia de que o design é uma estratégia para acomodar mais passageiros na cabine. Núñez Vicente afirma que aumentar a capacidade de passageiros nunca foi seu objetivo, mas admite que é um potencial atrativo para as companhias aéreas. O designer sempre foi enfático em afirmar que seu objetivo é tornar os voos mais confortáveis.

Ele passou seus vinte anos aperfeiçoando o conceito ao lado de sua parceira de vida e negócios Clara Service Soto ("Isso nos faz sentir um pouco velhos", diz Núñez Vicente, de 26 anos, sobre os anos que se passaram desde que o Chaise Longue causou impacto pela primeira vez). O casal consulta regularmente CEOs de companhias aéreas e especialistas em aviação, que, segundo eles, veem potencial no design, apesar dos críticos na Internet.

Agora Núñez Vicente retornou à Aircraft Interiors Expo (AIX) em Hamburgo, Alemanha, uma das maiores feiras de aviação do mundo, para apresentar a mais recente maquete em tamanho real de seu design, que ele diz ser a melhor versão do conceito até agora.

"Esta é a maquete definitiva que podemos criar em nosso nível de startup", diz Núñez Vicente à CNN Travel em uma primeira olhada exclusiva na nova maquete por videochamada de Hamburgo. "Este é o nosso melhor."

Enfrentando questões de privacidade e espaço


A nova versão da Chaise Longue tem como foco aprimorar o espaço e a privacidade dos viajantes
(Foto: Chaise Longue via CNN Newsource)
Enquanto Núñez Vicente ri das piadas nas redes sociais que focam em passageiros do nível superior soltando gases como "brincadeiras e diversão", ele examina os comentários em busca de críticas construtivas, e observou que preocupações com privacidade e espaço eram queixas frequentes.

Com isso em mente, a versão mais recente do conceito se concentra em melhorar a privacidade e aumentar o espaço entre os assentos para os viajantes do nível inferior. O mais recente modelo do Chaise Longue inclui um painel que se estende atrás dos assentos no nível superior, proporcionando melhor separação e reduzindo a probabilidade de alguém deixar cair algo sobre outra pessoa.

E enquanto os modelos anteriores incluíam um nível inferior mais apertado, o novo design imagina uma seção inferior muito mais espaçosa. "Mudou bastante em relação à distância estreita que se via antes", explica Núñez Vicente. "Era meio claustrofóbico no início."

Preocupações de que o design do assento não fosse acessível também foram levadas em consideração. A primeira fileira do conceito agora é destinada a pessoas com mobilidade reduzida, inspirada em designs em desenvolvimento que permitem que usuários de cadeiras de rodas permaneçam em suas cadeiras pessoais durante todo o voo.

"Queremos criar espaço em nosso próprio conceito para esses tipos de inovações também, porque achamos que é realmente importante incluir todos os passageiros", diz Service Soto.

Caminhando ao redor do modelo durante uma videochamada, Núñez Vicente demonstra como o espaço entre os assentos agora é amplo o suficiente para que os passageiros alonguem os músculos posteriores da coxa. Ele até vê potencial para uma cama totalmente reclinável no assento do meio, e o novo modelo mostra como isso poderia funcionar.

Design econômico versus premium


Núñez Vicente idealizou a poltrona como uma opção para a classe econômica, mas especialistas
do setor da aviação incentivaram o designer a considerar o conceito mais adequado para a classe econômica premium e categorias superiores (Foto: Chaise Longue via CNN Newsource)
Tornar o design mais espaçoso significa sacrificar as credenciais de classe econômica do assento. Núñez Vicente era um estudante universitário sem dinheiro quando projetou o Chaise Longue pela primeira vez. Com 1,88 metro de altura, Núñez Vicente estava acostumado a lutar por espaço para as pernas em assentos apertados da classe econômica, e começou a sonhar com um assento barato e confortável que oferecesse espaço para se esticar.

"Mas temos movido o conceito mais para uma experiência de classe econômica premium", diz Núñez Vicente. "Nós nos reunimos diretamente com companhias aéreas e executivos de companhias aéreas, CEOs e seus departamentos de experiência do cliente, e eles nos disseram exatamente o que queriam. Eles querem que este assento fosse algo mais do que apenas econômico."

Em 2024, Núñez Vicente também apresentou um conceito de "classe elevada" na AIX, um conceito de primeira classe ligeiramente diferente que mantém o conceito de dois níveis, mas opta por camas totalmente reclináveis e assentos estilo sofá por toda parte. Mas transformar seu conceito original em uma oferta mais premium é um desvio da visão inicial de Núñez Vicente, e isso foi inicialmente uma pílula "difícil de engolir", admite o designer.

"Obviamente queríamos que isso fosse para todos", afirma. "No final das contas, você quer ir do ponto A ao ponto B. E normalmente, se você está entre os 99% da população mundial, você só quer chegar lá e pagar o mínimo possível. Queríamos que pessoas que não podem pagar para viajar melhor realmente tivessem uma experiência melhor e mais espaço."

É difícil, ele diz, mudar a mentalidade da indústria da aviação de que a inovação acontece quase exclusivamente nas cabines premium. As classes econômicas das companhias aéreas são praticamente idênticas, enquanto a classe executiva e a primeira classe vêm em formas mais variadas e elegantes, desde a suíte com cama de casal da Singapore Airlines no céu até as janelas de realidade virtual da Emirates.

Depois de vários anos, Núñez Vicente tem uma visão mais clara dessa realidade da indústria. "Nos dias de hoje, com esta indústria e companhias aéreas, eles não vão dar aos passageiros na econômica mais espaço, vai tender mais para a econômica premium, e é isso que temos visto", conta Núñez Vicente.

Mas ele espera que esse conceito de econômica premium seja a "revolução que leva à evolução", e se um design de dois níveis mais caro decolasse primeiro, ele imagina que isso levaria eventualmente a uma versão mais econômica.

De qualquer forma, Núñez Vicente não propõe que os assentos regulares de avião sejam completamente descartados. A ideia, para ele, é ter os assentos Chaise Longue de classe econômica premium no meio de uma cabine de aeronave de fuselagem larga, ladeados por assentos econômicos convencionais em ambos os lados.

Um longo caminho a percorrer


Exatamente como qualquer parte disso funcionaria depende das companhias aéreas e empresas de aviação, nenhuma das quais se comprometeu a produzir o assento. Modernizar aeronaves é caro e demorado, e os procedimentos de segurança e regulamentação para aprovar novos designs são longos e complexos, então é improvável que você veja o assento Chaise Longue em um avião próximo de você tão cedo.

Mas os grandes nomes da indústria continuam interessados no conceito. No ano passado, um representante da Airbus disse à CNN Travel que "Chaise Longue está explorando alguns conceitos em estágio inicial com a Airbus em soluções de assentos de dois níveis para aeronaves comerciais."

Chamando esta atual maquete de "declaração final" para a atual fase do Chaise Longue como uma startup, Núñez Vicente espera garantir parceiros na AIX 2026 e ser capaz de apresentar um protótipo de pré-produção na exposição de interiores de aeronaves do próximo ano, chamando esse resultado de "o cenário ideal."

"Pré-produção significa que já foi fabricado usando as técnicas e os métodos de fabricação que você usaria nos assentos finais da aeronave", ele explica, observando que a maquete atual é para fins demonstrativos e é feita de materiais que não podem voar.

O designer também está sempre experimentando outras ideias nos bastidores. "Estou em 20 projetos diferentes ao mesmo tempo", ele explica. "Este é o maior, com certeza. Mas ao mesmo tempo, durante os últimos dois anos especialmente, desenvolvemos algumas missões paralelas."

Manter-se fiel a um conceito principal por vários anos, especialmente um que não está livre de controvérsias, às vezes é uma "montanha-russa", afirma Núñez Vicente. Mas ele afirma que melhorar a experiência do passageiro e o reconhecimento da indústria é o que o mantém motivado.

Ele também gosta de ver potenciais viajantes se engajarem com o conceito, tanto online quanto offline. O Chaise Longue passou grande parte de 2025 testando com passageiros na cidade natal de Núñez Vicente, Madri, obtendo opiniões dos viajantes sobre os prós e contras.

"Sempre aprendemos com feedback construtivo. Não importa se é um CEO de companhia aérea ou alguém na Austrália que apenas comenta e te dá algo para pensar", comenta.

E Núñez Vicente ri junto com os comentários bem-humorados, que ele diz não parecem incomodar a indústria da aviação. "Se a indústria não nos rejeitou por causa desses comentários engraçados nas redes sociais, então pode ser porque temos algo realmente bom acontecendo nos bastidores", conclui.

Via Francesca Street, da CNN