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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Aconteceu em 18 de junho de 1986: Avião e helicóptero colidem sobre o Grand Canyon (EUA)


Em 18 de junho de 1986, às 8h55 , a manhã estava clara e ensolarada quando o
de Havilland DHC-6-300 Twin Otter "Vistaliner", prefixo N76GC, operado pela Grand Canyon Airlines, partiu do Aeroporto do Grand Canyon National Park para sua excursão aérea de uma hora (voo 6).

O de Havilland DHC-6-300 Twin Otter "Vistaliner" envolvido na colisão
A bordo estavam 18 passageiros, muitos dos quais eram cidadãos holandeses com reserva feita por uma empresa de turismo promovida pela American Express. Os dois membros da tripulação eram pilotos experientes em viagens aéreas, com vários anos voando no Grand Canyon.

Menos de uma milha ao norte do aeroporto, às 9h13, o helicóptero Bell 206B Jet Ranger, prefixo N6TC, operado pela Helitech Inc., decolou do heliporto da empresa em Tusayan, Arizona, para um voo turístico de 40 minutos com quatro passageiros. O piloto do helicóptero também era muito experiente.

Bell 206B Jet Ranger operado pela Helitech
Ambos os voos prosseguiram normalmente em seus voos de excursão aérea prescritos, embora não existissem regulamentos ou rotas padronizadas na época. 

Todos os voos dentro do espaço aéreo do Grand Canyon no que diz respeito a rotas e altitudes foram conduzidos por um "acordo de cavalheiros" com as várias empresas de turismo aéreo. 

Uma separação sugerida de 150 metros de altitude entre helicópteros e aviões era a almofada de segurança.


Por volta das 9h30, os dois voos estavam se aproximando de uma formação geológica conhecida como Templo Mencius. The Twin Otter, indicativo de chamada "Canyon 6" do oeste e o Bell Jet Ranger, indicativo de chamada "Tech 2" do norte.

Por razões indeterminadas até hoje, ambas as aeronaves colidiram em um impacto terrível a uma altitude de 6.500 pés. 

A colisão separou o mastro do rotor principal do helicóptero enquanto as pás do rotor em desintegração rasgaram a cauda do Vistaliner, fazendo com que ele se separasse em voo.

Um esboço de como - provavelmente - ocorreu a colisão
Tanto o avião quanto o helicóptero tombaram e caíram invertidos na encosta sudoeste do Templo de Mêncio. Todas as 25 pessoas em ambas as aeronaves morreram, tornando este acidente o segundo desastre aéreo mais mortal no Grand Canyon até hoje.

Os que estavam a bordo do avião bimotor, de acordo com o gabinete do xerife, eram em sua maioria turistas estrangeiros - 11 da Holanda, dois da Suíça e um da África do Sul. Os outros seis supostamente eram dos Estados Unidos. 

Os destroços do avião estavam cerca de 1.800 pés acima do rio Colorado e os destroços do helicóptero estavam cerca de 1.200 pés de altura.

Às 9h52, o piloto do helicóptero do National Park Service Tom Caldwell com NPS Rangers; Ernie Kuncl e Charlie Peterson (EMT) foram os primeiros a responder à cena do acidente.

Após a chegada, os dois aviões de turismo foram completamente envolvidos pelas chamas. O Ranger Peterson permaneceu no local como coordenador interino da cena do acidente. Nenhuma tentativa foi feita para apagar os incêndios que arderam por várias horas.

O principal local de impacto do "Canyon 6" foi na encosta sudoeste do Templo Mencius. Os destroços do "Tech 2" caíram quase meia milha a sudoeste do local de impacto do "Canyon 6" na extremidade leste de Tuna Creek
Detritos em chamas foram espalhados ao longo de 800 metros entre os locais onde o avião de asa fixa e o helicóptero se espatifaram no solo, disseram as autoridades.

O guarda florestal do Parque Nacional do Grand Canyon, Charles Peterson, que foi deixado por um helicóptero de serviço do parque perto dos destroços no planalto Tonto cerca de um quilômetro ao norte do rio, relatou que não havia sobreviventes. Ele encontrou dois corpos a poucos metros dos destroços do helicóptero, mas nenhum dos ocupantes do avião de asa fixa parecia ter sido jogado para fora.

Peterson disse em uma coletiva de imprensa na quarta-feira à noite no Grand Canyon Visitors Center que ele chegou ao local por volta das 10h da manhã e “naquele momento, os dois aviões estavam totalmente em chamas. Minha impressão inicial foi que ninguém poderia ter sobrevivido ao acidente ”.

Ele disse que podia ver "pedaços de restos humanos". O helicóptero havia se desintegrado a ponto de apenas sua cauda ser reconhecível. Ele disse que parecia ter sido cortado.

O National Transportation Safety Board constatou que as tripulações das duas aeronaves não conseguiram "ver e evitar" uma a outra, mas não puderam determinar por que isso ocorreu devido à falta de dados de voo registrados (não havendo necessidade de tal registro para voos panorâmicos que estavam sendo operados).


A investigação do acidente também descobriu que o número limitado de pontos cênicos de interesse no Grand Canyon concentrava os voos sobre esses pontos, aumentando o risco de colisão; e recomendou que a Federal Aviation Administration (FAA) regule a separação de rotas de voo de aeronaves de asa fixa e helicópteros. Após o acidente, a FAA impôs mudanças na operação de voos panorâmicos sobre o Grand Canyon.

Leia mais sobre este acidente, incluindo a localização de destroços de ambas aeronaves alguns anos depois, no site Lost Flights.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia, Lost Flights, ASN e baaa-acro

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Leonardo Da Vinci já planejava helicópteros há 500 anos

Principal nome do Renascimento, o polímata desenhou uma máquina que após mais de cinco séculos se mostrou 100% viável para sua finalidade, voar.


Há mais de quinhentos anos, quando Leonardo Da Vinci (1452-1519) imaginou criar um objeto que “perfurasse o ar” para levantar voo, começou por desenhar uma rústica forma de helicóptero, que ficou conhecida como “parafuso helicoidal aéreo”.

No esboço, tomou cuidado com o detalhamento, referiu-se à engenhoca como algo que deveria ser feito de madeira e arame com uma espiral no centro. Da Vinci talvez não imaginasse que cinco séculos depois, sua ideia serviria de base para a construção de um moderníssimo Veículo Aéreo Remotamente Pilotado, um drone.

Esboço: Para o inventor renascentista não bastava pensar em coisas novas:
ele desenhava e indicava como deveria ser feito (Crédito:Divulgação)
A criação futurista do maior gênio da Renascença, evidentemente, era algo impossível de ser transformado em realidade de forma satisfatória no momento de sua idealização. Ou seja, mesmo tratando-se de um artista exuberante, capaz de construções estupendas, não havia tecnologia suficiente que lhe permitisse fazer o aparelho voar. 

Mas nos dias atuais, no entanto, o rabisco possibilitou que um grupo de estudantes de engenharia da Universidade de Maryland, nos EUA, fizesse um drone diferente dos convencionais. Ao invés de colocar hélices com formato tradicional, os universitários seguiram os ensinamentos de Da Vinci e preferiram mudar o visual aerodinâmico, colocando asas flexíveis de plástico, com feição semelhante ao do rascunho secular. 

Gênio: Da Vinci criou projetos em diversas áreas do conhecimento humano:
pintura, escultura, arquitetura, design e música (Crédito:Divulgação)
O projeto foi batizado de Crimson Spin e utilizado para participação em uma competição de ciência na instituição, a chamada Transformativa Vertical Flight 2022, realizado em San José, no estado da Califórnia.

As hélices giratórias permitem que o drone saia do chão. “Bem interessante essa ideia. Incrível como Leonardo Da Vinci era tão inteligente, e deixou concepções maravilhosas. As hélices helicoidais produzem o empuxo necessário para levantar o drone”, afirma Gleisson Balen, mestre em engenharia elétrica, atualmente pesquisador na universidade de Oviedo, na Espanha. 

Invenções de máquinas em ambiente escolar, às vezes, dão resultado comercial, mas nesse caso não. A aeronave tirou o primeiro lugar na disputa universitária, mas o equipamento acabou abandonado. Os jovens viraram adultos e foram cuidar da vida em empregos formais. “Em caso de uma produção industrial, o desafio seria manter a estabilidade no ar, devido ao formato das hélices e ao peso extra em comparação com asas usadas atualmente”, diz Balen. 

No momento da vitória, Austin Prete, aluno que liderou a equipe, declarou à imprensa local que o curso lhe proporcionou emprego e não terá tempo de continuar com o drone. “Gostaria de mostrar que a solução de helicóptero pensada por Da Vinci pode ser, embora anacrônica, viável”.

“Esse momento era o auge da mudança da percepção artística”, diz Rodrigo Rainha, historiador. Rainha explica que no Renascimento buscava-se exaustivamente a valorização do intelecto e sensibilidade do ser humano com base na escola Clássica. 

“Nesse contexto Da Vinci procurou demonstrar os limites do homem e por isso voar era importante”, pontua. O gênio italiano também desenvolveu outros esboços fantásticos, principalmente, em sua faceta anatomista. O Homem Vitruviano representa a impecável harmonia e equilíbrio do corpo. O polímata foi escultor, pintor, inventor, cientista, arquiteto, matemático, anatomista, entre outras habilidades.

Realizou obras que o tornaram para sempre uma das pessoas mais importantes da humanidade. O quadro Mona Lisa, por exemplo, é a mais famosa e enigmática pintura de todos os tempos, a Última Ceia é outro trabalho grandioso e atemporal. E resta a pergunta: a mente brilhante de Da Vinci imaginaria que após mais de quinhentos anos sua invenção seria atual, e serviria de esteio para criação de um instrumento de voo tão avançado como um drone?

Por Fernando Lavieri (IstoÉ)

domingo, 14 de junho de 2026

Seis morrem em queda de 2 helicópteros no Recreio, no RJ; aeronaves colidiram no ar

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência, no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.


Seis pessoas morreram na queda de 2 helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14).

Helicópteros que estavam envolvidos no acidente no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Segundo testemunhas, as aeronaves Bell 206B JetRanger III, prefixo PP-MAC, da Turfik Comércio de Frutas Ltda., com apenas o piloto a bordo, e Aerospatiale AS 350B2 Ecureuil, prefixo PR-DJJ, particular, com cinco pessoas a bordo, se chocaram no ar.

Segundo o major Fábio Contreras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do RJ, ninguém a bordo sobreviveu. Moradores registraram o acidente em diversos vídeos.

Um dos helicópteros que caíram no Recreio (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cantor americano Oliver Tree e youtuber argentino Gaspi estão entre as vítimas de acidente de helicóptero no Rio


As autoridades no Rio de Janeiro divulgaram no início da tarde deste domingo (14) o nome das 6 vítimas da colisão e queda de 2 helicópteros no Recreio dos Bandeirantes.

Entre os mortos estão o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi, ambos com pelo menos 2 milhões de seguidores.

Cantor Oliver Tree está entre as vítimas do acidente de helicópteros no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
As vítimas são:

Helicóptero PP-MAC
  • Alexandre Souza, piloto da aeronave;
  • Gaspar Prim, o Gaspi, youtuber argentino;
  • Lucas Brito Chaves, o Lucas Frota, produtor musical brasileiro;
  • Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino;
  • Nickel Oliver Tree, cantor e produtor americano.
Helicóptero PR-DJJ

Charles Marsillac, piloto.

Quem eram?


Oliver Tree era um músico norte-americano conhecido pela persona excêntrica com visual caricato, com cortes de cabelo e roupas exagerados. Leia perfil do cantor.

Entre os hits do artista estão “Miss You”, parceria com Robin Schulz, e “Life Goes On”. Somados, os clipes têm cerca de 800 milhões de visualizações.

Youtuber argentino Gaspi, que morreu neste domingo em acidente de helicóptero no Rio de Janeiro
(Foto: Reprodução/Instagram)
Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, foi um criador de conteúdo argentino conhecido por seu humor irreverente e provocador, com vídeos de abordagens espontâneas a desconhecidos nas ruas de Buenos Aires, marcados pela saudação “buenass” e por sua voz grave. Confira quem era.

Em 2025, Gaspi ganhou ainda mais visibilidade internacional ao participar da “La Velada del Año V”, evento de boxe entre criadores de conteúdo organizado pelo streamer espanhol Ibai Llanos, no Estádio La Cartuja, em Sevilha.

Onde foi o acidente


O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência. As aeronaves caíram no terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD, no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.

Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, e as chamas se alastraram pelos veículos elétricos, o que causou mais explosões. A coluna de fumaça podia ser vista a quilômetros de distância.

O outro não pegou fogo e caiu com o trem de pouso para o alto.

VEJA TAMBÉM:

Destroços pelo caminho


A aeronave que explodiu, um Eurocopter AS 350 B2 — conhecido como Esquilo —, tinha 4 passageiros mais o comandante e teria decolado de Angra dos Reis, na Costa Verde.

Na outra, estava somente o piloto.

Fuselagens ficaram espalhadas em um raio de pelo menos 100 metros — uma cauda, por exemplo, parou no terraço de um prédio vizinho. Os helicópteros também caíram em pontos distantes do pátio.

Cerca de 45 militares e 15 viaturas foram empenhados na ocorrência. A pista lateral da Avenida das Américas no trecho foi fechada para o socorro.

Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado, e bombeiros vasculhavam por possíveis vazamento de combustível.

Outro helicóptero explodiu e incinerou carros (Foto: Reprodução/TV Globo)

O que dizem as autoridades


Nota do Cenipa

“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).

Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.”

Fotos da tragédia


Fogo em pátio no Recreio (Foto: Lucas Barboza)
Explosão pôde ser ouvida do Centro de Futebol Zico (Foto: Marcelo Baltar/ge)
Aeronave de pequeno porte cai no Recreio e causa incêndio (Imagem: Lucas Barboza)

Bombeiros removem corpo de vítima de queda de helicópteros (Foto: Reprodução/TV Globo)
Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Eurocopter foi fabricado em 2012. Conhecido no Brasil como Esquilo, o modelo está entre os helicópteros mais utilizados no país visando atividades que vão desde o transporte executivo até operações de segurança pública, resgate e apoio aéreo.

A aeronave tem capacidade para transportar até cinco passageiros, além do piloto.

Já o Bell 206B foi fabricado em 1999. Bastante popular em operações civis ao redor do mundo, o modelo é utilizado principalmente para transporte de passageiros, voos turísticos, treinamento de pilotos e serviços aéreos privados.

Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha capacidade para transportar até quatro passageiros, além do piloto.


Com informações do g1, UOL e ASN - Atualizado com o nome das vítimas às 16h30

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Aconteceu em 3 de junho de 2007: Acidente com o helicóptero Mil Mi-8 da Paramount Airlines em Serra Leoa


Em 2007, helicópteros, hovercraft e balsas marítimas eram as únicas formas práticas de viajar entre o aeroporto e a capital, Freetown, que são separados pelo rio Serra Leoa no encontro com o Oceano Atlântico.

Os 20 passageiros a bordo do Mil Mi-8, prefixo 9L-LBT, da Paramount Airlines (foto acima), eram torcedores da equipe de futebol do Togo, que regressavam depois de ver a sua seleção nacional jogar contra a Serra Leoa, e os dois pilotos eram de origem ucraniana. Os passageiros fretaram a aeronave especificamente para o voo.

O helicóptero caiu logo quando se aproximava para o pouso, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Lungi, em Serra Leoa, matando as 22 pessoas a bordo. 

"Houve uma explosão a bordo do helicóptero antes de pousar", disse Donald Bull, gerente geral da Autoridade Aeroportuária de Serra Leoa.

De acordo com uma testemunha ocular, os dois pilotos saltaram imediatamente antes do acidente. Relatórios posteriores afirmaram que 22 pessoas foram mortas e que o copiloto russo foi o único sobrevivente. 

A aeronave pegou fogo com o impacto e foi destruída antes que os bombeiros pudessem extinguir as chamas. 


De acordo com testemunhas do aeroporto, os bombeiros não compareceram ao local até 40 minutos após o acidente. O bombeiro que estava com as chaves do caminhão de bombeiros não estava em seu posto no aeroporto no momento. Os funcionários do aeroporto tiveram que apagar as chamas com baldes de água.

Togo enviou uma delegação de seis pessoas para ajudar a investigar o acidente, como a maioria dos mortos eram togolês de futebol torcedores visitantes para um Campeonato Africano das Nações de qualificação partida no domingo.

Entre os mortos estavam funcionários do Ministério dos Esportes Togolose e da Federação de Futebol do Togo, além da jornalista Olive Menzah.

Os jogadores e dirigentes do time do Togo seriam o próximo grupo a ser transportado de helicóptero.

O Ministro dos Transportes e Comunicações de Serra Leoa, Dr. Prince Harding, bem como os dois principais oficiais da aviação do país, perderam seus empregos como resultado do acidente e uma comissão de inquérito foi criada.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia, BBC e @OnDisasters

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Sem “barriga” e com operador sentado de costas para o solo, o helicóptero comercial S-64 instala torres, antenas e estruturas onde ninguém chega

S-64 Air-Crane instalando equipamento pesado no topo de um prédio urbano (Reprodução)
À primeira vista, esse helicóptero comercial parece uma máquina inacabada, daquelas que desafiam qualquer lógica visual. Mas o S-64 Skycrane foi desenhado justamente para isso: levantar cargas gigantes com precisão absurda, instalar estruturas em lugares impossíveis e ainda atuar no combate a incêndios como poucas aeronaves no mundo conseguem.

Por que o S-64 não tem fuselagem traseira?


A ausência da fuselagem traseira não é economia de material: é engenharia deliberada. O S-64 foi projetado para transportar cargas externas volumosas que, em um helicóptero convencional, ficariam obstruídas pela cauda. Ao eliminar essa estrutura, a aeronave consegue posicionar cargas diretamente abaixo do rotor com precisão de centímetros.

Para tornar essa precisão operacional, o Skycrane conta com um terceiro assento voltado para trás, o operador de carga de popa, posicionado na parte traseira da cabine com visão direta para o solo. Esse tripulante tem um conjunto completo de controles de voo e é responsável pelas manobras de aproximação e deposição de cargas em ambientes confinados, como topos de edifícios, clareiras em florestas ou estruturas industriais, onde qualquer erro pode ser catastrófico.

Quais são as especificações técnicas do helicóptero S-64 Skycrane?


Segundo os registros técnicos do modelo, a estrutura completa do S-64 combina potência bruta com leveza estrutural de forma pouco comum em aeronaves de carga pesada.

Os dados técnicos principais são:
  • Dois motores Pratt & Whitney JFTD12-4A turboshaft de 4.500 shp (3.400 kW) cada.
  • Rotor principal de 21,95 metros de diâmetro com seis pás.
  • Peso máximo de decolagem de 19.051 kg.
  • Capacidade de carga externa de até 9.070 kg (20.000 libras).
  • Velocidade de cruzeiro de 175 km/h, teto de serviço de 2.470 metros e autonomia de até 400 km.

Como esse helicóptero surgiu e como chegou à versão civil?


O S-64 foi desenvolvido nos anos 1960 como versão civil do CH-54 Tarhe, helicóptero militar utilizado pelo Exército dos EUA no Vietnã para recuperar aeronaves abatidas, transportar obuseiros e deslocar estruturas de hospitais de campanha. A Sikorsky produziu 97 unidades militares entre 1964 e 1972.

Em 1992, Jack Erickson, que já operava o S-64 desde os anos 1970 e havia desenvolvido pioneiramente técnicas de extração de madeira com helicóptero, adquiriu os direitos de tipo e fabricação do modelo. Desde então, a Erickson Inc. tornou-se o fabricante original e maior operador mundial do S-64, implementando mais de 1.350 modificações no projeto original, incluindo cockpit glass e novas pás de rotor compostas anunciadas em fevereiro de 2024. A frota atual conta com 16 aeronaves operando em países como EUA, Canadá, Grécia, Austrália, Coreia do Sul e Itália.

O que esse helicóptero consegue levantar e instalar na prática?

A carga máxima de 9.070 kg em suspensão externa é o dado técnico. O que impressiona é o contexto de uso. Em construção de infraestrutura elétrica, o S-64 posiciona torres de transmissão de alta tensão em terrenos montanhosos inacessíveis a qualquer equipamento terrestre. Uma operação que, com guindastes convencionais, exigiria abertura de estradas e semanas de trabalho, é concluída em minutos.

Segundo a própria Erickson Inc., em projetos de construção civil urbana, o helicóptero instala unidades de ar-condicionado central, antenas, equipamentos de telecomunicações e estruturas pré-fabricadas no topo de arranha-céus sem interromper o tráfego abaixo. Na extração florestal, toras são retiradas individualmente, sem necessidade de abertura de caminhos, reduzindo o impacto ambiental da colheita, técnica na qual Erickson foi pioneiro mundial nos anos 1970.

O canal Erickson Incorporated, com mais de 7,09 mil inscritos no YouTube, mostra em detalhes o funcionamento e as capacidades do S-64 Air-Crane em diferentes missões pelo mundo:


Como o S-64 combate incêndios florestais e qual é sua capacidade de descarga?


O papel mais documentado do S-64 é o de helicóptero-tanque de combate a incêndios. Com um tanque fixo de 10.031 litros acoplado ao ventre da aeronave, o helicóptero enche o reservatório em voo pairante sobre qualquer corpo d’água com profundidade mínima de 60 cm, em menos de 45 segundos. A cadência de descarga chega a mais de 95.000 litros por hora em operações contínuas.

Os diferenciais operacionais do S-64 no combate a incêndios incluem:
  • Enchimento completo do tanque de 10.031 litros em menos de 45 segundos, sem necessidade de pousar.
  • Capacidade de atacar frentes de fogo em locais inacessíveis a aeronaves de asa fixa, pela mobilidade do rotor e precisão do operador de popa.
  • Descarga de mais de 95.000 litros por hora em operações contínuas de enchimento e descarga.
  • Classificação pela ANAC brasileira como aeronave de carga externa classe A, com módulo específico para combate a incêndios e hidrossemeadura.

Por que, em 2026, ainda não existe substituto para esse helicóptero?


Segundo avaliação operacional da ANAC, mais de seis décadas após o primeiro voo do S-64, nenhuma aeronave de produção em série oferece a mesma combinação de capacidade de carga, precisão de posicionamento, versatilidade de módulos e capacidade de reabastecimento rápido. O design concentra massa e potência diretamente sob o rotor, minimiza resistência aerodinâmica e maximiza a visibilidade do operador de popa.

O helicóptero que parece inacabado é, na prática, uma das máquinas mais especializadas da aviação civil global. Em engenharia, às vezes a solução mais estranha é a mais elegante, e o Erickson Air-Crane é a prova mais visível disso.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Helicóptero cai em Pomerode (SC) e corpo de piloto é encontrado carbonizado

Homem era o único ocupante da aeronave, modelo Robinson R44. Queda aconteceu por volta de 8h40 no bairro Testo Central.


O helicóptero modelo Robinson R44 Raven II, prefixo PR-MPL, caiu em Pomerode, no Vale do Itajaí, na manhã desta quinta-feira (21), e o corpo do piloto, identificado como Hans Ulrich Frank, de 71 anos, foi encontrado carbonizado. Ele, que era o dono do helicóptero desde 2014, estava sozinho na aeronave, que ficou totalmente destruída, segundo o Corpo de Bombeiros.

A queda ocorreu por volta de 8h40 em uma área de campo no bairro Testo Central. Uma equipe dos Bombeiros Voluntários foi a primeira a chegar na ocorrência e encontrou o helicóptero em chamas.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
"Após a extinção do incêndio, foi confirmado o óbito do único ocupante. O local, de difícil acesso, permanece isolado", detalhou a corporação, em nota.

Hans é piloto há vários anos e era apaixonado por aeronaves. Empresário em vários ramos, se destacou como fundador da TDV Dental, do ramo de produtos para odontologia, com sede no bairro onde ocorreu o acidente. Informações sobre o velório.

Hans Ulrich Frank, de 71 anos, morreu em queda de helicóptero em Pomerode (SC)
(Foto: Reprodução)
Bombeiros, Samu, Arcanjo e Polícia Militar foram mobilizados para o atendimento à ocorrência na Rua dos Atiradores, uma região residencial do bairro Testo Central.

O local é conhecido pela tranquilidade e casas com terrenos amplos e verdes. Conforme o bombeiro Carlos Hein, um morador ligou para o 193 logo depois das 8h. No local, as equipes encontraram bastante nevoeiro e pouca visibilidade.


Os bombeiros informaram que durante sobrevoo na região foi identificada uma torre de alta tensão danificada a 400 metros do local da queda.

Torre danificada após ter possivelmente sido atingida por avião que caiu em Pomerode
(Foto: NSC TV/Reprodução)
"Tivemos dificuldade para encontrar o local do sinistro, um sobrevoo de três minutos, devido a um banco de nevoeiro. A gente identificou uma rede de alta tensão partida pela metade e logo em seguida, a 400 metros, a aeronave em chamas", detalhou capitão Jefferson Luiz Machado, piloto do helicóptero Arcanjo-03, que atuou na ocorrência.

A causa do acidente será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que foi acionado.

(Foto: Tati Hansen, Jornal de Pomerode)

Helicóptero que caiu não tinha autorização para voar


O helicóptero modelo Robinson R44 estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde agosto de 2024, segundo o registro da aeronave disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O documento serve para comprovar que a aeronave atende aos padrões de segurança e manutenção exigidos pelas autoridades aeronáuticas. Sem renovação, conforme a agência, a operação da aeronave não é permitida.


Com informações do g1, NSC Total, UOL

Aconteceu em 22 de maio de 1968: Voo Los Angeles Airways 841 - A queda do helicóptero com turistas da Disneylandia


Antes mesmo da abertura da Disneylândia, os executivos do parque anunciaram que os visitantes teriam a opção de chegar por rodovia ou via aérea. Um ano antes da inauguração do parque - em julho de 1954 - o próprio Walt fez o voo de teste inicial, do estúdio green em Burbank para o canteiro de obras em Anaheim, descobrindo que o trajeto aéreo era significativamente mais curto do que o trajeto terrestre. Apenas 20 minutos de helicóptero. De lá, Walt assinou os planos de abrir um terminal de helicópteros em terras não urbanizadas fora do parque.

Os planos para o terminal de helicópteros progrediram com o parque. Em maio de 1955, a TWA anunciou que em breve uma pessoa poderia comprar uma passagem da cidade de Nova York direto para a Disneylândia, com a última etapa do vôo concluída por helicóptero. 


Esses voos para a Disneylândia eram administrados pela Los Angeles Airways, uma empresa que oferecia serviço de helicóptero para quase uma dúzia de locais no sul, incluindo o Aeroporto Internacional de Los Angeles e Long Beach. Foi uma das duas companhias aéreas dos Estados Unidos que se especializaram em serviço de helicóptero, sendo a outra, é claro, em Nova York. 
Em 1955, um voo de helicóptero para a Disneylândia custava cerca de US$ 4 por pessoa, por trecho (dependendo da cidade de partida).

O heliporto em si estava localizado fora de Tomorrowland, em uma pequena faixa de asfalto não muito longe da estação aérea. Ao longo da década de 1950, hóspedes abastados chegavam à Disneylândia de helicóptero, milhares deles a cada ano, a maioria nos ônibus da Los Angeles Airways, mas alguns chegavam de helicópteros particulares ou militares. 

Sikorsky S-61L da Los Angeles Airways no heliporto da Disneylândia (1965)
Esses ilustres convidados do helicóptero incluíram o futuro presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy; Primeiro Ministro do Afeganistão, Mohammad Daud; Primeiro Ministro da Índia, Jawaharlal Nehru; e o rei Balduíno da Bélgica.

Os problemas do heliporto começaram em 1962, quando o conselho municipal de Anaheim informou à Los Angeles Airways que precisaria construir um terminal aéreo completo - completo com área de espera interna e banheiros públicos - para continuar seu serviço para a Disneylândia. 

Seis anos depois, um grupo de proprietários de motel em Anaheim se uniu para protestar formalmente contra a aeronave que voava baixo, chamando os helicópteros de "perigosos" e explicando que seu ruído perturbava os "hóspedes do motel". 

Um Sikorsky S-61 da Los Angeles Airways, semelhante ao envolvido no acidente
Em 22 de maio de 1968, o helicóptero Sikorsky S-61L, prefixo N303Y, da Los Angeles Airways (foto acima), partiu para realizar o voo 841, um um voo regular de passageiros do Heliporto da Disneyland, em Anaheim, na Califórnia, para o Aeroporto Internacional de Los Angeles. 

O capitão John E. Dupies e o primeiro oficial Terry R. Herrington estavam na cabine, enquanto o comissário de bordo Donald P. Bergman estava na cabine de passageiros com vinte passageiros. 

O voo estava navegando em direção oeste a 2.000 pés (610 metros) quando as cinco pás do rotor principal passaram por uma série de excursões extremas de sobrevoo em seu eixo de avanço/atraso.

As cinco pás do rotor principal são identificadas por marcações coloridas: vermelho, preto, branco, amarelo e azul (no sentido horário, visto de cima). À medida que a lâmina negra oscilava para frente e para trás, a geometria das hastes de controle de mudança de inclinação das lâminas mudou, variando rapidamente os ângulos de inclinação das lâminas e, portanto, a sustentação e o arrasto que produziam. 

Isso colocou sobrecargas extremas nas hastes de controle do pitch e a haste que controlava a lâmina amarela falhou. A lâmina amarela não estava mais no controle. As mudanças dinâmicas extremas no movimento da lâmina foram transmitidas para a lâmina branca que também saiu do controle, seguida pelas outras três lâminas. 

Todas as cinco hélices divergiram do plano normal de percurso da ponta e começaram a bater umas nas outras e na fuselagem do helicóptero. A lâmina amarela saiu de sua sequência normal entre as lâminas branca e azul e atingiu a fuselagem na porta da bagagem com a parte superior plana contra a lateral da fuselagem. 

Ele se dividiu em cinco seções e envolveu o mastro do rotor. Todas as lâminas foram destruídas. O helicóptero, completamente fora de controle, caiu quase verticalmente no chão. A tripulação comunicou pelo rádio: “LA, estamos caindo. Ajude-nos."

Uma testemunha viu o helicóptero tombando de um lado para o outro, a apenas 1.500 pés do solo. Então ele viu algo estranho: um tripulante ou talvez um passageiro jogando o excesso de bagagem do helicóptero - bolsas que mais tarde foram descobertas como sacos de correspondência dos Estados Unidos - provavelmente em uma tentativa fracassada de aliviar a carga. Então um dos rotores do helicóptero se soltou. 

“Era sobre o Alondra Boulevard, caindo como uma pedra”, relatou outra pessoa. “Estava fazendo muito barulho... Peças voavam por toda parte.”

Às 17h51, horário de verão do Pacífico, o voo 841 caiu no Alondra Boulevard, perto da Minnesota Street, na cidade de Paramount, na Califórnia. A aeronave foi completamente destruída pelo impacto e fogo pós-colisão. Todas as 23 pessoas a bordo morreram.

Entre os mortos estava um grupo de nove turistas de Ohio; um executivo da Hunt-Wesson Foods; o prefeito de Red Bluff, Califórnia; e um professor da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Muitos dos destroços estavam contidos numa fazenda de gado leiteiro próxima de onde helicóptero caiu. O rotor de cauda foi descoberto um quarteirão a leste do local do acidente em um pátio de caminhões usados.

A causa provável do acidente foi uma falha mecânica no sistema do rotor das pás, que permitiu que uma das pás batesse na lateral da fuselagem. As outras quatro pás foram então desequilibradas e todas as cinco pás do rotor quebraram e a fuselagem traseira e a cauda se separaram do resto da fuselagem. 

A causa da falha mecânica é indeterminada. Na época, foi o pior acidente relacionado com helicóptero na história da aviação dos Estados Unidos, a não ser superado até a colisão aérea do Grand Canyon em 1986, que matou 25.

A Los Angeles Airways suspendeu imediatamente todo o serviço aéreo. Embora tenha retomado brevemente os voos para a Disneylândia, uma greve sindical subsequente - juntamente com processos civis decorrentes do acidente - forçou o fechamento da empresa em 1969. 


Após um hiato de três anos, em 1972, o serviço de helicóptero para a Disneylândia foi retomado por um tempo, operado pela Golden West Airlines. Golden West programava 28 voos por dia, com uma tarifa de $ 16 para passageiro só de ida. Mas o serviço da Golden West durou apenas cinco meses, com a empresa encerrando todos os voos em meados de agosto.

De lá, os funcionários do Anaheim propuseram adicionar um heliporto ao centro de convenções, com data de inauguração na década de 1980. Mas, essencialmente, depois que Golden West se afastou do Heliporto da Disneylândia, a rota mais confiável para o Magic Kingdom tornou-se a “rodovia terrestre”, com o serviço aéreo para o parque apenas uma memória de tempos passados.

Por Jorge Tadeu da Silva (Desastres Aéreos) com ASN, Wikipedia e disneyhistoryinstitute.com

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Primeiro helicóptero a hidrogênio está pronto para uso na vida real

Robinson R44 foi o primeiro helicóptero movido a hidrogênio que realizou um circuito operacional completo.

Modelo alcançou marco histórico (Imagem: Canadian Advanced Air Mobility)
No mês passado, um marco histórico para o setor de helicópteros foi alcançado. No Quebec (Canadá), um Robinson R44 modificado decolou do Aeroporto Roland-Désourdy. E qual foi o marco? Trata-se do primeiro helicóptero movido a hidrogênio que realizou um circuito operacional completo.

Isso quer dizer que o veículo decolou, subiu, voou em circuito, se aproximou e pousou em condições reais de voo. Em março do ano passado, outro teste já tinha mostrado que ele conseguia pairar por pouco mais de três minutos.

Agora, essa evolução de pairar para voar representa a diferença entre testes de laboratório e provas de conceito, as quais são medidos pelos órgãos reguladores.

Helicóptero a hidrogênio já é realidade


A empresa por trás de tudo é a Unither Bioélectronique, subsidiária canadense da empresa de biotecnologia United Therapeutics, e seu projeto, o Proticity.

Contudo, o objetivo aqui não é o transporte de passageiros, mas, sim, de órgãos destinados a transplantes.

“Este marco demonstra que o voo vertical tripulado movido a hidrogênio e eletricidade pode passar da teoria para testes repetíveis, seguros e em situações reais“, disse Mikaël Cardinal, vice-presidente de gestão de programas e desenvolvimento de negócios de sistemas de entrega de órgãos da Unither Bioélectronique.

“Para a Unither, o objetivo é claro: construir as aeronaves e os sistemas de logística aérea necessários para ajudar a entregar alternativas de órgãos fabricadas a pacientes que precisam delas, ao mesmo tempo que cria uma rede de transporte escalável e com zero emissões“, prosseguiu.

Como é o protótipo?


Objetivo não é transportar passageiros, mas, sim, órgãos destinados a transplantes
(Imagem: Canadian Advanced Air Mobility)
O protótipo que alcançou o marco possui, no lugar do motor a combustão, um sistema de propulsão elétrica compacto. Ele foi construído em torno de duas células de combustível de Membrana de Troca de Prótons (PEM, na sigla em inglês).

Esse dispositivo converte hidrogênio e oxigênio em eletricidade e usa apenas água como subproduto. Tudo fica acomodado na cabine traseira do helicóptero.

No compartimento do motor original do R44, foi instalado um motor elétrico magniX, além de um conjunto de baterias de íon-lítio, que lida com picos repentinos de potência, que podem acontecer, por exemplo, durante a decolagem ou em manobras bruscas.
Primeiros testes do helicóptero

Nos primeiros voos, o sistema obteve potência máxima de cerca de 178 kW, sendo aproximadamente 155 kW no eixo do rotor durante o voo estacionário. Mais de 90% da potência vieram das células de combustível, enquanto os 10% restantes ficaram a cargo da bateria.

A versão atual, que obteve o marco histórico, trabalha com hidrogênio gasoso comprimido, limitado pelo volume do tanque e pela densidade energética.

Contudo, a ideia é usar o hidrogênio líquido (LH2). Esse tipo de hidrogênio armazena muito mais energia no mesmo espaço e é vital para missões de longo alcance que transportam os tipos de cargas úteis necessárias para o transporte de órgãos.

A próxima etapa que a empresa visa é ampliar toda essa arquitetura para o Robinson R66, uma plataforma maior e movida a turbina, mas que é mais adequada para obter a certificação necessária do Ministério dos Transportes do Canadá (Transport Canada) e da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês). Seu alcance estimado é de 370 a 463 km.

Via Rodrigo Mozelli (Olhar Digital)

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Helicóptero da dupla Henrique e Juliano cai em fazenda no Tocantins

Bombeiros informaram que havia duas pessoas na aeronave, que sofreram ferimentos leves. A dupla não estava no helicóptero, segundo a corporação.


O helicóptero Robinson R44 II, prefixo PR-MSJ, número de série 13579, de Juliano, da dupla com Henrique, caiu no fim da manhã desta sexta-feira (8), na zona rural de Porto Nacional, na região central do estado. A dupla não estava na aeronave. Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas estavam no helicóptero e sofreram ferimentos leves.

O acidente aconteceu em uma das propriedades da dupla no Tocantins. Imagens do local mostram que a aeronave ficou pendurada em uma árvore. Quem pilotava era o pai de Henrique e Juliano, Edson Reis, que passa bem.

Edson Reis, pai de Henrique e Juliano (Foto: Reprodução/Instagram Edson Reis)
A dupla postou um vídeo nas redes sociais tranquilizando os fãs. "Sobre incidente aí com helicóptero, mas tá todo mundo bem, entendeu? Meu pai que tava no comando, é um piloto experiente, entendeu? Não teve nenhum tipo de lesão grave, então assim, foi só dano material, graças a Deus", disse Henrique.

A assessoria da dupla classificou o acidente como um pouso de emergência. Segundo a nota, Edson Reis é um piloto experiente. Ele passa bem e não sofreu nenhum tipo de lesão grave.

A Polícia Militar informou que acompanhou a ocorrência no local, e a aeronave está sendo removida da área da fazenda da família.

Helicóptero caiu próximo a fazenda de Henrique e Juliano no Tocantins (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A Força Aérea Brasileira disse que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar a queda da aeronave de matrícula PR-MSJ, em Porto Nacional. Segundo o órgão, a equipe realiza a coleta de dados, análise dos danos e levantamento de informações que vão auxiliar na investigação do caso (veja íntegra da nota abaixo).

"Só escutei o barulho. Minha fazenda fica a uns 500 metros da deles. Ouvi o barulho umas 12h20. Passou por cima da minha chácara baixinho e como se fosse direto pro porto deles, e só escutamos o estrondo", disse Denir.

Uma segunda testemunha, relata que esteve no local logo após o acidente. "Eu estive lá no local, o helicóptero não caiu dentro da fazenda não, caiu em cima da cerca, na divisa da chácara do pai do Henrique e Juliano, com um condomínio de chácaras, bem em cima da cerca. Era um helicóptero laranja", disse.

A dupla Henrique e Juliano tem um show confirmado em Uberlândia, no estado de Minas Gerais, neste sábado (9), no Estádio Parque do Sabiá.

Íntegra da nota da dupla

Dupla Henrique e Juliano tem fazenda no Tocantins (Foto: Thomaz Marostegan/g1)
"Confirmamos o incidente, com helicóptero pertencente à família de Henrique e Juliano. A aeronave fez um pouso de emergência Na tarde de hoje, 08 de maio.

O pouso aconteceu em uma das propriedades da dupla, em Porto Nacional/TO. Sr. Edson Reis, pai dos cantores, é um piloto experiente e estava no comando do helicópter, felizmente passa bem, e não sofreu nenhum tipo de lesão grave."

Íntegra da nota do CENIPA

Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta sexta-feira (08/05), investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) — órgão regional do CENIPA, com sede em Brasília (DF) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-MSJ, no município de Porto Nacional (TO).

Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.


Via g1 Tocantins, SBT News, ANAC

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Vídeo: MARINE ONE: Conheça o Helicóptero do PRESIDENTE dos ESTADOS UNIDOS


Você já ouviu falar no Air Force One, o famoso avião presidencial dos Estados Unidos. Mas e o Marine One? Neste vídeo, você vai conhecer a história completa dos helicópteros usados pelos presidentes dos EUA, desde o primeiro voo com Dwight D. Eisenhower em 1957 até o moderno VH-92A Patriot, que começou a operar em 2024!

Descubra por que o indicativo muda de Air Force One para Marine One, quais modelos já foram utilizados, as tecnologias por trás da segurança presidencial, e como funciona a operação dessa frota que transporta o homem mais poderoso do mundo!