sexta-feira, 12 de junho de 2009

Combate a incêndio via aérea

Avião para combate à incêndios floretais - Foto: bombeiros.mt.gov.br

Os incêndios florestais provocam grandes prejuízos, tanto humanos (perda de vidas) quanto ambientais (danos na fauna e na flora), causando também conseqüências econômicas consideráveis: destruição de "habitat", prejuízos florestais e custos para combater o fogo. Entre outros métodos de combate aos incêndios florestais, os aviões e helicópteros tem-se mostrado bastante eficientes e podem ser usados para lançar água ou retardantes químicos sobre o fogo.

Tradicionalmente, o combate aos incêndios florestais pode ser realizado de diversas formas ou métodos. Quando a intensidade do fogo permite a aproximação da brigada à linha de fogo adota-se o método direto. Mas quando não é possível empregar o método direto e se a intensidade do fogo não for muito grande então é adotado o método paralelo ou intermediário.

Já no caso de incêndios de grande intensidade é usado o método indireto. E nos incêndios de copa, de grande intensidade em áreas e em locais de difícil acesso às brigadas de incêndio pode ser usado o combate aéreo, com o emprego de aviões e helicópteros, especialmente construídos ou adaptados para o combate ao incêndio.

Para se ter uma idéia, somente nos EUA, entre 1960 e 1988, aviões e helicópteros de todos os tipos e tonelagens efetuaram mais de 48 mil horas de vôo por conta de atividades florestais, lançando cerca de 20 milhões de litros de água sobre mais de 1.050 incêndios florestais. A quantidade de água necessária para o combate varia, principalmente, em função da quantidade de material combustível disponível para queima. Estima-se que para controlar um fogo de campo, utilizando um avião modelo Ipanema, para uma distância estimada de 15 km entre a pista de decolagem e o foco de fogo, esta aeronave poderá fazer cerca de três decolagens por hora.

Helicóptero do Ibama ajudando os bombeiros no combate ao fogo em reserva no RS - Foto: Nauro Junior (Zero Hora/Ag. RBS)

As aeronaves usadas no combate aéreo a incêndios florestais podem ser vantajosas devido a sua capacidade de atacar rapidamente o incêndio, antes que ele adquira tamanho e violência e também podem rapidamente alcançar regiões com terrenos inacessíveis às equipes de terra e lançar grandes quantidades de água ou de retardantes químicos sobre o incêndio e em curtos intervalos de tempo. Aeronaves também conseguem mudar rapidamente de um incêndio a outro, extinguindo focos iniciais distantes entre si e protegendo homens e materiais. Alem disso, elas também podem ser empregadas em outras atividades, tais como no patrulhamento aéreo da área a ser protegida, transporte de homens e equipamentos de combate terrestre.

As estratégias podem ser divididas basicamente em dois tipos: ataque direto e indireto.

No primeiro caso, as descargas de água são lançadas diretamente sobre as chamas (no caso de incêndios pequenos) ou sobre os pontos mais quentes ou de atividade mais intensa (em incêndios de grandes proporções), identificados pela cor mais escura e maior densidade de fumaça. Também é empregado para cortar e reduzir uma frente de chamas. Ou para diminuir a temperatura ambiente e permitir maior aproximação dos homens que trabalham na extinção por terra.

No caso de ataque indireto, as descargas de água são lançadas adiante do incêndio, a fim de obter uma linha de contenção (aceiro molhado, por exemplo) onde o incêndio não ultrapassa ou então diminui de intensidade permitindo a aproximação do combate terrestre. Este tipo é especialmente útil e possível, quando se utilizam retardantes químicos, pois pode se estabelecer verdadeiro corta-fogo ou reforçar os já existentes.

A utilização de aviões e helicópteros no combate de incêndios florestais tem sido uma alternativa cada vez mais empregada no Brasil, sendo um método eficaz e que possibilita a aproximação de equipes de combate para perto das chamas, e também uma maneira de se fazer o monitoramento de áreas de riscos de incêndios.

O Brasil ainda está começando os estudos e investimentos neste assunto, mas com a adaptação de aeronaves agrícolas para o combate, pode se tornar uma alternativa interessante para empresas do ramo.

Fonte: Vladimir Leonardo Zanca (Major do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e piloto de helicóptero) para o Mídia News

Vai começar a maior missão já feita à Estação Espacial Internacional

O ônibus espacial Endeavour deverá partir do Centro Espacial Kennedy neste sábado (13), às 08h17, no horário de Brasília. A bordo, 7 astronautas, o que fará com que a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) seja de 13 pessoas nos próximos 16 dias. Além dos ocupantes do ônibus espacial, a ISS conta com uma tripulação permanente de seis astronautas.

Muita gente falando

A missão, chamada STS-127 é 127ª missão dos ônibus espaciais, a 29ª para a ISS, a 23ª do ônibus espacial Endeavour e o 3º lançamento de um ônibus espacial em 2009. Durante os 16 dias de duração da missão serão realizadas 5 caminhadas espaciais. Até sua aposentadoria, prevista para 2010, estão planejadas mais 7 voos dos ônibus espaciais.

A NASA manifestou alguma preocupação com o sistema de comunicações com os controles em terra. Com 13 astronautas e quatro robôs trabalhando de forma quase contínua, é possível que haja alguma sobrecarga nos canais de voz, uma vez que a maioria das atividades é acompanhada passo-a-passo pelos controles em terra das agências espaciais norte-americana, russa e japonesa.

Varanda espacial

O principal objetivo da STS-127 é a instalação de um laboratório externo, ligado ao módulo japonês Kibo (Esperança). Essa espécie de varanda espacial terá seu próprio braço robótico e será capaz de manusear equipamentos e experimentos científicos entre os lados interno e externo do laboratório, dispensando as demoradas caminhadas espaciais.

O laboratório externo mede 5,60 metros por 4 metros, com 5 metros de altura total, podendo conter até 10 experimentos científicos simultaneamente. O laboratório conta com seu próprio sistema de intercâmbio com o lado externo da estação, permitindo que o braço robótico seja utilizado para levar os experimentos para o lado externo e trazê-los de volta para o interior da ISS.

Quatro robôs espaciais

Com o robô pertencente ao Kibo, a ISS passa a contar com três robôs permanentes, que incluem ainda o Canadarm, o braço robótico principal e mais antigo, e o Dextre, instalado durante a missão STS-123.

Durante a missão estará em operação ainda o braço robótico do próprio Endeavour, utilizado para retirar os materiais do compartimento de carga do ônibus espacial.

Programação da missão STS-127

Veja a programação dos principais eventos da missão, dada na sequência dos dias pela possibilidade de adiamento do lançamento:

Dia 1

Lançamento

Abertura do compartimento de carga

Acionamento do braço robótico do Endeavour.

Dia 2

Inspeção detalhada do lado externo do Endeavour, em busca de eventuais danos causados durante o lançamento.

Dia 3

O Endeavour faz uma manobra completa ao redor da ISS, conhecida como "cambalhota", em que os astronautas da estação fotografam o ônibus espacial para novas análises de seu exterior.

O Endeavour acopla-se à ISS e os astronautas desembarcam na estação.

Dia 4

A "varanda espacial", o lado externo e exposto do módulo japonês Kibo, é instalado durante a primeira caminhada espacial.

Durante a caminhada espacial, os astronautas deverão ainda soltar os parafusos de um tanque de amônia que será trocada na próxima missão, liberar um trilho de carga que está travado desde a missão STS-119 e instalar um sistema de cabides para pendurar peças sobressalentes no eixo principal da ISS.

Dia 5

Dia quase livre, com alguma eventual nova inspeção do ônibus espacial, se alguma área de suspeita tiver sido encontrada.

Dia 6

Segunda caminha espacial. As primeiras peças sobressalentes serão colocadas no cabide instalado no Dia 4. As peças incluem uma antena, uma bomba de sucção e um mecanismo de trilho que permite que uma espécie de carro automatizado mova-se ao longo do eixo principal da ISS.

Será instalada ainda uma nova câmera de vídeo que permitirá acompanhar os experimentos científicos feitos no lado externo do laboratório Kibo.

Dia 7

Instalada a segunda parte da varanda espacial, através da qual é feita a conexão com o módulo externo.

Dia 8

Terceira caminha espacial. Preparação da varanda espacial para os primeiros experimentos e substituição de seis baterias que fornecem energia para o eixo central da ISS.

Dia 9

O braço robótico do laboratório japonês Kibo transfere a primeira carga de experimentos para o exterior da estação.

Dia 10

Quarta caminha espacial. Substituição de duas outras baterias, em prosseguimento do trabalho do Dia 8 e instalação de uma segunda câmera de vídeo para acompanhamento das experiências científicas feitas no lado externo da ISS.

Dia 11

Dia de folga da tripulação.

Dia 12

Primeira carga de experimentos do laboratório externo é completada e transferida para o Endeavour, para ser trazida de volta à superfície.

Dia 13

Quinta caminhada espacial. Remoção das capas de cobertura do robô Dextre, reconfigurações elétricas e instalação de dois novos sistemas de colocação de cargas e substituição de uma câmera externa da estação por um modelo tecnologicamente atualizado.

Dia 14

Despedida das duas tripulações e fechamento da conexão entre o Endeavour e a ISS.

Dia 15

Endeavour se desacopla e faz um voo ao redor da ISS, quando é feita a última inspeção de sua proteção térmica para reentrada na atmosfera.

Dia 16

Preparações e checagens para aterrissagem.

Dia 17

Aterrissagem no Centro Espacial Kennedy.

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Imagens: NASA

Sonda espacial japonesa choca-se com a Lua


Choque supersônico

A sonda espacial japonesa Kaguya chocou-se contra a superfície da Lua, em um voo planejado mas sem controle. Telescópios profissionais e amadores de várias partes do mundo fotografaram a nuvem de poeira levantada durante o choque.

A Jaxa, agência espacial japonesa, está recolhendo as imagens com os astrônomos e planeja divulgar em Novembro um trabalho completo sobre o choque e as conclusões a que os cientistas chegaram ao analisá-lo.

O choque ocorreu às 03h25 do dia 11/06 no horário japonês - 15h25 do dia 10/06 no horário de Brasília. O impacto foi detectado a 80,4 graus leste de longitude e 65,5 graus sul de latitude, com a sonda atingindo o solo lunar a uma velocidade superior a 6.000 km/h.

Ricocheteando sobre a Lua

O elevado grau de inclinação com que se deu o impacto pode ter feito a sonda ricochetear no solo lunar, levantando uma maior quantidade de poeira, mas as imagens recolhidas até o momento não foram capazes de confirmar esta hipótese.

Os principais estudos permitidos por tal espécie de choque contemplam a verificação do papel que a radiação espacial, os meteoros e os meteoritos desempenham na formação do solo e do relevo lunares.

Imagens espetaculares

A Kaguya foi lançada em Setembro de 2007. Apesar de projetada para estudar a Lua, a sonda fez algumas das imagens mais espetaculares da Terra, que rivalizam com os melhores trabalhos artísticos sobre o tema - veja O nascer-da-Terra visto da Lua.

Foi também a primeira vez que se capturou imagens em alta definição da superfície da Lua.

O impacto com a superfície lunar foi detectado a 80,4 graus leste de longitude e 65,5 graus sul de latitude, com a sonda atingindo o solo lunar a uma velocidade superior a 6.000 km/h

Gravidade da Lua

Anteriormente chamada de Selene, a sonda espacial levou consigo dois pequenos satélites, que foram liberados quando a Kaguya entrou em órbita da Lua. Os dois minissatélites de comunicação permitiram que a sonda se comunicasse com a base na Terra continuamente, mesmo quando ela estava do lado escuro da Lua.

Os dois satélites também foram utilizados para medir com precisão o campo gravitacional da Lua.

Antes da Kaguya, as sondas espaciais Change 1, da China, e Smart-1, da agência espacial europeia, também foram colocadas em rota de colisão e chocaram-se contra a superfície da Lua.

Mais choques contra a Lua

Agora, todas as atenções se voltam para as sondas LRO e LCROSS, da NASA, que deverão ser lançadas no próximo dia 17/06 - veja Próxima parada: a Lua.

A LCROSS também está projetada para se chocar contra a superfície da Lua.

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Imagens: Jaxa

Nasa e ESA devem se unir para explorar Marte

Problemas de orçamento levaram os Estados Unidos a buscar a exploração conjunta com a Europa

Por quase meio século, os Estados Unidos dominaram a exploração de Marte, das primeiras imagens preto e branco até a recente descoberta de gelo.

Agora, problemas de orçamento estão levando a Nasa a buscar a exploração conjunta com a Europa. Até 2016, os Estados Unidos podem se unir com a Agência Espacial Europeia (ESA) para futuras viagens a Marte - atitude que marcaria uma mudança significativa para a Nasa.

Detalhes da união das agências espaciais podem ser divulgados no final desse mês.

Em maio, o chefe de ciências espaciais da Nasa, Ed Weiler, disse acreditar que uma parceria seria o melhor caminho para buscar objetivos comuns na ciência "se pudermos perder um pouco de nosso ego e nacionalismo."

Uma apresentação da Nasa para a comunidade científica em março indicou que as duas agências espaciais provavelmente liderariam a união.

Como Marcello Coradini da Agência Europeia disse: "Em termos de vontade, todos nós concordamos que devemos trabalhar juntos. A discussão não é no 'se', mas no 'como' nós faremos isso."

O ímpeto para as discussões sem precedentes vem da falta de dinheiro. Depois de adiar o lançamento de seu poderoso Mars Science Laboratory para 2011, a Nasa teve que reduzir drasticamente seus gastos com tecnologia e diminuir sua visão futura para a próxima sonda de Marte, tudo em um orçamento de US$2,3 bilhões.

Os europeus, também, estão com problemas financeiros. Eles não têm dinheiro para mandar para o espaço a ExoMars, uma nova sonda que deveria ser lançada em 2016. A Nasa está tentando descobrir como ajudar a Europa a chegar a Marte, mandando na mesma janela de lançamento seus próprios equipamentos.

"É uma parceria difícil porque tivemos já tínhamos uma missão e eles já tinham uma missão também e unir essas duas missões existentes é desafiador", disse Doug McCuistion, líder do programa de exploração de Marte da Nasa. "Francamente, nós voltamos atrás em muitos requisitos da nossa missão. Eles fizeram o mesmo."

Ainda não foi determinado quem irá pagar pelo foguete que levará os dois projetos para o espaço e quais projetos conjuntos serão levados adiante a partir de 2016.

Fonte: AP via estadão.com.br

Aeroporto de Teresina simula acidente aéreo em exercício

Na manhã de quarta-feira (10), a Infraero promoveu no Aeroporto Petrônio Portella, em Teresina, a simulação de um acidente aéreo com um Boeing 737. A ação, denominada Exercício de Emergência Aeronáutica Completo (Exeac), é realizado anualmente e tem por finalidade aferir e validar o plano de emergência do aeroporto, em cumprimento às recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e legislação do Comando da Aeronáutica.

Participaram da atividade 45 funcionários do aeroporto que integram um curso de formação do Corpo Voluntário de Emergência (CVE). Eles receberam instruções teóricas e práticas de primeiros socorros, traumatismos, transporte de acidentados, emergência em aeroporto e combate a princípio de incêndio.

Durante o treinamento, foram mobilizadas equipes do Samu, da Polícia Militar, Strans, Ciptran, 2º BEC, Polícia Rodoviária Federal, Bombeiros Urbanos, Polícia Civil, além da comunidade aeroportuária, composta pelas empresas aéreas, empresas auxiliares de transporte aéreo, seção Contra Incêndio, Anac, Vigilância Sanitária e empresas de táxi aéreo.

Veja a Configuração do Exercício

O treinamento simula um acidente com um Boeing. O comandante da aeronave PT-VDA (fictícia) reporta à torre de controle de tráfego aéreo (TWR) que está com problema no sistema hidráulico do trem de pouso e, ainda, que vai pousar de "barriga".

Situação de Socorro para Acidente Inevitável - O Controlador da torre de controle acionará o Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC) e o Centro de Operações, que desencadeará as ações e acionamentos previstos no Plano de Emergência do Aeroporto.

A aeronava está realizando um voo charter de São Luís (MA) para Teresina (PI). Está com 20 pessoas a bordo, sendo 14 pasageiros e 6 tribulantes. Não está transportando nenhuma carga perigosa e dispões de apenas 1.500 litros de combustível.

Para dar maior realismo ao exercício e treinar os bombeiros do aeroporto, o serviço de salvamento e combate a incêndio, sob coordenação da Infraero, fará um fogo proporcional ao causado pela queda e incêndio da maior aeronave que opera no aeroporto, trabalhando no controle do incêndio, proteção das vias de fuga dos passageiros e a remoção dos passageiros incapacitados do interior da aeronave ou de suas ferragens, levando-os para local afastado, quando serão efetuadas as primeiras intervenções de socorros médicos e remoção para rede hospitalar.

Fonte: Cícero Portela (O Dia) - Fotos: Assis Fernandes

OceanAir e Avianca vão unir operações

A companhia aérea OceanAir será incorporada pela colombiana Avianca até julho. Como as duas companhias pertencem ao empresário brasileiro de origem boliviana German Efromovich, a incorporação da OceanAir pela Avianca não deve infringir o Código Brasileiro da Aeronáutica (CBA), que limita em 20% a participação estrangeira em companhias aéreas.

Uma das companhias aéreas mais antigas em operação no mundo, a Avianca, fundada em 1919, foi adquirida por Efromovich por US$ 64 milhões em 2004, quando estava em recuperação judicial na Justiça de Nova York. A incorporação dará mais musculatura à pequena OceanAir, que possui uma frota de 14 Fokker 100 e uma participação de 2,77% do mercado doméstico.

Em abril, perdeu o posto de quarta companhia em participação para a novata Azul, que está em franca expansão. “A OceanAir deixa de ser uma empresa de R$ 400 milhões por ano para ser uma empresa de US$ 2 bilhões”, diz uma fonte na companhia. “A Avianca é mais antiga e mais conhecida internacionalmente e a incorporação vai facilitar negociações de compra de aviões ou de financiamento, por exemplo.”

A intenção de Efromovich de fundir todas as suas companhias aéreas da América Latina e rebatizá-las com o nome de Avianca não é nova - foi anunciada por ele no final de 2007. Mas só agora o plano sairá efetivamente do papel. Além da OceanAir, o Grupo Synergy, de Efromovich, controla também a equatoriana VIP. A nova estrutura societária será submetida à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no mês que vem. As cores e a linguagem visual dos logotipos da OceanAir e da Avianca já são similares, mas Efromovich ainda não bateu o martelo em relação a substituir o nome OceanAir por Avianca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado via Abril.com

Aeroporto de Araguaína será reformado; obras só dependem de verba para começar

O projeto de reforma e ampliação no prédio do Aeroporto de Araguaína estar pronto e depende agora da liberação de R$ 1 milhão pela Secretaria de Planejamento do Governo do Estado para que os trabalhos sejam iniciados.

Entrada principal

Avião da TRIP na pista do aeroporto

A reforma prevê uma mudança geral no aeroporto, o que inclui salas para Juizado de Menores, administração, Vigilância Sanitária, Polícia Federal, embarque e desembarque de passageiros com capacidade para 95 pessoas, sala vip para 24 pessoas e cinco guichês para as empresas aéreas, além de uma praça de alimentação. No total, vão ser construídos 1,214 metros quadrados.

Construído em 1978, o aeroporto de Araguaína nunca passou por uma reforma geral. Atualmente o prédio conta com um hall, guichês e uma lanchonete, além de sanitários. A nova mudança também inclui o recapeamento total da pista de pouso e decolagem de mil e oitocentos e cinco metros.

Uma empresa de engenharia aérea foi contratada para fazer um levantamento das condições da pista para que ela possa ser reformada. Materiais do asfalto foram recolhidos e agora a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Araguaína aguarda pelo projeto de custo da reforma também da pista. A pista de taxiamento aéreo também passaria a ter o mesmo cumprimento da pista de pouso e decolagem, o que facilitaria para que mais de um avião pousassem no Aeroporto.

Segundo o secretário da pasta, Nahim Hallum, com a reforma e ampliação do aeroporto vai ser mais fácil atrair empresários para investirem em Araguaína. Atualmente quem precisa viajar à cidade desembarca em Palmas, a 380 quilômetros, ou em Imperatriz – MA, a 250 km. A única empresa aérea que passa por Araguaína é a Tripp, que faz linha para Parauapebas, no Para, e só disponibiliza para a cidade entre oito e dez poltronas.

Ainda de acordo com o secretário, estão sendo feito contatos com outras empresas aéreas com o objetivo de que elas possam passar a fazer voos para Araguaína. A expectativa é que ainda este ano as obras possam ser iniciadas.

Fonte: Portal Stylo - Fotos: galisteo (Panoramio)

MAIS

Aeroporto de Araguaína

O Aeroporto de Araguaína serve a cidade de Araguaína e região. Trata-se do principal aeroporto a servir a região norte do estado do Tocantins e, talvez, algumas localidades do sul dos estados do Pará e Maranhão.

Embora seja bastante simples, o terminal de passageiros possui sala de embarque climatizada capaz de atender passageiros embarcando em aviões de médio porte, como o 737-400. A sala de desembarque possui esteira para restituição de bagagem e carrinhos de bagagem (número limitado).

No aeroporto há representação de uma rede nacional de locadoras de veículos, cujo horário de atendimento coincide com a chegada e saída dos vôos regulares. Em 2007 duas companhias aéreas nacionais operam regularmente no Aeroporto de Araguaína.

A Total Linhas Aereas possui dois vôos diários e a Oceanair voa uma vez ao dia para a localidade. Uma lanchonete bastante modesta funciona no terminal, abrindo sempre nos horários de chegada/saída de passageiros. O centro da cidade de Araguaína dista cerca de 8 Km do aeroporto, havendo disponibilidade de taxis e ônibus públicos regularmente.

Atualmente o aeroporto está passando por reformas. São esperadas restaurações no pátio de aeronavas, pista, sistema de balizamento noturno e terminal de passageiros.

Clique AQUI para ler mais sobre o aeroporto.

Fonte: Wikipédia - Foto: Marlos98 (Wikimedia)

Nenê Constantino passeia livre e solto em São Paulo

Justiça do DF determina à polícia paulista que faça o empresário, fundador da Gol Linhas Aéreas, cumprir a prisão domiciliar a que está submetido, condenado por encomendar dois assassinatos em Taguatinga, há oito anos

A Justiça do DF pediu oficialmente à comarca paulista que faça cumprir a prisão domiciliar do empresário Constantino de Oliveira, 78 anos, o Nenê Constantino. Acusado de ser o mandante de dois assassinatos relacionados a disputas por um terreno em Taguatinga, o empresário, que construiu um império na área do transporte coletivo e fundou a Gol Linhas Aéreas, teve a prisão preventiva decretada no último dia 21. Sua defesa conseguiu o relaxamento para prisão domiciliar no dia seguinte, sob a alegação de que o réu está doente. Os advogados de Constantino informaram ao Judiciário que ele estaria cumprindo a determinação desde o dia 24 de maio, quando teria deixado um hospital em São Paulo. Policiais brasilienses descobriram, porém, que o dono da maior frota de ônibus urbanos do país deixa seu apartamento em Moema, bairro nobre de São Paulo, quando bem entende, já que não há ninguém vigiando. As autoridades paulistas ainda não responderam ao pedido do juiz Almir Andrade, do Tribunal do Júri de Taguatinga.

A expectativa do juiz é de que a polícia paulista faça escolta na porta do apartamento do empresário. Por isso, ele mandou enviar uma carta precatória (instrumento usado pela Justiça para alcançar pessoas que se encontram em outra comarca) à Polinter, uma divisão da Polícia Civil de São Paulo. O documento chegou via fax. Nele, Andrade pede que se faça cumprir a decisão de 22 de maio, expedida em resposta a um pedido dos advogados de Constantino para que ele respondesse ao processo em liberdade.

Constantino é acusado pelo MP e pela Polícia Civil de ter contratado o pistoleiro que disparou três tiros contra o líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, que tinha 27 anos em 12 de outubro de 2001. O assassinato ocorreu de madrugada, em um terreno próximo à antiga garagem da Viação Pioneira — uma das empresas do grupo de Constantino —, na QI 25 de Taguatinga. A vítima representava cerca de 100 pessoas que ocupavam uma área pertencente à empresa e sofriam uma ação de despejo. Pela manhã, advogados do empresário estiveram no local e retiraram os invasores, dando R$ 500 a cada chefe de família.

Meses antes, em fevereiro, o caminhoneiro Tarcísio Gomes Ferreira, então com 42 anos — que havia trabalhado para Constantino e saído da empresa após se desentender com o patrão — foi executado por um desconhecido nas proximidades da garagem. As mortes, segundo a polícia, começaram assim que Constantino tentou retirar os invasores do local. Eles ocuparam o terreno porque outro ex-funcionário do empresário o havia fracionado e vendido irregularmente.

A polícia paulista deve dizer hoje se cumprirá ou não a decisão judicial. O Correio procurou o advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa, que representa Constantino no processo, para que ele pudesse comentar a decisão, mas ele não deu retorno. A recepcionista de seu escritório informou apenas que Bessa estava em viagem e que ninguém poderia falar no assunto.

Fonte: Raphael Veleda (Correio Braziliense - Colaboraram Ary Filgueira e Renato Alves) - Foto: Alan Marques (Folha Imagem)

Maioria das promessas da crise aérea ainda está no papel

G1 mostra quais delas foram cumpridas e quais foram descartadas.

Entre as 'em estudo', está a construção de outro aeroporto em São Paulo.


A queda do voo 447 da Air France, no último dia 31 de maio, foi o terceiro acidente com avião de grande porte envolvendo o Brasil em menos de três anos. Os dois primeiros – a colisão de um Boeing da Gol com um jato Legacy em setembro de 2006 e o choque de um Airbus da TAM contra um prédio da empresa quando tentava pousar em Congonhas, em julho de 2007– vieram acompanhadas da crise aérea e de promessas das autoridades.

Entre elas, a modernização dos sistemas de controle de voo, a redução das operações e a construção de áreas de escape em Congonhas, uma compensação aos passageiros em caso de atraso e até o aumento do espaço entre as poltronas nos aviões. O G1 fez um levantamento das principais promessas e mostra que, apesar de algumas terem sido cumpridas, a maioria delas ainda está em “estudo” e não saiu do papel.

Modernização do controle de tráfego

Um dos pontos centrais da crise aérea de 2006/2007 foi o controle de tráfego aéreo. Reclamando de más condições de trabalho e equipamentos obsoletos, controladores fizeram um motim no dia 30 de março de 2007, paralisando os principais aeroportos do país. O governo prometeu investir em infraestrutura e pessoal. O Ministério da Defesa afirma que colocou cerca de R$ 1,8 bilhão no controle de tráfego.

Controladores trabalham no CINDACTA IV, em Manaus - Foto: Luiz Eduardo Perez (DECEA)

O órgão diz também que renovou e modernizou três dos quatro centros de monitoramento (os Cindactas de Brasília, Curitiba e Recife). O outro, de Manaus, é considerado novo, pois entrou em operação total no ano do acidente da Gol.

Segundo a Defesa, desde o acidente, 600 novos controladores foram contratados. Além disso, houve remanejamento de pessoal para o Cindacta de Brasília, no qual se concentra o maior movimento do país. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), diz o ministério, espera chegar a 2010 com 4 mil profissionais – mil a mais do que existe hoje.

Congonhas

O acidente da TAM trouxe junto diversas propostas de mudanças para o aeroporto de Congonhas, na capital paulista. A primeira medida –que continua em vigor até hoje– foi a redução imediata de operações de aeronaves. Antes da queda do avião, o número de operações chegava a 44/hora e, hoje, está em 34/hora (30 para aviação comercial e 4 para aviação geral, que inclui, por exemplo, jatinhos fretados).

Vista da pista principal do Aeroporto de Congonhas, logo após o acidente com o avião da TAM - Foto: Valter Campanato (Agência Brasil)

As companhias também foram obrigadas a replanejar o horário de chegada de seus últimos voos –o limite passou a ser 22h30, dando meia hora de margem para possíveis problemas, já que o aeroporto fecha às 23h. Foi criado também um limite de distância para as aeronaves que saem de Congonhas: 1.500 km em linha reta.

Essa diminuição na quantidade de pousos e decolagens influenciou diretamente o planejamento da malha aérea. Na época, a Anac proibiu a utilização de Congonhas como hub (aeroporto onde são feitas escalas e conexões) e o fim dos voos charters (fretados). Em março de 2008, no entanto, a agência autorizou o retorno de fretados (somente aos sábados e domingos) e a utilização do aeroporto como distribuidor de voos.

Segundo Nelson Jobim, a proibição do uso de Congonhas como hub não surtiu efeito, pois os passageiros faziam conexões “brancas” (ou seja, compravam dois bilhetes: um saindo de sua cidade em direção a São Paulo e outro da capital paulista até o destino final). Os voos charters, diz a Defesa, foram liberados em horários ociosos, nos quais não estão sendo utilizados todos os slots (operações de pouso e decolagem). De acordo com o ministério, as ações diminuíram a movimentação no aeroporto, mesmo com crescimento no tráfego aéreo do país.

O governo também havia prometido a construção de áreas de escape nas pistas do aeroporto, para ajudar na parada de aviões em caso de problemas. Por conta disso, as autoridades aeronáuticas diminuíram em 300 metros a extensão da pista principal (150 metros de área em cada lado) e em 240 metros a da pista auxiliar (120 em cada cabeceira). Segundo a Anac, essas áreas de escape já estão em funcionamento.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador do estado, José Serra, e o ministro da Defesa chegaram a se reunir em Brasília, em novembro de 2008, para discutir a ampliação das pistas de Congonhas. Para tanto, seria necessário desapropriar áreas em dois bairros de classe média da cidade. O ministério diz que a proposta ainda está em “discussão” e nenhuma decisão sobre se haverá ampliação foi tomada.

Terceiro aeroporto em São Paulo

Em julho de 2007, o governo havia desistido de usar um novo aeroporto em São Paulo como alternativa a Congonhas. Na época, a conclusão foi de que um novo local demoraria muito para ser construído e não resolveria o problema de desafogar o aeroporto paulistano. O ministério da Defesa afirma que a construção não foi totalmente descartada, continua como opção para a demanda de “longo prazo” e será concedido à iniciativa privada. Até julho, o ministro Jobim deve receber a proposta do modelo de concessão de aeroportos. Depois disso, a Anac e o BNDES vão trabalhar em um edital.

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Subsídios para a aviação regional

Jobim também prometeu uma série de incentivos à aviação regional. A Defesa diz que estão em estudo pela Secretaria de Aviação Civil e pela Anac a concessão com incentivos e por tempo determinado linhas aéreas de baixa rentabilidade a companhias, a criação de tarifas aeroportuárias diferenciadas e a redução de tributos para a área. Segundo o ministério, as propostas devem ser apresentadas “em breve” ao ministro e o órgão deve formalizá-las no “segundo semestre.”

Espaço entre poltronas

Durante depoimento à CPI do Apagão Aéreo, em agosto de 2007, o então recém-empossado ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ter “dificuldade” de viajar de avião por causa de sua altura (1,90m) e reclamou do pouco espaço entre as poltronas. No final do ano, após consulta pública, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou uma “proposta de regramento” sobre o espaço entre os assentos. A agência diz que está finalizando estudos para a criação de um “Selo Conforto”, que mostraria que determinada empresa oferece um nível de conforto “maior.” Atualmente, as únicas normas que as companhias seguem são as relativas à segurança.

Mudança nas taxas em aeroportos

Em dezembro de 2007, o ministro da Defesa apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano para alterar o valor das taxas de embarque e das de permanência e pouso de aeronaves em Congonhas e Guarulhos (SP) e no Galeão (RJ). O objetivo era desafogar os aeroportos paulistas e estimular a transferência de voos para o Rio de Janeiro. A Anac abriu consulta pública no mesmo mês e, ao final, fez três minutas de resolução –disponíveis no site da agência– propondo mudanças nas taxas. A agência e o ministério dizem que se chegou à conclusão de que a medida traria mais “prejuízos do que benefícios” ao setor.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, em maio de 2009 - Foto: Roosewelt Pinheiro (Agência Brasil)

Outra proposta era punir as empresas aéreas que atrasassem voos em Congonhas. As autoridades aeroportuárias aumentaram as taxas de permanência para os aviões que ficam em solo no local por mais de 60 minutos. De acordo com a Anac e a Defesa, há um escalonamento e, a cada meia hora, o valor da taxa cresce. O governo diz que a medida melhorou a pontualidade no aeroporto, e o total de atrasos superiores a 30 minutos ficou abaixo de 7% entre 1º de abril e 9 de junho deste ano.

Compensação em créditos por atraso em voos

Na mesma época, Jobim anunciou a criação do Sistema de Compensação de Atraso de Voos (SCA). A ideia era que as empresas ressarcissem o consumidor com créditos para outros voos, milhas ou mesmo dinheiro caso as partidas atrasassem. Pela proposta, os pilotos deveriam anunciar ao final de cada voo o total do atraso. O Ministério da Defesa diz que “trabalha” com o Ministério da Justiça e a Casa Civil em uma “proposta de projeto de lei” sobre o assunto, mas não disse quando isso deve ficar pronto. A Anac também analisa o resultado de uma consulta pública sobre a norma que rege o atendimento dado aos passageiros em caso de atraso.

Fonte: Rafael Targino (G1)

Resumo das últimas notícias sobre o acidente - 15

ACOMPANHE AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO ACIDENTE

SEXTA (12)

- 19h07 - Seis corpos. A Marinha informou que seis corpos estão a bordo do navio francês Mistral. As vítimas, porém, serão contabilizadas apenas quando passarem para navios brasileiros.

- 18h20 - Sem prazo. A PF informou que não há prazo para o fim da perícia nas vítimas, que ocorre no Instituto Médico Legal (IML) do Recife.

- 16h32 - Legista diz que impacto deve ter matado vítimas do AF 447

- 16h06 - França quer conhecer modelo de assistência de acidente da TAM

- 14h56 - Destroços. A Aeronáutica e o Exército mostraram a jornalistas os destroços do voo 447.

- 14h30 - Embaixador francês vai se reunir com famílias de vítimas

- 14h23 - Técnico francês deve chegar no domingo para analisar destroços do Airbus retirados do mar

- 13h08 - Familiares de vítimas do AF 447 acompanham trabalho do IML

- 11h17 - Buscas. Os navios que participam das buscas ao voo 447 seguem para uma região onde foram avistados destroços que podem ser da aeronave.

- 9h40 - Peritos reforçam trabalho. O sol voltou a aparecer em Fernando de Noronha e é possível que as buscas pelas vítimas e destroços avancem. Veja matéria do Bom Dia Brasil.

- 08h55 - Airbus diz que seus aviões são seguros e pede cautela sobre investigação

- 0h23 - Negação. O presidente da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, afirmou que o acidente com o Airbus 330 não foi ocasionado por defeito nos sensores de velocidade.

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Fontes: G1 / Terra / UOL Notícias

Autoridades descartam identificação visual de familiares e pedem dados de vítimas do voo AF 447 a Estados

A Polícia Federal (PF) e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmaram nesta sexta-feira (12) que um possível reconhecimento visual das vítimas pelos familiares que se encontram no Recife não teria valor legal. Uma nota divulgada no início da noite assegura que a identificação visual só tem validade "se corroborado por provas técnicas".

Segundo a nota, os parentes foram avisados que não terão acesso aos corpos que passam por exames legais no IML (Instituto de Medicina Legal) do Recife. Pelo menos três familiares de vítimas estão na capital pernambucana desde a madrugada de hoje. Dois deles tentaram entrar no IML para acompanhar a necropsia hoje pela manhã, sem sucesso.

Além de descartar a validade jurídica, as autoridades responsáveis pelas perícias acham impossível o reconhecimento de algum dos 16 corpos que já estão no Recife por conta do avançado estado de decomposição dos mesmos. "O estado em que se encontram não garante que uma eventual indicação positiva por parte dos familiares seja conclusiva", asseguram as autoridades.

Para ajudar no trabalho de identificação, foram solicitados prontuários de identificação civil das vítimas às respectivas secretarias de Segurança Pública dos Estados de origem das 58 vítimas brasileiras que estavam no Airbus A330.

A identificação por meio de pertences e roupas das vítimas também já foi descartada. "É inviável garantir que duas ou mais pessoas não estivessem trajando vestimentas semelhantes ou possuíssem pertences parecidos. Além disso, a disponibilização de tais pertences, que estão lacrados e catalogados, poderia contaminar a cadeia de custódia de prova, prejudicando todo o processo que está sendo realizado pelos peritos, além de descumprir regras internacionais", alega a nota.

Na tarde desta sexta-feira, familiares de duas vítimas se reuniram com o secretário em exercício da SDS-PE, Cláudio Lima, com o superintendente da PF em Pernambuco, Paulo Teixeira, e com o gerente-geral de Polícia Científica, Francisco Sarmento. Segundo a nota divulgada pelas autoridades, no encontro "foram explicados os motivos técnicos que não permitem que os familiares tentem realizar a identificação dos corpos, assim como dos pertences colhidos".

O UOL Notícias tentou um contato com Maarten Van Sluijs (que está no Recife e é irmão de uma das vítimas), mas o celular dele estava desligado.

Sem prazo

PF e SDS-PE informam ainda que os trabalhos para determinação da causa de morte e identificação dos corpos, que começaram às 14h desta quinta-feira, "continuam em andamento". "Ainda não há previsão de término para as atividades periciais, uma vez que todas as exigências técnicas estão sendo rigorosamente atendidas, por serem a garantia do sucesso dos trabalhos", diz a nota.

Como o acidente da Air France envolve passageiros de 32 nacionalidades, outra preocupação das autoridades brasileiras é obedecer aos protocolos internacionais e assim "garantir sua segurança e confiabilidade". De acordo com a nota, "procedimentos como perinecroscopia, radiologia, datiloscopia, exame odonto-legal e necropsia são imprescindíveis para assegurar a veracidade dos resultados e ainda para fornecer elementos que auxiliem na resolução das causas do acidente". Cada um dos corpos passa por etapas determinadas nas regras internacionais da atividade.

Ao todo, 39 peritos de quatro Estados e dois federais participam da força-tarefa montada pelas autoridades. Outros dois peritos franceses participam a título de observadores das análises dos corpos.

Mais corpos

Neste sábado, mais 20 corpos devem chegar ao Recife, vindos de Fernando de Noronha em um avião Hércules C-130 da FAB (Força Aérea Brasileira). Ao todo, 25 corpos de vítimas do voo AF 447 estão passando por perícias iniciais no arquipélago. Outros três estão a bordo da fragata Constituição e mais seis estão em embarcações francesas, totalizando 50 vítimas resgatadas

Fonte: Carlos Madeiro (Especial para o UOL Notícias)

Navio francês recolhe mais 6 corpos de vítimas do 447

Destroço do Airbus são exibidos no Recife

Comandantes da Marinha e da Aeronáutica anunciaram nesta sexta-feira que há mais seis corpos de vítimas do vôo AF 447 a bordo de um navio anfíbio francês. Hoje, as embarcações do País recolheram mais destroços e pertences pessoais dos passageiros do avião que tinha 208 pessoas à bordo e caiu no último dia 1º. A Força Aérea Brasileira (FAB) contabiliza um total de 44 corpos encontrados até o momento.

Segundo os oficiais brasileiros, os corpos resgatados pela Marinha francesa só serão considerados quando foram transportados a uma embarcação brasileira e levada a Fernando de Noronha. Por sua vez, parte dos corpos que já se encontram no arquipélago serão levados ao Recife. Para o sábado está prevista a chegada de 20 corpos na capital pernambucana.

De acordo com representantes da Marinha e da Aeronáutica, a busca por vítimas não tem prazo para ser encerrada. "Não vamos parar as buscas no dia 19. A partir do dia 17 será feita uma avaliação a cada dois dias. Se houver possibilidade de encontrar corpos levaremos mais adiante essas buscas", afirmou um representante.

A Fragata Constituição deverá chegar ao Porto de Recife no próximo domingo com destroços e objetos pessoais recolhidos na área de busca. Conforme nota divulgada pela FAB, as peças do Airbus ficarão à disposição dos responsáveis franceses pela investigação. Quanto aos objetos pessoais, a Aeronáutica aguarda o posicionamento da Air France, que é legalmente responsável pelos itens.

Até a quinta-feira, a soma dos dias de mar de todos os navios envolvidos na operação de busca totaliza 56,5 dias, informou a FAB. Ao todo, foram navegadas 13.763 milhas (25.490 km), o que representa cerca de três vezes a extensão da costa brasileira.

Fonte: Terra - Foto: EFE

Mauritania Airways adquire dois Boeing 737

A companhia aérea privada mauritana, Mauritania Airways, adquiriu dois Boeing 737 de nova geração apresentados quinta-feira à noite ao público durante uma cerimônia organizada no Aeroporto Internacional de Nouakchott, anuncia um comunicado enviado sexta-feira à PANA.

Os dois aviões, com capacidade de 107 assentos cada, têm respectivamente como denominações "Oualata" (nome duma antiga cidade do leste da Mauritânia) e "Arguin" (terra situada à beira do Atlântico que acolhe um sítio natural protegido).

A partir de 19 de Junho próximo, os dois aparelhos permitirão à companhia operar em novos destinos, nomeadamente Banjul, na Gâmbia, Conakry, na Guiné-Conakyr, Túnis, na Tunísia, Niamey, no Níger, Cotonou, no Benin, Libreville, no Gabão e Brazaville, no Congo.

Companhia privada com capitais mauritanos e tunisinos, a Mauritania Airways já efetua voos de ligação para Dakar (Senegal), Las Palmas, nas ilhas Canárias (Espanha), Abidjan (Côte d'Ivoire) e Paris (França).

Fonte: Panapress

MAIS

Mauritania Airways

Airbus A320-211 (TS-IMH)- Foto: Jacques Guillem

ATR-42-300 (TS-LBA) - Foto: Malcolm J.Bezzina

A Mauritania Airways S.A. é uma companhia aérea da Mauritânia. Foi Criada a 18 de Dezembro de 2007 em Nouakchott devido à parceria entre a Mauritânia e a Tunísia. É uma companhia de capital misto, sendo:

51% da Tunisair
39% do grupo Bouamatou, de Mohamed Ould Bouamatou
10% do Governo Mauritano

Iniciou as suas atividades aéreas antes, em 7 de Novembro de 2007 e o seu primeiro voo realizou-se a 26 de Novembro 2007.

Destinos

De Nouakchott para:

Paris
Dakar
Bamako
Abidjan
Casablanca (Desde Fevereiro de 2008)
Las Palmas (Desde Fevereiro de 2008)

Frota de Aviões

1 Airbus A320-200 (TS-IMH)
1 ATR 42-300 (TS-LBA)

Fonte: Wikipédia

Aeroporto de Alfenas na lista de reformas do Governo de MG

O Aeroporto de Alfenas receberá investimentos no final deste ano por meio do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (Proaero), criado pelo Governo de Minas. A cidade está no segundo lote de licitação para reformas e adequação dos aeroportos do Estado.

Localização de Alfenas no Estado de Minas Gerais

De acordo com informações divulgadas pela prefeitura, o projeto para a reforma do aeroporto de Alfenas já está pronto. Técnicos da empresa Enecom estiveram na cidade em maio do ano passado, para um estudo detalhado da área e análise do solo. Com base nos dados obtidos o projeto prevê o recapeamento de toda a pista, pavimento novo, sinalização diurna e noturna, faixa de segurança com grama nas laterais da pista, cercas novas com o padrão da aeronáutica e pintura padrão.

As obras no aeroporto de Alfenas fazem parte do projeto PróAero, da Secretaria Estadual de Transporte e Obras Públicas. Nove reformas em outras cidades de Minas serão licitados já esse mês. Ao todo, 32 aeroportos serão adequados como terminais regionais no Estado.

Fonte: Correio dos Lagos - Mapa: Raphael Lorenzeto de Abreu (Wikipédia)

Avião faz pouso de emergência em Marrocos

Um avião da companhia de baixo custo Atlas Blue que viajava rumo à cidade francesa de Metz teve que fazer nesta sexta-feira (12) uma aterrissagem de emergência na cidade marroquina de Casablanca, após perder uma roda durante a decolagem em Marrakech (sul do Marrocos).

O avião, um Boeing 737-400, levava a bordo 168 passageiros e seis membros da tripulação, que saíram ilesos, segundo um comunicado da companhia aérea Royal Air Maroc (RAM), proprietária da Atlas Blue.

O aparelho, que tinha decolado às 6h02 (2h02 de Brasília) de Marrakech, conseguiu chegar sem problemas ao aeroporto Muhammad VI de Casablanca, e seus ocupantes desembarcaram para serem atendidos por uma equipe de assistência da RAM.

Pouco depois, foram embarcados em outro avião da companhia aérea para continuar a viagem a Metz.

A companhia aérea e as autoridades informaram que foi aberta uma investigação regulamentar para averiguar as causas da avaria.

Fonte: EFE via Último Segundo - IG

Guarapuava sedia rally de aviões

A primeira etapa do Campeonato Brasileiro da modalidade, inédita no país, está marcada para 17, 18 e 19 de julho, na cidade que fica a 250 km da capital

O percurso do Rally Aéreo em Guarapuava: aviões vão passar por 11 municípios do Paraná

Guarapuava será sede do primeiro Rally Aéreo do Brasil. A primeira etapa do Campeonato Brasileiro da modalidade, inédita no país, está marcada para 17, 18 e 19 de julho, na cidade que fica a 250 km da capital.

As inscrições estão abertas até 10 de julho. Até agora, mais de 30 aviadores se registraram para a prova. A maioria é formada por aeronaves executivas – bimotores e monomotores. Até dois helicópteros se “alistaram” para a prova.

O promotor da competição é o paranaense Roque Veviurka, de Guarapuava, heptacampeão brasileiro do Rally Mitsubishi e da Copa Troller. “Nosso projeto é receber 20 mil pessoas na 1ª etapa”, afirma. Além da competição, as atrações paralelas no aeroporto serão exposição de aeronaves, show de paraquedismo, aeromodelos e voos panorâmicos. “Serão mais de 100 pousos e decolagens, o que atrai a atenção do público”, conta. Os visitantes também poderão conhecer os “boxes” das equipes. “Montaremos corredores entre as aeronaves das equipes, para o público acompanhar tudo de perto”, relata.

Veviurka explica que as provas serão controladas por uma tecnologia inovadora, desenvolvida no Brasil.

Mais do que um simples competição, o Rally será importante para a aviação civil no país, explica o piloto. “A maior contribuição é o aprimoramento dos pilotos”, comenta. O calendário de provas também ajudará as cidades. “A ideia é descentralizar o turismo”, declara.

Fonte: Silvio Rauth Filho (Bem Paraná) - Imagem: divulgação

American Airlines realiza teste ecológico em voo transatlântico

A idéia é comprovar a economia de combustível e de emissões de carbono da tecnologia nextgen

Quando o voo 63 da American Airlines decolar de Paris para Miami no dia 11 de junho (quarta-feira), ele embarcará em uma jornada cujo objetivo é provar que voos transatlânticos podem ser operados de forma mais ecológica e econômica.

Por meio da Atlantic Interoperability Initiative to Reduce Emissions (AIRE), a American será a primeira companhia aérea dos Estados Unidos a testar tecnologia e procedimentos de última geração que irão reduzir significativamente as emissões de carbono e o consumo de combustível em voos transatlânticos. O teste será realizado durante um voo regular para que a American possa obter benefícios em tempo real.

A AIRE, uma iniciativa conjunta da Federal Aviation Administration (FAA), da Comissão Européia e de várias companhias aéreas, foi criada para acelerar a adoção de novas tecnologias e procedimentos operacionais que possuem um impacto direto na redução das emissões de carbono, na poluição sonora e no consumo de combustível. Uma parte do projeto da AIRE consiste em voos demonstrativos para testar os benefícios gerados pelas novas tecnologias que serão usadas com o sistema de gerenciamento de tráfego aéreo da FAA.

“Hoje é importante que a indústria de aviação trabalhe em conjunto com o Controle de Tráfego Aéreo para mostrar os benefícios da tecnologia NextGen. Ao implementarmos essa tecnologia, tornaremos real os nossos esforços para reduzir o impacto que causamos no meio ambiente, aumentar a capacidade do sistema e reduzir atrasos dos voos", afirmou Bob Reding, Vice-Presidente Executivo de Operações da American. “O uso da tecnologia NextGen é uma parte crucial dos esforços da American para proteger o meio-ambiente e reduzir o consumo de combustível. Esses esforços já resultaram na economia de mais de 110 milhões de galões de combustível por ano e reduziram nossas emissões de carbono em cerca de 1.0 bilhão de quilos em 2008.”

O voo 63 da American, operado por um Boeing 767-300, decolará do aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, e pousará no Aeroporto Internacional de Miami às 13h55 (horário de verão da região leste dos EUA). O voo realizará várias manobras visando à conservação do combustível, incluindo o taxiamento com um único motor na decolagem e no pouso, elevações e descidas contínuas, otimização do voo sobre a água e uma "chegada personalizada”. Várias dessas atividades já estão são elementos fundamentais do programa de funcionários da American Fuel Smart. Em 2009, a American pretende economizar 120 milhões de galões de combustível de aviões e reduzir as emissões de carbono em 1.1 bilhão de quilos. A análise dos dados do voo teste pela FAA, Comissão Européia e pela American determinará a redução das emissões de carbono e a economia de combustível obtidas no voo de demonstração. Depois, a FAA e a AAA conduzirão um teste de dois meses em Miami para continuar analisando a tecnologia e os procedimentos de última geração.

A American há muito tempo é líder quando se trata de tornar mais eficientes as viagens aéreas sobre o Atlântico. Na verdade, há mais de 20 anos, a American foi pioneira na rotina de utilizar aeronaves de dois motores em voos transoceânicos, o que transformou as operações aéreas. Até então, a maioria dos voos internacionais eram feitos por aeronaves de três e quatro motores. Os esforços da American para tornar comum o uso de aeronaves de dois motores em voos sobre o Atlântico levaram a Boeing e a Airbus a usar esse tipo de aeronave em voos internacionais. Isso trouxe uma redução significativa nas emissões de carbono em comparação às aeronaves mais antigas e a maior economia de combustível já obtida no segmento.

Fonte: Portal Fator Brasil

Exército fará o projeto executivo do aeroporto Eurico Salles, em Vitória (ES)

A pedido da Infraero, o Exército Brasileiro vai concluir o projeto executivo do Aeroporto Eurico Salles, em Vitória, que inclui o pátio de estacionamento de aeronaves e as pistas gerais e auxiliares ("taxi way"). Os trabalhos deverão ser concluídos em janeiro de 2010. Em março, a Infraero deve lançar o edital para contratar a execução da obra.

De acordo com a direção da Infraero, os processos licitatórios para a retomada das obras de modernização e de ampliação do aeroporto só serão lançados após a conclusão dos projetos executivos. A informação da Infraero foi dada durante a audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, realizada em Brasília, na última terça-feira.

O deputado federal Lelo Coimbra, um dos integrantes da bancada capixaba que participaram da audiência, disse que todas as dúvidas dos parlamentares, a respeito da obra, foram esclarecidas. A licitação para a primeira etapa será feita até maio de 2010, e a execução tem prazo de um ano. O projeto executivo do terminal de passageiros deverá estar concluído até maio de 2010.

O parlamentar considerou positiva a decisão da Infraero de licitar a execução da obra após a conclusão dos projetos executivos. Lelo lembrou que o projeto executivo determinará o custo de cada etapa da obra, e também o custo global. A obra, segundo a Infraero, está orçada em R$ 379,9 milhões, e a conclusão de todas as etapas está prevista para março de 2012.

O empreendimento, de acordo com a Infraero, foi dividido em quatro lotes: dois lotes de projetos executivos e dois lotes de obras. O primeiro lote de obras a ser licitado será o de infraestrutura, em março do próximo ano. A licitação para o terminal de passageiros, que é o segundo lote de obras, está programada para junho de 2010.

Provisório

Antes da retomada das obras, a Infraero vai ampliar as instalações das salas de embarque e desembarque, com a construção de dois módulos operacionais provisórios (MOP). A licitação para a obra será realizada no próximo mês, e a conclusão prevista para dezembro próximo.

O investimento previsto é de R$ 5,65 milhões. Na sala de desembarque, está prevista a instalação de mais duas esteiras para as bagagens.

O novo terminal de cargas, uma antiga reivindicação do setor de comércio exterior, também está em fase de estudos e elaboração de projetos. O custo do terminal de cargas (Teca) está estimado em R$ 55 milhões, e a conclusão da obra está prevista para dezembro de 2012.

Com a construção de novas pistas, que possibilitará a chegada e a saída de aeronaves de maior porte, cargas diversas, como frutas, pescados e chocolate, entre outras, que hoje são embarcadas em outros aeroportos, poderão ser embarcadas em Vitória para outros países.

Cronologia

Retomada. As obras do Aeroporto Eurico Salles, paralisadas desde julho de 2008, serão retomadas em julho de 2010, após a nova licitação que será feita pela Infraero.

Projetos. Antes de licitar a obra, a Infraero vai aguardar que o Exército conclua o projeto executivo das obras que estão no lote de infraestrutura.

Exigência. A decisão da Infraero de só licitar as obras após a conclusão dos projetos executivos foi tomada a partir da solicitação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), justamente para evitar problemas como os já constatados no contrato anterior.

Pistas. Entre março e junho de 2010, será feita a licitação para escolher a empresa que concluirá as pistas. As obras serão feitas entre junho de 2010 e julho de 2011.

Terminal. A licitação e a elaboração do projeto executivo do novo terminal de passageiros serão feitas no período entre junho deste ano e abril de 2010. As obras começarão em setembro de 2010 e terminarão em fevereiro de 2012.

Cargas. A Infraero está elaborando o projeto do novo terminal de cargas (Teca). O custo do novo terminal é de R$ 55 milhões, com previsão de conclusão em dezembro de 2011.

MOP. A licitação para a implantação dos módulos operacionais provisórios será realizada no próximo mês.

Fonte: Rita Bridi (Gazeta Online) - Foto: divulgação

Aeroporto de Santo Ângelo (RS) recebe recursos do Governo Federal

Fachada do Aeroporto de Santo Ângelo

O aeroporto regional de Santo Ângelo vai receber em 90 dias no máximo, recursos do Governo Federal. O investimento é superior a 1 milhão e 800 mil reais, e visa a execução de obras que permitam maior resistência da camada asfáltica.

Para 2010 há previsão do próprio Governo federal com liberação de novas verbas visando a ampliação da pista que atualmente é de 1.600 metros de extensão por 30 de largura.

Nas condições atuais podem pousar na pista aviões para até 50 passageiros. O objetivo com as remodelações até o próximo ano é permitir que operem aeronaves com até cem pessoas.

Fonte: Priscila Callegari (Rádio Progresso de Ijuí) - Foto: Secretaria dos Transportes

Airbus faz pouso de emergência na Irlanda por problemas técnicos

Um Airbus A330-300 da companhia americana Northwest Airlines foi obrigado a fazer um pouso de emergência no aeroporto de Shannon, oeste da Irlanda, após ser detectado um cheiro de fumaça na parte da frente do avião, informaram fontes oficiais.

A aeronave prefixo N811NW, que fazia o trajeto Roma-Atlanta, voo NW-821/DL-821, com 285 passageiros a bordo, detectou durante o voo uma "falha técnica menor" e decidiu pousar em Shannon por volta de 9h20 (de Brasília), explicou um porta-voz aeroportuário.

Um comunicado da companhia aérea informou que o voo "foi desviado como medida de precaução, após ser detectado um cheiro de fumaça na galeria dianteira do avião".

O porta-voz acrescentou que o aparelho já foi revisado por uma equipe de manutenção local e voltará a decolar esta tarde para seguir viagem.

O Airbus é do mesmo modelo que a aeronave da companhia Air France que caiu no oceano Atlântico enquanto voava entre Rio de Janeiro e Paris, com 228 passageiros a bordo.

Fonte: EFE via UOL Notícias - Foto: avherald.com - Atualizado em 20/06/09 às 21:34 hs, com foto e dados da aeronave.

Marinha e FAB exibem destroços do Airbus recolhidos do mar

Airbus da Air France desapareceu sobre o oceano no domingo (31).

Confira imagens das buscas e de homenagens às vítimas.


Clique sobre a imagem para ver as fotos

Fonte: G1

Área provável da queda chega a 70 km de raio, segundo FAB

Navios franceses com sonar estão em provável área da queda do voo 447.

Três parentes chegaram ao Recife para acompanhar identificação.





Os navios brasileiros que participam das buscas ao voo 447 seguem, nesta sexta-feira (12), para uma região onde foram avistados destroços que podem ser da aeronave da Air France. Além disso, navios franceses equipados com sonar vasculham uma área onde provavelmente ocorreu o acidente. As informações foram passadas pelo tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

Veja fotos da operação de buscas

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

Os novos destroços avistados estão em águas brasileiras. Até a quinta-feira (11), 44 corpos haviam sido reitrados do mar. Não há informações de resgate de mais corpos.

Os destroços foram recolhidos do mar e levados para o Recife

Três parentes de vítimas do acidente chegaram ao Recife nesta madrugada. Elas devem acompanhar os trabalhos no Instituto Médico Legal. A assessoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco disse que as informações necessárias para identificação, como tatuagens e roupas que os passageiros usavam, já foram anotadas em relatórios da Polícia Federal, preenchidos no Rio de Janeiro.

Também nesta sexta, chegaram à capital pernambucana 37 peças catalogadas pela Marinha que foram recolhidas no mar. O material foi levado por uma aeronave C-130, de acordo com Cardoso.

Os destroços devem ser analisados por técnicos franceses, que são responsáveis pelas investigações sobre as causas do acidente.

Buscas

Cardoso afirma que ainda não se sabe o ponto exato da queda da aeronave, mas os navios equipados com sonares estão vasculhando uma área específica, onde foi feito o último reporte do Airbus da Air France. "Esse ponto provável [da queda] é o que nós temos colocado como última posição de reporte da aeronave. É uma área de aproximadamente 65, 70 quilômetros de raio, a partir da posição onde houve último reporte. Essa é a área que está sendo computada como área mais provável [de queda] e é o local onde os navios franceses estão iniciando o trabalho com o sonar."

Duas aeronaves francesas que participam da operação de buscas estão paradas nesta sexta, para manutenção que já estava prevista. Cardoso diz que elas devem voltar ao trabalho de resgate no sábado (13).

Segundo o vice-almirante Edson Lawrence, a Fragata Constituição, que está navegando em direção a Fernando de Noronha com três corpos de vítimas retirados do mar, será substituída pela Corveta Jaceguai na operação de buscas.

Participam dos trabalhos 840 militares da Aeronáutica e da Marinha brasileiras.

Leia nota divulgada pela Marinha e pela Aeronáutica, nesta manhã, na íntegra:

"O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que, nas últimas horas, aeronaves de busca visual, deslocadas para oeste dos pontos de concentração inicial, conseguiram avistar diversos destroços, confirmando as previsões do planejamento de buscas em relação ao movimento das correntes marítimas. Navios já foram direcionados para o resgate nessas áreas.

A meteorologia indica uma acentuada piora das condições de tempo e visibilidade na área de buscas, o que poderá comprometer os trabalhos. Mesmo com as limitações meteorológicas, as buscas continuarão a ser realizadas, sempre nas áreas que ofereçam condições de voo visual a baixa altura. As condições do mar são favoráveis, com ondas de até um metro de altura.

O efetivo militar, os meios empregados, assim como a conduta adotada para as Operações de Busca, permanecem sem alteração em relação às informações prestadas anteriormente."


Fonte: G1 - Foto: Roberto Candia (AP Photo)

Italiana que perdeu voo da Air France morre em acidente de carro, diz jornal

Ela havia passado alguns dias no Brasil com o marido e perdeu o voo.

Acidente ocorreu na Áustria e estado de saúde do marido é grave.

O carro acidentado de Johanna Ganthaler

Uma italiana que na semana passada perdeu o voo do da Air France que caiu em águas brasileiras morreu num acidente de carro, informa o site do jornal "The Times".

Johanna Ganthaler, aposentada e natural da região italiana de Bolzano, tinha passado alguns dias de férias no Brasil com o marido.

Os dois perderam o voo 447 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio com 228 pessoas a bordo. Possivelmente um dia depois, deixaram o Rio de Janeiro.

O acidente de carro que matou Ganthaler aconteceu em Kufstein (Áustria), quando o veículo no qual estava bateu num caminhão. O estado de saúde do marido da italiana é grave.

Fonte: EFE via G1 - Foto: ANSA

MAIS

No filme "Premonição" (Final Destination, EUA, 2000), um grupo de adolescentes consegue enganar a morte, saindo de um avião pouco antes de ele decolar. Um dos adolescentes, Alex, tem uma premonição sobre suas mortes naquele voo. Pouco depois da sua fuga, eles começam a morrer um por um, numa sequência de acidentes bizarros.

Valores das indenizações no Brasil cresceram entre os acidentes aéreos de 1996 e de 2007

Entre os dois acidentes da acidentes da TAM, o de 1996 e o de 2007, houve uma tendência geral de crescimento do valor das indenizações no Brasil.

Numa avaliação aproximada, comparando dois grandes grupos dos voos de 1996 e 2007, o advogado Luiz Roberto de Arruda Sampaio, especializado em acidentes aéreos, calcula uma média de R$ 1,8 milhão de indenização por passageiro para o voo de 1996, enquanto no voo de 2007 essa média chegou a R$ 2,6 milhões.

A primeira razão para essa mudança foi o fato de a Justiça ter passado a considerar que pais e mães das vítimas também integram o "núcleo central" que tem direito a indenizações, e não apenas o cônjuge e os filhos. Essa indenização é fixada, em geral, em torno de 500 salários mínimos (R$ 232.500,00). Ou seja, uma vítima que tem pai e mãe vivos resulta, quase que automaticamente, numa indenização de 1.000 salários mínimos a mais por danos morais.

Também contribuiu para o aumento no valor das indenizações alterações no cálculo da pensão por dano patrimonial.

O dano patrimonial é concebido com uma pensão, normalmente paga antecipadamente. A pensão é calculada a partir do rendimento que a pessoa teria do momento em que ocorre a morte no acidente até quando ela completaria 70 anos (no caso do voo 3054, para maiores de 65 anos, já se considerou que a pessoa teria mais cinco anos de vida, independente da idade).

Sobre esse total, é aplicado um deságio, uma espécie de abatimento para o fato de o dinheiro ser pago de uma só vez. Quanto menor o deságio, maior o valor a ser pago. O deságio anual sobre a renda adotado para as vítimas do acidente de 1996 foi de cerca de 11%; para o 2007, ele caiu para 6% ao ano.

O resultado prático, segundo cálculos do advogado, é que, num caso hipotético de um homem que recebesse R$ 5.000 ao mês e tivesse companheira, dois filhos dependentes e pai e mãe vivos não dependentes, a indenização seria de cerca de R$ 1,4 milhão caso ele morresse no voo do Fokker-100 de 1996, contra uma indenização em torno de R$ 2 milhões caso ele fosse vítima do acidente do Airbus de 2007.

Insuficiente

Para Angelita de Marchi, presidente da associação que reúne parentes de vítimas do voo 1907, da Gol, ocorrido em 2006, o valor de 500 salários mínimos por dano moral, normalmente praticado no país, é "simbólico" e "insuficiente".

"Qual seria o valor justo? Não há valor justo, porque a vida foi perdida. Mas a empresa precisa achar que é mais vantajoso investir em manutenção do que por um avião para voar com uma peça defeituosa", completa.

Fonte: Haroldo Ceravolo Sereza (UOL Notícias)

Indenização é tema tabu para as famílias em casos de acidentes aéreos

Discutir o assunto indenização costuma ser constrangedor para os familiares de vítimas de acidentes aéreos. Um sentimento que pode ser resumido pela fala de Maria Estela Otor Teixeira, dona de casa e mãe de Douglas Henrique, morto na queda do avião da TAM em Congonhas, em 2007: "Meu filho não estava à venda. É uma coisa extremamente desagradável esse negócio de indenização. A gente está em busca de verdade, para que se tenha mais segurança em voo."

Quando ocorrem acidentes que comovem o público, como é o caso da queda do voo 447 da Air France, no dia 31 de maio, há quem, inclusive, não queira receber nenhuma indenização.

Essa ideia é combatida pelas associações de vítimas por dois motivos: um de ordem prática, porque a morte implica perdas econômicas imediatas e futuras; outro, de ordem política: a indenização teria o efeito de penalizar instituições e empresas economicamente e forçá-las a buscar mais segurança.

"As empresas precisam sentir arduamente", diz Angelita de Marchi, que perdeu o marido, Plínio Luiz de Ciqueira Júnior, no voo 1907 da Gol e tornou-se uma das lideranças entre as famílias de vítimas do acidente ocorrido em 29 de setembro de 2006. "Infelizmente, hoje em dia é mais barato pagar a indenização do que manter um avião parado quando há um problema em alguma peça", diz a presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907.

"Até porque não tem dinheiro que pague uma vida, sobre esse tema a gente não gosta de falar", resume o engenheiro Archelau Xavier, pai de Paula Masseran, de 23 anos, que morreu no mesmo acidente que Douglas Henrique.

Xavier, que é vice-presidente da associação de vítimas do acidente do voo 3054, afirma, por outro lado, que, num acidente dessas proporções, morrem muitas pessoas que são responsáveis pelas despesas da casa. "No dia seguinte, têm pessoas lá que já estão preocupadas com o que vão de alimento para os filhos."

Para as questões mais urgentes, de acordo com as convenções internacionais, há uma espécie de seguro obrigatório, que deve ser liberado de forma mais rápida. O valor para dele, para casos de morte, é de cerca de US$ 140 mil por passageiro, em caso de voos internacionais.

Normalmente o pagamento desse seguro começa semanas após a emissão do atestado de óbito - o que pode atrasar no caso do voo AF 447, para os passageiros cujos corpos não forem achados ou identificados. O voo da Air France, que saiu do Rio de Janeiro, seguia para Paris com 228 pessoas a bordo - 216 passageiros e 12 tripulantes - quando caiu no meio do Oceano Atlântico, no dia 31 de maio.

Em alguns casos, porém, o pagamento desse seguro pode atrasar também caso haja problemas para a identificação do beneficiário - por exemplo, se a pessoa tiver filhos com mais de uma relação.

Para além deste seguro, as famílias têm direito a indenizações por danos morais e patrimoniais que costumam envolver valores maiores.

O maior acidente aéreo no país antes da queda do AF 447, o acidente do voo TAM 3054 em Congonhas, em julho de 2007, em que morreram 199 pessoas, tem resultado em acordos de indenizações por danos morais e patrimoniais de pouco mais de US$ 1 milhão, em média, segundo apurou o UOL Notícias.

Há, no entanto, casos com valores bem maiores, de até US$ 6,5 milhões. Como são negociados em segredo de Justiça, é impossível chegar a dados exatos e saber quem recebeu que quantia. As famílias também, como regra, não divulgam os valores, como forma de preservar a privacidade e a segurança.

O cálculo para se chegar a esses valores envolve não apenas a perda imediata do parente, mas também a perda futura que a morte representa. Assim, as contas expressam fatores como renda mensal do passageiro, idade e expectativa de vida, número de dependentes (filhos e cônjuge, por exemplo) e mesmo de ascendentes vivos - pai e mãe. Por isso, as comparações têm de ser sempre aproximadas.

Demora

A questão da indenização é, além de um tabu, um problema complexo, que algumas das famílias têm de enfrentar mais rapidamente do que gostariam. Mas a solução final dos casos pode levar anos.

Segundo Sandra Assali, presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos, os últimos casos pendentes do acidente do Fokker 100 de 1996 foram encerrados, pela Justiça, no final do ano passado. A Gol informa que fechou acordos com parentes de 111 passageiros do voo de 2006. A TAM, por sua vez, diz que, do voo 3054, de 2007, foram fechados acordos relativos a 178 vítimas.

Comumente, as indenizações de vítimas de acidentes aéreos se resolvem por meio de negociações entre as famílias e as empresas que garantem os seguros contratados pelas companhias aéreas. Não é propriamente a companhia aérea que indeniza os passageiros, mas uma grande companhia de seguros internacional especializada em garantir os seguros das empresas do setor.

O alto número de acordos relativos ao voo da TAM é resultado, também, da criação pelo Ministério da Justiça de uma Câmara de Indenização após o acidente de 2007. De 60 famílias que procuraram a câmara, 58 chegaram a um acordo.

Um documento a que o UOL Notícias teve acesso indica que a câmara chegou a algumas regras gerais, mas flexíveis, que orientaram os acordos. Para os danos morais, por exemplo, ficou estabelecido um teto de 1.500 salários mínimos por vítima para o "núcleo central" (pais, filhos, cônjuges ou companheiros) e de 500 mínimos para o "núcleo colateral" (irmãos). Também ficou acertado que uniões homoafetivas, devidamente comprovadas, seriam indenizadas.

"As famílias estão fragilizadas com a perda de uma pessoa muito querida, muito amada. Então elas vão conversar sobre indenização com pessoas que são altamente experientes, que são pessoas da seguradora", diz Archelau Xavier. "A seguradora tem profissionais fantásticos, que têm de usar todas essa capacidade e competência para baixar o custo."

Ou seja, as discussões sobre as indenizações começam antes que outro ciclo, o das investigações sobre as causas dos acidentes, se encerrem. Assali, que perdeu o marido, o médico José Rahal Abu Assali, em 1996, afirma que as famílias devem evitar fechar acordos muito rapidamente não apenas para por conta da questão emocional, mas também porque novos fatos podem surgir durantes as investigações.

"No caso do Concorde, durante as investigações, descobriu-se que uma parte de um outro avião, um DC-10 da empresa norte-americana Delta Airlines, havia caído na pista", lembra Assali. O relatório final da investigação, que ficou pronto em 2002, apontou a peça como a principal responsável pelo acidente que levou à queda do avião supersônico em Paris, em julho de 2000. Esse fato permitiu que as famílias das vítimas acionassem não apenas a Air France, que operava o Concorde, mas também a Delta.

País da ação

No caso do voo 3054 da TAM, vários acordos foram assinados envolvendo também a Justiça dos EUA, porque a fabricante da turbina e a responsável pela manutenção do avião tinham sede nos Estados Unidos.

Ações na Justiça norte-americana podem ocorrer no caso do voo 447 Air France, especialmente se confirmada a tese de que uma falha no tubo de pitot (sensor externo que mede a velocidade da aeronave) tenha sido um fator para a queda da aeronave, pois a peça do Airbus A340 é fabricada nos Estados Unidos.

Nesta terça-feira, o Ministério Público Estadual do Rio instaurou um inquérito para que a Air France e TAM criem um cronograma para a troca dos sensores de velocidades de suas aeronaves.

Se o acidente aéreo chegar à Justiça norte-americana, as indenizações, no entanto, podem ser até 50% maiores do que as adotadas no Brasil e na França. Mas isso também varia de acordo com o Estado em que corre a ação.

No entanto, o fato de o sensor de velocidade ser fabricado nos EUA pode não ser considerado suficiente. No caso da queda do Boeing da Gol, após o choque com um jato Legacy, da Embraer, a Justiça de Nova York decidiu que o caso devia ser analisado pela Justiça brasileira.

No acidente do voo da TAM de 2007, havia quatro grandes empresas do setor envolvidas mais diretamente: além da companhia aérea, também foram alvo direto de processos a própria Airbus, a Goodrich Corp., fabricante do sistema de freios, e a International Aero Engines, fabricante da turbina.

Para o advogado Luiz Roberto de Arruda Sampaio, especialista em casos envolvendo acidentes aéreos, as prováveis indenizações às famílias das vítimas do voo AF 447 devem ser semelhantes se os acordos ou decisões judiciais ocorrerem no Brasil ou na França, envolvendo brasileiros ou pessoas de outras nacionalidades.

No maior acordo envolvendo vítimas do Concorde, famílias de 92 mortos receberam, no conjunto, por volta de 120 milhões de euros - o que dá, aproximadamente, US$ 1,83 milhão por vítima.

Para Arruda Sampaio, esses valores indicam que Brasil e França indenizam os danos de forma próxima. Entre os casos em que o advogado atuou, encontram-se os dois grandes acidentes da TAM e o da Gol.

Embora os números do voo do Concorde sejam superiores, isso decorre, acredita Arruda Sampaio, de perfis de passageiros diferentes: o voo da TAM, no meio das férias, tinha mais crianças e adolescentes, o que tende a reduzir as indenizações por danos patrimoniais; no sentido inverso, os passageiros do Concorde, um voo supersônico normalmente utilizado por executivos, com passagens mais caras que a média praticada pela aviação comercial, tenderiam a ter rendimentos maiores.

Fonte: UOL Notícia