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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Como alguns aviões a jato são capazes de pousar em pistas de cascalho?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Inglês e comunicação ruins causaram os piores acidentes aéreos da história
Alguns dos piores acidentes de avião do mundo poderiam ter sido facilmente evitados se não houvesse uma pequena, mas fatal, falha de comunicação entre pilotos e controladores de tráfego aéreo. É o caso, por exemplo, do mais mortal acidente de avião da história, que envolveu dois Boeing 747 e deixou 583 mortos em 1977.
Estima-se que, no total, mais de 2.000 pessoas já tenham morrido por acidentes de avião causados por falhas de comunicação. Muitos desses acidentes são causados por erros de compreensão do inglês, idioma utilizado na aviação, ou por erros na fraseologia padrão.
Acelerou para decolar, mas havia outro avião na pista
Foi o que aconteceu no acidente com os dois Boeing 747 no aeroporto de Tenerife (Espanha), ocorrido em 1977. O controlador de tráfego aéreo autorizou o avião da holandesa KLM a alinhar na cabeceira da pista enquanto outro Boeing 747 da norte-americana Pan Am taxiava pela pista.
Houve uma falha de entendimento do comandante, causada pelo uso do inglês, termos fora do padrão e até interferência no rádio. O comandante da KLM achou que estava autorizado a decolar e acelerou o avião, causando a colisão com o jato da Pan Am que ainda estava na pista.
Colisão em voo
Em 1996, outra colisão entre dois aviões, desta vez em pleno voo, também foi causada por uma falha de comunicação. Um Boeing 747 da Saudi Arabian Airlines e um Ilyushin IL-76 da Kazakhstan Airlines bateram no ar, causando a morte de 349 pessoas. Os pilotos da Kazakhstan Airlines não entenderam a ordem, feita em inglês, de manter a altitude de 15 mil pés e atingiram o Boeing 747 que voava no sentido contrário a 14 mil pés. Foi a colisão em voo com o maior número de mortes da história.
A lista de acidentes causados por falhas de comunicação vai desde o não entendimento de uma determinada ordem do controle de tráfego aéreo até a incapacidade dos pilotos de declarar emergência e receber auxílio para pousar em segurança.
Fraseologia padrão
Para melhorar a segurança das operações aéreas, os órgãos internacionais de aviação civil implementaram uma série de medidas ao longo da história. Uma das mais importantes foi o uso de uma fraseologia padrão. Determinadas situações exigem termos específicos na comunicação entre pilotos e controladores de tráfego aéreo.
A falta de uso padronizado dos termos na aviação foi apontada com um dos problemas para o acidente com os dois Boeing 747 em Tenerife. Outro exemplo foi na queda de um Boeing 707 da colombiana Avianca em Nova York (EUA).
Em 1990, o acidente poderia ter sido evitado se a fraseologia padrão tivesse sido utilizada corretamente. O copiloto chegou a informar a torre que o combustível estava acabando, mas não utilizou os termos mayday ou pan pan, que indicam uma real situação de emergência. Assim, a torre avaliou que era apenas um alerta.
Em função do congestionamento aéreo, o avião da Avianca teve de realizar alguns procedimentos de espera que duraram mais de uma hora. Isso fez com que o avião ficasse realmente sem combustível e caísse em Long Island, em Nova York. Se o copiloto tivesse declarado emergência de forma clara, a espera teria sido reduzida, o que evitaria o acidente.
O uso da fraseologia padrão é importante até mesmo para pilotos que falam o inglês como língua principal. Usar termos técnicos em vez de linguagem coloquial reduz os erros de interpretação e facilita a compreensão de outros pilotos.
Nível mínimo de inglês
Para garantir um nível mínimo de proficiência do idioma, a Icao (Organização de Aviação Civil Internacional, na sigla em inglês) passou a exigir testes dos pilotos que realizam voos internacionais e dos controladores de tráfego aéreo que atuam com tripulações estrangeiras.
Durante o teste, são avaliadas seis habilidades em relação ao idioma: pronúncia, fluência, estrutura, vocabulário, compreensão e interação. Para cada habilidade, é designada uma nota de 1 a 6.
- Expert: nível 6
- Avançado: nível 5
- Operacional: nível 4
- Pré-operacional: nível 3
- Elementar: nível 2
- Pré-elementar: nível 1
A nota final do candidato é igual ao menor nível atribuído a qualquer uma das seis habilidades avaliadas. Para ter condições operacionais, é necessário obter, no mínimo, a nota 4.
A validade do teste varia de acordo com a nota obtida:
- Nível final 4 - Validade 3 anos
- Nível final 5 - Validade 6 anos
- Nível final 6 - Validade permanente
Independentemente do tipo de operação para a qual o piloto será contratado (voos nacionais ou internacionais), as companhias aéreas costumam exigir que o candidato tenha, no mínimo, o nível 4 de proficiência linguística no inglês. É que além das comunicações durante o voo, todos os manuais do avião também são em inglês. Além disso, muitas vezes o piloto é enviado ao exterior para realizar treinamentos em simuladores.
Fonte: Vinicius Casagrande (UOL) - Foto: AP
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Um simples lanche pode derrubar um avião: pilotos revelam regra inusitada antes de comer
A alimentação dos pilotos durante o voo segue protocolos de segurança rigorosos, sendo a regra mais famosa a proibição de que o piloto e o copiloto comam a mesma refeição. O objetivo é evitar que ambos sofram uma intoxicação alimentar simultânea, garantindo que pelo menos um deles esteja apto a comandar a aeronave.
Por que os pilotos não podem comer a mesma comida?
Como funciona o revezamento para os pilotos comerem?
Controle humano e nutrição de elite
sábado, 24 de janeiro de 2026
Cisalhamento do Vento (Windshear) x TurbulênciaㅤㅤㅤㅤQual é a diferença?
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| Um avião da United Airlines chega ao seu portão enquanto outro decola no Aeroporto Newark Liberty durante uma tempestade em 6 de abril de 2017, em Newark NJ (Foto de Gary Hershorn/Getty Images) |
O que é turbulência?
- Leve — provoca ligeiras alterações erráticas momentâneas na altitude e/ou atitude da aeronave. Dentro do avião, objetos não protegidos podem se movimentar, mas não há dificuldade para caminhar e o serviço de cabine não é afetado.
- Moderado – a aeronave permanece no controle, mas haverá mudanças de altitude e atitude, e a velocidade indicada irá variar. Itens não protegidos serão desalojados enquanto o serviço de caminhada e cabine for difícil de gerenciar.
- Severo – haverá mudanças grandes e abruptas na altitude e atitude, juntamente com variações substanciais na velocidade no ar. A aeronave pode ficar momentaneamente fora de controle.
- Extremo — a aeronave será violentamente arremessada e será quase impossível de controlar. Pode haver danos estruturais. Os passageiros terão muita vontade de pousar!
As quatro causas da turbulência
- A turbulência mecânica é causada pelo atrito entre o ar e o solo, principalmente em terrenos irregulares.
- A turbulência térmica ou convectiva está relacionada com correntes de ar quente subindo e ar frio descendo. Um avião passará por condições acidentadas enquanto voa através das diferentes correntes.
- A turbulência frontal é a subida de ar quente sobre a superfície inclinada de uma frente fria, causando atrito entre as massas de ar opostas.
- Cisalhamento do vento (Windshear), descrito abaixo.
Cisalhamento do vento (Windshear)
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| O cisalhamento do vento pode ser perigoso durante o pouso (Foto: Valentin Hintikka via Flickr) |
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Qual é a pista mais curta em que um Boeing 747 pode pousar?
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| Um Boeing 747-8 da Lufthansa prestes a pousar (Foto: Vincenzo Pace) |
Os principais fatores a serem considerados
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| Uma captura de tela do gráfico de pouso do Boeing 747-400 (imagem: Boeing) |
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| Um Boeing 747 pousando em uma pista com neve (Foto: Karolis Kavolelis) |
Qual é a distância mais curta registrada?
As pistas podem ser muito mais curtas para outras aeronaves
Como os aviões voam com segurança em ventos fortes?
Durante o inverno, condições climáticas adversas, como ventos fortes, podem causar estragos e criar condições potencialmente perigosas para viagens. Este foi o caso recentemente, quando a tempestade Darragh atingiu grande parte do Reino Unido, afetando aeroportos, estradas e ferrovias, e deixando milhares sem energia. Enquanto isso, o nordeste dos EUA tem se preparado para a chegada de uma tempestade de inverno que abrange quase 2.000 milhas.
Ventos fortes podem causar turbulência
Como o vento afeta uma aeronave?
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Airbus A380 da Etihad Airways partindo do Aeroporto de Londres Heathrow (Foto: Markus Mainka/Shutterstock) |
Novas tecnologias e treinamento para nos manter seguros
Decolagem e pouso com ventos fortes
CRAZY CROSSWIND LANDINGS 💨 at LAX on February 14th, 2023. Captured during the Airline Videos Live broadcast. #airplanes #aviation #airports #planespotting pic.twitter.com/fu6FqtvqBW
— AIRLINE VIDEOS (@airlinevideos) February 15, 2023
E no chão?
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Como funcionam os escorregadores de emergência dos aviões
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
A misteriosa companhia aérea do governo americano: Janet Airlines
Companhia aérea secreta transportaria cerca de 1.500 pessoas diariamente para bases de treinamento nos EUA.
Durante décadas, a área 51 – um complexo militar dos Estados Unidos situado no deserto de Nevada – esteve cercada de segredos. O fato de Washington não confirmar ou desmentir suas existência deu origem a inúmeras teorias de conspiração.
Somente em 2013, graças à liberação de documentos secretos, soube-se – como muitos suspeitavam – que não se tratava de um centro de investigação de extraterrestres, mas, sim, de um campo de provas e treinamento da Força Aérea americana.
Uma situação similar acontece com uma misteriosa companhia aérea que, segundo especialistas em assuntos de inteligência, opera desde os anos 1970 a partir do Aeroporto Internacional McCarran, em Las Vegas. A existência dela não foi confirmada pelas autoridades.
A empresa é conhecida como Janet Airlines e alguns afirmam que ela se dedica a transportar funcionários do governo e prestadores de serviços a diversas instalações militares de Nevada, entre elas a famosa área 51.
Segredo máximo
Seu nome não é uma denominação oficial reconhecida, mas, sim, o apelido dado pelos que a investigam por décadas.
"Janet" corresponderia às siglas em inglês para "Just Another Non Existent Terminal" ("Só mais um terminal não existente") ou "Joint Air Network for Employee Transportation" ("Rede aérea conjunta para transporte de empregados").
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| Área reservada para a Janet Airlines no Aeroporto de Las Vegas (Foto: David Cenciotti) |
É possível vê-los diariamente decolando e pousando no aeroporto internacional de Las Vegas – onde possuem um terminal exclusivo que realiza todas as suas operações.
A Janet tem um código de companhia aérea e números de voo que podem ser rastreados da mesma forma que os aviões comerciais normais. Ele decola e pousa com o tráfego regular de civis levando pessoas para dentro e para fora de Vegas.
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| Um Boeing 737 da Janet Airlines partindo do Aeroporto Internacional McCarran, Las Vegas, em Nevada, com o MGM Grand Las Vegas ao fundo (Foto: Wikimedia Commons) |
Aqueles que investigaram a Janet Airlines dizem que os funcionários da companhia – que também possui uma pequena frota de aviões Beechcraft 1900 – receberiam autorizações altamente secretas de segurança, tanto comissários de bordo como pilotos.
Questionado pela BBC Mundo, o porta-voz da Força Aérea americana, Benjamin Newell, afirmou que, como acontece com todas as atividades relacionadas ao Campo de Provas e Treinamento de Nevada, onde encontra-se a área 51, ele não pode confirmar nem desmentir a existência da Janet Airlines ou de nenhuma companhia aérea com características similares.
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| Localização da Área 51, em Nevada |
O porta-voz da Força Aérea disse que no passado havia "voos contratados" que iam de Las Vegas para o campo de provas de Tonopah, também em Nevada, "embora eles não existam mais".
Newell disse que não podia confirmar nem desmentir que voos similares se dirijam a outras instalações militares, como a área 51.
Testes nucleares
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| Atmosfera de segredo cerca bases aéreas de Nevada, nos Estados Unidos (Foto: AP) |
"De um lado está o aspecto da logística. Grande parte da força dos serviços de inteligência dos Estados Unidos pode ser atribuída ao poder de sua logística. Refiro-me a aqueles que se dedicam ao transporte de pessoal, a tornar as comunicações seguras ou a instalar casas seguras por todo o mundo."
Segundo Fitsanakis, a "Janet Airlines é parte da infraestrutura logística dos serviços de inteligência americanos". No entanto, na opinião dele, a empresa "até agora ela não foi estudada em profundidade".
"Outro aspecto interessante da Janet Airlines é que, pelo que sabemos, ela tem só uma missão, que é o transporte de pessoal do aeroporto de Las Vegas aos campos de provas de Nevada, que estão sob supervisão do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês)".
"Isso é assim porque o DOE está a cargo de qualquer instalação na qual se leve a cabo provas com material nuclear", explica o especialista.
Fitsanakis afirma ainda que o papel do DOE em relação a tarefas de inteligência, "é muito pouco conhecido se comparado a outras agências como a CIA e o FBI".
"O terminal de onde opera a Janet Airlines está sempre cheio e toda essa gente não é só pessoal da Força Aérea. Muitos são cientistas do DOE que são transportados aos campos de provas."
"O DOE trabalha rodeado de segredos, como demonstra o fato de que se saiba tão pouco sobre os campos de prova de Nevada, que desde o início estiveram sob sua supervisão, igual aos programas nucleares".
Atualmente, segundo Fitsanakis, a Janet Airlines provavelmente transporta a esses campos especialistas que trabalham no desmonte dessas armas.
O professor da Coastal Carolina University diz considerar que "é um pouco absurdo que não reconheçam a existência da Janet Airlines porque todo o mundo sabe que ela existe". Ele afirma porém que entende "a necessidade o segredo em relação às atividades logísticas de inteligência e a tudo que esteja relacionado com instalações nucleares".
Segurança
Joerg H. Arnu investiga a área 51 e a Janet Airlines desde os anos 1990. Ele concorda com Fitsanakis ao afirmar que o pouco que se sabe sobre a companhia aérea se deve ao fato de que as autoridades não querem comprometer a segurança dos passageiros que transporta.
"Aqueles que trabalham na área 51 realizam tarefas consideradas secretas e as autoridades não querem que se conheça a existência da Janet Airlines para evitar, por exemplo, que eles sejam seguidos ao sair do aeroporto de Las Vegas", afirma Arnu.
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| Essas imagens lado a lado das instalações da “Área 51” mostram a adição recente de um grande hangar e pista de taxiamento (Imagem: Google Earth) |
Segundo Arnu, dois terços dos cerca de 20 voos diários que saem do terminal se dirigem para a área 51 e um terço para o campo de provas de Tonopah. Eles transportariam diariamente cerca de 1.500 pessoas.
O especialista atribui o pouco que se conhece sobre a Janet Airlines ao fato de que os que trabalham para a companhia ou são transportados por ela têm obrigação de manter silêncio.
"Chegará o dia em que, como aconteceu com a área 51, as autoridades reconhecerão a existência dessa companhia aérea?"
Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
5 dicas de segurança em aeroportos que você deveria seguir
A segurança em aeroportos é uma prioridade das autoridades aeroportuárias, mas os passageiros também devem estar cientes sobre possíveis situações. Você sabia que o risco que você corre de ser vítima de um crime nas primeiras 24 horas de uma viagem ao exterior é grande? Por isso, é muito importante ter o conhecimento sobre dicas de segurança.
1 - Pesquise sobre a segurança do aeroporto
2 - Oculte etiquetas de bagagem
3 - Não use carona compartilhada
4 - Não faça amizade com qualquer um
5 - Pesquise sobre o destino
Por que o Boeing 787 não tem winglets?
As vantagens dos winglets
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| O Boeing 737 MAX series é conhecido por seu impressionante design winglet em 'cimitarra dividida' (Foto: Getty Images) |
Uma alternativa eficaz para o 787
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| As pontas das asas inclinadas do 787, que aumentam sua eficiência, são evidentes desse ângulo (Foto: Getty Images) |
O 787-3 teria winglets
domingo, 18 de janeiro de 2026
Vídeo: Por que os aviões evitam voar sobre o Oceano Pacífico?
Você pode não ter percebido, até porque, provavelmente era apenas um mero passageiro, mas os aviões evitam ao máximo cruzar o maior e mais profundo oceano do mundo: o Oceano Pacífico. O motivo pelo qual as companhias aéreas evitam esse trajeto? A gente explica para vocês neste vídeo.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
O que é um detector de trovoadas?
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| Esquema mostra funcionamento de uma trovoada e como o stormscope detecta sua presença (Imagem: L3 Harris) |
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Piloto explica por que celulares devem estar em “modo avião” na decolagem e durante o voo: “Não é conspiração”
Um piloto ganhou grande engajamento na rede social TikTok ao abordar uma questão comum que muitos passageiros se perguntam: por que colocar os smartphones em “modo avião” antes da decolagem?
@perchpoint The more ya know, yanno? #fyp #aviation ♬ original sound - PerchPoint





























