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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Vídeo: Labace 2026, sucesso continua no Campo de Marte


A Labace 2026 está chegando! E promete ser tão boa quanto a de estréia no Campo de Marte. Além do Porta de Hangar, estarão participando a ‪@aerostoreaviation‬ ‪@BlackhawkMods‬ e a Raisbeck apoiadores do nosso canal, não deixe de conhecer!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

domingo, 14 de junho de 2026

Vídeo: Evento SUN and FUN 2026


Viajar para Sun and Fun é um prazer, primeiro é perto do Brasil, Sun and Fun tem um ótimo astral e lá nos sentimos em casa! Além do que a viagem tem um bom custo! Neste episódio. Neste ano a atração principal foi o gigante avião cargueiro da NASA o Beluga, Super Guppy, os Thunderbirds, também se apresentaram novamente, a última apresentação foi em 2024. Outra estrela rara foi o Super Costellation, um quadrimotor elegante com designer revolucionário para época. Entrevistamos o superstar dos shows aéreos ‪@mikegoulian‬ em uma conversa muita legal!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

sábado, 6 de junho de 2026

Hoje na História: 6 de junho de 1944 - 82 anos do Dia D‎ ㅤO dia que mudou a história da humanidade

Os restos do porto artificial do Dia D, 'Mulberry', na localidade de Arromanches-les-Bains,
na Normandia (França) (Foto: Getty Images)
No dia 6 de junho de 1944, tropas do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá invadiram o litoral da Normandia, no norte da França.

O desembarque foi a primeira etapa da Operação Overlord — a invasão da Europa ocupada pelos nazistas. Seu objetivo era pôr fim à Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Cerca de 156 mil soldados aliados haviam chegado naquela noite à Normandia, apesar do mau tempo e da brutal defesa alemã.

Ao final do chamado Dia D — que completará 80 anos — os aliados conseguiram firmar sua posição na França, dando início à derrota final da Alemanha nazista. A guerra terminaria 11 meses depois.

O que foi o Dia D?



Tropas do Reino Unido, dos Estados Unidos, do Canadá e da França atacaram as forças alemãs no litoral norte da França, em 6 de junho de 1944.

Maior operação militar já realizada, ela marcou o início da campanha para libertar o território noroeste da Europa ocupada pelos nazistas.

O Dia D envolveu o desembarque simultâneo de milhares de tropas em cinco praias na Normandia.

Com mais de um ano de planejamento, o Dia D foi originalmente programado para começar em 5 de junho - que inicialmente foi considerada uma data em que seria possível combinar mar calmo, lua cheia e maré baixa ao amanhecer. No entanto, tempestades levaram a operação a ser adiada em 24 horas.

Dia D é um termo militar para se referir ao primeiro dia de uma operação.

O que aconteceu naquele dia?


Tropas de paraquedistas transportadas por aviões saltaram atrás das linhas inimigas na madrugada, enquanto milhares de navios se reuniam na costa da Normandia para o ataque principal.

Embora esperassem uma invasão, os líderes militares alemães acreditavam que os ataques iniciais eram apenas uma tática para confundir.

Milhares de soldados desembarcaram nas praias da Normandia, dando início à
ofensiva final dos Aliados contra o nazismo
Planos para tentar enganar os alemães foram colocados em prática antes do ataque, o que levou os nazistas a esperarem a principal invasão ao longo da costa.

Tropas britânicas chegaram às praias chamadas de Gold e Sword e forças canadenses, à praia Juno.

Soldados americanos conseguiram chegar à praia Utah, a mais ocidental delas, sem grandes problemas.

Perto da praia Omaha, contudo, os militares dos Estados Unidos sofreram sérias perdas.


Pouco depois da meia-noite, três divisões de militares dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha transportadas por aviões, com mais de 23 mil militares, decolaram para atuar nas áreas do ataque às praias.

No Canal da Mancha, muitas embarcações se reuniram no ponto chamado de Piccadilly Circus.


A partir das 6h30, as primeiras cinco divisões de ataque chegaram às respectivas praias, cobertas por um bombardeio naval.


Durante todo o dia, tropas desembarcaram nas praias e, por volta da meia-noite, os Aliados tinham conquistado aquelas áreas na costa.

Quantas tropas participaram?


Quase 7 mil embarcações foram usadas na operação, transportando um total de 156 mil militares e 10 mil veículos para as cinco praias ao longo do trecho selecionado na costa da Normandia.

Os desembarques não teriam sido possíveis sem o forte apoio das forças aéreas e navais, que eram muito mais fortes que as dos alemães.

No entanto, só no Dia D, 4.400 soldados das forças aliadas morreram e cerca de 9 mil foram feridos ou desapareceram.

O total de baixas do lado dos alemães nesse dia não é conhecido, mas a estimativa varia de 4 mil a 9 mil militares.

Milhares de civis franceses também morreram, principalmente como consequência de bombardeios realizados por forças aliadas.

O que aconteceu depois do Dia D?

Embora ao fim do dia tivessem conquistado áreas na França, as forças aliadas corriam o risco de serem empurradas de volta ao mar pelos alemães.

Para evitar isso, eles tiveram que continuar reforçando suas tropas mais rápido do que os alemães conseguiam reforçar o lado deles.

Avanço das tropas foi lento e resistência alemã foi considerável
Avançar pelas ruas estreitas e em cidades fortemente protegidas na Normandia foi um processo lento, mas as forças aliadas conseguiram superar a considerável resistência, embora a um preço alto.

Quando Paris foi libertada, no fim de agosto de 1944, cerca de 10% dos 2 milhões de soldados aliados que haviam chegado à França estava mortos, feridos ou desaparecidos.

9 coisas que você provavelmente não sabia sobre dia histórico da 2ª Guerra


1. A participação da BBC

Em 1942, a BBC transmitiu uma conclamação em seus programas de rádio pedindo aos ouvintes que enviassem fotografias e cartões-postais do litoral da Europa, da Noruega até os Pireneus, entre a França e a Espanha.

Na verdade, aquela foi uma forma de coletar informações sobre as praias mais adequadas para o desembarque dos aliados. E logo se decidiu que seria na Normandia.

Milhões de fotografias foram enviadas para o Escritório da Guerra do Reino Unido. E, com a ajuda da Resistência Francesa e o reconhecimento aéreo, o comando militar conseguiu analisar quais seriam os melhores locais de desembarque para o Dia D.

2. Exército fantasma

Os aliados se empenharam muito para fazer os alemães acreditarem que a invasão começaria em outra localidade no norte da França — Calais — e não na Normandia.

Para isso, eles simularam uma presença de tropas de infantaria baseadas no Condado inglês de Kent, situado no extremo sudeste do Reino Unido, bem em frente a Calais. Era a chamada Operação Fortaleza.

Para enganar os alemães, foram construídos equipamentos falsos, como tanques infláveis e bonecos com paraquedas.

Os aliados também utilizaram agentes duplos e lançaram informações erradas de forma controlada. Tudo isso levou os alemães a acreditar que os aliados invadiriam a Europa através de Calais e da Noruega.

Os nazistas morderam a isca — tanto que, mesmo depois do Dia D, eles mantiveram muitas das suas melhores tropas na região de Calais, à espera de uma segunda onda de invasão.

3. Soldados de 12 países

Vista aérea do cemitério americano em Colleville-sur-Mer, às margens da praia francesa de
Omaha. Lá, cerca de 4 mil soldados foram mortos ou feridos durante a invasão da Normandia
Em 1944, mais de dois milhões de soldados de mais de 12 países estavam no Reino Unido, preparando-se para a invasão.

No Dia D, as forças aliadas eram formadas principalmente por tropas americanas, britânicas e canadenses.

Mas elas contavam com o apoio por terra, mar e ar de forças de Austrália, Bélgica, Checoslováquia (hoje, dividida em Eslováquia e República Checa), França, Grécia, Holanda, Noruega, Nova Zelândia, Polônia e Rodésia (atual Zimbábue).

4. Noite de lua cheia

Os oficiais que organizaram a operação foram bastante meticulosos a respeito do momento em que deveria ocorrer o desembarque.

Eles escolheram uma noite de lua cheia com maré de primavera. Assim, seria possível desembarcar ao amanhecer, quando a maré estivesse quase na metade do caminho.

Mas, na prática, eram poucos os dias que atendiam a todas essas condições.

A data escolhida foi 5 de junho, mas o desembarque acabou atrasando em 24 horas devido ao mau tempo.

5. Os sapatos de Rommel

A previsão do tempo, de fato, era muito ruim. O próprio comandante alemão destacado na Normandia, Erwin Rommel (1891-1944), tinha tanta certeza de que não haveria invasão naquele dia que voltou para casa, para dar à sua esposa um par de sapatos de presente pelo seu 50º aniversário.


Foi por isso que, quando as primeiras notícias sobre a invasão começaram a chegar, Rommel estava na Alemanha.

Hoje, o navio britânico HMS Belfast é um museu naval aberto à visitação.
Ele está atracado no rio Tâmisa, no centro de Londres
6. Hitler estava dormindo

Quando as forças do Dia D atingiram terra firme, o líder nazista Adolf Hitler (1889-1945) estava dormindo.

Nenhum dos seus generais se atreveu a ordenar o envio de tropas de reforço sem a sua permissão — e ninguém se atreveu a acordá-lo. Com isso, os alemães perderam horas cruciais para defender suas posições na Normandia.

Quando Hitler finalmente acordou, perto das 10 horas da manhã, ele pensou que a Alemanha derrotaria os aliados com facilidade.

7. Omaha sangrenta

Cinco praias foram escolhidas para a operação, com nomes em código.

De leste para oeste, foram elas: Sword, Juno, Gold, Omaha e Utah. E o número de baixas entre as tropas variou enormemente entre cada uma das praias.

Na "Omaha sangrenta", cerca de 4 mil homens foram mortos ou feridos. Uma unidade americana que chegou na primeira onda de soldados perdeu 90% dos seus homens.

Já na praia Gold, o índice de mortos foi muito mais baixo.

A Batalha da Normandia, que se seguiu ao Dia D, foi tão sangrenta quanto as lutas de trincheiras da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

De fato, os números foram levemente superiores a um dia típico da Batalha do Somme, ocorrida em 1916.

No Dia D, o mar estava repleto de navios de apoio ao desembarque das tropas aliadas na Normandia
8. Banheiros destruídos

A vibração das armas disparadas pelo navio britânico HMS Belfast durante o Dia D foi tão poderosa que destruiu os banheiros das acomodações da tripulação.

9. O teste do bar

Depois de receber as ordens sobre a missão altamente secreta de atacar a Bateria de Merville, na França, durante o Dia D, o oficial do exército britânico Terence Otway (1914-2006) precisava ter certeza de que não havia agentes infiltrados entre seus homens, antes do dia 6 de junho de 1944.

Para isso, ele destacou 30 das integrantes mais bonitas da Força Aérea Auxiliar de Mulheres, com roupas civis, para visitar os bares das aldeias próximas do local de treinamento dos soldados.

Otway pediu a elas que fizessem todo o possível para descobrir qual era a missão daqueles homens. Ninguém revelou nenhuma informação.

Com informações da BBC Brasil - Fotos: Getty Images

terça-feira, 2 de junho de 2026

Aconteceu em 2 de junho de 2024: Acidente em Show Aéreo em Beja, Portugal



No domingo, 2 de junho de 2024, um piloto espanhol morreu e outro português ficou ferido após dois aviões Yakovlev Yak-52, de prefixos EC-IASEC-NGZ, do grupo de acrobacias Yakstarscolidirem no ar durante uma apresentação de show aéreo no sul de Portugal, na cidade de Beja.

Um comunicado publicado pela Força Aérea Portuguesa (FAP), que organizou o evento, indicou que o acidente, envolvendo as duas aeronaves, ocorreu às 16h05, durante uma demonstração aérea na periferia da cidade.


O acidente na base aérea de Beja, localizada a cerca de 180 km ao sul de Lisboa, ocorreu enquanto seis aeronaves pertencentes a um grupo acrobático chamado 'Yak Stars' estavam se apresentando.

Um vídeo filmado por um espectador e postado nas redes sociais mostrou uma formação de seis aviões em voo, com um deles subindo, aparentemente tocando um dos outros e depois caindo no chão em uma nuvem de fumaça.

Ainda no comunicado, a FAP prestou condolências à família, amigos e conhecidos dos atingidos na tragédia. Após o acidente, o Beja AirShow, o maior festival aéreo de Portugal, foi cancelado.

O Ministério Público abriu um inquérito para apurar as circunstâncias em que ocorreu o acidente aéreo no festival Beja AirShow, em Portugal, que provocou a morte de um piloto espanhol e deixou outro ferido. Logo após o acidente, o Ministério da Defesa já havia reforçado que seria aberta "uma averiguação" por duas entidades ao "acidente trágico".


O GPIAAF – Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários publicou no dia 10 de outubro de 2025, o relatório final da investigação do acidente com as aeronaves Yakovlev YAK-52, registo EC-IAS e EC-NGZ, ocorrido em Beja, no decorrer do Beja Air Show 2024. Do evento resultaram ferimentos fatais que tragicamente vitimaram o piloto espanhol Manuel “Coco” Rey Cordeiro.

A investigação, realizada em conjunto com a Comissão Central de Investigação da Força Aérea Portuguesa, atendendo ao contexto do evento, identificou lacunas nos procedimentos de treino da patrulha acrobática associadas ao enquadramento regulamentar das atividades de treino acrobático em Portugal.

Após uma análise criteriosa de todos os fatos deste evento, constam no relatório quatro recomendações de segurança à organização da Patrulha Acrobática YAKSTARS, uma recomendação de segurança à Força Aérea Portuguesa, uma recomendação de segurança à Autoridade Aeronáutica Nacional e uma recomendação de segurança à ANAC.

No relatório final do GPIAAF, pode-se ler nas conclusões que “o trabalho realizado, no âmbito da investigação conduzida, surge como causa provável para a colisão aérea, o facto de o piloto da aeronave YAK 04 ter executado a manobra de transição, para sua sequência de manobras a solo, sem ter garantido a separação/clearance em relação aos restantes elementos da formação, devido a perda de Situational Awareness.”, para além de outros fatores contributivos detalhados no referido relatório, que pode ser consultado na integra no site do GPIAAF.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Correio Braziliense, O Globo e ASN

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Réplica de avião de Santos Dumont fica destruída após homenagem na Academia da FAB: ‘Pombo sem asa’

Performance com balão faz parte de projeto que resgata o feito do pai da aviação há 120 anos; ação foi criticada nas redes sociais.


Uma réplica do 14-Bis, lendário avião criado por Santos Dumont, desmontou após ser içada por um balão durante homenagem aos 120 anos do feito histórico do brasileiro em Paris. O incidente aconteceu durante apresentação da Esquadrilha da Fumaça, na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo, no último fim de semana. O paraquedista Luigi Cani estava a bordo do 14-Bis e conseguiu fazer o salto com sucesso, mas, ao ser desacoplada do balão, a réplica caiu ao solo e ficou destruída. Um helicóptero foi mobilizado para recolher a estrutura.

A Força Aérea Brasileira (FAB) disse que foi parceira na homenagem apenas com a cessão do espaço e das aeronaves. Já a réplica do 14-Bis e a performance com o balão foram de responsabilidade de Luigi Cani e sua equipe.

O paraquedista Luigi Cani diz que a destruição da réplica estava prevista e considerou que o voo foi um sucesso. “Não tinha como pousar sem ter impacto. Era só uma réplica e foi a segunda que eu construí e depois destruí. Faz parte do projeto em que estamos trabalhando”, contou ao Estadão.

O site AeroJota, especializado em aviação, divulgou imagens da réplica destruída sendo içada pelo helicóptero. “O 14-Bis, quando foi desacoplado do balão, ele não voou. Despencou como um pombo sem asa”, diz a postagem. Nas redes sociais, várias pessoas criticaram a ação pelo fato de a réplica do 14-Bis ter ficado destruída após a queda no solo.

Momento em que a réplica do 14-Bis é desacoplada do balão, antes de cair ao solo e ficar destruída
(Foto: Reprodução/fab_oficial/Instagram)
O paraquedista Luigi Cani, que produziu um documentário sobre Santos Dumont, construiu a réplica do 14-Bis apresentada no evento. Ele é detentor de 11 recordes mundiais e já participou de outras homenagens ao pai da aviação.

Cani levou cerca de cinco meses para construir a réplica e garantir a licença para pilotá-la. Para reproduzir o voo histórico, Luigi acoplou a réplica a um balão de 25 metros de altura e contou com a parceria da FAB, que acompanhou a homenagem com aviões da Esquadrilha da Fumaça.

Em sua página oficial, a Força Aérea divulgou a celebração feita pelo “renomado paraquedista Luigi Cani, em parceria com a FAB”, considerando o feito “um voo inédito com uma réplica do 14-Bis acoplada a um balão, acompanhado pela Esquadrilha da Fumaça, na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP).” O registro do evento divulgado pela FAB não mostra a queda do aeroplano.

Luigi Cani diz que as imagens pretendem resgatar um feito ímpar na história de Dumont. “As imagens que fizemos lá são lindas. Quebramos sim (a réplica), feita com meu trabalho, com meu dinheiro, e vamos quebrar mais. Produzimos imagens para um documentário que será apresentado em outubro, na comemoração dos 120 anos do voo de Dumont, e certamente vamos fazer e destruir mais duas réplicas até lá. Dumont também construiu e destruiu protótipos antes de chegar ao 14-Bis”, disse.

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Defesa e aguarda retorno.

Selo comemorativo com erros


Essa não é a única polêmica envolvendo homenagens a Alberto Santos Dumont. O lançamento de um selo comemorativo pelos 152 anos de nascimento do inventor causou repercussão negativa por sair com erros históricos.

O selo foi um lançamento da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Ministério de Tecnologia e Inovação (MCTI) e, segundo Lito Souza, especialista em aviação, continha erros que considerou absurdos. “Mudaram o rosto do Santos Dumont. Que raio de avião é esse aí? Fizeram o avião ao contrário, a IA deve ter feito, com a hélice na frente. O 14-Bis tinha hélice atrás e a asa maior era atrás, e não na frente”, apontou em divulgação.

A AEB reconheceu o erro e publicou uma errata. “Na postagem comemorativa pelos 152 anos de Santos Dumont, veiculada em nossas redes no dia 20 de julho, nós utilizamos uma imagem gerada por inteligência artificial. A proposta era prestar uma homenagem visual ao inventor, mas o resultado apresentou inconsistências históricas na representação do 14-Bis, notadamente em sua estrutura e proporções. Desta maneira, reconhecemos o equívoco e pedimos desculpas pelo inconveniente”, diz a agência espacial em sua página oficial no Instagram.

Procurado, o MCTI informou que não comentaria o caso.

O brasileiro Alberto Santos Dumont projetou e construiu o 14-Bis, um biplano apelidado de Oiseau de Proie (Ave de Rapina). Em 23 de outubro de 1906, ele realizou o primeiro voo público de um avião “mais pesado que o ar” no Campo de Bagatelle, em Paris. O voo durou 7 segundos e foi o primeiro documentado e homologado.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Hoje na História: 22 de abril - Antigo comercial da Varig celebrando o Descobrimento do Brasil

22 de abril - Dia da Aviação de Caça


A formação do Oficial Aviador da Força Aérea Brasileira começa na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), onde o cadete recebe diversas instruções durante quatro anos, entre elas as de pilotagem nas aeronaves de treinamento T-25 Universal e T-27 Tucano.

Após a conclusão do curso na AFA, o cadete se torna Aspirante a Oficial e segue para Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN), onde permanece recebendo instruções por um ano. Durante dois meses, o piloto passa pelo Curso de Preparação de Oficiais de Esquadrão (CPROE), realizado no Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE), quando aprende os princípios teóricos para atuar em combate e recebe orientações que o preparam para assumir as responsabilidades como Oficial da FAB.

Em seguida, os futuros caçadores são direcionados para o Esquadrão Joker (2°/5° GAV), também em Parnamirim (RN), para receberem instruções no Curso de Especialização Operacional na Aviação de Caça (CEO-CA). É nesta etapa que eles aprendem a operar o A-29 Super Tucano.

Com a conclusão do CEO-CA, os oficiais se tornam pilotos de combate da FAB e prosseguem para os três Esquadrões operacionais de A-29, localizados em Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS). Nesse período, além de defender o espaço aéreo brasileiro e as fronteiras do País, o caçador recebe instruções importantes de Liderança de Elemento, Esquadrilha e Esquadrão.

Na sequência, o piloto pode ser transferido para os Esquadrões de primeira linha, localizados em Anápolis (GO), Santa Cruz (RJ), Manaus (AM), Santa Maria (RS) e Canoas (RS), onde irão operar as aeronaves F-5M, A-1M e, futuramente, o F-39 Gripen, - uma unidade já chegou ao Brasil em setembro de 2020 e, foi apresentada para a sociedade brasileira no Dia do Aviador, em Brasília (DF), em 23 de outubro de 2020. Também poderão ser movimentados para o Esquadrão Joker ou para a Academia da Força Aérea, assumindo a função de instrutor de voo. A última etapa de progressão operacional ocorre nos Esquadrões de primeira linha da Aviação de Caça, sendo eles:
  • 1° GDA - Esquadrão Jaguar – Anápolis/GO
  • 1° GAVCA - Esquadrão Jambock e Esquadrão Pif-Paf - Santa Cruz/RJ
  • 1°/4° GAV - Esquadrão Pacau - Manaus/AM
  • 1°/10° GAV - Esquadrão Poker - Santa Maria/RS
  • 1°/14° GAV - Esquadrão Pampa - Canoas/RS
  • 3°/10° GAV - Esquadrão Centauro - Santa Maria/RS
A Força Aérea Brasileira (FAB) produziu um vídeo ano passado em homenagem ao Dia da Aviação de Caça, celebrado no dia 22 de abril. A data relembra o esforço e a audácia dos militares do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) que, no auge da Segunda Guerra Mundial, a bordo dos caças P-47 Thunderbolt, cumpriam missões no norte da Itália.

Este vídeo destaca, ainda, a campanha institucional 'FAB 80 Anos – Nossa Jornada Continua Rumo ao Futuro', trazendo imagens da evolução da aviação e dos caças da FAB, com foco especial no F-39 Gripen.


Continue lendo sobre a aviação de caça brasileira clicando AQUI.

Via FAB e Defesanet

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Trenó do Papai Noel poderia voar (com alguns ajustes), diz estudo científico na Inglaterra

O estudo foi inspirado em uma cena do filme “Um Duende em Nova York”, de 2003, em que Noel precisa da ajuda de um motor de avião para fazer seu veículo funcionar.


Com pequenos ajustes, o famoso trenó do Papai Noel poderia voar ao redor do mundo para a entrega dos presentes de Natal, segundo uma nova pesquisa científica feita na Inglaterra.

Segundo os cálculos dos estudantes de física da Universidade de Leicester, o trenó precisaria ter um par de asas e um motor com a potência semelhante à do foguete Saturno V da NASA ou de 150 aviões Boeing 747-400, e teria que se mover a uma velocidade de 5.500 metros por segundo – cerca de 10 vezes a velocidade do som – para conseguir se sustentar no ar.

“Nós concluímos que o motor do veículo do Papai Noel deve ser extremamente potente e que ele e os elfos devem ter acesso a tecnologias super avançadas”, disse Ryan Rowe, um dos autores do estudo.

O estudo foi inspirado em uma cena do filme “Um Duende em Nova York”, de 2003, em que Noel precisa da ajuda de um motor de avião para fazer seu veículo funcionar.


Os resultados foram publicados no Journal of Physics Special Topics, uma publicação onde alunos da universidade podem divulgar seus trabalhos. A ideia é que os estudantes possam treinar o uso de publicações científicas, podendo escrever e revisar pesquisas aplicando os conceitos teóricos a ideias "leves".

Via Época Negócios - Imagem: Getty Images

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Alguns dos melhores anúncios de Natal da aviação


Do comovente ao hilariante, compartilhamos alguns dos melhores anúncios de Natal da aviação, garantindo que você entre no clima festivo.

Air New Zealand, 'A Magical Delivery' (2021)


A Air New Zealand tem sido consistente em produzir seu quinhão de biscoitos de Natal. Mais uma vez, o porta-bandeira de Aotearoa conseguiu entregar os produtos da festa com o seu mais recente anúncio festivo 'Uma entrega mágica'.

O anúncio mostra o Papai Noel dizendo que ele não pode entrar em Aotearoa este ano. Depois de examinar uma lista de kiwis famosos (incluindo um personagem australiano e um fictício), Saint Nick pede a ajuda da transportadora nacional para ajudar a resolver sua “situação de pouca carga” e entregar um monte de presentes para crianças em todo o país.


Agora, poderíamos escrever uma lista inteira dedicada aos anúncios de Natal criativos e espirituosos da Air New Zealand ao longo dos anos, mas queríamos abrir espaço para outras companhias aéreas. As ofertas festivas de 2020 e 2017 da Air New Zealand estão em nossa lista. Mas se você gostaria de assistir a mais clipes de vídeo do Natal passado da operadora (e nós recomendamos completamente um pico em seu catálogo festivo), então recomendamos 'A Very Kiwi Christmas' de 2015 e 'The Nicest Christmas Ever' (também conhecido como . aquele que apresenta um mini-Donald Trump).

Loganair, 'Logie and Lottie' (2021)


O primeiro anúncio de Natal da companhia aérea regional escocesa Loganair é um verdadeiro deleite festivo. Seguindo a história de dois ursos perdidos quando eles se reencontram, a oferta natalina da Loganair lembra um anúncio da John Lewis (a gigante do varejo com sede no Reino Unido conhecida por seus maravilhosos e, às vezes, sentimentais anúncios de Natal).

O anúncio é estrelado pelo capitão Lionel McClean da Loganair e sua esposa Linda, uma treinadora sênior de solo e a bordo, que ajudam a trazer os ursos perdidos, Logie e Lottie, de volta para o Natal.

É certamente um conto comovente, garantido para transformar qualquer Scrooge em um elfo festivo.



E isso não é tudo. Para comemorar a história do reencontro de Logie e Lottie, Loganair está dando a uma família a chance de se reconectar com seus entes queridos neste Natal. Para entrar na competição, acesse o Twitter, Facebook ou Instagram da Loganair (@FlyLoganair), para contar à companhia aérea o que eles esperam de se reunir neste Natal.

Air New Zealand, 'Twas the Flight Before Christmas' (2020)


Em 2020, a equipe da Air New Zealand decidiu usar sua campanha de Natal para destacar o verdadeiro significado do Natal. Com o Papai Noel ao seu lado, o porta-bandeira de Aotearoa surpreendeu 10 crianças Kiwi e seus whānau com um passeio de avião mágico e o presente de voos gratuitos para visitar seus entes queridos em qualquer lugar do país.


O Natal durante o auge da pandemia de COVID-19 em 2020 foi um evento bastante moderado, de modo que a oferta festiva da Air New Zealand e a reação das crianças entusiasmadas e de suas famílias foram ainda mais comoventes. Um verdadeiro mimo festivo!

Ryanair, 'A Very Ryanair Christmas' (2018)


Considerado como 'orçamento conforme suas tarifas' por vários meios de comunicação, o anúncio de 2018 da Ryanair, que foi feito internamente, foi uma campanha pan-europeia extremamente engraçada.


O anúncio de um minuto, chamado 'A Very Ryanair Christmas', mostra duas crianças correndo animadas escada abaixo para abrir seus presentes de Natal. Os presentes acabaram sendo vouchers da Ryanair. Embora não sejam exatamente os presentes tradicionais que estamos acostumados a encontrar debaixo da árvore de Natal, eles parecem cair bem nas crianças.

Anúncio de TV de Natal do Aeroporto Heathrow (2017)


Em 2017, o aeroporto de Heathrow produziu o que foi provavelmente uma de suas campanhas de marketing mais populares. Embora não tenha sido a primeira aparição do Sr. e da Sra. Bear, certamente foi o anúncio que atraiu mais atenção - e conseguiu tocar o coração de uma nação já obcecada com a batalha anual para garantir o título de Melhor Anúncio de Natal.

Os fãs até recorreram às redes sociais para afirmar que o anúncio os havia levado às lágrimas.

O Sr. e a Sra. Bear foram apresentados pela primeira vez em 2016, quando os dois ursos idosos estavam viajando pelo aeroporto para se reunirem com suas famílias durante a época festiva. Em 2018, os ursos voltaram para uma terceira parcela festiva, que mostra o casal peludo, presumivelmente aposentado e agora morando no exterior, fazendo videochamadas para a família, antes de embarcar em um voo para surpreender seus entes queridos no Reino Unido.

Mas voltando ao anúncio de 2017! Aqui, descobrimos como o Sr. e a Sra. Bear se conheceram. Somos levados de volta a 1967, quando o casal se conheceu em um avião onde o Sr. Bear estava viajando a negócios e a Sra. Bear (antes de se casar) era uma aeromoça. O Sr. Bear deixa o chapéu e a jaqueta no avião e a aeromoça os traz para ele antes que ele saia da pista de ônibus.


O que se segue é uma montagem gloriosamente sentimental de momentos significativos no relacionamento do casal, incluindo um relacionamento à distância e empregos que viajam para o exterior. A maior parte do anúncio acontece no saguão de desembarque em Heathrow e retrata a família em crescimento e mudança dos ursos ao longo dos anos (observe os adoráveis ​​ursinhos bebês).

Como todas as boas histórias de amor, há algumas reviravoltas (não mais do que alguns minutos particularmente de partir o coração no final do anúncio), mas, no geral, Heathrow conseguiu criar um anúncio de Natal maravilhoso.

Air New Zealand, 'A Very Merry Mistake' (2017)


A oferta de 2017 da Air New Zealand (acompanhada pela hashtag extremamente inteligente #mirrychrismus) é um verdadeiro deleite cômico.

O sotaque Kiwi, onde as vogais muitas vezes podem soar confusas, pode ser confuso para o resto do mundo decifrar. Portanto, não é de se admirar que o Pai Natal também tenha dificuldade para receber pedidos de presentes de crianças Kiwi.


Observamos um Papai Noel perplexo tentando processar os pedidos vindos da Nova Zelândia e transmitindo-os a um time de elfos cada vez mais frustrado. A oficina do Papai Noel está ocupada criando um 'plano de ouvido' 'um livro de caminhões mágicos' e até mesmo uma 'bola de biscoito', antes de finalmente parar com a farsa de fazer presentes. Felizmente, os ajudantes do Papai Noel sabem exatamente para quem ligar e, como num passe de mágica, uma equipe da Air New Zealand chega para traduzir os pedidos e salvar o Natal.

Surpresa de Natal da WestJet (Legendado Português)



A empresa aérea Canadense WestJet  faz uma linda propaganda de natal que surpreendeu seus clientes. Esta empresa que é uma empresa de baixo custo (low cost) que oferece voos regulares e serviço de fretamento a 71 destinos no Canadá, Estados Unidos, México e Caribe.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu (com Aerotime Hub)

Como você rastreia o Papai Noel na véspera de Natal?



O Papai Noel está prestes a sair para entregar presentes a todos que evitaram a lista de travessuras deste ano. As crianças vasculharão os céus noturnos, na esperança de ter um vislumbre do trenó movido a renas.

Para ajudá-los em sua busca, o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) usará alguns de seus recursos para rastrear o Papai Noel na véspera de Natal. A organização assumiu essa função especial em 1955.

Segundo a lenda, uma criança estava tentando entrar em contato com a linha direta do Papai Noel, criada pela rede de lojas de departamentos Sears, discou o número incorretamente e ligou para o coronel Harry Shoup (foto ao lado), de plantão naquela noite no Comando de Defesa Aérea Continental (CONAD). Predecessor do NORAD, o CONAD foi fundado em 1954 durante a Guerra Fria, com a tarefa de monitorar continuamente o espaço aéreo dos Estados Unidos para qualquer ataque aéreo ou espacial. Shoup, que ficou conhecido como Coronel do Papai Noel, viu uma oportunidade de trazer reconhecimento público à sua missão durante todo o ano.

Pouco antes do Natal de 1955, um comunicado de imprensa foi enviado à Associated Press, declarando: “O CONAD, o Exército, a Marinha e as Forças Aéreas da Marinha continuarão a rastrear e proteger o Papai Noel e seu trenó em sua viagem de ida e volta para os EUA contra um possível ataque de aqueles que não acreditam no Natal. ”

A partir desse momento, foi criada uma linha direta especial para as crianças ansiosas por saber se a entrega do presente está a correr bem. Em 1958, quando o NORAD assumiu como uma organização binacional encarregada de defender os Estados Unidos e o Canadá, ele herdou o dever sazonal agora chamado de “NORAD rastreia o Papai Noel”.

Os anos se passaram e as inovações tornaram o Papai Noel cada vez mais rastreável, superando algumas das propriedades furtivas de seu trenó. De acordo com o NORAD, os satélites de defesa equipados com sensores infravermelhos são capazes de rastrear a assinatura de calor do nariz de Rudolf com extrema precisão. Para garantir que o Papai Noel tenha sucesso na distribuição de seus presentes às crianças norte-americanas, o NORAD convoca dois caças F/A-18 para lhe fornecer uma escolta.


Da recém-renomeada Base da Força Espacial Peterson, no Colorado, a linha direta está em operação há 67 anos. No entanto, como no ano passado, o NORAD alertou que, devido às circunstâncias excepcionais da pandemia COVID, o número de operadoras de telefonia será reduzido e os chamadores poderão ouvir uma mensagem gravada. Alternativamente, crianças - e adultos - podem acessar um site especial com uma contagem regressiva para a jornada do Sr. Noel. E na grande noite, o site apresentará um mapa interativo mostrando o paradeiro do Papai Noel ao vivo.

Como alternativa, o Google oferece seu próprio Siga o Papai Noel, embora, inexplicavelmente, suas leituras possam ser diferentes.

Outra opção é o Rastreador do Papai Noel do Flightradar24.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu da Silva - Com Aerotime

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Vídeo: NBAA 2025 - Considerada a maior feira da aviação executiva do mundo


A NBAA 2025 é considerada a maior feira da aviação executiva do mundo. É realizada no Las Vegas Convention Center e no aeroporto Henderson Executive Airport onde está a exposição estática. Este ano estava visivelmente menor, poucas empresas colocaram suas aeronaves em exposição. Curta agora nossa viagem!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Vídeo: O Avião do futuro! 777x


No vídeo de hoje acompanhe Lito Sousa em sua viagem para o Dubai AirShow, um dos maiores eventos de aviação comercial do mundo. Durante o evento o 777X fez um show aéreo incrível para o público presente.



quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Quanto custa chegar de helicóptero ao GP Brasil de F-1? Como é o voo?


Chegar ao Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 está marcado para acontecer nos próximos dias 7 a 9 de novembro no autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. Além das formas tradicionais de chegar ao evento, seja com operação combinada entre trem e ônibus circular ou de automóvel, também é possível chegar pelo ar.

Seja comprando assento, fretando um helicóptero ou chegando em aeronave própria, os fãs do esporte terão uma estrutura especial para assistir ao evento.

Quanto custa?


Os voos compartilhados são realizados diretamente entre a região da avenida Faria Lima, na capital paulista e o autódromo. Cada assento custa R$ 4.100 e o trajeto tem duração de 10 minutos.

Para quem prefere exclusividade, é possível fretar um helicóptero inteiro a partir de R$ 24.150, podendo partir de onde os passageiros desejarem desde que haja a viabilidade operacional para realizar o trajeto. Entre os modelos disponibilizados para o evento estão o Airbus H135 (cinco passageiros) e H155 (oito passageiros).

Se o passageiro tiver um helicóptero à sua disposição (seja próprio ou fretado), pode pagar uma taxa de pouso de R$ 14.950. Nesse serviço estão incluídos um pouso de embarque e outro de desembarque, além do traslado de ida e volta entre o heliponto e o autódromo.

Quem opera?


A operação é realizada pela Revo, uma plataforma digital de agendamento de voos de helicóptero, que completou dois anos de operação no Brasil em agosto de 2025. A empresa pertence grupo português OHI (Omni Helicopters International), um dos principais operadores de voos offshore para a indústria de óleo e gás em pleno mar no Brasil.

A empresa oferece diversas rotas em horários preestabelecidos, além de permitir a contratação de um voo à parte. Uma das bases é um heliponto na região da avenida Faria Lima, na capital paulista, que tem entre os destinos o aeroporto de Guarulhos e o bairro de Alphaville, em Santana de Parnaíba (SP).

Um heliponto no bairro Cidade Jardim, também em São Paulo, conecta a região à Fazenda Boa Vista, condomínio de luxo na cidade de Porto Feliz (SP). Hoje, a empresa realiza 105 operações semanais.

Ainda são disponibilizados voos sazonais, como os que ligam a capital ao litoral paulista no verão.

Veja as principais rotas da empresa:
  • São Paulo e o aeroporto de Guarulhos;
  • São Paulo e a Fazenda Boa Vista;
  • São Paulo e Alphaville;
  • Alphaville e o aeroporto de Guarulhos.
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL) - Imagem: Divulgação

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

23 de Outubro: Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira


A data celebra os profissionais que pilotam aviões, sejam eles comerciais, de transporte ou privados. As pessoas que, assim como Santos Dumont, o "pai da aviação", se arriscam nos céus e levam os passageiros aos seus destinos em uma das invenções mais maravilhosas do século XX.

Origem do Dia do Aviador

No dia 23 de Outubro de 1906, o brasileiro Alberto Santos Dumont, torna-se o primeiro ser humano a voar! A bordo do 14-Bis, sua criação, Dumont faz um voo no Campo Bagatelle, na França, que ficaria registrado como o inicio de uma grande revolução nos meios de transporte na Terra: o avião.

A Lei nº 218, de 4 de Julho de 1936, decreta o dia 23 de Outubro como Dia do Aviador no Brasil, em homenagem ao primeiro voo feito na história e graças a um brasileiro!

O Decreto de Lei nº 11.262, publicado no Diário Oficial da União, decretou que 2006 seria o Ano Nacional Santos Dumont, o Pai da Aviação (em homenagem ao centenário do primeiro voo de Dumont).

No dia 23 de Outubro também se comemora o Dia da Força Aérea Brasileira.

Homenagem ao Dia do Aviador

"Existe piloto que não é aviador.

Existe médico que não é doutor.

Existe gente que não gosta de avião.

Mas qualquer um pode ter essa paixão.

Aviador, é quem ama a aviação.

Aviação é paixão"

Fonte: Portal FAB

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Paris Air Show: os altos e baixos inesquecíveis de seus 116 anos de história

(Foto: Mathieu Marquer/Creative Commons)
Um dos eventos de aviação mais celebrados do mundo aconteceu no Salão Internacional do Ar de Paris entre 16 a 22 de junho de 2025, reunindo partes interessadas do setor e entusiastas de aeronaves durante sete dias de eventos e exibições focados em voos.

Conhecido localmente como Salon International de l'Aéronautique et de l'Espace, o espetáculo reverenciado foi a 55ª edição do show aéreo, que acontece a cada dois anos.

Distribuídos em 70 hectares no Aeroporto Paris-Le Bourget (LBG), mais de 300.000 visitantes pisaram no solo sagrado com 2.500 expositores de 48 países prontos para receber os convidados do show aéreo.

Representantes dos setores de aviação civil, defesa e espacial estiveram presentes com empresas interessadas em mostrar suas últimas inovações e tecnologias de ponta.

Entre os destaques do Paris Air Show deste ano estava o Space Lab, onde instituições, PMEs e startups se reuniram, e a exposição Air Lab, onde os visitantes puderam participar de uma experiência imersiva.

Paris Air Show (Imagem: AeroTime)
Os visitantes também foram incentivados a visitar o Museu Nacional do Ar e do Espaço da França.

A importância do Paris Air Show (e de seus contemporâneos em Dubai e Farnborough) para a indústria da aviação não pode ser subestimada. São momentos em que novos tipos de aeronaves são revelados ao mundo pela primeira vez e contratos bilionários são finalmente assinados.

Aqui vão alguns momentos do Paris Air Shows anteriores que se destacaram desde sua criação em 1909.

1909 – Inauguração do Paris Air Show no Grand Palais


Ironicamente, a jornada do Paris Air Show começou no Salão do Automóvel de Paris em 1908, como um pequeno segmento adicional aos carros em exibição.

No entanto, em 1909, com Louis Blériot se tornando a primeira pessoa a cruzar o Canal da Mancha em um avião, finalmente chegou a hora da aviação brilhar.

O primeiro evento oficial e independente foi realizado no Grand Palais, em Paris, entre 25 de setembro e 17 de outubro de 1909, com a presença estimada de mais de 100.000 visitantes.

Enquanto o Grand Palais viu a primeira exposição interna, o primeiro show aéreo, conhecido como Grande Semaine d'Aviation de la Champagne, foi realizado apenas um mês antes em Reims.


Entre as aeronaves na abertura do Paris Air Show estavam o Blériot XI, o Voisin Biplane, o Antoinette IV e o Wright Flyer.

O evento, criado para apresentar principalmente a tecnologia de aviação e aeronaves francesas, foi um sucesso retumbante e deu início ao Paris Air Show, que se tornaria o maior do mundo.

1949 – O primeiro Salão Aéreo de Paris após a Segunda Guerra Mundial


O Paris Air Show de 1949 foi um momento seminal, pois foi o primeiro evento realizado desde a Segunda Guerra Mundial, quando a exposição foi interrompida em 1938.

Embora o Grand Palais continuasse sendo o foco principal em 1949, decidiu-se que as demonstrações de voo seriam realizadas no Aeroporto Paris-Le Bourget (LBG). Todo o show aéreo seria transferido para o aeroporto em 1953.

Fabricantes internacionais de aeronaves dos EUA, Reino Unido e Rússia Soviética também se juntaram ao espetáculo, enquanto os países olhavam para o futuro após anos de conflito.

Caças a jato, incluindo o de Havilland DH100 Vampire, o Gloster Meteor e o Dassault Oregan, foram destaque e impressionaram os visitantes com suas capacidades futurísticas.

Foi também o ano em que foi decidido que o Paris Air Show seria realizado bienalmente, um padrão agora familiar no calendário da indústria da aviação.

1967 – Concorde revelado a milhares de pessoas


O Concorde 001 em 1968
Em um dos maiores momentos da história do Paris Air Show, o Concorde fez sua estreia pública em junho de 1969, diante de um público de 250.000 pessoas.

O protótipo francês Concorde 001 foi o primeiro a aparecer diante do público e depois foi acompanhado pelo protótipo britânico Concorde 002, que sobrevoou o Reino Unido para a ocasião.

Imagens de arquivo da cena incrível mostraram o Concorde 001 francês pousando momentaneamente antes de acelerar e decolar novamente.

Ambas as aeronaves apareceram no céu juntas, mas enquanto o Concorde 001 finalmente pousou, o Concorde 002 acelerou de volta para o Reino Unido.

Embora a atenção da mídia estivesse em alta, ainda levaria sete anos para que o Concorde entrasse em serviço em 1976.


O icônico Boeing 747-100, conhecido como Cidade de Everett e registrado N7470, também fez sua primeira aparição no Paris Air Show em 1969.

O Boeing 747, que ainda estava em fase de testes de desenvolvimento, voou de Seattle e provavelmente causou mais rebuliço entre as multidões do que os dois Concordes.

Para não ficar para trás, a NASA também exibiu o módulo Apollo 8 no show aéreo de 1969, apenas um mês antes da Apollo 11 pousar na Lua.

A Apollo 8 foi a primeira nave espacial tripulada a entrar na órbita lunar, contornar a Lua e depois retornar à Terra.

1973 – O Tu-144 soviético cai durante um voo de demonstração


Tupolev 144 no Salon du Bourget 1973 (Imagem: PL Thill / Creative Commons)
O Paris Air Show encanta multidões há mais de 100 anos, mas em 1973 o evento se transformou em tragédia quando um Tupolev Tu-144 soviético caiu, matando todos os seis tripulantes e oito pessoas em terra.

O Tu-144 era o avião supersônico de passageiros da União Soviética e, em meio à Guerra Fria, havia uma rivalidade intensa com o Concorde.

Em 3 de junho de 1973, após a exibição do Concorde, o Tu-144 alçou voo, pilotado por Mikhail Kozlov, que estava ansioso para mostrar ao mundo as capacidades da aeronave.


Após uma passagem baixa sobre a pista de Paris, Kozlov ligou os quatro motores da aeronave e iniciou uma subida íngreme.

Segundo relatos, a cerca de 4.000 pés o jato supersônico mergulhou, mas o piloto não conseguiu sair e, devido à tensão, a asa esquerda se separou e houve uma explosão.

Teorias sobre a causa do acidente têm sido discutidas desde o incidente. Uma investigação conjunta da França e da União Soviética não ofereceu explicações concretas.

1983 – Visita do Ônibus Espacial Enterprise


Ônibus Espacial Enterprise no Paris Air Show
A estrela do Paris Air Show em junho de 1983 foi o Ônibus Espacial Enterprise da NASA, que chegou à França a bordo de um Boeing 747 Shuttle Carrier modificado.

O Enterprise, montado na parte traseira do Boeing 747, elevava-se acima de todas as outras aeronaves em exposição e até participou de voos de demonstração (ainda acoplado ao 747).


De acordo com um artigo da UPI escrito na época, o Ônibus Espacial Enterprise estava em turnê pela Europa com a NASA na esperança de angariar negócios para sua missão de lançamento de satélites.

Apresentado pela primeira vez em 17 de setembro de 1976, o Ônibus Espacial Enterprise da NASA foi projetado para realizar testes para preparar suas naves irmãs para voos orbitais.

2005 – Introdução do Airbus A380


Airbus A380 no Salão Aéreo de Paris (Foto: rdesoras / flickr / Creative Commons)
Em 2005, a maior aeronave comercial já construída fez sua estreia pública no 46º Paris Air Show, com milhares de pessoas chegando para ver o novo jato de dois andares.

O Airbus A380, registrado F-WWOW, havia completado seu voo inaugural apenas dois meses antes, após o desenvolvimento do avião ter sido anunciado pela primeira vez em 1990.

No show aéreo, mais de uma dúzia de aeronaves fizeram sua estreia, incluindo o Dassault 7X e o Embraer EMB-195, mas o A380 ofuscou todos eles (literalmente).

Milhares de pessoas assistiram enquanto o A380, que desafiava a gravidade, saía da pista para fazer uma demonstração de voo para milhares de espectadores ansiosos.

Dois anos depois, a extraordinária aeronave fez seu primeiro voo de passageiros, mas em 2021, 16 anos depois de impressionar multidões em Paris, a produção do Airbus A380 chegou ao fim prematuramente.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu com informações de Aerotime