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terça-feira, 16 de junho de 2026

Vídeo mostra momento em que avião militar sai da pista, capota e explode em bola de fogo na Índia

Imagens registraram acidente com aeronave da Força Aérea Indiana que deixou cinco mortos durante operação de rotina no estado de Assam.


Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que um avião de transporte da Força Aérea Indiana perde o controle durante o pouso, sai da pista, capota e explode em uma enorme bola de fogo no estado de Assam, no nordeste da Índia. O acidente matou cinco militares que estavam a bordo da aeronave no último sábado.


As imagens, registradas por câmeras de segurança da base aérea de Jorhat, mostram o Antonov An-32RE, número de cauda KA2678, da Força Aérea da Índia (IAF), tocando o solo aparentemente sem problemas. Poucos segundos depois, no entanto, a aeronave desvia para a esquerda, atravessa a área gramada ao lado da pista, tomba e é tomada por chamas após uma explosão.

O acidente ocorreu durante uma missão de rotina pela manhã. Segundo a Força Aérea Indiana, os cinco ocupantes morreram. As autoridades abriram uma investigação para apurar as causas da tragédia. 


De acordo com informações divulgadas pelas autoridades militares, a aeronave envolvida era um Antonov An-32, modelo de transporte tático amplamente utilizado pela Índia em operações logísticas e missões em regiões de difícil acesso. O avião caiu nas proximidades da Base Aérea de Jorhat, em Assam.


As vítimas foram identificadas como o líder de esquadrão Prashant Singh, o tenente de voo Shubham Kumar, o sargento Jitendra Sharma e os militares Khemaram Kumawat e Danish Alam. O Ministério da Defesa da Índia prestou homenagens aos mortos e manifestou solidariedade às famílias.

Avião explodiu em bola de fogo após colisão na Índia (Foto: Reprodução | Redes Sociais)
Após o acidente, a Força Aérea Indiana determinou a abertura de uma comissão de inquérito para investigar o que provocou a saída da pista e a posterior explosão da aeronave. Até o momento, as autoridades não divulgaram suspeitas sobre as causas da ocorrência e pediram que a população evite especulações enquanto a apuração estiver em andamento.

Via O Globo e ASN

Avião militar americano B-52 cai após decolagem na Base Aérea Edwards, na Califórnia; 8 morrem

Coluna de fumaça na base militar chamou a atenção de pessoas que passavam pela região nesta segunda. Aeronave carregava oito militares, e indicações iniciais são de que não há sobreviventes, diz Força Aérea dos EUA.

Coluna de fumaça é vista na Base Aérea Edwards, na Califórnia, em 15 de junho de 2026
(Foto: Reprodução/Redes sociais)
O avião militar Boeing B-52H Stratofortress, número de cauda 60-0061, da Força Aérea dos EUA (USAF), sofreu um acidente logo após a decolagem nesta segunda-feira (15) na Base Aérea Edwards, uma base militar dos EUA cerca de 150 km ao norte de Los Angeles, na Califórnia.


A aeronave carregava oito pessoas, e nenhuma delas sobreviveu, informou a Força Aérea dos EUA. Na noite de segunda-feira, a Boeing confirmou que dois de seus funcionários estavam a bordo.

"Um B-52 Stratofortress da Força Aérea, com oito pessoas a bordo em uma missão de teste de rotina, caiu hoje pouco após a decolagem, às 15h20 (no horário de Brasília). As indicações iniciais são de que o acidente não teve sobreviventes. Equipes de emergência estão no local, e autoridades trabalham para localizar e identificar todo o pessoal envolvido", afirmou a Base Aérea Edwards em comunicado.


Uma grande coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância, chamando a atenção de quem passava pelo local. Imagens dos destroços não mostram nenhuma grande parte da aeronave, indicando grande dissipação de energia.

O B-52 é uma aeronave de grande porte, com 8 motores, que costuma ser operada por uma equipe de 5 tripulantes. Leia mais abaixo.


Mais cedo, a base Edwards informou que a aeronave havia caído pouco após decolar, e que equipes de emergência responderam imediatamente ao acidente.

Pouco antes das 13h (17h em Brasília), o aeródromo foi fechado e todos os pousos previstos foram redistribuídos para outros locais. Enquanto isso, todos os ingressos de visitantes não comerciais para a base foram suspensos "para permitir que a instalação se concentrasse inteiramente em operações de resposta a emergências", disseram as autoridades em um comunicado.

Imagem da emissora americana KABC mostra local da queda de B-52 Stratofortress
 na Base Aérea Andrews, na Califórnia, em 15 de junho de 2026 (Foto: KABC via AP)

Bombardeiro com capacidade nuclear


O B-52 é considerado uma das armas mais “mortais” das forças americanas.

Avião bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Boeing)
A aeronave é um modelo fabricado pela Boeing que transporta armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A produção começou na década de 1950, e o bombardeiro segue como a “espinha dorsal” da Força Aérea americana.

Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

O modelo tem diferentes variantes. A versão “H”, por exemplo, pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro. No geral, o B-52 pode transportar até 32 toneladas de armamento, entre bombas, minas e mísseis.

O bombardeiro têm oito motores e podem voar a até 15 mil metros de altitude, o que coloca a aeronave acima da maior parte do campo de batalha. Essa capacidade, combinada com ataques de alta precisão, amplia o apoio aéreo em ofensivas.

Veja ficha técnica do bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos (Foto: Equipe de arte/g1)
Via g1 e ASN

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O incrível erro que levou Pepsi a enfrentar universitário por avião militar

A Pepsi-Cola e a Coca-Cola sempre competiram por mercado
O ano era 1995. A "guerra das colas", iniciada na década de 1970, seguia a todo vapor.

Na verdade, a acirrada rivalidade entre a Coca-Cola e a Pepsi-Cola havia começado no exato momento em que a Pepsi Cola Company foi fundada, em 1902, dez anos depois da Coca-Cola Company.

Enquanto a Coca-Cola dominava, a Pepsi reduzia os preços e usava outros artifícios para ganhar mercado.

Até que, em 1975, ela lançou o que chamou de "Pepsi Challenge", voltado diretamente à concorrente, declarando essa guerra de marketing.

Duas décadas e muitos comerciais depois, ela investiu na campanha promocional "Pepsi Stuff", cujo slogan era: "Beba Pepsi e ganhe coisas".

Se os consumidores guardassem os rótulos de Pepsi, acumulavam pontos que poderiam ser trocados por mercadorias, como camisetas, bonés, jaquetas jeans e de couro, bolsas e mountain bikes.

Esta foi a estratégia mais bem-sucedida na disputa entre os dois refrigerantes.

Mas surgiu uma pedra no caminho da Pepsi que, por pouco, não se tornou um enorme obstáculo.

O avião


As lojas divulgavam a promoção em pontos de venda com fotos da supermodelo Cindy Crawford. Mas os catálogos em si eram pouco atraentes, particularmente para a chamada "Geração Pepsi", que eles queriam conquistar.

Para aumentar seu impacto, a campanha precisava ser reforçada no grande campo de batalha da publicidade — as telas de cinema e televisão.

Os profissionais de criação idealizaram então um comercial mostrando um menino se arrumando para ir à escola.

Conforme ele vestia alguns dos itens oferecidos pela companhia, aparecia a quantidade de pontos necessários para adquiri-los: "camiseta, 75 pontos Pepsi"; "jaqueta, 1.450 pontos Pepsi".

"Agora, quanto mais Pepsi você beber, mais coisas geniais você vai ganhar", dizia o narrador.

Quando estava pronto, o menino saía de casa e subia em um avião de combate para ir à escola. Na tela, surgiam os dizeres:

"Avião de combate Harrier, 7.000.000 pontos Pepsi", seguidos pelo slogan da campanha.


Em nenhum momento no comercial, originalmente lançado nos Estados Unidos, apareceram aquelas legendas em letras minúsculas que sempre nos recomendam ler. No caso, deveriam ter indicado que este último item não estava incluído na promoção.

Questão matemática


É claro que ninguém na empresa pegou lápis e papel para fazer as contas antes de determinar o preço do avião de combate em pontos Pepsi. Afinal, quando se trata de grandes números, tudo o que vem depois de um certo ponto indica apenas que o número é grande demais.

Neste caso, o número 7 milhões atendia a este propósito, especialmente considerando o quanto era difícil obter os pontos necessários para qualquer mercadoria.

Cada garrafa de refrigerante equivalia a apenas um ponto. No caso das latas, a situação era pior: um pack de 24 latas, por exemplo, valia quatro pontos.

Ou seja, era preciso tomar muita Pepsi para ganhar a camiseta do comercial... e a quantidade para resgatar o avião era absurda.

Na verdade, os responsáveis pelo comercial nunca pararam para pensar na quantidade. Para eles, era apenas um truque para chamar a atenção dos espectadores.

Até que alguém fez as contas. E, mais do que isso, conseguiu os pontos necessários para ganhar o avião.

Anúncio premiado da Pepsi em 1991, com a supermodelo Cindy Crawford

John Leonard


John Leonard era estudante universitário. Ele estava sempre em busca de oportunidades para ganhar dinheiro e, assim, financiar suas aventuras — particularmente, sua paixão pelo alpinismo.

Ele tinha 20 anos e uma longa lista de trabalhos que havia feito desde pequeno com este objetivo.

Um dia, ele ouviu falar de um comercial que oferecia a possibilidade de ganhar um avião. Ao assistir, reparou que não havia um aviso legal de isenção de responsabilidade — e decidiu fazer o dever de casa que a Pepsi não havia feito.

Ele somou e multiplicou, para saber quantos refrigerantes ele precisaria comprar para ganhar o avião de combate. Depois, calculou o valor que precisaria gastar para armazenar milhões de garrafas e retirar os rótulos. E concluiu que, embora os números fossem altos, a oferta era, na verdade, uma pechincha.

Custaria a ele cerca de US$ 4 milhões para adquirir um avião com valor aproximado de US$ 23 milhões.

Leonard apresentou seu plano ao milionário Todd Hoffman, com quem havia feito amizade durante uma viagem em que trabalhou como guia de alpinismo.

Hoffman, vários anos mais velho do que ele e muito mais experiente, fez as perguntas necessárias para determinar a viabilidade do plano.

Até que uma dessas perguntas fez o plano ruir: o que aconteceria se a promoção terminasse quando estivessem a ponto de reunir todos os rótulos? O que fariam com milhões de garrafas de refrigerante sem rótulo?

John Leonard (à esquerda) e Todd Hoffman (à direita) são amigos até hoje

Pingue-pongue


Decepcionado, Leonard se deu por vencido. Mas, um dia, folheando o catálogo da Pepsi, encontrou outro caminho.

A Pepsi oferecia a venda dos pontos em dinheiro — por US$ 0,10 cada, o que significava que os sete milhões de pontos necessários para resgatar o avião custariam US$ 700 mil.

Hoffman fez o cheque, e eles enviaram para a Pepsi. Ali começou o que mais parecia uma partida de pingue-pongue em câmera lenta.

A primeira resposta da Pepsi foi na linha "Que engraçado! Aqui está seu cheque e alguns cupons de brinde".

Leonard e Hoffman responderam da seguinte forma: "Se não recebermos as instruções de transferência em até 10 dias úteis a partir da data desta carta, não teremos escolha a não ser iniciar um processo judicial contra a Pepsi."

Mas a empresa se adiantou, apresentando uma petição em Nova York, garantindo que um eventual processo legal ocorreria em um local conhecido por favorecer as empresas.

Com a petição, a Pepsi tentava obter "uma declaração judicial que determinasse que ela não tinha a obrigação de fornecer um jato Harrier ao solicitante", segundo consta no parecer final.

O caso gerou um frenesi na imprensa, que inicialmente retratava Leonard como Davi lutando contra Golias (a Pepsi). Mas, com o tempo, Leonard acabou sendo rotulado de oportunista, como alguém que quis se aproveitar da pobre multinacional dos refrigerantes.

A disputa judicial se estendeu por anos

Leonard x PepsiCo


Ao longo do processo, Leonard chegou a recusar um acordo oferecido pela fabricante de refrigerantes.

Como Leonard e Hoffman também deram entrada em uma ação no Estado da Flórida, as faculdades de direito americanas ensinam o caso até hoje como "Leonard x PepsiCo" — e não o inverso.

Em certo momento, a disputa recebeu o apoio do advogado Michael Avenatti que, anos depois, ficaria famoso defendendo a atriz pornô Stormy Daniels em sua batalha judicial contra Donald Trump. Em 2022, Avenatti foi condenado por enganar quatro dos seus clientes, incluindo a própria Daniels.

Mas quando Avenatti propôs ameaçar a Pepsi usando um caso anterior em que a companhia não honrou a promessa de um prêmio milionário a seus consumidores nas Filipinas, alegando um erro de informática, Hoffman se recusou porque pareceu a ele que a estratégia seria uma chantagem.

O julgamento ocorreu, finalmente, em 1999, na jurisdição de preferência da Pepsi: Nova York.

Michael Avenatti e Stormy Daniels em 2018

O julgamento


Para Leonard e Hoffman, a possibilidade de ganhar a disputa contra o exército de advogados da Pepsi, suas seguradoras e a agência de publicidade era remota. Mas eles teriam mais chance se a decisão fosse tomada por um júri formado por pessoas comuns.

Infelizmente para eles, a juíza Kimba Wood descartou a possibilidade de fazer um julgamento com júri. E decidiu por um julgamento sumário.

Outra possibilidade que poderia ter sido vantajosa para Leonard eram os depoimentos — em que cada uma das partes faz perguntas à outra parte ou a testemunhas sob juramento.

Leonard havia descoberto que o mesmo comercial havia sido lançado no Canadá, mas incluindo as fundamentais letras minúsculas abaixo da expressão "jato de combate Harrier: 7.000.000 pontos Pepsi".

Além disso, a Pepsi já havia alterado o comercial, acrescentando zeros — eram agora 700 milhões de pontos pelo avião – e incluindo uma legenda dizendo "é brincadeira". As alterações podiam ser interpretadas como admissão do erro.

Os executivos da agência de publicidade BBDO, criadora do anúncio, poderiam ser interrogados sobre estas e outras decisões — e eles poderiam defender melhor sua posição.

Mas a juíza decidiu que já tinha os fatos relevantes, de forma que tampouco permitiu os depoimentos.

Após a audiência, seguiu-se mais uma longa espera, até que a juíza Kimba Wood acabou decidindo a favor da Pepsi.

"Nenhuma pessoa imparcial poderia ter concluído razoavelmente que o comercial oferecia aos consumidores, na verdade, um avião Harrier", ela escreveu em um extenso documento, incluindo observações como:

"Nenhuma escola forneceria um espaço de pouso para o avião de combate de um estudante, nem aprovaria a interrupção que seria causada pelo uso do avião."

O que aconteceu?


O documentário Pepsi, Cadê Meu Avião?, da Netflix, conta a história de
John Leonard e da promoção dos pontos Pepsi
Além de pôr fim ao sonho de Leonard, a juíza Wood nos deixou sem saber por que a Pepsi cometeu esse erro.

Mas o produtor cinematográfico Andrew Renzi encontrou a resposta no documentário Pepsi, Cadê Meu Avião? (2022), que fez para a Netflix.


Nele, o ex-diretor de criação da agência de publicidade encarregada dos anúncios da Pepsi, Michael Patti, revelou que, originalmente, o número de pontos mencionado no comercial relativo ao avião Harrier era de 700.000.000.000.000 (700 trilhões).

Mas, quando o comercial foi apresentado à Pepsi na sala de edição, um dos executivos da empresa disse que era um número difícil de ler.

Dois executivos da Pepsi que estavam presentes confirmaram no documentário que foi o que aconteceu, mas ninguém lembrava quem havia feito a observação.

Patti disse que explicou a eles que não precisava ser legível, que não era preciso saber qual era o número exato. Bastava "ver que era um 7 com muitos zeros para entender que era impossível e engraçado".

Mas ele não os convenceu.

Cortaram um zero, mas não pareceu suficiente. Depois cortaram outro, até que todos concordaram que assim era melhor.

"Deveriam ter pensado melhor. A promoção era deles. Passou pelo departamento jurídico, que revisou [o anúncio] para garantir que estava tudo certo", relembra Renzi.

Se tivesse tudo certo mesmo, o comercial de 1995 da Pepsi teria sido relegado ao esquecimento.

Via BBC

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Vídeo mostra motor se desprendendo de avião em acidente mortal nos EUA

Caso aconteceu em novembro de 2025, mas imagens foram divulgadas apenas nesta terça-feira (19); Ao todo, 14 pessoas morreram.


Um vídeo divulgado pelo NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos) mostra o momento em que o motor se desprendeu de um avião durante a decolagem. O caso aconteceu em novembro de 2025, mas as imagens foram divulgadas apenas nesta terça-feira (19).

O avião de carga da UPS estava a caminho do Havaí, partindo do aeroporto de Louisville, quando caiu repentinamente. A queda espalhou chamas e destroços por cerca de 800 metros.

Segundo as autoridades, 14 pessoas morreram, incluindo três tripulantes.

Na reunião desta terça-feira, o NTSB divulgou o vídeo que mostra o motor esquerdo se separando do jato, provocando um incêndio.

Um relatório preliminar do conselho indicou falha em um par de fixações estruturais que mantinham o motor preso à asa.

Veja outro vídeo que flagrou a queda do avião:


O avião, modelo M-D Eleven, tinha 34 anos de serviço e possuía três motores no total. Poucos dias após o acidente, a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) suspendeu os voos de todas as aeronaves desse tipo para inspeções.

Na semana passada, eles retornaram ao serviço. De toda forma, a UPS anunciou que não utilizará mais os jatos MD Eleven.

A FedEx, outra empresa de logística, já retomou alguns de seus voos com aeronaves reparadas e inspecionadas.

O NTSB está coletando depoimentos de testemunhas, bem como de representantes da UPS, Boeing, FAA e do sindicato dos pilotos.

Via CNN

sábado, 9 de maio de 2026

Avião atropela e mata pedestre durante decolagem no aeroporto de Denver, nos EUA

Após o incidente, voo foi abortado, segundo a companhia Frontier Airlines; passageiros e tripulantes foram retirados em segurança da aeronave por meio de escorregadores.


O Airbus A321-271NX, prefixo N646FR, da Frontier Airlines, que realizaria o voo 4345, com partida prevista para a madrugada deste sábado (9) (noite de sexta, 8, em Denver) do Aeroporto Internacional de Denver, com destino ao Aeroporto Internacional de Los Angeles, atropelou um pedestre na pista durante a decolagem.

De acordo com a companhia, foi relatada fumaça na cabine do Airbus A321 e os pilotos abortaram a decolagem. A companhia informou que o voo transportava 224 passageiros e sete tripulantes, e todos foram retirados em segurança por meio de escorregadores como medida de precaução.


A pessoa foi pelo menos parcialmente consumida por um dos motores, confirmou um oficial à ABC News, causando um breve incêndio no motor que foi extinto pelos bombeiros.

Áudios do controle de tráfego aéreo, obtidos no site ATC.com, registraram a tripulação relatando a emergência à torre.

"Torre, Frontier 4345, estamos parando na pista. Acabamos de colidir com outra aeronave... temos um incêndio no motor", ouve-se o piloto no áudio do controle de tráfego aéreo.

Ao ser questionado sobre quantas pessoas estavam a bordo, o piloto respondeu: "Temos 231 pessoas a bordo... Havia um indivíduo atravessando a pista a pé."

Momentos depois, o piloto relatou o agravamento das condições e a necessidade de evacuação.

"Há fumaça na aeronave, vamos evacuar pela pista", disse o piloto.

De acordo com o Aeroporto Internacional de Denver, o voo 4345 da Frontier relatou atingir um pedestre durante a decolagem, por volta das 02h19 de sábado (horário de Brasília). "Houve um breve incêndio no motor que foi rapidamente extinto pelo Departamento de Bombeiros de Denver", informou em comunicado no X.


Na sequência, em outro comunicado, o aeroporto afirmou que todos os passageiros foram transportados de ônibus para o terminal. "A resposta de emergência e a investigação estão em andamento. O NTSB foi notificado. A pista 17L permanecerá fechada enquanto a investigação for conduzida. 2/2".

Dados do site de rastreamento de voos Flightradar24 mostraram que o avião estava acelerando a cerca de 235km/h por volta das 02h15 (horário de Brasília) antes de abortar a decolagem.

Com informações da ASN, ABC News, Reuters e da CNN

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Novo vídeo do Boeing da United Airlines que atingiu poste e caminhão de entregas durante pouso nos EUA

Aeronave da United Airlines vinha de Veneza com 221 passageiros a bordo. Não houve feridos no voo. O motorista do caminhão sofreu ferimentos leves e já teve alta.


O avião Boeing 767-424ER, prefixo N77066, da United Airlines, com 221 passageiros a bordo, vindo de Veneza, Itália, colidiu com um poste de iluminação e um caminhão em New Jersey, na tarde de domingo (3), enquanto se aproximava para pousar no Aeroporto Internacional Newark Liberty.

A companhia aérea informou que nenhum dos passageiros ou dos 10 tripulantes a bordo do voo 169 da United Airlines ficaram feridos.

A Polícia Estadual de Nova Jersey informou que um pneu de pouso e a parte inferior do avião atingiram um caminhão, e o poste de iluminação que, por sua vez, atingiu um Jeep que estava na rodovia.

O motorista do caminhão foi levado ao hospital com ferimentos leves e já recebeu alta, segundo a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, responsável pela administração do aeroporto.

A Administração Federal de Aviação (FAA) informou que a aeronave Boeing 767 pousou em segurança após "entrar em contato com um poste de iluminação" em sua aproximação final para Newark.

Aeronaves que pousam em uma das pistas principais de Newark chegam voando baixo, sobre várias faixas de tráfego na Turnpike, que é um dos trechos mais congestionados da Interestadual 95. A pista começa a poucos metros da beira da rodovia.

Veja o novo vídeo:


Autoridades da administração portuária confirmaram que um objeto atingiu a aeronave e que um caminhão de entregas que trafegava na rodovia naquele momento também sofreu danos. Foram observados danos leves na aeronave.

A equipe do aeroporto inspecionou a pista em busca de destroços, e as operações normais foram retomadas rapidamente, segundo a administração portuária.

A United informou que sua equipe de manutenção estava avaliando os danos à aeronave e que a tripulação foi afastada do serviço enquanto conduz uma investigação de segurança de voo "rigorosa".


O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) informou que um investigador do NTSB chegaria a Newark na segunda-feira (4) e que havia instruído a United a fornecer o gravador de voz da cabine e o gravador de dados de voo para a investigação. O NTSB informou que um relatório preliminar era esperado dentro de 30 dias.

Via g1 e ASN

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Avião bate contra drone a 1.000 m de altitude pouco antes de pousar nos EUA

Acidente ocorreu nos arredores do aeroporto de San Diego, na Califórnia. Aeronave tinha 54 pessoas a bordo no momento do incidente; piloto realizou pouso normalmente.


Um piloto do Boeing 737-824, prefixo N14219, da United Airlines, reportou uma colisão a cerca de 1.000 metros de altitude contra um drone antes de pousar nos EUA, nesta quarta-feira (29).

A companhia confirmou o incidente, e um aplicativo de monitoramento de frequências de comunicação aérea gravou a conversa em que o piloto relatou o ocorrido à torre de controle.

O voo 1980 da United partiu do Aeroporto Internacional de São Francisco às 6h53 e voou por aproximadamente 90 minutos antes de chegar ao Aeroporto Internacional de San Diego às 8h28. 

Após o pouso do Boeing 737 no aeroporto de San Diego, o piloto informou à torre de controle que o avião possivelmente havia atingido um drone enquanto voava a cerca de 3.000 pés de altitude.

Segundo a United, havia 48 passageiros e 6 tripulantes. Apesar da intercorrência, o pouso ocorreu normalmente.


Na conversa, o piloto do voo United 1980 diz à torre de controle, já em solo, ter colidido contra um drone a mais ou menos 3.000 pés de altitude (914 metros). (Ouça aqui)

O controlador de tráfego aéreo pede mais detalhes: "Você tem informações aproximadas sobre o tamanho, quantos motores, o modelo ou algo do tipo?"

“Era tão pequeno que eu não consegui identificar”, respondeu o piloto. “Era vermelho... era brilhante.”

Minutos antes, o piloto entrou em contato por rádio com a equipe do Centro de Controle de Aproximação por Radar Terminal do Sul da Califórnia, uma instalação de radar que direciona aeronaves na região, perguntando se havia um drone próximo à sua localização. "Não que eu saiba", respondeu o controlador.

"Acho que acabei de ver um pequeno objeto vermelho... a cerca de 300 metros abaixo de nós, à nossa direita", disse o piloto.

O controle de tráfego aéreo alertou outros pilotos, mas não recebeu nenhum outro relato de drone na área, de acordo com a Administração Federal de Aviação (FAA). O avião, que transportava 48 passageiros e seis tripulantes, pousou em segurança.

Um porta-voz da FAA disse que está investigando o caso.


É proibido aos pilotos operar drones acima de 400 pés de altitude, a menos que possuam autorização da FAA. De acordo com as normas da FAA, os pilotos de drones também devem evitar o espaço aéreo restrito, incluindo o espaço aéreo ao redor dos aeroportos.

Não ficou imediatamente claro se o drone de fato colidiu com a aeronave. A equipe de manutenção da companhia aérea "não encontrou danos após inspecionar minuciosamente a aeronave", afirmou a United Airlines em um comunicado ao The Times.

Segundo o FlightAware, o avião partiu de San Diego às 10h16 e chegou a Houston na tarde de quarta-feira.

Em nota, a companhia aérea confirmou o episódio: "O voo 1980 da United relatou uma possível colisão com drone pouco antes de chegar a San Diego. O voo pousou em segurança e os passageiros desembarcaram normalmente no portão de embarque. Nossa equipe de manutenção não encontrou nenhum dano após inspecionar minuciosamente a aeronave."

Via g1, KTLA5 e Los Angeles Times

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Queda de avião de pequeno porte na Austrália deixa 2 mortos e 10 feridos, diz polícia

Acidente ocorreu após decolagem de aeronave no aeroporto de Parafield, em Adelaide, no sul da Austrália, nesta quarta (29). Havia alunos de aviação dentro de hangar atingido. Passageiros morreram na hora, e feridos estavam no solo.


O avião de pequeno porte Diamond DA42 Twin Star, prefixo VH-YQP, da Flight Training Adelaide, caiu nesta quarta-feira (29) em um aeroporto no sul da Austrália. Duas pessoas morreram e outras 10 ficaram feridas, segundo a polícia local.

A polícia do estado da Austrália do Sul confirmou o incidente e disse que o avião colidiu com um hangar do aeroporto de Parafield, na cidade de Adelaide, pouco após decolar.


As duas pessoas a bordo da aeronave morreram no local, e os 10 feridos estavam no solo perto do hangar, segundo a polícia. Os feridos foram levados ao hospital, e um deles corre risco de vida e outros dois ficaram em estado grave.

Um vídeo registrado no local após a queda do avião mostrou uma coluna de fumaça subindo sobre o aeroporto.

Coluna de fumaça sobe perto de hangar no aeroporto de Parafield, no sul da Austrália, após acidente com avião de pequeno porte em 29 de abril de 2026 (Foto: Joshua Lee Swannell via Reuters)
Um porta-voz do Serviço Metropolitano de Bombeiros afirmou que a queda do avião causou um incêndio de grande porte, com chamas "intensas" alimentadas por combustível que estava no hangar, e também atingiu o sistema anti-incêndios do hangar, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate.

Segundo os bombeiros, havia estudantes de aviação e outros funcionários do aeroporto dentro do hangar no momento do incidente. Eles foram evacuados com a ajuda dos 57 membros da equipe de resgate que foram ao local.


O aeroporto de Parafield foi fechado e disse em comunicado que uma investigação está em andamento para apurar a causa da queda do avião.

A Aeroportos Adelaide, empresa responsável pelas operações em Parafield, chamou o incidente de "trágico" e disse estar dando apoio aos serviços de emergência.

Via g1 e ASN

sexta-feira, 17 de abril de 2026

EUA confirmam perda de drone que custa mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

Ainda não se sabe se ele foi abatido por forças iranianas. A Marinha dos EUA, por enquanto, apenas confirmou o desaparecimento.

Drone MQ-4C Triton custa mais de US$ 240 milhões (cerca de R$ 1 bilhão)
(Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)
Após análises de dados feitos por diversos veículos de comunicação indicarem que os Estados Unidos perdeu seu drone MQ-4C Triton, uma de suas aeronaves mais caras, no Oriente Médio, a Marinha americana confirmou a informação.

Os dados de voo mostram o Triton emitindo o código transponder 7400 durante o voo, indicando que o contato com o piloto em solo havia sido perdido, e depois o código 7700, indicando uma emergência, cerca de 70 minutos depois, quando caiu para 13.411 metros.

O drone continuou emitindo sinais em 7700 MHz até desaparecer dos radares a uma altitude de mais de dois mil metros.

Um relatório do Comando de Segurança da Marinha dos EUA desta semana revelado pela rede de TV americana CNN destaca que o drone, que custa US$ 240 milhões (mais de R$ 1 bilhão), caiu em 9 de abril. O local exato da queda não foi revelado.

Segundo os dados vistos pela CNN, o drone partiu da Estação Aeronaval de Sigonella, na Itália, e desapareceu no Golfo Pérsico. Ele teve uma queda na altitude de 15 mil para 2 mil metros e perdeu contato.

Ainda não se sabe se ele foi abatido por forças iranianas. A Marinha dos EUA, por enquanto, apenas confirmou o desaparecimento.

Um MQ-4C Triton da Marinha dos EUA, pertencente ao Esquadrão de Patrulha Não Tripulada (VUP) 19, decola da Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais (MCAS) de Iwakuni, Japão, em 5 de outubro de 2022  (Foto do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA pelo cabo Mitchell Austin)
A Northrop Grumman, que é a fabricante, diz que essa é a 'principal aeronave não tripulada do mundo para inteligência, vigilância, reconhecimento e direcionamento marítimo'. Ela pode alcançar 8,5 mil milhas náuticas e tem motor a jato.

Impulsionado por um motor a jato e com um alcance de 8.500 milhas náuticas (equivalente a cerca de 15,7 mil quilômetros), o MQ-4C pode permanecer no ar por mais de 24 horas a mais de 50.000 pés (cerca de 15, 2 mil metros), sendo considerado um dos drones mais caros e avançados do mundo.

O drone é uma das aeronaves mais raras da frota da Marinha americana (a Northrop Grumman afirma ter produzido apenas 20 unidades) e também uma das mais caras, custando cerca de US$ 240 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,1 bilhão) por unidade.

Isso é mais que o dobro do preço de um caça furtivo F-35C. Os primeiros protótipos do MQ-4C começaram a ser entregues em 2012.

Via CNN

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Suspeita de ‘voo fantasma’: avião passa 2 horas voando em círculos antes de cair na Bolívia

Principal hipótese para o incidente é a de que os tripulantes tenham perdido a consciência em altitude de cruzeiro, possivelmente devido à despressurização da cabine. Piloto e copiloto, os únicos a bordo, morreram na queda.


Uma aeronave de pequeno porte caiu na Bolívia após perder contato com a torre de controle e descrever círculos no céu. Duas pessoas estavam a bordo — piloto e copiloto — e morreram na queda.


A principal suspeita é que o incidente, ocorrido na segunda-feira (13), tenha decorrido de um chamado "voo fantasma", quando os pilotos perdem a consciência (ou a vida) no ar. A causa mais frequente desse tipo de ocorrência é a perda de pressurização da cabine, que deixa o ar mais rarefeito e causa hipóxia nos ocupantes.


O Cessna 550 Citation Bravo de matrícula CP-3243 (foto acima) decolou de La Paz com destino a Santa Cruz de la Sierra, também na Bolívia. Às 8h47 no horário local, cerca de 30 minutos após a decolagem, ao sobrevoar uma região no norte da cidade de Cochabamba, houve a perda da comunicação com o centro de controle aéreo.

Por volta das 9h, a aeronave passou a descrever círculos no céu, desviando progressivamente de sua rota em direção a oeste. Ela ainda permaneceu visível no radar até as 11h, quando provavelmente caiu, em uma região de floresta.

Rota em círculos descrita pelo Cessna Citation 550 matrícula CP-3243, que caiu na
Bolívia em 13 de abril de 2026 (Foto: Reprodução/FlightRadar24)
Não há relatos de que tenha havido qualquer sinalização de emergência por parte da tripulação.

Segundo a imprensa boliviana, o Cessna pertencia a Oscar Mario Justiniano, atual ministro do Desenvolvimento Produtivo. Ele, que também é empresário, não estava a bordo do avião.


As vítimas foram identificadas como Carlos Moyano e Julio Sardán. A Diretoria de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos da Bolívia abriu um inquérito que vai determinar oficialmente as causas do incidente.

Via g1, FlightRadar24, Canal Aviões e Músicas

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Avião militar russo cai na Crimeia e deixa 29 mortos

An-26 desapareceu dos radares durante voo sobre a península. Ministério da Defesa nega impacto externo e diz que acidente foi provocado por falha técnica.

Um avião de transporte Antonov An-26 (Foto: Dmitry Terekhov (CC BY-SA 2.0))
Um avião militar russo Antonov An-26 da Força Aérea Russa caiu na região da Crimeia, nesta terça-feira (31), segundo o Ministério da Defesa da Rússia. A imprensa estatal informou que todas as 29 pessoas que estavam a bordo morreram no acidente.

O avião, um Antonov An-26, é operado para transporte militar. As autoridades disseram à mídia russa que a aeronave fazia um voo programado sobre a Crimeia no fim da tarde, quando desapareceu dos radares.

🌍 A Crimeia é uma península anexada pela Rússia em 2014. A maior parte da comunidade internacional reconhece o território como parte da Ucrânia, e a região segue em disputa entre os dois países.

Equipes de busca foram acionadas e encontraram o local da queda. Ao todo, seis tripulantes e 23 passageiros estavam a bordo. A mídia russa não detalhou o ponto exato do acidente nem a identidade das vítimas.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que não houve impacto externo contra o avião. Uma investigação preliminar aponta que a queda foi provocada por uma falha técnica.

Uma comissão do Ministério da Defesa da Rússia será responsável por investigar o acidente.

Via g1 e ASN

domingo, 29 de março de 2026

Avião radar americano é destruído em taxiway durante ataque do Irã na Arábia Saudita


Via
Mateus Alves (Aeroin)

A Força Aérea Americana (USAF) perdeu mais uma aeronave tática em sua principal base aérea na Arábia Saudita, tratando-se agora de um avião radar do modelo E-3G Sentry.

A aeronave, fabricada pela Boeing a partir do jato comercial 707, é a principal plataforma de alerta aéreo antecipado dos EUA, e a mais produzida do mundo, funcionando como um radar aéreo para ter grande visualização das ameaças aéreas inimigas antes mesmo de elas se tornarem uma ameaça.

Desde o início da Operação Epic Fury, exatamente um mês atrás, os EUA não tinham perdido nenhum avião deste modelo, com as perdas se limitando aos caças F-15 abatidos por um F-18 do Kuwait e aos Boeing KC-135 de reabastecimento em voo, danificados em voo e também em solo.

(Foto: USAF/Cynthia Griggs)
Inclusive, o último registro de avião KC-135 destruído foi na Base Aérea de Prince Sultan, a oeste de Riade, principal ponto de apoio para a logística americana na Arábia Saudita. Apesar de serem parecidos, o KC-135 é derivado direto do projeto 367-80, que passou por modificações na largura e no comprimento da fuselagem para se tornar o 707 civil.

As informações iniciais, confirmadas por imagem de satélite, apontavam que o ataque de mísseis balísticos do Irã destruiu um KC-135 em Prince Sultan, com possibilidade de outros terem sido danificados. Porém, no dia seguinte, começaram a surgir informações de que um E-3 Sentry também havia sido destruído, porém nenhuma imagem satelital ou de solo havia sido divulgada até este sábado, 28 de março.


Agora a página Air Force amn/nco/snco, que posta memes internos de oficiais e praças da Força Aérea Americana (USAF) e publicou com exclusividade os danos no KC-135R que se envolveu em uma colisão aérea com outro Stratotanker, que caiu no Iraque e deixou seis mortos, divulgou imagens do E-3 atingido.

De matrícula 81-0005, a aeronave de alerta aéreo antecipado é parte da 552ª Ala de Controle Aéreo, composta por quatro esquadrões e baseada na Base Aérea de Tinker, em Oklahoma. Nas imagens, é possível ver que o radar que fica em um “prato” giratório suspenso acima da fuselagem foi completamente destruído, assim como a parte traseira da fuselagem, fazendo com que a cauda se desprendesse.

Imagens de satélite apontam que o avião estava na taxiway S2, próximo à cabeceira 35L. Ainda não está claro se a aeronave estava taxiando após a decolagem ou se estava estacionada no local. Os KC-135 atingidos no mesmo ataque estavam no pátio e vazios.

Este é o terceiro caso de perda total de um E-3 Sentry, mas o primeiro em combate. Com esta baixa, hoje a USAF conta com 15 aeronaves do modelo na ativa, ainda sem um modelo substituto em produção seriada.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Avião com 168 pessoas a bordo quase colide com helicóptero militar dos EUA

Aeronave da United Airlines estava próxima do Aeroporto John Wayne, na Califórnia, quando um BlackHawk cruzou a 160 metros de distância na terça-feira (24).


A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) informou nesta quinta-feira (26) está investigando uma quase colisão entre um jato da United Airlines e um helicóptero Black Hawk do Exército americano na Califórnia, no mais recente ocorrido envolvendo uma aeronave comercial e uma aeronave militar.

A FAA informou que um Boeing 737-824, prefixo N76519, da United Airlines, que transportava 162 passageiros e seis tripulantes, estava em aproximação final para o Aeroporto John Wayne, no Condado de Orange, na Califórnia, às 20h40 desta terça-feira (24), quando um Sikorsky UH-60M Black Hawk  número de cauda 17-20931, do Exército dos EUA, operado por tripulações da Guarda Aérea Nacional da Califórnia, cruzou a frente da aeronave.

O Flightradar24, site de rastreamento de voos, informou que as aeronaves estavam a 160 metros de distância verticalmente. A FAA também está investigando se a ocorrência violou a nova política que proíbe a separação visual entre helicópteros perto de grandes aeroportos.


A Guarda Nacional do Exército da Califórnia confirmou que um helicóptero da Guarda Nacional, baseado na Base de Treinamento Conjunto de Los Alamitos, estava retornando ao aeródromo de Los Alamitos por uma rota de regras de voo visual estabelecida, após uma missão de treinamento de rotina, e estava em comunicação com o controle de tráfego aéreo.

"Uma revisão completa será conduzida em coordenação com as agências competentes", afirmou a Guarda Nacional.

A United informou que o voo 589, que partiu de São Francisco, foi avisado pelo controle de tráfego aéreo para ficar atento a um helicóptero militar voando próximo ao aeroporto. Após avistar o helicóptero e receber um alerta na cabine de comando, os pilotos responderam nivelando a aeronave e pousando em segurança posteriormente.

Duas comissões da Câmara dos Representantes dos EUA aprovaram, na quinta-feira, uma legislação para abordar as preocupações sobre a separação entre helicópteros e aviões.


A FAA aprovou, em março, uma regra que também proíbe os controladores de tráfego aéreo de se basearem na "separação visual", determinando que utilizem o radar para manter distâncias laterais ou verticais específicas entre as aeronaves.

A legislação e as novas regras da FAA seguem a colisão em pleno ar, em janeiro de 2025, entre um jato regional da American Airlines e um helicóptero Black Hawk, que matou 67 pessoas perto do Aeroporto Nacional Reagan de Washington.

A FAA citou dois acidentes recentes ao emitir as novas regras. Um deles foi uma quase colisão entre um voo da American Airlines e um helicóptero da polícia, que estavam em trajetórias convergentes perto do aeroporto de San Antonio quando o helicóptero fez uma curva à esquerda para evitar o voo da American, segundo a FAA.

O segundo ocorreu em 2 de março, quando um Beechcraft 99 recebeu autorização para pousar no Aeroporto de Burbank, no sul da Califórnia, enquanto um helicóptero estava em sua trajetória de aproximação final. O helicóptero fez uma curva para evitar o Beechcraft.

Após a colisão de 2025, a FAA restringiu o tráfego de helicópteros nos arredores do Aeroporto Nacional Reagan Washington e impôs restrições em outros aeroportos.

Via CNN e @flightradar24