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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Avião militar russo cai na Crimeia e deixa 29 mortos

An-26 desapareceu dos radares durante voo sobre a península. Ministério da Defesa nega impacto externo e diz que acidente foi provocado por falha técnica.

Um avião de transporte Antonov An-26 (Foto: Dmitry Terekhov (CC BY-SA 2.0))
Um avião militar russo Antonov An-26 da Força Aérea Russa caiu na região da Crimeia, nesta terça-feira (31), segundo o Ministério da Defesa da Rússia. A imprensa estatal informou que todas as 29 pessoas que estavam a bordo morreram no acidente.

O avião, um Antonov An-26, é operado para transporte militar. As autoridades disseram à mídia russa que a aeronave fazia um voo programado sobre a Crimeia no fim da tarde, quando desapareceu dos radares.

🌍 A Crimeia é uma península anexada pela Rússia em 2014. A maior parte da comunidade internacional reconhece o território como parte da Ucrânia, e a região segue em disputa entre os dois países.

Equipes de busca foram acionadas e encontraram o local da queda. Ao todo, seis tripulantes e 23 passageiros estavam a bordo. A mídia russa não detalhou o ponto exato do acidente nem a identidade das vítimas.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que não houve impacto externo contra o avião. Uma investigação preliminar aponta que a queda foi provocada por uma falha técnica.

Uma comissão do Ministério da Defesa da Rússia será responsável por investigar o acidente.

Via g1 e ASN

domingo, 29 de março de 2026

Avião radar americano é destruído em taxiway durante ataque do Irã na Arábia Saudita


Via
Mateus Alves (Aeroin)

A Força Aérea Americana (USAF) perdeu mais uma aeronave tática em sua principal base aérea na Arábia Saudita, tratando-se agora de um avião radar do modelo E-3G Sentry.

A aeronave, fabricada pela Boeing a partir do jato comercial 707, é a principal plataforma de alerta aéreo antecipado dos EUA, e a mais produzida do mundo, funcionando como um radar aéreo para ter grande visualização das ameaças aéreas inimigas antes mesmo de elas se tornarem uma ameaça.

Desde o início da Operação Epic Fury, exatamente um mês atrás, os EUA não tinham perdido nenhum avião deste modelo, com as perdas se limitando aos caças F-15 abatidos por um F-18 do Kuwait e aos Boeing KC-135 de reabastecimento em voo, danificados em voo e também em solo.

(Foto: USAF/Cynthia Griggs)
Inclusive, o último registro de avião KC-135 destruído foi na Base Aérea de Prince Sultan, a oeste de Riade, principal ponto de apoio para a logística americana na Arábia Saudita. Apesar de serem parecidos, o KC-135 é derivado direto do projeto 367-80, que passou por modificações na largura e no comprimento da fuselagem para se tornar o 707 civil.

As informações iniciais, confirmadas por imagem de satélite, apontavam que o ataque de mísseis balísticos do Irã destruiu um KC-135 em Prince Sultan, com possibilidade de outros terem sido danificados. Porém, no dia seguinte, começaram a surgir informações de que um E-3 Sentry também havia sido destruído, porém nenhuma imagem satelital ou de solo havia sido divulgada até este sábado, 28 de março.


Agora a página Air Force amn/nco/snco, que posta memes internos de oficiais e praças da Força Aérea Americana (USAF) e publicou com exclusividade os danos no KC-135R que se envolveu em uma colisão aérea com outro Stratotanker, que caiu no Iraque e deixou seis mortos, divulgou imagens do E-3 atingido.

De matrícula 81-0005, a aeronave de alerta aéreo antecipado é parte da 552ª Ala de Controle Aéreo, composta por quatro esquadrões e baseada na Base Aérea de Tinker, em Oklahoma. Nas imagens, é possível ver que o radar que fica em um “prato” giratório suspenso acima da fuselagem foi completamente destruído, assim como a parte traseira da fuselagem, fazendo com que a cauda se desprendesse.

Imagens de satélite apontam que o avião estava na taxiway S2, próximo à cabeceira 35L. Ainda não está claro se a aeronave estava taxiando após a decolagem ou se estava estacionada no local. Os KC-135 atingidos no mesmo ataque estavam no pátio e vazios.

Este é o terceiro caso de perda total de um E-3 Sentry, mas o primeiro em combate. Com esta baixa, hoje a USAF conta com 15 aeronaves do modelo na ativa, ainda sem um modelo substituto em produção seriada.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Avião com 168 pessoas a bordo quase colide com helicóptero militar dos EUA

Aeronave da United Airlines estava próxima do Aeroporto John Wayne, na Califórnia, quando um BlackHawk cruzou a 160 metros de distância na terça-feira (24).


A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) informou nesta quinta-feira (26) está investigando uma quase colisão entre um jato da United Airlines e um helicóptero Black Hawk do Exército americano na Califórnia, no mais recente ocorrido envolvendo uma aeronave comercial e uma aeronave militar.

A FAA informou que um Boeing 737-824, prefixo N76519, da United Airlines, que transportava 162 passageiros e seis tripulantes, estava em aproximação final para o Aeroporto John Wayne, no Condado de Orange, na Califórnia, às 20h40 desta terça-feira (24), quando um Sikorsky UH-60M Black Hawk  número de cauda 17-20931, do Exército dos EUA, operado por tripulações da Guarda Aérea Nacional da Califórnia, cruzou a frente da aeronave.

O Flightradar24, site de rastreamento de voos, informou que as aeronaves estavam a 160 metros de distância verticalmente. A FAA também está investigando se a ocorrência violou a nova política que proíbe a separação visual entre helicópteros perto de grandes aeroportos.


A Guarda Nacional do Exército da Califórnia confirmou que um helicóptero da Guarda Nacional, baseado na Base de Treinamento Conjunto de Los Alamitos, estava retornando ao aeródromo de Los Alamitos por uma rota de regras de voo visual estabelecida, após uma missão de treinamento de rotina, e estava em comunicação com o controle de tráfego aéreo.

"Uma revisão completa será conduzida em coordenação com as agências competentes", afirmou a Guarda Nacional.

A United informou que o voo 589, que partiu de São Francisco, foi avisado pelo controle de tráfego aéreo para ficar atento a um helicóptero militar voando próximo ao aeroporto. Após avistar o helicóptero e receber um alerta na cabine de comando, os pilotos responderam nivelando a aeronave e pousando em segurança posteriormente.

Duas comissões da Câmara dos Representantes dos EUA aprovaram, na quinta-feira, uma legislação para abordar as preocupações sobre a separação entre helicópteros e aviões.


A FAA aprovou, em março, uma regra que também proíbe os controladores de tráfego aéreo de se basearem na "separação visual", determinando que utilizem o radar para manter distâncias laterais ou verticais específicas entre as aeronaves.

A legislação e as novas regras da FAA seguem a colisão em pleno ar, em janeiro de 2025, entre um jato regional da American Airlines e um helicóptero Black Hawk, que matou 67 pessoas perto do Aeroporto Nacional Reagan de Washington.

A FAA citou dois acidentes recentes ao emitir as novas regras. Um deles foi uma quase colisão entre um voo da American Airlines e um helicóptero da polícia, que estavam em trajetórias convergentes perto do aeroporto de San Antonio quando o helicóptero fez uma curva à esquerda para evitar o voo da American, segundo a FAA.

O segundo ocorreu em 2 de março, quando um Beechcraft 99 recebeu autorização para pousar no Aeroporto de Burbank, no sul da Califórnia, enquanto um helicóptero estava em sua trajetória de aproximação final. O helicóptero fez uma curva para evitar o Beechcraft.

Após a colisão de 2025, a FAA restringiu o tráfego de helicópteros nos arredores do Aeroporto Nacional Reagan Washington e impôs restrições em outros aeroportos.

Via CNN e @flightradar24

Helicóptero cai em praia do Havaí e deixa três mortos

Cinco pessoas estavam no helicóptero, dois feridos foram levados ao hospital.


Três pessoas morreram após a queda de um helicóptero Hughes 369D (500D) da Airborne Aviation na praia Kalalau nesta quinta-feira (26), em Kauai, no Havaí. Segundo informações preliminares do condado de Kauai, o helicóptero da Airborne Aviation transportava o piloto e quatro passageiros.

Segundo o condado, os dois feridos foram levados ao hospital Wilcox Medical Center. Bombeiros de Hanalei, a Guarda Costeira dos EUA, a Agência de Gestão de Emergência de Kauai e o Departamento de Terras e Recursos Naturais atenderam a ocorrência. As equipes foram acionadas por volta das 15h45 (22h45 no horário de Brasília).


Via g1, ASN e kauainownews

terça-feira, 24 de março de 2026

Comissária de bordo sobrevive após ser arremessada para fora do avião

Solange Tremblay permaneceu presa ao assento e foi lançada a mais de 90 metros durante colisão com caminhão de bombeiros no aeroporto LaGuardia, nos EUA.

(Cortesia de Sarah Lépine)
Uma comissária de bordo sobreviveu a um acidente impressionante no aeroporto LaGuardia, em Nova York, depois de ser arremessada a mais de 90 metros, ainda presa ao assento. A filha dela, Sarah Lépine, chamou o episódio de um verdadeiro “milagre”.

O avião, um jato CRJ-900 da Jazz Aviation, colidiu com um caminhão de bombeiros durante a aterrissagem no domingo (22). O piloto e o copiloto morreram, e outros membros da tripulação ficaram feridos, incluindo Solange Tremblay.

Segundo Lépine, Tremblay estava sentada logo atrás da cabine dos pilotos quando ocorreu o impacto. 

Ela foi encontrada a mais de 90 metros de distância, ainda presa ao assento, e sofreu múltiplas fraturas, sendo encaminhada ao hospital para cirurgia na perna.

“É realmente milagroso. O assento foi lançado a grande distância e ela continuou presa. Poderia ter sido muito pior”, disse a filha.

De acordo com seu perfil nas redes sociais, Tremblay começou a trabalhar para a Jazz há 26 anos como comissária de bordo.

A Jazz Aviation, pertencente à Chorus Aviation, é uma companhia aérea regional independente que opera voos de curta distância em nome da Air Canada sob a marca Air Canada Express.

A Air Canada, com sede em Montreal, não emitiu nenhum comunicado sobre Tremblay, mas vários funcionários confirmaram detalhes do incidente.

As autoridades americanas investigam o incidente, e a Jazz Aviation informou que colabora integralmente para apurar as causas do ocorrido.

Via CNN Brasil

Avião militar cai na Colômbia com mais de 120 soldados a bordo; autoridades confirmam 66 mortos

Ministro da Defesa colombiano confirmou a queda do avião Hércules C-130 nesta segunda (23). Dos feridos, 14 se encontram em estado grave.


O avião Lockheed C-130H Hercules, número de cauda FAC1016, da Força Aérea da Colômbia, caiu nesta segunda-feira (23) com 128 militares a bordo, segundo o governo. O exército do país confirmou que pelo menos 66 morreram no acidente, além de dezenas de feridos.

"Com profunda dor, informo que um avião Hércules da nossa Força Aérea sofreu um trágico acidente enquanto decolava de Puerto Leguízamo, quando transportava tropas da nossa Força Pública. (...) É um evento profundamente doloroso para o país", afirmou o ministro da Defesa colombiano, Pedro Arnulfo, em uma publicação no X.

(Imagem: Reprodução/El Caracol)
Havia um total de 125 pessoas a bordo, entre 114 passageiros e 11 membros da tripulação, segundo o comandante da Força Aeroespacial colombiana, o general Fernando Silva.

O general deixou claro que ainda não se sabe o que causou o acidente, mas "o certo é que, logo após de decolar, a aeronave sofreu algum problema e caiu em direção ao solo a alguns quilômetros do aeroporto".

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Segundo Fernando Silva, o resgate chegou rapidamente ao local da queda porque há uma base militar em Puerto Leguízamo, de onde a aeronave saiu.

O avião Hércules C-130 que caiu pertencia à Força Aeroespacial colombiana. A aeronave é um dos modelos mais utilizados no mundo e consegue transportar até 150 pessoas.

Arnulfo disse que "ainda não foi possível determinar com precisão o número de vítimas nem as causas do acidente". O ministro da Defesa afirmou ainda que equipes de resgate estão no local do acidente prestando socorro às vítimas, e que uma investigação foi aberta para apurar o ocorrido.

(Foto: Daniel Ortiz/AFP)
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chamou o acidente de "horrível", afirmou esperar não haja mortos e acrescentou que o acidente não deveria ter acontecido. Os comentários foram feitos em uma publicação no X.

Petro aproveitou o incidente para falar sobre o financiamento do Exército do país, que segundo ele tá em declínio e precisa de modernização.

Segundo o jornal colombiano "El Caracol", informações preliminares indicam que o avião teria apresentado dificuldades durante uma manobra ou para ganhar altitude logo após a decolagem, o que teria levado à queda. Um vídeo registrado por um morador da região após a decolagem mostra a aeronave voando baixo. (Veja abaixo)


O modelo do avião envolvido no acidente foi desenvolvido na década de 1950, durante a Guerra da Coreia. O projeto surgiu quando a Força Aérea dos Estados Unidos identificou a necessidade de uma aeronave capaz de transportar tropas e cargas, operando em locais com pouca infraestrutura.

O primeiro voo do C-130 ocorreu em 1954. Desde então, a aeronave foi empregada em conflitos, missões humanitárias e operações logísticas em diferentes partes do mundo.

(Foto: Força Aérea Colombiana)
O modelo já transportou tropas e equipamentos em guerras como as do Vietnã e do Afeganistão, realizou lançamentos de cargas e paraquedistas e atuou em resgates.

O modelo inicial contava com quatro motores turboélice de 3.750 cavalos de potência cada. Ao longo das décadas, passou por sucessivas atualizações, com melhorias estruturais e tecnológicas.

Conhecido pela resistência e versatilidade, o C-130 pode operar em pistas curtas, irregulares ou em condições extremas. Há versões adaptadas para pouso na neve e no gelo, utilizadas em regiões como Groenlândia e Antártida.

Entre as principais dimensões do modelo estão:
  • Altura: 11,9 metros
  • Envergadura: 39,7 metros
  • Comprimento: cerca de 30 metros, dependendo da versão
Segundo a fabricante, o C-130 detém a mais longa linha de produção contínua da aviação militar e uma das três maiores da história da indústria aeronáutica. Mais de 2,5 mil unidades foram encomendadas ou entregues.

(Foto: Lockheed Martin/Divulgação)
Ao todo, mais de 60 países operam alguma versão da aeronave, desenvolvida em mais de 70 variantes diferentes. No Brasil, a Força Aérea Brasileira utilizou o C-130 Hércules entre 1965 e 2024. A frota foi substituída pelo KC-390 Millennium.

A aeronave em questão, FAC 1016 , é um C-130H que chegou à Colômbia em setembro de 2020 como parte do programa de Artigos de Defesa Excedentes (EDA) dos Estados Unidos. Esta unidade, que originalmente operava com a Força Aérea dos EUA (USAF) sob o número de série 83-0488 , foi um reforço fundamental para a mobilidade estratégica da Colômbia. Entre 2021 e 2023, a fuselagem passou por Manutenção Programada em Depósito (PDM) nas instalações da CIAC (Corporação Colombiana da Indústria Aeronáutica), incluindo uma revisão estrutural completa e atualizações de motor.

Uma aeronave do mesmo tipo esteve envolvida em um acidente em fevereiro na Bolívia. O acidente aconteceu durante o pouso, por volta das 18h (19h, em Brasília). Após sair da pista, o avião avançou por uma avenida movimentada e atingiu vários veículos. Segundo os bombeiros, 20 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas.

Com informações de g1, UOL, CNN, aviacionline.com e ASN

segunda-feira, 23 de março de 2026

'Pare, pare, pare': áudio revela momentos antes de colisão entre avião e caminhão em aeroporto de Nova York; VEJA

Avião da Air Canada Express e caminhão de bombeiros colidiram na pista do aeroporto LaGuardia, em Nova York. Piloto e copiloto da aeronave morreram, e vários ficaram feridos. Aeroporto paralisou as atividades nesta segunda-feira (23).


Um áudio da torre de comando do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, revelou nesta terça-feira (23) como foram os momentos antes da colisão entre o avião Bombardier CRJ-900LR, prefixo C-GNJZ, da Air Canada Express e um caminhão de bombeiros. O incidente, ocorrido na noite de domingo, deixou dois mortos e dezenas de feridos.

O áudio, registrado pelo serviço de escuta de aeroportos Live ATC, mostrou que a torre de comando fez diversos alertas ao motorista do caminhão para que parasse o veículo antes da colisão, porém sem sucesso. Veja o diálogo abaixo (e ouça aqui):

Funcionário da torre de comando: "Quem é o veículo perto da pista?";

Motorista: "Caminhão um e companhia, torre de LaGuardia, solicitando passagem para 4-Delta";

Torre: "Caminhão um e companhia, atravesse para 4-Delta";

Motorista: "Caminhão um e companhia (ruído) 4-Delta";

Torre: "Frontier 4195, pare aí, por favor. (...)

Torre: Pare, pare, pare, caminhão um pare, pare, pare. (...) Pare, caminhão um, pare. (...) Pare, caminhão um, pare!" (sons de bip e de sirenes)

Torre: "Jazz 646, vejo que você colidiu com o veículo, fique em posição. Sei que não consegue se mover. Veículos estão respondendo para sua posição agora".

Minutos depois, o funcionário da torre de comando voltou a conversar com o piloto de avião Frontier 4195, que disse que a colisão entre o caminhão e a aeronave do Air Canada Express "não foi legal de assistir". Veja:

Torre: "Jazz 646, vejo que você colidiu com o veículo, fique em posição. Sei que não consegue se mover. Veículos estão respondendo para sua posição agora";

Torre: "Frontier 4195, recebi a informação de que vamos ficar fechados por um tempo. Se quiser se preparar para retornar ao pátio, me avise";

Piloto do Frontier 4195: "Sim, já estamos com procedimentos em andamento para isso, cara. Aquilo não foi legal de assistir".

Torre: "Eu sei, eu estava aqui. Tentei contatar a minha equipe, e estávamos lidando com uma emergência antes. Eu errei";

Piloto: "Não, cara, você fez o melhor que podia".


A batida deixou dois mortos — o piloto e o copiloto da aeronave —, além de 41 feridos, entre eles os dois funcionários que estavam no caminhão.

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu uma ordem de interrupção de solo para todos os aviões no aeroporto, que cancelou as operações. A previsão era que o aeroporto, o terceiro maior de Nova York, fique fechado até o fim da tarde de segunda (23).

O site do LaGuardia mostrou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem.

A batida ocorreu por volta das 23h40, quando o veículo, pertencente à autoridade portuária do aeroporto LaGuardia, pediu permissão para cruzar a pista. Um áudio da torre de comando, divulgado pelo site de monitoramento Live ATC e reproduzido pela rede de TV CNN Internacional, revelou o momento da batida.

Bico de avião da Air Canada após colisão com caminhão de bombeiros no aeroporto LaGuardia,
em Nova York, nos EUA, em 22 de março de 2026 (Foto: Bing Guan/ Reuters)
Nele, o motorista do caminhão de bombeiros pede permissão para circular na pista, e o controlador autoriza. Segundos depois, ele pede que o motorista pare, mas o veículo não responde ao comando.

"Pare, pare, pare!", diz a torre, sem resposta.

Equipes de emergência atuam em colisão no Aeroporto LaGuardia, em NY
(Foto: Bing Guan/Reuters)
Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver o nariz da aeronave levantado e danificado. Segundo o FlightRadar24, os passageiros já teriam desembarcado quando o acidente ocorreu.

Jato da Air Canada parado na pista do Aeroporto LaGuardia, nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, após colidir com um veículo da Autoridade Portuária em Nova York (Foto: Ryan Murphy/AP)
A aeronave CRJ-900 atingiu o veículo a uma velocidade de cerca de 39 km/h, segundo o Flightradar24. O voo AC8646 / JZA646 partiu do aeroporto internacional Montréal-Pierre Elliott Trudeau, o principal de Montreal, no Canadá.

O jato era operado pela Jazz Aviation, parceira regional da Air Canada. Segundo nota divulgada pela operadora, a aeronave transportava 72 passageiros e quatro tripulantes.

O caminhão de bombeiros tombado ao lado do avião (Foto: Reuters)
Via g1, 
flightradar24 e ASN

sexta-feira, 20 de março de 2026

Rodovias com pedágio como pista de avião? Indonésia testa uso


A Força Aérea da Indonésia está testando o uso de rodovias com pedágio como pistas alternativas para suas aeronaves, com o objetivo de reforçar as defesas do vasto arquipélago, afirmou um vice-ministro. Uma demonstração com dois aviões militares decolando e pousando em uma rodovia com pedágio foi realizada na quarta-feira na ilha ocidental de Sumatra.

As estradas serviriam como alternativa caso bases militares sejam atacadas, disse o vice-ministro da Defesa, Donny Ermawan Taufanto. Ele descreveu o teste como um “marco importante” e acrescentou que já existe um plano para construir rodovias que também possam funcionar como pistas de pouso.


A expectativa é que pelo menos uma rodovia com pedágio em cada uma das 38 províncias do país possa servir como pista improvisada para aeronaves militares, segundo o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Mohamad Tonny Harjono.

“Quero enfatizar que o uso de rodovias com pedágio como pista alternativa para caças é temporário e situacional”, afirmou. “Isso significa que não será utilizado de forma contínua. Usaremos apenas quando necessário.”, terminou. Ele não especificou um cronograma para a implementação da estratégia, que já foi testada em outras partes do mundo.

Sob o comando do presidente Prabowo Subianto, a Indonésia busca modernizar seus equipamentos militares envelhecidos. O arquipélago, formado por mais de 17 mil ilhas, recebeu no mês passado seus três primeiros caças Rafale, de fabricação francesa, como parte de um acordo de US$ 8,1 bilhões para a compra de 42 aeronaves da França.

Via Times Brasil

sexta-feira, 13 de março de 2026

Bunker dentro de um avião: engenheiro viraliza ao transformar Boeing em abrigo subterrâneo no Reino Unido; vídeo

Projeto inusitado está sendo construído no jardim de uma antiga base militar em Derbyshire e pode servir tanto como refúgio quanto como espaço de lazer temático.

Imagens do Dave Billings circulam nas redes sociais
(Foto: Captura de tela/Instagram/@tornado__dave)
O que você faria se pudesse transformar um avião em um bunker? A pergunta ganhou as redes sociais depois que um engenheiro britânico viralizou ao mostrar um projeto inusitado: converter a fuselagem de um jato comercial em um abrigo subterrâneo para emergências.

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Dave Billings, de 44 anos, está transformando a carcaça de um Boeing 737, avaliada em cerca de £4 mil, cerca de R$ 27,7 mil, m um bunker de aproximadamente 20 mil libras. A estrutura será enterrada no jardim de sua casa em Hilton, no condado de Derbyshire, na Inglaterra. A família vive em uma antiga base militar, onde o engenheiro já havia construído um primeiro abrigo subterrâneo em 2015.

Veja:



Segundo Billings, a ideia surgiu tanto por interesse pessoal quanto pela percepção de que o cenário internacional se tornou mais tenso. Ele afirma que, em caso de uma explosão a cerca de 16 quilômetros de distância, a estrutura poderia ajudar a proteger contra efeitos da radiação.

— É um bom lugar para estar se as coisas derem errado. Aconteça o que acontecer, o melhor é estar preparado — disse ele, ao comentar o projeto, segundo o The Sun.

Abrigo, sala de festas ou bar temático


Apesar da função de segurança, o engenheiro afirma que o espaço também pode ter um uso bem mais descontraído. O plano é conectar a fuselagem do avião ao bunker nuclear que já existe no terreno, criando um ambiente amplo e multifuncional.

— Se não for um abrigo antinuclear, pode virar um bar ou uma sala de festas com temática de bunker, equipada com tudo o que é necessário para que você não fique entediado lá embaixo — afirmou.

O interior ainda será decorado com ajuda especial do filho Oliver, de sete anos, que ficará responsável por escolher parte dos detalhes do espaço.

Billings diz que encara o projeto mais como um hobby do que como uma preparação para um cenário apocalíptico. Segundo ele, se estivesse realmente se preparando para o pior, aceleraria a construção.

— Faço essas coisas porque são legais. Gosto disso. Este projeto é interessante e também pode ser funcional — explicou.

Apesar do tom bem-humorado, o engenheiro afirma não acreditar que sua região seja alvo de ataques. Ainda assim, diz que prefere manter o plano pronto.

— Não acho que alguém vá bombardear os vales de Derbyshire — disse. — Mas, se a situação piorar, posso acelerar o processo.

terça-feira, 3 de março de 2026

Avião faz pouso de emergência em rio nos EUA e ocupantes sobrevivem após nadar em águas geladas

Aeronave monomotor perdeu potência após decolagem e caiu perto de Newburgh; resgate foi chamado de “milagre” por autoridades de Nova York.


Um avião de pequeno porte caiu no rio Hudson, nos Estados Unidos, após perder potência durante um voo nesta segunda-feira (2). A aeronave, o Cessna 172N Skyhawk, prefixo N1560E, da American Airman Inc., com duas pessoas a bordo, acabou parcialmente submersa em meio a blocos de gelo, mas piloto e passageiro conseguiram escapar e nadar até a margem.

Segundo Steve Neuhaus, executivo do condado de Orange, o monomotor havia decolado de um aeroporto em Long Island quando apresentou falha no motor e precisou realizar um pouso de emergência nas proximidades do Aeroporto Internacional Stewart, no estado de Nova York, informou a emissora News 12. Equipes de emergência foram acionadas imediatamente, embora inicialmente não tenham conseguido localizar o avião.

Imagens registradas no local mostram a aeronave afundando lentamente nas águas geladas do rio. Apesar do impacto, os dois ocupantes conseguiram sair do avião e nadar até um ponto seguro. Eles foram levados para um hospital da região e, de acordo com autoridades, devem se recuperar completamente.

O avião caiu no rio Hudson (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Middle Hope)
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, classificou o salvamento como um “milagre”. Em publicação na rede social X, ela afirmou que piloto e passageiro foram encontrados com apenas ferimentos leves após o pouso de emergência próximo a Newburgh.

O episódio ocorre menos de um ano após um grave acidente envolvendo um helicóptero turístico também no rio Hudson. Na ocasião, a aeronave se desintegrou no ar antes de cair na água, matando seis pessoas.

Entre as vítimas estavam o presidente da filial espanhola da Siemens, Agustín Escobar, integrantes de sua família e o piloto. Vídeos do acidente mostraram o helicóptero virado de cabeça para baixo antes de desaparecer sob a superfície.

Investigações apontaram que o helicóptero realizava seu oitavo voo naquele dia e operava sem caixa-preta. A família havia contratado o passeio para comemorar o aniversário de uma das três crianças que morreram no acidente. O proprietário da aeronave, Michael Roth, disse ao jornal Telegraph que o piloto havia informado por rádio que faria um pouso para reabastecimento, mas a aeronave nunca chegou ao destino.

Agora, após o novo incidente, equipes da guarda costeira trabalham para recuperar o avião que caiu no Hudson enquanto autoridades acompanham o estado de saúde dos sobreviventes.

Via O Globo e ASN

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Avião da Força Aérea da Bolívia com carga de dinheiro sai da pista, invade avenida e deixa 22 mortos

Pessoas tentam saquear carga de dinheiro após acidente de avião na Bolívia, e governo manda queimar cédulas.

Carga de cédulas estava em avião militar que saiu da pista na região de La Paz. Segundo o governo, as notas ainda não tinham valor legal.


O avião Lockheed C-130H Hercules, número de cauda FAB-81, da Força Aérea da Bolívia que transportava dinheiro saiu da pista após pousar no aeroporto internacional de El Alto, cidade vizinha a La Paz, por volta das 18h (19h em Brasília) de sexta-feira (27), e invadiu uma avenida próxima, segundo autoridades locais. Pelo menos 22 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas.

De acordo com as autoridades, a aeronave havia decolado da cidade de Santa Cruz com destino a El Alto. Após sair da pista, o avião avançou por uma avenida movimentada.

Avião da Força Aérea da Bolívia sofreu acidente em El Alto, na região de La Paz
(Foto: Reuters/Claudia Morales)
O diretor nacional dos Bombeiros da Bolívia, Pável Tovar, afirmou que pelo menos 15 veículos ficaram danificados no acidente. Ele afirmou ainda que havia oito pessoas dentro do avião. Não está claro o estado de saúde dos tripulantes.

Várias equipes de resgate foram enviadas ao local. Os feridos foram enviados para hospitais da região, inclusive na capital La Paz. As autoridades ainda não divulgaram detalhes, mas afirmaram que há menores de idade entre as vítimas.


O governo da Bolívia determinou que agentes de segurança incendiassem caixas com cédulas de dinheiro que caíram de um avião militar que saiu da pista e invadiu uma avenida na região de La Paz. O acidente aconteceu nesta sexta-feira (27) e deixou 20 mortos.

A carga era transportada pela Força Aérea da Bolívia e seria levada ao Banco Central. Após a queda, parte do dinheiro ficou espalhada pela via, e pessoas tentaram saquear as cédulas. Ao menos 12 suspeitos foram presos.


O tumulto dificultou o resgate dos feridos. Segundo a imprensa local, policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar pessoas que tentavam recolher o dinheiro.

De acordo com o governo, as notas ainda não tinham valor legal porque não haviam recebido número de série. O Banco Central pediu que a população devolva as cédulas levadas do local e afirmou que quem tentar usá-las poderá responder criminalmente.


Via g1, Metrópoles, El Deber e ASN

Menino de cinco anos identifica discrepância no manual de treinamento da Southwest

Ele ganhou tour VIP pela sede da empresa.


A paixão de um menino de cinco anos do Colorado pela aviação o levou a uma descoberta inesperada que chamou a atenção da Southwest Airlines. A atenção meticulosa do garoto aos detalhes lhe rendeu um tour VIP pela sede da companhia.

William Hines, um aluno da pré-escola, é fascinado por aviões e sistemas mecânicos desde bebê. Sua mãe, Amber Hines, contou à CNN que sua curiosidade sobre como as coisas funcionam se tornou evidente durante o "tempo de bruços" (um período em que os bebês passam breves momentos deitados de barriga para baixo para fortalecer os músculos do pescoço e das costas), quando ele estudava os movimentos das rodas e desmontava carrinhos de brinquedo para entender seus mecanismos.

O interesse de William pela aviação se aprofundou por meio de visitas regulares ao Aeroporto Metropolitano de Rocky Mountain (BJC), onde ele observava as operações das aeronaves. Sua paixão atingiu novos patamares após um encontro fortuito, posteriormente descrito por sua mãe nas redes sociais, que o levou a conhecer um piloto da Southwest Airlines chamado Josh.

A conexão começou quando a mãe de William o levou à feira de livros da irmã, onde ele carregava um aviãozinho de brinquedo da Southwest Airlines, presente de aniversário. A esposa de um piloto da Southwest viu o brinquedo e puxou conversa, perguntando se William teria interesse em falar com o marido sobre aviação.

O piloto, Josh, visitou William posteriormente e passou duas horas conversando sobre aviação comercial, revisando cartas aeronáuticas e explicando os sistemas da aeronave. Como parte dessa interação, Josh forneceu a William um manual de treinamento completo da Southwest Airlines, abrangendo sistemas de aeronaves, procedimentos de segurança e protocolos operacionais.

Enquanto estudava o manual com Josh, William percebeu algo que parecia inconsistente. Ele observou que dois indicadores de monitoramento de terreno no painel de instrumentos pareciam diferentes um do outro, com distâncias variadas exibidas em cada um.

A observação de William impressionou tanto a companhia aérea que a Southwest Airlines posteriormente investigou suas descobertas. A empresa concluiu que o que William havia identificado não era, na verdade, um erro no manual, mas sim uma variação normal na exibição dos instrumentos.

Ainda assim, os funcionários da companhia aérea ficaram impressionados com a atenção aos detalhes do menino de cinco anos e sua capacidade de perceber elementos técnicos tão específicos. Sua mãe enfatizou que William possui uma capacidade incomum de absorver e reter informações técnicas, características que se tornaram evidentes em uma idade excepcionalmente precoce.

O interesse de William pela aviação vai além da curiosidade técnica, estendendo-se também às suas aspirações de carreira. Ao ser questionado sobre seus planos para o futuro, ele expressou claramente a intenção de se tornar piloto, motivado pela oportunidade de transportar um grande número de passageiros para diversos destinos.

A Southwest Airlines usou a história de William para destacar o interesse dos jovens em carreiras na aviação, especialmente considerando a escassez de pilotos que o setor enfrenta a longo prazo. A disposição da empresa em interagir com jovens aspirantes a aviadores demonstra seus esforços para inspirar a próxima geração de profissionais da aviação.

Via aerotime.aero - Fotos via Southwest Airlines

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Avião cai em praia da capital da Somália logo após a decolagem

Aeronave deslizou sobre a água rasa de praia de Mogadíscio; 55 ocupantes sobreviveram.


A aeronave de passageiros Fokker 50, prefixo 6O-YAS, operada pela Starsky Airline, caiu nesta terça-feira (10) no Aeroporto Internacional Aden Adde de Mogadíscio, pouco depois da decolagem, mas todos os passageiros e tripulantes sobreviveram, disseram autoridades da aviação somali.

A Autoridade de Aviação Civil da Somália confirmou que todos a bordo foram evacuados em segurança e que não houve vítimas fatais. O avião estava a caminho de Galkayo quando apresentou uma falha técnica logo após a decolagem, obrigando o piloto a tentar um retorno de emergência à capital.


“O piloto tentou pousar a aeronave de volta em Mogadíscio, mas após o toque na pista, não conseguiu manter o controle”, disse Ahmed Moalim Hassan, diretor-geral da Autoridade de Aviação Civil da Somália. “A aeronave ultrapassou a pista e se aproximou da costa. Não houve vítimas.”

Os relatos iniciais indicavam que havia cerca de 50 passageiros a bordo. Equipes de resgate de emergência foram acionadas imediatamente e evacuaram passageiros e tripulantes da aeronave.


Autoridades da aviação disseram que foi iniciada uma investigação para determinar a causa exata do acidente.

O incidente ocorre em meio a um escrutínio renovado da segurança da aviação no Aeroporto Aden Adde. Em abril do ano passado, uma aeronave fretada pelas Nações Unidas fez um pouso de barriga no mesmo aeroporto depois que seu trem de pouso não foi acionado.

Com informações de ASN, hiiraan.com, Extra

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Avião cai com 15 pessoas a bordo na Colômbia; todos os ocupantes morreram


O avião Beechcraft 1900D, prefixo HK-4709, da SATENA, operando para a SEARCA - Servicio Aéreo de Capurgana, que havia desaparecido com 15 pessoas a bordo hoje (29) foi encontrado perto da fronteira da Colômbia com a Venezuela. Ninguém sobreviveu. Entre as vítimas está um candidato à Câmara Baixa, informou à AFP a autoridade aérea colombiana nesta quarta-feira (28).

Aeronave foi localizada por agricultores em uma área rural do município de La Playa de Belén. Segundo o site Noticias Caracol, moradores da região ouviram um estrondo antes de acharem a aeronave no solo. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o avião destruído e fumaça saindo das estruturas da aeronave.

Imagem do site FlightRadar24 mostra trajeto do voo da Satena que havia desaparecido 
em 28 de janeiro de 2026 (Foto: Reprodução/FlightRadar24)
Avião transportava 13 passageiros e 2 tripulantes. O Ministério de Transportes da Colômbia e a Aeronáutica Civil, que supervisiona os voos no país, afirmaram que a rota da aeronave era entre Cúcuta e Ocaña, cidades da região de Santander, nordeste colombiano. A companhia aérea estatal Satena disse que havia dois tripulantes a bordo.

A aeronave decolou da cidade fronteiriça de Cúcuta às 11h42 (13h42 no horário de Brasília) para um voo de cerca de 23 minutos. A plataforma de monitoramento de voos FlightRadar registrou a saída do avião. Porém, a torre de controle perdeu o contato com o avião minutos antes do pouso, por volta do meio-dia (14h00 de Brasília).

"Não há sobreviventes", disse à AFP um funcionário da Aeronáutica Civil Colombiana, autoridade aérea do país. O governo mobilizou a Força Aérea para buscar o avião e recuperar os corpos no local do acidente, uma área do norte de Santander, com vastas regiões controladas pela guerrilha do ELN (Exército de Libertação Nacional).


Ainda não se sabe a causa do acidente, informou o Ministério de Transportes colombiano. À imprensa, a ministra María Fernanda Rojas disse que a pasta acionou todos os protocolos necessários para investigar o caso.

Satena divulgou a lista dos passageiros e tripulação. A empresa comunicou que outras informações serão comunicadas pelos canais oficiais da companhia após confirmação pelas autoridades.


Passageiros
  • María Álvarez Barbosa
  • Carlos M. Salcedo
  • Rolando Peñaloza Gualdrón
  • María Díaz Rodríguez
  • Maira Avendaño Rincón
  • Anayisel Quintero
  • Karen Parales Vera
  • Anirley Julio Osório
  • Gineth Rincón
  • Diógenes Quintero Amaya
  • Natalia Acosta Salcedo
  • Maira Sánchez Criado
  • Juan Pacheco Mejía
Equipe
  • Capitão Miguel Vanegas
  • Capitão José de la Vega
Aeronave é um modelo Beechcraft 1900 de matrícula HK4709, da companhia Satena. A empresa disse tratar do assunto com autoridades e disponibilizou um telefone para contato de familiares de pessoas que embarcaram no avião.

Ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, lamentou as mortes.

Diógenes Quintero e Natalia Acosta morreram no acidente aéreo
(Imagem: Reprodução/Instagram/@diogenesqa)
Partido Social de Unidade Nacional lamentou a morte de Diógenes Quintero, candidato da sigla liberal à Câmara dos Representantes. "Foi um líder comprometido com a sua região, com um uma firme vocação de serviço e um profundo sentimento de responsabilidade pública", escreveram. Quintero foi eleito para representar a região de Catatumbo no processo de paz para o mandato legislativo entre 2022 e 2026, e esperava ser reeleito nas legislativas de março.

Natalia Acosta Salcedo, membro da equipe de Quintero, também estava no voo e morreu. "Foram juntos, trabalhando pelo que acreditavam, andando pela terra que tanto amavam. Às suas famílias, o nosso abraço infinito", divulgou a equipe de Quintero na página dele no Instagram.

Outra vítima foi Carlos Salcedo. Ele era candidato a uma vaga parlamentar.

Com informações do UOL, AFP, Notícias Caracol e ASN

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Empresa paga R$ 150 por hora para pessoas se jogarem em escorregadores avião nos EUA

Cerca de 120 pessoas, com diferentes pesos e idades, foram selecionadas para fazer os testes.

Cerca de 120 voluntários testam os escorregadores (Foto: Reprodução/aero_in/X)
Uma empresa norte-americana selecionou cerca 120 voluntários para deslizar por um escorregador de evacuação de avião, usado para manobras de emergência. Eles ganharam US$ 30 (cerca de R$ 150) por hora para participar de testes controlados.

A ação ocorreu no Arizona, nos Estados Unidos, e foi promovida pela Collins Aerospace, empresa que fabrica equipamentos aeronáuticos, especialmente, sistemas infláveis de evacuação de emergência. Os escorregadores são testados com frequência, para garantir que os passageiros consigam sair da aeronave em até 90 segundos, conforme as normas de aviação.

Uma empresa de recrutamento foi contratada para fazer a seleção de pessoas com diferentes portes físicos e idades. Os voluntários precisaram se equipar com capacete e joelheiras para conseguir descer o mais rápido possível dos escorregadores.


O equipamento, apesar de inflável, conta uma uma tecnologia altamente inteligente que detecta o solo e se ajusta automaticamente ao comprimento para favorecer a evacuação de emergência. Segundo a empresa, eles conseguem inflar em até seis segundos.

As normas da Federal Aviation Administration (FAA) exigem que os escorregadores sejam capazes de inflar e ser usados mesmo sob condições extremas de vento, chuva e temperatura.

Via Terra e Aeroin

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Autoridades da Indonésia encontram destroços de avião desaparecido com 11 pessoas a bordo

Aeronave de vigilância da pesca perdeu contato no sábado em área montanhosa; buscas por tripulantes e passageiros continuam.


Autoridades da Indonésia informaram neste domingo (18) que localizaram os destroços de um avião de vigilância da pesca que havia desaparecido na província de Sulawesi do Sul, perto de uma montanha coberta por neblina. As equipes de resgate ainda buscam as 11 pessoas que estavam a bordo.

O turboélice ATR 42-512, prefixo PK-THT, pertencente ao grupo de aviação Indonesia Air Transport, perdeu contato com o controle de tráfego aéreo no sábado (17), por volta das 13h30 no horário local (3h da madrugada, em Brasília), na região de Maros, em Sulawesi do Sul.

Havia oito tripulantes e três passageiros a bordo da aeronave, que havia sido fretada pelo Ministério de Assuntos Marítimos e Pesca da Indonésia para realizar vigilância aérea da atividade pesqueira. Os passageiros eram funcionários do ministério.

Avião estava desaparecido na Indonésia (Imagem: Reprodução/X)
O chefe da agência de resgate de Sulawesi do Sul, Muhammad Arif Anwar, afirmou à televisão local que, após a localização dos destroços, os socorristas mobilizariam cerca de 1.200 profissionais nas buscas pelos passageiros e tripulantes desaparecidos.

“Nossa prioridade é procurar as vítimas, e esperamos que haja algumas que possamos evacuar com vida”, disse.
O chefe do Comitê Nacional de Segurança nos Transportes da Indonésia, Soerjanto Tjahjono, afirmou que houve um "voo controlado contra o terreno".

"O piloto conseguiu controlar a aeronave e a queda não foi intencional", disse Soerjanto à imprensa local.

Os investigadores ainda não determinaram a causa do acidente, acrescentou.

A KNKT não respondeu ao pedido de comentário da Reuters.

Enquanto isso, a Indonesia Air Transport afirmou em comunicado que a aeronave apresentou problemas técnicos, mas foi declarada aeronavegável antes de voar para Makassar.

"Houve um problema de engenharia, mas o corrigimos e testamos a aeronave na sexta-feira. O voo do aeroporto de Halim, em Jacarta, para Semarang e Yogyakarta ocorreu sem problemas", disse Edwin, diretor de operações da companhia.

Especialistas em aviação afirmam que a maioria dos acidentes é causada por uma combinação de fatores.

O ATR 42-500, fabricado pela empresa franco-italiana ATR, é uma aeronave turboélice regional com capacidade para transportar entre 42 e 50 passageiros.

O site de rastreamento de voos Flightradar24 informou que a aeronave de vigilância sobrevoava o oceano em baixa altitude, o que limitava sua cobertura de rastreamento, e que o último sinal foi recebido às 04h20 GMT, a cerca de 20 km a nordeste do aeroporto de Makassar.

Foi o primeiro acidente fatal com um ATR 42 na Indonésia em mais de uma década. Em 2015, um ATR 42-300 da Trigana Air Service caiu em uma encosta na região de Papua, na Indonésia, matando todas as 54 pessoas a bordo.

Via g1 e CNN