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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Brasil corre contra o tempo para liderar combustível sustentável de aviação

Sustentabilidade é tema recorrente no setor da aviação (Imagem: Freepik)
O Brasil não perdeu a oportunidade de liderar a produção de combustível sustentável de aviação, o chamado SAF, mas o tempo para transformar potencial em liderança efetiva está se esgotando. A avaliação é de Pedro de la Fuente, gerente de relações exteriores e sustentabilidade da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo).

Em entrevista exclusiva ao UOL durante o Wings of Change Americas, realizado em Santiago (Chile), o executivo afirma que o país ainda reúne vantagens estruturais relevantes, mas já não opera com o "luxo do tempo" de sobra para se posicionar globalmente.

"O Brasil não perdeu a janela. Mas saiu de uma posição de vantagem estratégica para uma em que a velocidade agora importa enormemente. O país ainda tem os ingredientes para se tornar uma grande plataforma de SAF", disse.

Segundo ele, a combinação de biomassa abundante, base de refino consolidada, capacidade técnica e um novo arcabouço regulatório mantém o país no radar. A estrutura regulatória, por meio da Lei do Combustível do Futuro e do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, também contribui para esse possível destaque do Brasil.

No entanto, o avanço de outros mercados pressiona o cronograma, segundo o executivo. "O problema é que o resto do mundo não está parado, e a liderança de mercado ficará com os países que converterem potencial em projetos financiáveis, políticas de longo prazo e produção em escala", afirma.

As iniciativas já em curso ajudam a ilustrar esse avanço. "Já estamos vendo movimentos concretos, incluindo as primeiras entregas domésticas de SAF certificadas pela Icao pela Petrobras em dezembro de 2025 e projetos de grande escala, como a biorrefinaria da Acelen na Bahia", afirmou.

Para de la Fuente, esses exemplos indicam que o país começa a transformar capacidade em execução, ainda que a corrida global esteja se intensificando.

O que é o SAF


O combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF (sigla em inglês para Sustainable Aviation Fuel), é um substituto ao QAV (querosene de aviação) produzido a partir de matérias-primas renováveis, como resíduos agrícolas, óleos usados e biomassa. Sua principal vantagem é a redução significativa das emissões de carbono ao longo do ciclo de vida, podendo chegar a 80% em comparação ao combustível fóssil convencional.

Além disso, o SAF pode ser utilizado na frota atual sem necessidade de adaptação relevante das aeronaves, o que o torna a principal aposta do setor aéreo para descarbonização nas próximas décadas.

Preço e limitações


Apesar do avanço, o executivo pondera que o impacto do SAF sobre custos e volatilidade do QAV ainda é limitado. Ele afirma que um eventual investimento antecipado do Brasil poderia ajudar a não faltar abastecimento, mas não eliminaria fatores estruturais.

"Investimentos mais cedo na produção doméstica de SAF teriam melhorado a resiliência da oferta, reduzido a dependência de logística de importação e dado mais flexibilidade às companhias aéreas. Isso ajudaria a mitigar alguns choques externos, mas não eliminaria a exposição aos mercados globais de energia ou às flutuações cambiais", diz o executivo da Iata.

De la Fuente destaca que o modelo de precificação do combustível no Brasil continua atrelado ao preço de paridade de importação, mesmo quando a produção é local. De maneira simplificada, nessa situação, a Petrobras define o preço do QAV de acordo com valores do mercado global, e não segundo o custo real de produção interno, tornando os valores suscetíveis às variações ocorridas mundo afora.

"Na prática, as companhias aéreas também pagam sob uma estrutura de 'custo de importação fictício'. Isso incorpora componentes de frete e transporte como se o combustível fosse importado, mesmo quando não é", afirma, destacando que a quase totalidade do querosene de aviação é produzida dentro do Brasil, o que não justifica elevar os preços para equipará-los ao do restante do mundo.

Avanço, mas lento


O cenário internacional reforça a urgência. A Iata estima que a produção global de SAF dobrou em 2025, alcançando cerca de 2 milhões de toneladas. Ainda assim, isso representaria apenas 0,7% da demanda total da aviação no mundo.

"O mercado global de SAF está se movendo na direção certa, mas não na velocidade certa", disse Pedro de la Fuente, da Iata.

A entidade projeta uma necessidade de cerca de 500 milhões de toneladas ao ano até 2050, enquanto as estimativas atuais indicam algo próximo de 400 milhões. Para o executivo, o gargalo não está apenas na disponibilidade de matéria-prima, mas na implementação tecnológica e na escala industrial.

"A conclusão não é que devemos repensar o SAF como setor, mas sim como investimos: menos políticas fragmentadas, mais incentivos à produção, mais ferramentas de financiamento e melhor execução de projetos", diz.

Desafio de custo


Outro entrave relevante é o preço. O SAF ainda custa, em média, mais de quatro vezes o querosene convencional. "A paridade de preço é possível em mercados e rotas específicas, mas o setor não deve assumir que isso acontecerá automaticamente em dez anos", diz de la Fuente.

Ele defende uma combinação de aumento de escala, políticas estáveis, redução do custo de capital e desenvolvimento de cadeias logísticas mais eficientes para reduzir essa diferença.

Segurança energética


A discussão sobre combustíveis também envolve uma dimensão geopolítica. Para Roberto Alvo, CEO do grupo Latam, o debate atual vai além da transição energética.

Para o executivo, a segurança energética se tornou prioridade diante das incertezas globais. Ele cita o exemplo brasileiro com o etanol, cuja política de incentivo iniciada nos anos 1970 (Proálcool) permitiu ao país desenvolver uma cadeia robusta e reduzir dependência externa.

Na avaliação de Alvo, a Europa reconhece hoje o erro de ter terceirizado sua produção de energia e busca reequilibrar essa estratégia. O paralelo com o SAF é direto: países que conseguirem estruturar produção local em escala tendem a ganhar competitividade e autonomia em um cenário internacional cada vez mais instável.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Anac lança plataforma para facilitar relação entre passageiros e empresas

Anac Passageiro: Plataforma quer melhorar relação entre passageiros e empresas aéreas
(Imagem: Reprodução/Anac)
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) lançou nesta semana a plataforma Anac Passageiro, com o objetivo de fornecer uma vasta gama de informações aos passageiros aéreos sobre os seus direitos e tratar reclamações contra as empresas do setor.

Essa é mais uma ferramenta nas mãos do consumidor para pressionar as empresas pela resolução rápida dos problemas, já que o caminho seguido na plataforma pode evitar a judicialização do caso. Mesmo assim, as empresas continuam sob a lupa da Anac, que usará inteligência artificial para acompanhar os dados levantados na plataforma e, se for o caso, fiscalizar e sancionar as aéreas que descumprirem de maneira contumaz as determinações do órgão público.

A expectativa é que, por funcionar dentro da agência, o Anac Passageiro permita um panorama melhor e mais agilidade na resposta, que tem o prazo inicial de 10 dias para que as empresas se manifestem.

Como funciona


A iniciativa não é uma concorrente direta do serviço oferecido no Consumidor.Gov, site da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor, órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública), que já trabalha para auxiliar os passageiros a terem seus direitos efetivados. Ele dispõe da ferramenta para reclamações, mas vai além.

O passageiro também poderá usar a plataforma para ter acesso a informações sobre seus direitos na hora de voar. Ali, por exemplo, é possível entender o que é e como funcionam o check-in, procedimentos de segurança e o embarque em si.

Dessa forma, é possível distinguir se houve alguma irregularidade, o que abre espaço para uma denúncia, se for o caso. A página ainda traz informações, entre outras, sobre:
  • Direitos em caso de atrasos e cancelamentos;
  • Alterações de viagem;
  • Reembolso;
  • Acessibilidade;
  • Viagem com animais;
  • Agências de turismo;
  • Viagem com crianças e adolescentes.
É possível consultar a plataforma antes mesmo da compra aérea para saber o que fazer e se a empresa aérea não está cumprindo a legislação vigente.

Um dos destaques é para a seção "O que posso transportar", que traz um guia interativo no qual o passageiro pode buscar pelo tipo de item que quer levar a bordo para saber se ele é permitido, além de encontrá-los separados em grupos para facilitar a localização. Um exemplo é o caso de power banks, os carregadores portáteis, que precisam cumprir algumas regras para serem levados no avião (leia mais aqui).

Espaço para queixas


Caso o passageiro tenha alguma reclamação sobre o serviço prestado, terá uma lista com os canais diretos das empresas que realizam transporte aéreo regular no país e de aeroportos com voos frequentes.

Também será possível fazer uma denúncia diretamente na plataforma, com mais detalhamento que no Consumidor.Gov. Se o viajante prestar uma queixa nas duas plataformas, a empresa aérea poderá identificar e dar continuidade ao procedimento apenas em uma delas.

Um dos diferenciais do Anac Passageiro é ser voltado especificamente para os problemas do setor aéreo. Não será aberto um processo administrativo sobre cada queixa apresentada, porém, a agência poderá, com base nos dados coletados e com o uso de inteligência artificial, verificar se não é o caso de iniciar um processo de fiscalização naquela empresa que apresenta o mesmo problema regularmente.

Após a reclamação, a empresa terá de oferecer uma resposta em até dez dias. Após a conclusão do procedimento, o passageiro tem 30 dias para avaliar o atendimento recebido, fornecendo dados para a agência entender como as integrantes da plataforma estão se comportando.

Para Adriano Miranda, da Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, a judicialização é uma questão que traz custos para o setor. "Isso acaba sendo prejudicial ao próprio passageiro no fim das contas, [com valor] que acaba sendo repassado ao bilhete e quem acaba pagando é o passageiro", afirma.

"Temos uma série de ações que buscam trazer um ambiente mais estável, trazer mais empresas e conseguir fomentar mais concorrência e reverter isso de maneira positiva ao passageiro", diz Miranda.

Consumidor.Gov


A Anac acompanha trimestralmente os dados de reclamações contra empresas aéreas registrados na plataforma Consumidor.Gov. Em 2024 (último relatório divulgado), foram 73,2 reclamações a cada 100 mil passageiros transportados, uma queda de 4,6% em relação ao ano anterior.

Naquele ano, as queixas tiveram um tempo médio de resposta de 5,2 dias. Entre os temas mais reclamados no período, se destacam:
  • Alteração pela empresa aérea (24,7%)
  • Alteração pelo passageiro (18%)
  • Execução do voo (13,8%)
  • Reembolso (12,8%)
  • Transporte de bagagem (12,3%)
  • Oferta e compra (12,1%)
  • Utilização de itens opcionais (3,1%)
  • Outras reclamações (2,5%)
  • Assistência ao Passageiro com Necessidade de Assistência Especial (0,9%)

Mais ferramentas


A Anac deixa claro que não quer impedir que o passageiro recorra aos seus direitos na Justiça, mas que busca oferecer alternativas para que a resolução dos problemas seja mais rápida.

Entre outras iniciativas relacionadas ao consumidor, a Anac, em parceria com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o MPor (Ministério de Portos e Aeroportos), lançou a ferramenta InfoVoo. O acesso a ela é restrito a magistrados e servidores previamente autorizados.

Na InfoVoo, juízes e desembargadores podem consultar de forma integrada dados sobre cada operação aérea, oferecendo subsídios para a tomada de decisão, principalmente no que se refere a atrasos e cancelamentos. O aumento de transparência, usando informações oficiais, pode evitar disputas desnecessárias de versões entre empresas e passageiros.

Até março esteve aberta uma consulta pública sobre a Resolução 400 da Anac, que trata dos direitos e da assistência aos passageiros aéreos. Atualmente, ela está fechada e sob análise da agência.

Brasil é recordista de processos


A judicialização no país, principalmente aquela relacionada a danos morais, é uma preocupação da indústria. Segundo a Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo), o Brasil é a nação com o maior número de processos contra empresas aéreas no mundo.

Peter Cerdá, vice-presidente da Iata para as Américas, explicou como a judicialização é um problema para o setor em entrevista ao UOL em 2025.

"Para cada 227 passageiros, há um processo judicial no país. Isso significa que, a cada voo que decola no Brasil, um passageiro levará a companhia aérea aos tribunais", afirmou. Em comparação, nos EUA, há apenas um processo para cada 1,2 milhão de passageiros, o que evidencia a disparidade, segundo Cerdá.

"O Brasil não pode continuar sendo o país mais litigioso do mundo [na aviação]. Simplesmente, não pode", afirmou Cerdá recentemente ao UOL.

Essa também é a percepção de outras empresas, como a Delta e, principalmente, as empresas de baixo custo, como JetSmart e FlyBondi.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

terça-feira, 28 de abril de 2026

Pedaço de plástico é confundido com bomba em banheiro de avião e mobiliza PF em Viracopos

Policiais localizaram um pedaço de plástico inerte no banheiro da aeronave. Embarque foi retomado e voo da Azul já decolou com destino ao Rio de Janeiro, nesta segunda (27).

Passageiros de voo da Azul com destino ao Rio de Janeiro tiveram de desembarcar da aeronave no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), após suspeita de bomba; PF localizou apenas um pedaço de plástico inerte, e voo decolou normalmente (Foto: Arquivo pessoal)
Uma suspeita de bomba no avião Embraer ERJ-190-400STD (E195-E2), prefixo PS-AEM, da Azul Linhas Aéreas, mobilizou a Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta segunda-feira (27). Um pedaço de plástico no banheiro da aeronave teria sido confundido com um artefato.

A Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária responsável pelo terminal, informou que a suspeita foi rapidamente descartada pela PF, e que o voo já decolou com destino ao Rio de Janeiro (RJ).

Por conta da suspeita da presença do artefato, a aeronave que já estava em taxiamento retornou para a posição de origem e os passageiros foram desembarcados para que a aeronave fosse inspecionada.

Cena do vídeo (Imagem: canal Golf Oscar Romeo)
A Polícia Federal atendeu ao chamado do comandante do voo da Azul, mas rapidamente descartou o risco, ao localizar um pedaço de plástico inerte, sem qualquer semelhança a uma bomba.

"Verificamos que era um pedaço de mochila ou coisa parecida, sem qualquer fio ou artefato que pudesse indicar se tratar de explosivo. Ocorrência finalizada sem nenhum indício de fato criminal", informou a PF.

Após a verificação, o embarque foi liberado. O procedimento ocorreu em uma aeronave da Azul Linhas Aéreas que faz a rota até o Rio de Janeiro (RJ).

Imagens recebidas pela EPTV, afiliada TV Globo, mostram a movimentação no saguão e depois no embarque da aeronave.


Em nota, a Azul confirmou o episódio no voo AD4037, que após a liberação seguiu normalmente até o destino.

"A Azul informa que o voo AD4037 (Viracopos - Santos Dumont), desta segunda-feira, precisou retornar do taxi após a Tripulação identificar um item abandonado dentro do banheiro da aeronave. A Polícia Federal foi acionada e, por protocolo, a aeronave passou por inspeção e foi liberada para voo, seguindo normalmente até seu destino. A Azul ressalta que medidas como essas são necessárias para garantir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia", disse.

A concessionária que administra Viracopos disse que todos os protocolos de segurança foram acionados.

"A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos confirma que o voo 4037 (Viracopos-Santos Dumont) estava em taxiamento para realizar a decolagem, e precisou retornar para a posição, por volta das 15h45, após ser encontrado um pacote suspeito dentro do banheiro. Os passageiros foram desembarcados e a Polícia Federal foi acionada para verificar o objeto. Após inspeção foi constado que não se tratava de nenhum artefato. Todos os protocolos de segurança foram acionados. Os passageiros foram embarcados novamente e a aeronave decolou por volta das 17h10."

Via g1

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Aeroporto de Congonhas é fechado após avião da Latam colidir com pássaro

Voo que fazia rota Vitória–São Paulo se envolveu no incidente durante o pouso; pista ficou fechada por cerca de 10 minutos.


A pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ficou fechada por cerca de 10 minutos na manhã desta sexta-feira (24), após a colisão de um pássaro com a aeronave Airbus A320-271N, prefixo PR-XBI, da Latam, que fazia a rota Vitória–São Paulo durante o pouso. Ninguém se feriu.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o fechamento ocorreu entre 7h40 e 7h50, após o registro do chamado “bird strike” (colisão com ave). Para garantir a segurança, foi realizada uma vistoria na pista, e a operação foi retomada logo em seguida.

Em nota, a FAB informou que a medida foi adotada para assegurar as condições do aeródromo após o incidente.

Procurada, a Latam informou que o voo LA3243 se envolveu no episódio durante a chegada. Segundo a empresa, a aproximação e o pouso da aeronave foram realizados normalmente e dentro do horário programado. A companhia afirmou ainda que o caso é alheio ao seu controle e que segue todos os procedimentos para garantir a segurança das operações.

Outras companhias aéreas afirmaram que não houve impacto relevante nas operações. A Azul informou que não teve alterações, e a Gol disse que a operação segue normalmente nesta sexta-feira.

A Agência SBT também procurou a Aena Brasil, responsável pelo Aeroporto de Congonhas, mas não obteve retorno, até o momento.

Via Naiara Ribeiro (Agência SBT) e flightradar24

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Como avião fabricado na extinta União Soviética foi parar no interior de SP e virou sucata após 20 anos

Aeronave com capacidade para 40 passageiros foi apreendido pela Receita Federal no início dos anos 2000 e está deteriorado. USP ganhou direito de uso da aeronave, mas não tem recursos para remoção, segundo professor da universidade.

Avião fabricado na União Soviética nos anos 1960 está abandonado no
Aeroporto de Ribeirão Preto (SP) (Foto: Cacá Trovó/EPTV)
Um avião de pequeno porte fabricado nos anos 1960 na extinta União Soviética e apontado por especialistas como único no Brasil, está abandonado há mais de 20 anos em uma área dentro do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP).

🔎A União Soviética foi um grande bloco de países formado como um dos desdobramentos do fim da Revolução Russa, que existiu entre a década de 1920 e o início dos anos 1990 e se tornou o principal rival geopolítico e militar dos EUA na chamada 'Guerra Fria'.

Utilizada por um clube náutico de Belo Horizonte (MG) para voos fretados de associados pelo Brasil entre 2001 e 2002, a aeronave foi apreendida em 2002 após um pouso de emergência no interior de São Paulo por descumprimento de normas para o transporte no país e, desde então, nunca mais foi retirada da cidade.

O avião foi destinado pelo governo federal em 2007 à Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, para fins educacionais, mas nunca foi retirado devido ao alto custo, segundo James Rojas Waterhouse, professor de engenharia aeronáutica da USP São Carlos.


Segundo ele, a operação para transportar a aeronave até a universidade custaria entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, já que seria necessário desmontar o avião. O objetivo seria utilizar a estrutura em aulas práticas, mas as peças estão em situação precária, destruídas pelo tempo.

"Hoje não é viável comercialmente, economicamente, até porque o avião está bem degradado. Segundo, que esse é um avião, é um exemplar único no Brasil, então não têm mecânicos que conheçam esse avião, não têm peças de reposição, ou seja, seria muito difícil colocar um avião desse em estado aeronavegável", diz.

Como avião soviético foi parar no interior de São Paulo


O jato modelo Yakovlev Yak-40 tem capacidade para 40 passageiros, autonomia de três horas de voo e foi muito utilizado na extinta União Soviética para o transporte regional de passageiros. "Ele é uma espécie de laboratório vivo para mostrar aos alunos tanto turbinas quanto sistemas hidráulicos", diz Waterhouse.

Em 2001, a aeronave foi adquirida de São Tomé e Príncipe, no continente africano, por um clube náutico de Belo Horizonte. Com ele, a entidade operou até 2002 voos para destinos como Búzios (RJ) e Foz do Iguaçu (PR) com a matrícula estrangeira "Sierra 9 Bravo Alfa Papa", referente ao país onde estava inscrito até então.

Inscrições em alfabeto cirílico de aeronave fabricada na extinta União Soviética,
abandonada em Ribeirão Preto (SP) (Foto: Cacá Trovó/EPTV)
Em agosto de 2002, em uma dessas viagens, o avião fez um pouso não programado em Ribeirão Preto, ocasião em que o antigo Departamento de Aviação Civil (DAC) apontou irregularidades, o que resultaria na apreensão definitiva pela Receita Federal.

O motivo alegado foi o descumprimento de normas que permitiam o exercício de transporte em território nacional.

Em 2007, após a apreensão, a Receita Federal determinou a destinação do jato à Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, mas a questão ficou pendente até 2014, porque os donos do avião tentaram reaver o bem na Justiça.

A decisão final foi favorável ao Clube Náutico Água Limpa, que ganhou o direito a uma indenização, porque a Justiça considerou irregular a ação de apreensão, ao afastar o argumento de que a aeronave não estava regularmente nacionalizada.

Aeronave fabricada na extinta União Soviética foi parar no interior de São Paulo após pouso
de emergência de voos com associados de clube náutico (Foto: Cacá Trovó/EPTV)
O clube informou que desde 2018 aguarda pela indenização referente à apreensão da aeronave.

"A apreensão da aeronave foi reconhecida como ilegal pelo Poder Judiciário, tendo sido anulados tanto o processo administrativo, quanto a pena de perdimento anteriormente aplicados pela União Federal", informou a entidade, por meio de nota enviada por seus advogados.

Mesmo com a possibilidade de ser utilizada pela USP de São Carlos, a aeronave permanece há mais de 20 anos em uma área atrás da base do Corpo de Bombeiros, no Aeroporto Leite Lopes e teve a estrutura desgastada pela exposição e pela ação do tempo, perdendo valor comercial.

"Ele precisa primeiro ser desmontado para depois poder ser embalado para transporte. A desmontagem, a embalagem de um avião desse e o transporte não é uma tarefa simples tampouco barata. A Universidade de São Paulo não tem recursos pra fazer um projeto desse tamanho. Estamos buscando já faz bastante tempo, mas até agora não logramos êxito em conseguir recursos para fazer essa transferência para o campus da universidade", afirma Waterhouse.


Via g1

Empresa de SP quer fazer 'carro voador' que cabe na vaga de carro


A Xmobots, empresa sediada em São Carlos (SP), desenvolve o "carro voador" Vision, com previsão de entrada em operação na versão civil em 2032. A fabricante, que já fornece drones para o Exército, quer entrar neste mercado, hoje dominado pela Eve, subsidiária da Embraer.

Embora sejam chamadas de carros voadores, essas aeronaves são eVTOLs (electric Vertical Takeoff and Landing, ou Aeronave de Decolagem e Aterrissagem Vertical Elétrica). Elas são divididas em dois tipos de operação:

Mobilidade Aérea Urbana: para trechos de até 150 km de distância, principalmente dentro de cidades.

Mobilidade Regional Autônoma: para trechos acima de 150 km de distância, como conexão entre cidades e regiões mais afastadas.

O Vision se encaixa no segundo exemplo. O modelo está em desenvolvimento e não possui protótipo. Portanto, é preciso esperar os próximos anos para vê-lo voar.

Cabe na vaga de um carro


'Carro voador' Vision, da brasileira Xmobots: Aeronave está em desenvolvimento e deverá
ser movida por propulsão com sistemas híbridos (Imagem: Divulgação/Xmobots)
O modelo funcionará de maneira mista: para decolar, sobe na vertical, como um helicóptero, e, ao atingir certa altitude, desdobra as asas e passa a ter propulsão na horizontal, como um avião.

Seu tamanho no solo foi planejado para caber na vaga de um carro. Assim, busca dispensar a operação em vertiportos, locais específicos estudados para pouso e decolagem dos eVTOLs.

A aeronave também deverá voar baixo, sem colocar em risco a operação envolvendo aviões. Ela ficará entre 100 metros e 120 metros, levando até dois passageiros de forma completamente autônoma, ou seja, sem pilotos a bordo.

Como funciona?


'Carro voador' Vision, da brasileira Xmobots: Aeronave tem como objetivo caber em
uma vaga de carro quando estiver no solo (Imagem: Divulgação/Xmobots)
O Vision pesa 1.500 kg e usa oito motores para decolar na vertical. Após cerca de 30s, atinge a altura de transição, momento em que estende suas asas, que ficam dobradas para cima para o pouso.

Nesse momento, dois motores traseiros passam a impulsionar a aeronave na horizontal, e o eVTOL passa a se comportar como um avião. Na hora do pouso, os motores verticais são acionados e é feita a transição, dobrando as asas, processo que dura cerca de 45s.

Os motores são elétricos, mas a energia é fornecida por um gerador a combustível, que funciona tanto com gasolina quanto com etanol. Segundo Giovani Amianti, diretor-presidente e fundador da Xmobots, essa modalidade permite mais potência do que uma bateria, considerando o peso, fator crucial para aeronaves.

Na fase de voo na horizontal, há uma vantagem: caso os motores parem de funcionar, a aeronave pode planar, como um avião. A empresa estuda usar paraquedas balísticos em emergências.

Modelo econômico


'Carro voador' Vision, da brasileira Xmobots: Aeronave está em desenvolvimento e deverá
ser movida por propulsão com sistemas híbridos (Imagem: Divulgação/Xmobots)
Diferentemente de outros eVTOLs, o objetivo do Vision é atender a demandas regionais não cobertas pelas aeronaves de curta distância e ser um meio mais barato do que o helicóptero.

De acordo com Amianti, o projeto deve atingir a marca de US$ 0,84 por passageiro por quilômetro voado para se tornar competitivo. Os estudos da empresa apontam que, no interior do Brasil, o preço de uma corrida de Uber na modalidade X é equivalente a US$ 0,28 por passageiro por quilômetro rodado no interior do Brasil, enquanto em um helicóptero, o valor sobe para US$ 5 a cada quilômetro voado por passageiro.

A empresa não pretende vender os modelos inicialmente, mas operar a frota de forma concentrada. Há a possibilidade de licenciar o modelo dependendo do crescimento, diz o fundador.

Para atingir o modelo econômico mais favorável, será necessário fabricar 500 unidades por ano, diz Amianti.

Como solução de mobilidade porta a porta, a solicitação do Vision poderá ser feita por aplicativo, que buscará a unidade mais próxima e direcionará o voo. Ao mesmo tempo, reserva-se uma parte do espaço aéreo para que o tráfego seja feito em segurança. Após chegar ao destino, a aeronave fica disponível para outros voos.

Fluxo do aplicativo Daasfy, que deverá gerenciar os voos do eVTOL Vision,
da brasileira X mobots (Imagem: Montagem/Xmobots)

Versão militar


A empresa pretende desenvolver uma versão militar do Vision, que seria batizada de Nauru3000D. Embora sejam necessárias diversas unidades do eVTOL para transportar a mesma quantidade de militares, o risco de perda em caso de acidente seria reduzido ao máximo de duas pessoas, ante a até 28 no caso de um problema grave com helicópteros de grande porte, calcula a empresa.

Fora de grandes centros


Autonomia do Vision, eVTOL da Xmobots (Imagem: Divulgação/Xmobots)
Como estudo de caso, a empresa apresenta uma situação na qual uma pessoa precisa viajar de São Carlos (SP) até a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O caminho mais comum seria ir de carro até o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), pegar um voo até Brasília e ir de carro até a Esplanada.

Segundo os cálculos da empresa, essa viagem custaria R$ 4.368,63 por passageiro, durando 5h25 ao todo. Usando o Vision, a duração cai para 5h de voo, ao custo de R$ 2.675 por passageiro.

Nesse caso, seria necessário fazer uma escala em Uberaba (MG) e outra em Caldas Novas (GO) antes de chegar ao destino, devido à autonomia da aeronave.

Participação pública


'Carro voador' Vision, da brasileira Xmobots: Aeronave está em desenvolvimento e deverá
ser movida por propulsão com sistemas híbridos (Imagem: Divulgação/Xmobots)
A empresa foi uma das vencedoras de um edital da Finep (empresa Financiadora de Estudos e Projetos, do governo federal) e terá um investimento de cerca de R$ 120 milhões no projeto. Outros R$ 90 milhões, aproximadamente, partem dos acionistas da empresa.

O Vision também se beneficia de uma parceria com a UFU (Universidade Federal de Uberlândia) para o desenvolvimento de uma hélice de baixo custo e menor ruído, mantendo alto desempenho.

Quando voará?


(Imagem: Divulgação/Xmobots)
Atualmente, o projeto alcançou a marca chamada de Critical Design Review (revisão crítica do projeto), uma revisão técnica que precede o início da produção do modelo.

Os estudos para o modelo começaram em 2019, em etapa financiada pela própria empresa. O projeto financeiro, que definiu a viabilidade econômica do projeto, encerrou-se em 2022.

No ano seguinte, a empresa conseguiu o financiamento da Finep. A partir de 2024, começaram o projeto de forma mais acelerada. Apenas agora, em 2026, o design da aeronave foi revelado, assim como as expectativas de regulação nos órgãos competentes.

A expectativa da empresa, segundo Amianti, é que o modelo voe a partir de 2030 para o transporte de cargas e, em 2034, já esteja certificado para o transporte de pessoas. Inicialmente, o foco é na área militar e, depois, no transporte de ribeirinhos e operações para órgãos públicos, como Petrobras e Ibama.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Avião de pequeno porte cai e explode em estrada rural de Mato Grosso

Polícia apontou indícios de que o piloto fez um pouso forçado na fazenda e ateou fogo na aeronave, porque encontraram galões de gasolina próximos da queda.


Um avião bimotor caiu em uma estrada rural entre os municípios de Campo Novo do Parecis e Brasnorte, nesta quarta-feira (22). Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre vítimas ou número de ocupantes da aeronave.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência.

Logo após a queda, houve uma explosão do avião. No local, a PM apontou indícios de que o piloto fez um pouso forçado na fazenda e ateou fogo na aeronave, porque encontraram galões de gasolina próximos da queda. (veja vídeo)

A queda foi registrada em uma área rural (Foto: Reprodução)
Até a última atualização desta reportagem, o piloto não foi localizado. Segundo um morador da região, foram encontrados apenas rastros na areia que seguiam até uma área de cerrado desmatada.

A região onde o acidente ocorreu é de difícil acesso. A ocorrência também é acompanhada por trabalhadores rurais da região.

As circunstâncias da queda ainda serão investigadas pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.


Via g1

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Avião da Latam com destino a Nova York retorna a Guarulhos após problema técnico

Segundo a companhia, aeronave voltou ao terminal logo após a decolagem de sábado (18), e pouso ocorreu em segurança; passageiros foram reacomodados em outro voo.

Histórico de voo de aeronave da Latam com destino aos EUA, que teve de retornar ao
Aeroporto Internacional de SP, em Guarulhos (Imagem: Reprodução/FlightRadar)
O avião Boeing 787-9 Dreamliner, prefixo CC-BGU, da Latam, que saiu do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com destino a Nova York, nos Estados Unidos, precisou retornar ao terminal logo após a decolagem na noite de sábado (18) devido a um problema técnico, para uma manutenção não programada, segundo informou a Latam.

De acordo com a companhia, a aeronave do voo LA8180, que partiu às 22h50, voltou ao aeroporto da Grande São Paulo pouco depois de iniciar a viagem. "Conforme os procedimentos previstos nestes casos, a aeronave permaneceu em órbita até atingir as condições adequadas de peso e autorização para pouso", diz nota da companhia.

O pouso ocorreu em segurança, e os passageiros foram desembarcados normalmente. Em seguida, o avião foi encaminhado para manutenção.

A empresa informou ainda que prestou assistência aos clientes e que os passageiros foram reacomodados no voo LA9510, que decolou às 16h59 de domingo (19).

Procurada, a GRU Airport, responsável pela gestão do aeroporto, informou que não irá emitir posicionamento sobre este voo.


O que diz a Latam

"A LATAM Airlines Brasil informa que o voo LA8180 (São Paulo/Guarulhos–Nova York), de sábado (18/4), retornou ao aeroporto de origem após a decolagem para a realização de uma manutenção não programada na aeronave. Conforme os procedimentos previstos nestes casos, a aeronave permaneceu em órbita até atingir as condições adequadas de peso e autorização para pouso. O desembarque ocorreu normalmente, com assistência aos clientes reacomodados no voo LA9510 (São Paulo/Guarulhos–Nova York), que decolou às 16h59 (hora local) de domingo (19/4).

A LATAM reforça que a segurança é a sua prioridade. Todas as manutenções e verificações técnicas seguem rigorosos padrões internacionais e são realizadas de acordo com os protocolos previstos exatamente para assegurar a confiabilidade e a integridade de suas operações."

Via Juliana Furtado (TV Globo e g1) e flightradar24

O luxo do avião de R$ 250 milhões de Neymar que chamou a atenção por ser ‘grande demais’ em SC

O modelo Dassault Falcon 900LX tem uma cabine projetada para atender às exigências da aviação executiva de alto nível.

O luxo do avião de Neymar que chamou a atenção por ser ‘grande demais’ em SC
(Foto: Dassault Aviation/Raul Baretta/Santos/Divulgação/NDMais/@popinga.aviation/Popinga Aviation Photography/Instagram)
O avião do atacante Neymar tem chamado a atenção no Litoral Norte de Santa Catarina após pousar no Aeroporto Costa Esmeralda, em Porto Belo. Grande demais para os hangares do terminal, o jato, avaliado em cerca de R$ 250 milhões, precisa ficar estacionado no pátio, o que acaba expondo um detalhe que normalmente passa despercebido: o alto padrão de luxo a bordo.

O modelo Dassault Falcon 900LX, fabricado pela Dassault Aviation, tem uma cabine projetada para atender às exigências da aviação executiva de alto nível, com foco em conforto, funcionalidade e experiência de viagem. O interior é dividido em três ambientes independentes, permitindo que os passageiros trabalhem, façam refeições e descansem durante o voo.

O espaço interno aposta em um design refinado, com mobiliário ergonômico e acabamento sofisticado. Os comandos da cabine ficam integrados aos apoios de braço, facilitando o controle de iluminação, temperatura e entretenimento sem que o passageiro precise se deslocar. As janelas amplas, posicionadas próximas umas das outras, aumentam a entrada de luz natural e reforçam a sensação de amplitude no interior da aeronave.

A aeronave pode operar a até 51 mil pés de altitude e atingir velocidade máxima de
Mach 0,87, cerca de 1.060 km/h (Foto: Reprodução/Internet/ND Mais)

Falcon 900LX tem ambiente de biblioteca


As janelas amplas, posicionadas próximas umas das outras, aumentam a entrada de luz natural e reforçam a sensação de amplitude no interior da aeronave (Dassault Aviation/Divulgação/ND Mais)
Outro diferencial é o nível de silêncio. O Falcon 900LX utiliza tecnologia acústica avançada que reduz significativamente o ruído interno, aproximando o ambiente ao de uma biblioteca, mesmo durante o voo. Esse fator é considerado estratégico tanto para descanso quanto para produtividade em viagens longas.

O espaço interno aposta em um design refinado, com mobiliário ergonômico e
 acabamento sofisticado (Dassault Aviation/Divulgação/ND Mais)
A conectividade também é um dos pontos centrais. O jato pode ser equipado com o sistema FalconConnect, que oferece internet de alta velocidade e chamadas de voz a bordo. A solução integra hardware, rede e gerenciamento de uso, permitindo que passageiros permaneçam conectados durante todo o trajeto, com acesso a dados de consumo em tempo real.

Avião de Neymar tem presença frequente em SC



A cabine, com mais de 1.200 pés cúbicos de volume, é dividida em três ambientes e projetada para voos longos, com isolamento acústico avançado e configuração voltada ao conforto
(@popinga.aviation/Popinga Aviation Photography/Instagram)
A reportagem apurou que o jato tem presença frequente no aeroporto e costuma ser utilizado por familiares do jogador, entre eles o pai, Neymar da Silva Santos, além do próprio atleta. A movimentação está ligada à atuação da família no mercado imobiliário do Litoral Norte de Santa Catarina, com participação em empreendimentos como o Yachthouse, em Balneário Camboriú, e o Edify One, em Itapema.

Fabricado pela Dassault Aviation, o Falcon 900LX é um jato executivo de grande porte que se destaca pelo alcance e pela configuração com três motores Honeywell TFE731-60, cada um com cerca de 5 mil libras de empuxo. O modelo tem capacidade para até 14 passageiros e autonomia de aproximadamente 8.800 quilômetros, permitindo voos intercontinentais sem escalas.

A aeronave pode operar a até 51 mil pés de altitude e atingir velocidade máxima de
Mach 0,87, cerca de 1.060 km/h (@popinga.aviation/Popinga Aviation Photography/Instagram)
A aeronave pode operar a até 51 mil pés de altitude e atingir velocidade máxima de Mach 0,87, cerca de 1.060 km/h. Em condições padrão, necessita de cerca de 1.630 metros de pista para decolagem e pouco mais de 700 metros para pouso, o que amplia a capacidade de operar em aeroportos com menor estrutura.

domingo, 19 de abril de 2026

Helicóptero cai em Campina Grande com quatro pessoas a bordo

Segundo o Corpo de Bombeiros,a aeronave perdeu potência na decolagem. Havia três adultos e uma criança a bordo.


O helicóptero Robinson R44 Raven II, prefixo PR-DCM, caiu no bairro do Mirante, em Campina Grande, na Paraíba, na manhã deste sábado (18). De acordo com o Corpo de Bombeiros, no helicóptero estavam três adultos e uma criança. Nenhuma das pessoas sofreu ferimentos graves (clique aqui e veja o vídeo da acidente).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave saiu de João Pessoa e realizou um pouso para abastecimento na cidade de Campina Grande. Durante o processo de decolagem, o motor perdeu potência e foi necessário realizar um pouso de emergência.

Helicóptero cai em Campina Grande, PB (Foto: Reprodução / Redes sociais)
O acidente aconteceu nas imediações de um hotel. De acordo com o direção do estabelecimento, as pessoas que estavam dentro da aeronave conseguiram sair.

De acordo com apuração da TV Paraíba, o helicóptero era ocupado pelos empresários Lamartynne Oliveira, de 40 anos; e os irmãos gêmeos Josevan Rodrigues Ferreira e Josean Rodrigues Ferreira, de 46 anos. Josevan estava pilotando. A criança é filha de um dos irmãos.

Os três homens foram levados ao Hospital de Trauma de Campina Grande, enquanto a criança recebeu atendimento no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo informações do hospital, as vítimas passaram por procedimentos de urgência, ficaram em observação e receberam alta no começo da noite.

Os bombeiros informaram ainda que a Aeronáutica foi acionada para investigar a causa da ocorrência.

Um outro vídeo mostra o trabalho dos bombeiros no resgate de pessoas vítimas do acidente em Campina Grande. Nas imagens, é possível ver, inclusive, pessoas mexendo dentro dos escombros da aeronave. Veja o vídeo abaixo.


Via g1, Jornal da Paraíba e  ASN

Monomotor irregular cai no interior de SP e piloto morre carbonizado

Aeronave caiu durante a madrugada em fazenda, de acordo com a Polícia Militar, e foi encontrada destruída. Vítima foi localizada carbonizada e a investigação ficará a cargo do Cenipa.


O avião monomotor Cessna U206E Skywagon 206, prefixo PT-XRI, da Igor Leite Distribuidora Ltda., caiu e pegou fogo na madrugada deste sábado (18) em uma área rural de Altair (SP). Informações da Polícia Militar são de que apenas o piloto ocupava a aeronave. Ele morreu carbonizado (Clique aqui e veja reportagem da Globo).

De acordo com informações do Centro de Gestão da Polícia Militar (CGP), o acidente aconteceu por volta das 0h45, em uma fazenda na região de uma usina canavieira.

Equipes da PM e do Corpo de Bombeiros foram acionadas após um funcionário da usina relatar ter visto um clarão e um foco de incêndio próximo à frente de colheita de cana-de-açúcar.

(Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Segundo o boletim de ocorrência, ao chegar ao local indicado, os policiais encontraram a aeronave completamente destruída e em chamas. Nos destroços, foi localizado um corpo totalmente carbonizado. O piloto que morreu carbonizado é Gabriel Bispo Gonçalves, de 29 anos.

Gabriel morava em Ponta Porã (MS). Ele era o único ocupante da aeronave que caiu à 0h45, em uma fazenda, em uma área próxima a um canavial. Segundo a polícia, Gabriel foi condenado pela Justiça Federal, em novembro de 2023, por envolvimento no tráfico de drogas transportadas em aeronaves. Ele foi apontado como o dono do avião usado de forma irregular para o crime.

Gabriel Bispo Gonçalves morreu carbonizado em queda de avião em Altair (SP) (Foto: Arquivo pessoal)
Ainda conforme o registro policial, trata-se de um avião modelo Cessna U206E, com identificação PT-XRI. Até o momento, apenas a plaqueta de identificação da aeronave foi encontrada.

A área foi isolada por uma equipe policial de Guaraci para preservação do local. A perícia técnica de Barretos foi acionada.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que os investigadores foram acionados para fazer a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-XRI.

(Foto: Arquivo pessoal)
O avião estava impedido de voar pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O g1 apurou o que o monomotor Cessna U206E prefixo PT-XRI estava com o certificado de aeronavegabilidade (CA) suspenso por ter vencido no dia 9 deste mês.

Sem o certificado válido, o aparelho está legalmente impedido de voar, o que torna sua operação irregular, conforme a Anac. O avião está registrado em nome da empresa Igor Leite Distribuidora Ltda., com sede em São Paulo (SP). 

Destroços do avião monomotor Cessna, que caiu na madrugada deste sábado (18),
em área de canavial em Altair (SP): piloto morreu carbonizado (Foto: Muryel Boian/TV TEM)
De acordo com dados do Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, o Cessna que caiu foi fabricado em 1970, com capacidade para o piloto e mais cinco passageiros, e tinha licença apenas para serviços privados, sem autorização para táxi aéreo.

Durante a Ação Inicial, profissionais credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.


Via g1, UOL, ASN e ANAC

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Congonhas fez 90 anos: Qual o futuro do aeroporto que São Paulo abraçou?

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é um dos mais movimentados do país (Imagem: Alexandre Saconi)
No dia 12 de abril de 1936, o aeroporto de Congonhas começou a operar em São Paulo. Nascido bem longe do centro da cidade, o terminal surgia em uma área ainda pouco ocupada da capital paulista.

Com as décadas, no entanto, o crescimento urbano avançou até cercar completamente o aeroporto. Hoje, ele está inserido em um dos trechos mais densamente urbanizados da metrópole.

A proximidade com bairros residenciais impôs restrições operacionais e o aeroporto não funciona durante a madrugada. Veja a história do terminal que, aos 90 anos, continua sendo uma peça central da aviação brasileira.

Longe da cidade


Vista aérea do Aeroporto de Congonhas em 1936
Quando foi inaugurado, Congonhas ficava em uma região afastada da área urbana de São Paulo. O local foi escolhido por oferecer boas condições de visibilidade e drenagem, além de ficar distante da cidade que ainda se expandia.

O nome Congonhas vem da antiga Vila Congonhas, loteamento criado na região nas primeiras décadas do século 20. Antes da urbanização, a área era ocupada por propriedades rurais, entre elas a Fazenda Congonhas, que deu nome ao futuro aeroporto.

Avião da Varig no aeroporto de Congonhas em data desconhecida (Imagem: UH/Folhapress)
Na década de 1930, a capital paulista precisava de um aeroporto mais adequado às operações comerciais. O Campo de Marte, então principal campo de aviação da cidade, sofria com limitações estruturais e com enchentes provocadas pelo rio Tietê.

Com o tempo, o que era um descampado nos arredores da cidade foi engolido pela expansão urbana. Bairros como Moema e Campo Belo cresceram ao redor das pistas, aproximando cada vez mais a população do do aeroporto.

A era internacional


O DC-7 da holandesa KLM era um dos visitantes regulares do aeroporto
Durante esse período, companhias estrangeiras operavam regularmente no terminal, conectando a capital paulista a destinos internacionais.

Com a evolução da aviação e o surgimento de aeronaves maiores, porém, as limitações físicas de Congonhas começaram a se tornar mais evidentes. A solução encontrada foi transferir os voos internacionais para novos aeroportos com maior capacidade, primeiro em Viracopos (em Campinas) e depois em Guarulhos, inaugurado em 1985.

Ponte aérea


Aeronave da Varig levanta voo do aeroporto de Congonhas, em 2006
(Imagem: Moacyr Lopes Junior - 27.04.2006/Folhapress)
Em 1959, Congonhas tornou-se palco de uma das iniciativas mais emblemáticas da aviação brasileira: a criação da ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro.

O serviço foi lançado pelas companhias Varig, Vasp e Cruzeiro do Sul com um conceito inovador para a época: voos frequentes entre Congonhas e o aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro. A ideia era simplificar o embarque e oferecer grande número de horários para atender aos passageiros que viajavam constantemente entre as duas maiores cidades do país.

O modelo consolidou-se como uma das rotas mais importantes da aviação brasileira, reforçando o papel estratégico de Congonhas no transporte aéreo nacional. Hoje, essa rota é disputada fortemente pelas empresas que operam no aeroporto, e tornou-se uma das mais lucrativas do país.

O aeroporto das grandes companhias


(Foto: Divulgação/Infraero)
Ao longo de quase nove décadas, Congonhas foi base ou palco de operações de algumas das principais empresas da aviação brasileira. Hoje, o local é dominado por voos de Azul, Gol e Latam.

Entre as companhias que já operaram no aeroporto estão:
  • Varig
  • Vasp
  • Cruzeiro do Sul
  • Transbrasil
  • TAM
  • Avianca Brasil
  • Pantanal
  • Passaredo

Crises e acidentes


31.out.1996 - Bombeiros trabalham no local da queda de um Fokker 100 da TAM, voo 402, no bairro do Jabaquara, em São Paulo. Logo após decolar do aeroporto de Congonhas, o avião apresentou problemas, perdeu altitude, bateu em dois prédios e explodiu, matando 99 pessoas entre passageiros, tripulantes e moradores da região (Imagem: Moacyr Lopes Jr./Folhapress)
A história de Congonhas também inclui episódios que marcaram profundamente a aviação brasileira e provocaram mudanças nas regras de segurança e na operação do aeroporto.

Um dos acidentes mais graves ocorreu em 1996, quando um Fokker 100 da TAM caiu poucos minutos após decolar de Congonhas com destino ao Rio de Janeiro. A aeronave atingiu casas no bairro do Jabaquara e deixou 99 mortos, entre ocupantes do avião e pessoas em solo.

Mais de uma década depois, Congonhas voltaria ao centro das atenções após o acidente do voo TAM 3054, em 2007. Após tocar a pista sob chuva, o avião não conseguiu parar na pista principal, atravessou a avenida Washington Luís e colidiu com um prédio da própria companhia aérea. O desastre deixou 199 mortos e tornou-se o mais grave da história da aviação brasileira.

A tragédia ocorreu em meio ao chamado "apagão aéreo", período de crise no sistema de aviação civil do país marcado por atrasos, problemas operacionais e críticas à infraestrutura aeroportuária.

Desastre Aéreo do Airbus-A320 da TAM: local do acidente com avião da TAM, em São Paulo (SP)
 (Imagem: Sérgio Alberti/Folhapress/Sérgio Alberti/Folhapress)
Após o acidente, autoridades adotaram uma série de mudanças em Congonhas, incluindo restrições operacionais, ajustes na infraestrutura da pista e novas regras para operações em pista molhada.

Mesmo antes dessas tragédias, o aeroporto já havia sido palco de outros incidentes e acidentes ao longo de sua história, reflexo do intenso movimento de aeronaves em uma área urbana densamente ocupada.

Os episódios reforçaram o debate sobre os limites operacionais de Congonhas e sobre o papel do aeroporto dentro do sistema aeroportuário da região metropolitana de São Paulo. Entretanto, a discussão é mais profunda, pois outros aeroportos de referência também ficam localizados em áreas urbanas, além da importância de Congonhas para o país.

Congonhas hoje


Aeroporto de Congonhas, administrado pela Aena: Local foi um dos concedidos pelo
governo federal (Imagem: Alexandre Saconi)
Desde que assumiu a concessão do aeroporto em 2023, a espanhola Aena iniciou um amplo processo de modernização do terminal, buscando ampliar a capacidade operacional e atualizar a infraestrutura sem descaracterizar elementos históricos do local.

Segundo Santiago Yus, diretor-presidente da concessionária no Brasil, uma das preocupações da empresa tem sido preservar a identidade arquitetônica de Congonhas, que possui áreas tombadas pelo patrimônio histórico municipal.

"Congonhas é o segundo aeroporto mais antigo do Brasil. Toda a história da aviação brasileira praticamente pode ser contada através dele", afirma.

De acordo com o executivo, diversas intervenções no aeroporto passam por avaliação do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico) e do DPH (Departamento do Patrimônio Histórico), incluindo mudanças estruturais e até a abertura de novos espaços comerciais.

Mural com a assinatura de Hernani do Val Penteado e Raymond A. Jehlen, que
projetaram o terminal de passageiros de Congonhas (Imagem: Alexandre Saconi)
Entre as ações já iniciadas está o restauro de obras de arte e de elementos arquitetônicos históricos presentes no terminal. O processo inclui pisos, escadas, iluminação, revestimentos e outros componentes que fazem parte do conjunto arquitetônico protegido.

Há também a recuperação do antigo pavilhão de autoridades e de outras obras espalhadas pelo aeroporto, que, segundo Yus, estavam em estado de conservação inadequado.

A modernização do aeroporto também envolve melhorias operacionais. Entre as obras previstas estão a ampliação do pátio de estacionamento de aeronaves e a construção de novas pistas para taxiamento das aeronaves para facilitar o acesso à pista de pouso e decolagem.

Segundo a concessionária, o terminal de passageiros deverá passar por uma ampliação significativa. A área atual, de cerca de 40 mil m², deve chegar a aproximadamente 105 mil m² após a conclusão das obras.

Avião se aproxima para o pouso no aeroporto de Congonhas com a
avenida Washington Luis abaixo (Imagem: Alexandre Saconi)

Qual o futuro?


Mesmo com as obras previstas, o futuro de Congonhas continuará condicionado por um fator que acompanha o aeroporto desde sua origem: o espaço limitado, tanto em terra quanto no ar.

O sítio aeroportuário possui cerca de 1,5 km² de área total, uma dimensão bastante inferior à de outros grandes aeroportos brasileiros.

Para efeito de comparação, o aeroporto de Guarulhos ocupa aproximadamente 13 km², enquanto o Galeão, no Rio de Janeiro, possui cerca de 15 km².

Essa limitação impõe desafios para a reorganização das operações dentro do aeroporto.

Saguão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (Imagem: Alexandre Saconi)
Segundo Yus, um dos processos conduzidos pela concessionária foi a reconfiguração das áreas destinadas à aviação comercial e à aviação executiva.

Historicamente, parte das aeronaves da aviação geral precisava cruzar a pista principal para acessar determinadas áreas do aeroporto, uma situação considerada pouco eficiente do ponto de vista operacional. A solução adotada foi concentrar as operações da aviação executiva junto à pista secundária, enquanto as operações comerciais permanecem na área principal do aeroporto.

A mudança também abriu espaço para as obras previstas no contrato de concessão. Além das melhorias na infraestrutura aeronáutica, a Aena pretende ampliar significativamente a oferta de serviços e áreas comerciais dentro do aeroporto.

Hoje, há 44 operações por hora em condições normais. São 40 de voos comerciais regulares e quatro da aviação geral, devendo permanecer assim após a conclusão das obras, de acordo com Yus, diminuindo a capacidade de fretamento de voos ou outros tipos de operação permanentemente no local para favorecer aviões com maior capacidade de transporte.

Área de check-in do aeroporto de Congonhas (Imagem: Alexandre Saconi)
Segundo o executivo, cerca de 20 mil m² deverão ser destinados a novos espaços comerciais. A concessionária pretende atrair novas marcas e operadores internacionais para o terminal, aproveitando a experiência da empresa na gestão de mais de 80 aeroportos ao redor do mundo.

O objetivo, segundo Yus, é transformar a experiência do passageiro e diversificar as atividades econômicas dentro do aeroporto. "Nossa intenção é trazer a melhor experiência possível para o passageiro, com uma variedade comercial mais atrativa e novas experiências dentro do aeroporto", afirmou.

Segundo ele, a ampliação dessas atividades pode aumentar a participação das receitas comerciais na operação do aeroporto nos próximos anos. Mesmo com as transformações planejadas, a concessionária afirma que o objetivo é manter a essência de Congonhas como um dos aeroportos mais emblemáticos do país.

"A cidade abraçou o aeroporto. Não foi o aeroporto que chegou à cidade", conclui Yus.

Curiosidades



Origem do nome: O nome do aeroporto vem da antiga Vila Congonhas, loteamento criado nos anos 1920 na região onde o terminal seria construído. Esse, por sua vez, remete à Fazenda Congonhas, que existia na área antes da urbanização.

A palavra "congonha" designa uma planta nativa usada tradicionalmente para a produção de erva-mate.

Virou atração turística: Nas décadas de 1940 e 1950, visitar o aeroporto era um programa comum para os paulistanos. Muitas famílias iam até o terminal apenas para assistir aos pousos e decolagens das aeronaves, então uma novidade tecnológica que despertava fascínio na população.

Já foi o maior do país: Durante os anos 1950 e 1960, Congonhas foi o aeroporto mais movimentado do Brasil e um dos principais centros da aviação comercial da América Latina. Praticamente toda a aviação comercial que atendia São Paulo passava por ali antes da construção do aeroporto internacional de Guarulhos.

Terminal histórico tombado: Parte do conjunto arquitetônico de Congonhas, incluindo o antigo terminal de passageiros, foi tombado como patrimônio histórico municipal. O edifício preserva elementos arquitetônicos do período em que o aeroporto se consolidava como principal porta de entrada aérea da cidade.

Um dos mais movimentados do mundo: Na década de 1950, Congonhas alcançou um nível de atividade impressionante para a época. Em 1957, o aeroporto chegou a figurar entre os três maiores do mundo em movimentação de carga aérea, segundo registros históricos citados em publicações sobre a aviação brasileira.

Rotas mais movimentadas: Das dez rotas mais movimentadas, seis passam por Congonhas, sendo as quatro primeiras ligando o aeroporto ao Santos Dumont (RJ), Brasília, Confins (MG) e Porto Alegre, respectivamente. Em sétimo lugar está a conexão com São José dos Pinhais (PR) e, em nono, com Salvador.

Dados do aeroporto

  • Nome oficial: Aeroporto de São Paulo/Congonhas - Deputado Freitas Nobre.
  • Inauguração: 12 de abril de 1936.
  • Passageiros por ano: 24 milhões em 2025, ficando atrás apenas de Guarulhos, que registrou 29,9 milhões de passageiros no mesmo período.
  • Operações: 214.916 pousos e decolagens em 2025 (segundo lugar nacional).
  • Localização: zona sul de São Paulo, a cerca de 8 km do centro.
  • Pistas: Duas, sendo a 17R/35L (principal) com cerca de 1.940 m e a 17L/35R (auxiliar) com aproximadamente 1.435 m.
  • Horário de funcionamento: Entre 6h e 23h (em casos excepcionais, como voos militares, com o presidente da República ou emergências médicas, o local pode operar de madrugada).
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL) - Vídeo via FlapTV