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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Réplica de avião de Santos Dumont fica destruída após homenagem na Academia da FAB: ‘Pombo sem asa’

Performance com balão faz parte de projeto que resgata o feito do pai da aviação há 120 anos; ação foi criticada nas redes sociais.


Uma réplica do 14-Bis, lendário avião criado por Santos Dumont, desmontou após ser içada por um balão durante homenagem aos 120 anos do feito histórico do brasileiro em Paris. O incidente aconteceu durante apresentação da Esquadrilha da Fumaça, na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo, no último fim de semana. O paraquedista Luigi Cani estava a bordo do 14-Bis e conseguiu fazer o salto com sucesso, mas, ao ser desacoplada do balão, a réplica caiu ao solo e ficou destruída. Um helicóptero foi mobilizado para recolher a estrutura.

A Força Aérea Brasileira (FAB) disse que foi parceira na homenagem apenas com a cessão do espaço e das aeronaves. Já a réplica do 14-Bis e a performance com o balão foram de responsabilidade de Luigi Cani e sua equipe.

O paraquedista Luigi Cani diz que a destruição da réplica estava prevista e considerou que o voo foi um sucesso. “Não tinha como pousar sem ter impacto. Era só uma réplica e foi a segunda que eu construí e depois destruí. Faz parte do projeto em que estamos trabalhando”, contou ao Estadão.

O site AeroJota, especializado em aviação, divulgou imagens da réplica destruída sendo içada pelo helicóptero. “O 14-Bis, quando foi desacoplado do balão, ele não voou. Despencou como um pombo sem asa”, diz a postagem. Nas redes sociais, várias pessoas criticaram a ação pelo fato de a réplica do 14-Bis ter ficado destruída após a queda no solo.

Momento em que a réplica do 14-Bis é desacoplada do balão, antes de cair ao solo e ficar destruída
(Foto: Reprodução/fab_oficial/Instagram)
O paraquedista Luigi Cani, que produziu um documentário sobre Santos Dumont, construiu a réplica do 14-Bis apresentada no evento. Ele é detentor de 11 recordes mundiais e já participou de outras homenagens ao pai da aviação.

Cani levou cerca de cinco meses para construir a réplica e garantir a licença para pilotá-la. Para reproduzir o voo histórico, Luigi acoplou a réplica a um balão de 25 metros de altura e contou com a parceria da FAB, que acompanhou a homenagem com aviões da Esquadrilha da Fumaça.

Em sua página oficial, a Força Aérea divulgou a celebração feita pelo “renomado paraquedista Luigi Cani, em parceria com a FAB”, considerando o feito “um voo inédito com uma réplica do 14-Bis acoplada a um balão, acompanhado pela Esquadrilha da Fumaça, na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP).” O registro do evento divulgado pela FAB não mostra a queda do aeroplano.

Luigi Cani diz que as imagens pretendem resgatar um feito ímpar na história de Dumont. “As imagens que fizemos lá são lindas. Quebramos sim (a réplica), feita com meu trabalho, com meu dinheiro, e vamos quebrar mais. Produzimos imagens para um documentário que será apresentado em outubro, na comemoração dos 120 anos do voo de Dumont, e certamente vamos fazer e destruir mais duas réplicas até lá. Dumont também construiu e destruiu protótipos antes de chegar ao 14-Bis”, disse.

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Defesa e aguarda retorno.

Selo comemorativo com erros


Essa não é a única polêmica envolvendo homenagens a Alberto Santos Dumont. O lançamento de um selo comemorativo pelos 152 anos de nascimento do inventor causou repercussão negativa por sair com erros históricos.

O selo foi um lançamento da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Ministério de Tecnologia e Inovação (MCTI) e, segundo Lito Souza, especialista em aviação, continha erros que considerou absurdos. “Mudaram o rosto do Santos Dumont. Que raio de avião é esse aí? Fizeram o avião ao contrário, a IA deve ter feito, com a hélice na frente. O 14-Bis tinha hélice atrás e a asa maior era atrás, e não na frente”, apontou em divulgação.

A AEB reconheceu o erro e publicou uma errata. “Na postagem comemorativa pelos 152 anos de Santos Dumont, veiculada em nossas redes no dia 20 de julho, nós utilizamos uma imagem gerada por inteligência artificial. A proposta era prestar uma homenagem visual ao inventor, mas o resultado apresentou inconsistências históricas na representação do 14-Bis, notadamente em sua estrutura e proporções. Desta maneira, reconhecemos o equívoco e pedimos desculpas pelo inconveniente”, diz a agência espacial em sua página oficial no Instagram.

Procurado, o MCTI informou que não comentaria o caso.

O brasileiro Alberto Santos Dumont projetou e construiu o 14-Bis, um biplano apelidado de Oiseau de Proie (Ave de Rapina). Em 23 de outubro de 1906, ele realizou o primeiro voo público de um avião “mais pesado que o ar” no Campo de Bagatelle, em Paris. O voo durou 7 segundos e foi o primeiro documentado e homologado.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Bombeiros são acionados para pouso de emergência de avião em Nova Lima (MG)

Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h. Não houve feridos graves.

Montagem mostra fotos de ultraleve que fez pouso forçado em Nova Lima,
na Grande BH, e mobilizou bombeiros nesta terça-feira (26) (Foto: Reprodução)
O Corpo de Bombeiros foi acionado para um pouso de emergência de um avião ultraleve em uma área de mata no Bairro Alphaville, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (26). (Veja vídeo)

Segundo informações iniciais da corporação, a aeronave estava caída em uma área de mata, próximo ao condomínio Reserva Laguna. Os dois ocupantes desembarcaram sem ferimentos graves.


Os bombeiros foram acionados por volta das 17h05 e enviaram cinco viaturas ao local.

Via g1, Itatiaia e @98Live

Vídeo: Shirley Bomba: a trans que quase derrubou um jumbo da VARIG


Ela entrou no cockpit do 747 e jogou gás nos pilotos - 30 de outubro de 1990

No meio do Atlântico, a 9.000 metros de altitude, uma passageira invade o cockpit do Boeing 747 da VARIG e dispara gás lacrimogêneo direto na face dos pilotos — que ficam incapacitados enquanto o avião segue sozinho com 372 pessoas a bordo. Essa é a história real do Voo VARIG 709, das falhas em cadeia que tornaram aquilo possível, e do comandante que acordou no meio da madrugada e salvou todo mundo.


Avião da FAB faz pouso de emergência e suspende voos em Londrina

Segundo empresa que administra aeroporto, pista ficou interditada das 14h20 às 20h04 da segunda-feira (25). Voo que vinha do Aeroporto de Guarulhos precisou alterar pouso para Maringá.


O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, no Norte do Paraná, teve a pista de pouso fechada das 14h20 desta segunda-feira (25). A medida foi tomada após a aeronave T-27 Tucano da Academia da Força Aérea (AFA), da Força Aérea Brasileira (FAB), fazer um pouso de urgência e precisar ser removida. A pista foi liberada às 20h04.

De acordo com a Motiva, empresa que administra o aeroporto, ninguém se feriu. "Por medida de segurança, as operações de pousos e decolagens foram temporariamente suspensas até a liberação da área", diz a nota da concessionária.

Em nota enviada do g1, a FAB informou que trata-se de um T-27 Tucano da Academia da Força Aérea (AFA). No pouso, um dos pneus ainda estourou.


Para o reparo da aeronave que fez o pouso de urgência, outra aeronave da FAB precisou pousar no aeroporto às 18h30, conforme a Motiva. O trabalho de remoção começou às 19h46.

Às 18h35, um voo do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, que pousaria em Londrina, precisou ser desviado para Maringá. (veja vídeo)

Leia a nota da FAB na íntegra:

"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), informa que, nesta segunda-feira (25/05), uma aeronave T-27 Tucano, pertencente à Academia da Força Aérea (AFA), realizou um pouso de urgência no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina (PR). Durante a aterrisagem, ocorreu o estouro de um pneu, interditando a pista.

A FAB esclarece, ainda, que realiza gestões para a remoção da aeronave e, consequentemente, a desinterdição da pista".

Com informações do g1

domingo, 24 de maio de 2026

Avião particular perde controle e ‘escapa’ da pista após aterrissagem em SC

Aeronave havia decolado de Jundiaí, em São Paulo, e saiu da pista após aterrissar em São José na manhã deste domingo (24).

Avião perde controle após aterrissar em São José na manhã deste domingo (24)
(Foto: Divulgação/CBMSC/ND Mais)
Um jato particular Cessna 525 CitationJet, prefixo PS-RMR, saiu da pista na manhã deste domingo (24) no Aeroclube de Santa Catarina, no bairro Sertão do Maruim, em São José. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, além de viaturas de combate a incêndio e atendimento pré-hospitalar. A ocorrência foi registrada por volta das 8h.

De acordo com o CBMSC, a aeronave havia decolado de Jundiaí, em São Paulo, às 6h48 e pousado em São José às 7h59. Durante o procedimento de aterrissagem, o avião de pequeno porte do tipo jato acabou saindo da pista do aeroclube.

(Foto: Divulgação/CBMSC/ND Mais)
Segundo os bombeiros, não houve incêndio após a saída de pista e havia apenas uma vítima na aeronave, que estava orientada e consciente. Ela recebeu atendimento no local, mas recusou encaminhamento ao hospital, sem apresentar ferimentos graves.

Durante a análise da aeronave, os bombeiros identificaram o rompimento de uma das asas do jato, área onde fica armazenado o combustível. Como o avião ainda apresentava temperatura elevada após o incidente, as equipes aplicaram espuma de combate a incêndio na região atingida para evitar a dispersão de vapores inflamáveis e reduzir o risco de ignição.

(Foto: Divulgação/CBMSC/ND Mais)
As equipes permaneceram no aeroclube realizando o gerenciamento da ocorrência. As causas do incidente ainda serão investigadas.

Via ND Mais e ANAC

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Helicóptero cai em Pomerode (SC) e corpo de piloto é encontrado carbonizado

Homem era o único ocupante da aeronave, modelo Robinson R44. Queda aconteceu por volta de 8h40 no bairro Testo Central.


O helicóptero modelo Robinson R44 Raven II, prefixo PR-MPL, caiu em Pomerode, no Vale do Itajaí, na manhã desta quinta-feira (21), e o corpo do piloto, identificado como Hans Ulrich Frank, de 71 anos, foi encontrado carbonizado. Ele, que era o dono do helicóptero desde 2014, estava sozinho na aeronave, que ficou totalmente destruída, segundo o Corpo de Bombeiros.

A queda ocorreu por volta de 8h40 em uma área de campo no bairro Testo Central. Uma equipe dos Bombeiros Voluntários foi a primeira a chegar na ocorrência e encontrou o helicóptero em chamas.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
"Após a extinção do incêndio, foi confirmado o óbito do único ocupante. O local, de difícil acesso, permanece isolado", detalhou a corporação, em nota.

Hans é piloto há vários anos e era apaixonado por aeronaves. Empresário em vários ramos, se destacou como fundador da TDV Dental, do ramo de produtos para odontologia, com sede no bairro onde ocorreu o acidente. Informações sobre o velório.

Hans Ulrich Frank, de 71 anos, morreu em queda de helicóptero em Pomerode (SC)
(Foto: Reprodução)
Bombeiros, Samu, Arcanjo e Polícia Militar foram mobilizados para o atendimento à ocorrência na Rua dos Atiradores, uma região residencial do bairro Testo Central.

O local é conhecido pela tranquilidade e casas com terrenos amplos e verdes. Conforme o bombeiro Carlos Hein, um morador ligou para o 193 logo depois das 8h. No local, as equipes encontraram bastante nevoeiro e pouca visibilidade.


Os bombeiros informaram que durante sobrevoo na região foi identificada uma torre de alta tensão danificada a 400 metros do local da queda.

Torre danificada após ter possivelmente sido atingida por avião que caiu em Pomerode
(Foto: NSC TV/Reprodução)
"Tivemos dificuldade para encontrar o local do sinistro, um sobrevoo de três minutos, devido a um banco de nevoeiro. A gente identificou uma rede de alta tensão partida pela metade e logo em seguida, a 400 metros, a aeronave em chamas", detalhou capitão Jefferson Luiz Machado, piloto do helicóptero Arcanjo-03, que atuou na ocorrência.

A causa do acidente será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que foi acionado.

(Foto: Tati Hansen, Jornal de Pomerode)

Helicóptero que caiu não tinha autorização para voar


O helicóptero modelo Robinson R44 estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde agosto de 2024, segundo o registro da aeronave disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O documento serve para comprovar que a aeronave atende aos padrões de segurança e manutenção exigidos pelas autoridades aeronáuticas. Sem renovação, conforme a agência, a operação da aeronave não é permitida.


Com informações do g1, NSC Total, UOL

22 de maio: FAB celebra o Dia da Aviação de Patrulha


A Força Aérea Brasileira (FAB) comemora, hoje, 22 de maio, o Dia da Aviação de Patrulha. A data lembra a ação de pilotos brasileiros em meio à Segunda Guerra Mundial, quando atacaram, em 1942, a bordo de uma aeronave B-25 Mitchell, o submarino italiano Barbarigo, que, quatro dias antes, havia lançado torpedos contra o navio mercante brasileiro Comandante Lyra.

Atualmente, a FAB conta com três Esquadrões responsáveis por vigiar o território marítimo brasileiro, que corresponde a uma área de aproximadamente 3,5 milhões de km². Para cumprir tal missão, o Esquadrão Orungan (1°/7° GAV) possui em sua dotação as aeronaves P-3 AM Orion e RQ-1150 Heron; e os Esquadrões Phoenix (2°/7° GAV) e Netuno (3°/7° GAV), as aeronaves P-95 BM – Bandeirulha.

Esses aviões se destacam por possuir características específicas, tais como longo alcance e grande autonomia. Além disso, empregam modernos sensores capazes de ampliar as capacidades de seus tripulantes na proteção de nossas riquezas. Rotineiramente, os Esquadrões de Patrulha são engajados, dentre outras ações, em missões de acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro, fiscalização contra a pesca ilegal e contra a exploração da biodiversidade, além de coibir a poluição das águas territoriais brasileiras e realizar a vigilância para inibir o contrabando e demais crimes transfronteiriços realizados no meio marítimo.

Pré-Sal


O Brasil está entre os países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, com grandes acumulações de óleo leve de excelente qualidade e com alto valor comercial. Toda essa riqueza se encontra no Oceano Atlântico, na Zona Econômica Exclusiva brasileira, cabendo à Aviação de Patrulha, por meio das aeronaves P-3 AM e P-95 BM, a responsabilidade pela vigilância dessa área.

Busca e Salvamento


Além da vigilância dessa área estratégica, a Aviação de Patrulha possui um papel determinante nas missões de Busca e Salvamento. Por força de acordos firmados com a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e a Organização Marítima Internacional (OMI), a área brasileira de responsabilidade SAR, do inglês Search And Rescue, abrange todo o território nacional e avança 3 mil km no Oceano Atlântico até o meridiano 10 W, totalizando 22 milhões de km².


Os Esquadrões de Patrulha da FAB também atuam em apoio aos países vizinhos, como ocorreu na Operação Paso Drake, quando houve envolvimento da aeronave P-3 AM nas buscas ao C-130 da Força Aérea Chilena que desapareceu a caminho da Antártida, em 2019; e no apoio à Marinha da Argentina para tentar encontrar o Submarino ARA San Juan, que desapareceu em 2017.

Reconhecimento


As aeronaves de Patrulha Marítima também realizam missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR). Para tanto, os tripulantes utilizam os sensores de Guerra Eletrônica aeroembarcados. A tecnologia de ponta empregada nesses equipamentos incrementa a capacidade de obtenção e interpretação de imagens e sinais eletromagnéticos, bem como auxilia na confecção dos relatórios oriundos das missões realizadas.

No ano de 2020, o 1º/7º GAV incorporou à sua dotação aeronaves remotamente pilotada, fato que representa um marco definitivo no emprego dos Esquadrões de Patrulha nas Ações de Força Aérea de Reconhecimento.

Onze anos do P-3 AM Orion


Neste ano, a FAB também celebra os onze anos da chegada do P-3 AM Orion. Operada pelo Esquadrão Orungan, a aeronave modernizou a Aviação de Patrulha e recuperou a capacidade da FAB de detectar, localizar, identificar e, se necessário, destruir submarinos, a chamada Guerra Antissubmarino (ASW, na sigla em inglês).

Além da capacidade ASW, o P-3 AM também carrega poderosos armamentos, como os mísseis antinavio Harpoon, capazes de neutralizar embarcações de guerra a uma distância além do alcance visual.


Com quatro motores, a aeronave tem grande autonomia, podendo permanecer em voo durante 16 horas. Além disso, possui modernos sensores eletrônicos embarcados, conferindo ao P-3 AM a capacidade estratégica de vigilância marítima de longo alcance.

O Comandante do Esquadrão Orungan, Tenente-Coronel Aviador Marcelo de Carvalho Trope, destaca a contribuição da aeronave para o cumprimento da missão da FAB. “Desde sua chegada à FAB, o P-3 AM demonstrou ser um vetor aéreo com capacidade de emprego mundial. Com ele, foram realizadas missões de Patrulha Marítima em apoio a Cabo Verde, missões de treinamento com grande destaque para o desempenho de nossos tripulantes na Escócia e em Portugal, além de várias missões de Busca e Salvamento em apoio a nações amigas, como, por exemplo, Argentina e Chile”, afirmou.

Ainda exaltando a importância desse vetor aéreo para a FAB, o Tenente-Coronel Trope complementa: “As características desse avião garantem ao Brasil um grande poder dissuasório. Além disso, com o Orion, a FAB resgatou a capacidade de Guerra Antissubmarino, voltando a atuar em todas as vertentes do combate no Teatro de Operações Marítimo”.

Vídeo da FAB em homenagem ao Dia da Aviação de Patrulha


A Força Aérea Brasileira (FAB) homenageia aquela que tem por missão vigiar e proteger, 24 horas por dia, uma área de aproximadamente 13,5 milhões de quilômetros quadrados: a Aviação de Patrulha, lembrada no dia 22 de maio. No vídeo, a FAB mostra a evolução das aeronaves que compõem os esquadrões de Patrulha, que em 2023 completa 81 anos de atuação. 



Fonte: FAB - Fotos: Sargento Johnson Barros e Cabo Silva Lopes/CECOMSAER

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Avião do ex-Território Federal do Amapá é transportado para o Parque Residência em Macapá

Aeronave histórica percorreu ruas centrais da Capital em cortejo simbólico até o Parque Residência, onde passa a integrar o acervo cultural e turístico do estado.

Avião Bandeirante do Ex-Território é transportado para o Parque Residência (Foto: Maksuel Martins/divulgação)
Na manhã desta quinta-feira (21), foi realizado o transporte do avião Bandeirante, que agora integra o acervo cultural do Parque Residência, antiga residência oficial do Governo do Estado, no Centro de Macapá.

A aeronave, produzida pela Embraer e incorporada ao serviço aéreo do então Território Federal do Amapá em 1981, percorreu ruas centrais da capital até chegar ao destino final, onde será preservada como símbolo da memória da aviação regional.

O transporte


Aeronave do Ex-Território Federal do Amapá (Foto: Maksuel Martins/divulgação)
A aeronave saiu do hangar do aeroporto logo cedo, percorreu a Rua Hildemar Maia, seguiu pela Avenida Fab, passando pela Rua Coriolano Jucá e pela Rua Independência, até chegar ao destino final. O trajeto pelas principais vias da capital movimentou a cidade logo nas primeiras horas da manhã.

História do Bandeirante


Fabricado em 1975 e incorporado ao Amapá em 1979, o avião Bandeirante marcou a história da aviação regional. E agora passa a integrar o acervo cultural do Parque Residência, reforçando a preservação da memória e ampliando os atrativos turísticos da capital.
  • Prefixo: FDL (Fox Delta Lima);
  • Características: turboélice bimotor, envergadura de 14 metros e fuselagem de 22 metros;
  • Capacidade: 2 pilotos e 7 passageiros (versão executiva);
  • Uso no Amapá: missões administrativas e apoio à saúde no interior até 1998, quando realizou seu último voo;
  • Origem: doação articulada junto ao Ministério do Interior, na gestão de Aníbal Barcelos.
Via g1

Avião agrícola mobiliza equipes de resgate após pouso às margens de rodovia em Araquari (SC)


O avião agrícola de pequeno porte Piper PA-25-235 Pawnee, prefixo PR-BOD, da Aeroagrícola Catarinense Ltda., operado pela 
Banatec Serviços Aero Agrícolas Ltda.fabricado em 1965, mobilizou equipes de resgate na tarde desta quarta-feira (20) após pousar às margens da BR-280, em Araquari.

O atendimento envolveu equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Bombeiros Voluntários e o helicóptero Arcanjo.

Inicialmente, os socorristas foram acionados para uma possível queda de aeronave. Também houve informação preliminar de pouso forçado.

Após a chegada das equipes ao local, foi constatado que a situação não se tratava de um acidente aéreo.

Segundo as informações apuradas no local, o piloto realizava um voo de reconhecimento da área destinada à 1ª Expo Araquari Agropecuária, prevista para ocorrer no município.

A aeronave permaneceu às margens da rodovia e não houve registro de feridos.

A movimentação de viaturas e do helicóptero chamou a atenção de motoristas que passavam pelo trecho da BR-280 durante a tarde.

As circunstâncias da ocorrência não haviam sido detalhadas oficialmente até a última atualização do caso.

Com informações de TopElegance e ANAC

Fumar no aeroporto é proibido, mas nessa 'área secreta' dá, e custa R$ 191

Jardim a céu aberto no hotel Tryp na área de embarque do aeroporto de Guarulhos: É permitido fumar no local, mas é preciso pagar uma taxa para isso (Imagem: Divulgação/Tryp Guarulhos)
No Brasil, é proibido fumar em aeroportos. Devido às legislações antifumo, municipais, estaduais e federais, quem quiser fazer isso precisa se desdobrar procurando espaços mais afastados, já que até os fumódromos foram, praticamente, extintos.

Quem vai voar a partir do aeroporto de Guarulhos tem apenas um local no embarque onde isso é possível. Mas o custo pode fazer a pessoa pensar duas vezes antes de dar suas tragadas.

Custo de US$ 39


Após passar pela inspeção de segurança do aeroporto, a única área com espaço ao ar livre acessível aos passageiros fica dentro do hotel Tryp, da marca Wyndham. Ele fica na área de trânsito entre os terminais 2 e 3.

 (Imagem: Divulgação/Tryp Guarulhos)
O acesso ao local custa US$ 39 (R$ 191), mas não é cobrado para clientes hospedados. Quem está em conexão ou, por exemplo, chegou cedo para pegar o voo, pode entrar no local mediante o pagamento.

O espaço consiste em um jardim aberto, com lugares para sentar e se proteger do sol ou da chuva. É possível frequentar o local diariamente entre as 6h e as 22h.

O pagamento da taxa permite acessar o espaço livremente durante o período contratado, e é possível entrar e sair quantas vezes quiser.

No dia em que o UOL visitou o espaço, um passageiro que iria fazer um voo de dez horas recomendou conhecer o local. Ele mesmo disse já ter usado o espaço quatro vezes enquanto aguardava o horário do voo.

O jardim recebe, em média, 1.500 acessos por mês, segundo a administração do hotel. Isso inclui hóspedes e passageiros apenas de passagem pelo local.

O acesso também é possível por meio de programas parceiros. Entre eles estão o DragonPass, Priority Pass e LoungeKey. Cada programa tem regras próprias que devem ser consultadas antes de acessar o local para o fumante ter certeza de que o acesso está incluído no seu contrato.

No site do hotel, as diárias custam a partir de R$ 1.118.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

terça-feira, 19 de maio de 2026

PF encontra “super maconha” após pouso forçado de aeronave em Roraima

Droga foi localizada perto de aeronave vinda do exterior e sem plano de voo; suspeitos não foram encontrados pela PF e pela FAB.

(Foto: Reprodução/Polícia Federal)
A Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira (FAB) interceptaram, na segunda-feira (18), uma aeronave suspeita de transportar skunk nas proximidades de Boa Vista, em Roraima.

Segundo a PF, a operação começou após investigações identificarem a entrada de um avião vindo do exterior sem plano de voo registrado no Brasil, o que levantou suspeitas de atividade criminosa.


Diante da situação, a FAB acionou os protocolos de defesa aérea e passou a acompanhar a aeronave até a realização de um pouso em uma área isolada.

Quando as equipes chegaram ao local, constataram que o avião havia feito um pouso forçado na água. Nenhum dos ocupantes foi encontrado.

(Foto: Reprodução/Polícia Federal)
Nas proximidades da aeronave, os agentes localizaram diversos fardos contendo skunk, droga derivada da maconha e conhecida pela alta concentração de THC, principal substância psicoativa da cannabis. Essa variação da planta é conhecida como “super maconha".

A quantidade total da droga apreendida ainda está sendo contabilizada pela Polícia Federal em Boa Vista. A aeronave permanece submersa e equipes da PF e da FAB atuam na retirada e apreensão do equipamento.


As investigações seguem para identificar os responsáveis pelo transporte da droga, incluindo financiadores da operação, operadores da logística terrestre e possíveis conexões internacionais.

O que é skunk?

O skunk é uma variação da maconha produzida com técnicas de cultivo que elevam a concentração de THC. A droga costuma ter efeito mais potente e maior valor no mercado ilegal.

No Brasil, o skunk é frequentemente associado ao tráfico internacional de drogas, principalmente em rotas que passam pela região Norte, próxima às fronteiras com países produtores de entorpecentes.

Via Elijonas Maia e Manuella Dal Mas (
CNN Brasil)

História: Brasil registra relatos de óvnis desde a década de 1950

Fotos acima, de 1952: imagens do caso mais antigo de aparição de óvni registrado no banco de dados do governo federal, no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ). Os comentários no rodapé são do tenente Francisco Hugo Nunes Freitas, que tirou as fotos.


Relatório de ocorrência datado de 2 de junho de 1986, poucos dias após a "noite oficial dos óvnis", em 19 de maio de 1986. O documento é assinado pelo Brigadeiro-do-Ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.


Imagem do Arquivo Nacional mostra descrição de óvnis que teriam sido vistos em Lins, no interior de São Paulo, em 6 de março de 1969. No destaque, lê-se: "OANI com uma plataforma circular e na parte superior um globo apresentando uma fileira de parabrisas (sic); no topo, uma fonte luminosa. Ascendeu obliquamente, fazendo trajetória de [ilegível] até desaparecer.


Transcrição de comunicação realizada entre controladores de voo sobre aparição de óvni sobre a cidade de São Paulo no ano de 1984.


Imagem liberada pela FAB (Força Aérea Brasileira) e disponibilizada no Arquivo Nacional mostra ilustração feita a partir de relatos de aparição de objeto voador não identificado em Marília, no interior São Paulo, em agosto de 1968.


Formulário do Comdabra (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro) foi utilizado para registrar a aparição de óvni em Estirão do Equador, Amazonas, em 2001. Além de data e local da ocorrência, registra informações como condições meteorológicas e características do objeto.


Transcrição da comunicação entre o piloto do voo 229 da antiga companhia aérea Vasp, que voava de Goiânia (GO) para Campinas (SP), e o Centro de Controle de Brasília. É relatada a aparição de luzes não identificadas na região de Goiânia em 17 de março de 1980.

Em novembro de 2022, pilotos relataram terem visto luzes “não identificadas” enquanto sobrevoavam Porto Alegre. Segundo as descrições dos profissionais, eram luzes que “se cruzavam” ao sul da capital gaúcha. As conversas que vieram a público foram gravadas por um canal do YouTube que registra a comunicação da Central de Controle do Aeroporto Salgado Filho.

Diálogos ocorreram com a Central de Controle do Aeroporto Salgado Filho
(Imagem: Câmera Porto Alegre Airport/YouTube)
“Por gentileza, só por curiosidade, tem algum ‘reporte’ de algum objeto na posição de 10 para 11 horas, praticamente sobre Porto Alegre, um pouquinho ao sul?”, questiona o piloto, que se identifica como responsável pelo voo 3406 da Latam. Ele recebeu resposta negativa da atendente.

Questionado pela controladora, um outro piloto, do voo 4657, da Azul, responde: “Ah, ia informar vocês, mas iam falar que estou louco. Na verdade, estamos vendo essas luzes desde lá de Confins (Belo Horizonte). São três luzes girando em espiral entre elas, bem forte”, afirmou.

O voo da Azul partiu de Belo Horizonte por volta das 21h25, com chegada em Porto Alegre às 23h42. Já o voo Latam 3406 deixou o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 21h55, e pousou em Porto Alegre às 23h31.


Em nota, ambas as companhias disseram que qualquer eventualidade é reportada de forma imediata por seus tripulantes.

Via UOL e O Estado de São Paulo - Imagens: Arquivo Nacional

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Avião de pequeno porte cai em uma área rural de Benevides, na Região Metropolitana de Belém (PA)

O piloto da aeronave de pequeno porte que caiu em uma área rural de Benevides, na Região Metropolitana de Belém, foi encontrado com vida ao meio-dia de sábado, após mais de 24 horas de buscas do Corpo de Bombeiros Militar do Pará.


O piloto Altevir Edson de Alencar, de 72 anos, relatou que o avião Aerobravo Bravo 700, prefixo PU-BDZ, colidiu com um urubu momentos antes da queda, o que provoucou o acidente. O acidente aconteceu na manhã de quinta-feira (15), no distrito de Murinim.

Após a queda da aeronave, o homem entrou em uma área de mata em busca de ajuda, mas acabou ficando desorientado e se perdeu. Ele foi localizado a cerca de 1 quilômetro do local onde o monomotor caiu.

Piloto de avião que caiu em Benevides é encontrado com vida após mais de 24 horas de buscas
(Foto: Corpo de Bombeiros)
Quando equipes de resgate chegaram ao local, o piloto já não estava mais na aeronave, o que levou ao início das buscas na região. Ainda de acordo com informações preliminares, o piloto é experiente e possui várias horas de voo. (veja vídeo)

Próximo ao avião, policiais encontraram objetos pessoais atribuídos ao piloto, como relógio, óculos e peças de roupa, além de um vidro quebrado com manchas de sangue.

Acidente com monomotor em Benevides é investigado pela FAB (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O Corpo de Bombeiros informou que a vítima recebeu os primeiros atendimentos ainda no local onde foi encontrada e depois foi encaminhada para uma unidade hospitalar. O estado de saúde dele não foi divulgado.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o caso é investigado pelo Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I), responsável pela apuração de ocorrências aeronáuticas na região.

Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o monomotor estava em situação regular.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O monomotor utilizava um motor de carro modelo Honda Fit e, segundo o piloto, cerca de 90% da aeronave foi fabricada por ele mesmo.

A informação ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo publicado nas redes sociais pela filha de Altevir no último dia 7 de maio. Nas imagens, o piloto aparece relatando que tinha o sonho de pilotar desde a infância e que decidiu construir o próprio avião por não ter condições financeiras de comprar uma aeronave.


“Desde criança, eu tinha o sonho de ser piloto de avião. Como não tinha condições financeiras, parti para o paraquedismo. Fiz curso de paraquedismo em São Paulo, em Boituva. Ainda hoje sou paraquedista. Como eu não tinha condições de comprar um avião, eu comprei o material e fabriquei noventa por cento desse aqui”, afirmou.

No vídeo, Altevir também diz que a aeronave estava regularizada e homologada. “Hoje, ele está pronto, documentado, homologado. Eu vou para qualquer canto com ele. Um avião muito seguro”, declarou.

'Muito seguro' Piloto de avião que caiu em Benevides construiu aeronave com motor de carro
(Fotos: Reprodução/redes sociais)
O piloto contou ainda que havia realizado recentemente um voo com a filha, Daniela, sobre áreas de Santa Izabel do Pará e da ilha de Mosqueiro. Segundo ele, a aeronave apresentava bom desempenho durante o trajeto.

“Mostrei para ela que o avião é silencioso, não tem vibração, não tem nada para corrigir. E está todo perfeito. É um sonho realizado. Hoje estou com 72 anos e faz 15 anos que eu realizei esse sonho. Estou satisfeito”, disse.


Com informações de g1, Terra, DOL, O Liberal, ASN e ANAC

sábado, 9 de maio de 2026

Avião cargueiro da Gol sai da pista após pouso em Salvador (BA)

Incidente aconteceu na manhã deste sábado (9) e ninguém ficou ferido. Pista estava molhada devido a a chuva e havia neblina na região.


A aeronave cargueira Boeing 737-8EH(BCF), prefixo PS-GFC, da GOL, com as cores da empresa Mercado Livre, saiu da pista após pousar no aeroporto de Salvador na manhã deste sábado (9). Segundo a companhia aérea, não havia passageiros a bordo e os tripulantes não ficaram feridos no incidente.

(Foto: Crédito redes sociais)
No momento do pouso, a pista principal (10/28) estava fechada para reparos programados, e ocorriam pancadas de chuva no aeroporto, deixando a pista molhada, o que pode ter sido um fator contribuinte para o jato sair da pista, parando na área gramada após o final da cabeceira 35 da pista, que tem 1.545 metros de comprimento.

(Foto: Crédito redes sociais)
Segundo a GOL, os tripulantes não ficaram feridos e, por se tratar de um avião cargueiro, a aeronave não estava com passageiros. Até o meio da manhã de sábado, o jato ainda não havia sido removido do final da pista, e a pista 17/35 se encontrava fechada até pelo menos 18h00, segundo consta em boletim de Aeronáutica. Como o aeroporto possui outra pista, as operações aéreas não foram impactadas.

(Foto: Crédito redes sociais)
💡 Incidentes como o de Salvador são conhecidos como "excursão da pista", quando um avião não consegue parar a tempo.

(Foto: Crédito redes sociais)
Conforme a companhia, o voo G39618 que saiu de Guarulhos (SP) com destino a Salvador (BA) está na área de segurança do aeroporto. Trata-se de um Boeing 737 de 2007.

A rota do voo G39618 (imagem via flightradar24)
A Vinci Airports, concessionária que opera o Aeroporto Internacional de Salvador, informou que, após o incidente, a pista auxiliar foi fechada para que os órgãos competentes realizassem a retirada da aeronave e concluíssem as investigações.

O aeroporto segue funcionando normalmente através da pista principal, que não foi afetada.