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domingo, 23 de agosto de 2026

Avião faz pouso de emergência na GO-174, em Goiás; vídeo

Aeronave de pequeno porte fez pouso de emergência na GO-174, entre Montes Claros de Goiás e Diorama, após o piloto relatar perda de potência causada por pane elétrica.

Avião faz pouso forçado em Montes Claros de Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Uma aeronave de pequeno porte fez um pouso forçado na GO-174, no trecho entre Montes Claros de Goiás e Diorama, região oeste de Goiás. A cena inusitada assustou quem transitava pela rodovia. Segundo a Polícia Militar, o piloto informou que o motor do avião perdeu potência após uma pane elétrica e que teria considerado o local com menor risco para realizar a manobra.

O caso aconteceu na quinta-feira (20) e, nas imagens, é possível ver a aeronave sendo manobrada para o acostamento da GO-174 com a ajuda de outras pessoas (veja vídeo acima).

Priscila Peres passava pelo local no momento da ocorrência e gravou parte da cena. Ao jornal O Popular, ela contou que o avião havia acabado de pousar quando passou pela rodovia.

“Passei, ele tinha acabado de pousar e estava todo mundo ajudando a tirar ele da pista”, disse.


De acordo com a PM, os militares foram acionados e, quando chegaram ao local, constataram que a aeronave já não estava na pista de rolamento. O avião havia sido levado para um local seguro, na entrada do Aterro Sanitário Municipal.

As equipes fizeram a fiscalização da aeronave e verificaram a documentação pessoal do piloto, as autorizações de voo, o plano de trajeto e a justificativa para o deslocamento.

Na sequência, os militares acompanharam o deslocamento da aeronave até uma área segura, fora da rodovia. Segundo a equipe, não foram constatadas irregularidades ou impedimentos legais, e os militares prestaram suporte ao piloto.

A ocorrência foi registrada para providências e diligências posteriores, com imagens do local e da aeronave anexadas ao registro.

A Polícia Militar fiscalizou os documentos da aeronave e do piloto no aterro sanitário
municipal (Foto: Divulgação/Polícia Militar e Arquivo pessoal/Priscila Peres)
Incidente aeronáutico

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que foi oficialmente notificada, na quinta-feira (20), sobre um evento envolvendo a aeronave de matrícula PS-IAI, em Montes Claros de Goiás.

Segundo a FAB, após a coleta inicial e a análise técnica dos dados disponíveis, a ocorrência foi classificada como um incidente aeronáutico.

As informações sobre o caso ainda estão sendo reunidas e serão divulgadas posteriormente por meio de um reporte no Painel SIPAER, disponível no site do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).


Via g1

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Brigou no avião? Você poderá ficar até um ano proibido de voar; entenda, em cinco pontos, a nova regra da Anac

Medida entra em vigor em setembro e também prevê multas de R$ 17,5 mil para casos de conflitos menos graves durante o voo ou o embarque.


Enquanto confusões dentro de aviões se multiplicam em vídeos compartilhados nas redes sociais, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se prepara para implementar um sistema de punições a passageiros indisciplinados, que vai desde multas até a proibição de viajar em voos nacionais de qualquer companhia aérea.

A prática, conhecida em inglês como no-fly list, ou lista de proibição de voo, já é adotada em alguns países do exterior — nos Estados Unidos, por exemplo, está em vigor desde 2001, após os ataques às Torres Gêmeas, em Nova York.

No Brasil, ela entra em vigor em 14 de setembro. Em entrevista à BBC News Brasil, o superintendente da Anac afirma que a medida atende a pedidos dos próprios passageiros e das empresas, diante do aumento dos conflitos no ar.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) — que representa Latam, Gol e Azul —, foram registrados, em 2025, 1.764 casos de tumultos, brigas e depredações em aviões e aeroportos brasileiros, ante 1.059 em 2024, o que representa uma alta de 66,57% em um ano.

"Já tivemos de tudo, desde confusão entre passageiros até disparo acidental de arma e alarme falso de bomba na aeronave, provocado por um passageiro que queria pregar uma peça", relata Giovano Palma, superintendente da Anac.

Palma explica que, nas circunstâncias atuais, uma simples briga que obrigue a aeronave a retornar ao aeroporto de origem não apenas causa transtorno para todos os passageiros daquele voo e do seguinte, que utilizaria o mesmo avião, como também obriga a companhia aérea a reacomodar em outra viagem até mesmo quem provocou o conflito.

"Além disso, as contramedidas que você consegue adotar são poucas, porque você está dentro de um avião, no ar. O risco para a operação é muito grande, então a gente buscou focar esses casos gravíssimos quando pensamos na lista de proibição de voo", acrescenta.

As sanções administrativas da Anac foram criadas principalmente para atos de indisciplina em voos domésticos regulares e em aeroportos brasileiros — inclusive nas áreas em aeroportos destinadas a passageiros de voos internacionais.

Mas as regras não se aplicam a voos internacionais.

Casos de conflitos em aviões e aeroportos cresceram 66,57% no último ano no Brasil
(Foto: Pablo Porciuncula/AFP via Getty Images)
Entenda, a seguir, como funcionará a nova resolução da Anac e o que muda para os passageiros.

1. O que pode gerar multa


Atos de indisciplina considerados graves vão gerar uma multa de R$ 17,5 mil ao passageiro. São eles:
  • Violência física contra funcionários de companhias aéreas ou aeroportos;
  • Violência física contra outro passageiro dentro do avião;
  • Fumar a bordo;
  • Danificar ou destruir intencionalmente bens da aeronave, quando isso afeta a operação;
  • Ameaçar ou intimidar um membro da tripulação, de forma que afete a segurança do voo;
  • Fazer falsa comunicação de bomba, explosivos ou armas dentro do avião.

2. O que pode gerar a suspensão de um passageiro


Atos de indisciplina considerados gravíssimos levarão o cliente à lista de proibição de voo. A sanção será aplicada pela companhia aérea em que ocorreu o conflito e compartilhada com as demais empresas, que serão obrigadas a barrar aquele passageiro também.

Isso impedirá o cliente de emitir passagens, fazer check-in e embarcar durante o período da suspensão, que varia de seis meses a um ano.

Se o passageiro já tiver comprado uma passagem para o período, aliás, terá direito ao reembolso integral, que inclui as tarifas aeroportuárias.

Mas o cliente não receberá qualquer ressarcimento relacionado ao voo em que ocorreu o ato de indisciplina, o que se aplica no caso de conexões ou escalas e haja o impedimento de seguir a viagem.

O que pode levar à suspensão por 6 meses:
  • Adulterar, danificar ou destruir um dispositivo de segurança do avião, mas sem impedir ou dificultar a operação;
  • Agredir fisicamente um membro da tripulação, como comissários e pilotos, mas sem impedir ou dificultar a operação;
  • Cometer violência ou atentado contra a dignidade sexual de tripulante ou passageiro, violando sua integridade física, psíquica ou liberdade sexual.
O que pode levar à suspensão por um ano:
  • Adulterar, danificar ou destruir dispositivo de segurança do avião e isso impedir ou dificultar a operação;
  • Agredir fisicamente um membro da tripulação e, com isso, impedir ou dificultar a operação;
  • Levar ou manusear explosivos ou armas dentro do avião, salvo exceções previstas em regulamentação;
  • Entrar ou tentar entrar na cabine de comando sem autorização;
  • Fazer qualquer tentativa ilegal de tomar o controle da aeronave.

3. Como serão aplicadas a multa e a suspensão


Proibição de voar será imposta a passageiros que cometerem infrações gravíssimas
durante o voo (Foto: Ton Molina/NurPhoto via Getty Images)
A multa será aplicada pela Anac, por meio de um processo administrativo que vai apurar a infração. A companhia aérea ou o aeroporto deverá comunicar o ocorrido à agência e fornecer as evidências necessárias para comprovar o ato de indisciplina e identificar o passageiro.

Já a inclusão na lista de proibição de voar será feita pela própria companhia aérea responsável pelo voo, em até cinco dias após a infração, em um sistema compartilhado pelas empresas.

O passageiro deverá ser comunicado da decisão, com a descrição do ocorrido e os canais para reclamação. Ele terá direito à defesa, e a companhia terá até cinco dias para responder à reclamação.

Se rever sua decisão, deverá retirar imediatamente o passageiro da lista. O cerceamento do direito de defesa ou a falta de comunicação ao passageiro poderá resultar em multa de R$ 35 mil para a empresa.

Em casos de infrações graves e gravíssimas, as companhias e os aeroportos terão de guardar por cinco anos os registros que comprovem a ocorrência e a autoria do ato.

As próprias empresas também poderão ser multadas se descumprirem as regras. Não aplicar a suspensão em um caso gravíssimo, por exemplo, poderá resultar em multa de R$ 70 mil. Já o descumprimento da obrigação de aderir ao sistema de compartilhamento de dados poderá gerar multa de R$ 70 mil por mês.

Todas essas medidas passarão por uma reavaliação após dois anos de vigência da resolução. A Anac ficará encarregada de produzir um relatório sobre a eficácia e os resultados das regras e indicar possíveis mudanças.

4. Como o passageiro pode se defender


Infrações cometidas no aeroporto não resultarão em proibição de voar, mas podem render
multa de até R$ 17,5 mil (Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
Diretor-executivo do Procon, Luiz Orsatti diz que, "por ser uma agência federal, a Anac tem todo o poder para regulamentar o setor, porque há fundamento legal, mas essa regulamentação não pode contradizer o Código de Defesa do Consumidor".

A principal preocupação de alguns passageiros é que, por se tratar de um processo conduzido por pessoas, haja exageros por parte de funcionários dos aeroportos ou das companhias aéreas, que poderiam enquadrar os clientes de maneira indevida.

"Os fatos são objetivos, mas, no calor do caso, pode haver uma interpretação um pouco mais subjetiva", reconhece Orsatti.

Por isso, diz ele, qualquer passageiro que se sentir lesado pela aplicação de uma multa ou restrição pode, além de recorrer à própria companhia aérea e à Anac, buscar ajuda do Procon e da Justiça "para que discuta não a legalidade da punição", mas sua aplicação.

Ele acrescenta que o Procon foi procurado pela Anac durante a elaboração das regras e sugeriu que houvesse uma ressalva à proibição de voo para questões de caráter humanitário, mas não encontrou apoio das demais entidades envolvidas no processo.

A exceção se aplicaria, por exemplo, ao caso de um passageiro que precise viajar de avião para fazer um tratamento médico ou para uma transferência que exija rapidez.

Como essa ressalva não está prevista na resolução da Anac, esse passageiro agora precisaria tentar convencer as companhias a vender a passagem nos balcões de atendimento ou por telefone — o que, reconhece o diretor do Procon, deve ser difícil. A orientação, então, é procurar o plantão do Judiciário em busca de uma liminar.

5. Como ficará a proteção de dados pessoais


Contratos de transporte deverão ser alterados em razão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
 (Foto: Renato Pajuelo/AFP via Getty Images)
A resolução da Anac não especifica como funcionará o sistema de compartilhamento de dados entre as companhias aéreas nos casos de inclusão de passageiros na lista de proibição de voo.

Questionada pela BBC News Brasil, a Anac disse que "a ferramenta em questão está sendo desenvolvida em conjunto entre companhias e a Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação".

A resolução, porém, não traz detalhes sobre a proteção dos dados pessoais dos passageiros para garantir o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD.

A Anac também não esclareceu quais dados dos passageiros incluídos na lista seriam compartilhados entre as companhias aéreas. À BBC, afirmou que "haverá mudanças nos contratos de transporte aéreo e, caso necessário, ajustes devido à LGPD".

O contrato de transporte aéreo é o documento que todos os passageiros aceitam ao comprar uma passagem.

Via BBC / g1 - Arte por Daniel Arce Lopez, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Ônibus atinge asa de avião da Gol durante embarque no Aeroporto Internacional de SP, em Guarulhos

Aeronave estava no pátio remoto quando foi atingida pelo veículo durante uma manobra; avião foi retirado de operação para inspeção e manutenção.

Ônibus atinge asa de Boeing da Gol durante embarque no Aeroporto de Guarulhos
(Foto: Reprodução/Instagram Mpacyr Lopes)
Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento em que a asa do Boeing 737 MAX 8, prefixo PR-XMS, da companhia aérea Gol acabou sendo atingida por um ônibus durante o processo de embarque na manhã desta quarta-feira (19), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Nas imagens, é possível ver que a aeronave estava no pátio remoto do aeroporto quando o primeiro ônibus com passageiros de um voo com destino a Assunção, no Paraguai, atingiu o winglet, estrutura localizada na ponta da asa esquerda, do Boeing.

"É esse aqui. Olha lá, a asa está em cima do ônibus", afirmou o passageiro Moacyr Lopes durante a filmagem. Na publicação sobre o incidente, ele ainda escreveu: "Sorte do dia: um ônibus bate na asa do seu avião".


A companhia áerea Gol informou que a aeronave que faria o voo G3 7480, entre o Aeroporto de Guarulhos (GRU) e Assunção (ASU), no Paraguai, teve a ponta da asa esquerda atingida por um ônibus da administradora aeroportuária antes da decolagem.

"Em razão da ocorrência, uma outra aeronave foi designada para o voo, que decolou às 09h54 e pousou na capital paraguaia às 11h41 (hora local), sem intercorrências. Todas as ações referentes à operação foram tomadas com foco na Segurança, valor número 1 da GOL", disse a empresa ao g1.

Em nota, a GRU Airport confirmou que um veículo operacional do aeroporto teve contato com uma aeronave durante uma manobra na área do pátio.

"Após a ocorrência, a aeronave foi retirada de operação para inspeção e manutenção, conforme os protocolos de segurança", informou a concessionária.

Via g1

RS: Avião que saiu de Novo Hamburgo entra na rota de Airbus da Azul e força desvio em Caxias do Sul

Registro foi no fim da manhã desta terça-feira; piloto da Azul vai reportar caso às autoridades.

(Imagem: Câmera Aeroporto Porto Alegre Br Amigos/Reprodução)
O avião Airbus A320-251N (neo), prefixo PR-YRV, da Azul que ia de Caxias do Sul para Campinas, em São Paulo, precisou fazer uma manobra logo após a decolagem para desviar de um avião de pequeno porte que havia decolado de Novo Hamburgo. O incidente foi logo depois das 11 horas desta terça-feira (11). A Azul reforça o voo transcorreu normalmente, sem risco para os passageiros, e que “a aeronave não efetuou qualquer manobra evasiva”.

Serviços de monitoramento de voo mostram o histórico do caso. O avião Cirrus SR22-GTS G6 Platinum, de prefixo PR-BMD, decola de Novo Hamburgo para Vacaria. O piloto é autorizado pelo controle de tráfego aéreo para seguir praticamente em linha reta. No entanto, na altura de Caxias, ele acaba passando na rota de decolagem do jato da Azul.

O piloto da Azul percebe o avião à frente e faz uma manobra para a direita ao invés da curva à esquerda que é habitualmente feita na saída de Caxias em direção a São Paulo. Ao desviar, o piloto da Azul questiona a origem e o destino do avião e diz que vai reportar o caso às autoridades. O momento foi registrado pelo canal Camera Aeroporto Porto Alegre BrAmigos no YouTube.


O piloto questiona se a controladora de voo tem conhecimento “de tráfego” próximo ao avião da Azul e relata que “passou a 100, 200 pés abaixo da posição”. A diferença entre a rota da Azul e o ponto onde passou o avião de pequeno porte foi de aproximadamente 60 metros. A manobra de desvio de rota do avião da Azul foi autorizada e não ofereceu risco aos passageiros.

O caso será investigado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) a partir de um Relatório de Prevenção (Relprev) que deve ser produzido a partir do relato do piloto da Azul.

Por meio de nota, a Azul Linhas Aéreas informou nesta quarta-feira (12) que “o voo AD4991 (Caxias do Sul-Viracopos) operou normalmente, cumprindo seu trajeto original e pousando em Viracopos com total segurança e sem intercorrências”.

A companhia diz ainda que “de acordo com a tripulação e com os registros de voo, a aeronave não efetuou qualquer manobra evasiva. Todas as comunicações com os órgãos de controle de tráfego aéreo ocorreram em conformidade com os procedimentos e protocolos previstos, dentro dos padrões operacionais estabelecidos e sem qualquer risco à segurança da operação, valor primordial para a Azul”.

SP: controlador evita colisão de avião da Latam com dois jatos em Guarulhos

A interrupção ocorreu após uma ordem do controle de tráfego aéreo e evitou uma possível colisão entre os aviões.

(Imagem: Reprodução/FlightRadar24)
Um avião da Latam Airlines Brasil precisou abortar uma decolagem enquanto outros dois jatos comerciais cruzavam a mesma pista no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na manhã de sábado (15).

A interrupção ocorreu após uma ordem do controle de tráfego aéreo, que evitou uma possível colisão entre os aviões. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) apura o ocorrido.

O caso envolveu o voo LA8019, da Latam, operado pelo Airbus A320-214 de matrícula PR-MHM, que tinha como destino Mendoza, na Argentina. No momento do incidente, havia neblina na região do aeroporto.

Gravações da comunicação entre a tripulação e a torre de controle mostram que o LA8019 recebeu, inicialmente, autorização para decolar pela pista 10L. Pouco depois, no entanto, antes de autorizar o cruzamento da pista pelos outros dois aviões, o controlador cancelou a autorização dada ao Airbus da Latam.

“8019, desconsidere. Cancele a autorização para decolagem”, informou o controlador.

O piloto respondeu à chamada e confirmou o recebimento da nova instrução: “Ciente, cancelada autorização do 8019”.

Após essa comunicação, o controle de tráfego aéreo passou instruções a outros aviões que operavam no aeroporto. Entre eles, autorizou que um Boeing 787-8 da American Airlines, procedente de Miami, e um Airbus A330-900 da Delta Air Lines, vindo de Nova York, cruzassem a pista 10L durante o taxiamento até o pátio.

Apesar do cancelamento anterior registrado na fonia, o Airbus A320 do voo LA8019 iniciou a corrida para decolagem pela pista.

Dados do site de rastreamento de voos Flightradar24 analisados pela reportagem indicam que o avião começou a acelerar por volta das 8h24, no horário de Brasília, e chegou a aproximadamente 129 km/h.

Na sequência, quando os aviões da American Airlines e da Delta começaram a cruzar a pista, o controlador voltou a chamar o LA8019 e determinou imediatamente a interrupção da decolagem.

“8019, cancele autorização de decolagem! Repito, cancele autorização de decolagem!”, afirmou.

“8019 abortou decolagem”, respondeu o piloto.

A aeronave reduziu a velocidade e permaneceu no solo, enquanto os outros dois aviões concluíram o cruzamento da pista e seguiram o taxiamento até o pátio.

Após a interrupção da manobra, houve um novo diálogo entre o controlador e a tripulação do LA8019. O controlador afirmou que a autorização para decolagem já havia sido cancelada quando o Airbus ainda estava na cabeceira da pista.

“Você está sobre a pista, mas eu tinha cancelado sua autorização de decolagem ainda na cabeceira”, questionou.

O piloto contestou: “Negativo, você tinha autorizado e eu pedi o ajuste do QNH 1019”, disse.

O controlador então reforçou que havia dois aviões cruzando a pista e determinou que o LA8019 permanecesse na posição e aguardasse novas instruções.

Após o ocorrido, o Airbus retornou à fila de espera e decolou para Mendoza com mais de quarenta minutos de atraso.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que os dados referentes à ocorrência estão sendo coletados e analisados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

Procurada, a Latam Airlines Brasil confirmou que o avião interrompeu a decolagem após a solicitação do controle de tráfego aéreo e disse que procedimento foi efetuado em segurança.

A companhia informou que está em contato com as autoridades e à disposição para fornecer esclarecimentos.

Em nota, a concessionaria GRU Airport disse que o incidente não impactou as operações de pousos e decolagens no Aeroporto de Guarulhos (SP).

A NAV Brasil, responsável pela Torre de Controle do Aeroporto de Guarulhos (SP), confirmou que o avião da Latam iniciou a corrida de decolagem sem autorização do controlador, no momento em que os jatos da American Airlines e da Delta, autorizados pela torre, cruzavam a pista 10L.

Segundo a empresa, o controlador percebeu a situação e interveio imediatamente, seguindo os procedimentos operacionais previstos e impedindo o prosseguimento da decolagem.

A empresa afirmou ainda que todas as ações foram adotadas para garantir a segurança das operações.

Via Matheus Christov (Band)

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Queda de helicóptero perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio, mata 3 turistas colombianas e o piloto

Bombeiros foram acionado às 11h11 para a ocorrência. O Robinson R44 PP-MFS caiu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso.


Pelo menos 4 pessoas morreram em uma queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto. Não houve sobreviventes.

O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a ocorrência. Destroços da aeronave, o Robinson R44 Raven, prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.

Bombeiros trabalham para chegar até a área onde caiu um helicóptero perto da Vista Chinesa,
na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
O ponto da queda fica em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. As vítimas eram avó, mãe e filha.

Os mortos são:
  • Alessandro Rocha, piloto;
  • Rocio Cubillos, turista colombiana;
  • Sofia Murillo, turista colombiana;
  • Wendy Manrique, turista colombiana.

Familiares aguardavam no hangar


As três turistas colombianas que morreram na queda do helicóptero faziam a primeira viagem ao Brasil. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram avó, filha e neta.

Elas chegaram ao Rio na segunda-feira e permaneceriam no país até terça-feira. Durante a viagem, fizeram passeios pela cidade e também estiveram em Búzios, na Região dos Lagos.

As três estavam no Rio com outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, a esposa dele Daniela Castañeda, e a filha do casal de 15 anos.

Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Depois do acidente, Victor, Daniela e a filha que também participariam do passeio ficaram no hangar aguardando informações.

Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um “pouso forçado” e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias.

A viagem da família era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura.

Ocupantes carbonizados


O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo.

Os 4 ocupantes morreram carbonizados.

Alessandro Rocha era o piloto do helicóptero que caiu no sábado (8) no Rio
(Foto: Reprodução redes sociais)
A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.

“A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

“Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, emendou.

“Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje”, disse.

Detalhes do modelo do helicópterio Robinson R44. — Foto: Arte/g1

Fotos do acidente


Bombeiros avançam por área de mata em resgate após queda de helicóptero
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Bombeiros chegam na área onde helicóptero caiu na mata perto da Vista Chinesa,
na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
Bombeiros estacionam na Vista Chinesa para resgate após queda de helicóptero (Foto: Reprodução)
Carros dos bombeiros na área da Vista Chinesa (Foto: Reprodução/TV Globo)

O que é a Vista Chinesa


A Vista Chinesa é um dos mirantes mais conhecidos do Rio de Janeiro. Fica no Parque Nacional da Tijuca, na região do Alto da Boa Vista, entre as zonas Sul e Norte da cidade, e oferece uma vista ampla de cartões-postais como o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema e Leblon, o Jardim Botânico e parte da Baía de Guanabara.

Vista Chinesa é um ponto frequentado por turistas e atletas (Foto: Reprodução/TV Globo)
O local é marcado por um pavilhão em estilo oriental, construído no início do século 20 em homenagem aos imigrantes chineses que tiveram participação no cultivo de chá no Rio durante o período colonial. A estrutura, com telhado típico da arquitetura chinesa, tornou-se um dos pontos mais fotografados da cidade.

Além do valor histórico e paisagístico, a Vista Chinesa é muito procurada por turistas, ciclistas, corredores e praticantes de esportes ao ar livre, especialmente ao amanhecer, quando a visibilidade costuma ser melhor e a vista ganha destaque com a luz da manhã. A estrada que leva ao mirante atravessa a Floresta da Tijuca, cercada por Mata Atlântica preservada.

O trecho da Estrada da Vista Chinesa em frente ao mirante foi interditado para o trabalho de resgate. As trilhas daquele setor do Parque Nacional da Tijuca foram fechadas.

Vista Chinesa, no Rio (Foto: Reprodução)

Em junho, colisão entre helicópteros matou 6


Em 14 de junho, seis pessoas morreram depois que dois helicópteros se chocaram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. As aeronaves eram um Eurocopter AS 350 B2, conhecido como Esquilo, e outro helicóptero de prefixo PR-DJJ.

Entre as vítimas estavam o cantor e produtor americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.

Segundo testemunhas, as aeronaves se chocaram durante o voo. Os helicópteros caíram em um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um deles explodiu ao atingir o solo, e as chamas se espalharam por veículos elétricos que estavam no local. Destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de pelo menos 100 metros.

Prefeito pede fiscalização


O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul.

Cavaliere afirmou que enviou um ofício à agência e disse que a ANAC pode avaliar até mesmo uma suspensão temporária desse tipo de voo.

“Então fiz questão de ligar pra presidente da ANAC. A gente encaminhou imediatamente um ofício, encaminhamos um comunicado da Prefeitura do Rio direcionado à ANAC para que tome providências imediatamente em relação aos voos no Rio de Janeiro”, informou.

Cavaliere afirmou que recebeu do presidente da ANAC a informação de que a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos.

O prefeito citou a possibilidade de interromper temporariamente os voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais ampla.

"Eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou por duas semanas, para fazer uma fiscalização mais intensa nos helipontos, nas aeronaves na manutenção dessas aeronaves”

Questionado sobre a possibilidade de suspensão, o prefeito ressaltou que a decisão cabe à ANAC, por se tratar de uma competência federal.


Via 
Por Eduardo Pierre, Rafael Nascimento, g1 Rio, ASN e ANAC

Avião anfíbio com duas pessoas cai no Lago Corumbá de Caldas Novas (GO)

Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas estavam a bordo e foram resgatadas. Após a queda, a aeronave afundou no lago.


Um avião anfíbio ultraleve Amphibious ultralight 2 seater, caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas, nesta segunda-feira (3), segundo o Corpo de Bombeiros. Dois homens de 25 e 33 anos estavam a bordo e foram resgatados. Após a queda, a aeronave afundou no lago.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
De acordo com o tenente Fábio Carneiro Mesquita, os ocupantes não apresentavam ferimentos aparentes. Um deles, no entanto, apresentava sinais de hipotermia e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caldas Novas.

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Após o resgate das vítimas, uma equipe de mergulhadores localizou pedaços da aeronave submersos.


O Corpo de Bombeiros retirou, na terça-feira (04.08), o ultraleve anfíbio que caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas. A aeronave estava submersa a aproximadamente 30 metros de profundidade desde a ocorrência registrada na segunda-feira (3). Veja o vídeo abaixo.


Via g1, Metrópoles e ASN

Avião de pequeno porte cai em rio no AM; piloto diz à polícia que iria buscar drogas

Homem foi encontrado ferido às margens do rio, em Tonantins, no interior do estado. Segundo a polícia, ele afirmou não ter habilitação nem documentação para operar a aeronave.


Um avião de pequeno porte caiu em um rio próximo à comunidade do Caeté, em Tonantins, no interior do Amazonas, na noite de domingo (2). O piloto ficou ferido e afirmou à polícia que não tinha habilitação para pilotar a aeronave e que seguia para buscar drogas quando ocorreu o acidente.

Imagens gravadas na região mostram a aeronave sendo rebocada por uma embarcação após a queda. 


Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), uma equipe da Base Fluvial Arpão I foi acionada para atender a ocorrência. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o piloto às margens do rio com ferimentos causados pela queda.

O homem recebeu os primeiros atendimentos e foi levado para o hospital do município, onde permanece internado com ferimentos pelo corpo. O estado de saúde dele é estável.

Durante a abordagem, ele informou aos policiais que não possuía habilitação nem a documentação necessária para operar a aeronave. Ainda conforme o relato, o destino era a comunidade Jesus do Solimões, onde buscaria uma carga de entorpecentes.

Imagem mostra avião sendo rebocado após cair em rio no Amazonas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Os agentes realizaram buscas na aeronave e na área do acidente, mas nenhum material ilícito foi encontrado.

O piloto foi encaminhado a uma unidade de saúde no município, onde permanece internado. Ele teve ferimentos O estado de saúde dele é estável

O caso foi registrado no 54º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Tonantins. A SSP-AM informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Via g1 AM, Portal do Holanda e ASN