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terça-feira, 7 de julho de 2026

Avião de pequeno porte cai em praia de Navegantes (SC)

Havia duas pessoas na aeronave. Queda ocorreu na tarde desta segunda-feira.


A aeronave de pequeno porte Piper PA-31T Cheyenne II, prefixo PT-ODR, da empresa Srlumi Participações Ltda.caiu na restinga da praia de Navegantes, no Norte de Santa Catarina, na tarde desta segunda-feira (6). Segundo o Corpo de Bombeiros, havia dois homens no avião, que foram socorridos em estado grave e não tiveram os nomes divulgados.

(Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação)
A queda ocorreu na Meia Praia, nas proximidades do aeroporto da cidade. O local foi isolado por causa de vazamento de combustível, conforme os socorristas, já que havia risco de explosão e incêndio.


O acidente aconteceu pouco depois das 15h. Trata-se de uma aeronave bimotora. A queda ocorreu entre a areia da praia e a rua, sobre a restinga.

Inicialmente, os bombeiros fizeram o combate ao incêndio no avião, enquanto outra equipe e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) faziam o socorro dos feridos. Juntamente com um time do aeroporto, foi priorizada a retirada dos ocupantes da aeronave do local da queda.


Havia dois homens no avião:
  • Copiloto - estava fora da aeronave, consciente, porém confuso. Tinha ferimentos no rosto. Após avaliação, foi imobilizado em maca e conduzido ao hospital.
  • Piloto - ainda estava dentro do avião e foi atendido pelo SAMU. Após ser retirado da aeronave, foi colocado em prancha rígida e levado ao hospital. Conforme os bombeiros, ele tinha um quadro clínico mais grave, com suspeita de traumatismo cranioencefálico.
Os hospitais não divulgaram informações sobre o estado de saúde atual dos ocupantes do avião.

O Aeroporto Internacional de Navegantes informou que a aeronave decolou do Aeroporto Costa Esmeralda, em Porto Belo, também no Litoral Norte catarinense. O destino era o Aeroporto de Bacacheri, em Curitiba.

(Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação)
Além disso, o aeroporto disse por nota que acionou às 15h12 a estrutura de resposta à emergência para o atendimento ao acidente.

"Todos os protocolos previstos para situações dessa natureza foram prontamente adotados, com o emprego dos recursos necessários e a adoção das medidas operacionais cabíveis, de forma a preservar os padrões de segurança e assegurar a continuidade das operações aeroportuárias", informou o aeroporto em nota.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou por nota que foi acionado e vai apurar as causas da queda.

Via g1, UOL, ASN e ANAC

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Cemitério de aviões: conheça histórias de aeronaves abandonadas em aeroportos no Rio de Janeiro

Carcaças esquecidas em pistas e pátios contam histórias do passado da aviação brasileira — e agora viram retratos da paralisação no tempo.

Avião da antiga VarigLog abandonado no Galeão (Foto: Gabriel Gonçalves (@gigspotter_))
Nos aeroportos do Rio de Janeiro, o tempo parece ter parado para algumas aeronaves. Um levantamento feito pela rádio CBN identificou pelo menos 15 aviões abandonados nos principais terminais da capital fluminense. No Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), imagens aéreas revelam oito desses gigantes imóveis — entre eles, dois com a marca da extinta Varig, símbolo da era dourada da aviação brasileira, que faliu em 2010.

A cena causa impacto. Quem sobrevoa o Galeão ou circula por áreas internas pode avistar fuselagens oxidadas e janelas empoeiradas — aviões que não decolam mais, mas também não têm destino. A concessionária RIOgaleão afirma que essas aeronaves estão à disposição da Justiça ou dos seus legítimos proprietários, e garante que a presença delas não compromete a segurança das operações nem das pessoas.

Algumas aeronaves estão paradas há dez ou até vinte anos no Galeão. Removê-las é um processo caro e burocrático, já que a operação exige empresas especializadas, uso de guindastes, carretas e mão de obra técnica, o que pode custar centenas de milhares de reais. Além disso, muitas dessas aeronaves estão envolvidas em disputas judiciais, o que dificulta ainda mais sua retirada.

Gabriel Gonçalves é spotter, um apaixonado por aeronaves que fotografa esse cemitério de aviões desde 2017. Ele conta que já viu muitas aeronaves serem destruídas desde então e lamenta que as fuselagens não tenham sido aproveitadas para fins educacionais e culturais.

“Eu sempre achei muito triste o abandono daqueles aviões. Infelizmente, alguns estão retidos ainda por conta de processos judiciais. E a cultura aeronáutica no Brasil, infelizmente, não é muito valorizada. Se fôssemos um país mais sério, esses aviões poderiam estar em museus ou até mesmo em outras instituições educacionais. Mas preferem destruir essas aeronaves, que foram parte da história do Brasil, assim como fizeram com o DC-3 e destruíram completamente o KC-137, que era o famoso Sucatão — um avião 707 que também já foi da Varig — e foi completamente destruído”, diz.

O piloto, instrutor de voo e professor de aviação Fernando Anselmo explica que remover essas aeronaves é um trabalho que pode custar milhares de reais, o que se torna um impeditivo para empresas que já decretaram falência.

“Considerando que esses aviões estão enrolados com processos judiciais, acumulam dívidas e, ainda por cima, devem muito dinheiro para as autoridades aeroportuárias, isso torna esses aviões pouquíssimo atraentes para alguém que quisesse comprá-los. Como essas aeronaves já se encontram naquele local há muito tempo, esses aviões estão muito deteriorados. Geralmente, os operadores retiram os itens mais valiosos, como motores, instrumentos, equipamentos eletrônicos, e deixam as carcaças. As carcaças, como são muito grandes, se torna muito custoso o transporte delas. Então, elas acabam abandonadas. O destino mais provável desses aviões seria realmente desmanche, sucata. Mas, até para isso, teria que haver uma negociação com as massas falidas e com as autoridades aeroportuárias, com perdões de dívida”, explica.

Procurado pela CBN, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que não possui informações sobre quantos aviões estão nessa situação no país e que não há nenhum programa sendo estudado pela pasta para resolver a situação. O governo orientou a reportagem a procurar, um a um, cada aeroporto do Brasil.

Entre 2010 e 2015, o programa Espaço Livre – Aeroportos, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça, contribuiu para a remoção de algumas aeronaves que estavam sob custódia judicial. Apesar dos avanços, o encerramento formal do programa deixou parte do problema ainda sem solução definitiva.

Aviões parados na área da Força Aérea Brasileira


Das oito aeronaves que estão abandonadas no Galeão, duas estão na área da Força Aérea Brasileira. Uma delas é o Fairchild C-119, transportador militar biposto de carga largamente utilizado pela FAB entre 1962 e 1975, operado pelo esquadrão especializado em lançamento de paraquedistas. O avião era equipado com dois motores Wright R-3350, tinha capacidade para até 62 soldados, e participou de operações logísticas importantes. Hoje, está parado próximo a um campo de futebol na área da FAB no Galeão.

Outro avião na mesma área chama atenção: é um Boeing 727, de propriedade da antiga empresa Fly Linhas Aéreas, que encerrou as atividades em 2005. Quatro anos antes, em 2001, o avião foi retirado de serviço e estacionado no Aeroporto Internacional do Galeão, onde permanece até hoje, sucateado e cercado por vegetação, nas proximidades da Base Aérea.

Em nota, a FAB informou que a aeronave se encontra estacionada em área pertencente ao Parque de Material Aeronáutico do Galeão devido à decisão judicial, que determinou a Organização Militar como fiel depositária do avião. A destinação da aeronave depende de decisão da justiça.

Boeing 727 sucateado está escondido na vegetação em área da FAB (Imagem: Google Earth)
Além do Galeão, o Aeroporto de Jacarepaguá também convive com esse “cemitério” aéreo. De acordo com a administradora PAX Aeroportos, há atualmente sete aeronaves abandonadas no terminal, além de equipamentos de solo pertencentes a pessoas físicas e jurídicas. Os itens foram herdados da antiga gestão da Infraero e estão sendo tratados judicialmente. A empresa afirma que atua para a remoção ou descarte das estruturas, mas depende de decisões judiciais para concluir o processo.

A CBN conseguiu fazer imagens aéreas, com apoio do repórter Leonardo Vieira, que mostram o cenário do local. É possível ver que são aeronaves comerciais, de menor porte, comparando com o cenário do Galeão.

Segundo a PAX, os aviões e equipamentos estão em áreas restritas, sem acesso ao público, e sob vigilância conforme as normas da Anac. No entanto, mesmo que não representem risco direto, a presença dessas aeronaves carrega consigo uma espécie de “poluição visual”.


Para onde esses aviões poderiam ser levados?


O destino mais comum para aviões abandonados, como os que se acumulam no Aeroporto do Galeão, é o desmanche. A desmontagem para sucata ou reaproveitamento de peças costuma ser o caminho mais viável economicamente, especialmente quando não há interesse comercial ou histórico pela aeronave. No entanto, especialistas e entusiastas da aviação, como o professor Fernando Anselmo, defendem destinos mais nobres.

“Que destinos mais nobres poderiam ser esses? Preservá-los como peças de museu, em museus aeronáuticos, ou preservá-los em praças públicas, como monumentos, como existem algumas aeronaves preservadas em cidades do Brasil, ou até mesmo serem vendidos para hotéis temáticos e outros empreendimentos que acabam usando a aeronave como parte da estrutura do empreendimento em si. Existem aviões que já foram conservados como restaurantes, bares, cafés, hotéis, então é também um destino possível, mas, como já vimos, requer realmente interesse e disponibilidade financeira para arrematar os aviões e negociar essas dívidas também”, explica.

Um exemplo que ilustra bem essa dificuldade é o caso do Douglas DC-3, destruído no Galeão em 2020. A aeronave, veterana da Segunda Guerra Mundial, já havia pertencido à frota de Howard Hughes — magnata da aviação e personagem retratado no cinema — e mais tarde foi incorporada pela Varig. O avião era mantido como monumento numa das vias do aeroporto, mas acabou sendo demolido após a área ser assumida por outra empresa, que não demonstrou interesse em preservá-lo.

Apesar de ser um modelo menor e de transporte mais fácil, com grande valor histórico, o DC-3 não atraiu ninguém disposto a arcar com os custos de remoção e conservação. A destruição da aeronave serve como alerta: se nem esse avião foi salvo, é ainda mais difícil imaginar um futuro diferente para os modelos maiores e menos icônicos que seguem se deteriorando no pátio do Galeão.

Conheça alguns dos aviões abandonados e suas histórias

  • Dois aviões da antiga VarigLog
As aeronaves dessa imagem são do modelo Boeing 727 com pintura da VarigLog (Varig Logística), empresa de transporte de cargas que era subsidiária da Varig. A empresa foi criada nos anos 2000 como braço de logística da Varig, mas acabou entrando em colapso junto com a companhia-mãe.

Avião da antiga VarigLog abandonado no Galeão (Foto: Gabriel Gonçalves (@gigspotter_))
A aeronave da foto é uma das carcaças mais icônicas do “cemitério de aviões” do Galeão e pode estar há mais de uma década no local. Especula-se que as peças valiosas foram removidas para venda ou reaproveitamento e que hoje só reste a carcaça. Porém, o custo de retirada é muito alto, o que acaba postergando a remoção.
  • Avião da TAF
A TAF Linhas Aéreas era uma companhia cearense fundada em 1957 como Táxi Aéreo Fortaleza e transformou-se em linha aérea regional em 1995, atuando tanto no transporte de passageiros quanto de cargas.

727-2J7 da TAF, abandonado no Galeão (Foto: Gabriel Gonçalves (@gigspotter))
Até o auge de suas operações, a empresa chegou a contar com até 16 aeronaves, incluindo Boeing 727-200F e 737-200C/F. Com a crise no setor e forte concorrência, a TAF encerrou os voos regulares em 2010, tendo a licença de operação suspensa pela ANAC.

Várias aeronaves foram abandonadas em aeroportos, incluindo essa no Galeão.
  • MTA Cargo - McDonnell Douglas DC 10 30(F)
O avião na foto é um McDonnell Douglas DC 10 30, apelidado de “Petete IX”, operado pela MTA Cargo (Master Top Airlines). Fabricado em 1978, foi convertido para cargueiro em 2001.

DC-10-30F da antiga MTA, abandonado no Galeão (Foto: Gabriel Gonçalves (@gigspotter_))
A MTA Cargo, criada nos anos 2000, visava atuar no mercado de transporte de cargas pesadas e carregava o DC 10 por várias rotas nacionais e eventuais internacionais, mas teve vida curta.

Após a falência da MTA em 2011, a aeronave foi deixada no “cemitério de aviões” do Galeão, onde permanece imobilizada e deteriorada desde então.
  • 727 da Platinu Air
O Boeing 727 da Platinum Air faz parte de um sonho que não decolou.

A companhia brasileira, fundada em 2007 como subsidiária da norte-americana Platinum Commercial Air Cargo, planejava operar voos charter e fretamentos, mas suspendeu a operação antes de decolar, após a ANAC identificar irregularidades em registros e autorização de exportação da aeronave.

Boeing 727 da Platinum Air (Foto: Gabriel Gonçalves (@gigspotter))
Com apenas um avião na frota, nunca se tornou operacional e encerrou atividades por volta de 2009.
  • 727 da Total Cargo
Abandonado há anos no Aeroporto do Galeão, o Boeing 727-243 carrega uma longa e movimentada trajetória internacional antes de encerrar sua vida útil no Brasil.

Boeing 727-243 (Foto: Gabriel Gonçalves (@gigspotter_))
Entregue à Alitalia em 1980, o avião passou por diversas companhias — como PeoplExpress, Continental Airlines e Hinduja Cargo Services — até ser adquirido pela Total Linhas Aéreas em 2000, onde teve seu período mais longevo de operação.

Desde que foi armazenado em 2015, a aeronave encontra-se em visível estado de deterioração, com a pintura removida e os logotipos da Total quase apagados.

Via Pedro Bohnenberger (CBN Rio)

Boeing aposta no Brasil como principal mercado na América Latina

Família de aviões Boeing 737 Max (Imagem: Divulgação/Boeing)
O Brasil deverá responder por cerca de 30% da demanda por novas aeronaves na América Latina nas próximas duas décadas, segundo a Boeing. A fabricante estima que a região precisará de mais 2.365 aviões até meados da década de 2040, impulsionada pelo crescimento do transporte aéreo e pela renovação das frotas.

José Sicilia, vice-presidente de Marketing Comercial para a América Latina e Caribe da Boeing, afirma que o mercado brasileiro terá papel central nesse avanço. Em entrevista exclusiva ao UOL, o executivo destaca a importância do país para os negócios da fabricante americana.

"Com uma taxa estimada de crescimento nos próximos 20 anos de 4,2% ao ano [no tráfego aéreo], o Brasil é realmente uma fatia expressiva dessa alta. Quando falamos em 2.365 ou mais unidades de aviões novos aqui [na América Latina e Caribe], o Brasil representa ao redor de 30% desse total", disse.

Segundo Sicilia, a projeção considera tanto a expansão do mercado quanto a necessidade de substituição de aeronaves mais antigas, um movimento que deve impulsionar a demanda por novos aviões ao longo das próximas décadas.

Crescimento e renovação


Linha de montagem do 737 Max em Renton (EUA): Boeing deve inaugurar em julho quarta linha de montagem do 737 em Everett e projeta produção de 52 aeronaves do modelo por mês (Imagem: Jim Anderson/Divulgação/Boeing)
A Boeing avalia que o crescimento da aviação comercial na região será sustentado por dois movimentos paralelos: a ampliação das frotas para atender à demanda crescente por viagens aéreas e a renovação dos aviões atualmente em operação.

"Quando falamos das 2.365 aeronaves que estamos projetando, metade é crescimento [das frotas] e a outra metade é substituição [de aviões mais antigos]", disse Sicilia.

Na avaliação do executivo, a renovação ocorre de forma natural à medida que contratos de leasing (uma espécie de aluguel, também chamado de arrendamento mercantil) chegam ao fim e as companhias aéreas incorporam modelos mais modernos e eficientes às suas frotas. Nesse cenário, a Boeing aposta na família 737 Max como uma das plataformas capazes de atender diferentes perfis de operação sem exigir mudanças significativas na estrutura das empresas.

"A vantagem que a gente tem, pelo menos quando falamos de aeronaves de corredor único, é que temos uma família inteira à disposição das empresas. Ela encaixa muito bem com o que o Brasil demanda em termos de utilização, demanda, volatilidade e crescimento", afirma o executivo.

Segundo ele, a existência de diferentes variantes dentro da mesma família, que é o caso do 737 Max, permite que as companhias ajustem a capacidade de suas operações sem aumentar a complexidade operacional.

Disputa por espaço


Boeing 737 Max da Gol (Imagem: Alisson Augusto Vilela)
Apesar do potencial de crescimento do mercado brasileiro, Sicilia reconhece que a entrada de um novo fabricante em companhias que já operam uma frota padronizada representa um desafio comercial relevante.

No Brasil, por exemplo, apenas a Gol opera os aviões de corredor único da empresa, o 737. Já no mercado de fuselagem larga, com corredor duplo, a Latam opera os modelos 787 e 777, além de outras opções cargueiras.

Segundo ele, decisões envolvendo aquisição de aeronaves vão além das características do produto e envolvem fatores como treinamento de tripulações, manutenção, estoque de peças e planejamento operacional.

"Entrar em uma aérea que já tem um tipo de frota é difícil, por causa da comunalidade e da complexidade", afirma. Isso é explicado, principalmente, pelo fato de que as empresas preferem manter um tipo único de modelo em seu portfólio.

O executivo afirma que a estratégia adotada por cada companhia depende de fatores como tamanho da frota, perfil da malha e objetivos de negócio. Ainda assim, ele avalia que a expansão do mercado pode abrir espaço para novas composições de frota no futuro.

"Se a escala no Brasil atinge um certo patamar, fica mais fácil para um operador justificar trazer um novo modelo", afirma Sicilia.

Além dos cargueiros


Boeing 787 da Latam no Centro de Manutenção de Linha da empresa, em Guarulhos (SP)
(Imagem: Alexandre Saconi)
A Boeing também vê oportunidades no transporte aéreo de cargas, segmento que tem ganhado importância estratégica para as companhias da região. Sicilia diz que parte dessa expansão pode ocorrer sem a necessidade de aeronaves cargueiras dedicadas.

Segundo o executivo, modelos de longo curso utilizados no transporte de passageiros oferecem capacidade significativa para carga nos compartimentos inferiores, os porões das aeronaves. "O 777-300ER hoje, por exemplo, pode voar 20 toneladas de carga na barriga do avião, além dos passageiros", diz.

Na avaliação do executivo, essa característica permite que as empresas aproveitem períodos de maior demanda por transporte de mercadorias sem a necessidade de ampliar suas frotas cargueiras, já que altos volumes de encomendas podem voar na barriga das aeronaves de passageiros. "Ela não precisa ter um avião dedicado necessariamente. Pode utilizar um avião de passageiro e capturar as altas e minimizar as baixas do mercado cargueiro", diz.

Ao mesmo tempo, a fabricante mantém uma linha de aeronaves cargueiras e convertidas para atender operações que exigem maior capacidade ou características específicas.

Engenharia brasileira


A Boeing também mantém um Centro de Engenharia e Tecnologia
em São José dos Campos (Imagem: Divulgação)
Além das perspectivas para a aviação comercial, a Boeing também pretende ampliar sua atuação tecnológica no país. Sicilia destaca a importância do centro de engenharia da empresa em São José dos Campos (SP) que integra uma rede global de desenvolvimento da fabricante.

"São em torno de 600 engenheiros trabalhando ali. Faz parte de uma malha de centros de excelência de engenharia espalhados no mundo. São José dos Campos é um deles", destaca o executivo.

Segundo ele, a unidade brasileira vem participando de atividades consideradas estratégicas para a companhia e recebeu projetos de elevada complexidade técnica. "Eles estão ajudando a gente a desenvolver desenhos e projetos muito complexos. Não é que a gente está jogando uma coisa simples para eles desenvolverem", afirma ao destacar a capacidade tecnológica do país.

Para Sicilia, a combinação entre o tamanho do mercado brasileiro e a tradição do país no setor aeronáutico explica a relevância do Brasil para a Boeing. "É um mercado expressivo tanto em termos de demanda quanto de qualidade da engenharia", conclui.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

Fragmento de drone é encontrado em avião da Aerolíneas Argentinas que pousou no Galeão

Caso, que ocorreu dia 1º de junho, está sendo investigado pelo Cenipa.

Fragmento de drone foi encontrado em avião da Aeroníneas Argentinas no Galeão
(Foto: Reprodução/SpotterPrado)
Um fragmento compatível a uma peça de drone foi encontrada no Boeing 737-8SH, prefixo LV-GGK, da Aerolíneas Agentinas, que pousou no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte, na última semana, informou o RIOgaleão neste domingo (5).

O caso ocorreu no último dia 1º de junho, no avião que fez o voo AR-1268. Segundo a concessionária que administra o aeroporto, a equipe de manutenção da companhia aérea reportou a identificação do um fragmento compatível com peça de drone na aeronave.

"Não é possível determinar em que momento do voo ocorreu o possível impacto. Na data, não havia nenhuma operação autorizada com drones na área do aeroporto. O caso está sendo investigado pelo CENIPA", acrescentou o Riogaleão.

O Cenipa informou que já foi notificado da ocorrência. "Após a coleta e a análise técnica dos dados, a ocorrência foi classificada como incidente aeronáutico e tratada em conformidade com os protocolos estabelecidos no Anexo 19 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional e na Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-13, que estabelece os Protocolos de Investigação de Ocorrências Aeronáuticas da Aviação Civil Conduzidas pelo Estado Brasileiro", informou o Centro.

Via g1 e flightradar24

Voo da Latam é cancelado após pane durante decolagem no Aeroporto de Teresina (PI)

Aeronave apresentou falha técnica na pista antes da decolagem; voo foi cancelado 40 minutos depois.


Um voo da Latam com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi cancelado na madrugada desta segunda-feira (6) após a aeronave apresentar uma pane técnica durante o procedimento de decolagem no Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina.

O voo estava programado para partir às 2h40, mas a decolagem foi interrompida após uma frenagem brusca ainda na pista. Em seguida, o comandante informou aos passageiros que havia sido identificada uma falha técnica na aeronave.

Após o incidente, os ocupantes permaneceram cerca de 40 minutos dentro do avião enquanto a companhia realizava avaliações junto à equipe técnica. Ao fim da análise, a Latam optou por cancelar o voo por questões de segurança.

A interrupção da viagem provocou apreensão entre os passageiros, que relataram momentos de tensão durante a tentativa de decolagem. Segundo relatos, a expectativa era de que a aeronave levantasse voo, mas a frenagem inesperada causou preocupação entre quem estava a bordo.

Segundo um passageiro, “o avião foi decolar e de repente teve uma freada brusca. O piloto avisou que estava com problema técnico, aguardamos por cerca de 40 minutos dentro da aeronave e em contato com São Paulo resolveram cancelar o voo por medida de segurança”, disse o passageiro, que estava com a família decolando de Teresina para São Paulo.

Segundo ele, foram momentos bastante apreensivos. “Pensei que não sairia vivo, foram instantes de muita tensão”, disse. 

Após o cancelamento, a companhia informou que os passageiros receberiam novas opções de voos para seguir viagem ao destino final.

Até publicação desta reportagem, a Latam ainda não havia divulgado a causa da pane técnica nem informações sobre quando a aeronave será liberada para operar.

Via Isaac da Silva (GP1), e Cidade Verde - Foto: Reprodução 

domingo, 5 de julho de 2026

Avião se choca com animal de pequeno porte durante decolagem em aeroporto de Ilhéus, na Bahia

Tripulação seguiu os protocolos de segurança da empresa e pousou normalmente em Guarulhos, destino final do voo.

(Imagem: flightradar24)
A aeronave Airbus A320-214, prefixo PR-MYN, da companhia aérea Latam, se chocou com um animal de pequeno porte no aeroporto de Ilhéus, na Bahia, durante o procedimento de decolagem do voo LA 4603 nesta sexta-feira (3).

Em contato com a Jovem Pan, a empresa afirmou que a tripulação seguiu os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, mas não precisou alterar o plano de voo.

Ainda segundo a companhia, o avião pousou normalmente em Guarulhos e dentro do horário esperado, sem causar inconvenientes para os passageiros da aeronave.

Confira a nota da Latam na íntegra:

“A LATAM Airlines Brasil informa que a aeronave que operou o voo LA 4603 (Ilhéus–São Paulo/Guarulhos), nesta sexta-feira (03/07), colidiu com um animal de pequeno porte durante o procedimento de decolagem.

Em conformidade com os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, a tripulação informou os órgãos de controle de tráfego aéreo envolvidos e a companhia. O voo prosseguiu normalmente até São Paulo/Guarulhos. O pouso ocorreu dentro do horário previsto e em total segurança, assim como o desembarque dos passageiros.

A LATAM reforça que todas as decisões operacionais são sempre tomadas com base em rigorosos protocolos de segurança, preservando, em todos os momentos, a integridade de seus clientes e tripulantes.”

Via Jovem Pan e flightradar24

sábado, 4 de julho de 2026

Helicóptero de luxo apreendido com tráfico vai a leilão por R$ 700 mil

Helicóptero SIkorsky S76 que irá a leilão na pintura usada pelo governo de Mato Grosso do Sul
 (Imagem: Reprodução do laudo pericial)
Um helicóptero de luxo Sikorsky S-76C, avaliado em R$ 700 mil, será levado a leilão judicial após o governo de Mato Grosso do Sul desistir de sua operação. A aeronave, de matrícula PR-LCD, foi apreendida pela Polícia Federal no âmbito da Operação Além-Mar, que investigou um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Origem e uso pelo poder público


O helicóptero pertencia originalmente a empresas ligadas a André Luiz Gomes Ferreira, um dos alvos da Operação Além-Mar. Após a apreensão, a Justiça Federal de Pernambuco autorizou que o bem fosse utilizado provisoriamente pela Casa Militar do estado de Mato Grosso do Sul, que assumiu a função de fiel depositária da aeronave.

A cessão de bens apreendidos para órgãos públicos é uma prática prevista na Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), visando dar utilidade social ao patrimônio enquanto o processo judicial não chega ao fim. No entanto, o que deveria ser um reforço para a frota estatal tornou-se um peso financeiro para o governo sul-mato-grossense.

Em 2020, foi decidido que a aeronave seria destinada à Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) em detrimento de pedido feito, também, pelo governo do estado do Paraná. Essa decisão levou em conta que o órgão federal teria melhor capacidade de definir para qual instituição o helicóptero seria destinado, que acabou sendo o governo de Mato Grosso do Sul.

'Elefante branco' de R$ 5,5 milhões


Helicóptero SIkorsky S-76 que irá a leilão na pintura usada pelo governo de Mato Grosso do Sul
 (Imagem: Reprodução do laudo pericial)
Recentemente, o governo de Mato Grosso do Sul peticionou à Justiça informando a desistência do uso do helicóptero. O principal motivo alegado foi o altíssimo custo de manutenção, estimado em mais de R$ 5,5 milhões apenas para o ano de 2026.

Além do impacto orçamentário, o ente público relatou que não possuía pilotos habilitados em seu quadro para operar esse modelo específico e que a utilização era baixíssima. Em todo o ano de 2025, o helicóptero realizou apenas três voos, segundo relato do juiz responsável.

Diante da dificuldade de mantê-lo, o estado solicitou a devolução do bem para evitar sua deterioração.

Helicóptero SIkorsky S-76 de matrícula PR-LCD que irá a leilão
(Imagem: Reprodução do laudo pericial)

Leilão e depreciação


Com a devolução, o juiz Jorge André de Carvalho Mendonça, da 4ª Vara Federal de Pernambuco, determinou a alienação antecipada do bem. Essa medida é tomada para preservar o valor econômico do ativo, impedindo que o helicóptero perca valor de mercado parado em um hangar.

Embora aeronaves do modelo Sikorsky S-76C de 2003 possam valer cerca de R$ 2,5 milhões no mercado internacional, o laudo de avaliação fixou o valor de venda em R$ 700 mil.

Painel do helicóptero SIkorsky S-76 de matrícula PR-LCD que irá a leilão
(Imagem: Reprodução do laudo pericial)
O preço reduzido reflete uma depreciação técnica de 65%, motivada pelo elevado número de horas de voo (aproximadamente 9.400 horas) e pela proximidade de uma revisão geral ("overhaul") de alto custo nos motores e rotores.

O cálculo dos gastos é explicado pelo perito no processo da seguinte forma:
  • Inspeções da célula (estrutura física e mecânica do helicóptero): R$ 200 mil
  • Revisão geral dos motores: R$ 900 mil
  • Revisão geral de pás e rotores: R$ 550 mil
  • Revisão geral de instrumentos e aviônicos (componentes eletrônicos): R$ 30 mil
  • Revisão geral de componentes: R$ 120 mil
Ainda segundo o perito nomeado, o valor médio da aeronave em condições adequadas de voo é de R$ 2,5 milhões. Sendo aplicada uma depreciação de 65%, o valor técnico fica em R$ 875 mil, mas o valor estimado de leilão judicial acabou ficando em R$ 700 mil, descontadas as manutenções, revisões e inspeções obrigatórias.

Contexto jurídico


Helicóptero SIkorsky S-76 que irá a leilão na pintura antiga antes de ser concedido ao
governo de Mato Grosso do Sul (Imagem: Reprodução do laudo pericial)
A venda ocorre enquanto o processo principal ainda tramita, mas ganhou urgência devido à morte do réu André Luiz Gomes Ferreira no curso da ação, o que deixou o destino definitivo do bem pendente de julgamento de recursos.

O valor arrecadado no leilão ficará depositado em uma conta judicial. Caso haja uma condenação definitiva, o dinheiro será revertido para a União. Em caso de absolvição, o montante será entregue aos herdeiros do réu.

O leilão será conduzido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), órgão do Ministério da Justiça responsável pela gestão de patrimônio confiscado do crime organizado.

Embora o leilão se encerre apenas no dia 2 de julho, os valores já se aproximavam da casa de R$ 1 milhão. O lance inicial era de R$ 350 mil, metade do valor de avaliação, de R$ 700 mil, e o valor total estava em R$ 993,3 mil na tarde de sexta-feira (26).

O pregão está sendo realizado pela Pimentel Leilões, e também conta com outro lote que contém uma aeronave avaliada em R$ 460 mil.

Helicóptero Sikorsky S-76 de matrícula PR-LCD que irá a leilão
(Imagem: Reprodução do laudo pericial)

Ficha técnica

  • Aeronave: Helicóptero S-76C
  • Fabricante: Sikorsky (EUA)
  • Ano de fabricação: 2003
  • Número de série: 760549
  • Peso máximo de decolagem: 5.307 kg
  • Capacidade: 12 passageiros (mais dois pilotos)
  • Comprimento: 13,2 metros
  • Largura: 2,1 metros
  • Diâmetro do rotor principal: 13,4 metros
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Avião cai em Campo Grande (MS); dois corpos são localizados

Acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria. Bombeiros foram mobilizados para atender a ocorrência.

(Foto: Reprodução)
O avião Embraer EMB-810D Seneca III, prefixo PT-WYQ, da Amapil Táxi Aéreo Ltda.caiu na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) confirmou o acidente e mobilizou equipes de resgate para o local.

O piloto era Henrique Martin. Ele deixa a mulher e uma filha. Nas redes sociais, ele usava a frase “o mundo da aviação” para definir os conteúdos que publicava sobre a rotina como piloto.

Henrique Martin morreu na queda do avião em Campo Grande (Foto: Rede sociais/Reprodução)
A segunda vítima do acidente é a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, especialista em tamanduá-bandeira e que atuava no Pantanal há mais de 20 anos.

Lydia também era jornalista da Alemanha, zoóloga e guia da natureza. Na quinta-feira (2), ela publicou em sua rede social um vídeo da janela de um avião, enquanto saía do Rio de Janeiro. “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu.

Lydia Theresia Möcklinghoff, a segunda vítima, já esteve no Pantanal em anos anteriores
(Reprodução, Redes Sociais)
A pesquisadora tinha um podcast sobre o mundo selvagem dos animais e publicou em sua rede social alguns registros do Pantanal. Inclusive, ela esteve no Pantanal em 2024.

Em 2018, Lydia publicou que estava fazendo um estudo de papa-formiga/câmera no Pantanal. “Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar, quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã.

Segundo as primeiras informações da corporação, a aeronave havia saído do aeródromo e tentou pousar em uma pista privada. A suspeita inicial é de que o piloto tenha buscado uma alternativa por causa da baixa visibilidade provocada pela neblina que cobriu a capital durante a manhã. O difícil acesso ao local da queda tem dificultado a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros.

A suspeita é que a aeronave tivesse como destino o Pantanal de Mato Grosso do Sul. A aeronave é utilizada em voos executivos, táxi aéreo, treinamento e deslocamentos regionais.

O avião é considerado apto a operar em dias nublados, desde que esteja equipado para voo por instrumentos e seja conduzido por piloto habilitado. Nessas condições, o piloto não depende apenas da visão externa, usando os instrumentos da cabine para manter altitude, direção, velocidade e navegação.


A reportagem entrou em contato com a Amapil, empresa de táxi aéreo citada nos relatos sobre a aeronave. Em conversa com o setor comercial, Jordeli Santana afirmou que ainda buscava informações sobre o caso.

“Também não tenho informação ainda, estou chegando no aeroporto para saber, não tenho 100% de certeza ainda”, disse.


Posteriormente, na sede da empresa, a Amapil informou que a aeronave teria como destino o Pantanal. Segundo a empresa, equipes tentam contato com a central na região para confirmar se houve pouso, mas ainda não obtiveram retorno.

⚠️Campo Grande amanheceu sob forte neblina nesta sexta-feira (3). A umidade causada pelo fenômeno deixou ruas e avenidas molhadas, além de comprometer a visibilidade em diferentes pontos da cidade. Há suspeita de que o piloto tenha buscado outra pista devido às condições que encobriram a capital durante a manhã.


Pessoas que trabalham em um hangar da pista privada relataram ter ouvido uma explosão pouco antes da confirmação da queda da aeronave.

O proprietário do Hangar Aero Rural, Éder Corrêa, relatou ter ouvido o barulho de aeronave por volta das 6h30, quando ainda dormia. Segundo ele, houve um impacto forte o suficiente para ser sentido no local.

“Ainda não há notícia nenhuma, não têm nenhum norte, nenhuma previsão até agora. Por causa dessa neblina, eles também estão à procura, buscando qualquer informação que possa trazer algum direcionamento”, afirmou.


Éder disse ainda acreditar que houve uma queda, embora não tenha visto a aeronave.

“Se tivesse explodido e pegado fogo, acho que teria fumaça muito forte. A fumaça de aviação é bem ardida. Se fosse alguma coisa próxima daqui, com certeza a gente teria visto”, relatou.

“Tenho certeza de que caiu. Eu estava deitado e balançou onde eu estava. Chegou a tremer. Eu estava dormindo aqui embaixo”, completou.

Ainda segundo Éder, a informação que chegou até ele é de que a aeronave seria da Amapil e teria saído do Aeroporto Santa Maria. Ele, no entanto, ressaltou que não pode confirmar oficialmente a versão.

“Segundo me passaram, foi um táxi aéreo Piper Seneca que caiu. Não posso confirmar, mas a aeronave decolou do Santa Maria e caiu. Sem dúvida alguma houve uma queda, eu estava aqui no local, eu senti o balanço. O Piper Seneca é uma aeronave apta para voar”, disse.


O dono de outro hangar que também conversou com a reportagem, relatou ter ouvido dois aviões decolando na manhã desta sexta-feira, um Piper Seneca e um Pilatus, mas afirmou não saber se uma dessas aeronaves é a que pode ter caído.

O avião caiu em uma área próxima ao condomínio Terras do Golfe. Duas equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local, além de uma unidade de resgate e uma viatura de combate a incêndio.

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o número de ocupantes da aeronave, o estado de saúde das vítimas nem as causas do acidente. As circunstâncias da queda serão investigadas pelas autoridades competentes.

Avião que matou pesquisadora alemã ficou apenas 5 minutos no ar e neblina pode ter comprometido pouso

Atualização (04/07/2026)


Avião que matou pesquisadora alemã ficou apenas 5 minutos no ar e neblina pode ter comprometido pouso.


Delegado afirma que a principal hipótese é de que o mau tempo provocou desorientação espacial no piloto; Corpo de Bombeiros afirma que avião permaneceu apenas cinco minutos no ar antes de cair.

O avião que caiu e matou a pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff e o piloto Henrique Martin, em Campo Grande, permaneceu apenas cinco minutos no ar antes da queda, segundo o Corpo de Bombeiros. A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é que a forte neblina registrada na manhã desta sexta-feira (3) tenha dificultado uma tentativa de pouso e contribuído para o acidente.

"A suspeita inicial é que em razão do mal tempo foi o que provocou essa queda, só que a gente precisa seguir nos levantamentos. Vai precisar ser analisada a parte mecânica da aeronave, só que pra isso a gente precisa do Cenipa, a aeronáutica precisa estar acompanhando", afirmou o delegado Sam Suzumura, responsável pelo caso.

O laudo da Polícia Civil deve sair em 10 dias. As causas do acidente também serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que deve chegar ao local neste sábado (4).

O delegado afirmou ainda, que a principal hipótese é que o piloto tenha sofrido desorientação espacial por causa das condições climáticas.

"Inclusive na hora que as buscas começaram pelo Corpo de Bombeiros estava muita cerração, então é possível que no momento do início do voo estava uma condição pior ainda. As condições climáticas podem ter provocado uma desorientação espacial no piloto, é possível."
⚠️ Campo Grande amanheceu com forte neblina nesta sexta-feira (3). A umidade provocada pelo fenômeno deixou ruas e avenidas molhadas e reduziu a visibilidade em vários pontos da cidade. Há a suspeita de que o piloto tenha tentado pousar em outra pista por causa das condições meteorológicas.

O delegado informou ainda que a empresa responsável pela aeronave está regularizada, e disse que ainda não há informações sobre a experiência do piloto nem sobre o plano de voo.

Pesquisadora alemã era referência no estudo do tamanduá-bandeira

A pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff estava entre as vítimas do acidente.

Lydia Möcklinghoff, pesquisadora alemã especialista em tamanduás-bandeira (Foto: Redes sociais)
Zoóloga, ecóloga tropical, escritora e divulgadora científica, Lydia era reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o tamanduá-bandeira no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ela realizava pesquisas de campo na região desde o fim dos anos 2000 e foi uma das primeiras cientistas a acompanhar o comportamento da espécie em estudos de longa duração na natureza.

Entre os destroços da aeronave, foram encontrados exemplares de um livro escrito por ela em alemão. A obra tem o título "Ich glaub, mein Puma pfeift: Als Forscherin im reichsten Tierparadies der Welt", que pode ser traduzido como "Não dá para acreditar no que vejo: a vida de uma pesquisadora no paraíso animal mais rico do mundo".

No livro, Lydia relata a experiência de viver em uma fazenda no Pantanal brasileiro enquanto realizava pesquisas de campo sobre o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Via g1, Campo Grande News, Midiamax, ASN e ANAC

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Logo após decolar de Guarulhos, avião Airbus A321 é desviado e acaba de pousar de volta na origem

A trajetória do voo nessa tarde de hoje (Imagem: AirNav Radar)
Um avião que decolou do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, nesta tarde de terça-feira, dia 30 de junho, foi logo desviado e levado para um pouso de volta na origem.

No vídeo disponibilizado a seguir, que mostra a live diária do canal “Golf Oscar Romeo” no YouTube, é possível assistir ao pouso buscando o horário de 16h37:


Como visto nas cenas acima, o voo era o LA-3244, feito pelo Airbus A321-231 de matrícula PT-MXN, da LATAM Brasil. Ele decolou de Guarulhos às 16h06, mas, quando estava chegando a 8 mil pés de altitude, a subida foi interrompida e a trajetória de voo foi alterada.

Os pilotos colocaram o avião em trajetória de espera em voo (órbita), porém, 10 minutos depois, já direcionaram o A321 de volta para o aeroporto.

Apesar do retorno, o pouso foi realizado sem intercorrências, às 16h38, e sem nenhum chamado de prioridade, como quando é declarada urgência (“PAN PAN”) ou emergência (“MAYDAY”).

O AEROIN entrou em contato com a LATAM para solicitar mais informações e a companhia reportou o seguinte:

“A LATAM Airlines Brasil informa que o voo LA3244 (São Paulo/Guarulhos–Porto Seguro), desta terça-feira (30/6), precisou retornar ao aeroporto de origem após um episódio de bird strike (colisão com pássaro), fato totalmente alheio ao controle da companhia. Após a substituição da aeronave, o voo prosseguiu viagem, com previsão de chegada a Porto Seguro às 20h38 (horário local). A companhia ressalta que segue rigorosamente os mais elevados padrões técnicos e operacionais, tendo a segurança dos clientes e tripulantes como prioridade absoluta.”