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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Aconteceu em 13 de janeiro de 1939: Queda de avião Junkers do Syndicato Condor no Rio de Janeiro


No dia 13 de janeiro de 1939, o avião Junkers Ju 52/3m, prefixo PP-CAY, do Syndicato Condor, apelidado de 'Marimba', se acidentou ao chocar-se com a Serra do Sambé, no Município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro.

A aerovave fazia a rota Vitória, no Espírito Santo, para o Rio de Janeiro. O avião foi destruído pelas chamas deixando dez vítimas fatais.

Morreram o piloto Severiano Primo da Fonseca Lins, primeiro comandante brasileiro da aviação comercial, o mecânico de voo Rudolf Julio Wolf, o radiotelegrafista Everaldo machado de Faria, o aeromoço Alberto Togni, o piloto em treinamento Apulchro Aguiar de Mello, mais quatro passageiros adultos e uma criança.

Veja o relato publicado na Revista Brazilusa Orlando em 10 de março de 2015:


O Junkers


O Junkers Ju 52 é uma aeronave de fabricação alemã, com três motores radiais e capacidade para 17 passageiros, produzida entre 1932 e 1945, pela empresa Junkers. Também é conhecida como Tante Ju (Tia Ju) ou Auntie Ju. Foi apelidado pelas tropas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, como Iron Annie. Mais de 4.000 unidades foram produzidas, para uso civil e militar. É um dos modelos mais bem sucedidos na história da aviação européia.

O Brasil não utilizou o Ju 52/3m como um avião militar, assim como o fez a Bolívia na Guerra do Chaco de 1932. Na realidade, 24 aparelhos comerciais operaram, com grande confiabilidade, nos céus nacionais entre os anos de 1933 e 1947. A maior parte deles foi adquirida, obviamente, pelo Syndicato Condor S/A, o qual reuniu uma frota de 16 aviões desse tipo.

O primeiro Junkers Ju 52/3m a servir no Syndicato foi um aparelho completamente novo, adquirido na fábrica. Tratava-se do "Anhangá" (matrícula PP-CAT) comprado em 1933 e que logo se juntou ao Curupira (matrícula PP-CAX) em 1934, seguindo mais dois aviões entre-gues no ano seguinte, o Marimbá (PP-CAY) e "Tupan" (PP-CBB).

O Syndicato Condor S/A pôde, com sua frota de F.13 e Ju 52, desbravar localidades do interior brasileiro antes nunca exploradas. O sucesso foi tão grande, que em 1937, o Brasil já contava com uma rede aérea cobrindo parte boa parte do litoral oriental nordestino e parte da Amazônia Brasileira, tudo isso graças à versatilidade e robustez dos "Tante Ju". 

Indubitavelmente, ocorreram acidentes graves em nosso território, como o desastre com o "Guaracy" (PP-CBC) em 22.05.1938 - ao decolar do estirão do porto de Santos matando o então Ministro da Justiça Maurício Cardoso - e o acidente com o "Anhangá" em 15.08.1938, com a perda de todas as vidas a bordo.

O uso dos Junkers Ju 52 no Brasil começou a cair, quando as hostilidades entre Getúlio Vargas e a Alemanha se intensificaram. Com o alinhamento brasileiro a Washington, os bravos aeroplanos germânicos foram aos poucos sendo substituídos pelos Douglas DC-3 norte-americanos. 

No final de 1943, tanto a Serviços Aéreos Condor LTDA (nova denominação para o Syndicato Condor S/A) e a Vasp tinham problemas em manter a frota de trimotores, principalmente por causa da escassez de peças de reposição. Após vários acidentes, os Ju 52 sobreviventes da Vasp, Varig e da Condor foram vendidos para outros países da América Latina, sendo que em 1950 já não havia, praticamente, nenhum desses aparelhos em serviço no Brasil.

Syndicato Condor


Syndicato Condor S/A foi uma subsidiária da Lufthansa no Brasil. Uma das mais antigas companhias de aviação do mundo, foi criada em dezembro de 1927. Com a declaração de guerra do Brasil ao Eixo na Segunda Guerra Mundial, assim como inúmeras outras instituições alemãs, italianas e japonesas, seus nomes foram modificado como essa o foi de Sindicato Aéreo do Condor, subsidiária alemã, desmembrada, e criam-se concorrência á Varig, como quando esta e demais empresas alemãs foram nacionalizadas por ocasião da Segunda Guerra Mundial.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Aeronave experimental cai na cabeceira da pista do aeroporto de Mogi Mirim (SP)

Avião com um ocupante saiu da pista após o pouso; piloto teve ferimentos leves e foi levado à Santa Casa.


Uma aeronave experimental, do tipo ultraleve cabinado, prefixo PUG-KA, caiu na cabeceira da pista do Aeroporto de Mogi Mirim na manhã deste domingo (11). O avião tinha apenas um ocupante, que sofreu ferimentos leves e foi socorrido para a Santa Casa de Mogi Mirim.


Segundo informações apuradas pelo Portal da Cidade Mogi Mirim, o acidente ocorreu no momento em que a aeronave utilizava a pista do aeroporto, que é de terra. O piloto não teria conseguido interromper totalmente o deslocamento do ultraleve, que acabou ultrapassando o limite da pista e avançando por alguns metros em um desnível existente na área da cabeceira.


Equipes dos Bombeiros Municipais e da Guarda Civil Municipal (GCM) foram acionadas e atenderam a ocorrência no local. O piloto recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado à Santa Casa, onde passou por avaliação médica. De acordo com as informações obtidas, o estado de saúde é considerado leve.

Via Portal da Cidade de Mogi Mirim - Fotos: Cláudio Felício/Portal da Cidade Mogi Mirim

domingo, 11 de janeiro de 2026

Piloto morre após queda de avião agrícola em área rural de MT

Segundo o Corpo de Bombeiros, Elessandro Nunes teria tentado realizar um pouso de emergência.

(Foto via CenárioMT)
Um piloto identificado como Elessandro Nunes morreu após a queda de um avião agrícola Air Tractor AT-502B em uma área rural entre os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, nesta sexta-feira (9), segundo o Corpo de Bombeiros.

Vídeos registrados por militares e por pessoas que passavam pelo local mostram a aeronave destruída em meio a uma plantação (clique aqui para ver).


O sargento Alexsander informou que o piloto tentou realizar um pouso de emergência. O militar relatou que a vítima estava viva mesmo após a queda, no entanto, morreu minutos depois, antes da chegada da equipe de resgate.

Ainda conforme o sargento, o local do acidente fica a cerca de 40 km de distância do perímetro urbano.

Uma equipe dos bombeiros foi enviada ao local para atender a ocorrência, mas ainda não há detalhes sobre as causas do acidente, que serão investigadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Elessandro Nunes morreu após o avião que ele pilotava cair em uma área rural de MT (Foto: Redes sociais)
Via g1, Gazeta Digital e ASN

Aconteceu em 11 de janeiro de 1959: Voo Lufthansa 502 Queda na Baia da Guanabara


Em 11 de janeiro de 1959, o avião Lockheed L-1049G Super Constellation, prefixo D-ALAK, da empresa aérea alemã Lufthansa (imagem abaixo), operava o voo 502, um voo internacional de passageiros entre Hamburgo, na Alemanha, a Buenos Aires, na Argentina, com escalas em Dakar, no Senegal, e no Rio de Janeiro, no Brasil.


O Lockheed L-1049 G Super Constellation foi construído pela Lockheed em 1955, tendo recebido o número de série 4602. A aeronave seria entregue à Lufthansa no dia 17 de maio do mesmo ano. Registrada como D-ALAK, voou cerca de 3 anos na empresa alemã até ser negociada com a companhia americana Seaboard World Airlines em maio de 1958. Após 5 meses a aeronave seria devolvida a Lufthansa.

Por volta das 10h40 min de 11 de janeiro de 1959, o voo 502, vindo da escala em Dakar, no Senegal, com 29 passageiros e 10 tripulantes, entrava na região do Controle de Aproximação do Rio (APP Rio), onde o comandante inicia contato pelo rádio. 

O APP Rio o autorizou a descer progressivamente de 5.400 metros para 3.000 metros mantendo a proa a Caxias. Após ser autorizado a iniciar procedimentos de pouso pelo APP Rio, a aeronave foi transferida para a torre de controle do Aeroporto do Galeão, que autorizou o pouso na pista 014. 

Após ter sido autorizado, o Super Constelation desceu abaixo do teto de segurança mínimo e, às 11h17, se chocou com as águas da Baía de Guanabara em velocidade de pouso, subindo novamente por alguns segundos para depois cair sobre a Praia das Flecheiras, cerca de 500 metros da pista 014.

Dos 39 ocupantes da aeronave, somente 3 sobreviveriam à queda: o navegador Hans Jeppel, a aeromoça Hilde Dehler e o comissário de bordo Karl Heins.

Entre os passageiros mortos estavam a Arquiduquesa Maria Helena da Áustria-Toscana (neta do Rei Fernando I da Romênia) e seu marido Conde Jaroslaw Kottulinsky, o Barão von Kottulin. 


A demora das equipes de resgate, agravada pela chuva fina que transformou a área da queda num imenso lamaçal impediu a retirada de alguns ocupantes, que viriam a falecer após algumas explosões dos destroços.


Quase quatro horas depois do desastre e quando se pensava que todas as vítimas haviam sido retiradas das ferragens do aparelho sinistrado, uma cena tétrica veio chamar a atenção de todos. 


Em pé, amparado por lascas da fuselagem do aparelho, uma das vítimas era devorada lentamente sem que nada se pudesse fazer, pois os carros de bombeiros ficaram atolados centenas de metros atrás, e os extintores manuais eram impotentes para debelar as chamas.


Dois dias após o acidente chegou ao Rio uma comissão alemã de investigação, a qual se juntou aos investigadores brasileiros. 


Após algum tempo, a comissão não conseguiu determinar a causa exata da queda, mas atribuiu a possível causa do acidente: fadiga do comandante, que acabou colocando a aeronave em rota de colisão contra o solo. 


O comandante Wren Meyer Mac Mains havia feito uma viagem sobre o Atlântico Norte e ao chegar a Alemanha foi comunicado que o comandante original do Voo 502 estava doente. Assim assumiu (por ordens da empresa) o comando do Voo 502 e não pôde efetuar descanso obrigatório mínimo entre voos. Esse seria o primeiro acidente da história da Lufthansa.


Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN e baaa-acro

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Avião monomotor cai e piloto é socorrido em Tambaú, no interior de SP

Acidente aconteceu em Tambaú (SP) nesta quinta-feira (8) e piloto foi resgatado com ferimentos. Segundo a Defesa Civil, a aeronave fazia pulverização de cana-de-açúcar.


Um avião monomotor caiu na área rural de Tambaú (SP), na manhã desta quinta-feira (8). O piloto Leandro Braidotti, de 45 anos, sofreu escoriações leves e foi socorrido.

De acordo com a Defesa Civil, a aeronave Embraer EMB-202 Ipanema, de prefixo PT-VVE, fazia pulverização de cana-de-açúcar.

O piloto conseguiu sair a tempo, antes que o monomotor pegasse fogo após colidir com árvores. Socorrido, ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Tambaú para receber cuidados médicos. Ele passa bem.

O dono do avião, Arnaud Araújo, disse que uma pane mecânica obrigou o piloto a fazer um pouso forçado. Ele afirmou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o piloto é experiente e trabalha com ele há cerca de 3 anos.


O Corpo de Bombeiros de Casa Branca chegou a ser acionado, porém a Defesa Civil já havia prestado a assistência necessária.

Segundo a secretaria de Saúde, Claudia Lincoln, o piloto realizou exames médicos e não sofreu nenhuma fratura. Ele ficou em observação no hospital e recebeu alta nesta tarde.

"Paciente está em bom estado geral, consciente, comunicativo e não ocorreu nenhuma fratura", disse.

A empresa proprietária da aeronave, Agrossol, informou que já comunicou a Força Aérea Brasileira (FAB).

Avião monomotor ficou destruído após cair e pegar fogo em Tambaú, SP
(Foto: Esdras Pereira/EPTV)


Via g1

Aconteceu em 9 de janeiro de 2025: Cessna Citation 525 ultrapassa a pista em Ubatuba (SP) e explode em chamas


Em 9 de janeiro de 2024, a aeronave Cessna 525 CitationJet CJ1+, prefixo PR-GFS (foto abaixo), operava um voo particular do Aeroporto de Mineiros, em Goiás, para o Aeroporto de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, levando a bordo o piloto e quatro passageiros.

(Foto: Radioactivity/JetPhotos)
O Cessna Citation 525 CJ1 é um jato executivo bimotor a jato, projetado para viagens curtas, com capacidade para até nove pessoas. A aeronave acidentada foi fabricada em 2008. Tinha capacidade para sete ocupantes e estava com a situação de aeronavegabilidade considerada normal pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), embora não possuísse autorização para operar como táxi aéreo.

Durante a tentativa de pouso no Aeroporto Estadual Gastão Madeira, em Ubatuba, sob condições meteorológicas adversas, incluindo chuva e pista molhada, a aeronave ultrapassou a pista 09, atravessou o alambrado e atingiu a praia do Cruzeiro, explodindo em seguida.


O piloto não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Os quatro passageiros sobreviveram e foram encaminhados para a Santa Casa de Ubatuba; Mireylle Fries passou por uma cirurgia de emergência.


Além dos ocupantes da aeronave, uma mulher e uma criança que estavam na rua foram atingidas e socorridas com vida. Testemunhas relataram que o avião não deixou marcas de frenagem na pista, sugerindo que não chegou a tocar o solo antes de ultrapassar os limites do aeroporto.


Inicialmente, a Prefeitura de Ubatuba havia informado que duas pessoas haviam morrido no acidente. Às 11h23, a administração municipal corrigiu a informação para apenas a morte do piloto.

Cinco pessoas estavam na aeronave: o piloto, Paulo Seghetto, de 55 anos, morreu depois de ser retirado das ferragens em parada cardiorrespiratória e passar por tentativa de reanimação.

Paulo Seghetto, piloto de avião que morreu em acidente em Ubatuba (SP) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O casal Mireylle Fries, de 41 anos, e Bruno Almeida, de 45, além dos dois filhos deles – de seis e quatro anos, foram resgatados com vida. 

Três pessoas que estavam numa pista de skate que fica perto do local também foram socorridas. A Defesa Civil informou que cinco viaturas e 12 bombeiros atuam no local. A vítima grave foi a professora Rosana Maria Alves Vieira, de 59 anos. Ela chegou a ficar internada por causa de uma fratura no pé, mas recebeu alta.


Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), a aeronave passou por uma excursão de pista, que é caracterizada quando o avião sai da pista no momento de pouso ou de decolagem.

Bruno Almeida Souza, de 41 anos, um dos sobreviventes da explosão do avião no início do ano em Ubatuba, contou em depoimento que achou a pista de pouso curta ao sobrevoar o aeroporto e que se assustou quando notou que o piloto iria tentar arremeter.

"Eu vi a pista acabando, eu falei 'nossa, não vai dar'. Aí meio que meu cérebro bloqueou, eu não lembro de mais nada", disse Bruno.


O sobrevivente contou também que percebeu que o piloto precisou fazer uma curva fechada por conta de um morro da região e que também percebeu que o avião demorou a tocar na pista.

Ainda durante a oitiva, Bruno afirmou à polícia que sentiu o avião freando, mas que, em seguida, percebeu que o piloto tentou arremeter, por achar que não daria tempo suficiente para frear.

Mireylle Fries, de 41 anos, o marido dela, Bruno Almeida Souza, de 41, e os dois filhos,
de 4 e 6 anos, sobreviveram ao acidente (Foto: Reprodução)
O passageiro relatou que a última lembrança que tem é da pista acabando. Ele afirmou à polícia que, depois disso, só se lembra de já estar internado no hospital.

"Quando ele entrou para fazer a cabeceira eu achei que ele fez uma curva muito fechada. Assim que ele tocou (no chão) ele já imediatamente acionou os freios, acionou o reverso da turbina e foi tentando parar o avião. De repente ele deu motor no avião. E aí eu falei: 'nossa, ele vai arremeter'. A pista é curta e não vai dar tempo de de parar. Fiquei, como se diz, de orelha em pé. Eu vi a pista acabando e falei: ''Nossa, a pista tá acabando'. A minha primeira lembrança depois é no hospital. E já acamado", contou Bruno para a polícia.

(Imagem: RadarBox)
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para a ocorrência e que, na ação inicial, são utilizadas técnicas específicas para realização de coleta e confirmação de dados, preservação dos elementos, verificação inicial de danos na aeronave, entre outras informações.


As autoridades competentes, incluindo o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA), foram acionadas e estão conduzindo investigações para determinar as causas do acidente. Fatores como as condições climáticas adversas e a extensão da pista do aeroporto de Ubatuba, que possui 940 metros de comprimento, estão sendo considerados nas análises iniciais. O Cessna 525 precisa de 789 m para pouso, segundo o site da fabricante. 

(Foto: João Mota/TV Vanguarda)
Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, g1, UOL, Aeroin e ASN

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Vídeo: C-115 Búfalo: a tragédia aérea que mudou Ponta Porã para sempre


Em 18 de setembro de 1974, um C-115 Búfalo da Força Aérea Brasileira caiu durante uma tentativa de pouso sob neblina extrema em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, deixando apenas um sobrevivente. Neste vídeo, você vai conhecer os detalhes do acidente, o contexto histórico do Brasil da época, as decisões tomadas no cockpit, os fatores humanos e operacionais envolvidos, e as histórias de coragem que nasceram das cinzas.


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Aconteceu em 30 de dezembro de 1958: Queda do Saab Scandia da VASP na Baia da Guanabara (RJ)

Após o final da Segunda Guerra Mundial, a demanda por aeronaves para recompor o transporte aéreo comercial era imensa. Com isso, dezenas de fabricantes resolveram criar novos projetos para suprir esse mercado e a SAAB era um deles. 

Ao final de 1945, lançaria o Saab 90 Scandia, aeronave projetada para o transporte de até 30 passageiros a uma distância máxima de 1000km. Apesar do sucesso do protótipo, seria lançado tardiamente em 1950, e perderia a concorrência para o DC-3, aeronave de manutenção simples e oferecida em abundância pelo governo americano após o final da guerra. Assim seriam construídos apenas 18 aeronaves que seriam adquiridas pelas empresas Scandinavian Airlines System e Aerotransport. 

Em 1950, a empresa brasileira VASP adquiria seus primeiros Scandia. Ao final de 1957, a empresa operava todos os 18 aviões construídos, tendo adquirido os exemplares restantes da SAS. 

O Scandia seria utilizado pela Vasp em larga escala na Ponte Aérea Rio- São Paulo. Após alguns acidentes fatais ocorridos entre o final dos anos 1950 e início dos anos 1960, as aeronaves remanescentes seriam utilizadas em rotas menos procuradas até serem aposentadas em 1969.

O Scandia PP-SQE no início da década de 1950
Em 30 de dezembro de 1958, uma terça-feira, Rose Rondeli, atriz de teatro e televisão, chegou tarde ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e quase perdeu a ponte aérea das 12 horas, que a levaria a São Paulo para compromissos profissionais, tendo ocupando um dos últimos lugares ainda vagos no SAAB Scandia 90A-2, prefixo PP-SQE, da VASP (Viação Aérea São Paulo).

Pouco depois, os motores foram acionados e o avião taxiou para a cabeceira da pista 20. A bordo - incluindo Rose - estavam 33 passageiros e quatro tripulantes.

Em seguida, o avião decolou e, logo depois, o motor esquerdo perdeu potência e parou, materializando o pesadelo de todo o aviador: uma falha de motor no primeiro segmento da decolagem, quando o trem de pouso ainda estava sendo recolhido.

O Scandia guinou bruscamente à esquerda devido a súbita assimetria de potência. A grande hélice Hartzell girava por ação do vento reativo, adicionando elevada carga de arrasto e drenando energia do avião.

A situação era dramática. O Pão de Açúcar aproximava-se rapidamente, obrigando o Comandante Bortoletto a efetuar curva à esquerda, para cima do motor em pane, o que aumentava o fator de carga e, consequentemente, a velocidade de estol. 

Bortoletto tinha que embandeirar logo a hélice que girava em cata-vento, inviabilizando o voo monomotor, sem descuidar da pilotagem do Scandia capenga. Não conseguiu.

O PP-SQE tremeu ao perder sustentação, arrancando um "Oh!" uníssono dos passageiros enquanto se precipitava na Baia da Guanabara de uma altura aproximada de 50 metros (150 pés).

Ao se ver dentro d'água, Rose, decidida, nadou para terra firme. Só mais tarde, a salvo, tomou conhecimento da extensão do desastre.

Os quatro tripulantes do avião

Das 37 pessoas a bordo, 21 haviam morrido, inclusive os quatro membros da tripulação: o comandante Geraldo Bortoletto, o copiloto Carlos Machado Campoy, o radiotelegrafista Marino Quinado de Brito e a comissária de bordo Ida Novak.

O Scandia PP-SQC, similar ao que se acidentou na Baia da Guanabara

Este foi o primeiro acidente fatal com um Scandia da Vasp, mas infelizmente não seria o último.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com ASN e Livro 'O Rastro da Bruxa'

Helicóptero da Band faz pouso forçado na Grande SP; piloto e cinegrafista passam bem, diz emissora

Acidente aconteceu próximo da Rodovia Presidente Dutra, na divisa entre Guarulhos e a capital paulista. Segundo anunciou a própria emissora, o comandante da aeronave e o cinegrafista, que estavam a bordo, passam bem e foram encaminhados ao hospital para check-up geral.


O helicóptero Robinson R44 Raven II Newscopter, prefixo PP-BAN, da Radio e Televisão Bandeirantesque faz as transmissões jornalísticas da Band TV em São Paulo,  fez um pouso forçado de emergência na tarde desta segunda-feira (29) na cidade de Guarulhos, na Grande SP.

O acidente aconteceu próximo à Rodovia Presidente Dutra, na Avenida Educador Paulo Freire, nas imediações do Parque Novo Mundo, bairro da Zona Norte da capital paulista.

Segundo anunciou a própria emissora, o comandante da aeronave e o cinegrafista, que estavam a bordo, passam bem e foram encaminhados ao hospital para check-up geral.

Helicóptero da Band TV faz pouso de emergência na Zona Leste de São Paulo
na tarde de segunda-feira (29) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O Corpo de Bombeiros afirmou que o acidente aconteceu por volta das 17h52 e os integrantes foram levados para o Hospital Samaritano e também para o Hospital São Luís de Guarulhos.

O apresentador Joel Datena, do programa ‘Brasil Urgente’, disse que a aeronave ficou ‘total detonada’, em razão do impacto no solo.

“Infelizmente a nossa aeronave está danificada, mas felizmente nossa equipe está 100%, tá todo mundo bem. Eles estão sendo assistidos por médicos e as equipes da Band. O comandante Valdo fez o possível para colocar a aeronave no chão com segurança”, disse Joel Datena.


O helicóptero Águia 12, da Polícia Militar, chegou a ser acionado para ir ao local, mas não precisou transportar nenhum ferido, disse a emissora. Mas os bombeiros afirmaram que um dos tripulantes foi levado ao hospital pela aeronave da PM.

O que disse a emissora

Por meio de nota, a Band disse que a aeronave "sofreu uma pane nesta segunda-feira (29) enquanto sobrevoava a região do Parque Novo Mundo, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, na zona norte de São Paulo" e que "a aeronave está com a manutenção e certificações em dia".

"A Band lamenta o incidente e está prestando todo o apoio aos profissionais. (...) Por volta das 17h30, o piloto, que estava acompanhado do cinegrafista, identificou a perda da potência do motor e realizou um pouso forçado em local seguro, no estacionamento de uma transportadora", disse a empresa.

"O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e deslocou uma unidade de resgate e outras duas viaturas para o local. Os dois ocupantes passam bem e seguem em observação recebendo cuidados médicos. A aeronave está com a manutenção e certificações em dia", completou.

Via g1, BandTV e ASN

domingo, 28 de dezembro de 2025

Avião monomotor cai no mar em Copacabana; piloto morre na queda

Acidente ocorreu por volta de 12h30 do sábado (27). Aeronave estava fazendo serviço de publicidade. Apenas piloto estava a bordo, segundo bombeiros.


O avião monomotor Cessna 170A, prefixo PT-AGB, da Visual Propaganda Aérea, caiu no mar na tarde do sábado (27) em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, na altura do Posto 4. A aeronave, que realizava um serviço de publicidade quando houve o acidente, era ocupada apenas pelo piloto, que morreu na queda. Ele foi identificado como Luiz Ricardo Leite de Amorim, de 40 anos, completados no último dia 25.

A queda ocorreu na altura da Rua Santa Clara por volta das 12h30. O quartel do Corpo de Bombeiros de Copacabana foi acionado quatro minutos depois, às 12h34.

Imagem mostra queda de avião em Copacabana (Reprodução)
Imagens mostram o momento em que a aeronave que levava uma faixa publicitária caiu no mar. A aeronave afundou rapidamente após a queda, segundo testemunhas.

Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no local com mais de 30 militares, motos aquáticas, embarcações infláveis, equipe de mergulho e apoio aéreo. Por volta das 15h15, a corporação informou que um corpo foi localizado e encaminhado ao Instituto Médico Legal para identificação. "Segundo a Torre de Jacarepaguá, somente o piloto estava a bordo", informou o Corpo de Bombeiros.

Luiz Ricardo Leite de Amorim estava em seu primeiro dia de trabalho na empresa, segundo o subprefeito da Zona Sul do Rio, Bernardo Rubião. A aeronave tinha partido do aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, de acordo com funcionários do terminal.

A empresa Visual Propaganda Aérea, responsável pelo avião, divulgou nota no sábado à noite lamentando a morte e afirmando que "a aeronave envolvida no acidente encontrava-se com todas as manutenções e certificações exigidas em dia" (leia a íntegra abaixo). A empresa disse ainda que está colaborando com as investigações.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-AGB na praia de Copacabana.

O avião sendo içado do mar de Copacabana (Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo)
"Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", diz a nota.

Íntegra da nota da empresa

"A Visual Propaganda Aérea manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Luiz Ricardo Leite de Amorim, ocorrido em trágico acidente aeronáutico. Neste momento de imensa dor, a empresa se solidariza com os familiares, amigos e colegas do piloto, colocando-se integralmente à disposição para prestar todo suporte e apoio necessários à família.

A Visual Propaganda Aérea atua há mais de 40 anos no mercado, sempre pautada pela responsabilidade, profissionalismo e pelo rigoroso cumprimento das normas de segurança. Esclarece que é uma empresa devidamente homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e que a aeronave envolvida no acidente encontrava-se com todas as manutenções e certificações exigidas em dia.


A empresa informa, ainda, que está colaborando de forma ampla e transparente com as autoridades competentes, em especial com os órgãos responsáveis pela investigação, a fim de contribuir para o completo esclarecimento das causas do acidente.

Reiteramos nossos sentimentos e nosso compromisso com a segurança, a ética e o respeito à memória do profissional."

Empresa dona de avião que caiu em Copacabana não tinha autorização para campanha publicitária


A empresa dona do avião monomotor que caiu no mar de Copacabana não tinha autorização para a campanha publicitária, de acordo com informações da prefeitura do Rio. Segundo a Secretaria de Ordem Pública, a Visual Propaganda Aérea será multada.

"A Visual Propaganda Aérea não possuía autorização para realizar esta campanha publicitária. A empresa será autuada por publicidade irregular. A SEOP ressalta que promove fiscalizações periódicas em todas as atividades econômicas no Rio de Janeiro para evitar que este tipo de infração ocorra", disse o órgão, em nota.

A companhia desativou o Instagram após o caso. Na rede social, ela afirmava ter décadas de mercado publicitário e mais de 61,5 mil horas de voo de propaganda. No Linkedin, a empresa se apresenta como sendo fundada em 1984 e atuante no Rio e São Paulo.


Via g1, RecordNews, O Globo e ASN

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Aconteceu em 23 de dezembro de 1946: A queda do avião Avro York da FAMA no Morro do Sertão, na Tijuca, no RJ


Em 23 de dezembro de 1946, o avião Avro 685 York I, prefixo LV-XIG, da Flota Aérea Mercante Argentina (FAMA) (foto abaixo), decolou de Londres, na Inglaterra, com destino a Buenos Aires, na Argentina, com escalas Paris (França), Lisboa (Portugal), Dakar (Senegal), Natal, no Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo (Brasil). Essa seria a viagem transatlântica inaugural entre a Argentina e a Grã Bretanha.


A Flota Aérea Mercante Argentina (FAMA) foi criada em 1946 sendo a única empresa aérea argentina autorizada a executar voos internacionais. Em meados de 1946 a empresa fez vários voos transatlânticos de teste entre a América do Sul e a Europa. 
Em 21 de novembro, a FAMA obteria autorização para operar no Brasil, através do Decreto nº 22.144. O Brasil seria escala essencial para os voos entre a Argentina e a Europa que a empresa planejara. Para realizar essa rota, haviam sido adquiridos cinco aeronaves Avro York, que receberiam os prefixos LV-AFN, LV-AFY, LV-AFZ, LV-XIG (a aeronave acidentada) e LV-XIH (acidentada em 25 de julho de 1947, na Argentina). O Avro York prefixo LV-XIG foi fabricado em 1946, recebendo o número de série 1365.

No dia 23, ao se aproximar do Rio de Janeiro, a tripulação se deparou com mau tempo, principalmente chuva forte, contatando a torre do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por volta das 11h30 (hora local). Sua chegada estava prevista para as 12h30.

Durante a aproximação para o pouso, a aeronave se perdeu em denso nevoeiro indo de encontro e colidindo com uma elevação na região do Morro do Sertão por volta das 12h00 min, à oeste do Parque Nacional da Tijuca. 

Como a aeronave estava próxima do pouso, transportando pouco combustível, acabou não explodindo. Isso dificultou a localização dos destroços, localizados por agricultores locais algumas horas depois da queda. Por conta do local ser de difícil acesso, os bombeiros iniciariam a retirada dos corpos mais de 12 horas depois do acidente.

Dos 21 ocupantes, apenas 2 sobreviveriam ao choque. Um dos sobreviventes, Enrique Lacroix (funcionário da FAMA), faleceria por conta da gravidade dos ferimentos. Com isso, apenas Claudio Mendoza Rios (tenente da Força Aérea Peruana) sobreviveria ao desastre. Entre os mortos estava o ex-interventor da província de Salta e então ministro da embaixada argentina em Portugal, Arturo Fassio. 


Durante a remoção dos destroços foram encontrados bens valiosos entre a bagagem dos passageiros como dinheiro e joias. Esses bens seriam furtados por conta da ineficiência das autoridades, que notariam o furto apenas muitos dias depois.


O acidente no Rio seria o primeiro dos 7 acidentes graves sofridos pela FAMA em sua curta existência. Naquela época, as cartas aeronáuticas não eram precisas e eram raros serem encontrados erros na altitude de morros e montanhas. 

Aliado ao mau tempo e a inexistência (à época) de eficientes equipamentos para proporcionar um voo seguro por instrumentos contribuiriam para o acidente.


Por conta do controle da empresa argentina pertencer ao governo argentino, muitos pilotos militares assumiram o comando de suas aeronaves. Esses pilotos militares protagonizariam diversos atos de desrespeito às autoridades aéreas brasileiras. Era frequente o desrespeito de ordens da torre de controle, pousos não programados e não autorizados previamente. Esse comportamento rendeu diversas punições aos aviadores argentinos.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Aconteceu em 22 de dezembro de 2024: Queda de avião em Gramado (RS) deixa 11 mortos


Na manhã de domingo, 22 de dezembro de 2024, a aeronave Piper PA-42-1000 Cheyenne 400, prefixo PR-NDN, caiu em Gramado, Rio Grande do Sul. O Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil foram no local e conformaram a morte de dez pessoas (todos os ocupantes do avião). 

Ao menos 15 pessoas foram socorridas a hospitais da região. Meses depois, no dia  18 de março de 2025, morreu Lizabel de Moura Pereira, a camareira da pousada atingida pela queda do avião. Ela permaneceu internada desde o acidente no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, com 43% do corpo queimado.

Segundo a Brigada, o avião havia saído do aeroporto de Canela e caiu minutos depois da decolagem, por volta das 9h15, em Gramado. A informação inicial era de que ele seguiria viagem para Florianópolis.

Avião caiu na região central de Gramado (Foto: Reprodução)
No momento da queda, a aeronave atingiu a chaminé de um prédio, uma loja de móveis e uma pousada.

Segundo os bombeiros, no prédio uma pessoa conseguiu sair sem ferimentos. Na loja de móveis não havia ninguém no momento da queda. Já na pousada, 17 pessoas ficaram feridas e foram socorridas para o hospital.

Avião cai em Gramado, no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução/Halder Ramos)
As informações são de que 10 pessoas estavam no avião no momento da queda. Todas as vítimas pertenciam à mesma família, do empresário Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi.

O empresário Luiz Claudio Salgueiro Galeazzi era dono do avião e pilotava no momento da queda. Luiz era CEO da Galeazzi & Associados, empresa referência em gestão de crise e reestruturação de negócios.

Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o empresário participou de diversos processos de recuperação judicial no Brasil e no exterior. A empresa foi fundada pelo pai dele, Cláudio Galeazzi, que morreu de câncer em março de 2023.



Vítimas fatais no avião:
  1. Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi (dono e piloto do avião)
  2. Tatiana Natucci Niro (esposa de Luiz e mãe das três adolescentes)
  3. Maria Eduarda Niro Galeazzi (filha de Tatiana e Luiz)
  4. Maria Elena Niro Galeazzi (filha de Tatiana e Luiz)
  5. Maria Antônia Niro Galeazzi (filha de Tatiana e Luiz)
  6. Lilian Natucci (sogra de Luiz)
  7. Veridiana Natucci Niro (cunhada de Luiz, irmã de Tatiana)
  8. Bruno Cardoso Munhoz de Guimarães Araújo (marido de Veridiana)
  9. Giulia Guimarães Araújo (sobrinha de Luiz, filha de Veridiana e Bruno)
  10. Mateo Guimarães Araújo (sobrinho de Luiz, filho de Veridiana e Bruno).
O Piper Cheyenne é um avião pequeno, com motor à hélice: tem comprimento de 13,2 metros, altura de 5,1 metros e uma envergadura (distância da ponta de uma asa até a ponta da outra) de 14,5 metros. Tem capacidade de transportar quase uma tonelada de peso útil.

Por se tratar de uma aeronave com capacidade para até nove pessoas, não tinha caixa-preta – informação confirmada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

(Foto via GZH)
O relatório preliminar elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que o avião perdeu o controle após bater na chaminé de um prédio.

"Após a decolagem, a aeronave efetuou uma curva à direita e veio a chocar-se contra a chaminé de um prédio na cidade de Gramado, RS. Posteriormente, ocorreu a perda de controle em voo e a mesma colidiu contra mais edificações até a parada total", diz o documento.

(Foto: RBS TV/Reprodução)
Em agosto de 2025, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que parte da investigação sobre o acidente será executada nos Estados Unidos. Os motores da aeronave passarão por uma análise com o apoio técnico da empresa fabricante.

“Essas análises têm como objetivo confirmar ou descartar possíveis fatores contribuintes para a ocorrência”, informa o órgão.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com g1, BandNews, GZH