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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Aconteceu em 25 de maio de 1982: Acidente durante o pouso em Brasília do voo VASP 234


Em 25 de maio de 1982, o Boeing 737-2A1, prefixo PP-SMY, da VASP (foto abaixo), partiu no final da noite do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino ao Aeroporto de Brasília, no Distrito Federal. O voo 234 levava a bordo seis tripulantes e 112 passageiros.

A aeronave envolvida era um Boeing 737-2A1, que tinha 7 anos e 8 meses de idade na época do acidente. Foi montada na fábrica da Boeing em Renton, em Washington, e realizou seu primeiro voo em 24 de setembro de 1974, antes de ser entregue à VASP em outubro. A aeronave tinha o número de série 20970 e era o 376º Boeing 737 da produção atual. A aeronave estava registrada com a matrícula PP-SMY. A aeronave bimotora de fuselagem estreita estava equipada com dois motores Pratt & Whitney JT8D-7.


O voo de São Paulo para Brasília transcorreu inicialmente sem incidentes especiais. O pouso em Brasília foi realizado às 23h40 sob forte chuva. Ao pousar, a aeronave tocou o solo primeiro com o trem de pouso dianteiro. Este, então, cedeu sob o peso. 

A aeronave saiu da pista e se partiu em duas perto da fileira 12. A maioria das pessoas ficou ferida ali. Dois passageiros morreram - o advogado gaúcho Edgar Degrazia, de 43 anos, e o engenheiro catarinenses Luis Celso Neves Andrade. Houve 17 feridos e apenas um - Eli de Souza Figueira - ficou hospitalizado por ter fraturado a coluna vertebral.


Na época, as investigações levaram à conclusão de que a aeronave quebrara depois de sair da pista, colhida por um forte golpe de vento. O trem de pouso entrara numa cavidade, funcionara como uma alavanca e a fuselagem se partira.

Chovia torrencialmente na noite de 24 de maio de 1982, data do pior acidente aéreo da história do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek. O voo número 234 da Vasp vinha de Porto Alegre e tinha feito escala em São Paulo. No terminal brasiliense, apesar do aguaceiro, tudo transcorria de acordo com a rotina. Entre os funcionários estava o mecânico de aviões da Varig Francisco do Nascimento Silva, à época com 30 anos. 

"Ninguém esperava, recorda Francisco, depois da tragédia. "Eu nunca tinha visto algo assim. Ficamos desolados. Isso mexeu com a vida de todos que trabalhavam no local na época". Francisco lembra que a tragédia, talvez a primeira prova de fogo do Aeroporto de Brasília.

O mecânico de aviões da Varig Francisco do Nascimento Silva, que presenciou o acidente
A revista "Isto É", de 23 de junho de 1982, afirmou que o provável motivo do acidente com o 737 em Brasília havia sido um "pouso duro" do comandante Paulo Ulisses de Godói, que havia se apresentado ao departamento médico da Vasp antes do voo dizendo que não estava se sentindo bem há dias, mas que, mesmo assim, foi mantido na escala de serviço e teve que decolar rumo ao desastre em Brasília.

Os pilotos da empresa diziam estar pressionados pela Vasp a cumprir horários absurdos e culpavam principalmente o vice-presidente da empresa paulista, o coronel da FAB Alex Barroso.

A aeronáutica informou que as condições meteorológicas estavam superiores aos mínimos previstos em carta de procedimento de descida para o aeródromo de Brasília.

Foi determinado que o capitão havia ativado anteriormente o sistema para pulverizar a janela da cabine com um líquido defletor de chuva. O uso incorreto do agente resultou em uma ilusão de ótica na chuva, fazendo com que o capitão tocasse o solo primeiro com o trem de pouso dianteiro em vez do trem de pouso principal, como pretendido.

Também foi revelado que o capitão havia consultado um médico pouco antes do voo e reclamado de problemas de saúde persistentes. No entanto, ele alegou que ainda estava apto para o trabalho e afirmou que precisava realizar o voo para Brasília. 

Outros pilotos da VASP reclamaram da forte pressão exercida pela companhia aérea e atribuíram o clima tenso de trabalho ao vice-presidente da empresa estatal, Alex Barroso, que também era comandante da Força Aérea Brasileira. A autoridade aeronáutica explicou que as condições meteorológicas no momento do acidente estariam acima do mínimo exigido.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, Correio Braziliense e ASN

domingo, 24 de maio de 2026

Avião particular perde controle e ‘escapa’ da pista após aterrissagem em SC

Aeronave havia decolado de Jundiaí, em São Paulo, e saiu da pista após aterrissar em São José na manhã deste domingo (24).

Avião perde controle após aterrissar em São José na manhã deste domingo (24)
(Foto: Divulgação/CBMSC/ND Mais)
Um jato particular Cessna 525 CitationJet, prefixo PS-RMR, saiu da pista na manhã deste domingo (24) no Aeroclube de Santa Catarina, no bairro Sertão do Maruim, em São José. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, além de viaturas de combate a incêndio e atendimento pré-hospitalar. A ocorrência foi registrada por volta das 8h.

De acordo com o CBMSC, a aeronave havia decolado de Jundiaí, em São Paulo, às 6h48 e pousado em São José às 7h59. Durante o procedimento de aterrissagem, o avião de pequeno porte do tipo jato acabou saindo da pista do aeroclube.

(Foto: Divulgação/CBMSC/ND Mais)
Segundo os bombeiros, não houve incêndio após a saída de pista e havia apenas uma vítima na aeronave, que estava orientada e consciente. Ela recebeu atendimento no local, mas recusou encaminhamento ao hospital, sem apresentar ferimentos graves.

Durante a análise da aeronave, os bombeiros identificaram o rompimento de uma das asas do jato, área onde fica armazenado o combustível. Como o avião ainda apresentava temperatura elevada após o incidente, as equipes aplicaram espuma de combate a incêndio na região atingida para evitar a dispersão de vapores inflamáveis e reduzir o risco de ignição.

(Foto: Divulgação/CBMSC/ND Mais)
As equipes permaneceram no aeroclube realizando o gerenciamento da ocorrência. As causas do incidente ainda serão investigadas.

Via ND Mais e ANAC

sábado, 23 de maio de 2026

Aconteceu em 23 de maio de 2011: Acidente do Cessna 208 Caravan prefixo PT-OSG da MEGA em Roraima


Em 
23 de maio de 2011, a aeronave Cessna 208B Grand Caravan, prefixo PT-OSG, da Mega Transportes Aéreos (foto acima),  fabricada em 1992, tinha programado um voo entre o Aeroporto Barra do Vento, em Boa Vista, para o Aeroporto Internacional de Boa Vista - Atlas Brasil Cantanhede, também em Boa Vista, em Roraima.

A aeronave decolou às 06h05min do aeródromo de Barra do Vento (SJQK) com destino ao Aeroporto Internacional de Boa Vista (SBBV), tendo a bordo apenas o piloto.

Logo após a rotação, já em voo sustentado, o piloto observou uma vibração anormal na aeronave, juntamente com o acendimento da luz “door warning” no painel de alarmes.


Diante da situação, o piloto optou por retornar à pista, abortando a decolagem. Entretanto, ao retornar à pista, não conseguiu manter a reta, a aeronave subiu novamente e derivou para a direita, saindo da pista. O piloto aplicou o reverso antes de colidir contra uma elevação de terra distante cerca de 50 metros do eixo central da pista.


O Relatório Final do Cenipa, apontou como a causa provável do acidente:

Causa provável:
  • É possível que o piloto tenha feito uma aplicação inadequada de controle de voo, no momento do retorno da aeronave à pista, impossibilitando a permanência no eixo da pista e saindo da pista;
  • Feita a rotação da aeronave, o piloto optou por retornar à pista devido ao acendimento da luz vermelha “Door Warning”. Porém, segundo o fabricante, esta situação não exigia uma ação tão imediata; em vez disso, o POH orientou procedimentos de observação de voo contínuo, cuidados e limites de velocidade para cada tipo de abertura de porta em voo;
  • É possível que o treinamento do piloto não tenha sido adequado ou suficiente, pois após o acendimento da luz de alerta e vibração anormal na aeronave o piloto realizou procedimento diferente do recomendado pelo fabricante e colocou a aeronave em uma condição irreversível.
Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN - Foto: Thiago Almeida Denz

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Vídeo: Essa luz vitimou 37 pessoas - Voo Cruzeiro do Sul 144


Em 3 de maio de 1963, um Convair 340 da Cruzeiro do Sul decolou de Congonhas com 50 pessoas a bordo, entre elas, um deputado federal que presidia uma CPI criada exatamente para investigar acidentes aéreos no Brasil. Um minuto depois da decolagem, uma campainha soou no cockpit. O que aconteceu a seguir é uma das histórias mais impressionantes da aviação brasileira.

Via Canal Aviões e Músicas com Lito Sousa


Helicóptero cai em Pomerode (SC) e corpo de piloto é encontrado carbonizado

Homem era o único ocupante da aeronave, modelo Robinson R44. Queda aconteceu por volta de 8h40 no bairro Testo Central.


O helicóptero modelo Robinson R44 Raven II, prefixo PR-MPL, caiu em Pomerode, no Vale do Itajaí, na manhã desta quinta-feira (21), e o corpo do piloto, identificado como Hans Ulrich Frank, de 71 anos, foi encontrado carbonizado. Ele, que era o dono do helicóptero desde 2014, estava sozinho na aeronave, que ficou totalmente destruída, segundo o Corpo de Bombeiros.

A queda ocorreu por volta de 8h40 em uma área de campo no bairro Testo Central. Uma equipe dos Bombeiros Voluntários foi a primeira a chegar na ocorrência e encontrou o helicóptero em chamas.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
"Após a extinção do incêndio, foi confirmado o óbito do único ocupante. O local, de difícil acesso, permanece isolado", detalhou a corporação, em nota.

Hans é piloto há vários anos e era apaixonado por aeronaves. Empresário em vários ramos, se destacou como fundador da TDV Dental, do ramo de produtos para odontologia, com sede no bairro onde ocorreu o acidente. Informações sobre o velório.

Hans Ulrich Frank, de 71 anos, morreu em queda de helicóptero em Pomerode (SC)
(Foto: Reprodução)
Bombeiros, Samu, Arcanjo e Polícia Militar foram mobilizados para o atendimento à ocorrência na Rua dos Atiradores, uma região residencial do bairro Testo Central.

O local é conhecido pela tranquilidade e casas com terrenos amplos e verdes. Conforme o bombeiro Carlos Hein, um morador ligou para o 193 logo depois das 8h. No local, as equipes encontraram bastante nevoeiro e pouca visibilidade.


Os bombeiros informaram que durante sobrevoo na região foi identificada uma torre de alta tensão danificada a 400 metros do local da queda.

Torre danificada após ter possivelmente sido atingida por avião que caiu em Pomerode
(Foto: NSC TV/Reprodução)
"Tivemos dificuldade para encontrar o local do sinistro, um sobrevoo de três minutos, devido a um banco de nevoeiro. A gente identificou uma rede de alta tensão partida pela metade e logo em seguida, a 400 metros, a aeronave em chamas", detalhou capitão Jefferson Luiz Machado, piloto do helicóptero Arcanjo-03, que atuou na ocorrência.

A causa do acidente será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que foi acionado.

(Foto: Tati Hansen, Jornal de Pomerode)

Helicóptero que caiu não tinha autorização para voar


O helicóptero modelo Robinson R44 estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde agosto de 2024, segundo o registro da aeronave disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O documento serve para comprovar que a aeronave atende aos padrões de segurança e manutenção exigidos pelas autoridades aeronáuticas. Sem renovação, conforme a agência, a operação da aeronave não é permitida.


Com informações do g1, NSC Total, UOL

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Avião de pequeno porte cai em uma área rural de Benevides, na Região Metropolitana de Belém (PA)

O piloto da aeronave de pequeno porte que caiu em uma área rural de Benevides, na Região Metropolitana de Belém, foi encontrado com vida ao meio-dia de sábado, após mais de 24 horas de buscas do Corpo de Bombeiros Militar do Pará.


O piloto Altevir Edson de Alencar, de 72 anos, relatou que o avião Aerobravo Bravo 700, prefixo PU-BDZ, colidiu com um urubu momentos antes da queda, o que provoucou o acidente. O acidente aconteceu na manhã de quinta-feira (15), no distrito de Murinim.

Após a queda da aeronave, o homem entrou em uma área de mata em busca de ajuda, mas acabou ficando desorientado e se perdeu. Ele foi localizado a cerca de 1 quilômetro do local onde o monomotor caiu.

Piloto de avião que caiu em Benevides é encontrado com vida após mais de 24 horas de buscas
(Foto: Corpo de Bombeiros)
Quando equipes de resgate chegaram ao local, o piloto já não estava mais na aeronave, o que levou ao início das buscas na região. Ainda de acordo com informações preliminares, o piloto é experiente e possui várias horas de voo. (veja vídeo)

Próximo ao avião, policiais encontraram objetos pessoais atribuídos ao piloto, como relógio, óculos e peças de roupa, além de um vidro quebrado com manchas de sangue.

Acidente com monomotor em Benevides é investigado pela FAB (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O Corpo de Bombeiros informou que a vítima recebeu os primeiros atendimentos ainda no local onde foi encontrada e depois foi encaminhada para uma unidade hospitalar. O estado de saúde dele não foi divulgado.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o caso é investigado pelo Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I), responsável pela apuração de ocorrências aeronáuticas na região.

Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o monomotor estava em situação regular.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O monomotor utilizava um motor de carro modelo Honda Fit e, segundo o piloto, cerca de 90% da aeronave foi fabricada por ele mesmo.

A informação ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo publicado nas redes sociais pela filha de Altevir no último dia 7 de maio. Nas imagens, o piloto aparece relatando que tinha o sonho de pilotar desde a infância e que decidiu construir o próprio avião por não ter condições financeiras de comprar uma aeronave.


“Desde criança, eu tinha o sonho de ser piloto de avião. Como não tinha condições financeiras, parti para o paraquedismo. Fiz curso de paraquedismo em São Paulo, em Boituva. Ainda hoje sou paraquedista. Como eu não tinha condições de comprar um avião, eu comprei o material e fabriquei noventa por cento desse aqui”, afirmou.

No vídeo, Altevir também diz que a aeronave estava regularizada e homologada. “Hoje, ele está pronto, documentado, homologado. Eu vou para qualquer canto com ele. Um avião muito seguro”, declarou.

'Muito seguro' Piloto de avião que caiu em Benevides construiu aeronave com motor de carro
(Fotos: Reprodução/redes sociais)
O piloto contou ainda que havia realizado recentemente um voo com a filha, Daniela, sobre áreas de Santa Izabel do Pará e da ilha de Mosqueiro. Segundo ele, a aeronave apresentava bom desempenho durante o trajeto.

“Mostrei para ela que o avião é silencioso, não tem vibração, não tem nada para corrigir. E está todo perfeito. É um sonho realizado. Hoje estou com 72 anos e faz 15 anos que eu realizei esse sonho. Estou satisfeito”, disse.


Com informações de g1, Terra, DOL, O Liberal, ASN e ANAC

domingo, 17 de maio de 2026

Isso é InAcreditável: a saga do piloto Antônio


Domingão com Huck | Isso é InAcreditável: a saga do piloto Antônio (04/05/2026)

No episódio de estreia, conheça a história do piloto que ficou 36 dias sozinho na floresta 
após a queda do avião que pilotava.


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Aconteceu em 14 de maio de 2004: Queda de avião da Rico Linhas Aéreas mata 33 pessoas próximo a Manaus


Em 14 de maio de 2004, uma sexta-feira, a Rico Linhas Aéreas realizava era um voo doméstico regular de passageiros de Tefé para Manaus, com escala em São Paulo de Olivença, todas localidade do Estado do Amazonas.  


A aeronave que operava o voo 4815, era o Embraer EMB 120ER Brasília, prefixo PT-WRO, da companhia aérea regional Rico Linhas Aéreas (foto acima), com sede em Manaus. O 120ER Brasília levava a bordo 30 passageiros e 3 tripulantes, todos brasileiros.

Na momento do voo, o tempo estava bom. A 20 milhas náuticas do aeroporto de Manaus, como a aeronave seguia o padrão de pouso para Manaus, o controle de tráfego aéreo vetorou o voo fora do padrão de pouso para a esquerda para dar lugar a um voo médico prioritário. 

Às 18h34, o voo 4815 transmitiu por rádio que eles estavam a 2.000 pés quando a aeronave de repente saiu do radar. Os controladores tentaram restaurar o contato com o avião, sem sucesso. "O comandante da aeronave, Rui Cleber, informou que em 18 minutos estaria pousando. Momentos depois, sumiram do radar", informou na época Liliana Maia, assessora de imprensa da companhia aérea.

Uma equipe formada por militares e bombeiros foi para o local. Devido ao mau tempo e à mata fechada, o grupo teve que descer na floresta utilizado técnicas de rapel. “Nesta manhã, ficou claro que não havia sobreviventes”, disse Rodrigues. Informes anteriores levantavam a esperança de que houvesse passageiros ou tripulantes vivos. 

A equipe encontrou restos humanos espalhados e fragmentos de avião perto do aeroporto. Testemunhas relataram que viram uma bola de fogo caindo durante o acidente.

Todos os 33 ocupantes do avião morreram no acidente.


O corpo de bombeiros de Manaus divulgou a lista dos 30 passageiros e dos três tripulantes que viajavam no avião. Eram eles: Adriano Bezerra Filho, Alex Mello, Alexandre Magalhães, Antônio Barbosa, Antônio Mafra, Caubi Cunha, Carlos Barros, Carlos Damasceno, Cláudio de Jesus, Dauene Souza, Edmar Oliveira, Eneido Oliveira, Fabíola Bernardi, Felipe Cabral, Ivan Saraiva, Jeremias Batalha, José Barros, José Magalhães, José Serra, Juliana Moreira, Marcelo Guedes, Marcelo Leite, Marcos Paulo Menezes, Maria Divina Santoso, Max Moraes, Nelson Lima Jr, Oséias Tavares, Pablo Nobre, Silvia Roinick, Valdomiro Maciel, além dos tripulantes: comandante Rui Cléber, Jati Freitas e Monique de Azevedo.


O Relatório Final da investigação apontou como causas do acidente:

Voo controlado em terreno após a tripulação continuar a descida abaixo de 2.000 pés até que a aeronave colidisse com o solo. Os seguintes fatores contribuintes foram identificados:
  • A tripulação relatou sua altitude a 2.000 pés, enquanto a altitude real do avião era de 1.300 pés,
  • A tripulação continuou a descida até o impacto final,
  • A tripulação não reagiu ao alarme GPWS que soou quatro momentos em que a aeronave atingiu a altitude de 400 pés,
  • Nenhuma ação corretiva foi tomada pela tripulação,
  • Falta de coordenação da tripulação,
  • Mau planejamento de aproximação que levou a aeronave a descer a uma altitude crítica,
  • Falta de supervisão,
  • Deficiências operacionais.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com ASN e Wikipedia

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Voos privados concentram metade dos acidentes no país

(Crédito: Corpo de Bombeiros)
O avião de pequeno porte que caiu no bairro Silveira, em Belo Horizonte, e bateu em um prédio na segunda-feira (4/5), encaixa-se no perfil mais comum dos acidentes aéreos brasileiros, segundo dados oficiais analisados pela BBC News Brasil.

Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, havia cinco ocupantes na aeronave.

O piloto, de 34 anos, e um passageiro que ocupava o banco do copiloto, de 36 anos, morreram no acidente.

Os outros três passageiros foram resgatados, mas um deles morreu após dar entrada no hospital, segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Não houve mortos no edifício contra o qual o avião colidiu, segundo os bombeiros. Os moradores foram retirados do local com uso de escadas, já que o hall do prédio foi parcialmente comprometido.

A reportagem cruzou o registro da aeronave no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), mantido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com dados de quase 3 mil acidentes aéreos ocorridos no Brasil desde 2007, período em que cerca de 1,6 mil pessoas morreram em ocorrências do tipo.

O resultado mostra que a aeronave, um Neiva de prefixo PT-EYT, de uso particular, tem características frequentes em acidentes, como o porte pequeno e uso particular (ou seja, não comercial).

Nenhuma dessas associações indica causa no caso específico e os motivos só serão conhecidos após as investigações.

Nas estatísticas do Cenipa, aeronaves mais leves são as que mais aparecem em acidentes.

Quando se cruzam os acidentes com o tipo de uso registrado, a aviação particular aparece em primeiro lugar, com cerca de 1,2 mil ocorrências, quase metade do total. Também é onde há registro de mais vítimas fatais, segundo o Cenipa.

'Processos de certificação são diferentes'


Para o engenheiro aeronáutico Shailon Ian, presidente da Vinci Aeronáutica, esse padrão estatístico é, em larga medida, esperado, e não basta para indicar problema de segurança.

"Os processos de certificação são diferentes. Para você certificar uma aeronave menor, os requisitos de certificação são diferentes dos de uma aeronave grande. Se as operações fossem todas iguais, só por isso você já deveria esperar um número de acidentes maiores [na aviação leve e particular]. Não quer dizer que é inseguro, quer dizer que são requisitos diferentes."

Ele explica que a fiscalização das autoridades aeronáuticas se concentra na aviação comercial — onde estão as linhas aéreas — porque é ali que viaja a maior parte dos passageiros e onde há recursos humanos e financeiros para fiscalizar.

Para Ian, a diferença real está na operação, em especial no treinamento dos pilotos.

"Um piloto da aviação comercial tem de passar por simulador de voo a cada seis meses. Tem todo um programa de treinamento que é fiscalizado, e se não for cumprido, a empresa para. O dono do avião não tem essa exigência. O piloto da aeronave privada não tem essa exigência. Quem define isso é o dono do avião — e aí tem dono de avião que economiza nisso."

Segundo Ian, a maior parte dos acidentes aéreos brasileiros têm como causa apontada o que o setor chama de fator humano: uma decisão equivocada tomada por alguém na cadeia da operação.

Ele lembra ainda que o indicador internacional para comparar segurança aérea entre países é a taxa de acidentes por milhão de horas voadas, divulgada anualmente pelo Cenipa. "Mesmo considerando o tamanho da nossa aviação, nós estamos na nuvem dos países seguros para voar", afirma.

Causa é investigada


(Crédito: Corpo de Bombeiros)
O monomotor vinha da região do Vale do Jequitinhonha, pousou no Aeroporto da Pampulha, na capital mineira, onde decolou às 12h16.

O piloto reportou à torre de controle que estava com dificuldades na decolagem.

Ao cair, o avião bateu entre o terceiro e o quarto andar de um prédio de três andares e caiu na área de um estacionamento.

As equipes de resgate receberam a notícia do acidente por volta de 12h21.

Segundo a Defesa Civil, não houve danos estruturais na edificação.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e a Polícia Civil farão a apuração das possíveis causas do acidente.

domingo, 10 de maio de 2026

História: Avião em chamas sobre o Véu de Noiva (PR)

O North American T-6 Texan
João Miguel, residente nas imediações do Marumbi, acostumado apenas com o som da Maria Fumaça estranhou o forte ruído de motor a pistão se aproximando e saiu a janela para conferir do que se tratava. A menos de sete anos após o termino da segunda grande guerra, em 16 de novembro de 1952, os aviões eram raros nesta região e apreciar sua passagem constituía um verdadeiro acontecimento. A pequena aeronave de dois acentos cruzava os céus na direção do Marumbi em baixa velocidade, desviando a direita do Rochedinho em direção ao vale do Rio Ipiranga. Era domingo por volta das quatro e meia da tarde com o céu limpo no litoral, mas densas nuvens encobriam os picos da serra e o avião parecia querer se orientar pelo traçado dos trilhos da estrada de ferro.

João Miguel reparou que voava muito baixo, passando inclusive abaixo do cume do Rochedinho e também que o motor parecia engasgar em ritmo compassado, mas passado algum tempo já fora de vista, estranhou sua súbita e forte aceleração seguida do mais absoluto silencio.

O North American T-6 Texan, em serviço na Força Aérea Brasileira desde 1948 e carinhosamente apelidado de “TêMêia” entre os brazucas, naquela tarde fatídica estava pilotado pelo Tenente Rui Taurano com assistência do Cadete Nery acomodado no acento de trás. Desceram pela costa acompanhando o litoral até as proximidades de Paranaguá quando mudam de rumo guiados pelo leito do Rio Nhundiaquara até o vale do Ipiranga, adentrando nas nuvens enquanto uma locomotiva a vapor urrava e gemia penosamente para rebocar seus vagões de carga nas imediações do santuário do Cadeado.

No cockpit em meio a neblina, o Tenente Taurano, se deparou com a vertiginosa encosta arborizada do Pico do Relógio e puxou bruscamente o manche enquanto acelerava o motor, tarde demais, não conseguindo evitar o estol (perda brusca de sustentação) e colidindo de barriga no Morro Perfil da Faca nas proximidades da Estação Véu de Noiva.

Destroços do avião
Amplamente utilizado no treinamento dos pilotos de caça antes de voarem nos céus da segunda grande guerra, o T-6 tinha uma falha de projeto há muito conhecida de engenheiros e pilotos que no passado havia causado muitos acidentes fatais. O problema estava na fixação da nacele (para-brisas) ao cockpit que impedia o piloto de saltar por não conseguir desencaixar o mesmo.

Milagrosamente passa raspando o cume do primeiro morro antes de entrar em estol na encosta do segundo com o motor cravando as hélices na terra enquanto todo o corpo do avião deslizava para baixo imerso numa bola de fogo. Pressentindo o impacto iminente, trataram de abrir a nacele para saltar, mas são imediatamente apanhados pela nuvem de combustível inflamado.

Croqui desenhado por Vitamina
O impacto aconteceu praticamente sobre a trilha de ligação entre a Estação Véu de Noiva e os Campos do Cipriano, que passava pela cachoeira Rui Barbosa e o Cadete Nery desce em chamas, correndo pela trilha, muitas vezes se atirando contra a vegetação na tentativa de apagar o fogo que lhe consumia o corpo. Na cabeceira da cachoeira se pôs a gritar loucamente em busca de socorro. Berrou tanto que mesmo a tal distância, o João Miguel o podia ouvir, mas imaginou que fosse apenas mais um maluco gritando ao chegar num dos picos do Marumbi.

Os trabalhadores em serviço na Estação Véu de Noiva, muito mais próximos, tiveram percepção diferente e foram averiguar o motivo para tanta gritaria encontrando o Cadete Nery completamente pelado e com 70% do corpo queimado, mas ainda consciente. Enquanto alguns carregavam a vítima até os trilhos, outros telegrafavam para a Estação Marumbi em busca de auxílio e pouco demorou para o embarcarem numa composição que subia a serra.


Perplexos diante da inusitada situação, alguns curiosos encontram os rastros e seguiram pela trilha de indícios morro acima. Pelo caminho foram encontrando tiras de roupas, partes das botas, cintas e demais paramentos muito queimados e pedaços da fuselagem de alumínio semiderretidos. Em trinta minutos de caminhada visualizaram o avião dividido em duas partes presas a encosta.

No cockpit encontraram o corpo do Tenente Rui Taurano com os músculos tensionados em posição para pular fora da aeronave, mas ainda preso na nacele. A falha de projeto havia feito mais uma de suas vítimas. Metade do corpo estava queimada, mas não carbonizada e tudo no avião parecia inteiro com exceção das marcas das chamas e do alumínio derretido. O calor pareceu intenso e o fogo se extinguiu rápido, deixando toda a vegetação do entorno chamuscada sem causar incêndio.


O corpo do Tenente precisou ser serrado em dois pedaços para ser acomodado no caixão e o Cadete Nery sobreviveu consciente por mais dois dias no Hospital Militar, mas o tempo todo sabia que não iria sobreviver.

História verídica extraída dos “Diários do Vita” em tradução livre com consultoria técnica de Eliel Kael.

História: O voo cego feito por 13 jornalistas no céu de Sergipe

Produzido pela Embraer desde a década de 70, o Bandeirante é utilizado para o transporte
de passageiros, carga, reconhecimento fotográfico, busca e salvamento
A cobertura de um evento oficial em Propriá virou uma grande aventura para 13 jornalistas de Sergipe, transportados num velho avião Bandeirante alugado pela Sudene. O ano era 1984. Na pauta, a inauguração de um Sistema Singelo de Abastecimento D’água. Por ter sido financiada pelo governo federal, o saudoso ex-governador João Alves Filho convidou para inaugurar a modesta obra o ministro do Interior, tenente-coronel da reserva Mário Andreazza. E para transportar a imprensa, conseguiu junto à Sudene a contratação de um avião Bandeirante.

Apesar das informações sobre a segurança do avião, passadas antes do embarque pelo veterano piloto, o medo rondava os coleguinhas, ainda chocados com o acidente ocorrido dias antes em Macaé (RJ), com um Bandeirante que transportava 15 jornalistas das TVs Globo, Manchete, Bandeirantes e Educativa. Não houve sobrevivente naquela tragédia que enlutou o Brasil! De óculos Ray-Ban, lentes verdes, o comandante prometia uma viagem “em céu de brigadeiro” e um “pouso manteiga”, enquanto a aeronave taxiava pela pista do Aeroporto de Aracaju.

Bastou chegar aos cerca de 300 metros de altura, para o piloto olhar pra trás e fazer a embaraçosa pergunta: “Alguém sabe dizer se estamos na direção certa? É que estou com um probleminha de comunicação”. Podia ser uma brincadeira sem graça, mas não era! Claro que àquela altura ninguém sabia nada de localização. Alguns ali nunca tinham viajado de avião antes. Mesmo assustado, um colega lá da “cozinha” protestou: “Piloto bom é Walmir, ora bolas!”

Fotógrafo e piloto dos bons


O piloto que o coleguinha se referia era o fotógrafo Walmir Almeida, também cinegrafista, especialista nas bitolas de 16 e 35 milímetros e um excelente piloto privado, licenciado no distante 1962. Falecido em 2012, esse sergipano polivalente e assíduo frequentador do Aeroclube de Aracaju, fez muito serviço de taxi aéreo num Cesna, avião pronto para toda e qualquer emergência. Walmir gabava-se de ter mais de 1,2 mil horas de voo. Claro que, se preciso fosse, ele pilotava de Aracaju a Propriá com os olhos fechados, quanto mais sem comunicação. Ora bolas! De fato, o assustado jornalista estava certo: o nosso veterano fotógrafo era um piloto bom à beça!

Voltemos à aventura no céu de Sergipe:


Walmir Almeida, no bem bom de uma viagem aérea
“Vá pela costa”, sugeriu o repórter fotográfico José Santana. O piloto perdido aceitou a sugestão e o velho Bandeirante seguiu voando aos solavancos, margeando o Atlântico na direção do caudaloso Rio São Francisco, ainda não represado pela Usina Hidrelétrica de Xingó, em Canindé do São Francisco.

“Me localizei. O pouso é questão de minutos”, festejou o comandante, já bem mais aliviado. O avião pousou, porém no pequeno aeroporto de Penedo, portanto, do lado alagoano do Rio São Francisco. Alertado sobre o engano de destino, o piloto manobrou o Bandeirante, decolou, cruzou o Velho Chico para o lado de Sergipe e ficou voando à procura de um lugar para pousar. A alternativa encontrada foi uma piçarrada pista de vaquejada ou de corrida de cavalos. O pouso não foi “manteiga”, contudo todos escaparam, digamos, sem arranhões. Com medo, alguns jornalistas retornaram à capital de carona numa Kombi da agência de publicidade Propag.

Com a comunicação restabelecida sabe-se lá como, o Bandeirante voltou de Propriá sem maiores problemas, apesar dos solavancos e do enorme barulho produzido pela desgastada carenagem. E justiça seja feita: o pouso no Aeroporto de Aracaju foi “manteiga”, tal qual prometera o tarimbado piloto, que jamais tirava do rosto seus óculos Ray-Ban de lentes verdes. Ufa!

Por Adiberto de Souza (editor do Portal Destaquenotícias) para faxaju.com.br

sábado, 9 de maio de 2026

Do 'presságio' à separação: a queda de avião que mudou a história do Trio Parada Dura, ícone do sertanejo nos anos 1980

Acidente no interior de SP deixou Barrerito paraplégico e impactou a formação clássica de um dos nomes mais populares do gênero.

Creone, Barrerito e Mangabinha, formação antiga do Trio Parada Dura (Foto: Reprodução/Instagram)
“Trio Parada Dura” é um nome tão consolidado no sertanejo e na cultura popular brasileira que virou uma referência no cotidiano. No dia a dia, é comum usar o nome para falar de um trio de amigos destemidos, autênticos, capazes de enfrentar qualquer desafio – até mesmo uma queda de avião.

Foi o que aconteceu em 1982 com Creone, Barrerito e Mangabinha, a formação clássica do grupo. A aeronave caiu em Espírito Santo do Pinhal (SP). Todos saíram vivos, mas Barrerito ficou paraplégico.


Creone lembra bem daquele 6 de setembro. Antes do voo, o radialista Zé Béttio até brincou com o piloto: “Cuidado, hein? Vai matar meu trio”. A frase acabou soando como um presságio.

Pouso forçado


Naquele dia, o trio saiu de São Paulo rumo a Cruzília (MG). No auge do sucesso, a agenda lotada exigia viagens de avião. Eles decolaram do Campo de Marte sob chuva forte, fizeram uma parada em Campinas para abastecer e seguiram viagem. Chovia tanto que o piloto se perdeu.

Ao avistar uma pista em Espírito Santo do Pinhal, decidiu pousar para se localizar. Mas o vento e o tamanho da pista atrapalharam.

“Ele foi pousar, não conseguiu. Quando viu que não dava mais, foi arremeter o avião de novo para voltar para a pista e não conseguiu. Foi onde ele falou: ‘Nós temos que descer aqui, em qualquer lugar, agora”, diz Creone, o único integrante da formação clássica que permanece no Trio.

Creone, do Trio Parada Dura, relembra queda de avião que mudou história do grupo
(Foto: Pedro Santana/EPTV)
O pouso forçado terminou em queda. A experiência foi traumática e todos os ocupantes da aeronave tiveram ferimentos. Creone, por exemplo, quebrou três costelas.

“Eu lembro que eu tirei o cinto e abracei o banco do piloto. E pensei: Deus é quem cuida de nós, e seja o que Deus quiser”, lembra.

(Imagem via Fan clube barrerito)
Quando finalmente conseguiram sair da aeronave, descobriram a grave lesão na coluna de Barrerito. “Eu empurrei o banco e falei pra ele: ‘Vamos descer, desce logo’. E ele falou: ‘Eu não sinto nada nas minhas pernas”, lembra Creone.

Ele e os demais voltaram para tentar retirá-lo do avião. Barrerito gritava de dor. “Eu acho que tentar tirar ele dali machucou mais ainda. Porque era só uma portinha para tirar um homem daquele tamanho, deitado ali”.


Separação do trio


Barrerito voltou aos palcos após a recuperação e seguiu no Trio Parada Dura até 1987. O jornalista e pesquisador André Piunti, um dos maiores especialistas em música sertaneja no Brasil, explica que a imagem da formação clássica do Trio Parada Dura após o acidente virou algo simbólico.

“É algo muito diferente no sertanejo. Dois caras de pé, o rapaz de cadeira de rodas cantando ali no meio. É uma das histórias mais ricas, mais importantes, e também um dos repertórios mais ricos que é regravado até hoje pela galera da nova geração”, diz Piunti.

(Imagem via Fan clube barrerito)
No entanto, cinco anos depois do acidente, Barrerito preferiu seguir carreira solo. “Ele falava para todo mundo que não ia mais viajar com o trio, porque ele não ia aguentar viajar mais de avião e ele não podia impedir que nós fossemos”, diz Creone.

A saída de Barrerito abriu espaço para a entrada definitiva do irmão, Parrerito, no trio. Após o acidente, ele já havia assumido o lugar do irmão temporariamente, durante a recuperação.

Parrerito morreu em 13 de setembro de 2020, aos 67 anos, vítima de complicações da Covid-19.

Já Barrerito morreu em 1998, aos 56 anos, após um ataque cardíaco. Mesmo depois do trauma, seguiu na música e lançou oito discos na carreira solo, com sucessos como "Onde Estão os Meus Passos", "Morto por Dentro" e "Cadeira Amiga”.

Nesta última o reflexo do acidente na produção do músico é claro. Barrerito se refere à cadeira de rodas como um “presente que não desejo a ninguém”. Ainda assim, ele nunca deixou a tristeza vencer.

“Este cantor magoado ainda vai cantar de pé / A minha voz é força que vem de dentro / E apesar do sofrimento ainda não perdi a fé”.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Helicóptero da dupla Henrique e Juliano cai em fazenda no Tocantins

Bombeiros informaram que havia duas pessoas na aeronave, que sofreram ferimentos leves. A dupla não estava no helicóptero, segundo a corporação.


O helicóptero Robinson R44 II, prefixo PR-MSJ, número de série 13579, de Juliano, da dupla com Henrique, caiu no fim da manhã desta sexta-feira (8), na zona rural de Porto Nacional, na região central do estado. A dupla não estava na aeronave. Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas estavam no helicóptero e sofreram ferimentos leves.

O acidente aconteceu em uma das propriedades da dupla no Tocantins. Imagens do local mostram que a aeronave ficou pendurada em uma árvore. Quem pilotava era o pai de Henrique e Juliano, Edson Reis, que passa bem.

Edson Reis, pai de Henrique e Juliano (Foto: Reprodução/Instagram Edson Reis)
A dupla postou um vídeo nas redes sociais tranquilizando os fãs. "Sobre incidente aí com helicóptero, mas tá todo mundo bem, entendeu? Meu pai que tava no comando, é um piloto experiente, entendeu? Não teve nenhum tipo de lesão grave, então assim, foi só dano material, graças a Deus", disse Henrique.

A assessoria da dupla classificou o acidente como um pouso de emergência. Segundo a nota, Edson Reis é um piloto experiente. Ele passa bem e não sofreu nenhum tipo de lesão grave.

A Polícia Militar informou que acompanhou a ocorrência no local, e a aeronave está sendo removida da área da fazenda da família.

Helicóptero caiu próximo a fazenda de Henrique e Juliano no Tocantins (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A Força Aérea Brasileira disse que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar a queda da aeronave de matrícula PR-MSJ, em Porto Nacional. Segundo o órgão, a equipe realiza a coleta de dados, análise dos danos e levantamento de informações que vão auxiliar na investigação do caso (veja íntegra da nota abaixo).

"Só escutei o barulho. Minha fazenda fica a uns 500 metros da deles. Ouvi o barulho umas 12h20. Passou por cima da minha chácara baixinho e como se fosse direto pro porto deles, e só escutamos o estrondo", disse Denir.

Uma segunda testemunha, relata que esteve no local logo após o acidente. "Eu estive lá no local, o helicóptero não caiu dentro da fazenda não, caiu em cima da cerca, na divisa da chácara do pai do Henrique e Juliano, com um condomínio de chácaras, bem em cima da cerca. Era um helicóptero laranja", disse.

A dupla Henrique e Juliano tem um show confirmado em Uberlândia, no estado de Minas Gerais, neste sábado (9), no Estádio Parque do Sabiá.

Íntegra da nota da dupla

Dupla Henrique e Juliano tem fazenda no Tocantins (Foto: Thomaz Marostegan/g1)
"Confirmamos o incidente, com helicóptero pertencente à família de Henrique e Juliano. A aeronave fez um pouso de emergência Na tarde de hoje, 08 de maio.

O pouso aconteceu em uma das propriedades da dupla, em Porto Nacional/TO. Sr. Edson Reis, pai dos cantores, é um piloto experiente e estava no comando do helicópter, felizmente passa bem, e não sofreu nenhum tipo de lesão grave."

Íntegra da nota do CENIPA

Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta sexta-feira (08/05), investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) — órgão regional do CENIPA, com sede em Brasília (DF) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-MSJ, no município de Porto Nacional (TO).

Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.


Via g1 Tocantins, SBT News, ANAC