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Primeira Página da Folha da Manhã de 21 de agosto de 1926
O aviador Orton Hoover, que havia partido de São Paulo rumo a Formosa, em Goiás, participando da esquadrilha de aeronaves da Força Pública, precisou retornar para a capital paulista devido à necessidade de substituir um dos aviões dessa viagem.
A aeronave Curtiss JN-4D "Jenny", da Força Pública de São Paulo, com motor de 210 hp, foi avariada ao realizar um pouso na localidade de Guatapará (na região de Ribeirão Preto), no interior paulista, em uma parada no percurso.
Quando retomar essa viagem, o aviador deverá levar o secretário estadual de Justiça de São Paulo, Bento Bueno, que pretende inspecionar as forças paulistas que estão em operação.
Bombeiros foram acionado às 11h11 para a ocorrência. O Robinson R44 PP-MFS caiu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso.
Pelo menos 4 pessoas morreram em uma queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto. Não houve sobreviventes.
O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a ocorrência. Destroços da aeronave, o Robinson R44 Raven, prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.
Bombeiros trabalham para chegar até a área onde caiu um helicóptero perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
O ponto da queda fica em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. As vítimas eram avó, mãe e filha.
Os mortos são:
Alessandro Rocha, piloto;
Rocio Cubillos, turista colombiana;
Sofia Murillo, turista colombiana;
Wendy Manrique, turista colombiana.
Familiares aguardavam no hangar
As três turistas colombianas que morreram na queda do helicóptero faziam a primeira viagem ao Brasil. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram avó, filha e neta.
Elas chegaram ao Rio na segunda-feira e permaneceriam no país até terça-feira. Durante a viagem, fizeram passeios pela cidade e também estiveram em Búzios, na Região dos Lagos.
As três estavam no Rio com outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, a esposa dele Daniela Castañeda, e a filha do casal de 15 anos.
Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Depois do acidente, Victor, Daniela e a filha que também participariam do passeio ficaram no hangar aguardando informações.
Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um “pouso forçado” e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias.
A viagem da família era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura.
Ocupantes carbonizados
O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo.
Os 4 ocupantes morreram carbonizados.
Alessandro Rocha era o piloto do helicóptero que caiu no sábado (8) no Rio (Foto: Reprodução redes sociais)
A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.
“A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
“Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, emendou.
“Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje”, disse.
Detalhes do modelo do helicópterio Robinson R44. — Foto: Arte/g1
Fotos do acidente
Bombeiros avançam por área de mata em resgate após queda de helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)
Bombeiros chegam na área onde helicóptero caiu na mata perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
Bombeiros estacionam na Vista Chinesa para resgate após queda de helicóptero (Foto: Reprodução)
Carros dos bombeiros na área da Vista Chinesa (Foto: Reprodução/TV Globo)
O que é a Vista Chinesa
A Vista Chinesa é um dos mirantes mais conhecidos do Rio de Janeiro. Fica no Parque Nacional da Tijuca, na região do Alto da Boa Vista, entre as zonas Sul e Norte da cidade, e oferece uma vista ampla de cartões-postais como o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema e Leblon, o Jardim Botânico e parte da Baía de Guanabara.
Vista Chinesa é um ponto frequentado por turistas e atletas (Foto: Reprodução/TV Globo)
O local é marcado por um pavilhão em estilo oriental, construído no início do século 20 em homenagem aos imigrantes chineses que tiveram participação no cultivo de chá no Rio durante o período colonial. A estrutura, com telhado típico da arquitetura chinesa, tornou-se um dos pontos mais fotografados da cidade.
Além do valor histórico e paisagístico, a Vista Chinesa é muito procurada por turistas, ciclistas, corredores e praticantes de esportes ao ar livre, especialmente ao amanhecer, quando a visibilidade costuma ser melhor e a vista ganha destaque com a luz da manhã. A estrada que leva ao mirante atravessa a Floresta da Tijuca, cercada por Mata Atlântica preservada.
O trecho da Estrada da Vista Chinesa em frente ao mirante foi interditado para o trabalho de resgate. As trilhas daquele setor do Parque Nacional da Tijuca foram fechadas.
Vista Chinesa, no Rio (Foto: Reprodução)
Em junho, colisão entre helicópteros matou 6
Em 14 de junho, seis pessoas morreram depois que dois helicópteros se chocaram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. As aeronaves eram um Eurocopter AS 350 B2, conhecido como Esquilo, e outro helicóptero de prefixo PR-DJJ.
Entre as vítimas estavam o cantor e produtor americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.
Segundo testemunhas, as aeronaves se chocaram durante o voo. Os helicópteros caíram em um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um deles explodiu ao atingir o solo, e as chamas se espalharam por veículos elétricos que estavam no local. Destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de pelo menos 100 metros.
Prefeito pede fiscalização
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul.
Cavaliere afirmou que enviou um ofício à agência e disse que a ANAC pode avaliar até mesmo uma suspensão temporária desse tipo de voo.
“Então fiz questão de ligar pra presidente da ANAC. A gente encaminhou imediatamente um ofício, encaminhamos um comunicado da Prefeitura do Rio direcionado à ANAC para que tome providências imediatamente em relação aos voos no Rio de Janeiro”, informou.
Cavaliere afirmou que recebeu do presidente da ANAC a informação de que a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos.
O prefeito citou a possibilidade de interromper temporariamente os voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais ampla.
"Eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou por duas semanas, para fazer uma fiscalização mais intensa nos helipontos, nas aeronaves na manutenção dessas aeronaves”
Questionado sobre a possibilidade de suspensão, o prefeito ressaltou que a decisão cabe à ANAC, por se tratar de uma competência federal.
Via Por Eduardo Pierre, Rafael Nascimento, g1 Rio, ASN e ANAC
Um avião anfíbio ultraleve Amphibious ultralight 2 seater, caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas, nesta segunda-feira (3), segundo o Corpo de Bombeiros. Dois homens de 25 e 33 anos estavam a bordo e foram resgatados. Após a queda, a aeronave afundou no lago.
(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
De acordo com o tenente Fábio Carneiro Mesquita, os ocupantes não apresentavam ferimentos aparentes. Um deles, no entanto, apresentava sinais de hipotermia e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caldas Novas.
(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Após o resgate das vítimas, uma equipe de mergulhadores localizou pedaços da aeronave submersos.
O Corpo de Bombeiros retirou, na terça-feira (04.08), o ultraleve anfíbio que caiu no Lago Corumbá, em Caldas Novas. A aeronave estava submersa a aproximadamente 30 metros de profundidade desde a ocorrência registrada na segunda-feira (3). Veja o vídeo abaixo.
Homem foi encontrado ferido às margens do rio, em Tonantins, no interior do estado. Segundo a polícia, ele afirmou não ter habilitação nem documentação para operar a aeronave.
Um avião de pequeno porte caiu em um rio próximo à comunidade do Caeté, em Tonantins, no interior do Amazonas, na noite de domingo (2). O piloto ficou ferido e afirmou à polícia que não tinha habilitação para pilotar a aeronave e que seguia para buscar drogas quando ocorreu o acidente.
Imagens gravadas na região mostram a aeronave sendo rebocada por uma embarcação após a queda.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), uma equipe da Base Fluvial Arpão I foi acionada para atender a ocorrência. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o piloto às margens do rio com ferimentos causados pela queda.
O homem recebeu os primeiros atendimentos e foi levado para o hospital do município, onde permanece internado com ferimentos pelo corpo. O estado de saúde dele é estável.
Durante a abordagem, ele informou aos policiais que não possuía habilitação nem a documentação necessária para operar a aeronave. Ainda conforme o relato, o destino era a comunidade Jesus do Solimões, onde buscaria uma carga de entorpecentes.
Imagem mostra avião sendo rebocado após cair em rio no Amazonas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Os agentes realizaram buscas na aeronave e na área do acidente, mas nenhum material ilícito foi encontrado.
O piloto foi encaminhado a uma unidade de saúde no município, onde permanece internado. Ele teve ferimentos O estado de saúde dele é estável
O caso foi registrado no 54º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Tonantins. A SSP-AM informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do acidente.
O avião agrícola Air Tractor AT-802A, prefixo PR-RON, da Rondon Aviação Agrícola Ltda., caiu em uma área de vegetação entre a Avenida Brasil e o Anel Viário, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na manhã de quarta-feira (29). O piloto foi retirado da aeronave e levado para atendimento médico.
A queda ocorreu nas proximidades do Condomínio Ipanema. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso informou, em nota, que foi acionado pelo telefone de emergência 193 e que teve dificuldade para localizar o ponto exato da ocorrência. Como a aeronave estava em meio à vegetação, a equipe utilizou um drone para fazer o reconhecimento aéreo da área e encontrar o avião.
O piloto já havia sido retirado da aeronave quando os bombeiros chegaram. Ele foi encaminhado para atendimento médico por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
Não houve princípio de incêndio nem vazamento de combustível. Segundo os bombeiros, também não foi identificado outro risco que comprometesse a segurança da operação.
A aeronave sofreu danos em uma das asas, no trem de pouso e na hélice. Representantes da empresa proprietária do avião estavam no local e fizeram a preservação da área e o controle de acesso, segundo informou o Corpo de Bombeiros.
O local foi mantido preservado para os procedimentos de investigação. A causa da queda ainda não foi informada oficialmente.
Investigadores da FAB (Força Aérea Brasileira )vão coletar dados, verificar os danos e levantar informações sobre a queda. A Força informou, em resposta ao UOL, que a ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-RON foi notificada hoje ao Cenipa. A ação inicial inclui "a coleta e confirmação de dados" e "a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave".
O material reunido vai subsidiar as próximas fases da investigação. Segundo a FAB, o trabalho busca identificar possíveis fatores contribuintes para o acidente e pode resultar em recomendações de segurança para prevenir novas ocorrências.
Piloto, de 25 anos, atuava como instrutor de uma escola de aviação. Aeronave foi fabricada em 2004.
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O avião de pequeno porte INPAER Conquest, prefixo PU-DON, caiu e pegou fogo em Mogi Mirim (SP), por volta das 16h30 desta quarta-feira (29), na Rodovia Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, na zona rural da cidade. O piloto, um instrutor de escola de aviação, morreu carbonizado.
O dono da escola, Gerson Martinez, afirmou que Leonardo teria abastecido o avião com quantidade de combustível um pouco maior do que o necessário para um voo local e, em seguida, teria perdido o controle e entrado em uma atitude anormal.
A aeronave de dois lugares, modelo Conquest, tinha prefixo PU-DON e foi fabricada em 2004.
Martinez também afirmou que a escola funcionava regularmente e que o estabelecimento irá prestar os esclarecimentos necessários e apoio à família.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local para coletar dados e verificar os danos causados. "A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)", informou.
Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim (Foto: Reprodução/EPTV)
A delegada Emília de Oliveira Araújo, da Polícia Civil de Mogi Mirim, informou que a perícia está sendo realizada para que a vítima seja formalmente identificada. A causa do acidente será investigada.
O Corpo de Bombeiros controlou as chamas.
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local do acidente para a coleta e confirmação de dados, além de verificar os danos causados. A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Leia na íntegra abaixo:
"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta quarta-feira (29/07), investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), com sede em São Paulo (SP), foram acionados para realizar a Ação Inicial de uma ocorrência envolvendo uma aeronave em Mogi Mirim (SP).
Durante a Ação Inicial, realizada logo após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências."
Via Por Gustavo Biano, Bárbara Camilotti, EPTV e g1 Campinas e Região e ASN
A aeronave Douglas C-124C Globemaster II, prefixo51-5178, daForça Aérea dos Estados Unidos da América, partiu de Paramaribo, capital do Suriname com destino ao aeroporto internacional do Recife, voo este que nunca chegou ao destino final, tudo aconteceu no final de tarde, por volta das 18h00, no domingo dia 28 de julho de 1968, com dez militares a bordo.
Em rota, já na divisa entre os estados da Paraíba e Pernambuco, às 20h00min, a aeronave colidiu contra uma montanha a 1.890 pés de altura, na localidade de Sítio Sapucaia, no município de Umbuzeiro, na Paraíba, a cerca de 130 km de Recife, o aeroporto de destino. Os dez ocupantes da aeronave morreram no acidente. Segundo relatos, dez corpos foram encontrados junto aos destroços da aeronave.
As principais causas apontadas pela investigação foram erro de comunicação entre o piloto da aeronave e a torre do comando, narrado no momento do voo: “Vamos para 1890 pés.... alta colina durante a descida.” Disse o piloto. (1890 pés, (576 metros), exatamente a altura da colina na qual a aeronave militar se chocou naquele momento).
De acordo com a versão de uma moradora, o avião bateu em uma pedra, situada área rural, “Ele bateu na pedra e voou para o outro lado, pedaços de ferros, embaixo dos destroços do avião, havia uma grande quantidade de sangue e corpos espalhados”.
Ainda foi informado que os moradores ouviram tiros, uma forte explosão, subiu uma enorme chama de fogo, que supostamente eram as armas transportadas na aeronave. Ainda a moradora disse: “Ouvia-se várias explosões em sequência, haja veículos chegar ao local”.
No momento do acidente o clima estava propício ao nevoeiro, junto ao sereno que diante o fato a moradora contou na entrevista que a polícia esteve imediatamente no local. As mulheres junto com outras conhecidas foram vê o acidente e de imediato se assustou com os corpos estendidos no chão. De imediato foram embora para as suas residências assustadas com o que viram.
Várias partes do avião ficaram estendidas pelo chão, quando a polícia chegou isolou a área e impediu que curiosos se aproximassem do local.
Um helicóptero esteve no local para remover os corpos dos militares, segunda a versão da moradora, pedaços de paraquedas foram rasgados para ajudar na remoção dos corpos do local. No momento do impacto uma parte da hélice da aeronave foi lançada contra uma árvore chegando a partir um pedaço do galho.
A informação que o avião seguia para reparo, quando passou pela cidade de Umbuzeiro Paraíba, vizinha de Orobó, os moradores avistaram a aeronave pegando fogo, que na verdade eram faíscas de fogo que soavam pelos ares como se fosse um escapamento de um veículo, na verdade não era um defeito no avião.
Quando passou em Umbuzeiro, os moradores naquela época constataram a aeronave passando em baixa altitude, foi exatamente um erro de comunicação entre torre de Recife, entre Carpina e Campina houve essa confusão que provocou a queda do avião.
Carpina situada no Estado de Pernambuco, região plana, situada a cerca de 45 quilômetros do Recife.
Campina Grande situada no Agreste da Paraíba, região montanhosa, situada próxima com a divisa com o estado de Pernambuco e distante do Recife a 189 quilômetros.
Os fatos constatados extraídos da caixa preta foi um erro do piloto, entre Carpina e Campina Grande, confundiu o tripulante que levou a queda de imediato.
O avião perdeu altitude, motivado porque Recife é situado em baixa altitude, Orobó é localizada 578 metros acima do nível do mar, o avião começou a perder altitude e chocou-se contra a montanha.
Acredita-se que o avião bateu de papo, saiu se arrastando e bateu nas pedras provocando uma forte explosão, bem ao lado morava um agricultor que por pouco escapou da tragédia.
"Outrora todos os anos avião americano fazia a mesma rota e passava baixo quem viveu aí lembra de tudo".Disse Robélia Fernades ao blog Casinhas Agreste
No dia 28 de julho de 1950, o voo Panair do Brasil 099 decolou da Base Aérea do Galeão às 15h47min, com seis horas de atraso em relação ao horário de embarque inicialmente agendado, devido a um defeito em um dos motores da aeronave, que precisou ser substituído e testado em voo de inspeção. O pouso deveria ocorrer na Base Aérea de Canoas (à época chamada de Base Aérea de Gravataí), nos arredores de Porto Alegre, às 18h40min.
O avião que operava o voo era o Lockheed L-049 Constellation, prefixo PP-PCG, da Panair do Brasil (foto acima), fabricado em meados de 1945, na planta de Burbank, na Califórnia. A aeronave, que havia sido encomendada pela Pan American World Airways e receberia o registro NC88862, não chegou a prestar serviços para a companhia norte-americana.
A aeronave foi enviada para a Panair do Brasil (na época controlada pela Pan Am, mas já em processo de transferência de ações para controladores brasileiros), onde receberia o prefixo PP-PCG. Fez a inauguração do Voo Brasil-Itália, no dia 3 de outubro de 1946, entre o Rio de Janeiro e Roma, com escalas em Recife, Dakar e Lisboa, perfazendo 5339 milhas ao longo de 24 horas.
O Constellation transportava 44 passageiros (muitos dos quais em férias no Rio de Janeiro, que havia sediado a Copa do Mundo de 1950) e seis tripulantes, sendo pilotado pelo comandante Eduardo Martins de Oliveira (prestes a completar 10 mil horas de voo em sua carreira, era conhecido como Comandante Edu, um dos fundadores e porta estandarte do famoso Clube dos Cafajestes).
O Clube se notabilizava por suas extravagâncias boêmias, pela vida “dissoluta” e pelas bebedeiras homéricas em que seus membros pregavam peças memoráveis uns nos outros – e em qualquer outra pessoa também.
Segundo boletins meteorológicos, havia uma frente fria estacionária entre Porto Alegre e Florianópolis, causando grandes turbulências e chuva leve na capital gaúcha.
Após algum atraso em rota, causado pelas condições climáticas desfavoráveis, o Constellation iniciou os procedimentos de aproximação para pouso na Base Aérea de Canoas às 18h45min. O pouso, porém, foi abortado, seguindo-se uma arremetida.
Durante a segunda tentativa de aterrissagem, perdeu-se contato com a torre, seguindo-se nova arremetida. Na sequência, o Constellation chocou-se contra o Morro do Chapéu (localizado atualmente entre os municípios de Gravataí e Sapucaia do Sul), por volta das 19h25min, explodindo logo em seguida, vitimando todos os tripulantes e passageiros.
Lista dos passageiros vítimas do acidente
Tripulantes vítimas do acidente
As turmas de resgate – militares, policiais, médicos, enfermeiros, voluntários, curiosos, repórteres – que seguiram para o local da tragédia seguiam por caminhos íngremes, escuros, tortuosos e escorregadios, abaixo de uma chuva inclemente. Eles foram guiados pelo agricultor Emilio Cassel, um dos proprietários daquelas terras e conhecedor da área.
A caravana – com muitos jipes militares – levou mais de uma hora para alcançar o Morro do Chapéu, onde enormes labaredas ainda se alteavam contra o céu escuro. No topo do morro foram encontrados quatro corpos – duas mulheres, um homem e uma criança. Junto ao corpo da moça – que não apresentava tantas queimaduras – estava um exemplar do livro “Corrente”, do escritor austríaco Stefan Zweig, conforme anotou o repórter do Correio do Povo.
A forte cerração atrapalhava a visibilidade, o que só foi possível solucionar com os poderosos geradores de eletricidade e refletores trazidos pelos militares do Décimo Nono Regimento de Infantaria de São Leopoldo. Os praças imediatamente fizeram um cordão de isolamento.
No comando da operação estava o coronel Olimpio Mourão Filho – que, em 1964, saindo de Juiz de Fora com suas tropas rumo ao Rio de Janeiro, deflagraria o Movimento militar que depôs o presidente João Goulart. Também estava presente – orientando o resgate – o major Jefferson Cardim de Alancar Osório, comandante do primeiro Batalhão do Sexto Regimento de Obuses 105.
O Morro do Chapéu com seus 290 metros de altura
Os repórteres, em não menores dificuldades, tiveram que abandonar seus veículos e fazer cerca de cinco quilômetros a pé, passando por chácaras e peraus, para alcançar o morro. O acesso era feito pela estrada que ligava a Fazenda São Borja a Esteio. Ao chegarem ao local, encontraram enormes labaredas e muita fumaça.
Os trabalhos de remoção dos corpos e limpeza da área, levaram vários dias, devido à extensão da área em que foram espalhados os destroços.
(Foto: Prefeitura Municipal de Sapucaia do Sul/Divulgação)
Afonso Apolinário da Silva, hoje aposentado, tinha apenas 9 anos quando viu o avião cair nos fundos da sua casa. Como estava chovendo durante a noite, ele foi até o local apenas na manhã seguinte. “Era um cenário cheio de gente. Tinha gente lá embaixo do morro, mais de mil pessoas (trabalhando). Gente morta para todos os lados, notícias de 50 pessoas que morreram. Ficava nervoso”, relembra.
Ainda segundo a memória de Afonso, foram dois dias de chamas e um mês de trabalho para retirada dos corpos e dos destroços da aeronave. O acidente trouxe diversas mudanças para a aviação.
Dona Mary Lúcia Viezzer tinha 11 anos em 1950 e recorda bem do velório no Juvenil. À época, o pai, José Viezzer, era ecônomo do clube, e a família, completada pela mãe Cecília Florian Viezzer e pela irmã Vera, morava no prédio.
"O Balduíno D’Arrigo veio (do Rio de Janeiro) para assumir a presidência do clube. A Irma Valiera tinha ido visitar a dona Angelina (filha de Abramo Eberle e esposa de Caetano Pettinelli, que moravam no Rio à época). Os três foram velados lá dentro", conta.
À época do acidente, muitos voos eram direcionados para a Base Aérea de Canoas porque ela possuía pistas longas e pavimentadas, que comportavam aviões de grande porte como os Constellation, mas operava apenas em condições visuais. Em contraste, o Aeródromo de São João, localizado em Porto Alegre, contava com instrumentos para auxílio aos pousos, mas não possuía pistas pavimentadas.
A comoção gerada com o desastre foi tamanha, que o Aeródromo de São João seria rebatizado Aeroporto Salgado Filho, sendo reiniciadas obras de melhorias que haviam sido paralisadas durante o período da 2ª Guerra Mundial. Com isso o Aeroporto Salgado Filho foi dotado de um novo terminal de passageiros e de pistas pavimentadas, acabando com as dificuldades de operação de grandes aeronaves.
Dois dias depois do episódio, morreria, num outro acidente aéreo ocorrido no Rio Grande do Sul, o político Joaquim Pedro Salgado Filho, que não havia embarcado no voo 099 devido a falta de lugar.
Hoje mais conhecido como Morro Sapucaia, o Morro do Chapéu é, atualmente, local de esportes radicais e detem a condição de ponto culminante do município, com 295 metros de altitude.
Os compositores Fernando Lobo e Paulo Soledade escreveram a canção Zum-Zum, em homenagem ao Comandante Edu, interpretada por Dalva de Oliveira no carnaval de 1951. Foi considerado, então, o pior acidente aéreo do Brasil.
O livro "Acidente no Morro do Chapéu", de Abraão Aspis (2007), relata que o piloto solicitou tentar a aproximação para a cabeceira oposta (pista 29), mas não foi autorizado pelo controlador da Torre.
Quanto à Panair do Brasil, notabilizou-se como uma das empresas pioneiras na aviação comercial brasileira, a qual dominou durante décadas. Pertencente à companhia Pan American, aos poucos foi sendo vendida a empresários brasileiros.
A Panair acabou durante o regime militar, aparentemente uma conspiração comercial capitaneada por figurões do regime e pele direção da concorrente Varig.
Destroços do avião Viscount 857 da Vasp de matrícula PP-SRE, que caiu próximo à Cidade Universitária, em São Paulo (Imagem: 15.set.1968 - Reprodução/Folhapress)
Um avião da Vasp (Viação Aérea São Paulo) caiu em 1968 no bairro do Butantã, na cidade de São Paulo. Poucos minutos antes de sua última decolagem, ele havia desembarcado o time do Santos, que voltava do Rio de Janeiro após um jogo.
Desembarque do Santos
A aeronave havia decolado do Rio de Janeiro no dia 15 de setembro de 1968 com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A bordo, estava o time do Santos.
Naquele dia, o time paulista havia jogado contra o Flamengo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O Santos venceu o clube carioca por 2 a 0 pelo Taça de Prata, também chamado de Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
Pelé e Amauri voltaram a jogar no time naquela partida, mas foram Edu e Toninho que marcaram os gols da vitória. Pelo Flamengo, nomes como Fio, Zezinho e Dionísio faziam frente à marcação dos paulistas.
Após a partida, a comitiva do Santos voltou para São Paulo no voo da Vasp, chegando na noite daquele domingo. O pouso em Congonhas, com 52 passageiros, foi o último em segurança da aeronave.
O acidente
O avião era um Vickers Viscount 827 de matrícula PP-SRE. Ele fazia a rota entre Fortaleza (CE), Rio de Janeiro e São Paulo.
Após deixar a comitiva do Santos no aeroporto, a aeronave da Vasp foi reabastecida para iniciar um novo voo. A bordo estavam apenas o comandante, Neutel Seiffert de Santa Fé, e o copiloto, Alberto Bougleux Freire.
O voo que se acidentou seria uma operação de checagem. Nele, o copiloto seria testado em voo para saber se estava apto a se tornar comandante do avião.
Às 21h20, o avião decolou para realizar treinamento com emergências simuladas. Cerca de três minutos depois, a aeronave caiu em um terreno na rua Gaspar Moreira, no bairro do Butantã, em São Paulo, a cerca de 7,5 km de distância do aeroporto de Congonhas.
Parte do avião atingiu o quarto onde Etelvina, empregada de uma residência localizada na mesma rua, dormia. Apesar dos ferimentos, ela foi retirada dos escombros e sobreviveu.
Os dois pilotos morreram carbonizados na queda.
Ao mesmo tempo, a cerca de 1 km de distância, era realizado o Congresso Regional da UNE (União Nacional dos Estudantes), na USP (Univesidade de São Paulo). O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, então presidente da UEE (União Estadual de Estudantes), participava do evento no local.
Meses depois ele foi preso durante a tentativa de realização do 30º Congresso da UNE em Ibiúna (SP). A entidade ainda operava na clandestinidade naquele período após ser substituída pelo Diretório Nacional dos Estudantes em 1965.
A investigação
A causa provável do acidente foi um erro de decisão dos pilotos durante o voo, de acordo com a investigação. Um dos motores não estava acionado, provavelmente, para simular um problema para testar a reação do copiloto.
Outro motor estava com potência baixa. Já os dois remanescentes estavam com a potência inadequada para a fase de decolagem, onde os motores devem estar operando no máximo.
Com isso, o avião estava a uma velocidade aproximada de 185 km/h a 203 km/h. Da maneira como a aeronave foi configurada, seria necessário estar a pelo menos 240 km/h para se manter no ar.
As informações são da investigação realizada pelo Ministério da Aeronáutica à época.
Acidente anterior
Em 1962, o mesmo avião havia se envolvido em outro acidente. Dessa vez, no aeroporto do Galeão, no então estado da Guanabara — Rio de Janeiro atualmente.
Ao tentar baixar o trem de pouso, os pilotos observaram que um deles não havia descido. O avião ainda aguardou instruções da manutenção da empresa antes de pousar.
Após esgotar todos os recursos, os pilotos pousaram o avião sem um dos trens de pouso operando. A asa direita tocou a pista, causando leves danos.
Após manutenção, o avião voltou a voar normalmente. A investigação apontou que houve uma falha material em uma peça do sistema de destravamento do trem de pouso.
O Voo Lufthansa 527 (LH527) foi um voo de carga internacional entre São Paulo e Frankfurt, com escalas no Rio de Janeiro e Dacar, operada pela Lufthansa. Em 26 de julho de 1979, o Boeing 707-330C cargueiro que operava a rota, de prefixo D-ABUY, chocou-se contra uma encosta de montanha na Serra dos Órgãos, na região serrana do estado do Rio de Janeiro. O impacto aconteceu cinco minutos depois da decolagem do Aeroporto Internacional do Galeão.
Acidente
O Boeing 707-330C, prefixo D-ABUY, da Lufthansa Cargo (foto acima), decolou às 18h27min locais (21h27min UTC) da pista 27 do Aeroporto Internacional do Galeão com destino a Dacar, no Senegal, levando a bordo três tripulantes.
Antes, durante o taxiamento, a tripulação recebeu orientação da torre de controle para que em seguida à decolagem, fizesse uma curva à direita, seguindo o rumo VOR Caxias (direção 040º) estabilizando a uma altitude de 2 000 ft (610 m).
Dois minutos depois da decolagem, a tripulação foi orientada a aumentar gradativamente a velocidade até 304 kn (563 km/h). Essa velocidade final excederia o limite de 250 kn (463 km/h), dentro da área de controle do Aeroporto do Galeão, abaixo de 10 000 ft (3 000 m).
A aeronave seguia em direção às montanhas em velocidade crescente, pelo setor norte do alcance radar, durante algum tempo sem o monitoramento do controlador, que estava ocupado com o intenso tráfego que se aproximava pelo setor sul.
Ao monitorar novamente o voo, o controlador percebeu a colisão iminente e às 21h31min UTC ordenou que o comandante fizesse imediatamente uma curva à direita, na direção 140º e em seguida pediu para que alterasse a direção para 160º, com razão de subida de 3 000 ft (910 m) por minuto.
Comunicação entre a torre e a aeronave às 21h31min UTC, um minuto antes do impacto:
Torre de controle: LH, faça uma curva à direita, mantendo a direção 140, agora!
Torre de controle: LH527, faça uma curva à direita, mantendo a direção 140 e suba, sem restrições.
Aeronave: Entendido, saindo dos dois mil pés, LH527, curva à direita para a direção 140.
Torre de controle: Continue para a direita até 160, LH, e aumente sua razão de subida para 3 mil pés por minuto.
No entanto não havia mais tempo de evitar a colisão e às 21h32min UTC a aeronave chocou-se contra a encosta da montanha na Serra dos Órgãos, na região serrana do estado do Rio de Janeiro.
No momento do impacto a velocidade era de 296 kn (548 km/h) e a altura do local era de 2 045 ft (620 m), a uma distância de 13,37 m.n. (25 km) do aeroporto.
O primeiro impacto contra a encosta foi da parte inferior da asa esquerda e da fuselagem, indicando que a aeronave fazia uma curva à direita. A tripulação era formada pelo piloto Edward Even, o copiloto Hans Jung e o engenheiro de voo Peter Herman Kern. Todos morreram no acidente.
O relatório final concluiu que houve falha do controlador de voo nas instruções após a decolagem. As instruções incompletas fizeram com que o Lufthansa 527 voasse durante algum tempo sem comunicação, em rumo, velocidade e altitude que levaram a aeronave à colisão contra o solo.
A tripulação aceitou as instruções incompletas do controlador e voou durante 1m41s sem comunicação bilateral, e sem estar ciente do perigo potencial inerente às instruções incompletas recebidas.