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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Conheça a história do avião que caiu no mar de Fortaleza há 41 anos, virou ponto turístico e sumiu

Tripulação morreu no acidente e um dos corpos nunca foi encontrado; carcaça virou recife artificial, mas pode ter sido alvo de furtos dos metais.

Avião Bandeirante veio de Salvador e caiu durante treinamento realizado em Fortaleza
(Foto: Acervo Diário do Nordeste)
Quatro militares viram a simulação de salvamento perder o controle durante voo baixo sobre o mar de Fortaleza e se tornar um acidente real num avião Bandeirante da Força Aérea Brasileira (FAB), em 1985. Parte da estrutura permaneceu submersa, virou ponto turístico de mergulho, mas sumiu há cerca de 14 anos.

O acidente aconteceu no dia 27 de junho, uma quinta-feira, por volta de 10h20, a 18 milhas do Porto do Mucuripe - cerca de 30 km da costa -, após a aeronave permanecer em voo baixo, cair e afundar no mar. Toda a tripulação morreu e uma das quatro vítimas nunca foi encontrada.

Mesmo após o resgate, parte da estrutura permaneceu submersa na área do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio (Pemprim). A carcaça se tornou ponto turístico para mergulhadores até sumir completamente - fato associado a furtos.

O avião Bandeirante EMB-lll (P-95), prefixo 7053, da Base Aérea de Salvador, chegou na capital cearense um dia antes para exercício de defesa do Porto do Mucuripe e das plataformas de extração de petróleo.

Os detalhes do desastre aéreo foram noticiados na época, como mostram as reportagens filtradas pelo Núcleo de Pesquisa do Diário do Nordeste. Ainda naquele dia, o primeiro corpo foi resgatado na operação entre a FAB e a Marinha do Brasil.

Vítimas do acidente com o avião Bandeirante

  • Comandante: tenente aviador Marcelo Luis Lemos, casado, 31 anos, do Rio de. Janeiro;
  • Suboficial: Gildo Zanin Pistolato, mecânico de voo, casado, 44 anos, de São Paulo;
  • Copiloto: tenente aviador Vinícius Santos do Nascimento, casado, 28 anos, do Rio de Janeiro (corpo não encontrado);
  • Sargento Renato Ribeiro dos Santos, solteiro, 24. anos, de Minas Gerais.
No sábado, 29 de junho, foi encontrado o corpo do comandante, o tenente aviador Marcelo Luis Lemos. Naquele dia, só o corpo do copiloto Vinícius do Nascimento ainda não havia sido encontrado.

O comandante da Escola de Aprendizes Marinheiros, capitão-de-fragata Sérgio Oliveira de Araújo, afirmou na ocasião que dificilmente o último corpo seria localizado. Acreditava-se que a corrente marítima poderia ter arrastado o copiloto.

(Imagem: Arquivo Diário do Nordeste)
Mesmo assim, as buscas com navios, aeronaves e mergulhadores continuaram para encontrar a última vítima e a estrutura do avião para investigação sobre as causas do acidente. No dia 30 de junho, o avião Bandeirante finalmente foi encontrado pela Marinha.

A carcaça foi destruída no choque com a água e começou a ser retirada do fundo no mar. Na ocasião, ainda havia a possibilidade do corpo de Vinícius do Nascimento estar preso nas ferragens - o que não aconteceu.

O que sobrou do avião?


O avião Bandeirante foi encontrado a uma profundidade de 28 metros, mas durante o resgate da estrutura, os cabos usados para retirar a estrutura quebraram.

Após o acidente, sobraram a cauda, quase intacta, a cabine, cadeiras, pedaços da fuselagem e vidros das janelas. Mas, afinal, o que causou o acidente? Na época, acreditava-se que o avião sobrevoava a 10 metros de altura quando se chocou com o mar.

Questionada sobre o resultado das investigações do acidente, a FAB respondeu que o assunto é sigiloso. “Os Relatórios Finais Militares são de acesso restrito e divulgados ao público militar para fins de promoção da segurança, sendo vedada a reprodução, a transmissão e a publicação fora do âmbito das organizações militares”, informou por meio de nota.

Avião deste modelo caiu a cerca de 30 km de distância do Porto do Mucuripe
 (Foto: Acervo Aeronáutica/Reprodução)
Já a Marinha do Brasil, após pedido da reportagem, buscou informações da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação, mas não há registro sobre o assunto.

“Após minuciosa pesquisa no Acervo do Arquivo da Marinha não foram localizados documentos e ou registros referente ao acidente com o Avião Bandeirante EMB-lll”, frisou.

Atrativo para mergulhadores até sumir


Debaixo d’água, o avião Bandeirante se tornou um recife artificial, sendo morada para peixes e outros animais marinhos. Essa cena, no fundo do mar, começou a chamar atenção de mergulhadores que começaram a explorar o lugar cerca de 10 anos após o acidente.

“Tinha uma peculiaridade na areia próxima ao avião, porque algumas enguias saiam e voltavam quando a gente chegava perto. Era algo muito bonito”, lembra Marcelo Torres, mergulhador profissional e mestre em engenharia e pesca.

Marcelo viu, por diversas vezes, o que sobrou da estrutura. “O avião não estava inteiro, tinha uma parte da fuselagem, mas não tinha asas. Tinha parte da cabine só, e tudo devia ter uns 5 a 8 metros de comprimento”, lembra.

Por isso, o ponto foi considerado como um dos melhores para mergulho dentro do Parque Marinho. Após um período de inatividade de mergulho para recreação no lugar, os mergulhadores não encontraram mais a estrutura.

Uma das hipóteses é que os metais tenham sido roubados para comercialização em sucatas ilegais. Com isso, houve uma perda ambiental e histórica, como analisa Marcelo.

“Excluiu um ponto de mergulho do Parque Marinho, porque mergulhar num avião tem um atrativo. Então, a nível de turismo subaquático, isso se perdeu, além de ser um ponto catalogado no Parque Marinho”, completa.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Avião de pequeno porte sofre acidente após tentar pouso forçado no DF, dizem bombeiros

Conforme apurado pela TV Globo, aeronave de pequeno porte era ocupada por um piloto, que sofreu um ferimento na cabeça, e um passageiro.


Uma aeronave de pequeno porte Van's RV-9A, prefixo PU-MAW, fez um pouso forçado na DF-330, próximo a Sobradinho, no Distrito Federal, na manhã desta sexta-feira (30).

A aeronave, que possuía autorização para voo, havia decolado de Luís Eduardo Magalhães (BA) com destino a Brasília (DF). 


Conforme apurado pela TV Globo, a aeronave era ocupada por um piloto e um passageiro. O piloto sofreu um ferimento na cabeça e precisou ser levado por helicóptero para o Hospital do Paranoá. O passageiro está sem ferimentos aparentes.

O avião pertence a uma empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias para nutrição, fisiologia vegetal e fertilidade do solo, com atuação no agronegócio.


A aeronave tem autorização para fazer voos diurnos desde que não sejam de operação comercial, de acordo com o registro feito na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Os militares foram acionados por uma testemunha, que teria visto a aeronave descendo na região do Assentamento Nelson Mandela, em Sobradinho, que fica a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília.


A TV Globo entrou em contato com Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O que diz a Anac

"A aeronave em questão está cadastrada no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) como aeronave leve experimental (ALE), tendo autorização para a realização de operações de voo privadas não remuneradas. A aeronave está registrada para operações com um piloto e um passageiro, como disposto no próprio cadastro."


Via Marcelo Tobias, Iana Caramori, Joca Magalhães, TV Globo / g1, Correio Braziliense, Metrópoles e ANAC - Fotos: CB e @BrenoEsakiFoto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Avião agrícola capota durante pouso em fazenda de Correntina (BA) e deixa piloto ferido

(Foto: CBMGO)
Um acidente com um avião agrícola Embraer EMB-203 Ipanema em Correntina, no Oeste da Bahia, mobilizou equipes de resgate do estado de Goiás, na tarde desta quarta-feira (28). A ocorrência foi registrada por volta das 17h, em uma fazenda do município baiano.

Segundo informações iniciais repassadas pelos bombeiros, a aeronave provavelmente realizava procedimento de pouso no momento em que ocorreu o capotamento. As circunstâncias exatas do acidente ainda estão sob investigação.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar da cidade de Posse em Goiás, a ocorrência foi registrada por volta das 17h, às margens da pista existente na propriedade rural.


A ocorrência mobilizou a equipe de Resgate da 10ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (10ª CIBM), além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do município de Posse, também no estado de Goiás.

O piloto, homem de 39 anos, foi encontrado consciente e verbalizando, apresentando queixa de dor na região da coluna cervical. Conforme informado pelas equipes de socorro, ele já estava fora da aeronave, após ter sido retirado por funcionários da fazenda.

Após os procedimentos de avaliação, imobilização e estabilização, a vítima foi encaminhada pelo SAMU ao Hospital Municipal de Posse, onde recebeu atendimento médico especializado.

A fazenda fica a cerca de 90 quilômetros de Posse, no nordeste de Goiás, mas ainda no trecho baiano de Correntina. Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas do acidente aéreo, nem registro de outras vítimas.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Aconteceu em 28 de janeiro de 1986: O acidente com o Voo VASP 210 no Aeroporto de Guarulhos (SP)


Na manhã de terça-feira, 28 de Janeiro de 1986, o Boeing 737-2A1, prefixo PP-SME, da Vasp (foto acima), preparava-se para realizar o voo 210 partindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos, com destino ao Aeroporto Internacional de Cofins, em Belo Horizonte (MG), com cinco tripulantes e 67 passageiros a bordo.


Sob intenso nevoeiro, não ocorrem somente no inverno: a aeronave desorientou-se e chocou com barranco ao decolar da pista de rolamento, pensando estar na 09L.


Sob intenso nevoeiro, às 7h32, o piloto inadvertidamente adentrou a pista de táxi imaginando estar na pista de decolagem e acabou se chocando contra um barranco de cerca de oito metros de altura.


Na época, a taxiway estava em processo de extensão. Não havia ainda radar de solo, nem um “follow me” para guiá-lo ate a cabeceira da pista, que estava em condições mínimas de operação e somente para decolagens.

Com reflexos impressionantes ao avistar o morrote, percorrendo aproximadamente 70 mts/seg, o Comandante ainda conseguiu evitar um desastre total. Houve apenas uma vítima fatal entre os 72 ocupantes da aeronave. Nesse dia uma comissária pediu demissão, abalada com o desastre.


Vinte passageiros foram internados com ferimentos diversos. No dia 12 de fevereiro, o empresário Valentino Guido, de 63 anos, faleceu no Hospital Santa Isabel, no Centro de São Paulo. Ele foi a única vítima fatal desse acidente.


A causa provável do acidente foi a falha da tripulação em reconhecer que o avião estava alinhado em uma pista de táxi e não na pista ativa. A má visibilidade devido às condições de neblina foi um fator contribuinte.


Nesse mesmo dia, o ônibus espacial Challenger explodia em Cabo Canaveral, na Flórida.


Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com informações de Aviões e Músicas e Folha de S.Paulo - Fotos: Pedro Godoy

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Avião agrícola cai durante pulverização em Paracatu, no interior de Minas Gerais; piloto sobrevive

O Corpo de Bombeiros informou que uma pessoa foi encontrada com vida na manhã desta terça-feira (27), na zona rural de Vazante, no Noroeste mineiro.

Aeronave agrícola cai em região rural de Vazante (Foto: Redes sociais/Divulgação)
O Corpo de Bombeiros encontrou os destroços de uma aeronave agrícola Embraer EMB-201 Ipanema que estava desaparecida desde a tarde de segunda-feira (26), na zona rural de Vazante, no Noroeste de Minas Gerais. De acordo com a corporação, o piloto, um homem de 42 anos, foi localizado com vida, com fraturas nas pernas, na manhã desta terça-feira (27).

O Arcanjo 6, aeronave do Corpo de Bombeiros de Uberaba, foi acionado para fazer o resgate da vítima. Ela foi levada para um hospital em Paracatu consciente.

Aeronave fazia pulverização e desapareceu

De acordo com o registro do Corpo de Bombeiros, fazendeiros acionaram a corporação na segunda-feira (26). Eles relataram que a aeronave foi vista por volta das 17h, durante o quarto voo de pulverização na região, e que estaria retornando para a pista de um aeródromo localizado em uma fazenda.

Após notarem a ausência da aeronave, cerca de 20 funcionários da fazenda iniciaram buscas terrestres em uma área de mata. Ainda no mesmo dia, o Corpo de Bombeiros de Paracatu deu continuidade às buscas com o uso de um drone, mas nenhum vestígio foi localizado.

As buscas foram retomadas nesta terça-feira. O Corpo de Bombeiros informou que realizou buscas em uma área próxima ao Rio Escuro, onde havia relatos de destroços da aeronave. Por volta das 9h30, os militares confirmaram que uma pessoa foi encontrada com vida na região.

Via g1

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Vídeo: História - Fim da pista em Porto Alegre: o acidente do Boeing 737 da Transbrasil


Em 27 de fevereiro de 2000, um Boeing 737-400 PT-TEO da Transbrasil ultrapassou o fim da pista no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, sob chuva intensa e condições meteorológicas degradadas. O que parecia ser o fim da história do PT-TEO virou um dos casos mais curiosos da aviação brasileira: todos sobreviveram, não houve incêndio… e o avião voltou a voar.

Neste vídeo, você vai entender:

• O que realmente aconteceu na aproximação

• Por que o avião não conseguiu parar na pista

• O papel da chuva, do windshear e da pista molhada

• O que o relatório do CENIPA revelou

• E por que esse Boeing ficou conhecido como “indestrutível”

Uma história real, técnica, humana — e cheia de lições de segurança de voo.

✈️ Senta que lá vem história.

Avião bate contra árvores durante decolagem em pista clandestina no AM

Nas imagens, é possível ver o momento em que a aeronave tenta decolar em uma pista de terra estreita, improvisada em região de mata fechada em Manacapuru. Polícia investiga possível morte do piloto.


Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um avião de pequeno porte bate contra árvores durante a decolagem em uma pista clandestina em Manacapuru, no interior do Amazonas. A data do acidente não foi divulgada e a polícia investiga a possível morte do piloto.

Nas imagens, é possível ver o momento em que a aeronave tenta decolar em uma pista de terra estreita, improvisada entre dezenas de árvores em uma região de mata fechada. O avião não consegue ganhar altitude e sai da pista. A pessoa que faz a gravação afirma que o avião colidiu contra as árvores. Outro vídeo mostra os destroços da aeronave. Veja acima e aqui.

Aeronave não conseguiu ganhar altitude durante tentativa de decolagem em
 pista clandestina no Amazonas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Segundo informações obtidas pela Rede Amazônica, o vídeo foi gravado por pessoas que estavam com o piloto, mas não embarcaram na aeronave. O local exato do acidente e os destroços do avião ainda não foram encontrados. A polícia não informou se alguma testemunha já foi identificada.

O g1 questionou a Força Aérea Brasileira (FAB) se há informações sobre o registro da aeronave e o plano de voo, bem como se há investigações sobre a causa do acidente, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta.

Destroços de avião após acidente no interior do Amazonas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Corpo encontrado pode ser do piloto


Um corpo encontrado em estado de decomposição às margens da rodovia AM-352, na quarta-feira (21), pode ser do piloto da aeronave, informou a polícia. Ele foi identificado como Fábio Santana Paiva, de 36 anos.

A Polícia Militar foi acionada e a Polícia Civil realizou a remoção do corpo para o necrotério do cemitério de Manacapuru.

Inicialmente, a vítima não havia sido identificada. No mesmo dia, a esposa de Fábio compareceu à delegacia para fazer o reconhecimento. Segundo ela, o marido estava desaparecido desde domingo (18).

Embora o corpo não estivesse no mesmo local do acidente aéreo, a polícia investiga uma possível ligação entre os casos. A hipótese é de que testemunhas tenham deixado o corpo de Fábio em uma área distante do lugar da tragédia para dificultar a localização da pista clandestina.

A Polícia Civil segue trabalhando para localizar a pista e os destroços da aeronave, além de investigar se o acidente tem relação com o tráfico de drogas.

Via g1 e 18horas

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Aconteceu em 22 de janeiro de 1976: Voo Transbrasil 107 Tragédia em Chapecó (SC)


Em 22 de janeiro de 1976, o Embraer EMB-110C Bandeirante, prefixo PT-TBD, da Transbrasil, operava o voo 107 (IATA: TR 107), um voo programado de passageiros que decolou do Aeroporto de Chapecó, em Chapecó (SC), até o Aeroporto de Erechim, em Erechim (RS).

Às 15h30min da quinta-feira, 22 de janeiro de 1976, o Bandeirante PT-TBD decolava de Chapecó com destino a Erechim e Porto Alegre (RS), conduzindo a bordo dois pilotos e sete passageiros.

Comandava o voo 107 daquela tarde o piloto Marcos Antonio Pietrobom de Alvarenga Mafra, cujo copiloto era Antonio Olintho Garcia de Oliveira. 

Na época o Aeroporto de Chapecó estava localizado dentro dos limites da cidade e possuía dimensões bastante acanhadas, sendo de terra batida coberta por cascalhos, em nada lembrando o atual, cuja pista asfaltada possui dois mil metros de extensão.

Naquela tarde, o pequeno bimotor, pintado em dois tons de azul, já desenvolvia alta velocidade quando o pneu direito estourou, provavelmente perfurando por algum dos cascalhos pontiagudos que se espalhavam por toda a superfície da pista.

Surpreendido pela guinada, talvez supondo que o motor direito tivesse falhado, Mafra reduziu os motores e pisou forte nos freios. Como as rodas do Bandeirante não era equipadas com sistema antiderrapante (anti-skid), ficaram bloqueadas pela freada, deslizando sobre a pista, reduzindo ainda mais o coeficiente de atrito. A subsequente desintegração do pneu, agravou a situação. O avião ultrapassou veloz o final da pista, que terminava num barranco alto.

Dois funcionários de uma agroindústria local, Ernesto Miguel Tenz e Valério Bonetti, foram os primeiros a chegar ao Bandeirante, que estava relativamente íntegro, porém já envolto em fumaça. Ernesto e Valério abriram a porta do avião e retiraram Luiz A. Parisi, bastante queimado. No interior do avião , completamente enfumaçado, não se ouviam vozes, gritos ou gemidos, somente o crepitar das chamas. Enquanto os dois se afastavam carregando Parisi, o avião explodiu.

Um outro passageiro, Rolf Muller, conseguiu escapar a tempo. Os dois tripulantes, o piloto Mafra e o copiloto Oliveira e os outros cinco passageiros morreram no local. São eles: Elton Martins e Antonio Krammer, engenheiros da Eletrosul; Cláudio Albuquerque, advogado de Porto Alegre; Antonio G. Fernandes Filho, funcionário da Frigobrás de São Paulo; e Luiz Buzatto, de Salto Velozo.


No dia seguinte ao acidente, por volta das 10 horas, faleceu o passageiro Luiz Parisi, nascido em Porto Alegre, um dos dois sobreviventes da tragédia. Gravemente queimado, não resistiu aos ferimentos.

O fator determinante desse acidente, o primeiro e único a envolver a frota de Bandeirantes da Transbrasil, parece ter sido a precariedade da infra-estrutura aeroportuária de Chapecó.

Tivesse o piloto continuado a decolagem, talvez o acidente não se consumasse e o avião tivesse prosseguido diretamente para Porto Alegre, onde um pouso de emergência teria sido efetuado com pouco risco. Mafra, entretanto, deve ter atribuído a brusca guinada do avião, a falha súbita do motor direito, equívoco frequentemente observado nos treinamentos em simulador, pois um estouro de pneu na corrida de decolagem produz intensa vibração na estrutura do avião, muito semelhante à provocada por uma grave falha interna no motor. Nesses treinamentos, é bastante comum ver pilotos interpretarem essas vibrações como falha de motor e abortarem imediatamente a decolagem, já que não dispõem de tempo suficiente para avaliar melhor a situação.


Este foi o segundo acidente com aviões Bandeirante, sendo que o primeiro ocorreu em fevereiro de 1975, quando um deles, da Vasp, caiu sobre casas perto do Aeroporto de Congonhas, matando os 15 ocupantes.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com ASN, Carlos Ari César Germano da Silva, in “O rastro da bruxa” e Aviões e Músicas

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Aconteceu em 19 de janeiro de 2017: Queda de avião em Paraty (RJ) mata ministro do STF Teori Zavascki


Às 13h01 do dia 19 de janeiro de 2017, o bimotor Beechcraft King Air C90GT, prefixo PR-SOM, da empresa Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras, decolou do Campo de Marte, em São Paulo, com o piloto Osmar Rodrigues e quatro passageiros a bordo, sendo eles o ministro do STF Teori Zavascki, Carlos Alberto Filgueiras, dono do avião, Maíra Panas, massoterapeuta e sua mãe Maria Hilda Panas.

O Beechcraft King Air C90GT envolvido no acidente
Meia-hora depois o avião não chegou até Paraty (RJ), seu destino. O aeroporto de Paraty teria dado a permissão para o pouso da aeronave.

De acordo com os regulamentos de tráfego aéreo brasileiro, o pouso visual só pode ser feito com uma visibilidade horizontal mínima de 5 km e teto de 300 metros. Se as condições do tempo estiverem pior do que esse mínimo, os pousos não podem ser feitos. 


No caso do aeroporto de Paraty, no entanto, não é possível determinar com precisão quais eram as condições de teto e visibilidade no momento do acidente. O aeroporto não tem torre de controle, tampouco uma estação meteorológica. Nesse caso, a decisão sobre se há condições ou não para o pouso cabe ao piloto do avião.

Durante a segunda tentativa de aproximação para pouso no aeródromo de Paraty, a aeronave adentrou uma região sob condições meteorológicas de visibilidade restrita, que levaram o piloto a perder contato visual com as referências do terreno, acarretando a perda de controle e o impacto da aeronave contra a água nas proximidades da Ilha Rasa.

Chovia na hora do acidente. Segundo o Clima Tempo, uma chuva moderada. Entre as 13h e 14h, foram 11 milímetros de precipitação. Ainda de acordo com o Clima Tempo, não havia registro de vento forte. A Marinha soube do acidente às 13h45.


A aeronave ficou destruída. O piloto e os quatro passageiros faleceram.


A aeronave teve a asa direita arrancada na altura da nacele do motor e o cone de cauda seccionado na altura do bordo de ataque dos estabilizadores horizontais. A ponta da asa esquerda teve uma deformação significativa para baixo e para trás, em cerca de 2,90m.

Ilustração do alcance visual do piloto (estimado em 1.500m), em relação à trajetória da
aeronave (aeronave fora de escala)
Ambos os motores se desprenderam das asas. A seção dianteira da fuselagem permaneceu relativamente preservada, com enrugamentos nas laterais e um amassamento significativo na parte superior da cabine de pilotagem. Os danos de rasgamento observados na lateral esquerda da fuselagem decorreram da ação de resgate dos corpos das vítimas.


O presidente Michel Temer manifestou pesar pela morte do ministro e decretou luto oficial de três dias. Além do presidente, políticos e juristas lamentaram a morte de Teori, dentre eles os ex-presidentes Dilma Rousseff, Lula, José Sarney; a ministra Cármen Lúcia, ex-presidente do STF, e os ministros e ex-ministros da Corte; associações de magistrados, procuradores e delegados da Polícia Federal; Ordem dos Advogados do Brasil; e muitos líderes e partidos políticos. A morte do ministro também teve repercussão nos principais veículos da imprensa internacional.


O corpo foi liberado pelo IML um dia após do acidente e transportado para o Rio de Janeiro para embalsamamento. O velório aconteceu no plenário do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, e sepultamento ocorreu às 18h45 no cemitério Jardim da Paz, na zona leste da capital gaúcha.


O Relatório Final do acidente apontou as seguintes conclusões: 

3.1.Fatos.

a) o piloto estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) válido; 

b) o piloto estava com as habilitações técnicas de classe avião multimotor terrestre (MLTE) e de voo por instrumentos (IFR) válidas; 

c) o piloto estava qualificado e possuía experiência no tipo de voo;
 
d) a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido;
 
e) a escrituração das cadernetas de célula, motores e hélices estava atualizada;
 
f) não se evidenciou qualquer condição de falha ou mau funcionamento de sistemas e/ou de componentes da aeronave que pudesse ter afetado o desempenho ou o controle em voo;
 
g) não se evidenciaram alterações de ordem médica, no período anterior ao acidente, que pudessem ter afetado o desempenho do piloto em voo;
 
h) a cultura presente, à época, valorizava os pilotos que efetuavam o pouso mesmo em condições meteorológicas adversas;
 
i) houve um atraso de uma hora e trinta minutos na decolagem devido à demora na chegada de um dos passageiros, fato este que incomodou o operador;
 
j) as informações meteorológicas, observadas antes do horário de decolagem, indicavam condições favoráveis ao voo visual, com possibilidade de degradação por chuva contínua e a presença de TCU na região de Paraty, RJ;
 
k) não houve anormalidades durante a decolagem, subida, voo em rota e descida da aeronave;
 
l) o aeródromo de SDTK permitia, exclusivamente, operações sob regras de voo VFR;
 
m) na primeira tentativa de aproximação, o trem de pouso foi baixado e houve um aumento significativo da razão de descida, seguido de um alerta de Sink Rate;
 
n) a primeira tentativa de aproximação foi cancelada e o piloto informou que iria aguardar a passagem da chuva e a melhoria da visibilidade;
 
o) havia chuva com potencial de precipitação da ordem de 25 mm/h, abrangendo a região da Baía de Paraty;
 
p) a visibilidade horizontal, registrada por uma câmera de segurança, localizada em um heliponto da Baía de Paraty, equivalia a 1.500m;
 
q) havia indicações de que o piloto estava tenso durante as tentativas de aproximação;
 
r) cerca de dois minutos e dez segundos após o recolhimento do trem de pouso, na primeira tentativa de aproximação, a aeronave iniciou nova tentativa;
 
s) o campo visual do piloto estava restrito e com poucas referências visuais do solo que pudessem permitir a sua correta orientação; 
 
t) as condições de voo encontradas pelo piloto favoreciam à ocorrência de ilusão vestibular por excesso de “G” e de ilusão visual de terreno homogêneo;
 
u) houve a perda de controle e a aeronave impactou contra a água, com grande ângulo de inclinação das asas;
 
v) a aeronave ficou destruída; e
 
w) todos os ocupantes sofreram lesões fatais.


3.2.Fatores contribuintes.

- Características da tarefa - indeterminado.

As operações em Paraty, RJ, demandavam que os pilotos se adaptassem à rotina dos operadores, o que era característico da aviação executiva. Além disso, entre os operadores, possivelmente por desconhecimento dos requisitos mínimos de operação em SDTK, perdurava o reconhecimento e a valorização dos pilotos que efetuavam o pouso mesmo em condições meteorológicas adversas. 

Embora não houvesse indícios de pressão externa por parte do operador, essas características presentes na operação em Paraty, RJ, podem ter favorecido a pressão autoimposta por parte do piloto, levando-o a operar com margens reduzidas de segurança.
- Condições meteorológicas adversas - contribuiu.

No momento do impacto da aeronave, havia chuva com potencial de precipitação da ordem de 25 mm/h, abrangendo a região da Baía de Paraty, e a visibilidade horizontal era de 1.500m. Tal visibilidade horizontal estava abaixo da mínima requerida para operações de pouso e decolagem sob VFR.

Uma vez que o aeródromo de SDTK permitia, unicamente, operações sob regras de voo VFR, as condições meteorológicas se mostraram impeditivas para a operação dentro dos limites mínimos de segurança requeridos.

- Cultura do grupo de trabalho - contribuiu.

Entre os membros do grupo de pilotos que realizava voos rotineiros para a região de Paraty, RJ, havia uma cultura de reconhecimento e valorização daqueles que operavam sob condições adversas, em detrimento dos requisitos estabelecidos para a operação VFR. Esses valores compartilhados promoveram a adesão a práticas informais e interferiram na percepção e na adequada análise dos riscos presentes na operação em SDTK.

- Desorientação - indeterminado.

As condições de baixa visibilidade, de curva à baixa altura sobre a água, somadas ao estresse do piloto e, ainda, às condições dos destroços, os quais não evidenciaram qualquer falha que pudesse ter comprometido o desempenho e/ou a controlabilidade da aeronave, indicam que o piloto muito provavelmente teve uma desorientação espacial que acarretou a perda de controle da aeronave. 

- Estado emocional - indeterminado.

Por meio da análise dos parâmetros de voz, fala e linguagem, foram identificadas variações no estado emocional do piloto que evidenciaram indícios de estresse nos momentos finais do voo. O elevado nível de ansiedade do piloto pode ter influenciado a sua decisão de realizar nova tentativa de aproximação para o pouso, sob condições meteorológicas adversas, e ter contribuído para a sua desorientação.

- Ilusões - indeterminado.

As condições de voo enfrentadas pelo piloto favoreceram a ocorrência da ilusão vestibular por excesso de “G” e da ilusão visual de terreno homogêneo. Tais ilusões provavelmente tiveram, como consequência, a sensação do piloto de que o ângulo de inclinação estava se reduzindo e de que ele se encontrava em uma altura acima da real.
 
Essas sensações podem ter levado o piloto a tentar corrigir, equivocadamente, as condições as quais estava experimentando. Assim, a grande inclinação de asas e o movimento em descida, observados no momento do impacto da aeronave, provavelmente são consequência dos fenômenos das ilusões.

- Processo decisório - contribuiu.

As condições meteorológicas presentes em SDTK resultaram em restrições de visibilidade que eram impeditivas ao voo sob regras VFR. Nesse contexto, a realização de duas tentativas de aproximação para o pouso denotou uma inadequada avaliação sobre as condições mínimas requeridas para a operação no aeródromo.


Sobre Teori Zavascki



Teori tomara posse em 29 de novembro de 2012 na Suprema Corte para assumir a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Cezar Peluso. Antes, cumpriu uma trajetória brilhante no Superior Tribunal de Justiça, entre 2003 e 2012, e no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, o qual presidiu no biênio de 2001 a 2003.

Sua carreira jurídica e acadêmica foi construída no Rio Grande do sul, embora fosse natural de Faxinal dos Guedes, Santa Catarina, nascido a 15 de agosto de 1948. Teori era viúvo, pai de três filhos e gremista apaixonado, clube no qual atuou como conselheiro.

No STF, foi o relator de um dos casos mais complexos e notórios do Tribunal, os processos da operação "lava jato", mas não foram só eles. Segundo dados apresentados na memória jurisprudencial do ministro Teori Zavascki, entre 2013 e 2016 ele julgou como relator 2.203 casos no STF.

Mas surgiram ainda 60 casos de 2017 a 2019 que estavam sob sua relatoria, sobre os quais já havia proferido voto, que foram julgados após a sua morte. Com isso foi um total de 2.263 casos julgados no Supremo Tribunal Federal.

Toda a trajetória do ministro Teori Zavascki, desde os tempos em que começou como advogado, trabalhou e dedicou grande parte da vida ao magistério e à magistratura até sua precoce morte, em 19 de janeiro de 2017.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com g1, Estadão, Folha de S.Paulo, Wikipedia.

Avião de pequeno porte cai em cima de galpão de oficina em Guarapari, no Espírito Santo

As primeiras informações são de que, na aeronave, estava apenas um piloto, que ficou preso às ferragens. Ele teve ferimentos leves.

(Foto: Fernando Madeira / Rede Gazeta)
O avião de pequeno porte Tecnam P92 Echo MkII, prefixo PS-PND, da Hangar Vinte Ltda., caiu em um galpão de uma oficina mecânica na manhã desta segunda-feira (19), em Guarapari. A aeronave era particular e estava apenas com o piloto, que ficou preso às ferragens, mas teve apenas ferimentos leves. Os Bombeiros foram acionados.

O acidente aconteceu no bairro Jardim Boa Vista, logo abaixo do morro da Prefeitura de Guarapari. 


O piloto informou que realizou um pouso forçado no local e estava apenas com um leve ferimento na mão. Ele não quis ser levado para uma unidade de saúde, e os Bombeiros realizaram apenas um curativo na ferida.

Segundo informações do Aeroporto de Guarapari, a aeronave é particular e caiu logo após decolar da pista. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência por volta das 7h30.

De acordo com corporação, ao cair, o avião se chocou contra um galpão. Quando os militares chegaram ao local, constataram que o piloto já havia saído do avião.


A queda aconteceu próximo à Rodovia do Sol, que é bastante movimentada. Com a queda, parte do teto do galpão ficou destruído, com a cobertura derrubada.

Uma moradora do bairro contou sobre o acidente. "Eu estava tomando café quando vi um barulho muito forte. A gente já tá acostumado a ouvir barulho de avião porque moramos aqui perto do aeroporto, mas nunca tinha visto uma situação dessa. E olha que já moro aqui há muitos anos", contou.

(Foto: Viviane Lopes/TV Gazeta)
A aeronave é considerada nova e possui aproximadamente 300 horas de voo. Informações preliminares indicam que estava regular.

O Aeroporto de Guarapari informou que segue apurando a situação e que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já foi acionado e iniciou a apuração do caso.

A Defesa Civil Municipal esteve no local da queda de uma aeronave e realizou a avaliação técnica de risco da estrutura atingida. Após a vistoria, a equipe constatou que não há risco estrutural ao imóvel, não sendo necessária a interdição do local. As atividades na área seguem normalmente.

Via g1, Metrópoles, ASN e ANAC

Três pessoas morrem em queda de helicóptero em Guaratiba, Zona Oeste do Rio

Segundo os bombeiros, a aeronave caiu em uma área de mata, na altura da Avenida Levy Neves esquina com Rua Tasso da Silveira.


O helicóptero Robinson R44 Raven II, prefixo PS-GJS, caiu na manhã deste sábado (17) em Guaratiba, Zona Oeste do Rio. As três pessoas que estavam na aeronave morreram na queda.

Segundo os bombeiros, a aeronave, um modelo Robinson R44 II prefixo PS- GJS, caiu em uma área de mata, na altura da Avenida Levy Neves esquina com Rua Tasso da Silveira. A corporação foi acionada às 9h55 depois que pessoas chegaram ao local e avisaram.

Segundo testemunhas, o helicóptero teria decolado do hangar da Helimar/Heli-Rio, no Recreio e, antes da queda, passou no Clube Céu, em Sepetiba, onde realizou manobras de instrução.


Depois, houve uma troca de piloto e a aeronave subiu novamente. O helicóptero ainda realizava manobras, em um procedimento conhecido como circuito, quando desapareceu. Segundo a polícia, a aeronave tinha passado recentemente por manutenção.

Por volta das 14h, as equipes de resgate ainda tentavam resgatar os corpos. Helicópteros e viaturas da corporação estavam posicionadas em um descampado perto da mata, como mostraram imagens do Globocop.


Em nota, a Helimar/Heli-Rio afirmou que apenas sabiam que a aeronave era privada e que não possuía nenhum contrato com a empresa.

Saiba quem são as vítimas do acidente:
  • Sérgio Nunes Miranda, Major da Força Aérea Brasileira (FAB)
  • Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros, que pilotava a aeronave
  • Diego Dantas Lima Morais, instrutor de voo
Os três mortos no acidente são: Lucas Souza, Diego Dantas e Sérgio Nunes (Fotos: Reprodução)
Uma das vítimas é o capitão do Corpo de Bombeiros Lucas Silva Souza, que estava pilotando a aeronave no momento do acidente. Ele completou 5 anos como capital da corporação em dezembro.

Em julho do ano passado, um artigo científico sobre segurança jurídica na tomada de decisão em missões aeromédicas, produzido pelo capitão Lucas Souza, foi premiado no 3º lugar no Congresso Aeromédico (CONAER 2025), o principal congresso técnico do país voltado à aviação pública.

Outra vítima é o major da Força Aérea Brasileira (FAB) Sérgio Nunes. Em suas redes sociais, o major contava com mais de 30 mil seguidores, onde comentava sobre aviação e falava sobre o Projeto Semeando o Amanhã, em que era coordenador. A ONG atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social da Comunidade do Guarda, no Rio.

O único civil entre os mortos é o instrutor de voo Diego Dantas Lima Morais.


Em nota, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do capitão Lucas Silva Souza, "dedicado piloto do Grupamento de Operações Aéreas (GOA)".

"Ao longo de sua trajetória na Corporação, Lucas destacou-se pelo profissionalismo, pela ética e pelo compromisso com a missão de salvar vidas. Sua competência, seu zelo pela profissão e, principalmente, seu amor por voar vão ecoar para sempre na memória de todos que tiveram a honra de conviver com ele. Neste momento de profunda dor, o CBMERJ se solidariza com os familiares, amigos e companheiros de farda, manifestando suas mais sinceras condolências".

A Força Aérea Brasileira (FAB) também se manifestou por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). "A Instituição lamenta profundamente o ocorrido e reforça que está prestando todo o apoio necessário à família do militar".


À tarde, a Aeronáutica informou que investigadores da força já analisam o caso. Veja a nota:

"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, neste sábado (17/01), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) — órgão regional do CENIPA, com sede no Rio de Janeiro (RJ) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PS-GJS em Guaratiba (RJ).

Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.

Em breve, a ocorrência estará disponível para consulta no Painel SIPAER do CENIPA, acessível pelo site do Centro. Clique no menu “Ocorrências” e, em “Filtros de Pesquisa”, informe a matrícula da aeronave no campo “Matrícula”.

A conclusão dessa investigação ocorrerá no menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes. Ao término das atividades, o Relatório Final SIPAER será publicado no site do CENIPA, acessível a toda a sociedade.

O CENIPA destaca que somente se pronuncia oficialmente sobre os resultados de suas investigações por meio da publicação do Relatório Final SIPAER, conforme disposto no art. 88-H da Lei nº 7.565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica – CBA)."

Nota da Helimar/Heli-Rio:

"A informação que temos é que se tratava de uma aeronave privada, que não possuía nenhum contrato conosco. Não temos mais informações até o presente momento "


Via g1 e ASN