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Havia duas pessoas na aeronave. Queda ocorreu na tarde desta segunda-feira.
A aeronave de pequeno porte Piper PA-31T Cheyenne II, prefixo PT-ODR, da empresa Srlumi Participações Ltda., caiu na restinga da praia de Navegantes, no Norte de Santa Catarina, na tarde desta segunda-feira (6). Segundo o Corpo de Bombeiros, havia dois homens no avião, que foram socorridos em estado grave e não tiveram os nomes divulgados.
(Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação)
A queda ocorreu na Meia Praia, nas proximidades do aeroporto da cidade. O local foi isolado por causa de vazamento de combustível, conforme os socorristas, já que havia risco de explosão e incêndio.
O acidente aconteceu pouco depois das 15h. Trata-se de uma aeronave bimotora. A queda ocorreu entre a areia da praia e a rua, sobre a restinga.
Inicialmente, os bombeiros fizeram o combate ao incêndio no avião, enquanto outra equipe e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) faziam o socorro dos feridos. Juntamente com um time do aeroporto, foi priorizada a retirada dos ocupantes da aeronave do local da queda.
Copiloto - estava fora da aeronave, consciente, porém confuso. Tinha ferimentos no rosto. Após avaliação, foi imobilizado em maca e conduzido ao hospital.
Piloto - ainda estava dentro do avião e foi atendido pelo SAMU. Após ser retirado da aeronave, foi colocado em prancha rígida e levado ao hospital. Conforme os bombeiros, ele tinha um quadro clínico mais grave, com suspeita de traumatismo cranioencefálico.
Os hospitais não divulgaram informações sobre o estado de saúde atual dos ocupantes do avião.
O Aeroporto Internacional de Navegantes informou que a aeronave decolou do Aeroporto Costa Esmeralda, em Porto Belo, também no Litoral Norte catarinense. O destino era o Aeroporto de Bacacheri, em Curitiba.
(Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação)
Além disso, o aeroporto disse por nota que acionou às 15h12 a estrutura de resposta à emergência para o atendimento ao acidente.
"Todos os protocolos previstos para situações dessa natureza foram prontamente adotados, com o emprego dos recursos necessários e a adoção das medidas operacionais cabíveis, de forma a preservar os padrões de segurança e assegurar a continuidade das operações aeroportuárias", informou o aeroporto em nota.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou por nota que foi acionado e vai apurar as causas da queda.
Mariana Kupfer abre o coração neste papo com o Lito e conta como o acidente aéreo de Gramado impactou profundamente a vida da filha dela, que perdeu uma das melhores amigas na tragédia e passou a desenvolver medo de voar. Em uma conversa muito humana e emocionante, eles falam sobre trauma, ansiedade, turbulência, saúde mental na adolescência, maternidade e o impacto psicológico que um acidente pode causar mesmo em quem nunca esteve dentro do avião. Lito também explica de forma simples por que turbulência não derruba aviões, como funciona o medo de voar, o que realmente acontece durante uma turbulência forte e como a aviação trabalha com segurança todos os dias. Um episódio forte, sensível e necessário sobre medo, superação e aviação.
Acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria. Bombeiros foram mobilizados para atender a ocorrência.
(Foto: Reprodução)
O avião Embraer EMB-810D Seneca III, prefixo PT-WYQ, da Amapil Táxi Aéreo Ltda., caiu na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) confirmou o acidente e mobilizou equipes de resgate para o local.
O piloto era Henrique Martin. Ele deixa a mulher e uma filha. Nas redes sociais, ele usava a frase “o mundo da aviação” para definir os conteúdos que publicava sobre a rotina como piloto.
Henrique Martin morreu na queda do avião em Campo Grande (Foto: Rede sociais/Reprodução)
A segunda vítima do acidente é a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, especialista em tamanduá-bandeira e que atuava no Pantanal há mais de 20 anos.
Lydia também era jornalista da Alemanha, zoóloga e guia da natureza. Na quinta-feira (2), ela publicou em sua rede social um vídeo da janela de um avião, enquanto saía do Rio de Janeiro. “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu.
Lydia Theresia Möcklinghoff, a segunda vítima, já esteve no Pantanal em anos anteriores (Reprodução, Redes Sociais)
A pesquisadora tinha um podcast sobre o mundo selvagem dos animais e publicou em sua rede social alguns registros do Pantanal. Inclusive, ela esteve no Pantanal em 2024.
Em 2018, Lydia publicou que estava fazendo um estudo de papa-formiga/câmera no Pantanal. “Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar, quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã.
Segundo as primeiras informações da corporação, a aeronave havia saído do aeródromo e tentou pousar em uma pista privada. A suspeita inicial é de que o piloto tenha buscado uma alternativa por causa da baixa visibilidade provocada pela neblina que cobriu a capital durante a manhã. O difícil acesso ao local da queda tem dificultado a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros.
A suspeita é que a aeronave tivesse como destino o Pantanal de Mato Grosso do Sul. A aeronave é utilizada em voos executivos, táxi aéreo, treinamento e deslocamentos regionais.
O avião é considerado apto a operar em dias nublados, desde que esteja equipado para voo por instrumentos e seja conduzido por piloto habilitado. Nessas condições, o piloto não depende apenas da visão externa, usando os instrumentos da cabine para manter altitude, direção, velocidade e navegação.
A reportagem entrou em contato com a Amapil, empresa de táxi aéreo citada nos relatos sobre a aeronave. Em conversa com o setor comercial, Jordeli Santana afirmou que ainda buscava informações sobre o caso.
“Também não tenho informação ainda, estou chegando no aeroporto para saber, não tenho 100% de certeza ainda”, disse.
Posteriormente, na sede da empresa, a Amapil informou que a aeronave teria como destino o Pantanal. Segundo a empresa, equipes tentam contato com a central na região para confirmar se houve pouso, mas ainda não obtiveram retorno.
⚠️Campo Grande amanheceu sob forte neblina nesta sexta-feira (3). A umidade causada pelo fenômeno deixou ruas e avenidas molhadas, além de comprometer a visibilidade em diferentes pontos da cidade. Há suspeita de que o piloto tenha buscado outra pista devido às condições que encobriram a capital durante a manhã.
Pessoas que trabalham em um hangar da pista privada relataram ter ouvido uma explosão pouco antes da confirmação da queda da aeronave.
O proprietário do Hangar Aero Rural, Éder Corrêa, relatou ter ouvido o barulho de aeronave por volta das 6h30, quando ainda dormia. Segundo ele, houve um impacto forte o suficiente para ser sentido no local.
“Ainda não há notícia nenhuma, não têm nenhum norte, nenhuma previsão até agora. Por causa dessa neblina, eles também estão à procura, buscando qualquer informação que possa trazer algum direcionamento”, afirmou.
Éder disse ainda acreditar que houve uma queda, embora não tenha visto a aeronave.
“Se tivesse explodido e pegado fogo, acho que teria fumaça muito forte. A fumaça de aviação é bem ardida. Se fosse alguma coisa próxima daqui, com certeza a gente teria visto”, relatou.
“Tenho certeza de que caiu. Eu estava deitado e balançou onde eu estava. Chegou a tremer. Eu estava dormindo aqui embaixo”, completou.
Ainda segundo Éder, a informação que chegou até ele é de que a aeronave seria da Amapil e teria saído do Aeroporto Santa Maria. Ele, no entanto, ressaltou que não pode confirmar oficialmente a versão.
“Segundo me passaram, foi um táxi aéreo Piper Seneca que caiu. Não posso confirmar, mas a aeronave decolou do Santa Maria e caiu. Sem dúvida alguma houve uma queda, eu estava aqui no local, eu senti o balanço. O Piper Seneca é uma aeronave apta para voar”, disse.
O dono de outro hangar que também conversou com a reportagem, relatou ter ouvido dois aviões decolando na manhã desta sexta-feira, um Piper Seneca e um Pilatus, mas afirmou não saber se uma dessas aeronaves é a que pode ter caído.
O avião caiu em uma área próxima ao condomínio Terras do Golfe. Duas equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local, além de uma unidade de resgate e uma viatura de combate a incêndio.
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o número de ocupantes da aeronave, o estado de saúde das vítimas nem as causas do acidente. As circunstâncias da queda serão investigadas pelas autoridades competentes.
Avião que matou pesquisadora alemã ficou apenas 5 minutos no ar e neblina pode ter comprometido pouso
Atualização (04/07/2026)
Avião que matou pesquisadora alemã ficou apenas 5 minutos no ar e neblina pode ter comprometido pouso.
Delegado afirma que a principal hipótese é de que o mau tempo provocou desorientação espacial no piloto; Corpo de Bombeiros afirma que avião permaneceu apenas cinco minutos no ar antes de cair.
O avião que caiu e matou a pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff e o piloto Henrique Martin, em Campo Grande, permaneceu apenas cinco minutos no ar antes da queda, segundo o Corpo de Bombeiros. A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é que a forte neblina registrada na manhã desta sexta-feira (3) tenha dificultado uma tentativa de pouso e contribuído para o acidente.
"A suspeita inicial é que em razão do mal tempo foi o que provocou essa queda, só que a gente precisa seguir nos levantamentos. Vai precisar ser analisada a parte mecânica da aeronave, só que pra isso a gente precisa do Cenipa, a aeronáutica precisa estar acompanhando", afirmou o delegado Sam Suzumura, responsável pelo caso.
O laudo da Polícia Civil deve sair em 10 dias. As causas do acidente também serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que deve chegar ao local neste sábado (4).
O delegado afirmou ainda, que a principal hipótese é que o piloto tenha sofrido desorientação espacial por causa das condições climáticas.
"Inclusive na hora que as buscas começaram pelo Corpo de Bombeiros estava muita cerração, então é possível que no momento do início do voo estava uma condição pior ainda. As condições climáticas podem ter provocado uma desorientação espacial no piloto, é possível."
⚠️ Campo Grande amanheceu com forte neblina nesta sexta-feira (3). A umidade provocada pelo fenômeno deixou ruas e avenidas molhadas e reduziu a visibilidade em vários pontos da cidade. Há a suspeita de que o piloto tenha tentado pousar em outra pista por causa das condições meteorológicas.
O delegado informou ainda que a empresa responsável pela aeronave está regularizada, e disse que ainda não há informações sobre a experiência do piloto nem sobre o plano de voo.
Pesquisadora alemã era referência no estudo do tamanduá-bandeira
A pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff estava entre as vítimas do acidente.
Lydia Möcklinghoff, pesquisadora alemã especialista em tamanduás-bandeira (Foto: Redes sociais)
Zoóloga, ecóloga tropical, escritora e divulgadora científica, Lydia era reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o tamanduá-bandeira no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ela realizava pesquisas de campo na região desde o fim dos anos 2000 e foi uma das primeiras cientistas a acompanhar o comportamento da espécie em estudos de longa duração na natureza.
Entre os destroços da aeronave, foram encontrados exemplares de um livro escrito por ela em alemão. A obra tem o título "Ich glaub, mein Puma pfeift: Als Forscherin im reichsten Tierparadies der Welt", que pode ser traduzido como "Não dá para acreditar no que vejo: a vida de uma pesquisadora no paraíso animal mais rico do mundo".
No livro, Lydia relata a experiência de viver em uma fazenda no Pantanal brasileiro enquanto realizava pesquisas de campo sobre o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).
Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto, de 74 anos, teve corte no joelho esquerdo, contusão na cabeça e escoriações nas mãos. A corporação acredita que o avião teve problemas durante a decolagem.
O avião de pequeno porte Cirrus SR22 G2, prefixo PR-RRC, da R&F Participações Ltda., pegou fogo neste domingo (28) após cair em uma fazenda na zona rural de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto, de 74 anos, teve um corte no joelho esquerdo, uma contusão na cabeça e algumas escoriações nas mãos. A corporação acredita que o avião teve problemas durante a decolagem.
O acidente aconteceu por volta das 13h. De acordo com os bombeiros, a aeronave era ocupada apenas pelo piloto. A equipe aeromédica da corporação prestou os primeiros socorros e transportou o piloto para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
(Fotos: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
"Aparentemente ele tentou decolar e teve um problema na decolagem e aí caiu. O piloto teve ferimentos leves, foi retirado do avião e encaminhado pelo helicóptero dos bombeiros para Goiânia", informou a corporação.
O nome do piloto não foi divulgado e, por isso, o g1 não conseguiu atualizar o seu estado de saúde até a última atualização desta matéria.
(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto é o dono da fazenda em que o avião caiu. As equipes seguem na ocorrência para apurar as causas do acidente. O Centro de Operações Aéreas dos bombeiros foi acionado e um helicóptero foi enviado ao local. Os militares combateram as chamas.
As equipes de combate a incêndio trabalharam no local para garantir que as chamas provenientes do acidente não se alastrassem pela propriedade rural.
Menino de 5 anos foi quem viu avião pilotado por empresário cair em fazenda, pediu socorro e foi 'herói', diz pai
Menino de 5 anos viu avião caindo em Goiás e avisou o pai (Fotos: Reprodução/TV Anhanguera)
Um menino de 5 anos foi quem viu o avião pilotado por um empresário cair em uma fazenda em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Em entrevista à TV Anhanguera, Welton José da Rocha, que é pai do menino e ajudou o piloto, disse que não escutou a queda do avião e não teria percebido o acidente com a rapidez necessária se não fosse pelo filho (veja o vídeo aqui).
“Meu menininho foi mais herói ainda, porque avisou. Se não fosse ele, eu não ia nem ver, porque nós estávamos lá dentro da casa forrada, onde não dá para escutar nada”, disse ele.
Welton é caseiro da fazenda, que é do empresário que pilotava o avião. De acordo com ele, o filho avisou que um avião havia caído, mas ele não acreditou de imediato “Eu falei: ‘Deixa de mentira’, mas quando eu olhei e vi, saí correndo”, contou.
“Eu tentei abrir a porta e não consegui. Enquanto eu estava mexendo, ele [o piloto] mexeu na porta e ela abriu. Aí eu e meu cunhado o arrastamos para fora, mas só deu tempo de tirar ele e começou o fogo”, relatou.
Em 28 de junho de 1984, a aeronave Embraer EMB-110C Bandeirante, prefixo PP-SBC, da TAM Transportes Aéreos Regionais (foto abaixo), operava um voo da cidade do Rio de Janeiro com destino a cidade de Macaé, no mesmo estado.
O avião decolou do Aeroporto do Galeão, na cidade do Rio de Janeiro, às 08h34 hs, para um voo de 40 minutos com destino a Macaé, também no estado do Rio, com dois tripulantes e 16 passageiros.
O avião PP-SBC (Foto via aeroportodemacaerjsbme.blogspot.com.br)
O avião havia sido fretado pela Petrobras para levar quatorze funcionários de quatro canais de televisão brasileiros para Macaé. De lá, eles iriam embarcaram em um helicóptero visitar algumas plataformas de petróleo off-shore na Bacia de Campos, onde fariam reportagens sobre o recorde atingido - no dia anterior - de 500 mil barris diário de petróleo explorado no Brasil.
O comandante Edison Ferreira da Silva fora baseado em São Pedro da Aldeia (RJ) ao tempo em que servira à Força Aérea Brasileira como jovem oficial aviador, após concluir o Curso de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica. Seu copiloto era Carlos Augusto Videira.
Entre os jornalistas, encontravam-se Luiz Eduardo Lobo, de 27 anos, que cobrira a Guerra das Malvinas para a TV Globo, Maria D’Ajuda Medeiros dos Santos, da TV Educativa, e Ulisses Madruga, da TV Manchete, todos profissionais bastante conhecidos do público por apresentarem telejornais.
Ao ser informado de que Macaé passara a operar por referências visuais, Edison cancelou o plano de voo por instrumentos e informou à estaçãorádio local que prosseguiria de acordo com as regras de voo visual (VFR). Foi a última mensagem do PP-SBC.
Por volta das 9 horas daquela manhã, o bimotor colidiu na vertente sul do Morro de São João, numa fazenda do Distrito de Barra de São João, no município de Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro, que se eleva a 400 metros de altitude e a um quilômetro do litoral, entre as cidades de Barra de São João e Rio das Ostras.
Descendo visual, o avião penetrou na nuvem que encobria o único morro existente em toda a rota. Sem visibilidade, esperando a qualquer momento retomar o contato visual com o terreno, confiante na inexistência de obstáculos significativos na rota que tanto percorrera anteriormente – o Morro de São João destacava-se, isolado, na paisagem –, Edson entrou voando no morro.
O avião penetrou na mata, colidiu violentamente com o solo e explodiu, desfazendo-se em pedaços. Todos a bordo morreram instantaneamente. Apenas o corpo do copiloto Videira foi poupado das chamas. Expelido da cabine pelo impacto, foi localizado sobre os galhos de uma árvore.
Todos os 18 ocupantes morreram. Entre as vítimas estava o piloto Edson Ferreira da Silva, o copiloto, Carlos Augusto Videira e dois funcionários da Petrobras, Mário Saldanha Filho, 40 anos, e Samuel Pinto Simão, 34 anos.
Da Rede Globo, morreram o repórter especial Luís Eduardo Carneiro Lobo, o "Lobinho", de 27 anos; Dario Duarte da Silva, cinegrafista, 28 anos; o cinegrafista Jorge Antonio Leandro, de 46 anos, e Lewy Dias da Silva, operador de vídeo-tape, 21 anos.
Da TV Manchete, morreram o repórter Ulisses Madruga, 29 anos, o cinegrafista Luis Carlos Martins Viana, 33 anos, e o auxiliar de externa, Jorge da Silva Santos, de 26 anos. Um outro funcionário da TV Manchete estava no voo, mas na equipe da TV Educativa, de onde era também funcionário: Ivan dos Santos Cardoso, 27 anos, cinegrafista.
No grupo da TV Educativa estavam a repórter Maria da Ajuda Medeiros dos Santos, 39 anos; o cinegrafista Ivan dos Santos Cardoso e o operador de áudio Jorge Coelho, de 34 anos.
Da TV Bandeirantes morreram a repórter Regina Célia Santana Dias, 28 anos; o cinegrafista Geraldo Ferreira Veloso, 31 anos; e Luis Carlos de Souza, 23 anos, auxiliar de externa.
Folha de S. Paulo, 29.06.1984
Macaé rapidamente veio a se transformar na maior base de operações offshore do Brasil. Seu aeroporto foi dotado de auxílios à navegação e aproximação para atender à demanda da Petrobrás, pois a Bacia de Campos passou a responder pela maior parte da produção nacional de petróleo. A TAM aperfeiçoou sua cultura operacional, renovou totalmente sua frota e se expandiu nacional e internacionalmente, vindo a conquistar a liderança do mercado doméstico brasileiro de passageiros.
Por Jorge Tadey da Silva (Site Desastres Aéreos) com ASN, Wikipédia e informações do livro "O Rastro da Bruxa", de Carlos Ari César Germano da SIlva
No dia 23 de setembro de 1981, Santa Catarina foi palco de uma das coincidências mais impressionantes da aviação brasileira: dois aviões Piper Navajo – o EEQ e o JYG – caíram em condições meteorológicas semelhantes, com poucos minutos e quilômetros de diferença entre eles.
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Em 24 de junho de 1960, o voo 435 da Real Aerovias caiu na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, matando todas as 51 pessoas a bordo. Apesar de ser um dos desastres aéreos mais mortais da história da região, o caso permanece sem solução e praticamente esquecido. Este vídeo examina o caso do voo 435, seu contexto e o que pode ter causado a queda.
O Voo 435 da REAL Transportes Aéreos, ligando Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, caiu misteriosamente nas águas da Baía de Guanabara, próximo à Ilha dos Ferros, em 24 de junho de 1960.
O Convair 340, prefixo PP-YRF (foto abaixo), foi fabricado em 1951, por encomenda da United Airlines, que desejava uma fila adicional de 4 assentos. A aeronave acidentada foi fabricada em 1954, tendo recebido o número de série 191. Em 1958, foi adquirida pela REAL Transportes Aéreos, recebendo a matrícula PP-YRB, e foi avaliada na época em US$ 500.000.
O voo 435 da REAL Transportes Aéreos decolou às 17h22 do dia 24 de junho de 1960, do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, transportando 5 tripulantes e 49 passageiros, pilotado pelo Capitão João Afonso Fabrício Belloc.
O voo transcorreu sem incidentes até a aproximação ao Aeroporto Santos Dumont. Por volta das 18h43, o Capitão Belloc informou ao ponto de controle NDB da Ilha dos Ferros que estava iniciando os procedimentos de pouso. Chovia forte no Rio de Janeiro.
Essa foi a última comunicação da aeronave com o Controle de Aproximação do Rio de Janeiro (APP-RJ). Após o desaparecimento do Convair 340 dos radares, uma busca foi iniciada pelo Serviço de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira e por diversas embarcações públicas e privadas.
Parte dos destroços do Convair foi localizada por uma embarcação do estado de Guanabara à 1h15 da manhã do dia 25 de junho. Poucos corpos puderam ser identificados devido à violência do acidente, o que sugeriu a hipótese de uma explosão a bordo. No entanto, os exames dos destroços não revelaram quaisquer vestígios de incêndio ou explosão a bordo.
Após a notícia do acidente, algumas testemunhas se apresentaram, incluindo Cabo Ramos, responsável pela manutenção do NDB na Ilha dos Ferros. Segundo o relato do militar, ele ouviu o som de uma aeronave voando baixo (identificando o ruído característico do Convair) sobre a ilha e correu para a janela de seu alojamento. Antes que pudesse chegar lá, ouviu um baque surdo de um objeto caindo nas águas da Baía de Guanabara. Ele esperou para ouvir gritos de socorro, ver algum clarão, ouvir uma explosão, etc. Como não ouviu nada, retornou ao interior do alojamento. Foi somente com o som de barcos de resgate durante a madrugada que ele tomou conhecimento do acidente.
Vista lateral do motor Pratt & Whitney R-2800 usado no Convair 340. O motor direito da aeronave da REAL foi encontrado sem a hélice e a parte frontal (metade esquerda da foto)
Apesar dos esforços dos investigadores, a causa do acidente nunca foi descoberta. Apenas uma parte dos destroços da aeronave foi recuperada; além disso, a aeronave não estava equipada com gravadores de voo ou caixas-pretas, itens que existiam apenas em aeronaves a jato daquela época.
Explosão a bordo (descartada após exame dos destroços);
Abertura acidental da porta traseira direita durante o voo, que, arrancada pelo vento, atingiu o motor direito (caso descartado após a porta ter sido encontrada com as fechaduras intactas);
Danos causados por um agente desconhecido (colisão com pássaro, defeito no motor, etc.) no motor direito, encontrado sem a parte frontal e sua hélice (descartado devido à impossibilidade de determinar se a falta de parte do motor e da hélice foi resultado de impacto nas águas da Baía de Guanabara ou de problemas com o respectivo motor).
O avião caiu na Ilha dos Ferros, espalhando destroços pela ilha e no mar, com as buscas pelos destroços continuando até 6 de julho. Alguns destroços foram encontrados na região da Ilha de Paquetá. O acidente contribuiu para o declínio da Real Transportes Aéreos , que foi adquirida pela Varig no ano seguinte.
O acidente também motivou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito pela Câmara dos Deputados, com o objetivo de investigar as causas do elevado número de acidentes aéreos no país naquela época. A CPI foi presidida pelo deputado Miguel Antônio Bahury, cuja esposa, Maria, havia falecido na queda do voo 435 da REAL. Ironicamente, o deputado Bahury também faleceu cerca de 3 anos depois na queda do voo 144 da Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, operado por outro Convair 340, próximo ao Aeroporto de São Paulo-Congonhas.
Acidente de 1997 aconteceu com Fokker 100 da TAM (Foto: Pedro Aragão via Wikimedia Commons)
Há quase 26 anos, um homem morreu ao ser ejetado de um voo da TAM após uma explosão no interior da aeronave. Ninguém foi punido pelo caso: dias após o acidente, o principal suspeito de ter colocado uma bomba no avião, um passageiro, foi atropelado e o processo, suspenso.
O que aconteceu?
O acidente aconteceu em 9 de julho de 1997. O vôo 283, com um Fokker 100, seguia de Vitória (ES) para São Paulo (SP), com uma parada em São José dos Campos.
Uma explosão enquanto a aeronave voava a 2.400 metros de altitude abriu um buraco na fuselagem, que causou uma despressurização repentina. O estrondo foi causado pela explosão criminosa de uma bomba.
Com isso, o engenheiro Fernando Caldeira de Moura, de 38 anos, foi ejetado da aeronave. Seu corpo caiu em uma propriedade agrícola no no bairro de Tijuco Preto, na cidade de Suzano, na Grande São Paulo. Além dele, outras nove pessoas ficaram feridas.
O avião fez um pouso de emergência no Aeroporto de Congonhas dez minutos após a explosão.
A agricultora Maria Aparecida da Costa colhia repolhos a cem metros do local da queda do corpo de Moura e foi responsável por acionar a polícia. Ela contou ao jornal Folha de S. Paulo na época do acidente que ouviu uma explosão e viu algo que fazia "um grande chiado" e que "parecia uma bomba" caindo de um avião. "Quando em aproximei, pensei que fosse um boneco, não havia sangue em volta", acrescentou.
No local onde Moura caiu, foi aberto um buraco de um metro de diâmetro e 30 centímetros de profundidade. Num raio de 300 metros da área, foram encontrados pedaços do avião.
Ainda segundo notícias da época, foi diagnosticado politraumatismo na vítima. As fraturas mais fortes aconteceram nas costas e na região do glúteo — e não havia marcas de cinto de segurança.
Caso foi solucionado?
Na época, uma das hipóteses levantadas foi de atentado a bomba. Após investigações, a Polícia Federal e o Ministério Público apontaram o professor Leonardo Teodoro de Castro como o principal suspeito pela explosão dentro do avião — tanto pela colocação da bomba, como pela morte de Moura e pelos danos materiais causados.
No entanto, três dias após sobreviver, Castro sofreu outro acidente. Ele foi atropelado por um ônibus na Avenida Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.
Após o acidente, o professor ficou em estado vegetativo, segundo seu advogado. Com base em seu estado de saúde, o processo pela autoria da explosão no Fokker 100 foi suspenso por período indefinido.
Já em março de 2021, a juíza federal Cristiane Farias Rodrigues dos Santos declarou extinta a punibilidade de Castro, "pelo reconhecimento da prescrição, após, igualmente, ter sido declarado portador de doença mental superveniente."
O avião de pequeno porte Cessna A188B AGtruck, prefixo PR-CEM, da P H S Morandi Serviços de Piloto Ltda., caiu em uma área rural na região de Marialva na manhã desta segunda-feira, 22. A queda aconteceu próximo à estrada Jaguaruna, entre os distritos de São Luiz e Aquidabã – veja o vídeo acima.
O Samu Aéreo se deslocou para o local para prestar atendimento. Apenas o piloto ocupava o avião. Ele foi encaminhado ao Hospital Bom Samaritano de Maringá, com ferimentos leves e sem risco de vida.
Segundo os socorristas, o piloto relatou que o avião agrícola sofreu uma pane enquanto sobrevoava a região e, então, optou por um pouso de emergência. O piloto conseguiu sair da aeronave por meios próprios, mas os socorristas optaram por encaminhá-lo ao hospital.
Novembro de 1961. Um Douglas DC-7C da Panair do Brasil se aproxima do Recife depois de 12 horas cruzando o Atlântico. A pista estava autorizada. O tempo, bom. Os pilotos, experientes. Mas cinco pontos de obstáculo que deveriam estar iluminados naquela noite sem lua... quase nenhum estava. Este é o Voo da Amizade, e a história de como a escuridão e um padrão de pouso não convencional se encontraram no pior momento possível.
Em 17 de junho de 1975, o avião Hawker Siddeley HS-748-235 Srs. 2A, prefixo PP-VDN, da VARIG (foto acima), operava o voo 236, que partiu às 7h05min de São Paulo, com destino a Belém, no estado do Pará, com escalas nas cidades de Porto Nacional e Pedro Afonso, ambas – na época – no estado de Goiás.
Após o embarque de mais cinco passageiros, o avião de prefixo PP-VND, decolou do Aeroporto de Pedro Afonso, às margens do Rio Tocantins, para cumprir a etapa final de seu voo, levando a bordo estavam três tripulantes e doze passageiros.
Pouco depois de levantar voo, a aeronave apresentou problemas e teve que retornar para realizar uma aterrissagem forçada.
O avião aproximou-se com o excesso de velocidade e tocou a pista apenas nos seus últimos 300 metros, a ultrapassando, atravessando a rua e indo ao encontro de uma residência.
Os três ocupantes da casa morreram na hora, assim como o copiloto Nilo Sérgio Lemos, que morreu com o choque.
O piloto, Fayet, sofreu fratura numa das pernas. O comissário J. Nelson e os 12 passageiros nada sofreram.
Esta mesma aeronave já havia se acidentado em 1971, tendo sido recuperada.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência, no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.
Seis pessoas morreram na queda de 2 helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14).
Helicópteros que estavam envolvidos no acidente no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Segundo testemunhas, as aeronaves Bell 206B JetRanger III, prefixo PP-MAC, da Turfik Comércio de Frutas Ltda., com apenas o piloto a bordo, e Aerospatiale AS 350B2 Ecureuil, prefixo PR-DJJ, particular, com cinco pessoas a bordo, se chocaram no ar.
Um dos helicópteros que caíram no Recreio (Foto: Reprodução/TV Globo)
Cantor americano Oliver Tree e youtuber argentino Gaspi estão entre as vítimas de acidente de helicóptero no Rio
As autoridades no Rio de Janeiro divulgaram no início da tarde deste domingo (14) o nome das 6 vítimas da colisão e queda de 2 helicópteros no Recreio dos Bandeirantes.
Entre os mortos estão o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi, ambos com pelo menos 2 milhões de seguidores.
Cantor Oliver Tree está entre as vítimas do acidente de helicópteros no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Oliver Tree era um músico norte-americano conhecido pela persona excêntrica com visual caricato, com cortes de cabelo e roupas exagerados. Leia perfil do cantor.
Entre os hits do artista estão “Miss You”, parceria com Robin Schulz, e “Life Goes On”. Somados, os clipes têm cerca de 800 milhões de visualizações.
Youtuber argentino Gaspi, que morreu neste domingo em acidente de helicóptero no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/Instagram)
Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, foi um criador de conteúdo argentino conhecido por seu humor irreverente e provocador, com vídeos de abordagens espontâneas a desconhecidos nas ruas de Buenos Aires, marcados pela saudação “buenass” e por sua voz grave. Confira quem era.
Em 2025, Gaspi ganhou ainda mais visibilidade internacional ao participar da “La Velada del Año V”, evento de boxe entre criadores de conteúdo organizado pelo streamer espanhol Ibai Llanos, no Estádio La Cartuja, em Sevilha.
Onde foi o acidente
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência. As aeronaves caíram no terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD, no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.
Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, e as chamas se alastraram pelos veículos elétricos, o que causou mais explosões. A coluna de fumaça podia ser vista a quilômetros de distância.
O outro não pegou fogo e caiu com o trem de pouso para o alto.
Fuselagens ficaram espalhadas em um raio de pelo menos 100 metros — uma cauda, por exemplo, parou no terraço de um prédio vizinho. Os helicópteros também caíram em pontos distantes do pátio.
Cerca de 45 militares e 15 viaturas foram empenhados na ocorrência. A pista lateral da Avenida das Américas no trecho foi fechada para o socorro.
Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado, e bombeiros vasculhavam por possíveis vazamento de combustível.
Outro helicóptero explodiu e incinerou carros (Foto: Reprodução/TV Globo)
O que dizem as autoridades
Nota do Cenipa
“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).
Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.”
Fotos da tragédia
Fogo em pátio no Recreio (Foto: Lucas Barboza)
Explosão pôde ser ouvida do Centro de Futebol Zico (Foto: Marcelo Baltar/ge)
Aeronave de pequeno porte cai no Recreio e causa incêndio (Imagem: Lucas Barboza)
Bombeiros removem corpo de vítima de queda de helicópteros (Foto: Reprodução/TV Globo)
Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Eurocopter foi fabricado em 2012. Conhecido no Brasil como Esquilo, o modelo está entre os helicópteros mais utilizados no país visando atividades que vão desde o transporte executivo até operações de segurança pública, resgate e apoio aéreo.
A aeronave tem capacidade para transportar até cinco passageiros, além do piloto.
Já o Bell 206B foi fabricado em 1999. Bastante popular em operações civis ao redor do mundo, o modelo é utilizado principalmente para transporte de passageiros, voos turísticos, treinamento de pilotos e serviços aéreos privados.
Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha capacidade para transportar até quatro passageiros, além do piloto.
Com informações do g1, UOL e ASN - Atualizado com o nome das vítimas às 16h30