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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Hoje na História: 14 de maio de 1952 - Esquadrilha da Fumaça - 74 anos de legado na aviação brasileira

A Esquadrilha da Fumaça faz parte da história de muitos brasileiros incentivando e abrindo caminhos para a aviação.

A-29 Super Tucano é o mais mais moderno que já operou nas cores da fumaça
Ao logo destes 74 anos, o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), popularmente conhecido como Esquadrilha da Fumaça, colecionou muitas histórias e aeronaves. Tudo começou quando instrutores de voo da FAB, em suas horas de folga, treinavam acrobacias nos lendários T-6 Texan para incentivar os jovens cadetes da força aérea.

Coronel Braga, um dos pioneiros da fumaça, colecionou recorde mundial em horas voados no T-6
No dia 14 de maio de 1952, aconteceu a primeira exibição dos lendários T-6 pilotados por experientes pilotos. A partir dali uma história ímpar na aviação militar brasileira começava. Nesta época surgiram nomes que hoje regem a história como Mário Sobrinho Domenech, Martins da Rosa e o lendário Coronel Braga.

A iniciativa deu certo e logo começaram as primeiras apresentações e no ano seguinte foi instalado nos aviões um tanque de óleo exclusivo para a produção de fumaça, surgindo assim o nome de Esquadrilha da Fumaça.

Com o passar dos anos a Esquadrilha ganhou destaque não só no Brasil, mas também no exterior onde realizou diversas demonstrações. Em 1969, houve a primeira troca de aeronaves, passando para a celebrada Era ado Jato, quando foram utllizados os aviões franceses Fouga Magister.

Porém, o desempenho limitado dos jatos, incluindo uma autonomia baixa para as apresentações, levaram o Magister ser retirado de serviço em poucos anos.

Jato francês foi o único avião a reação utilizado pela equipe
O já lendário T-6 voltou para a Esquadrilha no ano de 1974, e voou na fumaça até 1976, após 1.272 demonstrações.

Após um período inativo, o EDA retornou com um novo avião, o brasileiro T-25 Universal, usado ainda hoje na formação básica dos cadetes. Assim como o Magister o Universal era limitado, mas neste caso por um desempenho fraco, o que tornava as apresentações lentas.

Após nova pausa, em 1983 a Esquadrilha da Fumaça voltou a pleno e com uma aeronave que consagrou o time, o icônico T-27 Tucano. O avião de treinamento avançado havia sido recém-lançado pela Embraer e na Esquadrilha se tornaria o maior garoto propaganda do genial projeto nacional. Até hoje o Tucano foi responsável pelo maior número de apresentações do EDA.

Na época do Universal a fumaça ficou conhecida como "Cometa Branco'
Nos anos 2000, as aeronaves ganharam novas cores, substituindo o vermelho e branco por cores inspiradas da bandeira nacional, com destaque para o azul que se tornou a cor predominante.

Os T-27 Tucano ficaram à frente do EDA até 2013, quando houve a troca para o A-29 Super Tucano, que entraram em operação na Fumaça em 2015. O novo avião teve uma pintura repaginada, com destaque para a bandeira brasileira pintada na cauda. Com o Super Tucano a Esquadrilha da Fumaça refez parte de seu show, tornando ainda mais complexo para os pilotos e mais empolgante para o público.

T-27 Tucano representou um grande salto para o EDA e foi o primeiro avião brasileiro no EDA
A equipe de habilidosos pilotos militares têm a companhia dos mecânicos que são carinhosamente chamados de Anjos da Guarda. O EDA tem um grupo oficial de médicos, oficial de relações públicas e demais servidores que coordenam áreas administrativas.

Ao todo, o EDA realizou 3.946 demonstrações desde sua criação em 14 de maio de 1952, que ao longo de 70 tem encantando o público no Brasil e no exterior, cumprindo a missão de incentivar a aviação aos mais jovens, divulgar o trabalho da FAB e ressaltar a eficiência dos aviões fabricados no Brasil.

Saiba Mais...


A Esquadrilha da Fumaça está há quase vinte anos no Guiness Book. Em 2006, doze T-27 Tucano fizeram um voo com o maior número de aeronaves voando em formação de dorso (investido) simultaneamente. Foram utilizados 12 aviões, superando a própria marca anterior da Esquadrilha, feito ainda hoje não superado por nenhuma outra força aérea do mundo.

O voo de doze aeronave em dorso e próximas exigiu muita técnica dos pilotos
"A margem de erro era menor e era necessário um trabalho mais preciso nos comandos e motor, por isso, a maior exigência nos treinamentos”, relatou Marcelo Gobett, ex-piloto da fumaça, em 2019.

Via André Magalhães (Aero Magazine) - Fotos: Arquivo FAB

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Aconteceu em 4 de maio de 2020: Ataque derruba Embraer EMB 120 da African Express Airways na Somália


Em 4 de maio de 2020, a aeronave Embraer EMB-120RT Brasilia, prefixo 5Y-AXO, da African Express Airways (foto acima), operava um voo de carga fretado entre o Aeroporto de Baidoa e o Aeródromo de Berdale, ambos na Somália, levando seis pessoas a bordo, sendo quatro passageiros não pagantes e dois tripulantesA aeronave transportava suprimentos médicos para auxiliar no combate à pandemia de COVID-19 na Somália , bem como mosquiteiros.

Quando a aeronave estava em aproximação para Berdale a cerca de 2200 pés MSL, aproximadamente 3 minutos antes do pouso e a cerca de 3 milhas náuticas do aeroporto, por volta das 15h45 (horário local) (12h45 UTC), quando a aeronave foi atingida por um objeto semelhante a um lança-granadas, perdeu altitude, impactou o solo e explodiu em chamas. Todos os ocupantes morreram e a aeronave foi destruída.

As Forças de Segurança do Quênia relataram que a aeronave foi abatida por um foguete lançado da área de Berdale. A participação das forças rebeldes do Al Shabab não pode ser descartada.

Segundo um relatório de incidente de uma página da força de paz da União Africana, vazado no Twitter em 10 de maio, tropas etíopes não afiliadas à missão de paz dispararam contra a aeronave porque esta fez uma aproximação não padronizada pelo oeste em vez do leste, e apresentou uma trajetória de voo irregular, levando as tropas a concluir que poderia estar envolvida em um ataque suicida; o relatório citou uma "falta de comunicação e de consciência" por parte das tropas etíopes.

No entanto, as autoridades enfatizaram que o relatório contém contradições e erros factuais evidentes, e Smaïl Chergui, Comissário da União Africana para a Paz e Segurança, afirmou que a força de manutenção da paz não possui a experiência necessária para determinar conclusivamente a causa do acidente.


Uma investigação conjunta sobre o acidente, conduzida por autoridades da Somália, Etiópia e Quênia, está em andamento, com resultados preliminares previstos para 45 dias.

Um relatório preliminar foi apresentado pela AMISOM em 9 de maio de 2020, no qual afirmou que as tropas etíopes em Berdale admitiram ter abatido o avião por engano. As tropas no aeródromo de Berdale não tinham conhecimento da chegada do avião e consideraram a trajetória de voo incomum da aeronave voando baixo como uma potencial missão suicida à procura de um alvo para atacar e, portanto, abateram a aeronave.


Além de investigar o próprio acidente, os líderes somalis questionaram por que tropas etíopes fora da autoridade da força de manutenção da paz estavam conduzindo operações armadas na Somália; houve um histórico de incursões controversas e não autorizadas na Somália por tropas etíopes e quenianas perseguindo militantes do Al-Shabaab. Até 2025, nenhum relatório oficial/final foi divulgado.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, baaa-acro, AVH e ASN

domingo, 29 de março de 2026

Embraer: do flerte com Gol aos estudos para um “avião maior”

Francisco Gomes Neto confirma conversas com companhia aérea e, sobre futuro, diz que novo produto poderá ser aeronave maior, seja comercial ou executiva.


Embraer e Gol conversam “há anos” sobre a possiblidade de venda de aeronaves menor porte para a companhia aérea brasileira. O flerte continua, mas o que parece realmente ocupar o radar do futuro da fabricante de aviões é a possibilidade de um modelo maior.

A uma plateia repleta de estudantes e pesquisadores de algumas das melhores universidades dos Estados Unidos, Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, voltou a dar pistas sobre o que a empresa de São José dos Campos pensa sobre o longo prazo.

“Estamos preparando um novo ciclo de produtos e, no momento, fazendo estudos sobre quais seriam esses novos produtos da Embraer. Pode ser um avião comercial, pode ser um avião executivo, maior também”, disse após palestra de abertura do Brazil Conference 2026.

Gomes Neto citou, porém, que não há uma definição nesse momento. “O que estamos fazendo é preparando a empresa.”

A fala sobre modelos de maior porte acende o alerta no mercado, que especula se a fabricante brasileira pretende entrar na briga direta com gigantes como Airbus e Boeing em categorias superiores.

Atualmente, a Embraer domina o nicho de aviação regional e executiva de médio porte, mas rumores apontam caminhos que vão desde aeronaves maiores até modelos turboélice ou totalmente elétricos.

Em Boston, o executivo explicou que essa decisão será baseada em três pilares: tecnologia, produto e financiamento.

Argumentou que é preciso preparar a companhia em termos tecnológicos para o novo produto. Esse preparo será fundamental para definir qual será o novo item no portfólio da Embraer. Além disso, defendeu que será preciso ter “condições de financiamento desse desenvolvimento bem definidas”.

Só assim, conclui, será possível tomar “a decisão para que caminho nós vamos”.

Flerte com a Gol


Enquanto a decisão sobre o futuro não vem, é preciso continuar vendendo os atuais aviões. Nesse esforço, um dos alvos é a aérea Gol. Gomes Neto confirma as conversas “há anos” e é categórico: o “sim” final cabe à companhia aérea.

A Gol poderia ser a terceira companhia aérea doméstica a voar com os modelos fabricados no Brasil.

Após o lançamento da família E2 pela Azul e a recente venda de 24 jatos E2-195 para a Latam, Gomes Neto reforçou o desejo de ver a marca Embraer em todas as frotas nacionais.

“Gostaria muito de ver a Embraer voando em todas as linhas aéreas do Brasil porque, além de ser um avião eficiente e confortável, permite melhorar a conectividade entre cidades menores e gera empregos no país”, destacou.

Questionado sobre o cenário eleitoral e os rumos da indústria, o CEO manteve o tom institucional que caracteriza a gestão da companhia. Para ele, a Embraer é “apolítica” por necessidade estratégica.

“A gente precisa trabalhar com os governos, qualquer que seja o governo. Para vender aviões para fora do Brasil, é importante ter o apoio do Estado. Então, a gente vai se preparar para quem ganhar a eleição e garantir que entendam a necessidade de continuar apoiando a Embraer”, concluiu.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Hoje na História: 12 de março de 2004 - O voo inaugural do jato Embraer E190

No dia 12 de março de 2004, a aeronave Embraer E190, prefixo PP-XMA, do conglomerado aeroespacial brasileiro, voou pela primeira vez.

O modelo original Embraer E190, nas cores da JetBlue
A Embraer viu uma lacuna no mercado para uma aeronave regional com recursos de linha principal e surgiu com o ERJ-190, ou E190. O tipo não era uma aeronave nova para a empresa, mas sim uma evolução de uma conhecida família de aeronaves que começou sua vida em 1997 sob a denominação de E170, formalmente apresentada no Paris Air Show de 1999.

Os dois modelos foram posteriormente renomeados como Embraer E170 e E190 e evoluíram para as aeronaves E175 e E195. Em essência, os modelos E190/195 são trechos maiores dos modelos E170/175 equipados com uma nova asa maior, um estabilizador horizontal maior, duas saídas de emergência sobre as asas e dois motores turbofan GE 34-8E-10 montados embaixo.

Cliente de Lançamento


O cliente lançador do E190 foi a JetBlue (B6), que encomendou 100 aeronaves e levou 100 opções, opinião não compartilhada por outros portais como a Wikipedia, que cita a companhia aérea suíça Crossair como cliente lançador com um pedido de 30 aeronaves.

O site de monitoramento FlightRadar24 indica que 596 E190s estão ou estiveram em serviço com várias companhias aéreas grandes ou menores, incluindo Qantas (QF), Breeze (MXY), Myanmar Airways (8M), Guizhou Airlines (G4) e WDL Aviation (WL).

Mais sobre o Embraer E190


A brasileira Azul Linhas Aéreas também opera esse modelo de aeronave
O E190 é uma aeronave de fuselagem estreita e corredor único com envergadura de 28,72 mt, comprimento de 36,24 mt e altura de 10,57 mt. Ele é alimentado por dois motores turbofan General Electric CF34-10E que fornecem uma confiança de 18500 libras.

Os pesos operacionais da aeronave são: máximo de decolagem 51800kg (114199lbs), peso vazio 13063kg (28800lbs), combustível máximo 12971kg (28596lbs). A velocidade máxima chega a Mach 0,82 (871 km/h ou 541 mph) a 41.000 pés (12.000 mt), e o alcance máximo é de 2.450 milhas náuticas (4.537 km). Requer uma corrida de 2100mt (6890ft) para decolagem e 1244mt (4081ft) para pousar.

O E190 pode acomodar de 100 a 114 passageiros em uma configuração de classe única ou 96 em uma configuração de classe dupla, oito na primeira/executiva ou premium e 88 na classe econômica.

Em 7 de março de 2022, a Embraer confirmou sua intenção de entrar no mercado de carga, oferecendo E-190 e E-195 convertidos em cargueiros. O fabricante de aeronaves espera que os primeiros façam seus primeiros voos em 2024.

Por Jorge Tadeu com informações do Airways Magazine

terça-feira, 10 de março de 2026

Vídeo: Entramos no novo Praetor 600E da EMBRAER nos EUA!


O Praetor 600E acaba de elevar o padrão da aviação executiva — e nós tivemos acesso exclusivo a essa novidade da Embraer diretamente nos Estados Unidos!

Neste vídeo, mostramos em detalhes o novo Praetor 600E, a evolução de um dos jatos mais avançados da categoria super midsize. Você vai conhecer de perto o interior refinado, os acabamentos, a tecnologia embarcada, os sistemas de conectividade e as melhorias que tornam essa versão ainda mais eficiente e moderna.

Falamos também sobre desempenho, autonomia intercontinental, conforto em cabine e os diferenciais que posicionam o Praetor 600E entre os líderes do segmento executivo mundial.

Se você é apaixonado por aviação ou quer entender como a engenharia brasileira continua se destacando no mercado global, esse vídeo é para você.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Embraer lança jato com telão interativo no lugar da janela; veja


A Embraer anunciou no dia 24 de fevereiro o lançamento dos jatos executivos Praetor 500E e Praetor 600E, novas versões dos jatos da família Praetor 500 e 600. A fabricante brasileira modernizou e realizou mudanças nos jatos médio e supermédio, respectivamente, que passam a contar com inovações inéditas no segmento.

Conheça o modelo


Smart Window dos jatos Praetor 500E e 600E, nova versão do avião da família Praetor,
da brasileira Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)
Em condições econômicas de 2026, o Phenom 500E custa US$ 21,645 milhões (R$ 111,6 milhões), e o Praetor 600E custa US$ 25,795 milhões (R$ 133 milhões).

Telão interativo


Entre as principais mudanças na cabine de passageiros está um telão interativo de 42 polegadas em OLED 4K, chamado de Smart Window (Janela Inteligente). Ele fica posicionado na lateral da fuselagem do avião, substituindo uma parte das janelas.

Mesmo estando ali, ele não impede a visão do exterior da aeronave, já que conta com um sistema composto por três câmeras que podem transmitir imagens do exterior em tempo real. Essa tela também pode servir como uma central de controle do avião, onde é possível acompanhar parâmetros como iluminação e temperatura.

Telão substitui parte das janelas (Imagem: Divulgação/Embraer)
A tela pode ser usada para jogos eletrônicos ou como televisão para assistir a filmes e séries. O sofá a bordo pode ser configurado como um divã, permitindo que as pessoas se reclinem e assistam à tela com mais conforto.

Há ainda a opção de usar a Smart Window para realizar reuniões, espelhando a experiência de um celular ou computador.

Nova cabine


Iluminação, temperatura, áudio e movimento das persianas podem ser alterados por
comandos de voz (Imagem: Divulgação/Embraer)
O espaço para os passageiros foi redesenhado para proporcionar uma sensação de maior amplitude a bordo. O sistema de som é o Omni-Fi, que não usa caixas acústicas tradicionais. Ele faz a estrutura interna do avião reproduzir o som por meio de vibrações, melhorando a percepção sonora em voo.

O sistema de controle da experiência a bordo por aplicativo foi redesenhado, introduzindo comandos por voz e a integração da iluminação, temperatura, áudio e movimento das persianas das janelas em um só lugar.

Assento pode virar uma cama (Imagem: Divulgação/Embraer)
Os assentos, desenvolvidos pela fabricante brasileira, também têm um novo design. O assento individual se reclina como uma poltrona e, quando necessário, pode virar uma cama totalmente inclinada.

O sofá de bordo também pode ser transformado em um divã ou em uma cama de maneira rápida e sem necessidade de grandes ajustes durante o voo.

A galley, espécie de cozinha do avião, também foi redesenhada para permitir mais espaço na gaveta de gelo e para levar louças e talheres.

Interior dos jatos Praetor 500E e 600E, nova versão do avião da família Praetor,
da brasileira Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)

Auxílio aos pilotos


Um dos novos sistemas que chegam à família Praetor é o chamado ROAAS (Runway Overrun Awareness and Alerting System, ou Sistema de Alerta e Conscientização de Excursão de Pista). Ele avisa aos pilotos se a pista à frente será suficiente para o pouso, funcionando como uma espécie de copiloto auxiliar para as operações em qualquer local, incluindo os mais difíceis.

Dependendo da configuração do avião, peso, vento, entre outros fatores, o computador calcula cinco vezes por segundo se o trecho restante até o fim da pista permitirá um pouso seguro. Caso não, o piloto é orientado a arremeter para tentar realizar o procedimento novamente ou mudar o local de pouso.

Fila de espera


Praetor 500E, nova versão do avião da família Praetor, da brasileira Embraer
(Imagem: Divulgação/Embraer)
Consumidores terão de esperar alguns anos ainda para poder ter os novos Praetor E em seus hangares. A empresa anunciou que as primeiras entregas estão previstas apenas para o primeiro trimestre de 2029.

A família Praetor foi apresentada em 2018 como uma evolução dos antigos Legacy. O primeiro exemplar dos novos jatos foi entregue em 2019.

Interior dos jatos Praetor 500E e 600E, nova versão do avião da família Praetor,
da brasileira Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Jato brasileiro se mantém como o mais vendido no mundo há 14 anos


Pelo 14º ano consecutivo, o jato bimotor leve Phenom 300 é o mais vendido do mundo em sua categoria. O avião executivo da brasileira Embraer também é o mais voado no segmento nos EUA, com 470 mil pousos e decolagens em 2025 no país norte-americano.

Foram 72 exemplares do modelo entregues durante o ano de 2025, o maior volume em um ano para a década atual e bem à frente de seus principais concorrentes, o Pilatus PC-24 (50 unidades entregues) e o Cessna Citation CJ4 (30 unidades entregues). Já são mais de 900 Phenom 300 em operação em 70 países, equipados com tecnologias que, em muitos casos, não estão disponíveis em outros aviões da categoria.

Conheça o modelo


Cabine de comando do jato executivo Embraer Phenom 300 (Imagem: Divulgação/Embraer)
O Phenom 300 é um jato executivo bimotor leve, que começou a operar em 2009. Sua capacidade de transporte é de até 10 passageiros mais o piloto.

Existem duas versões do jato, o Phenom 300 e o Phenom 300E, versão modernizada, com novos motores, equipamentos de voo e outro tipo de interior. Ambos são o maior modelo da família Phenom, que também é composta pelo Phenom 100, que leva até oito pessoas a bordo.

Enquanto aviões comerciais de passageiros voam, em grande parte, até 12,5 km de altitude, os Phenom 300 chegam a até 13,7 km acima do nível do mar. Isso garante uma maior economia de combustível e permite uma viagem mais rápida na maioria das vezes.

Luxo a bordo


Detalhes do interior Bossa Nova do Phenom 300, que rendeu prêmio de design à Embraer (Imagem: Embraer)
É possível escolher os detalhes do interior do avião conforme o gosto do cliente. A fabricante disponibiliza diversas versões de tecidos e costuras, além de estilos diferentes de cores.

Essa escolha pode ser feita em um dos centros de personalização da Embraer, onde estão à mostra opções de acabamentos, tecidos, partes metálicas, entre outros.

Detalhes do Phenom 300E, avião da Embraer que é o mais vendido da categoria no
mundo por 13 anos consecutivos (Imagem: Alexandre Saconi)
O avião tem um sistema de controle de iluminação a bordo, além de monitor que fica acoplado ao teto e é embutido quando não está em uso. As poltronas têm braços retráteis e apoios, como o de cabeça, são ajustáveis, permitindo uma melhor circulação a bordo.

No avião há uma estação onde podem ser colocadas bebidas e alimentos para serem consumidos durante o voo. É como se fosse uma minicozinha, mas sem o fogão.

Segurança


Recorte mostra o interior do jato executivo Embraer Phenom 300 (Imagem: Divulgação/Embraer)
O Phenom 300E conta com diversos sistemas de segurança, sendo que alguns são inéditos para a categoria. Um dos principais é o chamado Roaas, sistema que avisa aos pilotos se a pista à frente será suficiente para o pouso.

Dependendo de configurações do avião, peso, vento, entre outras, o computador do avião calcula cinco vezes por segundo se o trecho que ainda falta para o fim da pista permitirá um pouso seguro. Caso não, o piloto é instruído a arremeter.

(Imagem: Alexandre Saconi)
Outro é o alerta de tesoura de vento, um tipo de movimentação do ar que faz o avião se mover na vertical de maneira indevida. Esse fenômeno pode causar acidentes caso os pilotos não consigam evitá-lo ou saibam gerenciar a situação a bordo.

O jato ainda conta com descida automática de emergência. Caso o avião despressurize e os ocupantes desmaiem, o Phenom 300E desce sozinho até uma altitude onde o ar é respirável, desvia da rota e muda o sistema de comunicação da aeronave para um código de emergência para avisar o controle de tráfego aéreo que há uma emergência a bordo.

Cauda do avião Phenom 300E usado para demonstração: UOL voou com a Embraer
para conhecer o modelo (Imagem: Alexandre Saconi)

Ficha técnica

  • Modelo: Phenom 300E
  • Fabricante: Embraer
  • Velocidade máxima de cruzeiro: 859 km/h
  • Tamanho de pista para decolagem: 978 metros (Com o peso máximo) ou 674 metros (com cinco ocupantes a bordo)
  • Altura: 5,1 metros
  • Comprimento: 15,6 metros
  • Envergadura (distância de ponta a ponta da asa): 15,9 metros
  • Altura interior da cabine: 1,5 metro
  • Largura da cabine: 1,55 metro
  • Comprimento da cabine: 5,23 metros
  • Tamanho do bagageiro: 2.400 litros
  • Capacidade: Até 10 passageiros
  • Altitude máxima de voo: 13,7 km de altitude
  • Autonomia: Até 3.723 km de distância (levando cinco pessoas a bordo)
  • Preço: US$ 14,5 milhões (condições econômicas de 2025)

Qual o segredo?


Tela do sistema de entretenimento do Phenom 300E: Modelo é retrátil e pode virar para o lado, o que é útil caso alguém esbarre nela ao se movimentar durante o voo (Imagem: Alexandre Saconi)
O modelo se destaca no mercado internacional, com prazos razoavelmente rápidos de entrega e um pós-serviço em diversos países, garantindo um menor tempo parado em caso de manutenção, seja ela programada ou não.

O interior altamente customizável também é levado em conta no sucesso da aeronave. Hoje, o jato conta com o novo interior Embraer DNA e sistema de entretenimento Lufthansa Nice HD.

O baixo nível de ruído na cabine também se destaca, mesmo com os motores próximos à fuselagem, mas na parte de trás. Preço e performance também formam um equilíbrio interessante para os compradores.

A grande questão é: comprar um avião depende de uma fórmula que cada comprador calcula para atender às suas demandas. E o Phenom 300 tem se mostrado o fiel da balança nessa equação para muitos clientes há 14 anos.

Phenom 300E, da Embraer: Versão modernizada do jato leve mais vendido do mundo
há 13 anos consecutivos (Imagem: Alexandre Saconi)
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Hoje na História: 9 de fevereiro de 1973 - 53 anos da entrega do primeiro Embraer EMB-110 Bandeirante

O primeiro protótipo do EMB-110 antes de seu primeiro voo
Neste 9 de fevereiro, o Embraer EMB-110 "Bandeirante", está completando 53 anos de operação. A aeronave é um bimotor turboélice destinada ao uso civil e militar, com capacidade para vinte e um passageiros, desenvolvida e fabricada no Brasil pela Embraer entre os anos de 1973 e 1991.

No final da década de 1960, o governo brasileiro desencadeou uma política de expansão da indústria nacional, época em que havia a necessidade de se obter um avião de propósito geral, para uso civil e militar, a ser utilizado no transporte de cargas e passageiros. Desta forma promoveu estudos para a criação de uma nova aeronave, de baixo custo operacional, capaz de ligar regiões remotas e dotadas com pouca infraestrutura.

Coube a uma equipe do Centro Técnico Aeroespacial, liderada inicialmente pelo projetista francês Max Holste, com a supervisão do engenheiro aeronáutico Ozires Silva, a missão de desenvolver o produto. O projeto, que foi chamado de IPD-6504, teve início em 1965 e se desenvolveu durante três anos, até o primeiro voo, em 22 de outubro de 1968. A Embraer ainda não havia sido criada, o que aconteceria no ano seguinte, em 19 de agosto de 1969, tendo como primeiro presidente, Ozires Silva.


Em maio de 1971 foi iniciada a produção em série do avião, com a primeira entrega em 9 de fevereiro de 1973, para a Força Aérea Brasileira, que encomendou oitenta unidades. A aeronave foi vendida para diversos países. De um total de 498 aviões fabricados, 245 foram para o exterior, incluindo forças armadas. Em alguns países ganhou o apelido de "Bandit".

Utilizado para o transporte de passageiros, carga, busca e salvamento, reconhecimento fotográfico, originou também uma versão de patrulha marítima, o Bandeirante Patrulha, apelidado 'Bandeirulha'.

Protótipo nº 1, de três produzidos, cuja denominação era EMB-100 ou FAB YC-95 (Musal)
O protótipo do Bandeirante está em exposição no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos (MUSAL), na base aérea que tem o mesmo nome, no bairro do Campos dos Afonsos, na cidade do Rio de Janeiro. O terceiro modelo produzido está exposto no Parque Santos Dumont, na cidade de São José dos Campos.

Via Wikipédia

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Hoje na História: 14 de janeiro de 1973 - Vasp compra avião Bandeirante para voar entre cidades de São Paulo

Em 14 de janeiro de 1973, o jornal Folha de São Paulo anunciou em sua primeira página a compra pela Vasp do avião Bandeirantes da Embraer.


"O presidente da Vasp, Luís Rodovil Rossi, recebeu o aval do governador de São Paulo, Laudo Natel, para adquirir aeronaves do modelo Bandeirante e reestabelecer o tráfego aéreo em várias regiões do estado.

Esse avião é produzido pela Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) em São José dos Campos (SP) e é indicado para operar em aeroportos como os existentes no interior de São Paulo.

É um bimotor turbo-hélice para 12 passageiros, com turbinas PTGA-27. A sua velocidade de cruzeiro é de 435 km/h.

Os Bandeirantes deverão também substituir as antigas aeronaves Douglas DC-3 em outras linhas da Vasp."


sábado, 6 de dezembro de 2025

Aconteceu em 6 de dezembro de 1984: Voo Provincetown-Boston Airlines 1039 - Escalada do Pesadelo


Em 6 de dezembro de 1984, o avião de fabricação brasileira Embraer EMB-110P1 Bandeirante, prefixo N96PB, da Provincetown-Boston Airlines - PBA (foto abaixo), operava o voo 1039, um voo regular de passageiros do Aeroporto Internacional de Jacksonville, em Jacksonville, na Flórida, para o Aeroporto Internacional de Tampa, na Flórida. A bordo da aeronave estava 11 passageiros e dois tripulantes.

A Provincetown-Boston Airlines era uma companhia aérea regional com sede em Provincetown, em Massachusetts. A companhia aérea foi suspensa em 10 de novembro de 1984 por violar as regras federais de segurança da aviação e começou a retornar ao serviço em 25 de novembro. Antes de ser suspensa, a companhia aérea transportava mais passageiros do que qualquer outra companhia aérea suburbana nos Estados Unidos.


O EMB 110 foi operado dentro dos limites projetados de peso bruto e centro de gravidade na data do acidente. A aeronave foi adquirida pela PBA em outubro de 1981 e operada continuamente pela PBA até o acidente, acumulando 5.662 horas de operação e 7.858 ciclos até a data do acidente. 

O capitão Thomas Ashby (34) foi contratado pela PBA em 1974. No momento do acidente, ele havia acumulado aproximadamente 10.000 horas de voo, incluindo aproximadamente 400 horas no EMB 110. O primeiro oficial Louis Fernandez (25) foi contratado em 1984, e acumulou aproximadamente 3.000 horas de voo, incluindo 500 horas no EMB 110.

O voo 1039 da PBA estava programado para partir de Jacksonville às 18h08, horário padrão do leste. Às 18h12, o voo 1039 recebeu autorização de decolagem e iniciou sua corrida na pista 31. Às 18h13, o EMB 110 subiu acima do final de partida da pista 31, o voo 1039 foi instruído a mudar para a partida frequência de controle, que ele reconheceu com "OK, até logo".

Trinta segundos depois, testemunhas avistaram a aeronave em descida acentuada. O estabilizador horizontal, elevadores, conjunto do cone de cauda e parte da barbatana ventral separaram-se da aeronave durante o voo. 

Às 18h14, o EMB 110 caiu aproximadamente 7.800 pés (2.400 m) além do final da Pista 31. A aeronave foi destruída pelo impacto e um incêndio pós-acidente; todos os 11 passageiros e ambos os membros da tripulação morreram por "forças de impacto severas que excederam a tolerância humana".

Jornal Tampa Bay Times
O National Transportation Safety Board (NTSB) investigou o acidente e descobriu que o estabilizador horizontal se separou inteiro do EMB 110, pousando a 1.100 pés do local do acidente principal. O cone da cauda e a nadadeira ventral se separaram junto com o estabilizador horizontal. 

Os elevadores esquerdo e direito se separaram do estabilizador horizontal devido a fraturas nos suportes das dobradiças, típicas de separações por sobretensão. Como resultado, a investigação e análise do NTSB concentrou-se substancialmente na determinação da sequência e das razões para as separações estruturais. 


As hipóteses consideradas pelo NTSB incluíram:
  • sobrecarga estrutural imposta pela turbulência;
  • falha estrutural como resultado de fraqueza estrutural preexistente;
  • o aparecimento de um fenómeno aerodinâmico destrutivo como resultado de danos pré-existentes;
  • o aparecimento de vibrações destrutivas produzidas pelo desequilíbrio de uma hélice danificada; e
  • a aplicação de cargas aerodinâmicas excessivas como resultado de um ou mais mau funcionamento do sistema de controle de voo.
A falta de um gravador de voz na cabine (CVR) e de um gravador de dados de voo (FDR) a bordo do EMB 110 prejudicou a capacidade do NTSB de investigar o acidente. No momento do acidente do voo 1039, a Administração Federal de Aviação havia emitido um aviso de proposta de regulamentação que exigiria a instalação de CVRs/FDRs em aeronaves multimotores turboélice de passageiros, mas nenhuma regra desse tipo foi finalizada ainda. 

O NTSB concluiu que "a instalação de um FDR e CVR teria fornecido pistas significativas sobre a causa deste acidente e remediado as ações necessárias para evitar a recorrência."

Com base em suas investigações, o NTSB foi capaz de determinar múltiplas causas potenciais de um mau funcionamento do sistema de controle do elevador ou do sistema de compensação do elevador, qualquer uma das quais poderia ter levado a tripulação a tomar ações corretivas que resultariam em uma haste de controle do elevador sobrecarregada e, por fim, na separação. dos elevadores e estabilizador horizontal. 


O NTSB emitiu seu relatório final em 24 de junho de 1986. Em seu relatório, fez a seguinte declaração sobre a provável causa do acidente: 

"O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes determina que a causa provável deste acidente foi um mau funcionamento do sistema de controle do elevador ou do sistema de compensação do elevador, que resultou em um problema de controle de inclinação do avião. A reação da tripulação de voo para corrigir o problema de controle de inclinação sobrecarregou a haste de controle esquerda do profundor, o que resultou em deflexão assimétrica do elevador e falha por excesso de tensão na estrutura de fixação do estabilizador horizontal. O Conselho de Segurança não foi capaz de determinar o problema preciso com o sistema de controle de inclinação."


O acidente foi o terceiro em seis meses para o PBA, que recentemente retomou o serviço após ser encalhado pela FAA por violações de segurança. A crise abalou a confiança do público na PBA e as reservas de clientes caíram 75%. Após o pedido de falência, a companhia aérea foi comprada pela People Express em 1986.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN e baaa-acro

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Embraer cancela projeto de novo turboélice

Após encerrar o projeto do turboélice regional, a Embraer avalia novas plataformas de longo prazo, com foco em propulsão elétrica e híbrida.

Turboélice da Embraer dependia do desenvolvimento de novos propulsores
para se destacar no mercado (Imagem: Embraer)
A Embraer decidiu encerrar de forma definitiva o desenvolvimento de um novo turboélice regional. O modelo, concebido para competir com a europeia ATR, não avançou por falta de motores de nova geração capazes de atender às metas de eficiência propostas.

O cancelamento foi anunciado por Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer, durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, e marca o fim de uma das iniciativas mais aguardadas da indústria — um programa que chegou a gerar conceitos e renderizações públicas entre 2020 e 2021, mas que não atingiu viabilidade técnica.

Segundo Gomes Neto, a decisão encerra o programa de forma definitiva. “O projeto não está em pausa, foi cancelado”, disse. Desde 2023, a Embraer já vinha classificando a proposta como “congelada”, aguardando avanços em novos propulsores. O desenvolvimento estava diretamente condicionado ao surgimento de novos motores capazes de reduzir consumo e emissões.

Propulsão elétrica e híbrida


Com o cancelamento, a Embraer redireciona esforços para novas frentes tecnológicas e de mercado. Os estudos em andamento focam em plataformas de longo prazo — com horizonte de cinco a dez anos — voltadas a soluções de propulsão elétrica e híbrida, além de eventuais aeronaves de maior porte que a atual família E-Jet E2.

No mercado, há expectativa de que a Embraer possa, no momento adequado, avançar para um projeto capaz de disputar o mercado dominado pelos Airbus A320 e Boeing 737 MAX — programas que somam quase quatro décadas de operação e representam as últimas gerações de seus respectivos projetos.

“A Embraer está investindo em novas tecnologias para preparar futuros produtos”, disse Gomes Neto, indicando que qualquer novo anúncio deverá ocorrer no longo prazo.

Perspectivas comerciais


Apesar da interrupção do projeto turboélice, a Embraer mantém uma carteira confortável de pedidos na divisão comercial. Em outubro, o backlog somava 490 aviões da família E-Jet, avaliadas em US$ 15,2 bilhões (R$ 82 bilhões) — aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2023.

Com base nesse volume, a empresa prevê crescimento expressivo até o final da década, impulsionado por entregas comerciais e expansão de sua presença internacional na aviação regional e de negócios.

Via Marcel Cardoso (Aero Magazine)

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Vídeo: Por que o Embraer E2 fez a Boeing e a Airbus Tremerem - Dinastia Embraer E2


Imagina um avião brasileiro criado para desafiar gigantes como a Airbus e a Boeing. Um jato que ronrona como uma baleia durante a decolagem, gasta menos combustível do que qualquer concorrente e ainda representa o auge da engenharia nacional.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Vídeo: Como a Embraer dominou o mundo com os E-Jets - Dinastia Embraer


No fim dos anos 1990, Airbus e Boeing ignoravam os jatos regionais enquanto Bombardier e Fairchild-Dornier falhavam em preencher essa lacuna. Foi então que a Embraer ousou com os E-Jets — Embraer 170, 175, 190 e 195 — mudando para sempre a aviação regional. Neste episódio da série Dinastia Embraer você vai conhecer a história, as disputas, as curiosidades técnicas e os dados de desempenho que fizeram desses aviões um sucesso mundial e abriram caminho para a geração E-2.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Hoje na História: 26 de novembro de 1975 - Há 50 anos a Embraer exportava um avião pela primeira vez


A Embraer celebra nesta sexta-feira, 26 de novembro, o marco histórico de 50 anos desde a primeira exportação de aviões da companhia, ocorrida em 1975. O modelo bandeirante, idealizado engenheiros brasileiros, dentre eles Ozires Silva, foi o primeiro produto da empresa a conquistar o mercado internacional.

“É especialmente emblemático que o Uruguai tenha sido o parceiro comercial escolhido para essa primeira exportação. Naquela época, nem mesmo existia o Mercosul, e a confiança depositada pela nação vizinha foi crucial para a Embraer em seus primórdios, quando seu futuro ainda era incerto. Esse apoio foi fundamental para o desenvolvimento e a consolidação da empresa, que hoje é um símbolo de inovação e excelência na aviação”, disse Anderson Correia, presidente do IPT e ex-reitor do ITA, em publicação no LinkedIN.

Atualmente, a Embraer exporta aviões de todos os portes, desde executivos a militares, para diversas partes do mundo, mas suas raízes e primeiros passos se deram aqui na América do Sul e de forma modesta.


Via Carlos Ferreira (Aeroin)

terça-feira, 16 de setembro de 2025

5 características únicas do Embraer A-29 Super Tucano

(Foto: Matt Morgan/Wikimedia Commons)
O Embraer EMB Super Turano (A-29) é uma aeronave multimissão projetada e desenvolvida pela fabricante brasileira Embraer. O A-29 é conhecido por sua flexibilidade e manobrabilidade em todo o espectro de missões, incluindo ataque, reconhecimento e treinamento.

Projetado para suportar ambientes e condições de solo extremos, a presença global da aeronave vem aumentando. Este artigo observa algumas características únicas do A-29 Super Tucano.

1. Projetado para ambientes austeros


Pode suportar condições extremas de solo e ambientais
  • Pistas semi-preparadas
  • Bases operacionais avançadas
  • Ambientes desérticos/arenosos
  • Operação quente e alta
  • Altitudes de alta densidade
  • Condições de alta umidade
O Embraer EMB Super Tucano foi projetado para operar em todos os tipos de ambientes e condições de solo. De altitudes de alta densidade e ambientes desérticos a campos de pouso semipreparados, o A-29 é uma máquina robusta. A aeronave foi certificada para uma variedade de aplicações civis e militares, permitindo aos operadores em todo o mundo mais flexibilidade.

(Foto: Embraer)
Segundo a Embraer, “Atende aos mais rigorosos requisitos civis e militares para uso operacional seguro e econômico. Alta resistência à fadiga, trem de pouso robusto para operações em pistas semipreparadas, para-brisa resistente a impactos de pássaros, protegido contra corrosão para suportar ambientes agressivos.”

2. Uma presença mundial


Usado por 16 forças aéreas
  • Número de aeronaves encomendadas: 260
  • Número de horas de voo: mais de 500.000 horas
  • Número de horas de voo de combate: quase 60.000 horas
A Embraer afirma que o A-29 Super Tucano é o líder mundial em sua categoria, o que é evidente por sua presença mundial. Atualmente, 16 forças aéreas globais usam o tipo e a lista continua a crescer à medida que mais pedidos são atendidos. Um total de 260 aeronaves foram encomendadas e mais de meio milhão de horas de voo foram voadas no tipo.


As características únicas da aeronave a tornam uma escolha flexível, acessível e de baixo risco para as forças aéreas. A aquisição e manutenção de aeronaves de baixo risco permitem maior flexibilidade de missão e otimização da frota. Sua capacidade multimissão, combinada com os mais recentes sistemas de tecnologia, faz uma grande diferença para operações militares em todo o mundo.

3. Uma aeronave altamente sobrevivente


Características de sobrevivência ativa e passiva
  • Alta letalidade e eficácia de ataque
  • Autoproteção abrangente
  • Altamente manobrável
  • Maior consciência situacional
O A-29 Super Turano oferece várias soluções operacionais dentro de uma única plataforma, permitindo mais flexibilidade operacional. A aeronave é altamente sobrevivente devido ao seu desempenho confiável, identificação precisa de alvos e sistemas de comunicação abrangentes.


A filosofia de manutenção sob condição não compromete a segurança da aeronave. Segundo a Embraer: “Infraestrutura mínima e suporte de solo necessários. Identificação rápida de falhas e facilidade de correção. Uso intensivo do conceito de manutenção sob condição. Programa de Manutenção baseado em MSG-3 garantindo Alta Segurança Operacional e Custos Mínimos.”

(Foto: MAS1357/Wikimedia Commons)
A aeronave é equipada com recursos de sobrevivência ativa e passiva que garantem a segurança do voo e aumentam a confiabilidade da missão. Segundo a Embraer: “… A capacidade é aprimorada ainda mais pelo avançado sistema aviônico HMI integrado a uma estrutura robusta capaz de operar em pistas não pavimentadas, com altos níveis de recursos de sobrevivência ativa e passiva.”

4. A única aeronave 3 em 1 por design


Oferece soluções de alto desempenho em três segmentos
  1. Ataque leve
  2. Reconhecimento armado
  3. Treinador tático
A Embraer afirma que o A-29 é a única aeronave projetada para esse propósito com soluções de alto desempenho em três segmentos. Ataque leve, reconhecimento armado e treinamento tático. Como uma plataforma de ataque leve, a aeronave oferece apoio aéreo aproximado (CAS), interdição aérea, patrulha aérea e coordenação aérea tática e avançada.

(Foto: InsectWorld/Shutterstock)
A plataforma de reconhecimento armado oferece vigilância de fronteira, escolta aérea, ISR armado e patrulhamento de zona exclusiva. Como um treinador tático, o A-29 pode realizar missões de treinamento avançado, incluindo treinamento de caça de liderança, treinamento JTAC e FAC e treinamento operacional de pilotos.

5. Operações diurnas e noturnas


Projetado com uma pegada baixa
  • Dificilmente detectável por radares
  • Baixos níveis de ruído
  • Assinatura visual baixa
  • Identificação do alvo
  • Coleta de informações
O A-29 Super Turano é capaz de executar operações diurnas e noturnas de forma eficiente e eficaz. A aeronave é projetada para identificar e detectar alvos com precisão, mesmo à noite. Além disso, sua própria assinatura visual e pegada de ruído dificultam sua detecção.

(Foto: ThalesAntonio/Shutterstock)
A Embraer afirma: “O A-29 Super Turano é, por design, uma aeronave de baixa pegada, dificilmente detectável por radares, com baixo nível de ruído e assinatura visual.”

A Embraer mostra que sistemas eficientes a bordo da aeronave permitem detectar veículos terrestres a até 31 NM (57 km). Os sensores de última geração entregam resultados superiores em missões de reconhecimento.

Com informações do Simple Flying