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quinta-feira, 12 de março de 2026

Hoje na História: 12 de março de 2004 - O voo inaugural do jato Embraer E190

No dia 12 de março de 2004, a aeronave Embraer E190, prefixo PP-XMA, do conglomerado aeroespacial brasileiro, voou pela primeira vez.

O modelo original Embraer E190, nas cores da JetBlue
A Embraer viu uma lacuna no mercado para uma aeronave regional com recursos de linha principal e surgiu com o ERJ-190, ou E190. O tipo não era uma aeronave nova para a empresa, mas sim uma evolução de uma conhecida família de aeronaves que começou sua vida em 1997 sob a denominação de E170, formalmente apresentada no Paris Air Show de 1999.

Os dois modelos foram posteriormente renomeados como Embraer E170 e E190 e evoluíram para as aeronaves E175 e E195. Em essência, os modelos E190/195 são trechos maiores dos modelos E170/175 equipados com uma nova asa maior, um estabilizador horizontal maior, duas saídas de emergência sobre as asas e dois motores turbofan GE 34-8E-10 montados embaixo.

Cliente de Lançamento


O cliente lançador do E190 foi a JetBlue (B6), que encomendou 100 aeronaves e levou 100 opções, opinião não compartilhada por outros portais como a Wikipedia, que cita a companhia aérea suíça Crossair como cliente lançador com um pedido de 30 aeronaves.

O site de monitoramento FlightRadar24 indica que 596 E190s estão ou estiveram em serviço com várias companhias aéreas grandes ou menores, incluindo Qantas (QF), Breeze (MXY), Myanmar Airways (8M), Guizhou Airlines (G4) e WDL Aviation (WL).

Mais sobre o Embraer E190


A brasileira Azul Linhas Aéreas também opera esse modelo de aeronave
O E190 é uma aeronave de fuselagem estreita e corredor único com envergadura de 28,72 mt, comprimento de 36,24 mt e altura de 10,57 mt. Ele é alimentado por dois motores turbofan General Electric CF34-10E que fornecem uma confiança de 18500 libras.

Os pesos operacionais da aeronave são: máximo de decolagem 51800kg (114199lbs), peso vazio 13063kg (28800lbs), combustível máximo 12971kg (28596lbs). A velocidade máxima chega a Mach 0,82 (871 km/h ou 541 mph) a 41.000 pés (12.000 mt), e o alcance máximo é de 2.450 milhas náuticas (4.537 km). Requer uma corrida de 2100mt (6890ft) para decolagem e 1244mt (4081ft) para pousar.

O E190 pode acomodar de 100 a 114 passageiros em uma configuração de classe única ou 96 em uma configuração de classe dupla, oito na primeira/executiva ou premium e 88 na classe econômica.

Em 7 de março de 2022, a Embraer confirmou sua intenção de entrar no mercado de carga, oferecendo E-190 e E-195 convertidos em cargueiros. O fabricante de aeronaves espera que os primeiros façam seus primeiros voos em 2024.

Por Jorge Tadeu com informações do Airways Magazine

terça-feira, 10 de março de 2026

Vídeo: Entramos no novo Praetor 600E da EMBRAER nos EUA!


O Praetor 600E acaba de elevar o padrão da aviação executiva — e nós tivemos acesso exclusivo a essa novidade da Embraer diretamente nos Estados Unidos!

Neste vídeo, mostramos em detalhes o novo Praetor 600E, a evolução de um dos jatos mais avançados da categoria super midsize. Você vai conhecer de perto o interior refinado, os acabamentos, a tecnologia embarcada, os sistemas de conectividade e as melhorias que tornam essa versão ainda mais eficiente e moderna.

Falamos também sobre desempenho, autonomia intercontinental, conforto em cabine e os diferenciais que posicionam o Praetor 600E entre os líderes do segmento executivo mundial.

Se você é apaixonado por aviação ou quer entender como a engenharia brasileira continua se destacando no mercado global, esse vídeo é para você.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Embraer lança jato com telão interativo no lugar da janela; veja


A Embraer anunciou no dia 24 de fevereiro o lançamento dos jatos executivos Praetor 500E e Praetor 600E, novas versões dos jatos da família Praetor 500 e 600. A fabricante brasileira modernizou e realizou mudanças nos jatos médio e supermédio, respectivamente, que passam a contar com inovações inéditas no segmento.

Conheça o modelo


Smart Window dos jatos Praetor 500E e 600E, nova versão do avião da família Praetor,
da brasileira Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)
Em condições econômicas de 2026, o Phenom 500E custa US$ 21,645 milhões (R$ 111,6 milhões), e o Praetor 600E custa US$ 25,795 milhões (R$ 133 milhões).

Telão interativo


Entre as principais mudanças na cabine de passageiros está um telão interativo de 42 polegadas em OLED 4K, chamado de Smart Window (Janela Inteligente). Ele fica posicionado na lateral da fuselagem do avião, substituindo uma parte das janelas.

Mesmo estando ali, ele não impede a visão do exterior da aeronave, já que conta com um sistema composto por três câmeras que podem transmitir imagens do exterior em tempo real. Essa tela também pode servir como uma central de controle do avião, onde é possível acompanhar parâmetros como iluminação e temperatura.

Telão substitui parte das janelas (Imagem: Divulgação/Embraer)
A tela pode ser usada para jogos eletrônicos ou como televisão para assistir a filmes e séries. O sofá a bordo pode ser configurado como um divã, permitindo que as pessoas se reclinem e assistam à tela com mais conforto.

Há ainda a opção de usar a Smart Window para realizar reuniões, espelhando a experiência de um celular ou computador.

Nova cabine


Iluminação, temperatura, áudio e movimento das persianas podem ser alterados por
comandos de voz (Imagem: Divulgação/Embraer)
O espaço para os passageiros foi redesenhado para proporcionar uma sensação de maior amplitude a bordo. O sistema de som é o Omni-Fi, que não usa caixas acústicas tradicionais. Ele faz a estrutura interna do avião reproduzir o som por meio de vibrações, melhorando a percepção sonora em voo.

O sistema de controle da experiência a bordo por aplicativo foi redesenhado, introduzindo comandos por voz e a integração da iluminação, temperatura, áudio e movimento das persianas das janelas em um só lugar.

Assento pode virar uma cama (Imagem: Divulgação/Embraer)
Os assentos, desenvolvidos pela fabricante brasileira, também têm um novo design. O assento individual se reclina como uma poltrona e, quando necessário, pode virar uma cama totalmente inclinada.

O sofá de bordo também pode ser transformado em um divã ou em uma cama de maneira rápida e sem necessidade de grandes ajustes durante o voo.

A galley, espécie de cozinha do avião, também foi redesenhada para permitir mais espaço na gaveta de gelo e para levar louças e talheres.

Interior dos jatos Praetor 500E e 600E, nova versão do avião da família Praetor,
da brasileira Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)

Auxílio aos pilotos


Um dos novos sistemas que chegam à família Praetor é o chamado ROAAS (Runway Overrun Awareness and Alerting System, ou Sistema de Alerta e Conscientização de Excursão de Pista). Ele avisa aos pilotos se a pista à frente será suficiente para o pouso, funcionando como uma espécie de copiloto auxiliar para as operações em qualquer local, incluindo os mais difíceis.

Dependendo da configuração do avião, peso, vento, entre outros fatores, o computador calcula cinco vezes por segundo se o trecho restante até o fim da pista permitirá um pouso seguro. Caso não, o piloto é orientado a arremeter para tentar realizar o procedimento novamente ou mudar o local de pouso.

Fila de espera


Praetor 500E, nova versão do avião da família Praetor, da brasileira Embraer
(Imagem: Divulgação/Embraer)
Consumidores terão de esperar alguns anos ainda para poder ter os novos Praetor E em seus hangares. A empresa anunciou que as primeiras entregas estão previstas apenas para o primeiro trimestre de 2029.

A família Praetor foi apresentada em 2018 como uma evolução dos antigos Legacy. O primeiro exemplar dos novos jatos foi entregue em 2019.

Interior dos jatos Praetor 500E e 600E, nova versão do avião da família Praetor,
da brasileira Embraer (Imagem: Divulgação/Embraer)
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Jato brasileiro se mantém como o mais vendido no mundo há 14 anos


Pelo 14º ano consecutivo, o jato bimotor leve Phenom 300 é o mais vendido do mundo em sua categoria. O avião executivo da brasileira Embraer também é o mais voado no segmento nos EUA, com 470 mil pousos e decolagens em 2025 no país norte-americano.

Foram 72 exemplares do modelo entregues durante o ano de 2025, o maior volume em um ano para a década atual e bem à frente de seus principais concorrentes, o Pilatus PC-24 (50 unidades entregues) e o Cessna Citation CJ4 (30 unidades entregues). Já são mais de 900 Phenom 300 em operação em 70 países, equipados com tecnologias que, em muitos casos, não estão disponíveis em outros aviões da categoria.

Conheça o modelo


Cabine de comando do jato executivo Embraer Phenom 300 (Imagem: Divulgação/Embraer)
O Phenom 300 é um jato executivo bimotor leve, que começou a operar em 2009. Sua capacidade de transporte é de até 10 passageiros mais o piloto.

Existem duas versões do jato, o Phenom 300 e o Phenom 300E, versão modernizada, com novos motores, equipamentos de voo e outro tipo de interior. Ambos são o maior modelo da família Phenom, que também é composta pelo Phenom 100, que leva até oito pessoas a bordo.

Enquanto aviões comerciais de passageiros voam, em grande parte, até 12,5 km de altitude, os Phenom 300 chegam a até 13,7 km acima do nível do mar. Isso garante uma maior economia de combustível e permite uma viagem mais rápida na maioria das vezes.

Luxo a bordo


Detalhes do interior Bossa Nova do Phenom 300, que rendeu prêmio de design à Embraer (Imagem: Embraer)
É possível escolher os detalhes do interior do avião conforme o gosto do cliente. A fabricante disponibiliza diversas versões de tecidos e costuras, além de estilos diferentes de cores.

Essa escolha pode ser feita em um dos centros de personalização da Embraer, onde estão à mostra opções de acabamentos, tecidos, partes metálicas, entre outros.

Detalhes do Phenom 300E, avião da Embraer que é o mais vendido da categoria no
mundo por 13 anos consecutivos (Imagem: Alexandre Saconi)
O avião tem um sistema de controle de iluminação a bordo, além de monitor que fica acoplado ao teto e é embutido quando não está em uso. As poltronas têm braços retráteis e apoios, como o de cabeça, são ajustáveis, permitindo uma melhor circulação a bordo.

No avião há uma estação onde podem ser colocadas bebidas e alimentos para serem consumidos durante o voo. É como se fosse uma minicozinha, mas sem o fogão.

Segurança


Recorte mostra o interior do jato executivo Embraer Phenom 300 (Imagem: Divulgação/Embraer)
O Phenom 300E conta com diversos sistemas de segurança, sendo que alguns são inéditos para a categoria. Um dos principais é o chamado Roaas, sistema que avisa aos pilotos se a pista à frente será suficiente para o pouso.

Dependendo de configurações do avião, peso, vento, entre outras, o computador do avião calcula cinco vezes por segundo se o trecho que ainda falta para o fim da pista permitirá um pouso seguro. Caso não, o piloto é instruído a arremeter.

(Imagem: Alexandre Saconi)
Outro é o alerta de tesoura de vento, um tipo de movimentação do ar que faz o avião se mover na vertical de maneira indevida. Esse fenômeno pode causar acidentes caso os pilotos não consigam evitá-lo ou saibam gerenciar a situação a bordo.

O jato ainda conta com descida automática de emergência. Caso o avião despressurize e os ocupantes desmaiem, o Phenom 300E desce sozinho até uma altitude onde o ar é respirável, desvia da rota e muda o sistema de comunicação da aeronave para um código de emergência para avisar o controle de tráfego aéreo que há uma emergência a bordo.

Cauda do avião Phenom 300E usado para demonstração: UOL voou com a Embraer
para conhecer o modelo (Imagem: Alexandre Saconi)

Ficha técnica

  • Modelo: Phenom 300E
  • Fabricante: Embraer
  • Velocidade máxima de cruzeiro: 859 km/h
  • Tamanho de pista para decolagem: 978 metros (Com o peso máximo) ou 674 metros (com cinco ocupantes a bordo)
  • Altura: 5,1 metros
  • Comprimento: 15,6 metros
  • Envergadura (distância de ponta a ponta da asa): 15,9 metros
  • Altura interior da cabine: 1,5 metro
  • Largura da cabine: 1,55 metro
  • Comprimento da cabine: 5,23 metros
  • Tamanho do bagageiro: 2.400 litros
  • Capacidade: Até 10 passageiros
  • Altitude máxima de voo: 13,7 km de altitude
  • Autonomia: Até 3.723 km de distância (levando cinco pessoas a bordo)
  • Preço: US$ 14,5 milhões (condições econômicas de 2025)

Qual o segredo?


Tela do sistema de entretenimento do Phenom 300E: Modelo é retrátil e pode virar para o lado, o que é útil caso alguém esbarre nela ao se movimentar durante o voo (Imagem: Alexandre Saconi)
O modelo se destaca no mercado internacional, com prazos razoavelmente rápidos de entrega e um pós-serviço em diversos países, garantindo um menor tempo parado em caso de manutenção, seja ela programada ou não.

O interior altamente customizável também é levado em conta no sucesso da aeronave. Hoje, o jato conta com o novo interior Embraer DNA e sistema de entretenimento Lufthansa Nice HD.

O baixo nível de ruído na cabine também se destaca, mesmo com os motores próximos à fuselagem, mas na parte de trás. Preço e performance também formam um equilíbrio interessante para os compradores.

A grande questão é: comprar um avião depende de uma fórmula que cada comprador calcula para atender às suas demandas. E o Phenom 300 tem se mostrado o fiel da balança nessa equação para muitos clientes há 14 anos.

Phenom 300E, da Embraer: Versão modernizada do jato leve mais vendido do mundo
há 13 anos consecutivos (Imagem: Alexandre Saconi)
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Hoje na História: 9 de fevereiro de 1973 - 53 anos da entrega do primeiro Embraer EMB-110 Bandeirante

O primeiro protótipo do EMB-110 antes de seu primeiro voo
Neste 9 de fevereiro, o Embraer EMB-110 "Bandeirante", está completando 53 anos de operação. A aeronave é um bimotor turboélice destinada ao uso civil e militar, com capacidade para vinte e um passageiros, desenvolvida e fabricada no Brasil pela Embraer entre os anos de 1973 e 1991.

No final da década de 1960, o governo brasileiro desencadeou uma política de expansão da indústria nacional, época em que havia a necessidade de se obter um avião de propósito geral, para uso civil e militar, a ser utilizado no transporte de cargas e passageiros. Desta forma promoveu estudos para a criação de uma nova aeronave, de baixo custo operacional, capaz de ligar regiões remotas e dotadas com pouca infraestrutura.

Coube a uma equipe do Centro Técnico Aeroespacial, liderada inicialmente pelo projetista francês Max Holste, com a supervisão do engenheiro aeronáutico Ozires Silva, a missão de desenvolver o produto. O projeto, que foi chamado de IPD-6504, teve início em 1965 e se desenvolveu durante três anos, até o primeiro voo, em 22 de outubro de 1968. A Embraer ainda não havia sido criada, o que aconteceria no ano seguinte, em 19 de agosto de 1969, tendo como primeiro presidente, Ozires Silva.


Em maio de 1971 foi iniciada a produção em série do avião, com a primeira entrega em 9 de fevereiro de 1973, para a Força Aérea Brasileira, que encomendou oitenta unidades. A aeronave foi vendida para diversos países. De um total de 498 aviões fabricados, 245 foram para o exterior, incluindo forças armadas. Em alguns países ganhou o apelido de "Bandit".

Utilizado para o transporte de passageiros, carga, busca e salvamento, reconhecimento fotográfico, originou também uma versão de patrulha marítima, o Bandeirante Patrulha, apelidado 'Bandeirulha'.

Protótipo nº 1, de três produzidos, cuja denominação era EMB-100 ou FAB YC-95 (Musal)
O protótipo do Bandeirante está em exposição no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos (MUSAL), na base aérea que tem o mesmo nome, no bairro do Campos dos Afonsos, na cidade do Rio de Janeiro. O terceiro modelo produzido está exposto no Parque Santos Dumont, na cidade de São José dos Campos.

Via Wikipédia

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Hoje na História: 14 de janeiro de 1973 - Vasp compra avião Bandeirante para voar entre cidades de São Paulo

Em 14 de janeiro de 1973, o jornal Folha de São Paulo anunciou em sua primeira página a compra pela Vasp do avião Bandeirantes da Embraer.


"O presidente da Vasp, Luís Rodovil Rossi, recebeu o aval do governador de São Paulo, Laudo Natel, para adquirir aeronaves do modelo Bandeirante e reestabelecer o tráfego aéreo em várias regiões do estado.

Esse avião é produzido pela Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) em São José dos Campos (SP) e é indicado para operar em aeroportos como os existentes no interior de São Paulo.

É um bimotor turbo-hélice para 12 passageiros, com turbinas PTGA-27. A sua velocidade de cruzeiro é de 435 km/h.

Os Bandeirantes deverão também substituir as antigas aeronaves Douglas DC-3 em outras linhas da Vasp."


sábado, 6 de dezembro de 2025

Aconteceu em 6 de dezembro de 1984: Voo Provincetown-Boston Airlines 1039 - Escalada do Pesadelo


Em 6 de dezembro de 1984, o avião de fabricação brasileira Embraer EMB-110P1 Bandeirante, prefixo N96PB, da Provincetown-Boston Airlines - PBA (foto abaixo), operava o voo 1039, um voo regular de passageiros do Aeroporto Internacional de Jacksonville, em Jacksonville, na Flórida, para o Aeroporto Internacional de Tampa, na Flórida. A bordo da aeronave estava 11 passageiros e dois tripulantes.

A Provincetown-Boston Airlines era uma companhia aérea regional com sede em Provincetown, em Massachusetts. A companhia aérea foi suspensa em 10 de novembro de 1984 por violar as regras federais de segurança da aviação e começou a retornar ao serviço em 25 de novembro. Antes de ser suspensa, a companhia aérea transportava mais passageiros do que qualquer outra companhia aérea suburbana nos Estados Unidos.


O EMB 110 foi operado dentro dos limites projetados de peso bruto e centro de gravidade na data do acidente. A aeronave foi adquirida pela PBA em outubro de 1981 e operada continuamente pela PBA até o acidente, acumulando 5.662 horas de operação e 7.858 ciclos até a data do acidente. 

O capitão Thomas Ashby (34) foi contratado pela PBA em 1974. No momento do acidente, ele havia acumulado aproximadamente 10.000 horas de voo, incluindo aproximadamente 400 horas no EMB 110. O primeiro oficial Louis Fernandez (25) foi contratado em 1984, e acumulou aproximadamente 3.000 horas de voo, incluindo 500 horas no EMB 110.

O voo 1039 da PBA estava programado para partir de Jacksonville às 18h08, horário padrão do leste. Às 18h12, o voo 1039 recebeu autorização de decolagem e iniciou sua corrida na pista 31. Às 18h13, o EMB 110 subiu acima do final de partida da pista 31, o voo 1039 foi instruído a mudar para a partida frequência de controle, que ele reconheceu com "OK, até logo".

Trinta segundos depois, testemunhas avistaram a aeronave em descida acentuada. O estabilizador horizontal, elevadores, conjunto do cone de cauda e parte da barbatana ventral separaram-se da aeronave durante o voo. 

Às 18h14, o EMB 110 caiu aproximadamente 7.800 pés (2.400 m) além do final da Pista 31. A aeronave foi destruída pelo impacto e um incêndio pós-acidente; todos os 11 passageiros e ambos os membros da tripulação morreram por "forças de impacto severas que excederam a tolerância humana".

Jornal Tampa Bay Times
O National Transportation Safety Board (NTSB) investigou o acidente e descobriu que o estabilizador horizontal se separou inteiro do EMB 110, pousando a 1.100 pés do local do acidente principal. O cone da cauda e a nadadeira ventral se separaram junto com o estabilizador horizontal. 

Os elevadores esquerdo e direito se separaram do estabilizador horizontal devido a fraturas nos suportes das dobradiças, típicas de separações por sobretensão. Como resultado, a investigação e análise do NTSB concentrou-se substancialmente na determinação da sequência e das razões para as separações estruturais. 


As hipóteses consideradas pelo NTSB incluíram:
  • sobrecarga estrutural imposta pela turbulência;
  • falha estrutural como resultado de fraqueza estrutural preexistente;
  • o aparecimento de um fenómeno aerodinâmico destrutivo como resultado de danos pré-existentes;
  • o aparecimento de vibrações destrutivas produzidas pelo desequilíbrio de uma hélice danificada; e
  • a aplicação de cargas aerodinâmicas excessivas como resultado de um ou mais mau funcionamento do sistema de controle de voo.
A falta de um gravador de voz na cabine (CVR) e de um gravador de dados de voo (FDR) a bordo do EMB 110 prejudicou a capacidade do NTSB de investigar o acidente. No momento do acidente do voo 1039, a Administração Federal de Aviação havia emitido um aviso de proposta de regulamentação que exigiria a instalação de CVRs/FDRs em aeronaves multimotores turboélice de passageiros, mas nenhuma regra desse tipo foi finalizada ainda. 

O NTSB concluiu que "a instalação de um FDR e CVR teria fornecido pistas significativas sobre a causa deste acidente e remediado as ações necessárias para evitar a recorrência."

Com base em suas investigações, o NTSB foi capaz de determinar múltiplas causas potenciais de um mau funcionamento do sistema de controle do elevador ou do sistema de compensação do elevador, qualquer uma das quais poderia ter levado a tripulação a tomar ações corretivas que resultariam em uma haste de controle do elevador sobrecarregada e, por fim, na separação. dos elevadores e estabilizador horizontal. 


O NTSB emitiu seu relatório final em 24 de junho de 1986. Em seu relatório, fez a seguinte declaração sobre a provável causa do acidente: 

"O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes determina que a causa provável deste acidente foi um mau funcionamento do sistema de controle do elevador ou do sistema de compensação do elevador, que resultou em um problema de controle de inclinação do avião. A reação da tripulação de voo para corrigir o problema de controle de inclinação sobrecarregou a haste de controle esquerda do profundor, o que resultou em deflexão assimétrica do elevador e falha por excesso de tensão na estrutura de fixação do estabilizador horizontal. O Conselho de Segurança não foi capaz de determinar o problema preciso com o sistema de controle de inclinação."


O acidente foi o terceiro em seis meses para o PBA, que recentemente retomou o serviço após ser encalhado pela FAA por violações de segurança. A crise abalou a confiança do público na PBA e as reservas de clientes caíram 75%. Após o pedido de falência, a companhia aérea foi comprada pela People Express em 1986.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN e baaa-acro

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Embraer cancela projeto de novo turboélice

Após encerrar o projeto do turboélice regional, a Embraer avalia novas plataformas de longo prazo, com foco em propulsão elétrica e híbrida.

Turboélice da Embraer dependia do desenvolvimento de novos propulsores
para se destacar no mercado (Imagem: Embraer)
A Embraer decidiu encerrar de forma definitiva o desenvolvimento de um novo turboélice regional. O modelo, concebido para competir com a europeia ATR, não avançou por falta de motores de nova geração capazes de atender às metas de eficiência propostas.

O cancelamento foi anunciado por Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer, durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, e marca o fim de uma das iniciativas mais aguardadas da indústria — um programa que chegou a gerar conceitos e renderizações públicas entre 2020 e 2021, mas que não atingiu viabilidade técnica.

Segundo Gomes Neto, a decisão encerra o programa de forma definitiva. “O projeto não está em pausa, foi cancelado”, disse. Desde 2023, a Embraer já vinha classificando a proposta como “congelada”, aguardando avanços em novos propulsores. O desenvolvimento estava diretamente condicionado ao surgimento de novos motores capazes de reduzir consumo e emissões.

Propulsão elétrica e híbrida


Com o cancelamento, a Embraer redireciona esforços para novas frentes tecnológicas e de mercado. Os estudos em andamento focam em plataformas de longo prazo — com horizonte de cinco a dez anos — voltadas a soluções de propulsão elétrica e híbrida, além de eventuais aeronaves de maior porte que a atual família E-Jet E2.

No mercado, há expectativa de que a Embraer possa, no momento adequado, avançar para um projeto capaz de disputar o mercado dominado pelos Airbus A320 e Boeing 737 MAX — programas que somam quase quatro décadas de operação e representam as últimas gerações de seus respectivos projetos.

“A Embraer está investindo em novas tecnologias para preparar futuros produtos”, disse Gomes Neto, indicando que qualquer novo anúncio deverá ocorrer no longo prazo.

Perspectivas comerciais


Apesar da interrupção do projeto turboélice, a Embraer mantém uma carteira confortável de pedidos na divisão comercial. Em outubro, o backlog somava 490 aviões da família E-Jet, avaliadas em US$ 15,2 bilhões (R$ 82 bilhões) — aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2023.

Com base nesse volume, a empresa prevê crescimento expressivo até o final da década, impulsionado por entregas comerciais e expansão de sua presença internacional na aviação regional e de negócios.

Via Marcel Cardoso (Aero Magazine)

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Vídeo: Por que o Embraer E2 fez a Boeing e a Airbus Tremerem - Dinastia Embraer E2


Imagina um avião brasileiro criado para desafiar gigantes como a Airbus e a Boeing. Um jato que ronrona como uma baleia durante a decolagem, gasta menos combustível do que qualquer concorrente e ainda representa o auge da engenharia nacional.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Vídeo: Como a Embraer dominou o mundo com os E-Jets - Dinastia Embraer


No fim dos anos 1990, Airbus e Boeing ignoravam os jatos regionais enquanto Bombardier e Fairchild-Dornier falhavam em preencher essa lacuna. Foi então que a Embraer ousou com os E-Jets — Embraer 170, 175, 190 e 195 — mudando para sempre a aviação regional. Neste episódio da série Dinastia Embraer você vai conhecer a história, as disputas, as curiosidades técnicas e os dados de desempenho que fizeram desses aviões um sucesso mundial e abriram caminho para a geração E-2.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Hoje na História: 26 de novembro de 1975 - Há 50 anos a Embraer exportava um avião pela primeira vez


A Embraer celebra nesta sexta-feira, 26 de novembro, o marco histórico de 50 anos desde a primeira exportação de aviões da companhia, ocorrida em 1975. O modelo bandeirante, idealizado engenheiros brasileiros, dentre eles Ozires Silva, foi o primeiro produto da empresa a conquistar o mercado internacional.

“É especialmente emblemático que o Uruguai tenha sido o parceiro comercial escolhido para essa primeira exportação. Naquela época, nem mesmo existia o Mercosul, e a confiança depositada pela nação vizinha foi crucial para a Embraer em seus primórdios, quando seu futuro ainda era incerto. Esse apoio foi fundamental para o desenvolvimento e a consolidação da empresa, que hoje é um símbolo de inovação e excelência na aviação”, disse Anderson Correia, presidente do IPT e ex-reitor do ITA, em publicação no LinkedIN.

Atualmente, a Embraer exporta aviões de todos os portes, desde executivos a militares, para diversas partes do mundo, mas suas raízes e primeiros passos se deram aqui na América do Sul e de forma modesta.


Via Carlos Ferreira (Aeroin)

terça-feira, 16 de setembro de 2025

5 características únicas do Embraer A-29 Super Tucano

(Foto: Matt Morgan/Wikimedia Commons)
O Embraer EMB Super Turano (A-29) é uma aeronave multimissão projetada e desenvolvida pela fabricante brasileira Embraer. O A-29 é conhecido por sua flexibilidade e manobrabilidade em todo o espectro de missões, incluindo ataque, reconhecimento e treinamento.

Projetado para suportar ambientes e condições de solo extremos, a presença global da aeronave vem aumentando. Este artigo observa algumas características únicas do A-29 Super Tucano.

1. Projetado para ambientes austeros


Pode suportar condições extremas de solo e ambientais
  • Pistas semi-preparadas
  • Bases operacionais avançadas
  • Ambientes desérticos/arenosos
  • Operação quente e alta
  • Altitudes de alta densidade
  • Condições de alta umidade
O Embraer EMB Super Tucano foi projetado para operar em todos os tipos de ambientes e condições de solo. De altitudes de alta densidade e ambientes desérticos a campos de pouso semipreparados, o A-29 é uma máquina robusta. A aeronave foi certificada para uma variedade de aplicações civis e militares, permitindo aos operadores em todo o mundo mais flexibilidade.

(Foto: Embraer)
Segundo a Embraer, “Atende aos mais rigorosos requisitos civis e militares para uso operacional seguro e econômico. Alta resistência à fadiga, trem de pouso robusto para operações em pistas semipreparadas, para-brisa resistente a impactos de pássaros, protegido contra corrosão para suportar ambientes agressivos.”

2. Uma presença mundial


Usado por 16 forças aéreas
  • Número de aeronaves encomendadas: 260
  • Número de horas de voo: mais de 500.000 horas
  • Número de horas de voo de combate: quase 60.000 horas
A Embraer afirma que o A-29 Super Tucano é o líder mundial em sua categoria, o que é evidente por sua presença mundial. Atualmente, 16 forças aéreas globais usam o tipo e a lista continua a crescer à medida que mais pedidos são atendidos. Um total de 260 aeronaves foram encomendadas e mais de meio milhão de horas de voo foram voadas no tipo.


As características únicas da aeronave a tornam uma escolha flexível, acessível e de baixo risco para as forças aéreas. A aquisição e manutenção de aeronaves de baixo risco permitem maior flexibilidade de missão e otimização da frota. Sua capacidade multimissão, combinada com os mais recentes sistemas de tecnologia, faz uma grande diferença para operações militares em todo o mundo.

3. Uma aeronave altamente sobrevivente


Características de sobrevivência ativa e passiva
  • Alta letalidade e eficácia de ataque
  • Autoproteção abrangente
  • Altamente manobrável
  • Maior consciência situacional
O A-29 Super Turano oferece várias soluções operacionais dentro de uma única plataforma, permitindo mais flexibilidade operacional. A aeronave é altamente sobrevivente devido ao seu desempenho confiável, identificação precisa de alvos e sistemas de comunicação abrangentes.


A filosofia de manutenção sob condição não compromete a segurança da aeronave. Segundo a Embraer: “Infraestrutura mínima e suporte de solo necessários. Identificação rápida de falhas e facilidade de correção. Uso intensivo do conceito de manutenção sob condição. Programa de Manutenção baseado em MSG-3 garantindo Alta Segurança Operacional e Custos Mínimos.”

(Foto: MAS1357/Wikimedia Commons)
A aeronave é equipada com recursos de sobrevivência ativa e passiva que garantem a segurança do voo e aumentam a confiabilidade da missão. Segundo a Embraer: “… A capacidade é aprimorada ainda mais pelo avançado sistema aviônico HMI integrado a uma estrutura robusta capaz de operar em pistas não pavimentadas, com altos níveis de recursos de sobrevivência ativa e passiva.”

4. A única aeronave 3 em 1 por design


Oferece soluções de alto desempenho em três segmentos
  1. Ataque leve
  2. Reconhecimento armado
  3. Treinador tático
A Embraer afirma que o A-29 é a única aeronave projetada para esse propósito com soluções de alto desempenho em três segmentos. Ataque leve, reconhecimento armado e treinamento tático. Como uma plataforma de ataque leve, a aeronave oferece apoio aéreo aproximado (CAS), interdição aérea, patrulha aérea e coordenação aérea tática e avançada.

(Foto: InsectWorld/Shutterstock)
A plataforma de reconhecimento armado oferece vigilância de fronteira, escolta aérea, ISR armado e patrulhamento de zona exclusiva. Como um treinador tático, o A-29 pode realizar missões de treinamento avançado, incluindo treinamento de caça de liderança, treinamento JTAC e FAC e treinamento operacional de pilotos.

5. Operações diurnas e noturnas


Projetado com uma pegada baixa
  • Dificilmente detectável por radares
  • Baixos níveis de ruído
  • Assinatura visual baixa
  • Identificação do alvo
  • Coleta de informações
O A-29 Super Turano é capaz de executar operações diurnas e noturnas de forma eficiente e eficaz. A aeronave é projetada para identificar e detectar alvos com precisão, mesmo à noite. Além disso, sua própria assinatura visual e pegada de ruído dificultam sua detecção.

(Foto: ThalesAntonio/Shutterstock)
A Embraer afirma: “O A-29 Super Turano é, por design, uma aeronave de baixa pegada, dificilmente detectável por radares, com baixo nível de ruído e assinatura visual.”

A Embraer mostra que sistemas eficientes a bordo da aeronave permitem detectar veículos terrestres a até 31 NM (57 km). Os sensores de última geração entregam resultados superiores em missões de reconhecimento.

Com informações do Simple Flying

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Embraer anuncia venda de 50 aviões por US$ 4,4 bilhões para companhia aérea americana

Acordo ainda prevê direito de compra de outros 50 jatos comerciais E195-E2.

E195-E2 com pintura customizada (Foto: Divulgação/Embraer)
A Embraer anunciou na manhã desta quarta-feira (10) um acordo de US$ 4,4 bilhões - equivalente a R$ 23,8 bilhões na cotação atual - para venda de 50 aviões comerciais E195-E2 para a companhia aérea americana Avelo Airlines. O contrato ainda prevê direito de compra de outros 50 jatos do mesmo modelo. As entregas estão previstas para o primeiro semestre de 2027.

Essa é a primeira venda do E195-E2 para uma companhia aérea dos EUA, o que abre novas possibilidades para Embraer no mercado da aviação americana. Até então, as empresas operavam apenas aviões menores da empresa brasileira, como o E-175, com foco na aviação regional.

"Os E195-E2 modernizarão a frota da Avelo, complementando seus Boeing 737NGs, enquanto ampliam a eficiência de custos e o alcance da malha aérea", informou a Embraer em comunicado.


No fim de julho, a aviação comercial ficou de fora da tarifa extra de 40% aos produtos brasileiros exportados aos EUA - elevando o total para 50%. Com isso, as tarifas para vendas de aeronaves civis (não militares) para os americanos seguem com a taxa de 10%, já praticada desde abril.

A Embraer segue defendendo que a alíquota seja zerada.

Os Estados Unidos são o principal mercado da Embraer, com sede em São José dos Campos. Os americanos são responsáveis por 45% das vendas de jatos comerciais e 70% das de jatos executivos da fabricante brasileira.

Na aviação comercial, 52,4% dos jatos que já estão na carteira de pedidos atualizada da Embraer são para seis clientes americanos - são 229 dos 437 aviões encomendados.

Via Carlos Santos (g1 Vale do Paraíba e região)

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Vídeo: O Turboélice mais BONITO é Brasileiro | EMB120 Brasília


Hoje tem o histórico mais completo do EMB 120 Brasília, o avião que abriu as 
portas do mundo para a Embraer. Segundo episódio da DInastia Embraer.

Quantos litros de combustível cabem nos tanques dos aviões de passageiros?


Para atravessarem oceanos, os grandes jatos de passageiros demandam uma enorme quantidade de combustível. Embora os passageiros façam pouca ou nenhuma ideia da sua capacidade, os tanques dos aviões podem carregar até mais de 300 mil litros, como é o caso do Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo.

Para colocar em perspectiva, uma piscina olímpica pode ter até 2,5 milhões de litros, dependendo da profundidade, isso significa que o A380 tem capacidade para levar 12% da capacidade da piscina. Por outro lado, um carro popular tem um tanque de cerca de 45 litros e, assim, um superjumbo poderia levar o equivalente a 7.177 tanques.

As informações foram coletadas junto aos fabricantes das aeronaves e mostram a capacidade do tanque em litros. O peso em quilos considera o que está no manual dos fabricantes.

Airbus



Os dados abaixo foram retirados dos manuais da Airbus e consideram a capacidade máxima de combustível (que varia conforme o motor escolhido pela operadora). A Airbus considera que cada litro pesa 0.785 kg. Está listada a maioria dos modelos ainda voando pelo mundo.
  • A380 – 323.546 litros (253.983 quilos)
  • A350-1000 – 165.000 l (129.500 kg)
  • A350-900 – 138.000 l (108.330 kg)
  • A340-500/600 – 195.010 l (153.082 kg)
  • A340-200/300 – 140.640 l (110.402 kg)
  • A330-200/300/800/900 – 139.090 l (109.185 kg)
  • A321/neo – 32.853 l (25.780 kg)
  • A320/neo – 29.659 l (23.282 kg)
  • A319/neo – 23.859 l (18.729 kg)

Boeing



Da mesma forma, está listada a maioria dos modelos da fabricante e que ainda estão em operação ao redor do mundo. A Boeing considera que cada litro pesa 0.803 kg.
  • B747-8 – 238.610 l (193.280 kg)
  • B747-400 – 215.991 l (173.425 kg)
  • B777-9 – 197.977 l (158.976 kg)
  • B777-200LR/300ER – 181.283 l (145.538 kg)
  • B787-9/10 – 126.429 l (101.522 kg)
  • B787-8 – 126.206 l (101.343 kg)
  • B767-300ER – 91.380 l (73.364 kg)
  • B757-200 – 42.680 l (34.260 kg)
  • B737-700/800/900 – 26.022 l (20.894 kg)
  • B737-7/8 MAX – 25.816 l (20.730 kg)

Embraer



Assim como no caso da Airbus e Boeing, os dados dos jatos da Embraer foram obtidos no site da fabricante brasileira.
  • E190/195 (E1) – 16.029 l (13.100 kg)
  • E190 (E2) – 16.800 l (13.500 kg)
  • E195 (E2) – 17.060 l (13.690 kg)
  • E175 (E1) – 11.625 l (9.428 kg)
Via Carlos Ferreira (Aeroin)

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Hoje na História: 19 de agosto de 1969 - A Fundação da Embraer

A Embraer completa 55 anos e segue como referência na aviação mundial.

Família ERJ 145 se tornou um divisor de águas na aviação regional e deu novo impulso para a Embraer
A Embraer está completando 55 anos hoje, dia 19 de agosto, mantendo a posição de referência nos segmentos de aviação comercial regional, aviação executiva e defesa.

Em 1953, o oficial da Aviação do Exército, Casimiro Montenegro convida o engenheiro aeroespacial e fundador da Focke-Wulf em Bremen, o alemão Henrich Focke e seus engenheiros, para que atuassem no CTA. Isto ocorre após Montenegro tomar conhecimento dos projetos inovadores que esses engenheiros vinham realizando na Alemanha, desenvolvendo desde 1939 helicópteros como o Focke-Wulf Fw 61 e aeronaves como Focke-Wulf Fw 190 e Focke-Wulf Fw 200.

A Embraer nasceu como uma iniciativa do governo brasileiro dentro de um projeto estratégico para implementar a indústria aeronáutica no país, em um contexto de políticas de substituição de importações.

Neste contexto, foi aprovado em 25 de junho de 1965, o projeto governamental IPD-6504, para a produção de uma aeronave que atendesse as necessidades do transporte aéreo comercial brasileiro, principalmente em pequenas cidades, visando a produção de um avião que se adaptasse à infraestrutura aeroportuária do país na época. A especificação técnica do projeto era para a produção de uma aeronave pequena, com capacidade para oito passageiros, de asa baixa, turbopropelida e bimotor. 

Embraer EMB-100, projeto IPD-6504, primeiro protótipo do Bandeirante, cujo primeiro voo foi em 22 de outubro de 1968. A aeronave foi restaurada e encontra-se preservada no Museu Aeroespacial, na cidade do Rio de Janeiro
O projeto e montagem foram realizados nas instalações do CTA e o primeiro protótipo teve seu voo inaugural em 22 de outubro de 1968. Sua produção envolveu cerca de trezentas pessoas, lideradas pelo engenheiro aeronáutico e então major da FAB, Ozires Silva.

No ano seguinte seria criada a Embraer com a finalidade de produzir o modelo em série, denominado Embraer EMB-110, sendo Ozires Silva o primeiro presidente da empresa, cargo que exerceria até 1986.

Mais dois protótipos foram produzidos pela Embraer, com a denominação EMB 100 Bandeirante, passando depois as aeronaves a receber a denominação EMB 110, para a produção em série.

Além do CTA, criado em 1946, mas que em 30 de abril de 2009 passou a ser denominado Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), é considerado outro precursor da Embraer, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Criado também por Casimiro Montenegro em 1950, a proposta para sua criação havia sido apresentada por ele em 1945 a um grupo de oficiais do Estado Maior da Aeronáutica.

Fundada no ano de 1969, como uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério da Aeronáutica, seu primeiro presidente foi o engenheiro Ozires Silva, que havia liderado o desenvolvimento do avião Bandeirante.

Criatura e criador: o avião Bandeirante em inspeção com Ozires em primeiro plano
O fabricante brasileiro, criado em 1969, para produzir o Bandeirante em série, foi um dos raros casos de uma empresa criada para viabilizar um avião. Coincidentemente, 1 ano e um mês depois, a Airbus foi criada com o mesmo objetivo, produzir um avião em desenvolvimento, no caso, o A300.

Inicialmente, a maior parte de seu quadro de funcionários formou-se com pessoal oriundo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que fazia parte do CTA. De certo modo, a Embraer nasceu dentro do CTA. 

No ano de 1980, adquiriu o controle acionário da Indústria Aeronáutica Neiva, que se tornou sua subsidiária, atual divisão de aviação agrícola. Durante as décadas de 1970 e 1980, a empresa conquistou importante projeção nacional e internacional com os aviões Bandeirante, Xingu e Brasília.

A Embraer e Bandeirante ainda hoje se destacam como um dos mais ambiciosos projetos brasileiros, especialmente na área do transporte aéreo, assim como no segmento industrial de tecnologia de ponta.

O EMB-110 Bandeirante foi o primeiro avião produzido pela Embraer
Ao longo de cinco décadas a Embraer desenvolveu diversos aviões que se tornaram referência ao redor do mundo, como o EMB-120 Brasília, EMB-312 Tucano, as famílias ERJ-145 e E-Jet, Phenom 300, Praetor 600, entre outros.

Em dezembro de 1994, a Embraer foi privatizada e iniciou um novo ciclo de crescimento, fortalecendo sua presença e competitividade nos mercados de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. Por duas décadas a Embraer foi líder mundial na aviação comercial, com aviões a jatos de até 150 assentos. Atualmente, o Phenom 300 segue sendo o avião executivo leve mais entregue do mundo, título que mantém há dez anos consecutivos. Por vários anos ainda foi o jato executivo mais vendido, entre todos os segmentos e modelos.

O EMB-110 Bandeirante e o EMB-120 Brasília foram referência na aviação regional, viabilizando o crescimento do segmento nos Estados Unidos, Europa e Brasil. Na Europa, o Bandeirante foi o avião que deu início a gigante de ultrabaixo custo Ryanair.

Na segunda metade da década de 1990 a família ERJ-145 protagonizou uma intensa disputa pela liderança do mercado de aviação regional norte-americano, levando ao embate internacional entre Brasil e Canadá, que se acusavam mutuamente se apoio ilegal a seus respectivos fabricantes aeronáuticos. Na ocasião, a Embraer liderava a balança comercial brasileira, como a empresa com maior valor de exportação.

E-Jet se tornou líder no mercado de aviação comercial regional em todo o mundo
Nos anos 2000 o lançamento da família E-Jet se tornou um divisor de águas para a Embraer e para a própria aviação comercial. O E175 se tornou o jato de até 80 lugares mais vendido dos Estados Unidos, onde lidera praticamente sozinho o mercado de aviação regional. O período foi marcado pelo surgimento de diversos projetos similares, mas a crise criada pelos atentados de 2001, nos Estados Unidos, levou ao fim da totalidade dos futuros concorrentes, mantendo os E-Jets sozinhos no mercado por mais de 15 anos.

Outra mudança importante ocorreu no início dos anos 2000, com o lançamento do Legacy, o primeiro jato executivo da Embraer, baseado na plataforma do ERJ-135. O modelo abriu o caminho para a criação da Embraer Aviação Executiva, que em 2005 lançou a família Phenom, que revolucionou o mercado e se tornou referência entre jatos leves.

Há 10 anos o Phenom 300 é o avião executivo leve mais entregue do mundo
O Tucano, lançado na década de 1980, por vários anos estabeleceu os padrões no treinamento avançado entre forças aéreas de diversos países, incluindo Brasil, Egito, França e Reino Unido. O Super Tucano, lançado dez anos depois, viabilizou o avanço dos aviões turboélices de ataque leve e de treinamento avançado ao redor do mundo. O mais ambicioso projeto da Embraer, o C-390 Millennium, surgiu para rivalizar com nada menos que o veterano e bem-sucedido C-130 Hercules, da Lockheed Martin e que é empregado por mais de 60 países e conta com aproximadamente 2.600 aviões produzidos. O avião sofreu uma redução no pedido formalizado com a Força Aérea Brasileira, mas obteve vendas simbólicas no exterior, com Portugal, Holanda e Hungria se destacando por sua presença na Otan.

Criado para a FAB, o C-390 disputa o mercado mundial de cargueiros táticos e
obteve vendas na Holanda, Portugal e Hungria
Mais recentemente, a Embraer estabeleceu uma estrutura dedicada para a área de Serviços e Suporte, criou a EVE, especializada no conceito de aeronaves urbana elétricas (eVTOL, em inglês) e atua também áreas de radares, embarcações, espaço e ciberespaço.

Em 2022, após 53 anos, a Embraer entregou aproximadamente 8.000 aviões. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

Durante o ano todo de 2024, 206 aviões foram entregues ou 14% acima das 181 aeronaves de 2023.

Via Edmundo Ubiratan (Aero Magazine), Forbes e Wikipédia