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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Curiosidade: Ator de Mr Bean já salvou família de queda de avião mesmo sem saber pilotar


O ator britânico Rowan Atkinson se envolveu em um incidente inusitado há 23 anos durante um voo. Famoso pelas personagens Mr. Bean e Johnny English (da sitcom e do filme homônimos, respectivamente), ele evitou que o avião em que estava com sua família sofresse um acidente durante um voo na África.

Piloto desmaiou


Atkinson e sua família estavam em uma viagem no Quênia em 2001. Em fevereiro daquele ano, eles voavam entre Ukunda e a capital Nairóbi.

Após cerca de 45 minutos de voo, o ator percebeu que o piloto havia fechado os olhos e se recostado no assento. A bordo ainda estavam a então esposa de Atkinson, Sunetra, e os dois filhos do casal.

O avião, um Cessna de pequeno porte, começou a balançar de um lado para o outro. Na sequência, ele começou um mergulho a cerca de 400 km/h.

Até esse momento, o ator e sua esposa tentavam reanimar o piloto. Mas não tiveram sucesso.

Diante da situação, o intérprete de Mr. Bean se deslocou e assumiu os controles do avião. Ele nunca havia pilotado um avião antes, e a aeronave não possuía piloto automático.

Recuperação


Atkinson e Sunetra tentavam acordar o piloto a todo instante, jogando água e dando tapas no rosto dele. O casal parecia ter se convencido de que todos iriam cair em breve.

Apenas após alguns minutos, com o ator no comando, é que o comandante do voo despertou. Ele não entendia o que havia acontecido, e aparentava sofrer de desidratação severa.

O piloto assumiu o controle e o avião pousou em segurança cerca de meia hora depois no aeroporto Wilson, em Nairóbi. A família reportou o incidente às autoridades antes de embarcar de volta em um avião da British Airways com destino à Inglaterra.

Não comenta o episódio


Rowan Atkinson é conhecido por ser muito discreto sobre sua vida pessoal e não teria feito nenhuma manifestação pública sobre o ocorrido. Entretanto, a colegas, ele detalhou o ocorrido.

Rodney Atkinson, irmão do ator, disse que apenas ouviu que o incidente teria acontecido, mas não teria ficado sabendo de nada. "Sou sempre o último a saber", teria se queixado à época.

Como John Travolta transformou sua paixão por aviões em filme exibido em Cannes

O ator, que também é piloto e tem uma coleção de aeronaves, faz sua estreia como diretor com um filme autobiográfico sobre o começo dessa paixão.

(Imagem: Apple TV/Gettimagens: Stephane Cardinale - Corbis/Montagem sobre reprodução)
Na sexta-feira passada (15), John Travolta aterrissou em Cannes pilotando o seu próprio avião.

Um vídeo postado no Instagram pessoal do ator mostra alguns instantes dessa viagem. Do cockpit da aeronave, o capitão Travolta anuncia aos passageiros a decolagem com destino à cidade francesa. Olhando pela janela, a câmera flagra os prediozinhos da costa passando por debaixo da asa. Do chão, adequadamente trajado com uma boina azul-marinho, o ator (e agora também diretor) diz aos espectadores.

“Hoje pilotei meu avião no Festival de Cannes!”, diz, em alto e bom francês, de braços dados com sua filha Ella Bleu.


Que John Travolta é perdidamente apaixonado pela aviação, isso ele nunca escondeu. Conhecido por estrelar sucessos como Grease e Pulp Fiction, o astro de Hollywood também é, há quase cinco décadas, um piloto de avião credenciado, e já afirmou que ama voar tanto quanto atuar no cinema.

Não surpreende, portanto, que sua estreia como diretor no cinema seja uma grande carta de amor às aeronaves. Aventuras nas alturas (Propeller One-Way Night Coach) estreou naquela mesma sexta-feira no Festival de Cannes – um dos eventos mais prestigiosos do cinema mundial, sediado na França. Pouco antes da exibição, para sua surpresa, o diretor também ganhou uma Palma de Ouro honorária, troféu que homenageia a trajetória completa de grandes nomes do cinema.

O filme, que tem lançamento marcado para o dia 29 deste mês na plataforma Apple TV+, é um projeto íntimo de Travolta. A narrativa segue uma versão ficcionalizada da infância do próprio ator, e retrata a história do amor à primeira vista entre uma criança e o deslumbrante mundo das aeronaves, durante a era de ouro da aviação comercial.

O filme também é uma adaptação direta do livro infantil de mesmo nome escrito pelo próprio ator, lançado em 1997. Não à toa, é ele quem dá voz ao narrador do filme.

A premissa é a mesma: em 1962, Jeff (Clark Shotwell), um menino de 8 anos, faz sua primeira viagem de avião junto de sua mãe, Helen (Kelly Eviston-Quinnett), uma aspirante a atriz de Nova York que espera encontrar, em Hollywood, o estopim para uma carreira vibrante. Ao longo do trajeto, os dois fazem várias paradas, trocam de aviões, conhecem novas pessoas, e por aí vai.

(Imagem: Apple TV/Divulgação)
Como descreve a crítica Leslie Felperin para o The Hollywood Reporter, “os clímax emocionais são os momentos em que [Jeff] percebe que eles serão transferidos para a primeira classe e que vão voar em um verdadeiro Boeing 707 durante o último trecho da viagem”. Algo perfeitamente esperado em um filme feito por um completo nerd de aviação.

Na vida real, John Travolta teve suas primeiras aulas de piloto já aos 15 anos. Em 1978, aos 24 anos, garantiu sua credencial completa. Desde então, o ator já conseguiu pelo menos 12 licenças para comandar modelos que vão desde jatinhos de luxo até o Boeing 737.

Com o sucesso nas telonas, veio a grana, e, com a grana, Travolta acumulou uma coleção extensa e luxuosa de aeronaves. Já passaram pelas mãos do ator pelo menos 17 modelos diferentes, incluindo jatinhos, aeronaves a pistão e um Boeing 707 de 1964 que teve entre seus antigos donos Frank Sinatra.

Para comportar suas necessidades aviatórias, em 2001, o ator se mudou para uma mansão na cidade de Ocala, na Flórida, numa propriedade aeroportuária especialmente equipada para aviões, com pistas para manobra e decolagem.

“A aviação sempre me libertou de qualquer coisa triste que estivesse na minha cabeça”, disse Travolta durante uma convenção de aviação em 2008. “Eu consigo olhar uma tabela de voos e um folheto de companhia aérea e me animar”.

Vale dizer: talvez essa não seja a forma mais ecofriendly de se livrar do baixo astral. Jatinhos particulares são a forma de viajar mais nociva ao meio ambiente. Por pessoa, um voo particular produz uma pegada de carbono 14 vezes maior que um passageiro de voo regular.

Entre os críticos de cinema que estiveram na exibição em Cannes, Aventuras nas alturas não parece ter feito uma aterrissagem perfeita. Uma resenha especialmente ácida no The Wrap fez questão de descrever o filme como uma “uma experiência rígida e agoniantemente sem vida”, mas outros artigos têm encontrado um grande charme na nostalgia inocente que Travolta tentou retratar.

Muitos elogios foram direcionados não exatamente à obra, mas à paixão do autor, que guiou todo um projeto que é perceptivelmente bem pessoal. Sobre isso, Brian Tallerico, do site RogerEbert.com, comenta: “Uma leitura metalinguística de Aventuras nas Alturas é mais interessante do que o próprio filme, que é tragicamente prejudicado por uma clara falta de ambição e por atuações que nunca encontram exatamente o tom certo. É um presente que Travolta fez para si mesmo e para sua família, algo que ele provavelmente quis deixar como parte de seu legado. Isso não faz dele um bom filme.”

Confira o trailer:


Por Diego Facundini (Superinteressante)

sábado, 9 de maio de 2026

Do 'presságio' à separação: a queda de avião que mudou a história do Trio Parada Dura, ícone do sertanejo nos anos 1980

Acidente no interior de SP deixou Barrerito paraplégico e impactou a formação clássica de um dos nomes mais populares do gênero.

Creone, Barrerito e Mangabinha, formação antiga do Trio Parada Dura (Foto: Reprodução/Instagram)
“Trio Parada Dura” é um nome tão consolidado no sertanejo e na cultura popular brasileira que virou uma referência no cotidiano. No dia a dia, é comum usar o nome para falar de um trio de amigos destemidos, autênticos, capazes de enfrentar qualquer desafio – até mesmo uma queda de avião.

Foi o que aconteceu em 1982 com Creone, Barrerito e Mangabinha, a formação clássica do grupo. A aeronave caiu em Espírito Santo do Pinhal (SP). Todos saíram vivos, mas Barrerito ficou paraplégico.


Creone lembra bem daquele 6 de setembro. Antes do voo, o radialista Zé Béttio até brincou com o piloto: “Cuidado, hein? Vai matar meu trio”. A frase acabou soando como um presságio.

Pouso forçado


Naquele dia, o trio saiu de São Paulo rumo a Cruzília (MG). No auge do sucesso, a agenda lotada exigia viagens de avião. Eles decolaram do Campo de Marte sob chuva forte, fizeram uma parada em Campinas para abastecer e seguiram viagem. Chovia tanto que o piloto se perdeu.

Ao avistar uma pista em Espírito Santo do Pinhal, decidiu pousar para se localizar. Mas o vento e o tamanho da pista atrapalharam.

“Ele foi pousar, não conseguiu. Quando viu que não dava mais, foi arremeter o avião de novo para voltar para a pista e não conseguiu. Foi onde ele falou: ‘Nós temos que descer aqui, em qualquer lugar, agora”, diz Creone, o único integrante da formação clássica que permanece no Trio.

Creone, do Trio Parada Dura, relembra queda de avião que mudou história do grupo
(Foto: Pedro Santana/EPTV)
O pouso forçado terminou em queda. A experiência foi traumática e todos os ocupantes da aeronave tiveram ferimentos. Creone, por exemplo, quebrou três costelas.

“Eu lembro que eu tirei o cinto e abracei o banco do piloto. E pensei: Deus é quem cuida de nós, e seja o que Deus quiser”, lembra.

(Imagem via Fan clube barrerito)
Quando finalmente conseguiram sair da aeronave, descobriram a grave lesão na coluna de Barrerito. “Eu empurrei o banco e falei pra ele: ‘Vamos descer, desce logo’. E ele falou: ‘Eu não sinto nada nas minhas pernas”, lembra Creone.

Ele e os demais voltaram para tentar retirá-lo do avião. Barrerito gritava de dor. “Eu acho que tentar tirar ele dali machucou mais ainda. Porque era só uma portinha para tirar um homem daquele tamanho, deitado ali”.


Separação do trio


Barrerito voltou aos palcos após a recuperação e seguiu no Trio Parada Dura até 1987. O jornalista e pesquisador André Piunti, um dos maiores especialistas em música sertaneja no Brasil, explica que a imagem da formação clássica do Trio Parada Dura após o acidente virou algo simbólico.

“É algo muito diferente no sertanejo. Dois caras de pé, o rapaz de cadeira de rodas cantando ali no meio. É uma das histórias mais ricas, mais importantes, e também um dos repertórios mais ricos que é regravado até hoje pela galera da nova geração”, diz Piunti.

(Imagem via Fan clube barrerito)
No entanto, cinco anos depois do acidente, Barrerito preferiu seguir carreira solo. “Ele falava para todo mundo que não ia mais viajar com o trio, porque ele não ia aguentar viajar mais de avião e ele não podia impedir que nós fossemos”, diz Creone.

A saída de Barrerito abriu espaço para a entrada definitiva do irmão, Parrerito, no trio. Após o acidente, ele já havia assumido o lugar do irmão temporariamente, durante a recuperação.

Parrerito morreu em 13 de setembro de 2020, aos 67 anos, vítima de complicações da Covid-19.

Já Barrerito morreu em 1998, aos 56 anos, após um ataque cardíaco. Mesmo depois do trauma, seguiu na música e lançou oito discos na carreira solo, com sucessos como "Onde Estão os Meus Passos", "Morto por Dentro" e "Cadeira Amiga”.

Nesta última o reflexo do acidente na produção do músico é claro. Barrerito se refere à cadeira de rodas como um “presente que não desejo a ninguém”. Ainda assim, ele nunca deixou a tristeza vencer.

“Este cantor magoado ainda vai cantar de pé / A minha voz é força que vem de dentro / E apesar do sofrimento ainda não perdi a fé”.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Helicóptero da dupla Henrique e Juliano cai em fazenda no Tocantins

Bombeiros informaram que havia duas pessoas na aeronave, que sofreram ferimentos leves. A dupla não estava no helicóptero, segundo a corporação.


O helicóptero Robinson R44 II, prefixo PR-MSJ, número de série 13579, de Juliano, da dupla com Henrique, caiu no fim da manhã desta sexta-feira (8), na zona rural de Porto Nacional, na região central do estado. A dupla não estava na aeronave. Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas estavam no helicóptero e sofreram ferimentos leves.

O acidente aconteceu em uma das propriedades da dupla no Tocantins. Imagens do local mostram que a aeronave ficou pendurada em uma árvore. Quem pilotava era o pai de Henrique e Juliano, Edson Reis, que passa bem.

Edson Reis, pai de Henrique e Juliano (Foto: Reprodução/Instagram Edson Reis)
A dupla postou um vídeo nas redes sociais tranquilizando os fãs. "Sobre incidente aí com helicóptero, mas tá todo mundo bem, entendeu? Meu pai que tava no comando, é um piloto experiente, entendeu? Não teve nenhum tipo de lesão grave, então assim, foi só dano material, graças a Deus", disse Henrique.

A assessoria da dupla classificou o acidente como um pouso de emergência. Segundo a nota, Edson Reis é um piloto experiente. Ele passa bem e não sofreu nenhum tipo de lesão grave.

A Polícia Militar informou que acompanhou a ocorrência no local, e a aeronave está sendo removida da área da fazenda da família.

Helicóptero caiu próximo a fazenda de Henrique e Juliano no Tocantins (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A Força Aérea Brasileira disse que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar a queda da aeronave de matrícula PR-MSJ, em Porto Nacional. Segundo o órgão, a equipe realiza a coleta de dados, análise dos danos e levantamento de informações que vão auxiliar na investigação do caso (veja íntegra da nota abaixo).

"Só escutei o barulho. Minha fazenda fica a uns 500 metros da deles. Ouvi o barulho umas 12h20. Passou por cima da minha chácara baixinho e como se fosse direto pro porto deles, e só escutamos o estrondo", disse Denir.

Uma segunda testemunha, relata que esteve no local logo após o acidente. "Eu estive lá no local, o helicóptero não caiu dentro da fazenda não, caiu em cima da cerca, na divisa da chácara do pai do Henrique e Juliano, com um condomínio de chácaras, bem em cima da cerca. Era um helicóptero laranja", disse.

A dupla Henrique e Juliano tem um show confirmado em Uberlândia, no estado de Minas Gerais, neste sábado (9), no Estádio Parque do Sabiá.

Íntegra da nota da dupla

Dupla Henrique e Juliano tem fazenda no Tocantins (Foto: Thomaz Marostegan/g1)
"Confirmamos o incidente, com helicóptero pertencente à família de Henrique e Juliano. A aeronave fez um pouso de emergência Na tarde de hoje, 08 de maio.

O pouso aconteceu em uma das propriedades da dupla, em Porto Nacional/TO. Sr. Edson Reis, pai dos cantores, é um piloto experiente e estava no comando do helicópter, felizmente passa bem, e não sofreu nenhum tipo de lesão grave."

Íntegra da nota do CENIPA

Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta sexta-feira (08/05), investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) — órgão regional do CENIPA, com sede em Brasília (DF) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-MSJ, no município de Porto Nacional (TO).

Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.


Via g1 Tocantins, SBT News, ANAC

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Hoje na História: 4 de maio de 1943 - Ataque aliado na 2ª Guerra contou com o ator Clark Gable na equipe

102º PBCW Lead. Comandante da Aeronave / Capitão Piloto William R. Calhoun Jr. / Tenente-Coronel Co-Piloto William A. Hatcher, comandante, 351º Grupo de Bombardeio. Da esquerda para a direita: Sargento Willam C. Mulgrew, Artilheiro da Torre de Bola; Sargento Richard C. Fortunak, Artilheiro de Cintura Esquerda; Sargento Técnico Roman R. Zaorski, Engenheiro de Voo / Artilheiro de Torre; Sargento Murel A. Murphy, Artilheiro de Cintura Direita; Capitão Robert J. Yonkman, Bombardier; Tenente Coronel William A. Hatcher, Co-Piloto; Capitão William R. Calhoun, Comandante / Piloto de Aeronave; 1º Tenente Joseph M. Strickland, Navigator; Sargento Técnico Charles R. Terry, Operador de Rádio; Sargento Willard W. Stephen, Tail Gunner; Capitão Clark Gable, Top Gunner (Foto: Força Aérea dos EUA)
Em 4 de maio de 1943, a VIII Missão de Comando de Bombardeiros nº 54 foi um ataque às fábricas de montagem da Ford e da General Motors em Antuérpia, na Bélgica. 

79 B-17s da 1ª Asa de Bombardeio foram designados, com outros 33 bombardeiros preparando um desvio ao largo da costa. Cada B-17 foi carregado com cinco bombas de alto explosivo de 1.000 libras (453,6 kg). Entre 1839-1843 horas, 65 B-17s atingiram o alvo e lançaram 161,5 toneladas (146,5 toneladas métricas) de bombas de uma altitude de 23.500 pés (7.163 metros). Os resultados foram considerados muito bons.

Dezesseis B-17s foram danificados por artilharia antiaérea e caças alemães, com 3 aviadores americanos feridos. Os artilheiros a bordo dos bombardeiros reivindicaram dez caças inimigos destruídos e um danificado. Eles gastaram 21.907 cartuchos de munição de metralhadora calibre .50. A duração total da missão foi de 4 horas e 30 minutos.

A nave principal de um grupo composto formado por esquadrões do 91º, 303º e 305º Grupos de Bombardeio foi o Boeing B-17F-27-BO Flying Fortress 41-24635. Ele havia sido chamado de The 8 Ball Mk. II por sua tripulação, liderada pelo capitão William R. Calhoun, Jr. (o primeiro The 8 Ball do capitão Calhoun , 41-24581, foi danificado além do reparo, 20 de dezembro de 1942).

A aeronave 'The 8 Ball Mk. II' foi designada para o 359º Esquadrão de Bombardeio, 303º Grupo de Bombardeio (Pesado), na RAF Polebrook (Estação 110 da Força Aérea), em Northamptonshire, Inglaterra.

Para a Missão No. 54, o Capitão Calhoun foi o comandante da aeronave enquanto o Tenente Coronel WA Hatcher, o comandante recém-designado do 351º Grupo de Bombardeio (Pesado), voou como copiloto.

Foto do ataque à fábrica da General Motors, em Antuérpia, na Bélgica (Foto: Força Aérea dos EUA)
Após a missão, o capitão Calhoun disse: “Foi uma boa missão, no que me diz respeito. Meu bombardeiro, capitão Robert Yonkman, me disse que o bombardeio foi realmente incrível.”

O tenente-coronel Hatcher disse: “Foi meu segundo ataque e foi muito melhor do que o primeiro, que foi o Bremen. Eles me disseram que o bombardeio foi perfeito. Estou aprendendo muito a cada vez.”

O 8 Ball Mk II foi ligeiramente danificado nesta missão. O 1º Tenente Navigator Joseph Strickland relatou: “Uma cápsula de 20 mm cortou minha bota voadora quase pela metade. Acredito que foi um bombardeio tão bom quanto nós. Nunca vi tantos lutadores na minha vida. Tanto nossos quanto os alemães.”

O Capitão William R. Calhoun Jr. e o Capitão Clark Gable após a missão em Antuérpia, em 4 de maio de 1943. Aos 24 anos, o capitão Calhoun foi promovido ao posto de tenente-coronel. As folhas de carvalho prateado, insígnia de sua nova posição, foram fixadas pelo capitão Gable (Foto: Força Aérea dos EUA)
Também a bordo do The 8 Ball Mk II estava o capitão William Clark Gable, Air Corps, Exército dos Estados Unidos. Depois que sua esposa, Carole Lombard, morreu em um acidente de avião, em 16 de janeiro de 1942, o ator de cinema mundialmente famoso se alistou no US Army Air Corps, com a intenção de se tornar um artilheiro de um bombardeiro. Logo depois de se alistar, porém, ele foi enviado para a Escola de Candidatos a Oficiais e depois de se formar foi comissionado um segundo-tenente.

Sr. e Sra. Clark Gable
O Tenente General Henry H. Arnold, Comandante Geral das Forças Aéreas do Exército dos EUA, designou o Tenente Gable para fazer um filme de recrutamento sobre artilheiros em combate. Gable foi então mandado para uma escola de tiro aéreo e depois para um treinamento de fotografia. 

Ele foi colocado no comando de uma unidade de filme de 6 homens e designado para o 351º Grupo de Bombardeio (Pesado) enquanto eles passavam pelo treinamento e eram enviados para a 8ª Força Aérea da Inglaterra.

O Tenente Clark Gable com um cinto de cartuchos de metralhadora calibre .50
Clark Gable, agora capitão, queria filmar a bordo de um bombardeiro com uma tripulação de combate altamente experiente, então ele e o comandante de seu grupo, o tenente-coronel Hatcher, voaram com a tripulação do capitão Calhoun.

A missão de 4 de maio de 1943 foi a primeira missão de combate de Gable. Como artilheiro qualificado, ele pilotava uma metralhadora Browning AN-M2 .50.

O Capitão Clark Gable manejando uma metralhadora BrowningAN-M2, calibre .50,
a bordo de um bombardeiro B-17 (Foto: Força Aérea dos EUA)
O filme de recrutamento de Gable foi concluído vários meses depois. Era intitulado “Combat America”.
Cartaz da produção de Gable, “Combat America”.
Dois meses depois, em 20 de dezembro de 1942, durante uma missão de bombardeio em Ronilly-sur-Seine, França, o 8 Ball foi fortemente danificado. Chegando à Inglaterra, o capitão Calhoun ordenou que a tripulação saltasse, então ele e o copiloto Major Eugene Romig pousaram o bombardeiro na RAF Bovington, Hertfordshire. O avião foi danificado além do reparo.

O 'The 8 Ball', o Boeing B-17F-25-BO Flying Fortress 41-24581 (Foto: Força Aérea dos EUA)
O capitão Calhoun comandou o 359º Esquadrão de Bombardeio de 6 de março a 22 de novembro de 1943. Ele foi promovido a major em 5 de junho de 1943. Em seguida, foi designado como Diretor de Operações e Oficial Executivo da 41ª Ala de Bombardeio de Combate (Pesado).

O bombardeiro pilotado pelo coronel Calhoun em 4 de maio de 1943, Boeing B-17F-27-BO Flying Fortress 41-24635, The 8 Ball Mk. II, foi desmontado em 8 de fevereiro de 1945.

Por Jorge Tadeu com informações do site This Day in Aviation History

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O luxo do avião de R$ 250 milhões de Neymar que chamou a atenção por ser ‘grande demais’ em SC

O modelo Dassault Falcon 900LX tem uma cabine projetada para atender às exigências da aviação executiva de alto nível.

O luxo do avião de Neymar que chamou a atenção por ser ‘grande demais’ em SC
(Foto: Dassault Aviation/Raul Baretta/Santos/Divulgação/NDMais/@popinga.aviation/Popinga Aviation Photography/Instagram)
O avião do atacante Neymar tem chamado a atenção no Litoral Norte de Santa Catarina após pousar no Aeroporto Costa Esmeralda, em Porto Belo. Grande demais para os hangares do terminal, o jato, avaliado em cerca de R$ 250 milhões, precisa ficar estacionado no pátio, o que acaba expondo um detalhe que normalmente passa despercebido: o alto padrão de luxo a bordo.

O modelo Dassault Falcon 900LX, fabricado pela Dassault Aviation, tem uma cabine projetada para atender às exigências da aviação executiva de alto nível, com foco em conforto, funcionalidade e experiência de viagem. O interior é dividido em três ambientes independentes, permitindo que os passageiros trabalhem, façam refeições e descansem durante o voo.

O espaço interno aposta em um design refinado, com mobiliário ergonômico e acabamento sofisticado. Os comandos da cabine ficam integrados aos apoios de braço, facilitando o controle de iluminação, temperatura e entretenimento sem que o passageiro precise se deslocar. As janelas amplas, posicionadas próximas umas das outras, aumentam a entrada de luz natural e reforçam a sensação de amplitude no interior da aeronave.

A aeronave pode operar a até 51 mil pés de altitude e atingir velocidade máxima de
Mach 0,87, cerca de 1.060 km/h (Foto: Reprodução/Internet/ND Mais)

Falcon 900LX tem ambiente de biblioteca


As janelas amplas, posicionadas próximas umas das outras, aumentam a entrada de luz natural e reforçam a sensação de amplitude no interior da aeronave (Dassault Aviation/Divulgação/ND Mais)
Outro diferencial é o nível de silêncio. O Falcon 900LX utiliza tecnologia acústica avançada que reduz significativamente o ruído interno, aproximando o ambiente ao de uma biblioteca, mesmo durante o voo. Esse fator é considerado estratégico tanto para descanso quanto para produtividade em viagens longas.

O espaço interno aposta em um design refinado, com mobiliário ergonômico e
 acabamento sofisticado (Dassault Aviation/Divulgação/ND Mais)
A conectividade também é um dos pontos centrais. O jato pode ser equipado com o sistema FalconConnect, que oferece internet de alta velocidade e chamadas de voz a bordo. A solução integra hardware, rede e gerenciamento de uso, permitindo que passageiros permaneçam conectados durante todo o trajeto, com acesso a dados de consumo em tempo real.

Avião de Neymar tem presença frequente em SC



A cabine, com mais de 1.200 pés cúbicos de volume, é dividida em três ambientes e projetada para voos longos, com isolamento acústico avançado e configuração voltada ao conforto
(@popinga.aviation/Popinga Aviation Photography/Instagram)
A reportagem apurou que o jato tem presença frequente no aeroporto e costuma ser utilizado por familiares do jogador, entre eles o pai, Neymar da Silva Santos, além do próprio atleta. A movimentação está ligada à atuação da família no mercado imobiliário do Litoral Norte de Santa Catarina, com participação em empreendimentos como o Yachthouse, em Balneário Camboriú, e o Edify One, em Itapema.

Fabricado pela Dassault Aviation, o Falcon 900LX é um jato executivo de grande porte que se destaca pelo alcance e pela configuração com três motores Honeywell TFE731-60, cada um com cerca de 5 mil libras de empuxo. O modelo tem capacidade para até 14 passageiros e autonomia de aproximadamente 8.800 quilômetros, permitindo voos intercontinentais sem escalas.

A aeronave pode operar a até 51 mil pés de altitude e atingir velocidade máxima de
Mach 0,87, cerca de 1.060 km/h (@popinga.aviation/Popinga Aviation Photography/Instagram)
A aeronave pode operar a até 51 mil pés de altitude e atingir velocidade máxima de Mach 0,87, cerca de 1.060 km/h. Em condições padrão, necessita de cerca de 1.630 metros de pista para decolagem e pouco mais de 700 metros para pouso, o que amplia a capacidade de operar em aeroportos com menor estrutura.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Estrelas no comando: Quatro Celebridades com Licença de Piloto



Se você não é um profissional, ter uma licença de piloto serve para pouco além de ser um puro hobby. Como o treinamento para obter uma licença de piloto privado pode custar perto de US$ 20.000, é um hobby caro. Mas para aqueles que podem se dar ao luxo de voar ocasionalmente, é uma experiência incrivelmente gratificante. É um hobby popular entre a classe alta, e as coleções de aeronaves de algumas figuras públicas realmente despertam a imaginação.

A posse de jatos particulares é comum entre os ricos e famosos, pois oferece conveniência incomparável e luxo extraordinário, mas estes são usados ​​especificamente para viagens. Alguns, no entanto, possuem aeronaves menores movidas a hélice. Embora esses tipos de aviões possam ser usados ​​para viagens pessoais de curta distância, eles são mais frequentemente usados ​​puramente para lazer, de forma semelhante ao uso de carros esportivos. Algumas celebridades possuem várias aeronaves, e ocasionalmente você também verá alguns tipos de aeronaves incomuns.

Morgan Freeman


Começou tarde no hobby


Muito antes de se tornar famoso como um dos maiores atores do mundo, Morgan Freeman, de 88 anos, trabalhou como técnico de radar na Força Aérea dos Estados Unidos. Ele serviu por cerca de quatro anos após o ensino médio e alcançou o posto de soldado de primeira classe antes de sua baixa honrosa em 1959. Após a baixa, Freeman estudou atuação e dança, dedicando-se à atuação na década de 1960. Ele alcançou o sucesso no final da década de 1980, e o resto é história.

Segundo relatos, Freeman sonhava em pilotar aviões desde a adolescência, mas nunca teve a oportunidade durante grande parte da sua vida. Em 2002, porém, Freeman finalmente realizou o seu sonho de infância ao obter a sua licença de piloto privado aos 65 anos. Mais tarde, obteve também habilitações para voo por instrumentos e multimotor. Com exceção de um breve período em 2004, quando a sua licença foi suspensa por 45 dias (por excesso de altitude perto do Aeroporto de Teterboro), ele tem sido um piloto certificado desde então, uma vez que as licenças de piloto não expiram. Contudo, o último certificado médico de Freeman, de terceira classe, foi emitido em 2006.

Morgan Freeman possui habilitação para pilotar a série Cessna Citation 500 e é proprietário de um Cessna Citation 501SP, certificado para operação com um único piloto. Além disso, ele possui um Cessna 414 bimotor e anteriormente possuía vários modelos Emivest (agora SyberJet) SJ30, que já foram vendidos de volta para a empresa. Como Freeman não possui mais um certificado médico válido, ele precisa ter um piloto habilitado com certificado médico a bordo sempre que decide pilotar uma de suas aeronaves, sendo Freeman tecnicamente um passageiro.

Harrison Ford


Um piloto experiente dentro e fora das telas


Dentro e fora da comunidade da aviação, Harrison Ford é conhecido como piloto. A maioria das pessoas o conhece principalmente por seu papel como Han Solo nos filmes de Star Wars, um general da Aliança Rebelde e proprietário da Millennium Falcon, a nave estelar mais rápida da galáxia. Mas, embora ele demonstre publicamente sua antipatia pelo personagem em Star Wars, mantém seu entusiasmo e amor por voar, sendo piloto licenciado desde a década de 1990. A aviação também é uma verdadeira paixão para Ford, que começou a treinar na década de 1960, mas interrompeu os estudos devido aos altos custos, e anteriormente atuou como presidente da turma Young Eagles.

Ford recebeu treinamento de um dos pilotos de seu Gulfstream II. Ele possui várias aeronaves, incluindo um helicóptero Bell 407GX, um Aviat Husky, um Cessna Grand Caravan, um Beechcraft Bonanza, um Waco 10 de 1929 e um Ryan Aeronautical ST3KR, enquanto um Cessna Citation Sovereign (um jato particular com dois pilotos) é usado para viagens. Enquanto isso, o De Havilland DHC-2 Beaver de 1955 de Ford é considerado sua aeronave favorita, devido ao ruído do motor radial e ao seu desempenho.

Harrison Ford já utilizou seu helicóptero em operações de busca e salvamento e também é um proeminente defensor dos direitos dos pilotos. Infelizmente, Ford também esteve envolvido em alguns incidentes. 


Entre eles, um pouso de emergência em um campo de golfe em 2015, que danificou o Ryan Aeronautical ST3KR que ele pilotava e exigiu uma visita ao hospital, bem como o incidente mais incomum em 2017, quando Ford pousou seu Husky em uma pista de táxi no Aeroporto John Wayne, sobrevoando um Boeing 737.

Tom Cruise


Ele até pilota seu próprio jato executivo


Assim como Harrison Ford, Tom Cruise é famoso por interpretar um piloto nas telas, como o Tenente Pete Mitchell no sucesso de bilheteria de 1986, "Top Gun", e em sua sequência de 2022, "Top Gun: Maverick". Na vida real, Cruise apenas voou no banco de trás do F-14, mas possui licença de piloto desde 1994. Ele é um piloto comercial habilitado para voo por instrumentos e multimotores, e possui quatro aeronaves de asa fixa e um helicóptero Airbus H125. A maioria de suas aeronaves também é pilotada por ele pessoalmente.

O Gulfstream IV é o carro-chefe da frota de Tom Cruise, sendo sua aeronave maior, mais luxuosa e com maior alcance, enquanto seu Bombardier Challenger 350 é usado em viagens mais curtas. Tanto o Gulfstream quanto o Challenger são aeronaves com dois pilotos, o que significa que Cruise não pode pilotá-las sozinho. Para voos ainda mais curtos, o HondaJet, com um único piloto, é o meio de transporte preferido de Cruise, e ele é frequentemente visto pilotando-o sozinho.

Para voos de fim de semana, a maioria das pessoas ricas opta por um Cessna 172 ou um Cirrus SR22, se o orçamento permitir. Mas a aeronave de lazer de Tom Cruise é um North American P-51 Mustang de 1946 restaurado. Cruise comprou este famoso caça da Segunda Guerra Mundial em 2001, e a aeronave é mantida pelo Planes of Fame Air Museum em Chino, Califórnia. Tom Cruise deu uma volta em seu Mustang para James Corden em 2022 e, poucos dias depois, os cinéfilos viram o mesmo P-51 em Top Gun: Maverick.

John Travolta


O maior entusiasta da aviação


John Travolta é talvez o exemplo vivo do que um entusiasta da aviação faria se fosse rico. Para começar, ele possui licença de piloto privado (que detém desde os 22 anos), além de habilitação para voo por instrumentos e multimotor. Ele também possui 11 habilitações de tipo da FAA , incluindo para o Boeing 707, Boeing 720, Boeing 737, Cessna Citation série 500, Bombardier Challenger série 600, Dassault Falcon 50/900, Dassault Falcon 2000, Eclipse 500, Gulfstream II/III e os modelos clássicos do Learjet, além de uma habilitação para o 747 emitida pela Austrália. Ele também foi o primeiro piloto não-testador a voar o Airbus A380 na Austrália.

John Travolta é famoso por possuir um Boeing 707-138, anteriormente operado pela Qantas e já desmontado. Sua aquisição mais recente é um Boeing 737-300, reformado com um interior semelhante ao de um jato particular, e que fica no condomínio fechado Jumbolair Private Estates, que possui uma pista de pouso e decolagem privativas e pistas de taxiamento que levam diretamente à sua casa, inspirada em um terminal de aeroporto. Travolta é embaixador da marca e capitão honorário da Qantas, além de embaixador da marca Bombardier.

Além de suas aeronaves maiores, John Travolta também possui um jato de treinamento militar Soko G-2 e pilota pessoalmente seus jatos particulares. No entanto, Travolta só possui habilitação de segundo em comando para o Boeing 737 e o Dassault Falcon 900B, aeronaves que ele possui atualmente. Isso significa que, sempre que ele pilota essas aeronaves, precisa ter outro piloto qualificado ao seu lado para atuar como comandante. Essa exigência não se aplica ao Eclipse EA500, que ele também possui, pois é uma aeronave monomotor.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu com informações de Simple Flying e CNN

domingo, 5 de abril de 2026

Hoje na História: 5 de abril de 1976 - Aos 70 anos morria o magnata aviador Howard Hughes


Howard Robard Hughes Jr. foi um aviador, engenheiro aeronáutico, industrial, produtor de cinema, diretor cinematográfico norte-americano, além de um dos homens mais ricos do mundo. Ficou famoso ao quebrar o recorde mundial de velocidade em um avião, construir aviões, produzir o filme Hell's Angels e por se tornar dono de uma das maiores empresas aéreas norte-americana, a TWA.

Hughes nasceu em Humble, Texas, na véspera de Natal de 1905, embora muitas fontes afirmem que ele teria nascido em 24 de setembro no mesmo local. Segundo essas fontes, o seu dia de nascimento foi marcado por uma tempestade e os seus pais ficaram impedidos de fazer a viagem para registrar o recém-nascido, deixando o assunto estender-se até três meses mais tarde. Howard Robard Hughes Jr. cresceu normalmente como estudante com um interesse especial por matemática, voo e mecânica. 

O jovem Howard cresceu fortemente influenciado e superprotegido por sua mãe, Allene Hughes, que padecia de misofobia (medo de germes). Por conta disto tratava de isolar seu filho de todos os germes ambientais. Sofria um medo terrível de contágios de enfermidades, e assim, o menino cresceu com uma percepção hostil do mundo exterior.

A mãe de Howard morreu em 1922 por complicações de uma gravidez ectópica. Seu pai, Sr. Howard Hughes, morreu dois anos depois, de infarto. Após ficar órfão, Howard tomou o controle da companhia do seu pai em Houston, a Hughes Tool Company, com um valor estimado em 1 Milhão de dólares.

Em 1925 Hughes abandonou a Universidade e casou-se com Ella Rice, e juntos mudaram-se de Houston para Hollywood onde Howard pretendia produzir filmes.

Hollywood


Em 1925, Howard financiou três filmes de qualidade variável, vindo posteriormente a produzir e a realizar um épico sobre pilotos da Royal Air Force na 1ª Guerra Mundial chamado "Hell's Angels". O filme custou 3,8 milhões de dólares, um autêntico recorde na época. Lançado em 1930, "Hell's Angels" foi um estrondoso sucesso, estabelecendo novos recordes de bilheteria, mas nunca chegou a recuperar o seu orçamento. Com duas versões, a primeira fora feita como filme mudo, após diversos trabalhos e orçamentos feitos em dois anos. 

Em sua festa de lançamento, Howard descobre o sucesso dos filmes não mudos e a "magia" que o público recebia ao assistir a um filme com falas. Então, planeja a refilmar a primeira versão de seu filme, o que faz com que "Hell's Angels" entre em mais um longo período de filmagens, o que nele aconteceu acidentes de avião durante as filmagens. 

Após longos trabalhos, fica pronta a segunda versão do filme. Esse episódio foi retratado no filme de Martin Scorsese "O Aviador" e no romance homônimo de Charles Higham, que influenciou o filme. Hughes produziu ainda o famoso filme western "The Outlaw" (em Português - BR:"O Proscrito"), com Jane Russell e Jack Buetel.

Howard manteve a esposa isolada em casa até que os dois terminaram o casamento e ela voltou para Houston em 1929. A sua vida sentimental foi bastante agitada, tendo relações amorosas com estrelas de Hollywood como Ava Gardner, Katherine Hepburn, Ginger Rogers, Bette Davis, Terry Moore e Lana Turner e tendo eventualmente casado (e se divorciado) com a atriz Jean Peters.

Durante todos esses anos em Hollywood, além de seu apreço pelo cinema, Hughes manteve sua paixão pelos aviões, cuja indústria começava a se firmar no sul da Califórnia, tornando a região um autêntico centro para as novas tecnologias.

Aviação


Howard sempre teve uma paixão por aviões, além de pilotar aprendeu sozinho sobre sua engenharia. Howard desenvolveu seu primeiro avião chamado H-1 (ou Hughes H-1 Racer) em 1935 por sua empresa, a Hughes Aircraft.

O primeiro voo de Hughes com o H-1 em 13 de setembro de 1935 foi um sucesso, Hughes quebrou o recorde mundial de velocidade ao voar a 566 Km/h, perto de Santa Ana (Califórnia).

O S-43 Sikorsky no Aeroporto de Brazoria County em Texas
Em 1937, viaja de Los Angeles até Newark (Nova Jersey) em 7 horas e 28 minutos, um novo recorde de costa-a-costa. Ainda em 1937, é eleito o melhor aviador do mundo ao conquistar o Harmon International Trophy e é honrado pelo Presidente Roosevelt na Casa Branca. 

No ano seguinte, estabelece um novo recorde, desta vez ao viajar à volta do mundo em 3 dias, 19 horas e 17 minutos; durante o processo quebrou o anterior recorde de Charles Lindbergh de Nova Iorque a Paris pela metade do tempo. Hughes tinha chegado ao pico da sua carreira (e da sua popularidade).

Os anos da 2ª Guerra Mundial foram frustrantes para Hughes. Hughes desenvolveu dois projetos para uso do exército americano. O avião espião XF-11 e o avião de carga Hércules (conhecido como "Spruce Goose", por ser feito de madeira).

Ao testar o primeiro avião, o XF-11, Hughes quase morreu em um acidente aéreo ao cair com o aparelho nas vizinhanças de Beverly Hills.


Seu projeto mais famoso talvez tenha sido o H-4 Hércules. Ao construir este gigantesco hidroavião, Hughes bateu mais um recorde, o do hidroavião com a maior envergadura da história. Apelidado como Spruce Goose, seu propósito inicial foi bélico. 

Foi idealizado para ser usado na Segunda Guerra Mundial como meio viável de transporte de tropas e equipamento através do Atlântico, evitando assim as perdas provocadas pelos submarinos alemães. Só foi completado depois de a guerra acabar, e chegou a voar uma vez em Long Beach Harbor no dia 2 de novembro de 1947.

TWA


Em 1939, Hughes comprou 7 milhões de dólares em ações da TWA tomando o controle da companhia aérea. Ao entrar no mercado de companhias aéreas, Hughes contratou a Lockheed Corporation para desenvolver um novo avião comercial, o Constellation. Quando o Constellation foi finalizado, Hughes comprou 40 aviões.

Em 1956, Hughes comprou 63 Convair 800 para a TWA. Embora muito rico, Hughes teve que abandonar o controle da TWA. 

Em 1966, um tribunal federal dos Estados Unidos lhe forçou a vender suas ações, devido a conflitos de interesses entre a TWA e sua própria companhia aérea (Hughes Aircraft). 

A venda de sua parte da TWA lhe fez ganhar 547 milhões de dólares. Durante os anos 70, Hughes voltou ao negócio das companhias aéreas, comprando a línha Aérea Air West e posteriormente nomeou-a como Hughes Airwest.


Problemas de saúde


As últimas três décadas da sua vida não foram nada famosas. Desde 1944, Hughes começou a exibir um comportamento alarmante e uma fobia aos germes, levando-o a um esgotamento nervoso. O seu medo dos germes ficou pior devido ao vício das drogas, entre as quais Codeína (originalmente receitada para o alívio da dor das lesões sofridas no desastre de avião ocorrido anos antes) e Valium (um benzodiazepínico). 

A obsessão com os germes tinha começado na sua infância, devido em grande parte a uma educação demasiado protetora da sua mãe, e foi se agravando ao longo da sua idade adulta. Desde o início da década de 40 ele requeria que todos os que entrassem em contato com as mesmas coisas que ele tocava usassem luvas brancas e todos os seus criados tinham que tratar de tudo usando lenços de papel, tal era a fobia. 

Em 1958 sofre o seu segundo esgotamento. O seu comportamento era cada vez mais irracional e apesar de ter tido os seus momentos de lucidez, a sua saúde física tornou-se precária. Um médico que o examinou em 1973 comparou a sua situação à dos prisioneiros que tinha visto em campos de concentração japoneses durante a 2ª Guerra Mundial. 

Hughes passou o último capítulo da sua vida no México, física e mentalmente doente e absolutamente sozinho no mundo, se não contarmos com os doutores e guarda-costas que o acompanhavam.

Local de sepultura da família Hughes, onde Howard Hughes está enterrado
E a 5 de Abril de 1976 (aos 70 anos de idade) acabou por falecer, vítima de parada cardíaca, ocorrida, ironicamente, num avião que o transportava de Acapulco até Houston, para tratamento médico. Encontra-se sepultado no Cemitério de Glenwood, Houston, Texas no Estados Unidos.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com This Day in Aviation History

domingo, 29 de março de 2026

Aconteceu em 29 de março de 2016: Acidente aéreo vitima ex-político canadense Jean Lapierre e sua família


Em 29 de março de 2016, o avião Mitsubishi MU-2B-60, prefixo N246W, operado pela Aero Teknic (foto acima), uma empresa canadense de manutenção de aeronaves, operava um voo em que transportava o ex-político canadense Jean Lapierre para o funeral de seu pai com sua esposa e três irmãos. Além deles, estavam a bordo dois pilotos. 

Antes da partida, Jean Lapierre mencionou que estava preocupado em voar durante o mau tempo. A aeronave partiu do Aeroporto Montreal Saint-Hubert Longueuil em Saint-Hubert, Quebec, às 09h31, horário de verão do leste, e seguia para o Aeroporto Îles-de-la-Madeleine, na ilha de Havre-aux-Maisons, nas Ilhas da Madalena, em Quebec. 

Pouco mais de duas horas depois, às 12h30, horário de verão do Atlântico, a aeronave colidiu com o solo em Les Îles-de-la-Madeleine, Quebec, a cerca de 1,4 milhas náuticas (2,6 km) da cabeceira da pista 07, matando o ex-político canadense Jean Lapierre, quatro membros de sua família e os dois pilotos. Um passageiro sobreviveu inicialmente ao acidente, mas morreu de ataque cardíaco após ser retirado dos destroços.


Entre as vítimas estão os dois pilotos, o capitão Pascal Gosselin e o copiloto Fabrice Labourel. Jean Lapierre, sua esposa, seus dois irmãos e uma de suas duas irmãs também morreram.

Jean Lapierre foi um ex-membro do Parlamento Federal do Canadá e ex-Ministro dos Transportes no gabinete do Primeiro-Ministro Paul Martin. Ele foi o braço direito de Paul Martin no Quebec durante o período em que Martin foi Primeiro-Ministro e membro do Partido Liberal. Lapierre tornou-se posteriormente um conhecido radialista e apresentador de talk show no Quebec.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, o ex-primeiro-ministro Paul Martin e o prefeito de Montreal Denis Coderre expressaram sua tristeza pela morte de Lapierre. O funeral de Lapierre e sua esposa foi realizado em 16 de abril na Igreja de St. Viateur, Outremont, e contou com a presença do primeiro-ministro Justin Trudeau e sua esposa.

No momento do acidente, havia chuva fraca e neblina. A visibilidade era de 2 mi (3,2 km) com um teto de nuvens de 200 pés (61 m). A temperatura do ar era de 0 °C (32 °F) com ventos de leste-nordeste a 18 nós (33 km/h) por hora, com rajadas de até 24 nós (44 km/h).


O Conselho de Segurança dos Transportes do Canadá (TSB) abriu uma investigação e enviou um grupo de investigadores ao local.

De acordo com as observações preliminares dos investigadores, a aeronave estava com a asa ligeiramente inclinada para a esquerda e o nariz para cima no momento do impacto. Os destroços estavam contidos num campo de 150 m² (1.600 pés quadrados), cerca de 2 km (1,2 milhas) a sudoeste do Aeroporto de Îles-de-la-Madeleine; a aeronave atingiu o solo e deslizou por 91 m (299 pés) antes de parar.

O exame dos destroços mostrou que os motores estavam funcionando até o impacto com o solo. O MU-2 não estava equipado com gravadores de voo (que não são obrigatórios para aeronaves leves), mas um dispositivo de gravação de bordo de outro tipo estava instalado e parecia estar intacto.


Os destroços foram removidos do local do acidente e transportados para o laboratório do TSB em Ottawa em 6 de abril. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA enviou um representante ao local do acidente da aeronave de fabricação americana. A Mitsubishi também enviou investigadores ao local.

Em 10 de janeiro de 2018, o Conselho de Segurança dos Transportes do Canadá (TSB) divulgou seu relatório final, no qual afirmou que o acidente foi causado pela incapacidade do piloto de manter uma aproximação de pouso estável.

O piloto aumentou a potência em baixa altitude e com baixa velocidade, mas perdeu o controle, e o avião inclinou-se para a direita e desceu rapidamente. O piloto conseguiu nivelar as asas, mas suas ações foram tardias demais para evitar o impacto com o solo.


A investigação também concluiu que a elevada carga de trabalho do piloto foi um fator contribuinte. Concluiu que a elevada carga de trabalho diminuiu a sua consciência situacional e prejudicou o processo de tomada de decisões.

Além disso, a investigação considerou provável que as competências e os procedimentos de voo do piloto fossem insuficientes para o piloto em comando das operações no tipo de aeronave, especialmente numa situação semelhante à vivida neste acidente.


Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN e tvanouvelles.ca