sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cai avião da Força Aérea da Nicaragua ao tentar fazer pouso forçado

Um avião Antonov 2 da Força Aérea da Nicarágua teve que fazer um pouso de emergência ontem à tarde (15), depois de sofrer danos durante a execução de um voo de teste, confirmou aos jornalistas o Brigadeiro-General Adolfo Zepeda, um porta-voz do Exército da Nicarágua.

O AN 2 era pilotado pelo capitão Ángel del Sol Sequeira Cantillo, que era líder de voo, junto com quatro tripulantes, o co-piloto Capitão Silvio Armando Sanabria Herrera e a suboficial Grisli María Mendoza Cano e os mecânicos civis Sergio Ernesto Toruño García e Miguel Ángel Castro Pineda.

O General Zepeda disse que apenas um mecânico civil sofreu pequenos ferimentos durante o declínio acentuado da aeronave.

Zepeda disse que o incidente ocorreu quando a aeronave estava fazendo um voo de teste em torno de Manágua e, em um determinado momento, ao corrigir uma situação de emergência, o piloto foi forçado a aterrissar em uma fazenda a nordeste do Aeroporto Internacional Augusto C. Sandino.

O incidente ocorreu por volta das 16:00 (hora local) quando a aeronave iniciou sua descida em direção à pista e caiu quando estava a cerca 200 metros de altitude na propriedade rural Santa Elena, localizada no bairro Aceituno, em Manágua.

O AN 2 sofreu alguns danos ao cair no local onde aterrou de emergência, situado a cerca de 800 metros a nordeste da pista do aeroporto.

O porta-voz militar informou que uma investigação sobre o acidente vai avaliar os danos e investigar as causas do colapso da aeronave.

Fontes: Nohelia González y Amalia del Cid (laprensa.com.ni) / ASN - Foto: A. Montano

Acidente de helicóptero mata 3 na República Dominicana

Pelo menos três pessoas morreram quando o helicóptero no qual viajavam caiu nesta quinta-feira (15) no sul da República Dominicana, informaram as autoridades e a imprensa local.

O helicóptero Eurocopter EC120 Colibri, prefixo N871SA, de propriedade do cônsul dominicano em Porto Príncipe, no Haiti, havia partido à tarde do povoado de San José de Ocoa, 140 quilômetros ao sul de Santo Domingo, mas perdeu contato com a torre de controle pouco depois.

O aparelho, de matrícula dominicana, caiu sobre a comunidade de El Limón, uma região montanhosa perto do povoado de San José de Ocoa.

Os ocupantes e o piloto, ainda não identificados, morreram no acidente, confirmou o Instituto de Aviação Civil. O cônsul não viajava no helicóptero.

Fonte: Manuel Jiménez (Reuters/Brasil Online) via O Globo / ASN - Foto: DominicanToday.com

Piloto sobrevive a queda de avião no Alasca e anda 30 km até ser socorrido

Aeronave caiu na quarta-feira em parque nacional.

Passageiro morreu, e seu corpo ficou nos destroços.


Destroços do avião Cessna A185E Skywagon, prefixo N2764J, que caiu na quarta-feira (14) no Parque Nacional Denali, no Alasca

O piloto sobreviveu à queda e caminhou mais de 30 quilômetros pela mata até ser socorrido.

Daniel McGregor, de 35 anos, está sendo tratado de queimaduras no rosto e nas mãos. Seu estado é bom, segundo o hospital. O biólogo Gordon Haber, de 67 anos, único passageiro do avião, morreu e seu corpo ficou nos destroços.

Fonte: G1 (com AP) / ASN - Fotos: NPS / AP

Dois aviões de combate F-16 dos EUA se chocam no ar

Militares dos Estados Unidos fazem busca noturna de um piloto desaparecido sobre o Oceano Atlântico depois que dois aviões de combate F-16 se chocaram no ar, informou a Força Aérea americana.

Um dos dois aparelhos conseguiu pousar numa base aérea perto de Charleston, Carolina do Sul (sudeste), onde os militares realizavam treinamento. O piloto, o capitão Lee Bryant, "está sendo submetido a exames, apesar de ter saído ileso" do acidente.

"Já o piloto do F-16 Fighting Falcon desaparecido, da 20a esquadrilha de caça, foi identificado como capitão Nicholas Giglio", segundo a nota da base de Shaw da Força Aérea.

"Aparentemente, seu caça se chocou com outro Shaw F-16 no ar sobre o Oceano Atlântico por volta das 08H30 pm de quinta-feira (00H30 GMT de sexta).

A Guarda Costeira mobilizou seis aparelhos (entre navios e aviões) para tentar localizar Giglio e seu avião, incluindo um helicóptero e um Hércules C-130.

Fonte: AFP - Foto: USAF Staff Sgt. Christopher Boitz/Handout / Reuters

Para culpados pelo "milagre" no Rio Hudson, a outra face da glória

Gansos canadenses voando perto de Pelham Bay Park, no Bronx. Gansos similares danificaram os motores de um avião da US Airways que pousou no rio Hudson, em janeiro - Foto: Rob Bennett (The New York Times)

Assim como a maioria das histórias, o já lendário pouso do voo US Airways 1549 nas águas geladas do Rio Hudson, em 15 de janeiro de 2009, também tem um herói e um vilão.

Na amerissagem, classificada por especialistas como um verdadeiro milagre, o herói – Comandante Chesley B. Sullenberger III se tornou uma personalidade, tanto que no dia 1° de outubro, os fãs o aplaudiram e pediram muitos autógrafos. A imprensa realizou intensa cobertura do voo interrompido, de Nova Iorque a Charlotte. Já os culpados pelo acidente – os gansos canadenses, que causaram o apagamento dos dois motores da aeronave – não foram festejados por ninguém.

A população de gansos canadenses que residem na área metropolitana de Nova Iorque é bastante difícil de ser mensurada, mas as estimativas são de 20.000 aves. O fato é que, em oito dias agitados do último verão americano, a população foi reduzida em 1.235 aves. Cerca de doze funcionários do serviço de vida selvagem e de proteção ambiental do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) capturaram as aves, com o uso de caiaques e armadilhas, para realizar a eutanásia através de gás. A ação não foi chamada de extermínio, mas nenhuma das aves sobreviveu para ver as folhas de outono caírem.

Não é certo que a eutanásia deixou os céus da cidade mais seguros. O certo é que gansos e aeronaves criam uma combinação perigosa para ambos os lados. De acordo com Richard A. Dolbeer, cientista em vida selvagem e referência mundial no assunto, esta espécie de ganso tem quatro quilos e realiza voos em grandes bandos, sendo ainda abundantes - população estimada de cinco milhões de indivíduos, caracterizando-se como a espécie mais perigosa para a aviação. Originalmente, estas aves migravam sobre Nova Iorque na primavera e no outono, mas uma população residente foi introduzida na década de 30, a fim de incentivar a caça esportiva.

Alguns defensores da vida selvagem ainda são céticos a respeito da eficiência das ações letais realizadas, afirmando que não houve uma pesquisa suficientemente profunda na população residente de gansos para definir quantos indivíduos deveriam ser sacrificados. “Há muito o que fazer antes de tomar medidas como esta. Não que isto não possa ser realizado, mas a lição de casa deve ser feita anteriormente”, afirma Glenn Phillips, da New York City Audubon, comunidade dedicada à preservação de aves selvagens. Ele disse, ainda, que as aves que derrubaram a aeronave de Sullenberger não eram residentes, segundo testes laboratoriais. Portanto, a redução da população residente não teria evitado o acidente.

As autoridades locais foram mais otimistas, apesar de não terem sido abatidas as 2.000 aves inicialmente previstas na ação. O vice-prefeito, Edward Skyler, disse que “gansos canadenses são uma séria ameaça à aviação, seres humanos a bordo de aeronaves e no solo devem ser protegidos. Devemos realizar diversas medidas que reduzam a probabilidade de colisões com aves”. Segundo Jason Post, o porta-voz do prefeito Michael Bloomberg, “a ação letal que custou pouco menos de US$ 50,000, rateada entre a cidade e as autoridades aeroportuárias de Nova Iorque e de Nova Jérsei, não foi a única medida de controle usada este ano”.

Durante a época de nidificação, foi utilizado óleo de milho para cobrir 1.739 ovos de ganso. Segundo Carol Bannerman, porta-voz do USDA, “o óleo impede que os ovos se desenvolvam”. Paralelamente às ações sazonais, outros procedimentos de afugentamento são realizados todo o ano, a fim de manter as aves longe dos sítios aeroportuários.

Funcionários do Ministério da Agricultura montam um "curral" para os gansos do Canadá, em Randalls Island
Foto: New York City Department of Parks and Recreation

Os três maiores aeroportos de Nova Iorque mantêm ações de controle da vida selvagem desde a década de 70. Pirotécnicos, falcoaria e armas de fogo têm sido utilizados por equipes treinadas para dispersar e abater aves nas áreas patrimoniais dos aeroportos. “As equipes fazem rondas regulares no aeroporto com várias atribuições, sendo uma delas o registro da presença de aves”, disse John Kelly, porta-voz da autoridade aeroportuária. Ele afirmou ainda que “algumas situações exigem o uso das armas para dispersar, outras para matar as aves nos aeroportos”.

“As autoridades mantêm uma política de tolerância zero para os gansos na área aeroportuária. As armas de fogo são utilizadas somente por pessoal treinado e certificado do setor de operações do aeroporto”.

Fonte: Simon Akam (The New York Times com tradução e adaptação do Maj Av Henrique Rubens Balta de Oliveira) via Fórum SDV (Segurança de Voo)

Mobilização e alívio no céu dos EUA

Irmão de garoto de seis anos disse que ele havia subido em balão que voou por mais de duas horas

A informação de que um menino de seis anos cruzava o céu do Estado do Colorado em um balão desgovernado deu início a uma busca frenética e mobilizou os Estados Unidos na tarde de ontem. Horas depois, a surpresa: o garoto, aparentemente, nunca saíra da garagem da casa onde vive com os pais.

O drama envolvendo Falcon Heene teve início com uma história contada por um dos seus irmãos, que afirmava ter visto o caçula da família entrar no balão, preso por uma corda no quintal da casa, em Fort Collins. De acordo com a polícia, o garoto foi encontrado horas depois no sótão da residência, de onde nunca saiu durante o período de buscas.

– Eu estava brincando e acabei pegando no sono – contou.

O pai de Falcon, Richard, explicou por que o filho resolveu se esconder.

– Ele disse que fez isso porque eu gritei com ele. Sinto muito ter gritado com ele – disse, com lágrimas nos olhos.

O irmão reafirma ter visto Falcon entrando no balão. O menino “obviamente saiu antes” da corda ser solta, completou o pai. Mas isso só foi explicado depois. Por mais de duas horas, tudo indicava que o menino estivesse voando. A Força Aérea dos EUA chegou a ser acionada para tentar alcançar o balão, que chegou a 2,1 mil metros de altura. A história foi o grande assunto do dia na imprensa americana. Imagens do balão no céu eram reproduzidas a todo instante.

O mistério em torno do sumiço começou a ser desvendado quando o artefato finalmente aterrissou, a uma distância de cerca de 96 quilômetros da casa da família Heene. O balão estava vazio. Primeiro, veio a apreensão: Falcon poderia ter caído. Depois, uma segunda hipótese começou a ganhar força: o menino poderia estar escondido em algum lugar próximo de casa.

– Tenho certeza de que vamos encontrá-lo. Acho que ele está apenas assustado. Talvez não esteja pronto para ser encontrado – previa Eloise Campanella, porta-voz da polícia.

Pais do garoto são aficionados pela ciência

Atrair os holofotes da mídia não é exatamente algo novo na vida da família Heene. Os pais são aficionados pela ciência e se dedicam à caça de fenômenos da natureza. Eles próprios estavam construindo o balão de seis metros de comprimento e 1,5 metro de altura.

Os Heene participaram de um reality show da rede americana ABC, chamado Wife Swap. No programa, duas mães de lares diferentes trocam de lugar. No site da emissora, eles são descritos como “família dedicada a experimentos científicos, como buscas por extraterrestres e construção de discos voadores de pesquisa para colocar no olho de furacões’’.

Ontem, depois de esclarecido o sumiço, um repórter chegou a perguntar ao xerife, em tom de brincadeira:

– O senhor tem certeza de que tudo isso não faz parte de um reality show ?

Falcon mostra o local onde ficou escondido enquanto a polícia acreditava que ele estava em um balão

Trajetória no ar (em .pdf)

A família Heene (em .pdf)

Fonte: Zero Hora

Compra de armas pelo Brasil beneficia defesa da América do Sul

Sarkozy e Lula durante os desfiles de 7 de setembro; encontro serviu de impulso para o diálogo militar entre França e Brasil

O plano do governo brasileiro para aquisição de equipamento e tecnologia militar enfrenta críticas de analistas que acreditam que o investimento irá gerar uma corrida armamentista na América do Sul. No entanto, a compra caças, helicópteros e submarinos, disputada pelos mercados americano, francês e sueco, é necessária e benéfica não só para o País, mas para toda a região. É o que defende Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologia Relações Internacionais e Segurança (Cetris) e professor da National Defense University, em Washington - centro acadêmico fundado pelo Departamento de Defesa dos EUA.

Para o especialista, os novos armamentos irão gerar um efeito em cadeia nos países sul-americanos, transformando a arquitetura de defesa e aumentando a segurança e eficiência da região inteira. Pelo fato de não haver alianças militares sólidas entre os países, não há competitividade que possa gerar algum tipo de tensão entre vizinhos.

Além disso, explica Raza, as nações dispõem de freios políticos e econômicos que inviabilizam que se justifique internamente a aquisição de largas quantidades de equipamento militar, com o objetivo exclusivo de se igualar ao país ao lado.

"O que temos são reações dos outros países ao plano de compra brasileiro. Eles estão se reajustando a um novo desenho de defesa da região que é sistêmico. Não é um contra o outro, mas é uma nova arquitetura. Isso ocorre regularmente em ciclos históricos e é bom, pois leva a região a um novo patamar em termos de defesa segura", avalia Raza.

"As discussões no Brasil ainda são sobre os equipamentos, que foi justamente o erro venezuelano. É um assunto emocionante, empolgante, mas é o que chamamos de 'assunto de tenente', que analisa se a asa do avião é maior ou menor, por exemplo. Não é isso. O debate principal é sobre a integração desses equipamentos em doutrinas, sistemas de comando e estratégias, e isso ainda foi pouco abordado", defende Raza.

O caso da Venezuela, citado pelo especialista como exemplo de projeto mal conduzido, é o que os profissionais da área militar chamam de "booster frio" - uma injeção de recursos materiais que não altera em igual proporção a capacidade de combatência do país.

Segundo Raza, o investimento dos venezuelanos em armas acabou não se transformando em poder efetivo, além de ter aumentado o custo de manutenção dos novos equipamentos.

No entanto, o diretor do Cetris entende que o país está no caminho certo e não acha que possa haver um "Booster Frio" brasileiro. "Acredito que temos gente competente no País para fazer o projeto de força. O problema é que está muito demorado e já somos cobrados por isso. Estamos em um processo contratual, as Forças Armadas do Brasil estavam muito fracas em termos de equipamento. O material já era obsoleto, havia a necessidade de reciclagem", diz Raza.

Fonte: Marcos Chavarria (Terra) - Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Carta aérea

Aliança estratégica não é fatura nem contrato de promessa de compra e venda; é geopolítica

Por JANIO DE FREITAS

"NÃO ENCONTREI nem um grande negócio de armamentos sem corrupção". A partir de tal constatação, para nós, brasileiros, os negociantes de armas são como as grandes empreiteiras.

Aí está uma razão definitiva, além de muitas outras, para que as atuais compras de armamentos pesados pelo Brasil -ou, mais precisamente, por Lula e Nelson Jobim em nome do Brasil- não lembrem os negócios para realização de obras públicas. Mas, depois dos submarinos, é o negócio da compra de aviões de caça, não importam seus tipos e procedências, que se enrola em inverdades, negaças e cartas marcadas.

Aquela frase é de Andrew Feinstein, autor de pesquisa mundial sobre negócios de armamentos, para o livro que escreve a respeito. Sua dedicação ao tema tem boa origem. Quando deputado na África do Sul, encabeçou a extraordinária investigação parlamentar que desvendou uma trama de grossa corrupção na compra, à Rússia, de grande número de caças Sukhoi. A frase consta da entrevista transmitida pelo "Milênio", na GloboNews, em 27.jul.09.

Será melhor que o Brasil não venha a figurar no livro de Feinstein nem de modo inconclusivo, apenas por estranhezas. Como esta, por exemplo: dada autorização especial, do Congresso e do governo dos Estados Unidos, para que a Boeing inclua a transferência de conhecimento tecnológico em sua oferta do caça F-A18E, na sexta-feira o Ministério da Defesa comunicou que só receberá propostas de fabricantes até a segunda-feira 21. Nelson Jobim criou, portanto, uma data-limite e, com ela, apenas nove dias (com dois sábados e dois domingos) para a elaboração de complexos estudos e formulação de propostas. Sendo que a da francesa Dassault já foi esboçada com brasileiros e em Brasília.

A data foi fixada na mesma sexta-feira em que Lula emitia, durante comício televisivo, três afirmações aproveitáveis para numerosos fins: "não há prazo" para a escolha, "eu decido quando quiser", "quem decide sou eu e mais ninguém". Pelo visto, não é o que Nelson Jobim acha, e pratica.

A nota com a informação de data-limite pede que a sueca Saab, do caça Gripen, e a Boeing "apresentem propostas que busquem equiparar-se à francesa", e esta "compatível com os parâmetros do presidente francês Nicolas Sarkozy". Confirma-se, pois, que a proposta francesa já é conhecida, contra nove dias para elaboração das demais, em negócio de bilhões.

Há pelo menos dois outros pontos de curiosidade na nota. Se Jobim não comete a impropriedade de revelar a outros a proposta francesa, é puro nonsense o pedido de que "equiparem" suas ofertas àquela. E "equiparar-se" para quê? O que deveria interessar ao Ministério da Defesa é justamente que não sejam apenas "equiparáveis", mas melhores. Ou, seja lá pelo que for, não conviria que se mostrem melhores?

Lula e Jobim podem querer o caça francês, mas não precisam recorrer à alegação de uma "aliança estratégica" com a França. Sob aliança estratégica com os Estados Unidos, o Brasil fez sua primeira esquadrilha de caças com os Gloster-Meteor de fabricação inglesa. Além da aliança estratégica, já sob o Acordo Militar Brasil-Estados Unidos, que trouxe até militares norte-americanos para dentro de bases e quartéis brasileiros, comprou aos ingleses e reformou na Holanda o finado porta-aviões Minas Gerais. Comprou na França caças Mirage, ainda em uso. Fez a associação, hoje extinta, da Embraer com a Dassault, e comprou na França o atual, mas não atualizado, porta-aviões São Paulo.

Aliança estratégica não é fatura nem contrato de promessa de compra e venda. É geopolítica, é política internacional.

Além disso, essa história de que "a FAB faz a análise técnica" e "o governo toma a decisão política e estratégica" é só invencionice. As duas são indissociáveis: a finalidade condiciona a escolha técnica do instrumento. É a razão que faz os Estados Unidos, com seus tantos tipos de jatos de combate, desejarem testar o Super Tucano da Embraer, a hélice, para situações como as do Afeganistão.

As grandes empreiteiras já são mais do que o necessário para o mau conceito brasileiro.

Fonte: jornal Folha de S.Paulo

Concorrência se acirra após declarações do governo pró-Rafale

Boeing envia assessores para defender o seu avião; sueca Saab revê condições

Comandante Juniti Saito adere a brincadeira de Lula, de que vai acabar recebendo aviões "de graça", e diz que a disputa melhora as ofertas

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

Quanto mais o governo reforça publicamente sua preferência pelos aviões Rafale, da francesa Dassault, para renovar a frota da FAB, mais as outras competidoras, a sueca Saab e a americana Boeing, aumentam a pressão para não serem excluídas antes que se encerre o processo de análise técnica.

Nesta terça, por exemplo, desembarcam em São Paulo enviados especiais da Boeing para defender o seu avião, o F-18 Super Hornet. batendo na tecla de que seu produto não é só um dos melhores, se não o melhor, e atende ao requisito de transferência de tecnologia.

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, até aderiu à brincadeira do presidente Lula, de que vai acabar recebendo os aviões "de graça": "É possível. Os EUA disseram que vão transferir tudo, e a Suécia, que vai rever condições."

O novo parâmetro usado pelo governo brasileiro para tentar obter maiores vantagens no negócio, que pode chegar a 4 bilhões, foi dado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy: ele garantiu a Lula que a Dassault irá vender os aviões ao Brasil pelo mesmo preço que cobra da própria Aeronáutica francesa.

Já a pressão da Boeing é focada no compromisso da aprovação que o governo dos EUA deu para a transferência do pacote do F-18. "É uma decisão definitiva", disse um assessor americano, afastando uma possível revisão pelo Congresso.

A sueca Saab, que entra na disputa com o Grippen NG, também decidiu se mover. Seu principal trunfo é o preço, mas seu produto enfrenta duas resistências: só ter uma turbina e ser ainda um projeto virtual.

O prazo final para a coleta de dados e revisão de propostas passou do dia 18 para o dia 21, quando a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate espera abrir a fase final de redação do relatório com novidades das três empresas.

A expectativa é que todas façam novas concessões nas áreas de preços, de condições, de abertura de tecnologia e de "offset" (sistema de compensações no avião ou outras áreas).

As etapas seguintes são: avaliação do Alto Comando da Aeronáutica, envio para o Ministério de Defesa, convocação do Conselho de Defesa Nacional e a decisão do presidente. Em tese, Lula pode jogar o trabalho na gaveta e usar sua prerrogativa de decidir politicamente o que é melhor para o país.

Um fator decisivo pró-Rafale é a "aliança estratégica" entre Brasil e França, que inclui não só o maior pacote de compras militares, mas também aliança política em foros multilaterais.

Fonte: jornal Folha de S.Paulo

França não transferirá 100% da tecnologia nas negociações de caças, diz especialista

A proposta francesa de transferência total de tecnologia ao Brasil nas negociações para a compra de 36 caças Rafale deve ser vista com cautela, na opinião do economista Renaud Bellais, da Comissão de Defesa da Fundação Concorde e especialista em indústria de defesa.

Segundo ele, é provável que o governo francês e a Dassault, empresa que fabrica os caças, concordem em transferir 100% do conhecimento necessário para a linha de produção dos aviões, como processos de certificação, homologação e validação de etapas da produção - mas dificilmente vão revelar as "tecnologias mais sensíveis".

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"Um avião tem diferentes tecnologias, como aerodinâmica, estrutura, sistemas embarcados etc. O importante é saber a que tipo de tecnologia o governo francês se refere. Por exemplo, existem tecnologias de radar que nunca serão exportadas ", argumenta.

Para o especialista, a regra seguida pelo Ministério da Defesa é que seus aviões estejam sempre equipados com sistemas mais avançados que os que integram as unidades exportadas. "O objetivo é que os sistemas utilizados nos aviões do Exército francês sejam mais eficazes do que aqueles integrados nos aviões exportados para não nos encontrarmos na mesma situação vivida no Iraque, em que o Exército se deparou com equipamentos franceses."

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Segundo Bellais, a tecnologia mais sensível são os sistemas embarcados, tais como navegação, comunicação, dados de voo e sistemas de controle, ou ainda os sistemas de armas. No caso dos Rafales, parte desses sistemas são fabricados pela francesa Thales, em que a Dassault tem participação.

Embora os detalhes ainda não tenham sido definidos, a França se diz disposta a transferir ao Brasil 100% da tecnologia para a fabricação dos caças.

Paris garante que o objetivo é que, no final do processo, não somente o Brasil seja capaz de construir um avião equivalente ao Rafale, mas que os dois países construam juntos a próxima geração de caças franceses.

Como parte do acordo, a França também pretende comprar entre 10 e 15 unidades do futuro avião de transporte militar KC-390 da Embraer. Em entrevista a uma rádio francesa, o ministro da Defesa, Hervé Morin, chamou o avião brasileiro de "carrinho de mão" e disse que eles não têm o mesmo nível do A400M, avião europeu que está sendo desenvolvido com participação francesa.

Contrato vital

Desde seu primeiro voo, em 1996, os caças franceses nunca conseguiram decolar para as exportações. O contrato com o governo francês, que previa a entrega de 294 aviões até 2012, foi revisto para baixo e não deve ultrapassar 280 unidades.

Para Bellais, um contrato de exportação hoje é vital para que a Dassault possa continuar a fabricar os caças. "O problema atual é que a maior parte das encomendas já foi feita, e a produção está recuando", diz.

Segundo ele, o risco é que a produção recue a menos de 15 aviões por ano, mínimo necessário para manter a viabilidade econômica do projeto. "Nesse caso, a Dassault corre o risco de perder a mão de obra e a competência necessárias para a fabricação dos caças".

Um porta-voz do construtor negou que o futuro da empresa dependa do acordo com o Brasil. Segundo ele, a produção está garantida pelo contrato com o governo francês até 2025.

Fonte: Ana Carolina Dani (Folha Online) - Imagem: Arte/Folha

Farc ataca pequeno avião com 15 passageiros a bordo

Supostos guerrilheiros das Farc atacaram com tiros um pequeno avião que minutos antes tinha decolado de um aeroporto do departamento colombiano do Guaviare (sudoeste) com 15 ocupantes a bordo, informaram hoje meios de comunicação locais.

A nave, um DC3, foi atacada da terra por supostos integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que depois fugiram, indicou o noticiário de televisão Caracol Noticias.

A aeronave se preparava para partir de Miraflores com destino a San José do Guaviaré, capital departamental, quando foi baleada.

Um dos projéteis atingiu a fuselagem do aparelho, ferindo a uma passageira.

Os demais ocupantes saíram ilesos.

Fonte: EFE via iG

Avião do governo de MS fez pouso emergencial em Três Lagoas

No mapa de Mato Grosso do Sul, a localização do município de Três Lagoas

Tendo como passageiros o governador André Puccinelli (PMDB), os deputados Akira Otsubo (PMDB) e Diogo TIta (PPS), o secretário Wantuir Jacini (Segurança) e assessores, avião bandeirante do governo do Estado teve que fazer um pouso emergencial, na tarde desta quinta-feira (15), no aeroporto municipal de Três Lagoas devido a um temporal, conforme o site Perfil News. Foi apenas um susto, mas que impediu a aeronave de chegar aos destinos Aparecida do Taboado e Paranaíba.

Diante do imprevisto, Puccinelli retornou a Campo Grande com a aeronave. O deputado Akira Otsubo informou àquele site que o avião que havia decolado de Campo Grande por volta das 14h30 já sobrevoavam a região de Aparecida do Taboado quando passou por uma temporal que sacolejou muito a aeronave.

O piloto se viu obrigado então a retornar e pousar no aeroporto de Três Lagoas. Akira, Diogo Tita e o secretário Wantuir Jacini ficaram em Três Lagoas. Depois, Tita e o secretário de Segurança seguiram a viagem de carro para Paranaíba, enquanto Akira Otsubo continuo em Três Lagoas, onde cumpriu agenda, participando da inauguração da Clínica de Criança e de um jantar promovido pela OAB.

Fonte: Campo Grande News - Mapa: Raphael Lorenzeto de Abreu

Tailândia compra quarto avião para uso militar da Embraer

O Governo da Tailândia adquiriu uma quarta aeronave militar ERJ 135 da Embraer, que será utilizada pela Marinha do país, anunciou hoje a companhia construtora brasileira.

Em comunicado, a Embraer assinalou que a Royal Thai Navy (Marina Tailandesa) assinou a compra, a quarta desse tipo de aeronaves em menos de dois anos.

O primeiro negócio entre Embraer e o Governo da Tailândia foi divulgado em novembro de 2007 com a compra de duas aeronaves, uma para o Exército e outra para a Marinha, ambos entregues no fim de 2008.

No início de 2009 Embraer anunciou a aquisição de um segundo ERJ 135 por parte o Exército Tailandês.

Os aviões são utilizados para o transporte de autoridades militares, mas contam com equipes de resgate e recursos de defesa.

Bélgica, Grécia, Índia, Nigéria e o próprio Brasil já empregam esse tipo de aeronaves no uso de transporte militar.

Fonte: EFE via G1

Força Aérea equatoriana admite crise e justifica doação aviões venezuelanos

O comandante da Força Aérea Equatoriana (FAÉ), Rodrigo Bohórquez, admitiu hoje que a unidade está em crise e justificou assim ter aceito seis aviões Mirage-50 doados pela Venezuela ao Equador.

Bohórquez disse que a FAÉ atualmente só dispõe de um avião supersônico (K-Fir) operacional e outros dois (Mirage) que atuam de forma ocasional.

Lembrou que o Equador dispunha de uma frota de 26 aviões supersônicos mas que, após 30 anos de serviço, já cumpriram sua vida útil, informou o canal "Ecuavisa".

O comandante assinalou que sob essas circunstâncias a FAÉ decidiu aceitar os aviões doados pela Venezuela, que foram reformados em 1995, embora admitiu que se requereria fazer um investimento pequeno para adaptá-los às necessidades do país.

Justificou também a decisão do Governo equatoriano de adquirir, por US$35 milhões, uma dúzia de aviões Mirage-Cheetah da África do Sul, também reformados, para melhorar a capacidade operacional da FAÉ.

"Achamos que é a melhor forma de solucionar nosso problema operacional", acrescentou Bohórquez, que também lembrou que o Equador negociou com o Brasil a aquisição de aviões subsônicos SuperTucano.

O Equador espera também incorporar, nos próximos meses, dois radares provenientes da China, para melhorar a capacidade operacional de sua força militar.

Fonte: EFE via G1

Suíça quer desistir de comprar aviões de combate

A Suíça, um dos países mais ricos do mundo, está prestes a decidir não mais comprar 22 aviões de combate como tinha previsto para seu exército. Entre o Rafale francês, o Gripen sueco e o alemão Eurofighter, o novo ministro de defesa, Ueli Maurer, quer ficar mais algum tempo com sua frota de 54 Tiger para proteger um território menor do que o Piauí.

Inicialmente, o governo suíço tinha definido um pacote de 33 aparelhos. Depois baixou o projeto e reservou US$ 2,2 bilhões para comprar 22 jatos de combate. O setor econômico acha que é um bom negócio. Mas o ministro da Defesa, Ueli Maurer, do partido mais à direita no Parlamento, acha que a falta de recursos atualmente, em plena crise global, sugere a prudência.

Os partidos de esquerda, que quase não o elegeram no Parlamento para o cargo de ministro, agora parecem constrangidos em ver sua bandeira de um exército menor e sem gastos com avião de combate justamente vir a ser implementada pelo adversário político.

O governo diz que não há decisão oficial e as pressões são fortes para manter a encomenda. Em todo caso, o ministro indica que, ao adquirir mais tarde os aparelhos, todos deverão ser de um mesmo tipo.

Fonte: Assis Moreira (Valor Online) via O Globo