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sábado, 27 de junho de 2026

Vídeo: Por que TANTOS ACIDENTES AÉREOS estão ACONTECENDO? Entenda os FATOS


Nos últimos meses, a percepção de que os acidentes aéreos estão aumentando tem gerado preocupação entre pilotos, passageiros e entusiastas da aviação. Mas será que a aviação está realmente menos segura?

Para discutir os fatos por trás dos números, conversamos com Laert Gouveia, piloto de linha aérea, e Raul Marinho, Diretor Técnico da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral). Nesta entrevista, analisamos os principais fatores relacionados aos acidentes aeronáuticos, o crescimento acelerado da frota da aviação geral, o aumento das horas voadas e como esses dados impactam as estatísticas do setor.

Ao longo da conversa, mostramos por que o aumento no número absoluto de ocorrências não significa necessariamente uma piora nos níveis de segurança e discutimos os desafios atuais da aviação brasileira, incluindo treinamento, infraestrutura, manutenção e cultura de segurança operacional.

Se você quer entender o que realmente está acontecendo na aviação e ir além das manchetes, este vídeo é para você.

Vídeo: Dois acidentes quase ao MESMO TEMPO próximo a Chapecó - Caso EEQ e JYG


No dia 23 de setembro de 1981, Santa Catarina foi palco de uma das coincidências mais impressionantes da aviação brasileira: dois aviões Piper Navajo – o EEQ e o JYG – caíram em condições meteorológicas semelhantes, com poucos minutos e quilômetros de diferença entre eles.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Vídeo: PH RADAR 86 - Acontecimentos da Aviação


A bruxa está solta!

Nos últimos dias do mês de Junho de 2026 acidentes no Brasil e pelo mundo 
deixaram suas marcas e muitas vitimas fatais.

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Vídeo: Análise - A quase queda do voo 9 da British Airways - Falha nos quatro motores

Via Canal Aviões e Músicas com Lito Sousa

Vídeo: O caso não resolvido do voo 435 da Real Transportes Aéreos

Ative o áudio e a legenda em português nas configurações do vídeo

Em 24 de junho de 1960, o voo 435 da Real Aerovias caiu na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, matando todas as 51 pessoas a bordo. Apesar de ser um dos desastres aéreos mais mortais da história da região, o caso permanece sem solução e praticamente esquecido. Este vídeo examina o caso do voo 435, seu contexto e o que pode ter causado a queda.

domingo, 21 de junho de 2026

Vídeo: Por que os aviões caem, prepare-se para o impacto


"Brace for Impact"  foi o primeiro episódio de 'Why Planes Crash', a série criada para a MSNBC. A série estreou em 2009 e continua a ser exibida no The Weather Channel (em inglês).

Neste episódio são abordados os acidentes com aeronaves que pousaram ou caíram na água, retratando os casos envolvendo o voo ALM 980, voo 1549 da US Airways (o “Milagre no Hudson”), o sequestro no voo 961 da Ethiopian Airlines e o voo Pan Am 943.

(Vídeo em inglês - Vá nas configurações do vídeo e altere a legenda para português)

Vídeo: Aviões COLIDEM durante o POUSO


Neste vídeo, Lito Sousa nos relata como a falha do controle de tráfego aéreo resultou em um acidente durante o pouso no Aeroporto de Los Angeles.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Vídeo: A única luz - Voo da Amizade


A noite que apagou as luzes da pista

Novembro de 1961. Um Douglas DC-7C da Panair do Brasil se aproxima do Recife depois de 12 horas cruzando o Atlântico. A pista estava autorizada. O tempo, bom. Os pilotos, experientes. Mas cinco pontos de obstáculo que deveriam estar iluminados naquela noite sem lua... quase nenhum estava. Este é o Voo da Amizade, e a história de como a escuridão e um padrão de pouso não convencional se encontraram no pior momento possível.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Vídeo: Ele era Melhor que o Constellation? - Documento Revista ASAS 173


Existem aviões que não são apenas admirados – são cultuados! E um destes, sem dúvida, é o belíssimo Lockheed Constellation. Para muitos, o mais belo avião comercial já produzido. Para outros, também o melhor, de seu tempo. Mas será que houve um outro avião, que se tivesse tido a chance, poderia ter superado o Constellation!? Um que talvez, hoje, tivesse a sua fama e houvesse se tornado um ícone, como o Connie é, se os rumos da História tivessem sido outros.
Conheça essa aeronave, em nossos dias quase desconhecida – e tire as suas conclusões!
Porque pensar – faz bem! Com Claudio Lucchesi e Kowalsky, no Canal Revista Asas, o melhor do Jornalismo de Aviação, e da História e Cultura Aeronáutica no YouTube! 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Vídeo: Solte os controles! Voo Air Algérie 6289 - INACREDITÁVEL


Voo Air Algérie 6289 - Entenda a história do terrível acidente do voo 6289. Em 6 de Março de 2003 um Boeing 737 da Air Algérie se preparava para decolar, mas um problema simples no motor fez com que a falta de planejamento levasse ao acidente. Senta que lá vem história.

domingo, 14 de junho de 2026

Vídeo: Evento SUN and FUN 2026


Viajar para Sun and Fun é um prazer, primeiro é perto do Brasil, Sun and Fun tem um ótimo astral e lá nos sentimos em casa! Além do que a viagem tem um bom custo! Neste episódio. Neste ano a atração principal foi o gigante avião cargueiro da NASA o Beluga, Super Guppy, os Thunderbirds, também se apresentaram novamente, a última apresentação foi em 2024. Outra estrela rara foi o Super Costellation, um quadrimotor elegante com designer revolucionário para época. Entrevistamos o superstar dos shows aéreos ‪@mikegoulian‬ em uma conversa muita legal!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vídeo: PH RADAR 85 - Acontecimentos da Aviação


No programa de hoje vamos falar de:

Piloto voa sem carteira na aviação comercial

Anac perde verba do governo federal

Roda do nariz colapsa em avião Boeing 787 da Lufthansa

Este e vários assuntos no PH Radar!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

Vídeo: Qual avião tem a asa mais flexível do mundo?


As asas de aviões são projetadas para serem flexíveis a fim de suportar as forças aerodinâmicas e as turbulências durante o voo. Essa flexibilidade permite que as asas se deformam ligeiramente, dissipando energia e reduzindo o estresse estrutural, o que aumenta a segurança e a durabilidade da aeronave.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Vídeo: PH RADAR 84 - Acontecimentos da Aviação


No PH Radar de hoje Milton Parnes e Becca discutem assuntos como:

Aviação executiva, falta de aeroporto, dia do aviador agrícola, 
dia do comissário de bordo e muito mais!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari


quarta-feira, 10 de junho de 2026

Vídeo: O Copiloto Fantasma - Voo PY764: A Seleção do Suriname que Nunca Chegou


O Maior Acidente Aéreo do Suriname - Voo PY764: A Seleção que Nunca Chegou -Uma seleção de futebol de estrelas surinamesas, um retorno triunfal para casa... e a maior tragédia aérea da história do Suriname. Neste vídeo, Lito conta em detalhes como o voo PY764 da Surinam Airways, que partiu de Amsterdã em 1989, terminou em um desastre devastador em Paramaribo.

terça-feira, 9 de junho de 2026

História: Aeroflot 593 - O voo internacional que caiu na Sibéria porque o comandante deixou o filho de 15 anos pilotar o avião

Tragédia que completou 30 anos em 2024 deixou todos os 75 ocupantes mortos. Adolescente perdeu o controle ao assumir o controle do avião por três minutos.


Você entraria em um avião pilotado por um adolescente de 15 anos sem treinamento? Provavelmente os 63 passageiros do voo Aeroflot 593 responderiam que não, assim como a maior parte dos 12 tripulantes. E, no entanto, o jovem Eldar estava sentado no banco do comandante quando uma sequência de erros —em pouco mais de três minutos— fez o avião cair, matando todos a bordo.

A tragédia que ocorreu há 30 anos, na Rússia, é uma das mais estranhas –e evitáveis– da aviação mundial. A história mostra como até acidentes causados por erros flagrantes servem para melhorar processos no setor. Com base no relatório final da investigação do acidente, foi possível reconstituir o que houve a bordo.

O voo Aeroflot 593 partiu na noite de 22 de março de 1994 do aeroporto internacional de Sheremetyevo, em Moscou, com destino ao aeroporto de Kai Tak em Hong Kong. O modelo utilizado para a rota era um Airbus A310, “um ótimo avião”, segundo Jorge Leal Medeiros, piloto, engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da USP. Ele mesmo já chegou a atuar como engenheiro de operações de voo de um modelo semelhante, o A300.

Muito popular na época, o A310 era um dos mais modernos da Aeroflot, cuja maior parte da frota era composta por equipamentos produzidos pela União Soviética. O modelo é capaz de transportar até 240 pessoas, dependendo da configuração de cabine, e fazer voos de longa distância. Hoje, quase não é mais usado; segundo o site Simple Flying, apenas duas companhias aéreas do Irã e uma do Afeganistão seguem voando com esse modelo.

Na rota para Hong Kong, prevista para durar quase 14 horas, três pilotos seriam responsáveis pelo voo. Todos eles tinham experiência no modelo e se revezariam, para não ultrapassar o limite de jornada de trabalho.

A aeronave não apresentou nenhum tipo de problema e seguiu em voo de cruzeiro, durante a madrugada, quando o comandante Andrei Danilov foi descansar na primeira classe e cedeu seu lugar para Yaroslav Vladimirovich Kudrinsky, que assumiria o lugar de piloto na cabine de comando.

Cinco pessoas na cabine

Havia um terceiro piloto da Aeroflot na cabine de comando, que estava viajando como passageiro e pediu para o comandante para acompanhar o voo do “jump seat”, um assento retrátil que fica atrás dos bancos de piloto e copiloto.

Pouco após assumir os controles, Kudrinsky convidou mais duas pessoas para acessar a cabine de comando: os seus próprios filhos, Yana e Eldar, que estavam acompanhando o pai em um voo internacional pela primeira vez.

“É importante notar que, naquela época, a cabine de comando não era considerada um ambiente estéril”, aponta Medeiros. “Era muito comum qualquer passageiro pedir para visitar o local. Eu mesmo já fiz isso quando era estudante, nos anos 70.”

O conceito de esterilidade da cabine –tornar o local um ambiente praticamente isolado do resto da aeronave– só se tornou regra após os atentados de 11 de setembro de 2001. Naquela ocasião, terroristas sequestraram aviões, invadiram as cabines com facilidade e assumiram o controle das aeronaves, forçando uma revisão de todos os processos de segurança do setor.

Destroços do voo Aeroflot 593, caído sob a neve na Sibéria (Foto: Reprodução)
Num primeiro momento, havia cinco pessoas no pequeno espaço da cabine, em um ambiente propício à distração.

A primeira falha grave, porém, acontece quando Kudrinsky convida sua filha Yana, de 13 anos, a se sentar no assento do comandante, do lado esquerdo da cabine, que ele ocupava até então. Colocar uma pessoa não capacitada no comando, naquela posição, já constituía uma violação de conduta das normas da Aeroflot e dos manuais de segurança da aviação comercial da época.

Em nenhum momento Kudrinsky passa os controles para o copiloto, Igor Piskarev, sentado do lado direito. Piskarev segue responsável pela comunicação por rádio e monitoramento. Um detalhe importante é que, enquanto os cinco conversam, Piskarev coloca o seu banco totalmente pra trás, de forma que ele fica longe dos comandos do avião.

Ainda assim, aviões comerciais voam em piloto automático na maior parte do tempo —do pós-decolagem até os momentos próximos ao pouso. Era o caso do A310: com o Airbus em piloto automático, a adolescente Yana apoia as mãos sobre o manche —o comando que, movido para frente e para trás, controla os movimentos do avião.

"Você vai pilotar? Vá em frente, assuma os controles”, diz Kudrinsky para a filha.

O piloto realiza então um segundo desvio grave de conduta. Para dar a impressão de que sua filha está controlando a aeronave, ele aciona o modo “heading select” (seleção de direção) do piloto automático em um botão à sua frente e ordena uma curva de 20º de inclinação para a direita. A manobra coloca o voo levemente para fora de sua rota planejada, de maneira desnecessária.

Yana chega a exercer uma pressão de 2 kg a 4 kg sobre o manche, considerada desprezível pelo piloto automático. Kudrinsky explica aos filhos como funciona o “heading select”.

A filha permanece 7 minutos e meio sentada no lugar do piloto, enquanto a tripulação conversa, sem prestar atenção nos parâmetros de voo.

Comando involuntário

Chega a vez de Eldar, de 15 anos, o filho mais velho de Kudrinsky, ser convidado para o assento onde estava a irmã. A conversa registrada pela caixa-preta, incluída no relatório final do acidente, indica um clima bem-humorado na cabine. O piloto convidado, Makarov, chega a tirar uma foto ou filmar o adolescente.

Eldar, então, pergunta se pode repetir a manobra da irmã e “virar” o manche do avião:

— “Posso virar aqui? O controle?”.

— “Sim”, responde Kudrinsky. “Fica de olho, nós vamos virar. Vai pra esquerda, gira pra esquerda!.”

Kudrinsky repete, então, o procedimento do “heading select” que realizou com Yana. Há uma diferença desta vez, que se provou fatal.

Ao contrário de sua irmã, Eldar aplica uma força considerável no manche, de cerca de 10 kg. Quando seu pai muda a direção da curva para a esquerda, para retomar a rota planejada, Eldar aplica mais força ainda no manche. Ele segue aplicando cerca de 13 kg ao fim da manobra.

Essa força é suficiente para ser notada pelo computador de bordo do Airbus. Quando o computador percebe que o piloto está aplicando alguma força contrária à orientação do piloto automático, ele é programado para devolver a autoridade à tripulação e desligar o piloto automático, pois isso é entendido como a sinalização de que há uma situação não planejada no voo.

Essa transição costuma ser óbvia para os pilotos, pois ela vem acompanhada de um aviso sonoro e uma mensagem no painel principal. Mas, devido a uma peculiaridade do Airbus A310, a força empregada por Eldar não foi suficiente para desligar o piloto automático por completo; só o controle da inclinação do avião em relação a seu próprio eixo. Nesses casos, não havia alerta sonoro ou visual indicando a transição do modo de voo.

Um piloto perceberia essa transição facilmente, porque sentiria o manche do A310 mais “duro” – mas Eldar era um adolescente de 15 anos, sem treinamento para pilotar uma aeronave. Piskarev, a seu lado, mesmo que estivesse com as mãos no manche do seu lado, tinha 1,60 metro de altura e estava com o banco completamente para trás, de forma que não perceberia a resposta dos controles normalmente.

Sem que ninguém da tripulação perceba, a asa esquerda começa a se inclinar para cima lentamente. O áudio da cabine indica que, distraídos com as visitas, ninguém monitorava os instrumentos. Kudrinsky conversava com sua filha, e o primeiro a notar uma anormalidade é o próprio adolescente.

"Por que ele está virando?”, Eldar pergunta.

“Está virando sozinho?”, questiona o copiloto, Piskarev.

“Está virando para a área [de espera]”, opina Makarov, que não fazia parte da tripulação.

Os pilotos parecem pensar que a aeronave entrou em um padrão de espera usado perto de aeroportos. O padrão de espera acontece, por exemplo, quando há congestionamento na chegada de um aeroporto e os aviões passam a voar em círculos, numa área próxima, à espera da vez de aterrissar.

A tripulação não percebe o desligamento parcial do piloto automático.

“Isso indica uma falta de consciência situacional”, diz Jorge Medeiros, “que foi algo que também aconteceu com os pilotos do voo 447, da Air France”.

O que ninguém da tripulação percebe é que a aeronave continua inclinando, a ponto de exceder os 45º, o máximo do limite operacional do Airbus A310 —acima desse ângulo, o avião pode ficar numa posição irrecuperável e cair.

O piloto automático segue controlando os outros parâmetros de voo, inclusive a altitude programada – mas, para tentar manter a aeronave no trajeto, ele realiza correções extremas. Até este momento, nenhum alarme soou na cabine.

O avião finalmente passa a perder altitude, e a força G chega a 1,6 (ou 60% a mais que a força da gravidade). Kudrinsky grita “Segura! Segura!”, o que faz seu filho segurar o manche na posição. Ele queria, na verdade, que os pilotos “segurassem” o ângulo de inclinação, mas Piskarev não estava bem posicionado para controlar seu manche, e Eldar não tinha conhecimento da fraseologia da aviação para notar o real significado da expressão.

A partir daí, a situação passa a se deteriorar rapidamente na cabine de comando. A asa esquerda do avião aponta quase 90º em direção ao céu, e a aeronave entra em “estol”, ou seja, perde a sustentação e começa a cair. Os ocupantes sentem uma trepidação característica, e as forças aplicadas ao manche finalmente fazem o piloto automático desligar completamente.

Kudrinsky passa a gritar com filho Eldar, em desespero.

Assim como no caso do voo 447 da Air France, os pilotos não haviam recebido treinamento em simulador de recuperação de estol em altitudes elevadas.

O Airbus cai em alta velocidade e, assim que Piskarev parece recobrar a consciência situacional, ele puxa o nariz do avião para cima, o que faz a força G chegar a 4,6. Kudrinsky tenta assumir novamente o assento do comandante, mas nem ele nem Eldar conseguem se mover.

“Sai daí!”, ele exclama para o filho.

Parafuso e golpe fatal

A aeronave chega a recuperar a altitude e a força G diminui até chegar a quase zero, permitindo que Kudrinsky finalmente troque de lugar com Eldar, mas a subida repentina faz com que o avião perca muita velocidade.

A última fatalidade do voo Aerolflot 593 acontece justamente na hora em que Eldar levanta do banco e seu pai senta. No momento da troca, um dos dois aciona o pedal esquerdo de forma não intencional. Os pedais controlam o estabilizador, que ajuda a controlar o avião e fica posicionado na cauda.

O toque leva a aeronave a girar e cair novamente, com o nariz para baixo. Existia uma possibilidade de que a própria aerodinâmica do avião corrigisse a trajetória caso os comandos fossem deixados em posição neutra, mas um dos pilotos tenta puxar o nariz para cima, e um novo toque no pedal é registrado.

O avião entra em parafuso e, depois de ter perdido muita altitude, ele está a cerca de 300 metros do solo. Já não há mais nada que possa ser feito para salvar a vida dos ocupantes.

A colisão contra as montanhas na Sibéria aconteceu apenas 3 minutos e 15 segundos depois que Eldar assumiu o assento do comandante.

Lições

Muitas das regras de acesso à cabine de comando foram revistas, assim como o treinamento de pilotos para recuperação de estol.

A investigação do acidente, conduzida pelas autoridades russas, levou a uma série de recomendações para que uma tragédia semelhante não se repetisse.

Mas, embora o acidente tenha sido decorrente de uma irresponsabilidade flagrante do piloto, o relatório final apresentou mudanças a serem feitas até pela Airbus: ele pediu que os fabricantes inserissem alarmes mais óbvios para desativação parcial de piloto automático e de inclinações excessivas.

Jorge Medeiros afirma que esse procedimento, de apontar todas as brechas que levaram a um desastre, mesmo as que não foram determinantes para a queda, é padrão no setor: “A preocupação, na aviação, é fazer com que a segurança evolua constantemente”.

Leia mais detalhes desse acidente clicando aqui.

Com informações do g1

domingo, 7 de junho de 2026

Vídeo: "Não era pra gente estar lá" - Lito Lounge Sorocaba


Neste episódio do Lito Lounge, recebemos Sorocaba (Fernando & Sorocaba) para um papo sem roteiro sobre aviação, bastidores da vida na estrada e momentos que poderiam ter terminado em tragédia. Ele conta em detalhes quando entrou em uma tempestade severa dentro de um avião King Air, com granizo, gelo e o radar completamente vermelho — uma das experiências mais tensas da sua vida.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Vídeo: Acidente que chocou o Brasil - Presidente da Sharp


A neblina não avisou quando chegou

O piloto não tinha habilitação para voar sem referência visual. E três pessoas nunca chegaram a Atlantic City. Esse episódio conta a história do NHC Flight 44 — o acidente que matou Mathias Machline, presidente do Grupo Sharp do Brasil, e sua esposa Marina, na noite de 12 de agosto de 1994, nos Pine Barrens de New Jersey.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Vídeo: O Bombardeiro Antonov An-26. Você conhecia?


Nos anos 80, para combater o regime genocida do Khmer Vermelho e as suas tropas, que invadiam o Vietnã e perpetravam massacres de sua população civil, a Força Aérea vietnamita recorreu a uma solução inusitada e criativa – a conversão de transportes táticos Antonov An-26 em “bombardeiros pesados”!

E ao contrário de muitas outras improvisações deste tipo, acontecidas nos diversos conflitos localizados durante os anos da Guerra Fria, a solução dos An-26 do Vietnã não se limitou à algumas poucas aeronaves, operando ocasionalmente, mas formou uma unidade de bombardeio real, que atuou com intensidade, realizando inclusive missões com formações de mais de uma dezena de aeronaves!

E foram surpreendentemente eficazes!

Conheça tudo dessa incrível história, com imagens raríssimas, algumas nunca vistas antes em vídeo! - com Claudio Lucchesi e Kowalsky, no Canal Revista Asas, o melhor do Jornalismo de Aviação, e da História e Cultura Aeronáutica no YouTube!

Vídeo: A pior companhia aérea que já existiu (Voo 0992 da Dana Air)


O caso do voo 0992 da Dana Air é um exemplo de má gestão crônica da companhia aérea em vários níveis. Uma falha completa na operação da aeronave, na manutenção e na cultura do local de trabalho, agravada por erro do piloto, levou a este desastre devastador que matou 159 pessoas quando este avião de passageiros caiu em uma área residencial a poucos minutos do pouso no Aeroporto de Lagos, na Nigéria.

Quando comecei a pesquisar sobre este acidente horrível, eu realmente não sabia o que esperar. Certamente não esperava descobrir o funcionamento interno de uma companhia aérea que oscilava no limite do que é considerado aeronavegabilidade aceitável. Às vezes, ao ler as camadas mais profundas desta história, eu simplesmente não conseguia acreditar no que estava lendo. Permita-me ler rapidamente algumas das notas finais da investigação...

"A omissão inadequada do uso da lista de verificação" "Falta de consciência situacional, tomada de decisão inadequada, pilotagem deficiente".

Mas vamos voltar um pouco, como isso aconteceu? Como tudo isso se conecta? Bem, venha comigo, meu espectador. Vamos analisar juntos os eventos desse acidente.